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CAPAS E CONJUNTOS IMPERMEÁVEIS

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Esta Norma Técnica:

a) Foi elaborada pela Gerência de Engenharia de Distribuição e Automação;


b) Cancela a Norma NTE-023-1

REVISÃO DATA ITENS


1 12/98 3.1, 3.2, 3.3, 3.9, 3.11, 4, 5.2.1 e 5.3.8
2 06/2009 Figura 4 - Logomarca

Palavra chave: Capa

Especificação Técnica NTE-023-2


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ÍNDICE

1- OBJETIVO ................................................................................................................................ 03
2- DEFINIÇÕES ............................................................................................................................ 03
3- CONDIÇÕES GERAIS.............................................................................................................. 03
3.1-Material ................................................................................................................................... 03
3.2- Confecção.............................................................................................................................. 03
3.3- Fechamento ........................................................................................................................... 04
3.4- Abertura para Ventilação ....................................................................................................... 04
3.5- Colarinho................................................................................................................................ 04
3.6- Modelo ................................................................................................................................... 04
3.7- Manufatura............................................................................................................................. 04
3.8- Calças.................................................................................................................................... 04
3.9- Dimensões ............................................................................................................................ 04
3.10- Acabamento......................................................................................................................... 05
3.11- Acondicionamento................................................................................................................ 05
3.12- Marcação ............................................................................................................................ 05
3.13-Armazenamento.................................................................................................................... 06
3.14- Garantia ............................................................................................................................... 06
4- CONDIÇÕES ESPECIFICAS ................................................................................................... 06
4.1- Dimensões ............................................................................................................................. 06
5- INSPEÇÃO ............................................................................................................................... 06
5.1- Generalidades........................................................................................................................ 06
5.2- Ensaios .................................................................................................................................. 07
5.2.1- Ensaios de Tipo .................................................................................................................. 07
5.2.2- Ensaios de Recebimento .................................................................................................... 07
5.2.3- Ensaios de Conformidade ................................................................................................... 08
5.3- Execução dos Ensaios ........................................................................................................... 08
5.3.1- Controle Dimensional .......................................................................................................... 08
5.3.2- Resistência ao Rasgamento ............................................................................................... 08
5.3.3- Resistência à Tração .......................................................................................................... 10
5.3.4- Impermeabilidade................................................................................................................ 10
5.3.5- Blocagem ............................................................................................................................ 11
5.3.6- Espessura ........................................................................................................................... 11
5.3.7- Gramatura........................................................................................................................... 12
5.3.8- Resistência à Propagação de Chama ................................................................................. 12
5.4- Amostragem ......................................................................................................................... 12
5.4.1- Amostragem para os Ensaios de Tipo ................................................................................ 12
5.4.2- Amostragem para os Ensaios de Recebimento ................................................................. 12
6- ACEITAÇÃO OU REJEIÇÃO .................................................................................................... 12
6.1- Aceitação ou Rejeição do Tipo .............................................................................................. 13
6.2- Aceitação ou Rejeição do Recebimento ................................................................................ 13
6.3- Responsabilidade do fabricante ............................................................................................. 13

ANEXO A: Figuras ........................................................................................................................ 14


Figura 1: Capa ............................................................................................................................. 14
Figura 2: Blusão ........................................................................................................................... 14
Figura 3: Calça ............................................................................................................................. 14
Figura 4: Logomarca ..................................................................................................................... 14

Especificação Técnica NTE-023-2


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CAPAS E CONJUNTOS IMPERMEÁVEIS

1- OBJETIVO

1.1 Esta Norma estabelece os requisitos mínimos exigíveis para o fornecimento de capas e conjuntos
impermeáveis, apropriados para proteção dos trabalhadores em serviços sob chuva, destinados à
ELETROPAULO METROPOLITANA ELETRICIDADE DE SÃO PAULO S.A.

2- DEFINIÇÕES

Para efeito desta Norma são adotadas as definições das seções 3.1 e 3.18 e as da NBR 5456.

