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Ministrado pela:

Psicóloga Rolicária Santos


CRP: 03/04548

Graduada em Psicologia pela Universidade Vale do Rio Doce (Univale) em 2001.


Curso de Perito do Trânsito (2011).

Pós graduada em Psicologia do Trânsito (2011).

Pós graduanda em Neuropsicologia.

Atuou por 07 anos na área de Recursos Humanos em empresa privada com seleção e
recrutamento, avaliação de desempenho de cargos e salários, avaliação psicológica para
empresas na área de seleção de pessoal.

Credenciada pela Policia Federal para avaliação de posse e porte de arma.

Tem 12 anos de experiência com Avaliação Psicológica.

Atua principalmente nas áreas de avaliação psicológica para trânsito, realização de cursos e
capacitações sobre testes, especialmente, Zulliger, HTP, Phister, Palográfico, e documentos
psicólogicos.Atua na área clínica com o público idoso.

Realização:

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1 – Fundamentação Teórica........................................Pág.3
2 – Instruções para Aplicação.....................................Pág.10
3 – Avaliação...............................................................Pág.11
4 – Correção e Interpretação dos resultados
quantitativos................................................................Pág.12
5 – Referências...........................................................Pág.29

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1 – Fundamentação Teórica
O Teste Palográfico pode ser considerado o teste expressivo de personalidade,
De acordo com a classificação de teste de personalidade proposta por Van
Kolck (1974-1975).

No ato de desenhar estão presentes e juntas a: adaptação, à expressão e a


projeção.

Adaptação: adequação a tarefa solicitada, ou seja, realizar a tarefa de modo


convencional, original ou fantasioso.
Exemplo: quando toca a campainha, um comportamento de adaptativo é
atender a porta, já um comportamento não adaptativo seria apagar as luzes.
Expressão: se refere ao estilo peculiar da resposta do sujeito (as qualidades
gráficas)
Projeção: é avaliada por meio da atribuição de qualidades ás situações e
objetos.

Allport (1974), afirma que todos os nossos movimentos apresentam dois


componentes: O adaptativo ou instrumental e o expressivo.

O instrumental, que constitui “o que fazemos”, seria o predicado da ação, e o


expressivo, que é o “como fazemos”, seria o advérbio da ação.

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Segundo Mira (1987), o espaço psicológico não é neutro e o simbolismo do
espaço tem sido estudado e considerado por muitos autores.

Esquema do símbolo do Espaço de acordo com Pulver.


(adaptado de Anzieu 1978 e koch1978.).

Inclinação:
O ângulo de inclinação da escrita de um adulto varia de 30º á 130º. Evidencias
de Klager mostram que a inclinação de escrita não esta relacionada á posição
da caneta ou lápis em relação ao papel, ou da posição do papel e que a
inclinação para a direita mostra predominância dos sentimentos sobre a razão.

A interpretação da inclinação da escrita ou dos traços do teste palográfico pode


ser feita com base no simbolismo do espaço, ou seja, ela esta modelada pelo
sentido espacial pessoal.

Margens:
Na escrita, as margens estão relacionadas ao simbolismo do espaço.

Para Pierry Neto:

Margem esquerda: Margem direita:


- ligada ao passado - ligado à figura de autoridade
- á fixação em certos períodos do - as novas situações
desenvolvimento psicossocial - as metas e objetivos
- á introversa - á capacidade de se adaptar as
- as regras e segurança. mudanças

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Margem superior:
- ligado à harmonia com que o
individuo realiza suas tarefas.
- capacidade de lidar com situações
sociais.
- controle de suas reações em
ambientes sociais

Para Simón:

A margem superior mostra uma


distancia que a pessoa sente em
relação à outra, tanto em termos
pessoais (afetos e sentimentos)
quando em termos sociais
(hierarquia).

Para Vels:

Margem esquerda e superior: Margem direita:


- atividades conscientes e
reflexivas - refere-se ao grau de prudência
- respeito consciente as normas nos contatos com o exterior.
sócias, civis e aos outros e a si - a maneira como atua o
mesmos. subconsciente.

É importante considerar que, quando se começa a escrever cada linha, tem-se


mais cuidado e atenção no inicio do que no final da linha, por isso é mais
frequente que a margem esquerda seja mais ordenada do que a direita.
Também se relaciona à estética e a economia. (Simón 1992)

Distância entre as linhas:


Para Pierry Neto, 1995;

• A distância entre as linhas esta ligada ao relacionamento interpessoal.

