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Departamento de Engenharia Electrotécnica

ENGENHARIA BIOMÉDICA

INTRODUÇÃO
AOS SISTEMAS
ELECTROMAGNÉTICOS
TRABALHO LABORATORIAL Nº3

PROF. FERNANDO J. T. E. FERREIRA

TRABALHO REALIZADO POR:

- CLÁUDIA TONELO Nº21180823

- INÊS LOPES Nº21180824

16 de Novembro de 2009
INTRODUÇÃO
O principal objectivo desta actividade laboratorial era verificar a componente magnética da
Força de Lorentz. Mas o que é a Força de Lorentz?

FORÇA DE LORENTZ

Quando uma partícula electricamente carregada se move segundo um campo


electromagnético, age nela uma força chamada força de Lorentz. A força de Lorentz é dada
como:


Onde
F é a força exercida pelo campo electromagnético na(s) carga(s)
E é o Campo eléctrico
B é o Campo magnético
q é a carga eléctrica
v é a velocidade da carga

No entanto, a equação da força magnética pode ser reformulada de forma a relacioná-la com a
corrente. Assim teremos:

𝑭𝒎𝒂𝒈𝒏 = 𝒍 ∙ 𝑰 ∙ 𝑩 ,onde 𝑙 é o comprimento do fio e 𝐼 a corrente


A partir desta relação podemos tirar conclusões acerca das orientações da força magnética
obtidas nesta actividade.

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AS regras da mão direita e do saca-rolhas foram extremamente úteis para a realização desta
actividade laboratorial, uma vez que foi através delas que se pode concluir acerca da
orientação do campo e fluxo magnéticos, força magnética e da corrente.

Como se aplicam:

REGRA DA MÃO DIREITA

Imagina-se o polegar da mão direita esticado e a apontar no sentido da corrente, e os


restantes quatro dedos esticados no sentido do campo. Assim, teremos uma força que irá sair
da palma da mão, como está exemplificado na Figura1.

Figura 1 - Regra da mão direita. Onde B – campo magnético; I – corrente; e F - força

REGRA DO SACA-ROLHAS, OU DE MAXWELL

Pode ser aplicada de duas maneiras:

1a) Se o condutor é rectilíneo, imagina-se o saca-rolhas a avançar no sentido da


corrente e com a ponta do cabo num ponto A; o sentido de rotação do cabo será o
sentido do campo nesse ponto (Figura2-a).

2a) Se o condutor for curvilíneo, por exemplo circular, imagina-se o saca-rolhas a girar
no sentido da corrente; então ele avançará no sentido do campo (Figura2-b).

Figura 2 - Regra do saca-rolhas ou de Maxwell

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PARTE 1

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TABELA1

CORRENTE NO CORRENTE NO EXISTÊNCIA E SENTIDO


CASOS TRANSFORMADOR – CONDUTOR MÓVEL – DA FORÇA NO
I1 (A) I2 (A) CONDUTOR MÓVEL
FORÇA NO SENTIDO
1 +1 +1 OPOSTO AO
TRANSFORMADOR
FORÇA NO SENTIDO
2 -1 -1 OPOSTO AO
TRANSFORMADOR
FORÇA NO SENTIDO
3 +1 -1
DO TRANSFORMADOR
FORÇA NO SENTIDO
4 -1 +1
DO TRANSFORMADOR
5 0 +1 NÃO HÁ FORÇA
6 +1 0 NÃO HÁ FORÇA

NOTA: Nas figuras que se seguem estão representados esquemas para cada um dos casos. Em
cada caso, na parte superior direita, estará referido a orientação da corrente ( (+) ou (-) ) e a
ddp (diferença de potencial → (+ -) ou (- +) ) mais abaixo. A cor identifica o local onde foram
impostas as respectivas condições, tal como é exemplificado na Figura3.

