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DIREITO PROCESSUAL PENAL – UNIVERSIDADE PAULISTA

PROFESSOR MOACIR MARTINI DE ARAÚJO


6 E 7° SEMESTRE

ATOS PROCESSUAIS

1-) Conceito:
Os acontecimentos naturais da vida, sejam ou não provocados pelo homem, são chamados
de FATOS.

Se relevantes para o direito, são FATOS JURÍDICOS, se não acarretam conseqüências


jurídicas, são simplesmente FATOS NATURAIS.

FATOS JURÍDICOS são, portanto, os acontecimentos que criam, modificam ou extinguem


uma situação jurídica. Quando este se estende ao processo se chama FATO
PROCESSUAL.

Quando os FATOS que apresentam relevância jurídica consistem em uma ação humana,
que se traduz por DECLARAÇÃO DE VONTADE, destinada a provocar uma
conseqüência jurídica, passam eles à categoria de ATOS JURÍDICOS.

ATO JURÍDICO: É um fato jurídico que se traduz em declaração de vontade (geralmente é


humano)
Ex: Morte: repercute direitos: FATO JURÍDICO. Se praticado pelo homem......
Ex: Matou alguém: É ATO !

Se o ATO JURÍDICO estiver relacionado à direito processual será um ATO


PROCESSUAL.

Logo, ATO PROCESSUAL, é uma espécie de ato jurídico, que acontece quando o ato
jurídico é usado para criar, modificar ou extinguir direitos. È o que acontece com o
oferecimento da denúncia, a sentença, etc.

ATOS DAS PARTES

Os atos das partes são classificados em:


A. Postulatórios: Visam do juiz um pronunciamento sobre o mérito da causa ou uma
mera solução de conteúdo processual.
Pedir, solicitar: ex: pedido de absolvição sum ária, relaxamento de flagrante, etc. (pedir
algo ao juiz)

B. Instrutórios: Destinados a convencer o juiz do que é alegado ou afirmado, ou seja,


da verdade da afirmação de um fato. Instrui o processo para a formação da opinião
do juiz. Ex. junta petição com documentos
Nada impede, porém que um ato seja instrutório e postulatório p. ex. Pedir para que um
documento seja juntado aos autos.
C. Reais: Se manifestam em coisas e não em palavras.
O documento, a arma do crime é um ato real.
D. Dispositivos: Constituem na declaração de vontade da parte destinada a dispensar a
tutela jurisdicional.
Em regra não há atos dispositivos pois nenhuma lesão ou ameaça de lesão pode ficar
sem apreciação do judiciário.
Exceção: extinção da punibilidade, renúncia. Perdão.

ATOS DOS JUÍZES

Os atos praticados pelos órgãos jurisdicionais podem ser:

a. Decisórios: Ou jurisdicionais próprios, são os que solucionam questões do


processo.
Dividem-se em decisões (sentenças) e despachos de expedientes.

Decisão definitiva: Absolve ou condena.


Decisão interlocutória: Não é definitiva mas gera conseqüência.

Simples: Incidental. Ex. decretação de prisão, relaxamento de prisão.


Mista: terminativa: Acaba: Impronuncia
Não terminativa: Pronúncia Interfere no mérito.

Decisão que decreta fiança? Decisão interlocutória simples.

b. Atos Instrutórios: São aqueles em que a atividade do juiz está destinada a


esclarecer a verdade dos fatos. Ex: juiz convoca testemunhas que ninguém chamou
c. Atos de polícia: Exercidos por ocasião do processo concernentes a manter a ordem
e o decoro. P. ex. Juiz decide se o preso vai ficar com algemas ou não.
d. Atos administrativos: Juiz que fala como funcionará a organização do cartório, o
sorteio de jurados.
e. Atos anômalos: Não são atos do juiz mas ele pode praticar.
Ex. requisitar prova antes da investigação. Lei 9034/95 – Magistrado quebra sigilo
bancário.
f. Atos de Documentação: Subscrição de termos de audiência, rubrica de fls. dos
autos.