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• Já a proximidade indica que o individuo deseja proximidade com o outro.

• Quando as linhas ficam próximas e se tocam ou se cruzam, mostram o


comportamento excessivo de proximidade sem respeitar limites.

• As linhas muito espaçadas indicam energia que se dissipam, ou


dificuldade de relacionamento com o outro, com tendência ao
isolamento físico ou psicológico.

Direção das linhas:


A direção das linhas simbolicamente representa a direção para um fim, com um
caminho a percorrer. (Vels, 1982)

Na linha ascendente, á uma disposição do individuo eufórica, entusiasmo, pelo


zelo, pela ambição ou pela necessidade de ação, alegria.

Na linha descendente, o impulso é fraco, o individuo pode ser propenso à


fadiga ou tem obstáculos e as dificuldades.

A linha horizontal convexa, sobe inicialmente e depois desce, revela um forte


interesse inicial, mas em seguida perde o entusiasmo e abandona a tarefa.

Exemplo: pessoa “fogo de palha”.

Linhas sinuosas refletem humor variável, indecisão, ou caráter oportunista.

Tamanho:
Van Kolck considera que existe um paralelismo entre a relação do tamanho do
desenho com espaço disponível e a relação dinâmica que o individuo
estabelece com o seu ambiente e as figuras paternas.

Considerando isso, o tamanho corresponde à maneira como o individuo reage


a expressões do ambiente. Exemplo:

 Se o tamanho é pequeno: reflete sentimento de inferioridade e


inadequação
 Se o tamanho é grande: reflete sentimentos de expansão e de
agressão ou fatores compensatórios de supervalorização.

Para Hammer, o tamanho do desenho representa a avalição que o individuo


faz de si mesmo.

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Já Precker e Zimmerman consideram que o tamanho exagerado pode ser
evidencia de agressividade ou descarga motora e liberação dessa
agressividade no ambiente.

No Psicodiagnóstico Miocinético (PMK) a dimensão tensional é avaliada pelo


tamanho dos traçados, caracterizando duas tendências opostas, a inibição e a
excitação.

Na Inibição o individuo sente uma reação que o limita e o bloqueia causando


medo na realização das atividades.

Na Excitação o individuo reage de maneira excitada, com uma liberação


espontânea, às vezes exagerada nas suas atividades.

Distância entre os Palos:


No palográfico a largura estar relacionado a distancia entre os traços (Palos).

 O aumento da intensidade da largura dos Palos indica um desejo, um


anseio de obter aquele fim, uma maior liberação da força impulsiva, e
porem pode representar a “falta de freios” por esse desejo que não
considera a possibilidade de obstáculos.
 Na escrita estreita já pode se ver o oposto, o movimento em direção ao
fim parece estar freado; em um sentido positivo indica um alto domínio
(dos impulsos momentâneos) já no sentido negativo essa retenção
pode ser um impulso egoísta (proteção pessoal).

Pressão:
Pulver deu a escrita uma terceira dimensão, acrescentando profundidade às
duas dimensões gráficas usuais, altura e largura. Profundidade se refere à
pressão; o movimento da dimensão da profundidade é executado de frente
para trás e se refere ao funcionamento instintivo ou biológico.

Klarger diz que: “o esforço empregado no ato de escrever pode se manifestar


de três maneiras diferentes”

 Na firmeza que se segura o lápis;


 No apoio da mão ou do braço na carteira;
 Na pressão do lápis sobre o papel, que tem o efeito claramente
perceptível.

O lápis e a caneta faz um sombreado quando exerce muita pressão, e a partir


dai pode se avaliar a intensidade da pressão deixada no papel.

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Levy cita que a pressão se relaciona ao nível de energia em que as linhas
firmes e pesadas indicam grande energia e ambição e as linhas leves e finas
baixo nível de energia.

Segundo Hammer e Van Kolck, “a interpretação das linhas grossas indica


energia, iniciativa, confiança de si mesmo, mas também hostilidade com o
ambiente, tensão, esforço para manter o equilibrio e falta de adptação. Já as
linhas finas indicam pessoas deprimidas, inseguras, timidas, com sentimento
de incapacidade, falta de confiança em si, mas também personalidade
hipersensivel e critica”.

