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FICHA DE TRABALHO

Biologia e Geologia – 11.º Ano


Proposta de Exercícios 9
Evolução Biológica e Sistemática dos seres vivos

PARTE 1. UNICELULARIDADE E MULTICELULARIDADE
Grupo I
Associações endossimbióticas nos protistas
As atuais associações simbióticas que se estabelecem entre protistas são alvo de estudo aprofundado, pois permitem-nos
compreender os processos de endossimbiose que ocorreram no passado.
A Hatena arenicola é um protista flagelado que foi descoberto em 2006 na zona entre marés na costa japonesa, alimentando-se de
diversas espécies de algas verdes unicelulares. Possui um ciclo de vida muito particular, que inclui a associação com uma alga do
género Nephroselmis.
Nas populações naturais de H. arenicola as células contêm um endossimbionte, que se encontra rodeado por uma membrana de
origem ainda desconhecida. Após o estabelecimento da associação, diversos componentes do endossimbionte são degradados,
nomeadamente as mitocôndrias, o citoesqueleto e os flagelos, contrariamente ao que acontece com o plastídio. Para confirmar que
corresponde ao organismo englobado, o plastídio (grupo de organelos encontrados nas células das plantas e das algas,
responsáveis pela fotossíntese) de H. arenicola foi alvo de análises de sequências de DNA que codificam RNA ribossomal, tendo-se
confirmado a sua identidade.

Figura 1 – Ciclo de vida de Hatena arenícola, evidenciando


o estabelecimento de uma relação de endossimbiose com
algas do género Nephroselmis.

1. Tendo em conta os dados da figura, é possível concluir que a associação


(A) … não é obrigatória para ambos os indivíduos, e aquando da divisão apenas uma das células de H. arenicola recebe o
endossimbionte.
(B) … não é obrigatória para ambos os indivíduos, e aquando da divisão ambas as células de H. arenicola recebem o
endossimbionte.
(C) … é obrigatória pelo menos para um dos indivíduos, e aquando da divisão apenas uma das células H. arenicola recebe o
endossimbionte
(D) … é obrigatória pelo menos para um dos indivíduos, e aquando da divisão ambas as células de H. arenicola recebem o
endossimbionte.

2. O estabelecimento da associação endossimbiótica representada na figura implica a


(A) … exocitose de Nephroselmis.
(B) … endocitose de Nephroselmis e a libertação de enzimas digestivas no compartimento celular onde se encontra a Nephroselmis.
(C) … exocitose de H. arenicola.
(D) … endocitose de Nephroselmis e o aumento das trocas metabólicas entre os microrganismos.

3. Segundo o modelo endossimbiótico, a endossimbiose permitiu o aparecimento de células _________, contendo estruturas
celulares, tais como __________.
(A) (…) eucariontes (…) mitocôndrias
(B) (…) procariontes (…) ribossomas
(C) (…) eucariontes (…) ribossomas
(D) (…) procariontes (…) mitocôndrias

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4. O aparecimento de organismos multicelulares favoreceu uma tendência evolutiva traduzida


(A) … num aumento da quantidade de energia produzida por célula e num aumento da uniformidade entre os organismos
(B) … numa diminuição da quantidade de energia produzida por célula e num aumento da diversidade dos organismos.
(C) … num aumento da quantidade de energia produzida por célula e num aumento da diversidade dos organismos.
(D) ... numa diminuição da quantidade de energia produzida por célula e num aumento da uniformidade entre os organismos.

5. O plastídio presente nas células de H. arenícola possui


(A) … DNA estruturalmente semelhante ao que se encontra no núcleo.
(B) … ribossomas estruturalmente semelhantes aos das células procarióticas.
(C) … ribossomas estruturalmente semelhantes aos que se encontram no citoplasma.
(D) … RNA estruturalmente semelhante ao que se encontra no núcleo.