ATOS DOS AUXILIARES DA JUSTIÇA

Podem ser:

a. Atos de movimentação: Promove o desenvolvimento do processo (conclusões,


aberturar de vista à partes, etc)
b. Atos de execução: Cumprimento das determinações do juiz (citação do réu,
notificação de testemunhas, intimação das partes)
c. Atos de documentação: Em que dã a sua fé dos atos que foram executados por
determinação do juiz (ex. oficial certificando o que aconteceu, escrevente qdo abre
vista ao advogado “olha advogado vai falar”.)

ATOS DE TERCEIRO

a. Interessados: Prestar fiança, reclamar coisa perdida se boa-fé, etc


b. Desinteressados: Testemunhas.

Termo: Documentação de um ato levado a efeito por funcionário.


Auto: Se a lei fala que deve ser auto, deverá sempre haver duas testemunhas sob pena de
nulidade.

CLASSIFICAÇÃO DE ATO PROCESSUAL

a. Simples: Resultam da manifestação de vontade de 1 só pessoa. Ex. petição,


sentença, renúncia ao direito de queixa, acórdão.
b. Complexo: Aqueles em que se observa uma série de atos entrelaçados, como nas
audiências e sessões do júri.
c. Compostos: É o que resulta da manifestação de vontade de uma só pessoa,
dependendo, para ter eficácia, da aceitação ou verificação feita por outro. Ex.
perdão aceito, acórdão.

CITAÇÕES E INTIMAÇÕES

CITAÇÃO (primeiro ato)

Conceito: É o ato processual com que se dá conhecimento ao RÉU da acusação contra ele
intentada a fim de que possa defender-se e vir a integrar a relação processual.
Integrar: momento em que citado ele passa a fazer parte do trinômio processual.
Citação é só na primeira vez, nas outras o réu será intimado ou notificado.

A citação é feita ao denuncia ou querelado sobre o ingresso da ação penal e, portanto, não
existe no inquérito policial.
Só o acusado é que pode ser o ÚNICO sujeito passivo da pretensão punitiva, é que pode ser
citado. Deve assim, ser citado o réu e não o seu representante ou curador, pois mesmo que
aquele seja insano mental, a nomeação do curador se fará em vias próprias.
A citação é ato ESSENCIAL do processo, imposição categórica de garantia constitucional,
e sua falta é causa de NULIDADE ABSOLUTA do processo.

A citação só é necessária no processo de conhecimento. O processo de execução é uma


conseqüência lógica

CLASSIFICAÇÃO

a. Citação Real: Dá-se quando realizada na pessoa do próprio acusado, tendo ele
conhecimento do fato por mandado, carta precatória, carta de ordem, etc.
b. Citação Ficta: (presumida) Ocorre quando se rpesume que tenha o acusado tido
conhecimento da acusação. São modalidades as citações por hora certa e por edital.

• Obs: A citação tem como EFEITO completar a instância, ou seja, a relação jurídica
procesual, com o surgimento da figura “réu”.
Ao contrário do que ocorre no processo civil, esta não previne a jurisdição, que
ocorre com a distribuição (art 75) nem interrompe prescrição (art. 117). (o que
interrompe a prescrição é o recebimento da denúncia.

CITAÇÃO REAL

Citação por mandado


• Artigo 351 CPP
• É a regra no processo penal

Requisitos:
a. Intrínsecos: Art 352 CPP.
• Nome do juiz
• Nome do querelante, nas ações de queixa
• Nome do réu, os seus sinais característicos se o nome for desconhecido.
• Residência do réu se conhecida
• Fim da citação
• Juízo, dia e hora em que ele deverá comparecer.
• Subscrição do escrevente e assinatura do juiz.
Obs: O inciso VI não é mais aplicado, pois antigamente o réu era citado para apresentar
defesa preliminar em 10 dias.

b. Extrínsecos: Art. 357 CPP


• Deve o oficial proceder:
• I – A leitura do mandado ao citando e entrega da contrafé, na qual constará o dia e
horário da citação.
• II – Declaração do oficial, na certidão, da entrega da contrafé e sua aceitação ou
recusa.
A citação pode ser feita em qquer dia e hora, isto é , pode ser realizada em domingo,
feriado, durante o dia ou à noite. Caso o oficial de justiça não encontre o réu no
endereço constante no mandado, mas obtenha informações qto ao seu paradeiro, poderá
citá-lo desde que nos limites de sua circunscrição, e desde que informe isto na certidão
do mandado.

