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CONCEITOS DE MOAGEM E DIFUSÃO

MANUEL HORTA NUNES


26/09/2013 1
manuel@saccharummill.com.br
Controle do processo - Parâmetros

• Alimentação de cana
– Automação do processo de descarga e
alimentação de cana
– Velocidade das mesas alimentadoras [m/min]
• Rotação do motor
• Redução total do acionamento
• Passo e nº de dentes da roda dentada
– Nível de cana na esteira metálica principal [m]
– Vazão de cana em correias transportadoras[t/h]

26/09/2013 2
Capacidade de transportadores

b  h  d  V  60
Q=
1000

• Q - Capacidade do transportador [ton/h]


• b - Largura da esteira [m]
• h - Altura média da cana sobre a esteira [m]
• d - Peso específico da cana sobre a esteira [kgf/m3]
• V – Velocidade da esteira [m/min]
• Vmáx= 1,5 x Vregime (controle)

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Acionamento de esteiras metálicas
ALIMENTAÇÃO DE CANA PICADA - ESTEIRA 84"

LARG. EST. DENS. CANA ALT. CANA CAPAC. VELOC.


CONDIÇÃO
b [m] d [kg/m3] h [m] Q [t/h] V [m/min]

OPERAÇÃO 2,11 395 1,2 1.000 16,7


1
MÁXIMA 2,11 395 1,2 1.500 25,0

OPERAÇÃO 2,11 395 1,5 1.000 13,3


2
MÁXIMA 2,11 395 1,5 1.500 20,0

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Acionamento de esteiras metálicas
REDUTOR 1:137,16 - ENGRENAGEM 13 Z p=8" - MOTOR 6 POLOS 175 cv - 1.000 TCH

100

90

80

70

60 6 pólos 175 CV
Torque (kgf.m)

hc = 1,5 m
50 hc = 1,4 m
hc = 1,3 m
40 hc = 1,2 m

30

20

10

0
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34
Velocidade da esteira (m/min)
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Acionamento de esteiras metálicas
REDUTOR 1:137,16 - ENGRENAGEM 13 Z p=8" - MOTOR 6 POLOS 175 cv - 1.000 TCH

100

90

80

70

60 6 pólos 175
Torque (kgf.m)

CV
hc = 1,5 m
50
hc = 1,4 m

40 hc = 1,3 m

30

20

10

0
0 15 30 45 60 75 90
Frequencia do motor (Hz)

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Acionamento de esteiras metálicas
REDUTOR 1:137,16 - ENGRENAGEM 13 Z p=8" - MOTOR 6 POLOS 175 cv - 1.000 TCH

100

90

80

70

60
Torque (kgf.m)

6 pólos 175 CV
hc = 1,5 m
50 hc = 1,4 m
hc = 1,3 m
40 hc = 1,2 m

30

20

10

0
0 300 600 900 1200 1500 1800
Rotação do motor (rpm)

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PARÂMETROS – SISTEMA SUPERVISÓRIO
EQUIPAMENTOS INDICAÇÃO ATUAL ACRESCENTAR
MESAS ALIMENTADORAS ROTAÇÃO [rpm] VELOCIDADE [m/min]
ROTAÇÃO [rpm] VELOCIDADE [m/min]
ESTEIRAS METÁLICAS DE CANA
ALTURA [%] ALTURA [m] (1)
JOGOS DE FACA E DESFIBRADORES ROTAÇÃO [rpm] VELOCIDADE PERIFÉRICA [m/s]
ROTAÇÃO [rpm] VELOCIDADE [m/min]
CORREIAS TRANSPORTADORAS DE CANA
VAZÃO EM MASSA [t/h] (2)
CHUTE DONNELLY ALTURA [%] ALTURA [m]
ROTAÇÃO DA TURBINA [rpm] ROTAÇÃO DOS ROLOS [rpm]
VELOC. PERIFÉRICA DOS ROLOS [m/s]
RELAÇÕES DE VELOC. ENTRE ROLOS
2
TERNOS DE MOENDA PRESSÃO HIDRÁULICA [psi] P.H.E. [t/dm ]
OSCILAÇÃO [mm]
CORRENTE NO MOTOR [A] (3) TORQUE NOS ROLOS [N.m] (5)
PRESSÃO DO ÓLEO [psi] (4) POTÊNCIA NOS ROLOS [cv] (5)
(1) - SENSOR ULTRASSÔNICO
(2) - BALANÇA INTEGRADORA - ROLETES DE CARGA
(3) - MOENDAS COM ACIONAMENTO POR MOTOR ELÉTRICO
(4) - MOENDAS COM ACIONAMENTO POR MOTOR HIDRÁULICO
(5) - CALCULADOS A PARTIR DE DADOS DE INVERSORES DE FREQUENCIA OU DE CONTROLADORES DOS MOTORES HIDRÁULICOS