2.1 CAPA IMPERMEÁVEL

Vestuário para proteção contra chuva a ser usado sobre outra roupa, confeccionado em uma única
peça, que se estende dos ombros até a altura do terço inferior da perna, com capuz. O capuz deve
ser fixo à capa por solda eletrônica e deve ser utilizado sob o capacete.

2.2 CONJUNTO IMPERMEÁVEL

Vestuário para proteção contra chuva a ser usado sobre outra roupa, composto de um blusão e uma
calça, acompanhado de capuz fixado ao blusão por solda eletrônica.

2.3 CARCELA

Tira de tecido que se solda num dos lados do blusão, para se fechar sobre o outro lado, através de
fecho por contato (velcro) e botões de pressão, de modo que estes não fiquem à vista

2.4 OURELA

Borda do tecido mais encorporado, após a solda. Também camada de bainha.

3- CONDIÇÕES GERAIS

3.1 MATERIAL

As capas e os conjuntos devem ser fabricados com tecido de poliéster de alta tenacidade (Trevira),
revestido com filme de pvc anti-chamas, na cor amarela em ambas as faces, resistente para suportar
os esforços que estarão sujeitos durante a sua utilização. Deve possuir faixa em película
microspimática de pcv refletido, na cor branca, na região do peito e dos braços, com largura de 3,0
centímetros, posicionada a 10 cm abaixo das axilas.

3.2 CONFECÇÃO

A confecção deve ser do tipo soldada, por processo de alta freqüência, de modo a evitar a
penetração de água.

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3.3 FECHAMENTO

A capa e o blusão devem ser fechados frontalmente através de carcela com fecho por contato
(velcro) e botões de pressão. Os botões devem ser confeccionados com materiais não condutores
de eletricidade e servem como guia para o fechamento por contato (velcro). Para o melhor
fechamento dos punhos, além do elástico, deverá ser colocada faixa com velcro 5/8.

3.4 ABERTURAS PARA A VENTILAÇÃO

As capas e os blusões devem conter furos para ventilação nas costas, na frente e nas axilas,
conforme Anexo A.

3.5 COLARINHO

A espessura do colarinho deve ser, no mínimo, o dobro da espessura do material.

3.6 MODELO

O modelo de capa, do capuz, do blusão e da calça deve obedecer ao indicado nas Figuras 1, 2 e 3
do Anexo A.

3.7 MANUATURA

As capas e os conjuntos devem ser fabricados por processos que empreguem as melhores técnicas,
de modo a se obter um produto de alta qualidade. Devem proporcionar ao trabalhador liberdade de
movimento.

3.8 CALÇAS

O ajuste da cintura da calça deve ser feito por meio de cadarço de comprimento determinado pelo
0perímetro da cintura mais 40 cm. O cadarço deve ser do tipo chato, em algodão, com 15 mm de
largura.

3.9 DIMENSÕES

3.9.1 As dimensões das capas, blusões e calças devem estar de acordo com as Tabelas 1, 2 e 3.

Tabela 1 – Dimensões das Capas


Manequim Comprimento A (cm) Manga B (cm) Busto OC (cm) Barra OD (cm)
P 115 65 120 132
M 120 70 128 140
G 120 75 136 148
GG 120 80 144 156
XG 125 85 152 164

Notas: Estas notas são válidas para as Tabelas 1,2 e 3


1) O = circunferência
2) Tolerância nas dimensões: 2%

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Tabela 2 – Dimensões dos Blusões

Manequim Comprimento A (cm) Manga B (cm) Busto OC (cm) Barra OD (cm)


P 70 65 120 128
M 75 70 128 136
G 80 75 136 144
GG 85 80 144 152
XG 90 85 152 160

Tabela 3 – Dimensões das Calças

Manequim Comprimento A (cm) Manga B (cm) Busto OC (cm) Barra OD (cm)


P 106 82 92 50
M 108 83 100 51
G 110 84 108 52
GG 112 85 116 53
XG 114 86 124 54

3.10 ACABAMENTO

O acabamento deve apresentar uma homogeneidade de cor e uma superfície lisa, uniforme, flexível e
livre de perfurações. Não deve apresentar, tanto na superfície externa como na interna, defeitos
incompatíveis com um produto compatível.

