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Introdução

Alguns livros sobre bruxaria – o (s) autor (es) teve (tiveram) permissão de
escrever sobre bruxas — "visão de dentro " — iniciações primitivas afins à
bruxaria — o poder das bruxas exsuda do corpo, a partir da nudez — a
teoria do autor sobre um campo eletromagnético — certos ritos aumentam
a clarividência — o autor refuta a visão do sr. Pennethorne Hughes de que
a bruxaria é um culto ao mal - rituais das bruxas — bruxas não são
pervertidas frustradas — sua crença de que seus ancestrais vêm do Oriente
e o paraíso é ao Norte - cerimônia do renascimento do sol - o caldeirão da
regeneração e a dança da roda - a natureza do círculo da bruxa para
manter o poder - negação do uso de caveiras, etc. - bruxas nada têm a ver
com a Missa Negra - a iniciação à bruxaria desenvolve certos poderes
conhecidos coletivamente como magia - "dentro do círculo elas estão entre
os mundos " - necessidade de um parceiro.

A Bruxaria é ao mesmo tempo uma Religião e uma Arte, aspectos


distinguidos por Margaret Murray como “Bruxaria Ritual” e “Bruxaria
Operativa”.
Como religião ela (Bruxaria Ritual) coloca o individuo e ou grupo em
harmonia com o princípio criativo Divino do Cosmos e suas manifestações,
em todos os níveis.
Como uma Arte (Bruxaria Operativa), seu propósito é atingir fins
práticos por meios psíquicos para propósitos bons e úteis e de cura (“aqui
vale ressaltar que cada ser tem o seu entendimento daquilo que é bom e
mau e que sua intenção é que define a operação de sua arte” – Karyel
Obadash).
Em ambos aspectos as características distintas da Bruxaria são suas
atitudes orientadas na Natureza, a forma de interação sem afastamento
entre o Sacerdócio e a Congregação (todos são ligados), e sua filosofia de
polaridade criativa em todos os níveis, Desde a Deusa e o Deus, até a
Sacerdotisa e o Sacerdote, ressaltando que cada grupo de bruxos em sua
cultura e prática possui seu panteão ou conjunto de divindades com suas
próprias Leis e Ritos que se assemelham em diversos aspectos ou não.

Mais sobre Margareth Murray


(https://www.fembio.org/english/biography.php/woman/biography/margaret-murray/ )
História da Bruxaria e a Bruxaria Moderna
O historiador (antropólogo) Cario Ginzburg em seus livros Storia
Notturna, Una decifrazione dei sabba e / benandanti: stregoneria e culti
agrari tra Cinquecento e Seicento coletou vários relatos sobre bruxaria,
paganismo e cultos da fertilidade na Idade Média e Moderna. Vale salientar
que na pesquisa de Ginzburg um dos nomes da deusa era Diana,
nomenclatura usada pela Igreja. Por sua vez, a deusa era chamada na
verdade de várias outras formas.
O sincretismo entre os cultos pagão e o cristianismo se fazia
presente, mas muito provavelmente a roupagem cristã fosse a camuflagem
de um substrato pagão muito mais antigo. O papel da Igreja foi demonizar
os cultos e enquadrá-los às idéias oficiais, ou seja o Sabá de adoração ao
diabo.

