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INTRODUÇÃO À SABEDORIA DO ORIENTE - Tema XIII

TEMA XIII
Zoologia
Linha Dévica
Linha Humana

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Curso de Filosofia à Maneira Clássica - Nível II

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INTRODUÇÃO À SABEDORIA DO ORIENTE - Tema XIII

Tema XIII

Zoologia

É a ciência que estuda o mundo animal, que


está evoluindo atualmente na sua Terceira Cadeia. Assim,
no mesmo teatro desenvolvem-se a Quarta Cadeia ou
Humana e a Terceira Cadeia ou Animal. Mas, ainda em
linhas gerais, medita-se sobre a diferença e as
semelhanças existentes entre uma lombriga e um cão,
por exemplo; poderíamos dizer que ambos estão
atualizando o Corpo astral. Mas na verdade isso não é
assim tão simples, pois sob o nome genérico de "animais"
agrupamos comumente seres diferenciados por uma
enorme distância evolutiva e ainda por linhas de evolução
diferentes, como veremos em
seguida. Rizópodes
R Protozoários Esporozoários
A Seguir, apresentamos E Flagelados
I Unicelular Infusórios (Ciliados)
um Quadro Sinótico que nos dá a
N
classificação habitual dos animais, O Mesozoários Espongiários
Fitozoários Celenterados
segundo a sua organização e A Equinodermos
características somáticas: N
I Platelmintos
M Metazoários Nematelmintos
A Artrozoários Anelídios
L Multicelular Artrópodes
Moluscos
Cordados
Fig. 104 183
Esotericamente, vemo-nos obrigados a uma
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Fig. 105 - Os
trilobites são um
dos muitos
produtos da
explosão do
Câmbrido

maior prudência, pois, se estudarmos os detalhes do


quadro, veremos que se incorporam na série seres que,
inclusive, não apresentam características nitidamente
animais como, por exemplo, as esponjas; e por outro
lado excluíram-se outros de não muito definidas
características vegetais, sendo um desses casos as
chamadas plantas carnívoras. De tudo isso surge a
pergunta: "Não teríamos de considerar uma classificação
mais sutil entre o vegetal e o animal, se estes últimos
são todos graus inferiores da escala que, segundo os
"evolucionistas", termina no homem atual?"

A classificação ocultista divide toda a evolução


dentro da Mansão do Logos Solar em Sete Linhas Básicas;
no reino animal manifestam-se duas que podemos
chamar Dévica e Humana, a julgar pelos seus produtos
evolutivos na sua próxima Cadeia, a Quarta.

Linha Dévica
Baseia-se numa estrutura geométrica que tem
por fundamento o cone; a ela pertencem os animais que
na sua próxima Cadeia - a Quarta - serão Devas ou,
como os chamam os ocidentais, Anjos. Exemplos
clássicos desta linha são os peixes, as aves e os caracóis.
Esses seres são e estão simultaneamente regidos por
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Espíritos da Natureza ou Elementais. Vamos aproveitar


este ponto para dar um conceito genérico sobre eles. Há
elementais de quatro tipos.
Elementais do Fogo: Vulgarmente chamados
salamandras. São os mais fortes e evoluídos, muito
difíceis de estudar. Habitam nas mais altas irradiações da
Natureza, e os menos evoluídos dentre eles, no fogo
comum. Tendo estes últimos, em geral, formas
serpenteantes e cores escuras. São dificilmente
concebíveis para quem carece de percepção nos estados Fig. 106 - O Fogo
sutis da Natureza.

Elementais do Ar: Recebem o nome de Silfos,


embora existam outras variedades, como os pequenos
e graciosos Elfos das corolas das flores, que são
mutações deste mesmo sub-reino. Habitam nos Éteres,
nos gases e, por conseguinte, no próprio Ar, onde podem
ser vistos; regem os ventos, as tempestades e as brisas
mais suaves. Seres altamente móveis, são a própria
imagem da atividade e, ainda mais, da velocidade.
Fig. 107 - Silfo
Elementais da Água: Conjuntamente com os
da terra são os mais conhecidos e não há povo pré-
histórico, antigo, medieval ou moderno que não os
descreva e lhes outorgue uma grande importância na
vida dos homens. Temos que esclarecer que quando
dizemos, por exemplo, Elementais da Água, damos uma
definição tão extensa como se disséssemos mamíferos
ou ovíparos, existindo dentro desse sub-reino uma
parecida ou maior variedade de formas de vida. Apesar
disso, todas as tradições escritas ou orais concordam
ao descrever os mais característicos, coincidindo nas suas
explicações, motivo por que negar a existência desses
seres, para uma pessoa culta e não atada a dogmas
eclesiásticos nem escolásticos, é uma grande audácia e
Fig. 108 - Ondina
uma falta de discernimento, pois é impossível que povos
inconexos como os Mayas e os Gregos, os Guaranis e
os Escandinavos, os Sumérios e os Japoneses, coincidam
nas suas descrições, se fossem estas meras fantasias.
Porém, este não é um problema para ser aqui detalhado.
Recordamos simplesmente ao leitor as tradições gregas,
que são as que mais graficamente passaram à nossa
atual forma de cultura. Elas motivaram, através de Roma,
os nomes de Ondinas, Tritões, Nereidas etc., que são
tão familiares ao leitor medianamente instruído. Mares, 185
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rios, lagos, cascatas, fontes, regatos e nuvens estão


