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PLANO DE

ATENDIMENTO

EDUCACIONAL

ESPECIALIZADO

Secretaria Municipal de
Educação- SME

Ação Formativa Mensal

Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão


CEFAI

Divisão de Educação Especial

São Paulo -2021


AUTORIA
EQUIPE DA DIEE

DIVISÃO DE EDUCAÇÃO ESPECIAL – DIEE


CRISTHIANE SOUZA
DIRETORA

EQUIPE TÉCNICA – DIEE


ANA CLAUDIA DOS SANTOS CAMARGO
CELIA PEREIRA RAMOS CHAVES
LUCIANA NASCIMENTO CRESCENTE ARANTES
LUCIANA XAVIER FERREIRA
MARINEUSA MEDEIROS DA SILVA
THIAGO PEREIRA SOUZA

EQUIPE ADMINISTRATIVA
SILVANA APARECIDA LEMOS

COLABORADORES

ALESSANDRA MENDES DOS SANTOS


ANA LUIZA BACCHERETI SODERO DE TOLEDO
ANA PAULA FIGUEIRA DA SILVA
BIANCA BOCALETE WERNER
CAMILA RAMOS FRANCO DE SOUZA
CARLOS ALEXANDRE COSTA CORREIA
CELINA ALVES FERREIRA DE QUEIROZ
CLAUDIO ALVES DE MELO
CRISTIANE MARTINS SOARES
DANIEL DAMIÃO DA SILVA
DEBORA GEREZ PALADINI CORREA
DENIZE ALVES RODRIGUES SANCHES
ELAINE LOURENCO HARMES PASSARELLI
ELIANE MARIA DOMINGUES NASCIMENTO
ELISABETE VALENTIM DOS SANTOS
ELISAINE BATISTA DE OLIVEIRA
EUNICE SOUSA DO NASCIMENTO
GIOVANA PIETRAFESA SELLGE
GISLAINE BATISTA DA SILVA RODRIGUES
GIVANILSON ULISSES DA SILVA
IRINEIA APARECIDA SANTOS SILVA
IZABEL CRISTINA DA SILVA FORTIN
JEFFERSON FERREIRA DOS SANTOS
JULIANA SOUZA DE MIRANDA
KARINA LEITE RENTZ
MABEL BOZA MAYORAL SABINO
MAGALI SORBINI PEROCO
MARIA CRISTINA TORRES DAVID OLIVEIRA
MARIA LUCIMONE SOARES DA SILVA BENA
MARIA PAULA PERERA DEL PINO
MICHELLE CRISTIANE SEIXAS FERNANDES
PALOMA ROBERTA FERMINO
PATRICIA CARLA LIMA GALVAO
PATRICIA CESAR GONCALVES PEREIRA
SOLANGE APARECIDA DOS SANTOS GONÇALVES

Ação Formativa Mensal

Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão


CEFAI

Divisão de Educação Especial

São Paulo -2021


Na proposta de uma ação formativa com os CEFAIs
dos treze territórios nos debruçamos para
construição coletiva de um conteúdo
complementar ao Plano de Atendimento
Educacional Especializado (AnexoIII) da Portaria nº
8.764, de 23/12/2016 - Regulamenta o Decreto nº
57.379/ 2016 - Institui no Sistema Municipal de
Ensino a Política Paulistana de Educação Especial,
na Perspectiva da Educação Inclusiva. Este
documento vem referenciar as ações nos
territórios previstas principalmente pelo
Atendimento Educacional Especializado - AEE de
forma Itinerante, garantindo o atendimento pelo
PAAI por meio de Itinerâncias realizadas
sistematicamente pelos CEFAIs.
Refletindo um pouco
sobre os conceitos....

