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FACULDADE DE CIÊNCIAS

DEPARTAMENTO DE FÍSICA

TRABALHO DE LICENCIATURA

Estudo da Conversão do Sistema Eléctrico por


Sistema Solar Fotovoltaico para Iluminação
Exterior no Estádio Nacional do Zimpeto

Tamele, Ezequias Artur

Maputo, Novembro de 2019


FACULDADE DE CIÊNCIAS
DEPARTAMENTO DE FÍSICA

TRABALHO DE LICENCIATURA EM FÍSICA APLICADA

Estudo da Conversão do Sistema Eléctrico por


Sistema Solar Fotovoltaico para Iluminação
Exterior no Estádio Nacional do Zimpeto.

Supervisor: Prof. Doutor Manuel Chenene

Co-Supervisor: Eng.º Freitas Garrine

Candidato: Tamele, Ezequias Artur

Maputo, Novembro de 2019


Estudo da Conversão do Sistema Eléctrico por Sistema Solar Fotovoltaico para Iluminação
Exterior no Estádio Nacional do Zimpeto 2019
Dedicatória

Dedico este trabalho primeiramente aos meus pais, Artur Pedro Tamele e Adélia Celeste
Armindo Cumbane. Aos meus irmãos Pedro, Beatriz, Artur, Matilde e Alberto, ao meu
tio José Armindo Cumbane e a toda Família Tamele.

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Agradecimentos

Em primeiro lugar agradeço à Deus, pela luz que tem resplandecido no seio da
minha vida a tempo integral, em particular pela inspiração e força para a realização deste
trabalho.

Agradeço imensamente aos meus Supervisores, Prof. Doutor Manuel Chenene,


Engenheiro Freitas Garrine, e Engenheiro Jamiss Nhanombe, pela paciência, dedicação e
compreensão.

Aos docentes do Departamento de Física da Faculdade de ciência da Universidade


Eduardo Mondlane, pelos ensinamentos e apoio ao longo de todo curso em especial ao
Professor Doutor Boaventura Chongo Cuamba, Prof. Doutor António Leão, Prof. Doutor
Vladimir Tchernych, Prof.dr. Adriano Sacate, Prof. Doutor Genito Maure, dr. Fernando
Mucomole, dr. Bartolomeu Ubisse, dr. Luís João, dr. Bernardino Mucavele, dr. Alexandre
Dambe, dr. Marcelino Macome.

Aos docentes e Investigadores da secção de Energias Renováveis, Prof.dr. Luís


Chea, dr. Cláudio Tingote, e dr. Francisco Mata, pelas críticas e sugestões.

Ao Técnico do Fundo de Promoção Desportiva (FPDD) o Senhor Mussagy e ao


Funcionário da EDM, Eng. Sidónio pela ajuda no processo de recolha de dados para
realização deste trabalho.

Aos meus colegas do curso, em particular ao Edgar João Bobotela, pela paciência,
força e contribuição directa na realização deste trabalho.

Agradeço imensamente aos meus queridos pais, pela educação, incentivo e


acompanhamento nos meus estudos, desde ao ingresso no ensino primário até ao ensino
superior.

Ao meu tio José Armindo Cumbane, pela força, pelo incentivo, pelos conselhos
na vida académica e por depositar sua confiança nas minhas capacidades. Aos meus
irmãos que acreditaram e apoiaram me, em todos momentos.

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Declaração do compromisso de Honra

Declaro que, este trabalho é de minha autoria e resulta da minha investigação. Esta é a
primeira vez que o submeto par obter um grau académico na Universidade Eduardo
Mondlane (UEM).

Maputo, Novembro de 2019

……………………………………………….
(Ezequias Artur Tamele)

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Lista de Abreviaturas/ Símbolos e Unidades

AM- Massa de Ar (Air Mass)

Hs - Número de horas de sol (h/dia).

𝑊𝐷 - Energia diária de consumo (Wh)

𝐾𝑟𝑒𝑔+𝑖𝑛𝑣 - Rendimento (controlador+inversor)

𝑃𝐹𝑉 - Potência do Gerador Fotovoltaico (W)

𝑁𝑆 - Número de módulos por fileira

𝑉𝑏𝑎𝑡 - Tensão da bateria (V)

𝑉𝑚𝑎𝑥 - Tensão máxima do módulo medida em condições padrão (V)

𝐼𝑇 - Corrente de saída do gerador fotovoltaico (A)

𝑁𝐹 - Número de fileiras ligadas em paralelo

𝐼𝑚𝑎𝑥 - Corrente máxima do módulo medida em condições padrão (A)

CC- Corrente Continua

CA- Corrente Alternada

Pf- Profundidade de descarga (%)

Cn- Capacidade nominal da bateria (Ah)

Nb- Número das baterias

Nd- Autonomia das baterias

Cb- Capacidade da bateria (Ah)

𝜂𝑖𝑛𝑣 - Rendimento do inversor

𝜂𝑐𝑎𝑏 - Rendimento dos cabos

N.c.c-Número de controlador de carga

I.c.c-Corrente nominal de controlador de carga (A)

Pinv -Potência do inversor (W)

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OPzS – Placa Tubular Estacionária Especial (Ortsfeste Panzerplatte Spezial);

PWM – Modulação de largura do pulso (Pulse Width Modulation);

MPPT – Rastreamento do Ponto de potência máxima (Maximum Power Point Tracking);

FF – Factor de Forma (Fill Factor);

VPL -Valor Presente Líquido VPL (MT)

i - Valor da taxa mínima de atractividade, ou taxa de desconto (%)

CF - Fluxo de Caixa (MT)

LED - Díodo Emissor de Luz

EDM - Electricidade de Moçambique

LS - Luminária Solar

PH - Sistema Fotovoltaico

SFI- Sistema Fotovoltaico Isolado

𝑁𝑃 - Número de Painéis

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Resumo

O presente trabalho tem como objectivo, fazer o dimensionamento de um sistema


fotovoltaico autónomo, para luminárias de lâmpadas de vapor de sódio de 150 W e o uso
das lâmpadas LEDs, com intuito de analisar a viabilidade económica dos sistemas num
período de 24 anos e propor o sistema mais viável. Entretanto, o Estádio Nacional de
Zimpeto tem na parte externa uma quantidade de 136 luminárias de lâmpadas de vapor
de sódio de forma tubular de 150 W. Para análise da viabilidade económica foi utilizado
o método Valor Presente Liquido (VPL), onde considerou-se a tarifa actual de energia da
Electricidade de Moçambique para média tensão cobrada no Estádio. Os resultados do
estudo indicam que o sistema fotovoltaico e o sistema de luminárias solares para lâmpadas
de vapor de sódio são inviáveis, quando trocado as luminárias de lâmpadas de vapor de
sódio de 150 W por luminárias de lâmpadas LEDs de 40 W verifica-se que, o sistema
fotovoltaico é inviável, enquanto o sistema de luminárias solares é viável porém, o seu
retorno não compensa o valor gasto no investimento inicial pois incluiu-se o custo das
luminárias. Entretanto, comparando o custo das luminárias e de energia da EDM num
período de 24 anos por luminárias de lâmpadas à vapor de sódio cujo montante
3.227.086,16 𝑀𝑇 e luminárias de lâmpadas LEDs cujo montante 2.488.903,62 𝑀𝑇,
verifica-se que, o uso das lâmpadas LEDs é economicamente viável pois economiza
738.182,54 𝑀𝑇 em relação ao uso das luminárias de lâmpadas à vapor de sódio. Desta
forma, propõe-se ao Estádio Nacional de Zimpeto substituir as luminárias actuais por
lâmpadas LEDs.

Palavras-chave: Consumo energético, Iluminação externa, Lâmpadas LEDs e


Viabilidade económica.

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Índice de Tabelas

Tabela 2. 1: Características do sol e da terra (Mertens, 2014). ....................................... 6


Tabela 2. 2: Tipos de células solares [Fonte: (Greenpro, 2004); (Waite, 2014)]. ......... 14

Tabela 4. 1: Consumo das luminárias de lâmpadas de vapor de sódio de alta pressão. 33


Tabela 4.2: Dimensionamento das baterias para lâmpada de 150W. ............................ 33
Tabela 4.3: Dimensionamento dos painéis solares, controladores de carga e inversores
para lâmpada de 150 W. ................................................................................................. 34
Tabela 4.4: Resumo do dimensionamento do sistema fotovoltaico para luminária de
lâmpadas de 150W.......................................................................................................... 34
Tabela 4.5: Dimensionamento do painel solar, controlador de carga e inversor de
luminária de lâmpadas de 150 W. .................................................................................. 35
Tabela 4.6: Dimensionamento da capacidade de bateria solar para luminária de lâmpada
de 150 W......................................................................................................................... 35
Tabela 4. 7: Consumo energético das luminárias de lâmpadas LEDs de 40 W. ........... 36
Tabela 4. 8: Dimensionamento das baterias para luminárias das lâmpadas LEDs de 40
W. ................................................................................................................................... 36
Tabela 4. 9: Dimensionamento dos painéis solares, controladores de carga e inversores
para luminárias das lâmpadas LEDs de 40 W. ............................................................... 37
Tabela 4. 10: Resumo do dimensionamento do sistema fotovoltaico para luminárias de
lâmpadas de 40W............................................................................................................ 37
Tabela 4. 11: Dimensionamento da capacidade da bateria para luminária de lâmpada
LED de 40 W. ................................................................................................................. 38
Tabela 4. 12: Dimensionamento do painel e controlador de carga para luminária de
lâmpada LED de 40 W. .................................................................................................. 38
Tabela 4. 13: Cálculo do investimento de sistema fotovoltaico para luminárias das
lâmpadas de 150 W......................................................................................................... 38
Tabela 4. 14: Cálculo do investimento para luminárias solares de lâmpada de 150 W. 39
Tabela 4. 15: Cálculo do investimento do sistema fotovoltaico para lâmpada LED de 40
W. ................................................................................................................................... 40
Tabela 4.16: Cálculo do investimento para luminárias solares para lâmpada LED de 40
W. ................................................................................................................................... 41
Tabela 4. 17: Custo das luminárias com lâmpadas de vapor de sódio de 150 W e com
lâmpadas LEDs de 40 W. ............................................................................................... 42

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Índice de Figuras
Figura 2.1:Órbita da terra em torno do sol, com seu eixo N-S inclinado de um ângulo de
23,45°. Fonte: (Grupo de Trabalho de Energia Solar, 2004)............................................ 7
Figura 2.2: Componentes da radiação solar. Fonte: (Prado, Ferreira, & et. all, 2004) ... 8
Figura 2.3:Trajectória dos raios de sol na atmosfera e definição do coeficiente de Massa
de Ar (AM). Fonte: (Prado D. A., 2008). ......................................................................... 9
Figura 2.4: Distribuição espectral da irradiância. Fonte: (Pinho & Galdino, 2014). .... 10
Figura 2.5: Ligações de valência num semicondutor intrínseco. a) T=0K b) T>0K Fonte:
(Prado D. A., 2008). ....................................................................................................... 11
Figura 2.6: Ligações de valência num semicondutor extrínseco. (a) Tipo n (b) tipo p
Fonte: (Quaschning, 2005). ............................................................................................ 12
Figura 2.7: Criação da barreira de potencial numa região de transição pn, através da
difusão dos electrões e das lacunas. Fonte: (Greenpro, 2004)........................................ 13
Figura 2.8: Curva I-V e P-V características da célula solar com ponto de máxima
potência Fonte: (Quaschning, 2005). .............................................................................. 15
Figura 2.9: Influência da variação da irradiância solar na curva característica I-V de uma
célula fotovoltaica de silício cristalino à temperatura de 25°C. Fonte: (Quaschning, 2005).
........................................................................................................................................ 16
Figura 2.10: Influência da temperatura da célula fotovoltaica na curva I-V (para
irradiância de 1000 W/m^2, espectro AM1.5). Fonte: (Quaschning, 2005). ................. 17
Figura 2.11: Curva I-V de duas células fotovoltaicas de silício cristalino conectadas (a)
em série e (b) em paralelo. Fonte: (Pinho & Galdino, 2014). ....................................... 18
Figura 2.12: Onda senóide pura, quadrada (em roxo) e modificada (em azul). Fonte:
(Carvalho C. R., 2013). .................................................................................................. 20
Figura 2.13: Relé fotoeléctrico. Fonte: (Aguera, 2015). ............................................... 21
Figura 2.14: Esquema de ligação com componentes do reactor desacoplados. Fonte:
(Aguera, 2015). ............................................................................................................... 22
Figura 2.15: Esquema de ligação com componentes do reactor acoplado. Fonte: (Aguera,
2015). .............................................................................................................................. 22
Figura 2.16: Espalhamento de luz entre LED e lâmpada vapor de sódio. Fonte: (De Faria,
2014). .............................................................................................................................. 23
Figura 2.17: Tipo ovóide e tipo tubular. Fonte: (Luiz, 2016). ...................................... 23
Figura 2.18: Luminária solar integrada de LEDs 3000 lúmens e painel 47 W. Fonte:
(RIPKA, 2017). .............................................................................................................. 25
Figura 2.19: Sistema de luminária solar para via pública ............................................. 25

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Índice

Índice de Tabelas ............................................................................................................ vii

Índice de Figuras ........................................................................................................... viii

CAPITULO I - INTRODUÇÃO E OBJECTIVOS .......................................................... 1

1. Introdução ..................................................................................................................... 1

1.1. Motivação .................................................................................................................. 2

