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CÀMARA DOS DEPUTADOS

ASSUNTO'
EME~DAS DE PLE~ÁFIO AO PROJETO DE LEI CO~:PLEMENTAR N9 69 - A,DE
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1989, que il~)ispõe sobre a organizacão, as atribuições e o estatuto


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Q do Einistério Público da União l : •

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DESPACHO' ÀS CO~1 . DE COl~ST . E JUSTIÇA E DE REDAÇAo; DEFESA DO CONSUl'lIDCR ; E DE


FINAI:rçAs·t····l'ítCBüTACAO·. .................................................................................................................. .

À COI; . DE CONST . E JUSTIÇA r DE REDAÇAo

DISTRIBUiÇÃO
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CÂMARA DOS DEPUTADOS
PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR
N9 69, de 1989
(DO MINISTÉRIO PÚBUCO DA UNIÃO)
MENSAGEM N9 002/89

Dispõe sobre a organização, as atribuições e o esta-


tuto do Ministério Público da União.

(As COMISSOES DE CONSTITUIÇAO E JUSTIÇA E REDAÇAo; E


DE FINANCAS ).

TíTULO I
DAS DISPOSIÇOES GERAIS
CAPÍTULO I
DA DEFINIÇÃO, DOS PRINCÍPIOS E DAS FUNÇOES
INSTITUCIONAIS

Art. 1º O Ministério Público da União, organizado por esta lei, é


instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incum-
bindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático, dos interesses
sociais e dos interesses individuais indisponíveis.
-2-
Art. 22 Incumbem ao Ministério Público as medidas necessárias pa-
ra garantir o respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância
pública aos direitos assegurados pela Constituiç~o Federal.

Art. 3º O Ministério Público da Uni~o exercerá o controle externo


da atividade policial.

Art. 4º S~o principias institucionais do Ministério Público da


Uni~o a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional.

CAPÍTULO II
DOS INSTRUMENTOS DE ATUAÇAO

Art. 52 Compete ao Ministério Público da


da jurisdiç~o federal:
Uni~o junto aos órg~os


I - promover a aç~o direta de inconstitucionalidade;
11 - promover a aç~o direta de inconstitucionalidade por omiss~o; •
111 - promover a argüiç~o de descumprimento de preceito fundamental
decorrente da Constituiç~o;
IV - promover a representaç~o para intervenç~o federal nos Estados
e no Distrito Federal;
V - promover, privativamente, a aç~o penal pública, na forma da
lei;
VI - impetrar habeas corpus;
VII - promover aç~o civil pública, na forma da lei, para, a proteç~o
e reparaç~o dos danos causados ao meio ambiente, ao consumi~ . ~~s bens de
valor estético, histórico, turistico e paisagistico e a ou ~~~nteresses
difusos e coletivos;

VIII - promover aç~o civil pública, na forma da lei, visando á anu-


laç~o ou à declaraç~o de nulidade de atos lesivos ao patrimônio público ou

à moralidade administrativa da Uni~o, de sua administraç~o indireta ou de


entidades privadas de que participe;
IX - promover outras ações, nelas incluído o mandado de injunç~o,
em defesa da ordem política, da ordem econômica, da ordem financeira e da
.ordem social, quando difusos os interesses a serem protegidos;
1
ê Q)
X - promover a ação visando o cancelamento de naturalizaç~o, em
<
> CX) ' virtude de atividade nociva ao interesse nacional;
....
Q)
XI - promover a responsabilidade dos executores ou agentes do es-
CI)
'C tado de defesa ou do estado de sítio, pelos ilícitos cometidos no período
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co N de sua duraç~o;
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' 0...
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-3-

XII - defender judicialmente os direitos e interesses das popula~


ções indígenas; incluídos os relativos às terras por elas tradicionalmente
habitadas, propondo as ações cabíveis;
XIII - promover outras ações necessárias ao exercício de suas fun-
ções institucionais, definidas na Constituição e nas leis;
XIV - manifestar-se em qualquer fase dos processos, acolhendo soli-
citação do juiz ou por sua iniciativa, quando entender existente interesse
em causa que justifique a intervenção.

Art . 6Q Incumbe ao Ministério Público da União, sempre que neces-


sário ao exercício de suas funções institucionais:

I - instaurar inquérito civil e outros procedimentos administra-


tivos;
11 - requisitar diligências investigatórias e a instauração de in-
quérito policial e de inquérito policial militar, podendo acompanhá-los e
produzir provas;
• 111 - requisitar à autoridade competente a instauração de procedi-
mentos administrativos, podendo acompanhá-los e produzir provas;

Art. 7Q Para o exercício de suas atribuições, o Ministério Públi-


co da União poderá:

I - notificar testemunhas
no caso de ausência injustificada;

IV - requisitar informações e documentos a entidades privadas,


quando legalmente obrigadas a prestá-las ou exibi-los;
V - realizar inspecções e diligências investigatórias;

§ lQ - Nenhuma autoridade poderá opor ao Ministério Público, sob


qualquer pretexto, a exceção de sigilo, sem prejuízo da subsistência do ca-
ráter sigiloso da informação, do registro, do dado ou do documento que lhe
seja fornecido.

§ 2Q - O membro do Ministério Público será responsável pelo uso


indevido das informações e documentos que requisi tar.

§ 3Q - A falta injustificada e o retardamento indevido do cumpri-


mento das requisições do Ministério Público implicarão a responsabilidade
de quem lhe der causa.
4-

§ 4º - As notificações e requisições previstas neste artigo,


quando tiverem como destinatário o Presidente da República e os Mini~tros
de Estado, os membros do Congresso Nacional, os Ministros do Supremo Tribu-
nal Federal e dos Tribunais Superiores da União e os Governadores de Esta-
do, serão encaminhadas pelo Procurador-Geral competente.

CAPÍTULO III
00 CONTROLE EXTERNO DA ATIVIDADE POLICIAL

Art . 8º O Ministério Público da União exercerá o controle externo


da atividade policial por meio de medidas administrativas e judiciais, vi-
sando a assegurar a indisponibilidade da persecução penal e a prevenção ou
correção de ilegalidades ou do abuso de poder, podendo, especialmente :

I - ter livre ingresso e realizar inspecção em estabelecimentos


~ policiais ou prisionais;
Ol
CIO j 11 - ter acesso a quaisquer documentos relativos à atividade poli-
Ol
~ cial; •
Q)
'O III - requisitar providências para sanar a omissão indevida ou para
Ol M prevenir ou corrigir ilegalidade ou abuso de poder;
(D
o IV - representar à autoridade competente para abertura de inquéri-
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o.. Wto sobre a omissão ou fato ilícito ocorridos no exercício da atividade po-

~
..J c licial;
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...
V - promover a ação penal por ab de poder.

Art. 9º A prisão de qualquer pessoa, por parte de autoridade fe-


deral ou do Distrito Federal e Territórios, deverá ser comunicada imediata-
mente ao Ministério Público competente, com indicação do lugar onde se en-
contra o preso e cópia dos documentos comprobatórios da legalidade da pri-
são.
t

CAPÍTULO IV
DA DEFESA DOS DIREITOS CONSTITUCIONAIS

Art. 10 A defesa dos direitos constitucionais do cidadão visa à


garantia do seu efetivo respeito pelos Poderes Públicos e pelos prestadores
de serviços de relevância pública.
-5-

Art. 11 A Defensoria dos Direitos do Cidadão agirá de ofício ou


mediante representação, notificando a autoridade questionada para que pres-
te informação, no prazo que assinar.

Art. 12 Recebidas ou não as informações e instruido o caso, se o


Defensor dos Direitos do Cidadão concluir que direitos constitucionais fo-
ram ou estão sendo desrespeitados, deverá notificar o responsável para que
tome as providências necessárias a prevenir a repetição ou que determine a
cessação do desrespeito verificado.

Art. 13 Não atendida, no prazo devido, a notificação prevista no


artigo anterior, a Defensoria representará ao poder ou autoridade competen-
te para promover a responsabilidade pela ação ou omissão inconstitucionais.

Art. 14 É vedada aos órgãos de defesa dos direitos constitucio-


nais do cidadão promover em juizo a defesa de direitos individuais lesados .

§ 1Q - Quando a legitimidade para a ação decorrenteda inobser-


vância da Constituição, verificada pela Defensoria, couber a outro órgão do
Ministério Público, os elementos de informação ser-lhe-ão remetidos.

§ 2Q - Sempre que o titular do direito lesado nãopuder consti-


tuir advogado e a ação cabível não incumbir ao Ministério Público, o caso,
com os elementos colhidos, será encaminhado à Defensoria Pública competen-
te.

. Público
Art. 15 A lei regulará os proc~n os da atuação do Ministério
na defesa dos direito~ :~·l:. :it..Jc h"a do cidadão.

CAPíTULO V
DA PARTICIPAÇAD DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA
UNIAo EM ÓRGAOS COLEGIADOS ESTATAIS

Art . 16 A lei assegurará a participação do Ministério Público da


União nos órgãos culegiados estatais, federais ou do Distrito Federal e
Territórios, constituídos para defesa de direitos e interesses relacionados
com as funções da instituição.
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~ CAPÍTULO VI
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C OAS GARANTIAS E DAS PRERROGATIVAS
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~ ArL 17 Os membros do Ministério Público da Uni~o gozam das se-
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N
Cl.. w guintes garantias:
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I - vitaliciedade, após dois anos de efetivo exercício, n~o po-
dendo perder o cargo sen~o por sentença judicial transitada em julgado;
11 - inamovibilidade, salvo por motivo de interesse público, me-
diante decisão do Conselho Superior, por voto de dois terços de seus mem-
bros, assegurada ampla defesa;
111 - irredutibilidade de vencimentos, observando quanto à remune-
ração o que dispõem os artigos 37, XI, 150, 11, 153, § 22 , I, da Constitui-
ção Federal.

Parágrafo único - As garantias estabelecidas neste capítulo n~o


excluem outras determinadas por lei, e s~o de caráter irrenunciável e in-
disponí vel. •

Art. 18 S~o prerrogativas dos membros do Ministério Público da


União:

I - institucionais:
a) sentar-se imediatamente à direita dos juízes singulares ou
presidentes dos órg~os judiciários perante os quais oficiem;
b) usar vestes talares;
c) ter ingresso e trânsito livres, em raz~o de serviço, em qual-
quer recinto público ou privado, res garantia constitucional de
inviolabilidade do domicílio; ,~
d) a prioridade em qUalq~~S de transporte ou comunicação,
público ou privado, no território n c \ 1, quando em serviço de caráter
urgente; J

e) o porte de arma, independentemente de autorização;


f) carteira de identidade especial, de acordo com modelo aprovado
pelo Procurador-Geral da República e por ele expedida, nela se consignando
as prerrogativas constantes do inci.so I, alíneas "c", "d" e "e" e do inciso
I
lI, alíneas "d", "e" e "f", deste artigo;
11 - processuais:
a) do Procurador-Geral ~a República, ser processado e julgado,
nos crimes comuns pelo Supremo Tribunal Federal; pelo Senado Federal, nos
crimes de responsabilidade;
-7-

b) do membro do Ministério Público da ~ni~o que oficie perante


tribunais, ser processado e julgado, nos crimes comuns e de responsabilida-
de, pelo Superior Tribunal de Justiça;
c ) do membro do Ministério Público da Uni~o que oficie perante
juízos de primeira instância, ser processado e julgado, nos crimes comuns e
de responsabilidade, pelos Tribunais Regionais Federais, ressalvada a com-
petência da Justiça Eleitoral;
d) n~oser preso ou detido, sen~o por ordem escrita do tribunal
competente ou em raz~o de flagrante de crime inafiançável, caso em que a
autoridade fará imediata comunicaç~o àquele tribunal e ao Procurador-Geral
da República, sob pena de responsabilidade;
e) ser recolhido à pris~o especial ou à sala especial de Esta-
do-Maior, com direito a privacidade e à disposiç~o do tribunal competente
para o julgamento, quando sujeito a pris~o antes da decis~o final; e a de-
pendência separada no estabelecimento em que tiver de ser cumprida a pena;
f) n~o ser indiciado em inquérito policial, observando-se o dis-
posto no parágrafo único deste artigo;
g) ser ouvido, como testemunha, em dia, hora e local previamente
ajustados com o magistrado ou a autoridade competente.

'. Parágrafo único - Quando, no curso de investigaç~o, houver indí-


cio da prática de infraç~o penal por membro do Ministério Público da Uni~o,
a autoridade policial, civil ou militar, remeterá imediatamente os autos ao
Procurador-Geral da República, que designará membro do Ministério Público
para prosseguimento da apuração do fato.

Art. 19 O Procurador-Geral da República terá as mesmas honras e


tratamento dos Ministros do Supremo Tribunal Federal; e os demais membros
da instituiç~o, as que forem reservadas aos magistrados perante os quais
oficiem,

Art. 20 Os 6rg~os do Minist~~n ~bliCO da Uni~o ter~o presença


assegurada em todas é ~ 3 ~.;~ ê.ie~ dos COl~WOS em que oficiem.

CAPíTULO VII
DA AUTONOMIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO

Art. 21 Ao Ministério Público da Uni~o é assegurada autonomia


funcional, administrativa e financeira, cabendo-lhe:
-8-

I - propor ao Poder Legislativo a criaç~o e extinç~o de seus car-


gos e serviços auxiliares, bem como a fixaç~o dos vencimentos de seus mem-
bros e servidores;
11 - prover os cargos de suas carreiras e dos serviços auxiliares;
111 - organizar os serviços auxiliares;
IV - praticar atos próprios de gest~o.

Art. 22 O Ministério Público da Uni~o elaborará sua proposta or-


çamentária dentro dos limites da lei de diretrizes orçamentárias.

§ 1º - Os recursos correspondentes ás
suas dotações orçamentá-
rias, compreendidos os créditos suplementares e especiais, ser-lhe-~o en-
tregues até o dia 20 de cada mês;

§ 2º - A fiscalizaç~o contábil, financeira, orçamentária, opera-


cional e patrimonial do Ministério Público da Uni~o será exercida pelo Con-
gresso Nacional, mediante controle externo, e por sistema próprio de con-
trole interno.

§ 3Q - As contas referentes ao exercício anterior ser~o presta-


das, anualmente, dentro de sessenta dias da abertura da sess~o legislativa.

CAPÍTULO VIII
OA ESTRUTURA

Art. 23 O Ministério Público da Uni~o compreende:

I - o Ministério Público Federal;


11 - o Ministério Público do Trabalho;
111 - o Ministério Público Militar;
IV - o Ministério P~liCO do Oistrito Federal e Territórios.

Uni~o
-f estrutura básica do Ministério Público da
será organizada po'F. e ulamento, nos termos da lei.

CAPiTULO IX
DO PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA

Art. 24 O Procurador-Geral da República é o chefe do Ministério


Público da Uni~o, nomeado pelo Presidente da República dentre integrantes
I
I
-9-

da carreira, maiores de trinta e cinco anos, após a aprovaç~o de seu nome


pela maioria absoluta do Senado Federal, para mandato de dois anos, permi-
tida a reconduç~o, precedida de nova decis~o do Senado Federal.

Parágrafo único - A exoneraç~o, de ofício, do Procurador-Geral da


República, por iniciativa do Presidente da República, deverá ser precedida
de autorizaç~o da maioria absoluta do Senado Federal, em votaç~o secreta.

Art . 25 S~o atribuições do Procurador-Geral da República, como


Chefe do Ministério Público da Uni~o:

I - representar a instituiç~o;
11 - propor ao Poder Legislativo os projetos de lei sobre o Minis-
tério Público da Uni~o;
111 - apresentar a proposta de orçamento do Ministério Público da
Uniflo, compat~bilizando os anteprojetos dos diferentes ramos da institui-
çflo, na forma da lei de diretrizes orçamentárias;
IV - encaminhar ao Presidente da República as listas tríplices pa-
ra nomeaç~o do Procurador-Geral do Trabalho, do ~rocurador-Geral Militar e
do Procurador-Geral do Distrito Federal e Territórios e a proposta de sua
exoneraç~ o ;

V - dar posse ao Vice-Procurador-Geral da República, ao Procura-


-
dor-Geral do Trabalho, ao Procurador-Geral da Justiça Militar e ao Procura-
dor-Geral do Distrito Federal;
VI - encaminhar aos Presidentes dos Tribunais as listas sêxt'Jplas
a que se referem os artigos 94, "caput", 104, II, 111, § 2º e 115, parágra-
fo único, 11, da Constituiç~o;
VII - dirimir conflitos de atribuiçflo entre integrantes de ramos
diferentes do Ministério Público da Uniflo;
VIII - praticar atos de gestflo administrativa, financeira e de pes-
soaI;
IX - prover e desprover os cargos das carreiras do Ministério
Público da Uniflo e seus serviços auxiliares;
X - arbitrar o valor das diár de custo e gratificaçflo
de magistério; ~
o valor das bIsa
fi~ a r estagiários;
' " - exercer outras atribuiç e em lei.
\ \

§ 12 - O Procurador-Geral da República poderá delegar aos Procu-


radores Gerais as atribuições previstas nos itens VIII e IX deste artigo.
- 10-

~
2Q - A delegação também poderá ser feita ao Secretário-Geral do
Ministério Público da União para a prática de atos de gestão administrati-
va, financeira e de pessoal, estes últimos apenas em relação aos servidores
dos serviços auxiliares.

Art. 26 O Procurador-Geral da República designará dentre inte-


grantes da carreira, maiores de trinta e cinco anos, o Vice-Procurador-Ge-
ral da República, que o substituirá em seus impedimentos e exercerá o cargo
em caso de vacência, até o provimento definitivo.

CAPÍTULO X
DO CONSELHO DE ASSESSORAMENTO SUPERIOR DO
MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO

Art. 27 O Conselho de Assessoramento Superior do Ministério


Público da União, sob a presidência do Procurador-Geral da República, será
integrado pelo Vice-Procurador-Geral da República, pelo Procurador-Geral do
Trabalho, pel o Procurador-Geral da Justiça Militar e pelo Procurador-Geral
de Justiça do Distrito Federal.

Art. 28 As reuniões do Conselho de Assessoramento Superior do Mi-


nistério Públ ico da União serão convocadas pelo Procurador-Geral da Re-
pública, podendo solicitá-las qualquer de seus membros.

Art . 29 O Conselho de Assessoramento Superior do Ministério


Público da União deverá opinar sobre as matérias de interesse geral da ins-
tituição, e em especial sobre:

I - projetos de lei de interesse comum do Ministério Público da


União, neles incluídos:

a) os que visem alterar normas gerais da Lei Orgênica do Ministé-


rio Público da União;
• b) a proposta de orçamento do Ministério Público da União;
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< c) os que proponham a fixação dos vencimentos nas carreiras e nos
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cn serviços auxiliares ;
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11 - a organização e o "",t",,-O'," do M101'-
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- 11 -

Art. 30 O Conselho de Assessoramento Superior poderá propor aos


Conselhos Superiores dos diferentes ramos, do Ministério Público da União,
medidas para uniformizar os atos decorrentes de seu poder normativo.

CAPÍTULO XI
OAS CARREIRAS

Art. 31 As carreiras dos diferentes ramos do Ministério Público


da União são independentes entre si, tendo cada uma delas organização pró-
pria, na forma desta lei.

Art . 32 As funções do Ministério Público da União só podem ser


exercidas por integrantes da respectiva carreira, que deverão residir onde
estivere~ lotados.

Art. 33 A lei estabelecerá o número de cargos das carreiras do


Ministério Público da União e os ofícios em que serão exercidas suas fun-
ções.

CAPÍTULO XII
DOS SERVIÇOS AUXILIARES

Art . 34 Incumbem à Secretaria- Geral do Ministério Público da •


União os serviços auxiliares de apoio técnico-administrativo à instituição.

Art. 35 O pessoal dos serviços auxiliares será organizado em qua-


dro próprio de carreira, sob regime estatutário, para apoio técnico-admi-
nistrativo adequado às atividades específicas da instituição.

TÍTULO 11
DOS RAMOS DO MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIAo
CAPÍTULO I
DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
SEÇAo I
DA COMPET~NCIA, DOS ÓRGAOS E DA CARREIRA

Art. 36 O Ministério Público Federal exercerá as atribuições pre-


vistas no art. 5º desta Lei:

I - nas causas de ,"",t'ooi, dp ,"p".' T'i,"O'l(';'i;:~.


D f :·::'or Tribunal de Justiça, dos Tribunais Regionais Federai ~e ~s
do Su-
Juízes
=r8erais, e dos Tribunais e Juízes Eleitorais.
-12-

em caráter excepcional, quando couber, em causas de competên-


11 -
cia de outros juízes e tribunais.
111 - nas causas de competência de quaisquer juízes e tribunais,
para defesa de direitos e interesses das populações indígenas.

Parágrafo único - O Ministério Público Federal será parte legíti-


ma para interpor recurso extraordinário das decisões da Justiça dos Estados
nas representações de inconstitucionalidade instituídas segundo o art. 125,
§ 22 , da Constituição .

Art. 37 Incumbe ao Ministério Público Federal:

I - instaurar inquérito civil e outros procedimentos administra-


1
tivos;
11 - requisitar diligências investigatórias e a instauração de in-
quérito policial, podendo acompanhá-los e produzir provas;
111 - requisitar à autoridade federal competente a instauração de
~
O) ~ procedimentos administrativos, podendo acompanhá-los e produzir provas;
00
O) IV - exercer o controle externo da atividade da Polícia Federal;
~

~
~
v - participar dos Conselhos Penitenciários;
O) ~
tO
VI - integrar os órgãos colegiados previstos no art.16, quando -.
o componentes da estrutura administrativa da União;
Z ~
N
~ W VII - fiscalizar a execução da pena, nos processos de competência
~
CL ~ da Justiça Federal e da Justiça Eleitoral.
I
Art. 38 Cabe ao Ministério Público Federal exercer a defesa dos I
direitos constitucionais do cidadão, sempre que se cuidar de garantir-lhes 1
o respeito: I

1 - pelos Poderes Públicos Federais;


11 - pelos órgãos da administração pública federal direta ou indi- 1
reta;
111 - pelos concessionários e permissionários de serviço público
federal;
IV - por entidades que exerçam outra função delegada da União.

Art. 39 O Procurador-Geral da República designará, dentre os Sub-


pública e mediante prévia aprovação do nome pelo
Conselho Superio, fensor Federal dos Direitos do Cidadão, para servir
pelo prazo de doi permitida a recondução, precedida de nova decisão
do Conselho Superio
- 13-

§ 1º - Sempre que possível, o Defensor acumulará o exercício


n~o

de suas funç~es com outras do Ministério Público Federal.


§ 2º - O Defensor somente será dispensado, antes do termo de sua
investidura, por iniciativa do Procurador-Geral da República, anuindo a
maioria absoluta do Conselho Superior.

Art. 40 Em cada Estado e no Distrito Federal será designado, na


forma do art. 219 desta Lei, membro do Ministério Público Federal para
exercer as funç~es de delegado da Defensoria de Direitos do Cidad~o.

Parágrafo único - O Defensor Federal dos Direitos do Cidad~o ex-


pedirá instruç~es para o exercício das funç~es pelos delegados da Defenso-
ria, respeitado o princípio de independência funcional.

Art. 41 A execução da medida prevista no art. 13 incumbe ao De-


fensor Federal dos Direitos do Cidad~o .


Art. 42 S~o órg~os do Ministério Público Federal:

- I - o Procurador-Geral da República;
11 - o Colégio de Procuradores da República;
111 - o Conselho Superior do Ministério Público Federal;
IV - as Câmaras de Coordenação e Revis~o do Ministério Público Fe-
deral;
V- a Corregedoria do Ministério Público Federal;
VI - os Subprocuradores Gerais da República;
VII - os Procuradores Regionais da República;
VIII - os Procuradores da República.

Art. 43 S~o unidades de lotação e de administraç~o, no Ministé-


rio Público Federal:

I - a Procuradoria Geral da República;


11 - as Procuradorias Regionais da República;
111 - as Procuradorias da República nos Estados e no Distrito Fe-
deral.

Art. 44 A carreirae;i~stériO
Público Federal é constituída
pelos cargos de Subprocur do qeral da República, Procurador Regional da
República e Procurador da Re 'bl,~.
~;;:1
OI -14 -
C

Parágrafo único - O cargo inicial da carreira é o de Procurador


00 ,da República e o do último nível o de Subprocurador Geral da República .

~
N II
úi
..... DA CHEFIA 00 MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
a~

Art. 45 O Procurador-Geral da República é o Chefe do Ministério


Público Federal.

Art. 46 Incumbe ao Procurador-Geral da República exercer as fun- 1


ç5es do Ministério Público junto ao Supremo Tribunal Federal, manifestan-
do-se previamente em todos os processos de sua competência.

Parágrafo único - O Procurador-Geral da República proporá perante


o Supremo Tribunal Federal:

1 - a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normati-


vo federal ou estadualj •
11 - a representação para intervenção federal nos Estados e no
Distrito Federal, nas hipóteses do art. 34, VII, da Constituição Federalj
111 - as aç5es cíveis e penais cabíveis de sua competência originá-
ria .

Art. 47 O Procurador-Geral da República designará os Subprocura-


dores Gerais da República que exercerão, por delegação, suas funç5es junto
aos diferentes órgãos jurisdicionais do Supremo Tribunal Federal.

Parágrafo único - Em caso de necessidade de serviço, o Procura-


dor-Geral da República poderá designar, excepcionalmente, Procuradores Re-
gionais da República e Procuradores da República para manifestarem-se em
processos de competência do Supremo Tribunal Federal , submetidos os parece-
res e as petiç5es, que formularem, à sua aprovaçãu ou do Subprocurador - Ge-
ral designado .

Art . 48 Incumbe ao Procurador-Geral da República propor perante


o Superior Tribunal de Justiça :

I - a representação para interve7\:0 federal nos Estados e no


Distri to Federal, no caso de recusa à~ec1ç ao de lei federalj
Il - a ação penal, nos casos 'pr~~stos no art. 105, I, "a", da
'\.: \
Consti tui ção Federal. ,.
-15-

Parágrafo único - A competência prevista neste artigo poderá ser


delegada a Subprocurador-Geral da República.

Art. 49 São atribuições do Procurador-Geral da República, como


Chefe do Ministério Público Federal:

I - representar o Ministério Público Federal;


11 - integrar, como membro nato, e presidir o Colégio de Procura-
dores da República, o Conselho Superior do Ministério Público Federal e a
Comissão de Concurso;
111 - designar o Defensor Federal dos Direitos do Cidadão e os de-
legados da Defensoria nos Estados e no Distrito Federal;
IV - designar os Coordenadores das Câmaras de Coordenação e Revi-
são do Ministério Público Federal;
V - nomear o Corregedor-Geral do Ministério PúblicJ Federal, se-
gundo lista formada pelo Conselho Superior;
• VI - designar, observados os critérios da lei e os estabelecidos
pelo Conselho Superior, os ofícios em que exercerão suas funções os membros
do Ministério Público Federal;
VII - designar:

a) o Chefe da Procuradoria Regional da República, dentre os Pro-


curadores Regionais da República lotados na respectiva Procuradoria Regio-
nal;
b) o Chefe da Procuradoria da República nos Estados e no Distrito
Federal, dentre os Procuradores da República lotados na respectiva unidade;
VIII - CO~I prévia anuência da Câmara de Coordenação e Revisão compe-
tente, exercer, "excepcionalmente, funções afetas a outro membro da insti-
tuição, ou designar representante do Ministério Público Federal para fa-
zê-lo;
IX - dirimir conflitos de atribuições entre membros do Ministério
Público Federal, com recurso para o Conselho Superior;
X - determinar a abertura de correição, sindicância ou inquérito
administrativo;
XI - determinar instauração de inquérito ou processo administrati-
vo contra servidores dos serviços auxiliares;
XII - decidir processo disciplinar contra membro da carreira ou
servidor dos serviços auxiliares, aplicando as sanções cabíveis;
XIII - decidir, atendendo à~cessidade do serviço, sobre:
a) remoção a pedido ~por permuta;
b) alteração parcial ~\~sta bienal de designações;
OTE: 21 CAIXA: 5
'LP N° 69 de 1989
9 - 16-

XIV - autorizar o afastamento de membros do Ministério Público Fe-


deral, depois de ouvido o Conselho Superior, nas hipóteses previstas em
lei;
XV - dar posse aos membros do Ministério Público Federal;
XVI - designar membro ciú f1inistério Público Federal para:

a ) funcionar nos órgãos em que a participação da institui ção seja


legalmente prevista, ouvido o Conselho Superior;
b) integrar comissOes técnicas ou científicas, relacionadas às
funçOes da instituição, ouvido o Conselho Superior;
c ) assegurar a continuidade dos serviços, em caso de vacância ,
afastamento temporário, ausência, impedimento ou suspeição do titular, na
inexistência ou falta do substituto designado;
d) funcionar perante juízos que não os previstos no inci so 11, do
art.36, desta lei;
e ) acompanhar procedimentos administrativos e inquéritos poli-
ciais, instaurados em áreas estranhas à sua competência específica, desde
que relacionados a fatos de interesse da instituição. •

XVII - homologar, ouvido o Conselho Superior , o resultado do concur-


so para ingresso na carreira;
XVIII - fazer publicar aviso de existência de vaga na lotação e na
relação bienal de designaçOes ;
XIX - elaborar a proposta orçamentária do Ministério Público Fede-
ral, submetendo-a, para aprovação, ao Conselho Superior;
XX - organizar a prestação de contas do exercício anterior;
XXI - praticar atos de gestão administrativa, financeira e de pes-
soaI;
XXII - elaborar o relatório das atividades do Ministério Público Fe-
deral;
XXIII - coordenar as atividades do Ministério Público Federal;
XXIV - exercer outras atividades previstas em lei.
1
Art. 50 As atribuições do Procurador-Geral da República, pre-
vistas no artigo anterior, poderão ser delegadas:

I - a Coordenador de Câmara de Coordenação e Revisão, as dos in-


cisos XVI alíneas "c" "d" e "e" e XXII I' 1
~I - aos Chef~s .~s ~~radoriaS'RegiOnaiS da República e aos
Chefes das procuradOriaS\ dà Re~ública nos Estados e no Distrito Federal, as
dos incisos I, XVI, alineas ,~ e "d", XXI e XXIII.
~
-17-

Art. 51 A ação penal pública contra o Procurador-Geral da Re-


pública, quando no exercício do cargo, caberá ao Subprocurador-Geral da Re-
pública que for designado pelo Conselho Superior do Ministério Público Fe-
deral.

SEÇ/lO II
DO COLÉGIO DE PROCURADORES DA REPÚ5_ICA

Art . 52 O Colégio de Procuradores da República, presidido pelo


Procurador-Geral da República, é integrado por todos os membros da carreira
em atividade no Ministério Público Federal.

Art . 53 Compete ao Colégio de Procuradores da República:

I - elaborar, mediante voto plurinomina l , facultativo e secreto,


a lista sêxtupla para a composição do Superior Tribunal de Justiça, sendo
elegíveis os membros do Ministério Público Federal, com mais de trinta e
cinco anos e menos de sessenta e cinco anos, de notável saber jurídico e
reputa ç~8 ilibada;

11 - elaborar, mediante voto plurinominal, facultativo e secreto,


a lista sêxtupla para a composiç~o dos Tribunais Regionais Federais, sendo
elegíveis os membros do Ministério Público Federal, com mais de dez anos de
carreira, que contem mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco
anos de idade, sempre que possível lotados na respectiva regi~o.
111 - eleger, dentre os Subprocuradores-Gerais da República e me-
diante voto plurinominal, facultativo e secreto, quatro membros do Conselho
Superior do Ministério Público Federal ;
IV - opinar sobre assuntos gerais de interesse da instituição;
§ 19 - Para os fins previstos nos incisos I, 11 e 111, deste ar-
tigo, prescindir- se-á de reunião do Colégio de Procuradores, procedendo-se
segundo dispuser o seu Regimento Interno e exigindo-se o voto da maioria
absoluta dos eleitores.
§ 29 - Para elaboração da lista sêxtupla para os Tribunais Regio-
nais Federais só poderão votar os membros do Ministério Público lotados na
respectiva região ;
§ 3Q - Excepcionalmente, em caso de interesse relevante da insti -
tuiç~o, o Colégio de Procuradores reunir-se-á em local designado pelo Pro-
curador-Geral da República, ~esde que convocado por ele ou pela maioria de
seus membros; \ .
§ 4Q - O Regi~to _Ipterno do Colégio de Procuradores da Repúbli-
ca disporá sobre seu fu~cioná~nto.
- 18

SEÇAQ IV 1
I
DO CONSELHO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

Art. 54 O Conselho Superior do Ministério Público Federal, presi-


dido pel: Preocurador-Geral da República, tem a seguinte composição:
1
I - o Procurador-Geral da República e o Vice-Procurador-Geral da
Repúblicê. que o integram como membros natos;
:1 - quatro Subprocuradores Gerais da República, eleitos para um
I
mandato je dois anos, na forma do art. 53, 111, desta lei, permitida uma t
I
reeleiçã::
::1 - quatro Subprocuradores Gerais da República, eleitos para um
mandato je dois anos, por seus pares, mediante voto plurinominal, faculta-
tivo e se:reto, permitida uma reeleição.
§ 1º - Serão suplentes dos membros de que tratam os incisos 11 e
111, os demais votados, em ordem decrescente, observando-se os critérios
gerais de desempate.
§ 22 - O Conselho Superior elegerá o seu Vice-Presidente, que
substitu::á o Presidente em seus impedimentos.

Art . 55 O Conselho Superior do Ministério Público Federal reu-


nir-se-á . ordinariamente, uma vez por mês, em dia previamente fixado, e, 1
extraord:,ariamente, quando convocado pelo Procurador-Geral da República,
ou por p:~posta da maioria de seus membros.

Art. 56 Salvo disposição em contrário, as deliberações do Conse-


lho Super:or serão tomadas por maioria simples de votos, presente a maioria
absoluta JOS seus membros.

§ 1º - Em caso de empate, prevalecerá o voto do Presidente, exce-


to em ma:éria de sanções, caso em que prevalecerá a solução mais favorável
ao acusa:; :; .
§ 2º - As deliberações do Conselho Superior serão publicadas no
Diário dê Justiça, exceto quando o Regimento Interno determinar sigilo .

Art. 57 Compete ao Conselho Superior do Ministério Público Fede-
ral:

I - exercer o ~er~rmatiVO na âmbito do Ministério Público Fe-


o
deral, ocservados os pri c pips desta Lei, especialmente para elaborar e
~ Z
11:
aprovar: .I
"üQ.
-..J
~o...
-19-

a) o seu Regi mento Interno , o do Colégio de Procuradores da Re-


pública e os das Câmaras de Coordenaç~o e Revis~o do Ministério Públ i co Fe-
deral ;
b) as normas e as instruções para o concurso de ingresso na car-
reira;
c) as normas sobre as designações para os diferentes ofícios do
Ministério Público Federal;
d) os critérios para distribuiç~o de inquéritos, procedimentos
administrativos e quaisquer outros feitos, no Ministério Público Federal;
e) os critérios de promoç~o por merecimento, na carreira;
f) o ~rocedimento para avaliar o cumprimento das condições do es-
tágio probatório;

11 - aprovar o nome do Defensor Federal dos Direitos do Cidad~o;

111 - indicar os integrantes das Câmaras de Coordenaç~o e Revis~o ;


IV - aprovar a destituiç~o do Procurador Regional Eleitoral ;
V - elaborar a lista tríplice para Corregedor- Geral do Ministér io
Público Federal;
VI - destituir , por iniciativa do Procurador- Geral da República e
pela maioria absoluta de seus membros, o Corr egedor -Geral ;
VII - elaborar a lista tríplice destinada à promoç~o por merecimen-
to;

VIII - aprovar a lista de antigüidade dos mem~ros do Ministério


Público Federal e decidi r sobre as reclamações a ela concernentes ;
IX - indicar o membro do Ministério Público Federal para promoç~o
por antigüidade, obser vado o disposto no art . 93, 11 , letra "d", da Consti -
tuição Federal;
X - designar o Subprocurador-Geral da República para conhecer de
inquérito, peças de informaç~o ou representaç~o sobre crime comum atribuí -
vel ao Procurador- Geral da República e , sendo o caso, promover a aç~o pe-
nal;
XI - opinar sobre a designaç~o de membro do Ministério Público Fe-
deral para:

a) funcionar nos órgãos em que a participação da instituiç~o seja


l ega l mente prevista ;
b) int egrar comissões t écnicas ou científicas relacionadas às
funções da instituiç~o ;

XII - opinar sobre o afastamento temporário de membro do Ministér io


Público Federal ;
XIII - autorizar a designação, em caráter excepcional , de membros do
Ministério Púb1ico Federad, bara exercício de atribuições processuais pe-
- 20-
i
rante juízos, tribunais \')u ~ícios diferentes dos est.a:''''. " ~o i ~:: ;.ld lo cada
ca'egoria;
XIV - determinar a realização de correições e sindicâncias e apre-
ciar os relatórios correspondentes;
X - determinar a instauração de processos administrativos em que o
acusado seja membro do Ministério Público Federal, apreciar seus relatórios
e propor as medidas cabíveis;
XVI- determinar o afastamento preventivo do exercício do cargo, de
membro dc Ministério Público Federal, indiciado ou acusado em processo
disciplinar, e o seu retorno;
XVII - designar a comiss~o de processo administrativo em que o acu-
sado seja membro do Ministério Público Federal;'
XVIII - decidir sobre o cumprimento do estágio probatório por membro
I
do Ministério Público Federal, encaminhando cópia da decisão ao Procura-
.., dor-Geral da República, quando for o caso, para ser efetivada sua exonera-
~ ção;
cn a
u
co XI~ - decidir sobre remoção e disponibilidade de membro do Ministé-
cn
..... •
Q) rio Público Federal, por motivo de interesse público;
't3 XX - autorizar, pela maioria absoluta de seus membros, que o Pro-
cn
(O "'"
"'" curador-Geral da República ajuize a ação de perda de cargo contra membro do
o
Z N Ministério Público Federal q~e seja vitalício, nos casos previstos nesta
o.. w
..J :: Lei;
' o.. XXI- opinar sobre os pedidos de reversão de membro da carreira;
XXII- decidir, em grau de recurso, conflitos de atribuições entre
membros o~ Mini stério Público Federal;
XXIII - opinar sobre o encaminhamento de proposta de lei de aumento
do número de cargos da carreira;
XXIV - deliberar sobre a realização de concurso para o ingresso na
carreira, designar os membros da Comissão de Concurso e opinar sobre a ho-
mologação dos resultados;
XX - aprovar a proposta orçamentária que integrará o projeto de or-
çamento d~ Ministério Público da União;
XXVI - exercer outras funções estabelecidas em lei.
Parágrafo único - O Procurador-Geral não participará das decisões
previstas nos incisos lI, III, IV, V, VI, VII, V.III, X, XI, XII , XIII,
XXI , XXII e XXIII , deste artigo.

SEÇI\O V
DAS CÂMARAS DE COORDENAÇI\O E REVISI\O DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

Art, 58 As Câmaras de Coordenação e Revisão do Ministério Público


- 21 -

Federal são os órgãos setoriais de coordenação, de integração e ~.\ ~~iSãO


do exercício funcional na instituição.

Art. 59 As Câmaras de Coordenação e Revisão serão organizadas por


funções ou por matéria, através de ato normativo.
Parágrafo único - O Regimento Interno, que disporá sobre o fun-
cionamento das Câmaras de Coordenação e Revisão, será elaborado e aprovado
pelo Conselho Superior.

Art. 60 As Câmaras de Coordenação e Revisão serão compostas por


tr~s memJros do Ministério Público Federal, indicados pelo Conselho Supe-
rior juntamente com seus suplentes, para um mandato de dois anos, sempre
que possível dentre integrantes do último gráu da carreira.

Art. 61 Dentre os integrantes da Câmara de Coordenação e Revisão,


um deles será designado pelo Procurador-Geral para a função executiva de
Coordenador .

Art. 62 Compete às Câmaras de Coordenação e Revisão:

I - promover a integração e a coordenação dos órgãos institucio-


nais que atuem em ofícios ligados ao setor de sua competência, observado o
princípio da independência funcional;
11 - manter intercâmbio com órgãos ou entidades que atuem em áreas
afins;
111 - encaminhar informações técnico-jurídicas aos órgãos institu-
cionais que atuem em seu setor;
IV - aprovar, previamente, pelo voto secreto de dois terços de
seus membros, o exercício de função, na situação prevista pelo art.
49, inciso VIII, desta Lei;
V - homologar a promoção de arquivamento de inquérito civil ou de
outras peças de informação ou designar órgão do Ministério Público para
ajuizamento da ação civil pública;
VI - manifestar-se sobre o arquivamento de inquérito policial, in-
quérito parlamentar ou peças de informação, exceto nos casos de competência
originária do Procurador-Geral;
VII - resolver sobre a distribuição especial de inquéritos, feitos
e procedimentos, quando a matéria, por sua natureza ou relevância, assim o
exigir;
VIII - resolver sobre a distribuição especial de fej~S, que por sua
contínua reiteração, devam receber tra:amento uniforme. ~
'"
- 22
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SEÇI\O VI
DA CORREGEDORIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
"cn N
tO
o """
Z Art. 63 A Corregedoria do Ministério Público Federal, dirigida
c.. ü.i
~ pelo Corregedor-Geral, é o órg~o fiscalizador das atividades funcionais e
...J
a.. g
da conduta dos membros do Ministério Público.

Art. 64 O Corregedor-Geral será nomeado pelo Procurador-Geral da


(
República dentre os Subprocuradores Gerais da República, integrantes de
lista tríplice elaborada pelo Conselho Superior, para mandato de dois anos,
renovável uma vez.

§ 1Q - N~o poder~o integrar a lista tríplice os membros do Conse-


lho Superior.
§ 2Q - Ser~o suplentes do Corregedor-Geral os demais integrantes
da lista tríplice, na ordem em que os designar o Procurador-Ger al.
§ 3Q - O Corregedor-Geral poderá ser destituído por iniciativa do
Procurador-Geral , antes do término do mandato, pela maioria absoluta do
Conselho Superior.

Art. 65 Compete ao Corregedor-Geral do Ministério Público Fede-


ral:
I - participar, sem direito a voto, das reuniões do Conselho Su-
perior;
11 -realizar, de ofício, ou por d eterminaç~o do Procurador-Geral
ou do Conselho Superior, correições e sindicâncias, apresentando os respec-
tivos relatórios;
111 - instaurar inquérito contra integrante da carreira e propor ao
Conselho Superior a in stauraç~o do processo administrativo consequente;
IV - acompanhar o estágio probatório dos membros do Ministério
Público Federal;
V - propor ao Conselho Superior a exoner~ç~o de membro do Minis-
tério Público Federal que n~o cumprir as condições do estágio probatório.

VII
005 SUBPROCURADORES GERAIS DA REPÚBLICA

Art. 66 Os Subprocuradores Gerais da R~ú~ca ser~o designados


para oficiar junto ao Supremo Tribunal Federal ','10
Superior Tribunal de
Justiça ou ao Tribunal Superior Eleitoral. ~ ,
- 23 -

§ 1Q - No Supremo Tribunal Federal e no Tribunal Superior Eleito-


ral, os Subprocuradores Gerais da República atuarão por delegação do Procu-
rador-Geral da República.
§ 2Q - A designação de Subprocurador-Geral da República para ofi-
ciar em órgãos jurisdicionais diferentes dos previstos para a categoria de-
penderá de autorização do Conselho Superior.

Art. 67 Cabe aos Subprocuradores-Gerais da República, privativa-


mente, o exercício das funções de:

I - Vice Procurador-Geral da República;


11 - Vice Procurador-Geral Eleitoral;
111 - Corregedor-Geral do Ministério Público Federal;
IV - Defensor Federal dos Direitos do Cidadão;
V - Coordenador de Câmara de Coordenação e Revisão.

SEÇÃO VIII
DOS PROCURADORES REGIONAIS DA REPÚBLICA

Art. 68 Os Procuradores Regionais da República serão designados


para oficiar junto aos Tribunais Regionais Federais e Tribunais Regionais
Eleitorais.

§ 1Q - A designação de Procurador Regional da República para ofi-


ciar em órgãos jurisdicionais diferentes dos previstos para a categoria de-
penderá de autorização do Conselho Superior.
§ 2Q - O Procurador Regional da República, que oficiar em proces-
sos de competência do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de
Justiça e do Tribunal Superior Eleitoral, submeterá os processos e petições
que formular, à aprovação do Procurador-Geral da República ou do Subprocu-
rador-Geral da República competente.

Art. 69 Cabe aos Procuradores Regionais da República o exercício


das funções de :

I - Procurador Regional Eleitoral;


11 - Delegado da Defensoria Federal dos Dir eitos do Cidadão;
111 - Chefe da Procuradoria Regional.

Art. 70 Os Procuradores RegiOnai~da~ePÚblica serão lotados nas


" \
Procurad:Jr ias Regionais d2 Re'J'J! J i :'3 \"-'
SEÇ~O IX
DOS PROCURADORES DA REPÚBLICA

Art. 71 Os Procuradores da República serão designados para ofi-


ciar junto aos Juízes Federais e junto aos Tribunais Regionais Eleitorais,
onde não for sediada a Procuradoria Regional da República.

órgãos
§ 19 _ A designação de Procurador da República para oficiar em
jurisdicionais diferentes dos previstos para a categoria, dependerá
I
de autorização do Conselho Superior.

§ 29 _ Na hipótese do parágrafo anterior, o Procurador da Re-


pública submeterá os pareceres e petições Que formular, à aprovação do Pro-
curador - Geral da República, do Subprocurador - Geral da República ou do Pro-
curador Regional da República competente.

Art . 72 Cabe aos Procuradores da República o exercício das fun-


ções de:

I - Procurador Regional Eleitoral;


11 _ Delegado da Defensoria Federal dos Direitos do Cidadão;
111 _ Chefe da Procuradoria da República nos Estados e no Distrito

Federal.

Art. 73 Os Procuradores da República serão lotados nas Procurado-


rias da República nos Estados e no Distrito Federal.

SEÇ~O X
DAS FUNÇÕES ELEITORAIS DO MINISTÉRIO PÚ3~ICO FEDERAL

Art . 74 Compete ao Ministério Público Federal exercer, no Que


couber, junto à Justiça Eleitoral, as atribuições previstas no art. 52 des-
ta Lei, atuando em todas as fases e instâncias do processo eleitoral .

~
Parágrafo único - O Ministério Público Federal tem legitimação
~
~~ para propor, perante o juízo competente,as ações para declarar ou decretar
U~
~ a nulidade de negócios jurídicos ou atos da administração pública, infrin-
~

~ 1\
gentes de vedações legais destinadas a proteg a normalidade e a legitimi-
dade das eleições, contra a influência d~odei econômico ou o abuso do po-
~
~
M
~\ ~
~
tD
o der político ou administrativo .
~Z L
N
W~
~~
On
- 25-

Art. 75 D Procurador-Geral Eleitoral é o Procurador-Geral da Re-


pública.

Parágrafo único - D Procurador-Geral Eleitoral designará, dentre


os Subprocuradores Gerais da República, o Vice-Procurador-Geral Eleitoral,
que o substituirá em seus impedimentos e exercerá o cargo em caso de vacân-
cia, até o provimento definitivo.

Art. 76 Compete ao Procurador-Geral Eleitoral exercer as funções


do Mini stério Público nas causas de competência do Tribunal Superior Elei-
toral.

Parágrafo único - Além do Vice Procurador-Geral Eleitoral, o Pro-


curador- Ge ral poderá designar, por necessidade de serviço, membros do Mi-
nistério Público Federal para oficiarem, com sua aprovação, perante o Tri-
bunal Superior Eleitoral.

Art. 77 Incumbe ao Procurador-Geral Eleitoral:

,
I - designar o Procurador Regional Eleitoral em cada Estado e no
Distrito Federal;
11 - acompanhar os procedimentos do Corregedor-Geral Eleitoral;
111 - dirimir conflitos de atribuições;
IV - requisitar servidores da União e de suas autarquias, quando o
exigir a necessidade do serviço, sem prejuízo dos direitos e vantagens ine-
rentes ao exercício de seus cargos ou empregos.

Art. 78 D Procurador Regional Eleitoral, juntamente com o seu


substitu t o, será designado pelo Procurador Geral Eleitoral, dentre os Pro-
curadores Regionais da República no Estado e no Distrito Federal, ou, onde
não houver, dentre os Procuradores da República vitalícios, para um mandato
de dois anos.

§ l Q - D Procurador Regional Eleitoral poderá ser reconduzido uma


vez.
§ 2Q - D Procurador Regional Eleitoral poderá ser destituído, an-
tes do término do mandato, por iniciativa do Procurador Geral Eleitoral,
anuindo a maioria absoluta do Conselho suP~of'do Ministério Público Fede-
ral. "\-1
Ult : ~ '1
",,..,,,,,,,, ...
PLP N° 69 de 1989
14 - 26-
,.. .. 'Vlll . I:

Art . 79 Compete ao Procurador Regional Eleitoral exercer as fun-


ções do Ministério Público nas causas de competência do Tribunal Regional
Eleitoral respectivo, além de dirigir, no Estado, as atividades do setor.

Parágrafo único - O Procurador-Geral Eleitoral poderá designar,


por necessidade de serviço, outros membros do Ministério Público Federal
para oficiar, sob a coordenação do Procurador Regional, perante os Tribu-
nais Regionais Eleitorais.

Art. 80 As funções eleitorais do Ministério Público Federal pe-


rante os Juizes e Juntas Eleitorais serão exercidas pelo Promotor Eleito-
ral.

Art. 81 O Promotor Eleitoral será o membro do Ministério Público


local que oficie junto ao Juízo incumbido do serviço eleitoral de cada Zo-
na.

Parágrafo único - Na inexistência de promotor que oficie perante


a Zona Eleitoral, ou havendo impedimento ou recusa justificada, o Chefe do
Ministério Público local indicará ao Procurador Regional Eleitoral o subs-
tituto a ser designado.

Art. 82 A filiação a partido político impede o exercício de fun-


ções eleitorais pelo membro do Ministério Público, até dois anos do seu
cancelamento.

SEÇÃO XI
OAS UNIDADES DE LOTAÇÃO E DE ADMINISTRAÇÃO

Art. 83 A Procuradoria Geral da República, as Procuradorias Re-


gionais da República e as Procuradorias da República nos Estados e no Dis-
trito Federal são unidades de lotação e de administração do Ministério
Público Federal.

Parágrafo único - Nos municípios do interior que sediarem juízos


federais, a lei criará núcleos da Procuradoria da República no respectivo
Estado.

Art. 84 A estrutura básica das,ruri~es de lotação e de adminis-


tração será organizada por regulamento, ~.r+rmos da lei.
-27

CAPíTULO 111
DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO
SEçAO I
DA COMPET~NCIA, DOS ÓRGAOS E DA CARREIRA

Art. 85 Compete ao Ministério Público do Trabalho o exercício das


seguintes atribuições junto aos órgãos da Justiça do Trabalho:

I - promover as ações que lhe sejam atribuídas pela Constituição


e pelas leis trabalhistas;
11 - manifestar-se em qualquer fase do processo trabalhista, aco-
lhendo solicitação do juiz ou por sua iniciativa, quando entender existente
interesse público que justifique a intervenção.

Art. 86 Incumbe ao Ministério Público do Trabalho:

I - instaurar inquérito civil e outros procedimentos adrninistra-


tivos, sempre que cabíveis, para assegurar a observância dos direitos so-
ciais dos trabalhadores;

11 - requisitar à autoridade administrativa federal competente,dos


órgãos de proteção ao trabalho, a instauração de procedimentos administra-
tivos, podendo acompanhá-los e produzir provas;
111 - requisitar diligências investigatórias e a instauraç~o de in-
quérito policial, pela prática de crimes contra a organização do trabalho,
podendo acompanhá-los e produzir provas.

Art . 87 São órgãos do Ministério Público do Trabalho :

I - o Procurador-Geral do Trabalho;
11 - o Colégio de Procuradores do Trabalho;
111 - o Conselho Superior do Ministério Público do Trabalho;
IV - a Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público do
Trabalho;
V- a Corregedoria do Ministério Público do Trabalho;
VI - os Subprocuradores Gerais do Trabalho;
VII - os Procuradores Regionais do~rabalho;
VIII - os Procuradores do Traba]bo.
~

Art. 88 São unidades de lotação e de administração, no Ministério


Público do Trabalho:
PLP N° 69 de 198f
15
CAIXA: 5 - 28-

I - a Procuradoria Geral do Trabalho;

11 - as Procuradorias Regionais do Trabalho nos Estados e no Dis-


trito Federal.

Art. 89 A carreira do Ministério Público do Trabalho será consti-


tuída pelos cargos de Subprocurador-Geral do Trabalho, Procurador Regional
do Trabalho e Procurador do Trabalho.
Parágrafo único - O cargo inicial da carreira é o de Procurador
do Trabalho e o do último nível o de Subprocurador-Geral do Trabalho.

SEçAO II
DO PROCURADOR-GERAL DO TRABALHO

Art. 90 O Procurador-Geral do Trabalho é o Chefe do Ministério I


Público do Trabalho.
1
Art. 91 O Procurador-Geral do Trabalho será nomeado pelo Presi- j
dente da República dentre os membros do Ministério Público do Trabalho, com
mais de dez anos de exercício, integrantes de lista tríplice elaborada pelo
Colégio de Procuradores do Trabalho, para mandato de dois anos, permitida a 1
recondução precedida de nova lista tríplice.

Parágrafo único - A exoneração do Procurador-Geral do Trabalho,


antes do término do biênio, será proposta por deliberação do Conselho Supe-
rior, pelo voto secreto de dois terços dos seus membros, encaminhada pelo
Chefe do Ministério Público da União ao Presidente da República.

Art. 92 O Procurador-Geral do Trabalho designará dentre os Sub-


procuradores-Gerais o Vice-Procurador-Geral do Trabalho que o substituirá
em seus impedimentos e, no caso de vacância, exercerá o cargo até o seu
provimento definitivo.

Art. 93 Compete ao Procurador-Geral do Trabalho exercer as fun-


ções atribuídas ao Ministério PÚblico~ Tffbalho junto ao Plenário do Tri-
bunal Superior do Trabalho, propo~o ~slàções cabíveis e manifestando-se
nos processos de sua competência. \,~

Art. 94 São atribuições do Procurador-Geral do Trabalho:

I - representar o Ministério Público do Trabalho;


-~-

11 - integrar, como membro nato, e presidir o Colégio de Procura-


dores do Trabalho, o Conselho Superior do Ministério Público do Trabalho e
a Comissão de Concurso;
111 - nomear o Corregedor-Geral do Ministério Público do Trabalho,
segundo lista tríplice formada pelo Conselho Superior;
IV - designar o Coordenador da Câmara de Coordenação e Revisão do
Ministério Público do Trabalho;
V - designar, observados os critérios da lei e os estabelecidos
pelo Conselho Superior, os ofícios em que exercerão suas funções os membros
do Ministério Público do Trabalho;
VI - designar, dentre os Procuradores Regionais do Trabalho, o
Chefe da Procuradoria Regional do Trabalho;
VII - com prévia anuência da Câmara de Coordenação e Revisão compe-
tente, exercer, excepcionalmente, funções afetas a outro membro da insti-
tuição, ou designar outro representante do Ministério Público do Trabalho
para fazê-lo;
VIII - dirimir conflitos de atribuições entre membros do Ministério
Público do Trabalho, com recurso da decisão para o Conselho Superior;
, IX - determinar a abertura de correição, sindicância ou inquérito
administrativo;
X - determinar a instauração de inquérito ou processo administra-
tivo contra servidores dos serviços auxiliares;
Xl - decidir processo disciplinar contra membro da carreira ou
servidor dos serviços auxiliares, aplicando as sanções que sejam de sua
competência;
XII - decidir, atendendo a necessidade do serviço, sobre:
a) remoção a pedido ou por permuta;
b) alteração parcial da lista bienal de designações;
XIII - autorizar o afastamento de membros do Ministério Público do
Trabalho , depois de ouvido o Conselho Superior, nas hipóteses da lei;
XIV - dar posse aos membros do Ministério Público do Trabalho;
XV - designar membro do Ministério Público do Trabalho para:
a) funcionar nos órgãos em que a participação da instituição seja
legalmente prevista, ouvido o Cor,selho ~perior;
b) integrar comissões téqn~cas bu científicas, relacionadas às
funções da instituição, ouvido o cons~o Superior;

c) assegurar a continuidade dos serviços, em caso de vacância,


afastamento temporário, ausência, impedimento ou suspeição do titular, na
inexistência ou falta do substituto designado;
PLP N° 69 de 1~ns~
16
CAIXA: 5
LOTE: 21 - 30-

XVI - homologar, ouvido o Conselho Superior, o resultado do concur-


so para ingresso na carreiraj 1
XVII - fazer publicar aviso de existência de vaga, na lotação e na
relação bienal de designaçõesj
XVIII - propor ao Procurador-Geral da República, ouvido o Conselho
Superior, a criação e extinção de cargos da carreiraj
XIX - elaborar a proposta orçamentária do Ministério Público do
Trabalho, submetendo-a, para aprovação, ao Conselho Superiorj
XX - encaminhar ao Procurador-Geral da República a proposta orça-
mentária do Ministério Público do Trabalho, após sua aprovação pelo Conse- I
lho Superiorj 1
XXI - organizar a prestação de contas do exercicio anterior, enca-
minhando-a ao Ministério Público da Uniãoj
XXII - praticar atos de gestão administrativa, financeira e de pes-
soalj
XXIII - elaborar o relatório de atividades do Ministério Público do
Trabalhoj
XXIV - coordenar as atividades do Ministério Público do Trabalhoj 1
XXV - exercer outras atribuições previstas em lei.

Art. 95 As atribuições do Procurador-Geral do Trabalho, previstas


no artigo anterior, poderão ser delegadas:

I - ao Coordenador da Câmara de Coordena;ão e Revisão, as dos in-


cisos xv, alinea "c", e XXIVj
11 - aos Chefes das Procuradorias Regionais do Trabalho nos Esta-
dos e no Distrito Federal, as dos incisos I, XV, alinea "c", XXII e XXIV.

