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01 Q872508 Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015 Procedimentos Especiais

de Jurisdição Contenciosa
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Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: Câmara de Salvador - BAProva: Advogado


Roberto adquiriu, mediante o pagamento de R$ 15.000,00 (quinze mil reais), a posse que era exercida, sem título,
por Pedro sobre imóvel de propriedade da União. Enquanto Roberto refletia sobre o uso do bem, o imóvel veio a
ser ocupado por Francisco, que assumiu sua posse, por julgar estar o bem abandonado. Sessenta dias após ter
ciência, por terceiros, do exercício da posse por Francisco, Roberto retorna ao imóvel e constata, pessoalmente, o
esbulho.

Inconformado, a Roberto caberá:

a) assumir o prejuízo, visto que o imóvel não poderia ser cedido;

b) valer-se do desforço possessório e retirar, por conta própria, Francisco do imóvel;

c) reaver indenização do cedente pela perda da posse;

d) ajuizar ação judicial própria em face de Francisco para reaver a posse;

e) pleitear indenização da União, por força de responsabilidade civil por conduta omissiva.

02 Q872510 Direito Civil Direito de Família

Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: Câmara de Salvador - BAProva: Advogado


Joana era companheira de Antônio, sem que houvessem, contudo, formalizado por documento escrito a relação.
Ao longo da união estável, iniciada quando ambos não tinham bens próprios, o casal teve quatro filhos e
amealhou considerável patrimônio comum.

Diante do falecimento de Antônio, a Joana caberá:

a) metade dos bens do casal;

b) metade do que couber a cada um dos filhos;

c) metade dos bens do casal e um quinto da meação de Antônio;

d) um quarto dos bens do casal;

e) metade dos bens do casal e um quarto da meação de Antônio.

03 Q872515 Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015 Procedimentos Especiais
de Jurisdição Contenciosa

Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: Câmara de Salvador - BAProva: Advogado


Proposta ação de consignação em pagamento, o réu arguiu, como única defesa, a insuficiência do depósito,
alegando que o autor o efetivou em quantia menor do que a realmente devida. O devedor, intimado dos termos
da resposta, complementou o depósito no prazo legal, na forma pretendida pelo réu.

Sabendo-se que a mora não gerou a resolução do negócio jurídico, e que o pagamento integral produziu a
eficácia liberatória do autor, deverá o juiz:

a) extinguir o processo, sem resolução do mérito, por perda superveniente do interesse processual;

b) resolver o mérito, acolhendo o pedido consignatório e condenando o autor nos encargos da


sucumbência;

c) resolver o mérito, acolhendo o pedido consignatório e condenando o réu nos encargos da


sucumbência;
d) resolver o mérito, no sentido da improcedência do pedido, condenando o autor nos encargos da
sucumbência;

e) resolver o mérito, no sentido da improcedência do pedido, condenando o réu nos encargos da


sucumbência.

04 Q873441 Direito Civil Direito de Família

Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: Câmara de Salvador - BAProva: Analista Legislativo
Tiago, Prefeito do Município Delta, recebeu citação para responder a uma ação de alimentos ajuizada perante o
juízo único da Comarca, por seu filho Pedro, constando, do respectivo mandado, que o não pagamento das três
últimas prestações alimentícias poderia acarretar a sua prisão. Ao solicitar orientação ao seu assessor mais
próximo, foi informado que a Constituição da República de 1988, em seu Art. 29, X, assegura o “ julgamento do
Prefeito perante o Tribunal de Justiça ”. Com isso, Tiago concluiu que o seu advogado deveria suscitar a
incompetência do juízo único da Comarca para processá-lo e julgá-lo.

À luz da sistemática constitucional, o juízo único da Comarca é:

a) incompetente, pois o Tribunal de Justiça é competente para processar e julgar toda e qualquer ação
ajuizada em face de Tiago;

b) competente para processar e julgar Tiago, pois a competência do Tribunal de Justiça restringe-se às
causas de natureza criminal;

c) parcialmente incompetente, pois embora possa processar e julgar a ação de alimentos, não pode
decretar a prisão de Tiago;

d) competente para processar e julgar Tiago, desde que a ação de alimentos tenha sido ajuizada em
momento anterior à posse no cargo de Prefeito;

e) competente para instruir o processo, sendo o Tribunal de Justiça competente para julgar ação de
alimentos ajuizada em face de Tiago.

