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Infraestruturas – Telecomunicações

O SECTOR DAS COMUNICAÇÕES ELECTRÓNICAS

Informação Portugal – Julho - 08 1


Infraestruturas – Telecomunicações

Índice

1. Breve caracterização do sector 3

1.1 Perfil do utilizador 3

1.2 Caracterização do consumo por áreas geográfica 4

2. Rede de comunicação electrónica 4

3. Serviços de comunicação electrónica 5

3.1 Telefone fixo (STF) 5

3.2 Telefone móvel (STM) 7

3.2.1 Mapa de cobertura da rede Vodafone 9

3.2.2 Mapa de cobertura da rede TMN 10

3.2.2.1 GSM e GPRS 10

3.2.2.2 Banda Larga 11

3.2.3 Mapa de cobertura da rede OPTIMUS 12

3.2.4 iPhone 12

3.3 Acesso à Internet 13

3.4 Distribuição de televisão por assinatura 14

4. Operadores 16

5. Entidade reguladora 16

5.1 Atribuições 16

5.2 Plano estratégico 2008-2010 18

6. Tarifários 18

7. Relatórios de qualidade 20

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1. Breve caracterização do sector

Consideram-se integrados nas comunicações electrónicas os serviços de voz (serviços telefónicos


fixo e móvel), de dados (sobretudo acesso à Internet) e vídeo (distribuição de sinal de TV). Estes
serviços são por sua vez distribuídos através de várias redes de acesso, nomeadamente redes
móveis, rede fixa tradicional, redes de distribuição de TV por cabo, satélite e outros meios
radioeléctricos.

Globalmente, o número de meios físicos utilizados pelos consumidores para aceder aos serviços de
comunicações electrónicas tem crescido cerca de 7% ao ano, entre 2000 e 2006. Esta evolução é
sobretudo determinada pelo crescimento das redes móveis (aumento de cerca de 11% ao ano) e, em
menor escala, pelas redes de distribuição de TV por cabo (cerca de 7% ao ano). Pelo contrário, a
rede fixa tradicional tem vindo a diminuir o seu peso, em média cerca de 1% ao ano. As redes satélite,
apesar de terem crescido 22% desde o ano 2000, representam apenas 2,5% do total dos meios de
acesso.

Os serviços de voz, dados e vídeo podem ser prestados sobre quaisquer dos meios de acesso acima
mencionados. Sobre a rede fixa, para além da voz e dados de baixo débito, prestam-se serviços de
acesso à Internet em banda larga e sobre estes, serviços de distribuição de TV. Da mesma forma,
sobre as redes de distribuição de TV por cabo, são prestados serviços de telefone fixo e acesso à
Internet em banda larga. Com o aparecimento das redes móveis de 3ª geração, o acesso à Internet
em banda larga e TV passaram a ser disponibilizados a clientes com este tipo de serviço. As redes
satélite são sobretudo utilizadas para prestar serviços de distribuição de TV.

Os serviços de voz são responsáveis por cerca de 80% do total das comunicações electrónicas,
muito embora o seu peso relativo esteja a decrescer lentamente, em detrimento dos serviços de
dados que cresceram cerca de 32% em média no período 2000-2006, atingindo no final do período
cerca de 9% do total de clientes. Os serviços de TV – maioritariamente prestados pelos operadores
de TV por cabo - têm vindo também a perder peso relativo no total do número de clientes dos
serviços, apesar de se encontrarem a crescer a uma taxa próxima dos 10% ao ano.

Em termos de receitas os serviços que mais pesam são os de dados e de vídeo, com as primeiras a
crescerem 25% ao ano e as segundas 16% ao ano.

1.1 Perfil do utilizador

De acordo com os resultados de um Inquérito ao Consumo das Comunicações Electrónicas realizado


em Dezembro de 2006 pela ANACOM, 1 em cada 5 lares portugueses dispõem apenas de serviço
telefónico móvel. Em segundo lugar surgem os lares que dispõem de telefone fixo, TV por assinatura,

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telefone móvel e Internet. Por outro lado, dos lares com comunicações electrónicas, menos de 9%
não dispõem de telefone móvel, ao passo que perto de 40% não têm telefone fixo.
Importa referir que existe uma percentagem significativa de utilizadores que adquirem os serviços em
pacote. Mais de metade da amostra de inquiridos dispõe de um pacote de serviços que inclui TV e
Internet. Os restantes adquirem o serviço de acesso à Internet em conjunto com o telefone fixo ou em
conjunto com o telefone fixo e a TV (triple play).
De acordo com a Comissão Europeia, 13% dos lares portugueses beneficiam dessas ofertas, contra
18% na UE.