Pessoas com deficiência são aquelas que têm


impedimentos de longo prazo de natureza física,
mental, intelectual ou sensorial, os quais, em
interação com diversas barreiras, podem obstruir
sua participação plena e efetiva na sociedade em
igualdade de condições com as demais pessoas.”
(Convenção Internacional sobre os Direitos das
Pessoas com Deficiência – Art. 1°)

A acessibilidade prevê a eliminação de barreiras presentes no ambiente físico e


social que impedem ou dificultam a plena participação das pessoas com e sem
deficiência em todos os aspectos da vida contemporânea. A acessibilidade é
fundamental para a inclusão e deve estar presente em diferentes contextos.
Descrição das condições de acessibilidade da Unidade Educacional:
Acessibilidade arquitetônica (banheiros e vias de acesso, sinalização táctil,
sonora e visual);
-Acessibilidade pedagógica (livros e textos em formatos acessíveis e outros
recursos de Tecnologia Assistiva – TA – disponibilizados na escola);
-Acessibilidade nas comunicações e informações (tradutor/intérprete de
Libras, guia intérprete e outros recursos e serviços);
-Acessibilidade nos mobiliários (classe escolar acessível, cadeira de rodas e
outros);
-Acessibilidade no transporte escolar (veículo rebaixado para acesso aos
usuários de cadeira de rodas, de muletas, andadores e outros).
PORTARIA Nº 8.764, DE 23 DE DEZEMBRO DE 2016.Regulamenta o Decreto nº 57.379, de 13 de outubro de 2016, que “Institui no Sistema
Municipal de Ensino a Política Paulistana de Educação Especial, na Perspectiva da Educação Inclusiva.”

"Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de


característica interdisciplinar, que engloba produtos,
recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços
que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à
atividade e participação de pessoas com deficiência,
incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua
autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão
social"
(ATA VII - Comitê de Ajudas Técnicas (CAT) - Coordenadoria Nacional para
Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (CORDE) - Secretaria Especial dos
Direitos Humanos - Presidência da República).
O processo....
A INCLUSÃO ACONTECE
QUANDO... SE APRENDE
COM AS DIFERENÇAS E
NÃO COM AS
IGUALDADES
Paulo Freire

A nossa ação tem por base o Plano de Ação da Divisão de Educação


Especial - DIEE que diáloga com os treze territórios na perspectiva de
atendimentos mensais às Unidades Educacionais por meio das
Itinerâncias realizadas pelos Centros de Formação e Acompanhamento à
Inclusão - CEFAI. Com base nos dados colhidos pela SME/DIEE entendeu-
se a necessidade de alinhamento das ações que são de atribuições dos
CEFAIs e que visam garantir a implementação do AEE na RME. As ações
ocorreram dentro do calendário previsto, para as reuniões quinzenais de
equipe.

Colher dos territórios um Plano de AEE de referência e uma indicação bibliográfica que
respalda o estudo coletivo da contrução de um Plano de AEE. Estudo coletivo da DIEE
sobre os referencias dos Planos de AEE encaminhados e das bibliografias sugeridas.

Reflexões sobre a organização da Prática Pedagógica do AEE com base no Estudo de


Caso, na promoção do acesso e garantia da aprendizagem dos estudantes, a que se
destinam esse atendimento.

Considerações sobre a importância da organização do Atendimento Educacional


Especializado na promoção de um ambiente efetivo de aprendizagem.

Com os pares (interlocução entre Coordenadores de CEFAI e PAAIs de referência),


revisitar as orientações indicadas no Plano de AEE de referência da Portaria n°8.764,
quanto as ações que garantam a organização, produção e acompanhamento do Plano de
AEE.

Ainda com a interlocução entre Coordenadores de CEFAI e PAAIs de referência, refletir e


apontar, as orientações que permeiam cada campo do Plano de AEE com base na
organização e efetivação do serviço de AEE junto as Unidades Educacionais.

Apresentação dos pontos levantados coletivamente, sendo estes, utilizados no decorrer


deste documento.
A organização da
prática do AEE
"Construir o Projeto Político Pedagógico (PPP), prevendo a
oferta do Atendimento Educacional Especializado – AEE,
recursos e equipamentos específicos e condições de
acessibilidade, considerando a flexibilidade de sua
organização, em suas diferentes formas, conforme o Plano de
AEE de cada educando e educanda"
Portaria n 8.764 de 16 de dezembro de 2016;

Descrição das condições de


acessibilidade: arquitetônica, pedagógica,nas
comunicações e informações,mobiliários e
transporte.
Plano de AEE: identificação das barreiras encontradas, das
habilidades e necessidades educacionais específicas dos estudantes;
planejamento das atividades a serem realizadas; avaliação do
desenvolvimento e acompanhamento; periodicidade e carga horária e outras
informações da organização do atendimento;

Atividades e recursos pedagógicos e de


acessibilidade, prestados de forma complementar à formação
dos estudantes público da educação especial, matriculados no
ensino regular;