05 Q875425 Direito Civil Pessoa Jurídica

Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: Câmara de Salvador - BAProva: Analista Legislativo
Por meio de escritura pública, Juscelino institui Fundação Pró-Meio Ambiente (FPMA), que tem por objeto a
pesquisa de tecnologia para o desenvolvimento sustentável. Destinou, para a pessoa jurídica, determinado
número de bens, os quais, no entanto, verificou-se que são insuficientes para a constituição da FPMA.

Tendo em vista que nada se dispôs no estatuto acerca dessa hipótese, sobre o destino dos bens da Fundação, é
correto afirmar que:

a) serão destinados a outra fundação de livre escolha a ser efetuada por Juscelino;

b) incorporarão o patrimônio do Município em que foi constituída;

c) serão destinados a fundo próprio do Ministério Público Estadual;

d) retornarão ao patrimônio de Juscelino, pois é condição resolutiva tácita de sua constituição a


existência de bens suficientes para suas atividades;

e) serão incorporados ao patrimônio de fundação que possua finalidade semelhante.

06 Q875426 Direito Civil Ato Jurídico, Fato Jurídico e Teoria Geral do Negócio Jurídico

Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: Câmara de Salvador - BAProva: Analista Legislativo
A Construtora Imóveis Novos Ltda. (CIN) contrata com Loteamentos Urbanos Ltda. (LU) a permuta de
determinado lote de propriedade da LU com o direito de quatro unidades no prédio de dez andares que CIN
incorporará no local. Antes de iniciar a obra, CIN solicita autorização para construção junto à municipalidade, que,
no entanto, nega, sob o fundamento de que naquela área apenas é possível realizar a construção de edificação de
até três andares com três unidades imobiliárias, conforme legislação vigente antes mesmo da permuta.
Diante da negativa administrativa, o negócio jurídico é:

a) eficaz, mas poderá ser anulado por erro de direito;

b) inválido, pois viciada a vontade das partes;

c) eficaz, não sendo possível o desfazimento, tendo em vista que a ninguém é dado desconhecer a lei;

d) inexistente, por ausente o motivo;

e) válido, porém ineficaz, ante o vício sobre o motivo.

07 Q875427 Direito Civil Parte Geral

Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: Câmara de Salvador - BAProva: Analista Legislativo
Mineração S/A contratou seguro de responsabilidade civil com Seguradora S/A, que tinha como objeto a garantia
de indenização por eventuais danos ambientais que a contratante viesse a ocasionar. Dentre as cláusulas
contratuais, as partes estabeleceram, sob pena de perda da garantia, que na hipótese de ocorrência de qualquer
dano passível de indenização, Mineração S/A deveria comunicar o ocorrido em até 30 (trinta) dias. Também
ajustaram reduzir os prazos prescricionais pela metade, tudo com o intento de adequar o valor do prêmio.

A respeito de ambas as cláusulas, é correto afirmar que:

a) são nulas, visto que não se faculta às partes alterar prazos decadenciais e prescricionais;

b) é válida a disposição acerca do prazo decadencial;

c) são válidas, pois tratam de condições do negócio jurídico;

d) é válido o ajuste quanto ao prazo prescricional;

e) são nulas, pois encerram condições meramente potestativas para o segurado.

08 Q875428 Direito Civil Direito das Obrigações

Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: Câmara de Salvador - BAProva: Analista Legislativo
A Incorporadora Bens Imóveis Ltda. (IBI) juntamente com a Construtora Cimento Forte Ltda. (CCF) contrataram a
entrega de um elevador por Elevadores Ágeis Ltda. (EA), que poderia ser um elevador do modelo ‘A’ ou ‘B’. No dia
convencionado para a entrega do bem, EA transportou o elevador ‘A’ para o local de pagamento da obrigação. Lá
chegando, encontrou o preposto de IBI, mas não viu presente a CCF.

Nessa hipótese, para bem haver a quitação da dívida, o administrador da EA deve:

a) entregar o bem à IBI, visto que as contratantes são solidárias;

b) exigir, para entrega do bem, uma caução de ratificação pelo preposto de IBI;

c) disponibilizar ambos os elevadores para a entrega, sob pena de incorrer em mora;

d) consignar em pagamento qualquer um dos elevadores para haver a quitação judicial;

e) entregar o bem à IBI, pois, ainda que não sejam solidárias, as sociedades contrataram
conjuntamente.