1.2. Justificação do Trabalho ............................................................................................ 2

1.3. Objectivos .................................................................................................................. 3

1.3.1. Objectivo Geral....................................................................................................... 3

1.3.2. Objectivos específicos ............................................................................................ 3

1.4. Perguntas de Pesquisa ................................................................................................ 3

1.5. Estrutura do Trabalho ................................................................................................ 4

CAPITULO II: RESUMO TEÓRICO .............................................................................. 5

2. FUNDAMENTOS TEORICOS DE ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA ............ 5

2.1. O Sol e Radiação Solar .............................................................................................. 5

2.2. Constante solar .......................................................................................................... 5

2.3. Geometria Sol-Terra .................................................................................................. 6

2.4. Declinação solar ........................................................................................................ 7

2.5. Radiação solar............................................................................................................ 8

2.6. Espectro da radiação solar ......................................................................................... 9

2.7. Energia solar fotovoltaica ........................................................................................ 11

2.8. Princípios de funcionamento da célula fotovoltaica ................................................ 11

2.9. Tecnologias das células solares ............................................................................... 13

2.10. Características eléctricas dos módulos .................................................................. 14

2.10.1. Factor de Forma (FF) e Eficiência (η) ................................................................ 15

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2.10.2. Influência da irradiância solar ............................................................................ 15

2.10.3. Influência da Temperatura .................................................................................. 16

2.11. Associações de células e módulos fotovoltaicos ................................................... 17

2.11.1. Associação em série............................................................................................ 17

2.11.2. Associação em paralelo ...................................................................................... 17

2.13. Baterias solares ...................................................................................................... 18

2.14. Controlador de carga ............................................................................................. 19

2.15. Inversores autónomos ............................................................................................ 19

2.15.1. Tipos de inversores ............................................................................................. 20

2.16. Componentes da iluminação pública ..................................................................... 21

2.17. Comparação das lâmpadas de vapor de sódio e lâmpadas LEDs .......................... 22

2.18. Lâmpadas de vapor de sódio ................................................................................. 23

2.19. Propriedade das lâmpadas ..................................................................................... 24

2.19.1. Fluxo luminoso ................................................................................................... 24

2.19.2. Iluminância ......................................................................................................... 24

2.19.3. Eficiência luminosa (𝜼) ...................................................................................... 24

2.20. Doídos Emissores de Luz ...................................................................................... 24

2.21. Luminária solar integrada de LEDs sensor de movimento. .................................. 25

2.21.1. Ciclo de funcionamento ...................................................................................... 25

2.22. Sistema de luminária solar sem sensor de movimento .......................................... 25

CAPITULO III: METODOLOGIA DE DIMENSIONAMENTO DOS SISTEMAS.... 26

3.1. Localização e característica da área de estudo. .................................................... 26

3.2. Diagrama do Procedimento dos sistemas. ........................................................... 28

3.3. Dimensionamento dos Sistemas .............................................................................. 29

3.3.1. Número Teórico de horas de sol ........................................................................... 29

3.3.2. Determinação da potência do gerador fotovoltaico .............................................. 29

3.3.3. Número de módulos por fileira............................................................................. 29

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3.3.4. Número de fileira em paralelo .............................................................................. 30

3.3.5. Dimensionamento de baterias ............................................................................... 30

3.3.6. Dimensionamento do controlador de carga .......................................................... 31

3.3.7. Dimensionamento do inversor .............................................................................. 31

3.4. Método para avaliação económica dos sistemas ..................................................... 31

CAPITULO IV: RESULTADOS E DISCUSSÃO ........................................................ 33

4.1. Consumo energético para iluminação exterior no Estádio Nacional de Zimpeto ... 33

4.1. Dimensionamento do sistema Fotovoltaico para Luminária de lâmpadas de vapor de


sódio de 150 W. .............................................................................................................. 33

4.1.1. Cálculo do número de baterias ............................................................................. 33

4.1.2. Cálculo do número de painéis, controladores de carga e inversores do sistema


Fotovoltaico .................................................................................................................... 34

4.2. Dimensionamento das luminárias solares para lâmpada de vapor de sódio de 150
W. ................................................................................................................................ 35

4.2.1. Cálculo da capacidade da bateria necessária ........................................................ 35

4.3. Troca da luminária de lâmpada de vapor de sódio de 150 W por lâmpada LED de
40 W. ........................................................................................................................... 35

4.3.1. Dimensionamento do sistema fotovoltaico para luminárias de lâmpadas LEDs de


40 W. ........................................................................................................................... 35

4.3.2. Consumo energético de uma lâmpada LED de 40 W ........................................... 35

4.3.3. Cálculo das baterias necessárias para Luminárias das lâmpadas LEDs de 40 W.
.................................................................................................................................... 36

4.3.4. Cálculo do número de painéis, controladores de carga e inversores para luminária


para lâmpadas LEDs de 40 W ........................................................................................ 36

4.4. Dimensionamento das luminárias solares para lâmpadas LEDs de 40 W ............... 37

4.4.1. Dimensionamento de Capacidade da bateria ........................................................ 37

4.4.2. Dimensionamento do Painel e controlador de carga......................................... 38

4.5. Análise de viabilidade económica dos sistemas. ..................................................... 38

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4.5.1. Cálculo do investimento do sistema fotovoltaico com lâmpadas de vapor de sódio
de 150 W......................................................................................................................... 38

4.5.2. Cálculo do investimento do sistema de luminárias solares para luminárias de


lâmpadas de vapor de sódio de 150 W ........................................................................... 39

4.5.3. Cálculo do investimento sistema fotovoltaico para luminária de lâmpadas LEDs de


40 W ............................................................................................................................... 40

4.5.4. Cálculo do investimento luminárias solares de lâmpada LED de 40 W .............. 41

4.6. Comparação dos custos de energia para iluminação de lâmpada de Vapor de Sódio
de 150 W e lâmpada LEDs de 40 W. ......................................................................... 42

CAPITULO V: CONLUSÕES & RECOMENDAÇÕES .............................................. 44

5.1. Conclusão ................................................................................................................ 44

5.2. Recomendações ....................................................................................................... 45

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................... 46

ANEXOS ........................................................................................................................ 50

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CAPITULO I - INTRODUÇÃO E OBJECTIVOS

1. Introdução

A energia gerada pelo sol, inesgotável na escala terrestre de tempo é hoje uma das
alternativas energéticas mais promissoras para prover a energia necessária ao
desenvolvimento humano. Quando se fala em energia deve-se lembrar de que o sol é
responsável pela origem de praticamente todas as outras fontes de energia na terra (Pinho
& Galdino, 2014).

É imprescindível fazer o aproveitamento dessa energia, usando painéis solares


onde permite uma conversão livre de emissões de luz solar para energia eléctrica,
particularmente no estádio nacional de Zimpeto, que encontra-se localizado na região sul
de Moçambique, Maputo no distrito Urbano de kambukwane, com a latitude de -
25°49'39.69"S e longitude de 32°34'27.23"E, para iluminação externa no período
nocturno, pois, além de haver frequente oscilação e interrupção de fornecimento de
energia eléctrica no bairro do Zimpeto, a gestão do empreendimento depara-se com
situação precária para o pagamento mensal da factura com valores elevados da facturação
de energia eléctrica.

O sistema fotovoltaico pode apresentar vantagens à EDM, no sentido de aliviar picos


de consumo na rede, aumentando assim a vida útil do sistema de transmissão e
distribuição, bem como contribuindo na diversificação da matriz das fontes de geração de
energia eléctrica e a reduzir a poluição ambiental.

No entanto, o presente trabalho tem por finalidade fazer o dimensionamento do


sistema fotovoltaico, luminárias solares com o uso das lâmpadas LEDs de menor potência
e fazer a respectiva análise da viabilidade económica com vista a propor a forma mais
viável economicamente ao Fundo de Promoção Desportiva.

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1.1. Motivação

O Estádio Nacional de Zimpeto muitas vezes, tem sofrido frequentes oscilações e


interrupções no fornecimento de energia eléctrica, deixando assim o local escuro. Por
outro lado o aumento anual da taxa (tarifa) do custo de energia eléctrica tem resultando
no alto custo de energia eléctrica da (EDM). Entretanto, foi imprescindível fazer um
estudo da viabilidade económica de implantação de um sistema fotovoltaico, luminária
solar e o uso das lâmpadas LEDs de modo a minimizar os custos de energia para
iluminação externa no Estádio Nacional de Zimpeto.

1.2. Justificação do Trabalho

O aumento da tarifa de energia eléctrica convencional (EDM) gera valores


elevados na factura para iluminação externa do Estádio Nacional de Zimpeto. Assim, o
presente o estudo surge como resposta a necessidade de avaliar a viabilidade económica
do sistema fotovoltaico, para suprir a demanda energética do Estádio, aproveitando a
cobertura do mesmo para a colocação dos painéis solares para melhor captação da
radiação solar, uso das luminárias solares e por fim a substituição das lâmpadas de vapor
de sódio por lâmpadas LEDs de baixo consumo.

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1.3. Objectivos

1.3.1. Objectivo Geral

O presente trabalho tem como objectivo geral, o dimensionamento de um sistema


fotovoltaico e apresentar uma alternativa económicamente viável para iluminação
exterior nocturno no Estádio Nacional de Zimpeto.

1.3.2. Objectivos específicos

 Dimensionar um sistema fotovoltaico de geração de energia eléctrica para o


Estádio Nacional de Zimpeto com base na conversão fotovoltaico, ou sistema de
luminárias solares de lâmpadas de vapor de sódio de 150 W;
 Dimensionar um sistema fotovoltaico de geração de energia eléctrica para o
Estádio Nacional de Zimpeto com base na conversão fotovoltaico, ou sistema de
luminárias solares de lâmpadas LEDs de 40 W;
 Fazer avaliação económica dos sistemas e propor o sistema que apresentar a
melhor viabilidade económica, para iluminação exterior nocturna no Estádio.

1.4. Perguntas de Pesquisa

Tendo em conta os objectivos, para o presente trabalho são formuladas as


seguintes perguntas:

 Será que o sistema fotovoltaico e sistema de luminárias solares com as lâmpadas


de vapor de sódio de 150 W num período de 24 anos é viável?
 Será que o sistema fotovoltaico e sistema luminárias solares com as lâmpadas
LEDs de 40 W num período de 24 anos é viável?
 Qual é o custo do consumo energético, num período de 24 anos para luminárias
de lâmpadas de vapor de sódio de 150 W e para luminárias de lâmpadas LEDs de
40 W.

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1.5. Estrutura do Trabalho

O presente trabalho, está organizado em V capítulos, onde no capítulo I faz-se


uma introdução teórica, a motivação e os objectivos a abordar no trabalho. No capítulo II
são abordados os principais fundamentos teóricos envolvidos na energia solar
fotovoltaica, com as respectivas formulas para o dimensionamento. No capítulo III são
indicados os materiais e métodos envolvidos na realização do trabalho. No capítulo IV
são apresentados os resultados e discussão. No capítulo V são apresentadas as conclusões
do trabalho e as devidas recomendações. Na parte final do trabalho é apresentada a
bibliografia consultada e os Anexos.

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CAPITULO II: RESUMO TEÓRICO

2. FUNDAMENTOS TEORICOS DE ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA

2.1. O Sol e Radiação Solar

O Sol é uma esfera de matéria gasosa intensamente quente com um diâmetro de


1.39 × 109 𝑚 e é, em média, 1.5 × 1011 𝑚 de distância da Terra (Duffie & Beckman,
2013). No centro do sol, ocorrem reacções de fusão que transformam núcleos de
hidrogénio em núcleos de hélio (Eq.2.1). Durante este processo, quatro núcleos de
hidrogénios (protões 𝑃1 ) fundem-se para formar um núcleo de hélio (partícula alfa ∝4 ).
A partícula alfa consiste em dois neutrões 𝑛1 e dois protões carregados positivamente 𝑝1 .
Além disso, esta reacção produz dois positrões 𝑒 + e dois neutrinos 𝑒 − e gera energia
(Quaschning, 2005).

4 11𝑃 → 42𝛼 + 2𝑒 + + 2𝜈𝑒 + ∆𝐸 (Eq: 2.1)

A diferença de massa é convertida em energia ∆𝐸, com a relação

∆𝐸 = ∆𝑚 ∙ 𝑐 2 (Eq: 2.2)

Onde: 𝑐 é a velocidade da luz (𝑐 = 2.99792458 ∙ 108 𝑚/𝑠 ), ∆𝑚 é o defeito de massa, e


∆𝐸 é a energia libertada pela fusão (∆𝐸 = 26.731𝑀𝑒𝑉) (Quaschning, 2005).

2.2. Constante solar

Segundo Mertens (2014) O sol irradia continuamente uma quantidade 𝑃𝑆𝑜𝑙 =


3.845 ∙ 1026 𝑊 em todas as direcções, a terra recebe apenas uma pequena fracção.

Para calcular este valor, assume-se que existe uma esfera ao redor do sol que tem
um raio de 𝑟 = 𝑟𝑠𝑡 , cujo os respectivos valores estão apresentados na Tabela 2.1. A essa
distância, a quantidade de radiação do sol já se espalhou a toda a área da esfera. Assim,
na posição da terra, obtém se o seguinte poder densidade ou irradiância (Mertens , 2014).