Articulação e interface entre os professores das


salas de recursos multifuncionais e os demais
professores das classes comuns de ensino regular.
O acompanhamento do Plano de
Atendimento Educacional
Especializado
"Lutar pela igualdade sempre que as diferenças nos
discriminem. Lutar pela diferença sempre que a
igualdade nos descaracterize"
Boaventura de Souza Santos

•PPP da Unidade Escolar – assegurar os direitos de


aprendizagem, o trabalho com a diversidade, as estratégias de
ensino inclusivas, os recursos pedagógicos e a acessibilidade;

Materiais bibliográficos para estudo, orientações via


itinerância na estratégias de comunicação com todos os
envolvidos;

•Plano de Trabalho – acompanhar a elaboração e execução no


que se refere ao serviço de AEE.

Articulação com os tempos e espaços histórico do qual


você e o estudante fazem parte, em especial no contexto
atual de Pandemia);

•Estudo da Concepção – produzir materiais didáticos e pedagógicos,


considerando as necessidades educacionais específicas, a partir dos
objetivos e das atividades propostas no currículo

Aprofundamento dos estudos da concepção de currículo


da rede (Equidade – Educação Integral e Educação
Inclusiva) e demais documentos norteadores da Rede;

•Recursos Humanos– analisar a demanda do território otimizando o


uso dos serviços de Educação Especial e dos recursos humanos
disponíveis na oferta de AEE;

•Organização dos recursos do humanos disponíveis


(exemplo profissionais de apoio, professores que atuam
com projetos diversos dentro da U.E, dentre outros).
O fazer...
A EDUCAÇÃO NÃO TRANSFORMA O
MUNDO. EDUCAÇÃO MUDA PESSOAS.
PESSOAS TRANSFORMAM O MUNDO.
Paulo Freire

Quando, após avaliação pedagógica/Estudo de Caso se


constatar que o estudante será ou não encaminhado ao
AEE, em quaisquer de suas formas, para fins de registro, o
Plano do AEE deverá ser elaborado com esta orientação.

I - Ensino do sistema Braille, do uso do soroban e das técnicas


para a orientação e mobilidade;
ATIVIDADES
II - Estratégias para o desenvolvimento da autonomia e
independência;
PRÓPRIAS
III - Estratégias para o desenvolvimento de processos mentais;
IV - Ensino da Língua Brasileira de Sinais - Libras, como primeira
DO AEE língua, para educandos e educandas com surdez;
ART. 22 - PORTARIA N 8.764
V - Ensino de Língua Portuguesa na modalidade escrita, como
segunda língua, para educandos e educandas com surdez;
VI - Ensino do uso da Comunicação Alternativa e Aumentativa
(CAA);
VII - Ensino da informática acessível e do uso dos recursos de
Tecnologia Assistiva – TA;
VIII - Orientação de atividades de enriquecimento curricular para
as altas habilidades ou superdotação.

As atividades próprias do Atendimento Educacional


Especializado elencadas estão descritas no Anexo I da Portaria de
referência.
Registros do documento
"A escrita não é um produto escolar, mas sim um
objeto cultural, resultado do esforço coletivo da
humanidade. Como objeto cultural, a escrita cumpre
diversas funções de existência"
Emília Ferreiro

É importante ressaltar, que estaremos registrando aqui os pontos


focais que apareceram na nossa ação formativa, como indicadores
para orientações dos campos que compõe o Plano de AEE.
Reiteramos que esse documento vem a ser um complemento, das
orientações que já acompanham o Anexo III da nossa Portaria n°
8.764.

Orientações Gerais:
PLANO DO AEE

- O ano de vigência deve estar no documento. Atentar-se quanto ao tempo de


trabalho destinado as ações para que o Plano seja revisitado nesta
periodicidade.

- O Anexo III da Portaria é o documento que deve ser seguido como Plano de
AEE de forma unificada, respeitando os seus campos de indicação, de modo que
não seja inserido e nem retirado nenhum deles;

- Atentar-se de que temos informações gerais que circulam nos documentos dos
estudantes que são comuns à Rede, como por exemplo as fichas de matrícula,
saúde e relatório pedagógico.

