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Luciano da Silva Vaz e Por dentro da Eletrônica. Ao
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19 DE FEVEIRO DE 1998.
Objetivo do Curso
A Empresa Por Dentro da Eletrônica Cursos Técnicos, elaborou este curso com o intuito de
tornar conhecida práticas de edição de softwares em veículos linha leve ou diesel. Durante o
treinamento serão apresentadas algumas técnicas importantes para esse trabalho.

Portanto se faz necessário o uso de softwares de trabalhos para tais procedimentos.


RECOMENDAMOS SEMPRE a compra desses SOFTWARES OFICIAIS com seus respectivos
fornecedores para efetivamente trabalharem de forma adequada, tendo sempre a ultima
atualização do softwares de edição.

O uso de softwares não oficiais até funciona, porém, o fato de não ter atualizações constantes
pode tornar o seu trabalho pouco produtivo. Para maiores informações fale diretamente conosco!

Luciano Vaz

3
ÍndiceReprogramação de Centrais...........................................................................................................................05
05
09
Relação Ar/Combustível.................................................................................................................................09
10
Processo de Leitura e Gravação de arquivo...................................................................................................13
Dicas de Segurança ao Usar os Programadores.............................................................................................17 13
17
Uso do Software Winols.................................................................................................................................18
18
O que precisamos saber Antes da Edição......................................................................................................24
24
Arquivo| Calibração....................................................................................................................................... 24
24
Mapas.............................................................................................................................................................25
ÍNDICE

25
Os Eixos............................................................................................................................................................26
26
Factor | Offset | Precision...............................................................................................................................27
27
Valores Únicos................................................................................................................................................. 28
28
Switches...........................................................................................................................................................29
29
DTC...................................................................................................................................................................30
30
Quantidade de Injeção.....................................................................................................................................31
31
Histereses.........................................................................................................................................................32
32
Inicio da Injeção | Fase de Injeção...................................................................................................................33 33
Tempo de Injeção..............................................................................................................................................34
34
Torque do Motor...............................................................................................................................................35
35
Pressão de Turbo...............................................................................................................................................36
36
Controle de Wastegate ou Geometria Variável.................................................................................................37
37
38
Processo de Edição.............................................................................................................................................38
40
Valores Percentuais de Aumento.......................................................................................................................40
48
Anotações............................................................................................................................................................48
4
Reprogramação de
Centrais

5
O que é Reprogramação de Centrais?

O conceito

A reprogramação de centrais consiste em otimizar os parâmetros de funcionamento do motor, como


injeção de combustível, ponto de ignição, pressão de trabalho da turbina e comando variável
para que o motor tenha mais torque e potência disponível em todos os regimes de rotação.

Associada a essa otimização, existe uma melhora na eficiência do motor, que na maioria dos casos
resulta em redução no consumo de combustível. Muitos softwares dos veículos são projetados em
outros países e nós podemos ajustá-los para a utilização do nosso combustível através da mudança
no padrão e estruturas dos mapas.

Geralmente retrabalhar algo nesse sentido requer equipamentos e uma certa destreza para
combinar com precisão os conjuntos de mapas que deverão ser modificados afim de trazer o
resultado esperado no veículos. Podemos trabalhar também diferentes estágios de modificações
(geralmente aplicado em veículos leves e diesel médios). Os mais comuns sãos os já conhecidos
stage 1, stage 2 e stage 3. Veja a diferença entre eles:

6
O que é Reprogramação de Centrais?

Stage 1
O Stage 1 é a modificação mais básica , normalmente procurado para aqueles que não querem tirar
a originalidade do carro. Portanto, ela pode ser instalada isoladamente, não se fazendo necessária
outras grandes modificações no carro.
Este estágio consegue extrair mais potência do motor original, não colocando-o em risco. Também
pode trazer outros benefícios, como destravar os limitadores de torque e de velocidade.

Stage 2
O Stage 2 seria o nível intermediário dos estágios da modificações, que traz além de um ganho
maior de potência e o destravamento dos limitadores e este modo requer alguns itens adicionais,
como por exemplo, alguma modificação no sistema de captação de ar, downpipe, velas, blow-off,
entre outros.
Normalmente procurado por aqueles que já possuem algumas dessas alterações instaladas, porém
não obtiveram o resultado esperado. Evoluindo exponencialmente o ganho de potência.