𝑝𝑜𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑑𝑎 𝑟𝑎𝑑𝑖𝑎çã𝑜 𝑃𝑆𝑜𝑙 2


𝐸𝑆 = = 4∙𝜋∙𝑟 2 = 1367𝑊/𝑚
(Eq: 2.3)
á𝑟𝑒𝑎 𝑑𝑒 𝑒𝑠𝑓𝑒𝑟𝑎 𝑠𝑡

A constante solar máxima na superfície terrestre é 1367𝑊/𝑚2 . Denota-se a


irradiância fora da atmosfera da Terra (Mertens , 2014).

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Tabela 2. 1: Características do sol e da terra (Mertens, 2014).

Propriedades Sol Terra


Diâmetro 𝑑𝑆𝑜𝑙 = 1392520𝐾𝑚 𝑑 𝑇𝑒𝑟𝑟𝑎 = 12756 𝐾𝑚
Temperatura da Superfície 𝑇𝑆𝑜𝑙 = 5778 𝐾 𝑇𝑇𝑒𝑟𝑟𝑎 = 288 𝐾
Temperatura no centro 15000000 𝐾 6700 𝐾
Potência irradiada 𝑃𝑆𝑜𝑙 = 3.845 ∙ 1026 𝑊 −
Distância Sol-Terra 𝑟𝑆𝑇 = 149.6𝑀𝑖𝑙. 𝐾𝑚

2.3. Geometria Sol-Terra

A terra em seu movimento anual em torno do sol descreve uma trajectória elíptica
com uma pequena excentricidade (𝜀 ≈ 0,017). O seu eixo, em relação ao plano normal à
elipse, apresenta uma inclinação de aproximadamente 23,45°. Essa inclinação,
juntamente com o seu movimento de translação, dá origem às estações do ano, tal como
ilustra a Figura2.1. Observando-se o movimento aparente do sol, ao meio dia solar, ao
longo do ano, verifica-se que o ângulo entre os seus raios e o plano do equador varia entre
+23,45° em torno do dia 21 de junho (solstício de inverno no hemisfério sul), e −23,45°
em 21 de dezembro (solstício de verão no hemisfério sul). Este ângulo, denominado
Declinação Solar (𝛿), é positivo ao norte e negativo ao sul do equador. Nos dias 21 de
Setembro (equinócio de primavera) e 21 de março (equinócio de Outono) os raios solares
se alinham-se com o plano do equador (𝛿 = 0) (Pinho & Galdino, 2014).

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Figura 2.1:Órbita da terra em torno do sol, com seu eixo N-S inclinado de um ângulo de 23,45°. Fonte: (Grupo de
Trabalho de Energia Solar, 2004).

2.4. Declinação solar

Segundo Twidell & Weir (2006) A Declinação Solar (𝛿) pode ser calculada
utilizando a equação 2.4.

360°(284+𝑛)
𝛿 = 𝛿𝑜 𝑠𝑒𝑛[ ] (Eq: 2.4)
365

Onde o n representa o dia, contado de 1 à 365 a partir de 1 de Janeiro (ex: 01/Jan.→ 𝑛 =


1; 02/Jan.→ 𝑛 = 2; …; 31/dez→ 𝑛 = 365).

Segundo Pinho & Galdino (2014) o ângulo horário do pôr-do-sol pode ser obtido
pela equação 2.5, sendo igual a:

𝜔𝑠 = 𝑐𝑜𝑠 −1 (−𝑡𝑔∅ ∙ 𝑡𝑔𝛿) (Eq: 2.5)

Onde: 𝜔𝑠 é o ângulo horário do pôr-do-sol, ∅ é a latitude local e 𝛿 é a declinação solar.


Então, o número teórico de horas de sol é calculado como:

2
𝑁 = 15 ∙ 𝜔𝑠 (Eq: 2.6)

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2.5. Radiação solar

Segundo Prado, Ferreira, & et. all (2004) a radiação solar é uma onda
electromagnética que se propaga a uma velocidade de 300.000𝑘𝑚/𝑠, podendo-se
observar aspectos ondulatórios e corpusculares.

A radiação solar pode ser considerada como “unidades de energia” discretas


denominados fotões. Estes fotões são considerados partículas sem massa e sem carga
eléctrica. A energia do fotão, 𝐸, é uma função da sua frequência, 𝜈, sendo dada pela
expressão:
𝐸 =ℎ×ν (Eq: 2.7)

Onde ℎ é a constante de planck (ℎ = 6,625 × 10−34 𝐽. 𝑠) (Dos Santos , 1995).

De acordo com Pinho & Galdino (2014) as características da radiação solar


(intensidade, distribuição espectral e angular) são afectadas por interacções com a
atmosfera, devido aos efeitos de absorção e espalhamento, tal como ilustra a Figura 2.2.

Estas modificações das características da radiação solar, dependem da espessura


da camada atmosférica, também identificada por um coeficiente denominado “Air Mass”
(AM), do ângulo Zênital do sol, da distância Terra-Sol e das condições atmosféricas e
meteorológicas (Prado, Ferreira, & et. all, 2004).

Figura 2.2: Componentes da radiação solar. Fonte: (Prado, Ferreira, & et. all, 2004)

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A massa de ar (AM) é definida como o caminho percorrido pela radiação solar
desde a sua incidência na atmosfera até atingir a superfície terrestre.

1
𝐴𝑀 = 𝑐𝑜𝑠𝜃 (𝐸𝑞: 2.8)

Onde 𝜃 é a distância angular entre o feixe solar e a vertical no local de incidência.


Denomina-se de 𝐴𝑀1 quando a massa de ar é igual a 1, ou seja, o sol encontra-se no
zénite (ângulo Zênital igual a 0°). 𝐴𝑀2 quando o ângulo zenital é igual a 60°, 𝐴𝑀0 (Sem
a massa atmosférica para a radiação solar atravessar), definida como a massa de ar no
topo da atmosfera (radiação extraterrestre) apresentado na Figura 2.3 (Pinho & Galdino,
2014).

Figura 2.3:Trajectória dos raios de sol na atmosfera e definição do coeficiente de Massa de Ar (AM). Fonte: (Prado
D. A., 2008).

2.6. Espectro da radiação solar

O sol emite luz com uma distribuição semelhante ao que seria esperado a partir de um
corpo negro a 5.800 𝐾 (5.527℃), que é aproximadamente a temperatura da sua
superfície. Quando a luz atravessa a atmosfera, parte é absorvida por gases com bandas
de absorção específicas. O ozónio (𝑂3 ), absorve uma banda na faixa do UV (ultravioleta)
em comprimentos de onda inferiores a 300 𝑛𝑚. O vapor da água (𝐻2 𝑂) e o dióxido de
Carbono (𝐶𝑂2 ) absorvem em varias bandas na faixa do IR (infravermelho), em
comprimentos de onda superiores a 1000 𝑛𝑚 (por isso o 𝐶𝑂2 é um gás que causa “Efeito
Estufa”) (Pinho & Galdino, 2014).

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As perdas do fluxo de potência entre o espectro da irradiância incidente no topo da
atmosfera e o espectro da irradiância global que atinge a superfície inclinada citada são
de aproximadamente 27%, resultando em cerca de 1000 𝑊/𝑚2 incidentes sobre a
referida superfície, cabendo ressaltar que este nível de irradiância é considerado como
valor padrão para a especificação da potência nominal de uma célula ou de um módulo.

O espectro solar pode ser dividido em três regiões principais:

1. Região ultravioleta (𝜆 < 0.4𝜇𝑚) ~5% da irradiância


2. Região visível (0.4𝜇𝑚 < 𝜆 < 0.7𝜇𝑚) ~43% da irradiância
3. Região próxima ao infravermelho (𝜆 > 0.7𝜇𝑚) ~52% da irradiância.

A proporção dada acima é como recebida na superfície da terra com o sol incidente
a cerca de 45°. A contribuição para o fluxo de radiação a partir de comprimentos de onda
superiores a 2.5 𝜇𝑚 é insignificante, e todas as três regiões são classificadas como
radiação solar de ondas curtas (Twidell & Weir, 2015).

A Figura 2.4 mostra o espectro da irradiância solar em três condições: no topo da


atmosfera da terra (𝐴𝑀0); ao atingir perpendicularmente uma superfície ao nível do mar
inclinada a 37° (𝐴𝑀1.3) e voltada para a linha do equador (global inclinada); e após
atravessar uma espessura de atmosfera 50% maior que quando o sol encontra-se no
zénite, incidindo sobre uma superfície ao nível do mar (𝐴𝑀1.5) (irradiância directa
+circunsolar).

Figura 2.4: Distribuição espectral da irradiância. Fonte: (Pinho & Galdino, 2014).

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2.7. Energia solar fotovoltaica

De acordo com Twidell & Weir (2015) o efeito fotovoltaico foi descoberto por
Edmond Becquerel em 1839 mas não foi desenvolvido como uma fonte de energia até
1954 por Chapin, Fuller e Pearson usando silício semicondutor dopado.

Fotovoltaico significa a transformação directa da luz em energia eléctrica,


recorrendo-se a células solares. Neste processo, são utilizados materiais semicondutores
como o silício, o arseniato de gálio, telurieto de cádmio ou disselenieto de cobre e índio.
Esses materiais possuem uma banda de valência totalmente preenchida por electrões e
uma banda de condução “vazia” (sem electrões) na temperatura do zero absoluto (0K),
assim sendo, um semicondutor comporta-se como um isolante à 0K (Hewitt, 2015).

2.8. Princípios de funcionamento da célula fotovoltaica

Os átomos de silício formam um retículo cristalino estável. Cada átomo de silício


detém quatro electrões de ligação (electrões de valência) apresentadas na Figura 2.5(a),
na sua camada periférica. Para atingir uma configuração estável de electrões, dois
electrões de átomos vizinhos formam um par de ligações de electrões (Mello & Biasi,
1975). Através do estabelecimento desta ligação com quatro átomos de silício vizinhos,
obtém-se a configuração do gás inerte estável de seis electrões. Com a influência da luz
ou do calor, a coesão dos electrões pode ser quebrada, ilustrada na Figura2.5 (b). O
electrão pode então mover-se livremente, deixando uma lacuna atrás de si, no retículo
cristalino. Este processo é designado por auto-condução (Greenpro, 2004).

(a) (b)
Figura 2.5: Ligações de valência num semicondutor intrínseco. a) T=0K b) T>0K Fonte: (Prado D. A., 2008).

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A auto-condução não pode ser utilizada para gerar energia. Para que o material de
silício funcione como um gerador de energia, o retículo cristalino é dopado com átomos
impuros. Estes átomos possuem um electrão a mais (fósforo), ou um electrão a menos
(boro), do que o silício na camada externa de valência. Se ao retículo for adicionado
fósforo (impureza n), como ilustra a Figura 2.6(a), fica um electrão supérfluo por cada
átomo de fósforo introduzido. Este electrão pode mover-se livremente dentro do cristal e
por isso transportar carga eléctrica. Com o boro (impureza p), fica disponível uma lacuna
(electrão de ligação perdido) por cada átomo de boro introduzido, Figura 2.6 (b). Os
electrões dos átomos vizinhos de silício podem preencher esta lacuna, resultando na
produção de uma nova lacuna noutro lugar. O mecanismo condutor que resulta da
presença dos átomos impuros é chamado de condução extrínseca (Greenpro, 2004).

(a) (b)
Figura 2.6: Ligações de valência num semicondutor extrínseco. (a) Tipo n (b) tipo p Fonte: (Quaschning, 2005).

Ao juntar as camadas dos semicondutores n e p impuros, produz se uma região de


transição pn, processo ilustrado na Figura 2.7. Isto leva à difusão dos electrões supérfluos
do semicondutor n para o semicondutor 𝑝 a junção. Cria-se assim uma nova área com
poucos portadores de carga (barreira de potencial). Na área n da região de transição, os
átomos dopantes positivos são remetidos para trás, acontecendo de modo semelhante com
os negativos na área p. É criado um campo eléctrico que se mantém contrário ao
movimento dos portadores de carga. Por esta razão a difusão não se mantém infinitamente
(Greenpro, 2004).

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Figura 2.7: Criação da barreira de potencial numa região de transição pn, através da difusão dos electrões e das lacunas.
Fonte: (Greenpro, 2004).

Se uma junção pn for exposta a fotões com energia maior que gap, ocorrerá a
geração de pares electrão-lacuna. Se isto acontecer onde o campo eléctrico é diferente de
zero, as cargas serão aceleradas, gerando assim, uma corrente através da junção. Este
deslocamento de cargas dá origem a uma diferença de potencial. Todo este processo é
denominado por efeito fotovoltaico (Greenpro, 2004).
2.9. Tecnologias das células solares

As células solares podem ser classificadas como monocristalínas, policristalinas,


amorfas e de película fina, cujas suas imagens estão ilustradas na Tabela 2.2.
Células monocristalínas: Estas células são formadas em fatias de um único grande cristal,
previamente crescido e enfatiado. A grande experiencia na sua fabricação e pureza do
material, garantem alta confiabilidade do produto e altas eficiências. Enquanto o limite
teórico de conversão da luz solar em energia eléctrica, para esta tecnologia é de 27%,
valores nas faixas de 12 à 16% são encontrados em produtos comerciais (Grupo de
Trabalho de Energia Solar, 2004).
Células policristalinas: estas células são fabricadas a partir do mesmo material (silício
monocristalino), ao invés de formar um único grande cristal, é solidificado em forma de
um bloco composto de muitos pequenos cristais. A presença de interfaces entre os vários
cristais reduz um pouco a eficiência destas células. A sua eficiência na conversão de luz
solar em electricidade varia entre 13 − 15% (Grupo de Trabalho de Energia Solar, 2004).
Células amorfas: Estas células são obtidas por meio da deposição de camadas muito finas
de silício ou outros materiais semicondutores sobre superfícies de vidro ou metal (Do

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Nascimento, 2004). A sua eficiência na conversão de luz solar em electricidade vária
entre (8 à 10%) (Greenpro, 2004).
Células de película fina: uma característica das células de película fina, que as diferencia
das células cristalinas, é o tipo de interligação. Enquanto as células cristalinas estão
soldadas de células para célula (interligação externa), as células de película fina estão
interligadas monoliticamente (interligação interna). A sua eficiência na conversão de luz
solar em electricidade vária entre (5 à 8%) (Greenpro, 2004).
Tabela 2. 2: Tipos de células solares [Fonte: (Greenpro, 2004); (Waite, 2014)].

