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Professor: Vanderlei Machado Componente curricular: História

Aluno(a):
Turma: Data: / /2020 E-mail do professor: profvanderleimachado@gmail.com

Atenção: Leia o texto abaixo atentamente, uma, duas, três vezes. Durante a segunda e a terceira leituras
anote todas as dúvidas que o texto suscitou. Procure resolver as dúvidas consultando um dicionário de
português, o livro didático de história ou outro meio acessível de pesquisa. Por fim, escreva relatando as
dúvidas que não conseguires sanar e envie para o professor por e-mail. Na próxima quinzena serão
encaminhados exercícios de fixação sobre o texto: As Mulheres na Antiguidade.

O dia 25 de Julho no Brasil é oficialmente o dia


de Tereza de Benguela, uma data para enfatizar a
luta das mulheres negras no país.

As Mulheres na Antiguidade

Ao longo da História, em distintas sociedades, é possível perceber a construção diferenciada daquilo


que se entende por comportamentos masculinos e femininos. Atualmente as mulheres têm conquistado cada
vez mais o direito de atuar nas mais diversas esferas da sociedade, como por exemplo, na política, na ciência
e no mundo do trabalho.
A teoria do Matriarcado: O culto à mulher como mãe está presente desde as culturas mais antigas.
Associada à capacidade da terra para dar fruto, as figuras que a representam ressaltavam sua capacidade para
ter filhos. Baseados em informações como essas, alguns historiadores defendem a existência do Matriarcado
em alguns períodos históricos – principalmente na Pré-História. Segundo essa teoria, nessas sociedades
matriarcais as mulheres teriam mais importância do que os homens. Essas sociedades, porém, seriam
primitivas e limitadas; somente com o início do patriarcado que essas sociedades teriam se desenvolvido de
forma mais complexa fazendo surgir, por exemplo, o Estado. No entanto, estudos recentes mostram que não
se pode atestar a existência de nenhuma sociedade matriarcal, pois mesmo nas sociedades matrilineares,
onde as mulheres transmitem os direitos, são apenas os homens que podem exercê-los.

Enheduanna viveu no século 23 antes da nossa era na Mesopotâmia. Princesa, sacerdotisa e poeta, ela pode se orgulhar de ter sido a primeira autora do mundo
a ter seu nome conhecido em uma época em que era comum que escribas não assinassem seus trabalhos.

As mulheres na Mesopotâmia e no Egito: apesar das poucas informações que chegaram até os dias
de hoje, pode-se afirmar que as mulheres tiveram um papel muito importante tanto nas sociedades do
crescente fértil quanto no Egito antigo. Na mitologia mesopotâmica, por exemplo, as deusas estavam em pé
de igualdade com os deuses; também na mesopotâmia, as mulheres, tal como os homens, não estavam
submetidas aos seus parentes e o consentimento da mãe era tão necessário quanto o do pai para ocorrer o
matrimônio. As mulheres podiam exercer todo tipo de ofícios e participar da vida pública. Algumas
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conseguiram alcançar certo status como regentes do reino em situações como, por exemplo, ausência do rei
ou quando a sucessão passava a um filho menor de idade. O Código de Hamurabi garantia às mulheres
direitos que em épocas posteriores foram perdidos, tais como o direito de participar do comércio, comprar
terras e escravos. Ainda segundo esse código, as mulheres podiam pegar empréstimos, testemunhar e
representar outra pessoa judicialmente.