SEÇÃO III
DO COLÉGIO DE PROCURADORES DO TRAB~HO ,
Art. 96 O Colégio de Procurador)\s do Trabalho, presidido pelo
Procurador-Geral do Trabalho, é in~ra~o\Por todos os membros da carreira
em atividade no Ministério Público d ~balho.
,
Art. 97 São atribuições do Colégio de Procuradores do Trabalho :

I - elaborar, mediante voto plurinominal, facultativo e secreto,


a lista triplice para o cargo de Procurador-Geral do Trabalho, dentre os
membros da carreira com mais de dez anos de exercicioj
r
- 31-

11 - elaborar, mediante voto plurinominal, facultativo e secreto,


a lista sêxtupla para a composição do Tribunal Superior do Trabalho, sendo
elegíveis os membros do Ministério Público do Trabalho, com mais de trinta
e cinco e menos e sessenta e cinco anos;
111 - elaborar, mediante voto plurinominal, facultativo e secreto,
a lista sêxtupla para os Tribunais Regionais do Trabalho;
IV - eleger, dentre os Subprocuradores-Gerais do Trabalho e me-
diante voto plurinominal, facultativo e secreto, três membro do Conselho

l
I
Superior do Ministério Público do Trabalho;
V - opinar sobre assuntos gerais de interesse da instituição.
§ 19 - Para os fins previstos nos incisos I, 11, 111 e IV, deste
artigo, prescindir-se-á de reunião do Colégio de Procuradores, proceden-
do-se segundo dispuser o seu Regimento Interno, e exigindo-se o voto da
maioria absoluta dos eleitores;
§ 29 - Para elaboração da lista sêxtupla para os Tribunais Regio-
nais do Trabalho poderão votar apenas os membros do Ministério Público lo-
tados na respectiva região.
§ 39 - Excepcionalmente, em caso de interesse relevante da insti-
tuição, o Colégio de Procuradores reunir-se-á em local designado pelo Pro-
curador-Geral do Trabalho, desde que convocado por ele ou pela maioria de
seus membros.
§ 49 - O Regimento Interno do Colégio de Procuradores do Trabalho
disporá sobre seu funcionamento.
SEçfio IV
00 CONSELHO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO
DO TRABALHO

Art. 98 O Conselho Superior do Ministério Público do Trabalho,


presidido pelo Procurador-Geral do Trabalho, tem a seguinte composição:

I - o Procurador-Geral do Trabalho e o Vice Procurador-Geral do


Trabalho, que o integram como membros natos~,
11 - três Subprocuradores Gerais T abalho, eleitos para um man-
dato de dois anos, na forma do art. 97, des '. ei, permitida uma reeleiçãoj

111 - três Subprocuradores Gerais do Trabalho, eleitos para um man-


dato de dois anos, por seus pares, mediante voto plurinominal, facultativo
e secreto, permitida uma reeleição
§ 19 - Serão suplentes dos membros de que trata os itens 11 e
111, os demais votados, em ordem decrescente, observando-se os critérios
gerais de desempate.
.OTE : 21 CAIXA: 5
'LP N° 69 de 1989
- 32-
17

§ 2º - o Conselho
Superior elegerá o seu Vice-Presidente, que 1
substituirá o Presidente em seus impedimentos.

Art. 99 O Conselho Superior do Ministério Público do Trabalho


reunir-se-i ordinariamente, uma vez por mês, em dia previamente fixado, e,
extraordinariamente, quando convocado pelo Procurador-Geral do Trabalho ou
por proposta da maioria absoluta de seus membros.

Art. 100 Salvo disposição em contrário, as deliberações do Conse-


lho Superior serão tomadas por maioria simples de votos, presente a maioria
absoluta dos seus membros.

§ 1º - Em caso de empate, prevalecerá o voto do Presi~nte, exce-


to em matéria de sanções, caso em que prevalecerá a solução mais favorável
ao acusado.
§ 2º - As deliberações do Conselho Superior serão publicadas no
Diário da Justiça, exceto quando o Regimento Interno determinar sigilo.

J
Art. 101 Compete ao Conselho Superior do Ministério Público do
Trabalho:

I - exercer o poder normativo no âmbito do Ministério Público do


Trabalho, observados os princípios desta Lei, especialmente para elaborar e
aprovar:
a) o seu Regimento Interno, o do Colégio de Procuradores do Tra-
balho e o da Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público do Tra-
balho;
b) as normas e as instruções para o concurso de ingresso na car-
reira;
c) as normas sobre as designações para os diferentes ofícios do
Ministério Público do Trabalho; f\
d) os critérios para distri~ç~p ~e procedimentos administrati-
vos e quaisquer outros feitos, no Mini\8trt0 Público do Trabalho;
e) os critérios de promoção por merecimento na carreira;
f) o procedimento para avaliar o cumprimento das condições do es-
tágio probatório;
11 - propor a exoneração do Procurador-Geral do Trabalho;
111 - indicar os integrantes da Câmara de Coordenação e Revisão do
Ministério Público do Trabalho;
- 33 -

IV - elaborar a lista tríplice para Corregedor-Geral do Ministério


Público do Trabalho;
V - destituir, por iniciativa do Procurador-Geral e pela maioria
absoluta de seus membros, o Corregedor-Geral;
VI - elaborar a lista tríplice destinada à promoção por merecimen-
to;
VII - aprovar a lista de antigüidade do Ministério Público do Tra-
balho e decidir sobre as reclamaç~es a ela concernentes;
VIII - indicar o membro do Ministério Público do Trabalho para pro-
moção por antigüidade, observado o disposto no art. 93, II, letra "d", da
Constituição Federal;
I X - opinar sobre a designação de membro dO Ministério P~blico do
Trabalho para:

a) funcionar nos 6rgãos em que a participação da instituição seja


legalmente prevista;
b) integrar comiss~es técnicas ou científicas relacionadas às
funç~es da instituição;

X - opinar sobre o afastamento temporário de membro do Ministério


Público do Trabalho;
XI - autorizar a designação, em caráter excepcional, de membros do
Ministério Público do Trabalho, para exercício de atribuiç~es processuais
perante Juízos, tribunais ou ofícios diferentes dos estabelecidos para
cada categoria;
XII - determinar a realização de correiç~es e sindicâncias e apre-
ciar os relat6rios correspondentes;
XIII - determinar a insta~ração de processos administrativos em que
o acusado seja membro do Ministério Público do Trabalho, apreciar seus re-
lat6rios e propor as medidas cabíveis;
XIV - determinar o afastamento do exercício do cargo, de membro do
Ministério Público do Trabalho, indiciado ou acusado em processo discipli -
nar, e o seu retorno; ~i
XV - designar a comissão ro essa administrativo em que o acu-
sado seja membro do Ministério Públi Trabalho;

XVI - decidir sobre o cumprimento do estági o probat6rio por membro


do Ministério Público do Trabalho, encaminhando c6pia da decisão ao Procu-
rador-Geral da República, quando for o caso, para ser efetivada sua exone-
ração;
XVII - decidir sobre remoção e disponibilidade de membro do Ministé-
rio Público do Trabalho, por motivo de interese público;
- 34 -

XVIII ~ autorizar, pela maioria absoluta de seus membros, que o Pro-


curador-Geral da República ajuize a ação de perda de cargo contra membro do
Ministério Público do Trabalho que seja vitalício, nos casos previstos em
lei;
XIX - opinar sobre os pedidos de reversão de membro da carreira;
XX _ decidir, em grau de recurso, conflitos de atribuições entre
membros do Ministério Público do Trabalho;
XXI _ aprovar a proposta de lei para o aumento do número de cargos
da carreira;
XXII - deliberar sobre a realização de concurso para o ingresso na
carrei.ra, designar os membros da Comissão de Concurso e opinar sobre a ho-
mologação dos resultados;
XXIII - aprovar a proposta orçamentária que integrará o projeto de
orçamento do Ministério Público da União;
XXIV - exercer outras funções atribuídas em lei .
Parágrafo único - O Procurador-Geral não participará das decisões
previstas nos incisos 11, 111, IV, V, IX, X, XI, XIX e XX, deste artigo.

SEÇI\O V
DA CÂMARA DE COORDENAÇI\O E REVISI\O DO
MINISTÉRIO PÚBLICO 00 TRABALHO

Art. 102 A Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público


do Trabalho é o órgão de coordenação, de integração e de revisão do exercí-
cio funcional na instituição.

Art. 103 A Câmara de Coordenação e Re~ão do Ministério Público


do Trabalho será organizada por ato norma~v e o Regimento Interno, que
disporá sobre seu funcionamento, será elabor aprovado pelo Conselho
Superior . '

Art. 104 A Câmara de Coordenação e Revisão será composta por três


membros do Ministér io Público do Trabalho, indicados pelo Conselho Superior
>
: juntamente com seus suplentes, para um mandato de dois anos, sempre que
)

cn ; possível dentre integrantes do último grau da carreira.


(
00
cn
.....
Q) Art . 105 Dentre os integrantes da Câmara de Coordenaçãc e Revi-
"C ,

cn CO ,são, um deles será designado pelo Procurador-Geral para a funçã o executiva


<D ~
o de Coordenador.
Z
.. D..
-l
JD..
i - 35-

Art. 106 Compete à Câmara de Coordenação e Revisão do ~inistério


Público do Trabalho:

I - promover a integração e a coordenação dos órgãos irstitucio-


nais do Ministério Público do Trabalho, observado Q princípio d: indepen-
dência funcional;
11 - manter intercâmbio com órgãos ou entidades que atuer em áreas
afins;
111 - encaminhar informações técnico-jurídicas aos órgãos institu-
cionais do Ministério Público do Trabalho;
IV - aprovar, previamente, pelo voto secreto de dois terços de
seus membros, o exercício de função, na situação prevista pelo art. 94, in-
ciso VII, desta lei;
V - resolver sobre a distribuição especial de feitos e p~ocedi­
mentos, quando a matéria, por sua natureza ou relevância, assim o exigir;
VI - resolver sobre a distribuição especial de feitos, qJe por sua

contínua reiteração, devam receber tratamento uniforme .

, SEçAo VI
OA CORREGEDORIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO Dü TRABALHO

Art. 107 A Corregedoria do Ministério Público do Trabalh~, diri-


gida pelo Corregedor-Geral, é o órgão fiscalizador das atividades funcio-
nais e da conduta dos membros do Ministério Público.

Art. 108 O Corregedor-Geral será nomeado pelo Procurador-Geral do


Trabalho dentre os Subprocuradores-Gerais do Trabalho, integrantes da lista
tríplice elaborada pelo Conselho Superior, para mandato de dois anos, reno-
vável uma vez;
,~
§ 1º - Não poderão integrar a lista ~IRlice os membros do Conse-
lho Superior; \f\,
§ 2Q - Serão suplentes do Corregedor-Geral os demais integrantes
da lista tríplice, na ordem em que os designar o Procurador-Geral;
§ 3Q - O Corregedor-Geral poderá ser destituído, por iniciativa
do Procurador- Geral, antes do término do mandato, pela maioria absoluta do
Conselho Superior.

Art. 109 Incumbe ao Corregedor-Geral do Ministério Público:


- 36-

periorj
I - participar, sem direito a voto, das reuniões do Conselho Su- I
11 - realizar, de ofício, ou por determinaç~o do Procurador-Geral
ou do Conselho Superior, correições e sindicâncias, apresentando os respec-
tivos relatóriosj
111 - instaurar inquérito contra integrante da carreira e propor ao
Conselho Superior a instauração do processo administrativo consequentej
IV - acompanhar o estágio probatório dos membr~ do Ministério
Público do Trabalhoj
I
V - propor ao Conselho Superior a exoneração de membro do Minis-
tério Público do Trabalho que n~o cumprir as condições do estágio probató-
rio.
I
SEÇI\o VII
DOS SUBPROCURADORES GERAIS DO TRABALHO

Art. 110 Os Subprocuradores Gerais do Trabalho ser~o designados


para oficiar junto ao Tribunal Superior do Trabalho .
."

~
)(
cn
co
<
u
Parágrafo único - A designação de Subprocurador-Geral do Trabalho
cn para oficiar em órg~os jurisdicionais diferentes do previsto para a catego- ,
.....
(1) ria dependerá de autorização do Conselho Superior.
'O
cn cn
co "f"'"
o Art. 111 Cabe aos Subprocuradores Gerais do Trabalho, privativa-
Z ~

a.. ': mente, o exercido das funções de:


u
...J ~
c
a..
I - Corregedor-Geral do Ministério Público do Trabalhoj
11 - Coordenador da Câmara de Coordenaç~o e Revis~o do Ministério
Público do Trabalho.

Art. 112 Os Subprocuradores ser~o lotados na (


Procuradoria Geral do Trabalho.
• • ......,. I .... ~

SEÇI\o VIII
DOS PROCURADORES REGIONAIS DO TRABALHO

Art. 113 Os Procuradores Regionais do Trabalho ser~o designados


para oficiar junto aos Tribunais Regionais do Trabalho.

§ 1Q - A designaç~o de Procurador Regional do Trabalho para ofi-


1
I,
-~-

ciar em órgãos jurisdicionais diferentes dos previstos para a Categoria,


dependerá de autorização do Conselho Superior.

§ 2Q - O Procurador-Regional do Trabalho que oficiar em processos


de competência do Tribunal Superior do Trabalho, submeterá os pareceres e
petições que formular à aprovação do Procurador-Geral do Trabalho ou do
Subprocurador-Geral do Trabalho competente.

Art. 114 Os Procuradores Regionais do Trabalho serão lotados nas


Procuradorias Regionais do Trabalho nos Estados e no Oistrito Federal.

SEçAO IX
OOS PROCURADORES DO TRABALHO

Art. 115 Os Procuradores do Trabalho serão designados para ofi-


ciar junto aos Tribunais Regionais do Trabalho e às Juntas de Conciliação e
Julgamento.

• § 1Q - a jesignação de Procurador do Trabalho para oficiar em ór-


gãos jurisdicionais diferentes dos previstos para a categoria, dependerá de
autorização do Conselho Superior.

§ 2Q - O Procurador do Trabalho, que oficiar em processos de com-


petência do Tribunal Superior do Trabalho, submeterá os pareceres e peti-
ções que formular à aprovação do Procurador-Geral do Trabalho ou do Subpro-
curador-Geral do Trabalho competente .

Art. 116 Os Procuradores do Tra~~h~erão lotados nas Procurado-


rias Regionais do Trabalho nos Estados e n~~trito Federal.

SEçAO X
DAS UNIDADES DE LOTAÇAo E DE ADMINISTRAÇAo

Art. 117 A Procuradoria Geral do Trabalho e as Procuradorias Re-


gionais do Trabalho nos Estados e no Distrito Federal são unidades de lota-
ção e de administração do Ministério Público do Trabalho.
- 38-

Art. 118 A estrutura básica das unidades de lotação e de adminis-


~ tração será organizada por regulamento, nos termos da lei.
~
cn
co
<
u
cn
~

Q) CAPíTULO IV
'O
cn O
N
00 MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
co
o SEÇÃO I
Z ~
N
OA COMPETÊNCIA, oos óRGAOS E DA CARREIRA
o.. úi
....
~
o.. 9
Art. 119 Compete ao Ministério Público Militar o exercicio das
seguintes atribuições junto aos órgãos da Justiça Militar:

I - promover, privativamente, a ação penal;


11 - promover a declaração de indignidade ou de incompatibilidade
para o oficialato;
111 - manifestar-se em qualquer fase do processo, acolhendo solici-
tação do juiz ou por sua iniciativa, quandà entender existente interesse
público que justifique a intervenção.

Art. 120 Incumbe ao Ministério Público Militar:

I - requisitar diligências investigatórias e a instauração de in-


quérito policial-militar, podendo acompanhá-los e produzir provas;
11 - exercer o controle externo da atividade da policia judiciária
militar.
I
Art. 121 São órgãos do Ministério Público Militar:
,
I - o Procurador-Geral da Justiça Militar;
11 - o Colégio de Procuradores da Justiça Mirttar;
111 - o Conselho Superior do Ministério~bl i FO Militar;
IV - a Câmara de Coordenação e Revisão ~O\ M~istério Público Mili-
tar; '4
V- a Corregedoria do Ministério Público Militar;
VI - os Subprocuradores Gerais da Justiça Militar;
VII - os Procuradores da Justiça Militar;
VIII - os Procuradores Adjuntos da Justiça Militar.

Art. 122 São unidades de lotação e de administração no Ministério


Público Militar:
- 39-
I - a Procuradoria Geral da Justiça Militar;
11 - as Procuradorias da Justiça Militar.

Art. 123 A carreira do Ministério Público Militar é constituída

I
pelos cargos de Subprocurador-Geral da Justiça Militar, Procurador da Jus-
tiça Militar e Procurador Adjunto da Justiça Militar.

Parágrafo único - O cargo inicial da carreira é o de Procurador


Adjunto da Justiça Militar e o do último nível o de Subprocurador-Geral da
Justiça Militar.

SEÇ/lo 11
DO PROCURADOR-GERAL DA JUSTIÇA MILITAR

Art. 124 O Procurador-Geral da Justiça Militar é o Chefe do Mi-


nistério Público Militar.

, Art. 125 O Procurador-Geral da Justiça Militar será nomeado pelo


Presidente da República dentre os membros do Ministério Público Militar,
com mais de dez anos de exercício, integrantes de lista tríplice elaborada
pelo Colégio de Procuradores da Justiça Militar, para mandato de dois anos,

permitida uma recondução, precedida de nova lista tríplice.

Parágrafo único - A exoneração do Procurador-Geral da Justiça Mi-


litar, antes do término do biênio, será proposta por deliberação do Conse-
lho Superior, pelo voto secreto de dois terços dos seus membros e encami-
nhada pelo Chefe do Ministério Público da União ao Presidente da República.

Art. 126 O Procurador-Geral da JU~iç~ilitar designará dentre


os Subprocuradores-Gerais o Vice ProcuradOr-G~râl da Justiça Militar, que o
substituirá em seus impedimentos e, no caso tle ,vacância, exercerá o cargo
até o seu provimento definitivo.

Art. 127 Compete ao Procurador-Geral da Justiça Militar exercer


as funções atribuídas ao Ministério Público Militar junto ao Superior Tri-
bunal Militar, propondo as ações cabíveis e manifestando-se nos processos
de sua competência.

Art. 128 São atribuições do Procurador-Geral da Justiça Militar:

I - representar o Ministério Público Militar;


-~-

11 - integrar, como membro nato, e presidir o Colégio de Procura-


dores da Justiça Militar, o Conselho Superior do Ministério Públi co da Jus-
tiça Militar e a Comissão de Concurso.
111 - nomear o Corregedor-Geral do Ministério Público Militar, se- I
gundo li sta tríplice formada pelo Conselho Superior;
IV • designar o Coordenador da Câmara de Coordenação e Revisão do
Ministéri o Público Militar;
I
V - designar, observados os critérios da lei e os estabelecidos
pelo Conselho Superior, os ofícios em que exercerão suas funções os membros
do Ministério Público Militar;
VI - com prévia anuência da Câmara de Coordenação e Revisão compe-
tente, exercer, excepcionalmente, funções afetas a outro membro da insti-
tuição, ou designar outro representante do Ministério Público Militar para
fazê-lo;
VII - dirimir conflitos de atribuições entre membros do Ministério
Público Militar, com recurso da decisão para o Conselho Superior;
VIII - determinar a abertura de correição, sindicância ou inquérito
administrativo;
IX - determinar a instauração de inquérito ou processo administra-
tivo contra servidores dos serviços auxiliares;
X decidir processo disciplinar contra membro da carreira ou
servidor dos serviços auxiliares, aplicando as sanções que sejam de sua
competência;
XI - decidir, atendendo a necessidade do serviço, sobre:
a) remoção a pedido ou por permuta;
b) alteração parcial da lista bienal de designações;
XII - autorizar o afastamento de membros do Ministério Público Mi-
litar, depois de ouvido o Conselho Superior, nas hipóteses da lei;
XIII - dar posse aos membros do Ministério Público Militar;
XIV - designar membro do Ministério Público Militar para:
a ) funcionar nos órgãos em que a p~t{2iPação da instituição seja
legalmente prevista, ouvido o Conselho Superidr;
~'

b) integrar comissões técnicas ou científicas, relacionadas às


funções da instituição , ouvido o Conselho Superior;
~
c) assegurar a continuidade dos serviços, em caso de vacância,
~ afastamento temporário, ausência , impedimento ou suspeição do titular, na
<~
o~ inexistência ou falta do substituto designado;
~
~ XV - homologar, ouvido o Conselho Superior, o resultado do concuro
~
~ para ingresso na carreira;
T-
~
~ N XVI - fazer publicar o aviso de existência de vaga, na lotação e na
o
~Z relação bienal de designações;
N
W~
~~
q~
-41-

XVII - propor ao Procurador-Geral da República, ouvido o Conselho


Superior, a criação e extinção de cargos da carreira;
XVIII - elaborar a proposta orçamentária do Ministério Público Mili-
tar, submetendo-a para aprovação, ao Conselho Superior;
XIX - encaminhar ao Procurador-Geral da República a proposta orça-
mentária do Ministério Público Militar, após sua aprovação pelo Conselho
Superior;
XX - organizar a prestação de contas do exercício anterior, enca-
minhando-a ao Ministério Público da União;
XXI - praticar atos de gestão administrativa, financeira e de pes-
soal;
XXII - elaborar o relatório de atividades do Ministério Público Mi-
litar;
XXIII - coordenar as atividades do Ministério Público Militar;
XXIV - el:ercer outras atribuições previstas em lei.

Art. 129 As atribuições do Procurador-Geral da Justiça Militar,


previstas no artigo anterior poderão ser delegadas:

I - ao Coordenador da Câmara de Coordenação e Revisão, as dos in-



cisos XIV, alínea "c", e XXIII;
11 - a Procurador da Justiça Militar, as dos incisos I e XXI .

SEçAo 111
DO COLÉGIO DE PROCURADORES DA JUSTIÇA MILITAR

Art. 130 O Colégio de Procuradores da ..Justiça Militar, presidido


\
pelo Procurador-Geral da Justiça Militar, é int~rado por todos os membros
da carreira em atividade no Ministério Público da ~~stiça Militar.
~

Art. 131 Compete ao Colégio de Procuradores da Justiça Militar:

I - elaborar, mediante voto plurinominal, facultativo e secreto,


a lista tríplice para o cargo de Procurador-Geral da Justiça Militar, den-
tre os membros da carreira com mais de dez anos de exercício;
11 - opinar sobre assuntos gerais de interesse da instituição.

§ 1º - Para os fins previstos no inciso I, deste artigo, prescin-


dir-se-á de reunião do Colégio de Procuradores, procedendo-se segundo dis-
puser o seu Regimento Interno, e exigindo-se o voto da maioria absoluta dos
eleitores.
-~-

§ 22 - Excepcionalmente, em caso de interesse relevante da insti-


tuição, o Colégio de Procuradores reunir-se-á em local designado pelo Pro-
curador-Geral da Justiça Militpr, desde que conwocado por ele ou pela maio-
ria de seus membros.

§ 32 - O Regimento Interno do Colégio de Procuradores Militares


disporá sobre seu funcionamento .

SEçAo IV
DO CONSELHO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR

Art. 132 O Conselho Superior do Ministério Público Militar, pre-


sidido pelo Procurador-Geral da Justiça Militar, tem a seguinte composição:

I - o Procurador-Geral da Justiça Militar e o Vice Procurador-Ge-


•·ral da Justiça Militar.

!
cn • 11 - os Subprocuradores-Gerais da Justiça Militar.
00 l
cn
~ •
~ Parágrafo único - O Conselho Superior elegerá o seu vice-Presi~
~
cn ~ dente, que substituirá o Presidente em seus impedimentos.
U) ~
o
Z Art. 133 O Conselho Superior do Ministério Público Militar reu-
.. ~
I
~ ~ nir-se-á ordinariamente, uma vez por mês, em dia~ pviamente fixado, e, ex-
~ ~
traordinariamente, quando convocado pelo pro~ad ~-Geral da Justiça Mili-
tar ou por proposta da maioria absoluta de seu\ ~ ros.
Art . 134 Salvo disposição em contrário, as deliberações do Con,e-
lho Superior serão tomadas por maioria simples de votos, presente a maioria
absoluta dos seus membros.

§ 12 - Em caso de empate, prevalecerá o voto do Presidente, exce-


to em matéria de sanções, caso em que prevalecerá a solução mais favorável
ao acusado.

§ 2º - As deliberações do Conselho Superior serão publicadas no


Diário da Justiça, exceto quando o Regimento Interno determine sigilo.

Art. 135 Compete ao Conselho Superior do Ministério Público Mili-


tar :
- 43 -

I - exercer o poder normativo no âmbito do Ministério Público Mi-


litar, observados os princípios desta Lei, especialmente para elaborar e
aprovar:
a) o seu Regimento Interno, o do Colégio de Procuradores da Jus-
tiça Militar e o da Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público
Militar;
b) as normas e as instruções para o concurso de ingresso na car-
reira;
c) as normas sobre as designações para os diferentes ofícios do
Ministério Público Militar;
d) os critérios para distribuição de inquéritos e quaisquer ou-
tros feitos, no Ministério Público Militar;
e) os critérios de promoção por merecimento na carreira;
f) o procedimento para avaliar o cumprimento das condições do es-
tágio probatório;
11 - propor a exoneração do Procurador-Geral da Justiça Militar;
111 - indicar os integrantes da Câmara de Coordenação e Revisão do
Ministério Público Militar;
IV - elaborar a lista tríplice pa=a Corregedor-Geral do Ministério
Público Militar;
V - destituir, por iniciativa do procurado~\Ge+al e pela maioria
absoluta de seus membros, o Corregedor-Geral; \ \ I
.f\

VI - elaborar a lista tríplice destinada ~ promoção por merecimen-


t o;
VII - aprovar a lista de antigüidade do Ministério Público Militar
e decidir sobre as reclamações a ela concernentes;
VIII - indicar o membro do Ministério Público Militar para promoção
por antig:iidade, observado o disposto no art. 93, II, letra "d", da Consti-
tuição Federal;
IX - opinar sobre a designação de membro do Ministério Público Mi-
litar para:

a) funcionar nos órgãos em que a participação da instituição seja


legalmente prevista;
b) integrar comissões técnicas ou científicas relacionadas às
funções oa instituição;
X - opinar sobre o afastamento temporário de membro do Ministério
Público ~ilitar;
XI - autorizar a designação, em caráter excepcional , de membro do
Ministério Público Militar, para exercício de atribuições processuais pe-
cn -M-
co
cn
~

~ rante ju:zos, tribunais ou ofícios diferentes dos estabelecidos para cada 1


~
cn ~ categoriê;
U) N
o XII - determinar a realização de correições e sindicâncias e apre-
·z
I
~ ciar os relatórios correspondentes;
i~ u
.~ ~
c X:II - determinar a instauração de processos administrativos em que
l~
o acusaJJ seja membro do Ministério Público Militar, apreciar seus relató-
rios e p"opor as medidas cabíveis;
XIV - determinar o afastamento preventivo do exercício do cargo, de
membro d: Ministério Público Militar, indiciado ou acusado em processo dis-
ciplinar, e o seu retorno;
XV - designar a comissão de processo administrativo em que o acu-
sado sejê membro do Ministério Público Militar;
XVI - decidir sobre o cumprimento do estágio probatório por membro
do Ministério Público Militar, encaminhando cópia da decisão ao Procura-
dor-Geral da República, quando for o caso, para ser efetivada sua exonera-
ção;
XVII - decidir sobre remoção e disponibilidade de membro do Ministé-
rio Público Militar, por motivo de interesse público;
XVIII - autorizar, pela maioria absoluta de seus membros, que o Pro-
curador Geral da República ajuize ação de perda de cargo contra membro do ,
Ministério Público Militar que seja vitalício, n~ casos previstos nesta
lei; ~ \
\ \
XIX - opinar sobre os pedidos de reversão ~~embro da carreira;

XX - decidir, em grau de recurso, conflitos de atribuições entre


membros do Ministério Público Militar;
XXI - aprovar a proposta de lei para o aumento do número de cargos
da carreira;
XXII - deliberar sobre a realização de concurso para ingresso na
carreira, designar os membros da comissão de Concurso e opinar sobre a ho-
mologação dos resultados;
XXII I - aprovar a proposta orçamentária que integrará o projeto de
orçamento do Ministério Público da União;
XXIV - exercer outras funções atribuídas em lei;
Parágrafo único - O Procurador-Geral não participará das decisões
previstas nos incisos 11, 111, IV, V, IX, X, XI, XI X e XX deste prtigo.
-~-

SEçAo V
DA CÂMARA DE COORDENAÇAo E REVISAO DO
MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR

Art. 136 A Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público


Militar é o órgão de coordenação, de integração e de revisão do exercício
funcional na instituição.

Art. 137 A Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público


Militar será organizada por ato normativo e o Regimento Interno, que dispo-
rá sobre seu funcionamento, será elaborado e aprovado pelo Conselho Supe-
rior.

Art. 138 A Câmara de Coordenação e Revisão será composta por três


membros do Ministério Público Militar, indicados pelo Conselho Superior
• juntamente com seus suplentes, para um mandato de dois anos, sempre que
possível dentre integrantes do último grau da carreira.

Art. 139 Dentre os integrantes da Câmara de Coordenação e Revi~



são, um deles será designado pelo Procurador-Geral para a função executiva
de Coordenador.

Art. 140 Compete à Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério


Público Militar :
, ~

I - promover a integração e a coordenação dos órgãos


institucionais do Ministério Público Militar, ~~ado o princí pio da
independência funcional; ~\

11 - manter intercâmbio com órgãos Ou entidades que atuem em áreas


afins;
111 encaminhar informações técnico- jurídicas aos órgãos
institucionais do Ministério Público Militar;
IV - aprovar, previamente, pelo voto secreto de dois terços de
seus mem~ros, o exercício de função, na situação prevista pelo art. 128,
inciso VI, desta lei;
V - manifestar-se sobre o arquivamento de inquérito policial
militar, exceto nos casos de competência originária do Procurador-Geral ;
VI - resolver sobre a distribuição especial de inquéritos e
quaisquer outros feitos, quando a matéria, por sua natureza ou relevância ,
assim o exigir.
- 46 -

SEÇÃO VI
DA CORREGEDORIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR

Art. 141 A Corregedoria do Ministério Público Militar, dirigida


pelo Corregedor-Geral, é o órgão fiscalizador das atividades funcionais e
da conduta dos membros do Ministério Público.
1
I
Art. 142 O Corregedor-Geral do Ministério Público Militar será
nomeado pelo Procurador-Geral da Justiça Militar dentre os Subprocurado-
res-Gerais da Justiça Militar, integrantes da lista tríplice elaborada pelo
Conselho SuperiDr, para mandato de dois anos, renovável uma vez.

§1 9 - Serão suplentes do Corregedor-Geral os demais integrantes


I
da lista tríplice, na ordem em que os designar o Procurador-Geral; I
§ 29 - O Corregedor-Geral poderá ser destituído, por iniciativa
1
do Procurador-Geral, antes do término do mandato, pela maioria absoluta do
Conselho Superior.

Art. 143 Incumbe ao Corregedor-Geral do Ministério Público:



I - realizar, de ofício, ou por determinação do Procurador- Ge r al
ou do Conselho Superior, correições e sindicâncias , apresentando os respec-
tivos relatórios;
11 - instaurar inquérito contra integrante da\\ar~ira e propor ao
Conselho Superior a instauração do processo administra~\oAconsequente; 1

111 - acompanhar o estágio probatório dos membros do Ministério


Público Militar;
1
IV - propor ao Conselho Superior a exoneração de membro do Minis-
tério Público Militar que não cumprir as condições do estágio probatório.

O)
co SEÇÃO VII
....
O)
DOS SUBPROCURADORES GERAIS DA JUSTIÇA MILITAR
\I)
'C
O) -.:t Art . 144 Os Subprocuradores Gerais da Justiça Militar serão de-
co N
o signados para oficiar junto ao Superior Tribunal Militar .
Z ~
N
a.. W
t-
...J o
a.. ..J
- 47-

Parágrafo único - A designação de Subprocurador-Geral Militar


para oficiar em órgãos jurisdicionais diferentes do previsto para a
categoria dependerá de autorização do Conselho Superior.

Art . 145 Cabe aos Subprocuradores Gerais da Justiça Militar, pri-


vativamente, o exercício das funções de:

I - Corregedor-Geral do Ministério Público Militar;


11 - Coordenador da Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério
Público Militar.

Art . 146 Os Subprocuradores-Gerais da Justiça Militar serão lota-


dos na Procuradoria Geral da Justiça Militar.

SEÇÃO VIII
DOS PROCURADORES DA JUSTIÇA MILITAR

Art . 147 Os Procuradores da Justiça Militar serão designados para


oficiar junto às Auditorias Militares .

§ 1º - A designação de Procurador da Justiça Militar para oficiar
em órgão jurisdicional diferente do previsto para a categoria dependerá de
autorização do Conselho Superior;
§ 2º - O Procurador da Justiça Militar, que oficiar em processos
de competência do Superior Tribunal Militar, submeterá os pareceres e peti-
ções que formular à aprovação do Procurador-Geral da Justiça Militar ou do
Subprocurador-Geral da Justiça Militar compete~nte.~

Art . 148 Os Procuradores da Justiça M·l · tar serão lotados nas


Procuradorias da Justi;, f'jlLH. __

SEÇÃO IX
DOS PROCURADORES ADJUNTOS DA JUSTIÇA MILITAR

Art. 149 Os Procuradores Adjuntos da Justiça Militar serão desig-


nados para oficiar junto às Auditorias Militares.

§ 1º - A designação de Procurador Adjunto da Justiça Militar para


oficiar em órgão jurisdicional diferente do previsto para a categoria,
dependerá de autorização do Conselho Superior .
-~ -
~

~~ § 2Q - o Procurador
Adjunto da Justiça Militar que oficiar em
5=
~ processos de competência do Superior Tribunal Militar, submeterá os
~

~ pareceres e petições que formular à aprovaç~o do Procurador-Geral da


~
~
~ Justiça Militar ou do Subprocurador-Geral da Justiça Militar competente.
«> N
o
~Z
N Art. 150 Os Procuradores AdjuntOs da Justiça Militar ser~o lota-
.. ~

~~ dos nas Procuradorias da Justiça Militar.


g~

SEÇÃO X
OAS UNIDADES DE LOTAÇÃO E DE ADMINISTRAÇÃO

Art . 151 A Procuradoria Geral da Justiça Militar e as Procurado-


rias da Justiça Militar s~o unidades de lotaç~o e de administraç~o do Mi-
nistério Público Militar.

Art. 152 A estrutura das unidades de lotaç~o e de administraç~o

será organizada por regulamento, nos termos da lei.

CAPÍTULO V
DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
SEÇÃO I •
DA COMPETÊNCIA, DOS ÓRGÃOS E DA CARREIRA

Art. 153 O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios


exercerá as competências previstas no art. 5Q desta lei:

I - nas causas de competência do Tribunal de Justiça e dos Juízes


do Distrito Federal e Territórios; ~
11 - em caráter excepcional, qUand~~ber,
em causas de competên-
cia de outros juízes e tribunais. '~

ritórios:
Art. 154 Incumbe ao Ministério Público do Distrito Federal e Ter-
t
I instaurar inquérito civil e outros procedimentos
administrativos;
11 - requisitar diligências investigatórias e a instauraç~o de
inquérito policial, podendo acompanhá-los e produzir provas;
111 - requisitar à autoridade administrativa do Distrito Federal e
Territórios a instauraç~o de procedimentos administrativos, podendo
acompanhá-los e produzir provas;
- 49-

IV - exercer o controle externo da atividade da polícia do


Distrit o ~ ederal e da dos Territórios;
V - p?rticipar dos Conselhos Penitenciários;

VI - integrar os órgãos colegiados previstos no art . 16, quando


componentes da estrutura administrativa do Distrito Federal e dos Territó-
rios;
VII - fiscalizar a execução da pena, nos processos de competência
da J u s ti ~ a do Di strito Federal e Territórios.

Art. 155 Cabe ao Ministério Público do Distrito Federal e Terri -


tórios exercer a defesa dos direitos constitucionais do cidadão sempre que
se cuide de garantir-lhes o respeito:

I - pelos Poderes Públicos do Distrito Federal;


11 - pelos órgãos da administração pública, direta ou indireta, do
Distrito Federal;
• 111 - pelos concessionários e permissionários do serviço público do
Distrito Federal;
IV - por entidades que exerçam outra função delegada do Distrito
Federal.

Art. 156 O Procurador-Geral de Justiça designará, dentre os Pro-


curadores de Justiça e mediante prévia aprovação do nome pelo Conselho Su-
perior, o Defensor Distrital dos Direitos do Cidadão, para servir pelo pra-
zo de dois anos, permitida a recondução, precedida de nova decisão do Con-
selho Superior .

§ 19 - Sempre que possível, ~De~nsor não acumulará o exercício


de suas funções com outras do Ministério\ P~lico.

§ 29 - O Defensor somente será dispensado, antes do termo de sua


investidura, por iniciativa do Procurador-Geral de Justiça, anuindo a
maioria absoluta do Conselho Superior.

Art. 157 São órgãos do Ministério Público do Distrito Federal e


Territórios:

I - o Procurador-Geral de Justiça;
11 - o Colégio·de Procuradores e Promotores de Justiça;
111 - o Conselho Superior do Ministério Público do Distrito Federal
e Territ órios;
L.O I t : ~1 ,",""IIV'\ . oJ

PLP N° 69 de 1989
26 - 50 -
,., .. ....... . ~

IV - as Câmaras de Coordenação e Revisão do Ministério Público do


Di s trito Federal e Territórios;
V - a Corregedoria do Ministério Público do Distrito Federal e
Territórios;
VI - os Procuradores de Justiça;
VII - os Promotores de Justiça;
VIII - os Promotores de Justiça Adjuntos.

Art. 158 A carreira do Ministério Público do Distrito Federal e


Territórios é constituída pelos cargos de Procurador de Justiça, Promotor
de Justi ça e Promotor de Justiça Adjunto.

Parágrafo único - O cargo inicial da carreira é o de Promotor de


Justiça kdjunto e o do último o de Procurador de Justiça.

SEÇI\o II
DO PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA

Art. 159 O Procurador-Geral de Justiça é o Chefe do Ministério


Público do Distrito Federal e Territórios.

Art. 160 O Procurador-Geral de Justiça será nomeado pelo Presi-


dente da República dentre os Procuradores de Ju~tiça integrantes de lista
tríplice elaborada pelo Colégio de procurador~e ~Promotores de Justiça,
para mandado de dois anos, permitida uma recond~, precedida de nova lis-
ta tríplice. ~ _

§ 1º - O Procurador-Geral poderá ser destituído, antes do término


do mandato, por deliberação da maioria absoluta do Senado Federal.
§ 2º - A iniciativa de propor a destituição do Procurador- Geral
poderá ser:
a - do Presidente da República;
b - de dois terços do Conselho Superior, através do voto secreto,
encaminhando a proposta ao Senado Federal o Procurador-Geral da República .

Art . 161 O Procurador-Geral designará dentre os Procuradores de


Justi ça o Vice Procurador-Geral de Justiça, que o substituirá em seus impe-
dimentos e, no caso de vacância, exercerá o cargo até o seu provimento de-
fi niti vo.

Art. 162 Compete ao Procurador- Geral de Justiça exercer as fun-


ções atribuídas ao Ministério Público no Plenário do Tribunal de Justiça do
- 51 -

Distrito Federal e Territórios, propondo as ações cabíveis e manifestan-


do-se nos processos de sua competência.

Art. 163 Incumbe ao Procurador-Geral de Justiça, como Chefe do


Ministério Público:

I - representar o Ministério Público do Distrito Federal e


Territórios;

integrar, como membro nato, o Colégio de Procuradores e


11 -
Promotores de Justiça, o Conselho Superior e a Comissão de Concurso.
111 - designar o úefensor Distrital dos Direitos do Cidadão;
IV - designar os Coordenadores das Câmaras de Coordenação e
Revisão do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios;
V - nomear o Corregedor- Geral do Ministério Público do Distrito
Federal e Territórios;
VI - designar, observados os critérios da lei e os estabelecidos
pelo Conselho Superior, os ofícios em que exercerão suas funções os membros
do Ministério Público do Distrito Federal;
VII - com prévia anuência da Câmara de Coordenação e Revisão compe-
tente, exercer, excepcionalmente, funções afetas a outro membro da insti-
tuição, ou designar outro representante do Ministério Público do Distrito
Federal para fazê-lo;
VIII - dirimir conflitos de
",\
at~buiç~S
entre membros do Ministério
Público do Distrito Federal , com recurso , da decisão para o Conselho
t., Ir}f !.' lar; \

IX - determinar a abertura de correição, sindicância ou inquérito


administrati vo;
X determinar a instauração de inquérito ou processo
administrativo contra servidores dos serviços auxiliares;
XI - decidir processo disciplinar contra membro da carreira ou
servidor dos serviços auxiliares, aplicando as sanções que sejam de sua
competência ;
XII - decidir, atendendo a necessidade do serviço, sobre:
a) remoção a pedido ou por permuta;
b) alteração parcial da lista bienal de designações;
XIII - autorizar o afastamento de membros do Ministério Público do
Distrito Federal, depois de ouvido o Conselho Superior, nas hipóteses da
lei;
XIV - dar posse aos membros do Ministério Público do Distrito
Federal;

I
PLP N° 69 de 1989
27
I I""\TI: . ?1 CAIXA: 5
- 52 -

XV - designar membro do Ministério Público do Distrito Federal


para:
a) funcionar nos órgãos em que a participação da instituição seja
legalmente prevista, ouvido o Conselho Superior;
b) integrar comissões técnicas ou científicas, relacionadas às
funções da instituição, ouvido o Conselho Superior;
c) assegurar a continuidade dos serviços, em caso de vacância,
afastamento temporário, ausência, impedimento ou suspeição do titular, na
inexistência ou falta do substituto designado;
d) funcionar perante os juízos e tribunais re feridos no inciso
11, do art. 153, desta lei;
e) acompanhar procedimentos administrativos e inquéritos
policiais, instaurados em áreas estranhas à sua competência específica,
desde que relacionados a fatos de interesse da instituição;
f) acompanhar procedimentos administrativos e inquéritos
policiais, instaurados em áreas estranhas à sua competência específica,
desde que relacionados a fatos de interesse da instituição;
XVI - homologar, ouvido o Conselho Superior, o resultado do •
concurso para ingresso na carreira;
XVII - fazer publicar o aviso de existência de vaga, na lotação e na
relação bienal de designações; ~

XVIII - propor ao Procurador-Geral ~~ública , ouvido o Conselho


Superior, a criação e extinção de cargos d~~eira;

XIX - elaborar a proposta orçamentária do Ministério Público do


Distrito Federal, submetendo~a, para aprovação, ao Conselho Superior;
XX - encaminhar ao Procurador-Geral da Repúb l ica a proposta
orçamentária do Ministério Público do Distrito Federal, após sua aprovação
pelo Conselho Superior;
XXI - organizar a prestação de contas do exercício anterior,
encaminhando-a ao Ministério Público da União;
XXII - praticar atos de gestão administrativa, financeira e de
pessoal;
XXIII - elaborar o relatório de atividades do Ministério Público do
Distrito Federal;
XXIV - coordenar as atividades do Ministério Público do Distrito
Federal;
XXV - exercer outras atribuições previstas em lei.

Art. 164 As atribuições do Procurador-Geral de Justiça, previstas


nos incisos XV, alíneas "c", "d" , "e" e "f", XXII e XXIV, do artigo ante-
- 53-

rior, poderão ser delegadas a Coordenador de Câmara de Coordenação e Revi-


são.

SEçAo lU
DO COLÉGIO DE PROCURADORES E PROMOTORES DE JUSTIÇA

Art. 165 O Colégio de Procuradores e Promotores de Justiça, pre-


sidido pelo Procurador-Geral de Justiça, é integrado por todos os membros
da carreira em atividade no Ministério Público do Distrito Federal.

Art. 166 Compete ao Colégio de Procuradores e Promotores de Jus-


tiça:

I - elaborar, mediante voto plurinominal, facultativo e secreto,


a lista tríplice para o cargo de Procurador-Geral de Justiça;
11 - elaborar, mediante voto plurinominal, facultativo e secreto,
a lista sêxtupla para a composição do Superior Tribunal de Justiça, sendo
elegíveis os membros do Ministério Público do Distrito Federal e
Territórios, com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de
idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada;
111 - elaborar, mediante voto plurinominal, facultativo e secreto,
a lista sêxtupla para a composição dO~ib aI de Justiça do Distrito
Federal e Territórios, sendo elegíveis os m o do Ministério Público do
Distrito Federal com mais de dez anos de car .
IV - eleger, dentre os Procuradores de Justiça e mediante voto
plurinominal, facultativo e secreto, três membros do Conselho Superior do
Ministério Público do Distrito Federal;
V - opinar sobre assuntos gerais de interesse da instituição.
§ 12 - Para os fins previstos nos incisos I, 11, 111, e IV, deste
artigo, prescindir-se-á de reunião do Colégio dp Procuradores, proceden-
do-se segundo dispuser o seu Regimento Interno e exigindo-se o voto da
maioria absoluta dos eleitores;
§ 22 - Excepcionalmente, em caso de interesse relevante da insti-
tuição, o Colégio de Procuradores e Promotores de Justiça reunir-se-á em
local designado pelo Procurador-Geral de Justiça, desde que convocado por
ele ou pela maioria de seus membros.
§ 32 o Regimento Interno do Colégio de Procuradores e
Promotores de Justiça disporá sobre seu funcionamento.
PLP N° 69 de 1989
28
CAIXA: 5
LOTE: 21 - 54

SEÇI\o IV
DO CONSELHO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO
DISTRITO FEDERAL

Art. 167 O Conselho Superior do Ministério Público do Distrito


Federal, presidido pelo Procurador-Geral de Justiça, tem a seguinte compo-
siç~o:

I - o Procurador-Geral de Justiça e o Vice Procurador-Geral de


Justiça, que o integram como membros-natos;
11 - três Procuradores de Justiça, eleitos para um mandato de dois
anos, na forma do art. 166, 111, desta lei, permitida uma reeleição;
111 - três Procuradores de Justiça, eleitos para um mandato de dois
anos, por seus pares, mediante voto plurinominal, facultativo e secreto,
permitida uma reeleiç~o.

§ 1Q - suplentes dos membros de que trata os ítens 11 e


Ser~o

111, os demais votados, em ordem decrescente, observando-se os critérios


gerais de desempate;
§ 22 - O Conselho Superior elegerá o seu Vice-Presidente, que
substituirá o Presidente em seus impedimentos.

Art. 168 O Conselho Superior do Ministério Público do Distrito


Federal reunir-se-á ordinariamente, uma vez por ~s~m dia previamente fi-
xado, e, extraordinariamente, quando convocado p lo Procurador-Geral de
Justiça ou por proposta da maioria absoluta de s~ mbros .

Art . 169 Salvo disposição em contrário , as deliberações do Conse-


lho Superior ser~o tomadas por maioria simples de votos, presente a maioria
absoluta de seus membros.

Art. 170 Compete ao Conselho Superior do Ministério Público do


Distrito Federal:

I - exercer o poder normativo no âmbito do Ministério Público do


Distrito Federal, observados os princípios desta lei, especialmente para
elaborar e aprovar:
a) o seu Regimento Interno, o do Colégio de Procuradores e
Promotores de Justiça do Distrito Federal e os das Câmaras de Coordenaç~o e
Revis~o do Ministério Público do Distrito >ederal;
- 55-

b) as normas e as instruções para o concurso de ingresso na


carreira;
c ) as normas sobre as designações para os diferentes ofícios do
Ministério Público do Distrito Federal;
d) os critérios para distribuição de inquéritos, procedimentos
administrativos e quaisquer outros feitos no Minis'tério Público do Distrito
Federal;
e) os critérios de promoção por merecimento, na carreira.
f) o procedimento para avaliar o cumprimento das condições do es-
tágio probatóriu;
11 - propor a destituição do Procurador-Geral de Justiça;
111 - aprovar o nome do Defensor Distrital dos Direitos do Cidadão;
IV - indicar os integrantes das Câmaras de Coordenação e Revisão;
V - elaborar a lista tríplice para Corregedor-Geral do Ministério
Público do Distrito Federal;
VI - destituir, por iniciativa do Procurador-Geral e pela maioria
absoluta de seus membros, o Corregedor-Geral;
VII elaborar a lista tríplice destinada à promoção por
merecimento;
VIII - aprovar a lista de antigüidade do Ministério Público do
Distrito Federal e decidir sobre as reclamações a ela concernentes;
IX - indicar o membro do Ministério Público do Distrito Federal
para promoção por antigüidade, observado o disposto no art. 93, 11, letra
"d", da Constituição Federal; ~
X - opinar sobre a designação de memb o Ministério Público do
Distrito Federal para:
I,
a) funcionar nos órgãos em que a participação da instituiçã~
legalmente prevista;
b) integrar comissões técnicas ou cientificas relacionadas às
funções da instituição;
XI - opinar sobre o afastamento temporário de membro do Ministério
Público do Distrito Federal;
XII - autorizar a designação, em caráter excepcional, de membros do
Ministério Público do Distrito Federal, para exercício de atribuições pro-
cessuais perante juizos, tribunais ou oficios diferentes dos estabeleci-
dos para cada categoria;
XIII - determinar a realização de correições e sindicâncias e
apreciar os relatórios correspondentes;
XIV - determinar a instauração de processos administrativos em que
o acusado seja membro do Ministério Público do Distrito Federal, apreciar
seus relatórios e propor as medidas cabíveis;
CAIXA: 5
LOT E : 21
PLP N° 69 de 1989
29
- 56-

xv - determinar o afastamento preventivo do exercício do cargo, de


membro do Ministério Público do Distrito Federal, indiciado ou acusado. em
processo disciplinar, e seu retorno;
XVI - designar a comissão de proce~so administrativo em que o
acusado sejç membro do Ministério Público do Distrito Federal;
XVII - decidir sobre o cumprimento do estágio probatório por membro
do Ministério Público do Distrito Federal, propondo ao Procurador-Geral da
República, quando for o caso, a sua exoneração;
XVIII decidir sobre remoção e disponibilidade de membro do
Ministério Público do Distrito Federal, por motivo de interesse público;
XIX - autorizar, pela maioria absoluta de seus membros que o Procu-
rador-Geral da República ajuize ação de perda de cargo contra membro do Mi-
nistério Público do Distrito Federal que seja vitalício, nos casos previs-
tos em lei;

XX - opinar sobre os pedidos de reversão de membro da carreira;


XXI - decidir, em grau de recurso, conflitos de atribuições entre
membros do Ministério Público do Distrito Federal;
XXII - aprovar a proposta de lei para o aumento do número de cargos
da carreira;
XXIII - deliberar sobre a realização de concurso para ingresso na
carreira, designar os membros da Comissão de Concurso e opinar sobre a
homologação dos resultados; ~
XXIV - aprovar a proposta orçamentária ~r'tntegrará o projeto de
orçamento do Ministério Público da União; ,,\
XXV - exercer outr as funções atribuídas em lei;

Parágráfo único - O Procurador-Geral não participará das decisões


previstas nos incisos lI, 111, IV, V, VI, X, XI, XII, XX e XXI, deste
artigo.

SEÇi\o V
DAS CÂMARAS DE COORDENAÇAO E REVISAo DO
MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL

Art. 171 As Câmaras de Coordenação e Revisão do Ministério Públi-


co do Distrito Federal são os órgãos setoriais de coordenação, de integra-
ção e de revisão do exercício funcional na instituição.

Art. 172 As Câmaras de Coordenação e Revisão serão organizadas


por função ou por matéria, através de ato normativo.
- 57-

Parágrafo único - O Regimento Interno, que disporá sobre o


funcionamento das Câmaras de Coordenação e Revisão, será elaborado e
aprovado pelo Conselho Superior.

Art. 173 As Câmaras de Coordenação e Revisão serão compostas por


três membros do Ministério Público do Distrito Federal, indicados pelo Con-
selho Superior juntamente com seus suplentes, para um mandato de dois anos,
sempre que possível dentre integrantes do último grau da carreira.

Art. 174 Dentre os integrantes da respectiva Câmara de Coordena-


ção e Revisão, um deles será designado pelo Procurador-Geral para a função
executiva de Coordenador.

Art. 175 Compete às Câmaras de Coordenação e Revisão:

I promover a integração e a coordenação dos órgãos


institucionais que atuem em ofícios ligados à sua atividade setorial,
observado o princípio da independência funcional;
11 - manter intercâmbio com órgãos ou entidades que atuem em áreas
afins; ~
111 encaminhar informações t~c_~ -jurídicas, aos órgãos
institucionais que atuem em seu setor; ~\(

IV - aprovar, previamente, pelo voto secreto de dois terços de


seus membros, o exercício de função, na situação prevista pelo art. ,
inciso VII, desta lei;
V - homologar a promoção de arquivamento de inquérito civil ou
peças de informação ou designar outro órgão do Ministério Público para
fazê-lo;
VI - manifestar-se sobre o arquivamento de inquérito policial,
inquérito parlamentar ou peças de informação, exceto nos casos de
competência originária do Procurador-Geral;
VII - resolver sobre a distribuição especial de inquéritos, feitos
e procedimentos, quando a matéria, por sua natureza ou relevância, assim o
exigir;

VIII - resolver sobre a distribuição especial de feitos, que por sua


contínua reiteração, devam receber tratamento uniforme.
LOTE: 21 ,",,""IA"' . -..

PLP N° 69 de 1989
30
- 58 -

SEçM VI
DA CORREGEDORIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO
DISTRITO FEDERAL
Art. 176 A Corregedoria do Ministério Público do Distrito Fede-
ral, dirigida pelo Corregedor-Geral, é o órgão fiscalizador das atividades
funcionais e da conduta dos membros do Ministér io Público.

Art. 177 O Corregedor-Geral do Ministério Público será nomeado


pelo Procurador-Geral dentre os Procuradores de Justiça, integrantes de
lista tríplice elaborada pelo Conselho Superior, para mandato de dois anos,
renovável uma vez.

§ 1Q - Não poderão
Conselho Superior.
integrar a lista tríplice os membros

§ 2ª - Serão suplentes do Corregedor-Geral os demais integrantes


da lista tríplice, na ordem em que os indicar o Procurador-Geral.
do

§ 3Q - O Corregedor-Geral poderá ser destituído, por iniciativa
do Procurador-Geral, antes do término do mandato, pela maioria absoluta do
Conselho Superior.

Art. 178 Incumbe ao Corregedor-Geral

I - pa·rticipar, sem direito a voto, euniões do Conselho Su-


perior;

11 - realizar, de ofício, ou por det erminação do Procurador-Geral


ou do Conselho Superior, correição e sindicâncias, apresentando os respec-
tivos relatórios;
111 - instaurar inquérito contra integrante da carreira e propor ao
Conselho Superior a instauração do processo administrativo consequente;
IV - acompanhar o estágio probatório dos membros do Ministério
Público do Distrito Federal;
V - propor ao Conselho Superior a exoneração de membro do Minis-
tério Público do Distrito Federal que não cumprir as condições do estágio
probatório.

SEçAo VII
DOS PROCURADORES DE JUSTIÇA

Art. 179 Os Procuradores de Justiça serão designados para oficiar


junto ao Tribunal de Justiça.
-59-

Parágrafo único- A designação de Procurador de Justiça para


oficiar em órgãos jurisdicionais diferentes do previsto para a categoria,
dependerá de autorização do Conselho Superior.

Art. 180 Cabe aos Procuradores de Justiça, privativamente, o


exercício das funç~es de:

I - Corregedor-Geral. do Ministério Público do Distrito Federal e


Territórios;
11 - Defensor Distrital dos Direitos do Cidadão;
111 - Coordenador de Câmara de Coordenação e Revisão;

SEÇAO VIII
DOS PROMOTORES DE JUSTIÇA

Art. 181 Os Promotores de Justiça serão designados para oficiar


junto às Varas da Justiça do Distrito Federal e Territórios.

SEçAo IX
DOS PROMOTORES DE JUSTIÇA ADJUNTOS

Art. 182 Os Promotores de Justiça A~unto serão designados para


)ficiar junto às Varas da Justiça do Dist~ ' \ederal e Territórios.
SEçAo X
DA UNIDADE DE lOTAÇAQ E DE ADMINISTRAÇAo

Art. 183 A Procuradoria Geral de Justiça é a unidade de lotação e


de administração do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.

Art. 184 A estrutura básica da Procuradoria Geral de Justiça será


organizada por Regulamento, nos termos da lei.

TÍTULO 111
DAS DISPOSIÇOES ESTATUTÁRIAS ESPECIAIS
CAPÍTULO I
DA CARREIRA
SEçAo I
DO PROVIMENTO

Art. 185 Os cargos do Ministério Público da União, salvo os de


Procurador -Geral da República, Procurador-Geral do Trabalho, Procurador-Ge-
Pl.P -NO 69 de 1989
31
I f"\TC: • ..,'"
r.AIXA : 5 -- 60-

ral da Justiça Militar e Procurador-Geral de 'Justiça do Distrito Federal e


Territórios, são de provimento vitalício e constituem as carreiras indepen-
dentes de cada ramo_

Art. 186 A vitaliciedade somente será alcançada após dois anos de


efetivo exercício.

Art. 187 Os cargos das classes iniciais serão providos por nomea-
ção, em caráter vitalício, mediante concurso público específico para cada
ramo.

Art. 188 É vedada a transferência ou aproveitamento nos cargos do


Ministério Público da União, mesmo de um para outro de seus ramos.

SEÇI\Q II
DO CONCURSO

Art. 189 O concurso público de ~ovas e títulos para ingresso em


cada carreira do Ministério Público da ~nião terá âmbito nacional, desti-
nando-se ao preenchimento de todas as~\\~ existentes e das que ocorrerem
no prazo de eficácia. \
'--

Parágrafo único - O concurso será realizado, obrigatoriamente,


quando o número de vagas exceder a dez por cento do quadro respectivo e,
facultativamente, a juízo do Conselho Superior competente.

Art. 190 Poderão inscrever-se no concurso bacharéis em Direito há


pelo menos dois anos, de comprovada idoneidade moral.

Art. 191 O concurso obedecerá ao regulamento elaborado pelo Con-


selho Superior competente.

Art. 192 A Comissão de Concurso será integrada pelo Procura-


dor-Geral, seu Presidente; por dois membros do respectivo ramo do Ministé-
rio Público e por um jurista de reputação ilibada, indicados pelo Conselho
Superior e por um advogado indicado pelo Conselho Federal da Ordem dos Ad-
vogados do Brasil.

Art. 193 O edital de abertura do concurso conterá a relação dos


cargos vagos, com a respectiva lotação, e fixará, para as inscrições, prazo
não inferior a trinta dias, contado de sua publicação no Diário Oficial.
-61-

Art. 194 Não serão nomeados os candidatos aprovados no concurso,


que tenham completado sessenta e cinco anos ou que venham a ser considera-
dos inaptos para o exercício do cargo, em exame de higidez física e mental.

Art. 195 O Procurador-Geral competente, ouvido o Conselho Supe-


rior, decidirá sobre a homologação do concurso, dentro de trinta dias, con-
tados da publicação do resultado final.

Art. 196 O prazo de eficácia do concurso, para efeito de nomea-


ção, será de dois anos contados da publicação do ato homologatório, prorro-
gável uma vez pelo mesmo período .