3.11 ACONDICIONAMENTO

3.11.1 Todas as capas e conjuntos devem ser acondicionados em sacos plásticos fechados
termicamente, a fim de evitar que sejam riscados, rasgados ou furados. As partes componentes de
cada conjunto (blusão e calça) devem ser acondicionadas em um único saco plástico.

3 11.2 As capas e conjuntos devem receber uma proteção adequada para o transporte, sendo
colocados em caixas de papelão.

3.12 MARCAÇÃO

3.12.1 Capas e Conjuntos

Todas as capas, blusões e calças devem possuir uma etiqueta, em local não visível quando em uso,
contendo a identificação do fabricante e o número do manequim correspondente. Na barra das
capas, blusões e calças deve estar gravada de forma indelével a data de fabricação. As capas e os
blusões devem apresentar externamente, na parte da frente no lado esquerdo a logomarca desta
Empresa, gravada indelevelmente na cor preta e nas proporções indicadas na Figura 4 do anexo A.
O capuz deve possuir uma etiqueta contendo a identificação do fabricante.

3.12.2 Embalagens

3.12.2.1 Os sacos plásticos utilizados nas embalagens devem conter:

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a) Identificação do produto (capa ou conjunto);


b) Marca registrada, nome e endereço do fabricante;
c) Número do manequim;
d) Numero do pedido de compra.

3 12.2.2 As caixas de papelão devem apresentar externamente as seguintes informações:

a) Identificação do produto (capa ou conjunto);


b) Número do manequim;
c) Marca registrada, nome e endereço do fabricante;
d) Quantidade contida em cada caixa;
e) Número do pedido de compra;
f) Número da requisição.

3.13 ARMAZENAMENTO

Para fins de preservação das características iniciais das capas e dos conjuntos, estes devem ser
armazenados obedecendo aos requisitos a seguir mencionados:

a) Limpos, secos, isentos de óleos ou graxa;


b) Acondicionados de maneira adequada, conforme o item 3.11;
c) Fora da ação solar direta;
d) Afastados de qualquer fonte de irradiação de calor;
e) Em locais onde a temperatura ambiente não seja superior a 40ºC.

3.14 GARANTIA

3.14.1 A aceitação do pedido pelo fabricante implica na aceitação incondicional de todos os requisitos
desta Norma.

3.14.2 O fabricante deve garantir, sem ônus para a ELETROPAULO, a substituição das capas e dos
conjuntos não usados que apresentem defeitos, dentro de um período mínimo de 9 meses, a partir
da data de emissão da nota fiscal, ou do período estipulado pela licitação ou pedido de compra,
prevalecendo o maior período, desde que tenham sido armazenadas de acordo com o tem 3.13.

4- CONDIÇÕES ESPECÍFICAS

4.1 PROPRIEDADES FÍSICAS

a) Espessura 0.27 mm +/- 0,03 mm;


b) Gramatura 230 g/m2;
c) Resistência ao rasgamento: mínimo 10 N;
d) Impermeabilidade: nenhuma infiltração ou penetração de água na parte interna através das
soldas;
e) Blocagem: separação sem danos para a superfície;
f) Resistência à tração: mínimo 100 N;
g) Resistência à propagação de chama: tempo de extinção < 8 segundos e Lmáx. = 85 mm.

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5- INSPEÇÃO

5.1 GENERALIDADES

5.1.1 Todos os ensaios devem, obrigatoriamente, ser realizados nas instalações do fabricante, na
presença do inspetor da ELETPOPAÜLO. Se o fabricante não estiver devidamente equipado para a
realização de algum ensaio, o mesmo deve ser realizado em laboratório de reconhecida idoneidade,
de comum acordo com a ELETROPAULO.

5.1.2 Em qualquer fase de fabricação. o inspetor deve ter acesso, durante as horas de serviço, a
todas as partes da fábrica onde as capas ou os conjuntos estejam sendo fabricados.

