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MANUAL

DE APOIO

Curso/Unidade: Formador/a:
Iniciação à confeção Aurora Martins

Código da Unidade (se aplicável): Carga horária:


1888 25 Horas de Formação

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Índice
OBJETIVOS DO CURSO...................................................................................................................................... 3
Objetivo Geral:........................................................................................................................................................ 3
- Identificar os elementos das principais máquinas de costura.......................................................................3
- Realizar operações básicas com as principais máquinas de costura..........................................................3
Objetivos Específicos:........................................................................................................................................... 3
- Identificar as várias marcas de máquinas de costura a sua utilidade..........................................................3
- Identificar os elementos principais que as compõe........................................................................................ 3
- Realizar operações básicas com as principais máquinas de costura..........................................................3
CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS:.................................................................................................................... 4
Introduçã o…………………………………………………………………………………………………………………5
História e Evolução da Máquina de Costura………………………………………………………………………………………..6

Definição de máquina de costura…………………………………………………………………………………………………….11

-Elementos da Máquina de Ponto Preso………………………………………………………………………………


12

Enfiamento da máquina de ponto preso /..superior…………………………………………………………..18


Enfiamento da canela/ inferio……………………………………………………………………………………20
Maquina de corta e cose…………………………………………………………………………………………22
Componentes……………………………………………………………………………………………………..23
Enfiamento………………………………………………………………………………………………….….….24
Tensores…………………………………………………………………………………………………….….…25
Laminas……………………………………………………………………………………………………………26
Conclusão…………………………………………………………………………………………………………28
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:.................................................................................................. 29

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OBJETIVOS DO CURSO

Objetivo Geral:

- Identificar os elementos das principais máquinas de costura.

- Realizar operações básicas com as principais máquinas de costura.

Objetivos Específicos:
- No final da formação os formandos deverão ser capazes de:

- Identificar as várias marcas de máquinas de costura a sua utilidade.

- Identificar os elementos principais que as compõe.

- Realizar operações básicas com as principais máquinas de costura.

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CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS:

 Principais máquinas de costura


o Elementos da máquina de ponto preso

o Elementos da máquina corta e cose

 Operações com máquina de costura


o Enfiamento das máquinas de ponto preso e corta e cose

o Regulação das tensões de linha, densidade do ponto e diferencial

o Realização de costuras e pespontos em artigos de tecido e malha

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1Introdução:
A metodologia da UFCD, 1888 Iniciação à confeção, deverá ser centrada no formando, enquanto principal responsável pela
gestão das suas próprias aprendizagens, privilegiando-se, deste modo, as atuais correntes de pedagogia ativa.

O formador deverá, então, assumir-se como o facilitador das aprendizagens, procedendo a uma intervenção pedagógica
diferenciada, focalizada no apoio e no acompanhamento da progressão de cada formando.

Os processos formativos devem respeitar o ritmo individual de cada indivíduo, o que estimulará o desenvolvimento das
capacidades de autonomia, iniciativa e autoaprendizagem, indispensáveis à plena integração do público no mercado de
trabalho.

Preconiza-se, assim, uma metodologia ativa e participativa baseada em exposições ilustradas com exemplos concretos,
com recurso a exercícios práticos e dinâmicas de grupo.

A abordagem/aprofundamento dos temas deverá ser ajustada aos interesses e necessidades dos formandos.

O formador deverá fomentar a dinâmica de grupo, através da exploração de materiais didáticos, em suportes diversificados,
recorrendo a técnicas que favoreçam a interação e a entreajuda dos formandos.

.A UFCD, 1888 Iniciação à confeção, tem por finalidade a integração dos formandos deste pequeno modulo, no mercado
de trabalho do setor têxtil / artesanato ou ainda encontrar uma forma de criar o seu próprio emprego.

A indústria têxtil em geral, e particularmente a indústria do vestuário, vive momentos de grande dificuldade.
Neste momento, a falta de mão-de-obra qualificada, sobretudo com o envelhecimento das antigas costureiras, tem colocado
várias empresas em situações difíceis de sobrevivência.
As causas são múltiplas, a começar por uma adaptação necessária de mão de obra altamente qualificada para responder
aos condicionalismos impostos por um mercado altamente concorrencial, evolutivo, e cada vez mais exigente em termos de
qualidade, prazos de entrega, criatividade e preços.

