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SUMÁRIO

1. RESUMO .............................................................................................................. 2
2. OBJETIVOS ......................................................................................................... 2
3. INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 3
4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL.................................................................... 5
4.1. Materiais e equipamentos ........................................................................... 5
4.2. Metodologia .................................................................................................. 5
4.3. Montagem experimental .............................................................................. 7
4.4. Apresentação de dados ............................................................................... 9
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO ......................................................................... 11
5.1. Tratamento de dados ................................................................................. 11
5.2. Resultados .................................................................................................. 16
5.3. Verificação quantitativa ............................................................................. 17
6. OBSERVAÇÕES E CONCLUSÕES .................................................................. 17
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................. 18
1. RESUMO

Neste trabalho descrevemos o experimento “Distribuição de Potencial e


Campo Elétrico”, o qual foi utilizado para encontrar as curvas equipotenciais e as
linhas de campo elétrico para diferentes distribuições de carga. Para isto, foi
montado um circuito composto por uma fonte DC, 2 eletrodos, um amperímetro, um
voltímetro e uma solução de sulfato de cobre, onde fizemos as medidas da diferença
de potencial e plotamos os pontos equipotenciais em um gráfico. Depois de verificar
o gráfico, traçamos as curvas equipotenciais, e, a partir destas, as linhas de campo
elétrico. Os resultados experimentais mostram que as curvas encontradas são
próximas das mostradas na literatura, indicando que a metodologia utilizada é
adequada.

2. OBJETIVOS

No experimento “Distribuição de Potencial e Campo Elétrico”, os objetivos a


serem alcançados são:

 Traçar as linhas de campo elétrico para diferentes distribuições de elementos


eletricamente carregados;
 Entender o efeito de ponta e para-raios a partir da distribuição de cargas e
campo elétrico;
 Entender como funciona a blindagem de um campo elétrico e a “gaiola de
Faraday”.

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3. INTRODUÇÃO

Define-se como superfície equipotencial o conjunto de pontos vizinhos


que possuem o mesmo potencial elétrico. O campo elétrico não realiza nenhum
trabalho líquido sobre uma partícula carregada que se desloca de um ponto para
outro de uma superfície equipotencial, independentemente da sua trajetória.

Quando uma carga se desloca de um ponto i para um ponto f em uma


região onde atua um campo elétrico, a energia potencial U dessa carga pode ser
𝑓 𝑓
escrita como: 𝑈 = − ∫𝑖 ⃗F . 𝑑𝑠 = −𝑞 ∫𝑖 ⃗E . 𝑑𝑠. Definimos o potencial elétrico

como a energia potencial por unidade de carga, logo: 𝑉𝑓 − 𝑉𝑖 = 𝑈/𝑞 =


𝑓
− ∫𝑖 ⃗⃗E . 𝑑𝑠⃗ . Se a trajetória ds for perpendicular às linhas de campo elétrico,
𝑓
temos: 𝑉𝑓 − 𝑉𝑖 = − ∫𝑖 E 𝑑𝑠 cos(90°) = 0. Portanto, as curvas equipotenciais

sempre serão perpendiculares às linhas de campo elétrico [1].

Na Figura 1 temos um exemplo das curvas equipotenciais e das linhas de


campo elétrico entre placas paralelas de carga oposta e em um dipolo elétrico.

Figura 1. Curvas equipotenciais e linhas de campo elétrico entre placas


paralelas de carga oposta e em um dipolo elétrico.

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Uma superfície condutora eletrizada possui campo elétrico nulo em seu
interior. Esse fenômeno é conhecido como “Gaiola de Faraday”, e pode ser
explicado pela distribuição uniforme de cargas na parte externa da superfície,
como mostra a Figura 2 [2].

Figura 2. Exemplo do efeito da Gaiola de Faraday no interior de um condutor


eletrizado.

Por fim, temos o efeito de ponta, que consiste no acúmulo de cargas


elétricas em superfícies de formato agudo, onde há uma maior densidade de
cargas em comparação com superfícies mais planas, cujas cargas se encontram
mais dispersas [3]. Este efeito também pode ser observado na Figura 2.

Neste contexto, foram montados circuitos compostos por placas


condutoras e cargas pontuais, a fim de traçar as linhas de campo elétrico para
diferentes distribuições desses elementos.

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3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

3.1. Materiais e equipamentos

- Cuba plástica;
- Eletrodos de cobre e alumínio;
- Solução de sulfato de cobre;
- Cabos;
- Fonte DC 0 – 30 V;
- Voltímetro;
- Amperímetro.