A pressão do lápis é avaliada no psicodiagnóstico Miocinético, Mira 1987,


considera que a pressão em profundidade se refere à força que a pessoa põe
no lápis sobre o papel.

Mira ressalta que para analisar a pressão é importante que seja


usado um tipo de grafite, lápis preto nº 2.

Ela considera que a pressão leve é característica de pessoas com um potencial


artístico, e a pressão forte de pessoas instintivas e rude.

Outro aspecto analisado na PMK é a qualidade dos traços, ou seja, presença


de tremor no teste palográfico. A presença constante de tremores no
palográfico pode indicar intoxicação por álcool ou lesão neurológica.

Organização:
Vels (1982) considera que a palavra escrita constitui uma representação
mental de um objeto ou uma ideia. Assim, a ordem com que são distribuídas as
letras e as palavras é um reflexo de como a pessoa pensa e atua, de como se
orienta no espaço e de sua organização no trabalho em relação aos objetos e
aos conceitos.

Portanto, a ordem indica o grau de organização e controle das tendências e


processos mentais.

Simon fala que a organização interna da escrita fornece uma ideia sobre a
estrutura geral da personalidade.

 Escrita ordenada indica pessoa com ideias claras, capacidade de


raciocínio logico e organização no trabalho.
 Escrita desordenada indica pessoas com dificuldades de organização,
falta de reflexão e confusão de ideias.

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No Palográfico, a forma de distribuição dos Palos reflete o grau de apelo das
normas, a disciplina, a utilização racional do tempo e o grau de controle emotivo.

Organização é avaliada por meio da regularidade das margens, da direção das


linhas, da distancia e o tamanho dos Palos.

Velocidade:
A velocidade tem como correlatos positivos a necessidades de atividade, a
laboriosidade e a vivacidade, e como correlatos negativos, agitação, a fadiga, a
excitação e a inconsistência. A lentidão tem como correlatos positivos a
tranquilidade e a calma e como negativos a inatividade, debilidade da vontade
e a apatia. (Klages 1959).

Devem ser lembrado que em relação à velocidade, quando as pessoas que


possuem um maior grau de escolaridade ou exercem funções em que
necessitam escrever, apresentam uma maior velocidade na escrita e no
palográfico, do que as pessoas com baixo nível de escolaridade o que não
executam trabalhos que não precisa escrever.
Por essa razão é importante levar em conta o nível de escolaridade na avaliação
da velocidade do palográfico.

Ritmo:
Aplicação do ritmo da escrita é proposto por Pulver, que afirma que “a
distribuição gráfica rítmica dos impulsos gráficos depende do grau de
afetividade”. Se os impulsos forem violentos vão parecer os distúrbios do ritmo;
um ritmo equilibrado indica uma afetividade tranquila, a falta de ritmo na escrita
e no palográfico aparecerá nas grandes diferenças de dimensão, de
espaçamento, nas mudanças bruscas na inclinação, na velocidade.

No Palográfico, a regularidade ou irregularidade do ritmo é avaliada


por um nível de oscilação rítmica (NOR) que é uma comparação do
numero de Palos realizados em cada intervalo de tempo.

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O ritmo básico de uma pessoa afeta o seu relacionamento com os outros.
Assim, pode se considerar que cada pessoa possui um “ritmo vital”. Que se
reflete em todas as suas atividades, incluindo a escrita (Simón, 1992).

Arpões ou Ganchos:
Os arpões na escrita são gestos indicativos de agressividade, de
intransigência, de autoritarismo, embora as duas ultimas sejam formas
canalizadas de agressão.

No palográfico, os arpões podem aparecer na parte superior ou inferior do


traço, voltados para a direita ou para a esquerda e essas localizações vão
determinar seu significado. Se ocorrerem na parte superior do traço, estão
ligados as ideias, se aparece nas partes inferior estão ligados nas coisas
materiais. (Simón, 1992).

2 – Instruções para Aplicação


Material:

 Folha de aplicação padronizada com os traços iniciais impressos.


 Lápis preto nº2 bem apontado e cronometro.
 O aplicador deve dispor de outros lápis e apontador, caso o
examinando quebre a ponta do seu.

