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Apontamentos de apoio ao módulo de Linux

Paulo Matos

2003
- Apontamentos de apoio ao módulo de Linux -

Bibliografia Recomendada:
“Linux – Curso Completo”
Autor: Fernando Pereira
FCA - Editora

Paulo Matos - paulo_matos@portugalmail.pt -1-


- Apontamentos de apoio ao módulo de Linux -

Esquema das directorias mais importantes do Linux:

/ (raíz) raíz da árvore de directorias

/bin
ficheiros binários usados no arranque
/sbin programas para administrar e reparar o sistema

/dev ficheiros de hardware e periféricos do sistema

/mnt onde se montam sistemas de ficheiros temporários

/etc contém grande parte dos ficheiros configuração

/boot
ficheiros estáticos do boot loader

/home
contém as directorias dos utilizadores
Directorias dos
utilizadores
/proc ficheiros que representam todos os processos

/tmp ficheiros temporários

/usr
parecida com a raiz, contém sub-directorias com a
bin maior parte dos programas de sistema, documentação,
sbin
etc.

/var

log

mail Ficheiros de dados do sistema como mail, filas de


impressão, logs, etc.
tmp

spool

/root
directoria do super utilizador (root)

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Interpretação do resultado de um ls -la (similar ao dir em DOS):


Tipo de ficheiro pode ser:
- Æ Ficheiro normal
d Æ Directoria
l Æ Ligação a outro ficheiro (como um atalho no windows)
c Æ Ficheiros virtuais, normalmente periféricos (portas série, discos, etc.)
b Æ Idêntico ao anterior, mas não armazena no ficheiro, envia para periférico
s Æ sockets (portas de comunicação entre aplicações locais ou remotas)
p Æ pipes (estabelecem ligação entre processos)

Exemplo 1:
Tipo de ficheiro Utilizador Grupo Outros
- rwx rwx rwx
Em Binário 111 111 111
Em Octal 7 7 7

Exemplo 2:
Tipo de ficheiro Utilizador Grupo Outros
d r-x rw- r--
Em Binário 101 110 100
Em Octal 5 6 4

Como se chega aos valores em octal?

(read) (write) (execute)


r w x
22 21 20
2 1 0
Para r w x então 2 + 2 + 2 = 4 + 2 + 1 = 7
2 1
Para r w - então 2 + 2 + 0 = 4 + 2 + 0 = 6
2 0
Para r - x então 2 + 0 + 2 = 4+0+1=5
2
Para r - - então 2 + 0 + 0 = 4 + 0 + 0 = 4
1 0
Para - w x então 0 + 2 + 2 = 0+2+1=3
1
Para - w - então 0 +2 + 0 = 0 + 2 + 0 = 2
0
Para - - x então 0 + 0 + 2 = 0 + 0 + 1 = 1
Para - - - então 0 + 0 + 0 = 0 + 0 + 0 = 0

Se pretendemos que num determinado ficheiro (suponhamos “fich.txt”) tenhamos permissões de leitura, escrita e
execução, e pretendemos que ninguém do grupo nem outros utilizadores tenham qualquer permissão, então
executamos:

chmod 700 fich.txt

7 Æ Para utilizador ou proprietário do ficheiro (Permissão para ler escrever e executar)


0 Æ Para o grupo do utilizador (Sem permissões)
0 Æ Para quaisquer outros utilizadores (Sem permissões)

Se de seguida executamos ls –la , obtemos:

- rwx --- --- 1 antonio estudantes 2953 Dez 13 17:02 fich.txt

Nota: antonio é o utilizador (proprietário do ficheiro), estudantes é o grupo do antonio.

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Reparar o Sistema de Ficheiros:

fsck -a Æ executa sem interacção do utilizador

-c Æ verifica “bad blocks”

-v Æ gera reportório no final

Espaço em Disco:

Usado:

du -h Æ “legível aos humanos”

-s Æ Mostra só o total no final

Livre:

df -h Æ Similar ao du –h, mas mostra a distribuição do


espaço pelas drives.