09 Q875429 Direito Civil Contratos em Espécie

Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: Câmara de Salvador - BAProva: Analista Legislativo
Arlindo e Geraldo, vizinhos no Município de Salvador, estabeleceram contrato de mútuo nas seguintes condições:
Arlindo emprestaria R$ 30.000,00 (trinta mil reais) a Geraldo, que deveria lhe pagar, em 06 (seis) meses, a
importância principal acrescida de correção pela variação do dólar norte-americano e juros remuneratórios de
2,5% ao mês.

A respeito do mútuo, que, por livre vontade, veio a ser contratado, é correto afirmar que:

a) o mútuo é nulo de pleno direito, nada devendo Geraldo a Arlindo, visto que não são lícitas as
condições financeiras do negócio;

b) Geraldo deve pagar o valor principal acrescido da variação cambial, posto que o pacto de juros é
ilegal;

c) o valor devido por Geraldo será apenas o montante principal, visto que não se pode aplicar variação
cambial e tampouco os juros neste índice;

d) Geraldo deve pagar o valor total, visto que sua vontade foi livre e desembaraçada e manifestada sob
plena liberdade contratual;

e) a importância devida será o valor principal acrescido de juros remuneratórios de acordo com o índice
legal.

10 Q875430 Direito Civil Responsabilidade civil

Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: Câmara de Salvador - BAProva: Analista Legislativo
Marta, adolescente de 14 anos, recebeu vultosa herança que seu tio, solteiro e sem filhos, destinou-lhe por
testamento. A seus pais, pessoas de poucos recursos financeiros, coube o usufruto e a administração legais dos
bens de sua filha. Certo dia, chateada com Carla, sua amiga de escola, Marta cria perfil falso em rede social e
passa a atentar contra a imagem e honra de sua amiga, o que veio a ser descoberto pelos pais de Carla.

Inconformados, os pais de Carla, representando sua filha, ajuízam ação judicial com pedido de reparação de
danos morais em face dos pais de Marta, o qual:

a) não deverá ser acolhido, visto que o dano foi causado por pessoa absolutamente incapaz;

b) caso acolhido, e se os pais de Marta não tiverem recursos próprios para o pagamento da indenização,
caberá a declaração de sua insolvência;

c) na hipótese de acolhimento, e caso os bens dos pais de Marta e os próprios da adolescente não forem
suficientes para a satisfação da condenação, a obrigação será extinta;

d) não deverá ser acolhido, pois a vítima é pessoa absolutamente incapaz;

e) se acolhido, e se os pais de Marta não tiverem recursos próprios para satisfação da obrigação, Marta
pagará a indenização, desde que não comprometa o seu sustento.

11 Q875434 Direito Civil Contratos em Espécie

Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: Câmara de Salvador - BAProva: Analista Legislativo
Wagner, ao celebrar contrato de compra e venda com Wanderley, estipulou que seu irmão Urandi, credor de
Wanderley, concederia moratória a este tão logo o contrato fosse celebrado.

Diante da promessa da concessão de moratória (fato de terceiro), é correto afirmar que Wagner:

a) terá obrigação de indenizar Wanderley se Urandi, tendo aceito a concessão de moratória prometida
por Wagner, não a cumprir;

b) não terá nenhuma obrigação perante Wanderley, porque é defeso nos contratos sinalagmáticos
prometer fato de terceiro;

c) assumirá pessoalmente a promessa de moratória de Urandi feita a Wanderley, podendo esse exigir
seu cumprimento, afastada indenização substitutiva;

d) responderá por perdas e danos perante Wanderley, se Urandi não lhe conceder moratória;

e) nenhuma obrigação terá perante Wanderley, porque Urandi é parente consanguíneo colateral do
promitente.
12 Q875435
Direito Civil Contratos em Geral

Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: Câmara de Salvador - BAProva: Analista Legislativo
Souto aceitou transportar mercadorias que lhe foram entregues por Sátiro. Foi estipulado no contrato por Sátiro
que a carga deverá ser entregue a Amélia, que não é parte no contrato.