Condições ambientais:

 Local tranquilo
 Boa iluminação
 Sem ruídos
 Boas condições de temperatura e acomodação
 Cadeiras e mesas (ou carteira lisa) sem irregularidades
 O teste pode ser aplicado individualmente ou coletivamente
 Na aplicação coletiva também é conveniente dispor de lousa ou quadro
para mostrar o modelo

Instruções Gerais:

O teste é dividido em duas partes:

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1. A primeira constitui uma espécie de treinamento e adaptação do
examinando à tarefa a ser realizada, com cinco tempos de trinta
segundos.
2. A segunda é o teste propriamente dito e é feita com cinco tempos de um
minuto.
Instruções:

Caso a aplicação seja individual, deve se estabelecer um rapport. Caso a


aplicação seja coletiva, o aplicador deve dar explicações gerais.

3 - Avaliação
A avaliação do palográfico é realizado de forma quantitativa e qualitativa.
Embora o teste em sua formulação original propusesse uma avaliação
quantitativa de apenas duas características, a produtividade e o Nível de
Oscilação Rítmica (NOR), Minicucci introduziu, em 2002, medidas para outras
características, de modo a tornar a avaliação do teste mais objetiva.

É importante destacar no entanto, que a avaliação quantitativa não permite que


se faça uma avaliação completa de uma dada característica. Assim, não é
possível fazer uma interpretação considerando apenas os dados obtidos
quantitativamente.

Como em qualquer outro teste de personalidade, todos os dados disponíveis


no protocolo devem ser integrados, para então realizar uma síntese
diagnostica.

SKIP – Sistema de Correção Informatizada do Palográfico:

Uma das questões frequentemente apontadas por psicólogos na utilização do


palográfico se refere ao tempo dispendido para avaliá-lo manualmente. Por
isso que foi desenvolvido o SKIP.

SKIP

Trata-se de um sistema que permite realizar a avaliação quantitativa,


fornecendo cada uma das medidas das características avaliadas pelo teste,
além de apresentar as respectivas representações.

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Para utiliza-lo é necessário adquirir licenças para correção. O teste deve ser
aplicado normalmente e posteriormente à folha de aplicação deve ser
digitalizada em um scanner homologado, para que, em seguida o teste seja
mensurado segundo as orientações que consta no próprio sistema.

4 – Correção e Interpretação dos Resultados


Quantitativos
Os dois primeiros dados obtidos na avaliação do palográfico são a
produtividade e o nível de oscilação rítmica (NOR).

 A produtividade é calculada da seguinte forma: conta-se o numero de


traços (palos) realizados em cada tempo de um minuto da segunda
parte do teste; somam-se os cinco totais em cada tempo e anota-se o
valor no espaço indicado na folha.
 Para o nível de oscilação rítmica calcula-se as diferenças existentes
entre cada um dos cinco intervalos consecutivos e anota-se os
resultados obtidos nos quadrinhos abaixo dos tempos obtidos. NOR é
obtido multiplicando-se o total das diferenças por cem e dividindo pelo
total de palos realizados nos testes.

Produtividade:

A produtividade no palográfico é avaliada pelo numero de traços executados


durante o teste. Ela se referem a quantidade de trabalho que o examinando é
capaz de fazer, tanto em termos profissionais como em outros tipos de
atividades.

Para obter a classificação dos resultados, é necessários verificar, dentre as


tabelas normativas disponíveis, a que melhor corresponde a região,
escolaridade e sexo do examinando.

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Ritmo:

O ritmo no palográfico é avaliado pelo NOR, que verifica a variabilidade na


produtividade no trabalho do individuo nos diferentes tempos de testes,
reproduzindo as possíveis frustações de produtividade no desenvolvimento das
tarefas.

Distância entre os palos:

Forma de avaliar a variável é considerar a distancia entre palos. Para isso


medem-se milímetros a distancia do primeiro ao ultimo palo por intervalo de
tempo e divide-se pelo numero de palos realizados em cada um dos tempos,
obtendo-se a media da distancia entre traços em cada intervalo de tempo.
Essas medidas devem ser somadas e divididas por cinco, conseguindo-se
assim a media global da distancia entre os traços.

Quando o sujeito utilizar mais de uma linha para fazer o intervalo de tempo,
deve-se medir a distancia do primeiro palo daquele intervalo ate o final da linha
e continuar a mensuração nas linhas seguintes até o final desse intervalo,
seguindo este mesmo procedimento para todos os tempos.

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Tamanho dos palos:

O tamanho, altura ou dimensão dos palos representa simbolicamente a


autoestima, confiança que o individuo tem de seus valores pessoais e de como
se comporta nas diversas situações.