Tipos de Células Solares


Células monocristalínas Células policristalinas Células amorfas Células de película fina

2.10. Características eléctricas dos módulos

A definição da potência de pico de um módulo fotovoltaico é feita nas condições-


padrão de ensaio (STC, do inglês Standard Test Conditions), considerando irradiância
solar de 1.000 𝑊/𝑚2 sob uma distribuição espectral padrão para 𝐴𝑀 1.5 e temperatura
de célula de 25°𝐶 (Pinho & Galdino, 2014).
Quando um módulo está posicionado na direcção do sol, uma tensão pode ser
medida entre os terminais positivo e negativo usando um voltímetro. A tensão observada
em um módulo desconectado é a tensão de circuito aberto (𝑉𝑂𝐶 é a tensão entre os
terminais de uma célula fotovoltaica quando não há corrente eléctrica circulando e é a
máxima tensão que uma célula fotovoltaica pode produzir) como ilustra a Figura 2.8. Por
outro lado, ao conectar os terminais desse módulo a um amperímetro mede-se sua
corrente de curto-circuito (𝐼𝑆𝐶 é a máxima corrente que se pode obter e é medida na célula
fotovoltaica quando a tensão eléctrica em seus terminais é igual a zero). Entretanto, estes
dados são pouco informativos sobre a potência real do módulo (Pinho & Galdino, 2014).

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Figura 2.8: Curva I-V e P-V características da célula solar com ponto de máxima potência Fonte: (Quaschning, 2005).

2.10.1. Factor de Forma (FF) e Eficiência (η)

Factor de forma FF é a razão entre a máxima potência da célula e o produto da


corrente de curto-circuito com a tensão de circuito aberto. O FF é definido pela equação
2.9:
𝑉𝑀𝑃 ∙𝐼𝑀𝑃
𝐹𝐹 = (𝐸𝑞: 2.9)
𝑉𝑂𝐶 ∙𝐼𝑆𝐶

Quanto menores forem as perdas resistivas (série e paralelo), mais próxima da


forma rectangular será a curva 𝐼 − 𝑉 (Pinho & Galdino, 2014).
Eficiência (η): é o parâmetro que define quão efectivo é o processo de conversão
de energia solar em energia eléctrica. Representa a relação entre a potência eléctrica
produzida pela célula fotovoltaica e a potência da energia solar incidente e pode ser
definida pela equação2.10:
𝑃𝑀𝑃 𝐼𝑆𝐶 ∙𝑉𝑂𝐶 ∙𝐹𝐹
𝜂= ∙ 100% = (𝐸𝑞: 2.10)
𝐴∙𝐺 𝐴∙𝐺
𝑊
Onde 𝐴(𝑚2 ) é a área da célula e 𝐺 (𝑚2 ) é a irradiância solar incidente. A unidade

da potência da célula e do módulo fotovoltaico é o 𝑊𝑝 (watt-pico), que é associada às


condições-padrão de ensaio (STC) (Pinho & Galdino, 2014).
2.10.2. Influência da irradiância solar

A Figura 2.9, ilustra como a irradiância solar incidente afecta a curva 𝐼 − 𝑉 de


uma célula fotovoltaica de silício, mantida na temperatura de 25°𝐶. A corrente eléctrica

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gerada por uma célula fotovoltaica aumenta linearmente com o aumento da irradiância
solar incidente, enquanto a tensão de circuito aberto (𝑉𝑂𝐶 ) 𝑎𝑢𝑚𝑒𝑛𝑡𝑎 de forma
logarítmica, se mantida a mesma temperatura.
A 𝐼𝑠𝑐 de uma célula (e de um módulo) pode ser relacionada a irradiância incidente
pela equação 2.11.
𝐺
𝐼𝑠𝑐 = 𝐼𝑆𝐶𝑠𝑡𝑐 × 1000 (𝐸𝑞: 2.11)

Onde: 𝐼𝑆𝐶 (A) é corrente de curto-circuito do módulo, para a irradiância 𝐺 e uma


temperatura de 25°𝐶; 𝐼𝑆𝐶𝑠𝑡𝑐 (A) é corrente de curto-circuito do módulo nas STC;
𝑊
𝐺(𝑊/𝑚2 ) é irradiância incidente sobre o módulo; 1000 (𝑚2 ) é irradiância nas STC.

Figura 2.9: Influência da variação da irradiância solar na curva característica I-V de uma célula fotovoltaica de silício
cristalino à temperatura de 25°C. Fonte: (Quaschning, 2005).

2.10.3. Influência da Temperatura

As variações da irradiância solar incidente e da temperatura ambiente afectam a


temperatura de operação das células fotovoltaicas que compõem os módulos
fotovoltaicos. A Figura 2.10, ilustra curva 𝐼 − 𝑉 para diversas temperaturas da célula
fotovoltaica, com irradiância de 1000 𝑊/𝑚2 . O aumento da irradiância incidente e/ou
da temperatura ambiente produz um aumento da temperatura da célula e,
consequentemente, tende a reduzir a sua eficiência. Isto se deve ao facto de que a tensão
da célula diminui significativamente com o aumento da temperatura, enquanto sua
corrente sofre uma elevação muito pequena, quase desprezível (Pinho & Galdino, 2014).

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Figura 2.10: Influência da temperatura da célula fotovoltaica na curva I-V (para irradiância de 1000 W/m^2, espectro
AM1.5). Fonte: (Quaschning, 2005).

2.11. Associações de células e módulos fotovoltaicos

Dispositivos fotovoltaicos podem ser associados em série e ou em paralelo, de


forma a se obter os níveis de corrente e tensão desejados.
2.11.1. Associação em série

Na conexão em série, o terminal positivo de um dispositivo fotovoltaico é


conectado ao terminal negativo do outro dispositivo, e assim por diante. Para dispositivos
idênticos e submetidos à mesma irradiância, quando a ligação é em série, as tensões são
somadas (𝐸𝑞: 2.12) e a corrente eléctrica não é afectada 𝐸𝑞: 2.13 , ou seja:
𝑉 = 𝑉1 + 𝑉2 + . . . +𝑉𝑛 (𝐸𝑞: 2.12)
𝐼 = 𝐼1 = 𝐼2 =. . . = 𝐼𝑛 (𝐸𝑞: 2.13)
2.11.2. Associação em paralelo

Na associação em paralelo, os terminais positivos dos dispositivos são interligados


entre si, assim como os terminais negativos. A Figura 2.11-b ilustra o resultado da soma
das correntes eléctricas em células ideais conectadas em paralelo (𝐸𝑞: 2.14). As correntes
eléctricas são somadas, permanecendo inalterada a tensão (𝐸𝑞: 2.15). Ou seja:
𝐼 = 𝐼1 + 𝐼2 + ⋯ + 𝐼𝑛 (𝐸𝑞: 2.14)
𝑉 = 𝑉1 = 𝑉2 = ⋯ = 𝑉𝑛 (𝐸𝑞: 2.15)

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(a) (b)
Figura 2.11: Curva I-V de duas células fotovoltaicas de silício cristalino conectadas (a) em série e (b) em paralelo.
Fonte: (Pinho & Galdino, 2014).

2.13. Baterias solares

Em sistemas fotovoltaicos isolados da rede eléctrica, o uso de dispositivos de


armazenamento de energia faz-se necessário para atender a demanda em períodos nos
quais a geração é nula ou insuficiente (à noite, em dias chuvosos ou nublados, com baixos
níveis de irradiância solar). Assim, parte da energia solar convertida em energia eléctrica
pelos módulos fotovoltaicos durante o dia é armazenada para ser usada em outros
momentos para atender a demanda (Pinho & Galdino, 2014).

Estado de carga
Capacidade remanescente disponível em uma bateria ou célula em determinado
momento, expressa como percentagem da capacidade nominal.

𝐶𝑎𝑝𝑎𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑟𝑒𝑚𝑎𝑛𝑒𝑠𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑛𝑎 𝑏𝑎𝑡𝑒𝑟𝑖𝑎 (𝐴ℎ)


𝑒𝑠𝑡𝑎𝑑𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎 (%) = 100 × (𝐸𝑞: 2.22)
𝑐𝑎𝑝𝑎𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑛𝑜𝑚𝑖𝑛𝑎𝑙 𝑑𝑎 𝑏𝑎𝑡𝑒𝑟𝑖𝑎 (𝐴ℎ)

𝑝𝑟𝑜𝑓𝑢𝑛𝑑𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑑𝑒𝑠𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎 (%) = 100 − 𝑒𝑠𝑡𝑎𝑑𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎(%) (𝐸𝑞: 2.23)

Estado de carga de 100% indica bateria está totalmente carregada enquanto 0%


indica que está totalmente descarregada (Pinho & Galdino, 2014).

Taxa de carga
Valor da corrente eléctrica aplicado a uma célula ou bateria durante o processo de
carga. Esta taxa é normalizada em relação à capacidade nominal da célula ou bateria. Por
exemplo, uma bateria de 500𝐴ℎ de capacidade nominal, com um intervalo de carga de
10ℎ𝑜𝑟𝑎𝑠 a corrente constante, tem sua taxa de carga, expressão 2.24:

𝐶𝑎𝑝𝑎𝑐𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑁𝑜𝑚𝑖𝑛𝑎𝑙 500𝐴ℎ


= = 50𝐴 = 𝑡𝑎𝑥𝑎 𝐶/10 (𝐸𝑞: 2.24)
𝐼𝑛𝑡𝑒𝑟𝑣𝑎𝑙𝑜 𝑑𝑒 𝐶𝑎𝑟𝑔𝑎 10ℎ

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Da mesma forma, podem ser expressas diferentes taxas, como 𝐶/100 (100ℎ),
𝐶/20 (20ℎ) etc (Pinho & Galdino, 2014).

A profundidade de descarga da bateria chumbo-ácido a ser considerada em um


projecto depende do tipo construtivo da mesma. Baterias chamadas OPzS e OPzV
aceitam até 80% de profundidade de descarga máxima enquanto baterias estacionárias
comuns não devem passar de 50%. Quanto maior a profundidade de descarga, menor a
quantidade de ciclos que a bateria chumbo-ácido vai apresentar em sua vida útil (Pinho
& Galdino, 2014).

As baterias estacionárias da marca OPZS são de chumbo ácido de alto


desempenho, elas são compostas por módulos de 2 Volts montados em série, são abertas
e preenchidas com um electrólito liquido, tem uma vida útil que excede 12 Anos e
expectativa de aproximadamente 1500 ciclos com 80 % de profundidade de descarga.

2.14. Controlador de carga

Controladores de carga são incluídos na maioria dos SFI com o objectivo de


proteger a bateria (ou banco de baterias) contra cargas e descargas excessivas,
maximizando a sua vida útil. No momento de se especificar um controlador de carga,
primeiro é importante saber o tipo de bateria a ser utilizada e o regime de operação do
sistema. A seguir, determina-se a tensão e a corrente de operação do sistema. Para valores
elevados de corrente de operação, o custo do controlador aumenta significativamente e a
sua disponibilidade no mercado reduz-se (Pinho & Galdino, 2014).

2.15. Inversores autónomos

Nos sistemas fotovoltaicos, a geração, armazenamento e disponibilização da


electricidade é na forma de corrente contínua (CC). Para a utilização de aparelhos que
funcionam com corrente alternada (CA) é necessário um inversor que transforma a
corrente contínua em alternada (Di Souza, 2015).

Os inversores de sistemas fotovoltaicos isolados podem fornecer tensões de saída


de 110𝑉, 220𝑉, 230V e 380V, dependendo do tipo de carga utilizada (Alonso, García,
& Silva, 2013).

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2.15.1. Tipos de inversores

De acordo ao formato de onda de saída (Figura2.12), os inversores autónomos


podem ser classificados em:

Inversores de onda quadrada: A onda de saída tem uma grande quantidade de


harmónicos indesejados, que geram interferências em alguns aparelhos, e também perdas
de potência. Costumam ser utilizadas com cargas pequenas (ex: tv’s, notebooks, etc.) e
não são adequados para motores. Tem distorção harmónico que pode chegar a até 40%,
e rendimento em torno de 60% (Di Souza, 2015)

Inversores de onda senoidal modificada: O formato de onda de saída não é uma


senóide pura, mas se aproxima muito. Podem alimentar quase todo tipo de carga, mas não
são recomendados para aparelhos electrónicos mais delicados. Tem distorção harmónica
em torno de 20%, e rendimento em torno de 90% (Di Souza, 2015)

Inversores de onda senoidal pura: São os que tem formato de onda de saída igual
à rede eléctrica nacional (EDM). São indicados para alimentar dispositivos
electroeletrônicos mais sensíveis e actualmente estão sendo mais utilizados que os outros
tipos de inversores. Não apresentam problemas quanto a distorções harmónicos ou
estabilidade da tensão. São mais caros que os inversores de onda quadrada ou senoidal
modificada (Di Souza, 2015).