A igreja católica contribuiu à sua moda para a união entre Diana e as


divindades Germânicas da fertilidade, já que, durante as conversões destes
povos, nomenclaturava as divindades locais de Diana, um nome "clássico".
De outra feita, isso facilitava "encaixar" as crenças politeístas à sua teoria
demonológica. A influência da igreja fez também com que as deusas se
confundissem no imaginário popular; as narrativas no púlpito acabavam
criando o que tencionavam erradicar.
Não só a Igreja interpretava as divindades de outros locais como
sendo as do mundo clássico, os romanos muitas vezes efetuavam
correlações entre as suas divindades e de outros povos. Faziam parte do
Império populações celtas, teutônicas e eslavas, dentre várias outras. Desta
forma, por exemplo, Diana - a deusa romana - ganhava atributos da Epona
céltica. O Império Romano acabou por promover a miscigenação de cultos.
Isso produziu sincretismo entre algumas divindades. Para completar o
quadro no fim do Império, com a invasão dos bárbaros, mais tradições e
influências se acumulam. A Itália foi conquistada por godos, vândalos,
lombardos e hunos. Séculos depois, veio o Sacro Império Romano
Germânico.
Essa miscigenação produziu lendas sobre a "cavalgada das bruxas",
chefiadas pela deusa Diana. Um sincretismo entre as divindades
mediterrâneas e as germânicas. Os nórdicos em seus Eddas mencionam que
as bruxas iam para sua reunião montadas em lobos, javalis ou "paus de
cerca". Para termos uma idéia, as crenças em uma deusa noturna, "Diana",
se manteve bem viva em alguns locais da Itália. Em 1457, três senhoras
são processadas por causa disso. As acusadas chamavam a deusa de Bona
Domina ou Richella. O Bispo que as interrogou tentou convencê-las das
loucuras de suas afirmações, dizendo que eram induzidas pelo Demônio,
por demência e ignorância. As senhoras haviam narrado que participavam
de reuniões, nas quais se comia, bebia e dançava, e havia homens vestidos
de peles. Richella surgiu em uma carroça; era uma mulher bem vestida, e
ao tocar as senhoras fez delas suas seguidoras. Estas "bruxas" eram
praticantes de um culto extático de natureza xamânica, centrado na
adoração de uma deusa.
As partes da Europa que tiveram em sua história influência céltica
eram locais proeminentes desses cultos:. É curioso como o padrão se repete
em vários locais do velho mundo, de forma alguma mantendo um todo
coeso, mas, por sua vez, mantendo vivos elementos do paganismo (ou
xamanismo) até períodos recentes. Os locais mais impensáveis foram
palcos destes cultos, como por exemplo a Sicília do século XVI. Na
Romênia, por exemplo, a deusa tinha o nome de Irodiada ou Arada.
Cario Ginzburg afirma: "Relatos vindos de um lado a outro da Europa, em
um intervalo de tempo milenar, trouxeram à tona os traços de uma religião
extática predominantemente feminina, governada por uma deusa noturna de
muitos nomes. Nessa deusa vislumbramos um hibridismo tardio, de divindades
célticas."
No julgamento de Isabel Gowdie no Reino Unido, há narrativa do
encontro com o mundo elemental, ou das fadas, mas prontamente os
inquisidores levaram o julgamento ao ponto que os interessava, o Diabo. Os
familiares das bruxas eram derivados dos espíritos dementais, fadas,
gnomos, etc, e não de demônios. O processo de satanização das crenças é
bem observado no caso dos Benandanti, um culto da fertilidade que
protegia as colheitas e lutava contra as bruxas ( na verdade, uma batalha
simbólica).
A princípio o sincretismo entre o cristianismo e as crenças locais é
harmonioso, e os Benandanti são defensores das crianças e das colheitas;
com o passar do tempo, eles se enquadram na visão do sabá satânico, fruto
talvez de anos de pregação ou da evolução dos costumes e da degradação
do ambiente. O palco foi o Friuli no norte da Itália, que era um rincão
isolado, onde se encontravam as influências germânicas, eslavas e italianas.
É possível rastrear cultos similares por todo o leste europeu, onde tradições
xamânicas se mantêm vivas, unidas a elementos do cristianismo. Santo
Agostinho menciona que as religiões pagas foram inventadas pelo Diabo
para afastar as pessoas da fé cristã. Quando os fiéis cultuam as divindades
pagas, na verdade cultuam o Diabo. Por outro lado, a Igreja usurpava as
características e os dons dos deuses pagãos para os seus santos. A Igreja
tratou todos os cultos que encontrou da mesma forma, tanto que o termo
pagão, em sua origem, é pejorativo, designando algo primitivo, rústico. Um
ponto curioso sobre a bruxaria é o padrão muito similar encontrado nos
locais mais diferentes e sem nenhum contato. A melhor, ou uma das
melhores explicações, é o inconsciente coletivo e a teoria dos arquétipos.
Desta forma, a grosso modo, a bruxaria seria transmitida não-
linear-mente, de bruxa para bruxa, mas sim, como um aspecto profundo da
raça humana. Desta forma, ela poderia emergir nos locais mais distantes
entre si, como de fato aconteceu. Isso explica, em parte, a similitude entre
alguns aspectos da bruxaria africana e a inglesa. Notei isso em minha
pesquisa sobre Vampiros e Bruxaria, em que o padrão dos relatos se
repetia, da Malásia ao Caribe. Inúmeros outros pesquisadores se depararam
com este padrão, suscitando as mais diversas teorias. A bruxaria é parte
integrante da Magia européia, e não só no passado remoto. Alguns
membros de Ordens como a Golden Dawn G.D fizeram pesquisas de campo,
nas quais afirmam ter encontrado estas tradições vivas. Temos o relato de
J.W Brodie-Innes sobre as tradições celtas e de bruxaria, publicadas na
revista Occult Review (vol XXV), ou mesmo o brilhante artista plástico
Austin Osman Spare, criador do Zos Kia Cultus, que foi iniciado pela
senhora Paterson, uma americana que alega ser descendente das bruxas de
Salem
Bruxaria Moderna – Wicca
Dr. Gerald Gardner foi o precursor da Bruxaria Moderna
conhecida por Wicca, ele teve influência de Aleister Crowley e Charles
Godfrey Leland.
Para alguns estudiosos, o verdadeiro "pai" da bruxaria wicca foi
Aleister Crowley e não Gardner, sendo Crowley o autor do Livro das
Sombras* Muitos anos antes, Crowley já havia se colocado como profeta
na nova era e ressurgidor do paganismo. Tinha pesquisado e
desenvolvido várias vertentes da Magia e seria a pessoa ideal para
"consultor" de criação de um culto de bruxaria. Gardner foi feito membro
da Ordo Templi Orientis – O.T.O, ordem Mágicka reestruturada por
Crowley. Lá ele veio a conhecer Kenneth Grant, dentre outros. A relação
entre os dois (Crowley e Gardner) era amistosa, e o próprio Gardner crê
que uma das pessoas capazes de ter escrito o Livro das Sombras era
Crowley. Uma forma talvez de lhe dar a autoria sobre o livro, ou justificar
a grande quantidade de material de Crowley. Independentemente de
quem foi o autor, há inúmeras passagens de Crowley no Livro das
Sombras de Gardner: "Eu sou a chama que arde em todo coração humano, e no
núcleo de toda estrela. Eu sou Vida, e o doador da vida, entretanto, conhecer-me é
conhecer a morte". "Eu os amo! Eu anseio por vós! Pálido ou púrpura, velado ou
voluptuoso, Eu que sou todo prazer e púrpura, e ébria no sentido mais profundo, os