5.1.3 O fabricante deve propiciar, às suas expensas, todos os meios necessários, inclusive pessoal
auxiliar, para que o inspetor possa certificar-se de que a capa ou o conjunto está de acordo com a
presente Norma. O inspetor deve ter acesso a todos os equipamentos, instrumentos e desenhos
associados aos ensaios e deve verificar a aferição dos aparelhos.

5.1.4 Ficam às expensas do fabricante todas as despesas decorrentes das amostras dos
equipamentos, dos acessórios, bem como da realização dos ensaios previstos nesta Norma
independente do local de realização dos mesmos.

5.1.5 O fabricante deve substituir, sem ônus para a ELETROPAULO, qualquer capa e/ou conjunto
defeituoso contido nos lotes aceitos.

5.1.6 Antes dos ensaios de recebimento deve ser feita em cada lote uma inspeção visual para que
sejam verificados o acabamento e a conformidade geral com esta Norma.

5.2 ENSAIOS

5.2.1 ENSAIOS DE TIPO

5.2.1.1 Antes de qualquer fornecimento, a capa e o conjunto devem ser aprovados através da
realização dos ensaios do tem 5.2.1.2. cabendo a esta Empresa o direito de designar um inspetor
para acompanhá-los e participar dos mesmos.

5 2.1 2 Os ensaios de tipo são os seguintes:

a) Inspeção visual;
b) Controle dimensional;
c) Resistência ao rasgamento;
d) Resistência à tração;
e) Impermeabilidade à água;
f) Blocagem;
g) Gramatura;
h) Resistência á propagação de chama.

5.2.1.3 No caso de haver alteração na fabricação da capa e/ou do conjunto. o fabricante deve
comunicar o fato com antecedência, submetendo o material à aprovação da ELETPOPAULO, através

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da realização de novos ensaios de tipo.

5.2.2 Ensaios de Recebimento

Os ensaios de recebimento são os seguintes:


a) Inspeção visual;
b) Controle dimensional;
c) Gramatura;
d) Espessura;
e) Impermeabilidade à água.

5.2.3 Ensaios de Conformidade

A critério da ELETROPAULO, em qualquer ocasião e sem aviso prévio, poderão ser realizados
ensaios de conformidade no modelo aprovado, para verificar se o fabricante está mantendo a
qualidade estabelecida pelos ensaios de tipo. Para essa verificação são realizados todos os ensaios
prescritos no tem 5.2.1.2.

5.3 EXECUÇÃO DOS ENSAIOS

5.3.1 Controle Dimensional

5.3.1.1 Aparelhagem

Escala graduada em milímetros, com precisão se 1%.

5.3.1.2 Execução do Ensaio

O ensaio deve ser realizado de acordo com as etapas a seguir:

a) Colocar o vestuário numa posição horizontal, com o transpasse fechado, para determinação de
suas dimensões
b) Determinar as dimensões indicadas nas Tabelas 1, 2 e 3 aplicando-se a escala graduada sobre a
superfície do vestuário.

5.3.1.3 Resultados

As dimensões das capas, blusões, calças e capuz devem estar de acordo com o tem 3.9 desta
Norma.

5.3.2 Resistência ao Rasgamento

5.3.2.1 Aparelhagem

Uma máquina de tração apropriada para tecidos, que preencha os seguintes requisitos:

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a) Deve ser acionada a motor;


b) Deve ter movimento uniforme, com uma velocidade de (100 +/- 10) mm/min e possuir duas (2)
garras, onde são fixados os corpos de prova. Estas devem ser separadas a uma distância de
100 mm;
c) Deve ser equipada de um registrador autográfico que permita as leituras das cargas de
rasgamento com precisão de +/- 1%.

