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Conselho Federal de Serviço Social – CFESS

Assistente Técnico
Administrativo

Língua Portuguesa
Fonologia: conceito, encontros vocálicos, dígrafos, ortoépia, divisão silábica, prosódia acentuação e
ortografia; .................................................................................................................................................................................. 1
Morfologia: estrutura e formação das palavras, classes de palavras; Sintaxe: termos da oração, período
composto, conceito e classificação das orações, concordância verbal e nominal, regência verbal e nominal,
crase e pontuação; ........................................................................................................................................................... 10
Semântica: a significação das palavras no texto; ...................................................................................................... 58
Interpretação de texto...................................................................................................................................................... 60

Raciocínio Lógico
Princípio da Regressão ou Reversão............................................................................................................................... 1
Lógica Dedutiva, Argumentativa e Quantitativa. Lógica matemática qualitativa, ............................................... 3
Sequências Lógicas envolvendo Números, Letras e Figuras. .................................................................................... 9
Geometria básica. .............................................................................................................................................................. 15
Álgebra básica e sistemas lineares. ............................................................................................................................... 18
Calendários. ........................................................................................................................................................................ 21
Numeração.......................................................................................................................................................................... 23
Razões Especiais. ............................................................................................................................................................... 29
Análise Combinatória e Probabilidade......................................................................................................................... 31
Progressões Aritmética e Geométrica. ......................................................................................................................... 35
Conjuntos; as relações de pertinência, inclusão e igualdade; operações entre conjuntos, união, interseção e
diferença. Comparações. ....................................................................................................................................................... 36

Conhecimentos Gerais
Domínio de tópicos relevantes de diversas áreas, tais como: política, economia, sociedade, educação,
tecnologia, energia, relações internacionais, desenvolvimento sustentável, segurança, artes e literatura e suas
vinculações históricas, a nível regional, nacional e internacional. ...................................................................................
Questões. ............................................................................................................................................................................. 29

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Conhecimentos Específicos
Documentação; conceituação: ata, atestado, certidão, circular, comunicado, convite, convocação, edital,
memorando, ofício, ordem de serviço, portaria, requerimento; ................................................................................... 1
Noções de administração: conceitos básicos; tipos de organização; estruturas organizacionais; .................. 4
Organogramas e fluxogramas; ...................................................................................................................................... 14
Noções de funções administrativas: planejamento, organização, direção e controle; ..................................... 16
Noções de administração: financeira, de pessoas e de materiais; ........................................................................ 18
Qualidade no atendimento: comunicação telefônica e formas de atendimento................................................. 48
Noções de Gestão de Pessoas: Conceitos, importância, relação com os outros sistemas de organização. A
função do órgão de Recursos Humanos: atribuições básicas e objetivos, políticas e sistemas de informações
gerenciais. ................................................................................................................................................................................. 55
Comportamento organizacional: relações indivíduo/organização, motivação, liderança, desempenho. .... 66
Desenvolvimento e treinamento de pessoal: levantamento de necessidades, programação, execução e
avaliação. ................................................................................................................................................................................. 85
Noções de arquivologia; ................................................................................................................................................. 88
Direito Administrativo: Ato Administrativo: conceito, elementos/requisitos, atributos, Convalidação,
Discricionariedade e Vinculação; ....................................................................................................................................... 94
Poderes da Administração; ............................................................................................................................................ 96
Processo Administrativo, Lei nº. 9.784/99; ................................................................................................................ 97
Constitucional: Os poderes do Estado e as respectivas funções; ....................................................................... 103
Hierarquia das normas; ............................................................................................................................................... 105
Princípios fundamentais da CF/88; .......................................................................................................................... 108
Direitos e garantias fundamentais; ........................................................................................................................... 109
Ordem social: base e objetivos da ordem social; seguridade social; educação, cultura e desporto; ciência e
tecnologia; comunicação social; meio ambiente; família, criança, adolescente e idoso; .................................... 116
Organização político-administrativa do Estado; .................................................................................................... 127
Orçamento Público: Conceitos e Princípios Orçamentários. ............................................................................... 133
Lei nº 8.662, de 7 de junho de 1993, que dispõe sobre a profissão do assistente social e dá outras
providências; ....................................................................................................................................................................... 139
Resolução CFESS nº 469, de 13 de maio de 2005, que regulamenta o Estatuto do Conjunto CFESS-
CRESS. ..................................................................................................................................................................................... 141
Ética profissional. ........................................................................................................................................................... 153

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LÍNGUA PORTUGUESA

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APOSTILAS OPÇÃO
cinco fonemas.
Em certas palavras, algumas letras não representam nenhum
fonema, como a letra h, por exemplo, em palavras como hora,
hoje, etc., ou como as letras m e n quando são usadas apenas
para indicar a nasalização de uma vogal, como em canto, tinta,
etc.
Fonologia: conceito, encontros Classificação dos Fonemas
vocálicos, dígrafos, ortoépia, Vogais: são fonemas que saem livremente pelo canal bucal.
divisão silábica, prosódia (a, e, i, o, u)
acentuação e ortografia; Consoantes: são fonemas produzidos com obstáculos à
passagem da corrente expiratória (b, c, d, f, g, h, j, k, l, m, n, o, p,
q, r, s, t, v, x, w, y, z).
Letra e fonema
Semivogais: são as vogais I ou U, quando acompanhadas de
outra vogal na mesma sílaba, formando, assim, um ditongo ou
Fonema é som da fala. Letra é o sinal gráfico que representa
tritongo.
o som da fala.
Exemplo: CASEIRO
O sistema fonético do português falado no Brasil registra um
número aproximado de 33 fonemas. Já o alfabeto português é
Sílaba: fonema ou grupo de fonemas emitidos de uma só vez.
constituído de 26 letras.
Exemplo: Acaso (a - ca - so).
O número de fonemas nem sempre é igual ao número de
letra em uma palavra:
ENCONTROS VOCÁLICOS
Duas letras podem representar um só fonema - carroça;
Ditongo: é o encontro de uma vogal e de uma semivogal ou
assalto; chave...
vice-versa na mesma sílaba.
A letra x pode representar dois fonemas ao mesmo tempo -
Os ditongos podem ser: orais ou nasais, crescentes ou
fixo (/k//s/); táxi (/k//s/)
decrescentes.
Há letras que não representam fonemas, mas são apenas
Ditongos orais: quando a vogal e a semivogal são orais.
símbolo de nasalidade - canto [cãto], santo [sãto]; falam [falã]
Exemplo: pai - fui - partiu
Ditongos nasais: quando a vogal e a semivogal são nasais.
Observação:
Exemplo: mãe - muito - quando
A letra H não corresponde a nenhum som. É apenas um
Ditongos crescentes: quando constituído por uma
símbolo de aspiração, que permanece em nosso alfabeto por
semivogal e uma vogal na mesma sílaba, isto é, quando a
força da etimologia e da tradição.
semivogal antecede a vogal. Exemplo: lírio - história
Ditongos decrescentes: quando formados por uma vogal e
DÍGRAFO
uma semivogal, isto é, a vogal antecede a semivogal. Exemplo:
Dígrafo - é o conjunto de duas letras que representam um só
pai - mau
fonema. São dígrafos:
Tritongos: é o encontro de uma vogal entre duas semivogais
ch - chave, achar
na mesma sílaba.
lh - lhama, telha
Tritongos orais: quais - averigüei - enxagüei
nh - ninho, menininho
Tritongos nasais: enxáguam - saguão - deságüem
rr - terra, carro
Hiatos: é o encontro de duas vogais em sílabas diferentes:
ss - isso, pássaro
Exemplo: vôo (vô - o) - saúde (sa - ú - de)
gu - guincho, joguinho
qu - quiabo, aquilo
CLASSIFICAÇÃO DAS VOGAIS
sc - nascer, descer
1.Quanto a zona de articulação
sç - cresça, desça
* anteriores ou palatais: quando à língua se eleva
xc - excelente, excêntrico
gradualmente para a frente. (/ É / - / Ê / - / I /)
*média: quando o fonema vocálico é emitido coma língua
Também são dígrafos os grupos que servem para representar
baixa, quase em repouso. (/ A /)
as vogais nasais. São eles:
*posteriores ou velares: quando a língua se eleva para trás.
am - campo
(/ Õ / - / Ô / - / U /)
an - anta
em - embora
2. Quanto à intensidade
en - tentar
* átonas - são aquelas que se pronunciam com menor
im - importar
intensidade ( casa, rosa, Pelé).
in - findo
* tônicas - são as que se pronunciam com maior intensidade,
om - bomba
isto é, onde cai o acento tônico (casa, rosa , Pelé).
on - desponta
um - atum
3. Quanto ao Timbre
un - profundo
*abertas: maior abertura do tubo vocal. (pá, pé, pó)
*fechadas: menor abertura do tubo vocal. (vê, vinda, avô,
Não confunda os fonemas com as letras. Fonema é um
mundo)
elemento acústico e a letra é um sinal gráfico que representa
o fonema. Nem sempre o número de fonemas de uma palavra
4. Quanto ao papel das cavidades bucal e nasal: as vogais
corresponde ao número de letras que usamos para escrevê-la.
podem ser orais e nasais
Na palavra chuva, por exemplo, temos quatro fonemas, isto é,
* orais: são aquelas cuja ressonância se dá na boca: ( par, fé,
quatro unidades sonoras [xuva] e cinco letras.
negro, vida, voto, povo, tudo)
Certos fonemas podem ser representados por diferentes
* nasais: são aquelas cuja ressonância se dá no nariz (lã,
letras. É o caso do fonema /s/, que pode ser representado por: s
pente - cinco - conto - mundo)
(pensar) – ss (passado) – x (trouxe) – ç (caçar) – sc (nascer) – xc
(excelente) – c (cinto) – sç (desço)
CLASSIFICAÇÃO DAS CONSOANTES
Às vezes, a letra “x” pode representar mais de um fonema,
1.Quanto ao modo de articulação:
como na palavra táxi. Nesse caso, o “x” representa dois sons,
* oclusivas: quando a corrente expiratória encontra um
pois lemos “táksi”. Portanto, a palavra táxi tem quatro letras e
obstáculo total (oclusão), que impede a saída do ar, explodindo

Língua Portuguesa 1
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APOSTILAS OPÇÃO
subitamente. / P / - / T / - / K / - / B / - / D / - / G / (E) adolescente
* constritivas: quando há um estreitamento do canal bucal,
saindo a corrente de ar apertada ou constrita, ou melhor, quando 02. Em qual das palavras abaixo a letra x apresenta não um,
o obstáculo é parcial. mas dois fonemas?
* fricativas: quando a corrente expiratória passa por uma (A) exemplo
estreita fenda, o que produz um ruído comparável a um fricção. (B) complexo
/F/-/S/-/X/-/N/-/Z/-/J/ (C) próximos
* laterais: quando a ponta ou dorso da língua se apóia (D) executivo
no palato (céu da boca), saindo a corrente de ar pelas fendas (E) luxo
laterais da boca. / L / - / LH /
* vibrantes: quando a ponta mantém com os alvéolos contato 03. (SEDUC/AM - MERENDEIRO – FGV). Marque a opção
intermitente, o que acarreta um movimento vibratório rápido, que apresenta uma palavra classificada como trissílaba.
abrindo e fechando a passagem à corrente expiratória. / R / - / (A) Alimentação
RR / (B) Carentes
(C) Instrumento
2.Quanto ao ponto de articulação: (D) Fome
* bilabiais: quando há contato dos lábios. (E) Repetência
* labiodentais: quando há contato da ponta da língua com a Respostas
arcada dentária superior.
* alveolares: quando há contato da ponta da língua com os 01. (D) (Em d, a palavra possui 7 fonemas e 7 letras. Nas
alvéolos dos dentes superiores. demais alternativas, tem-se: a) 10 fonemas / 11 letras; b) 7
* palatais: quando há contato do dorso da língua com o fonemas / 8 letras; c) 5 fonemas / 6 letras; e) 9 fonemas / 11
palato duro, ou céu da boca. letras).
* velares: quando há contato da parte posterior da língua
com o palato mole, o véu palatino. 02. (B) (a palavra complexo, o x equivale ao fonema /ks/).

3.Quanto ao papel das cordas vocais: 03. (B)


* surdas:quando são produzidas sem vibração as cordas (A) Alimentação = a-li-men-ta-ção - polissílaba
vocais. / P / - / T / - / K / - / F / - / S / - / X / (B) Carentes = ca-ren-tes - trissílaba
* sonoras: quando são produzidas por vibração das cordas (C) Instrumento = ins-tru-men-to - polissílaba
vocais. (/ B / - / D / - / G / - / V / - / Z / - / J / - / L /- / LH / - / (D) Fome = fo-me - dissílaba
R / - / RR / - / M / - / N / - / NH /) (E) Repetência = re-pe-tên-cia – polissílaba

4.Quanto ao papel das cavidades bucal e nasal: Ortoepia


* nasais: quando a corrente expiratória se desenvolve pela
boca e pelo nariz, em virtude do abaixamento do véu palatino. / Ortoepia é a correta pronúncia dos grupos fônicos, está
M / - / N / - / NH / relacionada com: a perfeita emissão das vogais, a correta
*orais: quando a corrente expiratória sai exclusivamente articulação das consoantes e a ligação de vocábulos dentro de
pela boca. contextos.

ENCONTRO CONSONANTAL Erros cometidos contra a ortoépia são chamados de


É o encontro de duas ou mais consoantes na mesma sílaba cacoepia. Alguns exemplos:
ou em sílabas diferentes Exemplo: su-bli-me - pronunciar erradamente vogais quanto ao timbre:
pronúncia correta, timbre fechado (ê, ô): omelete, alcova,
DÍGRAFO OU DIGRAMA crosta...; pronúncia errada, timbre aberto (é, ó): omelete, alcova,
É o grupo de duas letras que representam um só fonema. Os crosta...
dígrafos podem ser consonantais ou vocálicos. - omitir fonemas: cantar/canta, trabalhar/trabalha, amor/
Dígrafos consonantais: CH, LH, NH, RR, SS, SC, SÇ. XC, XS, amo, abóbora/abóbra, prostrar/prostar, reivindicar/revindicar...
QU, GU. - acréscimo de  fonemas: pneu/peneu, freada/
Dígrafos vocálicos: AM ou AN, EM ou EN, IM ou IN, OM ou freiada,bandeja/ bandeija...
ON, UM ou UN. - substituição de fonemas: cutia/cotia, cabeçalho/ cabeçário,
bueiro/ boeiro
LETRAS (DIACRÍTICA E ETIMOLÓGICA) - troca de posição de um ou mais fonemas: caderneta/
Diacrítica: é a segunda letra de dígrafo. Exemplo: chave - cardeneta, bicarbonato/ bicabornato, muçulmano/ mulçumano
campo - nasalização de vogais: sobrancelha/ sombrancelha,
Etimológica: é o h sem valor fonético . Exemplo: hoje - haver. mendigo/ mendingo, bugiganga/ bungiganga ou buginganga
- pronunciar a crase: A aula iria acabar às cinco horas./ A
CONTAGEM DE FONEMAS aula iria acabar às cinco horas.
1.dígrafo: vale 1 fonema - ligar as palavras na frase de forma incorreta: correta: A
2.x - ks: vale 2 fonemas aula/ iria acabar/ às cinco horas. Exemplo de ligação incorreta:
3.letra etimológica: não valem fonema algum A/ aula iria/ acabar/ às/ cinco horas.
4.Exemplos: (chave -> 5 letras e 4 fonemas) (fixo -> 4 letras e
5 fonemas) (hoje -> 4 letras e 3 fonemas). Prosódia

Fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/2445/1/ A prosódia está relacionada com a correta acentuação das


CLASSIFICACAO-DOS-FONEMAS/Paacutegina1.html palavras tomando como padrão a língua considerada culta.

Questões Abaixo estão relacionados alguns exemplos de vocábulos


que frequentemente geram dúvidas quanto à prosódia:
01. A palavra que apresenta tantos fonemas quantas são as - oxítonas: cateter, Cister, condor, hangar, mister, negus,
letras que a compõem é: Nobel, novel, recém, refém, ruim, sutil, ureter.
(A) importância
(B) milhares - paroxítonas: avaro, avito, barbárie, caracteres, cartomancia,
(C) sequer ciclope, erudito, ibero, gratuito, ônix, poliglota, pudico, rubrica,
(D) técnica tulipa.

Língua Portuguesa 2
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APOSTILAS OPÇÃO
- proparoxítonas: aeródromo, alcoólatra, álibi, âmago, Questões
antídoto, elétrodo, lêvedo, protótipo, quadrúmano, vermífugo, 01. (Unicentro)
zéfiro.
Há algumas palavras cujo acento prosódico é incerto,
oscilante, mesmo na língua culta. Exemplos: acrobata/acrobata,
crisântemo/crisântemo, Oceânia/Oceania, réptil/réptil, Xerox/
xérox e outras. Outras assumem significados diferentes, de
acordo a acentuação. Exemplo: valido/válido, Vivido /Vívido.
A ortoepia trata da correta pronúncia das palavras quanto
à emissão de vogais, à articulação das consoantes e ao timbre.
Como se evidencia nos casos a seguir:

Pronúncia correta Pronúncia incorreta


Bandeja Bandeija
Beneficência Beneficiência
Camundongo Camondongo
Caranguejo Carangueijo
Empecilho Impecilho A prosódia trata da correta pronúncia das palavras quanto à
Mendigo Mendingo posição da sílaba tônica. A ortoepia, da correta pronúncia quanto à
Mortadela Mortandela emissão de vogais
Reivindicar Reinvidicar
Assinale a alternativa correta quanto ao que se afirma na
A prosódia trata da correta pronúncia das palavras quanto à figura.
posição da sílaba tônica. Vejamos: a) “Sampa” é uma expressão formada pelo processo de
Pronúncia correta Pronúncia incorreta formação denominado abreviatura.
Avaro Ávaro b) As expressões “tô” e “té” representam exemplos de
Cateter Catéter variação linguística no nível social.
Circuito Circuíto c) A pronúncia do fonema /u/, de “Muskito”, representa um
Condor Côndor exemplo de erro de ortoepia.
Filantropo Filântropo d) “Riu”, “Gidifora”, “Belzonte”, “doncosô” e “oncotô” são
Fortuito Fortuíto exemplos de variantes regionais.
Gratuito Gratuíto e) A construção “fez ela” representa um exemplo de variação
Ibero Íbero linguística no nível fonético.
Ínterim Interim
Mister Míster 02. (ITA-SP)
Nobel Nóbel Para a presente questão, observar que:
Pudico Púdico 1 – a acentuação gráfica foi eliminada;
Recorde Récorde 2 – as sílabas tônicas propostas são representadas por letras
Refém Réfem maiúsculas destacadas.
Rubrica Rúbrica Ex: caTAStrofe (a sílaba tônica proposta é TAS)
Ao escutar, então:
Curiosidades ruBRIca, aVAro, proTOtipo, gratuIto, verifica-se que:
Casos mais frequentes de pronúncias diferentes da língua a) apenas uma palavra foi pronunciada corretamente.
padrão: b) apenas duas palavras foram pronunciadas corretamente.
c) três palavras foram pronunciadas corretamente.
d) todas foram pronunciadas corretamente.
e) nenhuma foi pronunciada corretamente.

03. A ortoepia trata da correta pronúncia das palavras


quanto à emissão de vogais, à articulação das consoantes e ao
timbre. Pensando nisso, observe o seguinte grupo de palavras:
Bandeija – reinvidicar – beneficência – mendigo – impecilho
Estão corretas:
a) beneficência e mendigo.
b) bandeija, reinvidicar e impecilho.
c) beneficência e reinvidicar.
d) mendigo, bandeija e impecilho.
e) todas estão corretas.

Respostas
01. (C)\02. (C)\03. (A)

Divisão Silábica

Sílaba

A palavra amor está dividida em grupos de fonemas


pronunciados separadamente: a - mor. A cada um desses grupos
pronunciados numa só emissão de voz dá-se o nome de sílaba.
Em nossa língua, o núcleo da sílaba é sempre uma vogal: não
existe sílaba sem vogal e nunca há mais do que uma vogal em 
cada sílaba. Dessa forma, para sabermos o número de sílabas
de uma palavra, devemos perceber quantas vogais tem essa
Fontes: http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/gramatica/
palavra. Atenção: as letras i e u (mais raramente com as letras e
ortoepia-prosodia.htm
e o) podem representar semivogais.
http://portugues.uol.com.br/gramatica/ortoepia-prosodia.html

Língua Portuguesa 3
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APOSTILAS OPÇÃO
Classificação das palavras quanto ao número de sílabas Questões:
- Monossílabas: possuem apenas uma sílaba. Exemplos: mãe,
flor, lá, meu; 01-Assinale o item em que a divisão silábica é incorreta:
- Dissílabas: possuem duas sílabas. Exemplos: ca-fé, i-ra, a-í, A) gra-tui-to;
trans-por; B) ad-vo-ga-do;
- Trissílabas: possuem três sílabas. Exemplos: ci-ne-ma, pró- C) tran-si-tó-ri-o;
xi-mo, pers-pi-caz, O-da-ir; D) psi-co-lo-gi-a;
- Polissílabas: possuem quatro ou mais sílabas. Exemplos: E) in-ter-stí-cio.
a-ve-ni-da, li-te-ra-tu-ra, a-mi-ga-vel-men-te, o-tor-ri-no-la-rin-
go-lo-gis-ta. 02-Assinale o item em que a separação silábica é incorreta:
  A) psi-có-ti-co;
Divisão Silábica B) per-mis-si-vi-da-de;
Na divisão silábica das palavras, cumpre observar as C) as-sem-ble-ia;
seguintes normas: D) ob-ten-ção;
- Não se separam os ditongos e tritongos. Exemplos: foi-ce, E) fa-mí-li-a.
a-ve-ri-guou;
- Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, gu, qu. Exemplos: cha- 03-Assinale o item em que todos os vocábulos têm as sílabas
ve, ba-ra-lho, ba-nha, fre-guês, quei-xa; corretamente separadas:
- Não se separam os encontros consonantais que iniciam A) al-dei-a, caa-tin-ga , tran-si-ção;
sílaba. Exemplos: psi-có-lo-go, re-fres-co; B) pro-sse-gui-a, cus-tó-dia, trans-ver-sal;
- Separam-se as vogais dos hiatos. Exemplos: ca-a-tin-ga, fi- C) a-bsur-do, pra-ia, in-cons-ci-ên-cia;
el, sa-ú-de; D) o-ccip-tal, gra-tui-to, ab-di-car;
- Separam-se as letras dos dígrafos rr, ss, sc, sç xc. Exemplos: E) mis-té-ri-o, ap-ti-dão, sus-ce-tí-vel.
car-ro, pas-sa-re-la, des-cer, nas-ço, ex-ce-len-te;
- Separam-se os encontros consonantais das sílabas internas, Respostas
excetuando-se aqueles em que a segunda consoante é l ou r. 01-E / 02-C / 03-E
Exemplos: ap-to, bis-ne-to, con-vic-ção, a-brir, a-pli-car.
Acentuação
Acento Tônico
Na emissão de uma palavra de duas ou mais sílabas, percebe- A acentuação é um dos requisitos que perfazem as regras
se que há uma sílaba de maior intensidade sonora do que as estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta se compõe de
demais. algumas particularidades, às quais devemos estar atentos,
calor - a sílaba lor é a de maior intensidade. procurando estabelecer uma relação de familiaridade e,
faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade. consequentemente, colocando-as em prática na linguagem
sólido - a sílaba só é a de maior intensidade. escrita.
Obs.: a presença da sílaba de maior intensidade nas palavras,
em meio à sílabas de menor intensidade, é um dos elementos À medida que desenvolvemos o hábito da leitura e a
que dão melodia à frase. prática de redigir, automaticamente aprimoramos essas
  competências, e tão logo nos adequamos à forma padrão.
Classificação da sílaba quanto à intensidade
-Tônica: é a sílaba pronunciada com maior intensidade. Regras básicas – Acentuação tônica
- Átona:  é a sílaba pronunciada com menor intensidade.
- Subtônica: é a sílaba de intensidade intermediária. Ocorre, A acentuação tônica implica na intensidade com que são
principalmente, nas palavras derivadas, correspondendo à pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá de
tônica da palavra primitiva.  forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. As
demais, como são pronunciadas com menos intensidade, são
Classificação das palavras quanto à posição da sílaba denominadas de átonas.
tônica
De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábulos De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas
da língua portuguesa que contêm  duas ou mais sílabas são como:
classificados em:
- Oxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a última. Exemplos: Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a
avó, urubu, parabéns última sílaba.
- Paroxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a penúltima. Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel
Exemplos: dócil, suavemente, banana
- Proparoxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica se
antepenúltima. Exemplos: máximo, parábola, íntimo evidencia na penúltima sílaba.
Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível
Saiba que:
- São palavras oxítonas, entre outras: cateter, mister, Nobel, Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica se
novel, ruim, sutil, transistor, ureter. evidencia na antepenúltima sílaba.
- São palavras paroxítonas, entre outras: avaro, aziago, Ex.: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus
boêmia, caracteres, cartomancia, celtibero, circuito, decano,
filantropo, fluido, fortuito, gratuito, Hungria, ibero, impudico, Como podemos observar, mediante todos os exemplos
inaudito, intuito, maquinaria, meteorito, misantropo, necropsia mencionados, os vocábulos possuem mais de uma sílaba, mas
(alguns dicionários admitem também necrópsia), Normandia, em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente:
pegada, policromo, pudico, quiromancia, rubrica, subido (a). são os chamados monossílabos, que, quando pronunciados,
- São palavras proparoxítonas, entre outras: aerólito, bávaro, apresentam certa diferenciação quanto à intensidade.
bímano, crisântemo, ímprobo, ínterim, lêvedo, ômega, pântano,
trânsfuga. Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos
- As seguintes palavras, entre outras, admitem dupla em uma dada sequência de palavras. Assim como podemos
tonicidade: acróbata/acrobata, hieróglifo/hieroglifo, Oceânia/ observar no exemplo a seguir:
Oceania, ortoépia/ortoepia, projétil/projetil, réptil/reptil,
zângão/zangão. “Sei que não vai dar em nada, seus segredos sei de cor”.

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APOSTILAS OPÇÃO
Os monossílabos em destaque classificam-se como tônicos; Antes Agora
os demais, como átonos (que, em, de). assembléia assembleia
idéia ideia
Os Acentos Gráficos geléia geleia
jibóia jiboia
acento agudo (´) – Colocado sobre as letras “a”, “i”, “u” e apóia (verbo apoiar) apoia
sobre o “e” do grupo “em” - indica que estas letras representam paranóico paranoico
as vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público, parabéns.
Sobre as letras “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre aberto.  Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acompanhados
Ex.: herói – médico – céu(ditongos abertos) ou não de “s”, haverá acento:
Ex.: saída – faísca – baú – país – Luís
acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e” e
“o” indica, além da tonicidade, timbre fechado: Observação importante:
Ex.: tâmara – Atlântico – pêssego – supôs Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando hiato
quando vierem depois de ditongo: Ex.:
acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com
artigos e pronomes. Antes Agora
Ex.: à – às – àquelas – àqueles bocaiúva bocaiuva
feiúra feiura
trema (¨) – De acordo com a nova regra, foi totalmente Sauípe Sauipe
abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em palavras
derivadas de nomes próprios estrangeiros. O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi abolido.
Ex.: mülleriano (de Müller) Ex.:

til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais Antes Agora
nasais. crêem creem
Ex.: coração – melão – órgão – ímã lêem leem
Regras fundamentais: vôo voo
enjôo enjoo
Palavras oxítonas:
Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: “a”, “e”, “o”, - Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos que,
“em”, seguidas ou não do plural(s): no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais acento
Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s) como antes: CRER, DAR, LER e VER.

Essa regra também é aplicada aos seguintes casos: Repare:


1-) O menino crê em você
Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, seguidos Os meninos creem em você.
ou não de “s”. 2-) Elza lê bem!
Ex.: pá – pé – dó – há Todas leem bem!
3-) Espero que ele dê o recado à sala.
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, seguidas Esperamos que os dados deem efeito!
de lo, la, los, las. 4-) Rubens vê tudo!
respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo Eles veem tudo!

Paroxítonas: - Cuidado! Há o verbo vir:


Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em: Ele vem à tarde!
- i, is Eles vêm à tarde!
táxi – lápis – júri Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quando
- us, um, uns seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z:
vírus – álbuns – fórum
- l, n, r, x, ps Ra-ul, ru-im, con-tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz
automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps
- ã, ãs, ão, ãos Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estiverem
ímã – ímãs – órfão – órgãos seguidas do dígrafo nh:
ra-i-nha, ven-to-i-nha.
- Dica: Memorize a palavra LINURXÃO. Para quê? Repare que
essa palavra apresenta as terminações das paroxítonas que são Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem
acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM =fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim precedidas de vogal idêntica:
ficará mais fácil a memorização! xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba

- ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de “s”. As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz, com
“u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i” não
água – pônei – mágoa – jóquei serão mais acentuadas. Ex.:

Regras especiais: Antes Depois


apazigúe (apaziguar) apazigue
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” ( ditongos abertos), averigúe (averiguar) averigue
que antes eram acentuados, perderam o acento de acordo com argúi (arguir) argui
a nova regra, mas desde que estejam em palavras paroxítonas.
Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do
Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma plural de:
palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são
acentuados. Mas caso não forem ditongos perdem o acento. ele tem – eles têm
Ex.: ele vem – eles vêm (verbo vir)

Língua Portuguesa 5
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APOSTILAS OPÇÃO
A regra prevalece também para os verbos conter, obter, reter, e E (é) f F (efe)
deter, abster. 
ele contém – eles contêm g G (gê ou guê) h H (agá)
ele obtém – eles obtêm
ele retém – eles retêm i I (i) j J (jota)
ele convém – eles convêm
k K (cá) l L (ele)
Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes
eram acentuadas para diferenciá-las de outras semelhantes m M (eme) n N (ene)
(regra do acento diferencial). Apenas em algumas exceções,
como: o O (ó) p P (pê)

A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do q Q (quê) r R (erre)


pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua
sendo acentuada para diferenciar-se de pode (terceira s S (esse) t T (tê)
pessoa do singular do presente do indicativo). Ex:
u U (u) v V (vê)
Ela pode fazer isso agora.
Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou... w W (dáblio) x X (xis)

O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da y Y (ípsilon) z Z (zê)


preposição por.
Observação: emprega-se também o ç, que representa o
- Quando, na frase, der para substituir o “por” por “colocar”, fonema /s/ diante das letras: a, o, e u em determinadas palavras.
então estaremos trabalhando com um verbo, portanto: “pôr”;
nos outros casos, “por” preposição. Ex: Emprego das letras K, W e Y
Utilizam-se nos seguintes casos:
Faço isso por você. a) Em antropônimos originários de outras línguas e seus
Posso pôr (colocar) meus livros aqui? derivados.
Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Taylor,
Questões taylorista.

01. “Cadáver” é paroxítona, pois: b) Em topônimos originários de outras línguas e seus


A) Tem a última sílaba como tônica. derivados.
B) Tem a penúltima sílaba como tônica. Exemplos: Kuwait, kuwaitiano.
C) Tem a antepenúltima sílaba como tônica.
D) Não tem sílaba tônica. c) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras adotadas como
unidades de medida de curso internacional.
02. Assinale a alternativa correta. Exemplos: K (Potássio), W (West), kg (quilograma), km
A palavra faliu contém um: (quilômetro), Watt.
A) hiato
B) dígrafo Emprego de X e Ch
C) ditongo decrescente Emprega-se o X:
D) ditongo crescente 1) Após um ditongo.
Exemplos: caixa, frouxo, peixe
03. Em “O resultado da experiência foi, literalmente, Exceção: recauchutar e seus derivados
aterrador.” a palavra destacada encontra-se acentuada pelo
mesmo motivo que: 2) Após a sílaba inicial “en”.
A) túnel Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca
B) voluntário Exceção: palavras iniciadas por “ch” que recebem o prefixo
C) até “en-”
D) insólito Exemplos: encharcar (de charco), enchiqueirar (de chiqueiro),
E) rótulos encher e seus derivados (enchente, enchimento, preencher...)
Respostas
1-B / 2-C / 3-B 3) Após a sílaba inicial “me-”.
Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão
Ortografia Exceção: mecha

A ortografia se caracteriza por estabelecer padrões para a 4) Em vocábulos de origem indígena ou africana e nas palavras
forma escrita das palavras. Essa escrita está relacionada tanto inglesas aportuguesadas.
a critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) quanto Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu
fonológicos (ligados aos fonemas representados). É importante
compreender que a ortografia é fruto de uma convenção. A 5) Nas seguintes palavras:
forma de grafar as palavras é produto de acordos ortográficos bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, lixo, puxar,
que envolvem os diversos países em que a língua portuguesa é rixa, oxalá, praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope, xaxim, xícara, xale,
oficial. A melhor maneira de treinar a ortografia é ler, escrever e xingar, etc.
consultar o dicionário sempre que houver dúvida.
Emprega-se o dígrafo Ch:
O Alfabeto 1) Nos seguintes vocábulos:
O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras. Cada bochecha, bucha, cachimbo, chalé, charque, chimarrão,
letra apresenta uma forma minúscula e outra maiúscula. Veja: chuchu, chute, cochilo, debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha,
mochila, pechincha, salsicha, tchau, etc.
a A (á) b B (bê)
Para representar o fonema /j/ na forma escrita, a grafia
c C (cê) d D (dê) considerada correta é aquela que ocorre de acordo com a origem

Língua Portuguesa 6
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APOSTILAS OPÇÃO
da palavra. Veja os exemplos: pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pusesse, puséssemos
gesso: Origina-se do grego gypsos quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, quiséssemos
jipe: Origina-se do inglês jeep. repus, repusera, repusesse, repuséssemos

Emprega-se o G: 7) Nos seguintes nomes próprios personativos:


1) Nos substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa, Resende, Sousa,
Exemplos: barragem, miragem, viagem, origem, ferrugem Teresa, Teresinha, Tomás
Exceção: pajem
8) Nos seguintes vocábulos:
2) Nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa, cortesia,
Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio decisão,despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena, mesada,
paisagem, paraíso, pêsames, presépio, presídio, querosene,
3) Nas palavras derivadas de outras que se grafam com g raposa, surpresa, tesoura, usura, vaso, vigésimo, visita, etc.
Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de massagem),
vertiginoso (de vertigem) Emprega-se o Z:
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam z no
4) Nos seguintes vocábulos: radical
algema, auge, bege, estrangeiro, geada, gengiva, gibi, gilete, Exemplos:
hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, vagem. deslize- deslizar razão- razoável vazio- esvaziar
raiz- enraizar cruz-cruzeiro
Emprega-se o J:
1) Nas formas dos verbos terminados em -jar ou -jear 2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem substantivos abstratos a
Exemplos: partir de adjetivos
arranjar: arranjo, arranje, arranjem Exemplos:
despejar: despejo, despeje, despejem inválido- invalidez limpo-limpeza macio- maciez
gorjear: gorjeie, gorjeiam, gorjeando rígido- rigidez
enferrujar: enferruje, enferrujem frio- frieza nobre- nobreza pobre-pobreza surdo-
viajar: viajo, viaje, viajem surdez

2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica 3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -ização, ao formar
Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão, Moji substantivos
Exemplos:
3) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam j civilizar- civilização hospitalizar- hospitalização
Exemplos: colonizar- colonização realizar- realização
laranja- laranjeira loja- lojista lisonja -
lisonjeador nojo- nojeira 4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita
cereja- cerejeira varejo- varejista rijo- enrijecer Exemplos:
jeito- ajeitar cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozito, avezita

4) Nos seguintes vocábulos: 5) Nos seguintes vocábulos:


berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade, jeito, jejum, laje, azar, azeite, azedo, amizade, buzina, bazar, catequizar, chafariz,
traje, pegajento cicatriz, coalizão, cuscuz, proeza, vizinho, xadrez, verniz, etc.

Emprego das Letras S e Z 6) Nos vocábulos homófonos, estabelecendo distinção no


Emprega-se o S: contraste entre o S e o Z
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam s no Exemplos:
radical cozer (cozinhar) e coser (costurar)
prezar( ter em consideração) e presar (prender)
Exemplos: traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior)
análise- analisar catálise- catalisador
casa- casinha, casebre liso- alisar Observação: em muitas palavras, a letra X soa como Z. Veja os
exemplos:
2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem nacionalidade, título exame exato exausto exemplo existir exótico
ou origem inexorável
Exemplos:
burguês- burguesa inglês- inglesa Emprego de S, Ç, X e dos Dígrafos Sc, Sç, Ss, Xc, Xs
chinês- chinesa milanês- milanesa Existem diversas formas para a representação do fonema /S/.
Observe:
3) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso e -osa
Exemplos: Emprega-se o S:
catarinense gostoso- gostosa amoroso- amorosa Nos substantivos derivados de verbos terminados em
palmeirense gasoso- gasosa teimoso- teimosa “andir”,”ender”, “verter” e “pelir”
Exemplos:
4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa expandir- expansão pretender- pretensão verter-
Exemplos: versão expelir- expulsão
catequese, diocese, poetisa, profetisa, sacerdotisa, glicose, estender- extensão suspender- suspensão
metamorfose, virose converter - conversão repelir- repulsão

5) Após ditongos Emprega-se Ç:


Exemplos: Nos substantivos derivados dos verbos “ter” e “torcer”
coisa, pouso, lousa, náusea Exemplos:
ater- atenção torcer- torção
6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem como em seus deter- detenção distorcer-distorção
derivados manter- manutenção contorcer- contorção
Exemplos:

Língua Portuguesa 7
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APOSTILAS OPÇÃO
Emprega-se o X: 2) Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra)
Em alguns casos, a letra X soa como Ss Exemplos:
Exemplos: Anticristo, antitetânico
auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta, sintaxe, texto,
trouxe 3) Nos seguintes vocábulos:
aborígine, artimanha, chefiar, digladiar, penicilina, privilégio,
Emprega-se Sc: etc.
Nos termos eruditos
Exemplos: Emprego das letras O e U
acréscimo, ascensorista, consciência, descender, discente, Emprega-se o O/U:
fascículo, fascínio, imprescindível, miscigenação, miscível, A oposição o/u é responsável pela diferença de significado de
plebiscito, rescisão, seiscentos, transcender, etc. algumas palavras. Veja os exemplos:
comprimento (extensão) e cumprimento (saudação,
Emprega-se Sç: realização)
Na conjugação de alguns verbos soar (emitir som) e suar (transpirar)
Exemplos:
nascer- nasço, nasça Grafam-se com a letra O: bolacha, bússola, costume,
crescer- cresço, cresça moleque.
descer- desço, desça
Grafam-se com a letra U: camundongo, jabuti, Manuel, tábua
Emprega-se Ss:
Nos substantivos derivados de verbos terminados em “gredir”, Emprego da letra H
“mitir”, “ceder” e “cutir” Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor fonético.
Exemplos: Conservou-se apenas como símbolo, por força da etimologia e
agredir- agressão demitir- demissão ceder- cessão da tradição escrita. A palavra hoje, por exemplo, grafa-se desta
discutir- discussão forma devido a sua origem na forma latina hodie.
progredir- progressão t r a n s m i t i r - t r a n s m i s s ã o
exceder- excesso repercutir- repercussão Emprega-se o H:
1) Inicial, quando etimológico
Emprega-se o Xc e o Xs: Exemplos: hábito, hesitar, homologar, Horácio

Em dígrafos que soam como Ss 2) Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh
Exemplos: Exemplos: flecha, telha, companhia
exceção, excêntrico, excedente, excepcional, exsudar
3) Final e inicial, em certas interjeições
Observações sobre o uso da letra X Exemplos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum!, etc.
1) O X pode representar os seguintes fonemas:
/ch/ - xarope, vexame 4) Em compostos unidos por hífen, no início do segundo
elemento, se etimológico
/cs/ - axila, nexo Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico, super-homem, etc.