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Comandos básicos para gerir de ficheiros e directorias:

cd Æ Mudar directoria actual


pwd Æ Mostra a directoria actual
ls Æ Mostra listagem da directoria
ln Æ Cria um link (atalho) para um ficheiro ou directoria
file Æ Determina o tipo de ficheiro
cat Æ Mostra conteúdo de ficheiro
tac Æ Mostra conteúdo de ficheiro (ordem das linhas invertida)
cut Æ Visualizar colunas
more Æ Mostra conteúdo do ficheiro (um ecrã de cada vez)
less Æ Idêntico ao anterior, mas permite utilizar as setas
wc Æ Contar caracteres, palavras e linhas
head Æ Mostra as primeiras linhas de um ficheiro
tail Æ Mostra as últimas linhas de um ficheiro
locate Æ Localizar ficheiros
touch Æ Se o ficheiro existe muda data de modificação, senão cria um
ficheiro vazio
cp Æ Copiar ficheiros
dd Æ Copia um ficheiro de um periférico para outro
mv Æ Mover ficheiros
rm Æ Apagar ficheiros (rm –r Æ Apaga directorias)
mkdir Æ Criar directorias
rmdir Æ Remover directorias (só vazias)

Expressões Regulares:
* zero ou n caracteres
+ um ou n caracteres
? Qualquer caracter (um só)
[a1B] Um carácter que seja ‘a’, ‘1’ ou ‘B’
[a-z] Um caracter de ‘a’ a ‘z’
[^xyz] Um caracter excepto ‘x’, ‘y’ ou ‘z’
\x Caracteres especiais (exemplo: \t para um tab)
^inicial Parte inicial igual a “inicial”
final$ Parte final igual a “final”

exemplo de utilização:
ls ^[0-9] mostra ficheiros com nome começado por números

ls [a-z]* ficheiros com nome composto por letras de ‘a’ a ‘z’

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Criar uma ligação a um ficheiro

echo “ola” > fich


ln –s fich AtalhoParaFich
ls -la
cat AtalhoParaFich

Apagar vários ficheiros em simultâneo

touch fich1 fich2


ls –l fich1 fich2
rm –i fich* ou rm –i fich[12] ou rm –i fich[1-2]

alias rm=”rm -i” Æ Sempre que se utilizar rm, pedirá para confirmar

Criar sub-directorias

mkdir teste/dirs/teste1 Æ Sem êxito!

mkdir teste
mkdir teste/dirs Correcto.
mkdir teste/dirs/teste1
ou
mkdir –p teste/dirs/teste1 Æ Correcto e mais rápido.

echo [fc]* > ficheiros.txt Æ Cuidado! Se o padrão [fc]* corresponder a algum ficheiro na
directoria corrente, este estará no ficheiro ficheiros.txt. Se
pretendemos escrever [fc]* no ficheiro ficheiros.txt, devemos usar
‘[fc]*’ ou \[fc\]*

Mais uma forma de escrever texto num ficheiro

cat > texto.txt


isto e texto!
<CTRL> + <D>
cat texto.txt

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Directoria . e ..

mkdir dire
pwd
cd dire
pwd
cd .
pwd
cd ..
pwd

Directoria Home

pwd
cd ~
mkdir dire
cd /
pwd
cd ~/dire
pwd

Ficheiros escondidos

cat > .escondido


nao se vê
<CTRL> + <D>
ls
ls –a

Ver utilizadores ligados

who ou w

Quantos são?
who | wc -l

Contar linhas, palavras e caracteres

wc .escondido (número de linhas, palavras e caracteres do ficheiro)


wc –l .escondido (número de linhas)
wc –w .escondido (número de palavras)
wc –c .escondido (número de caracteres)
cat *.txt | wc (linhas, palavras e caracteres de todos os ficheiros de texto)

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Executar ficheiro binário

Criar um ficheiro teste.c com o texto:


#include <stdio.h>
int main(int argc, char *argv[]) {
system(argv[1]);
}

gcc –o teste teste.c


teste ls Æ funciona?
./teste ls
echo $PATH
PATH=$PATH:.
echo $PATH
teste ls

String do prompt

echo $PS1
PS1=”\u$”
PS1=”[\u@\h \W]\$”

