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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL - UEMS

PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM EDUCAÇÃO


CIENTÍFICA E MATEMÁTICA
PROJETO DE PESQUISA – MESTRADO PROFISSIONAL.
LUCAS AMORIM ROCHA

O ENSINO DE MATEMÁTICA:
O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM ATRAVÉS DO
USO DE ATIVIDADES LÚDICAS NO CONTEXTO ESCOLAR.

RIO BRILHANTE
2016
INTRODUÇÃO.

Em tempos de mudanças na sociedade em suas inúmeras camadas e


organizações, é clara a percepção da necessidade de transformações no que diz respeito
à área da educação, claro que não se pode mudar tudo de uma vez só devido
principalmente a velocidade em que se concretizam as modificações na área
educacional, mas, contudo alguns aspectos podem ser facilmente identificados no
decorrer do processo e trabalhados com um pouco mais de atenção para que se alcance
melhoras que venham se refletir na qualidade do aprendizado dos nossos alunos que
estão inseridos na educação básica. Contudo, entre as inúmeras disciplinas que são
ministradas aos educandos destaco aqui a Matemática como umas das, se não for a
maior, mas difíceis não apenas de ser entendida mas principalmente de ser transmitida
para uma melhor compreensão de todos.
Partindo desta situação o qual é vivida e vivenciada por inúmeros educadores da
rede de ensino e por educandos no processo de aprendizagem, este projeto levanta o
seguinte problema: “As atividades Lúdicas devem ser, ou não, utilizadas como processo
de ensino e aprendizagem na disciplina de matemática no Ensino Fundamental para
diminuir as dificuldades no processo de ensino e aprendizagem da área de
conhecimento?”.
Com base neste questionamento, este trabalho busca informações através de
autores e obras procurando respostas e orientações que venham nortear se de fato a
utilização de atividades lúdicas no processo de ensino e aprendizagem contribui ou não
para um melhor desenvolvimento da disciplina de matemática para como os alunos no
sistema de ensino, sendo este no Ensino Fundamental, procurando dentro do possível
oferecer estratégias que venham contribuir para o desenvolvimento e aprimoramento do
uso de metodologias que facilitem o ensino de Matemática na rede de ensino para como
os educandos do Ensino Fundamental.

OBJETIVO GERAL.

Visualizar de uma maneira clara e objetiva como as atividades lúdicas podem


ser, ou não, utilizadas no processo de ensino e aprendizagem para um melhor
desenvolvimento da disciplina de matemática na construção do conhecimento.

OBJETIVOS ESPECIFICOS.

 Verificar quais as contribuições que o uso das atividades lúdicas pode fornecer
para que o processo de ensino e aprendizagem na construção do conhecimento
escolar ocorra de uma maneira produtiva e prazerosa para educandos e
educadores.
 Analisar o impacto da utilização de atividades lúdicas como Metodologia de
Ensino no processo de ensino e aprendizagem da disciplina de matemática na
rede pública de ensino.
 Fornecer estratégias que venham contribuir para a aplicação de jogos como
atividades lúdicas no processo de ensino e aprendizagem de matemática no
Ensino Fundamental como uma ferramenta facilitadora no processo de
construção do conhecimento.
REVISÃO BIBLIOGRAFICA.