1.2 Caracterização do consumo por áreas geográficas

A Grande Lisboa, as regiões autónomas da Madeira e Açores e, em menor escala, o Grande Porto,
são as regiões onde existem relativamente mais lares que dispõem dos 4 serviços considerados
(F+TV+M+I). Em contrapartida, a percentagem de lares que dispõem em simultâneo destes serviços
no Interior Norte, é diminuta.

Caracterização do consumo por áreas geográficas (%)


Grande Grande Litoral Litoral Interior
Sul Madeira Açores Total
Lisboa Porto Norte Centro Norte
M 13,3 16,2 24,3 24,3 26,9 22,9 6,2 6,2 20,5
F+TV+M+I 27,8 18,9 14,4 14,6 6,9 19,5 27,8 38,3 17,5
F+M 8,0 9,9 14,6 12,2 22,8 13,2 10,3 13,6 13,8
F+M+I 5,3 9,6 13,7 15,1 11,1 14,3 9,3 2,5 10,9
TV+M+I 14,0 16,9 7,2 7,7 3,2 4,9 14,4 2,5 8,8
F+TV+M 13,1 6,3 7,2 8,2 6,1 4,9 16,5 13,6 8,4
TV+M 9,8 12,9 6,1 8,2 4,2 9,0 7,2 7,4 7,9
F 2,9 4,0 5,8 6,1 13,9 7,9 4,1 2,5 6,8
M+I 2,4 2,6 3,8 1,6 2,8 2,3 - 1,2 2,5
F+TV 2,4 1,7 1,3 1,1 1,2 0,4 2,1 11,1 1,8
Fonte: ICP-ANACOM, Inquérito ao Consumo dos serviços de comunicações electrónicas – 2006
Notas: M=telefone móvel; F=telefone Fixo; TV=TV por assinatura; I=Internet

2. Redes de comunicação electrónica

Rede fixa
Rede móvel
Rede de satélite
Rede de radiocomunicações sem fios (FWA, BWA, WIMAX)
Rede eléctrica (quando utilizada para transmissão de sinais)
Redes para transmissão e distribuição de programas de rádio e televisão ao público (rede
hertziana associada à tecnologia analógica)

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Rede distribuição por cabo


Outras redes de comunicação electrónica

3. Serviços de comunicação electrónica

Serviço telefónico em local fixo (STF)


Serviço universal
Outros serviços
Serviço de cartões virtuais de chamadas
Serviço de postos públicos
Serviço de acesso à rede telefónica pública em local fixo
Serviço telefónico móvel
Serviço de transmissão de dados
Serviço de acesso à Internet (ISP)
Serviço de voz através da Internet (VoIP)
Outros serviços de dados
Serviço de distribuição de sinais de televisão
Serviço de redes privadas virtuais (VNP)
Serviço móvel com recursos partilhados
Serviço de circuitos alugados (oferta retalhista)
Serviços de revenda
Serviço de revenda de tráfego de dados curtos (SMS)
Serviço de revenda de tráfego telefónico de voz (Rev. TTV)
Serviço de revenda de circuitos
Serviço de revenda do serviço de acesso à Internet
Outros serviços de revenda
Ofertas agregadas de serviços

3.1 Telefone fixo (STF)

O STF consiste na oferta ao público em geral do transporte da voz, em tempo real, entre locais fixos,
permitindo a qualquer utilizador, através de um equipamento ligado a um ponto terminal da rede,
comunicar com outro ponto terminal.

A nível tarifário tem-se assistido a constantes inovações. A situação inicial caracterizava-se pela
prática de tarifas compostas por duas partes, sendo que a componente associada ao acesso
(instalação e assinatura) se encontrava separada da associada à utilização (preço das chamadas).
Esta situação alterou-se nos últimos anos com a implementação do designado “acesso indirecto”, que
veio separar a oferta de acesso à rede telefónica pública num local fixo, dos serviços telefónicos

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prestados ao público em geral num local fixo, permitindo aos utilizadores a realização de chamadas
utilizando os serviços de outros prestadores de STF que não o seu fornecedor de acesso.

Por outro lado, assiste-se a uma tendência de criação de pacotes tarifários onde as componentes de
acesso e de utilização não se encontram separadas. Estamos em presença de pacotes multiple play
no qual são integrados serviços de voz (VoIP1), acesso à Internet, distribuição de televisão (TV) e
conteúdos.