3.2. Metodologia

- Fazer medidas da diferença de potencial, traçar as curvas equipotenciais a partir


dessas medidas, e traçar as linhas de campo elétrico a partir dessas curvas;

- Observar o efeito de ponta a partir da montagem de uma configuração de eletrodos


ponto – placa e do estudo das linhas de campo;

- Colocar um anel no meio de uma configuração de eletrodos placa – placa,


descrever o comportamento do potencial elétrico e do campo elétrico no interior do
anel, e entender a blindagem de um campo elétrico e a “gaiola de Faraday” a partir
dos resultados;

- Variáveis envolvidas: Diferença de potencial (V);

- O circuito do experimento foi montado de acordo com a Figura 3, onde temos o


amperímetro A, em série com a Fonte DC, e o voltímetro V, com um de seus
terminais fixos em um eletrodo e o outro, móvel, mergulhado na solução de sulfato
de cobre. Os eletrodos de cobre e alumínio também estão mergulhados nessa
solução, que está sobre uma cuba plástica;

- Utilizar a escala de 2 V no voltímetro, e de 20 mA no amperímetro, a fim de


preservar a integridade desses instrumentos de medida.

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Figura 3. Esquema da montagem do circuito do experimento.

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3.3. Montagem experimental

O experimento foi feito da seguinte forma:

1) Colocamos a cuba plástica sobre um papel milimetrado, de forma que o seu


centro coincidiu com o centro do papel.
2) Dividimos o eixo x (eixo que une os pontos médios dos eletrodos) em sete
pontos equidistantes, para, assim, fazer sete medidas.
3) Colocamos, nas posições (0, 90) e (0, -90) do papel milimetrado, dois
eletrodos: um de cobre e outro de alumínio.
4) Colocamos na cuba plástica, uma quantidade de solução aquosa de Cu2SO4,
de forma que entrassem em contato com os eletrodos.
5) Montamos o circuito apresentado na Figura 4 conforme o diagrama da Figura
3, e fixamos uma das pontas de prova do voltímetro num eletrodo enquanto a
outra ponta ficou móvel.
6) Alimentamos o circuito com a fonte numa tensão de 2,0 V, de modo a
estabelecer uma corrente elétrica baixa entre os eletrodos.
7) Colocamos a ponta móvel no ponto (-50, 0) e medimos a diferença de
potencial utilizando o multímetro. Anotamos este valor na coluna V da Tabela
1. Posicionamos a ponta móvel em cada uma das ordenadas y indicadas na
Tabela 1, e procuramos o ponto nessa ordenada que possui o mesmo
potencial, apenas movendo a ponta na horizontal.
8) Repetimos o processo 7, medindo a diferença de potencial nas posições
(-25, 0), (0, 0), (25, 0), (50, 0), e anotamos todos os valores e medidas na
Tabelas 1.
9) Repetimos os passos 7 e 8 para as configurações: placa – ponto e ponto –
ponto, anotando os resultados nas Tabelas 3 e 4, respectivamente.
10) Introduzimos um aro condutor no centro (0,0) do papel milimetrado
(equidistante dos eletrodos). Fizemos as medidas de potencial para encontrar
as linhas equipotenciais exteriores ao aro, repetindo os procedimentos 7 e 8,
conforme os valores de x e y indicados na Tabela 4. Anotamos os resultados
na Tabela 4.

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11) Fizemos as medidas de potencial no interior do aro, em seu centro e em
cada um de seus quadrantes, e anotamos os valores indicados pelo
multímetro na Tabela 5.

Figura 4. Montagem experimental do circuito.

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3.4. Apresentação de dados

A Tabela 1 foi feita com os dados obtidos a partir do experimento com dois
eletrodos em forma de placa.

Tabela 1. Dados coletados do esquema placa – placa, contendo as medidas da


diferença de potencial (V) e os respectivos pontos (x, y) que possuem esse
potencial.

V (V) (x, y) (x2, -20) (x3, -40) (x4, -60) (x5, 20) (x6, 40) (x7, 60)
0,41 (0, -50) (-53, -20) (-53, -40) (-53, -60) (-52, 20) (-54, 40) (-54, 60)
0,66 (0, -25) (-26, -20) (-25, -40) (-25, -60) (-25, 20) (-26, 40) (-26, 60)
0,89 (0, 0) (0, -20) (0, -40) (0, -60) (0, 20) (-1, 40) (-2, 60)
1,12 (0, 25) (27, -20) (28, -40) (29, -60) (27, 20) (27, 40) (26, 60)
1,33 (0, 50) (50, -20) (50, -40) (51, -60) (49, 20) (49, 40) (49, 60)

As Tabelas 2 e 3 são referentes aos dados obtidos pelo experimento feito a


partir das configurações placa – ponto e ponto – ponto, respectivamente.

Tabela 2. Dados coletados do esquema placa – ponto, contendo as medidas da


diferença de potencial (V) e os respectivos pontos (x, y) que possuem esse
potencial.