Para tanto, recomenda-se, deste modo, que os inversores de onda quadrada e de onda
senoidal modificada sejam utilizados para alimentar equipamentos de baixo custo não
sensíveis à distorção de tensão, como os electrodomésticos (Carvalho, 2013).

Num sistema autónomo podem ser usados dois ou mais inversores. No entanto devem
ser ligados a circuitos distintos pois caso contrário podem sofrer danos (Freitas, 2008).

Figura 2.12: Onda senóide pura, quadrada (em roxo) e modificada (em azul). Fonte: (Carvalho, 2013).

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2.16. Componentes da iluminação pública

Actualmente a maioria das lâmpadas utilizadas na iluminação pública são as de


vapor de mercúrio e vapor de sódio à descarga de alta pressão, que utilizam parte da
emissão de ondas electromagnéticas (Ladeia, 2009).

O sistema de iluminação pública actual é constituído de luminárias, lâmpadas,


reles fotocélulas, reactores, braços de sustentação da luminária, suporte e condutores
(Ladeia, 2009).

Luminária
A luminária é responsável por prover meios para instalação da lâmpada e dos
componentes eléctricos, manter as condições ambientais adequados para operação dos
componentes e distribuir o fluxo luminoso proveniente da lâmpada (Ladeia, 2009).

Fotocélula
A Figura 2.13, ilustra um dispositivo que funciona como uma chave ao qual na
ausência de luz é accionado, permitindo que a lâmpada acenda.

Figura 2.13: Relé fotoeléctrico. Fonte: (Aguera, 2015).

Reactor
Segundo Aguera (2015) é o equipamento auxiliar utilizado em conjunto com as
lâmpadas, tem como objectivo limitar a corrente na lâmpada e fornecer as características
eléctricas adequadas para o bom funcionamento da mesma garantindo a vida útil
fornecida pelo fabricante.

Ignitor
Segundo Ladeia (2009) tem a função de produzir um elevado pulso tensão na
lâmpada para que sejam ionizados os gases existentes no tubo de descarga, permitindo
assim, o estabelecimento de uma corrente eléctrica em seu interior.

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Capacitor
Tem a função de elevar o factor de potência do circuito, a carga indutiva do
circuito, representada pelo reactor, produz uma defasagem entre a corrente e a tensão,
esta defasagem implica em uma solicitação adicional de corrente, que resulta numa
potência activa suficiente para abastecer a carga (Ladeia, 2009). Na Figura 2.14, é
representado o esquema de ligação do reactor com o relé fotoeléctrico e a lâmpada, alguns
reactores vêm com capacitor e ignitor separado como o representado na Figura 2.14
outros já vêm acoplados no reactor como no esquema da Figura 2.15 (Aguera, 2015).

Figura 2.14: Esquema de ligação com componentes do reactor desacoplados. Fonte: (Aguera, 2015).

Figura 2.15: Esquema de ligação com componentes do reactor acoplado. Fonte: (Aguera, 2015).

2.17. Comparação das lâmpadas de vapor de sódio e lâmpadas LEDs

A iluminação artificial trouxe grandes benefícios para a humanidade,


possibilitando a estética e uso dos espaços no ambiente nocturno, que hipoteticamente
colabora na redução de crimes e acidentes com veículos e tantos outros empregos.
Entretanto, o benefício promoveu o aumento do consumo de energia. O LED é a fonte de
luz artificial mais indicada para resolver parte de alguns problemas relacionados ao sector
económico (De Faria, 2014).

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O LED contribui no combate a poluição luminosa, emite luz direccional, não
espalhando a luz como a lâmpada de vapor de sódio que emite claridade para cima e para
os lados reflectindo nas poeiras em suspensão no ar, aumentando o brilho do céu como
ilustra a Figura 2.16. (De Faria, 2014). A característica mais marcante do LED é sua vida
útil muito longa, pois reduz a necessidade de trabalho de manutenção, promovendo
economia (Lopes, 2014).

Figura 2.16: Espalhamento de luz entre LED e lâmpada vapor de sódio. Fonte: (De Faria, 2014).

2.18. Lâmpadas de vapor de sódio

São lâmpadas de descarga de alta pressão, as quais utilizam o plasma de um vapor


de sódio para produzir luz. Esse tipo de lâmpada emite uma luz quase monocromática. O
resultado disso implica em uma luminosidade incomum e cores distinguíveis, uma vez
que é emitida uma luz amarela pela lâmpada. É indicado para situações onde a distinção
de cores não é importante. Podem ser do tipo ovóide e tubular. O rendimento luminoso
desse tipo de lâmpada é em cerca de 120𝑙𝑚/𝑊 (Luiz, 2016).

Figura 2.17: Tipo ovóide e tipo tubular. Fonte: (Luiz, 2016).

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2.19. Propriedade das lâmpadas

2.19.1. Fluxo luminoso

Segundo Luiz (2016) representa a quantidade de energia radiante em todas as


direcções sob a forma de luz, emitida por unidade de tempo. Sua unidade é o lúmen (𝑙𝑚).

𝐸
𝜑 = ∆𝑡 (Eq: 2.29)

2.19.2. Iluminância

De acordo com Luiz (2016) tem-se como definição o fluxo luminoso incidente
numa superfície por unidade de área (𝑚2 ). Sua unidade é o lux (lx). É uma densidade de
luz necessária para a realização de uma determinada tarefa visual.
𝜑
𝐸= (Eq: 2.30)
𝑆

Onde 𝐸 é Iluminância 𝜑 é o fluxo luminoso e 𝑆 é a área do recinto.

2.19.3. Eficiência luminosa (𝜼)

Segundo De Oliveira (2018) a eficiência luminosa é a relação entre o fluxo


luminoso emitido pela potência eléctrica consumida, sendo a sendo a unidade de medida
o lúmen por Watt (𝑙𝑚/𝑤). Este conceito é utilizado para comparar a diferentes fontes
luminosas.
𝜑
𝜂= (Eq: 2.31)
𝑃

Em que 𝜑 é o fluxo luminoso e P é a potência consumida.

2.20. Doídos Emissores de Luz

Segundo Ascurra (2013) Díodos Emissores de Luz (LED), são dispositivos que
emitem luz visível quando são percorridos por corrente eléctrica. Constituídos de
semicondutor de Junção p-n, que somente funcionam quando são polarizados
directamente.

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2.21. Luminária solar integrada de LEDs sensor de movimento.

2.21.1. Ciclo de funcionamento

Este dispositivo possui um relé fotoeléctrico, isto é, acende automaticamente ao


anoitecer 𝑐/100% iluminação, reduz o brilho após 5 horas para 25% no modo
automático, Sensor de movimentos. Apaga automaticamente ao amanhecer. Carga
completa 10 ℎ𝑜𝑟𝑎𝑠 no sol, suporta até 3 dias com nuvens. A prova de água, possui um
ângulo de iluminação 140°, com uma altura de instalação de 5,0𝑚 à 8,0𝑚 (RIPKA,
2017).

Figura 2.18: Luminária solar integrada de LEDs 3000 lúmens e painel 47 W. Fonte: (RIPKA, 2017).

2.22. Sistema de luminária solar sem sensor de movimento

Este sistema é composto por bateria, controlador de carga, lâmpada e painel solar
que capta a radiação depois converte em energia que é armazenada na bateria e possui
uma fotocélula para accionar e desligar a lâmpada quando não há mais irradiação solar.

Figura 2.19: Sistema de luminária solar para via pública

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CAPITULO III: METODOLOGIA DE DIMENSIONAMENTO DOS SISTEMAS

O capítulo III do trabalho é dedicado à descrição do sistema em estudo, análise do


contexto onde tem lugar a recolha de dados, critérios do dimensionamento e análise da
viabilidade económica dos sistemas.

3.1. Localização e característica da área de estudo

O Estádio Nacional de Zimpeto está localizado na região sul de Moçambique, na


cidade de Maputo, Distrito Urbano de kambukwane, Bairro de Zimpeto, na latitude de
25°49'39.69"S e longitude de 32°34'27.23"E.

Figura 3. 1: Localização do Estádio Nacional de Zimpeto. Fonte: Google Map.

A parte externa do Estádio Nacional de Zimpeto é composta por 2 tipos de


lâmpadas, a destacar:

 OSRAM são lâmpadas de sódio de alta pressão (HPS) que foram instaladas em
postes brancos, que são usadas diariamente e funcionam de forma automática, são
no total 136.
 PAK são lâmpadas de haleto metálico elíptico de forma oval (MH) que foram
instaladas em postes pretos e são utilizadas nos dias em que há eventos no estádio.

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Segundo a informação do FPD em média são usadas duas vezes por ano e não
usam fotocélula, dai não há necessidade de dimensionar para este tipo de lâmpada.

Para efeito de dimensionamento dos sistemas, foi necessário dividir as luminárias


de lâmpadas de vapor de sódio de 150 W por blocos, onde é ilustrado na Figura 3.2 e o
bloco A está na área frontal do mercado do Zimpeto.

Figura 3. 2: Ilustração de número de lâmpada por bloco no Estádio Nacional de Zimpeto.

No presente trabalho é apresentado o dimensionamento do sistema fotovoltaico,


sistema de luminária solar e o uso de lâmpadas LEDs, de modo a prover a energia eléctrica
na iluminação externa do Estádio Nacional de Zimpeto, com vista avaliar a viabilidade
económica (minimizar os custos) de energia, contribuindo para a diversificação da matriz
energética nacional.

O Para alcançar os objectivos do presente trabalho, primeiro foram obtidas as


coordenadas do Estádio Nacional do Zimpeto (latitude:−25°49′ 39.69′′𝑆 e longitude
de 32°34′27.23"E) no Google Earth, em seguida foi obtido o número de horas do sol
pleno no programa RETScreen Expert, também foi feita a revisão bibliográfica para o
dimensionamento do sistema fotovoltaico e do sistema de luminárias solares. Além disso,
foram providenciados alguns dados pelo Fundo de Promoção Desportiva e pela

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Electricidade de Moçambique (EDM), como caso de características das lâmpadas actuais
(vapor de sódio 150 W) e as facturas de energia.

3.2. Diagrama do Procedimento dos sistemas.

O diagrama usado para efectuar o dimensionamento do sistema fotovoltaico e


sistema de luminárias solares, está esquematizada na Figura 3.3.

Figura 3. 3: Diagrama do procedimento de dimensionamento de todos os sistemas.

Actualmente o Estádio Nacional de Zimpeto está a utilizar as luminárias de


lâmpadas de vapor de sódio de 150 W alimentadas com a energia da EDM. Com vista a
minimizar os custos de energia, fez-se o dimensionamento do sistema fotovoltaico e
sistema de luminárias solares para as lâmpadas actuais de vapor de sódio de 150 W. Em
seguida fez-se a troca das lâmpadas actuais por LEDs de 40 W e procedeu-se de igual
modo, depois do dimensionamento de todos os sistemas fez se análise da viabilidade
económica dos sistemas durante 24 anos, essa análise fez-se olhando a vida útil dos
equipamentos e o custo da aquisição dos mesmos. E por fim fez-se uma comparação do
consumo energético durante 24 anos entre duas luminárias de lâmpadas de vapor de sódio

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de 150 W com o fluxo luminoso de 16500 𝑙𝑚 e eficiência luminosa de 113 𝑙𝑚/𝑤, em
relação a luminária de lâmpada LED de 40 W com o fluxo luminoso de 17000 𝑙𝑚 e
eficiencia luminosa de 110 𝑙𝑚/𝑤, por fim, fez-se análise de todos os sistemas incluído
os custos dos equipamentos.

3.3. Dimensionamento dos Sistemas

3.3.1. Número Teórico de horas de sol

O ângulo horário do pôr-do-sol pode ser obtido pela equação 3.1, sendo igual a:

𝜔𝑠 = 𝑐𝑜𝑠 −1 (−𝑡𝑔∅ ∙ 𝑡𝑔𝛿) (Eq: 3.1)

Onde: 𝜔𝑠 é o ângulo horário do pôr-do-sol, ∅ é a latitude local e 𝛿 é a declinação solar.


Então, o número teórico de horas de sol é calculado como:

2
𝑁 = 15 ∙ 𝜔𝑠 (Eq: 3.2)

3.3.2. Determinação da potência do gerador fotovoltaico

Segundo (Carneiro, 2009) O gerador fotovoltaico deverá ter uma potência (𝑃𝐹𝑉 )
que deverá garantir a satisfação das necessidades de consumo diário de energia. Por outro
lado, o dimensionamento deverá ser efectuado de modo a considerar o mês mais
desfavorável (menor números de horas de sol equivalentes à radiação padrão de
1000𝑊/𝑚2 ). Neste sentido, a potência do gerador FV calcula-se de acordo com a
equação 3.3:

𝑊𝐷
𝑃𝐹𝑉 = 𝐾 (Eq: 3.3)
𝑟𝑒𝑔+𝑖𝑛𝑣 ×𝐻𝑠

Onde: 𝑊𝐷 é Energia diária de consumo (Wh), Rendimento (regulador+inversor):


𝐾𝑟𝑒𝑔+𝑖𝑛𝑣 = 0.85, Hs é o número de horas de sol (h/dia).