A portabilidade, i.é, a funcionalidade através da qual os assinantes podem manter o seu número no
âmbito do mesmo tipo de serviço, independentemente da empresa que o oferece, foi introduzida em
2001 na rede fixa e em 2002 na rede móvel.

Recentemente foi concedida aos operadores alternativos a possibilidade de apresentar ao cliente final
uma factura única e uma oferta conjunta de serviços de acesso a serviços telefónicos.

Outra novidade ocorrida na prestação do STF consistiu no aparecimento de infraestruturas


alternativas de acesso ao serviço. Entre estas destacam-se as redes de distribuição de televisão por
cabo e os meios radioeléctricos. Neste último caso encontram-se o “acesso fixo sem fios” e
posteriormente as frequências associadas à prestação do serviço de telefone móvel.

A finalizar importa referir que, virtualmente, todas as principais formas de acesso à rede telefónica
pública num local fixo se encontram presentes em Portugal:
Acessos analógicos
Acessos digitais básicos
Acessos digitais primários

O tráfego comutado cursado na rede fixa é maioritariamente constituído por chamadas fixo-fixo (79%).
Segue-se o tráfego fixo-móvel (13%), o tráfego de acesso à Internet (11%) e o tráfego internacional
de saída (6%).

Os utilizadores do STF são maioritariamente residenciais e entre eles, a penetração é muito superior
à média no caso dos maiores de 55 anos e no caso dos clientes com formação superior. Em termos
de repartição regional, os clientes das Regiões Autónomas são os que mais aderem a este tipo de
serviço.

1
O VoIP é uma tecnologia que permite ao utilizador estabelecer chamadas telefónicas através de uma rede de dados como a
Internet, convertendo um sinal de voz analógico, num conjunto de sinais digitais, sob a forma de pacotes com endereçamento
IP (Internet Protocol), que podem ser enviados, designadamente através de uma ligação à Internet (preferencialmente em
banda larga).

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Distribuição das centrais da PT e centrais da PT com lacetes locais desagregados


Portugal Continental

Regiões Autónomas

3.2 Telefone móvel (STM)

O STM é um serviço público comutado de comunicações electrónicas que permite a transmissão de


sinais através de redes de comunicações electrónicas terrestres. A rede de acesso é constituída por
meios radioeléctricos e os equipamentos terminais são móveis.
O serviço é prestado por entidades que dispõem de uma licença para o efeito, visto que a utilização
de frequências está dependente da atribuição de direitos individuais de utilização.

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A 1ª geração do serviço móvel foi desenhada exclusivamente para comunicações vocais e utilizava
sinais analógicos e uma técnica de transmissão baseada em FDMA (Frequency Division Multiple
Access). Este serviço foi prestado pela TMN de 1989 até 1999.

A 2ª geração (GSM/DCS) caracteriza-se pela utilização de tecnologia digital sendo já disponibilizados,


para além do serviço de voz, serviços de dados de baixo ritmo (ex. fax e correio electrónico). Esta
geração tem já uma certa capacidade para transmissão de dados e utiliza uma técnica mais eficiente
em termos de utilização de espectro.
O GSM possibilita também o roaming internacional e teve um enorme sucesso e aceitação
internacional. As redes GSM tiveram uma implantação geográfica muito rápida e abrangente, e hoje
em dia a tecnologia GSM é utilizada por ¼ da população mundial.
A plataforma GSM foi aperfeiçoada e desenvolvida no sentido de possibilitar uma oferta cada vez
mais alargada de serviços de voz e dados. Num esforço concertado entre os vários fabricantes foi
definido um protocolo que pudesse ser usado por todos os sistemas de comunicações, designado por
Wireless Application Protocol (WAP), que veio permitir a comunicação, de modo normalizado, entre
um telemóvel e um servidor instalado na rede do operador móvel. Contudo, este protocolo acabou por
não ter uma aceitação alargada no mercado devido a algumas limitações, nomeadamente, o acesso
lento à informação e a existência de uma oferta de conteúdos específica e pouco diversificada.
Estas limitações conduziram ao desenvolvimento da geração 2G+, com a introdução, a partir de GSM,
de tecnologias vocacionadas para o suporte de serviços de dados, como o GPRS.
As redes GPRS permitem, numa modalidade “sempre ligado”, a transmissão de dados com débitos
mais elevados do que o GSM tradicional, permitindo o acesso à Internet e a pesquisa com terminais
que dispõem de visores coloridos, correio electrónico em movimento, comunicações com poder visual,
mensagens multimédia e serviços baseados na localização.