Segundo Avelino Machado Ferreira no seu


“Estudo da Dinâmica de Costura numa Máquina de Costura de Ponto Preso “
“Tendo em consideração a heterogeneidade das situações, as respostas são múltiplas e passam por:
Automatização dos processos operatórios, sempre que possível; Implantação de sistemas de organização do ciclo
produtivo, capazes de dar respostas rápidas às exigências do mercado no que diz respeito a prazos de entrega e
flexibilidade de produção; Redução dos custos da não-qualidade; Boa relação qualidade/preço;”

Nesta pequeníssima formação de 25 horas vamos tentar atingir os objetivos, dotando os formandos das ferramentas
necessárias para que numa próxima procura de trabalho saibam, pelo menos, reconhecer as “ferramentas” que vão utilizar.

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2-Principais máquinas de costura

História e Evolução da Máquina de Costura

Costura é a forma artesanal ou manufaturada de se juntar duas partes de um tecido, pano, couro, casca, ou outros
materiais, utilizando agulha e linha.

É uma arte que existe há mais de 20 mil anos.

As primeiras agulhas de costura inicialmente eram feitas de ossos e chifres de animal, de marfim, mais precisamente, e
foram fabricadas há mais de 30 mil anos.

As primeiras agulhas de ferro foram inventadas no século 14.

A tecelagem demorou um pouco mais a aparecer: cinco mil anos atrás, as pessoas aprenderam a trançar e enredar fios
feitos de pelos de animais.

1755 – Início da Costura Mecânica

A primeira patente ligada à costura mecânica foi realizada pelo alemão Charles Weisenthal

1790 – O primeiro modelo foi patenteado por Thomas Saint, uma máquina de costura para trabalhos em couro.

A patente descreve um furador que fazia um buraco no couro através de uma agulha.

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1807 – O Alfaiate austríaco Josef Madersperger, apresenta a sua primeira máquina de costura.

1830 – O alfaiate francês Barthelemy Thimonnier foi o primeiro a criar uma máquina realmente funcional, quando
observava a forma de trabalhar das costureiras de Lyon, que empregavam uma técnica rapidíssima, com ponto em cadeia.

A máquina usava apenas uma agulha de gancho. Dava 200 pontos por minuto, enquanto manualmente se faziam 30.

1841 – Por conta da criação desta máquina, artesãos enfurecidos destruíram as oficinas e máquinas do alfaiate,
preocupados com a perda de seus empregos.

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Oficina de costura de sapatos em couro – seculo XVIII

1846 – Elias Howe patenteou um modelo com lançadeira sincronizada com a agulha.

1851 – Cinco anos depois, ainda nos Estados Unidos, aparece a primeira máquina de costura com pedal, uma invenção de
Isaac Singer, que ao introduzir uma série de outras melhorias fez com que a máquina passasse rapidamente a dominar o
mercado. Isaac Singer fundou então a Singer, empresa que lançou o sistema de venda a prestações e deu visibilidade
mundial a esta máquina.

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Como eram as costureiras

– Algumas imagens das primeiras costureiras e como elas trabalhavam com as máquinas de costura de antigamente

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Na atualidade, as máquinas de costura domésticas mais modernas já são capazes de fazer 1500 pontos por minuto e as
máquinas de costura industriais podem atingir os 7000 pontos por minuto.

Algumas máquinas de costura modernas vêm com pontos de bordado já embutidos, fazem decoração em tecidos e
costuras com agulha dupla.

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2-Definição de máquina de costura:

A máquina de costura é um aparelho utilizado para unir ou prender partes de tecidos ou outros materiais flexíveis, por
exemplo na fabricação de peças de vestuário ou de calçado. Basicamente, a máquina consiste num mecanismo que faz
mover uma agulha na ponta da qual está enfiada numa linha que é em cada movimento de passagem pelo tecido enrolada
noutra linha colocada numa bobina separada. O movimento pode ser feito manualmente, por meio de um pedal ou por
um motor elétrico.

Existem muitas variantes da versão básica, algumas especializadas para certas funções, como por exemplo para cortar
e chulear (chamadas também de "máquinas de corta e cose"), para casear e pregar botões, para uso doméstico ou
em fábricas.

 A Máquina de Ponto Preso (também conhecida por ponto corrido):

Máquina de Ponto Preso Industrial Máquina de Ponto Preso doméstica

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Estas máquinas podem ser divididas em várias partes:

Parte exterior: que contém os mecanismos da máquina de costura.

A estrutura é geralmente composta por quatro partes, nomeadamente: braço, corpo, cabeça e base.

- Polia de transmissão

Polia que recebe a força motriz que movimenta os mecanismos da máquina de costura.