Diante das várias situações desafiadoras existentes no decorrer do processo de


ensino e aprendizagem dos educandos, não apenas por parte destes, mas principalmente
por parte dos educadores na rede de ensino de educação básica, o presente projeto
apresenta aqui a proposta de estar explanando dentre as inúmeras problemáticas a do
processo de ensino e aprendizagem envolvendo a ludicidade como instrumento
facilitador para que o mesmo se concretize na construção do conhecimento.
Não existe ensino sem aprendizagem, contudo no de correr deste processo é
preciso o professor e o aluno reconhecer um ao outro em todas as suas complexidades
principalmente em suas esferas biológicas, sociais, culturais, afetivas, lingüísticas entre
outras promovendo assim o conteúdo curricular sendo estes os conteúdos formais com
os conteúdos únicos que nada mais é que as vivências, história, individualidades tanto
do professor quanto do aluno, neste sentido, acredita-se que o ato de ensinar vai muito
além de transferir conhecimento, o professor deve apresentar a seus alunos a
possibilidade para a construção e a produção de seu próprio saber afirmando assim que
ensinar não é apenas transferir conhecimento, mas sim criar possibilidades para a sua
produção ou a sua construção(FREIRE, 1996).
O resultado final do processo ensino-aprendizagem é o conhecimento e diante
disto concebe-se que o conhecimento é uma construção social onde o mesmo está
inserido em meio às inúmeras transformações que ocorrem no meio da sociedade,
sociedade esta que está em constante transformação.
Diante das várias transformações que ocorrem na sociedade, de acordo com
Fernández (1998) as reflexões sobre o estado atual do processo ensino-aprendizagem
nos permitem identificar um movimento de idéias de diferentes correntes teóricas sobre
a profundidade do binômio ensino e aprendizagem. De acordo com o autor se
analisarmos a situação atual da prática educativa em nossas escolas identificaremos
problemas como: a grande ênfase dada a memorização, pouca preocupação com o
desenvolvimento de habilidades para reflexão crítica e autocrítica dos conhecimentos
que aprende; as ações ainda são centradas nos professores que determinam o quê e
como deve ser aprendido e a separação entre educação e instrução, a solução para tais
problemas está no aprofundamento de como os educandos aprendem e como o processo
de ensinar pode conduzir à aprendizagem.
Com as transformações ocorrendo em ritmo acelerado no sistema social a
educação acaba se vendo em uma situação de atualizar-se no que diz respeito à maneira
de como acompanhar estas transformações sendo desta maneira inevitável o surgimento
das dificuldades no Processo de Ensino-Aprendizagem principalmente na área de
matemática. Dificuldades no processo ensino-aprendizagem de matemática existem e
conforme relatadas na literatura devem ser sempre questionadas e analisadas
objetivando sempre a otimização no processo (RESENSE e MESQUITA, 2012).
Quanto ao processo de ensino e de aprendizagem de matemática, Bicudo e
Garnica (2001), afirmam que o processo ensino-aprendizagem envolve vários
elementos: práticas, conceitos, abordagens e tendências e exigem um tratamento teórico
que lhe serve de base. Assim, o ensino da matemática não se pode fundamentar apenas
nas teorias; há que criar novas práticas no decorrer do tempo e evoluir objetivamente na
direção do conhecimento construtivo.
A aquisição de um melhor desempenho da aprendizagem pode ser obtida por
meio da ludicidade e entre os inúmeros benefícios que uma educação lúdica pode
apresentar, pode-se enfatizar entre as principais: a melhoria da capacidade cognitiva da
criança, a potencialização da sua capacidade psicomotora, bem como, da sua capacidade
de se relacionar com seus grupos de iguais. Segundo Almeida (1994) a educação lúdica,
na sua essência, além de contribuir e influenciar na formação da criança e do
adolescente, possibilitando um crescimento sadio, um enriquecimento permanente,
integra-se ao mais alto espírito de uma prática democrática enquanto investe em uma
produção séria do conhecimento. A sua prática exige a participação franca, criativa,
livre, crítica, promovendo a interação social e tendo em vista o forte compromisso de
transformação e modificação do meio.
Borges e Neves descrevem que a utilização de atividades lúdicas nas escolas,
pode sim contribuir para uma melhoria nos resultados obtidos pelos alunos. Claro, que
atividades de cunho lúdico não abarcariam toda a complexidade que envolve o processo
educativo, mas poderiam auxiliar na busca de melhores resultados por parte dos
educadores interessados em promover mudanças. Estas atividades seriam mediadoras de
avanços e contribuiriam para tornar a sala de aula um ambiente alegre e favorável. O
Lúdico apresenta valores específicos para todas as fases da vida humana, assim, na
idade infantil e na adolescência a finalidade é essencialmente pedagógica. A criança e
mesmo o jovem opõe uma resistência à escola e ao ensino, porque acima de tudo ela
não é lúdica, não é prazerosa.
Dentre a grande quantidade de disciplinas que compõem o currículo escolar de
nossos alunos hoje a matemática se apresenta como uma matéria a ser trabalhada de
uma maneira ainda mais especial devido à grande demanda de alunos que se tornam
resistentes diante da complexidade de seus estudos e principalmente das metodologias
que são utilizadas para o ensino da mesma, surgindo assim de uma maneira facilitadora
para que este processo ocorra da melhor maneira possível o uso da ludicidade como
instrumento não apenas facilitador, mas mediador para que o processo de ensino
aprendizagem se concretize no decorrer da jornada educacional de nos alunos em
especial no Ensino Fundamental.
Na visão de Smole, Diniz e Milani (2007) a utilização de jogos na escola não é
algo novo, assim como é bastante conhecido o seu potencial para o ensino e a
aprendizagem em muitas áreas do conhecimento e em se tratando de aulas de
matemática, o uso de jogos implica uma mudança significativa nos processos de ensino
e aprendizagem que permite alterar o modelo tradicional de ensino, que muitas vezes
tem no livro e em exercícios padronizados seu principal recurso didático. Segundo os
autores, o trabalho com jogos nas aulas de matemática, quando bem planejados e
orientados, auxiliam no desenvolvimento de habilidades como observação, análise,
levantamento de hipóteses, buscas de suposições, reflexão, tomada de decisão,
argumentação e organização, as quais estão estreitamente relacionadas ao assim
chamado raciocínio lógico.
Não podemos deixar de evidenciar que hoje a matemática está presente em todos
os momentos de nossas vidas, principalmente em forma de problemas do dia a dia que
surgem para serem solucionados, ai está à importância que saibamos solucionar estes
mesmos para obtermos êxito naquilo que projetamos ou fazemos, contudo muitas vezes
nossos alunos acabam não percebendo a presença de fato da matemática em seus
contextos diários, muitas vezes por não se interessarem pela disciplina ou muitas vezes
por não quererem relacioná-las com a mesma devido a experiências não tão prazerosas
com disciplina. Estando dentro do ambiente escolar é visível identificar que esta falta de
interesse e estimulo pela disciplina de matemática se faz ainda mais intensa a partir do
momento que os educandos ingressam na fase final do Ensino Fundamental, e fica claro
evidenciar que muitas vezes esta falta de interesse se torna ainda maior por muitas das
vezes aquilo que é transmitido não ser interessante ou que ao menos faça parte de uma
parte da realidade dos mesmos.
Smole, Diniz e Milani (2007) afirmam que, todo jogo por natureza desafia,
encanta, traz movimento, barulho e certa alegria para o espaço no qual normalmente
entram apenas o livro, o caderno e o lápis. Essa dimensão não pode ser perdida por que
apenas os jogos envolvem conceitos de matemática, mas ao contrário, ela é
determinante para que os alunos sintam-se chamados a participar das atividades com
interesse.
É claro que ao falarmos de lúdico não podemos nos reter apenas como a forma
de desenvolvimento através dos jogos, mas também pela música, dança, teatro, filmes e
etc., mas contudo destaco que o presente trabalho explorará com maior intensidade o
trabalho através do lúdico como uma maneira de diminuir as dificuldades de ensino e
aprendizagem na matemática através da utilização de jogos como metodologia de
ensino para a construção do conhecimento na disciplina de matemática no Ensino
Fundamental, tendo a possibilidade de expor alguns pontos que venham contribuir com
o estudo através das outras atividades lúdicas supracitadas neste parágrafo.
Perelman é um dos grandes precursores do uso do jogo no ensino de matemática,
usando-o como possibilidade de explorar um determinado conceito e colocando-o para
o aluno deforma lúdica. Os quebra-cabeças, os quadrados mágicos, os problemas-
desafios, dentre outros, podem ser enquadrados nessas características de jogo como a
forma lúdica de lidar com o conceito (CABRAL, 2006).
Diante da vasta quantidade de informações até aqui levantadas sobre a temática
que será abordada neste projeto e através das inúmeras informações que ainda serão
estudadas para o desenvolvimento do mesmo espero alcançar as expectativas
contribuindo com a maior quantidade de informações possíveis que venham esclarecer
um pouco mais as contribuições que o uso das atividades lúdicas disponibiliza para que
o processo de ensino e aprendizagem na disciplina de matemática ocorra de forma
prazerosa e satisfatória para educados e educadores que estão inseridos na rede de
ensino, mais precisamente no Ensino Fundamental.