A 3ª geração, também digital, foi concebida para concretizar as convergências entre o fixo e o móvel
e entre as telecomunicações e o multimédia, aproximando as redes móveis da capacidade da rede
fixa e permitindo aos utilizadores móveis o acesso a serviços multimédia (serviços de voz e dados).
Os telemóveis têm actualmente várias funcionalidades e permitem a utilização de uma variedade de
serviços que aumentam a flexibilidade das comunicações móveis.

As entidades legalmente habilitadas para a prestação de serviços STM em Portugal são: TMN,
Vodafone e Optimus.

Quanto aos utilizadores do STM verifica-se uma relação negativa entre a idade a penetração. Na
população residente com mais de 65 anos, apenas 58,5% possuíam telemóvel no final de 2006 e no
que diz respeito à distribuição geográfica, são os residentes nos Açores e no interior do país os que
menos telemóveis possuem, embora se tenha registado um reforço generalizado na sua penetração.
Quanto aos tipos de chamadas efectuadas, verifica-se que cerca de 2/3 têm por destino a própria
rede de origem.

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No que diz respeito aos planos tarifários utilizados pelos assinantes, cerca de 80% utilizam planos
pré-pagos, sistema em que Portugal foi pioneiro (a TMN introduziu o MIMO em 1995). Estes produtos
estão associados a um maior controlo da factura do serviço, não exigindo, igualmente, o pagamento
de assinaturas. Sublinhe-se, no entanto, o aumento do peso dos planos sem carregamento
obrigatório, nos últimos anos.

Existe uma tendência de crescimento do número de assinantes STM, influenciada em grande parte
pelos seguintes factores:
Desenvolvimento dos serviços 3G
Aparecimento de ofertas discount (UZO, Rede 4, Vodafone Directo)
Aparecimento de novas ofertas de acesso à Internet em banda larga móvel
O desenvolvimento de novas aplicações associadas a máquinas

3.2.1 Mapa de cobertura da rede Vodafone

Fonte: www.vodafone.pt

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3.2.2 Mapa de cobertura da rede TMN


3.2.2.1 GSM e GPRS

Fonte: www.tmn.pt

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3.2.2.2 Banda Larga

Açores
Zona Oriental Zona ocidental

Zona Central

cobertura tmn acesso à internet


(GPRS; 384 Kbps; 1,8 Mbps e 3,6 Mbps)

Hotspots Hi-Fi
Fonte: www.tmn.pt

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3.2.3 Mapa de cobertura da rede OPTIMUS

Fonte: www.optimus.pt
Nota: Este mapa foi elaborado por computador. Por essa razão, as áreas de cobertura representadas são indicativas. Existem
eventualmente algumas zonas sem cobertura que, devido à reduzida escala, não aparecem assinaladas.

3.2.4 iPhone

O iPhone é um smartphone (telemóvel 3G de última geração) desenvolvido pela Apple Inc. com
funções de iPod, câmara digital e Internet. Oferece serviços de Internet como e-mail, mensagens de
texto, navegador Internet, visual voicemail (correio de voz visual) e conexão wi-fi local. A interacção
com o utilizador é feita através de um ecran sensível ao toque.
Foi lançado em Portugal pela Vodafone em Julho do corrente ano, mas já está disponível também no
operador Optimus.

Tarifário Vodafone
https://loja.vodafone.pt/homephone/iPhone/tarifario/
Tarifário Optimus
- Particulares
Pré-Pago
http://iphone.optimus.pt/
- Empresas e Profissionais

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Plano Individual
http://iphone.optimus.pt/
Complementos
http://iphone.optimus.pt/

3.3 Acesso à Internet

O serviço de acesso à Internet pode ser disponibilizado através de diversas tecnologias: dial-up,
ligação dedicada (ligação entre um utilizador e um ISP - canal de comunicação que só é utilizado na
ligação à Internet), ADSL, modem por cabo e através das redes móveis de 3G. Por outro lado, o
serviço é oferecido com várias capacidades de transmissão, que se traduzem na prestação de
serviços de banda estreita ou de banda larga.

Em 2006 este serviço estava disponível em praticamente todo o território nacional, em particular o
acesso dial-up disponível em toda a rede telefónica pública comutada.
O acesso através de modem por cabo no que se refere ao continente concentra-se nas regiões da
Grande Lisboa e Grande Porto.
No caso das regiões autónomas, a Madeira apresentava uma cobertura deste tipo de serviço de
cerca de 93% e os Açores de 60%.
A banda larga móvel está disponível nas zonas onde as redes 3G estão acessíveis.