Art. 197 A nomeação dos candidatos habilitados no concurso obede-


cerá á ordem de classificação.

§ 1Q - Os candidatos aprova~, na ordem de classificação,


escolherão a lotação de sua prefer~i~ ~a relação das vagas que, após o

resultado do concurso, o Conselho Sup ~ecidir que devam ser providas
inicialmente.

§ 2Q O candidato aprovado poderá renunciar á nomeação


correspondente à sua classificação, antecipadamente ou até o termo final do
prazo de posse, caso em que o renunciante será deslocado para o último
lugar na lista dos classificados.

SEçAO 111
DA POSSE E DO EXERCÍCIO

Art. 198 O prazo para a posse nos cargos do Ministério Público da


União é de trinta dias, contados da publicação do ato de nomeação, prorro-
gáveis por mais sessenta dias, mediante comunicação do nomeado, antes de
findo o primeiro prazo.

Parágrafo único O empossado prestará compromisso de bem cumprir


os deveres do cargo, em ato solene, presidido pelo Procurador-Geral.

Art. 199 Para entrar no exercício do cargo, o empossado terá o


prazo de trinta dias, prorrogável por igual tempo, mediante comunicação,
antes de findo o prazo inicial.
piji N° 69 de 1989
32 - 62 -
CAI'I.A: 5
LOTE: 21

SEçAo IV
DO ESTAGIO PROBATÓRIO

Art. 200 Estágio probatório é o período dos dois primeiros anos


de efetivo exercício do cargo pelo membro do Ministério Público da União.

Art. 201 Os membros do Ministério Público da União, durante o es-


tágio probatório, somente poderão perder o cargo mediante decisão da maio-
ria absoluta do respectivo Conselho Superior.

SEÇI\Q V
DAS PROMOÇOES

Art. 202 As promoções far-se-ão, alternadamente , por antigüidade


e merecimento.


§ 12 A promoção deverá ser\\xealizada até trinta dias da
ocorrência da vaga; não decretado~;~razo legal, a promoção produzirá
efeitos a partir do termo final dele. ~\ ~

§ 22 Para todos os efeitos, será considerado promovido o membro


do Ministério Público da União que vier a falecer ou se aposentar sem que
tenha sido efetivada, no prazo legal, a promoção que lhe cabia por antigüi-
dade, ou por força do art. 203, § 32 , desta lei .
§ 32 É facultada a recusa de promoção, sem prejuízo do
critério de preenchimento da vaga recusada.

Art. 203 O merecimento, para efeito de promoção será apurado me-


diante critérios de ordem objetiva, fixados em regulamento elaborado pelo
Conselho Superior do respectivo ramo.

§ 12 - À promoção por merecimento só poderão concorrer os membros


do Ministério Público da União com pelo menos dois anos de exercício na
categoria e integrantes da primeira quinta parte da lista de antigüidade;
em caso de recusa, completar-se-á a fração incluindo-se outros integrantes
da categoria, na seqüência da ordem de antigüidade.
§ 2Q - Não poderá concorrer à promoção por merecimento quem tenha
sofrido penalidade de censura ou suspensão, no período de um ano
imediatamente anterior à ocorrência da vaga, em caso de censura; ou de dois
anos, em caso de suspensão.
-~-

§ 3Q - Será obrigatoriamente promovido quem houverfigurado por


três vezes consecutivas, ou cinco alternadas, na lista tríplice elaborada
pelo Conselho Superior.

Art. 204 Não poderá concorrer à promoção por merecimento, até um


dia após o regresso, o membro do Ministério Público da União afastado da
carreira para:

I - exercer cargo eletivo ou a ele concorrer;


11 - exercer outro cargo público permitido por lei.

Art. 205 Para efeito de promoção, entende-se por antigüidade o


tempo de efetivo serviço no cargo, nos termos da lei.

§ 1º - A lista de antigüidade será organizada no primeiro


trimestre de cada ano, aprovada pelo Conselho Superior e publicada no
Diário Oficial até o último dia do mês segui e.
§ 22 - O prazo para reclamaçã a a lista de antigüidade será
de trinta dias, contados da publicação.

§ 3º - O desempate na classificação por antigüidade será determi-
nado, sucessivamente, pelo tempo de serviço na respectiva carreira do Mi-
nistério Público da União, pelo tempo de serviço público federal, pelo tem-
po de serviço público em geral e pela idade dos candidatos, em favor do
mais idoso; na classificação inicial o primeiro desempate será determinado
pela classificação no concurso.
§ 4º - Na indicação à promoção por antigüidade, o Conselho
Superior somente poderá recusar o mais antigo pelo voto de dois terços de
seus integrantes, repetindo-se a votação até fixar-se a indicação.

SEçAO VI
DOS AFASTAMENTOS

Art. 206 Sem prejuízo dos vencimentos, vantagens, ou qualquer di-


reito, o membro do Ministério Público~a União poderá afastar-se de suas
funções:

I - até oito dias consecutivos, por motivo de casamento;


11 - até oito dias consecutivos, 'por motivo de falecimento de côn-
juge ou companheiro, ascendente ou descendente, irmão ou pessoa que viva
sob sua dependência econômica.
LOTE: 21 CAIXA: 5
PLP N° 69 de 1989
33 -64-

111 - até cinco dias úteis, para comparecimento a encontros ou


congressos, no âmbito da Instituiç~o ou promovidos pela entidade de classe
a que pertença, atendida a necessidade do serviço.

Art. 207 O membro do Ministério Público da Uni~o poderá afas-


tar-se do exercício do cargo para:

I - freqüentar cursos de aperfeiçoamento e estudos, no País ou no


exterior, por prazo n~o superior a dois anos, prorrogável, no máximo, por
igual período;
11 - comparecer a seminários ou congressos, no País ou no
exterior;
III _ ministrar cursos e seminários ~tinados ao aperfeiçoamento
dos membros da instituiç~o; ~
IV - exercer cargo eletivo nos c . revistos em lei ou a ele
concorrer. ,
§ 12 _ O afastamento, salvo na hipótese do inciso IV, só se dará
mediante autorizaç~o do Procurador-Geral, depois de ouvido o Conselho
Superior e atendida a necessidade de serviço.

artigo dar-se-~o
§ 22 - Os casos de afastamento previstos neste
sem prejuízo dos vencimentos, vantagens ou qualquer direito inerente ao
cargo, assegurada, em caso do inciso IV, a escolha da remuneraç~o
preferida.

§ 32 _ N~o se considera de efetivo exercício, para fins de está-


gio probatório, o período de afastamento do membro do Ministério Público da
Uni~o.

SEÇI\O VII
DA REINTEGRAÇI\O

Art. 208 A reintegraç~o, que decorrerá de decis~o judicial passa-


da em julgado, é o reingresso do membro do Ministério Público da Uni~o na
carreira, com ressarcimento dos vencimentos e vantagens deixados de perce-
ber em raz~o da demiss~o, contando-se o tempo de serviço correspondente ao
afastamento .

§ 12 _ O. titular do cargo no qual se deva dar a reintegraç~o será


reconduzido àquele que anteriormente ocupava, o mesmo acontecendo com o
-~-

titular do cargo para o qual deva ocorrer a recondução; 'sendo da classe


inicial o cargo objeto da reintegração ou da recondução, seu titular ficará
em disponibilidade, com proventos idênticos à remuneração que venceria, se
em atividade estivesse.

§ 2Q - A disponibilidade prevista no parágrafo


anterior cessará
com o aproveitamento obrigatório na primeira vaga que venha a ocorrer na
classe inicial.

§ 3Q - O reconduzido, caso tenha sido promovido por merecimento,


fará jus à promoção na primeira vaga a ser provida por idêntico critério,
atribuindo-se-Ihe, quanto à antigüidade na classe, os efeitos de sua promo-
ção anterior.

§ 4Q - O reintegrado será sub~ido\ão exame médico exigido para


o ingresso na carreira, e, verificando-s~ \u~naPtidão para o exercício do
. ~
cargo, será aposentado, com as vantagens a , que
. teria direito, se efetivada
a reintegração.

SEçAO VIII
DA REVERSAo

Art. 209 A reversão é o reingresso, na carreira, do membro do Mi-


nistério Público aposentado, quando insubsistentes os motivos da aposenta-
doria.

§ 1Q - A reversão far-se-á de ofício ou a pedido.


§ 2Q - A reversão de ofício dar-se-á no mesmo cargo ou, se
extinto este, em cargo a ele correspondente; caso se encontre provido o
cargo, aplica-se o disposto no artigo anterior.
§ 3Q - A reversão a pedido será feita no mesmo cargo
anteriormente ocupado pelo aposentado, ou em cargo equivalente, e dependerá
das seguintes condições.
I - existência de vaga em cargo a ser provido mediante promoção
por merecimento;
11 - inexistência de candidato aprovado em concurso, quando se
tratar de reversão para cargo de classe inicial da carreira;
111 - ter sido requerida até cinco anos depois da aposentadoria;
IV - contar o aposentado menos de sessenta e cinco anos de idade à
data do pedido.
-66-

§ 4º - Sérá contado como tempo de serviço, para todos os


efeitos
legais, o período entre a aposentadoria e a revers~o, se aquela tiver sido
causada por erro administrativo p&ra o qual n~o haja concorrido o aposenta-
do.
§ 5Q - A revers~o será condicionada ao resultado do exame exigido
para ingresso na carreira.

CAPÍTULO Il
OOS DIREITOS
SEçfio I
DA VITALICIEDADE E DA INAMOVIBILIDADE

Art. 210 Os membros do Ministério Público da Uni~o, após dois


anos de efetivo exercício, só poder~o ser demitidos por decisão judicial
transitada em julgado.

Art . 211 Os membros do Ministér~p'~icO da União são inamoví-


veis, salvo motivo de interesse público, ~~:a desta lei.

Art. 212 A remoç~o, para efeito desta lei, é qualquer deslocamen-


to de lotaç~o, dentro da mesma classe.

Parágrafo único - A remoç~o será feita de ofício, a pedido


singular ou por permuta .

Art. 213 A remoç~o -de ofício, por iniciativa do Procurador-Geral,


ocorrerá somente por motivo de interesse público, mediante decis~o do Con-
selho superior, pelo voto de dois terços de seus membros, assegurada ampla
defesa.

Art. 214 A remoção a pedido atenderá à conveniência do serviço,


mediante requerimento apresentado nos quinze dias seguintes á publicaç~o de
aviso da existência de vagaj ou, decorrido este prazo, até quinze dias após
, a publicaç~o da deliberação do Conselho Superior sobre a realizaç~o de con-

cn
icurso para ingresso na carreira.
.
1
co (

....
cn
§ 1Q - O aviso será publicado no Diário Oficial, dentro de quinze
CP
'O dias da vacância.
cn ~
co C'? § 2Q - Havendo mais de um candidato à remoç~o, ao fim do primeiro
o prazo previsto no "caput" deste artigo, será removido o de maior
~Z
N
wo..
... ...J
00.. 1
~ j
-~-

antigüídade; após o decurso de tal prazo, prevalecerá a ordem cronológica


de entrega dos pedidos.

Art. 215 A remoção por permuta será concedida mediante requeri-


mento dos interessados.

SEçAO 11
DAS DESIGNAÇOES E DA DISPONIBILIDADE

Art. 216 A designação, para os efeitos desta Lei, é o ato que


discrimina as funções a serem exercidas pelo membro do Ministério Público
da União, dentre as legalmente previstas.

Art. 217 Os membros do Ministério Público da União têm direito à


designação para o exercício de funções que sejam compatíveis com as previs-
• tas nesta Lei, para cada classe das diferentes carreiras .

Parágrafo único - A deSignaçãO~~ o exercício de funções


diferentes das previstas para cada classe, ~~respectivas carreiras, so-
mente será admitida por interesse do · serviço, exigidas a anuência. do desig-
nado e a autorização do Conselho Superior.

Art. 218 As designações serão feitas observados os critérios da


lei e os estabelecidos pelo Conselho Superior:

I - para o exercício de função definida por esta lei;


11 - para o exercício de função nos ofícios definidos em lei.

Art. 219 As designações, salvo quando estabelecido outro critério


por esta Lei, serão feitas por lista, no último mês do ano, pqra vigorar
por um biênio, facultada a renovação.

Art. 220 A alteração da lista poderá ser feita, antes do termo dp


prazo, por interesse do serviço, havendo:

I - provimento de cargo;
11 - desprovimento de cargo;
111 - criação de ofício;
IV - extinção de ofício;
-68-

v - pedido do designado;
VI - pedido de permuta.

Art. 221 A alteração parcial da lista, antes do termo do prazo,


quando modifique a função do designado, sem a sua anuência, somente será
admitida nas seguintes hipóteses:

I - extinção, por lei, da função ou ofício para a qual estava


designado;
11 - nova lotação, em decorrência de:
a) promoção e
b) remoção;
111 - afastamento ou disponibilidade;
IV - aprovação pelo Conselho Superior, de proposta do
Procurador-Geral, pelo voto secreto de dois terços de seus membros.
~

~ Parágrafo único - A gara~t~stabelecida neste artigo não impede


cn
co
cn ~ a acumulação eventual de ofícios ou~~~e~ejam ampliadas as funções do de-
~

~
signado. ~
~
cn ~
U) ~ Art. 222 Os membros vitalícios do Ministério Público da União po-
o
,-z • derão ser postos em disponibilidade, com vencimentos proporcionais ao tempo
j~

ú de serviço, por motivo de interesse público, mediante decisão do Conselho
-~
l~
•~ Superior, pelo voto de dois terços de seus membros, assegurada ampla defe-
sa.

SEçAo 111
OAS FÉRIAS E LICENÇAS

Art. 223 Os membros do Ministério Público terão direito a férias


de sessenta dias por ano, continuos Ou divididos em dois períodos iguais,
salvo acúmulo por necessidade de serviço e pelo máximo de dois anos .

Parágrafo único - Os períodos de gozo de férias dos membros do


Ministério Público da União, que oficiem perante Tribunais, deverão ser
simultâneos com os das férias coletivas destes, salvo motivo relevante ou o
interesse do serviço.

Art. 224 O direito a férias. será adquirido após o primeiro ano de


exercício.
-M-

Art. 225 A concessão de licenças aos membros do Ministério Públi-


co da União será regida pela legislação aplicável aos funcionários públicos
civis da União.

SEÇÃO IV
DOS VENCIMENTOS E VANTAGENS

Art. 226 Os membros do Ministério Público da União receberão o


vencimento, a representação e as gratificações fixadas e reajustadas em
lei.

§ 1º - Sobre os vencimentos incidirá gratificação adicional por


tempo de serviço, nos percentuais fixados por lei, sendo computado o tempo
de advocacia, até o máximo de quinze anos, desde que não cumulativo com
tempo de serviço público.
§ 22 - Os vencimentos serão fixados com diferença não superior a
dez por cento de uma para outra das classes de cada carreira.

Art. 227 Os vencimentos do Procurador-Geral da ~ú~ca deverão


corresponder aos de Ministro do Supremo Tribunal -Federal. ~ \~

Art. 228 A lei poderá conceder gratificações de função, corres-


pondentes ao exercIcio por membro do Ministério Público da União de encar-
gos de chefia ou coordenação.

Art. 229 Os membros do Ministério Público da União farão jus,


ainda, às seguintes vantagens:

I - ajuda de custo em caso de promoção ou remoção de ofício, que


importe em mudança de domicílio, para os fins e nos limites estabelecidos
pela legislação aplicável aos funcionários públicos civis da União;
11 - diárias, por serviço eventual fora da sede, de valor mínimo
equivalente a um trinta avos dos vencimentos, para atender às despesas de
locomoção, alimentação e pousada;
111 - gratificação de magistério, por hora aula proferida, em
cursos ou seminários destinados ao aperfeiçoamento dos membros da
instituição;
IV - salario-família, conforme dispuser a lei.

Parágrafo único - O Procurador-Geral da República arbitrará os


valores das vantagens previstas nos incisos I a 111, deste artigo.
..,
-70 -
CJ)
co SEçAo IV
....
CJ)

CI)
DA APOSENTADORIA E DA PENSA0
'O
U)
CJ)
CD M Art. 230 O membro do Ministério Público da União será aposentado,
o
Z N compulsoriamente, por invalidez ou aos setenta anos de idade, e facultati-
c... W
...J § vamente aos trinta anos de serviço, após cinco anos de exercício efetivo na
c...
carreira.

§ 1º - Será contado como tempo de serviço para aposentadoria, não


cumulativamente, até o limite de quinze anos, o tempo de exercício da advo-
cacia.
§ 2º - A aposentadoria por invalidez será precedida de licença
para tratamento de saúde por período não excedente a vinte e quatro meses,
salvo quando o laudo médico concluir pela incapacidade definitiva para o
exercício de suas funções.
§ 3º - Será aposentado o membro do Ministério Público que, após
vinte e quatro meses contínuos de licença para tratame~o de saúde, for
considerado inválido para o exercício de suas funçues;~o; terá efeito in-
terruptivo desse prazo qualquer período de exercício dà~)fl\nções inferior a
trinta dias.

Art. 231 Os proventos da aposentadoria serão integrais.

Art. 232 Os proventos da aposentadoria serão revistos na mesma


proporção e data em que se modificar a remuneração dos membros do Ministé-
rio Público em atividade, sendo também estendidas aos inativos quaisquer
benefícios e vantagens novas asseguradas à carreira, ainda que por força de
transformação ou reclassificação do cargo .

Art. 233 O aposentado conservará a prerrogativa prevista no art.


18, item 11, letra "e", desta lei.

Art. 234 A pensão por morte, devida pelo órgão previdenciário aos
dependentes de membros do Ministério Público da União, corresponderá à to-
talidade dos vencimentos ou proventos do falecido, observado o limite esta-
belecido em lei e assegurada a revisão do benefício, na forma do art. 232,
desta lei.
-71-

CAPÍTULO III
DA DISCIPLINA
SEÇ/lO I
DOS DEVERES E VEDAÇOES

Art. 235 Os membros -do Ministério Público da União devem exercer


suas funções com zelo e probidade, observando o decoro pessoal e as normas
que regem o exercício de sua atividade, e especialmente:

I - cumprir os prazos processuais;

11 - guardar segredo sobre assunto de caráter sigiloso que conhe-


ça em razão do cargo ou função;

111 - velar por suas prerrogativas institucionais e processuais;

IV - prestar informações aos 6rg~os da administração superior do


Ministério Público, quando requisitadas;

V - atender ao expediente forense e p~i~r dos atos judi-


ciais, quando for obrigat6ria a sua presença; o a stir a outros, quando
conveniente ao interesse do serviço; ,

VI - declarar-se suspeito ou impedido, nos -termos da lei;

VII - adotar as providências cabíveis em face das irregularidades


de que tiverem conhecimento ou que ocorrerem nos serviços a seus cargos;

VIII - tratar com urbanidade as pessoas com as quais se relacionem


em razão do serviço.

Art. 236 É vedado aos membros do Ministério Público:

I - receber, a qualquer titulo e sob qualquer pretexto, honorá-


rios, percentagens ou custas processuais;

11 - exercer a advocacia;

111 - exercer o comércio ou participar de sociedade comercial, ex-


ceto como cotista ou acionista;
-72 -

IV - exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra função


pública, salvo uma de magistério;

V - exercer atividade político-partidária, ressalvada a filiação


e o direito ~e afastar-se para exercer cargo eletivo ou a ele concorrer .

SEçAo II
DOS IMPEDIMENTOS E SUSPEIÇOES

Art. 237 Os impedimentos e as suspeições dos membros do Ministé-


ri o Público são os previstos em lei.

SEçAo III
DAS SANÇOES

Art. 238 Os membros do Ministério Público são passíveis das se-


guintes sanções disciplinares:

I - advertência;
II - censura;
I II - suspensão;
IV - demissão; e f'\
V- cassação de ap05E,t l'h! j.= OJ de dí~ibilidade.
Art. 239 As sanções previstas no artigo anterior serão aplicadas:

I - a de advertência, reservadamente e por escrito, em caso de


negligência no exercício das funções;
11 - a de censura, reservadamente e por escrito, em caso de rein-
cidência em falta anteriormente punida com advertência ou de descumprimento
de dever legal;
111 - a de suspensão, até quarenta e cinco dias, em caso de reinci-
dência em falta anteriormente punida com censura;
IV - a de suspensão, de quarenta e cinco a noventa dias, em caso
.., de inobservância das vedações impostas por esta lei ou de reincidência em
~
;;:cn falta anteriormente punida com suspensão até quarenta e cinco dias;
uco
cn V - as de demissão, nos casos de:
.....
CI) a ) lesão aos cofres públicos, dilapidação do patrimônio nacional
"O
ou de bens confiados à sua guarda;
cn
(O M
o
" b) improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4Q , da
~Z Constituição;
N

Uia..
1--1
9a..
-73-

c) condenação por crime praticado com abuso de poder ou violação


de dever para com a Administração Pública, quando a pena aplicada for igual
ou superior a dois anos;
d) incontinência pública e escandalosa que comprometa gravemente,
por sua habitualidade, a dignidade da Instituição;
e) abandono de cargo;
f) revelação de assunto de caráter sigiloso, que conheça em razão
do cargo ou função;
g) aceitaç~o ilegal de cargo ou função pública;
h) reincidência no descumprimento do dever legal, anteriormente
punido com a suspensão previ~ta no item anterior;
i) perda ou suspensão de direitos políticos salvo quando decor-
rente de incapacidade que autorize a aposentadoria.
VI - cassação de aposentadoria ou de disponibilidade, nos casos de
falta punível com demiss~o, praticada quando no exercício do cargo ou fun-
ção.
§ 1Q - A suspensão importa, enquanto urar, a perda dos vencimen-
tos e das vantagens pecuniárias inerentes a cíeio do cargo, vedada a
sua conversão em multa.

§ 2Q - Considera-se reincidência , para os efeitos


desta Lei, a
prática de nova infração, dentro de quatro anos após cientificado o infra-
tor do ato que lhe tenha imposto sanção disciplinar.
§ 3Q - Considera-se abandono do cargo a ausência do membro do Mi-
nistério Público ao exercício de suas funções, sem causa justificada, por
mais de trinta dias consecutivos.
§ 4Q - Equipara-se ao abandono de cargo a falta injustificada por
mais de sessenta dias intercalados, no período de doze meses.
Art. 240 Na aplicação das penas disciplinares, considerar-se-ão
os antecedentes do infrator, a natureza e a gravidade da infração, as cir-
cunstâncias em que foi praticada e os danos que dela resultaram ao serviço
ou à dignidade da Instituição ou da Justiça.

Art. 241 As penas de demiss~o e cassaç~o de aposentadoria ou . de


disponibilidade serão impostas por decisão judicial; as de suspensão, me-
diante processo administrativo; as de advertência e censura, segundo proce-
dimento estabelecido pelo Regimento Interno do Conselho Superior.

Art. 242 Compete ao Procurador-Geral de cada ramo do Ministério


Público da União aplicar a seus membros as penas de advertência, censura e
suspens~o.
-74-

SEçAO IV 1
DA PRESCRIÇI\o
1
I
Art. 243 Prescreverá:

I - em um ano, a falta punível com advertência ou censura; ,I


11 - em dois anos, a falta punível com suspensão;
111 - em quatro anos, a falta punível com demissão e cassação de
aposentadoria ou de disponibilidade.

Parágrafo único - A falta, também prevista na lei penal como cri-


me, prescreverá juntamente com estp .

Art. 244 A prescrição começa a correr:

I - do dia cometida; ou
11 do dia em que tenha ce a continuação ou permanência, nas
faltas continuadas cL ,]2:r lurlE:rl t es .

Parágrafo único - Interrompem a prescrição a instauração de pro-


cesso administrativo e a citação para a ação de perda do cargo.

SEÇI\o V
DA SINDICIINCIA

Art. 245 A sindicância é o procedimento que tem por objeto a co-


leta sumária de dados para instauração, se necessário, de inquérito admi-
nistrativo.

SEÇI\o VI
DO INQUÉRITO ADMINISTRATIVO

. Art. 246 O inquérito administrativo, de caráter sigiloso, será


-O') ~ instaurado pelo Corregedor-Geral, mediante portaria, em que designará co-
(
CIO
....
O') missão de três membros para realizá-lo, sempre que tomar conhecimento de
Q) infração disciplinar .
'O
O') CO
CD M
o § 1º - A comissão, que poderá ser presidida
pelo Corregedor-Ge-
~Z
N ral, será composta de integrantes da carreira, vitalícios, e de classe
üio..
r-...J igualou superior à do indiciado;
go..
-75-
-
§ 2ª - As publicações relativas a inquérito administrativo conte-
rão o respectivo número, omitido o nome do indiciado, que será cientificado
pessoalmente.

Art. 247 O prazo para a conclusão do inquérito e apresentação do


relatório final é de trinta dias, prorrogável, no máximo, por igual tempo.

Art. 248 A comissão p'rocederá ~ instrução do inquérito, podendo


ouvir o indiciado e testemunhas, requisitar perícias e documentos e promo-
ver diligências, sendo-lhe facultado o exercício das prerrogativas outorga-
das ao Ministério Público da União, por esta lei, para instruir procedimen-
tos administrativos.

Art. 249 Concluída a instrução do inquérito, abrir-se-á vista dos


autos ao indiciado, para se manifestar, no prazo de quinze dias.

Art. 250 A comissão de inquérito encaminhará o inquérito ao Con-


selho Superior, acompanhado de seu parecer conclusivo pelo arquivamento ou
pela instauração de processo administrativo.

• Parégrôfo úni co - O parecer que \ n~uir pela instauração do pro-


cesso administrativo formulará a súmula de \ac ' ão, que conterá a exposi-

ção do fato imputado, com todas as suas circunstâncias e a capitulação le-


gal da infração.

SEçAo VIr
DO PROCESSO ADMINISTRATIVO

Art. 251 O processo administrativo, instaurado por decisão do


Conselho Superior, será contraditório, assegurando-se ao acusado ampla de-
fesa.

§ 1Q - A decisão que instaurar processo administrativo designará


comissão composta de três membros escolhidos dentre os integrantes da car-
reira, vitalícios, e de classe igualou superior ~ do acusado, indicará o
presidente e mencionará os motivos de sua constituição.
§ 2Q - Da comissão de processo administrativo não poderá partici-
par quem haja integrado a precedente comissão de inquérito.
§ 3Q - As publicações relativas a processo administrativo conte-
rão o respectivo número, omitido o nome do acusado, que será cientificado
pessoalmente.
&.,.v, ... . ....

PLP N° 69 de 1989
39 -76 -
I "'Te: . .,,,

Art. 252 O prazo para a conclusão do processo administrativo e


apresentação do relatório final é de noventa dias, prorrogável, no máximo,
por trinta dias, contados da publicação da decisão que a instaurar.

Art. 253 A citação será pessoal, com entrega de cópia da porta-


ria, do relatório final do inquérito e da súmula da acusação, cientifican-
do-se o acusado do dia, da hora e do local do interrogatório.

Art. 254 Encerrada a produção de provas, a comissão abrirá vista


dos autos ao acusado, para oferecer razOes finais, no prazo de quinze dias.

Art. 255 Havendo mais de um acusado, os prazos para defesa serão


comuns e em dobro.

Art. 256 Em qualquer fase do processo, será assegurada à defesa a


extração de cópia das peças dos autos.

I'\.
Art. 257 Decorrido o prazo para ~oes finais, a comissão remete-
rá o processo, dentro de quinze dias, ao C n .' o Superior, acompanhada de •
relatório dos seus trabalhos. \

Art. 258 O Conselho Superior do Ministério Público, apreciando o


processo administrativo, poderá:

I - determinar novas diligências, se o considerar insuficiente-


mente instruído, caso em que, efetivadas estas, se procederá de acordo com
os artigos 254 e 255 desta Lei;
11 - propor o seu arquivamento ao Procurador-Geral;
111 - propor ao Procurador-Geral a aplicação de sançOes que sejam
de sua competência;
IV - propor ao Procurador-Geral da República o ajuizamento de
ação civil para:
a) demissão de membro do Ministério Público da União com garantia
de vitaliciedade;
b) cassação de aposentadoria ou disponibilidade.

Parágrafo único - Não poderá participar da deliberação do Conse-


lho Superior quem haja oficiado na sindicancia, ou integrado as comissOes
do inquérito ou do processo administrativo.
- 77 -

Art. 259 Havendo prova da infração e indícios suficientes de sua


autoria, o Conselho Superior poderá determinar, fundamentadamente, o afas-
tamento preventivo do indiciado, enquanto sua permanência for inconveniente
ao serviço ou prejudicial ~ apuração dos fatmr.

§ 1Q - O afastamento de que trata este artigo não poderá ocorrer


quando ao fato imputado corresponder somente as penas de advertência ou de
censura.
§ 22 - O afastamento não ultrapassará o prazo de cento e vinte
dias, salvo em caso de alcance.
§ 32 - O período de afastamento será considerado como de serviço
efetivo, para todos os efeitos.

Art. 260 Aplicam-se, subsidiariamente, ao processo disciplinar,


as normas do Código de Processo Penal.

SEçAo VIII
DA REVISAo DO PROCESSO ADMINISTRATIVO

Art. 261 Cabe, em qualqu~~PO' a revisão do processo de que


houver resultado a imposição de pen I a e administrativa:
I

I - quando se aduzam fatos ou circunstâncias suscetíveis de pro-


var inocência ou de justificar a imposição de sanção mais branda; ou
11 - quando a sanção se tenha fundado em prova falsa.

Art. 262 A instauração do processo de revisão poderá ser determi-


nada de ofício, a requerimento do próprio interessado, ou, se falecido, do
seu cônjuge ou companheiro, ascendente, descendente ou irmão.

Art. 263 O processo de revisão terá o rito do processo adminis-


trativo.
Parágrafo único - Não poderá integrar a comissão revisora quem
haja atuado em qualquer fase do processo revisando.

Art. 264 Julgada procedente a revisão será tornada sem efeito a


sanção aplicada, com o restabelecimento, em sua plenitude, dos direitos por
ela atingidos, exceto se for o caso de aplicar penalidade menor.
PLP N° 69 de 1989
40 -78-
LOTE : 21 CAIXA: 5

TÍTULO IV
DAS DISPOSIÇOES FINAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 265 O Procurador-Geral da República poderá requisitar servi-


dores dos órgãos e entidades da Administração Federal, direta ou indireta,
incluídas as fundações públicas, nas mesmas condições estabelecidas para os
órgãos integrantes da Presidência da República.

Parágrafo único - O servidor cedido ao Ministério Público da


União terá assegurado, no órgão ou entidade de origem, remuneraç~o e vanta-
gens do cargo e todos os demais direitos, como se em efetivo exercício
estivesse.

Art. 266 Aplica-se aos membros do Ministério Público da União o


~isposto no art. 1º, do Decreto nº 5.137, de 05 de janeiro de 1927, nos ar-

tigos 1º, 22 e 32 da Lei nº 3.058, de 22 de dezembr'o de 1956, nos artigos •


12 e 22 da Lei n2 4.447, de 12 de novembro de 1964, e no art. 3º da Lei n2
6.554, de 21 de agosto de 1978, que regem o Montepio Civil da União.

Art. 267 Ficam criados seis cargos de Subprocurador-Geral da Re-


pública.

gional d~
Art. 268 Ficam criados ,,\::;,.
República.
~Q"'t'Q cargos de Procurador Re-

§ 12 - O primeiro provimento de todos os cargos de Procurador Re-


gional da República será considerado simultâneo, independentemente da data
dos atos de promoção.

§ 2º - Os vencimentos iniciais do cargo de Procurador Regional da


República serão iguais aos do cargo de Procurador de Justiça do Distrito
Federal.

Art. 269 Os atuais cargos de Procurador da República de 1ª e de


2ª Categoria são transformados em carg9s de Procurador da República.

§ 1º - Na nova classe, para efeito de antigüidade, os atuais Pro-


curadores da República de 12 Categoria precederão os de 2ª Categoria; estes
manterão na nova classe a atual ordem de antigüidade.
- 99-

§ 2Q - Os vencimentos iniciais do cargo de Procurador da Repúbli-


ca serão iguais aos do atual cargo de Pr9curador da República de 1ª Catego-
ria.

I Art. 270 Os atuais Procuradores da República de lê Categoria, que


recusarem promoção a Procurador Regional da República, concorrerão com os

l promovidos, nas promoções pelo critério de antigüidade, a Subprocurador-


Geral da República, considerando-se, para esse efeito, em relação a todos,
o tempo de serviço prestado a contar da promoção à lê Categoria.

Art. 271 São transformados em cargos de Procurador do Trabalho de


lê Categoria cem cargos de Procurador do Trabalho de 2ê Categoria.

Art. 272 Os cargos de Procurador do Trabalho de 1ª e de 2ê Cate-


goria passam a denominar-se, respectivamente, Procurador Regional do Traba-
lho e Procurador do Trabalho .

Art. 273 Os cargos de Procurador Militar de lê e de 2ª Categoria
passam a denominar-se, respectivamente, Procurador da Justiça Militar e

Procurador Adjunto da Justiça Militar.

Art. 274 O cargo de Promotor de Justiça Substituto passa a deno-


minar-se Promotor de Justiça Adjunto.

Ministér~ú~ico
Art. 275 Os atuais membros do do Território de
Roraima e do Território do Amapá poderão ser a~ro~~dos no Ministério
Públ ico do Distrito Federal, mediante proposta do P~curador-Geral de Jus-
ti ça , aprovada pelo Conselho Superior do Ministéri o~1co.

§ 12 - Os interessados deverão requerer o seu aproveitamento ao


Procurador-Geral de Justica.

§ 2Q - Os membros do Ministério Público dos Territórios que forem


aproveitados , comporão quadro suplementar, organizado pelo critério de an-
tigüidade.

§ 32 - Os componentes do quadro suplementar passarão a integrar a


carreira do Ministério Público do Distrito Federal, em cargos de Promotor
de Justiça, nos quais serão providos à razão de uma de cada ci nco vagas
abertas na categoria.
-w-

§ 42 - Os que não forem aproveitados ficarão em disponibilidade,


com proventos integrais.

Art. 276 Na falta da lei prevista no art. 15, a atuaçãa do Mi-


nistério ~úblico na defesa dos direitos constitucionais do cidadão, obser-
vará, além das disposições desta lei, as normas baixadas pelo Conselho Su-
perior competente.

Art. 277 As promoções nas carreiras do Ministério Público da


União, na vigência desta Lei, serão precedidas da adequação das listas de
antigüidade aos critérios de desempate nela estabelecidos.

Art. 278 Não se farão promoções nas carreiras do ~inistério


Público da União antes da instalação do Conselho Superior do ramo respecti-
vo.

Art. 279 As primeiras eleições, para composição do Conselho Supe- •


rior de cada ramo do Ministério Público da União e para elaboração das lis-
tas tríplices para Procurador-Geral do Trabalho, Procurador-Geral da Justi-
ça Militar e Procurador-Geral de Justiça, serão convocadas pelo Procura- •
dor-Geral da República, para realizar-se no prazo de noventa dias da pro-
mulgação desta lei.

§ 1Q - O Procurador-Geral da República disporá, em ato normativo,


sobre as eleições previstas neste artigo, devendo a convocação anteceder de
trinta dias a data de sua realização.

§ 2Q - Os Conselhos Superiores s~o \nstalados no prazo de quin-


ze dias, contados do encerramento da apuraç'e. ~

Art. 280 Entre os eleitos para a primeira composição do Conselho 1


Superior de cada ramo do Ministério Público da União, os dois mais votados,
em cada eleição, terão mandato de dois anos; os menos votados, de um ano. J
~

~ Art. 281 Os membros do Ministério Público da União, nomeados an-


~~
u~
~ tes de 05 de outubro de 1988, poderão optar entre o novo regime jurídico e
~

~
o anterior à promulgação da Constituição, quanto às garantias, vantagens e
~
~
vedações do cargo.
~
U) ~
o
~Z Parágrafo único - A opção deverá ser exercida em trinta dias,
N
W~
~~
g~
-81-
contados da promulgaç~o desta lei, sendo retratável uma única vez, desde
que a retrataç~o se faça no prazo de cinco anos.

Art. 282 Os Procuradores da República nomeados antes de 05 de ou-


tubro de 1988, dever~o optar, de forma irretratável, entre as carreiras do
Ministério Público Federal e a Advocacia Geral da Uni~o.

§ 1Q - A opç~o deverá ser feita no prazo de trinta dias, contados


da promulgaç~o da última das leis complementares de organizaç~o das duas
instituições.

§ 2Q - manifestada a opç~o, no prazo estabelecido no parágra-


N~o

fo anterior, o silêncio valerá como opção tácita pela carreira do Ministé-


rio Público Federal.

Art. 283 Será criada por lei a Escola Superior do Ministério


Público da Uni~o; o aproveitamento em cursos por ela oferecidos poderá ser
exigido, nos termos da lei, como condiç~o para a vitaliciedade e a promoç~o
por merecimento dos membros das respectivas carreiras.

Art. 284 Poderão ser admitidos como estagiários no Ministério


Público da União, estudantes de Direito inscritos na Ordem dos Advogados do
Brasil.
Parágrafo único - As condições d bolsa se-
r~o fixados pelo Procurador-Geral da Repúb a atividade dos esta-
giários regulada pelo Conselho Superior de mo.

Art. 285 O orçamento do Ministério Público da Uni~o consignará


recursos para a distribuição gratuita aos membros de suas carreiras das re-
vistas oficiais de jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e dos Tribu-
nais Federais da área de atuaç~o de cada ramo, assim como do Diário Oficial
e do Diário da Justiça da Uni~o.

Art. 286 S~o reconhecidas a Associação Nacional dos Procuradores


da República, a Associação dos Procuradores da Justiça do Trabalho, a Asso-
ciaç~o dos Procuradores da Justiça Militar e a Associação do Ministério
Público do Distrito Federal, como entidades de representaç~o dos membros
dos respectivos ramos do Ministério Público da Uni~o.

Art. 287 Fica reconhecida a Fundaç~o Pedro Jorge de Melo e Silva,


mantida com recursos provenientes de seu patrimônio, com rendas previstas
- 82-

em seu estatuto e com as dotações õrçament~rias que lhe forem consignadas.

A~t. 288 As despesas 'decorrentes desta ,lei correrão à conta das


dotações constantes do Orçamento da União.

Art. 289 Aplicam-se subs,idiariamente aos membros do Ministério


Público da União as di~posições gerais referentes aos funcionários públi-
cos, respeitadas, quando for o caso, as normas especiais contidas nesta
Lei.

Art. 290 Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 291 Revogam-se as disposições em contr~rio.

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-83-
LEGISLACAo CITADA ANEX~A PELA
COORDENACAo DAS COMISSOES PERMANENTES
-
CONSTITUICIIO .>
REPUBLJCA n:DI:RAl1VA DO BRAsn..
19&
~ -- _.. . - - . - - .. .. -' . - , ... _. .... . -. . - ~. - - ... . . - .. - - . . .
Título 111

DA ORGANIZAÇAO DO ESTADO
- . -"-'-- -' . o . . ... . _ .. - .. . ... - • ~ ..... ....... ..... . . . . - ,," ,

Capítulo VI
DA INTERVENÇAO
. .

\ Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito


Federal, exceto para:
---_ ........ - . . . .- ' - ..... - -- - -- . --- -- - - -----
, VII - assegurar a observãncia dos seguintes princípios
constitucionais:
a) forma republicana. sistema representativo e regime de-
mocrático;
b) direitos da pessoa humana;
c) autonomia municipal;
prestação de contas da administração pública, direta
d)
e indireta.
..... .. ... ~ .. ... . - .. .. .. .... '" .. ... .. ... ,. lO ... .. _.. .. _ • .. _ ~ .. .. .. " - ... .

Capítulo VII
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBUCA

Seção I
Disposições Gerais
Art. 37. A administração pública direta. indireta ou funda-
cional. de qualquer dos Poderes da União. ·dos Estados. do
-84-
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de
legalidade, impessoalidade. moralidade, publicídade e, também,
ao seguinte:
.--- . -. ... - - - - - -,. .... .. ... .. - .. _.. . .. ... - ... - - ... . --
Xl - a lei fIXará o limite máximo e a relação de valores
entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos.
observados, como limites máximos e no âmbito dos respectivos
poderes, os valores percebidos como remuneração. em espécie.
a qualquer título, por membros do Congresso Nacional. Ministros
de Estado e Ministros do Supremo Tribunal Federal e seus
correspondentes nos Estados. no Distrito Federal e nos Territó-
rios, e, nos Municípios, os valores percebidos como remune-
ração, em espécie, pejo Prefeito;_
.. ... . .. .. .. _.- - - -- .. .. .. .... . _ .. .. - ..
_.... ".- .... .. .... - ....

§ 4° Os atos de improbidade administrativa importarão


,
; 0)
..~~ a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública,
a indisponibilidade dos bens e O . ressarcimento ao erário, na
i CO
O)
..... to forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal
Q) cabível.
"O
O)M
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.... . .... .. - . . .. -. .. .. . - - - - - .. -. .. - - .. .. - -- - ~ -
o
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Título IV

DA ORGANIZAÇAO DOS PODERES


... _--------_ ... - .. - . - - - --- - - .. -
Capítulo 111
DO PODER JUDIClARlO
--_r- ---- - - - - - ." - - - - ----_ .. -

Seção I
Disposições Gerais
1
Art. 93. Lei complementar. de iniciativa do Supremo Tribunal
Federal. disporá sobre o Estatuto da Magistratura, observados
I
os seguintes principios: ,
I
- 85-

11 - promoção de entrãncia para entrância alter9adaruen-


te, por .antigu idade e merecimento! atendidas as 1seguir:ttes
• ~" t'" ; ---
...
nQr~
t J

mas: ' ......

d) na ap~raçãQ da antigL!idade, o tribu,DaJ somente poaera


recusar o juiz mais antigo, pelo voto de dois terços de seus
membros, conforme procedimento próprio, repetindo-se aNota-
ção até fIXar-se a ind~cação; ,

Seção III
Do Superior 7;ribunal.de Justiça ,
--,. r-r-'- - ,...,- ---- - ~- - ~ ... - -- - - - -
Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça:
I - processar e julgar, originariamente:
. . ~.

, a) . nos crimes comuns, os Governadores


- dos Estados
. '
e '~',
do Distrito Federal, e, nestes e nos de responsabilidade, os qe-
sembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Ois-'
trito Federal, os membros dos Tribunais de Contas dos Estados
e do Distrito Federal, os dos Tribunais Regionais Federais, dos
Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros dos
Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e os do Minis-
tério Público da União que oficiem perante tribunais;
- -- - -~ - ---,...- --- . --*" - -----
Seção VIII
Dos Tribunais e Juízes dos Estados

Art. 125. Os Estados organizarão sua Justiça. observados


os princípios estabelecídos nesta Constituição.
§ I'? A competência dos tribunais será definida na Consti·
tuição do Estado, sendo a lei de organização judiciária de inicia-
tiva do Tribunal de Justi,ça. . '
§ 2" Cabe aos Estados a instituição de representação de
inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou
municipais em face da Constituição Estadual, vedada a atrib i-
ção da legitimaçao para agir a um único 6rg~0. ,\ '_ ..
- ------- - -- - -.. - - - \- \ - ,"=,
;' •

,, - ' - -
'*

- \
O) - 86-
co
O)
..... Título VI

PA mlBUTAçAO E DO ORÇAMENTO

• • , .
Capítulo I
DO SISTEMA
. TRIBUTÁRIO NACIONAL
-- -- - - - - -- - - - - - .... - ,... --~ .. _-_ ...

Seção 1I
Das Limitações do Poder de Tributar

Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao


contribuinte. é vedado à União, aos Estados. ao Distrito Federal
e aos Municípios:
I - exigir ou aumentar tributo sem lei q~ o estabeleça;
11 - instituir tratamento desigual entre contribuintes que
se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distin-
ção em razão de ocupação profissional ou função por eles exer-
cída, independentemente da denominação jurídica dos rendi-
mentos, titulos ou direitos:
-- . .
--_ .......... - ...... , .. --~,.-------.

Seção /lI
Dos Impostos da Uniâo

Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:


I

I - importação de produtos estrangeiros;


11 - exportação. para o exterior, de produtos nacionais
ou nacíonaliz.ados;
111 - renda e proventos de qualquer natureza;
N - produtos industrializados;
V - operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas
a títulos ou valores mobiliários;
-81-

VI - propriedade territo~jal rural;


VII - gr.andes fortunas. nos termos de lei complementar.
,-
§ 1'? E facultado ao Poder Executivo. atendidas as condi-
ções e os limites estabelecidos em lei. alterar as alíquotas dos
impostos enumerados nos incisos I. 11. IV e V.
§ 2° O imposto previst<D no inciso 111:
I - será informado pelos critérios da generaliçlade. da uni-
versalidade e da progressividade. na forma da léi;
- _.. - - .. - , - -
.. _ .... - - _..... - -_
- - -
~
- --
_ _- --
--_.-_ .. - ... - ...... .. . -- .. - - ...

DECRETO N. 5.137 - DE 5 DE JANEIRO DE 1927

Faculta aos ministros do Supremo Tribunal Federal requererem inseri-


pÇao no montepio federal e (lá outras providencias
O Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brasil:
Faço saber Que o Congresso Nacional decrdou e eu sancciono
• a seguinte resolução:
Art. 10" E' facultado aos ministros do Supremo Tribunál Federal
que não tenham constituido direito ás vantagens do monkpill
federal a reyuererem a sua inscripção como cúntribuinh;1ô delisa
instituição. mediante as seguintes cunt.lições:
§ 1." "A inscripção se fará mediante petição feita, datada e
assignada pelo pretendente, yue a endereçará ao ministro da
Faunda, declarando desejar contribuir para o goso das van talicns
do montepi o federal, de conformidade com as prcscrip<:óes desta
lei e preenclrendo a:; ex i gencias dcclaratorias constante, cIos ns. I a
\() do art. "l.7 do decreto n. 942 A, de :i l de outubro de I~VO.
§ 2." A contri~llição resolutiv.a do direito ao goso do montc!pill
.:omprehende a j Ola e a preslaçao mensal, uma e outra curreS-
pondenks a um dia do ordenado mensal actual dos supracitad es
J1II\11Slrus. .
S 3." A joia st!rá assim cobrada dutante UIII anno da data
dt!sta lei.. si o contribuinte não nrderir paf al- a dt! VCl n'o .. eto da
Ins..:rlpçao, e a pre,til<,:ão IIIl!nsal será permanente, sendo es ta e
a:.juella descontadas na n!spt!ctiva folha de p.agalllento.

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J' C'Il SÓ t', UI!, ,.'11, h CU/,I I'US, c l/ti me1lsal dos Ml'Il islros do Supremo
"C 7'ri!J//1lat FeUeral.
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CD ~ O PI'~6J(lcllte da R"lJubl!cu,
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go.. 11 :11 tlC(;rl'lu e , ;ll ~")It:\(J ll U 11 SL'~lIIIlLl! 'Art, 19 O Ilrt, 1~ dn L r:\ 1I~ a 058
LeI: de 22 de d~:l:eJl1bro de 1D56 , p a.$ba I~
Arl , 1. 0 A cOlillli)1l\1l0 IIII'I!S,.! dos vl~uru.r com " ~cg ulJlte reó açao:
!llllll~Lro~ tlv :;)U !I I'L" I 1<1 '1'rolJUII,t1 1" ,'- " Art, l~ A c r. n t r!l.Ju1ç ii.o m en~ l\l
dL'/ aI p,lra o IllUIIll'piO (;IVIJ kdl' ral do s Ministro" do Supre1l1o 'l'ril.Ju-
COJ 1t'!;! l Ulllkrá, i\ eUl11 ill" Ut ' 1 LI de Ju.- nal F'edcnll, l1aril o !I1 0lltep 1(" ..;i-
lIl'ir, ) \Jl' l:H '/, à .qllil(jra ,:I'~ III )" Iluill- v!l cOl'l't'spolldcn\, n pal'Llr da
UI p"n" do,; M ! U.> 1't;llel lllt' !llus oU pro- pl'(~cn te 1ei, u 25" pUrtl! CIo ~ en­
vell({J.', c Il Pl:Il'ÚO lIl e ll ,',l d dCI ~(jl' ao~ Cllncnlo e tlcréscJlnos c .. !>,;nsáo
J lCrdcir,) ~seru W,ll,tl a qUlll í,": VC(.c~ .... mensal, d evi da uos scus h el"lCt-
rl'l,'l'itl,l CÚlltr tl!ul';ÚO , r ús , :; 'r á ig ual fi 15 VC :l:CS ll. con-
L'lt l'it/:ra l u IIllléO, Os MIt:I~tlu.,; elll tribu!c;iio" .
i,,,,, 1 \'Il,a(J~ p utll' r atJ (\eoSt:ul.lar Jllt!Il- Pará.!(rllfo únIco, O s M!Il! ~ ll'og em
",,1111cI1lL' {JIIOla 1~: Ha l a (jus l,lle c.sLt:- inativiu ade poderão cle.seontl1r 'nCll-
la111 1' 11) IIU v!duth;, d t.:iu ~ liu<! o r~­ BlllmenlC flu e>la Igual u d.os que este-
qlH: ll'~tJll, por U;l'l'llo, ,.Lc H'I:; lJl..:!.!)(,,!S
jam em úLiv iduue, de:;de que o re- J
11 l: I""~ d.1 daLu "/lI qUe e11trur 1:: 111 vi-
qll eiram pur C:ic r!Lo, IllA~ 6 l::.e.1S) :nc-
":01' a 1I I't ' ~t! IILC kJ , lA I )II',,(,o11a da DI' s-
~cs di pois da pre_, elll,e lI' ! fi DIr etOrIa
pc.!>" l'u lJlJc:a d" ' ( I'~"ur! NaeJUllal, j 1_
('a!ldv "~ .', t' ~ UI aUa llU~ ~ta."'· h ('nh~ lros
da De;,p C'sd Plll.tl;,cl\ do T L."Oül'O ~(i­
a P" Il.'ilo.O llJell..~,,1 ~rr~po nd t'nt t: ll. c!onal, fi.caudo as~eg u,mda aos &:11;S
CUllLl' lI.HI h,:üo h f' rd elr os fi pcn"lío m en :;" I dd 15 •
AI L, ~ .. c; CXL" 1c,iva ao, Dc.~elll- UJldnze) vezes b. cOlllrlblliçfto,
1J,1l: ;, l.iL 1 ~.!> uo 'J'!'iIJUIl,d Coe Ju .!> l.:ça tiu Ar t, :!~ O ~rl , :1 9 dI! L e I n~ 3 05!1,
J)i ~LJ'JllJ l ;>cdCI'.\I, 1)elH C(Jl[I L [,O~ MI- de ~2 du dewmbro de 1!lfl6 pa~:1 "
1.1. . j :' O!,. (JO 'l'nl:ullhl d I.! C(I!ll ;,.~s C H(l.')
vigorar COlll U SCIjUÜltt r edaçúo :
dt l 1 r ! ~t: I ~ "J l" (;()l .l' al UC } -t (;(~ J:3, aln-
\1',1
tlcl (Ilh! llJ:U:;Cllladll", U/lS " UIlLnJ,'" e aO .. Art. , 39 A p e ll são ele Mont'!pio
Pr';(;l1radlJr (ler,lI do 'l'l'i b u'II,,1 de CIvil de .'lu e t)'at ~ r: prc>;l'lllc LeI
CO)d,uS u fil Culd ndc de ~(' hhCrCI'Cr e l1l .será s(;m pre ol[IJUjj~,Hd H p ell\ ta ..
n <l 1lI,'llt:,úJI H,lo II IU'''t: })/:) IW" Lérmos I.J c ll> de venl;11I\ellt.u.> qlle (::;c ,vI' r
do lJlL. 1.0 do !Je.;n,I.o n , ti,I:!'!, ele em v Igor lnclu.'iive qu allto 1\0.:;
!J ll~ i:'IIt~i)'tJ rl l' f~):l7 O 'J.'::o"rviLd(J~, h - 11l'f'I' ário ~ d e), ('IJlllrJ/.Jlllllle .. .ia
4lt , LJlt,) a ('IHltll : I/Ji<;i\O e I; "fIl5t\O f alec ' dos , c;obl'al1do-,~e, 1'111 13
111(' 11:; ;" dl ; ~ !t ,, ) Cil' I I' (o!>, o d1~IJlJ"IU 110
lr!o:l:cJ prI'SI ,jr'Ô ,'':; 11ll!1i",ds, (\ d lfc.
('1 '[.. l.V c, CjUalll.o ~ p l'Oles.!'o da
inscriç5o, (' ) C'9Ü";l uçiio C"'!"·rx."ci.:ll ar, v1 c.inr .
l'(:l1Ç" dct.S cOlll:'lb1l1ÇÓCS"
J\rl. :iQ l\s p. 'li<;rx...s ele <1\1:t] nucr Cf:rX:-cü'
COJOxljniJ E ':10.; ) lr'l(k· .ll'OS dos 1'1 ill j~~ b o~ do /I rt :lo A p:'I" <,I1! I~ lI: ! 1' l1lra I'á C! m
~llprC !O 'r/j I 'llJ), 11 J ·('\.k~ ra l , j i1 í\l lc.'(;j c.~os , c:; v i t;or 'na data de SlIa pUl.J lir,l\ção
1:,1\'("S501\ em ilUvübdc ou il1.) livj(~,-ldc , ))7\
OC"il!;Jiio O,i flol" l c , !;crilo cillcu);: :cl..1S tI.:l b..l !>C Art , 4~ H (, vu!;llm- sC us t115[lu.:.;I,Ô~
das ronll"iL\liçt,~.. :.; íjÀ.)c1.:1~; no ~lrU go JQ t ( '11 cm contnh!o
do-~;c t1n vÜ.. L.:t a l dlf 'l;,t lI , n:· l ~ ti.\'il êtQ':~
\ "Clle,iment.oc c1o~ ; !,\ :i n icL ro~ do ;'\".JJ.':: nú 'J'rj b u
. Bl'u;;{jJrt 12 dc novemb r o de 1904;
nal F0.Clcl"<ll , ilr,(' / .a il Ir. i n9 110:/, de jl(j c;c !4:J Y da Tnd c )Jélld é nci ú e '//j~ da H,e-
novnnhro ele 19·:0 , l'C't ifi C'ando-~:c ou <l?'Js t i }Jul.Jl! ca ,
l W"IÕO-!'ie os ti t u I c,y; j :t c':p:-'CH :lus c fil ~L'I"\::t(j'
f-:iC o àCGconto O:l (102C prc:s t ilCÕ:-S 10C''':1Scti s' - -
H, CA S'l'J::L1,O I3H ANCO
d.l. diícr cnCil c1 .Jf. C'OnLrl bl.ü çÔ0S . Mil/ou Soares Ga1/I]JOs
.. - _.- - - - ... - - _. - - - . - - _. Otávio GOl/ ve ia de Dul/cócs
~ 89-

LEI NQ 6.554, de 21 de agosto d~ 1978.

Dlspóe sobre novas in~crições


de
ma9t ~ trodos fed~rals no Montepio
CIvil da Uniao e da outras prov~
dencias.

~ -- - - - - - - -

Art. 39 - Compete ao Departamento de Pessoal do


Mlnisterio da Fazenaa apreciar e pr0terlr decisão sobre 05 p~
di do 5 d e In s c r i c ã o no Mo n t e D'1 o CI v i I da Uni ã o .

-
--- - -
--
... -- - - - - -.
-- .
- .


-00-
MEN~AGtM NY 002,DE 31 DE ~~RÇO DE 1989,DO SENHOR PROCURADOR_
GERAL DA REPOBLICA.

Senhor Presidente

n
~ Temos a honra de encaminhar a Vossa Excelência, para ser 'submeti-
<
~~ do ao Congresso Nacional, o incluso projeto da Lei Orgânica do Ministério
J~
~
~ Público da União, como previsto no art. 128, § 5Q , da Constituição da Re-
~ pública.
~
~
U)
tO ~
o A Assembléia Nacional Constituinte conferiu ao Ministério Público
~Z
N
W~
um papel fundamental na organização do Estado: não é exagero dizer-se que,
~~
g~ em cotejo com o trato que lhe reservaram as constituições brasileiras pre-
cedentes, nenhuma outra instituição do Estado saiu tão prestigiada na nova
Lei Fundamental do País .

J
Oe 1934 -- quando ganhQu seu primeiro título de cidadania consti-
tucional --, até a Carta de 1969, agora abrogada, pouco mudou de substan-
r.ial no desenho do Ministério Público nas sucessivas constituições republi-
canas: algumas poucas normas lhe compunham um esboço fragmentário e assis-
temático, que, na verdade, ia pouco além da ociosa enfatização, a propósito
da sua organização em carreira, dos princípios e garantias do funcionalismo
em geral.

Excelentíssimo Senhor
Ooutor ANTONIO PAES DE ANDRADE
Digníssimo Presidente da Câmara dos Deputados
Brasília - Distrito Federal

Agora, da outorga de sua autonomia administrativa à plenitude das


garantias de independência asseguradas aos seus membros; da enumeração e da
significativa ampliação de suas funções institucionais e de seus instrumen-
tos de atuação à definição do estatuto inovador de sua chefia, tudQ teste-
munha o reconhecimento constituinte sobre a tarefa pOlítica fundamental que
lhe foi reservado na construção da democracia.

O Ministério Público da União, em particular, desvinculado do seu


compromisso original com a representação judicial do Erário e a defesa dos
~91-

atos 'governamentais, que o prendiam necessariamente aos laços de confiança


do Executivo, está agora cercado de contrafortes de independência e autono-
mia, que o credenciam ao efetivo desempenho de uma magistratura ativa de
defesa impessoal da ordem jurídica democrática, dos interesses coletivos e
dos direitos da cidadania.

Mas uma constituição apenas promulgada, sobretudo nos pontos em


que traduz inovações substanciais, menos que um projeto, é pouco mais que
um esboço, cujas linhas so ganharão realidade e nitidez no curso das suces-
sivas etapas necessárias a plasmar a efetividade da nova ordem.

A elaboração da lei complementar pertinente à organização do Mi-


nistério Público da União tem, assim, o sabor de um desafio.

Para enfrentar a grandeza deste desafio o projeto buscou subsí-


dios nos trabalhos realizados, ao longo dos anos, por órgãos de classe das
carreiras que hoje integram o Ministério Público da União, especialmente
nos que se originaram da Comissão Especial por QÓ& desigAada, em 1985 (1).
A proposta adota, em larga medida, soluções cristalizadas na reflexão plu-
ral desenvolvida em tais estudos sobre os problemas básicos da instituição.