5.3.2.2 Execução do ensaio

O ensaio deve ser realizado de acordo com as etapas a seguir:

a) Cortar cinco (5) corpos de prova, de 200 mm x 60 mm. com o comprimento no sentido longitudinal
e cinco (5) corpos de prova com o comprimento no sentido transversal da amostra. Os corpos de
prova não devem ser retirados da região da amostra próxima das ourelas devendo estar
distanciados destas no mínimo de 50 mm;
b) Cortar em cada corpo de prova, uma lingüeta de 100 mm x 20 mm como indicado abaixo:

Corpos de Prova

Notas:
a) As dimensões indicadas acima estão em milímetros.
b) No caso de tecidos revestidos de alta resistência ao rasgamento (PVC/trama fios de nylon), onde a
lingüeta remove os fios transversais do tecido ao invés de rompê-los, o ensaio torna-se
dispensável;
c) Traçar a linha a,b,c,d sobre a superfície do corpo de prova, a uma distância de 50 mm a
extremidade da Iingüeta.
d) Condicionar os corpos de prova por um período de 24 horas a uma temperatura de (20 +/-2)ºC. O
ensaio deverá ser realizado ao término do período;
e) Colocar a lingüeta do corpo de prova, simetricamente, na garra da máquina até que a linha bc seja
perfeitamente visível. Do mesmo modo, colocar a parte externa do corpo de prova simetricamente

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na outra garra, até que as linhas ah e cd sejam perfeitamente visíveis;


f) Colocar o dispositivo registrador em contato com o ponto zero do gráfico;
g) Aplicar a força com uma velocidade de afastamento das garras de (100 +/- 10) mm/min e registrar
as flutuações da carga enquanto prossegue o rasgamento;
h) Depois que 50 mm do tecido tenha sido totalmente rasgado, remover o dispositivo registrador e
desligar a máquina

5.3.2.3 Resultados

O desenho obtido consiste de uma série de picos que representam as cargas em que o tecido foi
rasgado e depressões que correspondem às diminuições das cargas após o rasgamento. Salientar
os picos sobre os gráficos por meio de um lápis e encontrar o valor médio das leituras das cargas
correspondentes.
Anotar a carga de rasgamento, em N, de cada um dos cinco (5) corpos de prova em cada sentido da
amostra e calcular o valor médio O menor valor médio obtido não deve ser inferior a 10 N conforme
especificado no item 4 1, alínea C.

5.3.3 Resistência à Tração

5.3.3.1 Aparelhagem

O ensaio deve ser realizado numa máquina que preencha os seguintes requisitos:

a) Deve ser equipada de um mecanismo que permita a leitura ou anotação da carga máxima
aplicada ao corpo de prova, com precisão de 1% e o erro da separação máxima das garras
registrado não deve exceder a 1 mm;
b) Deve ter duas (2) garras para fixar o corpo de prova. Devem exercer uma pressão uniforme sobre
toda a superfície do corpo de prova sem permitir ao mesmo mover-se e nem tão pouco danificar-
se. Devem ser mais largas que o corpo de prova;
c) A velocidade de movimento das garras deve ser de (100 +/- 10) mm/min.

5.3.3.2 Execução do ensaio

O ensaio deve ser realizado de acordo com as etapas a seguir:

a) Cortar da amostra do tecido tiras de 50 mm de largura e um comprimento conveniente para


permitir uma distância de 200 mm entre as extremidades das garras;
b) Cortar cinco (5) corpos de prova no sentido longitudinal e cinco (5) no sentido transversal, sem as
ourelas;
c) Remover um fio no sentido longitudinal ou transversal de uma extremidade cortada, para
assegurar que os fios são paralelos à tira de ensaio, antes da marcação da largura de cada corpo
de prova;
d) Condicionar os corpos de prova por um período de 24 horas a temperatura de (20 +/- 2) ºC. O
ensaio deve ser realizado ao término do período.
e) Colocar as garras separadas a uma distância de (200 +/- 1)mm. Fixar o corpo de prova nas
garras;
f) Aplicar urna pré-tensão de 5 N;
g) Colocar o dispositivo para leitura da carga de ruptura;
h) Colocar a garra móvel em movimento e tracionar o corpo de prova até a ruptura;

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i) Repetir o procedimento em cada corpo de prova. Desconsiderar qualquer resultado onde os


corpos de prova ensaiados movem-se ou rompem-se nas garras da máquina.