V (V) (x, y) (x2, -20) (x3, -40) (x4, -60) (x5, 20) (x6, 40) (x7, 60)
0,26 (0, -50) (-51, -20) (-51, -40) (-51, -60) (-49, 20) (-49, 40) (-51, 60)
0,36 (0, -25) (-24, -20) (-25, -40) (-24, -60) (-26, 20) (-26, 40) (-26, 60)
0,49 (0, 0) (3, -20) (4, -40) (5, -60) (2, 20) (5, 40) (6, 60)
0,61 (0, 25) (28, -20) (31, -40) (35, -60) (28, 20) (32, 40) (40, 60)
0,73 (0, 50) (50, -20) (59, -40) (75, -60) (52, 20) (59, 40) (77, 60)

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Tabela 3. Dados coletados do esquema ponto – ponto, contendo as medidas da
diferença de potencial (V) e os respectivos pontos (x, y) que possuem esse
potencial.

V (V) (x, y) (x2, -20) (x3, -40) (x4, -60) (x5, 20) (x6, 40) (x7, 60)
0,74 (0, -50) (-50, -20) (-54, -40) (-60, -60) (-45, 20) (-50, 40) (-57, 60)
0,82 (0, -25) (-21, -20) (-23, -40) (-25, -60) (-24, 20) (-25, 40) (-30, 60)
0,95 (0, 0) (7, -20) (11, -40) (14, -60) (9, 20) (6, 40) (10, 60)
1,03 (0, 25) (26, -20) (30, -40) (38, -60) (24, 20) (26, 40) (25, 60)
1,17 (0, 50) (55, -20) (65, -40) (80, -60) (54, 20) (61, 40) (76, 60)

A Tabela 4 apresenta os resultados obtidos a partir da configuração placa –


placa ao introduzir um aro no centro do papel milimetrado, sendo que as medidas
foram feitas em locais exteriores ao aro.

Tabela 4. Dados coletados do esquema placa – placa com um aro no centro,


contendo as medidas da diferença de potencial (V) e os respectivos pontos (x, y)
exteriores ao aro que possuem esse potencial.

V (V) (x, y) (x2, -20) (x3, -40) (x4, -60) (x5, 20) (x6, 40) (x7, 60)
0,36 (0, -50) (-50, -20) (-48, -40) (-48, -60) (-49, 20) (-48, 40) (-48, 60)
0,41 (0, -40) (-38, -20) (-37, -40) (-34, -60) (-39, 20) (-36, 40) (-36, 60)
0,59 (0, -30) (-28, -20) (-22, -40) (-20, -60) (-26, 20) (-23, 40) (-20, 60)
0,98 (0, 30) (34, -20) (29, -40) (26, -60) (31, 20) (29, 40) (26, 60)
1,05 (0, 40) (41, -20) (38, -40) (36, -60) (40, 20) (37, 40) (34, 60)
1,16 (0, 50) (51, -20) (50, -40) (48, -60) (50, 20) (48, 40) (47, 60)

Mantendo o esquema anterior, a Tabela 5 expõe as medidas da diferença de


potencial em locais interiores ao aro, em seu centro e em cada um de seus
quadrantes.

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Tabela 5. Dados coletados do esquema placa – placa com um aro no centro,
contendo as medidas da diferença de potencial (V) em cinco pontos distintos (x, y)
interiores ao aro.

N (x, y) V (V)
1 (0, 0) 0,76
2 (10, 10) 0,77
3 (-10, 10) 0,74
4 (-10, -10) 0,76
5 (10, -10) 0,77

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1. Tratamento de dados

Os esboços apresentados a seguir foram feitos de forma manual, utilizando


uma impressão com escalas milimetradas para facilitar o desenho. Assim, o ajuste
do gráfico foi feito de forma grosseira, buscando ter curvas suaves, a fim de obter
uma melhor aproximação da realidade e respeitar a continuidade das linhas de
campo.

As curvas equipotenciais foram traçadas a partir dos pontos com o mesmo


potencial. Sabendo que essas curvas sempre serão perpendiculares às linhas de
campo elétrico, traçamos essas linhas em um mesmo gráfico, para cada uma das
configurações. Os resultados são apresentados a seguir, nas Figuras 5, 6, 7 e 8.

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4.2. Resultados

Analisando o gráfico da Figura 5, observa-se uma aparente uniformidade nas


linhas de campo elétrico, que se encontram paralelas umas das outras, salvo leves
desvios. Esse resultado entra em conformidade com o que é previsto pela literatura,
que diz que o campo elétrico entre duas placas paralelas de carga oposta é
constante, como mostra a Figura 1.