repletos deles, nos seus milhares de aspectos diferentes.
Elementais da Terra: Comumente chamados
Gnomos e Fadas. Classificados entre os elementais da
terra, habitam bosques e pradarias, além das entranhas
do planeta, sendo os desta última variedade muito
temidos pelos primeiros e pelos ocultistas incompletos,
cujas experiências costumam lhes sair demasiado caras.
Em tempos muito remotos, quando os Deuses eram Reis
entre os homens, o conhecimento sobre esses
maravilhosos seres era dado desde a própria infância e
Fig. 109 - Gnomo daí vem o costume milenar de transmitir narrações de
Gnomos, Fadas e outros Espíritos às crianças, as quais,
por outro lado, ao trazerem consigo algo da sua
consciência devakânica, têm contatos com eles, sendo
partícipes dos seus jogos. Infelizmente, o culto que na
atualidade se faz ao "deus-máquina" tende a substituir
esses formosos "contos" por novelas "futuristas" em
que não existe realidade, primando a imaginação
extraviada dos seus autores por sonhos com um universo
infestado de monstros e de seres repugnantes em
constante guerra espacial com os habitantes da Terra,
quando não tomam como exemplo os seus imaginários
Fig. 110 - Fada
moradores de longínquas galáxias que as nossas crianças
devem admirar, não pelas suas virtudes, mas por terem
máquinas melhores e mais mortíferas do que as nossas.

Voltando ao Reino Animal, acrescentamos que


os da Linha Dévica, nos seus períodos entre encarnação
e encarnação, assimilam-se e convertem-se no que
realmente são: Elementais.

Linha Humana
A sua base geométrica é a pirâmide quadrangular;
na sua estrutura, as retas primam sobre as curvas. São
os que na sua futura Quarta Cadeia serão homens, ou
melhor dito, seres equivalentes aos Homens atuais, que
nessa época atualizarão a sua Quinta Cadeia e serão
Manasaputras, equivalentes por sua vez aos atuais
Senhores de Vênus. Os mamíferos são um claro expoente
desta linha evolutiva.
Casos Especiais: Sob este título queremos
186 colocar aqueles animais cuja evolução não parece
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enquadrar-se exatamente no esquema normal do Reino


Animal para este planeta e mais parecem ser mutações
de formas muito antigas de rondas anteriores, como os
aracnídeos.

Fig. 111 - Teia de Aranha no


jardim

Também diremos que existem insetos que, por


razões ainda não públicas, foram "importados" por certos
Deuses que ajudaram a humanidade na sua infância: tais
são os casos da abelha e da formiga.

Fig. 113 - Formigas

Fig. 112 - Abelha


Operária

Alma Grupal: Este é um sistema ensinado por


H. P. Blavatsky que, uma vez mais, trataremos de explicar
claramente pois, apesar de simples, foi mal compreendido
pela maioria dos estudantes.
Nós sabemos que a presente humanidade, no
seu conjunto, diferenciou unicamente de maneira plena
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os seus três corpos inferiores, ou seja: o Étero-Físico, o


Prânico e o Astral nas três cadeias completas que viveu,
e que agora está atualizando o seu corpo Kama-Manas
nesta Cadeia número 4, tendo um foco mental
(Manásico) extra, outorgado pelos Senhores da Mente
ou da Chama Mental (ver Doutrina Secreta - Tomo III);
de tal maneira que Atma, Budhi e praticamente Manas,
permanecem indiferenciados à espera da vivência das
próximas cadeias (quinta, sexta e sétima), e essa é
precisamente a sua "Alma em comum", pois nesses
Planos Elevados o homem ainda não logrou consciência
e, por conseguinte, carece de individualidade ativa.
Da mesma maneira, os animais que estão
diferenciando o seu Astral têm o seu Kama-Manas Grupal
e genérico para todos eles, possuindo os de evolução
semelhante um grupo dentro da Grande Alma Grupal e
assim sucessivamente, coisa que explica o porquê das
ações conjuntas de manadas, bandos e cardumes.