5.3.3.3 Resultados

Anotar a carga de ruptura em N de cada um dos cinco (5) corpos de prova em cada sentido da
amostra e calcular o valor médio. O menor valor médio obtido não deve ser inferior a 100 N,
conforme especificado no tem 4 1, alínea F.

5.3.4 Impermeabilidade

5.3.4.1 Aparelhagem

O ensaio é executado utilizando-se uma armação metálica adequada ou manequim para a colocação
do vestuário e uma ducha com diâmetro útil de 100 mm.

5.3.4.2 Execução do ensaio

a) Colocar o vestuário em uma armação metálica adequada, ou manequim, após fechar


completamente a gola com fita adesiva, de modo a impedir totalmente a penetração da água neste
ponto;
b) Colocá-lo sob uma ducha com diâmetro útil de 100 mm. sobreposta na altura de 1 m do vestuário
e abrir a ducha durante 30 mm com uma vazão mínima de 5 l/min. Após este período verificar se
houve passagem de água para a face interna.

5.3.4.3 Resultados

Após a execução do ensaio não deve haver infiltração de água na face interna do vestuário, de
acordo como tem 4.1, alínea D.

5.3.5 Blocagem

5.3.5.1 Aparelhagem

Para a execução do ensaio é necessária a seguinte aparelhagem:


a) Estufa apropriada para manter os corpos de prova à uma temperatura de (60 +/- 1)ºC;
b) 02 (duas) placas com base plana de 75 mm x 75 mm. com bordas levemente arredondadas;
c) Peso com massa de 1,5kg;
d) Peso com massa de 100 g.

5.3.5.2 Execução do ensaio

O ensaio é realizado de acordo com as etapas a seguir:


a) Cortar duas (2) tiras da amostra, cada uma de 150 mm x 75 mm. As tiras devem ser
uniformemente espaçadas com o comprimento no sentido longitudinal ou transversal da amostra;
b) Colocar os corpos de prova juntos face à face, de tal modo que fiquem exatamente coincidentes;
c) Colocar o par de corpos de prova entre as placas, em uma das extremidades, de modo que a outra
extremidade fique livre. Levar o conjunto para a estufa mantida a uma temperatura de (60 +/-1)ºC;
d) Colocar o peso de 1,5 kg, previamente aquecido na temperatura de ensaio sobre a placa;

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e) Após 60 minutos remover o peso e tirar o par de corpos de prova cuidadosamente da estufa, sem
separar as superfícies. Colocá-los sobre uma superfície horizontal e deixa-los esfriar por 10
minutos em temperatura ambiente;
f) Prender o peso de 100 g na extremidade livre da tira inferior e levantar a extremidade livre da tira
superior, sem trepidação, á urna velocidade uniforme de 25 mm/s.

5.3.5.3 Resultados

Relatar se as superfícies do par de corpos de prova se separam sem suspender o peso de 100 g e
se sofrem algum dano visível, devendo o resultado obtido estar de acordo com o especificado no item
4.1, alínea E.

5.3.6 Espessura

5.3.6.1 Aparelhagem
Para a execução do ensaio é necessária a seguinte aparelhagem:
Paquímetro com +/- 0,1 mm de resolução (verificar medidor de espessura).

5.3.6.2 Execução do ensaio

Retirar duas amostras de 10 cm2 afastadas das bordas e das costuras.

5.3.6.3 Resultados

Fazer a média das duas medições e aceitar com a tolerância de 5% de variação.

5.3.7 Gramatura

5.3.7.1 Aparelhagem

Para a execução do ensaio é necessária a utilização de uma balança de precisão de 0.01 g.

5.3.7.2 Execução do ensaio

Utilizar as amostras do tem 5.3.6.2.

5.3.7.3 Resultados

Fazer a média das duas medições e aceitar com uma tolerância de 5%.