desejo." De todas as passagens, a mais clara é "Faz o que tu queres desde que
não prejudiques a ninguém" (ou correlata), uma adaptação clara de "Faz o que
tu queres há de ser o todo da Lei" , a máxima de Crowley. Ou ainda o uso do
pentagrama "Meu número é 11, como todos seus números que são
nossos. A Estrela de Cinco Pontas, com um Círculo no meio". O
pentagrama wiccano é o inverso, ou seja, uma estrela circundada pelo
círculo.
Gerald Gardner recebeu inúmeras críticas, e seu caráter foi
colocado em dúvida. É sempre bom lembrar que na época de Gardner
a teoria de Murray era aceita e oficial, tanto é assim que o verbete da
enciclopédia britânica sobre bruxaria era dela. A bruxaria, após seu
renascimento efetivo, nas mãos de Gardner, se multifacetou em
várias tradições. Cada uma delas ao seu modo tenta resgatar (em
verdade recriar) os mistérios antigos. Algumas tradições mais sérias,
outras nem tanto, mas, sem dúvida, um movimento de vital
importância no resgate do feminino (o papel da mulher na religião),
da natureza e de uma visão mais holística do Cosmos. Bons ventos
trazem estas novas (e antigas) tradições. O criador da wicca, seja
Gardner ou Crowley, estaria feliz em muitos pontos com o resultado.
E devemos muito a eles. Por mais que muitos se digam hereditários,
não teríamos a liberdade e o entendimento, fruto do trabalho dos
dois. (Marcos Torrigo – A Bruxaria Hoje, Gerald Gardner)
Marcos Torrigo

ESCRITOS SOBRE A BRUXARIA AO LONGO DA HISTÓRIA:

Muitos livros foram escritos sobre bruxaria. Os primeiros foram, na


maioria, propaganda escrita pelas Igrejas para desencorajar e assustar as
pessoas que tivessem conexão com o que para eles era um odiado rival -
pois a bruxaria é uma religião. Mais tarde, apareceram livros empenhados
em provar que esses ritos jamais existiram. Alguns desses livros podem ter
sido inspirados ou mesmo escritos pelas próprias bruxas. Depois, muitos
livros trataram da bruxaria de maneira científica, com autores como a Dra.
Margaret Murray, R. Trevor Davis, Christine Hoyle, Arne Runeberg,
Pennethorne Hughes e Montague Summers.
O Sr. Hughes, em seu livro mais pesquisado, provou claramente o
que muitas pessoas já sabiam: que o Povo Miúdo dos lugares quentes,
chamados fadas ou elfos em uma época, foram chamados de bruxas mais
tarde; mas, todos esses livros têm um erro embora seus autores
soubessem que bruxas existem, nenhum deles consultou uma bruxa
segundo “Marcos Torrigo”.