/z/ - exame, exílio Observações:


1) No substantivo Bahia, o “h” sobrevive por tradição. Note que
/ss/ - máximo, próximo nos substantivos derivados como baiano, baianada ou baianinha
ele não é utilizado.
/s/ - texto, extenso
2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não possuem a
2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci- letra “h” na sua composição. No entanto, seus derivados eruditos
Exemplos: excelente, excitar sempre são grafados com h. Veja:
herbívoro, hispânico, hibernal.
Emprego das letras E e I
Na língua falada, a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i / Emprego das Iniciais Maiúsculas e Minúsculas
pode não ser nítida. Observe: 1) Utiliza-se inicial maiúscula:
a) No começo de um período, verso ou citação direta.
Exemplos:
Emprega-se o E: Disse o Padre Antonio Vieira: “Estar com Cristo em qualquer
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -oar, -uar lugar, ainda que seja no inferno, é estar no Paraíso.”
Exemplos:
magoar - magoe, magoes “Auriverde pendão de minha terra,
continuar- continue, continues Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que à luz do sol encerra
2) Em palavras formadas com o prefixo ante- (antes, anterior) As promessas divinas da Esperança…”
Exemplos: antebraço, antecipar (Castro Alves)

3) Nos seguintes vocábulos: Observações:


cadeado, confete, disenteria, empecilho, irrequieto, mexerico, - No início dos versos que não abrem período, é facultativo o
orquídea, etc. uso da letra maiúscula.

Emprega-se o I : Por Exemplo:


1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -air, -oer, -uir “Aqui, sim, no meu cantinho,
Exemplos: vendo rir-me o candeeiro,
cair- cai gozo o bem de estar sozinho
doer- dói e esquecer o mundo inteiro.”
influir- influi

Língua Portuguesa 8
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APOSTILAS OPÇÃO
- Depois de dois pontos, não se tratando de citação direta, usa- Emprego FACULTATIVO de letra minúscula:
se letra minúscula. a) Nos vocábulos que compõem uma citação bibliográfica.
Por Exemplo: Exemplos:
“Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, Crime e Castigo ou Crime e castigo
incenso, mirra.” (Manuel Bandeira) Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: veredas
Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do tempo perdido
b) Nos antropônimos, reais ou fictícios.
Exemplos: b) Nas formas de tratamento e reverência, bem como em
Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote. nomes sagrados e que designam crenças religiosas.
Exemplos:
c) Nos topônimos, reais ou fictícios. Governador Mário Covas ou governador Mário Covas
Exemplos: Papa João Paulo II ou papa João Paulo II
Rio de Janeiro, Rússia, Macondo. Excelentíssimo Senhor Reitor ou excelentíssimo senhor reitor
Santa Maria ou santa Maria.
d) Nos nomes mitológicos.
Exemplos: c) Nos nomes que designam domínios de saber, cursos e
Dionísio, Netuno. disciplinas.
Exemplos:
e) Nos nomes de festas e festividades. Português ou português
Exemplos: Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e literaturas
Natal, Páscoa, Ramadã. modernas
História do Brasil ou história do Brasil
f) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais. Arquitetura ou arquitetura
Exemplos:
ONU, Sr., V. Ex.ª. Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/
fono24.php
g) Nos nomes que designam altos conceitos religiosos, Emprego do Porquê
políticos ou nacionalistas.
Exemplos: Orações
Igreja (Católica, Apostólica, Romana), Estado, Nação, Pátria, Interrogativas Exemplo:
União, etc.
(pode ser Por que devemos nos
Observação: esses nomes escrevem-se com inicial minúscula substituído por: preocupar com o meio
quando são empregados em sentido geral ou indeterminado. Por por qual motivo, ambiente?
Exemplo: Que por qual razão)
Todos amam sua pátria. Exemplo:
Equivalendo
Emprego FACULTATIVO de letra maiúscula: a “pelo qual” Os motivos por que não
a) Nos nomes de logradouros públicos, templos e edifícios. respondeu são desconhecidos.
Exemplos:
Rua da Liberdade ou rua da Liberdade Exemplos:
Igreja do Rosário ou igreja do Rosário
Edifício Azevedo ou edifício Azevedo Você ainda tem coragem de
Final de
Por perguntar por quê?
frases e seguidos
2) Utiliza-se inicial minúscula: Quê
de pontuação
a) Em todos os vocábulos da língua, nos usos correntes. Você não vai? Por quê?
Exemplos:
carro, flor, boneca, menino, porta, etc. Não sei por quê!

b) Nos nomes de meses, estações do ano e dias da semana. Exemplos:


Exemplos: Conjunção
janeiro, julho, dezembro, etc. A situação agravou-se
que indica
segunda, sexta, domingo, etc. porque ninguém reclamou.
explicação ou
primavera, verão, outono, inverno causa
Ninguém mais o espera,
Porque porque ele sempre se atrasa.
c) Nos pontos cardeais.
Exemplos: Conjunção de
Percorri o país de norte a sul e de leste a oeste. Exemplos:
Finalidade –
Estes são os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste, equivale a “para
sudoeste. Não julgues porque não te
que”, “a fim de
julguem.
que”.
Observação: quando empregados em sua forma absoluta, os
Função de
pontos cardeais são grafados com letra maiúscula. Exemplos:
Exemplos: substantivo
Nordeste (região do Brasil) – vem
Não é fácil encontrar o
acompanhado
Ocidente (europeu) Porquê porquê de toda confusão.
Oriente (asiático) de artigo ou
pronome
Dê-me um porquê de sua
Lembre-se: saída.
Depois de dois-pontos, não se tratando de citação direta, usa-
se letra minúscula.
1. Por que (pergunta)
Exemplo: 2. Porque (resposta)
“Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, 3. Por quê (fim de frase: motivo)
incenso, mirra.” (Manuel Bandeira) 4. O Porquê (substantivo)

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APOSTILAS OPÇÃO
Emprego de outras palavras (A) a … concenso … acerca
(B) há … consenso … acerca
Senão: equivale a “caso contrário”, “a não ser”: Não fazia coisa (C) a … concenso … a cerca
nenhuma senão criticar. (D) a … consenso … há cerca
Se não: equivale a “se por acaso não”, em orações adverbiais (E) há … consenço … a cerca
condicionais: Se não houver homens honestos, o país não sairá
desta situação crítica. 05. (Escrevente TJ SP – Vunesp). Assinale a alternativa
cujas palavras se apresentam flexionadas de acordo com a
Tampouco: advérbio, equivale a “também não”: Não norma-padrão.
compareceu, tampouco apresentou qualquer justificativa. (A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
Tão pouco: advérbio de intensidade: Encontramo-nos tão (B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
pouco esta semana. (C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local.
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
Trás ou Atrás = indicam lugar, são advérbios. (E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
Traz - do verbo trazer.
06. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP).
Vultoso: volumoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui. Suponha-se que o cartaz a seguir seja utilizado para informar os
Vultuoso: atacado de congestão no rosto: Sua face está usuários sobre o festival Sounderground.
vultuosa e deformada.
Questões Prezado Usuário
________ de oferecer lazer e cultura aos passageiros do metrô,
01. (TJ-SP - Escrevente Técnico Judiciário - Prova versão ________ desta segunda-feira (25/02), ________ 17h30, começa o
1 - VUNESP) Sounderground, festival internacional que prestigia os músicos
Que mexer o esqueleto é bom para a saúde já virou até que tocam em estações do metrô.
sabedoria popular. Agora, estudo levanta hipóteses sobre Confira o dia e a estação em que os artistas se apresentarão
........................ praticar atividade física..........................benefícios e divirta-se!
para a totalidade do corpo. Os resultados podem levar a novas Para que o texto atenda à norma-padrão, devem-se preencher
terapias para reabilitar músculos contundidos ou mesmo para as lacunas, correta e respectivamente, com as expressões
.......................... e restaurar a perda muscular que ocorre com o A) A fim ...a partir ... as
avanço da idade. B) A fim ...à partir ... às
(Ciência Hoje, março de 2012) C) A fim ...a partir ... às
D) Afim ...a partir ... às
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e E) Afim ...à partir ... as
respectivamente, com:
(A) porque … trás … previnir 07. Assinale a alternativa que não apresenta erro de
(B) porque … traz … previnir ortografia:
(C) porquê … tras … previnir A) Ela interrompeu a reunião derrepente.
(D) por que … traz … prevenir B) O governador poderá ter seu mandato caçado.
(E) por quê … tráz … prevenir C) Os espectadores aplaudiram o ministro.
D) Saiu com descrição da sala.
02. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas
da frase abaixo: Não sei o _____ ela está com os olhos vermelhos, Respostas
talvez seja _____ chorou. 01. D/02. B/03. D/4-B/5-D/6-C/7-C
(A) porquê / porque;
(B) por que / porque; Morfologia: estrutura e formação
(C) porque / por que;
(D) porquê / por quê; das palavras, classes de
(E) por que / por quê. palavras; Sintaxe: termos da
oração, período composto,
03. (MPE SP – ANALISTA DE PROMOTORIA – conceito e classificação das
VUNESP/2015) orações, concordância verbal
e nominal, regência verbal e
nominal, crase e pontuação;

Estrutura e formação das palavras

Observe as seguintes palavras:


escol-a
escol-ar
Considerando a ortografia e a acentuação da norma- escol-arização
padrão da língua portuguesa, as lacunas estão, correta e escol-arizar
respectivamente, preenchidas por: sub-escol-arização
(A) mal ... por que ... intuíto
(B) mau ... por que ... intuito Percebemos que há um elemento comum a todas elas: a
(C) mau ... porque ... intuíto forma escol-. Além disso, em todas há elementos destacáveis,
(D) mal ... porque ... intuito responsáveis por algum detalhe de significação. Compare, por
(E) mal ... por quê ... intuito exemplo, escola e escolar: partindo de escola, formou-se escolar
pelo acréscimo do elemento destacável: ar.
04. (Escrevente TJ SP – Vunesp) Assinale a alternativa que Por meio desse trabalho de comparação entre as diversas
preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho a palavras que selecionamos, podemos depreender a existência
seguir, de acordo com a norma-padrão. de diferentes elementos formadores. Cada um desses elementos
Além disso, ___certamente ____entre nós ____do fenômeno da formadores é uma unidade mínima de significação, um elemento
corrupção e das fraudes. significativo indecomponível, a que damos o nome de morfema.

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APOSTILAS OPÇÃO
Classificação dos morfemas: acrescentam as desinências. Tanto os verbos como os nomes
Radical apresentam vogais temáticas.
Há um morfema comum a todas as palavras que estamos
analisando: escol-. Vogais temáticas nominais: São -a, -e, e -o, quando átonas
É esse morfema comum – o radical – que faz com que as finais, como em mesa, artista, busca, perda, escola, triste, base,
consideremos palavras de uma mesma família de significação – combate. Nesses casos, não poderíamos pensar que essas
os cognatos. O radical é a parte da palavra responsável por sua terminações são desinências indicadoras de gênero, pois a mesa,
significação principal. escola, por exemplo, não sofrem esse tipo de flexão. É a essas
vogais temáticas que se liga a desinência indicadora de plural:
Afixos mesa-s, escola-s, perda-s. Os nomes terminados em vogais
Como vimos, o acréscimo do morfema – ar  - cria uma tônicas (sofá, café, cipó, caqui, por exemplo) não apresentam
nova palavra a partir de  escola. De maneira semelhante, vogal temática.
o acréscimo dos morfemas  sub e arização  à forma  escol
criou  subescolarização. Esses morfemas recebem o nome de Vogais temáticas verbais: São -a, -e e -i, que caracterizam
afixos. três grupos de verbos a que se dá o nome de conjugações.
Quando são colocados antes do radical, como acontece Assim, os verbos cuja vogal temática é -a pertencem à primeira
com sub, os afixos recebem o nome de prefixos. Quando, como conjugação; aqueles cuja vogal temática é  -e  pertencem à
arização, surgem depois do radical os afixos são chamados segunda conjugação e os que têm vogal temática -i pertencem à
de sufixos. terceira conjugação.
Prefixos  e  sufixos, além de operar mudança de classe  
gramatical, são capazes de introduzir modificações de primeira conjug. segunda conjug. terceira conjug.
significado no radical a que são acrescentados. govern-a-va estabelec-e-sse defin-i-ra
atac-a-va cr-e-ra imped-i-sse
Desinências realiz-a-sse mex-e-rá g-i-mos
Quando se conjuga o verbo  amar, obtêm-se formas como
amava, amavas, amava, amávamos, amáveis, amavam. Essas Vogal ou consoante de ligação 
modificações ocorrem à medida que o verbo vai sendo flexionado
em número (singular e plural) e pessoa (primeira, segunda ou As vogais ou consoantes de ligação são morfemas que
terceira). Também ocorrem se modificarmos o tempo e o modo surgem por motivos eufônicos, ou seja, para facilitar ou mesmo
do verbo (amava, amara, amasse, por exemplo). possibilitar a leitura de uma determinada palavra. Temos um
Podemos concluir, assim, que existem morfemas que indicam exemplo de vogal de ligação na palavra escolaridade: o - i - entre
as flexões das palavras. Esses morfemas sempre surgem no fim os sufixos -ar- e -dade facilita a emissão vocal da palavra. Outros
das palavras variáveis e recebem o nome de desinências. Há exemplos: gasômetro, alvinegro, tecnocracia, paulada, cafeteira,
desinências nominais e desinências verbais. chaleira, tricota.

Desinências nominais: indicam o gênero e o número dos Processos de formação de palavras:


nomes. Para a indicação de gênero, o português costuma opor as 1-) Composição
desinências -o/-a: garoto/garota; menino/menina. Haverá composição quando se juntarem dois ou mais
Para a indicação de número, costuma-se utilizar o radicais para formar nova palavra. Há dois tipos de composição;
morfema  –s,  que indica o plural em oposição à ausência de justaposição e aglutinação.
morfema, que indica o singular: garoto/garotos; garota/garotas; 1.1-) Justaposição: ocorre quando os elementos que
menino/meninos; menina/meninas. formam o composto são postos lado a lado, ou seja, justapostos:
No caso dos nomes terminados em –r e –z, a desinência de Corre-corre, guarda-roupa, segunda-feira, girassol.
plural assume a forma -es: 1.2-) Aglutinação:  ocorre quando os elementos que
mar/mares; formam o composto se aglutinam e pelo menos um deles perde
revólver/revólveres; sua integridade sonora: Aguardente (água + ardente), planalto
cruz/cruzes. (plano + alto), pernalta (perna + alta), vinagre (vinho + acre)

Desinências verbais: em nossa língua, as desinências Derivação por acréscimo de afixos 


verbais pertencem a dois tipos distintos. Há aqueles que indicam É o processo pelo qual se obtêm palavras novas (derivadas)
o modo e o tempo (desinências modo-temporais) e aquelas que pela anexação de afixos à palavra primitiva. A derivação pode
indicam o número e a pessoa dos verbos (desinência número- ser: prefixal, sufixal e parassintética.
pessoais): 1-) Prefixal (ou prefixação): a palavra nova é obtida por
  cant-á-va-mos acréscimo de prefixo.
cant-á-sse-is In------ --feliz        des----------leal
cant: radical Prefixo radical  prefixo radical
cant: radical
-á-: vogal temática 2-) Sufixal (ou sufixação): a palavra nova é obtida por
-á-: vogal temática acréscimo de sufixo.
Feliz---- mente    leal------dade
-va-: desinência modo-temporal(caracteriza o pretérito Radical sufixo   radical sufixo
imperfeito do indicativo)
-sse-: desinência modo-temporal (caracteriza o pretérito 3-) Parassintética: a palavra nova é obtida pelo acréscimo
imperfeito do subjuntivo) simultâneo de prefixo e sufixo (não posso retirar o prefixo nem o
-mos: desinência número-pessoal (caracteriza a primeira sufixo que estão ligados ao radical, pois a palavra não “existiria”).
pessoa do plural) Por parassíntese formam-se principalmente verbos.
-is: desinência número-pessoal (caracteriza a segunda En-- -----trist- ----ecer
pessoa do plural) Prefixo radical  sufixo
en----- ---tard--- --ecer 
Vogal temática prefixo radical sufixo
Observe que, entre o radical cant- e as desinências verbais,
surge sempre o morfema –a. Outros tipos de derivação
Esse morfema, que liga o radical às desinências, é chamado Há dois casos em que a palavra derivada é formada sem que
de vogal temática. Sua função é ligar-se ao radical, constituindo haja a presença de afixos. São eles: a derivação regressiva e a
o chamado tema. É ao tema (radical + vogal temática) que se derivação imprópria.

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APOSTILAS OPÇÃO
1-) Derivação regressiva: a palavra nova é obtida por Classes de Palavras
redução da palavra primitiva. Ocorre, sobretudo, na formação Artigo
de substantivos derivados de verbos. Exemplo: A pesca está
proibida. (pescar). Proibida a caça. (caçar) Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica
se ele está sendo empregado de maneira definida ou indefinida.
2-) Derivação imprópria:  a palavra nova (derivada) Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o
é obtida pela mudança de categoria gramatical da palavra número dos substantivos.
primitiva. Não ocorre, pois, alteração na forma, mas tão somente
na classe gramatical. Classificação dos Artigos
Não entendi o porquê da briga. (o substantivo porquê deriva
da conjunção porque) Artigos Definidos: determinam os substantivos de maneira
Seu olhar me fascina! (o verbo olhar tornou-se, aqui, precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal.
substantivo)
Artigos Indefinidos:  determinam os substantivos
Outros processos de formação de palavras: de maneira vaga:  um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu
matei um animal.
- Hibridismo: é a palavra formada com elementos oriundos
de línguas diferentes. Combinação dos Artigos
automóvel (auto: grego; móvel: latim) É muito presente a combinação dos artigos definidos e
sociologia (socio: latim; logia: grego) indefinidos com preposições. Este quadro apresenta a forma
sambódromo (samba: dialeto africano; dromo: grego) assumida por essas combinações:
Fonte: http://www.brasilescola.com/gramatica/estrutura-e-
formacao-de-palavras-i.htm
Preposições Artigos
- o, os
- Abreviação vocabular, cujo traço peculiar manifesta-
se por meio da eliminação de um segmento de uma palavra a ao, aos
no intuito de se obter uma forma mais reduzida, geralmente de do, dos
aquelas mais longas. Vejamos alguns exemplos: 
em no, nos
metropolitano – metrô por (per) pelo, pelos
extraordinário – extra
otorrinolaringologista – otorrino a, as um, uns uma, umas
telefone – fone à, às - -
pneumático – pneu
da, das dum, duns duma, dumas
- Onomatopeia: Consiste em criar palavras, tentando na, nas num, nuns numa, numas
imitar sons da natureza ou sons repetidos. Por exemplo: zum-
zum, cri-cri, tique-taque, pingue-pongue, blá-blá-blá. pela, pelas - -
 
- Siglas: As siglas são formadas pela combinação das - As formas à e às indicam a fusão da preposição  a  com o
letras iniciais de uma sequência de palavras que constitui um artigo definido  a. Essa fusão de vogais idênticas é conhecida
nome. Por exemplo:IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e por crase.
Estatística); IPTU (Imposto Predial, Territorial e Urbano).
Constatemos as circunstâncias em que os artigos se
As siglas escrevem-se com todas as letras maiúsculas, a não manifestam:
ser que haja mais de três letras e  a sigla seja pronunciável sílaba
por sílaba. Por exemplo: Unicamp, Petrobras.  - Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do numeral
  “ambos”:
Questões Ambos os garotos decidiram participar das olimpíadas.

01. Assinale a opção em que todas as palavras se formam - Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso do
pelo mesmo processo: artigo, outros não:
A) ajoelhar / antebraço / assinatura São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza, A Bahia...
B) atraso / embarque / pesca
C) o jota / o sim / o tropeço - Quando indicado no singular, o artigo definido pode indicar
D) entrega / estupidez / sobreviver toda uma espécie:
E) antepor / exportação / sanguessuga O trabalho dignifica o homem.

02. A palavra “aguardente” formou-se por: - No caso de nomes próprios personativos, denotando a ideia
A) hibridismo de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso do artigo:
B) aglutinação O Pedro é o xodó da família.
C) justaposição
D) parassíntese - No caso de os nomes próprios personativos estarem no
E) derivação regressiva plural, são determinados pelo uso do artigo:
Os Maias, os Incas, Os Astecas...
03. Que item contém somente palavras formadas por
justaposição? - Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a) para
A) desagradável - complemente conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (o artigo), o
B) vaga-lume - pé-de-cabra pronome assume a noção de qualquer.
C) encruzilhada - estremeceu Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda)
D) supersticiosa - valiosas Toda classe possui alunos interessados e desinteressados.
E) desatarraxou - estremeceu (qualquer classe)

Respostas - Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é facultativo:


01. (B) / 2. (B) / 3. (B) Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo.

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APOSTILAS OPÇÃO
- A utilização do artigo indefinido pode indicar uma ideia de Deste exemplo podem ser retiradas três informações:
aproximação numérica:
O máximo que ele deve ter é uns vinte anos. 1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu as
amiguinhas
- O artigo também é usado para substantivar palavras
oriundas de outras classes gramaticais: Cada informação está estruturada em torno de um verbo:
Não sei o porquê de tudo isso. segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três orações:
1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e mostrou
- Nunca deve ser usado artigo  depois  do pronome relativo 3ª oração: quando viu as amiguinhas.
cujo (e flexões). A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e a
Este é o homem cujo amigo desapareceu. terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”. As
Este é o autor cuja obra conheço. palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações.

- Não se deve usar artigo antes das palavras casa (no sentido Observe: Gosto de natação e de futebol.
de lar, moradia) e terra (no sentido de chão firme), a menos que Nessa frase as expressões de natação, de futebol são partes
venham especificadas. ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra  “e” está
Eles estavam em casa. ligando termos de uma mesma oração.
Eles estavam na casa dos amigos.
Os marinheiros permaneceram em terra. Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações
Os marinheiros permanecem na terra dos anões. ou dois termos semelhantes de uma mesma oração.

- Não se emprega artigo antes dos pronomes de tratamento, Morfossintaxe da Conjunção


com exceção de senhor(a), senhorita e dona.
Vossa excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria. As conjunções, a exemplo das preposições, não exercem
propriamente uma função sintática: são conectivos.
- Não se une com preposição o artigo que faz parte do nome
de revistas, jornais, obras literárias. Classificação - Conjunções Coordenativas- Conjunções
Li a notícia em O Estado de S. Paulo. Subordinativas

Morfossintaxe Conjunções coordenativas


Dividem-se em:
Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas relações
com o substantivo. Assim, nas orações da língua portuguesa, - ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma.
o artigo exerce a função de adjunto adnominal do substantivo Ex. Gosto de cantar e de dançar.
a que se refere. Tal função independe da função exercida pelo Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas também,
substantivo: não só...como também.

A existência é uma poesia. - ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de oposição,


Uma existência é a poesia. de compensação.
Ex. Estudei, mas não entendi nada.
Questões Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo,
todavia, no entanto, entretanto.
01. Determine o caso em que o artigo tem valor qualificativo:
A) Estes são os candidatos que lhe falei. - ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância.
B) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera. Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
C) Certeza e exatidão, estas qualidades não as tenho. Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, quer...
D) Os problemas que o afligem não me deixam descuidado. quer, já...já.
E) Muito é a procura; pouca é a oferta.
- CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às orações. Ex.
02. (ESAN-SP) Em qual dos casos o artigo denota Estudei muito, por isso mereço passar.
familiaridade? Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois
A) O Amazonas é um rio imenso. (depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
B) D. Manuel, o Venturoso, era bastante esperto.
C) O Antônio comunicou-se com o João. - EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex. É
D) O professor João Ribeiro está doente. melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora.
E) Os Lusíadas são um poema épico Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes
do verbo), porquanto.
03.Assinale a alternativa em que o uso do artigo está
substantivando uma palavra. Conjunções subordinativas
A) A liberdade vai marcar a poesia social de Castro Alves. - CAUSAIS
B) Leitor perspicaz é aquele que consegue ler as entrelinhas. Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma
C) A navalha ia e vinha no couro esticado. vez que, como (= porque).
D) Haroldo ficou encantado com o andar de bailado de Joana. Ele não fez o trabalho porque não tem livro.
E) Bárbara dirigia os olhos para a lua encantada.
- COMPARATIVAS
Respostas Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...como,
1-B / 2-C / 3-D mais...do que, menos...do que.
Ela fala mais que um papagaio.
Conjunção
- CONCESSIVAS
Conjunção  é a palavra invariável que liga duas orações ou Principais conjunções concessivas: embora, ainda que,
dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por exemplo: mesmo que, apesar de, se bem que.
Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato
A menina segurou a boneca  e  mostrou  quando  viu as inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”.
amiguinhas.

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APOSTILAS OPÇÃO
Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar Ela se tornou um meio radicalmente virtual, uma arte sem
cansada) rosto. Quando caminhamos pela cidade num dia comum, nossos
Apesar de ter chovido fui ao cinema. ouvidos registram música em quase todos os momentos − pedaços
de hip-hop vazando dos fones de ouvido de adolescentes no metrô,
- CONFORMATIVAS o sinal do celular de um advogado tocando a “Ode à alegria”, de
Principais conjunções conformativas: como, segundo, Beethoven −, mas quase nada disso será resultado imediato de
conforme, consoante um trabalho físico de mãos ou vozes humanas, como se dava no
Cada um colhe conforme semeia. passado.
Expressam uma ideia de acordo, concordância, conformidade. Desde que Edison inventou o cilindro fonográfico, em1877,
existe gente que avalia o que a gravação fez em favor e desfavor
- CONSECUTIVAS da arte da música. Inevitavelmente, a conversa descambou para
Expressam uma ideia de consequência. os extremos retóricos. No campo oposto ao dos que diziam que a
Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”, “tanto”, tecnologia acabaria com a música estão os utópicos, que alegam
“tão”, “tamanho”). que a tecnologia não aprisionou a música, mas libertou-a, levando
Falou tanto que ficou rouco. a arte da elite às massas. Antes de Edison, diziam os utópicos,
as sinfonias de Beethoven só podiam ser ouvidas em salas de
- FINAIS concerto selecionadas. Agora, as gravações levam a mensagem
Expressam ideia de finalidade, objetivo. de Beethoven aos confins do planeta, convocando a multidão
Todos trabalham para que possam sobreviver. saudada na “Ode à alegria”: “Abracem-se, milhões!”. Glenn Gould,
Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque depois de afastar-se das apresentações ao vivo em 1964, previu
(=para que), que dentro de um século o concerto público desapareceria no éter
eletrônico, com grande efeito benéfico sobre a cultura musical.
- PROPORCIONAIS (Adaptado de Alex Ross. Escuta só. Tradução Pedro Maia
Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto Soares. São Paulo, Cia. das Letras, 2010, p. 76-77)
mais, ao passo que, à proporção que.
À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha. No entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos,
ou até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós.
- TEMPORAIS
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo Considerando-se o contexto, é INCORRETO afirmar que o
que. elemento grifado pode ser substituído por:
Quando eu sair, vou passar na locadora. A) Porém.
B) Contudo.
Importante: C) Todavia.
D) Entretanto.
Diferença entre orações causais e explicativas E) Conquanto.

Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais (OSA) 02. (Escrevente TJ SP – Vunesp) Observando as ocorrências
e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos deparamos da palavra “como” em – Como fomos programados para ver o
com a dúvida de como distinguir uma oração causal de uma mundo como um lugar ameaçador… – é correto afirmar que se
explicativa. Veja os exemplos: trata de conjunção
(A) comparativa nas duas ocorrências.
1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser (B) conformativa nas duas ocorrências.
atropelado”: (C) comparativa na primeira ocorrência.
a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificativa ou (D) causal na segunda ocorrência.
uma explicação do fato expresso na oração anterior. (E) causal na primeira ocorrência.
b) As orações são coordenadas e, por isso, independentes
uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as orações que 03. (Analista de Procuradoria – FCC). Leia o texto a seguir.
vêm marcadas por vírgula.
Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado. Participação
b) Outra dica é, quando a oração que antecede a OC (Oração
Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, ela será Num belo poema, intitulado “Traduzir-se”, Ferreira Gullar
explicativa. aborda o tema de uma divisão muito presente em cada um de
Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo imperativo) nós: a que ocorre entre o nosso mundo interior e a nossa atuação
junto aos outros, nosso papel na ordem coletiva. A divisão não é
2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra cidade simples: costuma-se ver como antagônicas essas duas “partes”
porque não havia cemitério no local.” de nós, nas quais nos dividimos. De fato, em quantos momentos
a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada da nossa vida precisamos escolher entre o atendimento de um
(parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo interesse pessoal e o cumprimento de um dever ético? Como poeta
verbo da oração principal. Outra forma de reconhecê- e militante político, Ferreira Gullar deixou-se atrair tanto pela
la é colocá-la no início do período, introduzida pela expressão das paixões mais íntimas quanto pela atuação de um
conjunção como - o que não ocorre com a CS Explicativa. convicto socialista. Em seu poema, o diálogo entre as duas partes
Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar os mortos é desenvolvido de modo a nos fazer pensar que são incompatíveis.
em outra cidade.
b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente Mas no último momento do poema deparamo-nos com esta
dependentes uma da outra. estrofe:
“Traduzir uma parte na outra parte − que é uma questão de
Questões vida ou morte − será arte?”

01. (Administrador – FCC). Leia o texto a seguir. O poeta levanta a possibilidade da “tradução” de uma parte
A música alcançou uma onipresença avassaladora em nosso na outra, ou seja, da interação de ambas, numa espécie de
mundo: milhões de horas de sua história estão disponíveis em espelhamento. Isso ocorreria quando o indivíduo conciliasse
disco; rios de melodia digital correm na internet; aparelhos verdadeiramente a instância pessoal e os interesses de uma
de mp3 com 40 mil canções podem ser colocados no bolso. No comunidade; quando deixasse de haver contradição entre a razão
entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, ou particular e a coletiva. Pergunta-se o poeta se não seria arte esse
até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós. tipo de integração. Realmente, com muita frequência a arte se

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APOSTILAS OPÇÃO
mostra capaz de expressar tanto nossa subjetividade como nossa Em + o(s) = no(s)
identidade social. Em + a(s) = na(s)
Nesse sentido, traduzir uma parte na outra parte significaria Em + um = num
vencer a parcialidade e chegar a uma autêntica participação, Em + uma = numa
de sentido altamente político. O poema de Gullar deixa-nos essa Em + uns = nuns
hipótese provocadora, formulada com um ar de convicção. Em + umas = numas
(Belarmino Tavares, inédito) A + à(s) = à(s)
Por + o = pelo(s)
Os seguintes fatos, referidos no texto, travam entre si uma Por + a = pela(s)
relação de causa e efeito:
A) ser poeta e militante político / confronto entre Preposição + Pronomes
subjetividade e atuação social De + ele(s) = dele(s)
B) ser poeta e militante político / divisão permanente em De + ela(s) = dela(s)
cada um de nós De + este(s) = deste(s)
C) ser movido pelas paixões / esposar teses socialistas De + esta(s) = desta(s)
D) fazer arte / obliterar uma questão de vida ou morte De + esse(s) = desse(s)
E) participar ativamente da política / formular hipóteses De + essa(s) = dessa(s)
com ar de convicção De + aquele(s) = daquele(s)
De + aquela(s) = daquela(s)
Respostas De + isto = disto
1-E / 2-E / 3-A De + isso = disso
De + aquilo = daquilo
Preposição De + aqui = daqui
De + aí = daí
Preposição  é uma palavra invariável que serve para ligar De + ali = dali
termos ou orações. Quando esta ligação acontece, normalmente De + outro = doutro(s)
há uma subordinação do segundo termo em relação ao De + outra = doutra(s)
primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura Em + este(s) = neste(s)
da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores Em + esta(s) = nesta(s)
semânticos indispensáveis para a compreensão do texto. Em + esse(s) = nesse(s)
Em + aquele(s) = naquele(s)
Tipos de Preposição Em + aquela(s) = naquela(s)
Em + isto = nisto
1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente Em + isso = nisso
como preposições. Em + aquilo = naquilo
A, ante, perante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, A + aquele(s) = àquele(s)
para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com. A + aquela(s) = àquela(s)
A + aquilo = àquilo
2.  Preposições acidentais: palavras de outras  classes
gramaticais que podem atuar como preposições. Dicas sobre preposição
Como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão,
visto. 1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome pessoal
oblíquo e artigo. Como distingui-los?
3.  Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo
como uma preposição, sendo que a última palavra é uma delas. - Caso o “a” seja um artigo, virá precedendo a um substantivo.
Abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de Ele servirá para determiná-lo como um substantivo singular
acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de, e feminino.
graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por A dona da casa não quis nos atender.
trás de. Como posso fazer a Joana concordar comigo?

A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto pode - Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois
unir-se a outras palavras e assim estabelecer concordância em termos e estabelece relação de subordinação entre eles.
gênero ou em número. Ex: por + o = pelo por + a = pela Cheguei a sua casa ontem pela manhã.
Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para procurar
Vale ressaltar que essa concordância não é característica da um tratamento adequado.
preposição, mas das palavras às quais ela se une.
- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o lugar e/
Esse processo de junção de uma preposição com outra ou a função de um substantivo.
palavra pode se dar a partir de dois processos: Temos Maria como parte da família. / A temos como parte
da família
1. Combinação: A preposição não sofre alteração. Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. /
preposição a + artigos definidos o, os Creio que a conhecemos melhor que ninguém.
a + o = ao
preposição a + advérbio onde 2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio das
a + onde = aonde preposições:
Destino = Irei para casa.
2. Contração: Quando a preposição sofre alteração. Modo = Chegou em casa aos gritos.
Lugar = Vou ficar em casa;
Preposição + Artigos Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência.
De + o(s) = do(s) Tempo = A prova vai começar em dois minutos.
De + a(s) = da(s) Causa = Ela faleceu de derrame cerebral.
De + um = dum Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o
De + uns = duns tratamento.
De + uma = duma Instrumento = Escreveu a lápis.
De + umas = dumas Posse = Não posso doar as roupas da mamãe.

Língua Portuguesa 15
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APOSTILAS OPÇÃO
Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom. termos mais chances de vencer o torneio de xadrez.
Companhia = Estarei com ele amanhã. D) movimento, como em – Só de chegar até aqui já estou
Matéria = Farei um cartão de papel reciclado. muito feliz, porque eu não esperava.
Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco. E) tempo, como em – Até o ano que vem, pretendo conseguir
Origem = Nós somos do Nordeste, e você? a revisão da minha pena.
Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume.
Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso. 02. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP)
Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista. Considere o trecho a seguir.
O metrô paulistano, ________quem a banda recebe apoio,
Questões garante o espaço para ensaios e os equipamentos; e a estabilidade
no emprego, vantagem________ que muitos trabalhadores sonham,
01. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – é o que leva os integrantes do grupo a permanecerem na
VUNESP). Leia o texto a seguir. instituição.

“Xadrez que liberta”: estratégia, concentração e reeducação As preposições que preenchem o trecho, correta,
respectivamente e de acordo com a norma-padrão, são:
João Carlos de Souza Luiz cumpre pena há três anos e dois A) a ...com
meses por assalto. Fransley Lapavani Silva está há sete anos B) de ...com
preso por homicídio. Os dois têm 30 anos. Além dos muros, C) de ...a
grades, cadeados e detectores de metal, eles têm outros pontos D) com ...a
em comum: tabuleiros e peças de xadrez. E) para ...de
O jogo, que eles aprenderam na cadeia, além de uma válvula
de escape para as horas de tédio, tornou-se uma metáfora para o 03. (Agente Policial – Vunesp). Assinale a alternativa cuja
que pretendem fazer quando estiverem em liberdade. preposição em destaque expressa ideia de finalidade.
“Quando você vai jogar uma partida de xadrez, tem que pensar A) Além disso, aumenta a punição administrativa, de R$
duas, três vezes antes. Se você movimenta uma peça errada, 957,70 para R$ 1.915,40.
pode perder uma peça de muito valor ou tomar um xeque-mate, B) ... o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que
instantaneamente. Se eu for para a rua e movimentar a peça o bafômetro e o exame de sangue eram obrigatórios para
errada, eu posso perder uma peça muito importante na minha comprovar o crime.
vida, como eu perdi três anos na cadeia. Mas, na rua, o problema C) “... Ele é encaminhado para a delegacia para o perito fazer
maior é tomar o xeque-mate”, afirma João Carlos. o exame clínico”...
O xadrez faz parte da rotina de cerca de dois mil internos D) Já para o juiz criminal de São Paulo, Fábio Munhoz
em 22 unidades prisionais do Espírito Santo. É o projeto “Xadrez Soares, um dos que devem julgar casos envolvendo pessoas
que liberta”. Duas vezes por semana, os presos podem praticar embriagadas ao volante, a mudança “é um avanço”.
a atividade sob a orientação de servidores da Secretaria de E) Para advogados, a lei aumenta o poder da autoridade
Estado da Justiça (Sejus). Na próxima sexta-feira, será realizado policial de dizer quem está embriagado...
o primeiro torneio fora dos presídios desde que o projeto foi
implantado. Vinte e oito internos de 14 unidades participam da Respostas
disputa, inclusive João Carlos e Fransley, que diz que a vitória 1-B / 2-B / 3-B
não é o mais importante.
“Só de chegar até aqui já estou muito feliz, porque eu não Pronome
esperava. A vitória não é tudo. Eu espero alcançar outras coisas
devido ao xadrez, como ser olhado com outros olhos, como Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele
estou sendo olhado de forma diferente aqui no presídio devido se refere, ou ainda, que acompanha o nome qualificando-o de
ao bom comportamento”. alguma forma.
Segundo a coordenadora do projeto, Francyany Cândido A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos!
Venturin, o “Xadrez que liberta” tem provocado boas mudanças [substituição do nome]
no comportamento dos presos. “Tem surtido um efeito positivo
por eles se tornarem uma referência positiva dentro da unidade, A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita!
já que cumprem melhor as regras, respeitam o próximo e [referência ao nome]
pensam melhor nas suas ações, refletem antes de tomar uma
atitude”. Essa moça morava nos meus sonhos!
Embora a Sejus não monitore os egressos que ganham a [qualificação do nome]
liberdade, para saber se mantêm o hábito do xadrez, João Carlos Grande parte dos pronomes não possuem significados
já faz planos. “Eu incentivo não só os colegas, mas também fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro de
minha família. Sou casado e tenho três filhos. Já passei para a um  contexto, o qual nos permite recuperar a referência exata
minha família: xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo daquilo que está sendo colocado por meio dos pronomes no
vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar”. ato da comunicação. Com exceção dos pronomes interrogativos
“Medidas de promoção de educação e que possibilitem que o e indefinidos, os demais pronomes têm por função principal
egresso saia melhor do que entrou são muito importantes. Nós apontar para as pessoas do discurso ou a elas se relacionar,
não temos pena de morte ou prisão perpétua no Brasil. O preso indicando-lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude
tem data para entrar e data para sair, então ele tem que sair dessa característica, os pronomes apresentam uma  forma
sem retornar para o crime”, analisa o presidente do Conselho específica para cada pessoa do discurso.
Estadual de Direitos Humanos, Bruno Alves de Souza Toledo.
(Disponível em: www.inapbrasil.com.br/en/noticias/xadrez-que- Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada.
liberta-estrategia-concentracao-e-reeducacao/6/noticias. Adaptado) [minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala]

No trecho –... xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada?
vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar.– o [tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se fala]
termo em destaque expressa relação de
A) espaço, como em – Nosso diretor foi até Brasília para falar A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
do projeto “Xadrez que liberta”. [dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem se fala]
B) inclusão, como em – O xadrez mudou até o nosso modo
de falar. Em termos morfológicos, os pronomes são  palavras
C) finalidade, como em – Precisamos treinar até junho para variáveis  em gênero (masculino ou feminino) e em número

Língua Portuguesa 16
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APOSTILAS OPÇÃO
(singular ou plural). Assim, espera-se que a referência através Pronome Oblíquo Átono
do pronome seja coerente em termos de gênero e número São chamados átonos os pronomes oblíquos que  não  são
(fenômeno da concordância) com o seu objeto, mesmo quando precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica  fraca.
este se apresenta ausente no enunciado. Ele me deu um presente.