- Direcionar as ações que se remetem as especificidades do Atendimento


Educacional Especializado;

- É importante garantir uma linguagem acessível, prevendo a circulação do


documento no ambiente educacional.
Registros do documento

Dados do educando(a)/ Informações Gerais: PLANO DO AEE

- Reiteramos que as informações devem aparecer com breve relato (máximo 10


linhas);

- Avaliar sobre quais são as informações relevantes para inserção no Plano de


AEE, levando em consideração os demais campos existentes;

-Atentar-se a barreira levantada no Estudo de Caso como norteadora, da


produção escrita do Plano de AEE, considerando que as ações, devem estar em
consonância com ela;

- Deixar claro, quais ações são específicas do AEE e quais devem ser realizadas
pela rede regular;

- Refletir a cerca de quando que as informações sobre os atendimentos clínicos


do estudante são importante neste campo;

-Organizar a sistematização do Plano de AEE, de forma que todos os


participantes discutam o caso ao longo do ano.
Registros do documento

Organização do Atendimento: PLANO DO AEE

- Para tal indicação basear-se: Art. 23 - O AEE nas Unidades Educacionais da Rede Municipal de
Ensino será organizado nas seguintes formas:
I – colaborativo: desenvolvido dentro do turno, articulado com profissionais de todas as áreas do
conhecimento, em todos os tempos e espaços educativos, assegurando atendimento das
especificidades de cada educando e educanda, expressas no Plano de AEE, por meio de
acompanhamento sistemático do PAEE;
II – contraturno: atendimento às especificidades de cada educando e educanda, expressas no Plano
de AEE, no contraturno escolar, realizado pelo PAEE, na própria U.E, em U.E do entorno ou em
Centro de Atendimento Educacional Especializado – CAEE em Instituição de Educação Especial
conveniada com a SME.
III - Itinerante: dentro do turno, de forma articulada e colaborativa com professores da turma, a
Equipe Gestora, o PAAI e demais profissionais, assegurando atendimento às especificidades de cada
educando e educanda, expressas no Plano de AEE.

- Levar em consideração que a atuação do PAEE neste momento de pandemia, conforme


orientações vigentes está ocorrendo na forma colaborativo, sendo necessário contemplar nesse
espaço a rotina de atendimento prestado ao estudante (tempo, frequência e comporsição do
atendimento) conforme situação real;

Lembramos que a foma Itinerante de atendimento também tem que ser indicado a periodicidade de
acompanhamento, sendo acordado em nossa ação formativa o período mínimo: itinerância mensal
Registros do documento

Objetivos do AEE:PLANO DO AEE

- Ter clareza quanto as barreiras existentes na interação do estudante com o


ambiente escolar;

- Revisitar os objetivos reavaliando se os mesmos atendem as atividades


próprias do AEE (Art.22);

- Ponderar que os objetivos próprios do ensino regular (ensino aprendizagem)


não se confundam com os objetivos do AEE (eliminação de barreira para
acesso a aprendizagem);

-Atentar-se a temporalidade e a mobilidade que o Plano de AEE apresenta


frente aos seus objetivos podendo ser reestruturado a qualquer momento;
Registros do documento

Orientações e ações para o desenvolvimento do AEE:


PLANO DO AEE

- As orientações trazem o como será feito e quem será responsável por


cada uma dessas ações, pensadas coletivamente em prol do acesso do
estudante;

-As indicações devem contemplar a organização dos tempos e espaços


das U.E.s, considerando o acesso do estudante.

-Ressalta-se o alerta de que não basta garantir a escrita dessas


orientações mas também, o acompanhamento de sua efetividade nas
ações propostas.

- Fundamentar-se nas atividades básicas do AEE e na Portaria vigente


como norteadora dessa ação.
Registros do documento

Recursos de Acessibilidade/ Materiais para


eliminação de barreiras: PLANO DO AEE

- Na indicação de Recursos de Acessibilidade se faz necessário a garantia


do registro descritivo indicando como usar, onde e quando;

- Como parte desta descrição entende-se a necessidade de indicar tal qual


o recurso ou material será produzido e/ou adquirido implicando os
responsáveis pelo mesmo;

- Ratifica-se a necessidade dos recursos estarem relacionados com demais


campos do Plano de AEE, visto que o mesmo surge de uma discussão
coletiva sobre uma especificidade a ser atendida.

