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PREPARO DO CORPO APÓS A MORTE

DEFINIÇÃO

Cuidados no corpo após óbito, para mantê-lo integro, livre de corpos estranhos,
higienizados e identificado.

OBJETIVOS

Limpar o corpo e deixá-lo em condições de ser encaminhado ao seu destino.

Preservar a aparência natural do corpo.

Materiais

BANDEJA:

Luvas de procedimentos, gases não estéreis, etiqueta de identificação do


corpo, fita adesiva, lamina cortante, algodão, chumaço de pinça cheron ou
anatômica, benzina ou éter, biombo, lençóis para revestir o corpo, material para
trocar curativo e higiene s/n, tesoura, atadura, saco plástico para desprezar
resíduos, kit de tricotomia s/n, kit de curativo s/n, banho no leito s/n e avental
de manga longa.

Descrição do procedimento

Certificar-se do registro do óbito em prontuário.

Reunir o material necessário.

Colocar o biombo, isolando o leito.

Lavar as mãos, calçar as luvas e colocar o avental.

Cobrir os olhos com algodão embebido em s.f 0,9%.

Retirar travesseiros e roupas e cobrir com lençol.

Retirar cânulas, drenos cateteres.

Realizar aspiração VAS, se necessário.

Realizar tricotomia facial se necessário.

Posicionar o corpo em decúbito dorsal, com os braços estendidos.


tamponar: boca, nariz, ouvido, reto, vagina, utilizando a pinça cheron ou
anatômica de modo que o algodão não apareça e garrotear a região peniana
com gases ou atadura. Retirar todos resíduos com gases embebida em éter ou
benzina.
Recolocar prótese oral.
Passar uma atadura pela mandíbula amarrada na cabeça mantendo a boca
fechada.
Dobrar os braços sobre o tórax, unir as mãos e os pés.
Com a atadura fixar a etiqueta de identificação sobre o tórax, mãos ou pés.

Vesti-lo, ou envolvê-lo com um lençol em diagonal e fixar a etiqueta de


identificação sobre o lençol logo em seguida colocar o lençol por cima.

Amarrando-o nas extremidades.

Transportar conforme rotina da instituição.

Lavar as mãos.

Guardar os pertences, entregar ao enfermeiro ou familiar na presença de uma


testemunha, mediante a Assinatura.

Retirar todo o material/equipamentos do quarto e proceder a limpeza.

Após o término dos procedimentos a enfermagem deve notar na P.M. horário


do óbito, procedimentos realizados com curativos, tricotomia horário do
encaminhamento.

7.8 Procedimentos: contenção física do cliente no leito

Conceito:

São meios usados de forma adequada para conter, segurar e restringir os


movimentos físicos do cliente no leito, devido ao grande risco que apresenta
para si, profissionais e para os demais que convivem com ele, em
conseqüência das alterações psíquicas e comportamentais que apresenta.

Objetivos:

Evitar acidentes, protegendo o próprio cliente e os demais.

Auxiliar nos exames e tratamento.

Agente:
Equipe de Enfermagem

Materiais: seus benefícios e malefícios

Faixas imantadas: feitas de algodão. Com orifícios envolvidos por metal ao


longo da extensão de suas extremidades, pouco usada no Brasil. Mas
amplamente usada na Europa, altamente eficiente.
Faixa de algodão mercerizado: material totalmente eficaz, possui antes das
extremidades uma extensão com uma costura em zigue-zague e existe uma
abertura próxima de uma das extremidades por onde será passada a outra
extremidade e contém espuma em seu interior.

Lençol de algodão cru: material inadequado por ser áspero, provoca ferimentos
cutâneos.

Lençol sintético ou misto: material inadequado por dificultar a absorção de suor,


provoca irritações na pele, brotoejas, úlcera por pressão e proliferações de
bactérias.

Atadura de crepe: material caro, provoca escoriações na pele, ferimentos,


garroteamento e necrose.

Atadura de crepe com algodão ortopédico: material inadequado por conter


impurezas no algodão e em contato com a pele provoca prurido e irritações da
área.

Malha tubular ortopédica: apresenta os mesmos problemas que a atadura de


crepe.

Tipos de contenção:

O Contenção química: administração de medicamentos sob prescrição médica.

O Contenção física.