Fala-se de Roberta. Ele  quer participar do desfile O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim configurado:
da nossa escola neste ano. - 1ª pessoa do singular (eu): me
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância - 2ª pessoa do singular (tu): te
adequada] - 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
[neste: pronome que determina “ano” = concordância - 1ª pessoa do plural (nós): nos
adequada] - 2ª pessoa do plural (vós): vos
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concordância - 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes
inadequada]
Observações:
Existem seis tipos de pronomes:  pessoais, possessivos, O “lhe”  é o único pronome oblíquo átono que já se
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos. apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união entre o
pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por acompanhar
Pronomes Pessoais diretamente uma preposição, o pronome “lhe” exerce sempre a
função de objeto indireto na oração.
São aqueles que substituem os substantivos, indicando
diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve Os pronomes  me, te, nos  e  vos  podem tanto ser objetos
assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, “vós”, diretos como objetos indiretos.
“você”  ou  “vocês”  para designar a quem se dirige e  “ele”, “ela”, Os pronomes  o, a, os e as  atuam exclusivamente como
“eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa ou às pessoas de objetos diretos.
quem fala.
Os pronomes pessoais variam de acordo com as funções Saiba que:
que exercem nas orações, podendo ser do caso reto ou do caso Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se
oblíquo. com os pronomes o, os, a, as, dando origem a formas como mo,
mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-lo, no-los, no-
Pronome Reto la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. Observe o uso dessas formas
nos exemplos que seguem:
Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sentença,
exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito.
Nós lhe ofertamos flores. - Trouxeste o pacote? - Não contaram a novidade a
vocês?
Os pronomes retos apresentam flexão de número, gênero - Sim, entreguei-to ainda há - Não, no-la contaram.
(apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a principal pouco.
flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. Dessa forma, o
quadro dos pronomes retos é assim configurado: No português do Brasil, essas combinações não são usadas;
- 1ª pessoa do singular: eu até mesmo na língua literária atual, seu emprego é muito raro. 
- 2ª pessoa do singular: tu
- 3ª pessoa do singular: ele, ela Atenção:
- 1ª pessoa do plural: nós Os pronomes  o, os, a, as  assumem formas especiais depois
- 2ª pessoa do plural: vós de certas terminações verbais. Quando o verbo termina em -z,
- 3ª pessoa do plural: eles, elas -s ou -r, o pronome assume a forma lo, los, la ou las, ao mesmo
tempo que a terminação verbal é suprimida.
Atenção: esses pronomes não costumam ser usados como Por exemplo: fiz + o = fi-lo
complementos verbais na língua-padrão. Frases como “Vi fazei + o = fazei-os
ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu até aqui”, dizer + a = dizê-la
comuns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas na língua
formal escrita ou falada. Na língua formal, devem ser usados os Quando o verbo termina em som nasal, o pronome assume
pronomes oblíquos correspondentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a as formas no, nos, na, nas. Por exemplo:
na praça”, “Trouxeram-me até aqui”. viram + o: viram-no
Obs.: frequentemente observamos a  omissão  do pronome repõe + os = repõe-nos
reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias formas retém + a: retém-na
verbais marcam, através de suas  desinências, as pessoas do tem + as = tem-nas
verbo indicadas pelo pronome reto.
Fizemos boa viagem. (Nós) Pronome Oblíquo Tônico

Pronome Oblíquo Os pronomes oblíquos tônicos são sempre


precedidos por preposições, em geral as preposições a, para, de
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sentença, e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função
exerce a função de complemento verbal (objeto direto ou  de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte.
indireto) ou complemento nominal. O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim
configurado:
Ofertaram-nos flores. (objeto indireto) - 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo
Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma variante - 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
do pronome pessoal do caso reto. Essa variação indica a função - 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela
diversa que eles desempenham na oração: pronome reto marca - 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
o sujeito da oração; pronome oblíquo marca o complemento da - 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco
oração. - 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas
Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com
a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou tônicos. Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico
são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As demais
repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.

Língua Portuguesa 17
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APOSTILAS OPÇÃO
- As preposições essenciais introduzem sempre pronomes Pronomes de Tratamento
pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos Vossa Alteza V. A. príncipes, duques
contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
pronomes costumam ser usados desta forma: Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos
Não há mais nada entre mim e ti. Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela. oficiais-generais
Não há nenhuma acusação contra mim. Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de
Não vá sem mim. universidades
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas
Atenção: Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores
Há construções em que a preposição, apesar de surgir Vossa Santidade V. S. Papa
anteposta a um pronome, serve para introduzir uma oração cujo Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento
verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter sujeito cerimonioso
expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá ser do caso Vossa Onipotência V. O. Deus
reto.
Também são pronomes de tratamento  o senhor, a
Trouxeram vários vestidos para eu experimentar. senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados
Não vá sem eu mandar. no tratamento cerimonioso;  “você”  e  “vocês”, no tratamento
familiar. Você e vocês são largamente empregados no português
- A combinação da preposição  “com” e alguns pronomes do Brasil; em algumas regiões, a forma  tu  é de uso frequente;
originou as formas especiais  comigo, contigo, consigo, em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito à
conosco  e  convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos linguagem litúrgica, ultraformal ou literária.
frequentemente exercem a função de  adjunto adverbial de
companhia. Observações:
Ele carregava o documento consigo. a) Vossa Excelência X Sua Excelência:  os pronomes de
tratamento que possuem “Vossa (s)”  são empregados em
- As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por “com relação à pessoa com quem falamos.
nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são reforçados Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este
por palavras como  outros, mesmos, próprios, todos, ambos  ou encontro.
algum numeral. Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa.
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o
Você terá de viajar com nós todos. Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.
Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias.
Ele disse que iria com nós três. - Os pronomes de tratamento representam uma forma
indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao
Pronome Reflexivo tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo,
estamos nos endereçando à excelência que esse deputado
São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.
como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito da oração.
Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo b)  3ª pessoa:  embora os pronomes de tratamento dirijam-
verbo. se à  2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª
O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado: pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os
pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar
- 1ª pessoa do singular (eu): me, mim. na 3ª pessoa.
Eu não me vanglorio disso. Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas,
Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi. para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.

- 2ª pessoa do singular (tu): te, ti. c) Uniformidade de Tratamento:  quando escrevemos ou


Assim tu te prejudicas. nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do
Conhece a ti mesmo. texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim,
por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo. poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo
Guilherme já se preparou. na terceira pessoa.
Ela deu a si um presente. Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
Antônio conversou consigo mesmo. cabelos. (errado)
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus
- 1ª pessoa do plural (nós): nos. cabelos. (correto)
Lavamo-nos no rio. Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
cabelos. (correto)
- 2ª pessoa do plural (vós): vos.
Vós vos beneficiastes com a esta conquista. Pronomes Possessivos

- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo. São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical
Eles se conheceram. (possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa
Elas deram a si um dia de folga. possuída).
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular)
A Segunda Pessoa Indireta
Observe o quadro:
A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando
utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso Número Pessoa Pronome
interlocutor ( portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na singular primeira meu(s), minha(s)
terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de tratamento,
que podem ser observados no quadro seguinte: singular segunda teu(s), tua(s)
singular terceira seu(s), sua(s)

Língua Portuguesa 18
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APOSTILAS OPÇÃO
- Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou
plural primeira nosso(s), nossa(s)
invariáveis, observe:
plural segunda vosso(s), vossa(s)
Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s).
plural terceira seu(s), sua(s)
Invariáveis: isto, isso, aquilo.
Note que: A forma do possessivo depende da pessoa
- Também aparecem como pronomes demonstrativos:
gramatical a que se refere; o gênero e o número concordam com
- o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e puderem
o objeto possuído.
ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo.
Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
difícil.
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela que
te indiquei.)
Observações:
- mesmo(s), mesma(s):
Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
1 -  A forma  “seu”  não é um possessivo quando resultar da
- próprio(s), própria(s):
alteração fonética da palavra senhor.
Os próprios alunos resolveram o problema.
- Muito obrigado, seu José.
- semelhante(s):
2 -  Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse.
Não compre semelhante livro.
Podem ter outros empregos, como:
- tal, tais:
a) indicar afetividade.
Tal era a solução para o problema.
- Não faça isso, minha filha.
b) indicar cálculo aproximado.
Note que:
Ele já deve ter seus 40 anos.
c) atribuir valor indefinido ao substantivo.
a)  Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em
Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
construções redundantes, com finalidade expressiva, para
salientar algum termo anterior. Por exemplo:
3-  Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o
Manuela, essa é que dera em cheio casando com o José Afonso.
pronome possessivo fica na 3ª pessoa.
Desfrutar das belezas brasileiras, isso é que é sorte!
Vossa Excelência trouxe sua mensagem?
b)  O pronome demonstrativo neutro  ou  pode representar
um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso em que
4-  Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo
aparece, geralmente, como objeto direto, predicativo ou aposto.
concorda com o mais próximo.
O casamento seria um desastre. Todos o pressentiam.
Trouxe-me seus livros e anotações.
c)  Para evitar a repetição de um verbo anteriormente
expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer,
5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos
chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que faz as vezes
átonos assumem valor de possessivo.
de).
Vou seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.)
Ninguém teve coragem de falar antes que ela o fizesse.
d)  Em frases como a seguinte,  este  se refere à pessoa
Pronomes Demonstrativos
mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em primeiro
lugar.
Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a
O referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos íntimos;
posição de uma certa palavra em relação a outras ou ao contexto.
aquele casado, solteiro este. [ou então: este solteiro, aquele casado]
Essa relação pode ocorrer em termos de espaço, no tempo ou
e) O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irônica.
discurso.
A menina foi a tal que ameaçou o professor?
f) Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com
No espaço:
pronome demonstrativo:  àquele, àquela, deste, desta, disso,
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o carro
nisso, no, etc.
está perto da pessoa que fala.
Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo)
Compro esse carro (aí). O pronome  esse  indica que o carro
está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da pessoa que
Pronomes Indefinidos
fala.
Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que o carro
São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso,
está afastado da pessoa que fala e daquela com quem falo.
dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando quantidade
 
indeterminada.
Atenção:  em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-
por meio de correspondência, que é uma modalidade escrita de
plantadas.
fala), são particularmente importantes o este e o esse - o primeiro
Não é difícil perceber que  “alguém”  indica uma pessoa
localiza os seres em relação ao emissor; o segundo, em relação
de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma
ao destinatário. Trocá-los pode causar ambiguidade.
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano
que seguramente existe, mas cuja identidade é desconhecida ou
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar
não se quer revelar. 
informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da universidade
destinatária).
Classificam-se em:
Reafirmamos a disposição  desta  universidade em participar
no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universidade que
- Pronomes Indefinidos Substantivos:  assumem o lugar
envia a mensagem).
do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. São
eles:  algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém,
No tempo:
outrem, quem, tudo.
Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se refere
Algo o incomoda?
ao ano presente.
Quem avisa amigo é.
Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se refere a
um passado próximo.
- Pronomes Indefinidos Adjetivos:  qualificam um ser
Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está se
expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade
referindo a um passado distante.
aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s).

Língua Portuguesa 19
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APOSTILAS OPÇÃO
Cada povo tem seus costumes. Note que:
Certas pessoas exercem várias profissões. a)  O pronome  “que”  é o relativo de mais largo emprego,
sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser substituído
Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for
pronomes indefinidos adjetivos: um substantivo.
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos),
demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns, O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)
nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer, A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual)
quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s), Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais)
tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias. As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais)

Menos palavras e mais ações. b)  O qual, os quais, a qual e as quais  são exclusivamente
Alguns se contentam pouco. pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente para
verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que podem ter
Os pronomes indefinidos podem ser divididos várias classificações) são pronomes relativos. Todos eles são
em variáveis e invariáveis. Observe: usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza
ou depois de determinadas preposições:
Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, tanto,
outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca, vária, Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o
tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, nenhuns, qual me deixou encantado. (O uso de “que”, neste caso, geraria
todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos, algumas, ambiguidade.)
nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras, quantas.
Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, algo, Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas
cada. dúvidas? (Não se poderia usar “que” depois de sobre.)

São  locuções pronominais indefinidas: cada qual, cada um, c) O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se
qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja quem for, refere a uma oração.
seja qual for, todo aquele (que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou
qual, um ou outro, uma ou outra, etc. Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a
Cada um escolheu o vinho desejado. sua vocação natural.

Indefinidos Sistemáticos d) O pronome “cujo” não concorda com o seu antecedente,


mas com o consequente. Equivale a do qual, da qual, dos quais,
Ao observar atentamente os pronomes indefinidos, das quais.
percebemos que existem alguns grupos que criam oposição
de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sentido Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas.
afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm sentido negativo; (antecedente) (consequente)
todo/tudo,  que indicam uma totalidade afirmativa, e  nenhum/
nada, que indicam uma totalidade negativa; alguém/ninguém, e) “Quanto” é pronome relativo quando tem por antecedente
que se referem à pessoa, e  algo/nada, que se referem à coisa; um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo:
certo, que particulariza, e qualquer, que generaliza.
Essas oposições de sentido são muito importantes na Emprestei tantos quantos foram necessários.
construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas (antecedente)
vezes dependem a solidez e a consistência dos argumentos
expostos. Observe nas frases seguintes a força que os pronomes Ele fez tudo quanto havia falado.
indefinidos destacados imprimem às afirmações de que fazem (antecedente)
parte:
Nada  do que tem sido feito produziu  qualquer  resultado f)  O pronome  “quem” se refere a pessoas e vem sempre
prático. precedido de preposição.
Certas  pessoas conseguem perceber sutilezas: não são
pessoas quaisquer. É um professor a quem muito devemos.
(preposição)
Pronomes Relativos
g)  “Onde”, como pronome relativo, sempre possui
São aqueles que representam nomes já mencionados antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar.
anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as A casa onde morava foi assaltada.
orações subordinadas adjetivas.
O racismo é um sistema  que  afirma a superioridade de um h) Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em
grupo racial sobre outros. que.
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no
oração subordinada adjetiva). exterior.
O pronome relativo  “que” refere-se à palavra  “sistema”  e
introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra “sistema” i) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras:
é antecedente do pronome relativo que. - como (= pelo qual)
O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome Não me parece correto o modo como você agiu semana
demonstrativo o, a, os, as. passada.
Não sei o que você está querendo dizer. - quando (= em que)
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame.
expresso.
Quem casa, quer casa. j)  Os pronomes relativos permitem reunir duas orações
numa só frase.
Observe: O futebol é um esporte.
Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os quais, O povo gosta muito deste esporte.
cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas, quantas. O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.
Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.

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APOSTILAS OPÇÃO
k)  Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode ambiente social, mas não são suas amigas) em elos fracos –
ocorrer a elipse do relativo “que”. uma forma superficial de amizade. Pois é, por mais que existam
A sala estava cheia de gente que conversava, (que) ria, exceções _______qualquer regra, todos os estudos mostram que
(que) fumava. amizades geradas com a ajuda da Internet são mais fracas, sim,
do que aquelas que nascem e se desenvolvem fora dela.
Pronomes Interrogativos
Isso não é inteiramente ruim. Os seus amigos do peito
São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas geralmente são parecidos com você: pertencem ao mesmo
ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos, referem- mundo e gostam das mesmas coisas. Os elos fracos, não. Eles
se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes transitam por grupos diferentes do seu e, por isso, podem lhe
interrogativos: que, quem, qual (e variações), quanto (e variações). apresentar novas pessoas e ampliar seus horizontes – gerando
uma renovação de ideias que faz bem a todos os relacionamentos,
Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço. inclusive às amizades antigas. O problema é que a maioria das
Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas redes na Internet é simétrica: se você quiser ter acesso às
preferes. informações de uma pessoa ou mesmo falar reservadamente com
Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos ela, é obrigado a pedir a amizade dela. Como é meio grosseiro
passageiros desembarcaram. dizer “não” ________ alguém que você conhece, todo mundo acaba
adicionando todo mundo. E isso vai levando ________ banalização
Sobre os pronomes: do conceito de amizade.
O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de
sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando É verdade. Mas, com a chegada de sítios como o Twitter, ficou
desempenha função de complemento. Vamos entender, diferente. Esse tipo de sítio é uma rede social completamente
primeiramente, como o pronome pessoal surge na frase e que assimétrica. E isso faz com que as redes de “seguidores” e
função exerce. Observe as orações: “seguidos” de alguém possam se comunicar de maneira muito
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar. mais fluida. Ao estudar a sua própria rede no Twitter, o sociólogo
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia ajudá- Nicholas Christakis, da Universidade de Harvard, percebeu
lo. que seus amigos tinham começado a se comunicar entre si
independentemente da mediação dele. Pessoas cujo único ponto
Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” em comum era o próprio Christakis acabaram ficando amigas.
exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso reto. No Twitter, eu posso me interessar pelo que você tem a dizer e
Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe” exercendo começar a te seguir. Nós não nos conhecemos.
função de complemento, e, consequentemente, é do caso oblíquo. Mas você saberá quando eu o retuitar ou mencionar seu
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso, nome no sítio, e poderá falar comigo. Meus seguidores também
o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para a podem se interessar pelos seus tuítes e começar a seguir você.
segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia Em suma, nós continuaremos não nos conhecendo, mas as
ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe). pessoas que estão ________ nossa volta podem virar amigas entre
Importante: Em observação à segunda oração, o emprego do si.
pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do verbo intransitivo Adaptado de: COSTA, C. C.. Disponível em:
“ajudar” porque o pronome oblíquo pode estar antes, depois ou <http://super.abril.com.br/cotidiano/como-internet-
entre locução verbal, caso o verbo principal (no caso “ajudar”) estamudando-amizade-619645.shtml>.
estiver no infinitivo ou gerúndio.
Eu desejo lhe perguntar algo. Considere as seguintes afirmações sobre a relação que se
Eu estou perguntando-lhe algo. estabelece entre algumas palavras do texto e os elementos a que
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos: se referem.
os primeiros não são precedidos de preposição, diferentemente I. No segmento que nascem, a palavra que se refere a
dos segundos que são sempre precedidos de preposição. amizades.
- Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu II. O segmento elos fracos retoma o segmento uma forma
estava fazendo. superficial de amizade.
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que III. Na frase Nós não nos conhecemos, o pronome Nós refere-
eu estava fazendo. se aos pronomes eu e você.

Questões Quais estão corretas?


(A) Apenas I.
01. (Prefeitura de Praia Grande/SP - Agente (B) Apenas II.
Administrativo - IBAM) Observe as sentenças abaixo. (C) Apenas III.
I. Esta é a professora de cuja aula todos os alunos gostam. (D) Apenas I e II.
II. Aquela é a garota com cuja atitude discordei - tornamo- (E) I, II e III.
nos inimigas desde aquele episódio.
III. A criança cuja a família não compareceu ficou inconsolável. 03. (PC/MA - Farmacêutico Legista - FGV/2012) Observe
a charge a seguir.
O pronome ‘cuja’ foi empregado de acordo com a norma
culta da língua portuguesa em:
(A) apenas uma das sentenças
(B) apenas duas das sentenças.
(C) nenhuma das sentenças.
(D) todas as sentenças.

02. (MPE/RS - Técnico Superior de Informática - MPE)


Um estudo feito pela Universidade de Michigan constatou que
o que mais se faz no Facebook, depois de interagir com amigos,
é olhar os perfis de pessoas que acabamos de conhecer. Se você
gostar do perfil, adicionará aquela pessoa, e estará formado um
vínculo. No final, todo mundo vira amigo de todo mundo. Mas,
não é bem assim. As redes sociais têm o poder de transformar
os chamados elos latentes (pessoas que frequentam o mesmo

Língua Portuguesa 21
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APOSTILAS OPÇÃO
Em relação à charge acima, assinale a afirmativa inadequada. Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, Brasília,
(A) A fala do personagem é uma modificação intencional de etc.
uma fala de Cristo. Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantasma, etc.
(B) As duas ocorrências do pronome “eles” referem-se a  
pessoas distintas. Observe agora:
(C) A crítica da charge se dirige às autoridades políticas no
poder. Beleza exposta
(D) A posição dos braços do personagem na charge repete a Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual.
de Cristo na cruz.
(E) Os elementos imagísticos da charge estão distribuídos de O substantivo beleza designa uma qualidade.
forma equilibrada. Substantivo Abstrato:  é aquele que designa seres que
dependem de outros para se manifestar ou existir.
Respostas Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser
01. A\02. E\03. B observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa ou coisa
que seja bela. A beleza depende de outro ser para se manifestar.
Substantivo Portanto, a palavra beleza é um substantivo abstrato.
Os substantivos abstratos designam estados, qualidades,
Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Substantivo é ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser abstraídos,
a classe gramatical de palavras variáveis, as quais denominam e sem os quais não podem existir.
os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos, os substantivos vida (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade
também nomeiam: (sentimento).  
-lugares: Alemanha, Porto Alegre...
-sentimentos: raiva, amor... 3 - Substantivos Coletivos
-estados: alegria, tristeza... Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra
-qualidades: honestidade, sinceridade... abelha, mais outra abelha.
-ações: corrida, pescaria... Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.
Morfossintaxe do substantivo
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi necessário
Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em geral repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, mais outra
exerce funções diretamente relacionadas com o verbo: atua abelha...
como núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural.
direto ou indireto) e do agente da passiva. Pode ainda funcionar No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular
como núcleo do complemento nominal ou do aposto, como (enxame) para designar um conjunto de seres da mesma espécie
núcleo do predicativo do sujeito ou do objeto ou como núcleo (abelhas).
do vocativo. Também encontramos substantivos como núcleos O substantivo enxame é um substantivo coletivo.
de adjuntos adnominais e de adjuntos adverbiais - quando essas
funções são desempenhadas por grupos de palavras.  Substantivo Coletivo:  é o substantivo comum que, mesmo
estando no singular, designa um conjunto de seres da mesma
Classificação dos Substantivos espécie.
Formação dos Substantivos
1-  Substantivos Comuns e Próprios Substantivos Simples e Compostos
Observe a definição:
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra.
s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios,
dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda a sede de município O substantivo  chuva  é formado por um único elemento ou
é cidade). 2. O centro de uma cidade (em oposição aos bairros). radical. É um substantivo simples.
Substantivo Simples:  é aquele formado por um único
Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e elemento.
edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada  cidade. Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja agora:
Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum. O substantivo  guarda-chuva  é formado por dois elementos
Substantivo Comum é aquele que designa os seres de uma (guarda + chuva). Esse substantivo é composto.
mesma espécie de forma genérica. Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou mais
cidade, menino, homem, mulher, país, cachorro. elementos.
Estamos voando para Barcelona. Outros exemplos: beija-flor, passatempo.
 
O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie Substantivos Primitivos e Derivados
cidade. Esse substantivo é  próprio. Substantivo Próprio:  é Meu limão meu limoeiro,
aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma meu pé de jacarandá...
particular.
O substantivo  limão  é  primitivo, pois não se originou de
Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil. nenhum outro dentro de língua portuguesa.
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de nenhuma
2 - Substantivos Concretos e Abstratos outra palavra da própria língua portuguesa.
LÂMPADA MALA O substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir
da palavra limão.
Os substantivos  lâmpada  e  mala  designam seres com Substantivo Derivado:  é aquele que se origina de outra
existência própria, que são independentes de outros seres. São palavra.
assim, substantivos concretos.
Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que existe, Flexão dos substantivos
independentemente de outros seres. O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável
quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por exemplo,
pode sofrer variações para indicar:
Obs.: os substantivos concretos designam seres do mundo Plural: meninos
real e do mundo imaginário. Feminino: menina

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APOSTILAS OPÇÃO
Aumentativo: meninão elefante - elefanta
Diminutivo: menininho
g) Substantivos que têm radicais diferentes no masculino e
Flexão de Gênero no feminino:
Gênero  é a propriedade que as palavras têm de indicar bode – cabra boi - vaca
sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa,
há dois gêneros:  masculino  e  feminino. Pertencem ao h) Substantivos que formam o feminino de maneira especial,
gênero masculino os substantivos que podem vir precedidos dos isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:
artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes: czar – czarina réu - ré
O velho e o mar
Um Natal inesquecível Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes
Os reis da praia
  - Epicenos:
Pertencem ao gênero feminino os substantivos que podem Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros.
vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas: Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso ocorre
A história sem fim porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma para indicar
Uma cidade sem passado o masculino e o feminino.
As tartarugas ninjas Alguns nomes de animais apresentam uma só forma para
designar os dois sexos. Esses substantivos são chamados de
Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes epicenos. No caso dos epicenos, quando houver a necessidade
de especificar o sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea.
Substantivos Biformes (= duas formas):  ao indicar nomes A cobra macho picou o marinheiro.
de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está relacionado A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.
ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma para o
masculino e outra para o feminino. Observe: gato – gata, homem Sobrecomuns:
– mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita
Entregue as crianças à natureza.
Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam uma A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo masculino,
única forma, que serve tanto para o masculino quanto para o quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem o artigo nem
feminino. Classificam-se em: um possível adjetivo permitem identificar o sexo dos seres a que
- Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos. se refere a palavra. Veja:
a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré A criança chorona chamava-se João.
fêmea. A criança chorona chamava-se Maria.
- Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas. Outros substantivos sobrecomuns:
a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo, a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa
o indivíduo. criatura.
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O
- Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas por cônjuge de Marcela faleceu
meio do artigo.
o colega e a colega, o doente e a doente, o artista e a artista. Comuns de Dois Gêneros:
Saiba que:
- Substantivos de origem grega terminados em ema ou oma, Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.
são masculinos. Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher?
o axioma, o fonema, o poema, o sistema, o sintoma, o teorema. É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma vez
- Existem certos substantivos que, variando de gênero, que a palavra motorista é um substantivo uniforme. O restante
variam em seu significado. da notícia informa-nos de que se trata de um homem.
o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora) o A distinção de gênero pode ser feita através da análise do
capital (dinheiro) e a capital (cidade) artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substantivo.
o colega - a colega
Formação do Feminino dos Substantivos Biformes o imigrante - a imigrante
a) Regra geral: troca-se a terminação -o por -a. um jovem - uma jovem
aluno - aluna artista famoso - artista famosa
repórter francês - repórter francesa
b) Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao
masculino. - A palavra personagem é usada indistintamente nos dois
freguês - freguesa gêneros.
a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada
c) Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de três preferência pelo masculino:
formas: O menino descobriu nas nuvens os personagens dos contos de
- troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa carochinha.
- troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino:
- troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona O problema está nas mulheres de mais idade, que não aceitam
a personagem.
Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão - sultana Não cheguei assim, nem era minha intenção, a criar uma
personagem.
d) Substantivos terminados em -or: - Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo
- acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora fotográfico Ana Belmonte.
- troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz
Observe o gênero dos substantivos seguintes:
e) Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa:
cônsul - consulesa abade - abadessa poeta - poetisa Masculinos
duque - duquesa conde - condessa profeta - profetisa o tapa
o eclipse
f) Substantivos que formam o feminino trocando o -e final o lança-perfume
por -a: o dó (pena)

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APOSTILAS OPÇÃO
o sanduíche o baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os
o clarinete movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai à frente
o champanha de um bloco carnavalesco, manejando um bastão)
o sósia a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou
o maracajá proibição de trânsito)
o clã
o hosana o cabeça (chefe)
o herpes a cabeça (parte do corpo)
o pijama
o suéter o cisma (separação religiosa, dissidência)
o soprano a cisma (ato de cismar, desconfiança)
o proclama
o pernoite o cinza (a cor cinzenta)
o púbis a cinza (resíduos de combustão)

Femininos o capital (dinheiro)


a dinamite a capital (cidade)
a áspide
a derme o coma (perda dos sentidos)
a hélice a coma (cabeleira)
a alcíone
a filoxera o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro)
a clâmide a coral (cobra venenosa)
a omoplata
a cataplasma o crisma (óleo sagrado, usado na administração da crisma e
a pane de outros sacramentos)
a mascote a crisma (sacramento da confirmação)
a gênese
a entorse o cura (pároco)
a libido a cura (ato de curar)
a cal
a faringe o estepe (pneu sobressalente)
a cólera (doença) a estepe (vasta planície de vegetação)
a ubá (canoa)
o guia (pessoa que guia outras)
- São geralmente masculinos os substantivos de origem a guia (documento, pena grande das asas das aves)
grega terminados em -ma:
o grama (peso) o grama (unidade de peso)
o quilograma a grama (relva)
o plasma
o apostema o caixa (funcionário da caixa)
o diagrama a caixa (recipiente, setor de pagamentos)
o epigrama
o telefonema o lente (professor)
o estratagema a lente (vidro de aumento)
o dilema
o teorema o moral (ânimo)
o apotegma a moral (honestidade, bons costumes, ética)
o trema
o eczema o nascente (lado onde nasce o Sol)
o edema a nascente (a fonte)
o magma
o anátema o maria-fumaça (trem como locomotiva a vapor)
o estigma a maria-fumaça (locomotiva movida a vapor)
o axioma
o tracoma o pala (poncho)
o hematoma a pala (parte anterior do boné ou quepe, anteparo)

Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc. o rádio (aparelho receptor)


a rádio (estação emissora)
Gênero dos Nomes de Cidades:
o voga (remador)
Com raras exceções, nomes de cidades são femininos. a voga (moda, popularidade)
A histórica Ouro Preto.
A dinâmica São Paulo. Flexão de Número do Substantivo
A acolhedora Porto Alegre.
Uma Londres imensa e triste. Em português, há dois números gramaticais: o singular, que
indica um ser ou um grupo de seres, e
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre. o plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres. A
característica do plural é o “s” final.
Gênero e Significação:
Plural dos Substantivos Simples
Muitos substantivos têm uma significação no masculino e
outra no feminino. a) Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e “n”
Observe: fazem o plural pelo acréscimo de “s”.

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APOSTILAS OPÇÃO
pai – pais ímã - ímãs hífen - hifens (sem acento, no notícia-bomba - notícias-bomba
plural). homem-rã - homens-rã
Exceção: cânon - cânones. d) Permanecem invariáveis, quando formados de:
verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
b) Os substantivos terminados em “m” fazem o plural em verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas
“ns”.
homem - homens. e) Casos Especiais
o louva-a-deus e os louva-a-deus
c) Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural o bem-te-vi e os bem-te-vis
pelo acréscimo de “es”. o bem-me-quer e os bem-me-queres
revólver – revólveres raiz - raízes o joão-ninguém e os joões-ninguém.
Atenção: O plural de caráter é caracteres.
Plural das Palavras Substantivadas
d) Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-se
no plural, trocando o “l” por “is”. As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras classes
quintal - quintais caracol – caracóis hotel - hotéis gramaticais usadas como substantivo, apresentam, no plural, as
Exceções: mal e males, cônsul e cônsules. flexões próprias dos substantivos.
Pese bem os prós e os contras.
e) Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de duas O aluno errou na prova dos noves.
maneiras: Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
- Quando oxítonos, em “is”: canil - canis Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou “z” não
- Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis. variam no plural.
Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas Nas provas mensais consegui muitos seis e alguns dez.
maneiras: répteis ou reptis (pouco usada).
f) Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de duas Plural dos Diminutivos
maneiras:
- Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acréscimo Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final e
de “es”: ás – ases / retrós - retroses acrescenta-se o sufixo diminutivo.
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis: pãe(s) + zinhos = pãezinhos
o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus. animai(s) + zinhos = animaizinhos
g) Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural de três botõe(s) + zinhos = botõezinhos
maneiras. chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
- substituindo o -ão por -ões: ação - ações farói(s) + zinhos = faroizinhos
- substituindo o -ão por -ães: cão - cães tren(s) + zinhos = trenzinhos
- substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos colhere(s) + zinhas = colherezinhas
h) Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: o flore(s) + zinhas = florezinhas
látex - os látex. mão(s) + zinhas = mãozinhas
papéi(s) + zinhos = papeizinhos
Plural dos Substantivos Compostos nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
A formação do plural dos substantivos compostos depende funi(s) + zinhos = funizinhos
da forma como são grafados, do tipo de palavras que formam túnei(s) + zinhos = tuneizinhos
o composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que pai(s) + zinhos = paizinhos
são grafados sem hífen comportam-se como os substantivos pé(s) + zinhos = pezinhos
simples: pé(s) + zitos = pezitos
aguardente e aguardentes girassol e girassóis
pontapé e pontapés malmequer e malmequeres Plural dos Nomes Próprios Personativos

O plural dos substantivos compostos cujos elementos são Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas sempre
ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e discussões. que a terminação preste-se à flexão.
Algumas orientações são dadas a seguir: Os Napoleões também são derrotados.
As Raquéis e Esteres.
a) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de:
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores Plural dos Substantivos Estrangeiros
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens Substantivos ainda não aportuguesados devem ser escritos
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras como na língua original, acrescentando -se “s” (exceto quando
terminam em “s” ou “z”).
b) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando os shows os shorts os jazz
formados de: Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acordo com
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas as regras de nossa língua:
palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto- os clubes os chopes
falantes os jipes os esportes
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos as toaletes os bibelôs
os garçons os réquiens
c) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando
formados de: Observe o exemplo:
substantivo + preposição clara + substantivo = água-de- Este jogador faz gols toda vez que joga.
colônia e águas-de-colônia O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.
substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo-
vapor e cavalos-vapor Plural com Mudança de Timbre
substantivo + substantivo que funciona como determinante
do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do termo Certos substantivos formam o plural com mudança de
anterior. timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato fonético
palavra-chave - palavras-chave chamado metafonia (plural metafônico).
bomba-relógio - bombas-relógio

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APOSTILAS OPÇÃO
errada:
Singular Plural Singular Plural
A) Catalães.
corpo (ô) corpos (ó) osso (ô) ossos (ó) B) Cidadãos.
esforço esforços ovo ovos C) Vulcães.
fogo fogos poço poços D) Corrimões.
forno fornos porto portos Respostas
fosso fossos posto postos 1-D / 2-D / 3-C
imposto impostos rogo rogos
olho olhos tijolo tijolos Adjetivo

Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos, Adjetivo  é a palavra que expressa uma qualidade ou
esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc. característica do ser e se relaciona com o substantivo.
Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, percebemos
molho (ó) = feixe (molho de lenha). que, além de expressar uma qualidade, ela pode ser colocada ao
lado de um substantivo: homem bondoso, moça bondosa, pessoa
Particularidades sobre o Número dos Substantivos bondosa.
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qualidade,
a) Há substantivos que só se usam no singular: não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: homem bondade,
o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc. moça bondade, pessoa bondade. 
b) Outros só no plural: Bondade, portanto, não é adjetivo, mas substantivo.
as núpcias, os víveres, os pêsames, as espadas/os paus
(naipes de baralho), as fezes. Morfossintaxe do Adjetivo:
c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do singular: O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função dentro
bem (virtude) e bens (riquezas) de uma oração) relativas aos substantivos, atuando como adjunto
honra (probidade, bom nome) e honras (homenagem, adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto).
títulos)
d) Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas com Adjetivo Pátrio
sentido de plural: Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe
Aqui morreu muito negro. alguns deles:
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas Estados e cidades brasileiros:
improvisadas. Alagoas alagoano

Flexão de Grau do Substantivo Amapá amapaense


Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as Aracaju aracajuano ou aracajuense
variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
Amazonas amazonense ou baré
- Grau Normal - Indica um ser de tamanho considerado Belo Horizonte belo-horizontino
normal. Por exemplo: casa
Brasília brasiliense
- Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho do ser. Cabo Frio cabo-friense
Classifica-se em:
Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjetivo que Campinas campineiro ou campinense
indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de Adjetivo Pátrio Composto 
aumento. Por exemplo: casarão. Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro
elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita.
- Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho do ser. Observe alguns exemplos:
Pode ser: África afro- / Por exemplo: Cultura afro-americana
Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo que
indica pequenez. Por exemplo: casa pequena. Alemanha germano- ou teuto- / Por exemplo:
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de Competições teuto-inglesas
diminuição. Por exemplo: casinha. América américo- / Por exemplo: Companhia
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf12.php américo-africana
Questões Bélgica belgo- / Por exemplo: Acampamentos belgo-
franceses
01. (Escrevente TJ SP Vunesp) A flexão de número do China sino- / Por exemplo: Acordos sino-japoneses
termo “preços-sombra” também ocorre com o plural de
(A) reco-reco. Espanha hispano- / Por exemplo: Mercado hispano-
(B) guarda-costa. português
(C) guarda-noturno. Europa euro- / Por exemplo: Negociações euro-
(D) célula-tronco. americanas
(E) sem-vergonha.
França franco- ou galo- / Por exemplo: Reuniões
02. (Escrevente TJ SP Vunesp) Assinale a alternativa cujas franco-italianas
palavras se apresentam flexionadas de acordo com a norma- Grécia greco- / Por exemplo: Filmes greco-romanos
padrão.
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento. Inglaterra anglo- / Por exemplo: Letras anglo-
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis. portuguesas
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local. Itália ítalo- / Por exemplo: Sociedade ítalo-
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos. portuguesa
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
Japão nipo- / Por exemplo: Associações nipo-
03. Indique a alternativa em que a flexão do substantivo está brasileiras

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APOSTILAS OPÇÃO
- Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer adjetivo
Portugal luso- / Por exemplo: Acordos luso-brasileiros
composto iniciado por cor-de-... são sempre invariáveis.
- Os adjetivos compostos surdo-mudo e pele-vermelha têm
Flexão dos adjetivos
os dois elementos flexionados.
O adjetivo varia em gênero, número e grau.
Grau do Adjetivo
Gênero dos Adjetivos
Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a
intensidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo:
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem
o comparativo e o superlativo.
(masculino e feminino). De forma semelhante aos substantivos,
classificam-se em: 
Comparativo
Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e
outra para o feminino.
Nesse grau, comparam-se a mesma característica
atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais características
Por exemplo: ativo e ativa, mau e má, judeu e judia.
atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de igualdade,
de  superioridade  ou de inferioridade. Observe os exemplos
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino
abaixo:
somente o último elemento.
Por exemplo: o moço norte-americano, a moça norte-
1) Sou tão alto como você.  = Comparativo de Igualdade
americana. 
No comparativo de igualdade, o segundo termo da
Exceção: surdo-mudo e surda-muda.
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou quão.
Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como
2) Sou  mais alto  (do) que  você.  = Comparativo de
para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher feliz.
Superioridade Analítico
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no
No comparativo de superioridade analítico, entre os dois
feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença
substantivos comparados, um tem qualidade superior. A forma é
político-social.
analítica porque pedimos auxílio a “mais...do que” ou “mais...que”.
Número dos Adjetivos
3) O Sol é  maior (do) que  a Terra.  = Comparativo de
Superioridade Sintético
Plural dos adjetivos simples
Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de
as regras estabelecidas para a flexão numérica dos substantivos
superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim.
simples.
Por exemplo:
São eles:
mau e maus
bom-melhor
feliz e felizes
pequeno-menor
ruim e ruins
mau-pior
boa e boas
alto-superior
grande-maior
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça função
baixo-inferior
de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra que estiver
qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo,
Observe que: 
ela manterá sua forma primitiva. Exemplo: a palavra  cinza  é
a) As formas menor e pior são comparativos de superioridade,
originalmente um substantivo; porém, se estiver qualificando
pois equivalem a mais pequeno e mais mau, respectivamente.
um elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, então, invariável.
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas
Logo: camisas cinza, ternos cinza.
(melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações feitas
Veja outros exemplos:
entre duas qualidades de um  mesmo  elemento, deve-se usar
as formas analíticas  mais bom,  mais mau, mais grande  e  mais
Motos vinho (mas: motos verdes)
pequeno.
Paredes musgo (mas: paredes brancas).
Por exemplo: Pedro é maior do que Paulo - Comparação de
Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
dois elementos.
Pedro é  mais grande  que pequeno -  comparação de duas
Adjetivo Composto
qualidades de um mesmo elemento.
É aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmente,
4) Sou  menos alto  (do) que  você.  = Comparativo de
esses elementos são ligados por hífen. Apenas o último elemento
Inferioridade
concorda com o substantivo a que se refere; os demais ficam
Sou menos passivo (do) que tolerante.
na forma masculina, singular. Caso um dos elementos que
formam o adjetivo composto seja um substantivo adjetivado,
Superlativo
todo o adjetivo composto ficará invariável. Por exemplo:  a
palavra rosa é originalmente um substantivo, porém, se estiver
O superlativo expressa qualidades num grau muito
qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Caso se
elevado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser
ligue a outra palavra por hífen, formará um adjetivo composto;
absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades:
como é um substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro
Superlativo Absoluto:  ocorre quando a qualidade de um
ficará invariável. Por exemplo:
ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apresenta-se
nas formas:
Camisas rosa-claro.
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de palavras
Ternos rosa-claro.
que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo: O
Olhos verde-claros.
secretário é muito inteligente.
Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo de
Telhados marrom-café e paredes verde-claras.
sufixos.
Por exemplo:
Observe
O secretário é inteligentíssimo.