- Lembramos que os recursos pedagógicos e de acessibilidades devem


sempre estar assegurados no Projeto Político Pedagógico da Unidade,
assegurando os direitos de aprendizagem e o trabalho com a diversidade.
Registros do documento

Mobilização dos Recursos Humanos da


Unidade Educacional e outras Parcerias: PLANO DO AEE

- Conforme orientação já prevista no Plano de AEE, indicamos que sejam realizadas


avaliações sobre a real necessidade do serviços de apoio (como exemplo AVEs e
Estagiários), prevendo inclusive sua permanência que pode ser de caráter temporário ou
permanente. Além disso, orientar como essas ações destinadas aos apoios, também podem
ser compartilhadas, entre os diferentes profissionais das U.E.s.

- Fazer constar no Plano de AEE com qual objetivo e de que forma os profissionais de SPDM
( Supervisores Técnicos e Equipe Multidisciplinar), podem auxiliar nas questões relativas a
escolarização dos estudantes. Além disso, é necessário o acompanhamento das indicações
feitas por estas equipes, quanto ao desenvolvimento dos estudantes.

-Prever parcerias que podem ser pensadas, não apenas do aspecto direto ao estudante,
mas também em relação a formação dos professores, o acesso a serviços, aos recursos
de acessibilidade, produção de materiais didáticos acessíveis, desenvolvimento de
estratégias pedagógicas, e outras que sejam necessárias conforme estudo do contexto.
Exemplos de parceria: NAAPA, Serviços públicos de área da saúde, de assistência social,
relativas ao mundo do trabalho, dentre outras, triadas no território da U.E.
Registros do documento

Avaliação e Reestruturação do Plano de AEE: PLANO DO AEE

- Apesar do plano ter a vigência de um ano letivo, no que o que se refere a sua
estruturação e análise, é necessário que ele seja acompanhado periodicamente, de
forma que indique os avanços, ou até mesmo a necessidade de sua reestruturação.

- Atentar-se que a descrição que segue nesse espaço se refere aos objetivos traçados,
com base nas orientações e materiais destinados as especificidades que o Plano de AEE
atende. Quando se trata de avaliação no contexto geral, este registro comumente é
previsto nos demais documentos escolares e que são comum à todos estudantes da
RME.

-Refletir com a unidade educacional e com os pares (Professores De AEE), que a RME já
dispõe de documentos avaliativos oficiais, assim não se faz necessário, registrar nesse
espaço o que compete apenas ao ensino regular.

- Relatórios clínicos e de acompanhamentos terapêuticos devem ser organizados no


ambiente de comum acesso aos documentos e socializados conforme ações
conjuntamente com a Coordenação Pedagógica.
Multiplicando ....
"Trabalho em equipe bem sucedido se dá quando há
reciprocidade na união de forças, na divisão de
tarefas e na partilha de resultados".
Alison Aparecido

A partir do “Estudo de Caso” coletivo, realizado entre as equipes da


Educação Especial, tanto da SME quanto dos treze CEFAIs, ficou evidente a
necessidade do fortalecimento das ações do AEE, nos territórios. Deste modo,
surge a proposta formativa, em que os CEFAIs se utilizarão do mesmo
processo vivenciado, multiplicando estes saberes, para o Trio Gestor e para
PAEE.
Compreendendo que o processo formativo ocorre no momento em que os
participantes, se deparam com as reflexões propostas, à luz da práxis
pedagógica.
O material ofertado neste documento, vem ao encontro de delinear o
processo formativo, auxiliando o orientar-formador, na execução de
sua tarefa. Assim, apresentamos a organização discutida ao longo
deste material e a forma de como isso ocorrerá nos territórios.
Multiplicando ....

Para composição e estudo do contexto:

Levantamento e tratamento de dados dos treze territórios;

Leitura dos Plano de AEE, enviados pelos CEFAIs;

Escuta ativa das equipes;

Estudo sobre as orientações da portaria vigente;

Sistematização de um Plano de Ação.

O ESTUDO DO CONTEXTO RESULTOU EM: DADOS PARA A COMPOSIÇÃO DA PROPOSTA


FORMATIVA, DA COPED-DIEE COM OS CEFAIS.

METODOLOGIA DE AÇÃO DA DIEE: ESTUDO DE CASO DO PLANO DE AEE DOS


TERRITÓRIOS.

PÚBLICO ENVOLVIDO: COORDENADORES DO CEFAIs e PAAIS DE REFERÊNCIA.

