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MATERIALIDADE E SIGNIFICADO DAS PALAVRAS E DAS IMAGENS:

UMA SEMIÓTICA DAS LINGUAGENS


Charles Antonio De Paula Bicalho

Universidade do Estado de Minas Gerais


Escola de Design e Artes
Artes Visuais - Licenciatura
PIGNATARI, Décio. Informação. Linguagem. Comunicação.
Fichamento de Citação
Aile de Souza - 01-93577

1. Introdução à Teoria da Informação


“(...) não é a quantidade de informação emitida que é importante para a ação,
mas antes a quantidade de informação capaz de penetrar o suficiente num dispositivo
de armazenamento e comunicação, de modo a servir como gatilho para a ação.”
(WIENER apud PIGNATARI, p. 14)
“Utilizamos a expressão Teoria da Informação no seu significado abrangente, isto
é, de modo a compreender também a comunicação, uma vez que não há informação
fora de um sistema qualquer de sinais e fora de um veículo ou meio apto a transmitir
esses sinais.” (PIGNATARI, p. 15)
“Assim como a industrialização cria o mercado de consumo e a necessidade de
alfabetização universal, cria também a necessidade de informações sintéticas para o
grande número: o jornalismo e o livro, no século passado; o cinema, o rádio e a
televisão, em nosso século. Cada um desses meios e todos eles em atrito determinam
modificações globais de comportamento da comunidade, para as quais é necessário
encontrar a linguagem adequada.” (PIGNATARI, p. 18)
“O processo básico da Teoria da Informação se refere sempre a quantidade de
informação e não à sua qualidade, ou ao seu conteúdo e significado. Nesses termos, o
problema do veículo que transmite a mensagem não pode ser desligado do problema
da própria configuração e organização da mensagem, da organização dos sinais que
formam essa mensagem.” (PIGNATARI, p. 20)

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UMA SEMIÓTICA DAS LINGUAGENS
Charles Antonio De Paula Bicalho

“Em suma, comunicação significa partilha de elementos ou modos de vida e


comportamento, por virtude da existência de um conjunto de normas.” (PIGNATARI, p.
20)
“O estudo dos signos, das regras que os regem e de suas relações com os
usuários ou intérpretes forma o cerne do problema da comunicação.” (PIGNATARI, p.
20)
“Na Teoria da Informação e da Comunicação, o que importa, essencialmente, é a
medida do conteúdo de informação, ou melhor, do teor ou taxa de informação. Mas o
teor de informação dos sinais não é algo destacado dos próprios sinais, não é algo de
que os sinais sejam meros portadores, como invólucros ou veículos que pudessem
carregar e descarregar seu conteúdo." (PIGNATARI, p. 21)

2. Semiótica ou Teoria dos Signos


“A raiz primitiva parece indicar que “signo” seria algo que se referisse a uma
coisa maior do qual foi extraído (...)” (PIGNATARI, p. 27)
“(...) signo, ou “representame” é toda coisa que substitui outra, representando-a
para alguém, sob certos aspectos e em certa medida.” (PIGNATARI, p. 29)
“Em relação ao referente, ou seja, à coisa a que se refere ou designa, o signo
pode ser classificado em: Ícone, (...) Índex ou Índice, (...) Símbolo (...).” (PIGNATARI, p.
30, 31)
“Um processo sígnico pode ser estudado em três níveis: sintático, (...) semântico,
(...) pragmático (...).” (PIGNATARI, p. 32)
“O interpretante, assim, não é uma “coisa”, mas antes o processo relacional pelo
qual os signos são absorvidos, utilizados e criados.” (PIGNATARI, p. 33)
“Para Korzibsky, não confundir os graus de abstração - saber em que grau de
abstração se está falando - constitui a medida saneadora básica para se atingir o
significado preciso na utilização dos signos, impedindo, em primeiro lugar, que
confundamos o signo com o seu referente e, em segundo lugar, que sejamos levados a
prestar indevida atenção ao discurso vazio (...).” (PIGNATARI, p. 34)

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Charles Antonio De Paula Bicalho

“(...) definindo texto como um processo de signos que tendem a eludir seus
referentes, tornando-se referentes de si mesmos e criando um campo referencial
próprio.” (PIGNATARI, p. 35)
“O significado é uma relação entre o interpretante do emissor e o interpretante do
receptor; é uma função dos respectivos “repertórios”, confrontados na prática efetiva
dos signos.” (PIGNATARI, p. 37)

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