O Pela comunicação: quando o clienle já chega agredindo, na grande maioria


das vezes a tentativa inicial para conter o clienle se dá por meio da abordagem
comunicacional, que (em alta resolulividade, para isso é fundamental um
conhecimento teórico. (MARCOLAN, 2002)

Aplicações de faixas

Membro superior - ao conter um membro superior, o profissional que segura o


punho do cliente deve rapidamente deslizar sua mão e segurar a área logo
acima, no sentido do cotovelo, abrindo espaço para que a faixa seja colocada
envolvendo exatamente a região do punho. Inicia-se o procedimento sempre
passando a faixa por baixo da estrutura anatómica escolhida. Nesse momento,
o profissional deve continuar segurando conjuntamente o hemitórax do cliente.
Após a faixa ser passada pelo punho, ela deve ser amarrada na parte inferior
do leito, conforme figura a.
Membro inferior - esse procedimento é igual ao da contenção do membro
superior, devendo o profissional que segura o tornozelo deixar correr sua mão para
uma posição acima, no sentido do joelho, liberando o tornozelo para ser amarrado
pela faixa, e logo em seguida ser fixada no inferior do leito, conforme figura b.

Tórax - última região a ser contida, a faixa deve ser passada por toda
extensão do tórax, a faixa não deve ficar sobre a região do diafragma nos
homens; ela deve ser colocada sobre a linha média mamilar, devendo ser
amarrada embaixo da cama. Mas, quando não for possível essa amarração, a
faixa deverá ser amarrada nas laterais do leito. Se for necessário, envolver o
braço, conforme figura
Cuidados de enfermagem com contenção física

As contenções só devem ser aplicadas quando absolutamente indispensáveis.

Aplicar as contenções com cuidado para não ferir a pele nem prejudicar a
circulação. Evitar conter um só lado ou só os pés.

Observar o local das contenções: formigamento, extremidades pálidas ou


cianosadas, ausência de pulso e edema são sinais de complicação circulatória.

Retirar as contenções no mínimo quatro vezes ao dia, lavar o local com água e
sabão, massagear e movimentar as regiões.

Ao conter o tórax das mulheres, as faixas devem ser posicionadas abaixo das
mamas.

Não conter os membros superiores na cabeceira da cama.

Fazer anotações no relatório de Enfermagem> hora e causa determinante da


restrição, anormalidades, nome e carimbo do responsável.

Não amarrar as contenções nas grades.

Começar sempre primeiro pelo membro do cliente que está sendo seguro e
apresenta maior risco de ser solto.

Se houver a possibilidade de o cliente soltar ambos os membros superiores ou


os membros inferiores, nessa situação, devem ser amarrados os dois membros
juntos, com uma única faixa, e após a contenção das demais áreas corporais,
realizar a contenção de faixa única.

Não amarrar os membros do cliente por uma única faixa, pois poderá haver
complicações sérias, como: atrito das áreas contidas, escoriações, ulcerações,
fraturas, problemas circulatórios, dor, edema e lacerações da pele.

Priorizar a ação de amarrar os membros superiores.

Não é ético nem terapêutico colocar esparadrapos, gazes ou faixa na boca do


cliente para evitar que cuspa ou grite.
Manter a cabeceira do cliente elevada.

A contenção deverá ser realizada por três profissionais ou mais.

Observar sinais vitais e expansão torácica.

Realizar adequada higiene corporal do cliente.

Realizar a mudança de decúbito.

Proporcionar um ambiente seguro, iluminado e arejado.

Orientar o cliente sobre a contenção.

Realizar anotação de Enfermagem sobre o procedimento realizado e observar


o cliente a cada 2 horas.

Aspectos éticos e legais envolvidos na contenção física

A RESOLUÇÃO 1.408/ 94 (CONSELHO FEDERAL DE MEDICIAN, 1994)


ARTIGO 11º é declarado que a contenção física de um paciente em tratamento
em estabelecimento psiquiátrico só pode ser realizada por meio de prescrição
médica, com um acompanhamento direto por parte de um auxiliar do corpo de
Enfermagem, por todo o período que o paciente for mantido contido.

CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO, 1997b, c. O


parecer 056 de 21/05/1998 da Câmara Técnica Assistencial refere que a
restrição dos movimentos do paciente faz parte do plano de cuidados de
Enfermagem e que esse procedimento é parte da prescrição de Enfermagem,
podendo, no entanto, ser prescrito pelo médico. (CONSELHO REGIONAL DE
ENFERMAGEM DE SÃO PAULO, 1998)

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