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Velocidade em mesas alimentadoras

nm
V  Zp n n
i

V: Velocidade de operação da mesa [m/min]


Z: Nº de dentes da engrenagem de corrente da mesa
p: passo da engrenagem de corrente [m]
n: Rotação da mesa [rpm]
nm: Rotação do motor elétrico [rpm]
i: Relação de transmissão total do acionamento

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Velocidade em esteiras metálicas

nm
V  Zp n n
i

V: Velocidade de operação da esteira [m/min]


Z: Nº de dentes da engrenagem de corrente da esteira
p: passo da engrenagem de corrente [m]
n: Rotação da esteira [rpm]
nm: Rotação do motor elétrico [rpm]
i: Relação de transmissão total do acionamento

26/09/2013 10
Velocidade em correias transportadoras

nm
V  π D n n
i

V: Velocidade de operação da correia [m/min]


D: Diâmetro externo do tambor revestido [m]
n: Rotação da esteira [rpm]
nm: Rotação do motor elétrico [rpm]
i: Relação de transmissão total do acionamento

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Velocidade Periférica em Facas e Desfibradores

π Dn nm
V n
60 i

V: Velocidade periférica de facas ou martelos [m/s]


D: Diâmetro periférico das facas ou martelos [m]
n: Rotação do jogo de facas ou desfibrador [rpm]
nm: Rotação do motor elétrico [rpm]
i: Relação de transmissão total do acionamento

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Velocidade Periférica em Rolos de Moenda

nm
V  π  D  n D  Dext  hfriso n
i

V: Velocidade periférica de facas ou martelos [m/min]


D: Diâmetro médio do rolo [m]
Dext : Diâmetro externo do rolo [m]
hfriso : Altura do friso do rolo
n: Rotação do rolo [rpm]
nm: Rotação do motor elétrico ou turbina [rpm]
i: Relação de transmissão total do acionamento

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Acionamentos individuais por terno

26/09/2013 14
Acionamentos individuais por eixo

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Acionamento individual por eixo
• Eliminação dos rodetes
– Esforços dos rodetes causam oscilação mais elevada do lado do acionamento;
– Necessário utilizar pressão hidráulica de 20 a 30% mais elevadas desse lado;
– Diminuição dos custos de manutenção;
– Maiores recursos para a regulagem das moendas, por não ficar limitado às faixas de
operação dos rodetes;
• Aumentam as opções de regulagem da moenda;
– Controle sobre a velocidade periférica de cada rolo;
– Velocidades periféricas diferentes → liberdade na utilização de camisas com diâmetros
diferentes em qualquer posição;
• Novas opções, ainda pouco exploradas, para controle de operação das moendas,
como por exemplo:
– Nível nas calhas Donnelly x RPM do rolo de pressão (atuando no fator “Vp/Vsu”)
– Torque e/ou oscilação nos eixos de moenda atuando nos fatores “Vsa/Vsu” e “Ve/Vsu”

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Acionamento individual por terno
Fator é consequência 9,5  TCH  Fc
S
Vp/Vsu = 1,17  Vs u  Vs a 
   L  Fb
 2 
7,00 rpm π  Φm  n
8,87 rpm P 22,4 m/min V 
26,2 m/min Vsu 1000
PRESSÃO SUPERIOR
Vsu m 1.020 Vsa
m 940 n = rotação
Vp
E
S
Vsu 7,00 rpm
7,00 rpm
21,0 m/min 23,5 m/min
Ve
ENTRADA SAÍDA
m 955 m 1.070

Fator é consequência
TCH = Moagem = 600 t/h
Ve/Vsu = 0,94 Fc = Fibra % cana = 12,5% Vsa/Vsu = 1,05
L = comp. dos rolos = 1,981m
26/09/2013 Fator é consequência 17
Fb = Fibra % bagaço = 30% (1º T)
Acionamento individual por eixo
Fator a ser estabelecido 9,5  TCH  Fc
S
 Vs u  Vs a 
Vp/Vsu = 1,15    L  Fb
 2 
7,00 rpm
8,74 rpm 1000  V
P 22,4 m/min n
25,8 m/min Vsu π  Φm
PRESSÃO SUPERIOR
Vsu m 1.020 Vsa
m 940 n = rotação
Vp
E
S
Vsu 6,67 rpm
7,48 rpm
22,4 m/min 22,4 m/min
Ve
ENTRADA SAÍDA
m 955 m 1.070