No gráfico da Figura 6, notamos uma regularidade nas linhas de campo


elétrico próximas à placa, como na Figura 5, mas que vão se convergindo conforme
se aproximam da carga pontual, indicando um aumento da densidade de linhas de
campo. Isso ocorre devido ao efeito de ponta, afinal, o ponto utilizado possui uma
grande curvatura, o que causa um maior acúmulo de cargas em sua superfície e,
consequentemente, um campo elétrico mais elevado ao seu redor.

Para a configuração ponto – ponto, cujo gráfico se encontra na Figura 7,


observamos curvas mais acentuadas nas proximidades dos pontos, ou seja, o
campo elétrico é mais elevado nesses arredores. Esse comportamento também
condiz com o mostrado na literatura, já que agora o efeito de pontas é observado em
ambos os pontos.

Para a configuração placa – placa com um aro no centro, representada pelo


gráfico da Figura 8, assim como na configuração placa – placa, podemos notar uma
uniformidade do campo elétrico em locais próximos às placas, porém elas
convergem em direção ao aro conforme se aproximam dele. O efeito de pontas é,
novamente, o motivo desse acontecimento, pois o aro possui uma curvatura
acentuada, causando um acúmulo de cargas em sua superfície, analogamente ao
observado em cargas pontuais. O resultado é próximo do esperado, como é possível
observar da comparação com o gráfico da Figura 1.

Na Tabela 5, a medição da diferença de potencial em locais interiores ao aro


apresentou uma dispersão mínima, em decorrência da “Gaiola de Faraday”. O aro
cria, em seu interior, um local de campo elétrico nulo, logo, faz sentido que a
diferença de potencial nessa região seja constante, dada a própria definição de
potencial elétrico.

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4.3. Verificação quantitativa

A partir do experimento, foi possível analisar as linhas de campo e as curvas


equipotenciais para diversas configurações. Observando os gráficos apresentados,
notamos uma grande semelhança com o resultado esperado, com desvios
aceitáveis se tomarmos a ideia de que o experimento realizado é uma aproximação
da idealização descrita na literatura, pois as afirmações contidas na teoria são
sólidas para um sistema no vácuo. Na configuração placa – placa, obtivemos a
melhor aproximação da teoria por seu campo elétrico ser uniforme, o que facilitou a
análise e o desenho. O gráfico da Figura 6 também apresentou coerência nas linhas,
comprovando o efeito de ponta, onde a densidade de linhas aumenta na medida que
elas se aproximam da carga pontual, algo que se repetiu no gráfico da Figura 7.
Assim como as demais, o gráfico da Figura 8 se mostrou próximo do previsto pela
literatura. Na análise da diferença de potencial no interior do aro, notamos um
pequeno desvio entre os valores encontrados, mas cujos desvios são desprezíveis
dadas as condições estabelecidas, comprovando, assim, o efeito da blindagem do
campo elétrico.

5. OBSERVAÇÕES E CONCLUSÕES

Através do método de encontrar as curvas equipotenciais, traçamos as linhas


de campo elétrico para diferentes configurações de elementos eletricamente
carregados, e observamos que os resultados encontrados são próximos dos
previstos pela literatura. Os desvios encontrados na suposta uniformidade do campo
elétrico entre duas placas, e em alguns pontos que fazem a curva equipotencial
perder um pouco de sua regularidade, são mínimos e justificáveis.

O efeito de ponta se fez presente nas distribuições que envolviam cargas


pontuais ou o aro, que, devido às suas curvaturas acentuadas, fazem com que suas
cargas fiquem mais concentradas, e o campo elétrico ao seu redor, mais elevado. Já
as placas condutoras não possuíam esse padrão de comportamento, pois, por não
ter nenhum tipo de curvatura, suas cargas são uniformemente distribuídas ao longo
de sua superfície.

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A “Gaiola de Faraday” foi observada na configuração placa – placa com um
aro no centro da cuba plástica, onde medimos o potencial elétrico no interior do aro,
e constatamos que este é praticamente constante. Uma diferença de potencial
constante indica um campo elétrico nulo no local, que é exatamente o esperado, já
que o aro condutor deve criar uma blindagem no campo elétrico.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] HALLIDAY, D.; WALKER, J.; RESNICK, R.. Fundamentos de física:


Eletromagnetismo. 9. Ed. [S.I.]: LTC, 2012. 388 p. v. 3.

[2] O que é uma Gaiola de Faraday?. Disponível:


<http://www.rwengenharia.eng.br/o-que-e-uma-gaiola-de-faraday/>. Acesso em: 26
de maio 2018.

[3] O “Poder das Pontas”. Disponível em: <


<http://efisica.if.usp.br/eletricidade/basico/carga/poder_pontas/>. Acesso em: 26 de
maio 2018.

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