Figura 3 - Esquema geral do transformador utilizado

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Caso1

Figura 4 – Onde B – campo magnético; Fm – força magnética; I – corrente; e Φ – fluxo magnético

Força magnética sentida no sentido contrário ao transformador. O motivo é facilmente


observado na Figura4 – observe o sentido do campo magnético e da corrente.

Caso2

Figura 5 – Onde B – campo magnético; Fm – força magnética; I – corrente; e Φ – fluxo magnético

Força magnética sentida no sentido contrário ao transformador, à semelhança do caso 1. As


duas ddp são invertidas provocando inversão do campo e da corrente fazendo com que a
orientação da força magnética não se altere, relativamente ao caso 1 – ver Figura5.

Caso1 e Caso2: a força obriga o corpo a cair.

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Caso3

Figura 6 – Onde B – campo magnético; Fm – força magnética; I – corrente; e Φ – fluxo magnético

Como se pode observar na Figura6, irá se fazer sentir uma força magnética no sentido do
transformador. O sentido dessa força pode ser facilmente provado pela regra da mão direita;
devido à direcção do campo magnético e da corrente no condutor (Figura1).

Caso4

Figura 7 – Onde B – campo magnético; Fm – força magnética; I – corrente; e Φ – fluxo magnético

O sentido da força que se faz sentir no condutor é igual à do caso anterior. Este facto explica-
se pela direcção do campo magnético e corrente que se invertem devido à mudança da ddp
imposta, mantendo a orientação da força (Figura7).

Caso3 e Caso4: a força obriga o corpo a manter-se junto ao transformador.

Caso5

Não havendo corrente a fluir na bobine do transformador, não se gerará fluxo magnético e,
como consequência, campo magnético na zona onde se encontra o condutor móvel. Logo,
independente da corrente passar pelo condutor, nele não se sentirá uma força magnética
devido à ausência do campo.

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Caso6

Semelhante ao caso 5 a nível de fenómenos. Nesta situação o campo magnético surge na zona
do condutor. No entanto, nele não fluirá corrente, fazendo com que não haja efeito de uma
força magnética.

Caso 5 e Caso 6: o condutor cai devido à inclinação do suporte metálico, mas não devido ao
efeito de uma força.

SENSOR DE CAMPO MAGNÉTICO PARA CORRENTE CONTÍNUA


Na presença de corrente continua teremos um fluxo magnético constante. Logo, o seu sentido
e direcção mantém-se ao longo do tempo, sendo, por isso, observável a polaridade no
transformador através do sensor.

ESQUEMA1
SENSOR TRANSFORMADOR

S N

N S
Esquema 1 - Esquerda: Posição do sensor de campo magnético junto à parte frontal do transformador; Direita:
Polaridade do transformador

Note-se que o que se observa no sensor é o inverso da polaridade do transformador; uma vez
que as partículas positivas do sensor (a vermelho) são atraídas pelo pólo norte (negativo) do
transformador e as partículas negativas (a azul) pelo pólo sul (positivo). Portanto, nesta
situação teremos o pólo negativo na parte superior e o pólo positivo na parte inferior.

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PARTE 2

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SENSOR DE CAMPO MAGNÉTICO PARA CORRENTE ALTERNADA
Como em corrente alternada há variação desta ao longo do tempo sinusoidalmente, temos
então um fluxo magnético que também irá variar; sendo que quando este alterna os seus
valores positivos para negativos e negativos para positivos teremos variações de campo
magnético, obrigando a constantes repolarizações. Por isso, quando se coloca o sensor de
campo magnético próximo da zona central do transformador, este executa um movimento
giratório de frequência 50Hz (frequência imposta pelo gerador de CA) - (Esquema2).

ESQUEMA2

i(t)
Pólo Superior

t
Sensor
Pólo Inferior

Esquema 2 – Representação das repolarizações dos pólos do transformador relativamente à variação da corrente
em função do tempo. A vermelho encontra-se representado o movimento giratório do sensor magnético segundo
as repolarizações no transformador.