Fator a ser estabelecido


TCH = Moagem = 600 t/h
Ve/Vsu = 1,00 Fc = Fibra % cana = 12,5% Vsa/Vsu = 1,00
L = comp. dos rolos = 1,981m
26/09/2013 Fator a ser estabelecido 18
Fb = Fibra % bagaço = 30% (1º T)
Rotação x Velocidade Periférica
VELOCIDADE PERIFÉRICA DOS ROLOS [m/min] EM FUNÇÃO DA ROTAÇÃO [rpm]

TAMANHOS ROTAÇÃO DOS ROLOS [rpm]

DE MOENDAS 4 5 6 7 8 9

34'' x 54'' 10,9 13,6 16,3 19,0 21,7 24,4

37'' x 66'' 11,8 14,8 17,7 20,7 23,6 26,6

42'' x 78'' 13,4 16,8 20,1 23,5 26,8 30,2

46'' x 84'' 14,7 18,4 22,0 25,7 29,4 33,0

50'' x 90'' 16,0 19,9 23,9 27,9 31,9 35,9

55'' x 96'' 17,6 21,9 26,3 30,7 35,1 39,5

ROTAÇÃO DOS ROLOS [rpm] EM FUNÇÃO DA VELOCIDADE PERIFÉRICA [m/min]

TAMANHOS VELOCIDADE PERIFÉRICA MÉDIA DOS ROLOS [m/min]

DE MOENDAS 18 20 22 24 26 28

34'' x 54'' 6,6 7,4 8,1 8,8 9,6 10,3

37'' x 66'' 6,1 6,8 7,5 8,1 8,8 9,5

42'' x 78'' 5,4 6,0 6,6 7,2 7,8 8,4

46'' x 84'' 4,9 5,4 6,0 6,5 7,1 7,6

50'' x 90'' 4,5 5,0 5,5 6,0 6,5 7,0

55'' x 96'' 4,1 4,6 5,0 5,5 5,9 6,4

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Rotação em moendas

• Sistema de controle
– Controle da moenda (Rotação x Oscilação)
– Deve indicar rotação nos “rolos da moenda”
– Relacionar com “rotações previstas” em cada terno
– Indicar desvio % da rotação
– Ações possíveis na regulagem da moenda :
• Abertura de saída
• Regulagem do chute Donnelly
• Aplicação de solda

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Rotação em Moendas - Exemplo
TERNOS 1º T 2º T 3º T 4º T 5º T 6º T

MOENDAS 46" x 84" 46" x 84" 42" x 78" 42" x 78" 37" x 78" 37" x 78"

Redução total do acionamento 800,00 800,00 548,73 548,73 645,69 645,69

RPM turbina - Real 4.800 4.700 4.300 3.800 4.800 4.850

RPM moenda - Regulagem 5,00 5,00 6,00 6,00 6,50 6,50

RPM moenda - Real 6,00 5,88 7,84 6,93 7,43 7,51

RPM moenda - Prevista 6,00 6,00 7,20 7,20 7,80 7,80

Desvio % RPM Moenda -2,1% 8,8% -3,8% -4,7% -3,7%

RPMMoenda-Real1ºT  RPMMoenda-Prevista 
RPMMoenda-Prevista   RPMMoenda-Regulagem Desvio%RPM  1    100
RPMMoenda-Regulagem1ºT  RPMMoenda-Real 
26/09/2013 21
Acionamento elétrico de rolo superior
Rolo Superior - Motor 6 polos - 1.250 cv - Redutor 1:168,5
RPM operação
1200

1100

1000

900

800
Torque (MN.m)

700 6 pólos 1.250 CV

600 T eixo 850 MN.m

500

400

300

200

100

0
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Mín 2,15 rpm Rotação do rolo (rpm) Máx. 9,24 rpm

26/09/2013 22
Acionamento elétrico de rolo superior
Rolo Superior - Motor 6 polos - 1.250 cv - Redutor 1:168,5

Frequência de operação
1200

1100

1000

900

800
Torque (MN.m)

700 6 pólos 1.250 CV

600 T eixo 850 MN.m

500

400

300

200

100

0
0 15 30 45 60 75 90
Frequencia do motor (Hz)

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Acionamento elétrico de rolo superior
Rolo Superior - Motor 6 polos - 1.250 cv - Redutor 1:168,5

RPM operação
1200

1100

1000

900

800
Torque (MN.m)

700 6 pólos 1.250 CV

600 T eixo 850 MN.m

500

400

300

200

100

0
0 300 600 900 1200 1500 1800
Rotação do motor (rpm)