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APOSTILAS OPÇÃO
Observe alguns superlativos sintéticos:  Na periferia das cidades brasileiras vivem milhões de crianças
que se enquadram nessas três condições de risco. Associados à
falta de acesso aos recursos materiais, à desigualdade social,
benéfico beneficentíssimo esses fatores de risco criam o caldo de cultura que alimenta a
bom boníssimo ou ótimo violência crescente nas cidades.
Na falta de outra alternativa, damos à criminalidade a
comum comuníssimo resposta do aprisionamento. Porém, seu efeito é passageiro: o
cruel crudelíssimo criminoso fica impedido de delinquir apenas enquanto estiver
preso.
difícil dificílimo Ao sair, estará mais pobre, terá rompido laços familiares
doce dulcíssimo e sociais e dificilmente encontrará quem lhe dê emprego. Ao
mesmo tempo, na prisão, terá criado novas amizades e conexões
fácil facílimo mais sólidas com o mundo do crime.
fiel fidelíssimo Construir cadeias custa caro; administrá-las, mais ainda.
Obrigados a optar por uma repressão policial mais ativa,
Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um ser aumentaremos o número de prisioneiros. As cadeias continuarão
é intensificada em relação a um conjunto de seres. Essa relação superlotadas.
pode ser: Seria mais sensato investir em educação, para prevenir a
De Superioridade: Clara é a mais bela da sala. criminalidade e tratar os que ingressaram nela.
De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala. Na verdade, não existe solução mágica a curto prazo.
Precisamos de uma divisão de renda menos brutal, motivar os
Note bem: policiais a executar sua função com dignidade, criar leis que
1)  O superlativo absoluto analítico é expresso por meio acabem com a impunidade dos criminosos bem-sucedidos e
dos advérbios  muito, extremamente, excepcionalmente, etc., construir cadeias novas para substituir as velhas.
antepostos ao adjetivo. Enquanto não aprendermos a educar e oferecer medidas
2)  O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob duas preventivas para que os pais evitem ter filhos que não serão
formas : uma erudita, de origem latina, outra popular, de origem capazes de criar, cabe a nós a responsabilidade de integrá-los
vernácula. A forma erudita é constituída pelo radical do adjetivo na sociedade por meio da educação formal de bom nível, das
latino +  um dos sufixos -íssimo, -imo ou érrimo. Por exemplo: práticas esportivas e da oportunidade de desenvolvimento
fidelíssimo, facílimo, paupérrimo. artístico.
A forma popular é constituída do radical do adjetivo
português + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo. (Drauzio Varella. In Folha de S.Paulo, 9 mar.2002. Adaptado)
3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariíssimo,
necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual, as formas Em – características epidêmicas –, o adjetivo epidêmicas
seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o desagradável corresponde a – características de epidemias.
hiato i-í. Assinale a alternativa em que, da mesma forma, o adjetivo
em destaque corresponde, corretamente, à expressão indicada.
Questões A) água fluvial – água da chuva.
B) produção aurífera – produção de ouro.
01. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – C) vida rupestre – vida do campo.
VUNESP). Leia o texto a seguir. D) notícias brasileiras – notícias de Brasília.
E) costela bovina – costela de porco.
Violência epidêmica
02.Não se pluraliza os adjetivos compostos abaixo, exceto:
A violência urbana é uma enfermidade contagiosa. Embora A) azul-celeste
possa acometer indivíduos vulneráveis em todas as classes B) azul-pavão
sociais, é nos bairros pobres que ela adquire características C) surda-muda
epidêmicas. D) branco-gelo
A prevalência varia de um país para outro e entre as cidades
de um mesmo país, mas, como regra, começa nos grandes 03.Assinale a única alternativa em que os adjetivos não
centros urbanos e se dissemina pelo interior. estão no grau superlativo absoluto sintético:
As estratégias que as sociedades adotam para combater a A) Arquimilionário/ ultraconservador;
violência variam muito e a prevenção das causas evoluiu muito B) Supremo/ ínfimo;
pouco no decorrer do século 20, ao contrário dos avanços C) Superamigo/ paupérrimo;
ocorridos no campo das infecções, câncer, diabetes e outras D) Muito amigo/ Bastante pobre
enfermidades.
A agressividade impulsiva é consequência de perturbações Respostas
nos mecanismos biológicos de controle emocional. Tendências 1-B / 2-C / 3-D
agressivas surgem em indivíduos com dificuldades adaptativas
que os tornam despreparados para lidar com as frustrações de Verbo
seus desejos.
A violência é uma doença. Os mais vulneráveis são os que Verbo  é a classe de palavras que se flexiona em pessoa,
tiveram a personalidade formada num ambiente desfavorável ao número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros
desenvolvimento psicológico pleno. processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover);
A revisão de estudos científicos permite identificar três ocorrência (nascer); desejo (querer).
fatores principais na formação das personalidades com maior O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus
inclinação ao comportamento violento: possíveis significados. Observe que palavras como corrida,
1) Crianças que apanharam, foram vítimas de abusos, chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns
humilhadas ou desprezadas nos primeiros anos de vida. verbos mencionados acima; não apresentam, porém, todas as
2) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes possibilidades de flexão que esses verbos possuem.
transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não
lhes impuseram limites de disciplina. Estrutura das Formas Verbais
3) Associação com grupos de jovens portadores de
comportamento antissocial. Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode
apresentar os seguintes elementos:

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APOSTILAS OPÇÃO
a)  Radical:  é a parte invariável, que expressa o significado Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
essencial do verbo. Por exemplo: Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)
fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-)
d) São impessoais, ainda:
b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a 1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo.
conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo: fala-r Ex.: Já passa das seis.
2. os verbos  bastar  e  chegar, seguidos da preposição  de,
São três as conjugações: indicando suficiência. Ex.: 
1ª - Vogal Temática - A - (falar) Basta de tolices. Chega de blasfêmias.
2ª - Vogal Temática - E - (vender) 3. os verbos  estar  e  ficar  em orações tais como  Está bem,
3ª - Vogal Temática - I - (partir) Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal,  sem referência
a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso,
c) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o classificar o sujeito como  hipotético, tornando-se, tais verbos,
tempo e o modo do verbo. então, pessoais.
Por exemplo: 4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de “ser
falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.) possível”. Por exemplo:
falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.) Não deu para chegar mais cedo.
Dá para me arrumar uns trocados?
d)  Desinência número-pessoal:  é o elemento que designa
a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (singular ou - Unipessoais:  são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se
plural). apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural.
falamos (indica a 1ª pessoa do plural.) A fruta amadureceu.
falavam (indica a 3ª pessoa do plural.) As frutas amadureceram.

Observação:  o verbo pôr, assim como seus derivados Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como verbos
(compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois a pessoais na linguagem figurada:
forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, apesar de haver Teu irmão amadureceu bastante.
desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas formas do Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de
verbo: põe, pões, põem, etc. animais; eis alguns:
bramar: tigre
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas bramir: crocodilo
cacarejar: galinha
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos coaxar: sapo
verbos com o conceito de acentuação tônica, percebemos com cricrilar: grilo
facilidade que nas formas  rizotônicas, o acento tônico cai no
radical do verbo: opino, aprendam,  nutro, por exemplo. Nas Os principais verbos unipessoais são:
formas arrizotônicas, o acento tônico não cai no radical, mas sim 1.  cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer,
na terminação verbal: opinei, aprenderão, nutriríamos. ser (preciso, necessário, etc.).
Cumpre  trabalharmos bastante. (Sujeito:  trabalharmos
Classificação dos Verbos bastante.)
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
Classificam-se em: É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
a) Regulares:  são aqueles que possuem as desinências 2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da
normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações conjunção que.
no radical.
Faz  dez anos que deixei de fumar. (Sujeito:  que deixei de
Por exemplo: canto     cantei      cantarei     cantava      cantasse fumar.)
b) Irregulares:  são aqueles cuja flexão provoca alterações Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo Cláudia.
no radical ou nas desinências. (Sujeito: que não vejo Cláudia)
Por exemplo: faço     fiz      farei     fizesse Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.
c) Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação
completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais e pessoais. - Pessoais:  não apresentam algumas flexões por motivos
morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
- Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. verbo  falir. Este verbo teria como formas do presente do
Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os indicativo  falo,  fales, fale, idênticas às do verbo  falar  - o que
principais verbos impessoais são: provavelmente causaria problemas de interpretação em certos
a)  haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se contextos.
ou fazer (em orações temporais). verbo computar. Este verbo teria como formas do presente do
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam) indicativo computo, computas, computa - formas de sonoridade
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram) considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão) razões muitas vezes não impedem o uso efetivo de formas
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz) verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é
o próprio verbo  computar, que, com o desenvolvimento e a
b) fazer, ser e estar (quando indicam tempo) popularização da informática, tem sido conjugado em todos os
Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil. tempos, modos e pessoas.
Era primavera quando a conheci.
Estava frio naquele dia. d) Abundantes:  são aqueles que possuem mais de uma
forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma
c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares
são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, amanhecer, terminadas em  -ado  ou  -ido, surgem as chamadas  formas
escurecer,  etc. Quando, porém, se constrói, “Amanheci  mal- curtas (particípio irregular). Observe:
humorado”, usa-se o verbo  “amanhecer”  em sentido figurado.
Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado,
deixa de ser impessoal para ser pessoal. Infinitivo Particípio regular Particípio irregular
Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)

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APOSTILAS OPÇÃO
Imperativo Negativo: não sejas tu, não seja ele, não sejamos
Anexar Anexado Anexo
nós, não sejais vós, não sejam eles.
Dispersar Dispersado Disperso Infinitivo Pessoal: por ser eu, por seres tu, por ser ele, por
sermos nós, por serdes vós, por serem eles.
Eleger Elegido Eleito
Envolver Envolvido Envolto SER - Formas Nominais
Imprimir Imprimido Impresso
Formas Nominais
Matar Matado Morto Infinitivo: ser
Gerúndio: sendo
Morrer Morrido Morto
Particípio: sido
Pegar Pegado Pego
Infinitivo Pessoal : ser eu, seres tu, ser ele, sermos
Soltar Soltado Solto
nós, serdes vós, serem eles.
e) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical
ESTAR - Modo Indicativo
em sua conjugação.
Por exemplo: 
Presente: eu estou, tu estás, ele está, nós estamos, vós estais,
eles estão.
Ir Pôr Ser Saber Pretérito Imperfeito: eu estava, tu estavas, ele estava, nós
estávamos, vós estáveis, eles estavam.
vou ponho sou sei
Pretérito Perfeito Simples: eu estive, tu estiveste, ele
vais pus és sabes esteve, nós estivemos, vós estivestes, eles estiveram.
ides pôs fui soube Pretérito Perfeito Composto: tenho estado.
fui punha foste saiba Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu estivera, tu
foste seja estiveras, ele estivera, nós estivéramos, vós estivéreis, eles
estiveram.
f) Auxiliares Pretérito Mais-que-perfeito Composto: tinha estado
São aqueles que entram na formação dos tempos Futuro do Presente Simples: eu estarei, tu estarás, ele
compostos e das locuções verbais. O verbo principal, quando estará, nós estaremos, vós estareis, eles estarão.
acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas Futuro do Presente Composto: terei estado.
nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio. Futuro do Pretérito Simples: eu estaria, tu estarias, ele
                         estaria, nós estaríamos, vós estaríeis, eles estariam.
  Vou                       espantar           as          moscas. Futuro do Pretérito Composto: teria estado.
(verbo auxiliar)       (verbo principal no infinitivo)
ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo
Está                    chegando            a         hora     do    debate.
(verbo auxiliar)      (verbo principal no gerúndio)                  Presente: que eu esteja, que tu estejas, que ele esteja, que
                    nós estejamos, que vós estejais, que eles estejam.
Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e Pretérito Imperfeito: se eu estivesse, se tu estivesses, se
haver. ele estivesse, se nós estivéssemos, se vós estivésseis, se eles
estivessem.
Conjugação dos Verbos Auxiliares Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse estado
Futuro Simples: quando eu estiver, quando tu estiveres,
SER - Modo Indicativo quando ele estiver, quando nós estivermos, quando vós
Presente: eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são. estiverdes, quando eles estiverem.
Pretérito Imperfeito: eu era, tu eras, ele era, nós éramos, Futuro Composto: Tiver estado.
vós éreis, eles eram.
Pretérito Perfeito Simples: eu fui, tu foste, ele foi, nós Imperativo Afirmativo: está tu, esteja ele, estejamos nós,
fomos, vós fostes, eles foram. estai vós, estejam eles.
Pretérito Perfeito Composto: tenho sido. Imperativo Negativo: não estejas tu, não esteja ele, não
Mais-que-perfeito simples: eu fora, tu foras, ele fora, nós estejamos nós, não estejais vós, não estejam eles.
fôramos, vós fôreis, eles foram. Infinitivo Pessoal: por estar eu, por estares tu, por estar ele,
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha sido. por estarmos nós, por estardes vós, por estarem eles.
Futuro do Pretérito simples: eu seria, tu serias, ele seria,
nós seríamos, vós seríeis, eles seriam. Formas Nominais
Futuro do Pretérito Composto: terei sido. Infinitivo: estar
Futuro do Presente: eu serei, tu serás, ele será, nós seremos, Gerúndio: estando
vós sereis, eles serão. Particípio: estado
Futuro do Pretérito Composto: Teria sido.
ESTAR - Formas Nominais
SER - Modo Subjuntivo
Infinitivo Impessoal: estar
Presente: que eu seja, que tu sejas, que ele seja, que nós Infinitivo Pessoal: estar, estares, estar, estarmos, estardes,
sejamos, que vós sejais, que eles sejam. estarem.
Pretérito Imperfeito: se eu fosse, se tu fosses, se ele fosse, Gerúndio: estando
se nós fôssemos, se vós fôsseis, se eles fossem. Particípio: estado
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse sido.
Futuro Simples: quando eu for, quando tu fores, quando ele HAVER - Modo Indicativo
for, quando nós formos, quando vós fordes, quando eles forem.
Futuro Composto: tiver sido. Presente: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles
hão.
SER - Modo Imperativo Pretérito Imperfeito: eu havia, tu havias, ele havia, nós
Imperativo Afirmativo: sê tu, seja ele, sejamos nós, sede havíamos, vós havíeis, eles haviam.
vós, sejam eles. Pretérito Perfeito Simples: eu houve, tu houveste, ele

Língua Portuguesa 30
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APOSTILAS OPÇÃO
houve, nós houvemos, vós houvestes, eles houveram. Modo Imperativo
Pretérito Perfeito Composto: tenho havido. Imperativo Afirmativo: tem tu, tenha ele, tenhamos nós,
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu houvera, tu tende vós, tenham eles.
houveras, ele houvera, nós houvéramos, vós houvéreis, eles Imperativo Negativo: não tenhas tu, não tenha ele, não
houveram. tenhamos nós, não tenhais vós, não tenham eles.
Pretérito Mais-que-Prefeito Composto: tinha havido. Infinitivo Pessoal: por ter eu, por teres tu, por ter ele, por
Futuro do Presente Simples: eu haverei, tu haverás, ele termos nós, por terdes vós, por terem eles.
haverá, nós haveremos, vós havereis, eles haverão.
Futuro do Presente Composto: terei havido. g) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com
Futuro do Pretérito Simples: eu haveria, tu haverias, ele os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mesma
haveria, nós haveríamos, vós haveríeis, eles haveriam. pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais
Futuro do Pretérito Composto: teria havido. acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no próprio
sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja:
HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo - 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os
pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abster-se,
Modo Subjuntivo ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos
Presente: que eu haja, que tu hajas, que ele haja, que nós verbos pronominais essenciais a reflexibilidade já está implícita
hajamos, que vós hajais, que eles hajam. no radical do verbo. Por exemplo:
Pretérito Imperfeito: se eu houvesse, se tu houvesses, se Arrependi-me de ter estado lá.
ele houvesse, se nós houvéssemos, se vós houvésseis, se eles A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem
houvessem. um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mesma,
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse havido. pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o
Futuro Simples: quando eu houver, quando tu houveres, pronome oblíquo átono é apenas uma partícula integrante do
quando ele houver, quando nós houvermos, quando vós verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-
houverdes, quando eles houverem. se que o pronome apenas serve de reforço da ideia reflexiva
Futuro Composto: tiver havido. expressa pelo radical do próprio verbo.  
Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e
Modo Imperativo respectivos pronomes): 
Imperativo Afirmativo: haja ele, hajamos nós, havei vós, Eu me arrependo 
hajam eles. Tu te arrependes 
Imperativo Negativo: não hajas tu, não haja ele, não Ele se arrepende 
hajamos nós, não hajais vós, não hajam eles. Nós nos arrependemos 
Infinitivo Pessoal: por haver eu, por haveres tu, por haver Vós vos arrependeis 
ele, por havermos nós, por haverdes vós, por haverem eles. Eles se arrependem

HAVER - Formas Nominais  - 2. Acidentais:  são aqueles verbos transitivos diretos em que
a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto representado por
Infinitivo Impessoal: haver, haveres, haver, havermos, pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito
haverdes, haverem. faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, os verbos
Infinitivo Pessoal: haver transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser
Gerúndio: havendo conjugados com os pronomes mencionados, formando o que se
Particípio: havido chama voz reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava.
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode
TER - Modo Indicativo ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo:  Maria
penteou-me.
Presente: eu tenho, tu tens, ele tem, nós temos, vós tendes,  
eles têm. Observações:
Pretérito Imperfeito: eu tinha, tu tinhas, ele tinha, nós 1- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes
tínhamos, vós tínheis, eles tinham. oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função
Pretérito Perfeito Simples: eu tive, tu tiveste, ele teve, nós sintática.
tivemos, vós tivestes, eles tiveram. 2- Há verbos que também são acompanhados de pronomes
Pretérito Perfeito Composto: tenho tido. oblíquos átonos, mas que não são essencialmente pronominais,
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu tivera, tu tiveras, são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes,
ele tivera, nós tivéramos, vós tivéreis, eles tiveram. apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à do sujeito,
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha tido. exercem funções sintáticas.
Futuro do Presente Simples: eu terei, tu terás, ele terá, nós Por exemplo:
teremos, vós tereis, eles terão. Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me (objeto
Futuro do Presente: terei tido. direto) - 1ª pessoa do singular
Futuro do Pretérito Simples: eu teria, tu terias, ele teria,
nós teríamos, vós teríeis, eles teriam. Modos Verbais
Futuro do Pretérito composto: teria tido.
Dá-se o nome de  modo  às várias formas assumidas pelo
TER - Modo Subjuntivo e Imperativo verbo na expressão de um fato. Em Português, existem três
modos: 
Modo Subjuntivo Indicativo - indica uma certeza, uma realidade. Por exemplo:
Presente: que eu tenha, que tu tenhas, que ele tenha, que Eu sempre estudo.
nós tenhamos, que vós tenhais, que eles tenham. Subjuntivo  - indica uma dúvida, uma possibilidade. Por
Pretérito Imperfeito: se eu tivesse, se tu tivesses, se ele exemplo: Talvez eu estude amanhã.
tivesse, se nós tivéssemos, se vós tivésseis, se eles tivessem. Imperativo  - indica uma ordem, um pedido. Por
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse tido. exemplo: Estuda agora, menino.

Futuro: quando eu tiver, quando tu tiveres, quando ele tiver, Formas Nominais
quando nós tivermos, quando vós tiverdes, quando eles tiverem. Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas
Futuro Composto: tiver tido. que podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo,
advérbio), sendo por isso denominadas  formas nominais.

Língua Portuguesa 31
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APOSTILAS OPÇÃO
Observe:  ocorrer posteriormente a um determinado fato passado. Por
- a) Infinitivo Impessoal:  exprime a significação do verbo exemplo: Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias.
de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de - Futuro do Pretérito (composto)  -  Enuncia um fato que
substantivo. Por exemplo: Viver é lutar. (= vida é luta) poderia ter ocorrido posteriormente a um determinado fato
É indispensável combater a corrupção. (= combate à) passado. Por exemplo:  Se eu tivesse ganho esse dinheiro, teria
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente viajado nas férias.
(forma simples) ou no passado (forma composta). Por exemplo:
É preciso ler este livro. Era preciso ter lido este livro. 2. Tempos do Subjuntivo

b) Infinitivo Pessoal:  é o infinitivo relacionado às três - Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento
pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não atual. Por exemplo: É conveniente que estudes para o exame.
apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal; - Pretérito Imperfeito  -  Expressa um fato passado, mas
nas demais, flexiona- -se da seguinte maneira: posterior a outro já ocorrido. Por exemplo: Eu esperava que
ele vencesse o jogo.
2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu)
1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.:termos (nós) Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções
2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.:terdes (vós) em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por exemplo:
3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.:terem (eles) Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato totalmente
Por exemplo: terminado num momento passado. Por exemplo: Embora tenha
Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação. estudado bastante, não passou no teste.
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que pode
- c) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou ocorrer num momento futuro em relação ao atual. Por exemplo:
advérbio. Por exemplo:  Quando ele vier à loja, levará as encomendas.
Saindo  de casa, encontrei alguns amigos. (função de Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que
advérbio) indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à loja,
Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função adjetivo) levará as encomendas.
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; - Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato posterior
na forma composta, uma ação concluída. Por exemplo: ao momento atual mas já terminado antes de outro fato
Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro. futuro. Por exemplo:  Quando ele  tiver saído do hospital, nós o
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro. visitaremos.

- d) Particípio:  quando não é empregado na formação dos Presente do Indicativo


tempos compostos, o particípio indica geralmente o resultado
de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e 1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação / Desinência
grau. Por exemplo: pessoal
Terminados os exames, os candidatos saíram. CANTAR VENDER PARTIR
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma cantO vendO partO O
relação temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo cantaS vendeS parteS S
(adjetivo verbal). Por exemplo: canta vende parte -
Ela foi a aluna escolhida para representar a escola. cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
Tempos Verbais cantaM vendeM parteM M

Tomando-se como referência o momento em que se fala, Pretérito Perfeito do Indicativo


a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos.
Veja: 1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação/Desinência
pessoal
1. Tempos do Indicativo CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
- Presente  - Expressa um fato atual. Por exemplo: cantaSTE vendeSTE partISTE STE
Eu estudo neste colégio. cantoU vendeU partiU U
- Pretérito Imperfeito  - Expressa um fato ocorrido num cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
momento anterior ao atual, mas que não foi completamente cantaSTES vendeSTES partISTES STES
terminado. Por exemplo: Ele  estudava  as lições quando foi cantaRAM vendeRAM partiRAM AM
interrompido.
- Pretérito Perfeito (simples)  -  Expressa um fato ocorrido Pretérito mais-que-perfeito
num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado.
Por exemplo: Ele estudou as lições ontem à noite. 1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. /Desin. Temp. /Desin. Pess.
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato que teve 1ª/2ª e 3ª conj.
início no passado e que pode se prolongar até o momento atual. CANTAR VENDER PARTIR - -
Por exemplo: Tenho estudado muito para os exames. cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
- Pretérito-Mais-Que-Perfeito  -  Expressa um fato ocorrido cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
antes de outro fato já terminado. Por exemplo: Ele já  tinha cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
estudado  as lições quando os amigos chegaram. (forma cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
composta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram. cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
(forma simples) cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que deve
ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual. Pretérito Imperfeito do Indicativo
Por exemplo:  Ele estudará as lições amanhã.
- Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato que deve 1ª conjugação / 2ª conjugação / 3ª conjugação
ocorrer posteriormente a um momento atual, mas já terminado CANTAR VENDER PARTIR
antes de outro fato futuro. Por exemplo: Antes de bater o sinal, cantAVA vendIA partIA
os alunos já terão terminado o teste. cantAVAS vendIAS partAS
- Futuro do Pretérito (simples) - Enuncia um fato que pode CantAVA vendIA partIA

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APOSTILAS OPÇÃO
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
cantAVAM vendIAM partIAM cantaREM vendeREM PartiREM R EM

Futuro do Presente do Indicativo Imperativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Imperativo Afirmativo


CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente
cantar ás vender ás partir ás do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda pessoa do
cantar á vender á partir á plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm,
cantar emos vender emos partir emos sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja: 
cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão Pres. do Indicativo Imperativo Afirm. Pres. do Subjuntivo
Eu canto --- Que eu cante
Futuro do Pretérito do Indicativo Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
CANTAR VENDER PARTIR Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
cantarIA venderIA partirIA Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem
cantarIAS venderIAS partirIAS
cantarIA venderIA partirIA Imperativo Negativo
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a
cantarIAM venderIAM partirIAM negação às formas do presente do subjuntivo.

Presente do Subjuntivo Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo


Que eu cante ---
Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a Que tu cantes Não cantes tu
desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do Que ele cante Não cante você
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou Que nós cantemos Não cantemos nós
pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação). Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles
1ª conj./2ª conj./3ª conju./Des.Temp./Des.temp./Des. pess
1ª conj. 2ª/3ª conj. Observações:
CANTAR VENDER PARTIR
cantE vendA partA E A Ø - No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa
cantES vendAS partAS E A S (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido
cantE vendA partA E A Ø ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
cantEIS vendAIS partAIS E A IS - O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu),
cantEM vendAM partAM E A M sede (vós).

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo Infinitivo Impessoal

Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, CANTAR VENDER PARTIR
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse
tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número Infinitivo Pessoal
e pessoa correspondente.
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
1ª conj. 2ª conj. 3ª conj. Des. temporal Desin. pessoal CANTAR VENDER PARTIR
1ª /2ª e 3ª conj. cantar vender partir
CANTAR VENDER PARTIR cantarES venderES partirES
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø cantar vender partir
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S cantarMOS venderMOS partirMOS
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø cantarDES venderDES partirDES
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíssemos SSE MOS cantarEM venderEM partirEM
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSE vendeSSEM partiSSEM SSE M Questões

Futuro do Subjuntivo 01. (Agente Policia Vunesp) Considere o trecho a seguir.


É comum que objetos ___ esquecidos em locais públicos. Mas
Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência muitos transtornos poderiam ser evitados se as pessoas
-STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo- ______ a atenção voltada para seus pertences, conservando-os
se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a junto ao corpo. Assinale a alternativa que preenche, correta e
desinência temporal -R mais a desinência de número e pessoa respectivamente, as lacunas do texto.
correspondente. (A) sejam … mantesse
(B) sejam … mantivessem
1ª conj. / 2ª conj./ 3ª conj. / Des. temp. /Desin. pess. (C) sejam … mantém
1ª /2ª e 3ª conj. (D) seja … mantivessem
CANTAR VENDER PARTIR (E) seja … mantêm
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRES vendeRES partiRES R ES 02. (Escrevente TJ SP Vunesp) Na frase –… os níveis de
cantaR vendeR partiR R Ø pessoas sem emprego estão apresentando quedas sucessivas de

Língua Portuguesa 33
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APOSTILAS OPÇÃO
2005 para cá. –, a locução verbal em destaque expressa ação alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distância,
(A) concluída. à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda,
(B) atemporal. ao lado, em volta
(C) contínua. de negação  : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de
(D) hipotética. forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum
(E) futura. de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente,
provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe
03. (Escrevente TJ SP Vunesp) Sem querer estereotipar, de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto,
mas já estereotipando: trata--se de um ser cujas interações sociais efetivamente, certo, decididamente, realmente, deveras,
terminam, 99% das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”. indubitavelmente
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente,
(A) considerar ao acaso, sem premeditação. simplesmente, só, unicamente
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido dela. de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também
(C) adotar como referência de qualidade. de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente
(D) julgar de acordo com normas legais. de designação: Eis
(E) classificar segundo ideias preconcebidas. de interrogação: onde?(lugar), como?(modo),
quando?(tempo), por quê?(causa), quanto?(preço e intensidade),
Respostas para quê?(finalidade)
1-B / 2-C / 3-E
Locução adverbial 
Advérbio É reunião de duas ou mais palavras com valor de advérbio.

O  advérbio, assim como muitas outras palavras existentes Exemplo:


na Língua Portuguesa, advém de outras línguas. Assim sendo, Carlos saiu às pressas. (indicando modo)
tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a ideia de proximidade, Maria saiu à tarde. (indicando tempo)
contiguidade. Há locuções adverbiais que possuem advérbios
Essa proximidade faz referência ao processo verbal, no correspondentes.
sentido de caracterizá-lo, ou seja, indicando as circunstâncias
em que esse processo se desenvolve.  Exemplo:
O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sentido de Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu apressadamente.
caracterizar os processos expressos por ele. Contudo, ele não Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de modo são
é modificador exclusivo desta classe (verbos), pois também flexionados, sendo que os demais são todos invariáveis. A única
modifica o  adjetivo e até outro advérbio. Seguem alguns flexão propriamente dita que existe na categoria dos advérbios
exemplos: é a de grau:
Para quem se diz  distantemente alheio  a esse assunto,
Superlativo:  aumenta a intensidade. Exemplos: longe
você está até bem informado.
- longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente -
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o adjetivo inconstitucionalissimamente, etc;
alheio, representando uma qualidade, característica.
O artista canta muito mal. Diminutivo: diminui a intensidade.
Exemplos: perto - pertinho, pouco - pouquinho, devagar -
Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifica outro devagarinho, 
advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos pudemos Questões
verificar que se tratava de somente uma palavra funcionando
como advérbio. No entanto, ele pode estar demarcado por 01. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária –
mais de uma palavra, que mesmo assim não deixará de ocupar VUNESP). Leia os quadrinhos para responder a questão.
tal função. Temos aí o que chamamos de  locução adverbial,
representada por algumas expressões, tais como: às vezes, sem
dúvida, frente a frente, de modo algum, entre outras.

Mediante tais postulados, afirma-se que, dependendo das


circunstâncias expressas pelos advérbios, eles se classificam em
distintas categorias, uma vez expressas por:    
de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pressas, às
claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse
jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado
a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior parte dos que terminam
em -mente: calmamente, tristemente, propositadamente,
pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente,
bondosamente, generosamente
de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em
excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto, quão,
tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de
muito, por completo.
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora,
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes,
doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim,
afinal, breve, constantemente, entrementes, imediatamente,
primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes,
à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de
quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos,
em breve, hoje em dia
de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás,
além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde, (Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano. Português. Volume
longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora, Único)

Língua Portuguesa 34
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APOSTILAS OPÇÃO
No primeiro e segundo quadrinhos, estão em destaque dois tempo, a resposta foi sim. Aqueles que não simpatizavam muito
advérbios: AÍ e ainda. com Pitágoras podiam simplesmente escolher carreiras nas
Considerando que advérbio é a palavra que modifica quais os números não encontravam muito espaço, como direito,
um verbo, um outro advérbio ou um adjetivo, expressando jornalismo, as humanidades e até a medicina de antigamente.
a circunstância em que determinado fato ocorre, assinale Como observa Steven Pinker, ainda hoje, nos meios
a alternativa que classifica, correta e respectivamente, as universitários, é considerado aceitável que um intelectual se
circunstâncias expressas por eles. vanglorie de ter passado raspando em física e de ignorar o beabá
A) Lugar e negação. da estatística. Mas ai de quem admitir nunca ter lido Joyce ou
B) Lugar e tempo. dizer que não gosta de Mozart. Sobre ele recairão olhares tão
C) Modo e afirmação. recriminadores quanto sobre o sujeito que assoa o nariz na
D) Tempo e tempo. manga da camisa.
E) Intensidade e dúvida. Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a
cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida
02. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP). Leia o prática. Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma
texto a seguir. ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental, mesmo
para quem não pretende ser engenheiro ou seguir carreiras
Impunidade é motor de nova onda de agressões técnicas.
Como sobreviver à era do crédito farto sem saber calcular as
Repetidos episódios de violência têm sido noticiados nas armadilhas que uma taxa de juros pode esconder? Hoje, é difícil
últimas semanas. Dois que chamam a atenção, pela banalidade até posicionar-se de forma racional sobre políticas públicas sem
com que foram cometidos, estão gerando ainda uma série de assimilar toda a numeralha que idealmente as informa.
repercussões.
Em Natal, um garoto de 19 anos quebrou o braço da Conhecimentos rudimentares de estatística são pré-requisito
estudante de direito R.D., 19, em plena balada, porque ela teria para compreender as novas pesquisas que trazem informações
recusado um beijo. O suposto agressor já responde a uma ação relevantes para nossa saúde e bem-estar.
penal, por agressão, movida por sua ex-mulher. A matemática está no centro de algumas das mais intrigantes
No mesmo final de semana, dois amigos que saíam de uma especulações cosmológicas da atualidade. Se as equações da
boate em São Paulo também foram atacados por dois jovens mecânica quântica indicam que existem universos paralelos,
que estavam na mesma balada, e um dos agredidos teve a perna isso basta para que acreditemos neles? Ou, no rastro de Eugene
fraturada. Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem Wigner, podemos nos perguntar por que a matemática é tão
sucesso, de duas garotas que eram amigas dos rapazes que eficaz para exprimir as leis da física.
saíam da boate. Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não Releia os trechos apresentados a seguir.
passou de um engano e que o rapaz teria fraturado a perna ao - Aqueles que não simpatizavam muito com Pitágoras
cair no chão. podiam simplesmente escolher carreiras nas quais os números
Curiosamente, também é possível achar um blog que diz não encontravam muito espaço... (1.º parágrafo)
que R.D., em Natal, foi quem atacou o jovem e que seu braço se - Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma
quebrou ao cair no chão. ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental...(3.º
Em ambos os casos, as câmeras dos estabelecimentos parágrafo)
felizmente comprovam os acontecimentos, e testemunhas vão
ajudar a polícia na investigação. Os advérbios em destaque nos trechos expressam, correta e
O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se respectivamente, circunstâncias de
quebrando por aí ao cair no chão, não é mesmo? As agressões A) afirmação e de intensidade.
devem ser rigorosamente apuradas e, se houver culpados, que B) modo e de tempo.
eles sejam julgados e condenados. C) modo e de lugar.
A impunidade é um dos motores da onda de violência que D) lugar e de tempo.
temos visto. O machismo e o preconceito são outros. O perfil E) intensidade e de negação.
impulsivo de alguns jovens (amplificado pela bebida e por
outras substâncias) completa o mecanismo que gera agressões. Respostas
Sem interferir nesses elementos, a situação não vai mudar. 1-B / 2-C / 3-B
Maior rigor da justiça, educação para a convivência com o outro,
aumento da tolerância à própria frustração e melhor controle Interjeição
sobre os impulsos (é normal levar um “não”, gente!) são alguns
dos caminhos. Interjeição  é a palavra invariável que exprime emoções,
(Jairo Bouer, Folha de S.Paulo, 24.10.2011. Adaptado) sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o
interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem que,
Assinale a alternativa cuja expressão em destaque apresenta para isso, seja necessário fazer uso de estruturas linguísticas
circunstância adverbial de modo. mais elaboradas. Observe o exemplo:
A) Repetidos episódios de violência (...) estão gerando ainda Droga! Preste atenção quando eu estou falando!
uma série de repercussões. No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Toda sua
B) ...quebrou o braço da estudante de direito R. D., 19, em raiva se traduz numa palavra: Droga!
plena balada…
C) Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem Ele poderia ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou
sucesso, de duas amigas… simplesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga!
D) Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não passou As sentenças da língua costumam se organizar de forma
de um engano... lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e os distribui
E) O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se em posições adequadas a cada um deles. As interjeições, por
quebrando por aí… outro lado, são uma espécie de “palavra-frase”, ou seja, há uma
ideia expressa por uma palavra (ou um conjunto de palavras -
03. (Agente Educacional – VUNESP). Leia o texto a seguir. locução interjetiva) que poderia ser colocada em termos de uma
Cultura matemática sentença.
Hélio Schwartsman Veja os exemplos:
Bravo! Bis!
SÃO PAULO – Saiu mais um estudo mostrando que o ensino bravo  e  bis: interjeição / sentença (sugestão): «Foi muito
de matemática no Brasil não anda bem. A pergunta é: podemos bom! Repitam!»
viver sem dominar o básico da matemática? Durante muito Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé...