3.3.3. Número de módulos por fileira

A associação em série permite obter tensões mais elevadas mantendo a corrente


estipulada do módulo. O número de módulos por fileira, 𝑁𝑆 é limitado pela tensão da
bateria, 𝑉𝑏𝑎𝑡 . Contudo, a tensão máxima do sistema FV deve ser sempre igual ou superior
à da bateria, já que o gerador tem que carregar a bateria. Deste modo, o número de
módulos por fileira é calculado através da expressão 3.4:

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𝑉𝑏𝑎𝑡
𝑁𝑠 ≥ (Eq: 3.4)
𝑉𝑚𝑎𝑥

Onde: 𝑉𝑚𝑎𝑥 Corresponde à tensão máxima do módulo medida em condições padrão.

3.3.4. Número de fileira em paralelo

A ligação em paralelo entre módulos individuais é efectuada quando se pretende


obter correntes mais elevadas e manter o nível de tensão estipulada do módulo. A corrente
total, 𝐼𝑇 à saída do gerador fotovoltaico é calculada através da equação 3.5:

𝐼𝑇
𝐼𝑇 = 𝑁𝐹 × 𝐼𝑚𝑎𝑥 ⇒ 𝑁𝐹 = 𝐼 (Eq: 3.5)
𝑚𝑎𝑥

Onde: 𝑁𝐹 representa o número de fileiras ligadas em paralelo e 𝐼𝑚𝑎𝑥 corresponde à


corrente máxima do modulo medida em condições padrão. Por outro lado, a potência do
gerador FV corresponde ao produto entre a tensão do gerador (𝑁𝑆 × 𝑉𝑚𝑎𝑥 ) e a corrente
total:

𝑃𝐹𝑉
𝑃𝐹𝑉 = (𝑁𝑆 ∙ 𝑉𝑚𝑎𝑥 ) × 𝐼𝑇 ⇒ 𝐼𝑇 = 𝑁 (Eq: 3.6)
𝑆 ×𝑉𝑚𝑎𝑥

Desta forma, o número de módulos por fileira é calculado através da expressão 3.7:
𝑃𝐹𝑉
𝑁𝐹 = 𝑁 (Eq: 3.7)
𝑆 ×𝑉𝑚𝑎𝑥 ×𝐼𝑚𝑎𝑥

3.3.5. Dimensionamento de baterias

A capacidade C das baterias é a quantidade de electricidade que a bateria pode


fornecer até totalmente descarregada (Torres, 2009). A bateria deve ser dimensionada
para armazenar a energia consumida diariamente e mais alguns dias de reserva. A
capacidade da bateria pode ser calculada através da equação 3.8 (Freitas, 2008).

𝐸×𝑁𝑑
𝐶 = 𝑉×𝑃×𝜂 (𝐸𝑞: 3.8)
𝑖𝑛𝑣 ×𝜂𝑐𝑎𝑏𝑜

Onde: C é a capacidade das baterias em Ah; E é a energia média diária consumida em


Wh; 𝑁𝑑 é o número de dias de autonomia; V é a tensão do sistema; P é o limite máximo
permitido da profundidade de descarga da bateria (0.3 a 0.9); 𝜂𝑖𝑛𝑣 é o rendimento do
inversor; 𝜂𝑐𝑎𝑏𝑜 é o rendimento dos cabos de distribuição calculado com base nas perdas
(0.97).

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3.3.6. Dimensionamento do controlador de carga

A selecção do controlador de carga MPPT é prevista para cumprir o seu valor de


corrente máxima 𝐷𝐶, 𝐼𝑚𝑎𝑥𝐷𝐶 . Por isso deverá ser limitada pela corrente total, 𝐼𝑇 à saída
do gerador fotovoltaico, como mostra equação 3.9:

𝐼𝑚𝑎𝑥𝐷𝐶 ≥ 𝐼𝑇 ⇔ 𝐼𝑚𝑎𝑥𝐷𝐶 ≥ (𝑁𝐹 × 𝐼𝑚𝑎𝑥 ) (Eq: 3.9)

3.3.7. Dimensionamento do inversor

O inversor deve ser dimensionado de forma a garantir as necessidades das cargas


em CA, podendo neste tipo de sistemas fotovoltaico ser um pouco mais elevado (equação
3.12), para no caso de existir um aumento dos consumos não se ter de substituir o
inversor. Sendo assim o número de inversores pode ser calculado através da equação 3.10.

𝑃(𝑤)
𝑁º 𝑑𝑒 𝐼𝑛𝑣𝑒𝑟𝑠𝑜𝑟𝑒𝑠 = 𝑃 (𝐸𝑞: 3.10)
𝐼𝑛𝑣

Onde: 𝑁º de Inversores é o número total de inversores necessários para a instalação; 𝑃(𝑤)


é valor de potência consumida pelas cargas CA em W; 𝑃𝐼𝑛𝑣 é valor da potência do inversor
escolhido (Freitas, 2008).

A potência máxima que o sistema fotovoltaico produz é dada pelo produto de


número de painéis a instalar (𝑁𝑃 ), pela potência máxima fornecida por cada painel (𝑃𝑚á𝑥 ).
(Torres, 2009).

𝑃𝑚á𝑥,𝑠𝑖𝑠𝑡𝐹𝑉 = 𝑁𝑝 × 𝑃𝑚á𝑥 (𝐸𝑞: 3.11)

𝑃𝑚á𝑥,𝑖𝑛𝑣 ≥ 𝑃𝑚á𝑥,𝑠𝑖𝑠𝑡𝐹𝑉 (𝐸𝑞: 3.12)

3.4. Método para avaliação económica dos sistemas

Para a análise de viabilidade económica da implantação de um sistema


fotovoltaico e luminárias solares no estádio Nacional de Zimpeto foi utilizado o método
VPL (Valor Presente Liquido). O VPL representa o valor presente dos fluxos de caixa
futuros descontado do valor e investimento do projecto, obedecendo a equação (3.13). O
VPL positivo significa que o projecto viável. O VPL negativo significa que o projecto
custa mais do que vale, ou seja, se for implementado, trará prejuízo (Carvalho, 2017).

𝐹𝐶
𝑉𝑃𝐿 = −𝐹𝐶0 + ∑𝑛𝐾=1 (1+𝑖)𝐾𝐾 (𝐸𝑞: 3.13)

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Em que: 𝐹𝐶𝐾 representa os fluxos de caixa referentes a cada ano do horizonte de
planeamento. 𝐹𝐶0 investimento inicial do projecto. 𝑘(1; 𝑛) períodos do horizonte de
planeamento. i representa a taxa mínima de atractividade do projecto ou custo de capital
(Carvalho, Analise de Viabilidade Economica de um Projecto de microgeracao
Fotovoltaico Aplicada ao Campus da USP, 2017).

O fluxo de caixa é descontado a uma determinada taxa por dois motivos: (1) o
dinheiro de hoje vale mais que o dinheiro de amanhã e (2) um dinheiro seguro vale mais
que um dinheiro incerto (Nakabayashi, 2015).

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CAPITULO IV: RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1. Consumo energético para iluminação exterior no Estádio Nacional de Zimpeto

Para o preenchimento da Tabela (4.1) luminárias de lâmpadas de vapor de sódio


de 150 W, fez-se o produto da quantidade das lâmpadas pelo número de horas do
funcionamento das lâmpadas e com a sua potência através da equação (3.2) por cada bloco
para obter a energia consumida por dia.

Tabela 4. 1: Consumo das luminárias de lâmpadas de vapor de sódio de alta pressão.

Blocos das Horas de Uso por Potência Energia


Lâmpadas Quantidade dia (W) (Wh/dia)
A 35 13,6 150 71400
B 28 13,6 150 57120
C 35 13,6 150 71400
D 38 13,6 150 77520
Total 277440

4.1. Dimensionamento do sistema Fotovoltaico para Luminária de lâmpadas de


vapor de sódio de 150 W

4.1.1. Cálculo do número de baterias

Para o dimensionamento das baterias Tabela 4.2 dividiu-se a parte externa do


Estádio Nacional de Zimpeto por bloco e recorreu-se a equação (3.8).

Tabela 4.2: Dimensionamento das baterias para lâmpada de 150W.

Bloco E Nd V Pf ᶯinv ᶯcab Cb Cn Nb [Nb]


A 71400 3 48 0,8 0,9 0,97 6389,605 1450 4,41 4
B 57120 3 48 0,8 0,9 0,97 5111,684 1450 3,53 4
C 71400 3 48 0,8 0,9 0,97 6389,605 1450 4,41 4
D 77520 3 48 0,8 0,9 0,97 6937,285 1450 4,78 5
Total 17

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4.1.2. Cálculo do número de painéis, controladores de carga e inversores do sistema
Fotovoltaico

A Tabela 4.3, apresenta o dimensionamento dos painéis solares, onde recorreu-se


a equação (3.3), (3.4) e (3.5), para controladores de carga recorreu se a equação (3.9) e
para obter a quantidade dos inversores recorreu se a equação (3.10).

Tabela 4.3: Dimensionamento dos painéis solares, controladores de carga e inversores para lâmpada de 150 W.

Blocos WD(Wh/d) ᶯreg+inv HS PFV Ns Vmax Imax Nf Pinv [Ninv] I.c.c [N.c.c]
A 71400 0,85 3,76 22340,43 1 48,6 10,29 45 12990 2 300 2
B 57120 0,85 3,76 17872,34 1 48,6 10,29 36 12990 2 300 2
C 71400 0,85 3,76 22340,43 1 48,6 10,29 45 12990 2 200 2
D 77520 0,85 3,76 24255,32 1 48,6 10,29 49 12990 2 300 2
Total 277440 175 8 8

A Tabela 4.4, apresenta um resumo do dimensionamento de todo equipamento,


dividido em subgrupos e com a respectiva capacidade de cada equipamento. Para todo o
sistema foi necessário uma quantidade de 175 painéis solares monocristalino de 500 W,
8 Controladores de carga MPPT de 300 A, 17 Baterias estacionárias de chumbo ácido de
1450 Ah e 8 inversores de 12990 W, todo equipamento com a mesma tensão de 48 V.
Contudo, a divisão dos sub-blocos possibilita que na danificação de um equipamento num
bloco, o sistema continua a prover energia noutros blocos.

Tabela 4.4: Resumo do dimensionamento do sistema fotovoltaico para luminária de lâmpadas de 150W.

Painel 500W I.entr C.C 300 e 200A Bateria 48V Inver.12990W


Bloco
N.Painel G.Painel (A) Total Subsist Total Subsist Total Subsist
22 226,38 1 2 1
A 45 2 4 2
23 234,67 1 2 1
18 185,22 1 2 1
B 36 2 4 2
18 185,22 1 2 1
22 226,38 1 2 1
C 45 2 4 2
23 234,67 1 2 1
24 246,96 1 2 1
D 49 2 5 2
25 257,25 1 3 1
Total 175 8 17 8

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4.2. Dimensionamento das luminárias solares para lâmpada de vapor de sódio de
150 W.
A Tabela 4.5, apresenta o dimensionamento das luminárias solares com as
lâmpadas de 150W de Vapor de sódio, onde aplicou-se as equações (3.3), (3.4), (3.5),
(3.9), (3.10) e (3.12). Entretanto o número total das luminárias solares é 136, por isso por
cada poste constitui um sistema de luminaria solar e serão necessários os equipamentos
apresentados na Tabela 4.5 (um painel solar, um controlador de carga, um inversor e uma
bateria vide tabela 4.5).

Tabela 4.5: Dimensionamento do painel solar, controlador de carga e inversor de luminária de lâmpadas de 150 W.

WD(Wh/d) ᶯreg+inv HS PFV Ns Vmax Imax Nf I.c.c [N.c.c] Pinv N[inv]


2040 0,85 3,76 638,2979 1 48,6 10,29 1 15 1 600 1

4.2.1. Cálculo da capacidade da bateria necessária

A Tabela 4.6, apresenta o dimensionamento da bateria com uma capacidade de


150 Ah e com uma tensão de 48 V, onde aplicou-se equação (3.8).

Tabela 4.6: Dimensionamento da capacidade de bateria solar para luminária de lâmpada de 150 W.

E Nd V Pf ᶯinv ᶯcab Cb Cn Nb [Nb]


2040 3 48 0,8 0,9 0,97 182,5601 150 1,22 1

4.3. Troca da luminária de lâmpada de vapor de sódio de 150 W por lâmpada LED
de 40 W

4.3.1. Dimensionamento do sistema fotovoltaico para luminárias de lâmpadas LEDs


de 40 W

A lâmpada LED da marca OSRAM com potência nominal de 40 W equivalente à


150 W da lâmpada convencional, possui as mesmas características, como a lâmpada
actual de 150 W no Estádio Nacional de Zimpeto, a destacar: o fluxo luminoso e
eficiência luminosa.

4.3.2. Consumo energético de uma lâmpada LED de 40 W

Para o preenchimento da Tabela 4.7 com lâmpadas LED de 40 W, primeiro


contabilizou-se as lâmpadas externas no Estádio e separou-se por blocos, com os dados

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encontrados fez-se o produto da quantidade das lâmpadas por cada bloco pelo número de
horas do funcionamento da lâmpada, recorrendo a equação (3.10) e com a potência para
obter a energia consumida por dia.

Tabela 4. 7: Consumo energético das luminárias de lâmpadas LEDs de 40 W.