• (1) Compuseram a Comissão os doutores Aristides Junqueira Alvarenga, Sub-


procurador-Geral da República, José Antonio Leal Chaves, Procurador da Re-
pública, Anadyr de Mendonça Rodrigues, Procuradora da República, José Celso
de Mello Filho, Assessor do Gabinete Civil da Presidência da República, Al-
varo Augusto Ribeiro Costa, Presidente da Associação Nacional dos Procura-
dores da República, José Ronaldo Montenegro de Araújo, Diretor:Geral do De-
partamento de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, João Pedro
Ferraz dos Passos, Procurador do Trabalho, e Jorge Luiz Dodaro, Procurador
Militar.
D exaustivo trabalho de coordenação final na elaboração do proje-
to coube ao Subprocurador-Geral da República ,Affonso Henriques Prates Cor-
reia, sendo relevante ressaltar a colaboração recebida da Associação Nacio-
nal dos Procuradores da República, através de Gom1s?ão por reia çonstituí-
da (2), e as sugestões que foram encaminhadas pelos diferentes ramos do Mi-
nistério Público da União, por seus Procuradores Gerai? e órgãos represen-
tativos. A soma desses esforços é que possibilitüu o trabalho realizado .
..
É relevante esclarecer que compatibilizar a nova realidade, o Mi-
nistério Público da União,· com o absoluto isolamento anterior dos seus di-
versos ramos, exigiu um tratamento especial, devido à delicadeza da matéria
'-V I c::. . 601
_........ -
PLP N° 69 de 1989
47 - 92-

o Ministério Público da Uni~o, como in s tituiç~o, é resultado da


Constitui ç ~o Federal de 1988, que unificou sob uma mesma chefia os seus di-

ferentes ramos, mantendo, no entanto, a particularidade de cada um, ao tra-


tar do exercício da funç~o jurisdicional do Estado.

Para alcançar a necessária unificaç~o administrativa e preservar


a autonomia funcional dos diferentes ramos, tomou-se o cuidado de tratar,
em separado, dos respectivos órg~os institucionais, após ser definida a or-
ganizaç~o comum, que n~o interfere com os aspectos de autonomia que a Lei
Maior preferiu manter.

o projeto procura definir instrumentos de atuaç~o do Ministério


Público da Uni~o, compatíveis com a necessidade de atender aos princípios e
funções institucionais explicitadas na Constituiç~o Federal. optou-se pela
enumeraç~o de determinados instrumentos, sem lhes esgotar as possibilidades

de expans~o, resguardadas pela menç~o genérica à promoç~o de ações de qual -


quer natureza, perante os órg~os judiciários federais.
J

Consagram-se o inquérito civil e a ação civil pública como ins-


trumentos por excelência de atuaç~o do Ministério Público da União, perante
a jurisdição civil, adotando- se quanto a eles prOcedimentos semelhantes aos
utilizados na jurisdiç~o penal, especialmente no tocante à obtenç~o de ele-
mentos de convicç~o ( notificaç~o e condução coercitiva de testemunhas e~
quisiç~o de informações).

Dentre as importantes inovações decorrentes da Constituição está


o cometimento ao Ministério Público do controle externo da atividade poli-
cial, ao qual o projeto buscou dotar de mecanismos adequados para assegu-
rar, de um lado, a indisponibilidade da persecuç~o penal e, de outro, a
prevenção ou a correç~o da ilegalidade ou do abuso de poder.

Explicitando as funções institucionais do Ministério PúblICO,


contidas na Constituiç~o Federal, o projeto realça uma delas que, por sua
novidade e importância, exigiu abordagem peculiar e inédita : trata-se da
defesa dos direitos constitucionais ante os poderes públicos (englobados,
aí, os prestadores de serviços de relevância pública). Recorde-se que, por
ocasião dos trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte, acirrados deba-
tes se travaram a respeito da instituiç~ o , no país, de figura semelhante ao
"ombudsman" escandinavo, chegando-se à conclus~o que tal papel, em nossa
sociedade, podia e devia ser desempenhado pelo Ministério Público.
-w-
A inovação radical que o projeto oferece se situa exatamente nes-
te campo, criando a figura do Defensor dos Direitos do Cidadão, para desem-
penhar as atribuições contidas no inciso 11 do artigo 129 da Constituição.
Cometendo tais atribuições a um integrante da carreira do Ministério Públi-
co Federal, escolhido em procedimento do qual participa órgão colegiado da
instituição (o Conselho Superior), para exercer mandato de dois anos, a
proposta visou cercar o responsável por tão relevante atribuição dos predi-
camentos e garantias indispensáveis ao bom desempenho do encargo, em bene-
fício da sociedade.

Ponto fundamental do projeto é o relativo às garantias dos mem-


bros do Ministério Público da União. A matéria revelou aspectos de grande
complexidade, em especial, quando se cuidou de compatibilizar a inamovibi-
lidade dos seus membros com os princípios da unidade e da indivisibilidade,
aquela e estes consagrados pela Constituição, o que tornou inadequado, no
particular, a utilização dos parâmetros das garantias da magistratura. O
projeto pretende ter adotado solução que harmoniza a garantia e os princí-
pios institucionais mencionados, estabelecendo a sede natural de cada um
dos níveis das carreiras do Ministério Público da União, distribuindo-os,
horizontalmente, em ofícios, mediante critérios objetivos fixados em lei, e
disciplinando rigidamente as hipóteses de remoção ou substituição.

A participação dos integrantes das carreiras do Ministério Públi-


co da União na gestão da instituição foi valorizada, mediante a repartição
de competência tradicionalmente atribuída ao Procurador-Geral da República
com os órgãos colegiados, sobretudo os Conselhos Superiores e as Câmaras de
Coordenação e Revisão.

(2) Integraram a Comissão os doutores Carlos Victor Muzzi, José Rodrigues


Ferreira e Alvaro Augusto Ribeiro Costa, Subprocuradores-Gerais da Repúbli-
ca, e Edylcéa Tavares Nogueira de Paula, Procuradora da República.

Entregando agora o projeto à análise e à sensibilidade política


do Congresso Nacional, esperamos ter oferecido o resultado de nossos melho-
-94-

res esforços para a construção de um novo Ministério Público, à altura da


grandeza das tarefas que a Constituição lhe confiou,

Na oportunidade, renovamos a Vossa Excelência o testemunho de


apreço pessoal e da mais alta consideração,

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....J l- 'C entro Grátloo do Senado Federal - Brasília - DF
a... c
CÁMARADOSDEPUTADOS

PRO JET O DE LEI COM PLE MEN TAR N\' 69-B . DE 198 9
(DO MlNJS ltRio PÚBUCO DA UNIÃO)
MEN~GEM ~, 002189

• Di. . eobn • or'9MIhaçio"~ .. atrtbui ça.• • o . . . . .0 do


tGbl1co da ~iio: t~ par«.r , da CoMissio de a-t-itu içio
Mlni-st édô
• Juati-
cincia , inquér ito admin istrativ o, proces so admin istrativ
revisà o do proces so admin istrativ o) e
o, da

t_
tuclon ali~. juri d~. técnica 1.-
C- • do Rodoçio . ~l. eonst1
ão, c:a. ..... , cca votos _ $e TItulo rv- Das Dispos ieões Finais 8 Transi tória ••
tWati va ., no .. dto, pela aprovaç
• Bonifác io de.... .,.: ., do. Reli
pRado doe Sn.sAtM :ahia Abi-Ack el PIr>anç Ü
dui9na dos ~l. 110M em substit uição ia Cre!WÕ H: do A Exposi ção de Motivo s r~lata, minude ntemen te, os
• Def.sa do COnsUl lidor, do "'io ~•• Minari .. ,
• Tr1buta çio de do projet o e realça que, eII to-
pela _eçi o • .,.,. adoçio elas " .ondas da oo.i ..... de COnsti s _
tuição • . aspect os inovad ores .
difere.ntes
paeÃo de
3u8t.iC- • do Podoçio . PfNDI2ITE DE PAREC!RES DAS C1WI!!!!!rs A da a sua fase de elabor açio, houve uma intens a partici
Co,1ss õe.
DIi PLlNIa Io• . todos os intere ssado. median te a formaç io de divers as
reflet . . a
repres entativ as. Desej9 destac ar dois pontos que bem
(Ji0.Ja6 DIi _ _ 111 rtrJÚI O).
UII CXIIPtDIDIrM li" 69. DB 1989. 6"'« ~portãncia do tema sob exame:
_. .
A ~ssembléia Nacion al Consti tuinte confer iu
ao Mini.t erio Públic o um papel fundam ental na orga
nizaçã o do Estado : ~io é exager o dizer- se que, ea-
cotejo com o trato que lhe reserva m as consti tui-
PARECER DA COMISSXO DE CONSTITUIÇXO E JUSTICA E DE REDACXO
ções brasilo eira. precêd

entes,n enhum a outra insti-
tuieio do "Estado saiu tão prestig'iada na nova Lei
FUnda aental do PaIs.
I - RELATORIO ...................................... (\
Entreg ando agora 9 projet o à análi~e e i
.ensib ilidad e polltic a do COngre .so Nación al, .~
Atravé s da Mensagem n9 002/89 , o Dr. procur ador-
al e.! peramo s ter oferec ido o resulta do de no •• ol ae-
Geral da Repúbl ica encami nha ao exame do Congre sso Nacion
açio, lhore. esforç os para a constr uçio de UD novo ~i­
te p~jeto de"Lei Comple mentar que dispõe sobre a ~ganiz
Minist ério públlc o da União. A niltér io Públic o, à altura da grande za da. ~
a~ atribu ições e o ~.tatu to do
dividid a' ass1m: refa. "QUI'! a eon".tituiç ão ihe confio u·.
propos içjo encont ra-se
TItulo 1- Das Dispos ieões Gerais , com Capieu loa
instr~ 2 o relató rio .
~obre a definie ão, princI pios e fune5e . instkt~cionais;
• ento. de atuaçi o i contro le ext~rn O " da ' atlv~~ de polici àlt de-
s" garant ias e das prerró qa-
fe.a dos direito s consti tucion aiaida
estrutu ra; . do Pr2 II - VOTO DO RELATOR
tivas; da auton~1a do Kinistér~o público Jda
to Supe
curado r-Gera l da Repúbl ica; do Conael ho de Asseas oramen Quilnto &0. a.pect o. de admis. ibilida de da propoa i-
ras e d08 servi
rior " do Minist ério PÚblic o da União; das cArrei çao, verific o que est.io obedec idos os comand os fundu
entai. re-
ços auxili ares; lativam ente:
TItulo 11- Do8 Ramos do Minist ério Públic o da u- _ "à compet ência. legisf ativr da União (art. 22"" c/c~27)
;
l ( da
nião, coa CapItu los sobre o Minist ério públiCO Federa - ~s atribu ições do Congre sso (~t . • 8 )i
e da carrei ra: 'da chefia do Minist ério
compe tência, dos órgÃos - ao proce.~ leqisla tivo adequa do(art. 59, 11 ) e
o dos Procur adores da Repúbl ica; df"'
PÚblic o Federa li do Colégi _ à leqitia idade da inicia tiva exclu. iva ( art.l2 8,
ério públic o Federa l; das Cimara s
Consel ho Superi or do Minist § 59,c/c art. 61, cap,u t ).
o Federa li da Cor
de coorde nação ~ revisà o do Minist ério PÚblic
rea-G~
regedo ria d08 Mini.t ério PÚblic o Pedera li doa Subprocurado
icai dos A técnic a legi&l ativa utiliza da nio merece reparo s.
rai. da Repúb licai dos Procur adores Region ais da Repúbl
Minist ério
Procur ador.s da Repúb licai das funçõe s eleito raia do
o) j Relativ amente .ó mérito , entend o que a propos1~ão i
Públic o Federa l: da. unidad es de lotação e de admin istraçi
conven iente e õ~tuna, estand o seus ~i.positivo. oferece
ndo uma
Trabal ho; 1'0 Miniat ério Públic o Milita r
do Minist ério Públic o do osi4ad e do
to Federa l e Territ órios, apre- regUlam entaçà o adequa da. Da. se~ que, devido i grandi
e do Minist ério Públic o do Distri m ser ten-
~olde. da , tema, inÚMer a. emenda s e novos posicio namen to. poderia
..ntand o cada ua deles a divisã o em Seções nos mesmoa o oferec i-
lo deste TItulo ; tados. Todavi a, tendo ea vi.ta a excelê ncia do trabalh
.pr~enta~~elativamente ao primei ro CapItu que se d.-
tárias Especi ais, do à consid eração do Congre sso Nacion al e acredi tando
TItulo 111- Dal Di.pos ieões Estatu o do Minist ério Públic o da uniio
so, posse e ve permit ir que o modelo oriund
com Capltu los .obre a Carrei ra (provi mento , concur nte •• l
lve" , até meemo para que se
reinte - seja mantid o o mai. fielme "po
exercl cio, estági o probat ório, pro.oç ões, afestam entos, o 4eseja da, adoto a posieã o
ibilida de, l~e ofereç a a possib ilidade de atuaçi
gração , revers io), Direit os { vitalic iedade e inamov por "dife-
lbl1id ~de, féria. e licenç as, vencim entos e de ni9 apoiar inúmer a. suge.~õe.a que .e for ... enviad a.
de.iqn açõe. e d1spon 4 •••••eamo "
rentes A•• ociaçõ es bem como por ilu.tr e. ~t89rante8
vantag ens, .po.an tadori a e pen~, Discip lina ( dir.it
o. e ve-
çõea', ..nçõe., pre.c~i .ção, .1odi- !Mini.téri~ •
4aç5.. , iape4i1 Mnto. e; 8uapei
.-2-

Oferec erei apenas uma Emenda, decorr ente de conver -


•• ção que ~antlve com o ilustre Or. Procur ador-G eral COMPLEMENTACXO DE VOTO
da RepÜb ll-
ca e que tem por objetiv o especi fico esclar ecer 'a R E L AT O R I O
situaçã o re-
lativa àquele s que, em virtud e de promoç ão, tiveram de
se trans-
ferir para o Distri to Federa l. Mas agora, diante da criaçã
o dos
Procur adores Region ais e da criação dos difere ntes
Tribun ais r~
910n&1 8, devem ter o direit o de opção. . Este Relato r profer iu a sua manife staçlo, perant e o
Orgia Técnic o, na reunilo do dia 07-11- 89, que conclu
ia pela con!
o tempo, com sua inexor ável .abedo ria, saberá di- titucio nalida de, juridic idade, técnica legisla tiva e,
no mérito ,
zer se O modelo propos to pela propos ição em debate é pela aprova çlo do projeto , com adoçlo de UMa Emenda.
o mais ._
aconse lhável. Se não o for, as alteraç ões virão natural
mente e Após o pedido regime ntal de vista, for.ula do pelos
serio aceita . pois todos nós desejam os ter um Minist
ério Públi- nobres Deputa dos IBRAHIM ABI-ACKEL e BONIFACIO DE ANDRAD
co lorte, pujant e a, sobretu do, capaz de desemp enhar A, os a~
as nobil1 - tos foram devolv idos com o ofereci mento de Quatro EMenda
tantes funçõe s que a Const~tulção Federa l lha reservo s, por
u. parte do primei ro, e de setenta e seis, pelo segund o
parlam entar.
DIANTE 00 AC1KA EXPOSTO, voto pela consti tucion a- Posteri orment e e a destem po, pois este Relato r rec~
lidade , juridic idade, técnic a legisla tiva e, no mérito beu, por liberal idade, inúmer as sugestõ es aprese ntadas
, pala a- pela Ass~
provaç ão I com uma Emenda ) deste Projet o de Lei Comple ciaçlo do Minist ério Público do Distri to Federa l e Territ6
mentar n9 rios e


69, de 1989. pelos nobres Deputa dos AFIF DOMINGOS e JOVANNI MASINI
, todas pr~
curand o contri buir para o aperfei çoamen to do projeto .

Também recebi , em requeri mento datado de 08-05- 90,-


Substi tutivo ao CapItu lo 111 do Projeto (Que cuida do
, MJnisté~Jo
Público do Trabal ha), encami nhado pelo nobre Deputad o
NItSON t I
GIBSqN e mais 25 senhor es parlam entares .
~ o relató rio .

VOTO 00 RELATOR

Estio atendi das, quanto ~s proposiç~es oferec idas pe-


los autore s do pedido de vista, as prelim inares de adMis
sibili-
dade. Relativ amente ~s sugest~es, deixar ei de fazer análise
de
cada uma delas pois a tanto me proibe o RegiMe nto Interno
da C!
EMENDA ~O sa. Mas, diante da magnit ude do problem a e de manife staçlo
que
, . PROqETO DE LEI COMPLEMENTAR NQ 69/89 este Relato r deverá fazer sobre cada uma das E_enda s
oferec idas
pelos nobres Deputa dos IBRAHIM ABI-ACKEL 'e BONIFACIO
DE ANDRADA,
entend o que se f~z necess ário, até mesmo, um reexa~e
de meu pos!
cionam ento inicia l. E, desse modo, oferec erei alguma s
E.enda s,-
fruto dessas sugest ões, que no meu entend er enrique cem
a maté-
Inclua -se no Titulo ~v- Das Dispos ições Finais e ria. Desejo reafirm ar, uma vez mais, o meu posiCio naMent
o sobre
Transi tóriaa , o aeguin te artigo : a propos içlo em debate , já expres so em minha anterio r
manife st!
çlo: tendo em vista a excelê ncia do trabalh o oferec ido
pelo ~!
Art. - Os membros do Minist ério Públ! nistér io Público da Unilo ~ consid eraçlo do Congre sso
Nacion al .
co da União, cuja promoç ão para os cargos finais e acredit ando Que se deve manter , tanto quanto possív
el, ~ua i~
da respectiv~ carrei ra tenha acarre tado a sua remo tegrida de, até mesmo para que se lhe pfereç a a possib
~ - ilidade de
ção para o Distri to Federa l, poderã o optar pelo e- atuaçlo deseja da, deixei de acolhe r E.enda s e sugest~
es que, e!
xercic io de suaa funçõe s noa Estado s de origem,pr~ bora aprove itáveis , conflit ariam com 8 estrutu ra contid
a no pr!
ferenc ialmen te junto a órgão judici ário de aegund a jeta.
instãn cia, desde que manife stem' sua opção no prazo
Em Anexo 1 a este Parece r estio as minhas posiç~es s~
de 30 ( trinta ) dias, a contar da promul gação des-
bre as Emendas do nobre Deputa do IBRAHIM ABI-ACKEL e
ta lei comple mentar . em Anexo -
11 as relativ as às Emendas do nobre Oeputa do eONIFACIO
ParÁgr afo único. Os que exercer em a opção DE ANDR~
D~.
de que trata este artigo passarà o a integr ar quadro
suplem entar, assegu~ando-se-lhe8 todas as 9arant i- Conforme já acentu ei, aprese ntarei Emendas que, no
a., vantag ens e prerro gativa s de seu cargo, assim meu ente~der, aperfei çoam à matéri a.
como o retorno ao quadro geral, desde que haja vaga , DIANTE 00 ACIMA EXPOSTO, voto:
median te simple s manife stacão de vontad e-o
1 - pela consti tucion alidad e, juridic idade e t~cni~
legisla tiva do Projeto de Lei Comple mentar nD 69189 e
das Em da
a ele oferec idas pelos nobres Deputa dos I8RAHIM ABI-ACK
EL e B
FACIO DE ANDRADA i

2 - Quanto ao mérito :

Sala i~ a)- pela aprova çlo ~o citado Projeto (com aprese~


., taçlo de 15 (qulnze ).. Emenda s)i re"ulle rando- se em .. parte
o projeto
~ origin eli
cn
~ CO b).- pela aprova çlo das Emendas nlls. 2 e J, ofe~e­
cn cidas pelo nobre Deputa do IBRAHIH ABI-ACKEL:
~

Q) • .c)- pela rejeiç lo das EMendas nDs. 1 e· 41 bferec !


"O das pelo no~re Deputa do IBRAHTM ABI- ACKEL;
cn O
li)
CO
O
~
N
Z
wo..
1-...1
90..
-3-

d)- pela aprova çlo das ' Emendas nRs. 12~ 16, 20-- ~/. 03- "'0 .
Aj Sala das Reuniõ e , e
21 e 22, oferec idas pelo nobre Deputa do BONIFACIO DE ANDRAD
e)- pela aprova ç§o, na forma de subeme nda, da ~
ANDRADA e
da nQ 52, oferec ida pelo nobre Deputa do BONIFACIO DE
f)_ pela rejelç lo das Emendas nRs. 1 a lI, 13,
14
Deput~
e 15, 17, 18 e 19, 23 a 51, 53 a 76, oferec idas pelo nobre
do BONIFACIO DE ANDRADA.

...... ...... .....


ANEX O
:
I

EMEND~ NO DISPOSITIVO COGITAOO PARECER JUSTIFICATIVA


AUTOR
01 CO~TRA A emenda se funda ,' 0 ;Jres-
Dep. IBRAHIM ABI-.'Cl<EL supost o, e~uivoc8do, de que
os lnstru_ entos de atuaçA o
do MP se esgotam no âmbito
do Proces so Penal.
ART. 7Q CONTRA Ignora , p~r ou~ro lajJ,qu e
o Projet o apenas slstem at!
za os instrum entos previs -
tos na Constl tulçAo Fed!
ral co.~ essenc iais ao =
exe=cí clo das funçõe s ne-
la atribu idas ao MP.
02 A~T.26SQ FAVORAVEl Muito embora as p~blicaçOes
p"vist as no dispos itivo -
consti tua. elemen tos d~ uso
indisp ens've l ao exercí cio
diS funçOe s dJ MP o O~ça~~~
to da lnstitu içlo nlo deve
ser onerad J co~ despe sas-
dessa nsture za.
03 ART.2861 FAVORAVEl A lei nlo cabe discriM ingr
associa çOes repres entativ as
de in~eresses coletiv os,ca-
bendo aQS divers os ramos do
Minist ério Públic o da UnilJ a
faculda de de se o=ga~izar em
entid~d,s repres entativ as de
seus intere sses, sem interv e-
nilneia d, Pojer Públic o.
04 ART.2JOI a 2341 CONTRA O tratam ento distin to, da~o
pelo Projet o à aposen tadoria
e à penslo , apenas reprodu z a
distinç lo feita no texto cons
titucio nal com respei to à -
gistra tura e ao MP. Por ... *- •
lado, o Projet o nlo cr ~ si--~
tuaçlQ _ais faio='v el ' os mem
bras do MP; soment e r ete, ~
quanto a eles, o tratame~to
dado a~3 servid ores públic o;
e_ . geral, pela própri a Cons-
tituiçl o Federa l (v. Art. 129,
§ 4 g , C.c. o Art. 9J, VI; e
~rt. 40, § 5g). QU1nto à con-
tagem do tempo de advoca cia -
(nlo cumula tiva), o Projet o - '
atende àQ comando consti tucio
nal de iglJHd ade ;jc tratame 'nto
entre o MP e a .agistr atura
(C.F., 129, § 4R), explic itan-
do o q~e se contém na Lei Co_-
plemen tar n g '5/79 (Art. 77) ' e
na leJ ng 6.044/7~ (Art. la.

11 _.
X O ....
......
A N E...... JUSTIFI CATIVA
AUTOR EM~NDA Ng DISPOS ITIVO COGITADO PARECE R

fls. 01 Contra ~ emenda propõe a tjfans for-


Cep. Bonifá cio de Andrad a 1 maçlo de 6r9&08 perman en -
(assun to: câmara s
de Coordenaç&o e tes em entida des provis 6-
Rev!s! o rias (ftad boc ft ). Assim, con
traria a filoso fia do Pro=
jeto em 2 pontos : a) quan-
to aq car'te r permanen~e
doa 6rgloa insti tucion ai'. ;
b) quanto à separa çao d.s
funçOe s institu cionai s daa
admin istrati va. consag rada
na organ.i zaçao do Miniat é-
ri6 Públic o desde a Lei
Comple mentar ne 40 (v. Brt
se, I e 11)

t
...... 4 -

AUTOR
EMENDA NQ DISPOSITIVO COGITADO PARECER •
JUSTIFICATIVA
DeP.Sonif'cio de Andrada 2
fla. 02 Contra A adoçA0 de voto unitário
(assunto: voto pl~
rinominal) para composiçlo de 6r930
colegiado - como sugerido
na emenda - importa negar
ao votante a participaçlo
na escolha dos demais vota
dos. O absurdo da sugestaõ
8e revela flagrante quando
se tem em vista duas hipó-
teses: a) a da ocorrência
de uma VAga (nesse caso, o
unitário possibilita ao vo
tante a participaçlo nõ
total das vagas); b) a de
ocorrência de mais de uma
VAga (nesse caso, o voto
unitário reduziria a possi
bilidade de participaç30 M.
escolha a apenas um dos es
colhidos, tornando letri
morta o principio da parti
I cipaçlo na escolha dos de=


mais) .
fls. 03 - art. SO Contra A obrigatoriedade de inter
vençlo em todos os feitos-
em todos os graus de juri~
diçlo, quando for parte na
causa pessoa jurídica de
direito público" - como s~
.. gerida na emenda - mostra-
se inconveniente, pelo em-
perramento que poderia a-
carretar aos processos. e~
quanto nlo estiver o Minis
tério Público dotado quan=
titativa e materialmente
para atender com celerida-
de a essa experiência. Por
isso. mais prudente é o
•.( teor do art. SQ, XIV, do
Projeto, que possibilita a
: ~ progressiva intervençAo em
[ cn c todos os feitos menciona-
) CO t dos na emenda, mediante a
cn
..... seleçlo dos casos de maior
relevância.
CI) art. SliI, III Contra A expresslo "na forma da
'O
lei" - a ser inserida, co-
cn
(D
T""
li) mo sugere a emenda - trans
forma em nlo aplicável um
O dispositivo que, por sua
•-z
úc..
natureza, visa justamente
fazer efetivo o princípio
constitucional (art. 5li1,
-..J S 1 li1 ), segundo o qual" as
3c.. normas definidoras dos di-
reitos e garantias funda-
mentais têm aplicaçAo ime-
diata" •
art. 5li1,VII Contra A supresslo pretendida re-
t-i-ra do texto o que s~co~
.
art. SliI, VII
tem na Constituiçlo Feder"
ral, Como diploma a ser ~e
-,
Contra gulamentado; ou seja, dá
margem a questionar-se a
atuaçlo do Ministério PÚ-
blico nas situações expli-
citadas, restringindo_se
indevidamente o texto cons
titucional (v. art. 129 ,-
111, da C.F.)
art. SliI, VIII Contra o texto do Projeto traduz
a combinaçlo do art. 127
com o art. 37 da Constitui
çlo Federal, quanto A defe
sa da ordem jurídica e di
legalidade da prática ad-
ministrativa. Daí, a defi-
niçlo do instrumento cabí-
vel para o exercício dessa
defesa, constitucionalmen_
te previsto (v. art. 129,
111). A modificaçlo preten
dida, sendo assim, além
de suprimir explicitaçAo
de funções e instrumentos
constitucionais, confunde
a atuaçAo do Ministério Pú
blico com a dos particulã
res (cidadlo), pois destes
é que é própria a açlo po_
pular (art. SQ, LXXIII, da
C.F. )
7 art. 5 Q , IX Contra A emenda reduz a uma s6
(ao mandado de injunç30) o
conjunto das ações que slo
inerentes à própria defi
niçAo constitucional dõ
Ministério Público (v. art.
127 e 129),
-5-

PARECER JUSTIFICATIVA
EMENDA NQ DISPOSITIVO COGITAOU
AUTOR
Contra A emenda estAbelece uma
8 art. 5", XI condiçAo para a atuaçAo do
Dep.sonifáclo de Andrada Ministário Público, em ma-
téria de obrigatoriedade
de açAo incondicionada , es
tabelecendo privilégio em
favor de quem haja abusado
de poderes excepcionais.
Além disso, cria atribui-
çAo para a mesa do Congres
90 - sem previsSo consti~
tucional - fazendo-a de
certo modo integrante do
l1rsecutio criminis. Por
ím, retira a eflcacia da
ConstituiçAo e da Lei Com-
plementar, cassando-lhe a
auto-aplicabilidade e cer-
ceando indefinidamente a
atuaçlo do Ministério Pú-
blico.

Contra ver justificativa referen-


art. 59, XIV te ao art. 5" (emenda fls.
9


03) •

Contra A emenda cria açlo penal


10 art. 7 Q , S 2" privada, sem prévia defini
çlo do crime. Por outro lã
do, tratando-se de condu=
ta relativa ao exerc~c~o
da funçlo pública, a ação
penal correspondente há
que ser necessariamente pú
blica - vale dizer, exclu=
sivamente do Ministério pú
blico, por fOrça do art:
129, 1, da Constituiçlo
der;!!. Ademais,
1nérc i~ do MP j
t
event
tem c
çAo mediante a aç,o
subsidiária prev~sta
art. 29 do é PP .

Contra A emenda, ao incluir entre


art. 7!l , S 4!l as autoridades destinatá -
Dep Bonifácio de Andrada rias de requisiçAo ·os mem
bros do Mi nistério públicõ
da Uni&o·, institui subree
ticiamente uma inusitada
modalidade de avocaçAo de
feitos, por parte do Procu
rador-Geral da República~
contrariando assim nlo só
o princípiO da independên-
cia funcional - consagrado
no art. 121, S 1!l, da Cons
tituiçlo Federal - como tõ
da a filosofia do Projeto~
que nele se inspira. Por
outro lado ao concentrar
no procurador-Geral da Re-
pública requisições oriun-
das de todos os ramos do
Ministério Público da Uni-
Ao, cria uma censura perma
nente e burocrática à atu=
açlo rotineira de todos os
membros do Ministério Pú-
blico , dificultando-a subs
tancial e formalmente em
todos os níveis de compe-
tência (material e territo
ria11 . -
A intimaçAo pessoal já é
12
art. 18, 11, alínea FavorÁvel prevista nas leis processu
h (inclui) ais (v. CPC, art. 240, I
2a, e CPP , 800 S 2a). A 5U
gestlo contida na emendã
apenas reforça a prerroga-
tiva legalmente consagrada

Contra A emenda ao retirar do Mi-


13 art. 18. pár. úni- nistério Público o inqué~
co to contra seus membros ,
art . 18. pár . único Contra
atribuindo~o ao pode r J udi
Dep . Bonifácio de Andrada ciário, transforma o juiz
em inquisidor. ferindo O
princípio da independ~ncia
dos Poderes e da especial!
zaçlo das funções estat ais

Contra A emenda faz depender de


14 art . 18, 1, !:. lei futura o exercício de
prerrogativas inerentes e
essenciais às funçOes do
Ministério Público nas
maia diversas hipóteses em
que - . por exemplo, no âmbi
to de aua atuaçlo em defe=
sa do meio ambiente - seja
cn
' CIO
cn
~

Q)
"C -6-
cn
CO
o
,z ~
AUTOR
"u. l:.I1ENDA NO DISPOSITIVO
"a.
...J
~ a.
..
C
COGITA~~ PARECER JUSTIFICATIVA

nece •• ário o ingress o em


áreBa( rueaia, indust riais,
comerc iais, etc.) de domÍ-
nio privad o. A cautel a a
ser observ ada em cada ca-
SOl aliás, já está assegu -
rada no Projet o median te
a condiç 30 "em razlo do
serviç o·, bem como . pelo
respei to à inviol abilida de
do domic ílio. Por outro la
do .. secia um co'n trasens õ
exigir lei especi al para
o exercí cio normal do po-
der de políci a que a Cons-
tituiç lo atribu i ao Minis
tério Públic o, consideran~
do-se que 8S8a ' exigên cia
nlo se faz para os agente s
da admini straç80 públic a .
15 art. 21, caput Contra Ao contrá rio do que af rlna
a justifi caçlo da
•···t, ~f


em ada,
a Consti tuiçlo Federa ~con
Cep. Bonifá cio de Andrad a fere autonom ia financ eirã
ao Minist ério Públic o (v.
arts. 168, 127, S 3D). Por
tanto . o texto que a emen:
da pretend e suprim ir nada
mais faz do que expli ci-
tar ' no dispos itivo perti-
nente, o que se contém em
dispos itivos distin tos na
Consti tuiçlo Federa l. Com-
pare-se ,. a propós ito. o
S 10 do art. 99 com o S 30
do art. 127 da Consti tui -
çlo Federa l.
17 art. 24, pár. único Contra A emenda co ntraria o art.
52, inciso XI, da Consti tu
iÇa0 Federa l, uma vez que
a ex~esslo "votaç lo secre
ta" - adotad a pelo Proje~
to - apenas reprodu r a exi
gência oonsti tucion al ins~
crita no mencio nado dispo-
sitivo .
18 art. 25 , X e XI - Contra A emenda atribu i ao ~on­
gresso NAcion al legisl ar
concre tament e .obre maté-
ria (valore s de diária s in
deniza t6rias e remune raçaõ
de estagi ários) euja varia
çlo em funçlo de circunB ~
tância s de tempo e lugar
exige perman ente atuali za-
Çao, incomp atível com o
grau de perman ência carac-
terísti ca da lei. Assim ,
transf ere ao POder Legi ._
tivo e eleva ao nível ~­
gal tarefa s e matéri a : ,de
que "aO lhe cabe _ é l4ar
19 art. - 25, IV -Contra
- -' -A emenda suprim e da compe-
tência do Procur ador-G eral
da Repúbl ica a de encami -
nhar ao Presid ente da Re-
públic a as listas trípli -
ces. para nameaç ao dos Pro
curado res-Ge rais da Justi~
ça Milita r, da Justiç a do
Trabal ho e do Dietri to Fe- -
de r al. Além dis90, também
neg4 ao Procur ador-G eral
da Repúbli CA o encam~nha -
ment~ da p~oposta de exon!
raçao dos Procur adores -Ge-
rais da Justiç a Milita r e
da Justiç a do Trabalh o.Com
isso , de uma só vez , a
emenda : a) extingu e a par-
ticipaç lo dos membros dos
Ministé rios Públic os da
Justiç a do Trabal ho e Mili
tar no proces so de escolh ã
dos respec tivos Procur ado-
res-Ge rais median te lista
tríplic e , critér io estabe -
lecido para o Procur ador - -
Geral do Distri to Pedera l;
b) equipa ra esses Procur a-
dores- Gerais ao Procur ador
Geral da Repúbl ica . -
No entant o, sendo o Procu-
rador-G eral da Repúbl ica o
Chefe do Minist ério Públi-
co da Unilo - que abrang e
08 Miniet érios Pú blico ~ ...
cima referi dos (v. C... P: f~,
art .. 128. _1) e tendo tra--
-'7-

PARECER JUSTIFICATIVA
~NDA NO DISPOSITIVO COGITA
AUTOR
tamento constitucional des
tacado (v. S 10 do art-:
128, c.c. arts. 52, III,e
Dep. Bonifácio de Andrada e 84, XIV), nao tem senti~
do equipará-lo a estes que
sequer foram cogitados pe-
la ConstituiçAo; a emenda,
portanto, no particular.
subverte a ordem constitu-
cional e, o que é pior
contrariando todo o siste-
ma e a filosofia da Lei
Magna no tocante ao Minis-
tério Público - introduz
esdrúxulo processo de es-
colha e de exoneraç30 de
chefias. absolutamente a-
lheio à manifestação de
vontade dos integrantes
dos ramos dos Ministérios
Públicos a elas vincula-
dos, bem como do Procura -
dor-Geral da República,que


a ConstituiçAo colocou no
ápice da instituiç&o.

Favorável A denominaç&o sugerida pa-


art. 25, S 20 rece mais adequada à natu-
20 reza do cargo. tendo em
vista as similitudes entre
as funçOes da magistratura
e do Ministério Público.

Favorável ver justificativa referen-


21 art. 29. II te à proposta anterior

Favorável ver justificativa referen-


art. 34 te à proposta anterior
22

Contra A supress!.o proposta tI.!.o · '·o


art. 36. II. III leva em conta que há ~c4u~
23 sas de interesse es c1fl
e o parágrafO ú- co do Ministério PÚblicõ
art. 36. II. III Contra
Federal que n50 sAo da
Dep . Bonifácio de Andrada competência da Justiça Fe-
deral, mas em que a inter-
venç!.o do MPF é obrigat6 -
ria (Exemplos: as causas
de natureza civil, penal
ou trabalhista, em que juí
zos locais exerc~m jurisdI
çAo federal em primeiro
grau) além disso. compete
ao MPF intervir n·o s fei-
tos que, apesar de serem
da competência da Justiça
Federal, estejam em curso
em juízos incompetentes (a
intervençAo, nesses casos.
é necessária até para que
seja argOida a incompetên-
cia do juízo) ·. Por outro
lado, quanto à defesa dos
direitos e interesses das
populaçOes indígenas, a in
tervenç&o do MPF resultã
da Constituiçlo (v. art.
129, V. c.c. os arts. 231
• 2321,
No que conçerne à legitimi
dade do Ministério Públicõ
Federal para interpor re-
curso extraordinário das
decisOes da Justiça dos
Estados nas representações
de inconstitucionalidade
previstas no S 20 do art.
125 da Constituiç50 Fede-
ral, trata-se de imposiçlo
constitucional, consideran
do-se as hipóteses de ca=
bimento do recurso extrao~
dinário (v. art. 102, II~
e a obrigaç50 do MPF de de
fender a ordem jurídica(v:-
art. 127), especialmente
quando aquelas decisOes
contrariarem a Lei Maior
ou julgarem válida a lei
ou ato de governo local
contestado em face da Cons
tituiç50 Federal (v. art 7
102. 111. ~ e~, da C.P. l.

Contra A expressa0 que a emenda


art. 37, V quer acrescentar ao inciso
24
_ Rdo sistema federal de
j1,Jstiça R - nAo leva em
conta: a} que não. existe
um Rsistema fed~al de jus
tic;a R; b} que a execucaõ
--8--

AUTOR
J:.,,·,ENOA NO
DISPOSITIVO COGITA •• PARECER JUSTIFICATIVA
Oep. Boni fÁcio de Andrada
penal relativa As condena-
çõea proferidas pela Justl
ça Federal também estio
afetas 80S Conselhos Peni-
tenciários Estaduais, que,
no particular, exercem fu~
çAo delegada de natureza
federal; c) que a partici-
paçAo do MPP em taia Con.~
lhos oAo exlui a participa
Çlo do Ministério públicõ
local; apenas completa a
simetria decorrente da na-
tureza dúplice (federal e
estadual) da execuçlo pe_
nal.
25
art. 48 e incisos Contra A proposta ignora a natur~
za da funçlo de Vice-proc~
radar-Geral. No projeto.e~
te nlo é 6rglo e sim, sub~
tituto eventual do proc7t:u~


dor-Geral. Por isso mes
é que o Vice-Procurador ~S!
rai n50 tem sede naturai
de atuaç50, porquanto atua
rá sempre em virtude di
ausência do Procurador-Ge_
ral, onde e quando esta
OCorrer. Por outro lado,
n50 tendo o dom da ubi-
qOidade, o Procurador-Ge_
ral nlo pode estar presen-
te a todas as sessOes dos
diversos colegiados inte-
grantes do Supremo Tribu _
nal Federal e do Superior
Tribunal de Justiça. Sendo
assim, a delegaç50 de sua
atuaç50 a SUbprocuradores_
Gerais é a única maneira
de distribuir entre os 6r-
9509 do Ministério Público
Federal com sede natural
de atuaç50 nos referidos
tribunais o exercício das
funções do MP perante os
mesmos. Portanto, n50 ~ ca
bível, como quer a emendi
reduzir a delegaçlo exclu-
sivamente ao Vice-Procura_
dor-Geral; isso equivale-
ria a instituir a impossi-
bilidade material de atua-
26
ç50 do MP no STF e no STJ.
art. 49, xxv Contra
A emenda labora em equívo-
co manifesto, ao supor a
inexistência, no Projeto,
de norma disciplinando as
escolhas do Vice-Procura _
dor-Geral da República(v.
art. 26) e do Vice-p;çrn0
dor-Geral 1;;lei toral ,. r-
art. 75, pár. ún co ;
".4
Por outro lado, a emenda
desnatura a condiçlo de
·vice·, que é, por deflni-
Çlo, substituto. Na medida
em que o ·vice" passa a
ser o titular do asaento ,
já nlo estará maia atuando
cómo substituto. O "vice"
nAo ~ 6rglo. do MP. Além
disso, altera todo o siste
ma das sedes naturais de
atuaç50 dos 6rglos do Mi-
nistério Público, ao exclu
ir os Subprocuradores _ Gi
rais da RepÚblica, incor~
'rendo até mesmo em incons-
titucionalidade, na medida
em que nlo leva em conta a
simetria estabelecida nos
arts, 104, ~r. único, lI ,
111, S U , I, 123, pár.
27 único, 11 .
art. 49, XVI, ~ e ~ Contra
ver justificativa referen-
te ao art, 36, 11 e 111.
28 art. 53, I e 11
•.'" Contra A proposta 1nclde. em 1n-
:-,
.; ~
constitucionalidade, ao
restringir aos Subprocura-
(~ cn • dores-Geraia da República
• e aos Procuradores Regio-
CO
cn nais' da República o acesao
..... ao Superior Tribunal de
Justiça e aos Tribunais Re
G> 910nai8 Pederai., porquan~
"C to 08 arta. 104, pár. úni-
M
cn It) co, 11, e 107, I, definem
(Q como clientela 08 "memb~o8
do Ministério Público ~
O ral" .
~Z
'"
wo.
t-..J
30.
--&- .

PARECER JUSTIFICATIVA
EMENDA NR DISPOSITIVO COGITADO
AUTOR

Art. 54, I Contra A inclus lo do Vice-P rocura


Dep. Bonif' cio de Andrad a 29 dor-Ge ral Eleito ral e de>
Correg edor, como membro s
natos do Consel ho, reduz o
percen tual de escolh a ele=
tive para a compo siçlo de~
ses 6r9105 , compro metend o,
em conseq ftência , o objeti -
vo de democ ratizaç lo dos
6r9308 de admln istraçl o s~
perior . Além disso,a mplia,
naquel e éolegia do, a parti
cipaçl o de elemen tos da
direta confian ça do Procu-
rador- Geral, retiran do o
equilí brio - que o Projet o
consag ra - entre o Procur~
dor-Ge ral. como chefe da
institu iç3o, e o 6r910 a
quem compet e o poder nortn!
tivo e a avaliaç Aa e di5 -


cUBsla de inicia tiva do
própri o Procur ador-G eral
e do Correg edor-G eral.

30 Art. 54, S 2R Contra o Vice-P rocura dor-Ge ral da


Repúbl ica integra o Conse-
lho juntam ente com o Procu
rador-G eral; portan to, nes
se partic ular, n&o age co=
mo substi tuto deste. Logo,
no Consel ho, nlo é ele o
substi tuto natura l do Pre-
sident e.

3l Art. 57 Contra A emenda transf ere para o


Consel ho Superi or - a quem
o Projet o atribu i funçOe s
apenas administrativas~­
compet ência que o Pro ' ••••
r
, Contra
confer e às C&mara s de
denaçl o e Revis& o (v. art~
art. 57
62, VII e VIII) nele defi-
nidos como "6r910 5 de coar
denaçl o, de integra ção e
de revis& o ~~ exercí cio
funcio nal na instituiçl~
(v. art. 58). Com isso, a
emenda quebra todo o siste
ma do Projet o, que se ba=
seia na separa çao das com-
petênc ias in~titucionais e
admin istrati vas, distinç ao
essa progre ssivam ente con-
sagrad a desde a Lei Comple
menter n Q 40, como condi=
ç&o indisp ensáve l à especi
alizaç lo de funçOe s e I
maior eficiên cia e agilid a
de de atuaç& o do Hinist é =
rio Públic o no exerC1C lO
institu cional e admin istra
tivo. -

32 art. 57, pár. único Contra A emenda confun de, mais


uma vez, as compet ências
de nature za admin istrativ a
- que sSo p~óprias do Con-
selho - e as institu cio-
nais, exerci das pelos ór-
9&05 institu cionai s. So-
mente quanto às última s ~
que as leis proces suais
dizem respei to. As primei -
ras, todavi a, sendo conce~
nentes à organi zaçlo inter
na de ordem admin istrati =
va . nlo slo alcanç ados pe-
los impedi mentos proces su-
ais. Veja-s e, por exem~lO
o que ocorre ria na hi J
se do art. 49, 111, 5 ;.ros
se abolid o - como quer ã
emenda - o pár. único, do
art. ' 57: O Procur ador - Ge
ral acabar ia votand o pelã
aprovaç &o de um nome que
ele mesmo indico u.
I A emenda incorre na contra i
Art. 57, XX Contra
33 diçAo de, por um lado, ele-
Art. 101, XVIII decisl õ
Art. 135, XVIII var o Qiorum de
do Conse ho Superi or nos
Art. 110, XIX
casos de que trata, difi-
cultand o enorme mente a sua
atuaçl o e, por outro, des-
valori zar a atuaçl o do
Consel ho permit indo que, à
's ua reveli a. a açlo em
questl o possa ser ajuizad~
Nada impede , de resto, que
os 6r9&08 referid os na
Emenda represe ntem ao pr6-
--40--

AUTOR
EMENDA NQ DISPOSITIVO COGITALv PARECER JUSTIFICATIVA
Cep. Bon! fácio de Andrada.

pelo Conselho ou ao Procu-


rador-Geral, que submeterá
ao Conaelho a dita repre-
sentaçlo,para oa devidos
fina.
34 Art. 58 a 62 Contra Ver justificativa do arti-
va do artigo 57 e 57, ~r.
único. Obaerve-ae, ainda •
que as ·Comi.sões- prqpos-
ta. na Emenda nlo pas.ari-
am de ócgl08 transitório.-
frontalmente contra o .apí
rito que procura eatrutu=
rar 6rgloa permanentes no
que 8e refere ao exercício
funcional na Inatitu!çlo ,
bem como • diatinçlo entre
-órglos institucionais- e
-6rglos administrativos •.
35 Art. 65. I


Contra
A Emenda esquece das atri-
buiçOes que o Projeto come
te ao Corregedor-Ceral,que
nlo deve partiCipar,
voto , de deliberaç 'a
ca de 'assuntos que, t1'Ia ma -;
or parte dos casos :envol~ •
vem a Sua própria atuaçlo
36.
correicional.
Art. 68, S lQ e 20 Contra
Art. 47, pÁr. úni- - A Emenda quebra a sistemá-
tica adotada no Projeto,
pretendendo regular a subs
tituiçlo do. Subprocurado~
res-Gerais da República no
dispositivo que trata e.~
cificamente da atuaçlo d~
" Procurador- Geral no Supre-
~- O)
mo. Al~m do mai . . confunde
as diversas hipd!eses de
500
O)
afastamento em virtude de
aposentadorias, licenças,
..... et •... ) com as de necessi-
Q) dade excepcional de .ervi-
ço, quebrando, também , o
'O sistema do Projeto estabe-
O) -.::t lecido no tocante ao equi-
U) 11) líbrio de competincias do
O
Procurador-Cera I e do Con-
-z
N
selho SUperior e do recí-
proco controle no
ad'l1Ínistra ti vo.
Imbito
UiD. 37
>--1 Art. 71 e S5 10 e 20 Contra
3D. A Emenda no caput, ignora
que há Estados, a maioria
por sinal, em Que nlo exis
rIa
tirlo Procuradores Regio=
nais, razlo qual
Projeto prev a atuaçlo na
o
tural de Procurador da Re~
pública nos Tribunais Re-
gionais ' Eleitorais ( como,
aliás, Ocorre presentemen_
te). AI~m tt1sso, a Emenda
implica em aumento de des-
38
Art. 72 Contra ~, o que é vedad~
Ver justificaçlo do art.
71, Ss 10 e 20
39
Art. 73 Contra
o Projeto iá prevê a cria-
çlo dos OfICios onde atua-
rio os Procuradores da Re-
Pública. Demais, a .'....._
~ Emenda, de novo qu§
ira • Sistema do Projeto
que prevê a ediçlo de uma
-lei de lot·a çlo·, local
pr6prio para tratar do as-
40 sunto.
Art. 76. pár. único Contta
A reatriçlo prevista na
Emenda, quanto aos membros
do Ministério Público Fede
r~l que possam atuar nõ
TSE, inviabiliza, na práti
ca, o fluxo normal dos prõ
cessos · naquela Corte, prio
cipalmente nos períodoi
eleitorais, al~m de ob.tru
ir o Curso dos feitoa noi
demais tribuna i s 8uP8,io _
4l res (STP e STJ). •
Art. 77. IV Contra
A requisiçao condicibnada
à anuência nlo ~ requisi-
çao: ~ inócua solicitaçao,
sem efeito prático quanto
à finaiidade do dispositi-
vo, que ~ a de viabilizar
d celeridade e eficiência
do processo eleitoral.
- +1- -

PARECER JUSTIFICATIVA
lENDA NQ DISPOSITIVO COGITi J
AUTOR

Contra Além de inconstitucional •


42 Art. 83, pár. único porque aumenta despesa (v.
Oep. Boni fácio de Andrada
C.F. art. 63, lI), a emen
da é tecnicamente inco~
ta porque a criaçAo t~~ de ~
cargos e a definiçao de SlL
as atribuições - segundo
as necessidades de tempo
e lugar - nao deve· ser ma-
téria de lei complementar,
que apenas regulamenta os
princípios constitucionais
do Ministério Público, em
princípiO.
Os cargos, ofícios, nú-
cleos, etc ... -, a exemplo
do que se faz no âmbito da
magistratura mediante as
leis de organizaçAo judiei
ária - constituem matéria


própria da lei ordinária
prevista no art. 33 do Pro
jeto. a ser periodicamente
atualizada.
Contra o acréscimo pretendido pe-
Art. 85, 111 la Emenda incide na mesma
43
crítica feita a emenda aná
loga (ref. ao ~rt. sg) ~
já examinada.

44 Art. 97, I e
10'. ' I l Contra v. comentários às Emendas
. re!. ao art. 25 , IV.

Contra V. comentário ref. à emen-


Art. 98, I da ao.art. 54 , I.
45
Contra V. comentário ref. à.Emen-
46 Art. 1 d 1, I l da ao art. 25, IV. Além
disso, cabe lembrar que-
ao contrário do que afirma
a justifi~ativa da Emenda-
a Constituição nAo prevê a
·competência do Presid~
da ~epública para ~ear
/ os procuradores~Gerais da
Justiça do Trabalho e da
Justiça Militar; aliás, se
quer cogita da existênci~
dessas autoridades.
/ 47 Art. 101, páli. único çontra v. comentário à Emenda re-
ferente ao art. S7, pár.
único

Contr·a v. comentário à Emenda aos


48 Arts. 102 . 103, \04, arts. 58 e 62
105, 10f
Contra v. come~tário à Emenda aos
49 Art. 109. I arts. 57 , pár. único, e ao
art. 65, I

Contra V. comentarlo . A Emenda aos


Art. 113 SS 1· e 2" arts. 47, pár. Jinico. 68,
50 SS 1g e 2g

Art. 115. 55 10 e 20 Contra v. comentario ã tmênda re-


ferente ao . art. 113. SS 1g
5l e 2.

52 ' Art . 119, I Favorável,


em parte A Emenda exclui, contta a
constituiçlo . a cláusula
de privatividade da açlo
penal. Todavia, ao acres-
centar a expressa0 ·públi-
ca· ("açÃo penal pÚblica")
realmente a Emenda 'concor
re para o aprimoramento-
do projeto. A nova redaçlo
do ióciso poderá se r !
"I-prOmover. privativamen-
te. a 8çlo pe.r:'aI pub l l.ca·

Art. 125 . pár. Contra Ver justificativa so~ .


53 emenda ao ar.t. 25 , IV "
único
-I I Ver justificativa sobre e-
Art. 131 , I Contra
54 menda ao art. 25, IV. Além
135. 11 disso, a Emenda repete em
parte a anterior.

Contra A Emenda novamente repete


Art. 135, 11 proposta de Emenda anteri-
55
or. Aplica-se a justifica-
tiva apresentada contra a
Emendà ao artigo 25, IV.
!c Q)
<
~
<
) CIO t

....
Q)

Q)
'O
Q) &t)
_ .~-
CO &t)
o
-Z
~

ü a.. AUTOR
..J lENDA NR
)
~ a.. DISPOSITIVO COGIT. ) PARECER
JUSTIfICATIVA

Dep. Bonifácio de Andrada


56 Art. 135. pár .
único Contra
Ver justificativa conte!
Emenda ao artigo 57, pár.
único
57 Art. 136 a 140 Contra
Ver justificativa contra
Emenda a08 artigos 58 a
62.
58
Art. 147, 55 10 e 20 Contra
149, S5 10 e 2g Ver justificativa Contra
Emenda 80S artigos 47, pár
59 único e 68, 55 lo e 20.
Art. 153. 11 Contra
Ver justificativa Contra
Emenda 80S artigos 36, 11
e 111, com 8S devidas adaE
taçOes
60 Art. 167, I
Contra
Ver justificativa contra
Emenda ao artigo, 54, I


61 Art. 170, pár . úni-
co. Contra
Ver justificativa Contra
Emenda ao artigo 57, pár.
62
único
Art. 171 a 175
Contra
Ver justificativa contra
Emenda aos artigos 58 a 62
63 Art. 178. I Contra
Ver justificativa c~
64 Art. 181 Emenda ao artigo 65 ,/1' -\ \
Contra
Ver justificativa contra
Emenda ao artigo 73 com as
devidas adaptaçOes.
65 Art. 205, S 40 Contra
A Emenda é redundante, pois
é requisito de validade do
ato administrativo, a sua
prática com fundamento no
interesse público. Ade-
mais, a fórmula apenas ex-
plicita quanto ao Ministé-
rio Público a remiss!o fei
ta no art. 129, IV da CF,-
ao disposto no artigo 93,
66 11, (letra~) da CF.
Art. 20S
Contra
A Emenda quebra a uniform!
dade da nomencla~ura empre
gada no Projeto, sem nenhu
67 ma vantagem sub stancial. -
Art. 207, S 21i1
Contra
A Emenda é redundante e
conflita com a regra inse-
rida no S 30 do mesmo art!
68 9°·
Art. 214
Contra
(inclui parágrafo) ocafut e seus parágrafos
reso vem a quest!o, sendo,
portanto, redundante a
Emenda
69 Art. 229, S único Contra
Ver justiticativa contra a
Emenda ao artigo 25, X e
XI
70 Art. 265
Contra
Ver justificativa contra a
Emenda ao artigo 77, IV.
Acresce que a essencial ida
de das funçOes do Mini~
r io Público é consag.{alJ'i- ;:-
constitucionalmente (art.
127, caist e S 3 0 ; 68, S
10, I; , 11; 168).
O que justifica a irrecusa
bilidade de Suas requisi~
çõe's.
7l Art. 267
çontra
A Emenda é inconstitucio _
nal quando prevê aumento J
automático do número de
cargos no Hihistério Pú-
blico (art. 127, S 20 , c/c
61, caput). E também é in-
co nstltucional quando au-
menta despesa em projeto
de iniciativa do Procura-
dor-Geral da República (art
72
63, lI , CF).
AxL 268 e 55
I" e 20 Contra
Ver justificativa contra
Emenda ao ar~i90 267. Além
disso, a Emenda nlo apre-
senta. juatificat'iva para
suprimir o que se contém
nos parágrafOs 10 e 20 do
artigo 268 do Projeto.
73 • Art. 282
Contra A Emenda tere o disposto
no artigo 29 , S 2. do ADCT
que contempla apenas . os
-13 -

PARECER JUSTIFICATIVA
DISPOSITIVO COGITA~J
AUTOR
"atuais Procuradores da Re
pub11ca" na data da promuI
gaçAo da ConstituiçAo. -

Contra Ver justificativa contrá -


Art. 284, pár . ria à emenda do art. 25,
74 único
X e XI

Contra Os acréscimos sAo inócu~'~


75 Art. 286 porque nada inovam quanto
à liberdade de associaçlo
e de organizaçlo sindical
Oep. Bonifácio de Andrada prevista na Lei Maior; al~
ás, o reconhecimento feito
pelo art. 286 do Projeto
010 tem caráter de exlusi-
vidade.
A Emenda reduz sem justifl
Art. 287 Contra caçlo a amplitude do texto
76
emendado .


A emenda aperfeiçoa o texto
Art.22,§29 Favorável
16 adequando-O ã norma consti-
tucional

"Art. 18 -
. ..................................... .
I I I - PARECER DA COMISSÃO .......................................
II -
A Comisslo de Constltuiçlo e Justiça e de h _ receber intimação pessoalmente em qual-
Redaçlo, em reuniDo ordinária plenária realizada hoje,
quer processo e grau de jurisdiç ão ."
opinou unanimemente pela constitucionalidade, juridicida-
de, técnica legislativa e, no m~rito, pela aprovaçlo, com
emenda~, do Projeto de Lei Complementar ng 69 / 89, nos ter- Sala da comissão, em 22 de agosto de 1990
complementaçlo
mos do parecer do relator, que apresentou
de voto. O~ Deputados lbrahim Abi-Ackel e Bonif~cio de An- T b""E"N"'O-E<-'---
Deputado
drada apresentaram votos em separado.
Estiveram presentes os Senhores Oeputad os :
Theod o ro Mendes _ Presidente, José Outra
Vice_Presidente, Carlos Vinagre, ~arlan Gadelha, Hélio
Manhaes, Leopoldo Souza, Evaldo Gonçalves, Hor~cio Ferraz, I'.,
J air o Carneiro, José Thomaz NonO, José Guedes, Gonzaga DeputaJ~NA
Patriota, Antpnio Câmara, Jos~ Genoíno, Michel Temer,
Nelson Jobim, Nilson Gibson, Renato Vianna, Messias Góis,
C/",tor \.,1
Ney Lopes, Moema SRo Thiago, Plínio Martins, Sigmaringa
Seixas, Gerson Peres, Marcos Formiga, TarsO Genro, José • N' 02 -
Maria Eymael, Antônio de Jesus, Fernando Velasco, Gene-
baldo Correia, Aloysio Chaves, Franci~co Benjamim, Egídio
Ferreira Lima, Adylson Motta, Jorge Arbage, Fernando San-
Dê-se 'a seguinte redação ao § 2' do art. 22 do pro jeto:
tana, Jovani Mas!ni, Raimundo Bezerra, S.amir Achôa, Cil-
berto Carvalho, Jesualdo Cavalcanti, Rosário . Congro Neto e
J orge Hage.
...... ... ................................... .
Sala da Comisslo,. em 22 oe .agosto de 1990 § 2' _ A fiscalização contábil, financeira, orçame~
tária, operacional e patrimonial do Ministé-

~ENOE5
rio Público da União sera exercida pel o Con-
Deputado gresso Nacional, mediante controle externo,
com o auxilio do Tribunal de Contas daUnião,
segundo o disposto no Titula IV, Capitul o I,
Seção IX, da Constituição, e por sistema pr~

prio de controle interno . "

Sala da Comissão, em 22 de agosto de 1990

;t.~~
Deputado THEODORO
EMENDAS ADOTADAS PELA · COMISSÃO

N' 01 -

Inclua-se no inclso 11 do art. 18 do projeto a se-

guinte alinea:
- 14 -

N' 03 -
serviços auxiliares de apoio técnico e administrativo à l netltu!
ção. "

o § 2' do art. 25 do projeto passa a ter a seguinte re


dação:

Sala da Comissão, em 22 de agosto de 1990


"Art. 25 _
...........................................
§ 2' - A delegação também pOderá ser re1ta ao Cir!
tor-Geral da Secretaria do Ministério PÚbll
Deputado T~~ND ,)
prea!dente
co da União para a prática de atos de ges-
tão administrativa, Clnancelra e de pesso-
al, ~8te último apenas em relação a08 servi
O.
/ UI
dores e serviços aUXiliares." Depu tad,%--RE . Te

Sala da Comissão, em 22 de agosto de 1990


-'[e!}or

Deputado
;;4... ~ NDES
~~ORO -N' 06 _ •
o inCiso I do caput do art. S3 do projeto passa a ter a
seguinte redação:

"Art, 53 _
........... ......... ... ....... ............ ..
I - elaborar, mediante voto pluri nominal , racul-
tativo e secreto, a lista sêxtupla para a
• N' 04 _ composição do Superior Tribunal de Justiça,
sendo elegiveis os membros do Ministério Pú-
blico Federal, com mais de dez anos, na car -

o inciso 11 do art. 29 do projeto passa a ter a 8egui~ reira, tendo mais de trinta e cinco e menos
te redação: de sessenta e cinco anos de idade."