26/09/2013 24
Acionamento de Moendas

• Recurso de Rotação (Moagem)


– Turbinas
• RPM min = 0,7 x RPM nominal
• RPM máx = 1,1 x RPM nominal
• RPM máx /RPM min = 1,57
– Motores Elétricos
• RPM min a 20 Hz
• RPM máx a 80 Hz
• RPM máx /RPM min = 4,0 (2,5 vezes maior)

26/09/2013 25
Esforços na camada de bagaço (phe)

2  Fp Dc  Lc  phe
phe =  10 Fp =
0,1  Dc  Lc 200

phe = Pressão hidráulica específica [t/dm2]


Fp = Força aplicada pelo pistão no mancal [kgf] Valores recomendados:
Dc = Diâmetro médio da camisa [mm] 20 a 25 t/dm2 – Moendas
Lc = Comprimento da camisa [mm] 25 a 30 t/dm2 – Difusores
26/09/2013 26
Pressão hidráulica de trabalho
Fp   dp 2   dp 2  ph Fp  100
ph = , onde : Ap = → Fp = e Pm =  Padm
Ap 4 5688 Dm  Lm

ph = Pressão hidráulica [lbf/in2]


Fp = Força aplicada pelo pistão no mancal [kgf]
Ap = Área do pistão
dp = Diâmetro do pistão [mm]

Pm = Pressão do mancal [kgf/cm2]


Dm = Diâmetro do mancal [mm]
Lm = Comprimento útil do mancal [mm]
Padm = Pressão admissível no mancal [kgf/cm2]= 100 kgf/cm2

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Pressão Hidráulica Específica
2
π  ph  d
p.h.e.  p
D  Dext  hfriso
28,44  L  D
p.h.e.: Pressão hidráulica específica [t/dm2]
ph : Pressão hidráulica de trabalho [psi]
dp : Diâmetro do pistão [mm]
L: Comprimento do rolo [mm]
D: Diâmetro médio do rolo superior [mm]
Dext : Diâmetro externo do rolo superior [mm]
hfriso : Altura do friso do rolo superior [mm]

26/09/2013 28
Cálculo da Moagem

S  Vp  L  Fb π
M Vp   Dsup  nsup  Dsai  nsai 
9,5  Fc 2000

M: Moagem (cana processada por hora) [t/h]


S: Abertura entre o rolo superior e o de saída, com a moenda oscilando[mm]
Fc: Teor de fibra na cana [%]
L: Comprimento dos rolos (bitola da moenda) [mm]
Fb : Teor de fibra no bagaço saindo em cada terno da moenda [%]
Vp: Velocidade periférica média entre os rolos superior e de saída [m/min]
Dsup: Diâmetro médio do rolo superior [mm]
Dsai: Diâmetro médio do rolo de saída [mm]
nsup: Rotação do rolo superior [rpm]
nsai: Rotação do rolo de saída [rpm]

26/09/2013 29
Moagem Específica
M Fc
Mesp  
100 nsup

Mesp: Moagem Específica (taxa de fibra processada por hora por rotação do rolo
superior)[TFH/rpm]
M: Moagem (cana processada por hora) [t/h]
Fc: Teor de fibra na cana [%]
nsup: Rotação do rolo superior [rpm]

• Regulagem é feita para uma “Moagem Específica”


• Moagem se define no 1º terno

26/09/2013 30
Exemplo de Regulagem
DADOS DA REGULAGEM DA MOENDA
MOAGEM [t/h] 325,00
FIBRA DA CANA [%] 13,00
ROTAÇÃO DO 1º TERNO [rpm] 6,50
MOAGEM ESPECÍFICA DE REGULAGEM [TFH/rpm] 6,50

MOAGENS PREVISTAS COM A REGULAGEM DA MOENDA [t/h]

EIXO SUPERIOR 1º T. FIBRA DA CANA [%]


ROTAÇÃO [rpm] 10,0 11,0 12,0 13,0 14,0
5 325 295 271 250 232
5,5 358 325 298 275 255
6 390 355 325 300 279
6,5 423 384 352 325 302
7 455 414 379 350 325

M Fc 325 13,00 42,25 TFH


Mesp regulagem       6,50 TFH/rpm
100 nsup 100 6,5 6,5 rpm
26/09/2013 31
Moagem Específica Real - Exemplo

• Moagem efetiva média do dia: 320 TCH


• Rotação do 1º terno média do dia: 6,12 rpm
• Fibra da cana média do dia: 12,75%
• Moagem específica real: 6,67 TFH/rpm
• Introduzir no boletim da usina
M Fc 320 12,75
Mesp real      6,67 TFH/rpm
100 nsup 100 6,12