Consideradas essas informações e o disposto na legislação civil sobre estipulações contratuais em favor de
terceiros, é correto afirmar que:

a) somente Sátiro, na condição de estipulante, pode exigir o cumprimento da obrigação de entrega da


carga perante o transportador Souto;

b) somente Amélia, na condição de terceiro em favor de quem se estipulou a obrigação, pode exigir o
cumprimento da entrega da carga perante o transportador Souto;

c) se à Amélia for atribuído o direito de reclamar do transportador a entrega da carga, poderá Sátiro
exonerar Souto dessa obrigação;

d) tanto o estipulante Sátiro quanto a destinatária Amélia poderão, individual ou conjuntamente, exigir o
cumprimento da obrigação de Souto e alterar as condições e normas do contrato;

e) Sátiro, na qualidade de estipulante, pode reservar-se o direito de substituir a destinatária da carga,


Amélia, independentemente da sua anuência e da do transportador.

13 Q863328 Direito Civil Direito das Obrigações

Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: SEFIN-ROProva: Auditor - Ciências


Contábeis
Médici celebra contrato de comissão com Borracharia Seringueiras Ltda. com prazo de três anos, fixando-se uma
comissão anual no valor de R$ 900.000,00 (novecentos mil reais) em favor do comissário. O contrato contém
cláusula de exclusividade que impede Médici de atuar como comissário para qualquer concorrente de Borracharia
Seringueiras Ltda., bem como cláusula penal que estipula o pagamento de R$ 700.000,00 (setecentos mil reais)
para o descumprimento contratual, não prevendo direito à indenização suplementar.

Durante o segundo ano de vigência do contrato, Médici recebe proposta para atuar como comissário de sociedade
concorrente de Borracharia Seringueiras Ltda. A concorrente oferece expressamente o quádruplo do valor anual
pago a Médici, que aceita a proposta, descumprindo a cláusula de exclusividade. Pelo descumprimento, Médici
paga à Borracharia Seringueiras Ltda. o montante estipulado de R$ 700.000,00.

Com base nessas informações, assinale a afirmativa correta.

a) Se o prejuízo exceder o previsto na cláusula penal, pode a Borracharia Seringueiras Ltda. exigir
indenização suplementar de Médici, mesmo não tendo sido convencionado.

b) Ainda que o prejuízo exceda o previsto na cláusula penal, não pode a Borracharia Seringueiras Ltda.
exigir indenização suplementar de Médici, porque assim não foi convencionado.

c) A cláusula penal é o limite máximo indenizatório pré-fixado; portanto, a Borracharia Seringueiras Ltda.
não poderia exigir indenização suplementar de Médici, ainda que o prejuízo superior tivesse sido
demonstrado e convencionado.

d) A cláusula penal é o limite mínimo indenizatório pré-fixado; portanto, para a Borracharia Seringueiras
Ltda. exigir a pena convencional, é necessário que alegue prejuízo.

e) Como foi estipulada a cláusula penal para o caso de total inadimplemento da obrigação, e a prestação
pode ser superior ao prejuízo pré-fixado, com ou sem convenção, a obrigação se converte em
alternativa em benefício de Médici.

14 Q863329 Direito Civil Defeitos do Negócio Jurídico

Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: SEFIN-ROProva: Auditor - Ciências


Contábeis
Bueno, servidor público, está com graves problemas financeiros diante da falta de pagamento regular de seus
salários. Com débitos em atraso no cartão de crédito e tendo sido negativado no sistema de proteção ao crédito,
ele precisa de empréstimos para saldar suas dívidas mais prementes. Para isso, procura uma instituição financeira
que aceita conceder empréstimos a pessoas na sua condição e assina contrato de mútuo de fins econômicos, cuja
prestação em favor da mutuante é manifestamente desproporcional à prestação conferida ao mutuário.

Em face dessa situação, quanto ao negócio jurídico celebrado por Bueno, é correto afirmar que ele é

a) nulo por coação por parte da mutuante e o receio de dano iminente e considerável à pessoa do
mutuário e aos seus bens.

b) plenamente válido, por se tratar de contrato de adesão, quando não é dado ao aderente discutir ou
modificar o conteúdo das estipulações.

c) anulável por ocorrência de lesão, diante da premente necessidade do devedor, que se obrigou a
prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta.

d) plenamente válido, por se tratar de exercício da liberdade contratual e da força obrigatória dos
contratos ( pacta sunt servanda
).

e) anulável por ocorrência de estado de perigo, diante da necessidade de o devedor quitar seus débitos
e eliminar a negativação de seu nome.

15 Q863405 Direito Civil Direito das Sucessões

Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: SEFIN-ROProva: Auditor - Ciências


Contábeis
A abertura da sucessão, momento que marca a ocorrência de um dos fatos geradores do Imposto de Transmissão
Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCD), ocorre na data

a) da distribuição da petição inicial do inventário.

b) em que morreu o autor da herança.

c) da nomeação do inventariante.

d) da lavratura do testamento.

e) em que há a aceitação da herança.