5.3.8 Resistência à Propagação de Chama

5.3.8.1 Aparelhagem

a) Garras para esticar e suspender os corpos de prova


b) Protetor recipiente (cubículo de 300 x 300 x 760 mm ) aberto na parte superior com visor frontal e
pequena abertura na base para manipular a chama;
c) Bico de Bunsen deve ter diâmetro interno de 9 mm.

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5.3.8.2 Execução do ensaio

a) Cortar 6 corpos de prova ( 320 mm de comprimento por 50 mm de largura ), sendo 3 longitudinais


e 3 transversais;
b) condicioná-los por 24 horas em uma atmosfera com umidade relativa de 65% e temperatura de
20ºC. Executar o ensaio imediatamente após a retirada do condicionamento.
c) Prender o corpo de prova nas garras não ocupando mais do que 10 mm de cada lado, deixando
portanto 300 mm livres, colocar o conjunto em posição vertical;
d) Colocar o Bico de Bunsen em uma posição tal que a base da chama fique a 20 mm da
extremidade inferior do corpo de prova ( área principal ). O Bico deve ser ajustado para fornecer
uma chama de 38 mm de comprimento;
e) Aplicar a chama por um período de 12 segundos e depois retirá-la. Cronometrar o tempo que a
chama residual leva para extinguir-se e medir o comprimento da área carbonizada.

5.3.8.3 Resultados

a) o tempo de extinção da chama deve ser inferior a 8 segundos;


b) o comprimento do material carbonizado ( Lmáx ) deve ser inferior a 85 mm.

5.4 AMOSTRAGEM

5.4.1 Amostragem para os ensaios de tipo

Deve ser fornecida 01 (uma) amostra (capa e/ou conjunto) de cada manequim para a realização dos
ensaios de tipo, os quais devem satisfazer.

5.4.2 Amostragem para os Ensaios de Recebimento

5.4.2.1 A inspeção visual (itens 3.1, 3.2, 3.3, 3.4, 3.6, 3.8 e 3.10) deve ser realizada em 20% do lote
apresentado, bem como a verificação do tipo de acondicionamento e marcação (itens 3.11 e 3 12), a
fim de ser verificado se os requisitos desta Norma foram devidamente satisfeitos.

5.4.2.2 Para o controle dimensional deve ser extraída ao acaso uma amostragem de 1% do lote, com
o mínimo de 02 (duas) peças de cada manequim.

5.4.2.3 Para os ensaios de espessura, gramatura e impermeabilidade á água devem ser retiradas
aleatoriamente 02 (duas) amostras, independente do tamanho do lote, devendo ser atendidas as
exigências do item 4.1, alíneas a, b, e d.

6- ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO

6.1 ACEITAÇÃO OU REJEIÇÃO DO TIPO

Aceita-se o protótipo quando os resultados dos ensaios citados no item 5.2.1.2 forem satisfatórios e
as condições dos capítulos 3 e 4 desta Norma satisfeitas.

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6.2 ACEITAÇÃO OU REJEIÇÃO NOS ENSAIOS DE RECEBIMENTO

6 2 1 Devem ser rejeitadas as capas e os conjuntos que não satisfizerem os requisitos indicados no
item 5.4.2.1. Se na inspeção visual a amostragem de capas e/ou conjuntos impermeáveis
inspecionados tiverem sido rejeitados o lote inteiro deve ser rejeitado.

6 2.2 Rejeita-se o lote se ocorrer uma ou mais falhas nas amostragens dos itens 5.4.2.2 e 5.4.2.3.

6.2.3 Todo o material rejeitado deve ser devolvido ao fabricante sem que haja mudança na
apresentação, através de qualquer estampa ou marca permanente.

6.3 RESPONSABILIDADE DO FABRICANTE

A aceitação do lote não invalida qualquer posterior reclamação que esta Empresa possa fazer devido
às capas ou conjuntos defeituosos, nem isenta o fabricante da responsabilidade de fornecer os
mesmos de acordo com o pedido de compra e esta Norma.

Especificação Técnica NTE-023-2


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Figura 4 - LOGOMARCA

Especificação Técnica NTE-023-2