\t Hora actual no formato HH:MM:SS


\d Data no formato "DiaDaSemana Mês Dia"
\s Nome da shell
\w Directoria de trabalho (caminho completo)
\W Directoria de trabalho
\u O username
\h O nome da máquina (hostname)
\# Nº do comando
\! Nº do comando no histórico

Mover determinados ficheiros

for file in *.txt; do mv -v $file $file.old; done


Æ move todos os ficheiros .txt para .txt.old
ls -la

Substituição de comandos

ls –l $(locate pwd) Æ faz uma listagem às directorias onde encontrar pwd

Substituição de caracteres

cat fich | tr A-Z a-z Æ passa todas as letras maiúsculas para minúsculas
tr A-Z a-z < fich Æ “ “ “ “

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Guardar directorias em “pilha”

pushd ~/teste Æ vai para a directoria ~/teste, e guarda a directoria actual na pilha

popd Æ vai para a ultima directoria guardada com pushd

dirs Æ mostra as directorias na pilha

Remover directorias recursivamente

rmdir –p a/b/c Æ remove directoria ‘c’, depois ‘b’ e finalmente a ‘a’


rmdir a/b/c a/b a Æ equivalente à anterior

Listar coluna de ficheiro com “cut”

cut –d : -f 1 /etc/passwd Æ Lista a primeira coluna do ficheiro /etc/passwd onde os


campos estão delimitados por ‘:’

ls –l | cut –c2-10 Æ mostra só as permissões dos ficheiros (coluna 2 à 10)

Usar de Pipes (‘|’)

echo olá manuel | rev Æ faz o reverse da frase

Usar ‘tee’ (“sniffer” de pipes)

last | tee todos.txt | grep root > root.txt

PIPE PIPE REDIRECCIONA


root.txt
last tee grep

todos.txt

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stdin, stdout e stderr

cat fich 1>fich3 Æ o output ira para fich3 (redireccionou stdout)

Todos os processos terão estes ficheiros abertos:


0 Æ stdin
1 Æ stdout
2 Æ stderr
No caso anterior, redireccionamos o stdout (normalmente é o écran)

Controlo de processos

jobs Æ processos que estão em background

$ jobs
[1]- Stopped vim índex.html
[2] Running netscape&
[3]+ Stopped man ls

%+ o mais recente processo activo


%- o anterior

fg %1 Æ activa o processo 1 em “foreground”

bg %1 Æ activa o processo 1 em “background”

kill Æ Enviar sinais aos processos (não serve só para matar processos!)

kill –l Æ lista os tipos de sinais que podemos enviar aos processos

top Æ mostra uma série de estatísticas acerca do funcionamento actual do sistema

Sinais mais comuns:

Sinal Num Descrição

INT 2 Interrupt – stop running. O mesmo que premir CTRL+C.


KILL 9 “Die!” Força o processo a terminar
TSTP 19 Obriga a parar temporariamente. O mesmo que CTRL+Z

Se tivermos vários processos emacs a ser executados, e os quisermos terminar:

kill -9 $(pidof emacs) Æ Eliminamo-los todos.

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Compactar/Descompactar ficheiros:
gzip Æ não compacta mais que um ficheiro

Compactar:
tar –cf arquivo.tar . Æ coprime todos os ficheiros da directoria actual para o
ficheiro arquivo.tar
gzip arquivo.tar Æ comprime o ficheiro anterior

ou

tar –cf arquivo.tar . | gzip arquivo.tar Æ Comprimir as “duas vezes”

Descompactar:
gunzip arquivo.tar.gz Æ descompactar de .tar.gz para .tar (apaga o original)
tar –xvf arquivo.tar Æ descompacta finalmente os ficheiros do arquivo

ou

tar –xvzf arquivo.tar.gz Æ descompacta os ficheiros do arquivo e o ficheiro original


continua intacto (efectua as duas operações anteriores).