- Mecanismos intermédios: Eixos, bielas, carretos, cames, pistões, correias, correntes, etc., que se encontram combinados
de forma sincronizada e precisa, a fim de transmitirem o movimento apropriado aos mecanismos de formação do ponto e de
alimentação do tecido.

3-Elementos da Máquina de Ponto Preso –

Suas componentes:

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Um dos componentes essenciais de qualquer máquina de costura é a agulha ou as agulhas, que têm como funções
produzir um buraco no material para a passagem da linha, levar a linha da agulha através do material e formar uma laçada
que possa ser apanhada pela lançadeira ou mecanismo.

- Mecanismos de formação do ponto Componentes mecânicos que formam os pontos.

- Mecanismos de alimentação Componentes mecânicos que movimentam o tecido após a formação do ponto.

- Sistemas de lubrificação Sistemas mecânicos, utilizados para diminuir o calor e o atrito na máquina.

As máquinas de ponto-preso são especialmente utilizadas para tecidos. A sua utilização é bastante variada, podendo esta
ser utilizada tanto a nível de roupa interior como em camisaria, fatos de homem e senhora, bem como noutro tipo de
aplicações. Esta máquina possui 2 linhas uma da agulha e outra da bobina, sendo que a linha da bobina está limitada a um
determinado comprimento, havendo a necessidade de fazer o seu enchimento com alguma regularidade.

É necessário ter em atenção alguns defeitos que poderão surgir aquando da utilização da máquina de ponto-preso,
podemos salientar, densidade de pontos inadequada, corte do tecido pela agulha, costura frouxa. Costura apertada, costura
franzida, costura irregular, costura não-casada, costura torcida, costura rebentada, entre outros.

As imagens seguintes ilustram algumas das aplicações utilizando a máquina de ponto preso.

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A relação entre a agulha e a linha é correta se a linha encher exatamente a ranhura comprida da agulha, deslizando
facilmente nos dois sentidos.
A bobina constitui uma desvantagem porque contém um volume pequeno de linha, originando mudanças frequentes e,
consequentemente, quebras de produção. Pode ainda originar “peças” defeituosas, como é o caso de “peças” que não
possam conter emendas. Para minimizar este problema, procede-se à contagem das costuras ou instalam-se sensores que
indiquem o volume da canela.

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Elementos de alimentação do tecido

Calcador
O calcador é o elemento que durante a costura se encontra em cima do tecido, exercendo uma determinada pressão no
tecido, afinável através da barra do calcador, à qual se encontra fixo. A sua função é segurar com firmeza o tecido contra o
espelho, evitando assim o seu movimento vertical, à medida que a agulha sobe e desce.
O calcador permite a correcta formação da laçada da agulha e assegura uma pressão adequada contra o arrastador,
assegurando que o material se move para a frente à medida que o arrastador avança.

. Arrastador

O arrastador tem como função fazer deslocar o tecido para a frente, entre penetrações sucessivas da agulha, uma distância
pré-determinada, formando a costura. A distância pode ser ajustada através do regulador do ponto. O mecanismo de
actuação faz subir e descer o arrastador durante a formação do ponto. Quando o arrastador sobe, entra em contacto com a
parte inferior do tecido, transportando-o para a frente à medida que cada ponto se vai formando; quando o arrastador desce,
perde o contacto com o material, permitindo que este permaneça parado enquanto a linha da agulha e a linha inferior se
interligam. A configuração dos dentes do arrastador é determinante na sua utilização para os vários materiais. Os dentes
podem ter diferentes tamanhos, podendo possuir uma superfície pontiaguda ou achatada.

Espelho

O espelho tem como finalidade apresentar uma superfície lisa sobre a qual o material desliza, à medida que as laçadas são
produzidas. O espelho é constituído por aberturas, desenhadas de forma a encaixarem as fileiras de dentes da superfície do
arrastador, de modo que, quando o arrastador sobe, os seus dentes engatem na superfície inferior do material e o
comprimam contra a superfície escorregadia do calcador. Após o arrastador ter completado o seu movimento de arraste do
tecido, desce abaixo do espelho, servindo o espelho então para manter o tecido em posição, de modo a que este não seja
levado para baixo pelos dentes do arrastador. O espelho possui também um orifício que permite a passagem da agulha.

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Este orifício deve ser suficientemente largo para que a agulha passe por ele sem lhe tocar, mas que não permita que o
tecido seja levado com a agulha, interferindo assim com a formação da laçada da linha da agulha, podendo também originar
perfuração ou ruptura do tecido.