7
O que é Reprogramação de Centrais?

Stage 3
Já o Stage 3, que corresponde ao nível mais alto de customização, possui além das modificações
no mapa para o Stage 3, algumas outras mais pesadas. Por exemplo, turbinas, freios, polias,
combustível de corrida, entre outras modificações.

Este stage é recomendado apenas para uso em pistas, pois o uso demasiado do motor neste
remape provocará um desgaste prematuro do motor. Tornando-o pouco confiável, que exige
revisões e reparos regulares.

Por fim, este último é definitivamente o mais agressivo, além de trazer todas as modificações
necessárias no seu carro, é o que provavelmente entregará maior ganho de potência.

Assim fica claro que o tipo de modificação a ser feita no veículo deve ser baseada nessas
condições e estágios que mencionamos, lembrando que para ter o resultado esperado é necessário
fazer todo as as modificações propostas.

8
Relação
Ar X Combustível

9
Relação Ar x Combustível

Combustão
Combustão é toda reação química em que
um combustível (material oxidável) reage com
um comburente —um material gasoso que contenha o gás
oxigênio (O2), como o ar. Essa reação é sempre exotérmica,
ou seja, libera energia na forma de calor. Geralmente, outros
produtos são liberados, principalmente quando o
combustível é um composto orgânico, como o dióxido de
carbono e a água.
Portanto, fogo não existe sem combustível e comburente e
no motor à combustão é o elemento principal para obter a
conversão de energia exotérmica e a mudança repentina da
pressão dos gases dentro da câmara em energia cinética.
Para conseguir uma combustão com a máxima eficiência, é
requerido quantidades especificas de combustível e
comburente, e quando editamos os mapas da central,
devemos sempre lembrar de controlar com eficiência a
estequiometria baseada no combustível utilizado 10
Relação Ar x Combustível

Controle da Relação A/F

O Grande segredo na hora de fazer o reprogramação dos mapas da central é conseguir meios de
controlar a relação ar/ combustível (A/F). Em veículos gasolina por exemplo, temos uma relação
estipulada de 14,5:1, o que significa que em uma escala micro, é necessário que a dosagem da
mistura esteja próxima de 14,5 partes de ar (comburente) para 1 parte de combustível (gasolina)
Esse controle, antes feito de forma mecânica, agora está todo implementado dentro da ECU, o que
garante que especialistas consigam editar mapas que influenciarão diretamente a estequiometria do
veículos.
Pensando nesse contexto, quando lemos um arquivo, podemos encontrar dentro dele todos os
submapas que controlarão de forma direta a injeção de combustível em diferentes fases de trabalho do
motor, bem como mapas que modificarão diretamente o fluxo de ar (mapas de borboleta eletrônica) e
até mesmo a pressão de enchimento de turbo compressores. A edição nesse tipo de estrutura afetará
diretamente a mistura a/f do veiculo que por sua vez afetará o torque e a potência entregue pelo motor

11
Relação Ar x Combustível

Observe o Exemplo

12
Processo de
Leitura e Gravação do
Arquivo
13
Leitura e Gravação do Arquivo

O Processo de Leitura e Gravação do Arquivo na ECU


Antes de explicar a técnica, atente-se ao seguinte ponto. Chamamos de ARQUIVO o conjunto de
informações que obtemos através da leitura da central, e damos o nome de MAPA a pequenas partes
desses arquivos ao qual faremos as edições.

Temos várias opções e diferentes formas de obter os arquivos dentro da ECU. Assim sendo, podemos
escolher como fazer dependendo da versão da central ou ano de fabricação do veículo. Vejamos
algumas maneiras de ler o arquivo.

As ferramentas mais comuns para a leitura do arquivo são os programadores Kess e K-tag, que
basicamente conseguem fazer a leitura de duas formas bem especificas; por conector OBD e por
porta de comunicação BDM ou JTAG
No entanto não existem só essa ferramentas no mercado, seguem alguns exemplos, Genius,
Trasdata, KTM Flash, Be Flash, Magic Pro entre outros, a Escolha entra cada um deles deverá
depender

14
Leitura e Gravação do Arquivo

Leitura por OBD (On Board Diagnostic)


A primeira e mais fácil maneira de efetuar a leitura da memória
flash (arquivo) da ECU é por protocolos OBD (popularmente
conhecido como conector de diagnóstico). Interfaces desse
gênero, geralmente lêem o arquivo de forma simples sem
necessidade de abertura da central, e na hora de gravar corrigem Leitura Por OBD
automaticamente a soma de verificação (checksum).