Em relação aos tarifários aplicáveis, existem os pacotes que incluem: TV, STF, equipamentos
terminais, PC, etc.) e igualmente ofertas temporizadas e não temporizadas.
Existem preços de activação, instalação, equipamentos, mensalidades flat-rate (acesso+tráfego),
preços por minuto (caso das ofertas temporizadas), preços para tráfegos que excedam os limites
definidos e ofertas que incluem e-mail e espaço para alojamento de páginas web. Em muitos casos,
os ISP impõem contratos mínimos de 12 meses.
Refira-se ainda a existência de descriminação tarifária: residencial/não residencial; estudantes/não
estudantes.

No tocante ao perfil do cliente deste serviço, destaque-se que os clientes residenciais constituem a
grande maioria, representando 82% do total, habitam sobretudo em agregados populacionais de
maior dimensão, em habitações com um maior número de residentes e auferem um rendimento
acima da média. Saliente-se ainda o facto de a penetração da Internet ser maior nos escalões de
idade mais baixos e que 68% dos agregados domésticos utilizam banda larga.

Quanto ao segmento não residencial, 83% das empresas com 10 ou mais trabalhadores e 80% das
empresas com 10 a 49 trabalhadores dispõem de ligação à Internet. A percentagem aumenta para os
99% nas empresas de dimensão superior. Vale a pena destacar que existem dois sectores em que os

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valores de penetração são inferiores a 90%: construção (69%) e o sector da indústria transformadora
(81%).

3.4 Distribuição de televisão por assinatura

A actividade dos prestadores do serviço de distribuição de TV por assinatura consiste na transmissão


e retransmissão de informação, compreendendo nomeadamente a distribuição de emissões de
televisão e de radiodifusão sonoras, próprias e de terceiros, codificadas ou não, bem como a
prestação de serviços de natureza endereçada e de transmissão de dados.
Neste capítulo inclui-se o serviço de distribuição de TV por cabo (SDC), por satélite (DTH - Direct to
home) e IPTV (televisão sobre protocolo IP).

Os operadores de redes de distribuição por cabo oferecem serviços de televisão similares que
incluem pacotes “básicos” ou “clássicos”, que para além dos 4 canais de sinal aberto generalistas
contêm em média 50 canais. Este serviço implica o pagamento de um preço de instalação e de uma
mensalidade. Existe também um pacote “Premium” com canais de acesso condicionado e sujeitos ao
pagamento de valores adicionais.
Nas zonas cobertas por head-end digitais e mediante a instalação de uma power box, encontram-se
ainda serviços, como a possibilidade de assistir, em determinados horários, a filmes por solicitação do
utilizador; guia de TV ou EPG (electronic program guide) e ainda programação interactiva.

Para além da tecnologia cabo, a televisão chega aos consumidores através das seguintes
plataformas:
Televisão analógica hertziana – acesso aos 4 canais de sinal aberto sem encargos adicionais,
através das duas redes existentes: a do Grupo PT, que suporta maioritariamente a difusão da RTP e
a SIC e a da RETI, que pertence à TVI
Televisão por satélite (DTH) – para usufruir deste serviço o cliente tem que possuir uma antena
parabólica, um receptor/descodificador e um cartão de acesso. O número de subscritores tem
aumentado, embora não seja possível a interactividade e consequentemente, o serviço de Internet.
IPTV e DVB-T (digital vídeo broadcasting) – apesar de utilizarem tecnologias diferentes das redes
de televisão por cabo, estes serviços apresentam características semelhantes. São exemplos de
IPTV o SmartTV da Novis (Clix) e o TV.NET.TEL da Ar Telecom que utiliza uma tecnologia própria
designada Tmax (tecnologia digital, sem fios e de elevada capacidade de transmissão), que assenta
no standard de telecomunicações DVB-T e no standard IP.
Refira-se por último as ofertas lançadas baseadas nos serviços móveis de 3G e 3,5G e no standard
DVB-H (digital vídeo broadcasting-handheld) que permite a utilização de serviços interactivos e
acesso a programas on demand.

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O utilizador do serviço de televisão por assinatura reside maioritariamente nas regiões autónomas e
nas zonas urbanas mais densamente povoadas. Quanto mais elevado é o nível sócio-económico e o
nível de instrução, maior é a probabilidade de dispor deste tipo de serviço.
No que diz respeito à concentração espacial dos assinantes do serviço de distribuição de TV por cabo,
verifica-se que Lisboa concentra cerca de metade do total de assinantes, sendo o Norte a segunda
região com maior concentração.