Dividir em vários ficheiros:

split –l 50 texto.txt div_ Æ Divide o ficheiro texto.txt em ficheiros com 50 linhas e


com nomes div_aa, div_ab, … div_zz (são no máximo
676 ficheiros = 262 ).

split –b 500k fich.tar.gz div_Æ Idêntica à anterior, mas divide o ficheiro (por bytes) em
partes de cerca de 500 KBytes.

split –b 5m fich.tar.gz div Æ Divide em ficheiros de cerca de 5 MBytes.

cat div_* > fich.tar.gz Æ Volta a juntar as partes (div_aa, div_ab, …,div_zz) que
antes dividimos, no ficheiro fich.tar.gz.

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Criar partições com fdisk:


fdisk /dev/hda Æ abre o editor de partições no primary master disk (/dev/hda)

/dev/hdb (primary IDE slave)


/dev/hdc (secondary IDE master)
/dev/hdd (secondary IDE slave)

Comandos mais úteis do fdisk:


a Æ alterar a partição activa (só deve haver uma!)
n Æ criar nova partição
p Æ mostra as partições existentes
w Æ sai e grava as alterações
q Æ sai sem gravar nenhuma alteração
m Æ ajuda
d Æ apagar partição
t Æ alterar o tipo de partição (FAT32, NTFS, Linux ext2, etc.)
l Æ listar tipos de partições conhecidas

Formatar sistema de ficheiros:


mkfs –t vfat -c /dev/hda2 Æ Verifica se existem sectores danificados e formata a
partição hda2 com o tipo vfat

Variáveis de ambiente:
printenv Æ Mostra as variáveis de ambiente definidas
ou
env

Algumas variáveis de ambiente e sua definição:

HISTFILE Nome e localização do ficheiro usado para guardar o histórico


HISTFILESIZE Tamanho máximo do histórico
HISTSIZE Numero máximo de comandos a guardar no histórico
HOME Localização da home directory
PATH Directorias onde procurar comandos
PS1 String que aparece no prompt
SHELL Nome da shell que estamos a usar
USER Utilizador que está ligado

nota: para ver o conteúdo de cada variável em particular usar echo (ex: echo $PATH)

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Histórico de comandos:

history Æ ver todos os comandos do histórico


history 10 Æ ver os últimos 10 comandos do histórico

fc –s 211 Æ executa o comando número 211 do histórico (igual a !211)


fc –l Æ ver listagem dos comandos do histórico
fc –l 100 110 Æ ver listagem dos comandos do histórico (do 100 ao 110)
fc –l cat man Æ igual ao anterior, mas desde o comando iniciado por cat até ao comando
iniciado por man

Gerir utilizadores e grupos


passwd Æ alterar a password
passwd paulo Æ alterar a passwd do utilizador Paulo

useradd –d /home/paulo paulo Æ criar utilizador paulo (depois deve-se alterar password)
userdel paulo Æ elimina o utilizador paulo

newgrp estudantes Æ altera o meu grupo para estudantes


gpasswd –a paulo estudantes Æ adiciona o utilizador paulo ao grupo estudantes

cat /etc/group Æ ver grupos, e utilizadores de cada grupo


groupdel estudantes Æ apagar grupo estudantes (atenção: verificar se não existe nenhum
utilizador)

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Prioridades de processos
nice: quanto maior for, menos recursos terá disponível. O mesmo será dizer que, se
aumentarmos o valor do nice, estamos a reduzir a prioridade ao processo.
O nice varia de -20 (“not very nice”:prioridade mais alta) a +19 (“very nice”:prioridade mais
baixa).

Executar um processo com máxima prioridade:


nice -20 comando

Executar um processo com prioridade mínima:


nice 19 comando

Alterar a prioridade de processos:


renice 15 3154 Æ altera o valor nice do processo com PID 3154 para 15 (baixa
prioridade)

renice -20 3154 Æ igual ao anterior, mas altera nice para -20

Podemos alterar a prioridade de todos os processos de um utilizador:


renice 19 –u paulo Æ todos os processos que o utilizador paulo estava a executar
terão prioridade mínima (19).

Exercício para melhor compreender o funcionamento do nice:

Editar um ficheiro com nome sempre, e escrever o seguinte:

#!/bin/sh
while [ 1 ]; do
echo qualquercoisa > /dev/null;
done

Tornar a script (ficheiro) executável:

chmod a+x sempre Æ activa permissão de executar, para todos (user,


group e others).