Caso o veículo ao qual se deseja efetuar a leitura ainda não


tenha o protocolo de acesso pelo OBD, temos outras opções
para fazê-la. A próxima opção é ler diretamente a memória flash
que guarda o arquivo com um programador de memórias
específico, como por exemplo, Bee Prog, ou até mesmo o Mini
Pro Tl 866.

Este método é o mais trabalhoso, pois exige técnicas de remoção


e recolocação de componentes dentro da central envolvendo
equipamentos de soldagem. 15
Leitura e Gravação do Arquivo

Leitura por Porta de Comunicação BDM ou JTAG.


Outra opção disponível é a extração do arquivo pelo soquete BDM ou JTAG. Para usar esta conexão
precisamos de aparelhos especiais e faremos em ECU's que tenha um processador com essa porta
disponível.

Esses processadores são da série MPC555 da Motorola ou Processadores RENESAS. Uma


vantagem desta porta, é que ela nos permite não apenas extrair a arquivo, mas também podemos
ler e escrever a memória de imobilizador serial. Graças a isso, podemos copiar completamente uma
unidade inteira para clonagem. Além disso, a correção da soma de verificação é incluída durante a
escrita da maioria das unidades na própria interface de programação.

Leitura Por porta BDM

16
Leitura e Gravação do Arquivo

Dicas de Segurança ao Usar os programadores


Nunca é demais dizermos que todo cuidado é pouco ao manusear os aparelhos de leitura e
gravação, pois a abertura errada de uma central, a inserção de arquivos corrompidos, a não
estabilização da tensão de bateria podem causar danos muitas vezes irreversíveis a central portanto
atente-se a algumas dicas de segurança.
01 - Abrir o módulo com cuidado e depois volta-lo ao veiculo
02 - Selecionar protocolo de leitura correto
03 - Soldar com extremo cuidado os pontos de boots
04 - Usar uma fonte de 2 amperes ou superior (no caso do Ktag)
05 - Usar CARREGADOR de bateria estabilizado (no caso do Kess)
06 - Antes de Gravar o arquivo, certifique-se eu o mesmo esta perfeito
07 - Sempre salve um Backup do arquivo a ser editado.

17
Uso do Software
WinOLS
18
Uso do Software de Edição

Formato de Arquivos Editáveis


Antes de iniciarmos o projeto de edição do arquivo, precisamos entender algumas questões que
envolvem a plataforma de trabalho WinOLS. Sempre que lermos os arquivos com os
programadores, temos que ter atenção a alguns detalhes, como por exemplo a extensão de arquivos
que são entregues ao fazer a leitura.
Para sanar a dúvida sobre o que são extensões veja na imagem abaixo, as letras que aparecem
depois do ponto no nome do arquivo são chamadas de extensões e definem corretamente que tipo
de aparelho de leitura foi usado na extração do arquivo

Figura: Conjunto de arquivos lidos com programador

19
Uso do Software de Edição

Tipos de Arquivos que Podem ser Editados


Ao entendermos o que são as extensões de arquivos, ficaremos mais familiarizados com qual
equipamento foi feito a leitura da central. Lembramos também que se a leitura foi feita com os
equipamentos já citados, não teremos complicações na hora de usar o WinOLS, mais para
recapitular, veja os principais formatos de arquivos que iremos trabalhar a partir de agora.

 Arquivo MPC | Geralmente arquivo obtido da leitura da flash dentro processador. Pode ter sido lido
com K-tag, Kess, Trasdata, Genius, MPC flasher ou Galleto.

 Arquivo FLS ou BIN | Geralmente é um arquivo lido de dentro de memoria flash externa. Pode ser
obtido através do Kess, K-tag, Trasdata, Genius, programador de Eprom entre outros
.
 Arquivo EPR ou E2P | Geralmente é um arquivo da SOIC08 e em alguns casos carrega o imobilizador.
Em sistema mais novos como Tricore, este também se encontra dentro do processador.