6. Explique o aparecimento da multicelularidade, tendo como ponto de partida o modelo endossimbiótico.

PARTE 2. MECANISMOS DE EVOLUÇÃO


Grupo II
Um projeto internacional sequenciou o genoma da Amborella trichopoda, uma pequena árvore, com dois a três metros de altura,
que apenas existe na ilha principal da Nova Caledónia e é a única espécie descendente de uma linhagem muito antiga das plantas
com flor. Há cerca de 200 milhões de anos deu-se um fenómeno de duplicação de genoma numa planta superior, que foi depois
essencial para o aparecimento das plantas com flor. Esse fenómeno foi comprovado pela análise do genoma da Amborella
trichopoda, onde a duplicação ainda é visível no seu genoma.
Existem apenas 18 populações da Amborella trichopoda, todas nas regiões montanhosas da maior ilha da Nova Caledónia.
Pensa-se que o antepassado desta planta se tenha separado do restante ramo das plantas com flor há 160 milhões de anos. As
características genéticas que partilha com o resto das angiospérmicas surgiram numa altura inicial da evolução das plantas com flor.
O fóssil mais velho de uma planta com flor encontrado tem entre 135 e 130 milhões de anos, mas pensa-se que as angiospérmicas
tenham aparecido há mais de 160 milhões de anos. Nessa altura, a Terra estava no final do Jurássico, o período do meio da Era dos
Dinossauros, onde as florestas de coníferas eram dominantes. Mas no final do Cretácico, o último período onde os dinossauros
caminharam na Terra, as plantas com flores já eram dominantes.
1. Quanto à fonte de carbono e ao modo de obtenção de energia, as plantas da espécie Amborella trichopoda classificam-se,
respetivamente, em seres
(A) autotróficos e fotossintéticos.
(B) heterotróficos e quimiossintéticos.
(C) fotossintéticos e autotróficos.
(D) quimiossintéticos e heterotróficos.

2. De acordo com os dados do texto, o surgimento das plantas com flor resultou de
(A) duplicações no DNA mitocondrial.
(B) mutações ao nível do DNA mitocondrial.
(C) recombinações génicas no DNA mitocondrial.
(D) duplicações no DNA nuclear.

3. A comparação de sequências de genes de Amborella para a reconstrução de relações filogenéticas nas plantas com flor
constituem argumentos
(A) bioquímicos, de acordo com o darwinismo.
(B) bioquímicos, de acordo com o neodarwinismo.
(C) citológicos, de acordo com o darwinismo.
(D) citológicos, de acordo com o neodarwinismo.

4. O aparecimento das plantas com flor é indicador de uma evolução


(A) convergente, como resultado de pressões seletivas diferentes.
(B) convergente, como resultado de pressões seletivas idênticas.
(C) divergente, como resultado de pressões seletivas idênticas.
(D) divergente, como resultado de pressões seletivas diferentes.

5. Diversos fatores podem atuar sobre o fundo genético de uma população, sem a intervenção do Homem:
(A) as mutações, as migrações, a deriva genética, cruzamentos ao acaso e seleção artificial.
(B) as mutações, as migrações, a deriva genética, cruzamentos ao acaso e seleção natural.
(C) as mutações, as migrações, a deriva genética, cruzamentos não ao acaso e seleção natural.
(D) as mutações, as migrações, a deriva genética, cruzamentos não ao acaso e seleção artificial.

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6. O conjunto de genes de uma população constitui


(A) a deriva genética.
(B) as migrações.
(C) o fundo genético.
(D) a seleção natural.

7. Segundo Darwin, numa população de plantas com flor, a maior capacidade de sobrevivência da população às alterações
ambientais resulta de um equilíbrio entre
(A) a variabilidade e a seleção natural.
(B) as mutações a e recombinação génica.
(C) a variabilidade e a recombinação genética
(D) as mutações e a seleção natural.

8. Atualmente, a Terra é dominada por plantas que mostram o seu sistema reprodutor nas belas flores, que envelhecem e caem para
dar lugar a frutos, muitas vezes vistosos, que envolvem as sementes. Hoje, a alimentação do Homem seria completamente
diferente se este ramo da evolução não existisse, já que as espécies agrícolas e hortícolas são, na grande generalidade,
angiospérmicas.
Ordene as letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência cronológica dos acontecimentos relacionados com a evolução das
plantas.
A – Angiospérmicas, como Amborella trichopoda, plantas com flor.
B – Gimnospérmicas, como o pinheiro com os seus estróbilos, as pinhas, e sementes, como os pinhões.
C – Alga ancestral.
D – Filicíneas, como os fetos com o seu sistema vascular e folhas.
E – Briófitas, como os musgos, avasculares.

9. A Família Amborellaceae tem apenas um género, Género Amborella, que, por sua vez, tem apenas uma espécie, a Amborella
trichopoda, existindo apenas 18 populações desta espécie, todas nas regiões montanhosas da maior ilha da Nova Caledónia.
Justifique o facto de esta espécie poder estar em perigo de extinção.

