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PLANEJAMENTO

ESTRATÉGICO PARA
IGREJAS
INTRODUÇÃO

Muitos líderes tem motivação para liderar e boas ideias, todavia, na hora de
colocar em prática, surgem os questionamentos:

 O que fazer?
 Por onde começar?
 Onde chegaremos?

Segundo Barna (1992, p.11), “o pastor comum é preparado somente em


matérias relacionadas com a religião. [...] A necessidade de aplicação das
ferramentas de Marketing pelas igrejas se explica pela concorrência gerada
pelo anseio cada vez maior do homem”. Por isso, é importante ter pessoas
que auxiliem no planejamento, alguém para colocar no papel os propósitos,
os objetivos, as metas e as estratégias.
A IGREJA E O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO
 Calendário anual de programas e eventos não é Planejamento Estratégico.

 Por onde começar o planejamento?

 Pessoas com visão nem sempre são bons em planejamento e gestão.

 A primeira pessoa que você deve comunicar a intenção de elaborar o


planejamento para a igreja é Deus.

 O exemplo de planejamento deve vir da direção da igreja.

 Muitas igrejas tem direcionado todo seu potencial para a realização de


programas e atividades, porém sem planejamento.
A IGREJA E O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

 Igrejas movidas por programações geralmente têm líderes com ativismo


desenfreado e “louco”, sem foco nos propósitos principais da igreja.
 Pessoas desorganizadas tem uma tendência a culpar outras pessoas
pelos erros e fracassos.
 Igrejas sem planejamento tem uma tendência a ter:
 Crise na liderança;
 Escolas bíblicas evadidas e fracas em conteúdos;
 Relacionamento superficial entre seus membros;
 Crentes com problemas espirituais e emocionais não tratados;
 Entre outros.
Shawchuck et alii (1992, p.68) afirmam que igrejas amigáveis e acolhedoras
são voltadas às pessoas e não a programas.
A IGREJA E O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

 Shawchuck et alii (1992, p.211) apresentam 03 princípios para o sucesso


de planejamento estratégico nas igrejas:

1. Simplicidade – quanto mais simples mais fácil para os membros


participarem (resistência).
2. Naturalidade – o planejamento deve levar em conta a cultura, experiências
anteriores e as habilidades das pessoas – especificidade da igreja.
3. Participação – as pessoas tendem a apoiar aquilo que ajudaram a criar.
Portanto, quanto maior participação, melhor.

 Entretanto, não basta planejar é preciso ação e acompanhamento dos


resultados.
“Nos dias atuais, a igreja está numa
grande disputa pelo tempo das
pessoas.”
George Barna
MISSÃO

 Razão de existir da igreja.

 Moriguchi (1993, p.17) afirma que as organizações surgem para atingir


algum propósito, ou seja, para aquilo que foram criadas.

 Deve refletir a essência do ministério a ser desenvolvido na igreja e pode


ser descrita em uma ou duas frases.

 Orienta a atuação de todos departamentos da igreja em busca de um


objetivo comum.
MISSÃO

 Base bíblica a ser considerada na definição da missão:

 O grande mandamento (Mt 22:37);

 A grande comissão (Mt 28:19-20);

 Pregar e ensinar o evangelho, fazer discípulos (Mt 28:19-20, Mc 16:15);

 Servir ao próximo (Mt 20:28, Jo 13:15, 17:18);

 Glorificar a Deus (Mt 5:16, Rm 15:5-6, I Co 6:19-20, 10:31).