Bruxaria e suas Vertentes


Wicca Tradicionalista, Gardneriana, Alexandrina, La Strega, Tradição
Ibérica, Tradição do Norte, Druidismo, Xamanismo, Neo-Paganismo, etc...
Expressões que ultimamente aparecem em publicações e revistas do meio
Oculto, todas diferentes, mas com algumas afinidades.

O Paganismo é como uma Árvore com extensos ramos, cada um


expressando uma Tradição com direções (formas de culto) diferentes, mas
todas com o mesmo fundamento, a adoração Politeísta.
O que nos difere das outras religiões, é a não aceitação de uma única
força divina: cremos na Dualidade-Deusa-Deus, como forma criadora e
geradora de Divindades. Acreditamos na reencarnação, mas não em
"pecados", temos respeitabilidade e alegria pela vida, procuramos viver
livremente amando e respeitando a Natureza e desfrutando do Poder e da
liberdade individual, desde que não prejudicando aos outros. A
cosmogênese, os ensinamentos e a evolução na Senda espiritual das
Tradições mais puristas são semelhantes na sua essência.
As práticas Ritualísticas e uso das formas mágicas diferem umas das
outras, consequência da influência do meio ambiente, civilização, cultura, e
evolução da própria sociedade em que se inserem.
O ressurgimento do Paganismo se encarado por alguns como um
modismo, é conceito errado, porquanto os Guardiões da Velha Religião
subsistiram ao longo dos séculos permanecendo fiéis aos seus princípios.
Principais aspectos do paganismo

As pessoas nomeadas pagãs normalmente são politeístas, mas escolhem


apenas uma Deusa ou um Deus como divindade principal. Existem várias
vertentes do paganismo, mas todas possuem propriedades similares. São
elas:

• Consideram a natureza como parte da essência divina;


• A religiosidade é representada como uma imagem feminina, a Deusa Mãe;
• Não consideram a existência do bem e do mal, do céu e inferno, do corpo
e espírito; 
• Não formam a concepção de pecado nem creem no diabo;
• Possuem liberdade para cultuar os elementos da natureza;
• Realizam rituais de origem em qualquer época;
• Festejam a mudança dos ciclos da natureza, como estações dos anos,
solstícios e equinócios;
• Não creem em vida após a morte, mas na mudança para outro mundo.

Os adeptos das correntes do paganismo não seguem princípios morais e


nem reverenciam santos e objetos relacionados ao divino. 

Paganismo no Brasil
O crescimento do paganismo no Brasil acompanha o crescimento
mundial. As primeiras manifestações começaram a ocorrer durante a
década de 1990, com a expansão do druidismo no país. As correntes
firmadas no Brasil, além do druidismo são: wicca, neoxamanismo,
espiritualidade feminina, piaganismo, hellenismo, heathenismo. As religiões
afro-brasileiras, como candomblé , também podem ser consideradas pagãs,
já que estão relacionadas à tradição rural e de respeito à natureza.

AS ORIGENS...
A ligação do homem ao mundo dos Divinos data desde a sua
existência...
Achados arqueológicos de há 30.000 anos atrás comprovam-no - o conceito
de religiosidade e a sua evolução, foram inicialmente Matriarcais e
Politeístas. A existência dos primeiros aglomerados revelam-nos que os
cultos eram dirigidos à Divindade Feminina, revelado em figurinhas
representando a mãe criadora - a Deusa. Indubitavelmente a primeira
forma de adoração e culto.
Suas representantes terrenas, chefes e Senhoras da tribo eram tidas como
as conselheiras - sábias, mulheres conhecedoras dos segredos das plantas,
da influência dos ciclos Lunares, dos partos e dos cultos aos Idos e da altura
propícia à deslocação da tribo consoante as estações.
Representantes fidedignas da Deusa, posteriormente chamadas de
Sacerdotisas, Oraculares ou Feiticeiras. Conseqüência do analogismo das
idades representativas na Mulher, cultuam A Deusa Tripla = Senhora da
Vida, da Procriação e da Morte. Em cada região este culto surge com nomes
diferentes, simultaneamente e em diversos lugares do planeta, não devendo
ser confundido com as posteriores analogias adaptadas pelo cristianismo.
A evolução das sociedades nunca é global, e também passou por
estágios desiguais em locais diferentes, de 10.000 a 8.000 anos a.C. (*)
algumas das tribos mais numerosas criaram aglomerados populacionais,
organizaram-se, derivando em cidades-estado, origem dos grandes
Impérios.
O crescimento das civilizações na Antiguidade Oriental e Antiguidade
Clássica (Suméria, Mesopotâmia, Egito, Creta, Pérsia, Grécia etc.) geraram
formas de culto mais sofisticadas: a Divindade é expandida ao quotidiano e
as forças básicas da Criação (princípios Feminino-Masculino) não bastam
aos Homens. As Divindades específicas derivam nos Panteões = Deusas e
Deuses, filhos da Criação da Deusa-Mãe e do seu Consorte são adorados e
cultuados.
Surgiram magníficos Templos símbolo de agradecimento e retribuição
dos Homens às suas Divindades pelos feitos concedidos. A adoração
converte-se em religião organizada, engrandece e hierarquiza-se derivando
nas religiões dos Impérios, daí advindo as Sacerdotisas e Sacerdotes de
Templo.
Mas, nem todas as tribos formaram cidades imperiais, e simultâneo
ao desenvolvimento das Civilizações no Médio Oriente e bacia do
Mediterrâneo, sensivelmente 2.200 A.E.C., surgem as invasões de povos
Arianos aos habitantes dos vales do Indo (Ásia Menor) gerando o
movimento de algumas tribos Dravídicas para a Europa Central, originando
a caminhada dos Hindus para o continente Europeu  na mais significativa
mistura de culturas para os povos nativos.