Tensor

O tensor tem como finalidade aplicar uma pré-tensão a cada uma das linhas envolvidas na formação do ponto, permitindo
ajustar o consumo de cada uma delas, de modo a se obter um ponto ajustado.

Freio

O freio é uma peça metálica com orifício, por onde passa a linha da agulha. Esta peça tem um movimento descendente e
ascendente, movimento este que contribui para a formação da laçada dando um excesso de linha e o movimento
ascendente retira o excesso de linha para que se dê a correcta formação do ponto.

Movimento entre a agulha e a canela. Canela

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Os tensores de uma máquina de ponto preso e de qualquer outra maquina de costura a corta e cose poe exp: os tensores
tem obrigatoriamente serem ajustados a qualidade da linha e do tecido a ser utilizado
Atenção que a canela também tem um tensor, pelo que devem sempre examinar o inferior e o superior, o mesmo acontece
com a corta e cose, somente a corta e cose tem os tensores juntos.

4--Enfiamento da máquina de ponto preso.

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Enfiamento da canela/

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Máquina de corte e cose:

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Máquina de corte e cose de duas agulhas, com os 4 tensores

Os componentes da maquina de corte cose são idênticos aos da maquina ponto preso
Tensores e agulhas, somente n~
Ao existe a canela e sim duas lançadeiras (crochet) que fazem a junção das linhas superiores das
inferiores.
Laminas, a maquina de corte cose, como o nome indica, corta o tecido que está a sobrar na costura ao
unir as partes a costurar.

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Lançadeira, espelho e arrastador

Enfiamento inferior

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Tensores

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Linhas superiores, Laminas de cortar o tecido

Uma máquina corta-e-cose (surjeteuse  em francês, serger  em inglês) não é uma máquina de costura. É uma máquina que
corta o tecido mesmo antes de o coser de forma a fazer uma bainha perfeita ou um remate perfeito. A lâmina, que pode ser
vista nesta fotografia, está situada entre o pé calçador e uma parte plástica da máquina com |LR|| escrito.

Com uma corta-e-cose normalmente é possível trabalhar com dois, três ou quatro fios ao mesmo tempo. Ao contrário da
máquina de costura, não é "facilmente manobrável", ou seja, coser curvas e certos ângulos é complicado dada a
configuração da máquina. Não substitui uma máquina de costura, é complemento desta.

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É uma máquina que serve para várias coisas mas serve principalmente para rematar o tecido para que este não desfie,
fazer certos tipos de bainhas e também para coser embora não seja ideal para isto porque é pouco "manobrável".

Todas as máquinas vêm com indicações, a cores, do percurso das linhas, que chamamos de “Enfiamento”, desde o cone
até à agulha ou “crochet”.

Realização de costuras e pespontos em artigos de tecido e malha

Ponto preso

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Corta e cose

CONCLUSÂO
Assim sendo, e, como já referido anteriormente, Nesta pequeníssima formação de 25 horas, vamos tentar atingir os
objetivos, dotando os formandos das ferramentas necessárias para que numa próxima procura de trabalho saibam, pelo
menos, reconhecer as “ferramentas” que vão utilizar.
Não devemos esquecer que a evolução das novas tecnologias também chegaram às máquinas de costura.
Na indústria têxtil as máquinas já estão ligadas a computadores que contam a produção ao contar os pontos necessários
para a realização da costura.
Também já não existem motores para fazer a máquina trabalhar, é ligada de forma automática com disjuntores e as correias
de tração para fazer funcionar as maquinas já não existem.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Avelino Machado Ferreira - Estudo da Dinâmica de Costura numa Máquina de Costura de Ponto Preso

Universidade do Minho ( 2009 )

M.A.F. Carvalho - Study of the Relationship between Control Parameters, Material Properties and Set - up Conditions in an
Overlock Sewing Machine , PhD Thesis, University of Minho, Braga, Portugal (2003).

M.A.F. Carvalho, F.B.N. Ferreira - High Perforance. In Sewing – Guaranteeing Seam Quality Through Control Of Sewing
Dynamics , FAO/ESCORENA, Port Elizabeth, South Africa (2005).

Carvalho, H. (2003). Optimization and Control of Process in Apparel Manufacturing.

Tese de doutoramento. Portugal: Universidade do Minho

Demitto, P. R. D. (2004). E s t u d o d a c o s t u r a bilid a d e em T e cid o s d e Div e r s a s Propriedades. Tese de


Mestrado. Portugal: Universidade do Minho.

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