 Arquivo HEX | Geralmente é um arquivo da flash interna ao processador, no entanto é obtido quando o
modulo é lido por um programador chamado ST10.

20
Uso do Software de Edição

Conhecendo a Ferramenta de Edição WINOLS


Vejamos agora algumas particularidades do WinOLS. A primeira é que o software pode ser
instalado na versão DEMO, sendo necessário a aquisição de um registro feito na EVC no
www.evc.de (site oficial do fabricante). Lembrando que a versão utilizada nesta apostila é a verão
de chave oficial
Nas próximas páginas iremos conhecer os detalhes do WinOLS e algumas funções que nos
ajudarão a desenvolver o trabalho.

Licença de Acesso ao WinOLS Oficial

21
Uso do Software de Edição

Tela Inicial WinOLS logo após a


abertura do software.
(Explicações das Funções durante a aula)

22
Uso do Software de Edição

Ferramentas de Trabalho do WinOLS


Como todo software de edição, o winols depende de
MAPPACK e sua Função
algumas ferramentas de trabalho que podem ser de
extrema importância nos trabalhos com a edição. Na imagem vemos um MAPPACK
aplicado ao arquivo. Com isso é
possível identificarmos os
As principais ferramentas em questão, são os principais mapas
DAMOS, MAPPACKS e SCRIPTS.

Explicaremos cada um deles durantes as aula


práticas do treinamento.

Mais pode ter certeza que sem usa-las o trabalho ser


tornará um pouco mais complexo e demorado,
ensinaremos como montar cada umas dessa
ferramentas.

Na imagem ao lado temos uma ideia do que uma


ferramenta dessa pode fazer, renomear todos os
mapas possíveis dentro de um arquivo!
23
Uso do Software de Edição

O que precisamos saber para Iniciar um Projeto?


Iniciaremos nosso trabalho, então é necessário entendermos que as informações dentro dos mapas estão
diretamente relacionadas as unidades de medida que visualizamos no motor, assim sendo o Winols
apresentará os mapas com essa grandeza e valores relativos a elas dentro dos mapas: Vejamos as
principais grandeza encontrada dentro do mapa:

ARQUIVO |
CALIBRAÇÃO
O Arquivo é um conjunto de mapas
desenvolvidos para gerenciar o motor de
um carro em injeção, ignição e nível de
poluição. Ele contém funções
específicas que eles gerenciam todos os
aspectos que mencionamos
anteriormente, e essas funções pegam
dados de mapas, curvas características
ou valores únicos. 24
Uso do Software de Edição

MAPAS
São os sistemas de controle de injeção, mesmo de fabricantes diferentes, usam dentro de sua
programação, constantes (valores únicos), curvas características 2D (x, y) e mapas 3D (x, y, z).
Mapas são grupos de dados armazenados como uma tabela na memória interna do unidade de
controle.

Eles são armazenados dessa maneira para simplificar a


pesquisa de valores por funções específicas de controle,
que de outra forma seria muito difícil de programar e
levar muito tempo de cálculo para o processador
principal.

Desta forma, ao agir sob uma circunstância específica, a


unidade de processamento já atribuiu valores e apenas
interpola os valores intermediários que existem entre
cada linha e coluna da tabela.

25
Uso do Software de Edição

OS EIXOS
São grupos de valores consecutivos que a UCE utiliza como guia para calcular a posição de um valor
em uma tabela. Estes eixos podem ser únicos para cada mapa e geralmente estão no começo ou
usado para diferentes mapas dentro de um arquivo.

Eixos
Na imagem vemos dois eixos com valores
específicos dentro do plano tabular 26
Uso do Software de Edição

FACTOR
É um número que através de operações de
adição ou multiplicação nos permite mostrar
as quantidades físicas reais dos valores Dentro das
armazenados na memória da ECU. Propriedades do
mapa podemos
ajustar o Factor,
OFFSET Offset e a
Precisão das
É um número que nos permite ajustar o fator casas decimais do
através de operações de adição ou subtração mapa
para mostrar as quantidades físicas reais dos
valores armazenados na memória do ECU

PRECISION
Isso nos permite indicar quantas casas
decimais temos em nosso valor. Nós o
usamos para ajustar o valor mostrado pelo
fator e offset 27
Uso do Software de Edição

OS VALORES ÚNICOS (SINGLE VALUE)


Estes são valores que são armazenados na memória da ECU como um conjunto de 16 bits. Eles não
estão associados a mapas ou identificadores, portanto sua localização é muito complexa, sendo possível
somente a partir de um arquivo DAMOS através de comparação e teste. Esses valores normalmente
armazenam dados de magnitude máxima para segurança operacional do motor e seus componentes.