Posteriormente apelidadas de invasões Celtas, mesclam-se com os


habitantes do Continente Interior, Peninsular e Ilhas do Norte, evoluindo
numa cultura com sentido mais adicto à Terra Mãe e ao ancestral culto da
Deusa, doadora de saberes e poderes misteriosos às Senhoras da tribo.

A exigência de proteção conduz ao apelo do Deus Consorte, poderoso e


viril, que abençoará o Chefe, dotando-o de poderes extraordinários. Surge o
culto do Guerreiro, qual rei que protege a tribo dos inimigos, em parceria de
grau com a Sábia - Sacerdotisa,   ponte de comunicação com os Deuses.

Eis a WICCA HEREDITÁRIA. Culto Matriarcal, passado das Anciãs às


filhas, das filhas às netas e de geração em geração estes conhecimentos
ancestrais resistiram no Mundo ao poder de Roma, às perseguições cristãs,
e à era Industrial.

WICCA TRADICIONALISTA tem bases da Hereditária, com a componente


da influênciabilidade de culturas exteriores, originadas pela adoção de culto
e segredos mágicos quando dos visitantes Fenícios e Gregos e da posterior
cultura Árabe.

Nestas vertentes da Wicca, apóiam-se A Strega (Etruscos), a Tradição


Ibérica, Tradição Celta (pré-Gardneriana) e a Tradição Balcânica.

A Wicca, como hoje é intitulada a Feitiçaria Moderna, é uma religião de


natureza xamanística, e o culto de duas Divindades adoradas e honradas tal
como nos ritos Wiccanos: A Deusa, e Seu consorte o Deus Astado
(Chifrudo).

O XAMANISMO. Essencialmente uma religião tribal, não só de culto


Matriarcal também abrange o contexto Divino do masculino. Xamãs,
mulheres e homens, usualmente operam solitariamente. Perduram em
tribos Índias da América do Norte e Central, Amazônia, Austrália.
O DRUIDISMO é o culto ao Deus Criador, principio masculino, O Sol.
A Divindade fazia parte da Antiga Trindade Druídica, muito anterior ao
cristianismo. Simbolizada pelos 3 raios ou emanações do seu grande criador
Celi, não o Sol como astro. O Druidismo é também uma religião naturalista.
Se a Wicca reconhece o Deus como componente da Criação, também
o Druidismo reconhece a Deusa. Antigamente, Druidas e Feiticeiras
reuniam-se duas vezes por ano para em conjunto celebrarem os Solstícios.
Os Druidas seguem o Caminho do Sol, as Feiticeiras seguem o caminho da
Lua.

Porquê se chama "Wicca" à Velha Religião?

Na realidade o termo nominal mais correto para o culto antigo, é A Velha


Religião, ou a Arte dos Antigos ou Sábios. Também na língua inglesa o título
correto seria, The Craft of the Wice, ou Wicecraft, pois de fato na linguagem
saxônica wicca era o termo usado para designar um feiticeiro.

Contudo tornou-se tão costumeiro a palavra Wicca, abrangendo o rótulo


pertencente às religiões do passado, quando na realidade a atual Wicca é
mais neotérica, ainda que mantendo o conhecimento dos antigos rituais.

