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Taxa efetiva vs Taxa nominal

Na hora de contratar um financiamento ou pagar alguma dívida o


consumidor deve ficar atento se a taxa estipulada em contrato é nominal ou
efetiva. Muitas vezes, sem saber a diferença, ele acaba pagando mais do que
esperava.

Os contratos de financiamento, em geral, informam a taxa de juros


nominal. Entretanto, a que realmente vigora para o cálculo das prestações e do
saldo devedor é a taxa efetiva, que é sempre maior do que a primeira. Uma
taxa de juros nominal de 12% ao ano, capitalizados mensalmente,
corresponderá, na prática, a uma taxa efetiva de 12,6825%.

A taxa efetiva é aquela que realmente incide em determinada operação.


Já a nominal é a taxa que é divulgada para um período. Mas a que sempre nos
é cobrada é a efetiva.

Quem pega um financiamento de 1 ano, com taxa nominal de 12% ao ano


capitalizada mensalmente, estará pagando juros efetivos de 12,6825% por um
motivo simples: no primeiro mês, será cobrado 1% de juro. No segundo, o juro
também será de 1%, mas incidirá sobre o saldo do mês anterior (já somado ao
juro do mês anterior), e assim sucessivamente. É que esses financiamentos
são calculados no regime de juros compostos (juro sobre juro). Acompanhe o
exemplo:

Financiamento de R$ 1.000, em 12 meses, com taxa nominal de 12% ao ano,


capitalizada mensalmente. A taxa mensal será de 1%:

Dívida no 1º mês:
R$ 1.000 + 1% = R$ 1.010,00

Dívida no 2º mês:
R$ 1.010,00 + 1% = R$ 1.020,10

Dívida no 3º mês:
R$ 1.020,10 + 1% = R$ 1.030,30

Dívida no 4º mês:
R$ 1.030,30 + 1% = R$ 1.040,60

Dívida no 5º mês
R$ 1.040,60 + 1% = R$ 1.051,01

Dívida no 6º mês
R$ 1.051,01 + 1% = R$ 1.061,52

Dívida no 7º mês
R$ 1.061,52 + 1% = R$ 1.072,13
Dívida no 8º mês
R$ 1.061,52 + 1% = R$ 1.082,85

Dívida no 9º mês
R$ 1.082,85 + 1% = R$ 1.093,68

Dívida no 10º mês


R$ 1.093,68 + 1% = R$ 1.104,62

Dívida no 11º mês


R$ 1.104,62 + 1% = R$ 1.115,67

Dívida no 12º mês


R$ 1.115,67 + 1% = R$ 1.126,82

Agora, basta fazer o cálculo: quem pegou um financiamento de R$ 1.000


e desembolsou, no fim do prazo R$ 1.126,82, pagou 12,68% de juros, e não
12% como informado. Se a taxa efetivamente cobrada tivesse sido de 12%, a
dívida final seria de R$ 1.120,00.

É importante que o tomador de empréstimo peça sempre o cálculo da taxa


efetiva. Se for um financiamento de um imóvel, por exemplo, que tem prazo
longo, a diferença final é realmente muito grande. No caso de um
financiamento em 25 anos, com juros nominal de 12% ao ano pagará, de taxa
efetiva, um total de 1.878,84%. Se a taxa nominal anunciada estivesse mesmo
valendo, o juro seria bem menor: 300%.

Diferença prática entre a taxa nominal e a efetiva:

TAXA NOMINAL TAXA EFETIVA


12% ao ano, capitalizados mensalmente 12,6825% ao ano
6% ao ano, capitalizados mensalmente 6,1678% ao ano
12% ao semestre, capitalizados mensalmente 12,6162% ao semestre
9% ao trimestre, capitalizados mensalmente 9,2727% ao trimestre
4% ao mês, capitalizados diariamente (dias úteis) 4,0773% ao mês

Veja a diferença conceitual de cada uma das taxas:

Taxa efetiva – É aquela em que a unidade de referência de seu tempo


coincide com a unidade de tempo dos períodos de capitalização. Assim, são
taxas efetivas: 3% ao mês, capitalizados mensalmente; 4% ao mês,
capitalizados mensalmente, e assim por diante.

Taxa nominal – É aquela em que a unidade de referência de seu tempo não


coincide com a unidade de tempo dos períodos de capitalização. A taxa
nominal é quase sempre fornecida em termos anuais e os períodos de
capitalização podem ser semestrais trimestrais ou mensais. Exemplos de taxas
nominais: 12% ao ano, capitalizados mensalmente; 24% ao ano, capitalizados
mens