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ai: interjeição / sentença (sugestão): “Isso está doendo!” ou - Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!,
“Estou com dor!” Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-me,
Deus!
A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em que - Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio!
não há uma ideia organizada de maneira lógica, como são as - Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!
sentenças da língua, mas sim a manifestação de um suspiro,
Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto é,
um estado da alma decorrente de uma situação particular, um
não sofrem variação em gênero, número e grau como os nomes,
momento ou um contexto específico. Exemplos:
nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz como os
Ah, como eu queria voltar a ser criança!
verbos. No entanto, em uso específico, algumas interjeições
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição
sofrem variação em grau. Deve-se ter claro, neste caso, que
Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
não se trata de um processo natural dessa classe de palavra,
hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição
mas tão só uma variação que a linguagem afetiva permite.
Exemplos: oizinho, bravíssimo, até loguinho.
O significado das interjeições está vinculado à maneira
como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que dita Locução Interjetiva
o sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto de
enunciação. Exemplos: Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma
Psiu! expressão com sentido de interjeição. Por exemplo
contexto:  alguém pronunciando essa expressão na rua; Ora bolas!
significado da interjeição (sugestão):  “Estou te chamando! Ei, Quem me dera!
espere!” Virgem Maria!
Psiu! Meu Deus!
contexto:  alguém pronunciando essa expressão em um Ai de mim!
hospital; significado da interjeição (sugestão):  “Por favor, faça Valha-me Deus!
silêncio!” Graças a Deus!
Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio! Alto lá!
puxa: interjeição; tom da fala: euforia Muito bem!
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
puxa: interjeição; tom da fala: decepção Observações:

As interjeições cumprem, normalmente, duas funções: 1) As interjeições são como frases resumidas, sintéticas. Por
a)  Sintetizar uma frase  exclamativa, exprimindo alegria, exemplo:
tristeza, dor, etc. Ué! = Eu não esperava por essa!
Você faz o que no Brasil? Perdão! = Peço-lhe que me desculpe.
Eu? Eu negocio com madeiras.
Ah, deve ser muito interessante. 2) Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o seu
b) Sintetizar uma frase apelativa tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes gramaticais
Cuidado! Saia da minha frente. podem aparecer como interjeições.
As interjeições podem ser formadas por: Viva! Basta! (Verbos)
a) simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô. Fora! Francamente! (Advérbios)
b) palavras: Oba!, Olá!, Claro!
c) grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!, Ora 3) A interjeição pode ser considerada uma “palavra-frase”
bolas! porque sozinha pode constituir uma mensagem.
A ideia expressa pela interjeição depende muitas vezes Socorro!
da entonação com que é pronunciada; por isso, pode ocorrer que Ajudem-me! 
uma interjeição tenha mais de um sentido. Por exemplo: Silêncio!
Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contrariedade) Fique quieto!
Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria)
4) Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitativas,
Classificação das Interjeições
que exprimem ruídos e vozes.
Pum! Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof!
Comumente, as interjeições expressam sentido de:
Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc.
- Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!,
Atenção!, Olha!, Alerta!
5) Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com a sua
- Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
homônima  “oh!”, que exprime admiração, alegria, tristeza, etc.
- Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo e não a fazemos
- Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
depois do “ó” vocativo.
- Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!,
Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca!
“Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!» (Olavo Bilac) 
- Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, Boa!
Oh! a jornada negra!» (Olavo Bilac)
- Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã!
6) Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas
- Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, Safa!,
de palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas no
Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora!
diminutivo ou no superlativo.
- Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá!
Calminha! Adeusinho! Obrigadinho!
- Desculpa: Perdão!
Interjeições, leitura e produção de textos
- Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!, Oh!,
Eh!
Usadas com muita frequência na língua falada informal,
- Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, Epa!,
quando empregadas na língua escrita, as interjeições costumam
Ora!
conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquialidade. Além
- Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!, Quê!,
disso, elas podem muitas vezes indicar traços pessoais do falante
Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?, Cruz!, Putz!
- como a escassez de vocabulário, o temperamento agressivo ou
- Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!, Raios!,
dócil, até mesmo a origem geográfica. É nos textos narrativos -
Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora!
particularmente nos diálogos - que comumente se faz uso
- Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade!
das interjeições com o objetivo de caracterizar personagens

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e, também, graças à sua natureza sintética, agilizar as falas. dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
Natureza sintética e conteúdo mais emocional do que É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos
racional fazem das interjeições presença constante nos textos numerais, traduzindo afetividade ou especialização de sentido.
publicitários. É o que ocorre em frases como:
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/ “Me empresta duzentinho...”
morf89.php É artigo de primeiríssima qualidade!
Numeral O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda
divisão de futebol)
Numeral é a palavra que indica os seres em termos
numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa Emprego dos Numerais
em determinada sequência.
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco. *Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em
[quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”] que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo e a
Eu quero café duplo, e você? partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do
[duplo: numeral = atributo numérico de “café”] substantivo:
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor! Ordinais Cardinais
[primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequência de João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
“fila”] D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
os números indicam em relação aos seres. Assim, quando a Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)
expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata
de numerais, mas sim de algarismos. *Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a até nono e o cardinal de dez em diante:
ideia expressa pelos números, existem mais algumas palavras Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
consideradas numerais porque denotam quantidade, proporção Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)
ou ordenação. São alguns exemplos: década, dúzia, par,
ambos(as), novena. *Ambos/ambas são considerados numerais. Significam “um
e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são largamente
Classificação dos Numerais empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez
referência.
Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico: Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância
um, dois, cem mil, etc. da solidariedade. Ambos agora participam das atividades
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada: comunitárias de seu bairro.
primeiro, segundo, centésimo, etc.
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática.
dos seres: meio, terço, dois quintos, etc. Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.
Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos
seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada: Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários
dobro, triplo, quíntuplo, etc. um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio
Leitura dos Numerais três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto
Separando os números em centenas, de trás para frente, cinco quinto quíntuplo quinto
obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas e, no seis sexto sêxtuplo sexto
início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos sete sétimo sétuplo sétimo
usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção “e”. oito oitavo óctuplo oitavo
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e vinte nove nono nônuplo nono
e seis. dez décimo décuplo décimo
45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte. onze décimo primeiro - onze avos
doze décimo segundo - doze avos
Flexão dos numerais treze décimo terceiro - treze avos
catorze décimo quarto - catorze avos
Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma, quinze décimo quinto - quinze avos
dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em dezesseis décimo sexto - dezesseis avos
diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc. dezessete décimo sétimo - dezessete avos
Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam em número: dezoito décimo oitavo - dezoito avos
milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais são invariáveis. dezenove décimo nono - dezenove avos
vinte vigésimo - vinte avos
Os numerais ordinais variam em gênero e número: trinta trigésimo - trinta avos
primeiro segundo milésimo quarenta quadragésimo - quarenta avos
primeira segunda milésima cinquenta quinquagésimo - cinquenta avos
primeiros segundos milésimos sessenta sexagésimo - sessenta avos
primeiras segundas milésimas setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos
Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam noventa nonagésimo - noventa avos
em funções substantivas: cem centésimo cêntuplo centésimo
Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de produção. duzentos ducentésimo - ducentésimo
Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais trezentos trecentésimo - trecentésimo
flexionam-se em gênero e número: quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo
Teve de tomar doses triplas do medicamento. quinhentos quingentésimo - quingentésimo
Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número. seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo
Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas terças setecentos septingentésimo - septingentésimo
partes oitocentos octingentésimo - octingentésimo
Os numerais coletivos flexionam-se em número. Veja: uma novecentos nongentésimo

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ou noningentésimo - nongentésimo Já na frase: Os rapazes jogam futebol. O sujeito é “Os rapazes”,
mil milésimo - milésimo que identificamos por ser o termo que concorda em número e
milhão milionésimo - milionésimo pessoa com o verbo “jogam”. O predicado é “jogam futebol”.
bilhão bilionésimo - bilionésimo
Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um
Questões substantivo, pronome ou verbo), que encerra a essência de
sua significação. Nos exemplos seguintes, as palavras amigo e
01.Na frase “Nessa carteira só há duas notas de cinco reais” revestiu são o núcleo do sujeito e do predicado, respectivamente:
temos exemplos de numerais: “O amigo retardatário do presidente prepara-se para
A) ordinais; desembarcar.” (Aníbal Machado)
B) cardinais; A avezinha revestiu o interior do ninho com macias plumas.
C) fracionários;
D) romanos; Os termos da oração da língua portuguesa são classificados
E) Nenhuma das alternativas. em três grandes níveis:
- Termos Essenciais da Oração: Sujeito e Predicado.
02.Aponte a alternativa em que os numerais estão bem
empregados. - Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e
A) Ao papa Paulo Seis sucedeu João Paulo Primeiro. Complementos Verbais (Objeto Direto, Objeto indireto e Agente
B) Após o parágrafo nono virá o parágrafo décimo. da Passiva).
C) Depois do capítulo sexto, li o capitulo décimo primeiro.
D) Antes do artigo dez vem o artigo nono. - Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal,
E) O artigo vigésimo segundo foi revogado. Adjunto Adverbial, Aposto e Vocativo.

03. Os ordinais referentes aos números 80, 300, 700 e 90 Termos Essenciais da Oração: São dois os termos essenciais
são, respectivamente (ou fundamentais) da oração: sujeito e predicado. Exemplos:
A) octagésimo, trecentésimo, septingentésirno,
nongentésimo
B) octogésimo, trecentésimo, septingentésimo, nonagésimo Sujeito Predicado
C) octingentésimo, tricentésimo, septuagésimo, nonagésimo Pobreza não é vileza.
D) octogésimo, tricentésimo, septuagésimo, nongentésimo
Os sertanistas capturavam os índios.
Respostas Um vento áspero sacudia as árvores.
1-B / 2-D / 3-B
Sujeito: é equivocado dizer que o sujeito é aquele que pratica
Oração uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma coisa. Ao
fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto semântico
Oração: é todo enunciado linguístico dotado de sentido, do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto estilístico
porém há, necessariamente, a presença do verbo. A oração (o tópico da sentença). Já que o sujeito é depreendido de uma
encerra uma frase (ou segmento de frase), várias frases ou um análise sintática, vamos restringir a definição apenas ao seu
período, completando um pensamento e concluindo o enunciado papel sintático na sentença: aquele que estabelece concordância
através de ponto final, interrogação, exclamação e, em alguns com o núcleo do predicado. Quando se trata de predicado verbal,
casos, através de reticências. o núcleo é sempre um verbo; sendo um predicado nominal, o
Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes núcleo é sempre um nome. Então têm por características básicas:
elípticos). Não têm estrutura sintática, portanto não são orações, - estabelecer concordância com o núcleo do predicado;
não podem ser analisadas sintaticamente frases como: - apresentar-se como elemento determinante em relação ao
predicado;
Socorro! - constituir-se de um substantivo, ou pronome substantivo
Com licença! ou, ainda, qualquer palavra substantivada.
Que rapaz impertinente!
Muito riso, pouco siso. Exemplos:
“A bênção, mãe Nácia!” (Raquel de Queirós)
A padaria está fechada hoje.
Na oração as palavras estão relacionadas entre si, como está fechada hoje: predicado nominal
partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos fechada: nome adjetivo = núcleo do predicado
ou as unidades sintáticas da oração. Cada termo da oração a padaria: sujeito
desempenha uma função sintática. Geralmente apresentam dois padaria: núcleo do sujeito - nome feminino singular
grupos de palavras: um grupo sobre o qual se declara alguma
coisa (o sujeito), e um grupo que apresenta uma declaração (o Nós mentimos sobre nossa idade para você.
predicado), e, excepcionalmente, só o predicado. Exemplo: mentimos sobre nossa idade para você: predicado verbal
mentimos: verbo = núcleo do predicado
A menina banhou-se na cachoeira. nós: sujeito
A menina – sujeito
banhou-se na cachoeira – predicado No interior de uma sentença, o sujeito é o termo determinante,
Choveu durante a noite. (a oração toda predicado) ao passo que o predicado é o termo determinado. Essa posição
de determinante do sujeito em relação ao predicado adquire
O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em sentido com o fato de ser possível, na língua portuguesa, uma
número e pessoa. É normalmente o «ser de quem se declara sentença sem sujeito, mas nunca uma sentença sem predicado.
algo», «o tema do que se vai comunicar». Exemplos:
O predicado é a parte da oração que contém “a informação
nova para o ouvinte”. Normalmente, ele se refere ao sujeito, As formigas invadiram minha casa.
constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito. as formigas: sujeito = termo determinante
invadiram minha casa: predicado = termo determinado
Observe: O amor é eterno. O tema, o ser de quem se declara Há formigas na minha casa.
algo, o sujeito, é “O amor”. A declaração referente a “o amor”, ou há formigas na minha casa: predicado = termo determinado
seja, o predicado, é «é eterno». sujeito: inexistente

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O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma indeterminado, mas expresso: Alguém me ensinará o caminho.
nominal, isto é, seu núcleo é sempre um nome. Quando esse Ninguém lhe telefonou.
nome se refere a objetos das primeira e segunda pessoas, o - Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o
sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto (eu, verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a qualquer agente
tu, ele, etc.). Se o sujeito se refere a um objeto da terceira pessoa, já expresso nas orações anteriores: Na rua olhavam-no com
sua representação pode ser feita através de um substantivo, de admiração; “Bateram palmas no portãozinho da frente.”; “De
um pronome substantivo ou de qualquer conjunto de palavras, qualquer modo, foi uma judiação matarem a moça.”
cujo núcleo funcione, na sentença, como um substantivo. - Assinala-se a indeterminação do sujeito com um verbo
Exemplos: ativo na 3ª pessoa do singular, acompanhado do pronome se. O
Eu acompanho você até o guichê. pronome se, neste caso, é índice de indeterminação do sujeito.
eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa Pode ser omitido junto de infinitivos.
Vocês disseram alguma coisa? Aqui vive-se bem.
vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa Devagar se vai ao longe.
Marcos tem um fã-clube no seu bairro. Quando se é jovem, a memória é mais vivaz.
Marcos: sujeito = substantivo próprio Trata-se de fenômenos que nem a ciência sabe explicar.
Ninguém entra na sala agora.
ninguém: sujeito = pronome substantivo - Assinala-se a indeterminação do sujeito deixando-se o
O andar deve ser uma atividade diária. verbo no infinitivo impessoal: Era penoso carregar aqueles
o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa oração fardos enormes; É triste assistir a estas cenas repulsivas.

Além dessas formas, o sujeito também pode se constituir Normalmente, o sujeito antecede o predicado; todavia, a
de uma oração inteira. Nesse caso, a oração recebe o nome de posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa
oração substantiva subjetiva: língua.
Exemplos:
É difícil optar por esse ou aquele doce... É fácil este problema!
É difícil: oração principal Vão-se os anéis, fiquem os dedos.
optar por esse ou aquele doce: oração substantiva subjetiva “Breve desapareceram os dois guerreiros entre as árvores.”
(José de Alencar)
O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome, ou “Foi ouvida por Deus a súplica do condenado.” (Ramalho
por uma palavra ou expressão substantivada. Exemplos: Ortigão)
“Mas terás tu paciência por duas horas?” (Camilo Castelo
O sino era grande. Branco)
Ela tem uma educação fina.
Vossa Excelência agiu com imparcialidade. Sem Sujeito: constituem a enunciação pura e absoluta de um
Isto não me agrada. fato, através do predicado; o conteúdo verbal não é atribuído a
nenhum ser. São construídas com os verbos impessoais, na 3ª
O núcleo (isto é, a palavra base) do sujeito é, pois, um pessoa do singular: Havia ratos no porão; Choveu durante o jogo.
substantivo ou pronome. Em torno do núcleo podem aparecer Observação: São verbos impessoais: Haver (nos sentidos
palavras secundárias (artigos, adjetivos, locuções adjetivas, etc.). de existir, acontecer, realizar-se, decorrer), Fazer, passar, ser
Exemplo: “Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma e estar, com referência ao tempo e Chover, ventar, nevar, gear,
voz para a selvagem filha do sertão.” (José de Alencar) relampejar, amanhecer, anoitecer e outros que exprimem
fenômenos meteorológicos.
O sujeito pode ser:
Predicado: assim como o sujeito, o predicado é um
Simples: quando tem um só núcleo: As rosas têm espinhos; segmento extraído da estrutura interna das orações ou das
“Um bando de galinhas-d’angola atravessa a rua em fila indiana.” frases, sendo, por isso, fruto de uma análise sintática. Nesse
Composto: quando tem mais de um núcleo: “O burro e o sentido, o predicado é sintaticamente o segmento linguístico
cavalo nadavam ao lado da canoa.” que estabelece concordância com outro termo essencial
Expresso: quando está explícito, enunciado: Eu viajarei da oração, o sujeito, sendo este o termo determinante (ou
amanhã. subordinado) e o predicado o termo determinado (ou principal).
Oculto (ou elíptico): quando está implícito, isto é, quando Não se trata, portanto, de definir o predicado como “aquilo
não está expresso, mas se deduz do contexto: Viajarei amanhã. que se diz do sujeito” como fazem certas gramáticas da língua
(sujeito: eu, que se deduz da desinência do verbo); “Um soldado portuguesa, mas sim estabelecer a importância do fenômeno
saltou para a calçada e aproximou-se.” (o sujeito, soldado, está da concordância entre esses dois termos essenciais da oração.
expresso na primeira oração e elíptico na segunda: e (ele) Então têm por características básicas: apresentar-se como
aproximou-se.); Crianças, guardem os brinquedos. (sujeito: elemento determinado em relação ao sujeito; apontar um
vocês) atributo ou acrescentar nova informação ao sujeito.
Agente: se faz a ação expressa pelo verbo da voz ativa: O Nilo
fertiliza o Egito. Exemplos:
Paciente: quando sofre ou recebe os efeitos da ação expressa
pelo verbo passivo: O criminoso é atormentado pelo remorso; Carolina conhece os índios da Amazônia.
Muitos sertanistas foram mortos pelos índios; Construíram-se sujeito: Carolina = termo determinante
açudes. (= Açudes foram construídos.) predicado: conhece os índios da Amazônia = termo
Agente e Paciente: quando o sujeito realiza a ação expressa determinado
por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe os efeitos
dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho; Regina Todos nós fazemos parte da quadrilha de São João.
trancou-se no quarto. sujeito: todos nós = termo determinante
Indeterminado: quando não se indica o agente da ação predicado: fazemos parte da quadrilha de São João = termo
verbal: Atropelaram uma senhora na esquina. (Quem atropelou determinado
a senhora? Não se diz, não se sabe quem a atropelou.); Come-se
bem naquele restaurante. Nesses exemplos podemos observar que a concordância é
estabelecida entre algumas poucas palavras dos dois termos
Observações: essenciais. No primeiro exemplo, entre “Carolina” e “conhece”;
- Não confundir sujeito indeterminado com sujeito oculto. no segundo exemplo, entre “nós” e “fazemos”. Isso se dá porque
- Sujeito formado por pronome indefinido não é a concordância é centrada nas palavras que são núcleos, isto

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APOSTILAS OPÇÃO
é, que são responsáveis pela principal informação naquele Observe que, sem os seus complementos, os verbos puxou,
segmento. No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um invejo, aspiro, etc., não transmitiriam informações completas:
nome, quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da puxou o quê? Não invejo a quem? Não aspiro a quê?
oração, ou um verbo (ou locução verbal). No primeiro caso, Os verbos de predicação completa denominam-se
temos um predicado nominal (seu núcleo significativo é um intransitivos e os de predicação incompleta, transitivos. Os
nome, substantivo, adjetivo, pronome, ligado ao sujeito por verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos,
um verbo de ligação) e no segundo um predicado verbal (seu transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos
núcleo é um verbo, seguido, ou não, de complemento(s) ou (bitransitivos).
termos acessórios). Quando, num mesmo segmento o nome e o Além dos verbos transitivos e intransitivos, quem encerram
verbo são de igual importância, ambos constituem o núcleo do uma noção definida, um conteúdo significativo, existem os de
predicado e resultam no tipo de predicado verbo-nominal (tem ligação, verbos que entram na formação do predicado nominal,
dois núcleos significativos: um verbo e um nome). Exemplos: relacionando o predicativo com o sujeito.
Quanto à predicação classificam-se, pois os verbos em:
Minha empregada é desastrada. Intransitivos: são os que não precisam de complemento,
predicado: é desastrada pois têm sentido completo.
núcleo do predicado: desastrada = atributo do sujeito “Três contos bastavam, insistiu ele.” (Machado de Assis)
tipo de predicado: nominal “Os guerreiros Tabajaras dormem.” (José de Alencar)
“A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia.”
O núcleo do predicado nominal chama-se predicativo (Marquês de Maricá)
do sujeito, porque atribui ao sujeito uma qualidade ou
característica. Os verbos de ligação (ser, estar, parecer, etc.) Observações: Os verbos intransitivos podem vir
funcionam como um elo entre o sujeito e o predicado. acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um
predicativo (qualidade, características): Fui cedo; Passeamos
A empreiteira demoliu nosso antigo prédio. pela cidade; Cheguei atrasado; Entrei em casa aborrecido.
predicado: demoliu nosso antigo prédio As orações formadas com verbos intransitivos não podem
núcleo do predicado: demoliu = nova informação sobre o “transitar” (= passar) para a voz passiva. Verbos intransitivos
sujeito passam, ocasionalmente, a transitivos quando construídos com
tipo de predicado: verbal o objeto direto ou indireto.
- “Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do Nascimento)
Os manifestantes desciam a rua desesperados. - “Depois me deitei e dormi um sono pesado.” (Luís Jardim)
predicado: desciam a rua desesperados - “Morrerás morte vil da mão de um forte.” (Gonçalves Dias)
núcleos do predicado: desciam = nova informação sobre o - “Inútil tentativa de viajar o passado, penetrar no mundo
sujeito; desesperados = atributo do sujeito que já morreu...” (Ciro dos Anjos)
tipo de predicado: verbo-nominal
Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer,
Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é crescer, brilhar, ir, agir, sair, nascer, latir, rir, tremer, brincar,
responsável também por definir os tipos de elementos que chegar, vir, mentir, suar, adoecer, etc.
aparecerão no segmento. Em alguns casos o verbo sozinho basta
para compor o predicado (verbo intransitivo). Em outros casos Transitivos Diretos: são os que pedem um objeto direto, isto
é necessário um complemento que, juntamente com o verbo, é, um complemento sem preposição. Pertencem a esse grupo:
constituem a nova informação sobre o sujeito. De qualquer julgar, chamar, nomear, eleger, proclamar, designar, considerar,
forma, esses complementos do verbo não interferem na tipologia declarar, adotar, ter, fazer, etc. Exemplos:
do predicado. Comprei um terreno e construí a casa.
Entretanto, é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo, “Trabalho honesto produz riqueza honrada.” (Marquês de
quando este puder ser facilmente subentendido, em geral por Maricá)
estar expresso ou implícito na oração anterior. Exemplos: “Então, solenemente Maria acendia a lâmpada de sábado.”
(Guedes de Amorim)
“A fraqueza de Pilatos é enorme, a ferocidade dos algozes
inexcedível.” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo é Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os
depois de algozes) que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o
“Mas o sal está no Norte, o peixe, no Sul” (Paulo Moreira da complemento acompanhado de predicativo. Exemplos:
Silva) (Subentende-se o verbo está depois de peixe) Consideramos o caso extraordinário.
“A cidade parecia mais alegre; o povo, mais contente.” (Povina Inês trazia as mãos sempre limpas.
Cavalcante) (isto é: o povo parecia mais contente) O povo chamava-os de anarquistas.
Julgo Marcelo incapaz disso.
Chama-se predicação verbal o modo pelo qual o verbo
forma o predicado. Observações: Os verbos transitivos diretos, em geral, podem
Há verbos que, por natureza, tem sentido completo, ser usados também na voz passiva; Outra característica desses
podendo, por si mesmos, constituir o predicado: são os verbos verbos é a de poderem receber como objeto direto, os pronomes
de predicação completa denominados intransitivos. Exemplo: o, a, os, as: convido-o, encontro-os, incomodo-a, conheço-as; Os
verbos transitivos diretos podem ser construídos acidentalmente
As flores murcharam. com preposição, a qual lhes acrescenta novo matiz semântico:
Os animais correm. arrancar da espada; puxar da faca; pegar de uma ferramenta;
As folhas caem. tomar do lápis; cumprir com o dever; Alguns verbos transitivos
“Os inimigos de Moreiras rejubilaram.” (Graciliano Ramos) diretos: abençoar, achar, colher, avisar, abraçar, comprar,
castigar, contrariar, convidar, desculpar, dizer, estimar, elogiar,
Outros verbos há, pelo contrário, que para integrarem entristecer, encontrar, ferir, imitar, levar, perseguir, prejudicar,
o predicado necessitam de outros termos: são os verbos de receber, saldar, socorrer, ter, unir, ver, etc.
predicação incompleta, denominados transitivos. Exemplos:
Transitivos Indiretos: são os que reclamam um
João puxou a rede. complemento regido de preposição, chamado objeto indireto.
“Não invejo os ricos, nem aspiro à riqueza.” (Oto Lara Exemplos:
Resende) “Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma
“Não simpatizava com as pessoas investidas no poder.” adolescente.” (Ciro dos Anjos)
(Camilo Castelo Branco)

Língua Portuguesa 40
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APOSTILAS OPÇÃO
“Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e um estado ou modo de ser do sujeito, ao qual se prende por um
neutros.” (Érico Veríssimo) verbo de ligação, no predicado nominal. Exemplos:
“Lúcio não atinava com essa mudança instantânea.” (José A bandeira é o símbolo da Pátria.
Américo) A mesa era de mármore.
“Do que eu mais gostava era do tempo do retiro espiritual.” O mar estava agitado.
(José Geraldo Vieira) A ilha parecia um monstro.

Observações: Entre os verbos transitivos indiretos importa Além desse tipo de predicativo, outro existe que entra na
distinguir os que se constroem com os pronomes objetivos lhe, constituição do predicado verbo-nominal. Exemplos:
lhes. Em geral são verbos que exigem a preposição a: agradar-lhe, O trem chegou atrasado. (=O trem chegou e estava
agradeço-lhe, apraz-lhe, bate-lhe, desagrada-lhe, desobedecem- atrasado.)
lhe, etc. Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir O menino abriu a porta ansioso.
os que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas Todos partiram alegres.
lhe, lhes, construindo-se com os pronomes retos precedidos de Marta entrou séria.
preposição: aludir a ele, anuir a ele, assistir a ela, atentar nele,
depender dele, investir contra ele, não ligar para ele, etc. Observações: O predicativo subjetivo às vezes está
Em princípio, verbos transitivos indiretos não comportam preposicionado; Pode o predicativo preceder o sujeito e até
a forma passiva. Excetuam-se pagar, perdoar, obedecer, e mesmo ao verbo: São horríveis essas coisas!; Que linda
pouco mais, usados também como transitivos diretos: João estava Amélia!; Completamente feliz ninguém é.; Raros são os
paga (perdoa, obedece) o médico. O médico é pago (perdoado, verdadeiros líderes.; Quem são esses homens?; Lentos e tristes,
obedecido) por João. Há verbos transitivos indiretos, como os retirantes iam passando.; Novo ainda, eu não entendia certas
atirar, investir, contentar-se, etc., que admitem mais de uma coisas.; Onde está a criança que fui?
preposição, sem mudança de sentido. Outros mudam de sentido Predicativo do Objeto: é o termo que se refere ao objeto de
com a troca da preposição, como nestes exemplos: Trate de sua um verbo transitivo. Exemplos:
vida. (tratar=cuidar). É desagradável tratar com gente grosseira. O juiz declarou o réu inocente.
(tratar=lidar). Verbos como aspirar, assistir, dispor, servir, etc., O povo elegeu-o deputado.
variam de significação conforme sejam usados como transitivos As paixões tornam os homens cegos.
diretos ou indiretos. Nós julgamos o fato milagroso.

Transitivos Diretos e Indiretos: são os que se usam com Observações: O predicativo objetivo, como vemos dos
dois objetos: um direto, outro indireto, concomitantemente. exemplos acima, às vezes vem regido de preposição. Esta, em
Exemplos: certos casos, é facultativa; O predicativo objetivo geralmente
No inverno, Dona Cléia dava roupas aos pobres. se refere ao objeto direto. Excepcionalmente, pode referir-se
A empresa fornece comida aos trabalhadores. ao objeto indireto do verbo chamar. Chamavam-lhe poeta;
Oferecemos flores à noiva. Podemos antepor o predicativo a seu objeto: O advogado
Ceda o lugar aos mais velhos. considerava indiscutíveis os direitos da herdeira.; Julgo
inoportuna essa viagem.; “E até embriagado o vi muitas
De Ligação: Os que ligam ao sujeito uma palavra ou vezes.”; “Tinha estendida a seus pés uma planta rústica da
expressão chamada predicativo. Esses verbos, entram na cidade.”; “Sentia ainda muito abertos os ferimentos que aquele
formação do predicado nominal. Exemplos: choque com o mundo me causara.”
A Terra é móvel.
A água está fria. Termos Integrantes da Oração
O moço anda (=está) triste.
Mário encontra-se doente. Chamam-se termos integrantes da oração os que completam
A Lua parecia um disco. a significação transitiva dos verbos e nomes. Integram (inteiram,
completam) o sentido da oração, sendo por isso indispensável à
Observações: Os verbos de ligação não servem apenas de compreensão do enunciado. São os seguintes:
anexo, mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais - Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto);
se considera a qualidade atribuída ao sujeito. O verbo ser, por - Complemento Nominal;
exemplo, traduz aspecto permanente e o verbo estar, aspecto - Agente da Passiva.
transitório: Ele é doente. (aspecto permanente); Ele está doente.
(aspecto transitório). Muito desses verbos passam à categoria Objeto Direto: é o complemento dos verbos de predicação
dos intransitivos em frases como: Era =existia) uma vez uma incompleta, não regido, normalmente, de preposição. Exemplos:
princesa.; Eu não estava em casa.; Fiquei à sombra.; Anda com As plantas purificaram o ar.
dificuldades.; Parece que vai chover. “Nunca mais ele arpoara um peixe-boi.” (Ferreira Castro)
Procurei o livro, mas não o encontrei.
Os verbos, relativamente à predicação, não têm classificação Ninguém me visitou.
fixa, imutável. Conforme a regência e o sentido que apresentam
na frase, podem pertencer ora a um grupo, ora a outro. Exemplos: O objeto direto tem as seguintes características:
O homem anda. (intransitivo) - Completa a significação dos verbos transitivos diretos;
O homem anda triste. (de ligação) - Normalmente, não vem regido de preposição;
- Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um
O cego não vê. (intransitivo) verbo ativo: Caim matou Abel.
O cego não vê o obstáculo. (transitivo direto) - Torna-se sujeito da oração na voz passiva: Abel foi morto
por Caim.
Deram 12 horas. (intransitivo)
A terra dá bons frutos. (transitivo direto) O objeto direto pode ser constituído:
- Por um substantivo ou expressão substantivada: O lavrador
Não dei com a chave do enigma. (transitivo indireto) cultiva a terra.; Unimos o útil ao agradável.
Os pais dão conselhos aos filhos. (transitivo direto e indireto) - Pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos:
Espero-o na estação.; Estimo-os muito.; Sílvia olhou-se ao
Predicativo: Há o predicativo do sujeito e o predicativo do espelho.; Não me convidas?; Ela nos chama.; Avisamo-lo a
objeto. tempo.; Procuram-na em toda parte.; Meu Deus, eu vos amo.;
“Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a ficar
Predicativo do Sujeito: é o termo que exprime um atributo, quieta.”; “Vós haveis de crescer, perder-vos-ei de vista.”

Língua Portuguesa 41
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APOSTILAS OPÇÃO
- Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na Objeto Direto Pleonástico: Quando queremos dar destaque
loja.; A árvore que plantei floresceu. (que: objeto direto de ou ênfase à ideia contida no objeto direto, colocamo-lo no
plantei); Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas do início da frase e depois o repetimos ou reforçamos por meio do
livro, ela o faz com cuidado.; “Que teria o homem percebido nos pronome oblíquo. A esse objeto repetido sob forma pronominal
meus escritos?” chama-se pleonástico, enfático ou redundante. Exemplos:
O dinheiro, Jaime o trazia escondido nas mangas da camisa.
Frequentemente transitivam-se verbos intransitivos, dando- O bem, muitos o louvam, mas poucos o seguem.
se-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da mesma “Seus cavalos, ela os montava em pelo.” (Jorge Amado)
esfera semântica:
“Viveu José Joaquim Alves vida tranquila e patriarcal.” Objeto Indireto: É o complemento verbal regido de
(Vivaldo Coaraci) preposição necessária e sem valor circunstancial. Representa,
“Pela primeira vez chorou o choro da tristeza.” (Aníbal ordinariamente, o ser a que se destina ou se refere à ação verbal:
Machado) “Nunca desobedeci a meu pai”. O objeto indireto completa a
“Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina.” (Machado significação dos verbos:
de Assis)
Em tais construções é de rigor que o objeto venha - Transitivos Indiretos: Assisti ao jogo; Assistimos à missa e
acompanhado de um adjunto. à festa; Aludiu ao fato; Aspiro a uma vida calma.
- Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou passiva):
Objeto Direto Preposicionado: Há casos em que o objeto Dou graças a Deus; Ceda o lugar aos mais velhos; Dedicou sua
direto, isto é, o complemento de verbos transitivos diretos, vem vida aos doentes e aos pobres; Disse-lhe a verdade. (Disse a
precedido de preposição, geralmente a preposição a. Isto ocorre verdade ao moço.)
principalmente:
- Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico: O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras
Deste modo, prejudicas a ti e a ela.; “Mas dona Carolina amava categorias, os quais, no caso, são considerados acidentalmente
mais a ele do que aos outros filhos.”; “Pareceu-me que Roberto transitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta;
hostilizava antes a mim do que à ideia.”; “Ricardina lastimava o Sobram-lhe qualidades e recursos. (lhe=a ele); Isto não lhe
seu amigo como a si própria.”; “Amava-a tanto como a nós”. convém; A proposta pareceu-lhe aceitável.
- Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro
Severiano tinha um filho a quem idolatrava.”; “Abraçou a todos; Observações: Há verbos que podem construir-se com dois
deu um beijo em Adelaide, a quem felicitou pelo desenvolvimento objetos indiretos, regidos de preposições diferentes: Rogue a
das suas graças.”; “Agora sabia que podia manobrar com ele, com Deus por nós.; Ela queixou-se de mim a seu pai.; Pedirei para
aquele homem a quem na realidade também temia, como todos ti a meu senhor um rico presente; Não confundir o objeto direto
ali”. com o complemento nominal nem com o adjunto adverbial; Em
- Quando precisamos assegurar a clareza da frase, evitando frases como “Para mim tudo eram alegrias”, “Para ele nada é
que o objeto direto seja tomado como sujeito, impedindo impossível”, os pronomes em destaque podem ser considerados
construções ambíguas: Convence, enfim, ao pai o filho amado.; adjuntos adverbiais.
“Vence o mal ao remédio.”; “Tratava-me sem cerimônia, como a
um irmão.”; A qual delas iria homenagear o cavaleiro? O objeto indireto é sempre regido de preposição, expressa
- Em expressões de reciprocidade, para garantir a clareza e a ou implícita. A preposição está implícita nos pronomes objetivos
eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos outros.”; “As indiretos (átonos) me, te, se, lhe, nos, vos, lhes. Exemplos:
companheiras convidavam-se umas às outras.”; “Era o abraço de Obedece-me. (=Obedece a mim.); Isto te pertence. (=Isto
duas criaturas que só tinham uma à outra”. pertence a ti.); Rogo-lhe que fique. (=Rogo a você...); Peço-
- Com nomes próprios ou comuns, referentes a pessoas, vos isto. (=Peço isto a vós.). Nos demais casos a preposição é
principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da expressa, como característica do objeto indireto: Recorro a
eufonia da frase: Judas traiu a Cristo.; Amemos a Deus sobre Deus.; Dê isto a (ou para) ele.; Contenta-se com pouco.; Ele
todas as coisas. “Provavelmente, enganavam é a Pedro.”; “O só pensa em si.; Esperei por ti.; Falou contra nós.; Conto com
estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã”. você.; Não preciso disto.; O filme a que assisti agradou ao
- Em construções enfáticas, nas quais antecipamos o objeto público.; Assisti ao desenrolar da luta.; A coisa de que mais
direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!; Ao gosto é pescar.; A pessoa a quem me refiro você a conhece.; Os
médico, confessor e letrado nunca enganes.; “A este confrade obstáculos contra os quais luto são muitos.; As pessoas com
conheço desde os seus mais tenros anos”. quem conto são poucas.
- Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro
caiu, molhou a ambos.”; “Se eu previsse que os matava a Como atestam os exemplos acima, o objeto indireto é
ambos...”. representado pelos substantivos (ou expressões substantivas)
- Com certos pronomes indefinidos, sobretudo referentes a ou pelos pronomes. As preposições que o ligam ao verbo são: a,
pessoas: Se todos são teus irmãos, por que amas a uns e odeias a com, contra, de, em, para e por.
outros?; Aumente a sua felicidade, tornando felizes também aos
outros.; A quantos a vida ilude!. Objeto Indireto Pleonástico: à semelhança do objeto direto,
- Em certas construções enfáticas, como puxar (ou arrancar) o objeto indireto pode vir repetido ou reforçado, por ênfase.
da espada, pegar da pena, cumprir com o dever, atirar com os Exemplos: “A mim o que me deu foi pena.”; “Que me importa
livros sobre a mesa, etc.: “Arrancam das espadas de aço fino...”; a mim o destino de uma mulher tísica...? “E, aos brigões,
“Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou incapazes de se moverem, basta-lhes xingarem-se a distância.”
da linha, enfiou a linha na agulha e entrou a coser.”; “Imagina-se
a consternação de Itaguaí, quando soube do caso.” Complemento Nominal: é o termo complementar reclamado
pela significação transitiva, incompleta, de certos substantivos,
Observações: Nos quatro primeiros casos estudados a adjetivos e advérbios. Vem sempre regido de preposição.
preposição é de rigor, nos cinco outros, facultativa; A substituição Exemplos: A defesa da pátria; Assistência às aulas; “O ódio ao
do objeto direto preposicionado pelo pronome oblíquo átono, mal é amor do bem, e a ira contra o mal, entusiasmo divino.”;
quando possível, se faz com as formas o(s), a(s) e não lhe, “Ah, não fosse ele surdo à minha voz!”
lhes: amar a Deus (amá-lo); convencer ao amigo (convencê-
lo); O objeto direto preposicionado, é obvio, só ocorre com Observações: O complemento nominal representa o
verbo transitivo direto; Podem resumir-se em três as razões recebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um
ou finalidades do emprego do objeto direto preposicionado: nome: amor a Deus, a condenação da violência, o medo de
a clareza da frase; a harmonia da frase; a ênfase ou a força da assaltos, a remessa de cartas, útil ao homem, compositor
expressão. de músicas, etc. É regido pelas mesmas preposições usadas

Língua Portuguesa 42
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APOSTILAS OPÇÃO
no objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de o agente da ação, ou a origem, pertença, qualidade de alguém
complementar verbos, complementa nomes (substantivos, ou de alguma coisa: o discurso do presidente, aviso de amigo,
adjetivos) e alguns advérbios em –mente. Os nomes que declaração do ministro, empréstimo do banco, a casa do
requerem complemento nominal correspondem, geralmente, a fazendeiro, folhas de árvores, farinha de trigo, beleza das
verbos de mesmo radical: amor ao próximo, amar o próximo; matas, cheiro de petróleo, amor de mãe.
perdão das injúrias, perdoar as injúrias; obediente aos pais,
obedecer aos pais; regresso à pátria, regressar à pátria; etc. Adjunto adverbial: É o termo que exprime uma circunstância
(de tempo, lugar, modo, etc.) ou, em outras palavras, que modifica
Agente da Passiva: é o complemento de um verbo na voz o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. Exemplo: “Meninas
passiva. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo numa tarde brincavam de roda na praça”. O adjunto adverbial
passivo. Vem regido comumente pela preposição por, e menos é expresso: Pelos advérbios: Cheguei cedo.; Ande devagar.;
frequentemente pela preposição de: Alfredo é estimado pelos Maria é mais alta.; Não durma ao volante.; Moramos aqui.;
colegas; A cidade estava cercada pelo exército romano; “Era Ele fala bem, fala corretamente.; Volte bem depressa.; Talvez
conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas.” esteja enganado.; Pelas locuções ou expressões adverbiais: Às
vezes viajava de trem.; Compreendo sem esforço.; Saí com meu
O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos ou pai.; Júlio reside em Niterói.; Errei por distração.; Escureceu
pelos pronomes: de repente.
As flores são umedecidas pelo orvalho.
A carta foi cuidadosamente corrigida por mim. Observações: Pode ocorrer a elipse da preposição antes
Muitos já estavam dominados por ele. de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite, não
dormi. (=Naquela noite...); Domingo que vem não sairei. (=No
O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na voz domingo...); Ouvidos atentos, aproximei-me da porta. (=De
ativa: ouvidos atentos...); Os adjuntos adverbiais classificam-se de
A rainha era chamada pela multidão. (voz passiva) acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto adverbial
A multidão aclamava a rainha. (voz ativa) de lugar, modo, tempo, intensidade, causa, companhia, meio,
Ele será acompanhado por ti. (voz passiva) assunto, negação, etc. É importante saber distinguir adjunto
Tu o acompanharás. (voz ativa) adverbial de adjunto adnominal, de objeto indireto e de
complemento nominal: sair do mar (ad.adv.); água do mar (adj.
Observações: adn.); gosta do mar (obj.indir.); ter medo do mar (compl.nom.).
Frase de forma passiva analítica sem complemento agente
expresso, ao passar para a ativa, terá sujeito indeterminado Aposto: É uma palavra ou expressão que explica ou esclarece,
e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi expulso da cidade. desenvolve ou resume outro termo da oração. Exemplos:
(Expulsaram-no da cidade.); As florestas são devastadas. D. Pedro II, imperador do Brasil, foi um monarca sábio.
(Devastam as florestas.); Na passiva pronominal não se declara “Nicanor, ascensorista, expôs-me seu caso de consciência.”
o agente: Nas ruas assobiavam-se as canções dele pelos (Carlos Drummond de Andrade)
pedestres. (errado); Nas ruas eram assobiadas as canções dele “No Brasil, região do ouro e dos escravos, encontramos a
pelos pedestres. (certo); Assobiavam-se as canções dele nas felicidade.” (Camilo Castelo Branco)
ruas. (certo) “No fundo do mato virgem nasceu Macunaíma, herói de
nossa gente.” (Mário de Andrade)
Termos Acessórios da Oração
O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome
Termos acessórios são os que desempenham na oração substantivo:
uma função secundária, qual seja a de caracterizar um ser, Foram os dois, ele e ela.
determinar os substantivos, exprimir alguma circunstância. São Só não tenho um retrato: o de minha irmã.
três os termos acessórios da oração: adjunto adnominal, adjunto O dia amanheceu chuvoso, o que me obrigou a ficar em casa.
adverbial e aposto.
O aposto não pode ser formado por adjetivos. Nas frases
Adjunto adnominal: É o termo que caracteriza ou determina seguintes, por exemplo, não há aposto, mas predicativo do
os substantivos. Exemplo: Meu irmão veste roupas vistosas. sujeito:
(Meu determina o substantivo irmão: é um adjunto adnominal Audaciosos, os dois surfistas atiraram-se às ondas.
– vistosas caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto As borboletas, leves e graciosas, esvoaçavam num balé de
adnominal). cores.
O adjunto adnominal pode ser expresso: Pelos adjetivos:
água fresca, terras férteis, animal feroz; Pelos artigos: o Os apostos, em geral, destacam-se por pausas, indicadas, na
mundo, as ruas, um rapaz; Pelos pronomes adjetivos: nosso tio, escrita, por vírgulas, dois pontos ou travessões. Não havendo
este lugar, pouco sal, muitas rãs, país cuja história conheço, pausa, não haverá vírgula, como nestes exemplos:
que rua?; Pelos numerais: dois pés, quinto ano, capítulo sexto; Minha irmã Beatriz; o escritor João Ribeiro; o romance Tóia;
Pelas locuções ou expressões adjetivas que exprimem qualidade, o rio Amazonas; a Rua Osvaldo Cruz; o Colégio Tiradentes, etc.
posse, origem, fim ou outra especificação: “Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?”
- presente de rei (=régio): qualidade (Graciliano Ramos)
- livro do mestre, as mãos dele: posse, pertença
- água da fonte, filho de fazendeiros: origem O aposto pode preceder o termo a que se refere, o qual, às
- fio de aço, casa de madeira: matéria vezes, está elíptico. Exemplos:
- casa de ensino, aulas de inglês: fim, especialidade Rapaz impulsivo, Mário não se conteve.
- homem sem escrúpulos (=inescrupuloso): qualidade Mensageira da ideia, a palavra é a mais bela expressão da
- criança com febre (=febril): característica alma humana.
- aviso do diretor: agente “Irmão do mar, do espaço, amei as solidões sobre os
rochedos ásperos.” (Cabral do Nascimento) (refere-se ao sujeito
Observações: Não confundir o adjunto adnominal formado oculto eu).
por locução adjetiva com complemento nominal. Este representa O aposto, às vezes, refere-se a toda uma oração. Exemplos:
o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a eleição do Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos, sinal de
presidente, aviso de perigo, declaração de guerra, empréstimo tempestade iminente.
de dinheiro, plantio de árvores, colheita de trigo, destruidor O espaço é incomensurável, fato que me deixa atônito.
de matas, descoberta de petróleo, amor ao próximo, etc. O Simão era muito espirituoso, o que me levava a preferir sua
adjunto adnominal formado por locução adjetiva representa companhia.