Blocos das Lampadas Quantidade Horas de uso por dia Potencia (W) Energia (Wh/dia)
A 35 13,6 40 19040
B 28 13,6 40 15232
C 35 13,6 40 19040
D 38 13,6 40 20672
Total 73984

4.3.3. Cálculo das baterias necessárias para Luminárias das lâmpadas LEDs de 40
W
A Tabela 4.8, apresenta o dimensionamento das baterias para luminárias das
lâmpadas LEDs de 40 W, onde dividiu-se as lâmpadas da parte externa do Estádio
Nacional de Zimpeto por blocos e aplicou-se equação (3.8). Denota-se que, trocado as
luminárias das lâmpadas actuais de 150 W por luminárias de lâmpadas LEDs de 40 W o
número das baterias reduz de 17 para 4.

Tabela 4. 8: Dimensionamento das baterias para luminárias das lâmpadas LEDs de 40 W.

Bloco E Nd V Pf ᶯinv ᶯcab Cb Cn Nb [Nb]


A 19040 3 48 0,8 0,9 0,97 1703,895 1450 1,18 1
B 15232 3 48 0,8 0,9 0,97 1363,116 1450 0,94 1
C 19040 3 48 0,8 0,9 0,97 1703,895 1450 1,18 1
D 20672 3 48 0,8 0,9 0,97 1849,943 1450 1,28 1
Total 4

4.3.4. Cálculo do número de painéis, controladores de carga e inversores para


luminária para lâmpadas LEDs de 40 W

A Tabela 4.9, apresenta o dimensionamento dos painéis solares, onde aplicou-se


equação (3.3), (3.4) e (3.5), para controladores de carga, a equação (3.9) e para inversores,
a equação (3.10). Verifica-se que, trocando as luminárias das lâmpadas actuais de 150 W
por luminárias das lâmpadas LEDs de 40W o número dos painéis reduz de 175 para 47,
o controlador de carga e inversor também reduz de 8 para 4.

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Tabela 4. 9: Dimensionamento dos painéis solares, controladores de carga e inversores para luminárias das lâmpadas
LEDs de 40 W.

Blocos WD(Wh/d) ᶯreg+inv HS PFV Ns Vmax Imax Nf Pinv [Ninv] I.c.c [N.C.C]

A 19040 0,85 3,76 5957,447 1 48,6 10,29 12 12990 1 130 1

B 15232 0,85 3,76 4765,957 1 48,6 10,29 12 12990 1 130 1

C 19040 0,85 3,76 4765,957 1 48,6 10,29 10 12990 1 130 1

D 20672 0,85 3,76 6468,085 1 48,6 10,29 13 12990 1 130 1

Total 73984 47 4 4

A Tabela 4.10, apresenta um resumo do dimensionamento de todo equipamento


fotovoltaico com luminárias de lâmpadas LEDs de 40 W. Para todo o sistema foi
necessário uma quantidade de 47 painéis solares monocristalino de 500 W, 4
Controladores de carga MPPT, 1 de 135 A e 3 de 130 A, 4 Baterias estacionárias de
chumbo ácido de 1450 Ah e 4 inversores de 12990 W, todo equipamento com a mesma
tensão de 48 V.

Tabela 4. 10: Resumo do dimensionamento do sistema fotovoltaico para luminárias de lâmpadas de 40W.

Bloco N.Painel I.entrada N.C.Carga N.Bateria N.Inversor


500W (A) (135 e 130) A 48 V
A 12 123,48 1 1 1
B 10 102,9 1 1 1
C 12 123.48 1 1 1
D 13 133,77 1 1 1
Total 47 4 4 4

4.4. Dimensionamento do sistema de luminária solar para lâmpadas LEDs de 40 W

4.4.1. Dimensionamento de Capacidade da bateria

A Tabela 4.11, apresenta o dimensionamento da capacidade da bateria para


lâmpadas LEDs com potência de 40 W onde aplicou-se equação (3.8). Para cada
luminária será necessária uma bateria de 200 Ah e a quantidade das luminárias é 136 logo,
são no total 136 baterias.

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Tabela 4. 11: Dimensionamento da capacidade da bateria para luminária de lâmpada LED de 40 W.

E Nd V Pf ᶯinv ᶯcab Cb Cn Nb [Nb]


544 3 12 0,8 0,9 0,97 194,7308 200 0,97 1

4.4.2. Dimensionamento do Painel e controlador de carga.


A Tabela 4.12, apresenta o dimensionamento do painel e controlador de carga,
para lâmpadas LEDs de 40 W da marca OSRAM. Aplicou-se as seguintes equações (3.3),
(3.4), (3.5), (3.9), (3.10) e (3.12) para o dimensionamento. Entretanto, o número total das
lâmpadas é 136, serão necessários no total 136 painéis e controladores de carga.

Tabela 4. 12: Dimensionamento do painel e controlador de carga para luminária de lâmpada LED de 40 W.

WD(Wh/d) ᶯreg+inv HS PFV Ns Vmax Imax Nf I.c.c N.c.c [N.c.c]


544 0,85 3,76 170,2128 1 17,8 8,43 1 10 0,956251 1

4.5. Análise de viabilidade económica dos sistemas

4.5.1. Cálculo do investimento do sistema fotovoltaico com lâmpadas de vapor de


sódio de 150 W.

A Tabela 4.13, apresenta o custo do investimento do sistema fotovoltaico num


período de 24 anos, para luminárias de lâmpadas cuja potência é 150 W, o projecto foi
simulado olhando a vida útil dos equipamentos, e o investimento inicial do projecto é
21.334.733,15 MT. O Câmbio foi consultado no dia 12 de Dezembro no ano 2018.

Tabela 4. 13: Cálculo do investimento de sistema fotovoltaico para luminárias das lâmpadas de 150 W.

Equipamentos Reais Euro Dólar Meticais Quant Valor (Mt) Vida Útil
Modulo(48V) 500W 147 61,56 175 1.583.631,00 25
Inver (48V) 12990W 29501 15,76 8 3.719.486,08 10
Contr. C(48)-300A 3580 15,76 6 338.524,80 5
Bateria(48V)
13117,5 70,07 17
1450Ah 15.625.375,27 12
contr. C(48V)-200A 550 61,56 2 67.716,00 5
Total 21.334.733,15

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4.5.2. Cálculo do investimento do sistema de luminárias solares para luminárias de
lâmpadas de vapor de sódio de 150 W

A Tabela 4.14, apresenta o cálculo do investimento do sistema de luminárias


solares num período de 24 anos com uso das luminárias de lâmpadas de vapor de sódio
cuja potência é 150 W.

Tabela 4. 14: Cálculo do investimento para luminárias solares de lâmpada de 150 W.

Equipamentos Reais Euro Dólar Meticais Quant Valor (Mt) Vida Útil
Modulo (48V)
147 61,56 25
500W 136 1.230.707,52
Inver (48V) 600W 1290 15,76 136 2.764.934,40 10
Contr.C (48V) 15A 512 15,76 136 1.097.400,32 5
Bateria (48V)
70,07 136
150Ah 1421,79 13.548.976,24 12
Total 18.642.018,48

O investimento de sistema de luminárias solares para 136 luminárias de lâmpadas


de vapor de sódio cuja potência é 150 W, é 18.642.018,48 MT num período de 24 anos.

A EDM cobra anualmente 506.328,00 𝑀𝑇/𝐴𝑛𝑜. Segundo a equação 3.13, o


sistema fotovoltaico e sistema de luminária solar para luminárias de lâmpadas de vapor
de sódio cuja potência é 150 W é inviável com o custo capital de 17%, isso deve-se ao
facto da carga ser maior e o custo dos equipamentos ser elevado até então.

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Figura 4. 1: Análise da viabilidade económica de sistema fotovoltaico e luminária solar para lâmpadas de 150 W.

4.5.3. Cálculo do investimento do sistema fotovoltaico para luminária de lâmpadas


LEDs de 40 W

A Tabela 4.15, apresenta o custo do investimento do sistema fotovoltaico num


período de 24 anos, para luminária de lâmpadas LEDs cuja potência é 40 W, o projecto
foi simulado olhando a vida útil dos equipamentos, e o investimento inicial do projecto é
6.081.332,93 MT. O Câmbio foi consultado no dia 12 de Dezembro no ano 2018.

Tabela 4. 15: Cálculo do investimento do sistema fotovoltaico para lâmpada LED de 40 W.

Reais Dólar Meticais Vida


Equipamentos Euro Quantidade Valor (Mt)
(R$) ($USD) (Mt) Útil(anos)
Modulo (48V)
147,00 61,56 47 425.318,04 25
500W
Inver ( 48 V)
29.501,00 15,76 4 1.859.743,04 10
12990W
Bateria (48V)
13.117,45 70,07 4 3.676.558,89 12
1450Ah
Contr. C (48V)
1.899,00 15,76 4 119.712,96 5
-130A
Total 6.081.332,93

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4.5.4. Cálculo do investimento de luminárias solares de lâmpada LED de 40 W

A Tabela 4.16, apresenta o cálculo do investimento do sistema de luminárias


solares num período de 24 anos, para luminárias de lâmpadas LEDs cuja potência é 40W.
O projecto foi simulado atendendo a vida útil dos equipamentos, e o investimento inicial
do projecto é 3.239.656,00 𝑀𝑇.

Tabela 4.16: Cálculo do investimento para luminárias solares para lâmpada LED de 40 W.

Reais Vida Útil


Dólar ($USD) Meticais(Mt) Quantidade Valor (Mt)
Equipamentos (R$) Euro (anos)
Modulo (12V)
70,00 61,56 136 25
150W 586.051,20
contr. C (12V)-
55,00 15,76 136
10A 117.884,80 5
Bateria(12V)
18645 136
200Ah 2.535.720,00 5
Total 3.239.656,00

A EDM cobra anualmente 506.328,00 𝑀𝑇/𝐴𝑛𝑜. Segundo a equação 3.13, o


sistema fotovoltaico é inviável e o sistema das luminárias solares de lâmpadas LEDs de
40 W é viável isso incluindo o custo de 136 Luminárias de lâmpadas LEDs de 40 W
(1.564.588,00 𝑀𝑇). Entretanto, o sistema começa a dar retorno no ano 10 e o seu retorno
não compensa o investimento inicial do projecto.

Figura 4. 2: Análise da viabilidade económica de sistema fotovoltaico e luminária solar para lâmpadas LEDs de 40 W.

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4.6. Comparação dos custos de energia para iluminação de lâmpada de Vapor de
Sódio de 150 W e lâmpada LEDs de 40 W

A Tabela 4.17, ilustra os custos de 136 luminárias de lâmpadas de vapor de sódio


de 150 W e 136 luminárias de lâmpadas LEDs cuja potência é 40 W, num período de 24
anos. As lâmpadas de vapor de sódio têm 32,000 horas de vida útil e as lâmpadas
funcionam durante 13.6 horas por dia, significa que têm 7 anos de vida em funcionamento
e o custo total de 136 luminárias é 214.336,00 𝑀𝑇 enquanto as luminárias de lâmpadas
LEDs têm 70,000 horas de vida útil, o seu tempo em funcionamento são 13,6 horas por
dia, significa que têm 15 anos de vida útil e o custo total de 136 dessas luminárias é
1.564.588,50 𝑀𝑇.

Tabela 4. 17: Custo das luminárias com lâmpadas de vapor de sódio de 150 W e com lâmpadas LEDs de 40 W.

Equipamentos Reais (R$) Meticais Quant Valor (Mt) Vida Útil


Lâmpada (150W) 100 15,76 136 214.336,00 7
LED 40W 729,97 15,76 136 1.564.588,50 15

Os gráficos da Figura 4.3, ilustram a comparação dos custos de energia e de 136


luminárias de lâmpadas de vapor de sódio de 150 W e 136 luminárias de lâmpadas LEDs
de 40 W. O gráfico de luminária de lâmpadas LEDs de 40 W tem um custo energético
anual de (135.013,50 𝑀𝑇), apesar do custo da aquisição das luminárias ser elevado,
apresenta melhor viabilidade económica, pois num período de 24 anos será necessário
2.488.903,62 𝑀𝑇 enquanto luminárias de lâmpadas de vapor de sódio de 150 W tem um
custo energético anual de (506.328,00 𝑀𝑇), esta comparação inclui o custo da aquisição
das luminárias e a sua vida útil (7 anos para luminarias de lâmpadas de vapor de sódio de
150 W e 15 anos para luminárias de lâmpadas LEDs de 40 W) onde as lâmpadas são
substituidas nos pontos marcados por cada gráfico. Contudo, o uso das luminárias de
lâmpadas LEDs de 40 W pode economizar 738.182,54 𝑀𝑇 em relação ao uso das
luminárias com lâmpadas de vapor de sódio de 150 W.

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Figura 4.3: Comparação do custo de energia durante 24 Anos, para luminárias de lâmpadas de vapor de sódio de 150
W e luminárias de lâmpadas LEDs de 40 W.

Entretanto, as luminárias de lâmpadas LEDs de 40 W apresentam algumas


vantagens em relação as luminárias de lâmpadas de vapor de sódio de 150 W, como por
exemplo 113 𝑙𝑚/𝑤 de eficiência energética, 17000 𝑙𝑚 de fluxo luminoso enquanto as
lâmpadas de vapor de sódio têm 110 𝑙𝑚/𝑤 de eficiência e 16500 𝑙𝑚 de fluxo luminoso.
Nesta análise de viabilidade económica não foi incluso o custo de importação dos
equipamentos dos sistemas.

