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Kade Josephson

PORT - 322

Cristina Cowley

18 de Novembro de 2019

Religião mundial

Seria os Estados Unidos um país cego? O país parece ter uma cegueira no que diz

respeito ao ensino abrangente da história da religião nas escolas públicas. Os Estados Unidos é

um dos países mais diversificados do ponto de vista religioso na terra e, ainda assim , ficamos

perigosamente ignorante sobre religião. Um estudo realizado pelo Pew Research Center, em

2010, pergunta a mais de 3,000 americanos algumas perguntas simples sobre as religiões do

mundo. O estudo destaca a ignorância dos cidadãos dos Estados Unidos no que diz respeito a

Religião: “Most respondents could answer only half of them correctly. A 2005 study conducted

for the Bible Literacy Project tested teenagers’ ability to name the five world religions of

Judaism, Christianity, Islam, Hinduism, and Buddhism. Only 10 percent could name all five and

15 percent could not name any of them (Laycock). Este tipo de ignorância começa na sala de

aula e cria um ambiente hostil de mal-entendido que conduz à violência. Existe uma

determinação definida na Primeira Emenda, que diz que os americanos não deveriam ultrapassar

a linha que separa a Igreja do Estado. Alegando que o ensino de religião na escola pode ser

contraditório aos ensinamentos na casa. Os motivos pelos quais a religião deveria ser ensinada na

escola seriam o fato de que os estudantes teriam mais ferramentas para entender melhor os

complexos papéis desempenhados pela sociedade, vão ser mais preparados pelo mercado global,

e a aprendizagem de outras religiões vai atenuar prejuízo e ódio.


Portanto, parece ser na escola o lugar adequado para os estudantes adquirirem as

habilidades necessárias para combater a falta de conhecimento sobre as diferentes religiões

existentes. No entanto, muitos professores receiam que se ensinarem religião na escola vão

ultrapassar essa fronteira, quebrando assim a lei que estabelece a “ordem”. Ao contrário do que

muitos pensam, não existe nenhuma lei que proíba a discussão da religião nas escolas públicas.

A palavra chave é “discussão”. Os professores deveriam aprender como conduzir uma discussão

de religião sem pregar uma doutrina. Há uma diferença nítida entre o esclarecimento de um

assunto e a imposição de uma crença. Embora este tópico possa ser desconfortável para algumas

pessoas, negligenciar o ensino de religião na escola pode privar muitos alunos da oportunidade

de ver o mundo sob uma perspectiva nova.

Pode-se dizer que os pais são os mais afetados com a ideia do ensino religioso e grande

parte desse “desconforto” que eles sentem são referentes a falta de informação sobre os

ensinamentos adequados do ponto de vista da história da religião. E, com isso, acreditam que

pode haver uma contradição nos ensinamentos e desencorajam filhos a compreender melhor as

religiões “But the purpose of religious literacy is not to give the students the option of finding

greater spiritual satisfaction outside the religious tradition of their parents. Rather it is to

empower them with knowledge about the world in which they live” (Laycock). Muitos pais

querem que seus valores e credos sejam transmitidos aos seus filhos e prefeririam que seus filhos

não aprendessem sobre uma diferente religião e, com essa oposição o ensino religioso acaba

sendo limitado e, talvez, os filhos estejam em desvantagem.

Thomas Clark, quem serviu como o procurador geral pelo Estados Unidos, observou, “It

might well be said that one’s education is not complete without a study of comparative religion
or the history of religion and its advancement of civilization” (Stone v. Graham, 1980; Edwards

v. Aquillard, 1987). As tradições das religiões do mundo estão entrelaçadas na história humana e

na cultura. Os estudantes que não tem conhecimento sobre as tradições das religiões do mundo

não estão suficientemente preparados para competir no mercado global, porque não vão conhecer

as tradições e os valores de seus associados e clientes a entender referências literárias e culturais.