Citação por carta precatória

Quando o réu estiver fora do território da jurisdição do juiz processante, deve ser citado por
precatória.
Usa-se os mesmos requisitos do mandado.
• Precatória itinerante: art. 355 CPP
Vai onde a pessoa estiver. Ex. c.prec. de Sp para santos, só que em santos o oficial
constata que o citando está em campinas. A carta não voltará para sp aviosando isto. Irá
direto para o juízo de campinas.

Outras formas de citação

• Militar: Art. 358 CPP


Será por intermédio de chefe do respectivo serviço.

• Servidor público: 359 CPP


Antes precisava comunicar o chefe de serviço para está “programar” a substituição do
citando.
Hoje em dia não usa mais pois apresenta-se a defesa, não precisa faltar no serviço
Obs: perdeu a essência, porém não foi revogado.

• Preso: Art 360 CPP


Será pessoalmente citado
Só haverá citação por edital se o sujeito estiver em LINS.

• Carta Rogatória: Art 368 CPP


Se o réu estiver em pais estrangeiro, mas em lugar sabido deve ser citado mediante carta
rogatória.
Haverá a SUSPENÇÃO da prescrição até o cumprimento da carta rogatória.
Obs : Legação estrangeira??????

• Carta de Ordem
Casos de prerrogativa de foro.

CITAÇÃO FICTA

Citação por hora certa

Art. 362 CPP


Quando o réu de oculta o oficial certifica o acontecido.
Procedimento: Oficial vai por 3 vezes mas percebe que o réu está se ocultando para
dificultar a citação, neste caso na 3ª vez em que ele for deverá comunicar alguém de
que esteve lá e voltará em tal dia e hora para citar o “fulano”. Se nesse dia (4ª vez) o
citando não estiver presente o oficial entregará a contrafé para qquer um que estiver
(irmão, vizinho, ou põe a contrafé embaixo da porta) e certifica o acontecido.
Caso nesta 4ª vez que o oficial foi aconteceu algo (de verdade) com o citando (ex. sofre
acidente) não haverá a citação.

Se não comparecimento (no caso não oferecimento de defesa) será nomeado um


defensor dativo.

Citação por edital

Hipóteses
1. Réu não encontrado – Art. 363, § 1° e 361 CPP
Para que ocorra é necessário que antes, em certidão, o oficial tenha certificado
que o réu está em LINS, sob pena de nulidade (dever haver cautela em observar
todos os endereços, antes que haja a citação por edital)

Súmula 351 STF. Preso, no mesmo local da federação.

2. Local inacessível e Incerta pessoa

Capez: Ainda existe esta forma de citação


Prof: Houve revogação expressa. (ponto final)
Duração art. 364 CPP – Parte da doutrina, por culpa deste artigo acha que não
foi revogado.
Requisitos: 365 CPP
• Nome do Juiz
• Nome do réu, se desconhecido seus sinais característicos, residência e profissão, se
constantes no processo.
• Juízo, dia e hora
• Prazo que será contado do dia da publicação ou afixação do edital etc........

Súmula 366 STF


Não é nula a citação por edital que indica o dispositivo de lei penal, embora não
transcreva a denúncia ou queixa, ou não resuma os fatos em que se baseia.

• Citação Circunduta: "o ato pelo qual se julga nula ou de nenhuma


eficácia a citação é chamado de 'circundução'; quando anulada
diz-se que há 'citação circunduta'
INTIMAÇÕES E NOTIFICAÇÕES

Chama-se intimação a ciência dada a parte, no processo, da prática de um ato,


despacho ou sentença.
Refere-se ela, portanto, ao PASSADO, ato já praticado.

Já a notificação é a comunicação à parte ou outra pessoa, do lugar, dia e hora de um ato


processual que a pessoa deve comparecer. FUTURO.
Nucci acha que é tudo a mesma coisa.
MP e Defensor: São intimados pessoalmente.
Advogado: Imprensa.