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CAPITULO V: CONLUSÕES & RECOMENDAÇÕES

5.1. Conclusão

Após a realização do presente estudo com o intuito de avaliar a viabilidade


económica, na iluminação externa nocturna no Estádio Nacional de Zimpeto, conclui-se
que:

 O sistema fotovoltaico e sistema de luminária solar de lâmpadas de vapor de sódio


de 150 W é presentemente inviável, pois a carga é maior e o custo dos
equipamentos é elevado até então.
 O sistema fotovoltaico para luminárias de lâmpadas LEDs de 40 W é inviável e o
sistema de luminárias solares com a mesma lâmpada é viável, entretanto começa
a dar retorno no ano 10 e o seu retorno não compensa o valor do investimento
inicial, pois é incluído o custo de aquisição das luminárias.
 Comparando o custo de energia da rede eléctrica (EDM) durante 24 anos, com o
uso das luminárias de lâmpadas de vapor de sódio de 150 W com um montante de
3.227.086,16 𝑀𝑇 e o uso das luminárias de lâmpadas LEDs de 40 W com um
montante de 2.488.903,62 𝑀𝑇, verificou-se que o uso das lâmpadas LEDs é
economicamente viável pois pode-se economizar 738.182,54 𝑀𝑇 em relação ao
uso das luminárias de lâmpadas de vapor de sódio.

Física Aplicada Página 44


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5.2. Recomendações

Para trabalhos futuros propõe os seguintes estudos:

 Propõe-se, ao Estádio Nacional de Zimpeto a substituição das luminárias de


lâmpadas de vapor de sódio de 150 W por luminárias de lâmpadas LEDs de 40
W.
 Análise da viabilidade económica com sistema fotovoltaico conectado a rede
eléctrica (on-gride) no Estádio Nacional de Zimpeto (sem uso das baterias).

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https://yltsolar.en.made-in-china.com/product/INtESYUdZWVo/China-Mono-Solar-
Panel-150W-Power-High-Efficiency.html

https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1060508138-controlador-48v-300a-1204-
412-club-car-101840201-_JM#REG_QUESTION=OK

https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-901865014-controlador-de-carga-painel-
solar-pwm-10a-12v24v-ysmart-top-_JM?quantity=1

https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-941726467-inversor-solar-off-grid-quattro-
15000va-48v230v-senoidal-_JM

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24v-48v-110v-onda-pura-_JM

https://pt.made-in-china.com/co_jalonbattery/product_24V-48V-5000W-Long-Life-
Pure-Sine-Wave-Inverter-for-Solar-Power_rgsnoenug.html

https://autosolar.es/baterias-estacionarias-opzs-48v/bateria-estacionaria-bae-48v-1450ah

http://www.solar-kit.com/OPzS-battery-48v-250Ah

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Sodio-AP/176/Osram-Vialox-NAV-T-150-SUPER-4Y-tubular-clara-150w/26165/

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luz-neutra-chip-osram-lpm125-5k-_JM?quantity=1

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Eficiencia

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onda-pura-12-v-110-ou-220-v-_JM

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ANEXOS

Cálculo da Viabilidade económica para sistema fotovoltaico e sistema de luminárias


solares com lâmpada de 150 W (Vapor de Sódio).

i- VPL-PH VPL-LS
Ano c.capital Entradas Saidas 150W Entradas Saidas 150W
0 -2,13E+07 -1,86E+07
1 0,17 506.328,00 432.758,97 -2,09E+07 506.328,00 432.758,97 -1,82E+07
2 0,17 506.328,00 369.879,47 -2,05E+07 506.328,00 369.879,47 -1,78E+07
3 0,17 506.328,00 316.136,30 -2,02E+07 506.328,00 316.136,30 -1,75E+07
4 0,17 506.328,00 270.201,96 -1,99E+07 506.328,00 270.201,96 -1,73E+07
5 0,17 912.568,80 416.232,81 -1,95E+07 1.603.728,32 731.478,37 -1,65E+07
6 0,17 506.328,00 197.386,19 -1,93E+07 506.328,00 197.386,19 -1,63E+07
7 0,17 720.664,00 240.121,91 -1,91E+07 720.664,00 240.121,91 -1,61E+07
8 0,17 506.328,00 144.193,29 -1,89E+07 506.328,00 144.193,29 -1,59E+07
9 0,17 506.328,00 123.242,13 -1,88E+07 506.328,00 123.242,13 -1,58E+07
10 0,17 4.632.054,88 963.640,58 -1,79E+07 4.368.662,72 908.845,16 -1,49E+07
11 0,17 506.328,00 90.030,04 -1,78E+07 506.328,00 90.030,04 -1,48E+07
12 0,17 16.131.703,27 2.451.601,53 -1,53E+07 506.328,00 76.948,76 -1,47E+07
13 0,17 506.328,00 65.768,17 -1,53E+07 506.328,00 65.768,17 -1,47E+07
14 0,17 720.664,00 80.007,51 -1,52E+07 720.664,00 80.007,51 -1,46E+07
15 0,17 912.568,80 86.591,98 -1,51E+07 1.603.728,32 152.174,85 -1,44E+07
16 0,17 506.328,00 41.063,71 -1,50E+07 506.328,00 41.063,71 -1,44E+07
17 0,17 506.328,00 35.097,19 -1,50E+07 506.328,00 35.097,19 -1,44E+07
18 0,17 506.328,00 29.997,59 -1,50E+07 506.328,00 29.997,59 -1,43E+07
19 0,17 506.328,00 25.638,97 -1,50E+07 506.328,00 25.638,97 -1,43E+07
20 0,17 4.632.054,88 200.473,26 -1,48E+07 4.368.662,72 189.073,77 -1,41E+07
21 0,17 720.664,00 26.658,13 -1,47E+07 720.664,00 26.658,13 -1,41E+07
22 0,17 506.328,00 16.008,22 -1,47E+07 506.328,00 16.008,22 -1,41E+07
23 0,17 506.328,00 13.682,24 -1,47E+07 506.328,00 13.682,24 -1,41E+07
24 0,17 506.328,00 11.694,22 -1,47E+07 506.328,00 11.694,22 -1,41E+07

Física Aplicada Página 50


Estudo da Conversão do Sistema Eléctrico por Sistema Solar Fotovoltaico para Iluminação
Exterior no Estádio Nacional do Zimpeto 2019
Cálculo da viabilidade económica para sistema fotovoltaico e sistema de luminárias
solares com lâmpada LED de 40 W

i- Somat por VPL-PH Somat por VPL-


Ano c.capital inv por ano ano 40W Inv por ano LS ano LS40W
0 -7,65E+06 -4,80E+06
1 0,17 506.328,00 432.758,97 -7,21E+06 506.328,00 432.758,97 -4,37E+06
2 0,17 506.328,00 369.879,47 -6,84E+06 506.328,00 369.879,47 -4,00E+06
3 0,17 506.328,00 316.136,30 -6,53E+06 506.328,00 316.136,30 -3,69E+06
4 0,17 506.328,00 270.201,96 -6,26E+06 506.328,00 270.201,96 -3,42E+06
5 0,17 644.889,92 294.141,48 -5,96E+06 6.036.980,16 2.753.533,98 -6,62E+05
6 0,17 506.328,00 197.386,19 -5,77E+06 506.328,00 197.386,19 -4,64E+05
7 0,17 506.328,00 168.706,15 -5,60E+06 506.328,00 168.706,15 -2,96E+05
8 0,17 506.328,00 144.193,29 -5,45E+06 506.328,00 144.193,29 -1,51E+05
9 0,17 506.328,00 123.242,13 -5,33E+06 506.328,00 123.242,13 -2,82E+04
10 0,17 2.504.632,96 521.057,29 -4,81E+06 6.036.980,16 1.255.917,56 1,23E+06
11 0,17 506.328,00 90.030,04 -4,72E+06 506.328,00 90.030,04 1,32E+06
12 0,17 6.940.301,05 1.054.746,20 -3,66E+06 506.328,00 76.948,76 1,39E+06
13 0,17 506.328,00 65.768,17 -3,60E+06 506.328,00 65.768,17 1,46E+06
14 0,17 506.328,00 56.212,11 -3,54E+06 506.328,00 56.212,11 1,52E+06
15 0,17 2.209.478,42 209.653,37 -3,33E+06 7.601.568,66 721.298,94 2,24E+06
16 0,17 506.328,00 41.063,71 -3,29E+06 506.328,00 41.063,71 2,28E+06
17 0,17 506.328,00 35.097,19 -3,26E+06 506.328,00 35.097,19 2,31E+06
18 0,17 506.328,00 29.997,59 -3,23E+06 506.328,00 29.997,59 2,34E+06
19 0,17 506.328,00 25.638,97 -3,20E+06 506.328,00 25.638,97 2,37E+06
20 0,17 2.504.632,96 108.399,39 -3,09E+06 7.601.568,66 328.992,49 2,70E+06
21 0,17 506.328,00 18.729,61 -3,07E+06 506.328,00 18.729,61 2,72E+06
22 0,17 506.328,00 16.008,22 -3,06E+06 506.328,00 16.008,22 2,73E+06
23 0,17 506.328,00 13.682,24 -3,04E+06 506.328,00 13.682,24 2,75E+06
24 0,17 506.328,00 11.694,22 -3,03E+06 506.328,00 11.694,22 2,76E+06

Física Aplicada Página 51


Estudo da Conversão do Sistema Eléctrico por Sistema Solar Fotovoltaico para Iluminação
Exterior no Estádio Nacional do Zimpeto 2019
Comparação dos custos de energia para iluminação com Lâmpada de Vapor de Sódio de
150W e Lâmpada LED de 40W.

Ano i- Vapor S-
c.capital CF-40W CF por ano CF-150W CF por ano LEDs-40W 150W
0 1,56E+06 2,14E+05
1 0,17 135.013,50 115.396,15 506.328,00 432.758,97 1,68E+06 6,47E+05
2 0,17 135.013,50 98.629,19 506.328,00 369.879,47 1,78E+06 1,02E+06
3 0,17 135.013,50 84.298,45 506.328,00 316.136,30 1,86E+06 1,33E+06
4 0,17 135.013,50 72.049,96 506.328,00 270.201,96 1,93E+06 1,60E+06
5 0,17 135.013,50 61.581,16 506.328,00 230.941,85 2,00E+06 1,83E+06
6 0,17 135.013,50 52.633,47 506.328,00 197.386,19 2,05E+06 2,03E+06
7 0,17 135.013,50 44.985,87 720.664,00 240.121,91 2,09E+06 2,27E+06
8 0,17 135.013,50 38.449,47 506.328,00 144.193,29 2,13E+06 2,42E+06
9 0,17 135.013,50 32.862,79 506.328,00 123.242,13 2,17E+06 2,54E+06
10 0,17 135.013,50 28.087,86 506.328,00 105.335,15 2,19E+06 2,64E+06
11 0,17 135.013,50 24.006,71 506.328,00 90.030,04 2,22E+06 2,73E+06
12 0,17 135.013,50 20.518,56 506.328,00 76.948,76 2,24E+06 2,81E+06
13 0,17 135.013,50 17.537,23 506.328,00 65.768,17 2,26E+06 2,88E+06
14 0,17 135.013,50 14.989,09 720.664,00 80.007,51 2,27E+06 2,96E+06
15 0,17 1.699.602,00 161.272,12 506.328,00 48.044,54 2,43E+06 3,01E+06
16 0,17 135.013,50 10.949,73 506.328,00 41.063,71 2,44E+06 3,05E+06
17 0,17 135.013,50 9.358,74 506.328,00 35.097,19 2,45E+06 3,08E+06
18 0,17 135.013,50 7.998,93 506.328,00 29.997,59 2,46E+06 3,11E+06
19 0,17 135.013,50 6.836,69 506.328,00 25.638,97 2,47E+06 3,14E+06
20 0,17 135.013,50 5.843,32 506.328,00 21.913,65 2,47E+06 3,16E+06
21 0,17 135.013,50 4.994,29 720.664,00 26.658,13 2,48E+06 3,19E+06
22 0,17 135.013,50 4.268,63 506.328,00 16.008,22 2,48E+06 3,20E+06
23 0,17 135.013,50 3.648,40 506.328,00 13.682,24 2,49E+06 3,22E+06
24 0,17 135.013,50 3.118,29 506.328,00 11.694,22 2,49E+06 3,23E+06

Física Aplicada Página 52


Estudo da Conversão do Sistema Eléctrico por Sistema Solar Fotovoltaico para Iluminação
Exterior no Estádio Nacional do Zimpeto 2019
Tabela do custo Capital

Tipo de Lâmpada Osram LED

Física Aplicada Página 53


Estudo da Conversão do Sistema Eléctrico por Sistema Solar Fotovoltaico para Iluminação
Exterior no Estádio Nacional do Zimpeto 2019
Características

 Modelo Pública
 Potência 40W
 Tipo de lâmpada LED
 Instalação do refletor Montável
 Tipo de refletor Elétrico
 Código IP IP66
 Material de refletor Alumínio
 Frente do refletor Plano
 Forma de refletor Retangular

Descrição
LUMINÁRIA LED PÚBLICA LPS 150W CHIP OSRAM
Potência: 150 watts
Fluxo luminoso: 17.000 lúmens
Eficiência luminosa: 113 lm/w
Corrente: 1,05A
Vida útil: 70.000 horas
Tensão de alimentação 127V / 220V - faixa de 100V a 250V - 50/60Hz

Física Aplicada Página 54

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