AVALIÇÃO: CONTÍNUA E PROCESSUAL - DISCUSSÃO EM EQUIPE.

PRODUTO FINAL: DOCUMENTO ORIENTADOR E PAUTA COM A PROPOSTA


FORMATIVA.
Proposta Formativa

INDICADORES PARA CONTRUÇÃO DA PROPOSTA FORMATIVA


DOS TERRITÓRIOS:

Situação Problema - Necessidade de maior clareza, quanto o papel


de diferentes atores na Implementação do AEE nos territórios, em
conformidade com a portaria vigente.

Tema Gerador - Formação para equipe gestora das U.E.s, com a


temática centrada na Política Paulistana de Educação Especial, tendo
como foco o Plano de AEE, a partir, do Estudo de Caso.

Plano de Ação - Atuação formativa unificada da equipe de Educação


Especial da RME.

Público Alvo da ação formativa: Trio Gestor - Professores de AEE.

Operacionalização: Serão necessários 4 encontros formativos,


sendo que, o tempo de duração recomendado para cada um, é de no
mínimo 3 horas, totalizando em 12 horas de ação formativa,
referente ao Plano de AEE e sua articulação com o fazer do Trio
Gestor-PAEE.

Formadores: Equipe do CEFAI.

Previsão de início: Maio- 2021


O Processo

Levantar os dados de cada contexto – Conhecer as produções


escritas dos Plano de AEE de cada região – Planejar os
encontros formativos – Levantar bibliografia indicada –
Etapa 1 Estudar - Produzir as pautas e materiais semanais. –
(que antecede a
formação) Estabelecer os papéis de cada formador.

Apresentar a proposta formativa e o cronograma das


atividades - Socializar a pauta – Fornecer texto de apoio -
Executar a formação. – Ter como apoio um dos formadores,
Etapa 2 fazendo as anotações de cada encontro, em formato de
(durante a formação)
memória de reunião.

Estudar e avaliar a formação realizada, com a equipe da


Educação Especial (quando necessário alterar a ação
formativa) – Ouvir os participantes – Considerar as discussões
Etapa 3
(durante a formação)
durante o processo formativo – Produzir um produto Final.

Apresentar e socializar o produto final.

Etapa 4
(dinalização da ação)
A Pauta

Objetivo Geral do formador: replicar o “Estudo de Caso”,


realizado com o Plano de AEE, para o trio gestor e professores
de AEE, das Unidades Escolares.

Estudo
de Caso
TRIO GESTOR

Plano
do
Atendimento
Educacional
Especializado

PROFESSORES
DO AEE
A Pauta

Debater sobre a importância do Plano de Atendimento Educacional Especializado


estar em consonância com o PPP da escola;
Compreender que os processos de acompanhamento dos registros/avaliações
podem sinalizar questões importantes para composição do Plano de AEE;
Aprimorar-se da Portaria 8764/16;
Apreender o conceito de barreiras de acesso ao currículo segundo a Portaria
8764/16 e LBI;
Reconhecer a importância da sua atuação como mediador da consolidação de uma
escola inclusiva;
Efetivar os processos de articulações necessários para que o Trio Gestor junto ao
PAEE (quando houver na Unidade), PAAI e Professor da classe comum, compreendam
a importância do “Estudo de Caso”, para a construção do Plano de Atendimento
Especializado;
Discutir sobre o papel do Trio Gestor e do PAEE no acompanhamento da execução
do Plano de Atendimento Educacional Especializado;

Garantir a inserção das mobilizações indispensáveis ao atendimento das necessidades


especificas dos estudantes público do AEE no PPP, assegurando assim, sua
institucionalização por meio do seu Plano de Ação.
Indicar questões importantes referentes aos processos de acompanhamento dos
registros/avaliações, que possam ser sugestivos para o Plano de AEE;
Realizar ações formativas que propiciem o aprimoramento de estudo sobre a Portaria
8764/16;
Atuar em concordância com o conceito de barreiras de acesso ao currículo segundo a
Portaria 8764/16 e LBI;
Reconhecer a importância da sua atuação como mediador da consolidação de uma
escola inclusiva;
Efetivar os processos de articulações necessários para que o Trio Gestor junto ao
Professor da classe comum, compreendam a importância do “Estudo de Caso”, para a
construção do Plano de Atendimento Especializado;
Discutir sobre o papel do Trio Gestor no acompanhamento da execução do Plano de
Atendimento Educacional Especializado;
A Pauta

Barreiras de acesso ao currículo com base na Política Paulistana de Educação Especial,


na Perspectiva da Educação Inclusiva e na Lei Brasileira de Inclusão;
Princípios da educação Inclusiva;
Articulação do Trio gestor, junto ao PAEE, PAAI, Professor da classe comum;
Estudo de Caso
Plano de Atendimento Educacional Especializado;
O AEE no PPP;
Registros avaliativos;
Conceitos e princípios norteadores da portaria 8764 de dezembro de 2016.