Executar duas vezes este processo (em background Æ &):

./sempre &
./sempre &

Verificar a utilização do CPU em % (de cada processo sempre):

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top

A um dos processos definir prioridade máxima, e ao outro mínima:

renice 19 2344 Æ (prioridade mínima para PID=2344)


renice -20 2345 Æ (prioridade máxima para PID=2345)

Verificar a utilização do CPU em % (de cada processo sempre):

top

(Verificar que um dos processos está a ocupar quase todo o tempo de CPU)

Para terminar os dois processos:

killall sempre Æ apaga todos os processos sempre em execução

“Symbolic Links” e “Hard Links”:

Symbolic Link:

original inode

link
dados

Hard Link:

original inode

dados
link

inode: é uma estrutura de dados que descreve um ficheiro no disco. Contém toda a
informação acerca do ficheiro, incluindo tipo, permissões, etc.

Se renomeamos ou apagamos o original num symbolic link, o link deixa de funcionar.


Se fizermos o mesmo num hard link, não terá qualquer efeito para o link.

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ln –s original link Æ cria symbolic link

ln original link Æ cria hard link

À partida parece que criar um hard link, é o mesmo que criar uma cópia do original (com cp),
mas é bem diferente pelo facto da cópia passar a ocupar o mesmo tamanho do original no
disco. Terá também um tempo de criação diferente, etc. Enquanto que um hard link fica com
os dados todos do original, pois está a partilhar estes dados.

Montar sistemas de ficheiros:


Exemplo de um ficheiro /etc/fstab:

# device mount-point tipo opções dump pass-no


/dev/hda3 / ext2 defaults 1 1
/dev/hda1 /boot ext2 defaults 1 2
/dev/hda5 /mnt/drivec ntfs defaults 1 2
/dev/hdb1 /usr/local ext2 defaults 1 2
/dev/hdb2 /home ext2 defaults 1 2
none /proc proc defaults 0 0
/dev/scd0 /mnt/cdrom iso9660 noauto,users,ro 0 0
/dev/fd0 /mnt/floppy auto noauto,users 0 0

tipo:
ext2 sistema de ficheiros standard do linux
ext3 sistema de ficheiros linux mais recente
iso9660 sistema de ficheiros usado em CD-ROMs
proc não é um sistema de ficheiros real, por isso não tem device associado
vfat usado pelo windows desde o Windows 95
ntfs sistema de ficheiros mais recente do Windows (XP)

opções:
noauto Para não ser montado no arranque
ro Monta apenas para leitura
users Permite aos utilizadores montarem e desmontarem
user Parecido ao anterior, mas um sistema de ficheiros só pode ser
desmontado pelo utilizador que o montou.

dump:
1 Sistema de ficheiros normal.
0 Sistema de ficheiros amovível.

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pass-no:

Este campo define a ordem em que os sistemas de ficheiros montados


automaticamente serão verificados pelo fsck. Por isso os amovíveis têm 0 (não são
verificados).

1 Raiz do sistema de ficheiros


0 Os que não são montados no arranque
2 Outros sistemas de ficheiros

Por exemplo, se quisermos montar a pasta /mnt/drivec com a partição /dev/hda5, e se não
estivesse descrito no ficheiro /etc/fstab, seria:

mount –t ntfs /dev/hda5 /mnt/drivec

Da forma que está definido no ficheiro fstab acima referido, este sistema de ficheiros é
montado no arranque, mas se não fosse (opções=noauto), bastava executar:

mount /mnt/drivec

Desmontar sistema de ficheiros:

umount /mnt/drivec Æ desmonta a drive acima referida

O comando mount usado sem opções mostra os sistemas de ficheiros montados actualmente.

Portas de série em Linux


As portas de série (portas COM1, COM2, etc. em DOS) em Linux correspondem aos ficheiros
iniciados por ttyS na directoria /dev.

Porta COM1 corresponde à /dev/ttyS0.


Porta COM2 corresponde à /dev/ttyS1.
etc.