Na imagem vemos o
valor único de limite
máximo da pressão de
RAIL.
Lembramos que para
localizar esse tipo de
indicativo é necessário o
uso do damos que
poderá ser adquirido
junto ao site EVC

28
Uso do Software de Edição

SWITCHES
Estes são valores que são
armazenados na memória da ECU
como um conjunto de 8 bits. Não estão
associados a mapas ou identificadores, Switch de
então sua localização é muito desativação do
complexa, sendo possível somente a Filtro da
Partícula da
partir de um arquivo DAMOS através
Amarok. Sua
de comparação e teste. Esses valores localização só é
informam à ECU quais componentes possível com
externos você instalou ou quanto a uso de DAMOS
ativação ou desativação de funções ou comparação
específicas. de arquivos

29
Uso do Software de Edição

DTC
São códigos que são
armazenados na memória da ECU
como um conjunto de 16bits em
hexadecimal. Dependendo do
número inicial, eles podem
corresponder a códigos de erro
padrão ou específico do fabricante.
Localização do
Podemos encontrá-los em uma DTC de um
base junto com todos os códigos sistema. Neste
possíveis que a unidade exemplo o DTC
configurou, ou ao lado de uma se encontra em
cadeia de valores que indicam padrão de 16bits
esses dados, como tempos em Hexadecimal
repetidos para ligar a luz de falha
ou se ela entrar no modo de
emergência.
30
Uso do Software de Edição

IQ | Quantidade de injeção.
Quantidade de combustível a ser injetado normalmente medida em miligramas por curso. Algumas
unidades usam um volume em mm3 ou mg/hub, abaixo temos um exemplo de um mapa que controla essa
unidade tão importantes.

Os valores dentro do mapa correspondem a quantidade combustível por volume em diferentes níveis de torque x rotação
31
Uso do Software de Edição

HISTERESE
São curvas características 2D que marcam um limite para ativação ou desativação de um item.

Histerese de controle de injeção durante


regeneração ou abertura de EGR. Sua
localização é feita através do DAMOS.

32
Uso do Software de Edição

INICIO DA INJEÇÃO | FASE DE INJEÇÃO


É a posição do virabrequim em graus antes do ponto morto superior em que começa a injetar
combustível. Se esses valores forem negativos, eles indicam graus após o ponto morto superior
Vemos
nesse
mapa
valores do
inicio da
injeção
em
diferentes
rotações.
Esse tipo
de mapa
não deve
ser
editado.

33
Uso do Software de Edição

TEMPO DE INJEÇÃO
É o tempo de ativação do injetor para fornecer uma quantidade exata de combustível. Este tempo é
específico para cada injetor e os fabricantes geram mapas específicos para calibração dos injetores.
Os valores desses mapas podem estar em tensão, em graus, em milissegundos ou calculado por uma
função que é ajustada por meio de um valor padrão de massa de injetor.

Na imagem vemos
os valores de tempo
de injeção de um
sistema diesel em
micro segundos
34
Uso do Software de Edição

TORQUE DO MOTOR
A combustão gera uma força
descendente no pistão que atua no
virabrequim através da biela, e ela
se torna uma força rotacional que
chamamos de "torque" e é medida
em Newtons. Para aplicar essa Valores máximo de
torque do motor
força e transformá-la em um
indicado neste
trabalho, temos que multiplicá-la à mapa
distância. Desta forma, no sistema
internacional, temos que o torque é
medido em Newton por metro
(Nm).
A central calcula essa unidade e
nos entrega através de mapas os
valores nominais que o motor
atingirá
35
Uso do Software de Edição

PRESSÃO DE TURBO
É a quantidade de pressão positiva que criamos no coletor de admissão. O turbo introduz mais ar do que o
motor em si é capaz de admitir, por isso aumenta a eficiência volumétrica. Normalmente a unidade de
medida está em milibares (mBar)