"Art. 29 - Sala da Comissão, em 22 de agosto de 1990


........... ......................... .......
11 - A organização e o runcionamento da Direto_

~~"L.
ria-Geral e dos serviços da Secretaria do
Ministério Público da União."
Deputado THEODORO MENDES
Presidente
/
Sala da Comissão, em 22 de agosto de 1990

4 . . . ...,-
Deputado THEODORO MENDE;S-- , ~

N' 07 _

to: Acrescentem_se Os se~uintes incisos ao art . 85 do proje-

"Art. 85 _ . . . . ' .' .•.... .. .• . .• . •.•...•• • .•... .. • •.•.• . • .


111 - promover a ação civil pública no âmbito da Justiça
N' 05 _ do Trabalho, para a deresa de interesses coletivo9. quando desres-
peitados os direitos sociais constitucionalmente garantidos;
IV - recorrer das deCisões da JUstiça do Trabalho, quan
do entender necessário, tanto nos processos em Que ror parte, comõ
Dê-se a seguinte redação ao art. 34 do projeto: naqueles em que Orlciar como fiscal da lei, bem como pedir rev isão
dos Enunciados da Súmula de Jurisprudência do Tribunal Superior do
a> Trabalho;
CO
a> Ul rt. 34 - A Secretaria do Ministério Público da União
V - funCionar nas sessões dos Tribunais Trabalhistas.
"'(1)" é dirigida pelo seu Diretor-Geral, de livre escolha do Procura_ manire s tando_se verbalmente sobre a matéria em debate, sempre que
entender necessário, sendo-lhe assegurado o direito de vista doa
"C dor-Geral da República e demissivel ad nutum. incumbindo_lhe os
procesaOB em jUlgamento , pOdendo solicitar 8a requisições e dili-
CO
a> &t) g ênCia. que julgar convenientes;
CD
O

I
Z
a..
! .....I
:a..
1

- -15-

Sala da comissão. em 22 de agosto de 1990


VI _ instaurar instância em caBO de greve , quando a de-
t osa d. o rdem juridlca ou o interesse público assim o exigir;
VII _ promover ou participar da l Astrução e conciliação
em dlssidlos decorr entes da paralisação de serv iços de qualquer na
tureza, oficiando obrigatoriamente n08 processos. manifestando suã
concordância ou discordância, em eventuais acordos firmados antes
Deputado T~~D~~«'
da homologaçÃo . resguardado o direito de recorrer em caso de viola
ção à leI e à Constituição:
VIII _ promover mandado de injunçÃo. quando a competência
fo r da Justiça do Trabalho:
IX _ atuar como árbitro. 8e assim for solicitado pelas
partes, nos casoa mencionados no art . 114 da Constituição Federal;
X _ requerer as diligências que julgar convenientes pa
ra o correto andamento dos processos e para a melhor solução dai
lides t r abalhistas."
Sala da de agosto de 1990 N' 10 .."

• NA
O inciso XXI do 'art . 94 do projeto passa a ter a 8egui~

te redação:

"Art. 94 - .• . •• . • . •• . • •. •... . •.. . •.•......... . .••.••.•

XXI _ organizar a prestação de contas do exercício an-


terior, encaminhando-a ao Procurador-Geral da R!
N' 08 "S-

pública . "

Acrescentem-se ao art. 86 do projeto 08 seguintes inci- Sala da Comi8são, em 22 de agosto de 1990


80S:
tlArt. 86 - •• . ••••••••• . ••.••• . •• . ••• . • • ••.• . ••••••.• . .

I V _ ser cientificado pessoalmente das , decisões profe-


ridas pela Justiç a do Tr aba l ho nas causas em que Ue~utado ~~:~~:;~E~
o orgao tenha intervi do ou emitido parecer escri- Presidente

to;
V _ exercer outras atribuições que lhe forem conferi-
das por lei, desde que compatív eiS com sua final i

dade."

Sala da Comissão, em 22 de agosto de 1990

N' 11 -

Deputado T!!d[Q.,tE~ o inciso 11 do eaput do art . 97 do projeto passa a


Pre~idente
(-
./'
ter a seguinte redação:
"Art. 97 - ..... ... ..... ... .... ...................
11 _ elaborar , mediante voto plurinominal. tacult!
tivo ~ secreto, a lista sêxtupla para a comp~
sição do Tribunal Superior do Trabalho, sendo
elegíveis os membros do Ministério Público do
Trabalho , com mais de 10 (dez) anos na car-
reira, tendo mais de 35 (trinta e ci~eo) e m!
nÇ>s de 65 (sessenta e cinco) anos de idade".
- N' 09 -

Sala da Comissão, em 22 de a gosto de 1990

O inciso VI do art. 94 do projeto passa a ter a seguinte


Deputado ~E:O~~
Presidente
redação :

"Art . 94 - . .• . •...•. . .. • .• .. .•.•... . . ... .... . .........


VI _ designar o Chefe da Procuradoria Regional do Tra-
balho dentre os Procuradores Regionais do Traba-
l ho lotados na resp'ectiva Procuradoria Regional."
-16-

Nr 12 _
Sala da Comissão, em 22 de asosto de 1990

o inciso rrI do caput do art. 97 do projeto passa a ter


a seguinte rédação:

Deputado ~~;:N~;S')
"Art. 97 _ .••.•.•...•...••.......•...•.•.•.•..... • .••. Presidente
/
IrI - elaborar, mediante voto plurinominal, facultati_
vo e secreto, a lista sêxtupla para os Tribunais
Regionais do Trabalho, dentre os
Procuradores,
com mais de dez anoa de carreira."

Sala da Comissão, em 22 de agosto de 1990

Nr 15 _

~_ ""''''~
;H~~ENDES
..


Deputado
Presidente
o inciso rrr do caput do art. 98 do projeto passa a ter
a seguinte redação:

"Art. 98 _ ••. . •.•..•.• • •••• ••• • •.• •••. •••••• ••••• .• •••

IrI - Quatro Subprocuradorea_Geraia do Trabalho, elei-


tos para um mandato de doia anos, por seus
pa·
res, mediante voto Pl urinominal, ~acultativo e
OI) secreto, permitida uma reelei ção."

~
~ Q) Sala da Comissão, em 22 de agoato de 1990
O CO
Q)
..... o inciso IV do caput do art. 97 do projeto passa a ter
Q) • seguinte redação:
'tJ
Q) ..... "Art. 97 _
.................................... .... ...
CO &t)
O IV - eleger, dentre os Subprocuradores-Gerais do Tra-
~
Z
'"
WQ.
balho e mediante voto plurinomlnal. racultativo
f- -J
g Q.
e secre t o, quatro membros do Conselho Superior do
Ministério Públic o do Trabalho , "
«"1 ,~
Deput~6rR~~o
Sala da Comissão, em 22 de agosto de 1990 '- ~r

Nt 16 _ .
~u.~
Deputado'THEODORO MENDES

o inciso I do art. 119 do projeto passa a ter a seguin_


te redação:

ItArt. 119 _ •••• . • . ••• . ••••••••••••••• ••••••••••• ••••••


I - promover, privativamente, a ação penal públic ....

Sala da Comissão . em 22 de agoato de 1990


Nt 14 _

o inciso 11 do caput do art. 98 do projeto passa a ter ~--.,...-",,-


Deputado THEODORO MENDES
• seguinte redação:

"Art. 98 _ •...•••........•.•.•...••. . •. . ......•..•.•.

Ir - quatro Subproc uradorea_Ge rais do Trabalho, elei-


tos para um mandato de doia anos, na forma do
art . 97, desta lei, permitida uma reeleiçÃo."
-17-

§ 2 1 _ A readmissãO far-se-á no grau de carreira a


N' 17 - que pertencia o exonerado, ou em cargo equ!
valente, e dependerá das seguintes co ndi-
çoes:
I _ Existência de vaga a ser preenchida median-
o inciso XX do art. 128 do projeto passa a ter a segui~ te promoção por merecimento;
11 _ Inexistência de candidato aprovado em concu!
te redação:
80, em condições de nomeação. quando se tr!
tar de readmissão para cargo da classe ini-
IIArt. 128 - ..... . ........... o •• • •• o •••• • • o,. o • •• • • o • • • cial da carreira. II
XX _ organizar a prestação de contas do exercicl0 an-
Sala da Comissão, em 22 de agosto de 1990
terior. encaminhando-a ao procurador-Geral da Re-

pública. "

Sala da Comissão, em 22 de agosto de 1990


Deputado T~~D""''''''"'<J
ente

~. !t:"-'''''-'«''
Deputado THEODORO MENDES

• Presidente

. N' 20 -

Suprima-se o art. 285 do projeto.


N' 18 -

Sala da Comissão , em 22 de agosto de 1990


O inciso XXI do art. 163 do projeto passa a ter a se-

guinte redação:

"Art. 163 - .. •. o ••• o •• o •• • • o,. o •• • • • • ••••• • • 0 ••• ••••


Deputado ~NDES
Presidente
XXI _ organizar a prestação de contas do exercicio
anterior, encaminhando-a ao Procurador-Ceral da
República. "

Sala da Comissão, em 22 de agosto de 1990 '.


/

;;::.-,M~~~S~ ~
Deputado THEODORO
N' 21 -

Suprima-se o art . 286 do projeto.

Sala da Comissão, em 22 de agosto de 1990

N' 19 -
4-..-.. ,~)
Deputado THEODORO MENDES .....)
a) _ Acrescente-se à epigrafe da Seção VIII do Capitulo Presidente /
I do Ti tulo 111 do projeto a seguinte expressão : " . . •E DA READMI~ /
SÃO"
b) Inclua-se o presente artigo. que tomará o n' 210. com
a seguinte redação. renumerando- se os seguintes:
carreira,
"Art. 210 _ A readmissão é o reingresSO, na
do membro do Ministério Público exonerado.
readmissão far-se-á a pedida do interessa
! l' - Ado e dependerá de inspeção médica favorá:
veL


"~
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Oi cn
l) CIO
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CI) - 18-
"O
cn CO
U')
CD
o N' 22 - ,
~Z N' 23 -
'".. o.
~..J
go. Acrescente-se no Titulo IV - das Disposições Finais e Inclua-se no Titulo IV - Das Disposições Finate e Tran_
Transitórias - do projeto o presente artigo, que tomaráon' 291: sitórias do projeto o seguinte artigo:

"Art. - Os membros do Ministério Público da União,


ItArt. 291 - Enquanto não for aprovada a lei Complemen- cuja promoção para 08 cargos tlnala da respectiva carreira tenha
acarretado a 8ua remoção para o Distrito Federal, poderão optar
tar relativa à Advocacia Geral da União, referida no Art. 29 pelo exerclcio de suas !Unções n08 Estados de origem, pre~erenci_
do Ato das DiSPosições Constitucionais Transitórias. o Mi- almente junto a órgão judiciÁrio de segunda instância, desde que
manifestem sua opção no prazo de trinta dias, a contar da Promul-
nistério Público Federal continuará a exercer atividades de gação desta lei complementar.
representação judicial e da União, pela forma que for fixa-
ParágrafO único - Os Que exercerem a opção de que trata
da pelo Procurador-Geral da República." este artigo passarão a integrar quadro suplementar, &ssegurando_
se-lhes todas as garanti.s, vantagens e prerrogativas de seu car-
go, assim como o retorno ao Quadro geral, desde Que haja vaga, ' me
Sala da Comissão, 22 de agosto de 1990 diante Simples manifestação de vontade . " _

Sala da Comissão, em 22 de agosto de 1990


Deputado

Deputado ~NDE5
Presi te /
)


-19 -

Ika, tú va/(;>t dh?~O ~ ).!~A-


, ~ISSAO DE DEPESA 00 CONSUMIDOR. MEIO AMBIENTa B MI NOR I A
tIWCOMISSAO
'" DE FIN~AS E TRl BUTACAO

R E L A T O R I O
I - RBLA'l'ORI O
Esta proposição , env iad a ã d eli b eração das Ca- I
O presente pro j eto de lei complementar , que di.-
sas Legis lat ivas pela MensAgem n9 00 2 / 89 do Or. Pro curador- Ministéri o
põe sobre a organização, atribuições e estatuto do
Geral d a R§púb l ica , d i spõe sobre a o rganização. as atribui-
PQblico da U n iã~ é oriundo da Procuradori~-Geral da Repúbli c a ,
ções e o e statuto do Mi nisté r io Público da União, estando 9
tendo sido enviado ao Congresso Nacional pela Mensagem n 0 0 2/
d esdobrada , em l i nha s gerais , nos segutntes . Titulos:
89 do Or . procurado r -Geral da República.
T i t u lo I - Das Dispo sições Gerais;
Titu l o 11- Dos Ramo s do Ministério público da ApreciadO pela douta Comissão de constituição e
aprovado, tendo sido apre c iad as
Un ião ;. Justiça. e de Fedlção. foi por ela
pe1.a aludi -


Ti t u lo - 11 1- Das Di s po siç ões Estatutárias E8p~ posteriorme~te v árias emendae, também j á apr o vadas

c iais ~ da comis.ão .
,T i t ulo I V- Da s Dispos içõ es Finais e Tranalt6- Nos termo s regimentais, compete a este órgão c o -
r i as. l egiado apreciar o mérito da proposta.
Não há dúvida de que a c o nstituição de 1988 re~
t dito na Me hs !lgem , 'c omo t ustlficatlva , quel
gatou um débi.to exiatente' na Constituição anterior, outorgand o
A As sembl éia Nacio nal Constituinte
ao Ministério Público a posição que lhe compete ocupar no cená-
confe r iu ao Mi n istér io' público um "pape l fun-
rio juri'dico-inatitucional do país , caracterizada principallll e n -
dame nt al n a organ izaç ão d o Esta d o : não é ex~
te pela total independência d.o s 'poderea da Repúbl,ica; em e spe -
ge r o d iz er~ s e que , em c o te j o com o trato ' que'
c,i.l do Pod e r Executivo, ao qual ae encontrava at.relado.
l he rese r va r am a s ~o nstituições b~sileiraa
p r e c edentes " nenhuma o utra i nst i tuiçÃo do Eat.! Pa r a 'o · :e • • r cicio de ,.uaa competênciaa n.a.a
do sai u tÃo pr e st igiada na nova Lei Fundamen- nova posição é inquestionável que deve ter o Or9ão, asseguradas
tal do Pa i s". por l.i, garanttas fu ndame n taia e básicas ' que lhe propiciem a
plena independincia, liberdade de ação.
No q\l~ respeit'a mai ~ 'de perto a esta Comiaaão,
podemos .lembrar que o f'linistér{o Público t e m atribuiçõea defi-
nidas no art. , 129, I, da Conatituição:
.são hmções institucionais do Ministério PÚblico:
9u tro s s'1m , esclar ece q u e: 111 - promover o inquérito civil
O p r ojet o busca definir i nstrumentos e a ação civil pública, para a prote-
ção do patrimônio público e s o cial, do
de atuaçÃo do Min i sté~io Públiêo da UnIão , com-
meio ambiente e de outros interesse.
pativeis ~om a nece ss idad~ d e a tender ,ao s p~in­ difusos e c o letivos:
•.• . • • . •• . • • . •• .• . . . • . • • • •• . • • • !
c i p i o S e fun ções i ns ti tuc ion~ i s e'xpl i citadas n a
Consti tu i ç Ão Fede r a l. Op tou- 5e ' pela enumeração Além dis.o vale lembrar as disposiç õ es da re-
d e de t erm i n a dos i n s trume ntos , ,s em lhes , esgotar cente Lei Oi 8.078, de 12.09.90, que, ao tratar da defesa do
as po ssib i lid ade s de expansão , resguardadas pela ' consumidor em juízo, atribui , no art. 82, I, competênc i a ao M!
men ção 'gen é r ica à p r omo çÃo de aç õe s d e qualquer niatério Público pa r a participar da lide.
na tu r eza, p e rant e o s .órgÃos judiciário's federai." . abrangente
t grande a respo n sabilidade e bem
sua esfera de at~ação, donde a necessidade , repetimos. de regu-
A dout a comissão de Con s t i tuiç Ão e Just i ça e de
lamentação apropriada is suas características.
Redação op i nou , unanimement e , pe l a con st i tuci o nal i dade, JUf!
dicidade , técnica legislativa e, n o mérito, pela aprovação E essa regulamentação e.tá perfeitamente espe-

do Pr oje t o , tendo sido ofe r ecida s vinte e três Emendas. c I ficada. a no sso ver , nas partes em que se div i de o projeto ,
assim configuradas:
Títul o I _ Da s Dispo siçõe. Cerais. co- capítu -
~ o re l a t ório .
lo • • p bre a defin i çã o , principiO e funçõea institucionai s:

VOTO 00 RELATOR
instrumentos de atuação: controle externo da atividade poli-
cial: defesa doa direitos constitucionais: das garantias e daa
Esta Comissão deve p r o n u nc iar-se , apenas, q uan- prerr o gativas: da autonomia d o Ministério Pú blico: da estrutu-
to aos aspec t os financeiro$ e o r çamentário s públ i c o s d o pro- ra: do Pro curador-Geral da Repúbli c a: do con.elho de A••••• or.-
jeto em d eba t e . Ente ndo que o s d ispo s i tivos d esta proposi- ment o Superior do Ministério Público da união: das carreira. e
çÃo es t Ão adequa dame n te fo rmu l ado s" o be d ece m à linha mestre dos serviços auxiliarea:
t raç ada p e l a p r ópria , Con s titu iç ã o Fe der a l ( a rts . 127 a . 130) Título 11 - Do. Ramos do Ministério Público da
e of erece m uma sistemát ica a c e itável . ~, com capítulos sobre o Mini.tério Público Federal ( da
competincia , dos órgãos e d. carreira: da chefia do Miniatério
DIANTE DO AC IMA EXPOSTO , vo t o pela aprovaçÃo
Público Federal, do colégio dos Procuradores da República: do
deste Proj eto de Lei comp le~entar nQ 6 9/89 e das Emenda. a Conselho Superior do Ministério Público Pederal: das câ.aras de
ele of erec idas pela Comi s s ã o de Con s t i tuição e Justiça e de Corre-
coordenação e revi.ão d o MinistériO Público Feder a l: da
Reda ç ão. Público Pederal: dos Subpr-ocurador-e.!
g.doria do Ministério
Cerais da Repúblic a : do. procur-ador.s Regionais da RepúblicaJ
Sala das Sessões , em
do. Procuradorea d a Rep ública: daa funções eleitorais do Min i !
tério Público Fed. r al: da. unidades de lot a ção e de a dministr!

- 20 -

çlo ); o Min isté rio Púb


lico do Tra balh o; o Min
isté rio' Púb lico
Mil itar e o Min isté rio AU . 60 - O Con s.lh o Súp
Públic~ do Dis trit o erlo r CIo ICll11sUrlo· Púb lico pod ."
Fed eral e ~ecrit6~
~io., apr es . ntan do cad a ttl .r comlss& •• d. '.b lto r.g ion
um def es li div isão em Seç
mol de. d' apr ese ntad a rela
õea n08 mes mo. .i ou n.c lon .l 'p.r . pro .o.e r"
tiva men te ao prim eiro Cap • lnt .gr .çl o e coo rde n.ç lo dos
TIt ulo : ítul o de. te 6rglos d. ln. tltu lçl o, r.sg u.r -
.d,.do .... pro o prl nti pl0 d•• uto
no. ia • lnd epe ndt nd. fun don .l.
Títu lo 111 - Da. Dis pos
• içõe s Est atu tári a. Eap e-
.s!.!!.!, .com cap ítul os sob re li carr a p.r'~r.fo Gnlco - C. b.r '.o Cons.lho fl ••
eJ,r a (pro vi)n ento , con curs o, r • coa po. lçlo ••• ' I
pos ae e exe rcíc io. está gio '\rl bul ç& e. de. t •• co. i.s& •• b••
pro bat ó rio, prom oçõ es. aras co. o o .eu '.b lto 't.r rlt orl .l'
rein teg raç ão. rev ersã o), tam ento s,
dir eito s (vit alic ied ade de .tlv ld. d., pro lbid •• d.l .g.ç
dad e. des igna çõe s e disp
e inam ovi bil! lo d. lU. co..p.t tnc l. pri •• tlv .
oni bili dad e. fér ias . lice
nça s,
, J ' Ilc /J _"
men tos e van tage ns, apo sen ven ci-
I
;ç/,7efJ. r l =
tado ria e pen são ), dis cip
toa e ved açõ es, imp edim ento lina (di rei-
a e susp ens ões . san çõe s,
sind icân cia. inqué~ito pre scri ção .
adM inis trat ivo . p~ocesso A e •• nd. pre t.nd . Cll lcip lin. r •
ad~inistrativo.
da ~evisão do p~ocesso
administrati~o); e hip 6t. l. CI•• rqu i ••• • ntOI
d.~ inq ufr ito .' po lic i.i. e p.r l ••• nt.
r •• p.l o Pro cur .do r-C er.l '
Titu lo IV - Das Dis pos içõe
s Fin ais e Tra nsit ç d. R.p úbl ic., ~ir.ndo-lh •• • b.o
rias . lut. e •• clu li •• Cli lcrl cio n.ti !
tI.d . n. dec illo fin .l do .rq ui
••• • nto .• tr.n lf.r lnd o-L .. or.
u


Do exam e do con teúd o do d~ rec urs o .0 Con l.lh o
p~ojeto , acim a des Sup erio r, .eJ . d. ofi cio pel o ••
não há com o deix ar de reconhece crit o.
~.p.tente p.r . o julg
gi. tr.d o
~ que os dis pos itiv
os traz em ••• nt, •• j. pel a par te ofe ndi da
com ando s tend ente s a sup
~i~ as nec essi dad es ~11.d., d.n do .ll i. ou int e -
gené~icas do ór- í .q uér lto não fiq uem à mer en•• jo que o. C.l ol de .rq uiv••
gão . estr utu ran do- o par a
melho~ cum prir sua s ei de um s ó ind ivId uo , inc lva ento d~ Sn-
No que res pei ta a.
fun çõe s.
eMe ndas apr ese ntad as. acom
\)J t,"O " Cle su. to. pet lnt i. ori gln
'rl ••
i ve no.

nham os os argu men tos exp pa- Pre ten de ta. b' •• ••end. dar pO
end idos pelo ilus tre Rel lslb llld .de Cle •• Ior
ator da Com is-
são de Con atit uiçã o e Jusf
iça e de Reda ção ente nde ndo fle alb llh .çl o ob. C08In& .. toor
que a apro va- dthl ldor. . . de Re. lll0
ção das .~endas lá apro vad que COMO .nc ont ra.- le no pro jeto
as irá ape rfei çoa r o pro
mai a.
jeto . aind a 110 6rg los .It. nqu e" buro-
cra tll. nte l, le. tra dlç lo nO nOl
II - VOTO DO RELATOR
nhuMa fle .lb llid ad. , Clei.ando ao
lO dir eito t Cle pouca ou
Cons.lho a con .en ilnc ia d.
n.-
cri '-lo l e fi.a r-lh el ai atrl bui
ç& .s.
Em face do exp osto .
vota mos pela apro vaç ão do
jeto de Lei Com plem enta Pr~
r ni 69 / 89 e das eme ndas
Com issã o de Con stit uiçã o
e Jus tiça e de Red ação .
apro vad as n.
-4 / ,ti t/P------
Sala da Com issã o. em de
BON l rAc lO DE ANDRADA
• de 199 0.

,OJJ,~ { ( ! ,lCL
Dep utad o ROBERTO ROLLEMBE
RG

EMENDAS OFERE CIDA S Ell PLEN


ÂRIO

A/. ~l
(~
:,J. ~:
tb . . . . . ... .. "'...~...- /r
EMENDA MODIfICATI VA AO PROJETO
NO 69/8 9 DE LEI COMPLEMENTA
'.en Cla ao 'ro ,.to CI. LeI t ••plo R
aen tlr ~o &.'1. , (L EI ORGANICA 00 MIN I STERIO
VA 00 PODER EXECUTIVO,
PUBLICO DA UNIAOl, DE INICIAT

Sup riM a-le o t,.t o Clos , .rtl Do l
•• I &2 Inc lul lv. , Clando-
~lhel • aeg uin te f.d açl o · o r.nu oer and
o-o ll
".r t. J. - Coopete ao ton .elh o Dê- se aos art s. 5', J e J I,
Super10r do Ml nil t'ri o '~blico a seg uin te reda çao :
e 97, I J e I J I, do Pro jeto
'ed era l hO"OI,og.. a proooçlo Cle
arq uha.. nto CI. 1nqufrito. cI-
• 11 ou de peç as CI. inf or. açl
o ou del ign ar 6ro lo CIo Ml n1l t'ri
~úblico r.d .ra l par i aJu o Art . 5' - Compete ao Col~gio de pro cur ado res da Repú •
ila. ent o da açl o civ il p~blica. bllc a:
"4x1_ S, - ~IS d.c il& .s CIo Pro
cur ldo r-C er.l Cla República pel o I - ela bor ar, med iant e voto
'.qu iv .... nto de inq ulr ito pol icl nom inal , fac ulta tivo e se-
al, p.r la. ent .r Ou p.ç al CI. I~ cre to, a list a s~xtupla para
to~olçlo, ou que con fir•• u•• co. pos içlo do Sup erio r Trib
una l '
pro loç lo pel o .rq ulv a.e nto , pod de Jus tiça , send o ele gív eis
rc o .lgi stra Clo d. ofi cio , ou a ! os Sub pro cur ado res- Cer ais da
Repú-
plr te of. ndi da, ou qU llqu .r' blic a, com mai s de la ano s
na car reir a, tend o mai s de
lht ert "od o "pe dir o s~. rev15&u e menos de 65 ano s de idad ej '5 ano s'
' no pra zo d. 15 Cllas
• o. lU' pub lica çlo ao Conselho Sup
i < r ed... l.
.rio r do Ml nls tlrl 0 Púb lico '
i a> ~ II - ela bor ar, med iant e voto
) O) < nom inal , fac ulta tivo e s!
l ere to, a list a sêx tup la para
a> a com pos içlo dos Trib una is
..- Per 'gra fo Onico - N.l te COlO
o d.lp .ch o CIo Pro cur odo r-C .rol
'
nai s fed era is, send o eleg íve
is os Pro cur ado res Reg iona is
Reg io-
da
~ .de R.p úbl icl so •• nt • • ler ' ,ev Rep úbl ica, com mai s de 10 ano
ilto co. o vot o con t,'r lo Cle 2/) s de car reir a,' que contem lIai
s
"t3 (00i 5 t.rç os) do s M. ~bro s do Con de '5 6~OS e menos de 65 ano
a> cn
U)
s.lh o e. vot oçl o •• cr. tl .
tado s ~ ~ resp ecti va reg i'o,
s de idad e, sem pre que pos sive
l lo
(D
o
•- z
üc..
- ...J
3 c..
- 21 -

Art. 97 _ sac atrlbulçOes do Colégio de Procuradores'


do Tra::Jalho:
_ (Adltiv. e ~ress1v.l.o Projeto de Lei COOQI-"tlt
11 _ elaborar, mediante voto nominal, facultativo e s~ ". 69/89
erel o, a lista sextupla pita composiçlo do Tribunal Superior' ~rlma-.e do texto o que const. dos ~lnclso XX do
do Trabalho, sendo elegíveis os Subprocuradores - c er als do Tra- art . 57", "ln:1so XV111 do art. 101"; "inciso XVlll do art. 1l5", e
balho, com mais de la anos na carreira, tendo ma15 de 35 anos'
·inciso XIX do Irt. 170" - e
e menos de 65 anos de ldadej

e Acrescente-se onde convier :


111 _ elaboraI, mediante vOlO nominal, f ac ol l atlvo
secreto, a 11~ta s!xtuple pata os Tribunais Regionais do Trl -
.
balho, 5end~ elegivels os Procuradores RegionaIs do Trabalho , com
Art. - A açAo de perda de cargo a ser IIOvida contra RtlDtO do Minis-
tfrlo P.:bl1co da lkúlo que seja v1t.Uc1o .oaente se" .Juiz.da pelo
mal~ de l a a nos de carreira. Que contem mais de }S e menos de 65 ProcuradOr-geraI da República Mediante representoçlo fundamentada ~
an os de idade s e m Te ue osslvel lot ados na r es ec t lv 8 Te 110 . 2f) (dois terços) do Conselho ~erlor respectivo, ou ainda _lante

--17/ c( ?/- ~/l representaçlo fundamentada de 6l'910 do Poder Leglslouv~, ou ck; Pc


der EXecutivo. do ~remo Trib<nll rederel ou do Tribu'lal JIOranie ~

• JUSllflCAllVA

Pret e nde-se que 85 vagas 8 Que o Minist é rio Público faz j us


sejam ocupadas nos Tribunais por membros de hierarquia igual ~ . do
Tribunal Que iria integrar.
~l oficie ou tenha f6ro por prerrogaU v. de f\61Çlo, ou linda
Conselho rederal ou ~Ionar da Ordem dos Advogados do Brasil.

':USTInCATIVA
do

A emenda se faz necessfi~ tendo em vista, também, o Que di! Tendo a nova Constl t'u1çlo dado novas responsabilida-
pOem os §§ 2Q dos arts. 5} e 97 do projeto, que têm a seguinte r e- des ao Mlnist~rio Público da Uni.o e lumentado-lhe IS garantias, ne -
daçlo: cessári o se faz tarrbém que se submeta a maio~ controle da sociedade.
§ 20 _ Para elaboraçlo da lista sextupla para os Tribunais'
A emenda proposta se consU tul em a'daptoçlo tio art . 21 da Lei Ca1ç>le-
Regionais f e derais (e do Trabalho) s6 poderAo votar os membros do
mentar nO 35/79 ~ i a Lei Orgânica da Magistratura Nacional, dando '
M inist~ r io Público lotados na respectiva regilo. talfDém 80S merrdJros ~~tl.,:a ' prerrogativas semelhantes, transfor ..
Os §§ 20 dos arts . 53 e 97 restringem o col égio elei to r al ' ~ndo-o ~ instituiçlo transparente como sempre deve ser .
de procuradores para a elaboraçlo das listas sêxtuplas para o p ree~
Sala das SessOes,
chimento de vagas de juiz nos Tribunais Regionais (rederais e do
lr abalho) , correspondentes a membro do MinistériO Público, fazendo'
c om Que , na prática, apenas sejam eleitos os procuradores lotados'
na respectiva Regilo, uma vez Que apenas os procuradores regionais ~IODE
----c ) cf !~ . L---..
ANDRADA
(2 0 degrau na carreira) ttm direito a voto. aI
Assim senda, por QuestAo de eQuidade e tratamento isonO~ico,
os mem~ros do final da carreira do ~inist~rio Público, Que cficiam' li'L
perante os Tribunais Superiores, slo aqueles Que deveriam participar
das listas sêxtuplas para compor os Tribunais Superiores. uma vez '
que têm a experiência necessária das questões e procedimentos pró -
prios dessa Instância e, com 8 sistemática dos §§ 20 dos arts. 5)
e 97 do Projeto, somente assim poderiam concorrer a vaga de juiz em
algum tri buna l, posto que, alijados da dis put a pel os t ribuna i s r e-
gi onai s , tam bé m nlo t eri a m possibili dade de asc neder aos Tribuna is '
em Que ofic i am, dad o Que abr an gend o o co l~ gio e le i t or al par a ela bo-
raç lo das l i s ta s sext~plas par a Ministros dos Tr ib una i s Super ior es '
E.end • • 0 Projeto de Lei Co.ple.ent.r nl "18'
tod a a categor i a, t e r - s e- i a que os procuradores r egio nai s , que slo
mai or 1a, f 1c a r ia m t ambé m com ta 1s vag as.
Dessa forma, no preenchimento do "quinto consti tudonal" I
D .rtigo 71 e ,eus I' 1. ·e 2. p ••••• • ter.

dos Tr ibunais, haveria o t r atamento isonOmico dos procu ra dore~ r eg!


.eguinte red.çlo:
onais e subp r ocu r adores - gerais , sendo Que aos primeiros ca ber i a o
Region a is, at endendo- Art . 71 _ Os p~ocur.dore. d. Repúbllc. oficl.rlo per.nte JuIzes r~
pr eenchimen t o das vagas de juiz nos TribunaiS
s e 80 pr i ncipiO f ederativo , e aos s egun dos o das vaga s nos Tr i buna - derais de primeira Instlncl. :
i s Sup er i ore s , prestigi ando-se dess a forma a ca r r e i ra do Mini stér io
§ 1; .. Em caso de vaga ou afastamento de Procurador Regional da R~
0úblic o do Tra balho.
públiCO por tempo superior a 'O (trint.) di •• ou onde nlo for .edl
Ida ProcuradorIa Regional da RepÚblica, o Procurador-Geral di Rep~
blicl, mediante aprovaçlo do Conselho Superior, poder"~onvocar
Sala das Sessaes,
Procurador da República pata substltulçlo em funç&es privativas t

3ft-
BON l rAclO DE ANDRADA
de Procurador Regional da República .

S 2 Q _ O Procurador da República convocado receber' a diferença'


de venci~ento correspondente 10 cargo de Procurador Regional da Re
pública, inclusive dl'rlls e transporte, se for o caso.
'USJIfICATlVr.

A emenda vis. dar' institulçlo a sistem'tic8 •


id~ntica utilizada pela Justiça , v . g . RI - Sl J a rt igo 56 , es peci al_
- 22-

.ente nos tribunais, o que 111 •• j' , u•• pr'tlcl no MlnJlt.rl0 PQ


bllco, O texto do projeto "iMplJca nUM retrocesso e. r.laçlo lO'
••• nços j' Obtidos pe~o p.rquet , J"t.ndo lido incluli •••• tint.'
• figura de aprovlçlo lntern. de parecerls, burocratizante I 11.1~
t.dor. d. independlnci. funcion.l. H6 (t.Jt se preser.u • porUcipoçlo nos Conselhos Est.du.1s
Sala das SessOes, por. o Minist'rio ~lico Estl~l , dando-se .0
Minist'rio ~lico redo,.l. e!
clusJvldadf de !~teor.r O! ccle;!ljQs previstos na estrutura I~Jnlstfl:lv.
Unll~, ~reserv.,j~_$e sls:er.~ da feder.;I~.
_~]I ,c{' {H~
BONlfACIO OE ANORADA Slla dls SessOes,

IH-.

EMENDA AO PROJETO OE LEI COMPLEMENTAR NO 6'/8'



E.. no. .0 projoto do Lei COOPI ...nt.r ht'6'/e,.
cn

-
co
cn
Q)
o inciso I do .rtlgo 54 plSSI • ter I seguinte red.ç'~: ,
Suprllr11-se (S:) .rt. ~9 'S ..
_Untas "d"-f. ,"eM etc 1n:l,o XVI.
'O "I - O Procurador-Cerll di RepÚblica, o Vice-Procurador.
cn o
CD co Ceral da República, o Corregedor-Cerll do Minist'rio Público Fe-"
JuS TI fi CAT I VA
o deral, o Defensor Federal do Direitos do Cidadlo e o Vice-Procu-
, Z redor-Ceral Eleitoral que o integram como membros natos, COM di-
reito 8 voz e voto.
i a. u.
f- A Itribuiçlo i mplicl r . invlslo dr co.prtfncil
' ...J C
:a. do ~inist~rio Público [stldu.l ferinco o prinCípio feDerati_
JUSTIf ICATIVA vo de ~oco inconstitucionll, eis que o ~l n istirio Público ca
Unilo nlc pOde Ivir perante órglos Ou triounais estldulis
qUlndl I institulçlo I representada pelo ~inistfrio Público '
da unidlce fedelativl respectiva.
Devem integrar o Conselho Superior Iqueles integrlntes '
do Ministfrio Público .Federal que exercem 15 funçDes .Ils elevl . Sall das SessOes,
dls da instltulçlo, sendo conveniente que plrticipe. do leu cal!
gildo máximo e das SUIS decisbes, que ea últi.a In'11S1 iria ex!
cutar, verificar da sua viabilidade e efic'cil, tornando_as con- 'J/ . ~ I:/-<...-
cretas, norteando os rumos do 6rglo como um tOdo . BONIrACIO OE ANORAOA
Sala das 5essbes,

(j J , «I tI<'( ~
---B-O-N-I-f~Adío OE ANORADA

. ;v~"8
EIEIa ao ~ DE LU COf'I..DEllTM Nt ,,,.,

o inci.o J, do .rt. 10' p••••• t.r a •• guint. r.daçlol

Emeooõ '0 Proj.to de L.I Complement.r 6~/e,. J- P.rticlp.r, co. dir.ito •• • 01 • •oto d •• r.uniDII do
Conl.lho Suplrior • S.crlt.rl.r_lh. OI tr.b.lhol.

Alt.ro_s •• redlçlo do inciso V do do .rt. 37 pell ••gulnt. :


JUSTIrtCATIYA

" v - pa rticiplr d~s Conselhos Ptnltencljrlos o: Orglo l.port.nU d•• d.iniatr.çlo da in.ti tulçlo nlo pOde
r.oorll de jusll,a ,- O Corrlgldor Cer.l fic.r 'Kcluldo do Con •• lho, que tr.dicion.l_
.. nte J" Integra no MP dOI ESt.do •• ,
- 23-

Ade.ais a sua participaçlo se Justifica tendo •• vista


as suas atividades. de f1scaUzaçlo.
emenda visa adequar o t.xto da lei de disposto no a.r t.
A
Sala das SessOes, 127 § 2' da Contituiçlo, que nlo~' 1nstituiçlo a pretendida autonaoJa
fina-celr., ex \'1 do disposto no S 'D do "fI'leSllO .rtiQO.
~ l cJ.
BONI,AcIO OE ANORAOA
"-'1--"- Sa l a das 5e550e5,

/?J . ~ U -
~{O OE ANORAOA

• EMENDA AD PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR H' ",., [ ..noa ao Projeto Clt Lei C_lpenUr nt ",.,.

S4.bst1 tus-se em tOdo o tu to do projeto orlCIt .e .n:ontrar


O. p.r'or.fo, '" • 21 do •• rtioo. '.7 ~ ,., p••••• a tor o terfllO:
r •• p.ctlva.ente a '.ouinte r.d.çlo:
"voto plurlncwr,lnal"
s '" - E.
ca.o de vaoa ou afa.t ••• nto d. Subprocurador. -
a.ral da Justiça Militar por pr.,o .uperior • ('D) trinta di •• , pelO ter""' :
poder' ser convocado pelo Procurldor-Cerll, •• diante Iprovaçlo'
do Conselho Sup.rior, procurador d. Justiç. Ml1itar • n.nhUI·. '
d••••• ac.it.ndo, poder' .er convoc.do Procur.dor Adjunto d.
Justlça Milit.r , p.ra • IUb.tituiçlo. JUST IrJCAT IVA

, Procurador da Justiça Militar convocado, OW o Pr~


21 _ O
NJmo votaçlo p.r. compesiçlo de listas os .vantUli •• I.i-
curador-Adjunto, receber' I diferença de venci.entol c~.rl,pon
tores naio devem votlt Nis de ...ma vez e nem em .15 de UL nc.e.
d.nte ao cargo de Subprocurador-Ceral di Ju.tiça Militar, lncl~ Este pro=esso pe.-ite que apenas UI g~ .. jorit'rio '
slv. dl'rlls e transporte " for o CIIO. preencha todos os nomes de l.IfII det.r_lnadl l1sta ou tod:ls OI clrgos di
... determi nado colegiado, nlo danoo direito de outros gr\,QOS OI1norlUrios
JUSTIfICATIVA ainda Q.Je significaUvos se 'anrerr, re;:.resentaI no Co1e;11::to ou lista de
nomes .
A e.enda visa adequar a li.t ••• tica da substituiçl. ao J' No pro:uso err, qJe Cid. eleitor votl t r: .,eMI U'f. ro:e ,
existente na justiça, ao .esmo te.po que extingue a obrigatorie- .. re;lreSt:"',Uç&o pau U'f, coleg! ado 01.,1 lista se faz de fan,1 . . 11 de::o:r't.!
dade de aprovaçlo superior de parecer, dando maior agilidade aos ca e pro~orcio~lt per""l tindc I ret)resentlçlo dt ~inor!al no cole;lldO •
proces.os (art. 56-RI S. T.JJ ou lista, e!tabrle:e~ um pluralismo sllutar, da~·St chl~es p~re12
na!s às ccrrentes ae pensamento di versas existente! dentre das institui -
Sala das SessOes t çee • .
Sala da s Ses sOes ,

----+,,1.) cf t.~
BONlr'CIO OE
Oepu,t,.ç/ll,}
ANDRADA
-3,/ d C/-:-
BONIrA610 OE ANORAOA

)J~ ia
Emenda ao Projeto dE Lei C~le..ntsr n< 69'89.

EMENOA AO PROJETO OE L6I COMPLEMENTAR N" 69/89

"ArL 21 ~_t::~".!~! tri o PWllco da lhllo i I.segura.,. 1;1


Suprima.se do Irt . 72 o seu inciso I.
l Q:'lOlT.)& furcl o""lõl e .o::tnin~str & t1vl", t\Ii f or ma dõ Co~sUtulr;l ~ ca:>endo·lhe:
OI)

~-O')
<3 CIO
O')
~
- 24-
cu
'O
O') T""
CD <D
o JUSTIFICATIVA
~Z JUS1IFICATIVA
.. a..
N

~..J
90.. I
Na forme do art. 69 deverá caber aos Proc~ o ór910 de fisc&liliÇlo da execuçlo das rotd1diS'
radores Regionais da Repóbllc8 as atribuiçOes O?S TRE's. pOlíticas decretidas durante O esr'do pe !Itio e estlac ae a!
fesa {o Congresso Nacionll n~ forma do Irtigo 140 da Const1 _
tu1çlo 8 cuja ~8n1festiçlo, portanto, deve f1clr cond1c1onada'
8 açlo do ~in1st~rio Público nl h1pó\ese.

Sala das SessDes,


-.J/ cf ?/---
BONIFACIO DE ANDRADA ~J
__.... r( //______.
Deput do
BONIFACIO DE ANDRADA


(men~. lO Projeto de lei Complementlr n~ 69/89

dltlo: --- - ~ ._----


o § 2P do artIgo 7P Plssa • ter & seguintt re-

"§ 29 - O membro CIo ~~j.~l.~. r.io Público StJ:i


crim!nól e civilmente r~~lt~e .t pelo. .uso indevIdo CliS I,!! . ._----.
No arUgo S) inciso I, s\bsUtUl-se:

(~!!.Oe!.....!_ ºocu".,en tos Que reQuIsitarj a .çlo penlil, n\ hipÉ,


tese, pOderá ser proposta também peJo ofendido. -lIeIrbros do MlnJ.st~rJD Público redenl-
por:

JUSllFIÇAl IV. MSubprocurldores_gerlis da República"


e s\bsU tua-se no inciso 11 :
M~ros do MlnJst~rJo Público rederllM
Pretenoe-se (lsciliur e in',pec:)jr o_ .!~~..ó.1 -
por:
9'0 00 ~inisterjo PÚblicj no uso oas !uas atribuições, cri.M
ao-umih'ip.ótese de--;çl~ pena) privéoi pafi o caso, em eefes;
"Procurodores Regionais do República".
ae oireitos particuleres de cIdadlos Que possam vir a ser
VlOlSdos pelo uso indevido da informlçCo e haji o~isslo . do
JUSTIFICATIVA
próprio "parquet" em apurar a infraçAo.
Sala das SessOes,
Pretende -se que '5 vagas que o Hin1st~rio Público f"e-'
deral faz jus, sejam OCUpadas nos Tribunais por membros de hierarquia
---j~ « / ( igual ~ do tribunal que irlo integrar.
BONIFAcIO DE ANDRADA Sala das SessOes,

BONIFACIO DE ANDRADA
raI

-I#'!f!li.~,--!1-,-,4 ---- I/'L

\.._-
Emenda 10 Projeto de lei Complementlr nO E9/89

Emeneõ la Proj eto De lei Com;>le~ntll nO 69/89.


o inciso Xl do Irt1go SP passa I ter a sepuinte
realçA0: '- --- ------

"Xl - Pro"over na f~rma di lE1, ~ed!lnte representlçlo Ci ~esi


ao Congresso Nacional, I responS'bj)idlde~~;e~'~t~~e~-- Ou
.Qe""nte-~· do tstaoo de o";fes. Ou do estado de siUo, pelos ilic.,! " lX - prc;wn:,ver o.Jtras .ç~s, nell! incluidp I O 1I'.J"'IOado oe
__ o _. _ _ _ • • •• - . . . . . . _ . • • • __

tos cometidos no períOdO de !ul duriçlo. i njU?Cl ~ sempre Quei falta de norma regula~ntloo~a torQt 1~viiyel c~.ercl

cio 005 ci:-eitos p liberdaoes constitucionais p Das prerrogativas 1""+Enntts


- 25-

JuSlIrICAlIVA
' . nacionaUdaCte:l, • 'oMunia t • CÚSldilnil , QUI:'\OO difu~S os l ntt:e.~ses â

,.rea pro~t;lde'.·

Ao Vlce-Proeurador.(;eral do RepúJl1ea, CCIIIO sctlstltuto


natur~ do Procuroaor.(;eral deve CCJIIIleUr IobsUtuí-lo elO todas os .... S
.JuSTlrJCA1IVA
r..-.ç!ies, inclusl •• na presld1rcla ao Conselho 5<4><rlor .

Sala das SessDes,


A e~r.oa pntende ldeQ',Jif O t ea t e. i O d! s ;>ost"t o: é: t. LXXI
. d5 Co~! t i t ~i ç'~ qJf fe_Jl.~~tl • hipótese .
Slla dls Ses s Oe s,
, J/ 'cf
----BONlrACIO DE ANDRADA
,:,./}- - - -.

.---3./ '"' t.--. ~


BONlrAclO DE ANORAD A


[ •• ~D. 00 ProJtto at LtS Co . plt . t~t.r nO 69 / e9

• "guinU :
Df nova r'dlçla la Artigo
- - -- ..
~P,
- -- III que pISS ' I s er
EMEND A AO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR NO 6"89

-'r Olh O"" • • f 9 u.l.sJ o ..dt _ gt!.c~ p r l . tntD de pre ce! -


Sup r i ml - •• o S lD. 2' ao ort . 68 e o altere-se a reaoçlo
tc~ funa.~t~t~~dttOrrtntt da Constltu l ç:o na r or ~a di leij "
ao por'groro ünlco do ort. .7 pela .eguinte :

§ " - As runçCes ao Minlstirio Público reaerol Junto oos


JuSl1F1CA11V A
Tribunlis Superior es da Unilo perante os qUlis lhe compete atulr
• Irgu!çlo dr ot,c um p r1~ t n t o de pr ec e i t o rundi~en­
.. sollente _ ,Joderlo s e r exercidas por titular do clrgo de SubprE.
ti l Ofc o rrtntt Da Co n stit ui çlo t UIfI in s.~i~ uto de CUi~ fI pro -
curldor - Cerll da Repúbl i c a;
ct!suil Q en~r1co atribuído I qualq uer aiS pl rte s do processo I

§. 2' - ElO c a so de viga ou afast •• ent o de Subp roc ur ador -


l ,,~slv-;I O ~l t'1 it~rlD Público , t st ' a o e p en de r de f' Qui::..,.., nt!
oeral da República, por prazo su perior a 30 dias, poderá ser
C&o (artIgo lO). S único Con s tlt ui ç lo f ederal) específ i ca e
convocado Procurador Reg iona l da rep Úb li c a plré substltu l çlo P!
ve i o ocupar o luO' ~ da I nt io. "aJ guiçlo de relevincia oa Ques -
lo voto da maioria do Conselho Superior;
tio ftlaJal".
SI1I d. 5 Se s s Oe s I
§ JR _ O proc urador Reg iona l da República convocado r ece-
be r ' a d ifere nça de vencimento correspondente ao cargo de su bp r o
cur l do r -Cera l da repÚb li ca , i nclus i ve di'rias e tran s po r te se
BON lrAcl O DE ANORA OA for o caso .
r edera l
. II r JUSlIflCATIVA

A emenda vi s a a de qua r I ins t itui çlo ao dis posto nos arti-


gos 56 e § unico do Regimento Interno do Superior Tribuna l de
Justiça e d~mBis Tr ibuna i s Sup~r!nrr!, dando-lhe tratamento iná-
logo, r e xti nguindo a f1 gU18 de eprovaçlo de pareceres Que
81~m de bUTocr at !ZBn t e t ele o princi pio da i ndependência funci~

nl1.
Ali á s, é e práti c a ho j e Idot l da na instituiçlo, senco o
pr ojeto ne sse ponto um retrocesso e ~ relaçlo IaS Ivanço$ J'
obtidos .
Sala da s Sess Oe s ,

o radoraro 20 ao artigo 54 po,,, o tor o .O\1-l1nto ----y. / cf LJ . _ I ' k'.I


reaoçlo: BONI(ACIO DE ANORADA

'1 20 • li vlce..f'r....rador.(;eral do ~lIe • • e" o vice-Presidente ao


Ctr'MlfIclllpeUDr, • Iobstl l uSrá o presl<ltnte
'l~to· .
- 26-

• EMENDA AO PROJETO DE Lfl CoMPLEMfNTAR NO 69/89

NO inciso lJ l do Ir t igo S) e hOS JncJsos 11 e III do . rtJgo S6


onde se J ~ · Qua t r o· leil-se "~".
o 1nc1so 1 do Irtigo 98 passa 8 ter 8 seguinte redaçAo :
e nos inc J so5 JV do artigo '7 e J J f JJl do artig o 98 onde se
l! "l!!!" leJI-se .~ •.
"} - O Procurador-gera) do Trabalho , o Vice-Procurador_
geral do Trabalho e o Corregedor-geral, que o integram como mem_
bros natos com direito a voz e voto .
JUSlIrlCAIIVA

JUSllrlCAllVA

o elevldo número de integrantes em Orglo colegiadO '


tlra~lhe a efIcI~ncIa e capacIdlde de IÇa0 pelo Que'se propHe'
o cargo do Corregedor CeraI ~ relevante e como parUc!_
a sua reduçld para a metlde de modo 8 viabilJzar_Ihe o funcio_
pe da adml n lstraçlo geral do 6rglo dever~


ter assento no se" Con. naMento.
selho Superior.

Sala das Se ssOes, Sala das SessOes,

_ K/ cC A"- ---.:gI. c{ ~<.


BoNlrACIO DE ANDRADA BONlrAClo DE ANDRADA

EMENDA AO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR NO 69/90


EMENDA AO PROJ ET O O[ LEI COMPL EMENTAR NO 6'/89

o 1nciso VII e VIII do artigo 5P passa 8 ter a s e guinte red8ç~O.


renumerando_se:
Ac r e!cen t l _se lO I r tlgo 5D o seguinte inciso:
"VII - promover 8 Iça0 civil pÚblica, na forma da le!"

· XV - Inter vir e. t Odo s os 'e i tos e~ tOdos os graus


de jurJsdlçlo qUlndo f or i nt eressado nl CIuS. pessoa jurld!
JUSTlrlCATIVA ca de direito Público , [s t ldo estrlngeiro Ou organismo J~
tern.cional.

A açao civil Pública estâ regulamentada em lei espe- JUSTlrICATlVA


cí fica onde se diz os casos e hipóteses do seu cabimento.
Nlo sendo uma açlo privativa do Ministério Publico, A adiçlo se dispOe plra explicitar O interesse pó
podendo ser interposta pqr outras pessoas e entidades. nlo é blico existente nlo s6 no sentido de Que 1$ entidades pübl!
de bOI t~cnica enumerar em Lei Oro.nica as hipóteses de cabi. cas cumpra» a le i, mls tambEm no sentido de que a idminis _
menta que slo tamb~m aplic'vels a terceiros nlo pertencentes' traçA0· de seu pat ri mônio deve ser fiscalizada em juIzo, in.
à institui çlo, e Que J- se encontram enumeradas na lei proprla. clusive no toclnte ts tr.nsaçees jUdiciais que realizar.

Sala das Sessões, SaJa das SessOes,

7. / . ( t J .... '_ _
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" BO~.%CIO DE ANDRADA Bo,;t~CID OE ANDRADA
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- 27 -

EMENDA AO PROJETO DE LEI COMOLEMENTAR NO 69/89 •


EMENDA AO PROJ ETO DE LEI CO MPLEMENTAR NO 69/89
Acresc enta-se onde convier:

Suprima-se do artigo 57 os i~clsos v e VI; do artigo


Art. N:!I o serta designados paTa exercer 8S funçOes do Ministério
101 OS incisos lI, IV e V.
Público Eleitoral perante os Tribunais de 2v e 3v grau da Justl
ça Eleitoral membros do Ministério Público Federal com menos de
JUSTlrICATlVA 35 8n05 de id ade e 5 anos de carreira e que nDotenham realizado
o curso especifico promovido pela instituiçDo para este fim.
§ lR O curso a que se refere este artigo seré promovido'
A escolha e destltulç:!lo do Correge~or - geral deve fi- pela própria lnstitulçDo e será necessariament~ minlstrad~ por
car a cargo do Procurador-geral que o deve ter como um dos professores de e ntidades de ensino superior reconhecidas ou ofi-


seus auxiliares de confiança . ciais.
§ 2Q - O curso terá no mfnimo 160 horas/aula e terá como

Sala das SessOes, curriculo mfnimo as disciplinas de Direito Eleitoral e de Ciência


Politica.

JUSTIrrCATIVA
_...L>
í\ /. ti //.~
BONIFA~IO DE ANDRADA Há necessidade de que os membros do Ministério Público •
que atuam perante os Tribunais Eleitorais se atualizem,e modernl
ze~ sobre o tema e de outro lado deve-se exigir uma experiê ncia'

mlniffi& para a funç~o.


Sala das SessOes,

~ID
7. / C{, l>f~
DE ANDRADA

EMENDA AO PROJETO' DE LEI COMPLEMENTAR nO 69/89

o pardgrafo único do artigo 125 passa a ter a


seguinte redaçlo: EMENDA AO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR NO 69/89

"parágrfo único - O Procurador-geral da Justiça


Mi litar poderá ser destltuido do carg~, antes do t~rmino do O par'grafo único do art. 101 passa a ter a segui nte re-
bl~nio , por deliberaçlo do Senado, mediante proposta do ~es! daçlo:
dente da Rep ública, comunicaá~ previamente o procurador Ce -
ral da República.
"Par'grafo único- aplica-se lO Procurador-Cerll e lOS de -
.Iis membros do Co nselho ~or I S nor mlS processulis t il gerll,
pertinentes lOS i mped imentos e $us.pe1:çlo dos membros do Ml nlsU-
JUSTIFICATIVA rl0 púbJ1co .

JUSTlrICATlVA
Pretende-se adequar o texto à realidade das en-
tidades congeneres como já estabelecido no art. 128 da Const!
tuiç§o. As normas de i mpedi me ntos e ~ u ~ pej çl oJ . vem regu lamentadas
de modo muito mais amplo e concre t o nas leis pr ocessuais e de-
vem se aplicar a todos os me mbr os do Co ns el ho e nio s6 ao Proc~
Sala das SessOes, rldor Cera l.

Sala das SessOes,


- .....1.,I .cI' H__...
BONIrACIO DE ANDRADA
1

JjjIjff)W-kí1 '
- 28-

"
/IJ?!J
EMENDA AO PRDXTD DE LrI CO'f'l.[MrNTAA NO 69189
E.endl la Projeto de Lei Co.ple.entlr n' 6'/8'

o inciso l, do .rt. 178 PIS', • ter I segulnte redlçlo :


Supri.a-se os art. 171 • 175 inclusive, dando-se_
lhes I seguinte redaçlo e renumerando_os:
I - Plrtlclplr com direito I voz e voto dls reunia!s
Conselho Superior. do Art . 171 - Compete la Conselho Superlor do Mlnisterlo Público do Ol!
trito reder.l e Territórios Julgar e. grau de recurso o pedido de r!
vislo do despacho do Procurador-geral de Justiça que determina Ou
confirma promoçlo pelo arquivamento de inqufrito ~l1c1al Ou peçlS de
JUSTInCATIVA lnformaçCes.


Nlo te. paralelo na Just!ÇI e nos orglo Estadulis do MP a § lP - O pedido pOder' ser iterposto no prazo de 15 dias do desp a ch~
excluslo do Correaedor Ceral do Conselho Superior. pelo ofendido ou interessado,
Orgia r~lev.nte da 8dml n lstrlçlo da 1n5t1tu1çlo deve Jnte
or.r o Conselho lnclus~ve Como me~bro nlto, dada 8 lmportlncla 7 § 2R - Neste caso. decislo do Procurador-geral somente serj revis_
de SUIS funç ees, inclusive com direito I voz e voto, como J' ta pelo voto secreto de 2/) (dois terços) dos membros do Conselho.
Ocorre com O~ mlglstrldos nos Conselhos da Justiça .
Art. 172 - O Conselho Superior do Minlsterlo Públlco do Dl strlt o
Sala das SessOes, rederal poder' criar comissOes de 1mbito territorial que deli mi tarp!
ra promOver a integraçlo dos 6rglos da instituiçlo, resguardado sem_
• pre o principio da autonomia e independencia funcional .
~ c
~
_ ~J. c( t'~
BONI~CIO
(O)
' O)
CIO c OE ANDRADA Par'grafo Onico - Caber' ao Conselho fixar a composiçlo e atribuiçOes
(

....
Q)
destas ComissCes, bem como seu Ambito territorial de atividade, proib..!
da a delegaçlo da compet!ncia privativa .
"O
O) M JUSTIFICATIVA
CO CO
o
-z
• A emenda pretende disciplinar IS hipóteses de arqu..!
üo..
--J
Vlmento de tnqu'rite pelieill l e.eluindo_as da Ibsoluta discricionari!
di de do P.rocurldor-Ceral .
30.. Sala das SessOes,
EMENDA AO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR NO 69/89
---1; c( C/~
Os plr'gr.fos 10 e 21 do .rt. 11) PISS •• I ter I seguinte BONlrACIO DE ANDRADA
redlçlo:
Oeputado rederaIJ(/!fJjl-&1, ~ í /-L-
S 11 - l. caso de VIOlOU dearlstamento de Subprocurldor
Gerll do Trabalho por prazo superior a )O( trinta) dias, p~
der' ser convocado pelo Procurador Ceral, mediante aprovaçlo do
Conselho Superior, Procurador Regional do Trabalho para substi _
tuiçlo .
Eoendo 10 Projeto de Lel Complementlr nO 69/89.