Televisão Digital - O desenvolvimento tecnológico veio proporcionar meios mais eficazes para o
registo, armazenamento e processamento de sinais eléctricos e a sua possibilidade de transmissão
sob uma forma digital em vez da analógica. A aplicação deste conceito à transmissão dos sinais
televisivos passou a ser designada como televisão digital.
Na prática, o conjunto de sons e imagens captados por uma câmara de televisão são convertidos
numa sequência de bits que, injectados num emissor, são transmitidos, em formato digital, à distância
até aos receptores. Estes, através de uma set top box, efectuam a conversão do conjunto de
sons/imagens para que possam ser perceptíveis pelos nossos sentidos. Actualmente, já existem
receptores (televisores digitais integrados) que incorporam essa funcionalidade, possibilitando, assim,
o acesso a televisão digital sem necessidade de uma set top box.
A televisão digital tem vindo a ser assegurada fundamentalmente por três tipos de suportes: cabo,
satélite e difusão terrestre (esta última ainda não disponível em Portugal). Mais recentemente têm
surgido, entre outros, sistemas baseados quer em linhas de assinantes digitais assimétricas
(assymetric digital subscriber lines - ADSL) como em fibra-até-casa (fibre-to-the-home - FTTH),
assentes respectivamente em linhas de pares de cobre do serviço telefónico e em fibra óptica até à
habitação, que se devem perfilar, a curto e médio prazo, como potenciais alternativas.
O processamento e transmissão de sinais sob a forma digital apresentam diversas vantagens em
relação ao formato analógico, nomeadamente:
• Melhor qualidade da imagem para uma dada largura de banda;
• Melhor qualidade do som;
• Compatibilidade com os computadores e a Internet;
• Interactividade;
• Menor largura de banda para uma dada resolução da imagem;
• Menor potência dos emissores para a mesma área de cobertura analógica;
• Possibilidade da transmissão de um maior número de canais numa única portadora.

A televisão tende, desta forma, a converter-se numa porta aberta para uma multiplicação de ofertas,
comportando, muito para além dos serviços convencionais dos seus primórdios, uma miríade de
outros serviços, respondendo assim ao desenvolvimento da sociedade da informação.
A transição da televisão analógica para o formato digital constitui, por conseguinte, uma profunda
transformação, que consubstancia, mais do que uma simples evolução tecnológica, uma verdadeira
revolução, com implicações a vários níveis e que representa um importante passo na emergência da

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sociedade da informação, transformando o televisor num canal privilegiado para o universo digital,
acessível à generalidade dos cidadãos.

Foi criada uma Unidade de Missão para a Televisão Digital (UM-TD) dentro da ANACOM, que tem
como objectivo criar condições tendentes à eliminação de eventuais obstáculos ao efectivo
desenvolvimento e massificação da televisão digital em Portugal - e consequente
migração/desactivação dos actuais sistemas analógicos - de uma forma sustentada e equilibrada,
minimizando possíveis assimetrias e maximizando os benefícios de todos os agentes económicos,
consumidores em particular, assentando numa oferta diversificada (ao nível de serviços, plataformas
tecnológicas de acesso e equipamentos), de qualidade, comportável e acessível à generalidade da
população.

4. Operadores2

5. Entidade Reguladora

A ICP - Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) é a autoridade reguladora das


comunicações electrónicas, conforme resulta da própria lei das comunicações electrónicas (artigos 4º
e 5º da Lei n.º 5/2004, de 10 de Fevereiro).

ANACOM é, desde 6 de Janeiro de 2002 (Decreto-Lei n.º 309/2001 de 7 de Dezembro), a nova


designação do Instituto das Comunicações de Portugal, em resultado da entrada em vigor dos novos
estatutos. A ANACOM continua a personalidade jurídica do ICP, desvinculando-se do anterior
estatuto jurídico de instituto público e assumindo o de pessoa colectiva de direito público, dotada de
autonomia administrativa e financeira e de património próprio.
Neste diploma estabelecem-se igualmente as características de independência da ANACOM, quer do
ponto de vista orgânico quer funcional, com a particularidade do relacionamento directo com a
Assembleia da República. Anualmente, a ANACOM deve enviar ao Governo, para ser também
presente à Assembleia da República, um relatório sobre as suas actividades de regulação.
Simultaneamente, o Presidente do Conselho de Administração corresponderá, quando para tal
solicitado, aos pedidos de audição oriundos da comissão competente da Assembleia da República,
para prestar informações ou esclarecimentos sobre as actividades da ANACOM.

