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OBJETIVOS

 Apresentar os aspectos
gerais da NCET.
 Apresentar as Regras de
Engajamento
 Emprego do PCIFlu
SUMÁRIO

1. Amparo legal do Emprego de Tropas Federais em Op


GLO;
2. Princípios Gerais a Serem Seguidos nas Op GLO
3. Legislação de Apoio ao emprego de Tropa em Missões
GLO;
4. Principais Crimes Cometidos pela Tropa e Sofrido pela
Tropa
5. Posto De Controle E Inspeção Fluvial
NCET: NORMAS DE CONDUTA
PARA EMPREGO DE TROPA
 AMPARO LEGAL DO EMPREGO DE TROPAS FEDERAIS
EM Op GLO

a. O Art. 142 da CF/88:


 Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo
Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais
permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e
na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da
República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos
poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei
e da ordem.
 Art. 15. O emprego das Forças Armadas na defesa da Pátria e na
garantia dos poderes constitucionais, da lei e da ordem, e na
participação em operações de paz (...) :
 RESUMO AMPARO LEGAL

 Iniciativa P R, P STF, Senado Federal, Câmara dos


Deputados e Governadores de Estado.

 Deverá ser episódico, em área previamente


estabelecida e por tempo limitado.
PRINCÍPIOS GERAIS A SEREM SEGUIDOS NAS Op GLO

a. Definição:

1) Da Legalidade:

 - Toda atividade de tropa está sujeita aos preceitos da


legislação vigente no país.(Art 5º,II)

 “ Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de


fazer alguma coisa senão em virtude de lei”
PRINCÍPIOS GERAIS A SEREM SEGUIDOS NAS Op GLO

2) Da Razoabilidade:

 A discrição do militar deve ser razoável, compatível com


a finalidade da lei.

3) Da Proporcionalidade:

 A ação dos APOP e a reação da tropa empregada, deve


ser proporcional para não haver excesso por parte dos
integrantes desta “tropa”, durante a operação.
4) Princípio da Dignidade da Pessoa Humana (Art 5º,
III)

“ Ninguém será submetido à tortura nem a tratamento


desumano ou degradante”

5) Princípio da Intimidade (Art 5º,X)

“ São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a


imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização
pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”
6) Princípio da Inviolabilidade de Domicílio (Art 5º,
XI):
“ A casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela
podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo
em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar
socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial.”

7) Identificação Criminal (Art 5º, LVIII):


“O civilmente identificado não será submetido a
identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em
lei.”
8) A prisão de indivíduos (Art 5º, LXI):

“Ninguém será preso senão em flagrante delito ou por


ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária
competente, salvo nos casos de transgressão militar ou
crime propriamente militar, definidos em lei.”

9) Formalidades do Ato de Prisão (Art 5º, LXII):

“A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre


serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à
família do preso ou à pessoa por ele indicada.”
10) Direitos do Preso (Art 5º, LXIII):

“O preso será informado de seus direitos, entre os quais o


de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência
da família e de advogado.”

11) Direitos do Preso (Art 5º, LXIV)

“O preso tem direito à identificação dos responsáveis por


sua prisão ou por seu interrogatório policial”
PRINCIPAIS CRIMES COMETIDOS PELA TROPA:

- lesão corporal
- maus tratos
- abuso de autoridade (crime comum)
- constrangimento ilegal
- violação de domicílio
PRINCIPAIS CRIMES COMETIDOS CONTRA A
TROPA:

- lesão corporal
- desacato “Na dúvida não
- desobediência execute voz de
- dano prisão”
REGRAS DE ENGAJAMENTO

a) QUANDO PRENDER?
- Quando presenciar um ato criminoso ocorrendo ou
tendo acabado de ocorrer.
b) POR QUE PRENDER?
- a prisão em flagrante objetiva interromper a ação
criminosa ou preservar indícios da autoria do crime.
c) COMO AGIR?
- preservar o local do fato, se necessário, e lembrar o
maior número de detalhes possível das circunstâncias.
REGRAS DE ENGAJAMENTO

UTILIZAÇÃO DO ARMAMENTO

O emprego de munição real só poderá ser feito como


último recurso, para a proteção individual dos militares,
das instalações sob responsabilidade do Exército Brasileiro
e dos indivíduos e/ou bens colocados sob custódia da Força
e diante de ameaça concreta por parte das F
Adv/AD/APOP.
PCIFlu
POSTO DE CONTROLE E INSPEÇÃO FLUVIAL
PCIFlu

 O Controle e a Inspeção Fluvial é uma operação tipo


polícia realizada em ambiente rural ou urbano,
empregada em contexto de operações GLO, atribuições
subsidiárias, interagências ou convencionais, situações
de normalidade ou não-normalidade, guerra ou não-
guerra.
POSTO DE CONTROLE E INSPEÇÃO FLUVIAL
PCIFlu

 O PCIFlu é estabelecido para controlar movimento de


embarcações e pessoal;
 Bloquear a passagem de material ilícito;
 realizar a identificação e o controle de pessoas não
suspeitas;
 realizar a identificação e a abordagem a elementos
suspeitos;
 efetuar prisão de criminosos e capturar materiais
ilícitos.
As principais ameaças levantadas pelo CMA em sua área
de responsabilidade são:

a) Tráfico internacional de armas, munições, explosivos e


drogas.
b) Extração de madeiras em áreas de conservação e em
terras indígenas.
c) Garimpos ilegais em áreas de conservação e em terras
indígenas.
d) Grupos armados ilegais, nacionais ou estrangeiros
agindo em território nacional.
g) Prática da biopirataria.
Para cumprir sua missão, o PCIFlu será constituído
pelos seguintes grupos:
a) Grupo de Comando e Apoio
b) Grupo de Via
1) Equipe de Controle de Tráfego
2) Equipe de Segurança Aproximada
3) Equipe de Revista
c) Grupo de Reação
1) Equipe de Reação
2) Equipe de Perseguição
3) Equipe de Guarda de Presos
d) Grupo de Patrulha
RESULTADOS ESPERADOS NA SEGURANÇA DO PCIFlu

 Que o nível de segurança seja sempre alto e proporcional ao grau


de periculosidade do local onde está sendo realizado o bloqueio.
 Que o militar-segurança esteja sempre pronto para apoiar os
revistadores do bloqueio quando necessário.
 Que a tropa esteja sempre pronta para a autodefesa contra atos
ameaçadores.
 Fazer o uso correto do armamento, manuseando-o com destreza e
segurança.
 Interceptar, prontamente, as embarcações indicadas pelo Cmt de
Fração ou que tenham se evadido do PCIFlu.
 Executar eficazmente escolta de embarcações e pessoas detidas.
CONCLUSÃO
“Noções básicas do Direito
Prático podem evitar prejuízos
ao militar, ao cidadão e a
imagem do Exército”

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