Com melhor entendimento das tradições das religiões do mundo, os estudantes têm mais

capacidade para entender a literatura, história, arte, e o atual cenário político.

A deficiência do nosso sistema escolar é que em nossas aulas de história mundial

ensinamos várias religiões principais em três ou cinco páginas usando gráficos e fatos como

número de seguidores, localização geográfica, fundador, escritura, prática ritual, e crenças.

superficialmente, essa maneira de ensinar parece efetiva mas “Teaching about religion through

the isolated lens of rituals, beliefs, and practices is problematic” (Moore). Quando ensinamos

religião por meio de números, começamos a generalizar as religiões e pensamos que religiões

são uniformes. Vemos na televisão prédios em ruína com homens mascarados entoando e

mostrando bandeiras pretas com escritura árabe e pensamos que todos os muçulmanos são

terroristas que querem destruir a cultura ocidental. Quando na realidade religiões são

diversificada internamente. Temos que evitar o erro de dizer que “todos os muçulmanos são

violentos” ou que “todos os cristãos se opõem o casamento entre pessoas do mesmo sexo”.

Essas declarações generalizam as religiões e escondem a diversidade dinâmica de crenças

religiosas.

Entendendo bem as várias religiões do mundo é importante hoje em dia porque

influenciam a boa parte de nossos assuntos mundiais. O John Kerry, ex-senador dos Estados
Unidos, entendeu bem da importância da aprendizagem de religiões mundiais quando disse, “If I

headed back to college today, I would major in comparative religions rather than political

science. That is because religious actors and institutions are playing an influential role in every

region of the world and on nearly every issue central to U.S. foreign policy” (Kerry). Grupos

religiosos têm tomado de consciência e têm dado soluções por várias temas globais, das medidas

Globais para combater alterações climáticas às questões diversas tal como como impulsiona o

crescimento econômico. O ponto é que crenças religiosas influenciam os pontos de vista da

população e os influenciadores em toda parte do mundo.

Talvez a razão maior que religião mundial deve ser ensinada nas escolas públicas é

porque com conhecimento podemos combater a ignorância que atenua prejuízo e ódio. Quanto

mais aprendemos de um ao outro mas percebemos que estamos unidos pela regra de ouro. Em

suas viagens, John Kerry observou, “Amid the diversity of the world’s religions, there are

common denominators; many are tied together by the Golden Rule. They share fundamental

concerns about the human condition, poverty, human relationships and our responsibilities to

each other” (Kerry). Comparando e contrastando religiões oferece oportunidades enormes para

ver diferenças e semelhanças. As semelhanças que vemos vão criar um unidade entre a

humanidade e podemos criar um mundo onde todos nós temos a meta de terminar o sofrimento

humano.

Integrando o ensinamento de religião em nossa sistema escolar pode ser desafiador mas

vale a pena. Em um mundo com tanta confusão, nossa sistema escolar tem que ver o impacto

que religião mundial tem nesse mundo e ensinar os estudantes numa forma melhor para que eles

possam desenvolver as ferramentas para combater a ignorância e o ódio desse mundo.


Bibliografia

Laycock, Joseph. “Should World Religion Be Taught in Schools?” Caring Magazine, 26 Apr.

2019, https://caringmagazine.org/should-world-religion-be-taught-in-schools/.

“John Kerry: 'We Ignore the Global Impact of Religion at Our Peril'.” America Magazine, 11

Sept. 2015, https://www.americamagazine.org/issue/religion-and-diplomacy.

McLinn, Kathy. “7 Reasons Why Religion Must Be Taught in School.” Edutopia, George Lucas

Educational Foundation, 30 Nov. 2014,

https://www.edutopia.org/discussion/7-reasons-why-religion-must-be-taught-school.

Moore, Diane L. “Public School Students Need to Study Religion.” Education Week, 20 Feb.

2019,

https://www.edweek.org/ew/articles/2018/10/10/public-school-students-need-to-study-rel

igion.html.

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