SUSPENSÃO DO PROCESSO

Prevê a lei a possibilidade de decretação de revelia do réu que não compareceu ao ato
do processo a que devia estar presente qdo para tal foi citado.
A CONTUMÁCIA (ausência injustificada ao ato do processo), acarreta a revelia, diante
da qual o processo desenvolve-se sem que haja o revel notificado ou intimado dos atos
– Somente da sentença.

Para que haja a suspensão do processo será necessário 3 requisitos obirgatórios:

• Tem que ser citado por edital


• Não respondeu no prazo
• Não constituiu advogado
Efeitos: Suspende a prescrição, pode haver a produção antecipada de provas e a
decretação da prisão.

Exceção: Lei 9613/98 – Lavagem de dinheiro – Juiz não suspende o processo.

SUJEITOS PROCESSUAIS

Sujeitos processuais são as pessoas entre as quais se constitui, se desenvolve e se


completa a relação jurídico-processual. A relação jurídico processual, ou instância, é,
aliás, uma relação triangular, um ato por três pessoas (actum trium personarum): Juiz,
autor e réu.

Estas três pessoas são os sujeitos principais (ou essenciais) do processo. Existem
tbm os sujeitos secundários (ou acessórios ou colaterais), que são pessoas que tem
direito sobre o processo, mas podem existir ou não, sem afetar a relação processual.

1. Sujeitos Principais: Aqueles que se não existirem, a relação processual não existe.
Se faltar uma das partes, faltará pressuposto processual de existência.
1.1. Autor: Parcial: Tem interesse no jus puniendi
1.2. Réu: Parcial: Faz valer seu jus libertatis.
1.3. Juiz: Imparcial
Ocupa posição proeminente na relação processual. A rigor é chamado de Estado-Juiz.
Reside na realização pacífica do direito material substituindo a vontade das partes e
dizendo o direito ao caso concreto.
Para que possa exercer validamente suas funções é necessário que tenha capacidade
subjetiva. Em abstrato exige-se a capacidade funcional, que são os requisitos para o
ingresso na magistratura, investidura n cargo, etc.
Quanto à capacidade especial o juiz não pode estar impedido nem suspeito caso
contrário, haverá nulidade.

JUIZ

Decide, Substitui a vontade das partes, e é detentor do poder jurisdicional.


Para que possa exercer validamente as suas funções é necessário que tenha
capacidade subjetiva.
Esta se divide em duas:
CAPACIDADE FUNCIONAL: Existência dos requisitos pessoais para ingresso na
magistratura, diploma de bacharel, 3 anos de atividades jurídicas, nomeação, posse,
investidura no cargo, etc.
CAPACIDADE ESPECIAL: É relativa ao exercício jurisdicional, não estar impedido
ou suspeito.
Exige-se tbm a capacidade OBJETIVA.

Para que o juiz possa desempenhar seu papel com total imparcialidade são garantidos a
ele alguns poderes que são instrumentos para a efetiva realização da atividade
jurisdicional.

Poder de polícia: Exercidos por ocasião do processo concernentes a ordem e decoro.


Poderes jurisdicionais: Exercidos no processo. Dividem –se em PODERES MEIOS E
PODERES FINS.
Poderes meios: dentre os quais se encontram os atos ordinatórios
Poderes fins: Decisão e execução.

Prerrogativas e vedações
• Ingresso mediante concurso
• Vitaliciedade: adquirida após 2 anos do exercício do cargo, só podendo perdê-lo por
sentença judicial transitada em julgado – Não se confundindo com perpetuidade
tendo em vista a aposentadoria compulsória aos 70 anos.
• Inamovabilidade: Confere ao magistrado estabilidade no cargo do qual é titular, só
podendo ser removido em razão de interesse público
• Irredutibilidade de vencimentos.

Vedações
• Receber qquer tipo de contribuição de pessoas físicas, entidades ,etc
• Exercer advocacia no tribunal onde se afastou antes de decorridos 3 anos do
afastamento por aposentadoria ou exoneração.
• Não pode exercer outro cargo ou função, salvo o magistério.
• Não pode dedicar-se à atividade política.

Inafastabilidade do controle jurisdicional: O juiz não pode deixar de julgar, a punica


exceção é a incompetência.