METODOLOGIA.

O presente projeto utilizará entre os passos para o desenvolvimento do mesmo a


pesquisa qualitativa que conforme apontam Ludke e André (1986), para se realizar uma
pesquisa qualitativa é preciso promover o confronto entre os dados, as evidências, as
informações coletadas sobre determinado assunto e o conhecimento teórico acumulado
a respeito dele. Em geral isso se faz a partir do estudo de um problema que ao mesmo
tempo desperta o interesse do pesquisador e limita a sua atividade de pesquisa a uma
determinada porção do saber, a qual se compromete a construir naquele momento.
Da mesma maneira a pesquisa será do tipo descritiva, que segundo Trivinõs
(2006), na pesquisa descritiva não há interferência do investigador, que apenas procura
perceber com o necessário cuidado, a freqüência com que o fenômeno acontece para
descrever com exatidão os objetivos traçados referente ao tema. Por meio da pesquisa
qualitativa, do tipo descritiva, pretende-se estabelecer uma relação dinâmica entre o
mundo real e o objeto a ser pesquisado, utilizando do ambiente natural como fonte
direta para a coleta de dados.
Por fim a pesquisa será bibliográfica, pois a mesma é uma etapa fundamental em
todo trabalho científico influenciando todas as etapas de uma pesquisa, na medida em
que fornecer o embasamento teórico em que se baseará o trabalho consistindo no
levantamento, seleção, fichamento e arquivamento de informações relacionadas à
pesquisa (AMARAL, 2007).
Contudo, será um trabalho teórico e de pesquisa de campo, baseado na pesquisa
bibliográfica com analise de textos e aplicação de questionários, onde o próprio
envolvido poderá dar sua opinião, ao mesmo tempo será de uma metodologia totalmente
quantitativa, onde o objetivo será alcançado através de pesquisas bibliográficas,
levantamento documental e observações realizadas diante o resultado dos questionários
que serão aplicados, sendo que sua aplicabilidade resultará em um acesso maior a
informações relativas ao tema pesquisado, bem como, os tópicos que serão abordados.