Valores de pressão de turbo indicado neste mapa está em mbar 36


Uso do Software de Edição

CONTROLE DE GEOMETRIA OU WASTEGATE


A válvula de descarga Watergate controla a quantidade de gases de escape que não devem passar pelo
turbo, desta forma para controlar a pressão gerada por ele. Pode acionada por pressão, ou o mais moderno,
com controle eletrônico de posição. A ECU controla essas válvulas por ciclos de trabalho (Duty Cycle)

Valores desse mapa esta em porcentagem de corrente (PWM) de controle da wastegate ou geometria variável
37
Uso do Software de Edição

Processo de Edição
Com essas informações iniciais e com as aulas práticas estamos prontos para iniciar os projetos
dentro do WinOLS!

Faremos projetos focados inicialmente em melhora de performances e também em como conseguir


economia (nesse caso dependendo muito mais da forma de condução do acerto).
Trabalharemos a partir agora alguns procedimentos de edição, ordem de mapas a serem editados e
valores nominais para fazer esses projetos.

Lembre-se de seguir rigorosamente as instruções apresentadas a partir dessa etapa para não ter
problemas. Outro ponto em questão: é muito importante fazer análises prévias no veículo para
garantir que não há deficiências em relação a alimentação de combustível ou ar, e também verificar
os valores máximos que alguns sistema apresentam no scanner, como por exemplo pressão de rail,
pressão de turbo, avanço ou outros. Isso servirá de base para estabelecermos nossos padrões de
aumento.

A partir de agora todas as aulas serão práticas!


38
Valores
Percentuais de
Edição

39
Valores Percentuais de acréscimos nos Mapas e Sequência de Mapas

Ciclo Otto Gasolina | Flex


Aspirados
Valores Percentuais de acréscimos nos Mapas e Sequência de Mapas

Ciclo Otto - Aspirado


Padrão 1 – Valor Cheio Padrão 2 – Interpolação Crescente (mais usado) Padrão 3 – Interpolação Decrescente

Ordem de edição dos Escala inicial do Mapa Valor aplicado Escala inicial do Mapa Valor aplicado Escala inicial do Mapa Valor aplicado
Mapas

Torque Solicitado ou A partir de 1000 a 1500 10% de aumento A partir de 1000 a 1500 RPM 05 a 10% de aumento A partir de 1000 a 1500 RPM e 8 a 4% de aumento
Torque em Aceleração RPM e 30% de Pedal Acc e 30% de Pedal Acc 30% de Pedal Acc

Carga Do Motor Desejada A partir de 1000 a 1500 10% de aumento A partir de 1000 a 1500 RPM 05 a 10% de aumento A partir de 1000 a 1500 RPM e 8 a 4% de aumento
ou Fluxo de Ar pela RPM e 30% de Pedal Acc ou e 30% de Pedal Acc ou a 30% de Pedal Acc ou a escala de
Borboleta a escala de torque Solicitado escala de torque Solicitado torque Solicitado

Torque Otimizado ou A partir de 1000 a 1500 Aumentar até que A partir de 1000 a 1500 RPM Aumentar até que A partir de 1000 a 1500 RPM Aumentar até que
Limitador de Torque RPM por 10% pedal Acc. ultrapasse o valor por 10% pedal Acc. ultrapasse o valor máximo por 10% pedal Acc. ultrapasse o valor máximo
máximo do primeiro do primeiro mapa editado do primeiro mapa editado
mapa editado

Avanço de Ignição A partir de 1500 a 1800 Aumentar 5 graus A partir de 1500 a 1800 RPM Aumentar de 4 a 6 graus A partir de 1500 a 1800 RPM e Aumentar de 4 a 6 graus
RPM e 35 a 50% de Pedal máximos. (usar valor e 35 a 50% de Pedal Acc máximos. (usar valor 35 a 50% de Pedal Acc máximos. (usar valor
Acc absoluto) absoluto) absoluto)
Ciclo Otto Gasolina
Turbo Alimentado
Valores Percentuais de acréscimos nos Mapas e Sequência de Mapas

Ciclo Otto - TURBO (convencional ou TSFI)