Estudo de caso
Aula expositiva dialogada
Mediação estética
Trabalho em grupo
Atividade de fixação
Leitura de texto de apoio
A Pauta

SÃO PAULO. Município. Decreto nº 57.379, de 13 de outubro de 2016. Institui, no âmbito da


Secretaria Municipal de Educação, a Política Paulistana de Educação Especial, na Perspectiva da
Educação Inclusiva. São Paulo: Secretaria Municipal de Educação, 2016b. Disponível em:
http://portal.sme.prefeitura.sp.gov.br/Portals/1/Files/32661.pdf. Acesso em: 17 dez. 2020.

SÃO PAULO. Município. Portaria nº 8.764, de 23 de dezembro de 2016. Regulamenta o Decreto


nº 57.379, de 13 de outubro de 2016, que “Institui no Sistema Municipal de Ensino a Política
Paulistana de Educação Especial, na Perspectiva da Educação Inclusiva”. São Paulo: Secretaria
Municipal de Educação, 2016a. Disponível em: http://legislacao.prefeitura.sp.gov.br/leis/portaria-
secretariamunicipal-de-educacao-8764-de-23-de-dezembro-de-2016. Acesso em: 17 dez. 2020.

Bibliografia Complementar:
AGUIAR. L. G. Desafios do coordenador pedagógico no processo de inclusão de alunos com
deficiência no ensino regular. In: PLACCO, V. M. N.S.; ALMEIDA, L.R. (Org.). O coordenador
pedagógico e a diversidade. São Paulo. Edições Loyola, 2010.

AMARAL, Lígia Assumpção. Conhecendo a deficiência (em companhia de Hércules). [S.l: s.n.],
1995.

BRASIL, Lei nº 13.146, de 06 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com
Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm. Acesso em 19 fev.
2021.

Declaração de Salamanca: recomendações para a construção de uma escola inclusiva /


Coordenação geral: SEESP/MEC; organização: Maria Salete Fábio Aranha. Brasília: Ministério da
Educação, Secretaria de Educação Especial, 2003. Disponível em
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/serie3.pdf

ROPOLI, Edilene Aparecida. A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: a escola


comum inclusiva / Edilene Aparecida Ropoli. [et.al.]. - Brasília: Ministério da Educação, Secretaria
de Educação Especial; [Fortaleza]: Universidade Federal do Ceará, 2010. v. 1. (Coleção A Educação
Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar). P. 15-18. Disponível em:
https://acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/25849/1/A_Escola_Comum_Inclusiva.pdf

SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: acessibilidade no lazer, trabalho e educação. Revista Nacional
de Reabilitação (Reação), São Paulo, Ano XII, mar./abr. 2009, p. 10-16.

O papel da coordenação pedagógica na educação inclusiva. Diversa, 2019. Disponível em:


https://diversa.org.br/o-papel-da-coordenacao-pedagogica-na-educacao-inclusiva/

Guia de acessibilidade. Disponível em:


https://drive.google.com/file/d/1_sK7FLKg8pv_1L_y6KNzUc9rkCeZwMZn/view. Acesso em:
19.02.21
Mãos na massa

Nossa jornada começa com a necessidade de


reorganizarmos o trabalho do AEE dentro da RME, para
tal, estruturamos nossas ações por meio de ações
formativas, reuniões de equipe, discussões sistemáticas
e o levantamento de dados. Constatamos que, muito já
vem sendo feito de forma responsável e com qualidade.
Para mantermos a qualidade de nossos serviços e o
ampliarmos ainda mais, faz-se necessário a unificação
desta proposta formativa à todos territórios.
Contamos com a parceria preciosa de vocês!! Juntos
somos fortes.

DIEE CEFAI

Abril-2021

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