,~R O Procurador Regional do Trabalho convocado recebe_


Ac..,scente-se la S 20 do ArL 207;
r' a diferença de vencimentos correspondente lO cargo de sub-
procurador_Ceral do Trabalho, inclusive di'rias e transporte, se
for o caso . " Sendo o tempo de afastamento considerado de efetivo exercicio
para todos es fins e efeitos de direito . "
JUSTIFICATIVA
JUSTlrICATlVA

A enlenda visa adequar 2 msUtuiçluJI sistemátiCI do TST e


do art. 56 do . Rl-STJ, ao mesmo tempo que ext1ngue I ourigatori~ Sendo 8S hip6teses de afastamento previstas no ar tioo, de mot ive
dade de aprovaç~o superior de pareceres, agilizando o trabalho . relevante e havendo interesse público nelas, conv~ explicitar a contagem do
tf11llO de serviço para todos os fins de direito, evitando-se dU'vidas futuras .
Sala das SessOes, Sala das SessOes ,

--J. ), d
BONlrA~IO DE
JI c( ,-r---
BO'I r ACIO DE ANDRAOA
f'/1 /
ANDRADA
Oep ut

- 29-

JUST Ir ICATIVA

A fo r ma do provimento do cargo de Procu ra do r -geral '


da Justiça Militar pela sua import~ncia deve gua rd aI similitu-
EoendO ao Proj.to de L.I Compleoentar NO 69/89. de com a do Procu r ador - geral da Rep~lica pr evista na forma do
art. 128 e §§ da ConstituiçAo, ~ stabelecendo-se um amplo sist!
ma de f r e ios e pe sos e cont r a- pesos na sua e scolh a e des t ltui-
Substituo-s. o par'graro único do artigo ~7 pela redlçlo çlo.
se9-Jlnt. :
Sa la d ~s SessOes,
oS 1. _ O Procurador-Geral • qualquer metrbro do Conselho ~rlor .starlo
lqledidos de participar das dec1s5es deste nos .esmos casoS previstos nas
leis processuais para o l~dlmento e .suspelçlo ~s lneft'bros do Min1sUrio'
De puta do Federa l
Públlco .

§ 2R _ As de.liberaç5es relaUvas aos incisos I, .Une.s "8", "e"; IVi . '


Xlllj XVi XVI; XVII, XVIII; XIX; e XXI; somente poderio ser tomadas com o
·voto favorável de pelo ooeros 21) (dois t.rços) dos _ros ·do Conselho SU-
perior .

JUSTIFICATIVA

Os mesmos casos de impedimento e suspeiçlo previstos na~


leis processuais devem se aplicar a todos os menDtOS do Conselho e nlo ape ~
nas ao Presidente, como garantia de maior lisura de suas deCisMS . Eaendl lO Projeto de Lei to.ple.entlr nt '9/11
O ~ quall fi cado deve s.r exigido para dellberaçOes '
importantes e que impliquem em resttlç~es de direito e garantias de ~ Suprima-se O te.to dos art. 13~ I '60 inclusive
bras da instilulçio. dando-s.-lh •• I seguinte red.açlo:
Sala ~as Sess~es,
Art . 1)6 - to.p.t. lO Cons.lho Sup.rlor do Mini.tfrlo Público Mill
tar julgar •• grau d. r.curso o p.dido de r.vlolo do de.pacho d;
--.:J) , ~ d~-.. f/f!
Procurador-Ceral da Justlça Mllltar que deter.ina o arquiva.ento •
BONIrAtlo DE ANORACA
de inqufrlto polielal .il1tar ou eontlr.a promoçlo no •••• 0 .enti-
do.

§ 1. - O p.dido pod.r' s.r Interposto no pra.,o d. 15 dia. da pu -


blicaçlo do despacho, pelo ofendido ou lnteressado .

S 2D - Neste caso a decislo do Procurador_Ceral somente será revi~

ta p.lo voto de 2/) (dois terços) dos meMbros do Conselho em vota-


çlo secreta .

• EMENDA AO PROJE1Q DE LEI COMPLEMEN1AR NQ 69/89


Art. 1)7 - O Cons.lho Sup.rior do Ministirio Público Militar pode
ré criar comissOes de Ambito regional ou nacional para promover 7
a integraçlo e coordenaçlo dos 6rglos da institulçlo, resguardado ·
sempre o principio da autonomia e da independ!ncla funcional.

Suprima-se o artigo ", o seu i nciso I · e do a rt. 135 Par'grafo Onico - Caber' ao Conselho fixar 8 compo~içlo e atrlbui-
o seu inciso 11. çOes destas ComissOes bem como o seu Imbito territorial de ativi-
O artigo 125 e se~ parágrafo único pa ssam 8 ter 8 se-
dade, proibida a delegaçlo da sua competlncia grivltiva.
guinte redaç~o: --;:::» I ~A ~

"Art. 125 _ O p~ocurador-geral da Justiça Mili t ar s!


rá nomeado pelo Pre siden te da República ouvido o Procurador 9! JUSTIrICATIVA
ral da Rep úbl ica dentre integrantes do Ministério público Mil!
tar , com mais de cinco anos de carreira, maiores de trinta e A emenda pretende d sei lnar a tipótese de ar-
cinco anos, após aprovaçDo de seu nome pelo Sen ado fede r al
qulv .... nto d. 1r.quirltos mUltares p.lo Procurador-G.nl MUitar,
para mandato de do is anos, permitida reconduçAo pr e cedida de
tl r ando-lhe a absoluta e exclusiva dlscriclonarledade na decislo'
no va aprovaçDo. f lnll sobre o arQuiva.ento do lPM e transferindo-a, e. grau de re-
curso, ao conselho Superlor, seja de oficio pelo .aglstrado compe-
Parágrafo On1co - A destituiçlo do procurador-geral
tent e para o julga.ento, seja pela parte ofendida ou interessada ,
da Justiç a Mil i tar , por iniciativa do presidente da Repúbl ic a '
dando ass1. ensejo e que o arquiva.ente nlo flque •• ercl de u. só
deverá ser precedida de autorizaçAo da malori_ a bs~lu ta do Se -
individuo, incluslve nos casos de co.pettncla orl"I"'r1a.
nado fe de ral, ccm:..niC:a:l.ipreviamente o Procurador-geral da Rep út 1
Sa la das SessOes,
ca.
Q)
CIO
....
Q)

Q)
'O
Q) ~ - 30-
CO CD
o
,Z
i a.. "
' ..J
: a..
EMENOA AO PROJETO OE LEI COMPLEMENTAR NI ,,,.,

·~rl... -.e do artigo lU ••eu inciso I~ ••


O. p.r'gr.fO' II e 21 do .rt. lI' p•••••• ter. .. guinto
red •• lo:
.1ISTJfICATJVA

S II - t. c.so de v.g .... de.flSt ..ento de Subprocurador


Ceral do Tr.balho por pr.zo superior a 'OI trinfa) di •• , p~
der. ler convocado pelo Procurador Ceral, ·.edlante aprovlçlo do ° texto i incon.Utucionol J' ~ pal'll1tiri. o Preeedente clt .t.-çlo
Conselho Superior, Procurador Regional do Trabalho par. sublti • parante trib.....1s e Juízes de C>.Itros '.todos e parante a Justiça r .... ral :
tui.lo . do TrabalhO e Militar.
Alim de ferir o principio federativo proplie _ """,rposiçlo de


S 2D O Procurador Aegional do Trabalho convocado recebe.
r' I diferença de venci.entos correspondente la cargo de sub- atribui.6es parante Juíze. e tribunais onde o Min1tirio PUblico J' nU
procurador-Geral do Trabllho, inclusive di'r!., e transporte, se representado por outro de seus r..,s .
ror o CISO.
Sala das S e ss~es,

--~-t-I/ ,.i l-'l-.L..


JUSnnCATIVA

-eD~I~iD' DE ANDRADA
Depu
Ae~end. visl .dequar e insUtui.IG .l : sistemdticI do 1S1 e
do 'rt. 56 do ~A I -STJ, la mesmo tempo que extingue I o~rlOltorl!
dlde de ' provlc l o superior de pareceres, agilizando o trabllho .
.~. tr,.- 'I/i-
Sala das SessOes ,

t'r:".........
.. t '''. ,
"
ANDRADA
I
. . •
, .
" ,

Eaendl ao Projeto de Lei COMpleMent.r nl 'P/8'

Substit~I_.e • redl.lo do Ir~igo '5. I pell .e- Supri.I_1O O inciso U do artigo 1)5.
guinte :
1- PartiCipar co- direito I voz e voto das reu _
nJOes do Conselho Superior;

JUSTIFICATIVA
JUS11rzCATlVA

Na si.te.'tic. da Constitui.lo co.petir' ao Presidente di


o Correge dor como participante da .1ta adminis_ República propor ao Senado a destltulçlo do Procurldor-CerlJ
traç l o da instituiçlo e membro nato do Conselho deve ter direito (ntigo 128) •
a voz e voto nas suas reuniaes, nlo havendo Justificativa para a
restrlçlo imposta no Projeto. Sala das Sessaes,

Sala das SessOes ,


v j. c( I:J..--
SDNlf1CID DE ANDRADA
~J ./ t 1 _ D.put.d~
BDI1:(f'ACID DE ANDRADA
- 31-

"COOI .üncl. do 6,... de orlgtll" •

.1JSTlrJCATlVA
[MENDA ao "0"'0 pc UI Çpill'UICII'" 11" un9
Co> • emenda pretende· se e.itar conflitos entre os 6rgl05 da
SuPrl ... ,. o Incl.o II 40 Irtlgo ,o,. ododninlstraçlo e o Procuradorio , bel COOD prejullos par•• ativld!
de administ rativI.

JUSTHlcnlvA

Na ,1,t"'tlcl .1
Con.tltulclol co~.tlr' '0
.
Sela das Sessões •

Pre sidente d. R,públlc, propor lO S.nado I ••• tltuICI. do


Procurador·Çer.1 (Art . 'J' ,
JI , , ").
. __ -1 ;, d t'/----
BONlr4C IO DE ANDRADA

• Sa18 da s SessOes •

' l/c(u
BO~C~O C~ AN~~~
Deputado rederal

[ •• ndl lO 'roJ.to d. L.I to.pl ••• nt.r nt " ' "

o P.r'gr.ro Unleo do .rtlgo 1)5 pa o'l I ter •• eguInte


red.clo:
' •• nd. '0 ProJ.to d. LI' Coapl ... ntlr n' ",.,
'If'grafo Unlco • Apllc.-Ie .0 Procurldor C.ral • lO' d••• l •••• •
~o .rtlpo 21. acr •• c.nt •••• O •• ,ulntl' bfOS do Conselho Sup.rlor I ' nor ••• proc",u'l' f. p.ril. pertl •
nen,tes .05 l.pedl.ento. f lu.pelclo dos .e'bros do Hinistirlo P~
s )0 - Nlo se preencher' •• g. por pro.oclo , •• QUI .nt'$ • . . go bl1co .
I se I preenc hida nl o tenha lido luba.tlda • concurlO d. ,e. oçlo'
entre 0 $ di ~ esma cllsse Ou cat.gorta • na (ora. dllta lel -,
JUSTIFICATIVA
J US TIfiCATIVA

As nOlllas de i . pedi.entos e s uspelçCes J' vi • •• pl amente . ,


Antes que determi nada -Ylga seja provida por "to.o;lo , necessá- feg ul a.entad •• n.s l.i. proce'.UII, e dev •• incidir .obre todo s'
rio se f a z, que se consulte 101 da elas •• ou cltlgor11 onde e xi! OI .eabro. do Conselho e nlo apenas sobre o Procurador-Cer al .
te a vaga se nlo pretende. ocup'-la por , •• oçlo. fazendo -se a
pro.oç l o pa r a i V101 Que ficlr .berta la r',lo di rcaoçlo. Sala das Sessões.

Sala das Sessões ,


--J( ,l </ ~-
'l;. {( (/----.... BONlrAclO OE ANDRADA
I
BO~lr ~C IO DE ANORAOA

[""nela lO Projeto de Ltl e - l _ .. ,,'"


[ ..nd. ao Projeto df Lei Co.ple.ent.r nR "'I'
o Artigo 265 p••••• ter. seguinte red.çlo :
No Inciso IV do trUgo 77 te"""",· .. :
f

- 32-

"Artigo 265 - O procurador-Ceral da República, havendo anuf~


eia do 6rglo de origem, pOderá requisitat servidor!,$ da Admini!,
traçlo 'ederal, direta ou indireta, lnclu{d85 as fundlçOes •
públicas, nlS mesmas condlçOes estabelecidas para os 6rolos in-
tegrantes di Pi!sidfncia da República .
E~ENOA AO PROJETO DE LEl CO~PLEMENTAR NO "I"

JUSTlrlCATIVA
Suprima-se os par'grafos do artigo 108.

o artigo 108 caput plssa I ter I seguinte r.daçlo:


SupOe-se 8 anuAncla dos 6rglos de origem do servidor, pa-
ro Que nlo haja conflitos entre estes e I Procuradoria e para I
o corregedor-geral será livre.ente nOMeado pelo PfOC~
Que nlo se verifique preju~zD . p.r. os serviços da admlnistraçlo . radar-geral do Trabalho dentre os SubProcuf.dores_gerai. do Tr!
balho e demissível ~ ~.
• Sala das SessOes,

--B
k/ d //~- -
-O-N-lrrACIO DE ANORAOA

dor-geral.
JUSTlrlCATIVA

o Corregedor deve ser funClo de conftlnçl do Procufl_



Sala das Sessees ,

--.l/ é/' / / -
BONlrÁCIO DE ANORAOA
/-

Oe"u"'O'H

OCDA AO PROJETO DE LEI NO 69/89

o art. 160 e seus per'grafos passaram a ter a seguinte redaçAo!

Art. 160- O Procurador-Cera I de Justiça será nomeado pe-


lo Presidente da República, ap6s ouvido o Covernador do Ois:rit o
Federal, dentre integrantes de lista tríplice elaborada pelo Con-
selho Superior do Ministério Público do Distrito Federal e Te rri_
t6rios, para o mandato de dois anos permitida a reconduçAo.
Parágrafo Uni co - O Procurador-Cera I pOderá ser dest ! tuí_
do, antes do tfrmino do bienio,por deliberaç30 da maioria absol~ EMENDA AO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR NO "'8'
ta da CAmara do Distrito Federal mediante iniciativa do Presiden_
te da República ap6s representaç~ do Covernador do Distrito Fede-
ral. NOS artigos 102 a 106 inclusive. onde se li: .CI.lra.,
leie-se ·Comisslo Ou Caordenlooril-,
JUSTlrlCATlVA
Altere-se I redlClo dos Irtigos 102 e lO) • 10' pell •
seguinte:
o Ministério P~blico do Distrito Federal t~m peCuliarida_
des previstos na Constituiçlo que lhe d30 tratamento di verso dos
demais ramos do Ministfrio Público da Unilo, a emenda pretende'
compatibilizar o texto cum a Constituiçlo com a realidade do Ois- Art. 102 - O Conselho Superior pOder' criar Coordenaorils
trito Federal. Ou Comissaes de Amblto regional Ou nlcionll. plra a coordenaçlo
Sala das Sessees, e integraçlo de 6rgl05 institucionais. respeJtldl5 e autono~JI e

'"<( 1). cf II '--...


--B~O~N~ITrXCIO DE ANDRADA
independência funcionel dos MeMbros da JnstJtuiçlo.

~ Q) Art. 10) - A Comi5sl0 ou Coordenldoria ler' oroanJzlJa e


o co teré 85 atribuJçOes que lhe fi.lr o ConS.llho Superior. vedada a
....
Q)

Q)
delegaçlo da co~pettncia ~rlvativa.

't:I Art. 106 - ~oderá ser ItrJbuJdo .5 Comi.s8.s Ou Coordena_


L()
Q) dorias:
co <D
o
.~ Z
, N
.. Q.
~ ..J
g Q.
- 33-

JUSTlqCATlVA

A C'liglsra' ,de Coordenaçllo ~ instituto sem precedente no no!


50 direito, deve-se por ist o dar-lhe alg uma flexibilidade na cri!
CAo e extlnç§o já Que se trata de órgAo novo em fase de experiên- EM(NOA AO PROJETO DE LEJ CDMPLEMEN1AR NO 69/89
cia", na prática, deixando-se a crltfl0 do Conselho 8 sua criaçlo,
extlnçlo e atri bulçftes .
Suprima~se do texto os incisos IV e V do art. 2~.
Sala das SessOes,

JUSl1FICA11VA
--1/ cf /1.-<---------
l-- _ /' / / /

~ BONIF~CLO OE ANORADA
Deputado Federal
~(r r !h: Propõe-se e rl outra emenda Que a nomeação dos Procu-
radores-gerais se faça de forma análoga à do art . 128 e §§ e


seguintes da Constit u iç~o.

Sala das Sessões,

~MENOA AO PRO)[lD OE LEI COMPLEMEN1AR NO 69/89


----1/ .-/: d~';~
BONIFACIO DE ANDRADA
o in c iso V do artig o 49 p~ssa a ter a seguinte reda-
çDo:

"V _ Escolher e nomear lIvremente dentre os Subp r oc~


radares - Gerais da República o Vlce-Procurador -G e"ral da Repú-
blica, o Vice-Procurador-Geral Eleitoral e o Corregedor -C e -
Tal do Ministério Público Federal .

JUS11FICA11VA

o projeto não prevê a escolha destes auxiliares do '


E"ENDA AO PRJE10 DE LEI COMPL EMEN TAR N' 69/89
pTocurador~Ceral nesta form M e Que devem ser da confiança do
chefe da instituiçao.
Do artig o 170- Suprima-se os inci sos II,V e VI, remune-
sala das Sess De s , rand o-se os demais.

_ '--tO>] I ~{ ,/ ~ JUSl1F IC AlIVA


BDNIFACIO OE ANDRADA

Mediante outras emendas adequou-se a nomeação e e .onera -


ç30 do Procurador-Ceral ao disposto na Con'stituiçao pelo que os
incisos restam prejudicados .
Sala das Sessões ,
_ --AI(I J cf' ?... t- _ _ / 1 /' 7
BDNIFACIO DE ANDRADA
O FEDERAL

.#f4UfJ!fJ.Lt.:...:-1~! ~ / /L-
EMENDA AD PRDJE1D DE LEI CDMPLEMEN1AR NO 69/89

NOS incisos Il e Iljdo art. 167, onde se lê "três"


leia-se "dois"

JUS11FICAl1VA

. A composiçlo do Conselho com muitos nomes . inviabiliza


e dificulta a sua operacionalidade e eficiência, dai a reduç~o. Emenda ao Projeto de lei Complementar no 69/89,
Sala das SessDes,
oS., do Art, 20S passa a ter a seguinte redoçlo:
11 ,(.· ~- ! (, -
BONlFACIO DE • § ••• Somente motivado expressamente no interesse público
e pelo voto de 2/' do~ seus membros pOder' o Conselho Superior recusar o:
mais Intigo • promcçlo por antiguidade; repetindo-se a votaçlo Itt fixar-se
a indicaçAo."
-34-

JJSTIrtCATIVA
" Art. 89 - A carreira do Mlnlt~rl0 P~blico do Trabalho'
será constituIda pelos cargos de Subprocurador-geral do Trabalho'
e Procurador Regional do Trabalho~.
"~ar 'grafo Onico - O cargo inicial da carreira ~ o de
A,ineluslo di IIOtlyóçlo no interesse plbl1co visa i",,"dir
Procurador Regional do Trabalho e p do últi.o nivelo de Subproc~
ptr..guiç~s ou crit'rios absolutamente subjetivos e particulares na re-
rador-geral do Trabalho".
eus., q.Je Ulia haver' que ser motl Vida.
Slla das SessCes,
JUSTIrlCATIVA
_'1
.....1- d l/L-:- ,
BONlrAclO OE ANORAOA
Tradicionalmente o Minist~rio P~blico do Trabalho nao '
exerce, salvo excepcionalemnte, atribuiçOes em l ' instância peran
te 85 Juntas de Conciliaçlo e Julgamento da Justiça do Trabalho -
Alterar a norma existente ~ buricratizar o processo trabalhista
que se desenvolve com eficiência .


Dai nJo ser necessário a exist~ncia de u~a categoria es
p.ecífica de Procuradores para atuar naquele grau de j urisdiçllo -
sendo suficiente a atlJaçAo ordinária perante o TRT e o TST, que
j' exercem desde a promulgaçlo da CLT, para a garantia da ordem
juridlca e dos interesses trabalhistas sociais.
[MENO. SUPRESSIVA AO PROJETO N. 69/89 OE LEI COMPLEMENTAR (LEI ORCA-
NleA DO MINISlERIO PUBLICO OA UNIAO ), PROVENIENTE DO PODER E'XECUlIVO
Sala das Sessões,

SupriMir os S§ 2 Q s dos arts. 68, 71, 113 e 11.5, denominado-se


DI respectivos Si la como par'gr·afos únicos.
-.:J/.I' <I 1'( -.J-- -"'\.-
BONlrACIO OE ANORADA
Deputado rederal

JUSTlrlCATlVA

A e~end8 visa a extinguir, no AmQlto do ~ lnlstérl0 Público fe


deral, I fIgura da aprovaçlo de pareceres, que, por sua vez, nunca
•• 1stl~ no a.blto do H1n15t'r10 Público do Trabalho.
111 praxe de sub.1lslo de pareceres a ~ubprocurador-geral. P!
TI .provlçlo, sobre represe nta r procedimento burocratizante que reta!
di o andlmento do processo, , fere o principio da autonomia funcional I
pois . 'quilo qu,. se jusllfirc8va ·no sistema da Constituiçllo anterior ,
, J
.onde a Procuradoria da Republiça . atuava em juizo também como represe~ Emenda ao Projeto de Lei Complementar nP 69/89
tante da UniDo, ensejando a adequaçllo d~ pareceres ao entendim.ento do
Procurador-Ceral da Rep~blic~ pu ~eu delegad o , nlo mais se admite di-
.~te da nova ordem constitucional, em que o Ministério P~bllco da A)tera,- se a redaçto do artigo 18, inciso I letra.E
Unl10 .tu ...·exclusivamente como fiscal da lei, excepcionada a ;ituaçllo substituindo-a ReIa seguinte:
tr.nsitóri. de .cumulaçllo de fu~çOes próprias da Advocacia-Geral da
Unilo, enquanto esta nllo for instalada.
"ter ingresso e trAnsito livre, em razao do servi
Slla de SessOes,
ço, em qualquer repartiçlo pública e nos casos previstos em lei nas
entidades privadas respeitada sempre a garantJa da inviolabilidade'
do domicilio".
~Z/.d r<- ,
BONlrACfo OE ANDRADA
JUSTlrlCATIVA

As hipóteses de trAnsito e ingresso de autoridades


policiais e do Ministério PVbllc em recintos privadas esté regula _
mentad o na lei processual penal e legislaçlo extravagante à qual o
Min istério Público deve tembém se submeter, inclusive obtendo o com-
petente mandado judicial Quando for o caso.
Sala da ~ Comissaes,

EMeNDA AO PROJel0 DE L[] COHPLEMEN1AR NO 69/89


---11 o{ E(-
BONírACIO OE ANORAOA
L

Suprima-se do te.to o incIso VI]I do .art10o 87, e toda


• Seç a o IX do capItulo 111. O artIgo 89 e seu par~graro ~nlco pa!
" • • ter I seguInte redaçlo :
-35 -'

EMENO~ AO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR NO 69/89


Inclua-se no Titulo IV - Da$ Disposiçees Finais
EMENDA AO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR NO 69/89
e Transit6rias do Projeto o seguinte artigo: f

"Art. _ Os membros do Mini$t~rio Público da


SupriMa-se o inciso 111, VI do Ir"t1go 128 e os
uniDo, cuja promoçlo para os cargos finais da respectiva c~r­
parágrafoS do artigo 142. Ao ~ do art. 142 dt-se I
relr. tenha acarretado a sue remoçlo para o Distrito Federei,
seguinte tedaçao : poderio optar pelo exercicio de suas funçOes nos Estados de
o Corregedor geral da Justiça Militar ser' 11- origem, preferencialmente junto a 6rglo judiciário de segunda .'
instancil, desde que manifestem sua opçlo no prazo de trinta
" temente es c olhido pelo Brocuraoor-gera1 da Justiça .M11!
dias, 8 cont~r da promulgaçlo desta lei complementar, perden-
tar dentre os Subprocuradores gerais e de~lssSvel ad
do o titulo de Subprocurador-Geral e retornando ~ denominaçlo
~.
do cargo anterior ou equivalente .


J US1I F" ICATIVA
Parágrafo Onico - Os que exercerem a opçlo de
que trata este artigo pas5ar.o a integrar quadro suplementar,
Co nv ~m que o cargo de Corregedor seja da confi- assegurando-se-lhes todas 8$ garantias, vantagens e prerroga~
a nça do proc uradOr-geral . tivas de seu cargo.

JUSTlrICATlVA
Sa l a das SessOes.
A ma t ~ria ~ discutlvel sendo gra ve precedente •
Que no entanto com a emenda perder~ parte do seu aspecto pri-

(, ", -- --..
vilegiado.

BONI FACIO DE ANDRADA Sala das SessOes,


.
1/"1.. ~--+>I"J!. i
BONlrACI

t.
A
" '
~

EMENQt ~O PROJ ETO DE LEI C O V. Pl EM[ N1A~ N ~ 69/89 .

Suprima-se o artigo 271 e d!-se ao artigo 272.


seguinte redaçlo , renumerando- se :
EMENDA AO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Na 69 / 89
'I


Ar t. 272 _ 05 cargos de procurador do TrabalhO de e'
de 2' c ateg or ia s pa s sam a denominar-se, respectivamente. Subpr~
cu r ado r - Cera I do Tra ba l ho e Procurador Regional do Trlbllho.
Fic supr!~ido do artigo }6 o seu i nc iso 11 e
JUS1lrIC ATl VA o par'grafo único respectivo:
o M i~ ist~r i o Pú bli co do Tra balho, de ordinário somente JUSTIfiCATIVA
nos 2a e Ja grau de jurisdiçlo e excepcionalmente pera~
te a Ju~a de Conr111aç§o deste modo a carreira nlo precisa A disposiçao é e xorbitante. Invade as atrlbui-
n
que m ~ i s de 2 cl asse s ou ca t egor i as com atribuiçOes permane ç~es do MinistériO Púolico Estadual a Quem incumbe repr e ~en­
tes no TSi e no TRT cab endo es t as a05 SubprocuradOreS-gerais e tar a instituiçlo nos Tri bunais de Estado~ e demais f e r e o
aos Procurado r es Region a i s respecti vamente. pr1 n cipio federativo graveme nte interfer i nd o nas atri ~ ulçOes
Al ém dis to os Pr ocu rad or es do Trabalha de ,a c.tegoria de organismos que slo regulamentados em lei estadual. De re!
hoje já e xerce~ as suas funçOes pera"t e o TST juntamente com • to a1Jre o ~ssimo precedente de se permiti r a intervençio de
osSu:~rocuradores - ger a 1s, re zliz a nd~ rigorosamente IS mesmas' membros do MinistériO Público Estadual nos proce ssos de com-
ta r efas , assim e sta cl asse intermed i á r ia deve ser extinta e 8~ petAncia dos tri~unais federais, o que também ~ inc onve nien-
si~!l~da à classe superio : cujas atribu1 çee s de f~to j ~ vêrr' te ~ harmonia da federaçlo . O te xto do projeto neste a s pec t o
exercendo. é inconstitucional .
Sa la das Se s sões , Sala das Sessees,

_'1-4'1 ,P, vf-t-'-- L.. "H


.~I ,( /,--- v -
BONlrACIO DE ANDRADA
BONIFACIO . OE ANDRADA

o.putad~ - I*-
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-...I EMEHOA AO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR NO 69/89
30.. EM ENDA ADITIVA AO PROJETO DE LEI COMPLE MENTAR nO 69/89 .

Dá nOva redaçlo 80 § 4Q do artigo 7g Que passa a ser a seguin-


te:
Acrescenta·se no inciso 11 do art. 18 8 seguinte al!nea:
"As correspondenclas , notlflcaçOes • requls1çOes
e funçOes do Mlnist~rl0 Púollco quando tiverem como destinatá_ h) r eceber inlimaçlo pessoalmente nos autos em qualquer proce!
rio ou envolverem 85 autoridades mencionadas nos art . 102, in- so e grau de jurisdiçlo nos feitos em que tiver que oficiar.
ciso I , letras "o" e "c", da Constituiçlo serlo encam! _
JUSTlrICATlVA
nhadas e levadas a efeito pelo Procurador-geral da República.
atendidos os princípios e forma previstos na lei , cabendo as
autoridades mencionadas fixar data, hora e local e~ Que pudrrem O princípio já ~ tradicionalmente respeitado , mas convém elev!
ser houvld8S, se for o caso . -lo no nível de Lei Complementar para sua maior garantia} J~ ".L _.
[./;. ,( , /~~


Sala de SessOe~ , '

JUSTIFICATIVA

:1 .! /I..-~
BONIFACIO DE ANDRADA
'-.
A lei p~ocessu81 preve procedimentos especiais •
para o depoimento destas autoridades na ~ualldade de testemu _ Deputado Federal
nhas, e é importante Que o seu depoimento seja tOMado pelo me~
bro do Minist~rio Público com ~ igual ao do Tricunal pe _
rante o Qual tais autoridades tivessem Que dpor na forma da
lei, por isto a efetivaçlo desta diligência há de ser cominada
pessoalmente ao Procurador-geral da re~ú~lica, em sinal de co~
sideraçlo a estas autoridades.

Sala das SessOes,

_3 1 ~ ,~ ,
BONIFACIO DE ANDRADA
L-

EMENDA AO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR NQ 69/89

Suprima-se do artigo 97 seu inciso I, e o inciso


11 do artigo 101.
a artigo 91 e seu parágrafo único passam a
figurar com a seguinte redaçao:

"Art. 91 - O Procurador-Geral do Trabalho será'


nomeado pelo Presidente da República comunicado c ato previa _
mente ao P.rocurador Geral da RepÚblica, escolhido dentre inte-


grantes do Ministério Público do Trabalho, com mais de cinco'
anos de carreira, maiores de trinta e cinco anos, ap6s aprova-
çlo de seu nome pelo Senado Federal, para mandato de dois anos
~ermitida a recunduçlo á Gual será precedida de nova aprovaçlo.
EMENDA AO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR NO 69/89
Parágrafo Unico· A destituiçlo do Procurador _
o Art. 177 e parágrafos passam a ter a seguinte redaçlo: Geral do Trabalho, por iniciativa do Presidente da República.
deverá ser precedida de autorizaçlo de maioria absoluta do Se-
Art. 177 - O Corregedor Geral do Ministério Público do Dis- nado Federal, comunicado previamente, o Proc urador Geral da
trito federal será nomeado pelo Procurador Geral da Justiça, República .
escolhido, livremente, dentro os Procuradores da Justiça e
demissível Quando julgar conveniente."
JUSTIFICATIVA

A forma de prOvimento do cargo de Procurador-Ge_


ral do Trabalho, pela sua importAncia deve guardar similitude'
com ado Procurador-Geral da Repúoljca na forma do artigo 128
JUSTIFICATIVA
§§ 1Q e 2Q da Constitulçlo, estaJelecendo um sjstema de pesos'
e contra-pesos na sua escolha e destituiç80 .

o Corregedor deve ser de confiança do Procura Sala das Sess Oes,


dor Geral, pois do contrário pOderá conflitar.
--71
H ~" /..{.---... ".
BONIFACIO DE ANDRADA
- 37-

EMENDA AO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N. 69/89 E~endl lO Projet o de lel Co~p 69/&9
Substi tua-se em todo o texto do projeto o termo: Acresc ente-s e ao artigo ,,. os seguin tes inciso s:
"CAmara de CoordenaçDo t Revislo~ pelo termo:
_ Resolv er pelo voto de 2/) (dols terços ) de .eus me.bro
XXVII s •
d1strl bulçao especi al de lnqufr 1tos, feltos e proctd 1 ••
ComissOes ou Coorde nadoria s, a serem crIada s pelo ntos, quandO'
a ~atfria por sua nature za ou relev'n cia, assi. o exigir
respec tivo Conselh o Superi or, compos tas de 5 (cinco) membro ;
s
sendo 2 (do!s) indicad o s pelo Proc urador -geral e 3 (três)
pelo'
consel ho Superi or da res~ect!va ca reita.


JUSTIFICATIVA

A figura da CAmara de Coorde naç§o e Revlslo ~ nova, JUST I FlCATlVA


sem tradiça o no nossO direito e portan to de eficác ia descon
heci
da. O Que se pretend e com a emenda é dar uma flexib ilidade
na '.
sua criaçS o e no seu número , de modo que, deixand o de
gl05 est8n~ue5 possam ser crIada s em número variáv el ou
ser Ór-

extin -
Tals provid encias slo de grande impor tlncil e de-
vem ser explic itados dentro da compet encia do Consel ho Superi
or,
'.
tas, conform e se demon strar a sua necess idade e eficiên mesmo porque hoje estio centra lizldo s na pessoa do Procur
cia pela ador -Cer al. '.
prátlv a corren te em cada ramo do Minist ério Públic o.
Sala das SessDe s, ~. ·
.-
~.

Sala oas SessOe s,


--,,'1,/ ), , /->.t--_ ___ .
-..·
~

·
-:V, .L /l--~
l--. ' _ /47 BoNllA Clo DE ANDRADA ~

BONIF~Clo DE ANDRADA --·


~

--
--.
-.
EMENDA ADITIVA AO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR NO 69/89

EMENDA AO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR n. 69/ ,> --


• ao caput
Su~rima-se os parágr afos do artigo 64 e d!-se
a seguin te redaçR o:

o correg edor-g eral será livrem ente nomeado


Ac rescen te-se 80 artigo 85 o seguin te inciso :

111 - Inter vi r obriga toriam ente em todos os feitos nos


gundo e terceir o graus de jurlsdl ç&o da Justiç a do Trabal
se-
ho, quan-
pelo Procur ador-g eral da Repúbl ica dentre Subpro curado
gerais da Repúbl ica para um período de 2 (dois) anos,
res
do a parte for pessoa jurídic a do Direito Públic o, Estado
geiro Ou organis mo intern aciona l.
estran _ '.
'.
pode~ '.
de ser exonera do antes do biênic median te autoriz açDo
do '.
conselh o Superi or.
JUSTlrlCATIVA

JUSTIFICATIVA
Pretende~se gara ntir a interve nçlo do
M. P. Trabalh o nas'
causas em que a parte for pessoa juridic a de direito
públic o, da-
Convem Que o Correg edor seja da confian ça do do o intere sse públic o em questl o.
Procur ador-g eral .
Sala de Sessõe s,

Sala das Se s sões, j-//<.. / >"


---'1-]) .-f v#'~
_ :r.) ,tf t ~~ BONlrACIO DE ANDRADA
- BoNIF~Clo DE ANDRADA ~ "
1
- 38-

fi) !
EMENDA AO PROJETO OE LEI COMPLEMENTAR
tI r
p op6aito, para o Procurador Ceral da Repúb l i ca, até porque o
artigo 128, I 3 i da Con.tituição Federal, que garante ao MPDFT a
eacolha de aeu Procurador Ceral em lista tríplice, votada pela
el •••• , ni o cria qualquer 6bice.

Sala das Sessões , em 05


NO Irtlgo 167, inciso I, .cre~entl~le:
• O Corregedor-Ceral-
e suprl~l_se o § 2R do mesmo art1 0'.

JUSTlrlCATIVA

o Corregedor Cera I pela lmportJncla do cargo e das SJiS


funçOes e por ter partlclpaçlo na admlnlstraçlo da e~tldade.d!


VI sef incluJdo como membro nato do Con selho Superior.

S.la das ComissO. s,


PROJETO DE LEI NO 69/89
--l~lé't' ",.nA--
SONlrACIO OE ANOPAOA
DEPUTADO rEOERAL EMENDA SUBSTITUTIVA

" fA
AO PROJETO DA LEI COMPLEMENTAR
NR 69 , QUE "DISPOE SOBRE A
ORCANIZAC~O, AS ATRIBUI COES E
O ESTATUTO 00 MINISTERIO
POSLICO DA UNI~O",

fF 6~
, ,
Dê-se ao artigo 160 , a seguinte redação:

IKlID& II • Dl "'O &rt.~ 160 - O Procurador_Cera I de Justiça s er á


nomeado pelo Presidente da República ' dentre os membros do
Mi nistério Público do Distrito federal e Territórios, co. lIais
de dez anos de exercício, integrantes de lista tríplice
elaborada pelo Colégio de Procuradores e Promotores de Just i ça,
para manda t o de dois anos, permi ti da uma recondução, preced i da
.1
AO PROJETO DA LEI COHPLEHENTAR
6,.
OUE "DISPOE SOIRE A
ORGANIZAÇAo. AS ATRIJUIÇOES E
de nova lista tríplice.

O ESTATUTO DO HINISTtRIO
POBLICO DA UNUO',.
./lISTInCATI"

O Projeto prevê em seu artigo 2i!, a escolha de


Procurador_Cera 1 da República dentre os membros da carreira, em
oArt. 160 do Projeto de Lei Co_pIe.entar nl 69. quaisquer restrições. Contempla, ta~bém, a eScolha dos
de 1989. p ••••• t.r I • • ,ulnt. radlçiol
Procuradore~_ Cerais dos Ministérios Públicos do Trabalho e
Militar, artigos 91 e 125. respectivamente, dentre os membros da
Art. 160 ... O Proourador_Garll de JUltlça •• 1'"
no••• do pIlo Pr •• ldanta da República dentre OI ••• broa carreira, com . .ls de deE &DOS de e.ereleIo. Contudo, quanto a o
vitalícios do "In1at._rl0 Público do Dlltrlto Federal • Ministério Público 11 0 Distrito Federal e Territórios, artig o
160, o Projeto cria séria restrição, em contraposição aos demai s
rlrr1t6rlol, 1nt.,rlnt.. de li.ta tríp11ce elabor.da pelo
ramos , red uzindo, drásticamente, o universo de escolha da class e
Col'gio de Procuradore. e Pro.otor.a de .Iuatiça, para .andato de estabelecendo que somente os integrantes do último cargo da
doi. ano., per.i tida u.a recondução, precedida d. now-a liata
tríplica. carreira, Procuradores de JUStiça podem ser eScolhidos para a
chefia do HPDfT. Tal restrição, Com certeza, oriará dificuldades
internas, tendo em vista o reduz i do número de membros pa s síveiS
de escolha. A emenda além de ampliar o universo de escolha,
..JlI$1'IrIC&TI" r estabe lece o tratamento iguali tário dentre os ramos do
Ministério Público da União .

o proc •• ao de eacolha • recondução do Procurador Sala das Sessões, em 05


Ceral da JUltiça do Di.trito Federal e T.rritório., por que.tõe s de dezembro de 1990
de uni (or.idade, d.ve obs.rvar oa parl.etroa traçados, a.
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OrnLro Oráflco do S,mado Fed.. ral _ BrnsíIJa
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Aprovado o substitutivo, com do inciso IV, do caput, e do § 29
do art. 37; do art. 289 e do art. 294; ~~~nda de redação para o art. 2 3 2 e a re
d aç ão final . Prejudicados os demais des A matéria vai a sançao.
Em 31 de março de 1993. ~

CÂMARA DOS D EPUTADOS


PROJETO DE lEI COMPlEMENTAR N<> 69-C, DE 1989

SUBSTITUTIVO DO SENADO AO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR N~ IX _ promover a ação visando o cancelamento de naturaliza-
69-8, DE 1989, QUE "Dispõe sobre a organização, as atri- ção, em virtude de atividade nociva 80 interesse nacional;
~uições e o estatuto do Ministério Público da União". X _ promover na forma da lei, mediante repre s entação da Me-
sa do Congresso Nacional, a responsabilidade do s executore s ou agen-
(As COMISSOES DE DEFESA DO CONSUMIDOR, MEIO AMBIENTE E MI tes do estado de defesa ou do e s tado de sítio, pelos ilícito s cometi-
NORIAS: DE FINANÇAS E TRIBUTAÇXO (ART.54) , E DE CONSTITUI
dos no períOdO de sua duração;
ÇXO E JUSTIÇA E DE REDAÇAo).
XI - defender judicialmente os direitos e interesses das po-
pulações indígenas, incluídos os relativos às terras por elas tradi-
o CONGRESSO NACIONAL decreta: cionalmente habitadas, propondo as ações cabíveisj
XII - promover outras ações necessárias ao exercício de suas
funções institucionais, definidas na Constituição e nas leisj
XIII - manifestar-se em Qualquer fase dos processos, acolhendo
T!TULO I solicitação do juiz ou por sua iniciativa, Quando entender existente
interesse em causa Que justifique a intervençãoj
DAS OISPOSIÇOES GERAIS XIV - intervir em todos os feitos em todos os graus de juris-
dição Quando for interessado na causa pessoa jurídica de direito
CAPITULO I público, Estado estrangeiro ou organismo internacional.
Art. 60 Incumbe ao Ministério Póblico da União, sempre Que
DA OEflNIÇAO, DOS PRINC!PIOS E DAS fUNÇOES necessário ao exercício de suas funções institucionais:
I - instaurar inquérito civil e outros procedimentos admi-
INSTITUCIONAIS nistrativosj
II - requisitar diligências investigatórias e a instauração
Art. ,. O Ministério Público da União, organizado por esta de inquérito policial e de inquérito policial militar, podendo acom-
lei, é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do panhá-los e prOduzir provas;
Estado, incumbindo-lhe 8 defesa da ordem jurídica, do regime democrá- 111 - requisitar à autoridade competente a instauração de
tico, dos interesses sociais e dos interesses individuais indisponí- procedimentos administrativos, podendo acompanhá-los e prOduzir pro-
veis. vas.
Art . 2. Incumbem ao Ministério Público as medidas necessé- Art. 70 Para o exercício de suas atribuições, o Mini s tério
rias para garantir o respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de Público da União pOderá:
relevância pública aos direitos assegurados pela Constituição fede- I - notificar testemunhas e requisitar sua condução coerci-
ral. tiva, no caso de ausência injustificada;
Art. JO o Minist~rio Público da Uni.o exercerá o controle 11 _ requisitar informações, exames, perícias e documentos
~,terno da atividade policial. de autoridades da Administração P~blica direta ou indireta;
~ Art. 40 São princípiOS institucionais do Ministério Público 111 - requisitar da Administração Pública serviços temporá-
da união a unidade, a indivisibilidade e a independência f uncion a l. rios de seus servidores e meios materiais necessários para a realiza-
ção de atividades específicas;
IV - requisitar informações e documentos a entidades priva-
CAPITULO l i das, quando legalmente obrigadas a prestá-las ou exibi-Iosj
V - realizar inspeções e diligências investigatórias;
DOS INSTRUMENTOS OE ATUAÇAO § ,. - O membro do Ministério Público será civil e crimi-
nalmente responsável pelo uso indevido das informações e documentos
Art. 50 Compete ao Ministério Público da União junto aos que re quisit a r; a ação penal , na hiP6te;e, poderá ser proposta tamb~m
órgãos da jurisdiÇão federal: pelo ofe ndido , subsidiariamente, na forma da lei processual penal.
I _ promover a açlo direta de inconstitucionali dade; § 20 - A falta injustificada e o retardamento indevido do
II _ promover a ação direta de inconstitucion al idade por cumprimento das requisições do Ministério Público implicarã.o a res-
omissão; ponsabili dade de quem lhe der causa.
III _ promover a argüiçAo de descumprimento de preceito fun- § , . - As correspondências, notificações, requisições e
damental decorrente da Constlt~lçlo, na forma da lei especifica; fu nções do Ministério Público quando tiverem como destinatário ou en-
IV _ promover a representaçlo para intervençlo federal nos vo l verem a s autoridades mencionadas no art. 102, inciso I, alíneas
Estados e no Distrito federal; "b" e "c", da ConstituiçAo, serDo encaminhadas e levadas a efeito pe-
V _ promover, privativamente, 8 açlo penal pública, na for- . l o Procura dor-Geral da República, atendidos os princípios e forma
.~ d. lei; previstos na lei, cabendo às autoridades mencionadas fixar data, hora
VI - impetrar habeas-corpus; e local e m Que puderem ser ouvidas, se for o-caso.
VII _ promover a açlo civil pública, na forma da lei; C'AP!TULO 111
VIII _ promover outras aÇaes, nelas incluídO o mandado de
injunção se.pre que a falta de norma regulament a dora torne inviável o DO CONTROLE EXTERNO OA ATIVIOADE POLICIAL
exercício dos dir~itos e liberdades cons t ituci ona is e da s prerr ogati-
vas inerentes à nacionalidade , à soberl nia e à cida dania, quan do di- Art. 80 O Ministério Público da Unilo exerceré o controle
fusos os int eresses a serem protegidos; externo da a tividade policial por meio de medidas administrativas e
.2

judiciais, visando 8 assegurar a indisponibilidade da pe r s ec uçã o pe- 11 - inamovibilidade , s alvo por motivo de int e res se público ,
nal e a prevenção ou correção de ilegalidades ou do abuso de poder, me d i ant e dec i s ã o do Co nselho Superi o r, por voto de do i s terço s de
podendo , especialmente: s eu s membro s , ass egurada ampla defesa;
1 - ter livre ingresso e realizar inspeção em es ta bel e ci - 111 - irredutibilidad e de ve nc i ment os , obs e r va nd o Qua nt o li
mentos policiais ou prisionais; remuneraçã o o Que di s põem o s artigos 37 , Xl, 15 0 , lI, 153 , § 2 Q , I I

11 - ter acesso a Quaisquer documentos re l a ti vos à a ti vi da de da Cons tit uiç ão Feder a l .


policial; Parágrafo únic o - As garantia s es t a be l e cidas neste capítulO
111 - requisitar providências para sanar a omiss i o i nd e vi da
n§o excluem outras determinadas ~or lei , e sAo de caráter irrenunciá-
ou para prevenir ou corrigir ilegalidade ou abuso de poder;
vel e indisponível.
IV - representar à auto r idade competen te para abe rtur a de
Art. 18 Slo prerrogativas dos me mbros do Minist6rio Público
inquérito sobre a omissão ou fato i lí ci t o ocorri do s no e xe rcí cio da
da UnUo:
atividade policial ;
1 - institucionais:
V - promover a ação penal por abuso de poder .
a) sentar-se imediatamente à direita dos juízes singulares
Art. 9; A prisão de Qualquer pessoa , por pa r t e de av t o rida-
Ou presidentes dos 6rgãos Judiciários perante os Quais oficiem;
de f e deral o u do Dis t ri t o federa l e Territóri os, de verá ser comunica- b) usar veste s talares;
da imediat a men t e ao Ministé ri o Pú b lico co mpetente, com indicação do c) ter ingresso e trânsito livres, em fazlo de serviço, em
lu ga r onde se encontra o preso e có p i a dos doc umentos comprobatórios Qualquer rerartiçio pública e no s casos previstos em lei, nas entida-
da legali da de da prislo . des privadas. respei t ada sempre a garantia da inviolabilidade do do-
micílio;
CAPITULO I V d) a prioridade em qualquer serviço de transporte Ou com _
nicação , público Ou privado, no território nacional, quando em servi-
DA DEFESA DOS DIREITOS CO NSTITUCIONAI S ço de caráter urgente;
e) o porte de arma, independenteme nte de autorização;
Art . lO A jefesa dos di r eitos c on s tit uc ionais do cidadão f) carteira de identidade especial , de acordo com modelo
visa ~ garantia do seu efetivo r espeito pelos Poderes Públicos e pe- aprovado pelo Proc urador-Geral da República e por ele e xpedida, nela
los p restadores de serviços de r elevância públi c a. se consignando as prerrogativas constante s do inciso I, alínea s "c" ,
Ar t. 11 A Defensoria dos Direitos do Ci dadão agirá de ofí- "d" e " e" e do inciso 11, alíneas "d", "e" e "f", deste artigo;
cio ou mediante representação, noti f ica nd o a autor i dade Questionada 11 - processuais:
para Que preste inform a ção, no prazo Que a ssin ar .
a ) do Procurador-Geral da República, s er proce s sado e j ul-
Art . 12 Recebidas ou não 8S info rma ções e in s truído o cas o , gad o , nos c rime s comuns pelo Supremo Tribunal federal; pel o Senado
se o Defensor dos Direitos do Cidadão conclui r Qu e dir eit os constitu- federal, nos crime s de responsabilidade;
cionais foram ou estio sendo desrespe i ta do s , de ve rá notificar o res- b) do membro do Ministério Público da UniAo que of i cie pe-
ponsável pa r a Que tome as providências necess á ri a s a prevenir 8 repe-
rante tribunais , ser processado e julgado, nos crimes comuns e de
tição ou Que determine a cessação do des r es pei t o verificado. responsabilidade, pelo Superior Tribunal de Justiça;
Ar t. l' Nlo atendida: no prazo devi do, a notifi c ação pre- c) do membro do Ministério Público da Unilo que oficie pe-
vis t a no artigo anterior, a Defensoria re pr es ent a r á ao poder ou auto- rante juizos de primeira instância, ser processado e julgado, nos
ridade competente para promover a responsab ili dade pe la ação ou omi s -
cri mes comun s e de responsabilidade , pelos Tribunais Regionais fede-
slo inconstitucionais. rais, re s salvada a competência da Justiça Eleitoral;
d) não ser pre s o Ou detido, senão por ordem escrita do tri-
Art. 14 t vedado aos 6rgãos de defesa dos direitos consti- bunal competente ou em razão de flagrante de crime inafiançável, csso
tucionais d o cidadão promover em juízo a def es a de direitos indivi- em que a autoridade fará imed i ata comunicaçlo êQuele tribunal e ao
du a i s lesados. Procurador-Geral da República, sob pena de responsabilida dej
§ l O - Quando a legitimidade pa r a a açã o decorrente da
e ) ser r eco l hi do à prislo especial ou. sala especial de
i nobservAncia da Constituição , veri f icad a pel a De fensoria, couber a
Estado-Maior, com direito .a privacida de e • disposiçlo do tribunll~
outro órgão do Ministério Público, os e le mento s de informaçã o
competen t e pa ra o Ju l ga men t o, Quan do sujeito a prislo antes da deci ~
ser-lhe-lo remetidos.
são final; e a dependência separada no estabelecimento em que tiver
§ 2. - Sempre que o titular do dir eit o le s ad o nlo puder de ser cumprida a pe na ;
constituir advogado e a açlo cabível não in cumb i r ao Ministério
f) nlo ser indiciado em inquérito policial, observando-se o
Públi c o, o caso , cam os el ementos co l hi dos , s e rá encaminhado à Defen- disposto no parágrafo único deste a rt igoi
s o r ia Pú bli c a c ompet ente.
g) ser ouvi do , como testemunhas , em dia , hora e local pre-
Art. 15 A l e i r e gul a rá o s proce dime ntos da atuaçAo do Mi-
viamente ajustados com O magistrado ou a autoridade competente;
ni s té rio Púb li co na defesa do s di reitos co nstitucionai s do cida-
h) receber inti maçlo pessoalmente nos autos em Qualquer
dia .
CAPIT ULO V processo e grau de jurisdiçlo nos feitos em que t i ver Que oficiar.
DA PARTI CI PAÇAO 00 MI NI STt RIO PÚBLICO DA Parágrafo único - Quando, no c urso de investigaçlo , houver
indício da prática de infraçlo penal por membro do Minist6rio Público
UNIAO EM ÓRGAOS COLE GI ADOS ES TATAI S
da União, a autoridade po l icial, civil ou militar, remeterá imediata-
mente os autos ao Procurador - Geral da República, que des i gnará membro
Ar t . 16 A lei a sseg ura rá a pa r t i cipaçlo do Mini s tério
do Ministério Público para prosseguimen to da apuraçlo do fato.
Públ ico da Uni lo no s 6rg l os c oleg i ado s estatais, federais ou do Ois-
Art. 19 O Procurador-Geral da República terá a s mesmas hon-
t rlto fe dera l e Territ ór ios , con s ti tuídos pa ra "de fesa de direitos e
ras e tratamento dos Ministros do Supre mo Tribunal Federal; e os de-
int e r esses relacio nado s c om a s f unções da in s tituição.
mais membros da instituição , as que forem reservadas aos magistrados
perante os Quais oficiem.
CAPÍTULO VI
Art . 20 Os 6rglos do Ministério Público da UniAo teria pre-
sença assegurada em todas as sessões dos colegiados em Que ofIciem.
DA S GARAN TI AS E DA S PRERROGATIVAS
CAP!TULO VI I
Art. 17 Os me mbr os do Mi n is t é r i o Públi c o da Unilo gozam das
se guintes garantias: DA AUTONOMIA 00 MI NISTt RIO PÚ BLICO
I - vit al ic iedade, a pó s doi s ano s de efetivo exercício , não
pode nd o pe rder o car go se nã o por sen tença judicial transitada em jul- Art . 21 Ao Minis t 6r io Público da UniDo 6 assegu r ada autono-
gado; mia funci onal, ad mi nistr a tiva e f i nancei r a , caben do-lhe:
3

I - propor a o Poder Legislativ o a criação e extinção de XI - exercer outras atribuições previstas em lei.
seus cargos e serviços auxiliares, bem como a fixação dos vencimentos § 10 - D Procurador- Ger al da República poderá delegar aos
de seus membros e servidoresj Pro curadores-Gerais as atribuições previstas nos iten s VII e VIII
II - prover os cargos de suas carreiras e do s serviços auxi- dest e artig o.
liaTe s; § 20 _ A delegação também poderá ser feita ao Oi retor-Geral
111 - organizar os serviços auxiliares; da Secretaria do Ministéri o Público da União para a prática de atos
IV _ praticar atos próprios de gestão. de gestão administrativa, financeira e de pessoal, este último apenas
Art. 22 O Ministério Público da União elaborará sua propos- em relação aos servidores e serviços auxiliares.
ta orçamentária dentro dos limites da lei de diretrizes orçamentá- Art. 26 O Pro cur ad or- Geral da República designará, dentre
rias. integrantes da carreira, maiores de trinta e cinco anos, o Vice-Pro-
§ lR - Os recursos correspondentes às suas dotações orça- curador-Geral da Repúbli ca, que o substituirá em seus impedimentos e
mentárias, compreendidos os créditos suplementares e especiais, exercerá o cargo em caso de vacância, até O pr ovimento definitivo.
ser-lhe-ão entregues até o dia 20 de cada mês.
§ 20 _ A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, CAPÍTULO X
operacional e patrimonial do Ministério Público da união será exerci-
da pelo Congresso Nacional, mediante controle e xterno, com O auxílio 00 CONSELHO OE ASSESSORAMENTO SUPERIOR 00
do Tribunal de Contas da União, segundo o disposto no Título IV, Ca- MINI STÉRIO PÚBLICO OA UNIAO
pítulo I, Seção IX, da Constituição, e por sistema próprio de contro-
a
.."
interno.
§ 32 - As contas referentes ao exercício anterior serão
Art. 27 O Conselho de Asse sso rame nto Superior do Ministéri o
Público da união, sob a presidência do Pro curador-Geral da República,
prestadas, anualmente, dentro de sessenta dias da abertura da sessão será integrado pel o Vice-Procurad or-Geral da RepÚblica, pelo Procura-
legislativa. dor-Geral do Trabalho, pelo Procurador-G eral da Justiça Militar e pe-
lo Procurador-Ger al de Justiça do Distrito federal.
CAPÍTULO VI li Art. 28 As reuniões do Conselho de Assessoramento Superior
OA ESTRUTURA do Mini s tério Públi co da União serão convocadas pelo Procurador-Geral
da República, podendo solicitá-las QualQuer de seus membros.
Art . 23 D Mini stério Público da União compreende: Art. 29 O Conselho de As sessoramento Superior do Ministério
I - o Ministéri o Público federalj Público da União deverá opinar sobre as matérias de interesse geral
11 - o Ministério Público do Trabalhoj da instituição, e em e s pecial sobre:
111 - o Ministéri o Público Militar; I _ projetos de lei de int eresse comum do Ministério Públi-
IV _ o Ministério Público do Oistrito Federal e Territórios. co da União, neles incluídos:
Parágrafo único - A estrutura básica do Ministério Público a ) os Que visem a alterar normas gerais da Lei Orgânica do
da união se rá organizada por regulamento, nos termos da lei. Ministério Público da União;
b) a pr oposta de orçamento do Ministério Público da união;
CAPÍTULO IX c) os que proponham a fixação dos vencimentos nas carreiras
00 PROCURAOOR -GERAL OA REPÚBLICA e nos serviços auxiliares;
11 - a organização e o funcionamento da Diretoria-Geral e
Art. 24 D Procurador-Geral da RepÚblica é o chefe do Minis- dos Serviços da Secretaria do Mini stério Público da União.
tério Público da União, nomeado pel u Presidente da República dentre
Art . 30 O Conselho de As s e ssoramento Superior poderá propor
integrantes da carreira, maiores de trinta e cinco anos, após a apro-
aos Conselhos Superiores dos diferente s ramos, do Ministério Público
vação de seu nome pela maioria absoluta do Senado federal, para man-
dato de dois anos, permitida a recondução, precedida de nova decisão da União, medidas para uniformizar os atos decorrentes de seu poder
normativo.
do Senado federal.
~ Parágrafo único - A exoneração, de ofício, do Procura-
CAPÍTULO XI
~or-Geral da República, por iniciativa do Presidente da RepÚblica,
deverá ser precedida de autorização da maioria absoluta do Senado fe-
OAS CARREIRAS
deral, em votação secreta.
Art. 25 São atribuições do Procurador-Geral da República,
Art. 31 As carreiras dos diferentes ramos do Ministério
como Chefe do Ministério Público da União:
Público da União são independente s entre si t tendo cada uma delas or-
- representar a instituição;
ganização própria t na forma desta lei.
11 - propor ao Poder Legislativo os projetos de lei sobre o
"Art . 32 As funções do Mini6tério Público da Unilo só podem
Ministério Público da União;
111 - apresentar a proposta de orçamento do Ministério Públi- ser exercidas por integrante s da respectiva carreira, Que deverio re-
sidir onde estiverem lotados.
co da União, compatibilizando os anteprojetos dos diferentes ramos da
Art. 33 A lei estabelecerá o número de cargos das carreiras
instituição, na forma da lei de diretrizes orçamentárias;
IV - dar posse ao Vice-Procurador-Geral da República, ao do Ministério Público da União e os ofícios em Que serão exercidas
suas funções.
Procurador-Geral do Trabalho, ao Procurador-Geral da Justiça Militar
e ao Procurador-Geral do Distrito federal;
V - encaminhar aos Presidentes dos Tribunais as listas sêx- CAPÍTULO XII
tuplas a Que se referem os artigos 94, caput, 104, lI, 111, § 2" e
OOS SERVIÇOS AUXILIARES
115, parágrafo único, 11, da Constituição;
VI - dirimir conflitos de atribuição entre integrantes de
ramos diferentes do Ministério Público da União; Art. 34 - A Secretaria do Ministério Público da União é di-
VII - praticar atos de gestão administrativa, financeira e de rigida pelo seu Diretor-Geral, de livre escolha do Procurador-Geral
pessoal; da República e demissível ad nutum, incumbindo-lhe os serviços auxi-
VIII - prover cargos e serviços auxiliares na forma da Consti- liares de apoio técnico e administrativo à instituição.
tuiçlo; Art. 35 O pessoal dos serv iços auxiliares será organizado
IX - arbitrar o valor das diárias, ajudás de custo e gratifi- em quadro próprio de carreira, sob regime estatutário, para apoio
caçlo de magistério; técnico-administrativo adeQuado às atividades específicas ~a insti-
X - fixar o valor das bolsas devidas ~os estagiários; tuição.
4