Impedimentos – CPP art. 252


São requisitos de ordem objetiva

Incompatibilidade – CPP art. 253


Só é válido nos juízos colegiados. Ex. no conselho de sentença não pode haver jurados
parentes ou nos recursos onde os desembargadores tbm não podem ser parentes.

Suspeição – CPP art. 254


Requisitos de ordem subjetiva
O próprio juiz pode argüir ou a parte.

MINISTÉRIO PÚBLICO

Conforme o art. 127 CF o “Ministério Público é uma instituição permanente, essencial a


função jurisdicional do estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime
democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis”.

No processo penal o Ministério Público é a instituição de caráter público que representa


o estado administração e apresenta ao estado-juiz a sua pretensão punitiva. Tem
exclusividade em propor ação penal pública.

Natureza Jurídica
Vários Posicionamentos
• Alguns entendem que o MP integra o poder judiciário.
Prof. Num concorda, fala que estas são teorias de autores administrativitas com base
européia.

• Alguns falam que o MP é ligado ao legislativo pois tem função de fiscalizar e o p.


executivo faz o mesmo com as contas.
Prof. Num concorda, pq por exemplo, em são Paulo, existe os Tribunais de contas.

• Outros falam que o MP é independente, sendo um 4° poder.


Prof. Num concorda, pois a própria CF fala que o MP “precisa” do executivo.

• Corrente Dominante: MP integra o poder executivo, mas tem independência


funcional administrativa em relação ao p. Executivo.

Princípios Institucionais

Unidade, indivisibilidade e independência funcional


Princípio da unidade: MP é uno, é um órgão exercendo a mesma função. Promotores
falam em nome da Instituição Ministério Público.

Princípio da Indivisibilidade: Os membros do MP podem ser substituídos por outros, na


forma prevista em lei, sem que se perca o sentido da unidade.

Princípio da independência funcional: Por este princípio, os membros do MP, apesar de


hierarquizados, mantém independência e autonomia no exercício de suas funções,
orientando sua própria conduta nos processos que intervierem.

Outros Princípios

• Princípio da Irresponsabilidade
O promotor não pode ser civilmente responsável pelos atos praticados no exercício de
sua função, salvo se comprovada a má-fé.

• Princípio do Promotor Natural


Reconhecido pelo STF em 2005/2006.
Ninguém pode ser julgado ou PROCESSADO, se não pela autoridade competente.
Neste caso o promotor deve ser designado de acordo com a lei.

• PRINCÍPIO DA IMPARCIALIDADE
O MP é órgão imparcial (Prof. Acha que não é, mas se cair na prova o MP é
IMPARCIAL)
No CPP fala que as causas impeditivas e suspensivas se aplicam ao MP.

Funções

• Promover privativamente a ação penal pública


Não é exclusivamente pois existe ação penal subsidiária da pública.

• Promover a fiscalização da lei

• Investigação do MP – Prof. Acha que o MP pode investigar, mas que não tem
poderes investigatórios.

Prerrogativas

• São as mesmas dos Juízes

Vedações

• São as mesmas dos Juízes, mas o fundamento está no artigo 128.

ACUSADO
É a pessoa contra quem se propõe a ação penal, ou seja, o sujeito passivo da
pretensão punitiva
Detentor da capacidade penal: Legitimidade ad processum
Não pode ser menor, animal, ser inanimado, parlamentar, e pessoa jurídica (este
último tem exceções). – Nestes casos faltará a legitimidade as causam.
Os inimputáveis por doença mental tem legitimidade por há a Medida de Segurança.
Identificação do acusado

Art 41, 259 e 363 CPP


Deverá sempre ser identificado, ou pelo menos constar a identificação física.

Direitos do Acusado

• Devido processo legal


Resultado da observância de todos os outros princípios

• Contraditório e Ampla Defesa


Mesmas oportunidades para ambas as partes.
A defesa deve ocorrer da forma mais ampla possível, o réu pode se defender e ter a
defesa técnica.
** Autodefesa: Audiência: Fala para o juiz o que aconteceu
Presença: Estar presente durante o seu julgamento.
Art 260 CPP: “Se o acusado não comparecer (nos atos necessários), juiz mandará
conduzir coercitivamente.”
Doutrina entende que esse artigo é recepcionado.
Nucci acha que não foi recepcionado, pois se o acusado não precisa produzir prova
contra si mesmo ele não precisa ir.