Língua Portuguesa 43
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APOSTILAS OPÇÃO
Um aposto pode referir-se a outro aposto: Respostas
“Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares, filha do 01. D\02. C\03. D
velho coronel Tavares, senhor de engenho.” (Ledo Ivo)
O aposto pode vir precedido das expressões explicativas isto Período
é, a saber, ou da preposição acidental como:
Dois países sul-americanos, isto é, a Bolívia e o Paraguai, Período: Toda frase com uma ou mais orações constitui um
não são banhados pelo mar. período, que se encerra com ponto de exclamação, ponto de
Este escritor, como romancista, nunca foi superado. interrogação ou com reticências.
O período é simples quando só traz uma oração, chamada
O aposto que se refere a objeto indireto, complemento absoluta; o período é composto quando traz mais de uma
nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição: oração. Exemplo: Pegou fogo no prédio. (Período simples, oração
absoluta.); Quero que você aprenda. (Período composto.)
O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado.
“Acho que adoeci disso, de beleza, da intensidade das Existe uma maneira prática de saber quantas orações há
coisas.” (Raquel Jardim) num período: é contar os verbos ou locuções verbais. Num
De cobras, morcegos, bichos, de tudo ela tinha medo. período haverá tantas orações quantos forem os verbos ou as
locuções verbais nele existentes. Exemplos:
Vocativo: (do latim vocare = chamar) é o termo (nome, título, Pegou fogo no prédio. (um verbo, uma oração)
apelido) usado para chamar ou interpelar a pessoa, o animal ou Quero que você aprenda. (dois verbos, duas orações)
a coisa personificada a que nos dirigimos: Está pegando fogo no prédio. (uma locução verbal, uma
oração)
“Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos, por favor!” (Maria Deves estudar para poderes vencer na vida. (duas locuções
de Lourdes Teixeira) verbais, duas orações)
“A ordem, meus amigos, é a base do governo.” (Machado de
Assis) Há três tipos de período composto: por coordenação, por
“Correi, correi, ó lágrimas saudosas!” (Fagundes Varela) subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo
“Ei-lo, o teu defensor, ó Liberdade!” (Mendes Leal) tempo (também chamada de misto).
Observação: Profere-se o vocativo com entoação exclamativa.
Na escrita é separado por vírgula(s). No exemplo inicial, os Período Composto por Coordenação – Orações
pontos interrogativo e exclamativo indicam um chamado alto e Coordenadas
prolongado. O vocativo se refere sempre à 2ª pessoa do discurso,
que pode ser uma pessoa, um animal, uma coisa real ou entidade Considere, por exemplo, este período composto:
abstrata personificada. Podemos antepor-lhe uma interjeição de Passeamos pela praia, / brincamos, / recordamos os tempos
apelo (ó, olá, eh!): de infância.
1ª oração: Passeamos pela praia
“Tem compaixão de nós , ó Cristo!” (Alexandre Herculano) 2ª oração: brincamos
“Ó Dr. Nogueira, mande-me cá o Padilha, amanhã!” 3ª oração: recordamos os tempos de infância
(Graciliano Ramos) As três orações que compõem esse período têm sentido
“Esconde-te, ó sol de maio, ó alegria do mundo!” (Camilo próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática:
Castelo Branco) elas são independentes. Há entre elas, é claro, uma relação de
O vocativo é um tempo à parte. Não pertence à estrutura da sentido, mas, como já dissemos, uma não depende da outra
oração, por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado. sintaticamente.
As orações independentes de um período são chamadas
Questões de orações coordenadas (OC), e o período formado só de
orações coordenadas é chamado de período composto por
01. (PC-ES – Escrivão de Polícia – FUNCAB/2013) O termo coordenação.
em destaque é adjunto adverbial de intensidade em: As orações coordenadas são classificadas em assindéticas e
(A) pode aprender e assimilar MUITA coisa sindéticas.
(B) enfrentamos MUITAS novidades
(C) precisa de um parceiro com MUITO caráter - As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando
(D) não gostam de mulheres MUITO inteligentes não vêm introduzidas por conjunção. Exemplo:
(E) assumimos MUITO conflito e confusão Os torcedores gritaram, / sofreram, / vibraram.
OCA OCA OCA
02. Assinale a alternativa correta: “para todos os males, há
dois remédios: o tempo e o silêncio”, os termos grifados são “Inclinei-me, apanhei o embrulho e segui.” (Machado de
respectivamente: Assis)
(A) sujeito – objeto direto; “A noite avança, há uma paz profunda na casa deserta.”
(B) sujeito – aposto; (Antônio Olavo Pereira)
(C) objeto direto – aposto; “O ferro mata apenas; o ouro infama, avilta, desonra.”
(D) objeto direto – objeto direto; (Coelho Neto)
(E) objeto direto – complemento nominal.
- As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando vêm
03. (EEAR – Sargento Administração – Aeronáutica/2014). introduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo:
Assinale a alternativa em que o termo destacado é objeto O homem saiu do carro / e entrou na casa.
indireto. OCA OCS
(A) “Quem faz um poema abre uma janela.” (Mário Quintana)
(B) “Toda gente que eu conheço e que fala comigo / Nunca As orações coordenadas sindéticas são classificadas de
teve um ato ridículo / Nunca sofreu enxovalho (...)” (Fernando acordo com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas
Pessoa) que as introduzem. Pode ser:
(C) “Quando Ismália enlouqueceu / Pôs-se na torre a sonhar
/ Viu uma lua no céu, / Viu uma lua no mar.” (Alphonsus de - Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não só...
Guimarães) mas também, não só... mas ainda.
(D) “Mas, quando responderam a Nhô Augusto: ‘– É a Saí da escola / e fui à lanchonete.
jagunçada de seu Joãozinho Bem-Bem, que está descendo para OCA OCS Aditiva
a Bahia.’ – ele, de alegre, não se pôde conter.” (Guimarães Rosa)

Língua Portuguesa 44
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APOSTILAS OPÇÃO
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção Questões
que expressa idéia de acréscimo ou adição com referência à
oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa aditiva. 01. Relacione as orações coordenadas por meio de
conjunções:
A doença vem a cavalo e volta a pé. (A) Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões surgiram.
As pessoas não se mexiam nem falavam. (B) Não durma sem cobertor. A noite está fria.
“Não só findaram as queixas contra o alienista, mas até (C) Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los.
nenhum ressentimento ficou dos atos que ele praticara.”   
(Machado de Assis) 02. Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar
- Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas, das ondas...” a partícula como expressa uma ideia de:
porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto. (A) causa
(B) explicação
Estudei bastante / mas não passei no teste. (C) conclusão
OCA OCS Adversativa (D) proporção
(E) comparação
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção  
que expressa idéia de oposição à oração anterior, ou seja, por 03. “Entrando na faculdade, procurarei emprego”, oração
uma conjunção coordenativa adversativa. sublinhada pode indicar uma ideia de:
(A) concessão
A espada vence, mas não convence. (B) oposição
“É dura a vida, mas aceitam-na.” (Cecília Meireles) (C) condição
Tens razão, contudo não te exaltes. (D) lugar
Havia muito serviço, entretanto ninguém trabalhava. (E) consequência
Respostas
- Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto,
por isso, pois, logo. 01.
Ouviu-se o som da bateria e os primeiros foliões surgiram.
Ele me ajudou muito, / portanto merece minha gratidão. Não durma sem cobertor, pois a noite está fria.
OCA OCS Conclusiva Quero desculpar-me, mas consigo encontrá-los.
 
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção 02. E\03. C
que expressa ideia de conclusão de um fato enunciado na oração
anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa conclusiva. Período Composto por Subordinação

Vives mentindo; logo, não mereces fé. Observe os termos destacados em cada uma destas orações:
Ele é teu pai: respeita-lhe, pois, a vontade. Vi uma cena triste. (adjunto adnominal)
Raimundo é homem são, portanto deve trabalhar. Todos querem sua participação. (objeto direto)
Não pude sair por causa da chuva. (adjunto adverbial de
- Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou,ou... ou, causa)
ora... ora, seja... seja, quer... quer.
Veja, agora, como podemos transformar esses termos em
Seja mais educado / ou retire-se da reunião! orações com a mesma função sintática:
OCA OCS Alternativa Vi uma cena / que me entristeceu. (oração subordinada
com função de adjunto adnominal)
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma Todos querem / que você participe. (oração subordinada
conjunção que estabelece uma relação de alternância ou escolha com função de objeto direto)
com referência à oração anterior, ou seja, por uma conjunção Não pude sair / porque estava chovendo. (oração
coordenativa alternativa. subordinada com função de adjunto adverbial de causa)

Venha agora ou perderá a vez. Em todos esses períodos, a segunda oração exerce uma
“Jacinta não vinha à sala, ou retirava-se logo.” (Machado de certa função sintática em relação à primeira, sendo, portanto,
Assis) subordinada a ela. Quando um período é constituído de pelo
“Em aviação, tudo precisa ser bem feito ou custará preço menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a
muito caro.” (Renato Inácio da Silva) subordinada) depende sintaticamente da outra (principal), ele
“A louca ora o acariciava, ora o rasgava freneticamente.” é classificado como período composto por subordinação. As
(Luís Jardim) orações subordinadas são classificadas de acordo com a função
que exercem: adverbiais, substantivas e adjetivas.
- Orações coordenadas sindéticas explicativas: que,
porque, pois, porquanto. Orações Subordinadas Adverbiais
Vamos andar depressa / que estamos atrasados.
OCA OCS Explicativa As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aquelas
Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção que exercem a função de adjunto adverbial da oração principal
que expressa ideia de explicação, de justificativa em relação (OP). São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa
à oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa que as introduz:
explicativa.
- Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração
Leve-lhe uma lembrança, que ela aniversaria amanhã. principal. Conjunções: porque, que, como (= porque), pois que,
“A mim ninguém engana, que não nasci ontem.” (Érico visto que.
Veríssimo) Não fui à escola / porque fiquei doente.
OP OSA Causal
“Qualquer que seja a tua infância, conquista-a, que te O tambor soa porque é oco.
abençoo.” (Fernando Sabino) Como não me atendessem, repreendi-os severamente.
Como ele estava armado, ninguém ousou reagir.
O cavalo estava cansado, pois arfava muito. “Faltou à reunião, visto que esteve doente.” (Arlindo de
Sousa)

Língua Portuguesa 45
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APOSTILAS OPÇÃO
- Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a As notícias de casa eram boas, de maneira que pude
ocorrência do que foi enunciado na principal. Conjunções: se, prolongar minha viagem.
contanto que, a menos que, a não ser que, desde que.
Irei à sua casa / se não chover. - Comparativas: Expressam ideia de comparação com
OP OSA Condicional referência à oração principal. Conjunções: como, assim como,
tal como, (tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado com
Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos menos ou mais).
ofensores. Ela é bonita / como a mãe.
Se o conhecesses, não o condenarias. OP OSA Comparativa
“Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond de
Andrade) A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro.”
A cápsula do satélite será recuperada, caso a experiência (Marquês de Maricá)
tenha êxito. Ela o atraía irresistivelmente, como o imã atrai o ferro.
- Concessivas: Expressam ideia ou fato contrário ao da Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram.
oração principal, sem, no entanto, impedir sua realização. Como a flor se abre ao Sol, assim minha alma se abriu à luz
Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais daquele olhar.
que, mesmo que.
Ela saiu à noite / embora estivesse doente. Obs.: As orações comparativas nem sempre apresentam
OP OSA Concessiva claramente o verbo, como no exemplo acima, em que está
Admirava-o muito, embora (ou conquanto ou posto que subentendido o verbo ser (como a mãe é).
ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente. - Proporcionais: Expressam uma ideia que se relaciona
Embora não possuísse informações seguras, ainda assim proporcionalmente ao que foi enunciado na principal.
arriscou uma opinião. Conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto
Cumpriremos nosso dever, ainda que (ou mesmo quando mais, quanto menos.
ou ainda quando ou mesmo que) todos nos critiquem. Quanto mais reclamava / menos atenção recebia.
Por mais que gritasse, não me ouviram. OSA Proporcional OP

- Conformativas: Expressam a conformidade de um fato À medida que se vive, mais se aprende.


com outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), segundo. À proporção que avançávamos, as casas iam rareando.
O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado. O valor do salário, ao passo que os preços sobem, vai
OP OSA Conformativa diminuindo.

O homem age conforme pensa. Orações Subordinadas Substantivas


Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi.
Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas. As orações subordinadas substantivas (OSS) são aquelas
O jornal, como sabemos, é um grande veículo de informação. que, num período, exercem funções sintáticas próprias de
substantivos, geralmente são introduzidas pelas conjunções
- Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao integrantes que e se. Elas podem ser:
que foi expresso na oração principal. Conjunções: quando, assim
que, logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal (=assim que). - Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É
Ele saiu da sala / assim que eu cheguei. aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração
OP OSA Temporal principal. Observe: O grupo quer a sua ajuda. (objeto direto)
O grupo quer / que você ajude.
Formiga, quando quer se perder, cria asas. OP OSS Objetiva Direta
“Lá pelas sete da noite, quando escurecia, as casas se
esvaziam.” (Carlos Povina Cavalcânti) O mestre exigia que todos estivessem presentes. (= O
“Quando os tiranos caem, os povos se levantam.” (Marquês mestre exigia a presença de todos.)
de Maricá) Mariana esperou que o marido voltasse.
Enquanto foi rico, todos o procuravam. Ninguém pode dizer: Desta água não beberei.
- Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi O fiscal verificou se tudo estava em ordem.
enunciado na oração principal. Conjunções: para que, a fim de
que, porque (=para que), que. - Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É
Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar. aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração
OP OSA Final principal. Observe: Necessito de sua ajuda. (objeto indireto)
Necessito / de que você me ajude.
“O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos.” OP OSS Objetiva Indireta
(Marquês de Maricá)
Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor. Não me oponho a que você viaje. (= Não me oponho à sua
“Fiz-lhe sinal que se calasse.” (Machado de Assis) (que = viagem.)
para que) Aconselha-o a que trabalhe mais.
“Instara muito comigo não deixasse de frequentar as Daremos o prêmio a quem o merecer.
recepções da mulher.” (Machado de Assis) (não deixasse = Lembre-se de que a vida é breve.
para que não deixasse)
- Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela
- Consecutivas: Expressam a consequência do que foi que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal.
enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que, como (= Observe: É importante sua colaboração. (sujeito)
porque), pois que, visto que. É importante / que você colabore.
A chuva foi tão forte / que inundou a cidade. OP OSS Subjetiva
OP OSA Consecutiva
A oração subjetiva geralmente vem:
Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos. - depois de um verbo de ligação + predicativo, em construções
“A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos.” (José do tipo é bom, é útil, é certo, é conveniente, etc. Ex.: É certo que
J. Veiga) ele voltará amanhã.
De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais. - depois de expressões na voz passiva, como sabe-se, conta-
se, diz-se, etc. Ex.: Sabe-se que ele saiu da cidade.

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APOSTILAS OPÇÃO
- depois de verbos como convir, cumprir, constar, urgir, - Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas
ocorrer, quando empregados na 3ª pessoa do singular e seguidos quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que se
das conjunções que ou se. Ex.: Convém que todos participem referem. Exemplo:
da reunião. O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar.
É necessário que você colabore. (= Sua colaboração é OP OSA Restritiva
necessária.)
Parece que a situação melhorou. Nesse exemplo, a oração que ganhou o 1º lugar especifica
Aconteceu que não o encontrei em casa. o sentido do substantivo cantor, indicando que o público não
Importa que saibas isso bem. aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º lugar.

- Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal: Pedra que rola não cria limo.
É aquela que exerce a função de complemento nominal de um Os animais que se alimentam de carne chamam-se
termo da oração principal. Observe: Estou convencido de sua carnívoros.
inocência. (complemento nominal) Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas
Estou convencido / de que ele é inocente. escreveram.
OP OSS Completiva Nominal “Há saudades que a gente nunca esquece.” (Olegário
Mariano)
Sou favorável a que o prendam. (= Sou favorável à prisão - Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas
dele.) quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se
Estava ansioso por que voltasses. referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem
Sê grato a quem te ensina. restringi-lo ou especificá-lo. Exemplo:
“Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo.” O escritor Jorge Amado, / que mora na Bahia, / lançou um
(Graciliano Ramos) novo livro.
OP OSA Explicativa OP
- Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela
que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal, Deus, que é nosso pai, nos salvará.
vindo sempre depois do verbo ser. Observe: O importante é sua Valério, que nasceu rico, acabou na miséria.
felicidade. (predicativo) Ele tem amor às plantas, que cultiva com carinho.
O importante é / que você seja feliz. Alguém, que passe por ali à noite, poderá ser assaltado.
OP OSS Predicativa
Orações Reduzidas
Seu receio era que chovesse. (Seu receio era a chuva.) Observe que as orações subordinadas eram sempre
Minha esperança era que ele desistisse. introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e
Meu maior desejo agora é que me deixem em paz. apresentavam o verbo numa forma do indicativo ou do
Não sou quem você pensa. subjuntivo. Além desse tipo de orações subordinadas há outras
que se apresentam com o verbo numa das formas nominais
- Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela (infinitivo, gerúndio e particípio). Exemplos:
que exerce a função de aposto de um termo da oração principal.
Observe: Ele tinha um sonho: a união de todos em benefício - Ao entrar nas escola, encontrei o professor de inglês.
do país. (aposto) (infinitivo)
Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício do - Precisando de ajuda, telefone-me. (gerúndio)
país. - Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
OP OSS Apositiva (particípio)

Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (Só desejo uma As orações subordinadas que apresentam o verbo numa das
coisa: a sua felicidade) formas nominais são chamadas de reduzidas.
Só lhe peço isto: honre o nosso nome. Para classificar a oração que está sob a forma reduzida,
“Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: de devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colocamos
que virias a morrer...” (Osmã Lins) a conjunção ou o pronome relativo adequado ao sentido e
“Mas diga-me uma cousa, essa proposta traz algum motivo passamos o verbo para uma forma do indicativo ou subjuntivo,
oculto?” (Machado de Assis) conforme o caso. A oração reduzida terá a mesma classificação
As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de dois- da oração desenvolvida.
pontos. Podem vir, também, entre vírgulas, intercaladas à oração
principal. Exemplo: Seu desejo, que o filho recuperasse a Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês.
saúde, tornou-se realidade. Quando entrei na escola, / encontrei o professor de inglês.
OSA Temporal
Observação: Além das conjunções integrantes que e se, Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial temporal,
as orações substantivas podem ser introduzidas por outros reduzida de infinitivo.
conectivos, tais como quando, como, quanto, etc. Exemplos:
Não sei quando ele chegou. Precisando de ajuda, telefone-me.
Diga-me como resolver esse problema. Se precisar de ajuda, / telefone-me.
OSA Condicional
Orações Subordinadas Adjetivas Precisando de ajuda: oração subordinada adverbial
condicional, reduzida de gerúndio.
As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem
a função de adjunto adnominal de algum termo da oração Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
principal. Observe como podemos transformar um adjunto Assim que acabou o treino, / os jogadores foram para o
adnominal em oração subordinada adjetiva: vestiário.
Desejamos uma paz duradoura. (adjunto adnominal) OSA Temporal
Desejamos uma paz / que dure. (oração subordinada Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal,
adjetiva) reduzida de particípio.

As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas Observações:


por um pronome relativo (que , qual, cujo, quem, etc.) e podem - Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de
ser classificadas em: desenvolvimento. Há casos também de orações reduzidas

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APOSTILAS OPÇÃO
fixas, isto é, orações reduzidas que não são passíveis de Concordância Verbal
desenvolvimento. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa
cidade. Ao falarmos sobre a  concordância verbal, estamos nos
- O infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem referindo à relação de dependência estabelecida entre um termo
orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal. e outro mediante um contexto oracional. Desta feita, os agentes
Exemplos: principais desse processo são representados pelo sujeito, que no
Preciso terminar este exercício. caso funciona como subordinante; e o verbo, o qual desempenha
Ele está jantando na sala. a função de subordinado. 
Essa casa foi construída por meu pai. Dessa forma, temos que a concordância verbal caracteriza-
- Uma oração coordenada também pode vir sob a forma se pela adaptação do verbo, tendo em vista os quesitos “número
reduzida. Exemplo: e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplificando, temos: O aluno
O homem fechou a porta, saindo depressa de casa. chegou
O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. (oração Temos que o verbo apresenta-se na terceira pessoa do
coordenada sindética aditiva) singular, pois faz referência a um sujeito, assim também expresso
Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de (ele).  Como poderíamos também dizer: os alunos chegaram
gerúndio. atrasados.
Qual é a diferença entre as orações coordenadas explicativas Temos aí o que podemos chamar de princípio básico.
e as orações subordinadas causais, já que ambas podem ser Contudo, a intenção a que se presta o artigo em evidência é
iniciadas por que e porque? Às vezes não é fácil estabelecer a eleger as principais ocorrências voltadas para os casos de sujeito
diferença entre explicativas e causais, mas como o próprio nome simples e para os de sujeito composto. Dessa forma, vejamos: 
indica, as causais sempre trazem a causa de algo que se revela na
oração principal, que traz o efeito. Casos referentes a sujeito simples
Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre
a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes, 1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com o
imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal. núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado. 
Essa noção de causa e efeito não existe no período composto por
coordenação. Exemplo: Rosa chorou porque levou uma surra. 2) Nos casos referentes a sujeito representado por
Está claro que a oração iniciada pela conjunção é causal, visto substantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pessoa do
que a surra foi sem dúvida a causa do choro, que é efeito. singular:  A multidão, apavorada, saiu aos gritos.
Rosa chorou, porque seus olhos estão vermelhos. O Observação:
período agora é composto por coordenação, pois a oração - No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto adnominal
iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se revelou no plural, o verbo permanecerá no singular ou poderá ir para o
na coordena anterior. Não existe aí relação de causa e efeito: o plural: Uma multidão de pessoas saiu aos gritos.
fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é causa de ela Uma multidão de pessoas saíram aos gritos.
ter chorado.
3) Quando o sujeito é representado por expressões partitivas,
Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto. representadas por “a maioria de, a maior parte de, a metade de,
OP OSA Comparativa OSA Condicional uma porção de, entre outras”, o verbo tanto pode concordar
com o núcleo dessas expressões quanto com o substantivo
Questões que a segue: A  maioria  dos alunos  resolveu  ficar.   A maioria
dos alunos resolveram ficar.
01. Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava
para ser mãe”, a oração destacada é: 4) No caso de o sujeito ser representado por expressões
(A) subordinada substantiva objetiva indireta aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, o verbo
(B) subordinada substantiva completiva nominal concorda com o substantivo determinado por elas: Cerca de
(C) subordinada substantiva predicativa vinte candidatos se inscreveram no concurso de piadas.
(D) coordenada sindética conclusiva
(E) coordenada sindética explicativa 5) Em casos em que o sujeito é representado pela expressão
“mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais de
02. “Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude inventada. um candidato se inscreveu no concurso de piadas.  
Há reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na Observação:
realidade.” A oração sublinhada é: - No caso da referida expressão aparecer repetida ou
(A) adverbial conformativa associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo,
(B) adjetiva necessariamente, deverá permanecer no plural: Mais de um
(C) adverbial consecutiva aluno, mais de um professor  contribuíram na campanha de
(D) adverbial proporcional doação de alimentos. 
(E) adverbial causal Mais de um formando se abraçaram durante as solenidades
de formatura. 
03. (PREFEITURA DE OSASCO – FARMACÊUTICO –
FGV/2014) “Esses produtos podem ser encontrados nos 6) Quando o sujeito for composto da expressão “um dos
supermercados com rótulos como ‘sênior’ e com características que”, o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi  um dos
adaptadas às dificuldades para mastigar e para engolir dos que atuaram na Copa América.
mais velhos, e preparados para se encaixar em seus hábitos de
consumo”. O segmento “para se encaixar” pode ter sua forma 7) Em casos relativos à concordância com locuções
verbal reduzida adequadamente desenvolvida em pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós,
quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário nos
(A) para se encaixarem. atermos a duas questões básicas:
(B) para seu encaixotamento. - No caso de o primeiro pronome estar expresso no plural,
(C) para que se encaixassem. o verbo poderá com ele concordar, como poderá também
(D) para que se encaixem. concordar com o pronome pessoal: Alguns de nós o receberemos.
(E) para que se encaixariam. / Alguns de nós o receberão.
- Quando o primeiro pronome da locução estiver expresso
Respostas no singular, o verbo permanecerá, também, no singular:  Algum
01. B\02. A\03. D de nós o receberá.  

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APOSTILAS OPÇÃO
8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo pronome Questões
“quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do singular
ou poderá concordar com o antecedente desse pronome:    01. (Prefeitura de Praia Grande/SP - Agente
Fomos nós  quem  contou  toda a verdade para ela. / Fomos Administrativo - IBAM - Adaptado)
nós quem contamos toda a verdade para ela. A concordância realizou-se adequadamente em qual
alternativa?
9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela palavra (A) Os Estados Unidos é considerado, hoje, a maior potência
“que”, o verbo deverá concordar com o termo que antecede essa econômica do planeta, mas há quem aposte que a China, em
palavra: Nesta empresa somos nós que tomamos as decisões. / breve, o ultrapassará.
Em casa sou eu que decido tudo.    (B) Em razão das fortes chuvas haverão muitos candidatos
que chegarão atrasados, tenho certeza disso.
10) No caso de o sujeito aparecer representado por (C) Naquela barraca vendem-se tapiocas fresquinhas, pode
expressões que indicam porcentagens, o verbo concordará com o comê-las sem receio!
numeral ou com o substantivo a que se refere essa porcentagem:    (D) A multidão gritaram quando a cantora apareceu na
50% dos funcionários aprovaram a decisão da diretoria. / 50% janela do hotel!
do eleitorado apoiou a decisão.
Observações: 02. (PM-BA - Soldado da Polícia Militar - FCC - Adaptado)
- Caso o verbo aparecer anteposto à expressão de “Se os cachorros correm livremente, por que eu não posso
porcentagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprovaram fazer isso também?”, pergunta Bob Dylan em “New Morning”.
a decisão da diretoria 50% dos funcionários.      Bob Dylan verbaliza um anseio sentido por todos nós, humanos
- Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no singular: supersocializados: o anseio de nos livrarmos de todos os
1% dos funcionários não aprovou a decisão da diretoria.   constrangimentos artificiais decorrentes do fato de vivermos em
- Em casos em que o numeral estiver acompanhado de uma sociedade civilizada em que às vezes nos sentimos presos
determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: Os a uma correia. Um conjunto cultural de regras tácitas e inibições
50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria.  está sempre governando as nossas interações cotidianas com os
outros.
11) Nos casos em que o sujeito estiver representado por Uma das razões pelas quais os cachorros nos atraem é o fato
pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empregado na terceira de eles serem tão desinibidos e livres. Parece que eles jogam
pessoa do singular ou do plural:  Vossas Majestades gostaram das com as suas próprias regras, com a sua própria lógica interna.
homenagens. Vossa Majestade agradeceu o convite.   Eles vivem em um universo paralelo e diferente do nosso - um
universo que lhes concede liberdade de espírito e paixão pela
12) Casos relativos a sujeito representado por substantivo vida enormemente atraentes para nós. Um cachorro latindo ao
próprio no plural se encontram relacionados a alguns aspectos vento ou uivando durante a noite faz agitar-se dentro de nós
que os determinam: alguma coisa que também quer se expressar.
- Diante de nomes de obras no plural, seguidos do verbo ser, Os cachorros são uma constante fonte de diversão para
este permanece no singular, contanto que o predicativo também nós porque não prestam atenção as nossas convenções sociais.
esteja no singular:  Memórias póstumas de Brás Cubas  é  uma Metem o nariz onde não são convidados, pulam para cima
criação de Machado de Assis.    do sofá, devoram alegremente a comida que cai da mesa. Os
- Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo também cachorros raramente se refreiam quando querem fazer alguma
permanece no plural: Os  Estados Unidos  são  uma potência coisa. Eles não compartilham conosco as nossas inibições. Suas
mundial. emoções estão ã flor da pele e eles as manifestam sempre que
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que ele nem as sentem.
aparece, o verbo permanece no singular:  Estados Unidos é uma (Adaptado de Matt Weistein e Luke Barber. Cão que
potência mundial.  late não morde. Trad. de Cristina Cupertino. S.Paulo: Francis,
2005. p 250)
Casos referentes a sujeito composto
1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas A frase em que se respeitam as normas de concordância
gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estando verbal é:
relacionado a dois pressupostos básicos: (A) Deve haver muitas razões pelas quais os cachorros nos
- Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as atraem.
demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio. (B) Várias razões haveriam pelas quais os cachorros nos
- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá atraem.
flexionar na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos. (C) Caberiam notar as muitas razões pelas quais os cachorros
Tu e ele são primos. nos atraem.
(D) Há de ser diversas as razões pelas quais os cachorros nos
2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer anteposto atraem.
ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus dois (E) Existe mesmo muitas razões pelas quais os cachorros
filhos compareceram ao evento.   nos atraem.

3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao verbo, este 03. (TST - Analista Judiciário - Contabilidade - FCC -
poderá concordar com o núcleo mais próximo ou permanecer Adaptado)
no plural: Compareceram  ao evento  o pai e seus dois filhos. Uma pergunta
Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos.
Frequentemente cabe aos detentores de cargos de
4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com responsabilidade tomar decisões difíceis, de graves
mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular: consequências. Haveria algum critério básico, essencial, para
Meu esposo e grande companheiro merece toda a felicidade do amparar tais escolhas? Antonio Gramsci, notável pensador
mundo. e político italiano, propôs que se pergunte, antes de tomar a
decisão: - Quem sofrerá?
5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinônimas Para um humanista, a dor humana é sempre prioridade a se
ou ordenado por elementos em gradação, o verbo poderá considerar.
permanecer no singular ou ir para o plural: Minha vitória, (Salvador Nicola, inédito)
minha conquista, minha premiação são frutos de meu esforço.
/ Minha vitória, minha conquista, minha premiação é fruto de O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no
meu esforço. singular para preencher adequadamente a lacuna da frase:

Língua Portuguesa 49
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APOSTILAS OPÇÃO
(A) A nenhuma de nossas escolhas ...... (poder) deixar de singular e o adjetivo no plural.
corresponder nossos valores éticos mais rigorosos. Renato advogou um e outro caso fáceis.
(B) Não se ...... (poupar) os que governam de refletir sobre o Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
peso de suas mais graves decisões.
(C) Aos governantes mais responsáveis não ...... (ocorrer) g) É bom, é necessário, é proibido
tomar decisões sem medir suas consequências. 1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier
(D) A toda decisão tomada precipitadamente ...... (costumar) precedido de artigo ou outro determinante.
sobrevir consequências imprevistas e injustas. Canja é bom. / A canja é boa.
(E) Diante de uma escolha, ...... (ganhar) prioridade, É necessário sua presença. / É necessária a sua presença.
recomenda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada
humana. é proibida.
Respostas
01. C\02. A\03. C h) Muito, pouco, caro
1- Como adjetivos: seguem a regra geral.
Concordância Nominal Comi muitas frutas durante a viagem.
Pouco arroz é suficiente para mim.
Concordância nominal  é que o ajuste que fazemos aos Os sapatos estavam caros.
demais termos da oração para que concordem em gênero e
número com o  substantivo. Teremos que alterar, portanto, o 2- Como advérbios: são invariáveis.
artigo, o  adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, temos Comi muito durante a viagem.
também o verbo, que se flexionará à sua maneira. Pouco lutei, por isso perdi a batalha.
Comprei caro os sapatos.
Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome
concordam em gênero e número com o substantivo. i) Mesmo, bastante
- A pequena criança é uma gracinha. 1- Como advérbios: invariáveis
- O garoto que encontrei era muito gentil e simpático. Preciso mesmo da sua ajuda.
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego.
Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à regra
geral mostrada acima. 2- Como pronomes: seguem a regra geral.
Seus argumentos foram bastantes para me convencer.
a) Um adjetivo após vários substantivos Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.
1 - Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural
ou concorda com o substantivo mais próximo. j) Menos, alerta
- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui. 1- Em todas as ocasiões são invariáveis.
- Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui. Preciso de menos comida para perder peso.
Estamos alerta para com suas chamadas.
2 - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o
plural masculino ou concorda com o substantivo mais próximo. k) Tal Qual
- Ela tem pai e mãe louros. 1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o
- Ela tem pai e mãe loura. consequente.
As garotas são vaidosas tais qual a tia.
3 - Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.
para o plural.
- O homem e o menino estavam perdidos. l) Possível
- O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui. 1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor”
ou “pior”, acompanha o artigo que precede as expressões.
b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos A mais possível das alternativas é a que você expôs.
1 - Adjetivo anteposto normalmente concorda com o mais Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa.
próximo. As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da
Comi delicioso almoço e sobremesa. cidade.
Provei deliciosa fruta e suco.
2 - Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: m) Meio
concorda com o mais próximo ou vai para o plural. 1- Como advérbio: invariável.
Estavam feridos o pai e os filhos. Estou meio (um pouco) insegura.
Estava ferido o pai e os filhos. 2- Como numeral: segue a regra geral.
Comi meia (metade) laranja pela manhã.
c) Um substantivo e mais de um adjetivo
1- antecede todos os adjetivos com um artigo. n) Só
Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola. 1- apenas, somente (advérbio): invariável.
2- coloca o substantivo no plural. Só consegui comprar uma passagem.
Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola. 2- sozinho (adjetivo): variável.
Estiveram sós durante horas.
d) Pronomes de tratamento
1 - sempre concordam com a 3ª pessoa. Questões
Vossa Santidade esteve no Brasil.
01. (TJ/SC - Analista Jurídico – TJ/SC) Indique o uso
e) Anexo, incluso, próprio, obrigado INCORRETO da concordância verbal ou nominal:
1 - Concordam com o substantivo a que se referem. (A) Será descontada em folha sua contribuição sindical.
As cartas estão anexas. (B) Na última reunião, ficou acordado que se realizariam
A bebida está inclusa. encontros semanais com os diversos interessados no assunto.
Precisamos de nomes próprios. (C) Alguma solução é necessária, e logo!
Obrigado, disse o rapaz. (D) Embora tenha ficado demonstrado cabalmente a
ocorrência de simulação na transferência do imóvel, o pedido
f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a) não pode prosperar.
1 - Após essas expressões o substantivo fica sempre no (E) A liberdade comercial da colônia, somada ao fato de D.

Língua Portuguesa 50
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APOSTILAS OPÇÃO
João VI ter também elevado sua colônia americana à condição de Verbos Intransitivos
Reino Unido a Portugal e Algarves, possibilitou ao Brasil obter Os verbos intransitivos não possuem complemento. É
certa autonomia econômica. importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.
02. (TJ/SC - Analista Jurídico – TJ/SC) Aponte a alternativa a) Chegar, Ir
em que NÃO ocorre silepse (de gênero, número ou pessoa): Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais
(A) “A gente é feito daquele tipo de talento capaz de fazer a de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para
diferença.” indicar destino ou direção são: a, para.
(B) Todos sabemos que a solução não é fácil. Fui ao teatro.
(C) Essa gente trabalhadora merecia mais, pois acordam às       Adjunto Adverbial de Lugar
cinco horas para chegar ao trabalho às oito da manhã.
(D) Todos os brasileiros sabem que esse problema vem de Ricardo foi para a Espanha.
longe...                   Adjunto Adverbial de Lugar
(E) Senhor diretor, espero que Vossa Senhoria seja mais b) Comparecer
compreensivo. O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido
por em ou a.
03. (CEMIG/TELECOM – Técnico Administrativo - Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último
FUMARC) A concordância nominal está INCORRETA em: jogo.
(A) A mídia julgou desnecessária a campanha e o
envolvimento da empresa. Verbos Transitivos Diretos
(B) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa Os verbos transitivos diretos são complementados por
desnecessária. objetos diretos. Isso significa que  não  exigem preposição  para
(C) A mídia julgou desnecessário o envolvimento da empresa o estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses
e a campanha. verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos  o, a, os,
(D) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem assumir
desnecessárias. as formas lo, los, la, las (após formas verbais terminadas em -r,
Respostas -s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas verbais terminadas em
01. D\02. D\03. B sons nasais), enquanto  lhe  e  lhes  são, quando complementos
verbais, objetos indiretos.
Regência Verbal e Nominal São verbos transitivos diretos, dentre outros: abandonar,
abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar,
Dá-se o nome de  regência  à relação de subordinação que adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar,
ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos. condenar, conhecer, conservar,convidar, defender, eleger, estimar,
Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, proteger, respeitar,
frases não ambíguas, que expressem efetivamente o sentido socorrer, suportar, ver, visitar.
desejado, que sejam corretas e claras. Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como o
verbo amar:
Regência Verbal Amo aquele rapaz. / Amo-o.
Termo Regente:  VERBO Amo aquela moça. / Amo-a.
Amam aquele rapaz. / Amam-no.
A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.
os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e
objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais). Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos para
O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa indicar posse (caso em que atuam como adjuntos adnominais).
capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
conhecermos as diversas significações que um verbo pode Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira)
assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição.  Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor)
Observe:
A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, contentar. Verbos Transitivos Indiretos
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “causar agrado ou Os verbos transitivos indiretos são complementados por
prazer”, satisfazer. objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma
preposição  para o estabelecimento da relação de regência.
Logo, conclui-se que “agradar  alguém” é diferente de Os pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que
“agradar a alguém”. podem atuar como objetos indiretos são  o “lhe”, o “lhes”, para
substituir pessoas. Não se utilizam os pronomes o, os, a, as como
Saiba que: complementos de verbos transitivos indiretos. Com os objetos
O conhecimento do uso adequado das preposições é um indiretos que não representam pessoas, usam-se pronomes
dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos
também nominal). As preposições são capazes de modificar pronomes átonos lhe, lhes. 
completamente o sentido do que se está sendo dito. Veja os
exemplos: Os verbos transitivos indiretos são os seguintes:
Cheguei ao metrô. a) Consistir - Tem complemento introduzido pela
Cheguei no metrô. preposição “em”.
A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo todos.
caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A oração “Cheguei
no metrô”, popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se b) Obedecer e Desobedecer - Possuem seus complementos
vai, possui, no padrão culto da língua, sentido diferente. Aliás, é introduzidos pela preposição “a”.
muito comum existirem divergências entre a regência coloquial, Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais.
cotidiana de alguns verbos, e a regência culta. Eles desobedeceram às leis do trânsito.

Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de c) Responder - Tem complemento introduzido pela
acordo com sua  transitividade. A transitividade, porém, não é preposição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a
um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes quem” ou “ao que” se responde.
formas em frases distintas. Respondi ao meu patrão.

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APOSTILAS OPÇÃO
Respondemos às perguntas. Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa.
Respondeu-lhe à altura. Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz uma
Obs.:  o verbo  responder, apesar de transitivo indireto oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo (para
quando exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva ir entregar-lhe os catálogos em casa).
analítica. Veja: 2) A construção  “dizer para”,  também muito usada
O questionário foi respondido corretamente. popularmente, é igualmente considerada incorreta.
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente.
Preferir
d) Simpatizar e  Antipatizar - Possuem seus complementos Na língua culta, esse verbo deve apresentar  objeto
introduzidos pela preposição “com”. indireto introduzido pela preposição “a”. Por Exemplo:
Antipatizo com aquela apresentadora. Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais.
Simpatizo com os que condenam os políticos que governam Prefiro trem a ônibus.
para uma minoria privilegiada. Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado sem
termos intensificadores, tais como:  muito, antes, mil vezes, um
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo existente
Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados no próprio verbo (pre).
de um objeto direto e um indireto. Merecem destaque, nesse
grupo: Mudança de Transitividade versus Mudança de
Significado
Agradecer, Perdoar e Pagar
São verbos que apresentam objeto direto Há verbos que, de acordo com a mudança de transitividade,
relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas. apresentam mudança de significado. O conhecimento das
Veja os exemplos: diferentes regências desses verbos é um recurso linguístico
Agradeço    aos ouvintes         a audiência. muito importante, pois além de permitir a correta interpretação
                   Objeto Indireto      Objeto Direto de passagens escritas, oferece possibilidades expressivas a
Cristo ensina que é preciso perdoar     o pecado        ao pecador. quem fala ou escreve. Dentre os principais, estão:
                                                                 Obj. Direto       Objeto Indireto
Paguei      o débito        ao cobrador. AGRADAR
               Objeto Direto      Objeto Indireto 1) Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos,
acariciar.
- O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada
particular cuidado. Observe: quando o revê.
Agradeci o presente. / Agradeci-o. Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / Cláudia
Agradeço a você. / Agradeço-lhe. não perde oportunidade de agradá-lo.
Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe. 2) Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado
Paguei minhas contas. / Paguei-as. a, satisfazer, ser agradável a.  Rege complemento introduzido
Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes. pela preposição “a”.
O cantor não agradou aos presentes.
Informar O cantor não lhes agradou.
- Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto
indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa. ASPIRAR
Informe os novos preços aos clientes. 1) Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar
Informe  os  clientes  dos  novos preços. (ou sobre os novos (o ar), inalar.
preços) Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)

- Na utilização de pronomes como complementos,  veja as 2)  Aspirar  é transitivo indireto no sentido de  desejar, ter
construções: como ambição.
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços. Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspirávamos a
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre elas)
eles) Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pessoa,
Obs.: a mesma regência do verbo  informar é usada  para os mas coisa, não se usam as formas pronominais átonas “lhe”
seguintes:  avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir. e “lhes” e sim as formas tônicas “a ele (s)”, “ a ela (s)”.  Veja o
exemplo:
Comparar Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela)
Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as
preposições  “a”  ou  “com” para introduzir o complemento ASSISTIR
indireto. 1)  Assistir  é transitivo direto no sentido de  ajudar, prestar
Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma criança. assistência a, auxiliar. Por Exemplo:
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
Pedir As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na forma
de oração subordinada substantiva) e indireto de pessoa. 2) Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presenciar,
Pedi-lhe                 favores. estar presente, caber, pertencer.
Objeto Indireto    Objeto Direto
                                      Exemplos:
Pedi-lhe                     que mantivesse em silêncio. Assistimos ao documentário.
Objeto Indireto           Oração Subordinada Substantiva Não assisti às últimas sessões.
                                                           Objetiva Direta Essa lei assiste ao inquilino.
Obs.: no sentido de  morar, residir,  o verbo  “assistir”  é
Saiba que: intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de lugar
1) A construção  “pedir para”,  muito comum na linguagem introduzido pela preposição “em”.
cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua culta. No Assistimos numa conturbada cidade.
entanto, é considerada correta quando a palavra licença estiver
subentendida.

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APOSTILAS OPÇÃO
CHAMAR 2)  Querer  é transitivo indireto no sentido de  ter afeição,
1)  Chamar  é transitivo direto no sentido de  convocar, estimar, amar.
solicitar a atenção ou a presença de. Quero muito aos meus amigos.
Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá-la. Ele quer bem à linda menina.
Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes. Despede-se o filho que muito lhe quer.

2)  Chamar  no sentido de  denominar, apelidar  pode VISAR


apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predicativo 1)  Como transitivo direto, apresenta os sentidos de  mirar,
preposicionado ou não. fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
A torcida chamou o jogador mercenário. O homem visou o alvo.
A torcida chamou ao jogador mercenário. O gerente não quis visar o cheque.
A torcida chamou o jogador de mercenário.
A torcida chamou ao jogador de mercenário. 2)  No sentido de  ter em vista, ter como meta, ter como
objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”.
CUSTAR O ensino deve sempre visar ao progresso social.
1) Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar
ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial. público.
Frutas e verduras não deveriam custar muito. Questões

2) No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo ou 01. (IFC - Auxiliar Administrativo - IFC). Todas as
transitivo indireto. alternativas estão corretas quanto ao emprego correto da
Muito custa          viver tão longe da família. regência do verbo, EXCETO:
            Verbo   Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
       Intransitivo                       Reduzida de Infinitivo (A) Faço entrega em domicílio.
(B) Eles assistem o espetáculo.
Custa-me (a mim)  crer que tomou realmente aquela atitude. (C) João gosta de frutas.
        Objeto                 Oração Subordinada Substantiva Subjetiva  (D) Ana reside em São Paulo.
        Indireto                                     Reduzida de Infinitivo (E) Pedro aspira ao cargo de chefe.

Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que 02. Assinale a opção em que o verbo
atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por pessoa. chamar é empregado com o mesmo sentido que
Observe o exemplo abaixo: apresenta em __ “No dia em que o chamaram de Ubirajara,
Custei para entender o problema.  Quaresma ficou reservado, taciturno e mudo”:
Forma correta: Custou-me entender o problema. (A) pelos seus feitos, chamaram-lhe o salvador da pátria;
(B) bateram à porta, chamando Rodrigo;
IMPLICAR (C) naquele momento difícil, chamou por Deus e pelo Diabo;
1) Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos: (D) o chefe chamou-os para um diálogo franco;
(E) mandou chamar o médico com urgência.
a) dar a entender, fazer supor, pressupor
Suas atitudes implicavam um firme propósito. 03. (Consórcio Intermunicipal Grande ABC -CAIP-
IMES -Procurador / 2015) A regência verbal está correta na
b)  Ter como consequência, trazer como consequência, alternativa:
acarretar, provocar (A) Ela quer namorar com o meu irmão.
Liberdade de escolha implica amadurecimento político de um (B) Perdi a hora da entrevista porque fui à pé.
povo. (C) Não pude fazer a prova do concurso porque era de menor.
(D) É preferível ir a pé a ir de carro.
2) Como transitivo direto e indireto, significa comprometer,
envolver Respostas
Implicaram aquele jornalista em questões econômicas. 01. B\02. A\03. D

Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo Regência Nominal


indireto e rege com preposição “com”.    
Implicava com quem não trabalhasse arduamente. É o nome da relação existente entre um nome (substantivo,
adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa
PROCEDER relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo
1)  Proceder  é intransitivo no sentido de  ser decisivo, da regência nominal, é preciso levar em conta que vários nomes
ter cabimento, ter fundamento  ou  portar-se, comportar-se, apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que
agir.  Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado de derivam. Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos,
adjunto adverbial de modo. conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo:
As afirmações da testemunha procediam, não havia como Verbo  obedecer  e os nomes correspondentes: todos regem
refutá-las. complementos introduzidos pela preposição «a”.Veja:
Você procede muito mal.
Obedecer a algo/ a alguém.
2) Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a preposição” Obediente a algo/ a alguém.
de”) e  fazer, executar  (rege complemento introduzido pela
preposição “a”) é transitivo indireto. Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados
O avião procede de Maceió. da preposição ou preposições que os regem. Observe-os
Procedeu-se aos exames. atentamente e procure, sempre que possível, associar esses
O delegado procederá ao inquérito. nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece.

QUERER Substantivos
1)  Querer  é transitivo direto no sentido de  desejar, ter Admiração a, por
vontade de, cobiçar. Devoção a, para, com, por
Querem melhor atendimento. Medo a, de
Queremos um país melhor. Aversão a, para, por

Língua Portuguesa 53
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APOSTILAS OPÇÃO
Doutor em Questões
Obediência a
Atentado a, contra 01. (AEB - CETRO- Assistente em C&T 3-I - Apoio
Dúvida acerca de, em, sobre Administrativo / 2014) Assinale a alternativa em que a
Ojeriza a, por preposição “a” não deva ser empregada, de acordo com a
Bacharel em regência nominal.
Horror a (A) A confiança é necessária ____ qualquer relacionamento.
Proeminência sobre (B) Os pais de Pâmela estão alheios ____ qualquer decisão.
Capacidade de, para (C) Sirlene tem horror ____ aves.
Impaciência com (D) O diretor está ávido ____ melhores metas.
Respeito a, com, para com, por (E) É inegável que a tecnologia ficou acessível ____ toda
população.
Adjetivos
Acessível a 02. Quanto a amigos, prefiro João.....Paulo,.....quem sinto......
Diferente de simpatia.
Necessário a (A) a, por, menos
Acostumado a, com (B) do que, por, menos
Entendido em (C) a, para, menos
Nocivo a (D) do que, com, menos
Afável com, para com (E) do que, para, menos
Equivalente a
Paralelo a 03. Assinale a opção em que todos adjetivos podem ser
Agradável a seguidos pela mesma preposição:
Escasso de (A) ávido, bom, inconsequente
Parco em, de (B) indigno, odioso, perito
Alheio a, de (C) leal, limpo, oneroso
Essencial a, para (D) orgulhoso, rico, sedento
Passível de (E) oposto, pálido, sábio
Análogo a
Fácil de Respostas
Preferível a 01. D\02. A\03. D
Ansioso de, para, por
Fanático por Crase
Prejudicial a
Apto a, para A palavra  crase  é de origem grega e significa «fusão»,
Favorável a «mistura». Na língua portuguesa, é o nome que se dá à «junção»
Prestes a de duas vogais idênticas. É de grande importância a crase da
Ávido de preposição “a” com o artigo feminino “a” (s), com o “a” inicial dos
Generoso com pronomes aquele(s), aquela (s), aquilo e com o “a” do relativo a
Propício a qual (as quais). Na escrita, utilizamos o acento grave ( ` ) para
Benéfico a indicar a crase. O uso apropriado do acento grave depende da
Grato a, por compreensão da fusão das duas vogais. É fundamental também,
Próximo a para o entendimento da crase, dominar a regência dos verbos
Capaz de, para e nomes que exigem a preposição  “a”. Aprender a usar a
Hábil em crase, portanto, consiste em aprender a verificar a ocorrência
Relacionado com simultânea de uma preposição e um artigo ou pronome. 
Compatível com
Habituado a Observe:
Relativo a Vou a + a igreja.
Contemporâneo a, de Vou à igreja.
Idêntico a
Satisfeito com, de, em, por No exemplo acima, temos a ocorrência da
Contíguo a preposição  “a”,  exigida pelo verbo  ir  (ir a algum lugar) e a
Impróprio para ocorrência do artigo  “a”  que está determinando o substantivo
Semelhante a feminino igreja. Quando ocorre esse encontro das duas vogais e
Contrário a elas se unem, a união delas é indicada pelo acento grave. Observe
Indeciso em os outros exemplos:
Sensível a
Curioso de, por Conheço a aluna.
Insensível a Refiro-me à aluna.
Sito em No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (conhecer
Descontente com algo ou alguém), logo não exige preposição e a crase não pode
Liberal com ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transitivo indireto
Suspeito de (referir-se a algo ou a alguém) e exige a preposição  “a”.
Desejoso de Portanto, a crase é possível, desde que o termo seguinte seja
Natural de feminino e admita o artigo feminino “a” ou um dos pronomes já
Vazio de especificados.

Advérbios Veja os principais casos em que a crase NÃO ocorre:


Longe de Perto de 1-) diante de substantivos masculinos:
Andamos a cavalo.
Obs.: os advérbios terminados em  -mente  tendem a seguir Fomos a pé.
o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a; Passou a camisa a ferro.
paralelamente a; relativa a; relativamente a. Fazer o exercício a lápis.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php Compramos os móveis a prazo.

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APOSTILAS OPÇÃO
2-) diante de  verbos no infinitivo: regente por um verbo que peça a preposição  “de”  ou  “em”. A
A criança começou a falar. ocorrência da contração  “da”  ou  “na”  prova que esse nome de
Ela não tem nada a dizer. lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase.
Por exemplo:
Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos Vou  à  França. (Vim  da  [de+a] França. Estou  na  [em+a]
exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá crase. França.)
Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
3-) diante da maioria dos pronomes e das expressões de Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália)
tratamento, com exceção das formas senhora, senhorita e dona: Vou  a  Porto Alegre. (Vim  de  Porto Alegre. Estou  em  Porto
Diga a ela que não estarei em casa amanhã. Alegre.) 
Entreguei a todos os documentos necessários.
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de ontem. - Minha dica: use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou A
Peço a Vossa Senhoria que aguarde alguns minutos. volto DE, crase PRA QUÊ?”
Ex: Vou a Campinas. = Volto de Campinas.
Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes Vou à praia. = Volto da praia.
podem ser identificados pelo método: troque a palavra feminina
por uma masculina, caso na nova construção surgir a forma ao, - ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado,
ocorrerá crase. Por exemplo: ocorrerá crase. Veja:
Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. =
Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo indivíduo.) mesmo que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”
Informei o ocorrido à senhora. (Informei o ocorrido ao senhor.) Irei à Salvador de Jorge Amado.
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça ao próprio
Cláudio para sair mais cedo.) Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele (s),
Aquela (s), Aquilo
4-) diante de numerais cardinais:
Chegou a duzentos o número de feridos Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo
Daqui a uma semana começa o campeonato. regente exigir a preposição “a”. Por exemplo:

Casos em que a crase SEMPRE ocorre: Refiro-me a + aquele atentado.


Preposição Pronome
1-) diante de palavras femininas:
Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega. Refiro-me àquele atentado.
Sempre vamos à praia no verão.
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores. O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo
Sou grata à população. indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige preposição,
Fumar é prejudicial à saúde. portanto, ocorre a crase. Observe este outro exemplo:
Este aparelho é posterior à invenção do telefone.
Aluguei aquela casa.
2-) diante da palavra “moda”, com o sentido de “à moda de”
(mesmo que a expressão moda de fique subentendida): O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não exige
O jogador fez um gol à (moda de) Pelé.  preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso.
Usava sapatos à (moda de) Luís XV. Veja outros exemplos:
Estava com vontade de comer frango à (moda de) passarinho. Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho.
O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro. Quero agradecer àqueles que me socorreram.
Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai.
3-) na indicação de horas: Não obedecerei àquele sujeito.
Acordei às sete horas da manhã. Assisti àquele filme três vezes.
Elas chegaram às dez horas. Espero aquele rapaz.
Foram dormir à meia-noite. Fiz aquilo que você disse.
Comprei aquela caneta.
4-) em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de
que participam palavras femininas. Por exemplo: Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais
à tarde às ocultas às pressas à medida que
A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e as
à noite às claras às escondidas à força quais  depende do verbo. Se o verbo que rege esses pronomes
exigir a preposição  «a»,  haverá crase. É possível detectar a
à vontade à beça à larga à escuta
ocorrência da crase nesses casos utilizando a substituição do
às avessas à revelia à exceção de à imitação de termo regido feminino por um termo regido masculino. 
Por exemplo:
à esquerda às turras às vezes à chave
A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade.
à direita à procura à deriva à toa O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade
à proporção
à luz à sombra de à frente de Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a crase.
que
Veja outros exemplos:
à São normas às quais todos os alunos devem obedecer.
semelhança às ordens à beira de Esta foi a conclusão à qual ele chegou.
de Várias alunas  às quais  ele fez perguntas não souberam
responder nenhuma das questões.
Crase diante de Nomes de Lugar A sessão à qual assisti estava vazia.

Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do Crase com o Pronome Demonstrativo “a”
artigo  “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo que
diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija a A ocorrência da crase com o pronome
preposição “a”. Para saber se um nome de lugar admite ou não demonstrativo  “a”  também pode ser detectada através da
a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se substituir o termo substituição do termo regente feminino por um termo regido

Língua Portuguesa 55
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APOSTILAS OPÇÃO
masculino.  Questões
Veja:
Minha revolta é ligada à do meu país. 01.( Escrevente TJ SP – Vunesp/2012) No Brasil, as
Meu luto é ligado ao do meu país. discussões sobre drogas parecem limitar-se ______aspectos
As orações são semelhantes às de antes. jurídicos ou policiais. É como se suas únicas consequências
Os exemplos são semelhantes aos de antes. estivessem em legalismos, tecnicalidades e estatísticas criminais.
Suas perguntas são superiores às dele. Raro ler ____respeito envolvendo questões de saúde pública
Seus argumentos são superiores aos dele. como programas de esclarecimento e prevenção, de tratamento
Sua blusa é idêntica à de minha colega. para dependentes e de reintegração desses____ vida. Quantos de
Seu casaco é idêntico ao de minha colega. nós sabemos o nome de um médico ou clínica ____quem tentar
encaminhar um drogado da nossa própria família?
A Palavra Distância
(Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo,
Se a palavra  distância  estiver especificada, determinada, a 17.09.2012. Adaptado)
crase deve ocorrer.
Por exemplo: As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e
Sua casa fica  à  distância de 100 Km daqui. (A palavra está respectivamente, com:
determinada) (A) aos … à … a … a
Todos devem ficar  à  distância de 50 metros do palco. (A (B) aos … a … à … a
palavra está especificada.) (C) a … a … à … à
(D) à … à … à … à
Se a palavra  distância  não estiver especificada, a (E) a … a … a … a
crase não pode ocorrer. 
Por exemplo: 02. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013).Leia
Os militares ficaram a distância. o texto a seguir.
Gostava de fotografar a distância. Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, correu
Ensinou a distância. ______ cartomante para consultá-la sobre a verdadeira causa do
Dizem que aquele médico cura a distância. procedimento de Camilo. Vimos que ______ cartomante restituiu-
Reconheci o menino a distância. lhe ______ confiança, e que o rapaz repreendeu-a por ter feito o
que fez.
Observação: por motivo de clareza, para evitar ambiguidade, (Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias. Rio de
pode-se usar a crase. Janeiro: Globo, 1997, p. 6)
Veja:
Gostava de fotografar à distância. Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na
Ensinou à distância. ordem dada:
Dizem que aquele médico cura à distância. A) à – a – a
B) a – a – à
Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA C) à – a – à
D) à – à – a
1-) diante de nomes próprios femininos: E) a – à – à
Observação: é facultativo o uso da crase diante de nomes
próprios femininos porque é facultativo o uso do artigo. Observe: 03 “Nesta oportunidade, volto ___ referir-me ___ problemas já
Paula é muito bonita. Laura é minha amiga. expostos ___ V. Sª ___ alguns dias”.
A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga. a) à - àqueles - a - há 
b) a - àqueles - a - há 
Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo c) a - aqueles - à - a 
feminino diante de nomes próprios femininos, então podemos d) à - àqueles - a - a 
escrever as frases abaixo das seguintes formas: e) a - aqueles - à - há

Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a Respostas


Roberto. 1-B / 2-A / 3-B
Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao
Roberto. Pontuação

2-) diante de pronome possessivo feminino: Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem
Observação: é facultativo o uso da crase diante de para compor a  coesão  e a  coerência textual  além de ressaltar
pronomes possessivos femininos porque é facultativo o uso do especificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos as principais
artigo. Observe: funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo uso da língua
Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está portuguesa.
esperando por você.
A minha avó tem setenta anos. A minha irmã está Ponto
esperando por você. 1- Indica o término do discurso ou de parte dele.
- Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que
Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de se encontra.
pronomes possessivos femininos, então podemos escrever as - Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite.
frases abaixo das seguintes formas: - Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava.

Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô. 2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr.
Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô.
Ponto e Vírgula ( ; )
3-) depois da preposição até: 1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma
Fui até a praia. ou Fui até à praia. importância.
Acompanhe-o até a porta. ou Acompanhe-o até à porta. -  “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo pão
A palestra vai até as cinco horas da tarde. ou a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; os de
A palestra vai até às cinco horas da tarde. nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA)

Língua Portuguesa 56
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APOSTILAS OPÇÃO
2- Separa partes de frases que já estão separadas por vem caindo de preço.
vírgulas. b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão
- Alguns quiseram verão, praia e calor; outros montanhas, frio produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
e cobertor. c) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias
não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir
3- Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos, mão dos lucros altos.
decreto de lei, etc.
- Ir ao supermercado; - Para marcar inversão:
- Pegar as crianças na escola; a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração):
- Caminhada na praia; Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas.
- Reunião com amigos. b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
Dois pontos c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio
1- Antes de uma citação de 1982.
- Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:
- Para separar entre si elementos coordenados (dispostos
2- Antes de um aposto em enumeração):
- Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à tarde Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
e calor à noite. A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.

3- Antes de uma explicação ou esclarecimento - Para marcar elipse (omissão) do verbo:


- Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo a Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.
rotina de sempre.
- Para isolar:
4- Em frases de estilo direto
 Maria perguntou: - o aposto:
- Por que você não toma uma decisão? São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um
trânsito caótico.
Ponto de Exclamação
1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto, - o vocativo:
súplica, etc. Ora, Thiago, não diga bobagem.
- Sim! Claro que eu quero me casar com você!
Questões
2- Depois de interjeições ou vocativos
- Ai! Que susto! 01. (Agente Policial – Vunesp). Assinale a alternativa em
- João! Há quanto tempo! que a pontuação está corretamente empregada, de acordo com a
norma-padrão da língua portuguesa.
Ponto de Interrogação (A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora,
Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. experimentasse, a sensação de violar uma intimidade, procurou
“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo) a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse
Reticências ajudar a revelar quem era a sua dona.
1- Indica que palavras foram suprimidas. (B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, embora
- Comprei lápis, canetas, cadernos... experimentasse a sensação, de violar uma intimidade, procurou
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse
2- Indica interrupção violenta da frase. ajudar a revelar quem era a sua dona.
“- Não... quero dizer... é verdad... Ah!” (C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou
3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse
- Este mal... pega doutor? ajudar a revelar quem era a sua dona.
(D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, embora
4- Indica que o sentido vai além do que foi dito experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou
- Deixa, depois, o coração falar... a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse
ajudar a revelar quem era a sua dona.
Vírgula (E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora,
Não se usa vírgula experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou
*separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse
diretamente entre si: ajudar a revelar quem era a sua dona.

a) entre sujeito e predicado. 02. Assinale a opção em que está corretamente indicada a
Todos os alunos da sala    foram advertidos.  ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas
Sujeito                            predicado da frase abaixo:
“Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas devem
b) entre o verbo e seus objetos. ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica que o trabalho
O trabalho custou            sacrifício             aos realizadores.  oferece ___ a outra é o valor prático que possa ter.
             V.T.D.I.              O.D.                      O.I. A) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula
B) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula;
c) entre nome e complemento nominal; entre nome e adjunto C) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
adnominal. D) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
A surpreendente reação do governo contra os sonegadores E) ponto e vírgula, vírgula, vírgula.
despertou reações entre os empresários.
adj. adnominal nome adj. adn. complemento nominal 03. (Agente de Apoio Administrativo – FCC). Os sinais de
pontuação estão empregados corretamente em:
Usa-se a vírgula: A) Duas explicações, do treinamento para consultores
- Para marcar intercalação: iniciantes receberam destaque, o conceito de PPD e a construção
a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abundância, de tabelas Price; mas por outro lado, faltou falar das metas de

Língua Portuguesa 57
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APOSTILAS OPÇÃO
vendas associadas aos dois temas. - Adversário e antagonista.
B) Duas explicações do treinamento para consultores - Translúcido e diáfano.
iniciantes receberam destaque: o conceito de PPD e a construção - Semicírculo e hemiciclo.
de tabelas Price; mas, por outro lado, faltou falar das metas de - Contraveneno e antídoto.
vendas associadas aos dois temas. - Moral e ética.
C) Duas explicações do treinamento para consultores - Colóquio e diálogo.
iniciantes receberam destaque; o conceito de PPD e a construção - Transformação e metamorfose.
de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas de - Oposição e antítese.
vendas associadas aos dois temas.
D) Duas explicações do treinamento para consultores O fato linguístico de existirem sinônimos chama-se sinonímia,
iniciantes, receberam destaque: o conceito de PPD e a construção palavra que também designa o emprego de sinônimos.
de tabelas Price, mas, por outro lado, faltou falar das metas de
vendas associadas aos dois temas. Antônimos: são palavras de significação oposta. Exemplos:
E) Duas explicações, do treinamento para consultores - Ordem e anarquia.
iniciantes, receberam destaque; o conceito de PPD e a construção - Soberba e humildade.
de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas, de - Louvar e censurar.
vendas associadas aos dois temas. - Mal e bem.

Resposta A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido


1-C 2-C 3-B oposto ou negativo. Exemplos: Bendizer/maldizer, simpático/
antipático, progredir/regredir, concórdia/discórdia, explícito/
Semântica: a significação das implícito, ativo/inativo, esperar/desesperar, comunista/
anticomunista, simétrico/assimétrico, pré-nupcial/pós-nupcial.
palavras no texto;
Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia, e às
Significação das palavras vezes a mesma grafia, mas significação diferente. Exemplos:
- São (sadio), são (forma do verbo ser) e são (santo).
Na língua portuguesa, uma PALAVRA (do latim parabola, que - Aço (substantivo) e asso (verbo).
por sua vez deriva do grego parabolé) pode ser definida como
sendo um conjunto de letras ou sons de uma língua, juntamente Só o contexto é que determina a significação dos homônimos.
com a ideia associada a este conjunto. A homonímia pode ser causa de ambiguidade, por isso é
considerada uma deficiência dos idiomas.
Sentido Próprio e Figurado das Palavras O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspecto
Pela própria definição acima destacada podemos perceber fônico (som) e o gráfico (grafia). Daí serem divididos em:
que a palavra é composta por duas partes, uma delas relacionada
a sua forma escrita e os seus sons (denominada significante) e a Homógrafos Heterofônicos: iguais na escrita e diferentes
outra relacionada ao que ela (palavra) expressa, ao conceito que no timbre ou na intensidade das vogais.
ela traz (denominada significado). - Rego (substantivo) e rego (verbo).
Em relação ao seu SIGNIFICADO as palavras subdividem-se - Colher (verbo) e colher (substantivo).
assim: - Jogo (substantivo) e jogo (verbo).
- Sentido Próprio - é o sentido literal, ou seja, o sentido comum - Apoio (verbo) e apoio (substantivo).
que costumamos dar a uma palavra. - Para (verbo parar) e para (preposição).
- Sentido Figurado -  é o sentido  “simbólico”,  “figurado”, que - Providência (substantivo) e providencia (verbo).
podemos dar a uma palavra. - Às (substantivo), às (contração) e as (artigo).
Vamos analisar a palavra  cobra  utilizada em diferentes - Pelo (substantivo), pelo (verbo) e pelo (contração de
contextos: per+o).
1. A cobra picou o menino. (cobra = tipo de réptil peçonhento)
2. A sogra dele é uma cobra. (cobra = pessoa desagradável, que Homófonos Heterográficos: iguais na pronúncia e
adota condutas pouco apreciáveis) diferentes na escrita.
3. O cara é cobra em Física! (cobra = pessoa que conhece muito - Acender (atear, pôr fogo) e ascender (subir).
sobre alguma coisa, “expert”) - Concertar (harmonizar) e consertar (reparar, emendar).
No item  1  aplica-se o termo  cobra  em seu sentido comum - Concerto (harmonia, sessão musical) e conserto (ato de
(ou literal); nos itens 2 e 3 o termo cobra é aplicado em sentido consertar).
figurado. - Cegar (tornar cego) e segar (cortar, ceifar).
Podemos então concluir que um mesmo significante (parte - Apreçar (determinar o preço, avaliar) e apressar (acelerar).
concreta) pode ter vários significados (conceitos). - Cela (pequeno quarto), sela (arreio) e sela (verbo selar).
- Censo (recenseamento) e senso (juízo).
Sinônimos: são palavras de sentido igual ou aproximado. - Cerrar (fechar) e serrar (cortar).
Exemplo: - Paço (palácio) e passo (andar).
- Alfabeto, abecedário. - Hera (trepadeira) e era (época), era (verbo).
- Brado, grito, clamor. - Caça (ato de caçar), cassa (tecido) e cassa (verbo cassar =
- Extinguir, apagar, abolir, suprimir. anular).
- Justo, certo, exato, reto, íntegro, imparcial. - Cessão (ato de ceder), seção (divisão, repartição) e sessão
(tempo de uma reunião ou espetáculo).
Na maioria das vezes não é indiferente usar um sinônimo
pelo outro. Embora irmanados pelo sentido comum, os Homófonos Homográficos: iguais na escrita e na pronúncia.
sinônimos diferenciam-se, entretanto, uns dos outros, por - Caminhada (substantivo), caminhada (verbo).
matizes de significação e certas propriedades que o escritor não - Cedo (verbo), cedo (advérbio).
pode desconhecer. Com efeito, estes têm sentido mais amplo, - Somem (verbo somar), somem (verbo sumir).
aqueles, mais restrito (animal e quadrúpede); uns são próprios - Livre (adjetivo), livre (verbo livrar).
da fala corrente, desataviada, vulgar, outros, ao invés, pertencem - Pomos (substantivo), pomos (verbo pôr).
à esfera da linguagem culta, literária, científica ou poética - Alude (avalancha), alude (verbo aludir).
(orador e tribuno, oculista e oftalmologista, cinzento e cinéreo).
A contribuição Greco-latina é responsável pela existência, Parônimos: são palavras parecidas na escrita e na
em nossa língua, de numerosos pares de sinônimos. Exemplos: pronúncia: Coro e couro, cesta e sesta, eminente e iminente,

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tetânico e titânico, atoar e atuar, degradar e degredar, cético e de pessoas quando acaba a bateria do dispositivo móvel ou
séptico, prescrever e proscrever, descrição e discrição, infligir quando ficam sem conexão com a Internet. Essa informação,
(aplicar) e infringir (transgredir), osso e ouço, sede (vontade como toda nova droga, ao embotar a razão e abrir os poros da
de beber) e cede (verbo ceder), comprimento e cumprimento, sensibilidade, pode tanto ser um remédio quanto um veneno
deferir (conceder, dar deferimento) e diferir (ser diferente, para o espírito.
divergir, adiar), ratificar (confirmar) e retificar (tornar reto,
corrigir), vultoso (volumoso, muito grande: soma vultosa) e (Vinicius Romanini, Tudo azul no universo das redes.
vultuoso (congestionado: rosto vultuoso). Revista USP, no 92. Adaptado)

Polissemia: Uma palavra pode ter mais de uma significação. As expressões destacadas nos trechos –  meter o bedelho
A esse fato linguístico dá-se o nome de polissemia. Exemplos: / estimar  parâmetros / embotar  a razão – têm sinônimos
- Mangueira: tubo de borracha ou plástico para regar as adequados respectivamente em:
plantas ou apagar incêndios; árvore frutífera; grande curral de
gado. a) procurar / gostar de / ilustrar
- Pena: pluma, peça de metal para escrever; punição; dó. b) imiscuir-se / avaliar / enfraquecer
- Velar: cobrir com véu, ocultar, vigiar, cuidar, relativo ao véu c) interferir / propor / embrutecer
do palato. d) intrometer-se / prezar / esclarecer
Podemos citar ainda, como exemplos de palavras e) contrapor-se / consolidar / iluminar
polissêmicas, o verbo dar e os substantivos linha e ponto, que
têm dezenas de acepções. 02. (Pref. de Itaquitinga/PE – Psicólogo – IDHTEC/2016)
A entrada dos prisioneiros foi comovedora (...) Os
Denotação e Conotação combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-
- Denotação: verifica-se quando utilizamos a palavra com o se; comoviam-se. O arraial, in extremis, punhalhes adiante,
seu significado primitivo e original, com o sentido do dicionário; naquele armistício transitório, uma legião desarmada,
usada de modo automatizado; linguagem comum. Veja este mutilada faminta e claudicante, num assalto mais duro que o
exemplo: das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela
Cortaram as asas da ave para que não voasse mais. gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres
bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os
Aqui a palavra em destaque é utilizada em seu sentido rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos
próprio, comum, usual, literal. em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros – a vitória
- DICA - Procure associar Denotação com Dicionário: trata- tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele
se de definição literal, quando o termo é utilizado em seu sentido triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente
dicionarístico. compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de
- Conotação: verifica-se quando utilizamos a palavra com o milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana –
seu significado secundário, com o sentido amplo (ou simbólico); do mesmo passo angulhenta e sinistra, entre trágica e imunda,
usada de modo criativo, figurado, numa linguagem rica e passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e
expressiva. Veja este exemplo: molambos...
Seria aconselhável cortar as  asas  deste menino, antes que Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender
seja tarde mais. uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado:
Já neste caso o termo (asas) é empregado de forma figurada, mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais,
fazendo alusão à ideia de restrição e/ou controle de ações; moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma
disciplina, limitação de conduta e comportamento. fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris
desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos
Fonte: aos peitos murchos, filhos arrastados pelos braços, passando;
http://www.tecnolegis.com/estudo-dirigido/oficial-de-justica-tjm- crianças, sem-número de crianças; velhos, sem-número de
sp/lingua-portuguesa-sentido-proprio-e-figurado-das-palavras.html velhos; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e
mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante.
Questões
(CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos.
01. (MPE/SP – Biólogo – VUNESP/2016) Edição Especial. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.)
McLuhan já alertava que a aldeia global resultante das
mídias eletrônicas não implica necessariamente harmonia, Em qual das alternativas abaixo NÃO há um par de sinônimos?
implica, sim, que cada participante das novas mídias terá um a) Armistício – destruição
envolvimento gigantesco na vida dos demais membros, que terá b) Claudicante – manco
a chance de meter o bedelho onde bem quiser e fazer o uso que c) Reveses – infortúnios
quiser das informações que conseguir. A aclamada transparência d) Fealdade – feiura
da coisa pública carrega consigo o risco de fim da privacidade e) Opilados – desnutridos
e a superexposição de nossas pequenas ou grandes fraquezas
morais ao julgamento da comunidade de que escolhemos 03. (Pref. de Lauro Muller/SC – Auxiliar Administrativo
participar. – FAEPESUL/2016)
Não faz sentido falar de dia e noite das redes sociais, apenas Atento ao emprego dos Homônimos, analise as palavras
em número de atualizações nas páginas e na capacidade dos sublinhadas e identifique a alternativa CORRETA: 
usuários de distinguir essas variações como relevantes no a) Ainda vivemos no Brasil a  descriminação  racial. Isso é
conjunto virtualmente infinito das possibilidades das redes. Para crime! 
achar o fio de Ariadne no labirinto das redes sociais, os usuários b) Com a crise política, a renúncia já parecia eminente.
precisam ter a habilidade de identificar e estimar parâmetros, c) Descobertas as manobras fiscais, os políticos irão
aprender a extrair informações relevantes de um conjunto finito agora expiar seus crimes. 
de observações e reconhecer a organização geral da rede de que d) Em todos os momentos, para agir corretamente, é preciso
participam. o bom censo. 
O fluxo de informação que percorre as artérias das redes e) Prefiro macarronada com molho, mas sem  estrato  de
sociais é um poderoso fármaco viciante. Um dos neologismos tomate. 
recentes vinculados à dependência cada vez maior dos jovens
a esses dispositivos é a “nomobofobia” (ou “pavor de ficar sem 04. (Pref. de Cruzeiro/SP – Instrutor de Desenho Técnico
conexão no telefone celular”), descrito como a ansiedade e o e Mecânico – Instituto Excelência/2016)
sentimento de pânico experimentados por um número crescente Assinale a alternativa em que as palavras podem servir de

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exemplos de parônimos: estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa interligação
a) Cavaleiro (Homem a cavalo) – Cavalheiro (Homem gentil). dá-se o nome de contexto. Nota-se que o relacionamento entre as
b) São (sadio) – São (Forma reduzida de Santo). frases é tão grande que, se uma frase for retirada de seu contexto
c) Acento (sinal gráfico) – Assento (superfície onde se senta). original e analisada separadamente, poderá ter um significado
d) Nenhuma das alternativas. diferente daquele inicial.