A WICCA GARDNERIANA - O fundador e divulgador da bruxaria moderna


foi Gerald Gardner  (1884-1964). Iniciado no primeiro estágio da Arte dos
Antigos em 1939, por Dorothy Clutterbuck, Sumo Sacerdotisa do Southern
Coven of British Witches, publica em 1954 o livro Witchcraft Today o qual
causou grande impacto e despertou crescente interesse na matéria.

Gerald Gardner nutria muito interesse pelo Ocultismo e antes de se dedicar


inteiramente à Velha Religião passou pela Maçonaria, OTO, Ordem da
Golden Dawn, Fellowship of Crotona e pelo Druidismo tornando-se amigo
íntimo de McGregor Reid e seu filho, chefes sucessivos da Antiga Ordem dos
Druidas. As ritualísticas da Alta Magia de diversas fontes causaram fortes
impressões e influenciaram profundamente este Adepto da Craft...

Nos finais dos anos 40 compilou vários Ritos, alguns de origem arcaica e
tradicional, criando assim o seu Livro das Sombras, manual composto de
Leis Wiccanas, Rituais e teorias mágicas. Manual posteriormente revisado
em 1950 por Doreen Valiente, uma inspirada senhora, considerada uma das
suas Sacerdotisas prediletas. Não menos famosas e também Iniciadas por
G.Gardner, as Sumo-Sacerdotisas, Lois Bourne e Patrícia Crowther em
muito também contribuíram para a imagem e  divulgação correta da Wicca.

O que difere a Wicca Gardneriana das tradições subseqüentes, é a filosofia


dos ritos ancestrais,   uso e estudo intenso de práticas mágicas, o
hermetismo dos covens para com o exterior e a seleção cuidada na
admissão de neófitos, e um inabalável código de Honra e de Irmandade
entre todos.

WICCA ALEXANDRINA - Alex Sanders, (1926-1988) não chegou a ser


iniciado por Gerald Gardner, mas em estágio preliminar conseguiu copiar
parte do Livro das Sombras de Gardner... Em 1962 Alex conhece uma ex-
maiden do coven de patrícia Crowther, Pat Kopanski, cujo material usou
como suporte para uma teoria iniciática através de sua avó... Certo, é que o
material que Sanders apresentou como tendo sido dado pela sua parenta,
era palpavelmente Wicca Gardneriana, mais, os textos usados eram os já
adaptados pela revisão de Doreen nos anos 50.

Trabalhou algum tempo na livraria de John Rylands em Manchester, tendo


acesso a Grimórios importantes, como As Clavículas Salomonis, Magia
Egípcia e Abra-Merlin, entre outros, e a seu modo adaptou o material obtido
dos Ritos da Craft.

As práticas dos covens Alexandrinos diferem em vários aspectos dos


Gardnerianos. Se as bases parecem idênticas, no entanto, persiste a
diferença de que Alex não teve total acesso aos Mistérios dos Ritos
Gardnerianos, permanecendo os antigos mais puristas, e os Alexandrinos
mais orientados para um ritualismo mágico complexo.

O expoente da Wicca Alexandrina surge com Janet e Stewart Farrar, casal


iniciado por Alex, que através de livros e publicações relatam ao pormenor
os rituais praticados nos covens. Tidos como  precursores do Paganismo
moderno “abriram as portas" ao mundo exterior, servindo de inspiração
para diversas práticas pagãs e infundindo idéias a novos autores.

A WICCA PROGRESSIVA - Surge na Inglaterra, 1989, um movimento


formado por Wiccans,  aceitando adaptar os novatos e ecléticos,  relevando
a Adoração aos Deuses no ambiente natural e dando preferência às
Celebrações externas, subscrevendo uma trajetória iniciática sem rituais
fixos, e trabalhando variadas tradições até alcançar um ponto de harmonia
comum a todos os seus membros.
Alguns Covens aprovaram esta idéia, dando suporte às Cerimônias e
Ritos externos sem, contudo deixarem as suas raízes e hermetismo,
operando em conjunto com Adoradores Solitários e ajudando-os a celebrar
corretamente, sem os vincular a covens. São o atrium de entrada aos
Mistérios. Mantêm contacto internacional entre os vários grupos, ajudando e
orientando os visitantes recomendados, sem cobrança alguma de quotas ou
serviços.

Um Círculo pode englobar vários  Adoradores desde que sigam uma linha
Wiccan, e apesar de seus ritos serem mais abertos, não desfiguram a
Wicca.
Para muitos, na impossibilidade de acesso a covens, este é um ponto de
partida, que se encarado e trabalhado respeitosamente preenche o
Adorador solitário e permitir-lhe-á maior facilidade em contactos.