TITULO II v - a Corregedoria dO MinistErio Público Federal;


i c
VI - os Subprocufadores-Cerals da RepúblIcaj
(
, O) ~ OOS RAMOS 00 MINISTtRIO PÚBLICO DA UNIAO VII - os Procuradores Regionais da República;
c
) 00 l VIII - os Procuradores da República.
O)
..... CAPITULO I Art. 43 Slo unidades de lotaçlo e de administraçlo, no Mi-
CI) nistério Público Federal:
"C DO MINISTtRIO PÚBLICO FEDERAL I - a ProcuradorIa-Cera I da Repúblic8j
O)"t-
11 - as ProcuradorIas RegIonais da República;
CD"'"
o SEçAO I III - as Procuradorias da República nos Estados e no Distrito
,Z Federal.
ü 'l. DA COMPET~NCIA, DOS ÓRGAOS E DA CARREIRA Art. 44 A carreira do Minist~rio Público Federal ~ consti-
- ..J
3 'l. tuída pelos cargos de Subprocurador-Geral da República, Procurador
Art. 36 O Ministério Público Federal exercerá as atribui- Regional da República e Procurador da República .
ções previstas no art. 5Q desta lei: Parágrafo único - O cargo inicial da carreira E o de Procu-
I - nas causas de competência do Supremo Tribunal federal, rador da República e o do último nível o de Subprocurador-Ceral da
do Superior Tribunal de Justiça, dos Tribunais Regionais federais e República.
dos Juízes federaIs, e dos Tribunais e Juízes Eleitorais.
11 - nas causas de competência de quaisquer juízes e tribu- SEÇAO II
nais, para defesa de direitos e interesses das populações indlgenas.
Art. 37 Incumbe ao Ministério Público Federal: DA CHEFIA DO MINISTtRIO PÚBLICO FEDERAL

I - instaurar inquérito civil e outros procedImentos admi-


nistratIvos; Art . 45 O Procurador-Geral da República é o Chefe do Minis-
II - requisitar diligências investigat6rias e a instauraçlo tério Público Federal.
de inquérito policial, podendo acompanhá-los e produzir provasj Art. 46 Incumbe ao Procurador-Geral da República exercer as
111 - requisitar à autoridade federal competente a instaura- funções do ~inistério Público junto ao Supre~o Tribunal Federal, ~a­
ção de procedimentos administrativos, podendo acompanhá-los e produ- nifestando-se previamente em todos os processos de sua competência.
zir provasj Parágrafo único - O Procurador-Geral da República proporá
IV - exercer o controle externo da atividade da Polícia Fe- perante o Supremo Tribunal Federal:
deralj
v - partiCipar dos Conselhos Penitenciáriosj I - a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato
VI - integrar os 6rglos colegiados previstos no art.16, normativo federal ou estadualj
quando componentes da estrutura administrativa da Uniãoj 11 - a representaçlo para interve nçlo federal nos Estados e
VII - fiscalizar a execuçbo da pena, nos processos de compe- no Distrito federal, nas hipóteses do art. 34, VII, da Consljluiç~o
tência da Justiça Federal e da Justiça Eleitoral. federalj
Art. 38 Cabe ao Ministério Público federal exercer a defesa
III - as ações clveis e penais cablveis de SUl compet!ncla
dos direitos constitucionais do cidadlo, sempre que se cuidar de ga- originária .
rantir-lhes o respeito: Art. 47 O Procurador-Geral da República designará os
I - pelos Poderes Públicos federaisj Subprocuradores-Cerais da República Que exerceria, por deleoaçlo,
II - pelos 6rgãos da administraçlo pública federal direta Ou suas funções junto aos diferentes 6rglos juriSdiCionais do Supre~o
indiretaj Tribunal Federal.
111 - pelos concessionários e permiSSionáriOS de serviço § 1. - As funções do Ministério Público Federal, junto aos
público federal; Tribunais Superiores da UniAo perante os quais lhe compete atuar, so-
IV - por entidades que exerçam outra funçbo delegada da mente poderDo ser exercidas por titular do cargo de SubProcurador.Ce_ ~
Unllo. ral da República. ~
Art. 39 O Procurador-Geral da República designará, dentre § 20 - Em r.as~ de vaga ou afastamento de Subprocurador.Ce-
os Subprocuradores-Gerais da República e mediante prévia aprovação do ral da RepÚblica, por prazo superior a 30 dias, poderá ser convocado
nome pelo Conselho Superior, o Defensor Federal dos Direitos do Cida- Procurador Regional da República para sUbstituiçlo pelo voto da ~aio­
dfto, para servir pelo prazo de dois anos, permitida a reconduçlo, ria do Conselho Superior.
precedida de nova decisão do Conselho Superior. § 30 - O Procurador Regional da República convocado recebe-
§ lO - Sempre Que postível, o Defensor nlo acumulará o rá a diferença de vencimento correspondente ao cargo de Subprocura.
exercício de suas funções com outras do Ministério Público Federal. dor-Geral da RepÚblica, inclusive diárias e transporte se for o caso.
§ 20 - O Defensor somente será dispensado, antes do termo Art. 48 Incumbe ao Procurador-Geral da República propor pe-
de sua investidura, por iniciativa do Procurador-Geral da República, rante o Superior Tribunal de Justiça:
anuindo a maioria absoluta do Conselho Superior. I - a representaçlo para intervençlo federal nos Estados e
Art. 40 Em cada Estado e no Distrito Federal será desig- no Distrito federal, no caso de recusa à execução de lei federal;
nado, na forma do art. 214 desta lei, membro do Ministério Público II - a ação penal, nos casos previ stos no arl. 105, I, "a",
Federal para exercer as funções de delegado da Defensoria de Direitos da Constituição Federal.
do Cidadlo. Parágrafo único - A competência prevista neste artigo pode-
rá ser delegada a Subprocurador-Geral da República.
Parágrafo único - O Defensor Federal dos Direitos do Cida-
Art. 49 510 atribuições do Procurador-G eral da RepÚblica,
dão expedirá instru;ões para o exercício das funções pelos delegados
como Chefe do Ministério Público Federal:
da Defensoria, respeitado o princípiO de independência funcional.
I - representar o Ministério Público Federal;
Art. 41 A execução da medida prevista no art. 1} incumbe 80
II - integrar, como membro nato, e presidir o Col~gio de
Defen sor Federal dos Direitos do Cijadão.
Procuradores da República, o Conselho Superior do Ministério Público
Art. 42 São 6rglos do Ministério Público Federal:
Federal e a Comissão de ConcurSai
I - o Procurador-Geral da Repúblicaj
III - designar o Defensor Federal dos Oireltos do Cidadlo e
11 - o Colégio de Procuradores da Repúblicaj
os delegados da Defensoria nos Estados e no Distrito federal i
111 - o Conselho Superior do Ministério Público Federalj
IV - as Câmaras de Coordenação e Revisão do Ministério IV - designar os Coordenadores das CAmaras de Coordenaçlo e
Público federalj Revisão do Ministério Público Federal;
3

I - pr opor ao Poder LegIslativo 8 criação e extinção de XI - ex er c e r out r as atribuições previstas em lei.


seus cargo s e s erviços auxiliar es , bem como a fixação dos vencIment os § l Q - O Pr oc urad or- Ger a l da República poderá delegar aos
de seu s membros e servidores; Pr oc uradore s -G e rais a s atribuiç ões previstas nos itens VII e VIII
11 - prover os cargos de sua s carreiras e dos serviç os 8uxi - de s t e artigo.
lisre s ;
§ 20 - A delegação també m pode r á s e r feita ao Oi ret o r -Ceral
III - organIzar os serviços auxiliares; da Secretaria do Ministé r io Públi co da uniRo para a prátic a de at os
IV - praticar atos próprios de gestão. de gestão administrativa, fina nceira e de pessoal , es t e últ im o ap enas
Art . 22 O Ministério Público da União elaborará sua propos- em relação aos servidores e serviç os au xiliares.
ta orçamentária dentro dos limites da lei de diretrizes orçamentá- Art . 26 O Pr ocu rador- Ge ral da República designará, dentre
rias. integrantes da carrei r a, ma i ores de t rinta e cinco anos, o Vice-Pro-
§ 12 _ Os recursos correspondentes às suas dotações orça- curador-Geral da Repúbli c a , qu e o substituirá em seus impedimentos e
mentárias, compreendidos os créditos suplementares e especiais, exercerá o cargo em ca so de va c â nci a , a t é o provimento definitivo.
ser-lhe-ão entregues até o dia 20 de cada mês.
§ 22 - A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, CAPÍT ULO X
opera c ional e patrimonial do Ministério Público da união será exerci-
da pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, com O auxilio DO CON SELHO DE ASSESSOR AM ENTO SUPERIOR 00
do Tribunal de Contas da União, segundo o disposto no Titulo IV, Ca- MINISTtRIO PÚB LICO OA UNIAo
pítulO 1. Seção IX, da Constituição, e por sistema própria de contro-
. . interno . Art . 27 O Conselho de Assessoramento Superior do ~ inistério
..., § 3Q - As contas referente s ao exercicio anterior serão Público da União, sob a preSi dê ncia do Procurador-Geral da Rep úblic a,
prestada s , anualmente, dentro de s essenta dias da abertura da s es são será integrado pel o Vic e- Proc ur a dor-Geral da República , pelo Procura-
legislativa. dor-Geral do Trabal ho , pelo Proc urador-Geral da Justiça Militar e pe-
lo Procu r ador-Geral de J usti ça do Distrito federal.
CAPiTULO VIII
Art . 28 As r e un iões do Conselho de Assessoramento Superior
OA ESTRUTURA do Ministério Públi c o da Uni ã o s e rão convocadas pelo Procurador-Geral
da Repúbl ic a, podendo s ol i c itá-la s qualquer de seus membros.
Art. 23 O Ministério Público da União compree nde: Ar t . 29 O Conselho de Assessoramento Superior do MinistériO
1 - o Ministério Público Federalj Público da Uniã o dev e rá opina r sobre as matérias de interesse geral
II - o Ministério Público do Trabalho; da instituição, e em es pe cia l sobre :
III - o Ministério Público Militar; I - pro jeto s de l ei de interesse comum do Ministério Públi-
IV - o Ministério Público do Oistrito Federal e Territ 6rio s . co da Uniã o , ne l es i ncl ui dos:
Parágrafo único - A estrutura básica do Ministério Público a) os que vis em a a lterar normas gerais da Lei Orgânica do
da União será organizada por regulamento, nos termos da lei. Ministério Público da Un i ão ;
b) a proposta de orça me n to do Ministério Público da União ;
CAPiTULO IX
c) os que pro ponh am a fixação dos vencimentos nas ca r reiras
DO PROCURAOOR-CERAL OA REPÚBLICA • e no s serviço s au xi liare s j
11 _ a organ iz ação e o funcionamento da Diretoria-Geral e
Art. 24 O Procurador-Geral da República é o chefe do Minis- do s Serviços da Secr e taria do Mini stério Público da união.
tério Público da União, nomeado pel u Presidente da República dentre
integrantes da carreira, maiores de trinta e cinco anos, após a apro- Art. 30 O Conselh o de Ass es so ra ment o Su per ior poderá pr opo r
vação de seu nome pela maioria absoluta do Senado Federal, para man- aos Conselhos Superiores dos diferente s ra mos, do Minist ério Públi co
dato de dois anos, permitida a recondução, precedida de nova decisão da União, medidas para uniformizar os a tos decor r en t es de seu poder
do Senado rederal. normativo.
~ Parágrafo único - A exoneração, de oficio, do Procurs-
~or-Geral da República, por iniciativa do Presidente da República, CAP iTULO XI
deverá ser precedida de autorizaçlo da maioria absoluta do Senado re-
deral, em votação secreta. OAS CARREIRA S
Art. 25 São atribuiç~es do Procurador-Cera 1 da República,
como Chefe do Ministério Público da Unilo : Art . 31 As carreiras dos difere ntes ramos do Minis té ri o
1 - representar a instituiçaoj Público da União slo inde pendente s entre si , tendo ca da uma de l as or-
11 - propor ao Poder Legislativo os projetos de lei sobre o ganização pr6pria, na fo r ma desta lei.
Ministério Público da União; Art . 32 As funç ~es do Mi ni6 té ri o Públ ico da Unilo s6 podem
111 - apresentar a proposta de orçamento do Ministério Públi- ser exercidas por i ntegrantes da res pectiva carreira, Que de ver lo re-
co da União, compatibilizando os anteprojetos dos diferentes ramos da sidir onde est i ve r em l otado s .
instituição, na forma da lei de diretrizes orçamentárias; Art. 33 A le i e s tabele c erá o número de car gos da s carre I ra s
IV - dar posse ao Vice-Procurador-Geral da República, ao do Ministério Público da União e os o ficios em que s e r ia e xe r ci das
Procurador-Geral do Trabalho, ao Procurador-Geral da Justiça Militar suas funções .
e ao Procurador-Geral do Distrito Vederal;
V - encaminhar aos Presidentes dos Tribunais as listas sêx- CAPITULO XII
tuplas a que se referem os artigos 9b, caput, 'Ob, 11, 1'1, § 2; e
1'5, parágrafo único, 11, da Constituição ; DOS SERVIÇOS AU XILIARES
VI - dirimir conflitos de atribuiçio entre integrantes de
ramo s diferentes do Ministério Público da Uniãoj Art . 34 - A Secretaria do Mi ni s t é r i o Públ ic o da Un iã o é d i-
VII - praticar atos de gestão administrativa, financeira e de rigida pelo seu Diretor-Geral, de livre esc olha do Procurador- Ger a l
pessoalj da República e demissivel sd nutum, incumb i ndo - l he os se r viço s au xi -
VIII - prover cargos e serviços auxiliares na forma da Consti- liares de apoio técnico e administrat i vo à ins t it ui ção .
tuiçlo; Art. 35 O pessoal dos serviços au xiliares s e rá organ iz ad o
IX - arbitrar o valor das diárias, ajudâs de custo e gratifi- em quadro pr6prio de carreira, sob regime estatutário, para apo i o
caçlo de magistério; técnico-administrativo adequado às atividad es es pecífi cas 1a insti-
X - fixar o valor das bolsas devidas ~os estagiários; tuição.
4

T1TULO II v - a Corregedoria do Minist~rio Público Federal;


VI - os Subprocufadores-Cerals da Repúblicaj
~ <
~ DOS RAMOS 00 MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIAo VII - os Procuradores Regionais da República;
( O) <
) CIO l VIII - os Procuradores da República.
O)
..... CAPlTULO I Art . 43 Slo unidades de lotaçlo e de administraçlo, no Mi-
Q) nistério Público Federal:
"C 00 MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL - 8 Procuradoria-Ceral da República;
O)~

CO'"
o SEçAo I
11 - 8S Procuradorias Regionais da República;
III - as Procuradorias da República nos Estados e no Distrito
;; z Federal.
üo.
- -.I
DA COMPET~NCIA, DOS ÓRGAOS E DA CARREIRA Art. 44 A carreira do Minist~rio Público Federal ~ consti-
30. tuída pelos cargos de Subprocurador-Geral da República, Procurador
Art. 36 O Ministério Público Federal exercerá as atribui- Regional da República e Procurador da República.
ções previstas no art. 5Q desta lei: Parágrafo único - O cargo inicial da carreira ~ o de Procu-
I - nas causas de competência do Supremo Tribunalfederal, rador da República e o do último nível o de Subprocurador-Geral da
do Superior Tribunal de Justiça, dos Tribunais Regionais federais e República.
dos Juizes federais, e dos Tribunais e Juizes Eleitorais.
11 - nas causas de competência de quaisquer juizes e tribu- SEÇAO II
nais, para defesa de direitos e interesses das populações indígenas.
Art. 37 Incumbe ao Ministério Público Federal: DA CHEFIA 00 MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL ~

1 - instaurar inquérito civil e outros procedimentos admi-


nistrativos; Art. 45 O Procurador-Geral da República é o Chefe do Minis-
II - requisitar diligências investigatórias e a instauraçlo tério Público Federal.
de inquérito policial, podendo acompanhá-los e produzir provas; Art. ~6 Incumbe ao Procurador-Geral da República exercer as
111 - requisitar ê autoridade federal competente a instaura- funções do Ministério Público junto ao Supre~o lribunal Federal, ma-
ção de procedimentos administrativos, podendo acompanhá-los e produ- nifestando-se previamente em todos os processos de sua competência.
zir provas; Parágrafo único - O Procurador-Geral da República proporá
IV - exercer o controle externo da atividade da Polícia Fe- perante o Supremo Tribunal Federal:
deral;
V - partiCipar dos Conselhos Penitenciários; I - a açlo direta de inconstitucionalidade de lei ou ato
VI - integrar os órgãos colegiados previstos no art.16, normativo federal ou estadualj
quando componentes da estrutura administrativa da União; 11 - a representaçlo para intervenção federal nos Estados e
VII - fiscalizar a execução da pena, nos processos de compe- no Distrito Federal, nas hipóteses do art. 34, VII, da Constitulçlo
tência da Justiça Federal e da Justiça Eleitoral. federalj
Art. 38 Cabe ao Ministério Público federal exercer a defesa
III - as ações clveis e penais cablveis de sua competência
dos direitos constitucionais do cidadlo, sempre que se cuidar de ga- originária.
rantir-lhes o respeito: Art. 47 O Procurador-Cera I da República designará os
1 - pelos Poderes Públicos federais; Subprocuradores-Gerais da República que exerceria, por delegaç§o,
II - pelos órglos da administraçlo pública federal direta ou suas funções junto aos diferentes órglos jurisdicionais do Supre~o
indireta; Tribunal Federal.
111 - pelos concessionários e permissionários de serviço § lO - As funções do Ministério Público Federal, junto aos
público federal; Tribunais Superiores da UniDo perante os quais lhe compete atuar, so-
IV - por entidades que exerçam outra função delegada da mente poderio ser exercidas por titular do cargo de SUbProcurador-Ge_ ~
UniRa. ral da República. ~
Art. 39 O Procurador-Geral da República designará, dentre § 2Q - Em r.as~ de vaga ou afastamento de Subprocurador-Ge-
os Subprocuradores-Gerais da República e mediante prévia aprovação do ral da RepÚblica, por prazo superior a 30 dias, poderá ser Convocado
nome pelo Conselho Superior, o Defensor Federal dos Direitos do Cida- Procurador Regional da República para substituiçlo pelo voto da maio-
dão, para servir pelo prazo de dois anos, permitida a recondução, ria do Conselho Superior.
precedida de nova decislo do Conselho Superior. § 3Q - O Procurador Regional da República convocado recebe-
§ 10 - Sempre que postível, o
Defensor não acumulará o rá 8 diferença de vencimento correspondente 80 cargo de Subprocur8-
exercício de suas funções com outras do Ministério Público federal. dor-Geral da República, inclusive diárias e transporte se for o caso.
§ 20 - O Defensor somente será dispensado, antes do termo Art. 48 Incumbe ao Procurador-Geral da República propor pe-
de sua investidura, por iniciativa do Procurador-Geral da República, rante o Superior Tribunal de Justiça:
anuindo a maioria absoluta do Conselho Superior. a representação para intervenção federal nos Estados e
I -
Art. 40 Em cada Estado e no Distrito Federal será desig- no Distrito federal, no caso de recusa à execuçlo de lei federal;
nado, na forma do art. 214 desta lei, membro do Ministério Público 11 - 8 açlo penal, nos casos previstos no art. 105, I, "a",
Federal para exercer as funções de delegado da Defensoria de Direitos da Constituição federal.
do Cidadlo. Parágrafo único - A competência prevista neste artigo pode-
rá ser delegada a Subprocurador-Geral da República.
Parágrafo único - O Defensor Federal dos Direitos do Cida-
Art. 49 Slo atribuições do Procurador-Geral da República,
dão expedirá instru;ões para o exercício das funções pelos delegados
como Chefe do Ministério Público Federal:
da Defensoria, respeitado o princípio de independência funcional.
1 - representar o Ministério Público federal;
Art. 41 A execução da medida prevista no art. 13 incumbe ao
11 - integrar, como membro nato, e presidir o Col~gio de
Defensor Federal dos Direitos do CiOadlo.
Procuradores da República, o Conselho Superior do Ministério Público
Art. 42 São órgãos do Ministério Público Federal: federal e 8 Comissão de Concurso;
1 - o Procurador-Geral da Repúblicaj
III - designar o Defensor Federal dos Direitos do Cldadlo e
11 - o Colégio de Procuradores da Repúblicaj
os delegados da Defensoria nos Estados e no Distrito rederal;
III - o Conselho Superior do Ministério Público Federal;
IV - as Câmaras de Coordenação e Revisão do Ministério IV - designar os Coordenadores das CAmaras de Coordenaç§o e
Público federal; Revislo do Ministério Público Federal;
7

SEçAO VI SEçAo IX

DA CORREGEDORIA 00 MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL DOS PROCURADORES DA REPÚBLICA

Art. 63 A Corregedoria do Ministério Público Federal, diri- Art. 7'


Os Procuradores da República serão designados para
gida pelo Corregedor - Geral, é o 6rgão fiscaliz ad or das atividades juntoaos Juízes federais e junto aos Tribunais Regionais
oficiar
funcionais e da conduta dos membros do Ministério Público. Eleitorais, onde não for sediada a Procuradoria Regional da Repúbli-
Art. 64 O Co rreg edor-Ge ral será nomeado pelo Procurador-Ge- ca.
ral da República dentre os Subprocurado re s -Ger als da República, para Parágrafo único - A designação de Procurador da República
mandato de um ano , permitida a recondução. para oficiar em órgãos jurisdicionais diferentes dos previsto s para a
Parágrafo único - O Corregedo r- Geral poderá ser de stitu ido categoria , dependerá de autorização do Conselho Superior.
por iniciativa do Procurador-Geral da República e pelo voto de duas Art. 72 Cabe aos Procuradores da República o e xercício da s
terça s partes dos membros do Conselho Superior , antes do tér~ i no do
funçõe s de:
mandato.
I - Pro cu rador Regional Eleitoral;
Art. 65 Compete ao Corregedor -G eral do MinistérIo Público II - Delegado da Defensoria Federal dos Direitos do Cidadão;
federal:
111 - Chefe da Procuradoria da República nos Estados e no
Iparticipar com direito a voz e
- voto das reuniões do Distrito Federal.
Conselho SuperiOTj
Art . 73 Os Procuradores da República serão lotados nas Pro-
11 - realizar, de ofício, Ou por determinaçao do Procura- curadorias da República nos Estados e no Distrito federal.
dor-Geral ou do Conselho Superior , correições e sindicâncias , apre-
sentando os respectivos relatóriosi SEçAO X
111 - in s taurar inquérito contra integrante da carreira e
DAS FUNÇOES ELEITORAIS DO MINISTtRIO PÚBLICO FEDERAL
prop or ao Conselho Superior a instauração do processo administrativo
conseqüente;
Art. 74 Compete ao Ministério Público Federal exercer, no
IV - acompanhar o estágio probatório dos membros do Minist~­ que couber, junto à Justiça Eleitoral, as atribuições previstas no
rio Público Federalj
art. 5~ desta lei, atuando em todas as fases e instâncias do processo
v - propor ao Conselho Superior a e xone raç§o de membro do eleitoral.
Min istério Público Federal que n§o cumprir a s condições do estágio
Parágrafo único - O Ministério Público Federal tem legiti -
probatório.
mação para propor, perante o juízo competente,as ações para declarar
ou decretar a nulidade de negócios jurídicos ou atos da administração
SEÇAO VII pública, infringentes de vedações legais destinadas a proteger a nor-
malidade e a legitimidade das eleições, contra a influência do poder
DOS SUBPROCURAOORES-GERAIS DA REPÚB LICA econômico Ou o abuso do poder político ou administrativo.
Art. 75 O Procurador-Geral Eleitoral é o Procurador-Geral
Ar t. 66 Os Subprocuradores -Gerais da República serão desig- da República.
nados para oficiar junto ao Supre mo Tribunal Federal, ao Superior Parágrafo único - O Procurador-Geral Eleitoral de si gnará,
Tribunal de Justiça Ou ao Tribunal Superior Eleitoral. dentre os Subprocuradores-Gerais da República, o Vi c e-Procurador-Ge-
§ 1~ - No Supremo Tribunal Federal e no Tribun al Superior ral Eleitoral, que o substituirá em seus impedimentos e exercerá o
Eleitoral, os Subprocuradores-Gerais da República atuarão por delega- cargo em caso de vacância, até o provimento definitivo.
ção do Procurador-Geral da República. Art. 76 Compete ao Procurador-Geral Eleitoral exercer as
§ 20 - A designação de Subprocurador -Geral da República pa- funções do Ministério Público nas causas de competência do Tribunal
ra oficiar em órgãos jurisdicionais diferente s do s previstos para a Superior Eleitoral.
categoria dependerá de autorização do Conselho Superior. Parágrafo único - .Além do Vice-Procurador-Geral Eleitoral,
Art. 67 Cabe aos Subprocuradores-Gerais da República, pri- o Procurador-Geral poderá designar, por necessidade ~e serviço, mem-
vativamente, o exercício das funções de:
bro s do Ministério Público federal para o fic iarem, com sua aprovação,
- Vice-Procurador - Geral da República; perante o Tribunal Superior Eleitoral.
11 - Vice-Procurador-Geral El ei toral; Art. 77 Incumbe ao Procurador-Geral Eleitoral:
111 - Corregedor - Geral do Ministério Público federal; 1 - designar o Procurador ReQional Eleitoral em cada Estado
IV - Defensor federal dos Oi rei to s do Cida dão;
e no Distrito Federalj
V - Coordenador de Câmara de Coordenação e Revisão. 11 - acompanhar os procedimentos do Corregedor-Geral Eleito-
ral;
III - dirimir conflitos de atribuições;
SEçAO VIII IV - requisitar servidores da união e de su as autarquias,
quando o exigir a necessidade do serviço, sem prejuízo dos direitos e
DOS PROCURADORES REGIONAIS DA REPÚBLICA
vantagens inerentes ao exercício de seus cargos Ou empregos.
Art. 78 O Procurador Regional Eleitoral, juntamente com o
Art. 68 Os Procuradores Regionais da República serAo desig-
\ seu substituto, será designado pelo Procurador-Geral Eleitoral, den-
nados para oficiar junto aos Tribunais Regionais federais e Tribunais tre os Procuradores Regionais da República no ~stado e no Distrito
Regionais Eleitorais. Federal, ou, onde não houver, dentre os Procuradores da República vi-
Parágrafo único - A designação de Procurador Regional da talícios, para um mandato de dois anos.
República para oficiar em 6rg~os jurisdicionais diferentes dos pre- § ,0 - O Procurador Regional Eleitoral poderá ser recondu-
vistos para a categoria dependerá de autorizaç§o do Conselho Supe- zido uma vez.
rior. § 20 - O frocurador Regional Eleitoral poderá ser destitui-
Art. 69 Cabe aos Procuradores Regionais da República o do, antes do término do mandato, por iniciativa do Procurador Geral
exercício das funções de: Eleitoral, anuindo a maioria absoluta do Conselho Superior do Minis-
I - Procurado r Regional Eleitoral; tério Público Federal .
II - Delegado da Defensoria Federal dos Direitos do Cidadão; Art. 79 Compete ao Procurador Regional Eleitoral exercer as
111 - Chefe da Procuradoria Regional. funções do MinistérJo Público nas causas de competência do Tribunal
Art . 70 Os Procuradores Regionais da República serão lota- Regional Eleitoral respectivo, além de dirigir, no Estado, as ativi-
dos nas Procuradorias Regionais da República. dade s do setor .
LOT E: 21 CAIXA: 5
PLP N° 69 de 1989
73

Parágrafo único - O Procurador-Geral Eleitoral poderá de- Enunciados da Súmula de JurisprudênCia do Tribunal Superior do Traba-
signar, por necessidade de serviço, outros membros do Ministério lhoj
Público federal para oficiar, sob a coordenaç§o do Procurador Reglo-
v - funcionar nas sessões dos Tribunais Trabalhistas, mani-
nal, perante os Tribunais Regionais Eleitorais. festando-se verbalmente sobre a matéria em debate, sempre que enten-
Art. 80 As funções eleitorais do Ministério Público Federal der necessário, sendo-lhe assegurado o direito de vista dos processos
perante os Juizes e Juntas Eleitorais serão exercidas pelo Promotor em julgamento, podendo solici tar as requisições e diligências que
Eleitoral. julgar convenientes i
Art. 81 O Promotor El eitoral será o membro do Ministério VI - instaurar instAncia em caso de greve, quando a defesa
Público local Que oficie junto ao Juizo incumbido do serviço eleito- da ordem jurídica ou o interesse público assim o exigir;
ral de cada Zona. VII - promover ou participar da instrução e conciliação em
Parágrafo único - Na inexistência de promotor que oficie dissídios decorrentes da paralisaç§o de serviços de qualquer nature-
perante a Zona Eleitoral, ou havendo impedimento ou recusa justifica- za, oficiando obrigatoriamente nos processos, manifestando sua con-
da, o Chefe do Ministério Público local indicará ao Procurador Regio- cotdAncia ou discordância, em eventuais acordos firmados antes da ho-
nal Eleitoral o substituto a ser designado. mologação, resguardado o direito de recorrer em caso de violaçlo à
Art. 82 A filiação a partido politico impede o exerci cio pe lei e à Constituiç~o;
funções eleitorais pelo membro do Ministério Público, até dois anos VIII - promover mandado de injuçlo, quando a competência for
do seu cancelamento.
da Just i ça do Trabalho;
Art. 8} Somente serIa designados para exercer as funções do IX - atuar como árbitro , se assim for solicitado pelas par-
Ministério Público Eleitoral perante os Tribunais da Justiça Eleito- tes, nos casos mencionados no art. 114 da Constituiçlo Federalj
ral membros do Ministério Públ i co Federal com mais de trinta e cinGO X - requerer as diligências que julgar convenientes para o ~
anos de idade e cinco anos de carreira e que tenham realizado o curso correto andamento dos processos e para a melhor sOluçlo das lides '
especifico promovido pela instituição para esse fim. trabalhi s'tas.
§ 19 _ O curso, a que se refere este artigo, será promovida XI - intervir ob~igatoriamente em todos os fins nos segundo
pela própria instituiç§o, sendo ministrado por professores de entida - e terceiio ' gràus de ' juri'sdlç~? da Justiça do Trabalho, quando a parte
de de ensino superior, oficiais ou reconhecidas, conjuntamente . com for pessoa juridica de Oireito Público, ~stado estrangeiro ou or9a-
outros especialistas do ramo. 'n ismo 'int'erna ci ot-!a·l.
§ 2g - O curso terá, no mínimo, cento e oitenta horas/aula Art. 87 Incumbe ao Ministério Público do Trabalho:
e terá como currículo mínimo as disciplinas de Direito Eleitoral e de I - instaurar inquérito civil e outros procedimentos admi-
Ciência Politica. nistratIvos, sempre que cabíveis, para assegurar a observAncia dos
§ J. - As exigências contidas neste artigo serão imediata- direito ~ ~ociai~ dos trabalhadores;
mente implementadas, salvo quando, nas unidades federativas, inexis- '11 - requisitar à autoridade administrativa federal compe-
tir quem as prencha, caso em que as mesmas deverão . ser cumpridas - em tente,dos órgãos de proteção ao trabalho, a instauraçlo de procedi-
prazo não superior a um ano, da vigência desta lei. men'tos' administ'I'àtivos, podendn atompa'nhá-Ios e prOduzir provas;
. , . . nI '- ' requ'isitar' di1fg!nci'as investigatórias e a instauraçlo
de inquérito policial, pela prátic·. d'e crimés contra a organização do
SEÇAO Xl t~a'bàlho, podent'dó lIco~pahhá~lo's e ~produzlr provas;
..... iv '- ser cienti"f1clIdo pessoalmente das decisões proferidas
OAS UNIOAOES OE LOTAÇAO E DE AOMINI~TRAÇAO pela Justiça do Trabalho nas causas em que o órgão tenha intervido ou
emitido parecer escritoj
Art. 84 A Procuradoria-Ge ral da República, as Procuradoria~ . V - exercer outras atribuições que lhe forem conferidas por
• , ' " f
Regionais da República e as Procuradorias da Repúblipa nos Estados e lei, desde que compativei, cam sua fin·alldade.
no Distrito Federal são unidades de lotação e de a~ministraç§~ do Mi- Art. 88 São órgãos do Ministério Público do Trabalho:
nistério Público Federal.
Parágrafo único - Nos municípios do inte~jor que sediarem
. ,. I - o· Prb éuta'dbr-Geral' 'der Trabalho;
II - 'o Colégio tle PrOClll"adores do Trabalho;
juízos federais, a lei criará núcleos da Procurad9ria da República . no 111 - o Conselho Superior do Ministério Público do Trabalho;
respectivo Estado. IV a ' Climar. 'de 1:oardenaç'lo e Revisão do Min'istéÍ"io Públlco
Art. 85 A estrutura báSica das unidades de lotação e de ad- do Trabalho;
ministração será organizada por regulamento, nos termos da lei. V ~ a ' Corregedoria do Ministérib Público do Trabalho;
VI - os SubProcuradores-Gerais do Trabalho;
.CAP!n'LO
, 111 VII - os Procuradores Regionais do Trabalho;
VIII 'os '?rolc uràdorés1 do Tr-abalho.
00 MINISTtRIC PÚBLICO 00 TRAÉALHO '. " f ' " I. I i l •
Art. 89 São unidades de lotaçlo e de admini~traçlo, no Mi-
SEÇAQ I
o.
.. nistétl0 . Públ~ço no Trabalho:
,. \ \, '\,' •• Itl

I - a Procuradoria-Geral do Trabalhoi
r f " t'

..
I I ( I I I

OA COMPET~NCIA, aos ÓRGAoS E OA 'CARREIRA ,. Il , - ~ ~s Procuradp~i~s R~gion~is ~ do ~rabalho nos Estados e no


Distrito \ Federctl ~. ( . . j
,
Art. 86 Compete ao Ministério Público db ' Trabalho o exepc!- Art. 90 A, çarrei,a do Ministér ~~ P~blico do Trabalho será
cio das seguintes atribuições, junto aos órgãos d~ ' Justiça do Traba- constituída pelos cargos de Subprocurador-Geral do Trabalho, Procura-
lho: • r. dor Regional do Jrabal~o e Procurador do Trabalho.
I - promover as ações que lhe sejam atribui das pela Consti- Parágrafo único - O cargo inicIal da carreira ~ o de Pro~u­
tuição e pela s leis trabalhistas; • r. radar dO I T~a~al~o e o. do qlt~m? nfvel o de Subprocu~adOr-Ger8l do
11 - manifestar-se em qualquer fase do processo trabalhista, Tubal h 9_
acolhendo solicitação do juiz ou por sua iniciativa, quando entender • SEÇAO II
existente interesse público que justifique a inber-venção.
111 - promover a ação civil pública no Ambito da Justiça do DO PROCURADOR-GERAL DO TRABALHO
Trabalho, para a defesa de interesses coletivos, quando desrespeita-
dos os direitos sociais constitucionalmente garantidOSj Art. 91 O Procurador-Geral do Trabalho é a Chefe do Mini5-
IV - recorrer das dec~sões da Justiça d,p \) Trabalho, quando tério Público do Trabalho. '
entender necessário, tanto nQs , processos em que , r...o~r parte, como na- Art. 92 O Procurador -Geral do Trabalho seré nomeado pelo
queles em que oficiar como fiscal da lei, bem como pedir revisão dos Presidente da República, comunicado o ato previamente ao Procura-

------_.~,~=-._-
9

dor-Geral da República, escolhido dentre integrante. do Mini.t'rio XVII - fazer publicar aviso de existência de vaga, na lotação
Públi co do Trabalho, com mais de cinco anos de carreira, .alores de e na relaçlo bienal de designações;
trinta e cinco anos, após aprovaçlo de seu nome pelo Senado Federal, XVIII - propor ao Pro curador-Geral da República, ouvido o Con-
para mandato de dois anos, permitida a reconduçlo, que ser6 precedida selho Superior, a criação e extinção de cargos da carreira;
de nova aprovação. XIX - elaborar a proposta orçamentária do Ministério Público
§ la - A exoneração do Procurador-Geral do Trabalho, antes do Trabalho, submetendo-a, para aprovação, ao Conselho Superiorj
do término do biênio, será proposta por deliberaçlo do Conselho Supe- XX - encaminhar ao Procurador-Geral da República a proposta
rior, pelo voto secreto de duas terças partes dos seus Me-bras, ouvi- orçament'ria do Ministério Público do Trabalho, após sua aprovaçlo
do previamente o Procurador-Geral da República, Que 8 encaminhar' la pelo Conselho Superior;
Pre sidente da República. XXI - organi zar a prestação de contas do exercício anterior,
§ 2D - O Procurador-Geral do Trabalho poder', ta.b~.,
ser encaminhando-a ao Procurador-Geral da República;
exonerado, de oficio, pelo Presidente da República .ediante privla XXII - prati car atos de gestão administrativa, financeira e de
autorização do Senado federa l, COMunicado o Procurador-Ceral da Re- pessoal;
pública.
XXIII - elaborar o relat6ri o de atividades do Ministério Públi-
co do Trabalhoj
Art. 93 O Procurador-Geral do Trab.lho design.r' ~antre os '
XXIV - coordenar a s ativ idades do Ministério Público do Traba-
Subprocuradores-Gerais o Vice-Procurador-Geral do Tr'b.lho que o
lhO;
substituirá em seus impedimentos e, no caso de vaclncia, exercer' o
XXV - exercer outras atribuições previstas em lei.
cargo at~ o seu provimento definitivo.
Art. 96 As atribuiç ões do Procurador-Geral do Trabalho,
Art . 94 Compete ao Procurador-Cera 1 do Trabalho exercer as
previstas no artigo anterior, poderio ser delegadas:
funções atribui das ao Minist~rio Público do Tr.balho Junto '0 Plen'-
1 - ao Coordenador da CAmara de Coordenação e Revislo , as
rio do Tribunal Superior do Trabalho, propondo as .ções c.b!vei. e
dos incisos XV, alínea "c", e XXIV;
manifestando-se nos processos de sua cOMpetAncia.
11 - 80S Chefe s das Procuradorias Regionais do Trabalho nos
Art . 95 Slo atribuições do Procurador-Geral do Tr.balho:
Estldos e no Distrito Federal, as dos incisos 1, XV, alínea "c", XXII
I - representar o Minist~rio Público do Trabalho;
e XXIV.
11 - integr ar, como membro nato, e presidir o C016g10 de
Procuradores do Trabalho, o Conselho Superior do Minist~rio Público
SEçAO 111
do Trabalho e a Comissão de Concurso;
111 - nomear o Vice-Procurador-Geral do Minist~rio Público do
00 COLtG10 OE PROCURAOORES 00 TRABALHO
Trabalho e o Corregedor-Geral do Ministério Público do Trabalho;
IV - designar o Coordenador da CAmara de Coordenaçlo I Revi-
Art . 97 O Colégio de Procuradores do Trabalho, presidida
slo do Ministério Público do Trabalho;
pelo Procurador-Cera I do Trabalho, é integrado por todos os membros
V - designar, observados os cri t6r ias da leI e os .s'tlbe1e-
da carreira em atividade' no Mini stério Público do TrAbalho.
cidos pelo Conselho Superior , os oficios eM que exercerlo SuiS fun-
Art. 98 Sio atribuições do Colégio de Procuradores do Tra-
ções os membros do Ministério Público do Trabalho;
balho :
VI - designar o Chefe da Procuradoria Regional do Trabalho
1 - elabora I , mediante voto unitário nominal, facultativo e
dentre os Procuradores Regionais do Trabalho lotados na respectiva
secreto, lista sêxtupla para a composição do Tribunal Superior do
a
Procuradoria Regional;
Trabalho, sendo elegívei s os membros do Ministério Público do Traba-
VII - com prévia anu!ncia da CAmara de Coordenaçlo e Revislo
l~o, com mais de 10 (dez) anos de carreira, tendo mais de 35 (trinta
competente, exercer , excepcionalmente, funções afetas a outro aeabro
e cinco) e menos de 65 (sessenta e cinco) anos de idade;
da instituição , ou designar outro representante do Minist~rio Público
11 - elaborar , mediante voto unitário nominal, facultativo e
do Trabalho para fazê-lo;
secreto, a lista sêxtupla para os Tribunais Regionais do Trabalho,
VIII - dirimir conflitos de atribuições entre membros do Mi-
dentre os Procuradores com mais de 10 (dez) anos de carreira i


nistério Público do Tra~alho , com recurso da decislo para o Conselho
111 - eleger, dent re os Subprocuradores-Gerais do Trabalho e
Superior;
.ediante voto unitário nominal, facultativo e secreto, quatro membros
IX - determinar a abertura de correiçlo, sindicAncia ou in-
do Conselho Superior do Mini stério Público do Trabalhoi
quérito administrativo j
IV - op inar sobre assuntos gerais de interesse da institui-
x - determinar a instauraçlo de inQu~rito ou processo adMi-
çlo.
nistrativo contra servidores dos serviços auxiliares;
§ ,D _ Para os fin s previstos nos incisos 1, 11, 111 e IV
Xl - decidir processo disciplinar contra .eabro d. c.rreir. deste .rtigo, prescindir-se-é de re uniio do Colégio de Procuradores,
Ou servidor dos serviços auxiliares, aplicando as s~nç6es Que seja. procedendo-se segundo dispuser o seu Regimento Interno, e exigindo-se
de sua competência; O voto da ~8ioria absoluta do s eleitores.
XII - decidir, atendendo 8 necessidade do serviço, sobre: Tribunais
§ 2. - Para elaboraçlo da lista sêxtupla para os
a) remoçlo 8 pedido Ou por permuta; Regionais do Trabalho poderio votar apenas os membros do Ministhio
b) alteraçlo parcial da lista bienal de design.ções; Público lotedos na . respectiva regilo.
XIII - autorizar o afastamento de membros do Mihistfr'1o Públi- § 'D _
Excepcionalmente, em caso de intere~se relevante da
co do Trabalho, depois de ouvido o Conselho Superior, n'$ hip6teses instituiçlo, o Col~gio de Procuradores reunir-se-é em local designado
da lei; pelo Procurador-Geral do Trabalho, desde que convocado por ele ou pe-
XIV - dar posse aos ~embros do Minist~rio Público do Tr.ba- la a.iori. de seus membros .
lhO; § •• _ O, Regimento Interno . do Col~gio de Procuradores do
XV - designar membro do Minist~rio Público do Tr.b.lho para: Trabalho dispor. sobre seu funcionamento.
a ) funcion ar nos 6rglos em Que a participaçlo da instftui- 1

çlo seja legalmente prevista, ouvido o Conselho Superior; SEçAO IV


b) integrar comissões t~cnicas ou cientificas, rel.cion.das 00 CONSELHO SUPERIOR 00 MINISTtRIO PÚBLICO
às funções da institui çlo, ouvido o Conselho Superlor;
c) assegurar a continuidade dos serviços, e_ caso de v.cln- 00 TRABALHO
eia, afastamento temporário, ausência, iMpedimento ou suspeiçlo do 1

titular, na inexistência ou falta do substituto designado; Art. 99 O Conselho Superior do' Ministério Público do Traba-
XVI - homologar, ouvido o Conselho Superior, o result.do do lho, presidido pelb Procurador -Cer a I do Trabalho, tem a seguinte com-
concurso pa ra ing re s so na carreira;
_.
posiçlo:
,
LOTE: 21
PlP N° 69 d CAIXA: ~
e 1989
74
10

I - o Procurador-Geral do Trabalho, o Vice-Procurador-Geral ções processuais perante Juízos, tribunais ou ofícios diferentes dos
do Trabalho e o Corregedor-Geral, Que o integram como membros natos, estabelecidos para cada categoria ;
com direito a voz e voto; X - determinar a realizaçlo de correições e sindicâncias e
11 - Quatro Subprocuradores-Gerais do Trabalho, eleitos para apreciar os relatórios correspondentes i
um mandato de dois anos, na forma do art. 98, desta lei, permitida XI - determinar a instauraç§o de processos administrativos
uma reelelçloj em Que o acusado seja membro do Mini stério Público do Trabalho, apre-
111 - Quatro Subprocuradores-Gersis do Trabalho, eleitos para ciar seus relatórios e propor as medidas cabíveis i
um mandato de dois anos, por seus pares, mediante voto unitário nomi- XII - determinar o afastamento do exercício do cargo, de
nal, facultativo e secreto, permitida uma reeleição. membro do Mi nistério Público do Trab alho, indiciado Ou acusado em
§ la - Seria suplentes dos membras de que tratam os itens processo disciplinar, e o seu retorno;
11 e 11], os demais votados, em ordem decrescente, observando-se os XIII - designar a comissão de processo administrativo em Que
critérios gerais de desempate. o acusado seja membro do Ministério Público do Trabalho;
§ 2a _ Nos casos dos incisos 11 e 111 do caput são conside- XIV - decidir sobre o cumprimento do estágio prObatório por
rados eleitos os dois mais votados; a outra vaga será preenchida por membr o do Ministério Público do Trabalho , encaminhando cópia da deci-
escolha do Procurador-Geral do Trabalho dentre os seis seguintes mais são ao Procurador-Geral da República, quando for o caso, para ser
votados nas eleições de cada inciso, respectivamente. efetivada sua exoneração;
Art. 100 O Conselho Superior do Ministério Público do Tra- XV - decidir sobre remoça0 e disponibilidade de membro do
balho reunir-se-á ordinariamente, uma vez por mês, em dia previamente Ministério Público do Trabalho, por motivo de interesse público;
fixado, e, extraordinariamente, quando convocado pelo Procurador-Ge- XVI - autorizar, pela maioria absoluta de seus membros, Que
ral do Trabalho ou por proposta da maioria absoluta de seus membros. o Procurador-Geral da República ajuíze a ação de perda de cargo con-
Art. 101 Salvo dispas içA0 em contrário, as deliberações do tra membro do Ministério Público do Trabalho que seja vitalícia , nos
Conselho Superior ser~o tomadas por maioria simples de votos, presen- casos previstos em lei;
te 8 maioria absoluta dos seus membros. XVII - opinar sobre os pedidos de reversão de membro da car-
§ 10 _ Em caso de empate, prevalecerá o voto do Presidente, reirai
exceto em matéria de sanções, caso em Que prevalecerá a solução mais XVIII - decidir , em grau de recurso , conflitos de atribuições
favorável ao acusado. entre membros do Ministério Público do Trabalhoi
XIX - aprovar a proposta de lei para o aumento do número de
§ 20 - As deliberações do Conselho Superior serão publica- cargos da carreira;
das no Diário da Justiça, exceto Quando o Regimento Interno determi- XX - deliberar sobre a realização de concu rso para o in-
nar sig110. gresso na carreira, designar os membros da Comissão de Concurso e
Art. 102 Compete ao Conselho Superior do Ministério Público opinar sob re a homologação dos resultados ;
do Trabalho: XXI - aprovar a proposta orçamentária Que integrará o proje-
I - exercer o poder normativo no amblto do Ministério to de orçamento do Ministéri o Público da União;
Público do Trabalho, observados os principias desta lei, especialmen- XXII - exercer outras funções atribuídas em lei.
te para elaborar e aprovar: XXIII - elaborar, mediante voto unitário nominal, facultativo
a) o seu Regimento Interno, o do Colégio de Procuradores do e secreto , a lista sêxtupla para a composição do Tribunal Superior do
Trabalho e o da Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Trabalho , sendo elegíveis os membros do Ministério Público do Traba-
do Trabalho; lho, com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de
b) as normas e as instruções para o concurso de ingresso na idade;
carreira i XIV - elaborar, mediante voto unitário nominal, facultativo e
c) as normas sobre as designações para os diferentes ofí- secreto , a lista sêxtupla para os Tribunai s Regionais do Trabalho.
cios do Ministério Público do Trabalho; § lQ - Aplica-se ao Procurador-Geral e aos demais membros do
d) os critérios para distribuição de procedimentos adminis- Conselho Superior as normas processuais em geral, pertinentes aos im-
trativos e Quaisquer outros feitos, no Ministério Público do Traba- pedimentos e suspeição dos membros do Ministério Público. . •
lho; § 2Q _ As deliberações relativas aos incisos I, alíneas "8" ~
e) os critérios de promoção por merecimento na carreira; "e", IX, XI, XII , XIII e XV somente poderão ser tomadas com o voto
f) o procedimento para avaliar o cumprimento das ~ondições favorável de, pelo menos, duas terças partes dos membros do Conselho
do estágio probatório; Superior.
11 - indicar os integrantes da CAmara de Coordenaç§o e Revi-
510 do Minist~rio Público do Trabalho; SEçAO V
III - destituir, por iniciativa do Procurador-Geral do Traba-
lho e pelo voto de duas terças partes de seus membros, antes do tér- OA CAMARA DE COOROENAÇAO E REVISAo 00 '
mino do mandato, o Corregedor-Geral;
IV - elaborar a lista tríplice destinada à promoção por me- MINI ST~RIO PÚBLICO 00 TRABALHO
recimento;
v - aprovar a lista de antigüidade do Ministério Público do Art. 103 O Conselho Superior poderá criar Camara de âmbito
Trabalho e decidir sobre as reclamações a ela concernentes; regional ou nacional, para a coordenação e integração de órglo insti-
VI - indicar o membro do Ministério Público do Trabalho para tucionais, respeitadas a autonomia e independência funcional dos mem-
promoçDo por antig~idade, observado o disposto no art. 93, lI, letra bros da instit uição.
"d", da Constituição Federal; Art. 104 A CAmara será organizada e terá as atribuições que
VII - opinar sobre a designação de membro do Ministério lhe fixar o Conselho Superior, vedada a delegação de tompetência pri-
Público do Trabalho para: vativa .
a) funcionar nos órgãos em Que a participação da institui- Art. 105 A CAmara de Coordenação e Revisão será composta
çAo seja legalmente prevista; por três membros do Ministério Público do Trabalho, indicados pelo
b) integrar comissões técnicas ou científicas relacionadas Conselho Superior juntamente com ~eus suplentes, para um mandato de
às funções da instituição; 2 (dois) anos, sempre Que possível dentre integrante s do último grau
VIII - opinar sobre o afastamento temporário de membro do Mi- da car reira.
nistério Público do Trabalhoi Art. 106 Oentre os integrantes da CAmara de CoordenaçDo e
IX - autorIzar a designação, em caráter excepcional, de Revisão, um deles será designado pelo Procurador-GeTal para a função
membros do Ministério Público do Trabalho, para exercício de atribui- executiva de Coordenador .
11

Art. 107 Poderá ser atribuída 11 Cama r a: Parágrafo único - Em caso de vaga ou de afastamento de
1 - promover a integraç ão e a coord en açã o dos órgã os in s ti- Subprocurador - Geral do Trabalho por prazo superior a 30 (trinta)
tucIonais do Ministério Público do Trabalho, obser vado o prin cí p io da di as , poderá se r convocado pelo Pr ocura dor -Geral, mediante ap r ovação
lndepend~ncla funcionalj do Conse lh o Supe rior , Procura dor Regional do Trab a lho pa ra subs titui-
11 - manter intercâmbio c om órgã os Ou enti dades que a tue m em çã o.
áreas afins; Art . 115 Os Procurado re s Regionais do Trabal ho s erão l ota-
dos nas Procu r a dorias Regionais do Trabalho nos Est a dos e no Distrito
111 - encaminhar informações t~ c ni c o-j u rídi c as 80S 6rgD os
institucionais do Ministério Público do Trabalh o ; Fed e ra l.
IV - aprovar, previamente, pelo voto s ecreto de dois terços
de seus .embros, o exercício de função, na situação pre vista pe l o
SEçAO I X
Irt. 9.5, inciso VII, desta lei i
Y - resolver sobr e a di stribuição espe c ia l de fe i t os e pr o-
005 PROCURADORES 00 TRABALHO
cedimentos, quando a matéria, por sua natureza ou relevân c ia, assi m o
exigir;
Art . 116 Os Procuradores do Trabalho se r ~o designados pa ra
VI - resolver sobre a distribuição e s pe c ial de feit os , que
fu nc i ona r junto aos Tribunais Regionais do Trabalho e , na for ma da s
por sua contínua reiteração, devam receber tratamento uniforme.
le is pr ocessua i s , nos litígios trabalhistas que envolvam , es pecial -
mente , i nteresses de menores e incapazes .
Parágrafo único - A designação de Procurador do Tr abalho
SEÇAO VI
pa ra oficiar em órgãos jurisdicionais diferentes dos previstos para a
ca tego r ia , dependerá de autorização do Conselho Superior.
OA CORREGEOORIA 00 MINISTtRIO PÚBLICO 00 TRABA LHO
Art. 117 Os Procurado r es do Trabalha se r ão lotados nas Pro -
cu r ado r ias Regionais do Trabalho nos Estados e no Dist rit o Fe deral.
Art. 108 A Corregedoria do Ministério Público do Trabalho,
dirigida pelo Corregedor-Geral, é o órgão fi sc alizador da s ati vi da de s
funcionais e da conduta dos membros do Mini s tério Públ ico .
Art. 109 O Corregedor-Geral s erá nome a do pelo Pr ocu ra-
dor-Geral do Trabalho dentre os Subprocuradores-Gerais do Trabalho
para mandato de um ano, permitida a re c onduçã o. SEÇAO X
Parágrafo único - O Corregedor-Geral será destit uído, por
iniciativa do Procurador-Geral, antes do término do mandato, pe l o vo- DAS UNIOAOES DE LOTAÇ AO E OE AOM I NI STRAÇAO
to de duas terças partes dos membros do Conselh o Superior .
Art . 110 Incumbe ao Corregedor-Gera l do Mi ni stér io Público : Art. 118 A Procuradori a-Geral do Trabalho e as Procurado -
I - participar, com direito a voz e voto, das re un i ões do ri as Regionais do Trabalho nos Estados e no Di s trito Fede r al são uni -
Conselho Superior e secretariar -l he os trabal ho s i dades de l otação e de administ r ação do Ministério Público do Traba -
11 - realizar, de ofício, ou por determinação do Pro c ura- l ho.
dor-Geral ou do Conselho Superior, correições e si ndicân c ias, ap r e- Art. 119 A es tr utura básica das unidades de lotaç§o e de
sentando os respectivos relatórios i a dministração se r á organizada por regulamento, nos termos da lei.
I]] - instaurar inquérito contra integrante da carre i ra e
propor ao Conselho Superior a instauraçã o do proc esso a dministrativo CAP íTULO IV
conseqüente i
IV - acompanhar o estágio prObatório dos membr os do Mi ni st é -
rio Público do Trabalho; 00 MIN IST tRI O PÚBLI CO MI LITAR
V - propor ao Conselho Superior a e xoneração de membro do


MinistérIo Público do Trabalho Que não cumprir as c ondições do e st á-
gio prObatório. SEÇAO I

SEçAO VII OA COMPET~NCIA , 005 ÓRGAOS E DA CARREIRA

005 SUBPROCURAOORES-GERAIS 00 TRABALHO


Ar t. 120 Compete ao Ministério Público Militar o exercício
Art . 111 Os Subprocuradores-Gerais do Trabalho serão desi g- das seguintes atribuições junto aos órgãos da Justiça Militar :
nados para oficiar junto ao Tribunal Superi o r do Trabalho . - pr omover , privativamente, a ação penal pública i
Parágrafo único - A designação de Subp r oc urad or-G eral do II - promover a decla r ação de indignidade ou de incompatibi -
Trabalho para oficiar em 6rglos jurisdiciona i s diferentes do pr evi s to lidade para o oficialato i
para a categoria dependerá de auto.rização do Conse l ho Superior . 111 - ma nifestar - se em qualquer fase do processo , acolhendo
Art. 112 Cabe aos Subprocuradores-Gerai s do Trab a lho, pr i- so l icitação do ju i z Ou por sua i niciativa , quando entend er ex i s t e nte
vativamente, o exercicio das funções de: i n t eresse público que justifique a intervenç~o.
I - Corregedor-Geral do Ministério Públi c o do Trabal ho ; Art. 121 Incumbe ao Ministério P0blico Milita r:
11 - Coordenador da CAmara de Coordenaç~o e Re vi s ão do Mi - I - requisitar diligências investigató r ias e a ins ta uração
nist~rio Público do Trabalho. de inquérito policial-m i lit.r , podendo acompanhá -l os e produzir pr o-
Art. '1' Os Subprocuradores-Cerais do Trabalho s erão l ota- VB S j

dos na Procuradoria-Geral do Trabalho. 11 - exercer o controle exte r no da ativi da de da pOlicia ju -


diciá ri a mil it ar.
Ar t . 122 São órgãos do Ministério Público Militar :
SEçAO VIII I - o Pr ocurador-Ge r al da Justiça Milit a ri
II - o Colégio de Procuradores da Justiça Militar;
005 PROCURAOORES REGIONA I S 00 TRABALHO II I - o Conselho Superio r do Ministério Público Militar;
IV - a Câmara de Coo rde nação e Rev i são do Mi ni s t ério Púb li c o
Art. 114 Os Procuradores Regionais do Trabalho serão desig- Mi li t a r i
nados para oficiar junto aos Tribunais Regionais do Trabalho . V - a Co r regedoria do Minis t ério Público Militar ;
12
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VI - os Subprocuradores-Gerais da Just iç a Militar; XI - autorizar o afastamento de membros do Ministério Públi-