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RESUMO
Teclas especiais em Linux:
q ‘quit’ : sair de comandos como more, less e man
Ctrl+c Também sai de alguns comandos
Ctrl+l Apaga o écran
Ctrl+a Põe o cursor no inicio da linha de comandos
Ctrl+e Põe o cursor no fim da linha de comandos
Ctrl+z Suspende o processo actual (mas não o mata!)

Comandos de ajuda e informações:

man cmd Mostra o manual do comando cmd


man -k palavra Lista todos os comandos (que têm manual) que contenham palavra
info cmd Lista informação do comando cmd
grep expr ficheiro Procura linhas com a palavra expr no ficheiro
find [path] [exp] Procura ficheiros no caminho path que tenham exp
locate fich Procura todos os ficheiros de nome fich na base de dados
printenv Mostra variáveis de ambiente
set [vars] Mostra/Define variáveis e funções
whatis fich Procura por fich na base dados whatis
whereis cmd Procura ficheiro fonte, executável e manual do comando cmd
which cmd Mostra o caminho completo do comando cmd

Comandos úteis com ficheiros de texto:


cat fich(s) Concatena os ficheiros fich e mostra no écran.
cat fich Mostra o conteúdo de fich sem paginar.
more fich Mostra o conteúdo de fich e faz paginação (less é melhor!)
less fich Mostra o conteúdo de fich e faz paginação
head fich Mostra as primeiras linhas do ficheiro fich
tail fich Mostra as últimas linhas do ficheiro fich
diff fich1 fich2 Mostra as diferenças entre os ficheiros fich1 e fich2
wc fichs Lista nº de caracteres, palavras e linhas dos ficheiros fichs
clear Apaga o écran (o mesmo que CTRL+L)

Imprimir:

lpr -Pprinter fich Imprime o ficheiro fich na impressora printer


lpq [-Pprinter] Ver a fila de espera da impressora printer
lpstat Ver filas de espera
lprm [-Ppri] 312 Remove da fila da impressora pri o trabalho 312
cancel trab Cancela o trabalho trab (na fila de impressão)

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Ferramentas Gerais:
. Directoria actual
.. Directoria pai (anterior)
~ Directoria “home” do utilizador
cd dir Muda directoria actual para a directoria dir
chmod permis fichs Altera permissões aos ficheiros fichs
chsh Muda a shell por defeito
Copia ficheiro f1 para f2 ou para directoria dir
cp [-ops] f1 (f2/dir)
date Mostra a data do sistema
du -h Mostra espaço usado
kill -9 pid Mata processo com PID=pid
ln Orig Novo Cria hard link do Orig em Novo
ln –s Orig Novo Cria symbolic link do Orig em Novo
login [username] Novo login ao sistema com username (ou não)
ls [dir] Listagem da directoria (equivalente ao dir em DOS)
ls -la [dir] Igual à anterior, mas mais detalhado
mkdir dir Cria directoria dir
rmdir dir Remove directoria dir (só se estiver vazia)
mv fich1 fich2 “Rename” fich1 para fich2
passwd utilizador Muda a password do utilizador
ps [-opcoes] Mostra a lista de processos do sistema
pwd Mostra o caminho completo da directoria actual
rm fichs Remove ficheiros fichs
rm -r * Remove tudo (excepto ficheiros iniciados por .) da directoria actual
recursivamente (cuidado!)
startx Inicia o modo gráfico (X-Window)
telnet host [porta] Liga-se à máquina host (na porta porta Æ opcional)
uname [-opcoes] Mostra o nome e versão do sistema operativo
who Listagem dos utilizadores ligados ao sistema
w Idêntico ao anterior, mas mais detalhe
whoami Mostra username actual
talk rui Inicia sessão chat com o utilizador rui na nossa maquina
talk rui@host Inicia sessão chat com o utilizador rui na maquina host
write rui@host Envia mensagem ao rui na maquina host (termina com CTRL+D)
wall Igual ao anterior, mas envia para todos os utilizadores ligados
msg y / n Liga/Desliga recepção de mensagens talk de outros
mail util@host<fich Envia ficheiro fich como mail para utilizador util na máquina host
xterm [-opcoes] Abre um novo terminal no modo X-Window

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