Para avaliar o tamanho mede-se em milímetros o comprimento dos palos


maiores e dos menores em cada intervalo de tempo.

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Impulsividade:

A reação impulsiva se produz sem um controle reflexivo da consciência, ocorre


uma descarga de tensões afetivas de modo descontrolado e sem suficiente
autodomínio.

Tomando como base o PMK, a impulsividade pode ser avaliada pelas


diferenças de comprimentos lineares dos traços. Quando a diferença do
tamanho linear esta dentro da normalidade indica estabilidade nas ações,
firmeza, flexibilidade e serenidade na conduta. Se as diferenças diminuem,
considera-se como revelando tendência ao perfeccionismo, escrupulosidade,
meticulosidade e uma conduta sistêmica, ordenada e metódica, que pode
chegar à obcessividade. Quando as diferenças aumentam indicam condutas
instáveis, desiguais e imprevisíveis. (Mira, 1987)

Distância entre linhas:

A distância entre as linhas apresenta uma avaliação mais qualitativa e também


esta ligada à direção das linhas, pois uma pessoa manterá uma distancia
regular entre as linhas se elas tiverem também o mesmo tipo de direção.
Para avaliar a distancia entre as linhas, obtém-se uma media com os dados do
inicio e do final da linha, para se obter um resultado fidedigno.

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Margens:
A manutenção das margens é um indicador da capacidade de organização do
individuo e de como ele se adapta ao ambiente.

A margem a esquerda é aquela que o individuo exerce maior controle, uma


vez que na aprendizagem da escrita a criança é treinada a deixar uma
margem no inicio das linhas. Além da margem a esquerda também são
importantes no palográfico à margem direita e a superior.

A avaliação quantitativa da margem é feita da seguinte forma:

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Para a margem esquerda mede-se em milímetros a distancia da borda
esquerda da folha ate o ponto médio do primeiro palo de cada linha.
Somam-se os valores obtidos e divide-se pelo numero de linhas.

Para a margem direita usa-se o mesmo procedimento. Normalmente não


se mede a margem direita da ultima linha, porque esta é interrompida ao
completar o limite de tempo do teste.

Para avaliar a margem superior mede-se em milímetros a distancia da parte


superior do primeiro palo da primeira linha, ate a linha divisória entre a
primeira e a segunda parte do teste, fazendo-se o mesmo com o ultimo
palo. Depois se obtém a media somando os dois resultados e dividindo por
dois.

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Ganchos ou Arpões:
São pequenos traços que se formam um ângulo agudo em uma das
extremidades dos palos, que funciona como um freio ou contenção dos
impulsos e são indicativos de agressividade; A direção é o tipo da
agressividade são determinados pela sua localização.

Se estiverem do lado esquerdo do palo indica agressividade voltada para si


mesmo ou autoagressividade. Se estiverem do lado direito, são indícios de
agressividade voltada para o exterior ou heteroagressividade. Se estiverem na
parte superior estão ligados aspectos mais intelectuais, racionais e verbais. A
localização na parte inferior do palo relaciona-se ao concreto, ao material, a
agressividade no plano físico.

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Inclinação dos palos:
É a relação afetiva e o grau de vinculo que o individuo estabelece com objetos
e pessoas. Para avaliar a inclinação é medido o ângulo do traço em relação a
horizontal, assim um traço vertical apresenta um ângulo de 90º em relação ao
horizontal, enquanto os valores maiores que 90º apresentam uma inclinação
para a direita e os menores que 90º para esquerda.

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Direção das linhas ou alinhamento:
A direção das linhas revela as flutuações do animo, do humor e da vontade.
Relaciona-se a maturidade e constância da personalidade, dos gostos, das
convicções, dos princípios morais e do comportamento (Minicucci, 1991, p.
109) e da manutenção do esforço nas tarefas e objetivos pessoais (Vels,
1982).

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Para avaliar a direção das linhas, traçam-se linhas retas horizontais passando
pela base do primeiro palo de cada linha. Partindo desse ponto, mede-se a
angulação ascendente ou descendente de cada linha do teste tendo como
referencial a base do ultimo palo de cada linha.

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Referência

MANUAL TESTE PALOGRÁFICO Vol 1 – 3ª Edição, Irai Cristina Boccato


Alves, Cristiana Esteves – 2019

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