10. As interações entre as plantas e os fungos que as parasitam são reveladoras de pressões evolutivas seletivas. O Homem tem
vindo a interferir com este processo, produzindo fungicidas que visam reduzir as perdas causadas pelas infeções fúngicas. Porém,
tem-se verificado que alguns fungos podem desenvolver resistência ao fungicida.
No rótulo de um frasco contendo uma solução comercial do fungicida triadimenol é possível ler: “Alguns fungos individuais podem
apresentar resistência ao produto, em resultado da variação genética natural. Estes indivíduos podem dominar a população de
fungos se o fungicida for usado repetidamente.”
Explique, numa perspetiva neodarwinista, a relação entre a diversidade genética de uma população de fungos com o aumento da sua
capacidade de se adaptar ao ambiente em que se adiciona o fungicida triadimenol.

Grupo III

Nas ilhas Canárias, foi efetuado um estudo filogenético de três espécies de lagarto (Gallotia galloti, Gallotia atlantica e Gallotia
stehlini) e de quatro populações da espécie Gallotia galloti (galloti Tenerife, galloti Palma, galloti Gomera e galloti Hierro).
A Figura 2 apresenta a distribuição geográfica de cada uma das espécies estudadas. Com base em dados de genética molecular, foi
construído o diagrama representado na Figura 3. Os números indicam a quantidade de substituições de nucleótidos no DNA
mitocondrial para o gene do citocromo b (proteína da cadeia transportadora de eletrões), ao longo das gerações, refletindo a
distância genética entre os ramos. Na ilha de Tenerife, foram analisadas duas populações, G. galloti S.Tenerife, no sul, árido, e G.
galloti N.Tenerife, no norte, húmido.
Para estudar as diferenças morfológicas dos lagartos das diferentes populações, os investigadores recolheram indivíduos de ambos
os sexos de cada uma das populações das diferentes ilhas. Os répteis foram criados em cativeiro, mantendo-se a separação entre as
diferentes populações, em condições ambientais idênticas. As descendências, de cada uma das populações, continuaram a mostrar
diferenças, de acordo com as características parentais.

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Figura 2

Figura 3

1. As condições de cativeiro permitiram o cruzamento aleatório entre lagartos _______ e as descendências _______ diferenças
morfológicas interpopulacionais.
(A) de populações diferentes … apresentaram
(B) de populações diferentes … não apresentaram
(C) da mesma população … apresentaram
(D) da mesma população … não apresentaram

2. Relativamente à espécie Gallotia stehlini, a espécie Gallotia atlantica apresenta _______ dispersão geográfica e está
filogeneticamente _______ afastada da espécie ancestral.
(A) maior … menos
(B) maior … mais
(C) menor … menos
(D) menor … mais

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3. Segundo o diagrama da Figura 2, as populações de G. galloti que apresentam maior semelhança no DNA mitocondrial para o gene
do citocromo b são
(A) as de La Gomera e as de El Hierro.
(B) as do sul deTenerife e as do norte deTenerife.
(C) as do norte de Tenerife e as de La Palma.
(D) as de La Gomera e as do sul de Tenerife.

4. A classificação apresentada na Figura 2 é


(A) prática e filogenética.
(B) racional e natural.
(C) prática e natural.
(D) racional e filogenética.

5. As diferenças morfológicas existentes entre as espécies G. stehlini e G. atlantica, segundo uma perspetiva neodarwinista, terão
resultado, entre outros fatores, da
(A) seleção natural exercida sobre o indivíduo.
(B) necessidade de sobreviver no ambiente.
(C) adaptação individual à alteração ambiental.
(D) ocorrência de mutações na população ancestral.

6. A expressão do gene mitocondrial para o citocromo b implica a


(A) tradução da sequência de codões do mRNA no RER.
(B) tradução da sequência de codões do mRNA nos ribossomas.
(C) transcrição do DNA para moléculas de RNA pré-mensageiro.
(D) transcrição do DNA para moléculas de desoxirribonucleótidos.

7. Pela análise dos nomes científicos os lagartos Gallotia atlantica e Gallotia galloti, podemos afirmar que esses lagartos não
pertencem ______ mas pertencem _____.
(A) à mesma espécie (…) ao mesmo género e à mesma família.
(B) ao mesmo género (…) à mesma ordem e à mesma classe.
(C) à mesma subespécie (…) à mesma espécie e ao mesmo género.
(D) à mesma ordem (…) à mesma subespécie e família.

8. Explique de que modo a formação de ilhas contribuiu para a diversificação de formas de vida na Terra.

As Professoras de Biologia e Geologia

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