https://br.historyplay.tv/noticias/11-fatos-que-voce-provavelmente-desconhecia-sobre-o-antigo-egito
No Egito as mulheres podiam circular livremente, e a educação era igual tanto para elas quanto para
homens. Os egípcios reconheciam o direito da herança matrilinear além do direito da mulher de conservar
seus bens depois do matrimônio. Na sociedade egípcia as mulheres também podiam exercer os mais diversos
ofícios, como o de trabalhar na indústria têxtil, ou na agricultura. Algumas mulheres conseguiram inclusive
chegar ao nível mais alto de poder, ou seja, se tornaram faraós (pelo menos cinco mulheres desempenharam
o esse cargo máximo na hierarquia do antigo Egito). As esposas dos faraós, por sua vez, eram transmissoras
dos direitos de soberania e podiam exercer de forma regencial o poder até que seus filhos chegassem a idade
adulta. Há relatos de duas médicas que ficaram conhecidas no Antigo Egito, a primeira médica citada nos
textos é NEFERICA-RÁ ou NEFER-KA-RÁ, médica-obstetra que atuou na corte do Faraó Saurá na V
Dinastia (2494-2345 a.C.), a outra médica, mais citada nos textos, foi PESESHET que atuou durante o
reinado do Faraó Amenhotep III na XVIII Dinastia do Novo Império (1552-1305 a.C.).
As mulheres na Grécia Antiga: as cidades-estado gregas se organizavam politicamente de formas
diferentes umas das outras. Enquanto em Esparta vigorava um regime aristocrático de poder, onde somente
um grupo privilegiado podia governar, em Atenas se desenvolveu um regime democrático, onde todo o
cidadão tinha o dever de se manifestar politicamente nos assuntos da cidade. No entanto, esse sistema
democrático ateniense tem grandes diferenças se comparado àquilo que chamamos hoje de democracia. A
principal dessas diferenças é o fato de que nem todos aqueles que habitavam a cidade tinham o título de
cidadão. Somente era considerado cidadão os homens descendentes de outros cidadãos – as mulheres,
os estrangeiros e os escravizados, portanto, não tinham esse direito.

A visão que os gregos (mais especificamente os atenienses) tinham das mulheres era bastante depreciativa.
As principais qualidades admiradas nas mulheres eram o silêncio, a submissão e a obediência. Segundo o
que pensavam, as mulheres tinham um corpo imperfeito, por isso eram sempre representadas nas
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estátuas e imagens com vestimentas, enquanto os homens eram sempre representados nus, já que o
corpo do homem era considerado perfeito. Os Espartanos, porém, costumavam representar as mulheres
também nuas, o que era visto pelos atenienses como um indício da decadência da cidade de Esparta, onde
as mulheres gozavam de mais direitos do que as mulheres atenienses.
Segundo a mitologia grega, a primeira mulher foi criada por Zeus para punir os homens. Essa
mulher chamada de Pandora era curiosa e desobediente e por isso teria aberto a caixa onde o deus grego
Prometeu teria trancado todos os males que poderiam atingir a humanidade. Esse mito, portanto,
responsabiliza as mulheres por todos os sofrimentos que a humanidade pode sofrer.

https://br.freepik.com/vetores-premium/a-deusa-grega-antiga-pandora-abre-uma-caixa-e-libera-poderes-do-mal-antiga-trama-
mitologica_6489094.htm

A educação dada à mulher era destinada unicamente ao matrimônio, os seja, se ensinava como ser
uma boa esposa e mãe. Uma vez casada, a mulher deixava esses estudos de lado. Em Esparta, porém, onde
as mulheres gozavam de maior liberdade devido, em parte, a ausência dos homens que costumavam estar na
guerra, elas mesmas organizavam suas atividades, e podiam dedicar-se ao estudo da música e a praticar
exercícios de ginástica. Apesar disso, tanto em Esparta como em Atenas, a mulher era vista como uma
eterna menor de idade, e por isso sempre deveria ter um tutor. Esse Tudor, até o momento do casamento, era
o pai; após o casamento essa função cabia ao marido. Na eventual morte do marido, quem passava a ser o
tudo da viúva era o seu filho mais velho.
Com relação ao trabalho que as mulheres podiam exercer, já que as mulheres tinham como única
função cuidar do lar, era dentro de casa que se desenrolavam as atividades femininas. As mulheres de classe
alta realizavam as tarefas domésticas que não requeriam sair de casa. Ter a pele branca significava que,
devido à boa situação econômica, a mulher não necessitava trabalhar ao sol. Isso também era diferente em
Esparta, onde as tarefas domésticas, como lavar ou cozinhar, ficavam para as mulheres de grupos com
menor poder econômico; as mulheres dos cidadãos se dedicavam somente à criação dos filhos.

Adaptado de: FUENTE, María Jesús, FUENTE, Purificación. Las mujeres en la antigüedad y la Edad Media.
Madri: Grupo Anaya S.A. 1995;
A MULHER NO ANTIGO EGITO https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/historia/a-mulher-no-
antigo-egito.htm

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