26/09/2013 32
Eficiência Relativa de Moagem
Mesp real
ηmoagem   100
Mesp regulagem

• Mede a eficiência de processamento com relação à


regulagem da moenda
• Introduzir no boletim da usina
• Principais fatores que afetam a eficiência
– Aplicação de solda
– Nível de cana e posicionamento das chapas frontal e traseira
correto no chute Donnelly
– Teor de impurezas vegetais (palha) e qualidade da cana
– Cortes devido a alimentação ineficiente a partir do 2º terno
26/09/2013 33
Eficiência Relativa de Moagem - Exemplo

• Moagem específica de regualgem: 6,50 TFH/rpm


• Moagem específica real: 6,67 TFH/rpm
• Eficiência Relativa de Moagem: 102,6%

6,67
ηmoagem   100  102 ,6%
6,50

• Eficiência de processamento 2,6% maior que a


prevista na regulagem

26/09/2013 34
Extração x Taxa de Embebição

26/09/2013 35
Umidade do Bagaço x Taxa de Embebição

26/09/2013 36
Extração por Difusão
• Extração da sacarose da cana
• Embebição (Lixiviação/difusão)
• Aplicação de água quente (90ºC) no último estágio
• Recirculação de caldo (12 a 15 estágios)
• difusor extrai 92% da sacarose só com lixiviação
• 1 par de rolos desaguador
• 1 terno de moenda secadora (p.h.e + elevada)
• Extração de sacarose total do conjunto: 95 a 98%
• Taxa de embebição maior (40 a 45%)
• Umidade do bagaço final (50 a 52%)
• Colchão de cana desfibrada (1 a 1,5m)
• Velocidade baixa (0,8 a 1,5 m/min)
• Grande comprimento (~60m)
• Largura (10 a 15m / 10000 a 15000t/dia)

26/09/2013 37
Extração por Difusão
ESTEIRA DE ALIMENTAÇÃO
ESTEIRA DE BAGAÇO
PENEIRA DE CALDO DE CANA DESFIBRADA
PARA CALDEIRAS

ESTEIRA NIVELADORA
DE CANA REGULÁVEL

ENTRADA DE ÁGUA QUENTE


(90°C) ESTEIRA DE RETORNO

ENTRADA DE CALDO PRENSADO DE CANA DESFIBRADA

26/09/2013 38
Características dos difusores

• Bagaço final com maior impureza mineral;


• Caldo com menos impurezas minerais;
• Açúcar de qualidade é afetado por variações na
cor (alta temperatura, ceras);
• Redução no custo de manutenção;
• Umidade do bagaço final mais elevada (50 a 52%);
• Moenda de secagem com p.h.e. de 25 a 30 t/dm2.
• Altas taxas de embebição (35 a 45% Cana)

26/09/2013 39
Extração por Difusão

• Parâmetros para controle


– Altura de operação [m]
• Não é usual alterar na safra
– Velocidade de operação [m/min]
– Temperatura interna (70°C)
• Perfil de temperatura ao longo do difusor
• Injeções de vapor e aquecedores de caldo
– Curvas de brix – caldo dos coletores

26/09/2013 40
Capacidade do difusor

b  h  d  V  60
Q=
1000
• Q - Capacidade do difusor [ton/h]
• b - Largura interna do difusor [m]
• h - Altura média da cana na entrada do difusor [m]
• d - Peso específico da cana na entrada [kgf/m3]
• V – Velocidade da esteira [m/min]

26/09/2013 41
Capacidade do difusor
CONDIÇÕES 1 2 3 4

d [kg/m3] 386 386 450 450

b [m] 12 12 12 12

h [m] 1,50 1,20 1,29 1,20

V [m/min] 1,20 1,50 1,20 1,29

Q [TCH] 500 500 500 500

Q [TCD] 12.000 12.000 12.000 12.000

26/09/2013 42
Percolação – projeto do difusor

• Posição das bicas de embebição em relação aos captadores


• Concepção do projeto
• Densidade da cana
• Velocidade de percolação
• Altura do colchão x velocidade de transporte (capacidade)
26/09/2013 43
Percolação em Difusores
1,2 m/min

1,5 m/min

V percolação

V percolação
26/09/2013
44
Percolação - Dificuldades

• Impurezas minerais e vegetais


– Diminui a permeabilidade
• Alturas maiores de cana
– Aumenta a densidade
– Aumenta a compactação
– Diminui a permeabilidade
– Necessárias para aumento de capacidade

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OBRIGADO!

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