5.1 Atribuições da ANACOM

1 - No âmbito da regulação do mercado: garantir o acesso dos operadores de comunicações às


redes, em condições de transparência e igualdade; promover a competitividade e o desenvolvimento
nos mercados das comunicações; atribuir os títulos de exercício da actividade de telecomunicações;

2
Entidades a operar no1º trimestre 2008 constam de um ficheiro Excel anexo

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assegurar a gestão do espectro radioeléctrico, garantindo a coordenação entre as comunicações civis,


militares e paramilitares, e a gestão da numeração no sector das comunicações.

2 - Em matéria de supervisão do mercado: velar pela aplicação e fiscalização das leis,


regulamentos e requisitos técnicos aplicáveis no âmbito das suas atribuições, bem como o
cumprimento, por parte dos operadores de comunicações, das disposições dos respectivos títulos de
exercício de actividade ou contratos de concessão; garantir a existência e disponibilidade de um
serviço universal de comunicações, assegurando o cumprimento das obrigações correspondentes;
velar pela correcta utilização dos recursos espectrais e de numeração atribuídos; proteger os
interesses dos consumidores, especialmente os utentes do serviço universal, em coordenação com
as entidades competentes, promovendo designadamente o esclarecimento dos consumidores.

3 - Em relação à representação do sector das comunicações: assegurar a representação técnica


do Estado Português nos organismos internacionais congéneres, acompanhar a actividade das
entidades reguladoras afins e as experiências estrangeiras de regulação das comunicações e
estabelecer relações com outras entidades reguladoras; colaborar com outras entidades públicas e
privadas na promoção da investigação científica aplicada às telecomunicações, bem como na
divulgação nacional e internacional do sector; promover a normalização técnica, em colaboração com
outras organizações, no sector das comunicações e áreas relacionadas; colaborar na definição das
políticas de planeamento civil de emergência do sector das comunicações, apoiando tecnicamente os
organismos e serviços responsáveis pelo estabelecimento e gestão da rede integrada de
comunicações de emergência; assegurar a realização de estudos nas áreas das comunicações
postais e de telecomunicações, bem como a execução de projectos no âmbito da promoção do
desenvolvimento do acesso à sociedade de informação e do conhecimento.

Para prosseguir as suas atribuições, compete nomeadamente à ANACOM:


• Assessorar o Governo, a pedido deste ou por iniciativa própria, na definição das linhas
estratégicas e das políticas gerais das comunicações e da actividade dos operadores de
comunicações, sugerindo ou propondo medidas de natureza política ou legislativa nas
matérias relacionadas com as suas atribuições, e participar na definição estratégica global de
desenvolvimento das comunicações, nomeadamente no contexto da convergência,
realizando os estudos para o efeito necessários;
• Elaborar regulamentos, nos casos previstos na lei e quando se mostrem necessários ao
exercício das suas atribuições, e promover processos de consulta pública e de manifestação
de interesse, nomeadamente no âmbito da introdução de novos serviços ou tecnologias;
• Atribuir recursos espectrais e de numeração;
• Coordenar com a entidade competente a aplicação da lei da concorrência no sector das
comunicações;

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• Proceder à avaliação da conformidade de equipamentos e materiais e definir os requisitos


necessários para a sua comercialização;
• Arbitrar e resolver litígios que surjam no âmbito das comunicações.

A eficiente concretização das atribuições que lhe estão cometidas e a especificidade do sector das
comunicações, associada às constantes inovações que sofre, impõem a atribuição à ANACOM de um
amplo poder normativo que faz desta uma verdadeira autoridade de regulação e supervisão das
comunicações. Assim, além de emitir actos vinculativos individuais e concretos e de formular
recomendações concretas, de instaurar e instruir processos e de punir as infracções que sejam da
sua competência, de fiscalizar o cumprimento das leis e regulamentos aplicáveis ao sector das
comunicações, de vigiar a actividade das entidades sujeitas à sua supervisão e o funcionamento do
mercado das comunicações, a ANACOM pode emitir os regulamentos que se revelem necessários ao
exercício das suas funções.

Para além deste quadro de atribuições, com a publicação do Decreto-Lei n.º 7/2004, de 7 de Janeiro,
que disciplina certos aspectos legais dos serviços da sociedade da informação, em especial do
comércio electrónico, em transposição da Directiva n.º2000/31/CE, do Parlamento Europeu e do
Conselho, de 8 de Junho de 2000, a ANACOM passou a desempenhar funções de entidade de
supervisão central, com atribuições em todos os domínios regulamentados no referido diploma, salvo
nas matérias em que lei especial atribua competência sectorial a outra entidade.