EXEMPLOS DE DEFINIÇÕES DE MISSÃO DE IGREJAS
“Ir ao mundo para levar Cristo às pessoas e trazer as pessoas à igreja
para ensiná-las a ser discípulos.”
“Adorar ao Senhor, fazer discípulos, batizando-os e ensinando-os a guardar
todas as coisas que Ele mandou, por meio da palavra, sinais e ações, levando-
os a viver uma vida de comunhão uns com os outros e à prática dos valores do
reino de Deus em suas vidas, a fim de impactar as pessoas e a sociedade com
o poder do evangelho.”
“Adorar a Deus, ir ao mundo e fazer discípulos de Jesus, e desenvolver
uma igreja baseada na adoração, discipulado, ensino, comunhão e
serviço.”
“Ir ao mundo, fazer discípulos e ser uma igreja viva na adoração e na
comunhão, atuando na sociedade por meio de pessoas restauradas e
comprometidas com Deus.”
VALORES E VISÃO

 Os valores devem refletir as crenças da organização, aquilo que ela


valoriza.

 Definem como os membros da organização deve se proceder.

 O grupo de valores é o alicerce para a visão da organização.

 Ver exemplo de valores bíblicos (BARNA, 1997, p. 104).

 A visão deve vir de Deus. Ela impulsiona o ministério e torna a igreja mais
eficiente por causa de sua focalização

(BARNA, 1997, p. 146-148).


VALORES E VISÃO
 Segundo Barna (1997, p.149), uma igreja com visão está preparada para
enfrentar as transformações em seu contexto.

 Visão sem ação não passa de uma intenção.

 Enquanto, a ação sem alinhamento com uma visão é puramente


ativismo.

 Entretanto, Visão com ação pode transformar a realidade e alavancar o


futuro.

 Todas as ações da igreja devem estar alinhadas à sua missão, sua visão
e seus valores.
VALORES E VISÃO

 Segundo Barna (1997, p.149), uma igreja com visão está preparada para
enfrentar as transformações em seu contexto.

 Visão sem ação não passa de uma intenção.

 Enquanto, a ação sem alinhamento com uma visão é puramente ativismo.

 Entretanto, Visão com ação pode transformar a realidade e alavancar o


futuro.

 Todas as ações da igreja devem estar alinhadas à sua missão, sua visão e
seus valores.
EXEMPLO DE VALORES E VISÃO
 VALORES:
 Cremos que há um só Deus, e o único mediador entre Deus e os homens
(Jesus Cristo) e no Espírito Santo como consolador e guia.
 Cremos que a bíblia é a palavra de Deus e nossa única regra de fé e conduta.
 Cremos que somos instrumentos usados por Deus para a propagação do seu
reino.
 VISÃO:
 Ser uma igreja relevante baseada na multiplicação intencional e fundamentada
na grande comissão (chamar, acolher e aperfeiçoar).
 Através de relacionamentos discipuladores ganhar almas para Jesus em nossa
cidade e até os confins da terra.
 Lutar pela unidade da igreja como corpo de Cristo e expandir o reino de Deus
nos lares.
“Visão é um modo de encarar a vida a
longo prazo. Não é algo que você
alcança no próximo trimestre, no
próximo ano ou, provavelmente, dentro
da próxima década.”

BARNA, George (1997, p. 171).


ANÁLISE DE CENÁRIOS E ESTABELECIMENTO DE
DIRETRIZES

 FATORES CRÍTICOS DE SUCESSO

 São os elementos essenciais que conduzem a organização a cumprir sua


missão.

 Deve ser priorizado e ter um gerenciamento contínuo.


MATRIZ SWOT (forças, fraquezas, ameaças e oportunidades)

 FORÇAS (INTERNO):

 São características da IGREJA, tangíveis ou não, que podem ser


potencializadas para otimizar seu desempenho.

 O que a igreja faz Bem?

 O que as outras denominações e organizações veem na igreja como


fortaleza?

 Quais são os diferenciais da igreja?


MATRIZ SWOT (forças, fraquezas, ameaças e oportunidades)

 FRAQUEZAS (INTERNO):

 São características da IGREJA, tangíveis ou não, que devem ser minimizadas para
evitar influência negativa sobre seu desempenho.

 O que a organização pode melhorar?

 O que as outras organizações veem como fraquezas?