Padrão 1 – Valor Cheio Padrão 2 – Interpolação Crescente (mais usado) Padrão 3 – Interpolação Decrescente

Ordem de edição dos Escala inicial do Mapa Valor aplicado Escala inicial do Mapa Valor aplicado Escala inicial do Mapa Valor aplicado
Mapas
Torque Solicitado ou A partir de 1000 a 1500 RPM e 10% de aumento A partir de 1000 a 1500 RPM e 05 a 10% de aumento A partir de 1000 a 1500 RPM e 8 a 4% de aumento
Torque em Aceleração 30% de Pedal Acc 30% de Pedal Acc 30% de Pedal Acc

Carga Do Motor Desejada A partir de 1000 a 1500 RPM e 10% de aumento A partir de 1000 a 1500 RPM e 05 a 10% de aumento A partir de 1000 a 1500 RPM e 8 a 4% de aumento
ou Fluxo de Ar pela 30% de Pedal Acc ou a escala 30% de Pedal Acc ou a escala de 30% de Pedal Acc ou a escala de
Borboleta de torque Solicitado torque Solicitado torque Solicitado

Torque Otimizado ou A partir de 1000 a 1500 RPM Aumentar até que A partir de 1000 a 1500 RPM Aumentar até que A partir de 1000 a 1500 RPM por Aumentar até que
Limitador de Torque por 10% pedal Acc. ultrapasse o valor por 10% pedal Acc. ultrapasse o valor máximo 10% pedal Acc. ultrapasse o valor máximo
máximo do primeiro do primeiro mapa editado do primeiro mapa editado
mapa editado

Pressão de Turbo A partir de 1000 a 1500 RPM 10% de aumento A partir de 1000 a 1500 RPM 5 a 10% de aumento A partir de 1000 a 1500 RPM por 8 a 4% de aumento
por 10% pedal Acc. por 10% pedal Acc. 10% pedal Acc.

Avanço de Ignição A partir de 1500 a 1800 RPM e Aumentar 3 graus A partir de 1500 a 1800 RPM e Aumentar 3 graus máximos. A partir de 1500 a 1800 RPM e 35 Aumentar 3 graus máximos.
35 a 50% de Pedal Acc máximos. A cada 100g 35 a 50% de Pedal Acc A cada 100g de aumento de a 50% de Pedal Acc A cada 100g de aumento de
de aumento de turbo turbo diminuir o avanço em turbo diminuir o avanço em
diminuir o avanço em 1,5º . (usar valor absoluto 1,5º . (usar valor absoluto
1,5º . (usar valor
absoluto)

Fator Lambda Desejado Valores que não iguais a fator Diminuir desse mapa – Valores que não iguais a fator Diminuir desse mapa – 0,06 Valores que não iguais a fator =1 Diminuir desse mapa – 0,06
e/ou Lambda para =1 (todas as Células) 0,06 , assim =1 (todas as Células) , assim aumentamos a (todas as Células) , assim aumentamos a
Proteção dos Componentes aumentamos a injeção injeção
injeção
Diesel TDI –
Caminhonetes e Utilitários
Common Rail
Valores Percentuais de acréscimos nos Mapas e Sequência de Mapas

Ciclo Diesel Common Rail


Padrão 1 – Valor Cheio Padrão 2 – Interpolação Crescente (mais usado) Padrão 3 – Interpolação Decrescente

Ordem de edição Escala inicial do Mapa Valor aplicado Escala inicial do Mapa Valor aplicado Escala inicial do Mapa Valor aplicado
dos Mapas
Torque Solicitado | A partir de 700 a 800 RPM e 8% de aumento A partir de 700 a 800 RPM e 03 a 8% de aumento A partir de 700 a 800 RPM e 7 a 3% de aumento
Torque por Marchas ou 20% de Pedal Acc 20% de Pedal Acc 20% de Pedal Acc
Torque em Aceleração
Quantidade de A partir de 700 a 800 RPM e 8% de aumento A partir de 700a 800 RPM e 03 a 8% de aumento A partir de 700a 800 RPM e 7 a 3% de aumento
Combustível Injetado verificar o inicio da edição do verificar o inicio da edição do verificar o inicio da edição do
mapa de Torque solicitado mapa de Torque solicitado mapa de Torque solicitado