5.2 Plano Estratégico 2008-2010

Este documento encontra-se disponível para consulta através do link


(http://www.anacom.pt/template12.jsp?categoryId=258024).

6. Tarifários3

Foi desenvolvido pela ANACOM, em colaboração com os três operadores móveis – A TMN, Vodafone
e a Optimus, um observatório de tarifários, que se encontra disponível online no site do Regulador
(http://www.anacom.pt/template30.jsp?categoryId=60307). Neste observatório pode consultar-se e
comparar de forma interactiva e gratuitamente, os tarifários que se encontram em vigor para os

3
Em documento Excel separado foi feito o levantamento dos produtos e tarifários disponíveis para a rede móvel, pelos três
principais operadores, que funciona apenas como exemplo, tal como indicado nos termos de referência relativos a este módulo,
uma vez que esta informação é bastante volátil (constante disponibilização de novos produtos/alterações de condições dos que
se encontram em vigor e campanhas de promoção realizadas pelos operadores). Neste contexto sugere-se uma consulta aos
sites dos vários operadores.

Informação Portugal – Julho - 08 18


Infraestruturas – Telecomunicações

consumidores individuais, a nível nacional, para as chamadas de voz, mensagens escritas (SMS) e
mensagens multimédia (MMS).

Apresentamos de seguida os links relativos aos tarifários constantes dos sites dos principais
operadores:

PT Comunicações
Para consulta aos Planos da PT Comunicações, sugere-se a consulta aos seguintes links:
- Plano Residencial
http://casa.telecom.pt/PTResidencial2/Tabs/MyPTPublico/Plano_Precos/precario/planosdeprecos.htm
- Plano Negócios
http://casa.telecom.pt/PTResidencial2/Tabs/MyPTPublico/Plano_Precos/Preçário+Negócio/planosdep
reco01set07.htm

PT PRIME
- Empresas
Preços no País
http://empresas.telecom.pt/PTPrime/HomePage/ProdutosServicos/Lista/?IdFamilia=8&IdClas=29&Fa
milia=Planos%20de%20Preços&Classe=Preços%20no%20País
Preços Internacionais
http://empresas.telecom.pt/PTPrime/HomePage/ProdutosServicos/Lista/?IdFamilia=8&IdClas=28&Fa
milia=Planos%20de%20Preços&Classe=Preços%20Internacionais
Descontos
http://empresas.telecom.pt/PTPrime/HomePage/ProdutosServicos/Lista/?IdFamilia=8&IdClas=72&Fa
milia=Planos%20de%20Preços&Classe=Descontos

TMN
- Particulares:
http://www.tmn.pt/portal/site/tmn/menuitem.02de8b1181a04ba241a377107368e84b/?vgnextoid=bfa1f
af4cf05df00VgnVCM1000005a01650aRCRD
- Empresas
http://www.tmn.pt/portal/site/negocios/menuitem.2f08373096adda20e02bc510851056a0/?vgnextoid=9
39bc4d1a89def00VgnVCM1000005a01650aRCRD

VODAFONE Portugal
- Particulares
https://loja.vodafone.pt/tarifarios/
- Empresas
http://www.empresas.vodafone.pt/tarifarios/

Informação Portugal – Julho - 08 19


Infraestruturas – Telecomunicações

SONAECOM - OPTIMUS
- Particulares
http://www.optimus.pt/Particulares/Tarifarios/Tarifarios/
- Empresas
http://www.optimus.pt/Empresas/Tarifarios/

CATVP – TV Cabo Portugal (ZON)


http://www.zon.pt/zonbox/?gclid=CIucot2n55QCFQ9KQgods2b8Sg#/precos/

CABOVISÂO
- Particulares
http://www.cabovisao.pt/pacotes/triplo/tv_tel_net
- Empresas
http://www.cabovisao.pt/empresas

TeleMilénio (TELE 2)
- Particulares
http://www.tele2.pt/voz/tarifario/tarifario.htm
- Empresas
http://www.tele2.pt/empresas/tarifario.html

AR Telecom
- Particulares
http://www.artelecom.pt/index.php?p=16
- Empresas
http://www.artelecom.pt/index.php?p=45

7. Relatórios de qualidade

Em anexo disponibilizam-se os relatórios de qualidade elaborados pela ANACOM, relativos ao


serviço de telefone móvel, no continente e nas regiões autónomas.

Informação Portugal – Julho - 08 20