 Onde os recursos da organização são inferiores as demais?

 Quais os riscos e rupturas internos?


MATRIZ SWOT (forças, fraquezas, ameaças e oportunidades)

 OPORTUNIDADES (EXTERNO):

 São situações externas, atuais ou futuras que, se adequadamente


aproveitadas pela empresa, podem influenciá-la positivamente (Macro/Micro
Ambiente).

 Quais são as oportunidades na área de atuação da igreja?

 Com quais tendências poderia a igreja se beneficiar?

 Como transformar as forças da igreja em oportunidades?


MATRIZ SWOT (forças, fraquezas, ameaças e oportunidades)

 AMEAÇAS (EXTERNO):

 São situações externas, atuais ou futuras que, se não eliminadas,


minimizadas ou evitadas pela igreja, podem afeta-la negativamente
(Macro/Micro Ambiente).

 Quais tendências podem ser danosas à igreja?

 O que a concorrência estão fazendo que nos ameaçam?

 Quais as fraquezas que expõem a igreja?

 Quais os riscos de ruptura externa?


ANÁLISE DE CENÁRIOS

 Qual o impacto de cada ponto forte para neutralizar/minimizar


ameaças ou potencializar uma oportunidade?

 Qual o impacto de cada ponto fraco para agravar/potencializar


ameaça ou dificultar o aproveitamento de oportunidade?
GERENCIAMENTO PELAS DIRETRIZES - MODELO

DIRETRIZES DA DIRETORIA METAS / ITENS DE MEDIDAS


DA IGREJA
CONTROLE
Iniciar com verbo no Metas Geram planos de ação
infinitivo (...ar, ...ir, ...er) (objetivo/valor/prazo)

Itens de controle
(relevante, mensurável,
fácil, entendimento,
gerenciável)
PLANO DE ACAO - MODELO
ONDE DISTANCIAS
PARA ONDE TEMPO
COMBUSTIVEL

QUEM NAO MEDE ESTA A DERIVA !


TIPOS DE META

 Metas para MANTER

 Metas para MELHORAR

=
PDCA – MÉTODO DE RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS

 PLAN - DEFINA PRECISAMENTE O QUE VOCÊ QUER


 DO - TOME A INICIATIVA ( PLANO - AÇÃO = NADA )
 CHECK - VERIFIQUE OS RESULTADOS QUE ESTÁ OBTENDO
 ACT - FAÇA CORREÇÕES SE NECESSÁRIO ( ACERTE )
Vicenti Falconi diz: “… não dá para usar bem o PDCA (melhoria da operação) sem o
SDCA (boa operação). É difícil melhorar o que é aleatório. Precisamos de consistência
para melhorar…”
GERENCIAMENTO DE PROJETOS

 Termo de abertura;

 Projetos/programas;

 Acompanhamento.
EXEMPLO DE OBJETIVOS E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
DO MINISTÉRIO DE JOVENS

 O QUE BUSCAR:

 Uma estratégia que leve os líderes jovens ao comprometimento e à maior


dependência de Deus - um ministério sadio com ideias criativas e
inovadoras, com programas e ação alinhados com a missão, visão e os
valores da igreja.

 Desenvolver um ministério que conduza todos os jovens à plena


maturidade espiritual.
EXEMPLO DE OBJETIVOS E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
DO MINISTÉRIO DE JOVENS

 O QUE EVITAR:

 Manter os jovens ocupados com muitas atividades com pouco conteúdo


bíblico ou sem objetivo planejado;

 Simples entretenimento e diversão, mesmo que isso aumente a


frequência nas programações;

 A simples aparência de ministério saudável.


EXEMPLO DE OBJETIVOS E CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
DO MINISTÉRIO DE JOVENS
 AVALIAR OS RESULTADOS E O SUCESSO DO MINISTÉRIO:
 Mensurar o grau de satisfação dos jovens:
 Pelo envolvimento dos jovens no ministério de jovens;
 Pela participação dos jovens nas programações.