** Defesa Técnica, art 260 CPP


Réu sempre estará acompanhado de advogado
EOAB: Advogado é indispensável.
A falta de defesa técnica implica em nulidade absoluta
A deficiência na defesa implica em nulidade relativa – Súmula 523 STF.

AD HOC – Se o advogado faltar injustificadamente, será nomeado um defensor para o


momento.

ESPÉCIES DE DEFENSOR

• Constituído (procurador)
A parte é quem chama
Será constituído através de procuração, ou apud acta (art 266 CPP)
Apud acta: No interrogatório réu leva advogado e fala para o juiz que que constituir
advogado (pode até designar poderes específicos), e tudo deve ser reduzido a termo.
O advogado constituído deve ter poderes especiais para aceitar perdão, argüir suspeição
e falsidade de documento (incidente de falsidade).
• Defensor Dativo
Art 263 CPP
É nomeado pelo magistrado
Se acusado não quiser o defensor , poderá nomear outro de sua confiança.
Recusa: Deve ser fundamentada (tacitamente revogado pelo art. 15 da Lei 1060/50
Réu não pobre: 263, CPP pu.
Será obrigado a pagar honorários do defensor dativo, arbitrados pelo juiz

• Colidência de Defesa
Se houver mais de um réu deve haver um defensor dativo para cada réu.
Se advogado constituído: Há correntes falando que pode e outras que não.

CURADOR

Requisitos: Antigamente era necessário nos cãs em que o réu era menos (+ de 18 anos
e – de 21)
Com o novo CC está discussão ficou superada. O art. 5 do CC passou a considerar o
maior de 18 anos plenamente capaz de praticar qquer ato jurídico sem a necessidade da
presença de curador.

Só se pode falar de curador no caso do réu que ao tempo do crime era portador de
doença mental ou tem o desenvolvimento incompleto ou retardado.

Quem será o curador? Qquer pessoa capaz que tenha maturidade suficiente para zelar
pelos interesses do curatelado. Na prática é sempre o advogado.

Processo fica Suspenso – Atos inadiáveis (atos que podem perecer) serão praticados na
presença do advogado.

ASSISTENTE DE ACUSAÇÃO

CPP art. 268


Só é admitido, por óbvio na ação penal pública.
Será a própria vítima do crime, se não houver seu cônjuge ascendente, descendente,
desde que seja representado pelo advogado que possui a capacidade postulatória.

• Hipóteses

• O Assistente quer fazer valer o jus puniendi – (ajuda a implementar/reforçar a


persecução penal do estado).

• O assistente tem interessa na eventual indenização. Hoje em dia a sentença criminal


serve de título a ser executado na área cível
Oportunidade CPP 269 e 430.
Será admitido enquanto não passar em julgado a sentença e recebe o processo do jeito
que ele se encontra.
No processo comum será admitido a partir do recebimento da denúncia.

Processamento CPP 272 – Não cabe recurso


Petição pedindo a intervenção no feito
Juiz dá vista ao MP
MP usualmente nada opõe

Se juiz indeferir a intervenção não cabe recurso.


Porém pode ser impetrado MS ao TJ.

Poderes – CPP art. 271


Fazer tudo o que o art. 271 fala.
Propor meios de prova, requerer perguntas as testemunhas, praticar debates orais,
arrazoar os recursos, etc

Se o réu for condenado e o assitente quiser sozinho que aumente a pena, pode
recorrer???
Há divergência:
Quem acha que o advogado quer o jus puniendi: então o assistente pode recorrer
Quem acha que o advogado quer indenização: Não pode recorrer

AUXILIARES DA JUSTIÇA

• Permanentes:
Escrivão: função essencial – documenta os atos do juiz.
Escreventes e auxiliares: estão sob a supervisão do escrivão.
Atos externos: oficiais de justiça

• Eventuais
Perito – Oficial – Aprovado em concurso de provas e títulos
Não oficial – Nomeado pelo juiz
Interprete – sinais e gestos
Tradutor – escrita e fala
Conciliador - JECRIM

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