NEOPAGANISMO -  Movimento surgido nos finais dos anos 70, e em


expansão pelo Mundo. Conhecido pelos seus ritos desobrigados de graus
Iniciáticos que consideram pragmáticos e sem a estrutura padronizada da
Wicca, ainda que baseado em alguns conhecimentos delatados pelos
Alexandrinos, aliam-se também às tradições populares e folclóricas. Um
pagão não é denominado Wiccan, pois os projetos são diferentes, apesar de
todos serem Politeístas.

Afeito à Adoração dos Deuses e fortemente ligado às forças da Natureza e


seus ciclos, os pagãos nem sempre estão ligados à Magia, nem se vinculam
a um coven. Para muitos, é a forma mais conveniente de abraçar o
Paganismo sem estar ligado a práticas mágicas mais complexas.
Usualmente não há demarcação dos graus Iniciáticos, pretendendo-se dos
Oficiantes apenas o seu melhor.

Quando uma Cerimônia aberta é bem concebida e a/o Oficiante sinceros, o


ritual torna-se muito belo, expressivo, e o elo de energia pode ser
magnífico.

As armadilhas...
Na realidade, desde a efusão da Wicca nos anos 70/80, muito das suas
raízes se tem adulterado e transformado. Numa religião que não pretende
ser de amálgama, que não deveria aceitar convertidos nem pretende
converter, estruturalmente nuclear e baseada em Covens, Círculos ou em
grupos ecléticos, tornou-se difícil conter ou impedir a proliferação do
charlatanismo e do uso indiscriminado do nome.

Um Wiccan, mesmo que profissional do Ocultismo nunca usa da sua religião


para apanágio publicitário, e se o fizer, então de certeza que não o é.

Totalmente distinto e admissível, é a venda de artefatos e produtos para


Wiccans ou interessados, em lojas especializadas. As Sacerdotisas e
Sacerdotes Wiccans, Covens ou Círculos, jamais cobram dinheiro pela sua
Arte.
Nós regemo-nos por códigos de honra e ética muito próprios, e a venda do
nome dos nossos Deuses é uma desonra e um insulto á Irmandade Wiccan.
Aos ecléticos e Adoradores Solitários...
De fato, atualmente existem muitos seguidores e praticantes Solitários,
informados apenas por livros, mas somente poucos de entre muitos
perfazem arduamente seus ritos, quiçá com algumas duvidas.
Não deixam de ser importantes para a Wicca só porque não são Iniciados,
porquanto no passado nem todos pertenciam a castas sacerdotais ou a
grupos, e um bom Coven, mesmo que não aceite um Adorador, reconhece
aqueles que O são verdadeiramente...
A esses,   que seguem adiante, plenos de certeza que esse é o seu
caminho, alguns serão que um dia encontrarão a porta aberta, pois
aquela/e que sinceramente o deseja assim o encontrará... E a Esses, onde
estejam e para onde eles forem, encontrarão sempre o Sol, a Lua e as
Estrelas que os Abençoarão.
MAGIA
O que seria a Magia?
Para muitos trata simplesmente do uso de algumas faculdades
extraordinárias. É fato reconhecido que tais faculdades existem. Os
chamados meninos calculadores são famosos e muitas pessoas têm a
capacidade de, sob transe hipnótico, calcular o tempo mais acuradamente.
Enquanto dormem, recebem ordens de fazer algo ao fim de, digamos, um
milhão de segundos; eles nem compreenderiam tal ordem em seu estado
normal, mas seu inconsciente profundo faz os cálculos e ao fim do
milionésimo segundo eles obedecem a ordem sem saber o porquê. Tente
calcular um milhão de segundos no estado de vigília e diga quando eles se
tiverem passado, sem um relógio, para saber o que isso significa. Os
poderes usados são completamente diferentes de qualquer poder mental
que conheçamos. Exercitá-los é, normalmente, impossível. Logo, se há
pessoas com poderes além do normal, por que não poderiam haver outras
pessoas com outras formas de poderes extraordinários e modos não usuais
de induzi-los?
A magia é uma mescla de arte, ciência e práticas fundadas na crença de in-
fluenciar o sentido dos fatos e produzir efeitos não naturais. Ela fundamen-
ta-se da intervenção de seres fantásticos, manipulação de princípios ocultos
presente na natureza, seja por fórmulas rituais ou de ações simbólicas.