Ora bem, como as experiências do Indivíduo


Astral ainda não definiram um Eu Mental, elas passam
para o fundo comum da sua Alma de Grupo, o que, por
sua vez, explica como é que os leões, por exemplo, que
não têem formas de cultura nem uma transmissão escrita
ou oral conhecida, "herdam" a experiência dos seus
antepassados de que o
homem branco é mais
perigoso do que o negro,
e que uma espécie de pau
nas mãos dele
(espingarda) pode matá-
los à distância, enquanto
que o dos negros (lança)
tem um alcance mortal
muito menor.
Fig. 114 - Bando de Mas falta-nos
aves migratórias em ainda resolver uma grande incógnita: como é que os
formação
animais, a sós ou em conjunto, possuem certos rasgos
de inteligência que são inconcebíveis se considerarmos o
pouco desenvolvimento dos seus sistemas nervoso e
cerebral? Podemos, assim, observar que um bando de
patos ao voar põe-se em formação de "V", o que só foi
adotado pelos homens nestes últimos anos, como sendo
188 a melhor que se pode aplicar. Como é que esses animais
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de um índice mental tão inferior puderam conceber uma


manobra tão sagaz e que revela conhecimentos racionais
avançados sobre aerodinâmica? Como é que sabem as
gaivotas marinhas cortar o tendão dos mariscos para
extraírem o molusco interior (os médicos cirurgiões
sabem quão difícil é uma manobra deste tipo) com um
único e preciso golpe de bico? Como é que uma aranha,
desprovida ainda de um sistema nervoso central bem
organizado e de qualquer outra expressão de inteligência,
conhece geometria e resistência de materiais e aplica os
seus conhecimentos como o mais hábil dos arquitetos
humanos?
A lista de perguntas podia encher tomos e tomos
muito maiores do que este manual e, no entanto, os
cientistas materialistas ou dogmáticos explicam tudo de
modo muito enfático e seguro, como sendo acumulações
de experiências passadas, transmitidas pelos genes das
gerações anteriores. Se isto é certo nesses seres
inferiores, sê-lo-á ainda mais no homem e então, para
que empregar tanto esforço em dar às crianças os
conhecimentos? Não lhes ensinemos a ler e a escrever,
que pela magia dos genes o saberão fazer pouco depois
de nascer; os filhos dos matemáticos utilizarão a álgebra
espontaneamente e aqueles que tiverem dois avós
músicos saberão contraponto ou tocarão violino antes
dos setes anos sem que ninguém lhes mostre um
pentagrama...

Como é fácil de constatar, essa "sisuda afirmação


científica" não passa de uma simples hipótese que se
ensina como uma certeza pelo malfadado costume de
não se querer reconhecer que se ignoram muitas coisas,
mesmo sobre os temas mais vulgares e simples. (Talvez
algum leitor demasiado contente com as comodidades
da "Era Atômica" e conhecedor da "Teoria Indireta" queira
dar algumas voltas ao assunto dos Genes, mas quer o
vire de cabeça para cima ou para baixo, não deixará de
ser uma hipótese disfarçada de evidência e com contra-
face empírica)

O Ocultismo Oriental, único que sobreviveu à


Idade Média, pode explicar estes casos com a seguinte
teoria: existem Espíritos da Natureza de organização
superior que regem as Espécies e, por uma via
hierárquica, outros Espíritos inferiores regem os grupos 189
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menores; a inteligência evidenciada por esses animais


não é, então, própria deles, mas dos seus Regentes
Elementais que são equivalentes aos Deuses que instruem
e guiam os Homens. Por isso, se bem que nos seus
primeiros tempos a Humanidade estava, em aparência,
mais evoluída espiritualmente do que agora, na realidade
estava menos e os seus conhecimentos eram os dos
Deuses ou Reis Divinos, respondendo os homens de
maneira maquinal. A experiência atual é tão necessária à
Humanidade como à criança é necessário queimar-se
com o fogo a fim de saber na prática que não o deve
tocar e evitar sempre de fazê-lo. No princípio, os Deuses
vieram até nós, agora toca a nós irmos até Eles e ser
seus iguais.

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