 Mensurar conteúdo do discipulado ministrado pela liderança de jovens:


 Pelo aumento de jovens evangelizadores e discipuladores;
 Pela produção de frutos (conversões);
Pelo crescimento do próprio ministério de jovens.

 Mensurar a maturidade espiritual dos jovens:


Pela participação dos jovens em outros ministérios da igreja;
 Pela participação dos jovens em grupos específicos;
Pelo aumento do comprometimento dos jovens com a missão, visão e valores da igreja..
EXEMPLO DE CRITÉRIOS PARA REALIZAÇÃO DE EVENTOS

 Precedidos por reuniões para planejamento e organização com tempo


necessário para as ações.

 Acompanhamentos das saídas das reuniões e planos de ações.

 Envolvimento de todas pessoas diretamente envolvidas.

 Definição de responsabilidades e autoridades para tomadas de decisão.

 Plano de divulgação.
EXEMPLO DE CRITÉRIOS PARA REALIZAÇÃO DE EVENTOS
 Dicas de como elaborar o plano de trabalho:
 Explique os papéis que os membros da equipe vão desempenhar.
 Esclareça as responsabilidades dos membros da equipe.
 Explique como o trabalho da equipe se relaciona às metas estabelecidas.
 Programe os prazos nos quais o trabalho deve ser concluído.
 Defina os resultados esperados da equipe e seja claro.
 Descreva os recursos que vão estar disponíveis para a equipe.
 Esclareça quais tipos de decisões a equipe terá autoridade para tomar.
 Defina indicadores de sucesso que a equipe vai utilizar para avaliar seu progresso.
 Identifique as principais etapas nas quais a equipe terá de focar durante o trajeto a
caminho da meta.
 Descreva os principais riscos associados à iniciativa da equipe e formas de lidar com
esses riscos.
EXEMPLO DE CRITÉRIOS PARA REALIZAÇÃO DE EVENTOS

 O Evento:
 Contribuirá para o atingimento da missão e visão da igreja?

 Está coerente e alinhado com os valores da igreja?

 Contribuirá para o atingimento de algum objetivo do planejamento estratégico?

 Atenderá as necessidades das pessoas?

 Vai glorificar a Deus?

 Observação: o que a “concorrência” mais quer é jovens correndo de um lado para outro,
realizando eventos que não contribuem para a missão da igreja.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

 Nesta lição aprendemos que:


1. Muita igrejas confundem o cronograma de eventos com o planejamento
estratégico.

2. O planejamento estratégico também é fundamental para as igrejas.

3. A elaboração de um PE, com seu devido acompanhamento, contribui para o


cumprimento da missão da igreja.

4. O planejamento das atividades da liderança de jovens auxiliará nos


resultados da igreja.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARNA, George. “Step-by-Step Guide to Church marketing”: Ground for the Breaking harvest.
Regal Books, 1992.
BARNA, George. Transformando a visão em ação. Campinas – SP: Editora Cristã Unida, 1997.
CAMPANHÃ, Josué. Planejamento Estratégico: como assegurar qualidade no crescimento de
sua igreja. Editora Vida, 2000.
FALCONI, Vicente. Gerenciamento pelas Diretrizes. Campos – SP: INDG, 2005.
Planejamento estratégico e Revitalização de Igrejas. Disponível em:
<www.igrejaintegrada.com.br>. Acesso em: 19 jul. 2013.
MORIGUCHI, Stella Naomi. Marketing para igrejas. Dissertação de mestrado. Programa de
Pós-Graduação da EASP/FGV, Área de concentração: Marketing, 1993.
SHAWCHUCK, Norman; KOTLER, Philip; WRENN, Bruce & RATH, Gustave.
Marketing for congregations: choosing to serve people more effectively. Nashville, Abington
Press, 1992.

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