VI I - os Procurado r es da J ust iça Mili tar; c a Militar, depois de ouvido o Conselho Superior , nas hipóteses da
V II I - os Pr ocura do r es Adjun t os da J us ti ç a Militar. leij
Ar t . 123 São unidades de lo ta ç ão e de administração no Mi- XII - dar posse aos membros do Ministério Público Militar;
ni stério Púb l ico Milita r :
XIII - designar membro do Ministério Público Militar para:
I - a Procuradoria-Geral da Jus t i ç a Mi litar; a ) funcionar nos órgãos em que a participaç§o da institui-
11 - as Procuradorias da Justiça Mili tar. ç~ o s e j a legalmente prevista, ouvido o Conselho Superior;
Ar t. 124 A carreira do Minis t é r io Pú bl i co Militar é co ns ti- b ) integrar comissões t~cnicas Ou científicas, relacionadas
tuída pelos cargos de Subpracurado r- Geral da Jus tiça Militar, Pr oc u- às f unçõe s da instituição, ouvido O Conselho Superior;
rador da Justiça Militar e Procurador Adj unto da Ju st i ça Militar. c) assegurar a continuidade dos serviços, em caso de vacAn-
Parágrafo único - O cargo inicial da carreira é o de Pr oc u- cia, afa s tamento temporária, ausência, impedimento ou suspeiçlo do
rador Adjunto da Justiça Militar e o do últi mo ní vel o de Subpro cu ra- titular, na inexi s tência ou falta do substituto designado;
dor-Geral da Justiça Militar.
XIV - homologar, ouvido o Conselho Superior, o resultado do
conc ur so para ingre s so na carreira i
SEçAO II XV - fazer publicar o aviso de existência de vaga, na lota-
ç~ o e na relação bienal de designações;
00 PROCURAOOR-GERAL OA JUSTIÇ A MI LI TAR XVI - propor ao Procurador-Ceral da República, ouvido o Con-
selh o Superior, a criação e extinção de cargos da carreiraj
Art. 125 O PrOcurador-Geral da Jus t iça Mi li tar é o Chefe do XVII - elaborar a proposta orçamentária do Minist~rio Público
Ministério Público Militar.
Militar, s ubmetendo-a para apr ovação, ao Conselho Superior;
Art. 126 O Procurador-Geral da Justiç a Mili ta r se rá nome ad o XVIII - encaminhar ao Procurador-Ceral da República a proposta
pelo Presidente da República, comunicado o ato pr evia me nt e a o Pr ocu - orçamentár i a do Ministéri o Públi c o Militar, após sua aprovaçlo pelo
rador-Geral da República , escolhido dentre integran t es do Mi ni s t é ri o Conse lh o Sup e rior;
Público Militar , com mais de cinco anos de car r eira , mai o r es de tr in - XIX - organizar a prestação de contas do exer c ício anterior,
ta e cinco anos , após aprovação de seu nome pelo Se nad o Fe de ral, para e nc a minh and o-a ao Procurador-Ceral da Repúblicaj
mandato de dois anos , permitida a recondução , que se r á pre c ed i da de XX - praticar atos de gestlo administrativa, financeira e de
nova apreciação.
pe ssoa lj
§ ,Q - A exoneração do Procurado r- Geral da Jus ti ça Mi litar, XXI - elab orar o relatório de atividades do Ministério Públi-
antes do término do biênio, será proposta por del ib e ração do Cons elho co Milit a rj
Su perior , pelo voto secreto de du as te r ças pa r t es de se us membros, XXII - coordenar a s atividades do Ministério Público Militar;
ouvido pr eviamente o Procurador-Geral da Re pÚb l ic a, que a encaminhará XXIII - exercer outras atribuições previstas em lei.
ao Presidente da República .
§ 2Q - O Procurador-Geral da Jus ti ça Mi l itar pode r á , tam- Art. 130 As atribuições do Procurador-Geral da Justiça Mi-
bém , ser exonerada , de ofício , pelo Presidente da Re públi c a me dian t e litar, previstas no artigo anterior pOderio ser delegadas:
I - ao Coordenador da CAmara de Coordenação e Revislo, as
pr évia a u t or i zação do Senado Federal, comunic ad a a Pr oc urador-Geral
dos in c iso s XIII, alínea "c", e XXII;
da República .
11 - a Pro c urado da Justiça Militar, as dos incisos 1 e XX.
Art. 127 O Procurador - Geral da Jus tiç a Militar de s ignará,
dentre os Subprocu r adores-Gerais , o Vice - Pr ocu ra do r-G e ral da Just i ça
Militar , que a substituirá em seus impedimen t os e, na c as a de va c ân-
cia , exerce r á a cargo até o seu provimento de f i ni t i vo . SEÇAO III
Art . 128 Compete ao Procurador - Ge ral da Jus tiça Militar 00 COL~GIO DE PROCURAOORES OA JUSTIÇA MILITAR
exercer as funções atribuídas ao Minis t é rio Públi co Mi litar junto ao
Superior Y- ibuna l Mil i tar , propon do as ações c abí ve i s e manifestan- Art. 131 O Colégio de Procuradores da Justiça Mil itar, pre-
do-se nos pr ocessns de sua competênc i a. sid i do pelo Procurador-Geral da Justiça Militar, é integrado por to-

Militar :
Art. 129 São atribuições do Pr ocu r a dor- Geral da Ju s tiça

I - representar c Ministério Público Mi litar;


11 - integrar , coma membro nato , e pr es idi r a Co légi o de
Pr ocuradores da Justiça Milita: , o Conselho Supe ri or da Minis t é ri o
dos os membros da carreira em atividade no Ministério Público da Jus-
tiç a Militar .

litar:
Art. 132 Compete ao Colégio de Procuradores da Justiça Mi-

I - e l aborar, mediante voto unitário nominal, facultativo e


s e c ret o , a lista tríplice para o cargo de Procurador-Cera I da Justiça

Público da Justiça Militar e a Comissão de Co ncu r so j Militar, dentre os membros da carreira com mais de dez anos de exer-
111 - nomear o Vice-Plocurador-Geral do Mi ni s tér io Pú bl i co cí Ci o i
Militar e o Corregedor-Geral do Ministério Públi c o Milit ar i 11 - opinar sobre as s untos gerais de interesse da institui-
IV - designar o Coordenador da Cêmar a de Coo rden aç ão e Re vi - çã o .
são do Ministério Público Militar ; § 2Q - Excepcionalmente, em caso de interesse relevante da
V - designar, observados os cri t é r i os da l e i e as es tabele- in s ti t uição, o Colégio de Procuradores reunir-se-á em local designado
cidos pelo Conselho Superior, os o fí cios em que e xerce r ão s ua s fun- pelo Pr oc urad or-Geral da Justiça Militar, desde Que convocado por ele
ções os membros do Ministério Público Militar ; ou pela maioria de seus membros .
VI - dirimir conflitos de atri buições ent r e memb r os do Mi- § 30 - O Regimento Interno do Colégio de Procuradore s Mili-
nistério Público Militar, com recurso da decisão pa r a o Co nsel ho Su- tare s di s porá sobre s eu funcionamento.
perior;
VII - determinar a abertura de correição , si nd icânc ia ou in-
SEçAO I V
Quérito administrativo ;
VIII - determinar a instauração de inqué r ito ou proc e sso ad mi -
DO CONSELHO SUPERIOR DO MINIST~RIO PÚBLICO MILITAR
nistrativo contra servidores dos serviços aux i liares ;
IX - decidir processo disciplinar cont r a membra da car r ei r a
Art. lJJ O Conselho Superior do Ministério Públi co Militar,
ou servidor das serviços auxiliares, aplicando as sanções que sej am
de sua competênciaj presidido pelo Procurador-Geral da Justiça Militar, tem a seguinte
comp os ição:
x - decidi r, ate ndendo a nec e ss idad e do ser viç o , sobre: I - a Procurador-Ceral da Justiça Militar, e o Vice-Procu-
a) remoção a pedido ou por perm utaj rador-Ceral da Just iça Milit ar j
b) al t eração parci al da l ist a bienal de designações; II - os Subprocuradores-Gerais da Justiça Milit ar.
13

Art. 134 O Conselho Superior do Ministério Público Militar XVI - autorizar, pela maioria absoluta de seus membros, que o
reunir-se-á ordinariamente, uma vez por mês, em dia previamente fixa- Procurador-Geral da República ajuíze ação de perda de cargo contra
do, e , extraordinariamente, quando convocado pelo Procurador-Geral da membro do Ministério Público Militar que seja vitalício, nos casos
Justiça Militar ou por proposta da maioria absoluta de seus membros. plevistos nesta leij
Art. 135 Salvo disposição em contrário, as deliberações do XVII - opinar sobre os pedidos de reversão de membro da car-
Conselho Superior serão tomadas por maioria simples de votos, presen- reira;
te a maioria absoluta dos seus membros. XVIII - decidir, em grau de recurso, conflitos de atribuições
§ 1Q - Em caso de empate, prevalecerá o voto do Presidente, entre membros do Ministério Público Militar;
exceto em matéria de sanções, caso em que prevalecerá a solução mais XIX - aprovar a proposta de lei para o aumento do número de
favorável 80 acusado. cargos da carreira ;
§ 2Q - As deliberações do Conselho Superior serão publica- XX - deliberar sobre a realização de concurso para ingresso na
das no Diário da Justiça, exceto quando o Regimento Interno determine carreira, designar os membros da comissão de Concurso e opinar sobre
sigilo. a homologação dos resultados;
Art. 136 Compete ao Conselho Superior do Ministério Público XXI - aprovar a proposta orçamentária que integrará o projeto
Militar: de orçamento do Ministério Público da União;
1 - exercer o poder normativo no âmbito do Mini stério XXII - resolver sobre distribuição especial de inquérito ou
Público Militar, observados os prin cípiOS desta lei, especialmente quaisquer outros feitos, quando a matéria por sua natureza ou rele-
para elaborar e aprovar: vância assim o exigir;
XXII - exercer outras funções atribuídas em lei.
a) o seu Regimento Interno, o do Colégio de Procuradores § 1Q - Aplicam-se ao Procurador-Geral e aos demais membros do
da Justiça Militar e o da CAmara de Coordenação e Revisão do Ministé- Conselho Superior as normas processuais em geral, pertinentes aos im-
rio Público Militar; pedimentos e suspeição dos membros do Ministério Público.
b) as normas e as instruções para o concurso de ingresso na § 2Q - As deliberações relativas aos incisos I, alíneas "a" e
carreira; "e", IX, XI , XII , XIII e XV somente poderão ser tomadas com o voto
c) as normas sobre as designações para os diferentes ofí- favorável de, pelo menos, duas terças partes dos membros do Conselho
cios do Ministério Público Militar; Superior .
d) os critérios para distribuição de inquéritos e quaisquer Art. 137 Compete ao Conselho Superior do Ministério Público
outros feitos, no Ministério Público Militar; Militar julgar em grau de recurso O pedido de revisão do despacho do
e) os critérios de promoção por merecimento na carreira i
Procurador-Geral da Justiça Militar Que determina o arquivamento de
f) o procedimento para avaliar o cump rimento das condições inquérito policial militar ou confirma promoção no mesmo sentido.
do estágio probatório;
11 - indicar os integrantes da CAmara de Coordenação e Re- § 1Q - O pedido poderá ser interposto no prazo de 15 dias
visão do Ministério Público Militar; da publicação do despacho pelo ofendido ou interessado.
111 - destituir, por iniciativa do Procurador-Geral do Mi- § 2Q - Neste caso a decisão do Procurador-Geral somente se-
nistério Público Militar e pelo voto de duas terças partes de seus rá revista pelo voto de 2/3 (dois terços) dos membros do Conselho em
membros, antes do término do mandato, o Corregedor-Geral; votação secreta.
IV - elaborar a lista tríplice destinada à promoção por mere- Art. 138 O Conselho Superior do Ministério Público Militar
cimento; poderá criar comissões de âmbito regional ou nacional para promover a
V - aprovar a lista de antigüidade do Ministério Público integração e coordenação dos 6rgãos da instituição, resguardado sem-
Militar e decidir sobre as reclamações a ela concernentes; pre o princípio da autonomia e da independência funcional .
VI - indicar o membro do Ministério Público Militar para Parágrafo único - Caberá ao Conselho fixar a composição e
promoção por antigüidade, observado o disposto no art. 93, lI, alínea atribuições destas Comissões bem como O seu âmbito territorial de
"d", da Constituição Federal; atividade, proibida a delegação da sua competência privativa.
VII - opinar sobre a designação de membro do Ministério
Público Militar para:
SEçAo V
a) funcionar nos órgãos em Que a participação da institui-
ção seja legalmente prevista; DA CORREGEDORIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR
b) integrar comissões técnicas ou científicas relacionadas
às funções da instituiçãoj Art. 139 A Corregedoria do Ministério Público Militar, di-
VIII - opinar sobre o afastamento temporário de membro do Mi- rigida pelo Corregedor-Geral, é o órgão fiscalizador das atividades
nistério Público Militar; funcionais e da conduta dos membros do Ministério Público .
IX - autorizar a designação, em caráter excepcional, de mem- Art. 140 O Corregedor-Geral do Ministério Público Militar
bro do Ministério Pública Militar, para exercicio de atribuições pro- será nomeado pelo Procurador-Geral da Justiça Militar dentre os Sub-
cessuais perante juízos, tribunais ou ofícios diferentes dos estabe- procuradores-Gerais da Justiça Militar para mandato de um ano. permi-
lecidos para cada categoriaj tida a recondução
X - determinar a realização de correições e sindicâncias e Parágrafo único - O Corregedor-Geral poderá ser destituído,
apreciar os relat6rios correspondentes; por iniciativa do Procurador-Geral, antes do término do mandato, pelo
XI - determinar a instauração de processos administrativos voto de duas terças partes dos membros do Conselho Superior.
em que o acusado seja membro do Ministério Público Militar, apreciar Art. 141 Incumbe ao Corregedor-Geral do Ministério Públi-
seus relatórios e propor as medidas cabíveis; co :
XII - determinar o afastamento preventivo do exercício do I - realizar, de ofício, ou por determinação do Procura-
cargo, de membro do Ministério Público Militar, indiciado Ou acusado dor-Geral Ou do Conselho Superior, correições e sindicâncias, apre-
em processo disciplinar, e o seu retorno; sentando os respectivos relat6rios;
XIII - designar a comissão de processo administra\ivo em Que
11 - instaurar inquérito contra integrante da carreira e
o acusado seja membro do Ministério P~blico ~ilitar; propor ao Conselho Superior a instauração do pro=esso administrativo
XIV - decidir sobre o cumprimento do estágio probat6rio por conseqüente;
membro do Ministério Público Militar, encaminhando c6pia da decisão
111 - acompanhar o estágio probat6rio dos membros do Ministé-
ao Procurador-Geral da República, quando for o caso, para ser efeti- rio Público Militar;
vada sua exoneração; IV - propor ao Conselho Superior a exoneração de membro do
XV - decidir sobre remoção e disponibilidade de membro do Ministério Público Militar que não cumprir as condições do estágio
Ministério P~blico Militar, por motivo de interesse público; prObatório.
PLP N° 69 de 1989
14 76
I nTJ: ' ?1 CAIXA: 5

SEÇAO VI ca us as de competência do Tribunal de Justiça e dos Juízes do Distrito


Fede ra l e Territórios.
OOS SUBPROCURAOORES-GERA I S OA JUSTiÇA MIL ITA R Art. 152 Incumbe ao Ministério Público do Distrito rederal
e Te rr itó r ios :
Art. 142 Os Subprocuradores-Gerals da Justiça Militar serão I - instau ra r inqu6rito civil e outros procediMentos Id_i·
designados para oficiar junto ao Superior Tribunal Militar . nist rativos ;
Parágrafo único - A designação de Subprocurador - Geral Mili - 11 - requ i sitar diligenc ias investigatórias e a instauraçlo
tar para oficiar em órgãos jurisdicionais diferentes do previsto para de inquérito poli c ial, podendo acompanhá-los e prOduzir provas;
8 categoria dependerá de autorização do Conselho Superior . III - requi si tar à autoridade administrativa do Distrito re-
Art . 143 Cabe 80S Subprocuradores-Gerais da Justiça Mili - deral e Territórios a instauraçlo de procedimentos ad.inistrativDS,
tar , privativamente , o exercício das funções de: poden do acom panhá-los e produzir provasj
I - Corregedor-Geral do Ministério Público Militar; IV - e xer c er o c ontrole externo da atividade di policia do
11 - Coordenador da CAmara de Coo r denação e Revisão do Mi- Ois tr i t o Federal e da dos Territórios;
nistério Público Militar. V - parti c ipa r dos Conselhos Penitenciáriosj
Art. 144 Os Subprocuradores-Gerais da Justiça Mi l itar serão VI - integrar os ór910s colegiados previstos no art .16,
lotados na Procuradoria-Geral da Justiça Militar. quando co mponentes da e s trutura administrativa do Distrito Federal e
dos Te rrit óri o s ;
SEçAO VII VII - fiscalizar a execuçlo da pena, nos processos de co.pe~
tê ncia da J us tiça do Oistrito rederal e Territórios.
OOS PROCURAOORES OA JUSTiÇA MILI TAR ·Art . 153 Cabe ao Ministério Público do Distrito rede ral e ~
Territór ios exercer a defesa dos direitos constitucionai s do cidadlo ...,
Art. 145 Os Procuradores da Justiça Militar serão designa- semp r e que s e cu ide de garantir-lhes o respeito:
dos para oficiar junto às Auditorias Militares.
§ 1Q - Em caso de vaga ou afastamento de Sup rocur ad or-G er a l I - pelo s Poderes Públicos do Distrito Federal;
da Justiça Militar por prazo superior a (30) trinta dias , poderá se r II - pelos órgãos da administraçlo pública, direta ou indi-
convocado pelo Procurador - Geral , mediante ap rovação do Cons e lho Sup e - reta , do Di s tr i to federal;
rior, Procurador da Justiça Militar e nenhum desses ace ita ndo , po de rá II I - pelos concessionários e permissiQnários do serviço
ser convocado Procurador Adjunto da Justiça Militar , par a a s ub s ti - púb l i CO do Oistri to Federal;
tuiç~o.
§ 2Q _ O Procurador da Justiça Militar convoca do , Ou o Pr o-
I V - por entidades que exerçam outra funçlo delegado do Di s-
curador Adjunto, receberá a diferença de vencimentos cor res pon den t e t r ito Federa!.
ao cargo de Subprocurador-Geral da Justiça Milita r, inclusive diárias
Art . 154 O Proc urador-Geral de Justiça designará, dentre os
Procu rad o re s de Ju s tiça e mediante prévia aprovaçlo do no_e pelo Con-
e transporte se for o caso .
Art. 146 Os Procuradores da Justiça Mi l itar serão lota dos selho Su peri or , o Defensor Distrital dos Direitos do Cidadlo, plra
servi r pel o praz o de dois anos, permitida a reconduçlo, precedida de
nas Procuradorias da Justiça Militar.
nova decis ão do Con s elho Superior.
SEÇAO VI II § ,Q- Sempre que possIvel, o Defensor nlo Icu.ullr' o
OOS PROCURAOORES AOJUNTOS DA JUSTiÇA MILITAR exercicio de s ua s f unç ões com outras do Minist6rio Público.
§ 2Q - O Defensor somente será dispensado, antes do ter.o
Art. 147 Os Procuradores Adjuntos da Justiça Mil i tar serão
designados para oficiar junto às Auditorias Militares . de su a inv e s tidura, por iniciativa do Procurador-Gerll de Justiça,
§ 1Q - Em caso de vaga ou afastamento de Suprocurador-Geral
anui nd O a ma io ria absoluta do Conselho Superior.
da Justiça Militar por prazo superior a (30) trinta dias , poderá se r Art. 155 Slo órg§os do Ministério Público do Distrito rede-
convocado pelo Procurador-Geral , mediante aprovação do Co nsel ho Su pe- ral e Territ ó r ios :
rior, Procurador da Justiça Militar e nenhum desses aceitando , pode rá


ser convocado Procurador Adjunto da Justiça Militar , pa ra a substi- I - o Pro curador-Cera 1 de Justiça;
tuiç§o. 11 - o Colégio de Procuradores e Promotores de Justiça;
§ 2Q - O Procurador da Justiça Militar convocado, ou o Pro- 111 - o Cons elh o Superior do Ministério Público do Distrito
curador Adjunto , receberá a diferença de vencimentos correspondente Federal e Território s;
ao cargo de Subprocurador - Geral da Justiça Militar, inclusive diárias I V - a Co rregedoria do Ministério Público do Distrito rede-
e transporte se for o caso . ral e Ter r itór i os;
Art. 148 Os Procuradores Adjuntos da Justiça Militar serão V - os Pr ocu rad ores de Justiça ;
lotados nas Procuradorias da Justiça Militar. VI - os Pr omo tores de Justiçaj
VI I - os Pr omotores de Justiça Adjuntos .
SEçAO I X Art . 156 A c arreira do Ministério Público do Distrito rede-
ral e Terr itórios é constituída pelos cargos de Procurador de Justi-
OAS UN I OAOES DE LOTAÇAO E OE AOMINISTRAÇAo
ça, Promot or de Justiça e Promotor de Justiça Adjunto.
Art. 149 A Procuradoria-Geral da Justiça Militar e as Pro- Parágrafo único - O cargo inicial da carreira é o de Pro_o-
curadorias da Justiça Militar são unidades de lotação e de admin i s- t or de J us tiça Adjunto e o do último o de Procurador de Justiça .
traç~o do Ministério Púb l ico Militar.
Art . 150 A estrutura das unidades de lotação e de adminis -
tração será organizada por regulamento , nos termos da lei . SEÇAO 11

CAPÍTULO V 00 PROCURAOOR-GERAL DE JUSTiÇA

00 MINIST~RIO PÚBLICO 00 DISTRITO FEOERAL E TE RRIT ÓRIOS Art. 157 O Procurador - Cerol de Justiça é o Chefe do Minis-
t ério Públi co do Oistrito rederal e Territórios.
SEÇAO I Art . 158 O Procurador-Geral de Justiça ser' no_eado pelo
Presi de nte da República, após ouvido o Governador do Distrito rede-
OA COMPET~NCIA, DOS ÓRGAOS E OA CARRE I RA r al , dentre integrante s de lista tríplice elaborada pelo col6gio de
Proc ur adore s do Ministério Público do Oistrito rederal e Territórios,
Art. 151 O Ministério Público do Oistrito Fe de ral e Terr i - me diante vo t o unitário, secreto e facultativo, para mandato de dois
tórios exercerá as competências previstas no art. 5Q desta lei , na s anos , permitida a reconduçlo.
15

Pa r ágrafo único O Procurador-Geral poderá ser destituído, XIX - organizar a prestação de contas do exercicio anterior,
antes do término do biênio, por deliberação da maioria absoluta da encaminhando-a ao Procurador Geral da República;
Câmara do Distrito Federal, mediante iniciativa do Presidente da Re- XX - praticar atos de gestão administrativa, financeira e de
pÚblica após r epresentação do Governador do Distrito Federal. pessoal:
Art . 159 O Procurador - Geral designará, dentre os Procurado- XXI - elaborar o relatório de atividades do Ministério Público
res de Justiça, o Vlce - Procurador-Geral de Justiça e o Corregedor - Ge - do Distrito Federal:
ral. XXII - coordenar as atividades do Ministério Público do Distri-
Parágrafo Único - O Vice-Procurado r- Geral de Justiça subs- to Federalj
tituirá o Procurador - Geral em seus impedimentos e , no caso de vacân- XXIII - exercer outras atribuições previstas em lei.
cia , exercerá o cargo até o seu provimento efetivo.
Art. 160 Compete ao Procurad or-Geral de Justiça exercer as
SEçAO 111
funções atribuídas ao Mini s tério Públic o no Plenário do Tribunal de
Justiça do Distrito Federal e Territórios, propondo a s ações cabíveis
00 COLÉGIO DE PROCURADORES E PROMOTORES OE JUSTIÇA
e manifestando - se nos processos de sua competência .
Art. 161 Incumbe ao Procurador-Geral de Justiça , como Chefe
Art. 162 O Colégio de Procuradores e Promotores de Justiça,
do Ministério Público:
presidido pelo Procurador-Geral de Justiça, é integrado por todos os
_ representar o Ministério Público do Distrito Federal e
membros da carreira em atividade no Ministério Público do Distrito
Terri t órios j Federal.
11 _ integrar, como memb r o nato, o Colégio de Procurad ores e
Art. 163 Compete ao Colégio de Procuradores e Promotores de
Promotores de Justiça, o Conselho Superior e a Comissão de Concursoj
Justiça:
111 _ designar o Defensor Distrital dos Direitos do Cidadão i
I V _ designar, observados os c rit é rio s da lei e os estabele- I - eleger, dentre os Procuradores da Justiça e mediante
cidos pelo Conselho Supe rior, os ofícios em que exercerão suas fun- voto unitário nominal, facultativo e secreto, três membros do Conse-
ções os membros do Min i stério Público do Distrito Federali lho Superior do MinistériO Público do Distrito Federal, através de
V _ com previa anuência da Câmara de Coo rdenação e Revisão lista sêxtupla:
competente , exercer, excepcionalmente, funções afetas a outro membro II - opinar sobre assuntos gerais de interesse da institui-
da instituição, ou designar outro representante do Mini stério Público ção.
do Distrito Federal para fazê-lo; § 12 - Para os fins previstos no inciso I deste artigo,
VI _ dirimir conflitos de atribuições entre membros do Mi- p rescindir-se-á de reunião do Colégio de Procuradores, procedendo-se
nistério Público do Distrito Federal, com recurso da decisão para o segundo dispuser o Regimento Interno e exigindo-se o voto da maioria
Conselho Superio r; absoluta dos eleitores.
VII _ determinar a abertura de correição, sindicância ou in- § 22 - Excepcionalmente, em caso de interesse relevante da
quérito administrativo i instituiçã o, o Colégio de Procuradores e Promotores de Justiça reu-
VII I _ determinar a instauração de inquérito ou processo admi- nir-se-á em local designado pelo Procurador-Geral de Justiça, desde
nistrativo contra servidores dos serviços auxiliares; que convocado por ele ou pela maioria de seus membros.
IX _ decidir processo disciplinar contra membro da carreira § 32 - O Regimento Interno do Colégio de Procuradores e
ou servidor dos serviços auxiliares, aplicando as sanções que sejam Promotores de Justiça disporá sobre seu funcionamento.
de sua competência i

X - decidir , atendendo a neces sida de do serviço , sobre : SEçAo IV


a) remoção a pedido Ou por permuta i
b) alteração parcial da lista bienal de designações; 00 CONSELHO SUPERIOR 00 MINISTÉRIO PÚBLICO 00
xI - autorizar o afastamento de membros do Mini stério Públi-
co do Distrito Federal, depois de ouvido o Conselho Supe ri or , nas hi- DISTRITO FEDERAL
pót eses da lei j
XII - dar posse aos membros do Ministér i o Público do Distrito Art. 164 O Conselho Superior do Mini stério Público do Dis -
Federal; trito Federal , presidira pelo Procurador-Geral de Justiça, tem a se-
XIII - designar membro do Ministério Público do Distrito Fede- guinte composição:
ral para: I - o Procurador-Geral de Justiça, o Vice - Procurador -Geral
a) funcionar nos órgãos em que a participação da institui- da Justiça e o Corregedor-Geral do Ministério Público do Distrito Fe-
çã o seja legalmente prevista , ouvido o Conselho Su perior; deral, que o integram como membros-natos i
b) integrar comissões técnicas ou científicas, relacionadas 11 - três Procuradores de Justiça , eleitos para um mandato
às funções da instituição, ouvido o Conselho Su perior: de dois anos, na forma do art. 163, I • desta lei, permitida uma
." reeleição:
c) ~ssegurar a conti nuidade dos serviços, em caso de vacân- 111 - três Procuradores de Justiça, eleitos para um mandato
cia, afastamento temporário, ausência, impedimento Ou suspeição do de dois anos, por seus pares, mediante voto unitário nominal, facul-
titu lar , na inexistência ou falta do substituto designado; tativo e secreto, permitida uma reeleição.
d ) acom~anhar procedimentos admini st rati vos e inquéritos § 12 - Serão suplentes dos membros de que tratam os itens
poli c ia is , instaurados em áreas estranhas à sua compe tên cia especifi- 11 e 111, os demais votados, em ordem decrescente, observando-se os
ca , desde que relacionados a fatos de interesse da instituiçãoj critérios gerais de desempate.
XIV - homologar, ouvido o Conselho Superior, o resultado do § 22 - Nos casos dos incisos 11 e 111 do caput, são consi-
concurso para ingresso na carreira i derado s eleitos os dois mais votados: a outra vaga será preenchida
XV - fazer publicar o a viso de existência de vaga , na lotação por escolha do Procurador-Geral da Justiça, dentre os seis seguintes
e na relação bienal de designações i mais votados nas eleições de cada inciso, respectivamente i
XVI - propor ao Procurador-Geral da Repúbli ca , ouvido o Conse- Art. 165 O Conselho Superior do Ministério Público do Dis-
lho Su'perior, a criação e extinção de cargos da carreirai trito Federal reunir-se-á ordinariamente, uma vez por mês, em dia
XV II - elaborar a proposta orçamentári a do Ministério Público previamente fixado, e, extraordinariamente, quando convocado pe lo
do Distrito Federal, submetendo-a , para apr ova ção, ao Conselho Supe- Procurador-Geral de Justiça ou por proposta da maioria absoluta de
r iolr; seus membros .
XVIII - encaminhar ao Procurador - Geral da República a proposta Art. 166 Salvo disposição em contrária , as deliberações do
orçamentária do Ministério Público do Distrito Federal, após sua Conselho Supe rior serão tomadas por maioria simples de votos, presen-
aprbVação pelo Cbnse lho Superior i te a maioria absoluta de seus membros.
16

Ar t. 167 Compe t e ao Cons el ho Superior do Ministério Público XXII - elaborar, mediante voto unitário nominal, fa c ul tativo e
do Distrito Federal: secreto, a lista trlplice para o cargo de Procurador-Geral da Justi-
- exercer o pode r no rmat iv o no âmbito do Ministério ça.
Público do Distrito Federa l, obs er vad os os princípios desta lei, es- XXIII - elaborar, .ediante voto unitário nominal, fa cu llBtivo e
pecialmente para elaborar e aprovar: secreto, a lista sêxtupla para a aomposiçlo do Superior Tribunal de
Justiça, sendo elegíveis os membros do Ministério Público do Distrito
a) o seu Regimento Interno, o do Co légio de Procuradores e federal e Territórios, com mais de trinta e cinco e menos de se ss en ta
Promotores de Justiça do Dis tri to Fede ra l e os das CAmaras de Coorde- e cinco anos de idade, de notável saber jurídico e reputaçAo ilibada .
naçAoe Revisão do Ministé r io Púb l ico do Di s trito Federal; XXIV - elaborar, .edlante voto nominal, facultativo e s ecreto,
b) as normas e as inst r uções para o c oncurso de ingresso na a lista sêxtupla para a composiçAo do TrIbuna l de Justiça do Distrito
carreirai Federal e Territórios, sendo elegivels os membros do Min i st ério
c) as normas sob re as desi gnaçõe s para os diferentes ofi- Público do Distrito Federal com mais de dez anos de c arreiraj
cios do Ministério Público do Distrito Fed er al;
xxv - exercer outras funçOes atribuídas em lei .
d) os crité r ios para dis tri buiçã o de inquéritos, procedi- Par'grafo único - O Procurador-Geral de Justiça e os mem-
mentos administrativos e quais qu e r ou tr os feitos no Minist~rio Públi-
bros do Conselho Superior estaria impedidos de participar das deci-
co do Distrito fede ralj
sOes deste nos mesmos casos previstos nas leis processuais para o im -
pedi~ento e a suspeiçlo de membros do Ministério Público.
e) os cr i t éri os de promoção por merecimento, na carreira;
Art. 168 Compete ao Conselho Superior do Ministério Público
f ) o procedimen t o para ava l iar o cumprimento das condiç~e$
do DistrIto Federal e Territórios julgar em grau de recurso o pedido
do estágio proba t ór i o;
de revisAo do despacho do Procurador-Cera 1 de Justiça que determina
11 - aprovar o nome do Defens or Distrital dos Direitos do
ou confirMa pro.bçAo pelo arquivamento de inquérito policial ou peças
Cidadlo;
de informaç~es.
111 - indica r os integran te s das CAmaras de Coordenaçlo e Re~
visloj
S 1. - O pedido poderá ser interposto no prazo de 15 dias
do despacho, pelo orendido ou interessado.
IV - dest i tu i r, por in i ci ativa do Procurador-Geral e pelo
§ 2Q - Neste caso, 8 decislo do Procurador-Cera I somente
voto de duas terças pa rt es de seus me mbro s , o Corregedor-Ceral;
será revista pelo voto secreto de 2/3 (doIs terços) dos membros do
V - elaborar a lis ta trípli ce destinada à promoçlo por me-
Conselho.
recimentoj
Art. 169 O Conselho Superior do Ministério Públi co do oi s -
VI - aprova r a lista de ant i güidade do Ministério Público do
trito Federal poderá criar comissOes de Imbito territorial que deli -
Distrito Federal e de c idir so bre as reclamaçõe s a ela concernentesj
mitar para promover a integraçAo dos órglos da instituição, re s guar-
VII - in dicar o membr o do Mini s tério Público do Distrito Fe-
dado sempre o principio da autonomia e independência funcional.
deral para promoção po r an t igüida de , ob s ervado o disposto no art . 9',
11, alínea "d" , da Consti t uiç ão Fe dera l; Parágrafo Único - Caberá ao Conselho fi xar a composiçAo e
VIII - opinar sobre a des ign aç ão de membro do Ministério atribuiç~es destas ComissOes, bem como seu Imbito territo r ial de a ti-
Público do Distrito Fe der al para: vidade, proibida a delegaçAo da competência privat i va .
a) funcionar nos ó rgãos em que a participação da lnstitu!-
çAo seja legalmente pr ev i sta; SEçAo V
b) integra r comissões t écnicas ou c ientificas relacionadas
à s funç~es da instituição; DA CoRRECEooRIA DO MINIST~Rlo PÚBLI CO DO
IX - opina r snbre o afastame nt o temporário de membro do Mi-
nistério Público do Distrito Fed er al ; DISTRITO FEDERAL
x - determina r a realizaç§o de c o r reições e sindicAncias e
apreciar os relatórios cor res pond e nte s ;
Art. 170 A Corregedoria do Ministério Público do Distrito
XI - dete rmin a r a in st au ra ção de pro c essos administrativos Federal, dirigida pelo Corregedor-Geral, é o órgão fiscali zador da s


em que o acusado seja membr o do Min is tério Público do Distrito Fede- atividades funcionais e da conduta dos membros do Ministério Público .
ral, apreciar seus rela t órios e propor as medidas cabiveis; Art. 171 O Corregedor-Geral do Ministério Público s e rá
XI I - determina r o af as ta m~n t o pre ventivo do exercicio do nomeado pelo Procurador-Geral dentre os Procuradores de Justiça, para
cargo , de membro do Minis t é r io Públ i co do Distrito Federal, indiciado mandato de um ano, permitida a reconduçlo.
ou acusado em processe di sciplina r, e s eu ret ornai Par'graro Único - O Corregedor-Geral poderá ser destituído
XIII - designar a comissão de proc e ss o administrativo em Que o por iniciativa do Procurador-Geral e pelo voto de duas terças part e s
acusado seja membro do Min i sté r io P ~ bli c o do Distrito federal; dos membros do Conselho Superior, antes do t~rmino do mandato.
XIV - deci dir sobr e o cumpr i me nto do estágio probatório por Art. 172 Incumbe ao Corregedor-Geral do Ministério Público:
membro do Ministério Público do Dis trit o Federal, propondo ao Procu~ I - participar com direito 8 voz e voto das reuniaes do
rador - Geral da Repúbl i ca , quando fo r o caso, a sua exoneraçlo; Conselho Superiorj
XV - decidir sobre r emoçA0 e di s ponibilidade de membro do 11 - realizar, de oficio, Ou por determlnaçlo do Proc ura-
Ministério Público do Dist r ito Federal, por motivo de interesse dor-Geral Ou do Conselho Superior, correiçlo e sindicAn c ia s , ap r esen-
públicoj tando os respectivos relatórios;
XVI - autor i zar , pe l a maioria absoluta de seus membros, Que o 111 - instaurar inquérito contra integrante da carreira e
Procu r ador -Geral da Repúbli ca a ju íz e açlo de perda de cargo contra propor 80 Conselho Superior 8 instaufaçlo do processo admini s trativo
membro do Minis t ério Públ i co do Di s trit o Federal que seja vitalício, conseqüente;
nos casos previstos em l ei j IV - acompanhar o estágio probatório dos membros do Mi ni st é-
XVII - opinar sobre os pe di dos de re versão de membro da car- rio Público do Distrito Federalj
reira j V - propor ao Conselho Superior a exone r açlo de membro do
XVIII - decidir, em gr au de recu r so , c onflit o s de atribuiçOes Ministério Público do Distrito Federal que nlo c umprir as condiçOes
entre membros do Ministério Público do Di s trit o Federalj do estágiO probatório.
XIX - aprovar a proposta de le i para o aumento do número de
cargos da carreira ; SEçAo VI
XX - deliberar sobre a re alizaç§o de concurso para ingresso
na carreira, designar os membr os da Comi ss ão de Concurso e opinar so- DOS PROCURADORES DE JUSTIÇA
bre a homologação dos r esu l t ad os ;
XX I - aprovar a pro posta o rçamentária que integrará o projeto Art. 173 Os Procuradores de Justiça serAo designado s para
de orçamento do Ministér i o Público da Un i ão; oficilr junto ao Tribunal de Justiça .
17

~rt. Cabe aos Procuradores de Justiça, privativamente,


Ifq Art. 185 O concurso obedecerá ao regulamento elaborado pelo
o exercício das funções de: Conselho Superior competente .
I - Corregedor-Geral do Ministério Público do Distrito Fe- Art. 186 A Comissão de Concurso será integrada pelo Procu-
deral e Territórios; radar-Geral , seu Presidente; por dois membros do respectivo ramo do
11 - Defensor Distrital dos Direitos do Cidadão. Ministério Público e por um jurista de reputação ilibada, indicados
pelo Conselho Superior e por um advogado indicado pelo Conselho fede-
SEÇAQ VII ral da Ordem dos Advogados do Brasi l .
Art. 187 O edital de abertura do concurso conterá a relação
DOS PROMOTORES DE JUSTIÇA dos cargos vagos, com a respectiva lotação, e fixará, para as inscrI-
ções, prazo não inferior a trinta dias, contado de sua publicação no
Art. 175 Os Promotores de Justiça serão designados para

oficiar junto às Varas da Justiça do Distrito Federal e Territórios.
Diário Oficial.
Art. 188 Não serão nomeados os candidatos aprovados no con-
curso , que tenham completado sessenta e cinco anos ou que venham a
SEçAO VII I
ser considerados inaptos para o exercício do cargo, em exame de higi-
dez física e mental.
DOS PROMOTORES DE JUSTIÇA ADJUNTOS
Art. 189 O Procurador-Cera I competente, ouvido o Conselho
Superior, decidirá sobre a homologação do concurso, dentro de trinta
Art. 176 Os Promotores de Justiça Adjuntos serão designados
dias, contados da publicação do resultado final.
para oficiar junto às Varas da Justiça do Distrito Federal e Territó-
Art. 190 O prazo de eficácia do concurso, para efeito de
rios.
nomeação, será de dois anos contados da publicação do ato homologató-
rio, prorrogável uma vez pelo mesmo períOdO.
SEÇAO IX
Art. 191 A nomeação dos candidatos habilitados no concurso
obedécerá a ordem de classificação .
OA UNIDADE DE LoTAÇAo E DE AoMINISTRAÇAO
§ lQ - Os candidatos aprovados, na ordem de classificaçlo,
escolherão a lotação de sua preferência, na relação das vagas que,
Art. 177 A Procuradoria-Geral de Justiça é a unidade de lo-
após o resultado do concurso, o Conselho Superior decidir que devam
tação e de administração do Ministéri o Público do Distrito Federal e
ser providas inicialmente.
Terr itórios.
§ 2R - O candidato aprovado poderá renunciar à nomeaç§o
Art. 178 A estrutura básica da Procuradoria-Geral de Justi-
correspondente à sua classificação, antecipadamente ou até o termo
ça será organizada por Regulamento, nos termos da lei .
final do prazo de posse, caso em Que o renunciante será deslocado pa-
ra o último lugar n~ lista dos classificados.
TíTULO I II
SEÇAO 111

DAS OISPOSIÇOES ESTATUTARIAS ~SPECIAIS


DA POSSE E DO EXERCíCIO

CAPiTULO I
Art. 192 O prazo para a posse nos cargos do Ministério
Público da União é de trinta dias, contados da publicação do ato de
DA CARREIRA
nomeação, prorrogáveis por mais sessenta dias, mediante comunicação
do nomeado, antes de findo o primeiro prazo.
SEÇAO I
Parágrafo único - O empos s ado prestará compromisso de bem
cumprir os deveres do cargo, em ato solene, presidida pelo
DO PROVIMENTO
Procurador-Geral.
I ,I, 1
Art. 179 Os cargos do Ministério Público da União, salvo O~ Art. 193 Para entrar no exercício do cargo, o empossado
, -,"
de Procurador-Geral da RepÚblica, Procurador-Geral do Trab~~bo, Pro- terá o prazo de trinta dias, prorrogável por igual tempo, mediante
curador - Geral da Justiça Militar e Proqurador-G~r~l de Justiça , do comunicaç§o, antes de findo o prazo inicial.
Distrito Federal e Territórios, são de provimento v~taJ..í,cio e iÇon.sti-
tuem as carreiras indepentes de cada ramo. I •

Art. 180 A vitaliciedade somente será alcançada dois , SEçAO IV


anos de efetivo exercício. , ,
Art. 181 Os cargos das classes iniciais serão provjdos por
nomeação, em caráter vitaljcio, medi~nte co~curs9 p~blJco específico
, . 00 ESTAGIO PROBATÓRIO


Art. 194 Estágio probatório é o per iodo dos dois primeiros
para cada ramo. • J .;
Art. 182 ~ vedada a transferência .ou aproveitam~Qto nos anos de efetivo exe)cicio do cargo pelo membro do Ministério Público
cargos do Ministério Público da União, mesmo de um para outro de /seus da UnHo.
ramos. Art. 195 Os membros do Ministério Público da União, durante
o es~ágio probatóri~~ somente poderão perder o cargo mediante decislo
SEçAo II da maioria absoluta do respectivo Conselho Superior.

DO CONCURSO
SEÇAO V
Art. 183 O conc urso público de provas e , títjJlos para in-
gres so em cada carreira do Ministério Público da União terá ~mbito DAS PROMOÇOES
nacional, destinando-se ao preenchimento de todas as vagas existentes
e das que ocorrerem no prazo de eficácia. I Art. 196.. ,~\s. promoções far-se-ão, alternadamente, por
Parágrafo único - O conc urso será realizado, obrigatoria- antigüidade e merecimento.
mente, quando o número de vagas exceder a dez por cento do quadro § 1. - A ~oção deverá ser real1zada até trinta dias da
respectivo e, facultativamente, a juízo do Conselho Superior compe- ocorrência da vaga, r não decretada no prazo legal, a promoção
tente. produzirá efeitos a partir do termo final dele.
Art. 184 Poderão inscrever-se no concurso bacharéis em Di- § 2R - Par~~ todos os efeitos, será considerado promovidO o
reito há pelo menos dois anos, de comprovada idoneldade ~oral. membro do Ministério Público da União que vier a falecer ou se
LOTE: 21 CAIXA: 5
PLP N° 69 de 1989
18
78

aposentar sem que tenha sido efetivada, no prazo legal, a promoção I V - exe r c e r cargo eletivo nos casos previstos em lei Ou a
que lhe cabia por antigüidade, ou por força do art. 197, § 30, desta ele c onco rr e r .
le1. S 10 - O af as t amento , salvo na hipótese do inciso IV, só se
§ 30 - É facultada a recusa de promoção, s em prejuíz o do dará medi a nte au t or i za ção do Pr ocurador-Geral, depois de ouvido o
c ritério de preenchimento da vaga recusada. Conselho Superi or e at e ndid a a necessi dade de serviço .
Art . 197 O merecimento, para efeito de promoção, será apu- § 20 - Os c a sos de a f astamento previstos neste artigo
dar-se-ã o s e m pre j uíz o dos venc i men t os , vantagens Ou Qualquer direito
rado mediante critérios de ordem objetiva, fixados em regulamento inere n te a o c arg o , assegura da , em caso do inciso IV , a escolha da
elaborado pelo Conselho Superior do respectivo ramo. re mun eraçã o prefer i da, sendo o tempo de afastamento considerado de
§ la _ ~promoçAo por merecimento 56 poderão concorrer os efeti vo ex er c í cio para t odos os f i ns e efeitos de di r eito .
membro s do Ministério Público da unilo com pelo menos dois anos de § }O - Não se considera de efetivo exercício, para fins de
e xer c í c io na categoria e integrantes da primeira quinta parte da es t á g io pr obat ó r io , o per í OdO de afastamento do membro do Minist~rl0
lista de antigüidade, e na hipótese da primeira promoç§o apó s Públi co da Un i ã o.
apro vados em curso de aperfeiçoamento promovido pela Instituição; em
ca s o de recusa ou de não preenchimento da exigência relativa ao curso SEÇ AO VII
de aperfeiçoamento, completar-se-á a fração incluindo-se outros
integrantes da categoria, na seqüência da ordem de antigüidade. DA REI NTE GRAÇAO
§ 20 _ Não poderá concorrer à promoção por merecimento quem
tenha sofrido penalidade de censura ou suspensão, no período de um


Art . 202 A r e i ntegraç§o , que decorrerá de decisão judicial
ano imediatamente anterior à ocorrência da vaga, em caso de c ensuraj pa ssad a em ju lg a do , é o reingresso do membro do Ministério Público da
ou de doi s anos, em caso de suspensft o . Uni ão na car r e ira , com ressa r cimento dos vencimentos e vantagens
§ }O _ Será obrigatoriamente promovida que m houver figurad o de ixa dos de perceber em razão da demissão , contando-se o tempo de
por t rês ve ze s c onse c utivas, ou c inco alternadas, na li s ta trípli ce serv i ço co rr esponden t e ao afastamento.
el aborada pe l o Conselho Superior. S 10 O ti t ular do cargo no qual se deva dar a
Art . 198 N§o poderá concorrer à promoçfto por mere c i me n to, r einte graçã o será r econduzido àquele que anteriormente ocupava , o
até um dia após o regresso, o membro do Mini s tério Público da Un iã o me smo a con te cendo com O t i tular do cargo para o qual deva ocorrer a
af as t a do da carreira para: r econ duç ão ; s e ndo da classe inicial o cargo objeto da reintegração ou
I - e xer cer cargo eletivo ou a ele con correr; da reco ndu ção , seu ti t u l ar ficará em disponibilidade, com proventos
11 _ e xer cer outro cargo públiCO permitido por lei. id ênticos à r e muneração que venceria, se em atividade estivesse.
Art. 199 Para efeito de promoção, entende-se por § 20 - A disponi bili dade p r evista no parágrafo anterior
an t i güidade o tempo de efetivo serviço no cargo, no s termos da lei. ce ss ar á c om o aprove i tame nt o obrigatório na primeira vaga que venha a
§ 10 _ A lista de antigüidade será organizada no primeir o oco rr e r na classe inicial.
§ 30 o reconduzido, caso tenha sido promovido por
t r i mes tre de cada ano, aprovada pelo Conselho Superior e publicada no
mere c im ento , fa r á jus à pr omoção na primei r a vaga a ser provida por
Di ár io Ofi c ial até o último dia do mê s seguinte.
i dên ti co c ri tério , atribuindo-se - Ihe , quanto à antigüidade na classe,
§ 20 O prazo para reclamação co ntra a lista de os e feitos de sua promoção anterior .
anti güidade s erá de trinta dias, c ontados da publi c ação. § 40 - O reintegrado será submetido ao exame médico exigido
§ JO - O desempate na clas s ificaçã o por antig ü idade s erá para o i ngr esso na carr ei ra, e , ver i f icando - se sua inaptidão para o
det er minado, sucessivamente, pel o tempo de s erviço na resp ec ti va e xer c í cio do carg o , se rá apos e ntado , com as vantagens a Que teria
c arrei r a do Ministério Público da Uniã o , pelo tempo de s er vi ç o direito, s e e f et iv ada a r einteg r ação.
públ ic o federal, pera tempo de serviço públi co em geral e pela idade
do s candidatos, em favor do mais idoso i na classificação inicial o SEÇAO VI II
primeiro desempate será determinado pela classificação no concurso.


§ 40 - Na indicação à promoção por antigüidade, o Conselho DA REVE RSAo E DA RE AOMI SsAo
Superior somente poderá recusar o mais antigo pelo voto de doi s
terço s de seus integrantes, repetindo-se a votaç§o até fi xar-se a Ar t . 203 A reversão é o reingresso , na carreira, do membro
indi c ação . do Min i s téri o Público a posen t ada , quando insubsistentes os motivos da
a posent a do r ia .
SEÇAO VI § 'o - A r eve r são f ar - se-á de ofício ou a pedido.
S 2Q - A r eve r são de of í cio dar-se - á no mesmo cargo ou, se
DOS AFASTAMENTOS e xt into este, em c ar go a ele correspondent e j caso se encontre provido
o c arg o , apl ica - se o disposto no artigo anterior .
Art . 200 Sem prejuízo dos vencimentos, vantagens, Ou § 30 - A r eve r são a pedido será feita no mesmo cargo
qualquer direito, o membro do Ministério Público da União pode rá a n te r io rme nt e ocu pado pelo aposentada, ou em cargo equivalente, e
afa s tar- s e de suas funções: de pe nd e rá da s segui nte s condições:
I - até oito dias consecutivos, por motivo de casamento; I - ex i s t ência de vaga em cargo a ser provido mediante
11 - até oito dias consecutivos, por motivo de fale c iment o pr omoçã o por merec ime nt o j
de cô njuge Ou companheiro, as cendente ou descendente, irmão Ou pe ss oa 11 - i nexis t ênc i a de can didato ap r ovado em concurso, quando
que viv a sob sua dependên c ia econOmica; s e trat a r de reve r são par a cargo de classe inicial da carreira i
111 - até cin c o dia s úteis, para compare c iment o a encon tr os 111 te r sido requerida até cinco anos depois da
ou con gr es so s , no âmbito da Instituição Ou promov ido s pela en ti dad e a posenta do r ia j
de c la sse a que pertença, atendida a necessidade do serviço. IV - cont ar o aposentado menos de sessenta e cinco anos de
Art. 201 O membro do Mini s téri o Púb l ic o da uniã o pode r á id a de à da t a do pedido .
a fas ta r - s e do exer c í c io dO c argo para: § 4Q - Será contado como tempo de serviço, para todos os
I - freq üentar c urso s de aperfeiçoame nt o e estud os , no Pa í s e f e it os le gais , o períO dO entre a aposentadoria e a reversão , se
ou no e xt erior, po r prazo não superior a doi s ano s , prorro gá vel, no aque l a ti ve r s i do causa da por erro administrativo para o qual nlo
má ximo , por igual período; ha j a co nco rrido o ap osentado.
11 - comparecer a seminários ou congre s sos, no Pa Is ou no S 5Q - A r eversão será condicionada ao resultado do exame
e xt eriorj e xig i do pa ra i ngr esso na carre i ra.
111 ministrar cursos e seminários de s tinad os ao Art. 204 A r eadmissão é o r eing r esso , na carreira, do
aperfeiçoamento dos membros da instituiç§oõ membr o do Mini st é r i o Pú blico exonerado.
19

§ 1~ - A readmissão far-se-á a pedido do interessado e Parágrafo único - A designação para o exercicio de funções
dependerá de inspeção médica favorável. diferentes das previstas para cada classe, nas respectivas carreiras,
§ 2Q - A readmissão far-se-á no grau de carreira a Que somente será admitida por interesse do serviço, exigidas a anuência
pertencia o exonerado, ou em cargo equivalente, e dependerá das do designado e a autorização do Conselho Superior.
seguintes condições: Art. 213 As designações serão feitas observados os
I - existência de vaga a ser preenchida mediante promoção critérios da lei e os estabelecidos pelo Conselho Superior:
por merecimento; 1 - para o exercício de função definida por esta leij
11 - inexistência de candidato aprovado em concurso, em con- 11 - para o exercício de função nos ofícios definidos em
dições de nomeação, quando se tratar de readmissão para cargo da lei.
classe inicial da carreira. Art. 214 As designações, salvo quando estabelecido outro
critério por esta lei, serão feitas por lista, no último mês do ano,
para vigorar por um biênio, facultada a renovação.
CAPÍTULO II Art. 215 A alteração da lista poderá ser feita, antes do
termo do prazo, por interesse do serviço, havendo:
DOS DIREITOS I - provimento de cargoj
11 - desprovimento de cargoj
SEçAO I 111 - criação de ofício i
IV - extinção de ofícioj
OA VITALICIEDADE E DA INAMOVIBILIDADE v - pedido do designadoj
VI - pedido de permuta.
Art. 205 Os membros do Ministério Público da União, após Art. 216 A alteração parcial da lista, antes do termo do
dois anos de efetivo exercicio, 56 poderão ser demitidos por decisão prazo, quando modifique a função do designado, sem a sua anuência,
judicial transitada em julgado. somente será admitida nas seguintes hipóteses;
Parágrafo Único - A ação de perda de cargo a ser movida I - extinção, por lei, da função ou oficio para a qual
contra membro do Ministério Público da União, que seja vitalício, estava designadoj
somente será ajuizada pelo Procurador-Geral da República, de ofício 11 - nova lotação , em decorrência 'de:
ou mediante representação fundamentada do Poder Legislativo ou do a) promoção i e
Poder Executivo, do Supremo Tribunal Federal ou do Tribunal perante o b) remoção;
qual oficie ou tenha foro por prerrogativa de função, ou ainda do 111 - afastamento Ou disponibilidade;
Conselho Federal ou Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil bem IV - aprovação pelo Conselho Superior, de proposta do
como da Oefensoria Pública. Procurador-Geral, pelo voto secreto de dois terços de seus membros.
Art. 206 Os membros do Ministério Público da União são Parágrafo único - A garantia estabelecida neste artigo não
inamovíveis, salvo motivo de interesse público, na forma desta lei. impede a acumulação eventual de ofícios ou que sejam ampliadas as
funções do designado.
Art. 207 A remoção, para efeito desta lei, é qualquer
Art. 217 Os membros vitalicios do Ministério Público da
deslocamento de lotação, dentro da mesma classe.
União poderão ser postos em disponibilidade, com vencimentos
Parágrafo único - A remoção será feita de ofício, a pedido proporcionais ao tempo de serviço, por motivo 'de interesse público,
singular ou por permuta. mediante decisão do Conselho Superior, pelo voto de dois terços de
Art. 208 A remoção de ofício, por iniciativa do seus membros, assegurada ampla defesa.
Procurador-Geral, ocorrerá somente por motivo de interesse público,
mediante decisão do Conselho Superior, pelo voto de dois terços de
seus membros, assegurada ampla defesa. SEÇAO III
Alt. 209 A remoção a pedido atenderá à conveniência do

• serviço, mediante requerimento apresentado nos quinze dias seguintes


à publicação de aviso da existência de vagaj ou, decorrido este
prazo, até quinze dias após a ~ublicação da deliberação do Conselho
Superior sobre a realização de concurso para ingresso na carreira .
§ lQ - O aviso será publicado no Diário Oficial, dentro de
DAS F~RIAS E LICENÇAS

Art. 218 Os membros do Ministério Público terão direito a


férias de sessenta dias por ano, contínuos ou divididos em dois
períodos iguais, salvo acúmulo por necessidade de serviço e pelo
máximo de dois anos.
quinze dias da vacância.
§ 2Q _ Havendo mais de um candidato à remoção, ao fim do Parágrafo único - Os períOdOS de gozo de férias dos membros
primeiro prazo previsto no caput d~ste artigo, será removido o de do Ministério Público da União, que oficiem perante Tribunais,
maior antigüidade; após o decurso de tal prazo, prevalecerá a ordem deverão ser simultâneos com os das férias coletivas destes, salvo
motivo relevante ou o interesse do serviço.
cronológica de entrega dos pedidos.
§ )Q _ Não se preencherá vaga por promoção sem que antes a Art. 219 O direito a férias será adquirida após o primeiro
vaga a ser preenchida não tenha sido submetida a concurso de remoção ano de exercício.
entre os da mesma classe ou categoria, na forma desta lei. Art. 220 A concessão de licenças aos membros do Ministério
Art. 210 A remoção por permuta será concedida mediante Público da União será regida pela legislação aplicável aos
funcionários públicos civis da União.
requerimento dos interessados.

SEÇAO II SEçAO IV

DAS DESIGNAÇOES E DA DISPONIBILIOADE DOS VENCIMENTOS E VANTAGENS

Art. 211 A designação, para os efeitos desta lei, é o ato Art. 221 Os membros do Ministério Público da União
que discrimina as funções a serem exercidas pelo membro do Ministério receberão o vencimento, a representação e as gratificações fixadas e
Público da União , dentre as legalmente previstas. reajustadas em lei.
Art. 212 Os membros do Ministério Público da União têm § lO - Sobre os vencimentos incidirá gratificação adicional
direito à de s i gnaçoo
• para o exercício de funções que sejam por tempo de serviço, nos percentuais fixados por lei, sendo
compatíveis com as previstas nesta 1 e i para cada classe das
I
computado ° tempo de advocacia, até o máximo de quinze anos, desde
diferentes carreiras. que não cumulativo com tempo de serviço público.
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PLP N° 69 de 1989
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§ 2Q - Os vencimentos serão fixados com diferença não I - cumprir os prazos processuaisj


superior a dez por cento de uma para outra das classes de cada 11 - guardar segredo sobre assunto de caráter sigiloso que
carreira. conheça em razão do cargo ou funçAoj
Art. 222 Os vencimentos do Procurador-Geral da Repú