Limitador de Combustível Mapa todo (exceto a região de Aumentar até que Mapa todo (exceto a região de Aumentar até que ultrapasse Mapa todo (exceto a região de Aumentar até que
Marcha lenta) ultrapasse o valor máximo Marcha lenta) o valor máximo do mapa de Marcha lenta) ultrapasse o valor máximo
do mapa de quantidade de quantidade de combustível do mapa de quantidade de
combustível combustível

Pressão de Turbo A partir de 700 a 800 RPM e 8% de aumento A partir de 700 a 800 RPM e 3 a 8% de aumento A partir de 700 a 800 RPM e ter 7 a 3% de aumento
ter como base o mapa de ter como base o mapa de como base o mapa de
quantidade de combustível quantidade de combustível quantidade de combustível

Limitador de Pressão de Mapa todo (exceto a região de Aumentar até que Mapa todo (exceto a região de Aumentar até que ultrapasse Mapa todo (exceto a região de Aumentar até que
Turbo Marcha lenta) ultrapasse o valor máximo Marcha lenta) o valor máximo do mapa de Marcha lenta) ultrapasse o valor máximo
do mapa de quantidade de quantidade de combustível do mapa de quantidade de
combustível combustível

Pressão de Rail e A partir de 700 a 800 RPM e A partir de 700 a 800 RPM A partir de 700 a 800 RPM e 3 a 8% de aumento A partir de 700 a 800 RPM e ter 4 a 9% de aumento
limitadores ter como base o mapa de e ter como base o mapa de ter como base o mapa de Mais ultrapassar valor como base o mapa de
quantidade de combustível quantidade de combustível quantidade de combustível máximo estipulado pelo quantidade de combustível
fabricante
Diesel Pesados – Caminhões
com Unidades Injetoras
Valores Percentuais de acréscimos nos Mapas e Sequência de Mapas

Ciclo Diesel Com Unidades Injetoras


Padrão 1 – Valor Cheio Padrão 2 – Interpolação Crescente (mais usado) Padrão 3 – Interpolação Decrescente

Ordem de edição Escala inicial do Mapa Valor aplicado Escala inicial do Mapa Valor aplicado Escala inicial do Mapa Valor aplicado
dos Mapas
Torque Solicitado | A partir de 700 a 800 RPM e 8% de aumento A partir de 700 a 800 RPM e 03 a 8% de aumento A partir de 700 a 800 RPM e 7 a 3% de aumento
Torque por Marchas ou 20% de Pedal Acc 20% de Pedal Acc 20% de Pedal Acc
Torque em Aceleração
Quantidade de A partir de 700 a 800 RPM e 8% de aumento A partir de 700a 800 RPM e 03 a 8% de aumento A partir de 700a 800 RPM e 7 a 3% de aumento
Combustível Injetado verificar o inicio da edição do verificar o inicio da edição do verificar o inicio da edição do
mapa de Torque solicitado mapa de Torque solicitado mapa de Torque solicitado

Limitador de Combustível Mapa todo (exceto a região de Aumentar até que Mapa todo (exceto a região de Aumentar até que ultrapasse Mapa todo (exceto a região de Aumentar até que
Marcha lenta) ultrapasse o valor máximo Marcha lenta) o valor máximo do mapa de Marcha lenta) ultrapasse o valor máximo
do mapa de quantidade de quantidade de combustível do mapa de quantidade de
combustível combustível

Pressão de Turbo A partir de 700 a 800 RPM e 8% de aumento A partir de 700 a 800 RPM e 3 a 8% de aumento A partir de 700 a 800 RPM e ter 7 a 3% de aumento
ter como base o mapa de ter como base o mapa de como base o mapa de
quantidade de combustível quantidade de combustível quantidade de combustível

Limitador de Pressão de Mapa todo (exceto a região de Aumentar até que Mapa todo (exceto a região de Aumentar até que ultrapasse Mapa todo (exceto a região de Aumentar até que
Turbo Marcha lenta) ultrapasse o valor máximo Marcha lenta) o valor máximo do mapa de Marcha lenta) ultrapasse o valor máximo
do mapa de quantidade de quantidade de combustível do mapa de quantidade de
combustível combustível
Anotações

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Anotações

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