CRONOGRAMA.

ANO/MÊS 2017 2018


J F MA MJ J A S ON D J F MA MJ J A S ON D
ATIVIDADES
Pesquisa bibliográfica XX X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X
Coleta de dados - X X X X X X X X X
Pesquisa documental
Observações em sala de X X X X X X
aula
Coleta de dados - X X X X
Entrevista semi-
estruturada.
Análise e interpretação X X X X X
dos dados
Elaboração da redação X X X X X
provisória
Discussão e X X X X
reformulação da redação
Qualificação X X
Redação definitiva X X X X X

O cronograma aqui apresentado é uma sugestão, sendo que o mesmo pode sofrer
alterações por necessidades da parte da Instituição e dos Orientadores que estarão
acompanhando este projeto de pesquisa.

REFERÊNCIAS.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. 25.


ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
FERNÁNDEZ. Fátima Addine. Didática y optimización del processo de
enseñanzaaprendizaje. IN: Instituto Pedagógico Latinoamericano y Caribeño – La
Havana – Cuba, 1998. Disponível em: <http://www2.unifap.br/midias/files/2012/04/O-
Processo-Ensino-Aprendizagem.pdf>. Acessado em: 10 jul. 2016.
RESENDE, Giovani.; MESQUITA, Maria da Glória B. F. Principais dificuldades
percebidas no processo ensino-aprendizagem de matemática. Minas Gerais. 2012.
Disponível em: <https://www.google.com.br/url?
sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&ved=0ahUKEwiH55ryh_bNAhWEjJAK
Ha4PBnQQFggeMAA&url=http%3A%2F%2Frevistas.pucsp.br%2Findex.php%2Femp
%2Farticle%2Fdownload
%2F9841%2Fpdf&usg=AFQjCNGGpjhQMOhObRfcFVM_bvDBFTbBLw&cad=rja>.
Acessado em: 11 jul. 2016.
BICUDO, M. A. V.; GARNICA, A. V. M. Filosofia da educação matemática. 4. Ed.
Belo Horizonte: Autêntica, 2001.
ALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação Lúdica: Técnicas e jogos pedagógicos. 11. Ed.
São Paulo: Edições Loyola, 2003: Virtual Books. Disponível em:
<https://books.google.com.br/books?id=-fzErzs9UkwC&printsec=frontcover&hl=pt-
br&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=false>. Acessado em: 11 jul.
2016.
BORGES, C. J.; NEVES, L. O. R. O lúdico nas interfaces das relações educativas.
Disponível em:
<http://www.def.unir.br/downloads/2847_texto_6.1___o_ludico_nas_interfaces_das_rel
acoes_educativas.pdf>. Acessado em: 12 jul. 2016.
SMOLE, K. S.; DINIZ, M. I.; MILANI, Estela. Cadernos do Mathema: Jogos de
matemática de 6º ao 9º ano. Porto Alegre: Artmed, 2007: Virtual Books. Disponível em:
<https://books.google.com.br/books?id=OcD0WbE4ok8C&pg=PA9&hl=pt-
PT&source=gbs_toc_r&cad=3#v=onepage&q&f=false>. Acessado em: 13 jul. 2016.
CABRAL, Marcos Aurélio. A utilização de jogos no ensino de matemática.
Monografia (Curso de Matemática – Habilitação em Licenciatura) – Universidade
Federal de Santa Catarina, Santa Catarina. Disponível em:
<http://www.pucrs.br/famat/viali/tic_literatura/jogos/Marcos_Aurelio_Cabral.pdf>.
Acessado em: 13 jul. 2016.
LUDKE, M. e ANDRÉ, M. E. D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas.
São Paulo: EPU, 1986.
TRIVIÑOS, A.N. Introdução á Pesquisa em Ciências Sociais - A Pesquisa
Qualitativa em Educação. 4. Ed. São Paulo: Atlas, 2006.

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