Significados:

Bruxa:
1 – De acordo com alguns estudiosos, significava conhecimento superior ou
sabedoria. O erudito Henry More, formado em Cambridge por volta de 1600,
afirmou que a terminologia indicava uma mulher possuidora de capacidade
incomum, mas não ilegal.
A expressão eslava para bruxa é vjedma, derivado do verbo "saber". O termo russo
para bruxa é zaharku também derivado do verbo znat, ou conhecer. (Apud - livro A
Imaginação na Cura de Jeanne Achterberg).
Paracelso, gigante da medicina renascentista e fundador da química moderna,
creditava sua compreensão das leis e práticas da saúde às suas conversas com
curandeiras.
2 - 1. Termo usado para designar as mulheres sábias detentoras de
conhecimentos sobre a natureza e, possivelmente, magia.

2. Mulher a quem se atribui a prática da bruxaria, feiticeira.

3. Termo usado para designar uma mariposa grande e de coloração escura.

Quando escuta-se os termos bruxo, mago e feiticeiro, comumente associa-


mos à mesma coisa. Porém, não é! A verdade é que os três estão relaciona-
dos à prática de alguma magia, seja ela natural, cósmica ou química. E ain-
da essas figuras integram várias histórias, lendas populares e participações
em grandes feitos da humanidade.
Os místicos são seres que buscam o conhecimento e autoconhecimento aci-
ma de tudo. Estudam a natureza, o universo, plantas, animais, ervas, mine-
rais, tarô, runas, oráculos, pedras e a mente das pessoas. Hoje em dia o
mais próximo dessas práticas que conhecemos são os hermetistas e os wic-
cas. Mas a cultura mágica está presente em quase toda cultura antiga, mé-
dia, moderna e contemporânea.
É claro que como tudo que é bom, muitas pessoas fazem o mau uso dessas
práticas e acabam por mal representar todos os magicistas, que desta for-
ma são associados ao mal. Mas a magia negra é diferente da magia branca,
assim como da magia azul, amarela, vermelha e verde, que são ligadas aos
quatro elementos.
As pessoas mais céticas não acreditam no poder desses seres místicos. As
pessoas mais religiosas dizem que os mesmos possuem ligação com o mal.
Mas afinal, existe diferença entre esses três termos? A resposta é sim e vo-
cê vai entender agora.
 Bruxos e bruxas
Os bruxos e bruxas são mestres na arte da bruxaria. Seus poderes e princí-
pios baseiam-se na ligação entre a natureza, ciclos naturais, lunares e pro-
fundo conhecimento da medicina natural. São ligados aos cinco elementos:
fogo, água, terra, ar e espírito. São mestres na criação de objetos mágicos,
conhecem a fundo o oculto e a natureza. Exímios na invocação de forças
ocultas e naturais e são excelentes curandeiros.
Esses místicos são exímios ritualistas e normalmente a fonte de seus pode-
res está na energia da noite, principalmente de lua cheia, eclipse e lua de
sangue. As fases da lua e estações do ano são muito importantes aos bru-
xos que utilizam desses como principio ativo de seus poderes
Os bruxos detêm o uso da magia natural e sensorial, são sábios e conhecem
a fundo o uso e efeito de poções mágicas e utilização de ervas, cristais e
plantas. Utilizam também grimórios e intervenções sobrenaturais nas suas
práticas.

Magos e magas
Para compreender melhor sobre os magos e magas parta da premissa de
que estes são detentores da magia primordial, ou seja, magia primitiva, an-
ciã e universal. Os magos são mestres na arte de transformar a realidade,
poderosos alquimistas e possuem como fonte de poder o universo e o co-
nhecimento.
Possuem grande sabedoria dos mistérios do mundo e por vezes de-
têm poderes clarividentes, mediúnicos e clauriaudientes. Comumente são
seguidores da luz e conhecem a fundo os ensinamentos e princípios mági-
cos, possuindo poder e acesso infinito aos mesmos.
Os magos são íntegros e conectados ao Grande Espírito. Estão alinha-
dos com os princípios universais e espirituais. Guiados por visões, revela-
ções, experiências e sensibilidade, possuem grande capacidade de intuição.
Esses místicos estão ligados ao cosmo e à perfeição mágica. São espirituali-
zados, poderosos, criteriosos, sábios, possuem dons de premonição e capa-
cidade de leitura e interpretação de sonhos, astros e enigmas.
Além disso, os magos possuem conhecimento das práticas sacerdo-
tais e também filosóficas e assumem o papel de guias espirituais. Eles bus-
cam a iluminação, equilíbrio pessoal, natural e universal e utilizam do misti-
cismo para o autoconhecimento, sabedoria sagrada e elevação das potenci-
alidades.
 

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