16 Q863586 Direito Civil Direito das Coisas / Direitos Reais

Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: SEFIN-ROProva: Técnico Tributário


Em 2011, Vilhena, proprietário de uma casa, outorgou em favor de Pimenta o usufruto vitalício sobre ela. Em
seguida, o outorgante requereu a averbação do direito real junto à matrícula do imóvel no Registro de Imóveis de
Guajará-Mirim.

Em 2014, Pimenta cedeu o exercício do usufruto por título gratuito a Costa, por contrato escrito e pelo prazo de
um ano. Vencido o prazo, Costa restituiu a casa a Pimenta, retomando este o exercício do usufruto.
Em novembro de 2017, falece o nu-proprietário, e seu único herdeiro, Andreazza, exige que Pimenta desocupe o
imóvel.

Diante da situação descrita, assinale a opção que apresenta a solução correta para o caso.

a) Pimenta não poderia ceder o exercício do usufruto, por se tratar de direito real personalíssimo; a
morte do nuproprietário extingue o usufruto de pleno direito.

b) Pimenta somente poderia ceder o exercício do usufruto a título oneroso; a morte do nu-proprietário
extingue o usufruto de pleno direito.

c) Pimenta poderia ceder o exercício do usufruto tanto por título gratuito quanto oneroso; a morte do
nu-proprietário não extingue o usufruto, podendo o usufrutuário permanecer no imóvel.

d) Pimenta não poderia ceder o exercício do usufruto, porque este é vitalício; a morte do nu-proprietário
extingue de pleno direito o usufruto, devendo o imóvel ser desocupado.

e) Pimenta poderia ceder o exercício do usufruto a título gratuito; vencido o prazo de cessão do exercício
do usufruto, o imóvel deveria ter sido restituído ao nu-proprietário ou, na sua falta, ao herdeiro.
17 Q863587 Direito Civil Direito das Obrigações

Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: SEFIN-ROProva: Técnico Tributário


Jamari celebrou contrato de compra e venda de seu apartamento com Jorge. No contrato, foi previsto que Jamari
poderia resolvê- lo no prazo de dezoito meses, desde que pagasse o preço recebido pelo imóvel e reembolsasse
as despesas que Jorge tivesse com ele. Ao final de dezoito meses, Jamari notificou Jorge de que desejaria
retomar o imóvel, oferecendo o pagamento do valor do preço mais as despesas realizadas. Jorge, porém, recusou
o recebimento das quantias.

Com base nas informações do enunciado, é correto afirmar que Jamari poderá

a) realizar o pagamento em consignação, diante da recusa sem justa causa de Mário em receber o valor
do imóvel e o reembolso das despesas.

b) pleitear a compensação da obrigação, por se tratar de dívidas líquidas, vencidas e de coisas


fungíveis.

c) requerer judicialmente a imputação do pagamento do preço do imóvel no montante das despesas


efetuadas por Jorge.

d) promover ação de remissão de dívida em face de Jorge em virtude do implemento da condição


resolutiva.

e) demandar indenização pela recusa do aceite de sua proposta por parte de Jorge, por lhe faltar o
ânimo de novar.

18 Q863588 Direito Civil Pessoa Jurídica

Ano: 2018 Banca: FGV Órgão: SEFIN-ROProva: Técnico Tributário


Acerca da aplicação da desconsideração da personalidade jurídica da sociedade empresária, analise as afirmativas
a seguir.

I. Na falência da sociedade empresária, a desconsideração não poderá ser decretada antes do encerramento da
arrecadação e ficará restrita às pessoas naturais que exerciam a administração ao tempo da decretação.
II. Decretada em incidente processual a desconsideração da personalidade jurídica, deverá ser dissolvida
compulsoriamente a sociedade, investindo os sócios o liquidante na representação da pessoa jurídica.
III. Em caso de desvio de finalidade, o juiz poderá decretar a desconsideração da personalidade jurídica para
estender os efeitos de obrigações assumidas pela sociedade aos sócios.

Está correto o que se afirma em

a) I, apenas.

b) I e III, apenas.

c) II, apenas.

d) III, apenas.

e) I e II, apenas.

Respostas 01: 02: 03: 04: 05: 06: 07: 08: 09: 10: 11: 12: 13: 14:
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