05. (TJ/MT – Analista Judiciário – Ciências Contábeis – Intertexto - comumente, os textos apresentam referências
UFMT/2016) diretas ou indiretas a outros autores através de citações. Esse
Na língua portuguesa, há muitas palavras parecidas, seja tipo de recurso denomina-se intertexto.
no modo de falar ou no de escrever. A palavra sessão, por
exemplo, assemelha-se às palavras cessão e seção, mas cada Interpretação de texto - o primeiro objetivo de uma
uma apresenta sentido diferente. Esse caso, mesmo som, grafias interpretação de um texto é a identificação de sua ideia
diferentes, denomina-se homônimo homófono. Assinale a principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias, ou
alternativa em que todas as palavras se encontram nesse caso. fundamentações, as argumentações, ou explicações, que levem
a) taxa, cesta, assento ao esclarecimento das questões apresentadas na prova.
b) conserto, pleito, ótico
c) cheque, descrição, manga Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a:
d) serrar, ratificar, emergir 1. Identificar – é reconhecer os elementos fundamentais
de uma argumentação, de um processo, de uma época (neste
06. (TJ/MT – Analista Judiciário – Direito – UFMT/2016 ) caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais definem
o tempo).
A fuga dos rinocerontes 2. Comparar – é descobrir as relações de semelhança ou de
Espécie ameaçada de extinção escapa dos caçadores da diferenças entre as situações do texto.
maneira mais radical possível – pelo céu. 3. Comentar - é relacionar o conteúdo apresentado com uma
realidade, opinando a respeito.
Os rinocerontes-negros estão entre os bichos mais visados 4. Resumir – é concentrar as ideias centrais e/ou secundárias
da África, pois sua espécie é uma das preferidas pelo turismo de em um só parágrafo.
caça. Para tentar salvar alguns dos 4.500 espécimes que ainda 5. Parafrasear – é reescrever o texto com outras palavras.
restam na natureza, duas ONG ambientais apelaram para uma
solução extrema: transportar os rinocerontes de helicóptero. A Condições básicas para interpretar
ação utilizou helicópteros militares para remover 19 espécimes –
com 1,4 toneladas cada um – de seu habitat original, na província Fazem-se necessários:
de Cabo Oriental, no sudeste da África do Sul, e transferi-los para a) Conhecimento histórico–literário (escolas e gêneros
a província de Lampopo, no norte do país, a 1.500 quilômetros literários, estrutura do texto), leitura e prática;
de distância, onde viverão longe dos caçadores. Como o trajeto b) Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do
tem áreas inacessíveis de carro, os rinocerontes tiveram de texto) e semântico;
voar por 24 quilômetros. Sedados e de olhos vendados (para Observação – na semântica (significado das palavras)
evitar sustos caso acordassem), os rinocerontes foram içados incluem-se: homônimos e parônimos, denotação e conotação,
pelos tornozelos e voaram entre 10 e 20 minutos. Parece meio sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de linguagem, entre
brutal? Os responsáveis pela operação dizem que, além de mais outros.
eficiente para levar os paquidermes a locais de difícil acesso, o c) Capacidade de observação e de síntese e
procedimento é mais gentil. d) Capacidade de raciocínio.
(BADÔ, F. A fuga dos rinocerontes.
Superinteressante, nº 229, 2011.) Interpretar X compreender

A palavra radical pode ser empregada com várias acepções, Interpretar significa
por isso denomina-se polissêmica. Assinale o sentido - explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir.
dicionarizado que é mais adequado no contexto acima. - Através do texto, infere-se que...
a) Que existe intrinsecamente num indivíduo ou coisa. - É possível deduzir que...
b) Brusco; violento; difícil. - O autor permite concluir que...
c) Que não é tradicional, comum ou usual. - Qual é a intenção do autor ao afirmar que...
d) Que exige destreza, perícia ou coragem.
Compreender significa
Respostas - intelecção, entendimento, atenção ao que realmente está
01. B\02. A\03. C\04. A\05. A\06. C escrito.
- o texto diz que...
- é sugerido pelo autor que...
Interpretação de texto. - de acordo com o texto, é correta ou errada a afirmação...
- o narrador afirma...
Erros de interpretação
É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência de
Interpretação de texto erros de interpretação. Os mais frequentes são:

É muito comum, entre os candidatos a um cargo público, a) Extrapolação (viagem)


a preocupação com a interpretação de textos. Isso acontece Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias que
porque lhes faltam informações específicas a respeito desta não estão no texto, quer por conhecimento prévio do tema quer
tarefa constante em provas relacionadas a concursos públicos. pela imaginação.
Por isso, vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no
momento de responder às questões relacionadas a textos. b) Redução
Texto – é um conjunto de ideias organizadas e relacionadas É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a um
entre si, formando um todo significativo capaz de produzir aspecto, esquecendo que um texto é um conjunto de ideias, o
interação comunicativa (capacidade de codificar e decodificar). que pode ser insuficiente para o total do entendimento do tema
Contexto – um texto é constituído por diversas frases. Em desenvolvido.
cada uma delas, há uma certa informação que a faz ligar-se
com a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a c) Contradição

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Não raro, o texto apresenta ideias contrárias às do candidato, prioridade sobre os automotores.
fazendo-o tirar conclusões equivocadas e, consequentemente, Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à bicicleta
errando a questão. no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade, pois as bikes
não emitem gases nocivos ao ambiente, não consomem petróleo
Observação - Muitos pensam que há a ótica do escritor e produzem muito menos sucata de metais, plásticos e borracha;
e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova de a diminuição dos congestionamentos por excesso de veículos
concurso, o que deve ser levado em consideração é o que o autor motorizados, que atingem principalmente as grandes cidades; o
diz e nada mais. favorecimento da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito
bom; e a economia no combustível, na manutenção, no seguro e,
Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que claro, nos impostos.
relacionam palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre No Brasil, está sendo implantado o sistema de
si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por exemplo,
pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um pronome o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da Prefeitura, em
oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se vai dizer parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA, com quase um
e o que já foi dito. ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São Paulo, Santos,
Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo país aderirem a
OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia-a-dia esse sistema, mais duas capitais já estão com o projeto pronto
e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e do pronome em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do compartilhamento é
oblíquo átono. Este depende da regência do verbo; aquele do seu semelhante em todas as cidades. Em Porto Alegre, os usuários
antecedente. Não se pode esquecer também de que os pronomes devem fazer um cadastro pelo site. O valor do passe mensal é
relativos têm, cada um, valor semântico, por isso a necessidade R$ 10 e o do passe diário, R$ 5, podendo-se utilizar o sistema
de adequação ao antecedente. durante todo o dia, das 6h às 22h, nas duas modalidades. Em
Os pronomes relativos são muito importantes na todas as cidades que já aderiram ao projeto, as bicicletas estão
interpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de espalhadas em pontos estratégicos.
coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que existe A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção
um pronome relativo adequado a cada circunstância, a saber: não está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não
que (neutro) - relaciona-se com qualquer antecedente, mas sabem que a bicicleta já é considerada um meio de transporte,
depende das condições da frase. ou desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de
qual (neutro) idem ao anterior. um trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas,
quem (pessoa) ônibus e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas vezes,
cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois o discussões e acidentes que poderiam ser evitados.
objeto possuído. Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A
como (modo) verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão
onde (lugar) totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso
quando (tempo) é tão importante usar capacete e outros itens de segurança. A
quanto (montante) maior parte dos motoristas de carros, ônibus, motocicletas e
caminhões desconhece as leis que abrangem os direitos dos
Exemplo: ciclistas. Mas muitos ciclistas também ignoram seus direitos
Falou tudo QUANTO queria (correto) e deveres. Alguém que resolve integrar a bike ao seu estilo de
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria vida e usá-la como meio de locomoção precisa compreender
aparecer o demonstrativo O ). que deverá gastar com alguns apetrechos necessários para
poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro,
Dicas para melhorar a interpretação de textos as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com
campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos
- Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto; pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo.
- Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a
leitura; (Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. Adaptado)
- Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo
menos duas vezes; 01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de
- Inferir; locomoção nas metrópoles brasileiras
- Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar; (A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra
- Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor; devido à falta de regulamentação.
- Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor (B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido
compreensão; incentivado em várias cidades.
- Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada (C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela
questão; maioria dos moradores.
- O autor defende ideias e você deve percebê-las; (D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com os
demais meios de transporte.
Questões (E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade
arriscada e pouco salutar.
( Agente Estadual de Trânsito – DETRAN - SP – Vunesp)
02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos
O uso da bicicleta no Brasil objetivos centrais do texto é
(A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do
A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil ciclista.
ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países (B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é
como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta mais seguro do que dirigir um carro.
é um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez (C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta
mais pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa no Brasil.
comparação entre todos os meios de transporte, um dos que (D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio de
oferecem mais vantagens. locomoção se consolidou no Brasil.
A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas (E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista deve
e a outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais dar prioridade ao pedestre.
na calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos
considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e

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APOSTILAS OPÇÃO
03. (Agente Estadual de Trânsito – DETRAN - SP –
Vunesp) Considere o cartum de Evandro Alves.

Afogado no Trânsito

(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br)

Considerando a relação entre o título e a imagem, é correto


concluir que um dos temas diretamente explorados no cartum é
(A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias públicas.
(B) a má qualidade da pavimentação em algumas ruas.
(C) a arbitrariedade na definição dos valores das multas.
(D) o número excessivo de automóveis nas ruas.
(E) o uso de novas tecnologias no transporte público.

Respostas
1. (B) / 2. (A) / 3. (D)

Anotações

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RACIOCÍNIO LÓGICO

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APOSTILAS OPÇÃO
Valor que possuía inicialmente: x
1º dobra: 2x – 20
2° dobra: 2(2x – 20) – 20
3° dobra: 2[2(2x – 20) – 20] – 20 = 0
Resolvendo a equação encontramos x = 17,50
Resposta: Inicialmente o indivíduo possui R$17,50

b) Solução pelo método da regressão

Princípio da Regressão ou
Reversão.
Pelo método da regressão, vamos abordar o problema do
final para o início, ou seja, partiremos do passo IV até o passo I.
PRINCÍPIO DA REGRESSÃO OU REVERSÃO IV) Se no final restou 0, significa que todo o dinheiro foi
doado.
Princípio da regressão III) No terceiro passo, ele dobrou o capital que tinha e deu 20
Este princípio tem como objetivo resolver determinados reais para a igreja, fazendo a regressão, podemos dizer se ele deu
problemas de forma não algébrica, mas utilizando uma técnica
baseada em raciocínio lógico, conhecida como princípio da 20 reais para a igreja (representar – 20), então, ele os possuía
regressão ou reversão. inicialmente 20 (representar +20). Como ele dobrou o capital,
Esta técnica consiste em determinar um valor inicial pedido temos agora que reduzi-lo a metade (20 ÷ 2) = 10. Conclusão:
pelo problema a partir de um valor final dado. Utiliza-se para na terceira etapa ele possuía 10 reais, que dobrados originaram
resolução dos problemas as operações matemáticas básicas com 20 reais. Como doou 20 reais, ficou com nada no quarto passo.
suas respectivas reversões. II) No segundo passo, ele já possuía 10 reais, mas doou 20
para a igreja (-20) e ao recuperá-lo ficou com 10 + 20 = 30. Como
- Fundamento da regressão ele dobrou o capital, temos agora que reduzi-lo a metade (30 ÷
Utilizando as quatro operações fundamentais, podemos 2) = 15. Conclusão: na segunda etapa ele possuía 15 reais, que
obter uma construção quantitativa lógica fundamentada no
princípio da regressão, cujo objetivo é obter o valor inicial do dobrados originaram 30 reais. Como doou 20 reais, ficou com 10
problema proposto através da operação inversa. no terceiro passo.
I) Inicialmente, ele possuirá os 15 reais mais 20 reais que
Soma ↔ a regressão é feita pela subtração. serão recuperados, ou seja, 35 reais e reduzir o capital pela
Subtração ↔ a regressão é feita pela soma. metade (35 ÷ 2) = 17,50.
Multiplicação ↔ a regressão é feita pela divisão. Resposta: Inicialmente, possuía R$ 17,50.
Divisão ↔ a regressão é feita pela multiplicação. Gabarito: D

Veja os exemplos abaixo: Explicações do item 2,3,4.


1 – Uma pessoa gasta metade do seu capital mais R$ 10,00, 2- Tabela verdade e equivalência lógica, negação e validade
ficando sem capital algum. Quanto ela possuía inicialmente? de um argumento.
Solução: 3- Regras de Inferência
4- Diagramas de Euller-Venn
O candidato deve ficar atento, após o entendimento da
tabela verdade, este deve saber aplicar as regras de inferência,
diagramas de Venn, equivalência e negação, assim ele verificará
que não existe lógica pelas frases ou suas interpretações , veja o
modelo abaixo( caso 1 e 2 ).
Caso 1: validade de um argumento
Um argumento é válido caso satisfaça duas condições:
I – A proposição 1, a proposição 2 e a conclusão (p1, p2, C),
têm pelo menos uma linha verdadeira quando construída a sua
tabela-verdade.
II – (p1 p2) → C é tautológica, caso contrário, temos um
sofisma.
No problema acima, a pessoa gastou em dinheiro (– R$
10,00), ou seja, houve uma perda. Pelo princípio da regressão, Nota: argumento possui 3 premissas no mínimo e uma
iremos supor que ele recuperará o dinheiro, para que possamos conclusão e silogismo 2 premissas e uma conclusão, assim
chegar à situação inicial (+ R$ 10,00). Posteriormente, ele gasta de início chamarei o silogismo de argumento sem o rigor
metade do seu capital (÷2). Para voltarmos a situação inicial da definição, pois a preocupação é quanto a validade, e
devemos multiplicar por 2 o valor em dinheiro que ele possuía. percebe que não há correlação com o português, mas sim
Logo, 2 × R $10,00 = R$ 20,00. com a estrutura.
Exemplo:
2 – Um indivíduo fez uma promessa a São Sebastião, se este Verifique se o argumento (silogismo) abaixo é válido:
dobrar o seu dinheiro, ele doará R$ 20,00 para a igreja, no final Premissa 1 (P1): p q
da 3º dobra, nada mais lhe restara, quanto possuía o indivíduo Premissa 2 (P2): ~q
inicialmente? Conclusão (C): p
(A) 14,50
(B) 15,50 Condição I: P1, P2 e C devem ter pelo menos uma linha da
(C) 16,50 tabela-verdade toda verdadeira.
(D) 17,50
(E) 18,50 P1: p q P2: ~q C: p
Solução: V F V

a) Solução Algébrica V V V

Raciocínio Lógico 1
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NOTA: Deve ficar claro que a negação destas expressões
V F F
não tem nenhuma relação com a gramática, língua Portuguesa
F V F ou relação com o seu antônimo como todo, nenhum ou coisa do
gênero, na verdade a negação destas expressões tem relação
Condição II: (p1 p2) → C deve ser tautológica direta com a cisão topológica do diagrama, podendo ainda ser
associada à mecânica dos fluidos no que se refere a volume
(p q) ~q → p
de controle, para não entramos no contexto da física será feito
F V V apenas uma abordagem topológica da estrutura.
V V V
Caso 1: Negação da expressão Nenhum
F V F Qual a negação da proposição: “Nenhum rondoniense é
casado”
F V F
i) deve ficar claro que a negação de nenhum não é todo
Resposta: O argumento é válido, pois satisfaz as duas ou pelo menos um ou qualquer associação que se faça com
condições. o português, a topologia da estrutura nos fornecerá várias
respostas, vejamos:
1) Verifique se os argumentos abaixo são válidos: Possíveis negações: Negar a frase é na verdade verificar os
( ) p1: hoje é sábado ou domingo. possíveis deslocamentos dos círculos.
p2: hoje não é sábado. I) pelo menos 1 rondoniense é casado
C: hoje é domingo. II) algum rondoniense é casado
Solução: III) existe rondoniense casado
Construindo a tabela, temos: IV) Todo rondoniense é casado
p1: p q p2: ~p C: q V) Todo casado é rondoniense
Definir:
V F V A = Rondoniense
V F F B= Casado
V V V
F V F
De acordo com a tabela, podemos garantir que o argumento é
válido, pois existe pelo menos uma linha toda verdadeira (V, V, V)
e a verdade das premissas (V, V) garante a verdade da conclusão
(V).
Gabarito: V, pois o argumento é válido.

( ) É correto o raciocínio lógico dado pela sequência de


proposições seguintes:
Se Célia tiver um bom currículo, então ela conseguirá um
bom emprego. CONCLUSÃO: Topologicamente o pelo menos 1 é a
Ela conseguiu um bom emprego. condição mínima de existência; algum e existe estão no
Portanto, Célia tem um bom currículo. mesmo nível de importância e o todo é a última figura sendo
Solução: assim topologicamente possível mas a última, em termos de
importância.
p1: p → q p2: q C: p
V V V Questões
F F V 01. Uma senhora levava uma caixa de chocolates para dar
V V F aos seus netos. Ao primeiro ela deu a metade dos chocolates
que levava mais meio chocolate. Ao segundo, deu a metade do
V F F que restou e mais meio chocolate. Por último, ao terceiro neto
ela deu a metade do que ainda sobrou e mais meio chocolate,
Neste caso, a primeira condição é satisfeita, ou seja, temos não sobrando nenhum com ela. Quantos chocolates havia
uma linha toda verdadeira (V, V, V). No entanto, a verdade das inicialmente na caixa?
premissas, além de garantir a verdade da conclusão, também
garantiu a sua falsidade, havendo assim uma contradição 02. Um homem gastou tudo o que tinha no bolso em três
(também conhecido como princípio do terceiro excluído). lojas. Em cada uma gastou R$ 1,00 a mais do que a metade do
Exemplo: que tinha ao entrar. Quanto o homem tinha ao entrar na primeira
p1 p2 C loja?
V V V 03. Um feirante vendeu 1/3 das frutas que possuía mais
V V F duas. A seguir, vendeu 4/5 das restantes mais uma, ficando,
assim, com três frutas. Se n é o número inicial de frutas, então:
A conclusão não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo (A) n > 100
tempo, logo o argumento não é válido. (B) 90 < n < 100
Gabarito: F (C) 70 < n < 90
(D) 50 < n < 70
Caso 2 (E) 30 < n < 50
- DIAGRAMAS DE VENN- EULLER –EXPRESSÕES
CATEGÓRICAS 04. (SENAI 2015) O sr. Altair deu muita sorte em um
programa de capitalização bancário. Inicialmente, ele
As expressões categóricas são: apresentava um saldo devedor X no banco, mas resolveu
TODO depositar 500 reais, o que cobriu sua dívida e ainda lhe sobrou
ALGUM uma certa quantia A. Essa quantia A, ele resolveu aplicar no
NENHUM programa e ganhou quatro vezes mais do que tinha, ficando
então com uma quantia B. Uma segunda vez, o sr. Altair resolveu

Raciocínio Lógico 2
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APOSTILAS OPÇÃO
aplicar no programa, agora a quantia B que possuía, e novamente
saiu contente, ganhou três vezes o valor investido. Ao final, ele Lógica Dedutiva, Argumentativa
passou de devedor para credor de um valor de R$ 3 600,00 no e Quantitativa. Lógica
banco. Qual era o saldo inicial X do sr. Altair?
matemática qualitativa,
(A) -R$ 350,00.
(B) -R$ 300,00.
(C) -R$ 200,00. LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO
(D) -R$ 150,00.
(E) -R$ 100,00. A argumentação é a forma como utilizamos o raciocínio
Respostas para convencer alguém de alguma coisa. A argumentação faz
uso de vários tipos de raciocínio que são baseados em normas
01. Resposta: sólidas e argumentos aceitáveis.
A lógica de argumentação é também conhecida como
dedução formal e é a principal ferramenta para o raciocínio
válido de um argumento. Ela avalia conclusões que a
argumentação pode tomar e avalia quais dessas conclusões são
válidas e quais são inválidas (falaciosas). O estudo das formas
válidas de inferências de uma linguagem proposicional também
faz parte da Teoria da argumentação.

Conceitos
Premissas (proposições): são afirmações que podem ser
verdadeiras ou falsas. Com base nelas que os argumentos são
compostos, ou melhor, elas possibilitam que o argumento seja
aceito.

Inferência: é o processo a partir de uma ou mais premissas


se chegar a novas proposições. Quando a inferência é dada como
válida, significa que a nova proposição foi aceita, podendo ela
02. Resposta: ser utilizada em outras inferências.

Conclusão: é a proposição que contém o resultado final da


inferência e que esta alicerçada nas premissas. Para separa as
premissas das conclusões utilizam-se expressões como “logo, ...”,
“portanto, ...”, “por isso, ...”, entre outras.

Sofisma: é um raciocínio falso com aspecto de verdadeiro.

Falácia: é um argumento válido, sem fundamento ou


tecnicamente falho na capacidade de provar aquilo que enuncia.

Silogismo: é um raciocínio composto de três proposições,


dispostas de tal maneira que a conclusão é verdadeira e deriva
logicamente das duas primeiras premissas, ou seja, a conclusão
é a terceira premissa.
03. Resposta: Argumento: é um conjunto finito de premissas –
proposições –, sendo uma delas a consequência das demais.
O argumento pode ser dedutivo (aquele que confere validade
lógica à conclusão com base nas premissas que o antecedem)
ou indutivo (aquele quando as premissas de um argumento se
baseiam na conclusão, mas não implicam nela)
O argumento é uma fórmula constituída de premissas e
conclusões (dois elementos fundamentais da argumentação).

04. Resposta: C.
Devemos partir da última aplicação. Sabemos que a última Alguns exemplos de argumentos:
aplicação é 3B, logo:
3B = 3600 → B = 3600/3 → B = 1200
A 1º aplicação resultou em B e era 4A: B = 4A → 1200 = 4A → 1)
A = 1200/4 → A = 300 Todo homem é mortal
A é o saldo que sobrou do pagamento da dívida X com o 500 Premissas
reais: A = 500 – X → 300 = 500 – X → João é homem
-X = 300 – 500 → -X = -200. (-1) → X = 200. Logo, João é mortal Conclusão
Como o valor de X representa uma dívida representamos
com o sina negativo: a dívida era de R$ -200,00. 2)

Raciocínio Lógico 3
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APOSTILAS OPÇÃO
Todo brasileiro é mortal dedução dos valores lógicos das premissas de um argumento,
Premissas a partir de um “ponto de referência inicial” que, geralmente,
Todo paulista é brasileiro será representado pelo valor lógico de uma premissa formada
Logo, todo paulista é mortal Conclusão por uma proposição simples. Lembramos que, para que um
argumento seja válido, partiremos do pressuposto que todas
3) as premissas que compõem esse argumento são, na totalidade,
verdadeiras.
Se eu passar no concurso, então irei viajar
Premissas Para dedução dos valores lógicos, utilizaremos como auxílio
Passei no concurso a tabela-verdade dos conectivos.
Logo, irei viajar Conclusão

Todas as PREMISSAS tem uma CONCLUSÃO. Os exemplos


acima são considerados silogismos.

Um argumento de premissas P1, P2, ..., Pn e de conclusão


Q, indica-se por: Exemplo
Sejam as seguintes premissas:
P1, P2, ..., Pn |----- Q P1: O bárbaro não usa a espada ou o príncipe não foge a
cavalo.
Argumentos Válidos P2: Se o rei fica nervoso, então o príncipe foge a cavalo.
Um argumento é VÁLIDO (ou bem construído ou legítimo) P3: Se a rainha fica na masmorra, então o bárbaro usa a
quando a conclusão é VERDADEIRA (V), sempre que as espada.
premissas forem todas verdadeiras (V). Dizemos, também, que P4: Ora, a rainha fica na masmorra.
um argumento é válido quando a conclusão é uma consequência
obrigatória das verdades de suas premissas.Ou seja: Se todos os argumentos (P1,P2,P3 e P4) forem válidos, então
todas premissas que compõem o argumento são necessariamente
A verdade das premissas é incompatível com a falsidade verdadeiras (V). E portanto pela premissa simples P4: “a
da conclusão. rainha fica na masmorra”; por ser uma proposição simples e
verdadeira, servirá de “referencial inicial” para a dedução dos
Um argumento válido é denominado tautologia quando valores lógicos das demais proposições que, também, compõem
assumir, somente, valorações verdadeiras, independentemente esse argumento. Teremos com isso então:
de valorações assumidas por suas estruturas lógicas.
P1: O bárbaro não usa a espada ou o príncipe não foge a
Argumentos Inválidos cavalo.
Um argumento é dito INVÁLIDO (ou falácia, ou ilegítimo P2: Se o rei fica nervoso, então o príncipe foge a cavalo.
ou mal construído), quando as verdades das premissas são
insuficientes para sustentar a verdade da conclusão. P3: Se a rainha fica na masmorra, então o bárbaro usa a
Caso a conclusão seja falsa, decorrente das insuficiências espada.
geradas pelas verdades de suas premissas, tem-se como P4: Ora, a rainha fica na masmorra.
conclusão uma contradição (F). (1º) V
Um argurmento não válido diz-se um SOFISMA.
Já sabemos que a premissa simples “a rainha fica na
- A verdade e a falsidade são propriedades das proposições. masmorra” é verdadeira, portanto, tal valor lógico confirmará
- Já a validade e a invalidade são propriedades inerentes aos como verdade a 1a parte da condicional da premissa P3 (1º
passo).
argumentos.
- Uma proposição pode ser considerada verdadeira ou falsa,
mas nunca válida e inválida. P1: O bárbaro não usa a espada ou o príncipe não foge a
- Não é possível ter uma conclusão falsa se as premissas são cavalo.
verdadeiras. P2: Se o rei fica nervoso, então o príncipe foge a cavalo.
- A validade de um argumento depende exclusivamente da
P3: Se a rainha fica na masmorra, então o bárbaro usa a
relação existente entre as premissas e conclusões.
espada.
(2º) V
Critérios de Validade de um argumento P4: Ora, a rainha fica na masmorra.
Pelo teorema temos: (1º) V

Lembramos que, se a 1ª parte de uma condicional for


Um argumento P1, P2, ..., Pn |---- Q é VÁLIDO se e somente se
verdadeira, implicará que a 2ª parte também deverá ser
a condicional: verdadeira (2º passo), já que a verdade implica outra verdade
(P1 ^ P2 ^ ...^ Pn) → Q é tautológica. (vide a tabela-verdade da condicional). Assim teremos como
valor lógico da premissa uma verdade (V).
Métodos para testar a validade dos argumentos
Estes métodos nos permitem, por dedução (ou inferência), P1: O bárbaro não usa a espada ou o príncipe não foge a
atribuirmos valores lógicos as premissas de um argumento para cavalo.
determinarmos uma conclusão verdadeira. P2: Se o rei fica nervoso, então o príncipe foge a cavalo.
Também podemos utilizar diagramas lógicos caso sejam
estruturas categóricas (frases formadas pelas palavras ou P3: Se a rainha fica na masmorra, então o bárbaro usa a
quantificadores: todo, algum e nenhum). espada.
(2º) V (3º) V
Os métodos constistem em: P4: Ora, a rainha fica na masmorra.
(1º) V
1) Atribuição de valores lógicos: o método consiste na

Raciocínio Lógico 4
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APOSTILAS OPÇÃO
Confirmando-se a proposição simples “o bárbaro usa Caso o argumento não possua uma proposição simples “ponto de
a espada” como verdadeira (3º passo), logo, a 1ª parte da referência inicial”, devem-se iniciar as deduções pela conjunção,
disjunção simples da premissa P1, “o bárbaro não usa a espada”,
e, caso não exista tal conjunção, pela disjunção exclusiva ou pela
será falsa (4º passo).
bicondicional, caso existam.
P1: O bárbaro não usa a espada ou o príncipe não foge a
cavalo. 2) Método da Tabela – Verdade: para resolvermos temos
(4º) F que levar em considerações dois casos.
P2: Se o rei fica nervoso, então o príncipe foge a cavalo. 1º caso: quando o argumento é representado por uma
fómula argumentativa.
P3: Se a rainha fica na masmorra, então o bárbaro usa a
espada. Exemplo:
(2º) V (3º) V A → B ~A = ~B
P4: Ora, a rainha fica na masmorra.
(1º) V Para resolver vamos montar uma tabela dispondo todas as
proposições, as premissas e as conclusões afim de chegarmos a
Como a premissa P1 é formada por uma disjunção simples, validade do argumento.
lembramos que ela será verdadeira, se pelo menos uma de suas
partes for verdadeira. Sabendo-se que sua 1ª parte é falsa, logo,
a 2ª parte deverá ser, necessariamente, verdadeira (5º passo).

P1: O bárbaro não usa a espada ou o príncipe não foge a


cavalo.
(4º) F (5º) V
P2: Se o rei fica nervoso, então o príncipe foge a cavalo.
P3: Se a rainha fica na masmorra, então o bárbaro usa a (Fonte: http://www.marilia.unesp.br)
espada.
(2º) V (3º) V O caso onde as premissas são verdadeiras e a conclusão
é falsa esta sinalizada na tabela acima pelo asterisco.Observe
P4: Ora, a rainha fica na masmorra.
também, na linha 4, que as premissas são verdadeiras e a
(1º) V
conclusão é verdadeira. Chegamos através dessa análise que o
Ao confirmarmos como verdadeira a proposição simples “o
argumento não é valido.
príncipe não foge a cavalo”, então, devemos confirmar como falsa
a 2a parte da condicional “o príncipe foge a cavalo” da premissa
2o caso: quando o argumento é representado por uma
P2 (6o passo).
sequência lógica de premissas, sendo a última sua conclusão, e é
questionada a sua validade.
P1: O bárbaro não usa a espada ou o príncipe não foge a
cavalo. Exemplo:
(4º) F (5º) V “Se leio, então entendo. Se entendo, então não compreendo.
Logo, compreendo.”
P2: Se o rei fica nervoso, então o príncipe foge a cavalo.
P1: Se leio, então entendo.
(6º) F
P2: Se entendo, então não compreendo.
P3: Se a rainha fica na masmorra, então o bárbaro usa a C: Compreendo.
espada. Se o argumento acima for válido, então, teremos a seguinte
(2º) V (3º) V estrutura lógica (fórmula) representativa desse argumento:
P1 ∧ P2 → C
P4: Ora, a rainha fica na masmorra.
(1º) V
Representando inicialmente as proposições primitivas “leio”,
E, por último, ao confirmar a 2a parte de uma condicional
“entendo” e “compreendo”, respectivamente, por “p”, “q” e “r”,
como falsa, devemos confirmar, também, sua 1a parte como falsa
teremos a seguinte fórmula argumentativa:
(7o passo).
P1: p → q
P2: q → ~r
P1: O bárbaro não usa a espada ou o príncipe não foge a C: r
cavalo.
[(p → q) ∧ (q → ~r)] → r ou
(4º) F (5º) V
P2: Se o rei fica nervoso, então o príncipe foge a cavalo.
(7º) F (6º) F
P3: Se a rainha fica na masmorra, então o bárbaro usa a
espada. Montando a tabela verdade temos (vamos montar o passo
(2º) V (3º) V a passo):
P4: Ora, a rainha fica na masmorra. p q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r
(1º) V V V V V V V V F V
Através da analise das premissas e atribuindo os seus valores
V V F V V V V V F
lógicos chegamos as seguintes conclusões:
- A rainha fica na masmorra; V F V V F F F F V
- O bárbaro usa a espada; V F F V F F F V F
- O rei não fica nervoso;
- o príncipe não foge a cavalo. F V V F V V V F V
F V F F V V V V F
Observe que onde as proposições são falsas (F) utilizamos
o não para ter o seu correspondente como válido, expressando F F V F V F F F V
uma conclusão verdadeira.

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APOSTILAS OPÇÃO
F F F F V F F V F 1º caso:
1º 2º 1º 1º 1º 1º
p q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r
2º caso:
V V V V V V V F F V
V V F V V V V V V F
V F V V F F F V F V
V F F V F F F V V F 3.4 - Método da absorção (ABS)
F V V F V V V F F V
F V F F V V V V V F
F F V F V F F V F V
F F F F V F F V V F 3.5 – Modus Ponens (MP)
1º 2º 1º 1º 3º 1º 1º

p q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r
V V V V V V F V F F V
3.6 – Modus Tollens (MT)
V V F V V V V V V V F
V F V V F F F F V F V
V F F V F F F F V V F
F V V F V V F V F F V
F V F F V V V V V V F 3.7 – Dilema construtivo (DC)

F F V F V F V F V F V
F F F F V F V F V V F
1º 2º 1º 4º 1º 3º 1º 1º

p q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r 3.7 – Dilema destrutivo (DD)


V V V V V V F V F F V V
V V F V V V V V V V F F
V F V V F F F F V F V V
V F F V F F F F V V V F
3.8 – Silogismo disjuntivo (SD)
F V V F V V F V F F V V 1º caso:
F V F F V V V V V V F F
F F V F V F V F V F V V
F F F F V F V F V V F F
1º 2º 1º 4º 1º 3º 1º 5º 1º 2º caso:

Sendo a solução (observado na 5a resolução) uma


contingência (possui valores verdadeiros e falsos), logo, esse
argumento não é válido. Podemos chamar esse argumento de
sofisma embora tenha premissas e conclusões verdadeiras.
3.9 – Silogismo hipotético (SH)
Implicações tautológicas: a utilização da tabela verdade em
alguns casos torna-se muito trabalhoso, principlamente quando
o número de proposições simples que compõe o argumento é
muito grande, então vamos aqui ver outros métodos que vão
ajudar a provar a validade dos argumentos. 3.10 – Exportação e importação.
3.1 - Método da adição (AD)
1º caso: Exportação

3.2 - Método da adição (SIMP)

1º caso: 2º caso: Importação

2º caso:
Produto lógico de condicionais: este produto consiste na
dedução de uma condicional conclusiva – que será a conclusão
do argumento –, decorrente ou resultante de várias outras
3.3 - Método da conjunção (CONJ) premissas formadas por, apenas, condicionais.
Ao efetuar o produto lógico, eliminam-se as proposições
simples iguais que se localizam em partes opostas das

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APOSTILAS OPÇÃO
condicionais que formam a premissa do argumento, resultando Temos então o argumento formado pelas seguintes
em uma condicional denominada condicional conclusiva. premissas:
Vejamos o exemplo: P1: Se Ana viaja, então Beto não trabalha.
P2: Se Carlos não estuda, então Beto não trabalha.
P3: Se Carlos estuda, Ana viaja.

Denotando as proposições simples teremos:


p: Ana trabalha
q: Beto estuda
r: Carlos viaja
Montando o produto lógico teremos:

Conclusão: “Beto não estuda”.


Nós podemos aplicar a soma lógica em três casos:
1º caso - quando a condicional conclusiva é formada pelas 3º caso - aplicam-se os procedimentos do 2o caso em,
proposições simples que aparecem apenas uma vez no conjunto apenas, uma parte das premissas do argumento.
das premissas do argumento.
Exemplo
Exemplo Se Nivaldo não é corintiano, então Márcio é palmeirense.
Dado o argumento: Se chove, então faz frio. Se neva, então Se Márcio não é palmeirense, então Pedro não é são-paulino.
chove. Se faz frio, então há nuvens no céu. Se há nuvens no céu, Se Nivaldo é corintiano, Pedro é são-paulino. Se Nivaldo é
então o dia está claro. corintiano, então Márcio não é palmeirense.
Temos então o argumento formado pelas seguintes
premissas: Então as presmissas que formam esse argumento são:
P1: Se chove, então faz frio. P1: Se Nivaldo não é corintiano, então Márcio é palmeirense.
P2: Se neva, então chove. P2: Se Márcio não é palmeirense, então Pedro não é são-
P3: Se faz frio, então há nuvens no céu. paulino.
P4: Se há nuvens no céu, então o dia está claro. P3: Se Nivaldo é corintiano, Pedro é são-paulino.
P4: Se Nivaldo é corintiano, então Márcio não é palmeirense.
Vamos denotar as proposições simples:
p: chover Denotando as proposições temos:
q: fazer frio
r: nevar p: Nivaldo é corintiano
s: existir nuvens no céu q: Márcio é palmerense
t: o dia esta claro r: Pedro é são paulino

Montando o produto lógico teremos: Efetuando a soma lógica:

Conclusão: “Se neva, então o dia esta claro”.


Vamos aplicar o produto lógico nas 3 primeiras premissas
Observe que: As proposições simples “nevar” e “o dia está (P1,P2,P3) teremos:
claro” só apareceram uma vez no conjunto de premissas do
argumento anterior.

2º caso - quando a condicional conclusiva é formada por,


apenas, uma proposição simples que aparece em ambas as Conclusão: “ Márcio é palmeirense”.
partes da condicional conclusiva, sendo uma a negação da outra.
As demais proposições simples são eliminadas pelo processo Questões
natural do produto lógico.
Neste caso, na condicional conclusiva, a 1ª parte deverá 01. (DPU – Agente Administrativo – CESPE/2016)
necessariamente ser FALSA, e a 2ª parte, necessariamente Considere que as seguintes proposições sejam verdadeiras.
VERDADEIRA. • Quando chove, Maria não vai ao cinema.
• Quando Cláudio fica em casa, Maria vai ao cinema.
Tome Nota: • Quando Cláudio sai de casa, não faz frio.
• Quando Fernando está estudando, não chove.
• Durante a noite, faz frio.
Nos dois casos anteriores, pode-se utilizar o recurso de
Tendo como referência as proposições apresentadas, julgue
equivalência da contrapositiva (contraposição) de uma o item subsecutivo.
condicional, para que ocorram os devidos reajustes entre as Se Maria foi ao cinema, então Fernando estava estudando.
proposições simples de uma determinada condicional que resulte ( ) Certo ( ) Errado
no produto lógico desejado.
(p → q) ~q → ~p 02. (DPU – Agente Administrativo – CESPE/2016)
Considere que as seguintes proposições sejam verdadeiras.
Exemplo • Quando chove, Maria não vai ao cinema.
Seja o argumento: Se Ana trabalha, então Beto não estuda. • Quando Cláudio fica em casa, Maria vai ao cinema.
Se Carlos não viaja, então Beto não estuda. Se Carlos viaja, Ana • Quando Cláudio sai de casa, não faz frio.
trabalha. • Quando Fernando está estudando, não chove.

Raciocínio Lógico 7
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APOSTILAS OPÇÃO
• Durante a noite, faz frio. 02. Resposta: Errado.
Tendo como referência as proposições apresentadas, julgue A questão trata-se de lógica de argumentação, dadas
o item subsecutivo. as premissas chegamos a uma conclusão. Enumerando as
Se Maria foi ao cinema, então Fernando estava estudando. premissas:
( ) Certo ( ) Errado A = Chove
B = Maria vai ao cinema
03. (STJ – Conhecimentos Gerais para o cargo 17 – C = Cláudio fica em casa
CESPE/2015) Mariana é uma estudante que tem grande apreço D = Faz frio
pela matemática, apesar de achar essa uma área muito difícil. E = Fernando está estudando
Sempre que tem tempo suficiente para estudar, Mariana é F = É noite
aprovada nas disciplinas de matemática que cursa na faculdade. A argumentação parte que a conclusão deve ser (V)
Neste semestre, Mariana está cursando a disciplina chamada
Introdução à Matemática Aplicada. No entanto, ela não tem Lembramos a tabela verdade da condicional:
tempo suficiente para estudar e não será aprovada nessa
disciplina.
A partir das informações apresentadas nessa situação
hipotética, julgue o item a seguir, acerca das estruturas lógicas.
Considerando-se as seguintes proposições: p: “Se Mariana
aprende o conteúdo de Cálculo 1, então ela aprende o conteúdo
de Química Geral”; q: “Se Mariana aprende o conteúdo de
Química Geral, então ela é aprovada em Química Geral”; c: A condicional só será F quando a 1ª for verdadeira e a 2ª
“Mariana foi aprovada em Química Geral”, é correto afirmar que falsa, utilizando isso temos:
o argumento formado pelas premissas p e q e pela conclusão c é O que se quer saber é: Se Maria foi ao cinema, então
um argumento válido. Fernando estava estudando. // B → ~E
( ) Certo ( ) Errado
Iniciando temos:
Respostas 4º - Quando chove (F), Maria não vai ao cinema. (F) // A →
~B = V – para que o argumento seja válido temos que Quando
01. Resposta: Errado. chove tem que ser F.
A questão trata-se de lógica de argumentação, dadas
as premissas chegamos a uma conclusão. Enumerando as 3º - Quando Cláudio fica em casa (V), Maria vai ao cinema
premissas: (V). // C → B = V - para que o argumento seja válido temos que
A = Chove Maria vai ao cinema tem que ser V.
B = Maria vai ao cinema
C = Cláudio fica em casa 2º - Quando Cláudio sai de casa(F), não faz frio (F). // ~C
D = Faz frio → ~D = V - para que o argumento seja válido temos que Quando
E = Fernando está estudando Cláudio sai de casa tem que ser F.
F = É noite
A argumentação parte que a conclusão deve ser (V) 5º - Quando Fernando está estudando (V ou F), não chove
(V). // E → ~A = V. – neste caso Quando Fernando está estudando
Lembramos a tabela verdade da condicional: pode ser V ou F.
1º- Durante a noite(V), faz frio (V). // F → D = V
Logo nada podemos afirmar sobre a afirmação: Se Maria foi
ao cinema (V), então Fernando estava estudando (V ou F);
pois temos dois valores lógicos para chegarmos à conclusão (V
ou F).

03. Resposta: Errado.


Se o argumento acima for válido, então, teremos a seguinte
A condicional só será F quando a 1ª for verdadeira e a 2ª estrutura lógica (fórmula) representativa desse argumento:
falsa, utilizando isso temos: P1 ∧ P2 → C
O que se quer saber é: Se Maria foi ao cinema, então
Fernando estava estudando. // B → ~E Organizando e resolvendo, temos:
A: Mariana aprende o conteúdo de Cálculo 1
Iniciando temos: B: Mariana aprende o conteúdo de Química Geral
4º - Quando chove (F), Maria não vai ao cinema. (F) // A → C: Mariana é aprovada em Química Geral
~B = V – para que o argumento seja válido temos que Quando
chove tem que ser F. Argumento: [(A → B) ∧ (B → C)] ⇒ C
3º - Quando Cláudio fica em casa (V), Maria vai ao cinema Vamos ver se há a possibilidade de a conclusão ser falsa e as
(V). // C → B = V - para que o argumento seja válido temos que premissas serem verdadeiras, para sabermos se o argumento é
Maria vai ao cinema tem que ser V. válido:
2º - Quando Cláudio sai de casa(F), não faz frio (F). // ~C Testando C para falso:
→ ~D = V - para que o argumento seja válido temos que Quando (A → B) ∧ (B →C)
Cláudio sai de casa tem que ser F. (A →B) ∧ (B → F)

5º - Quando Fernando está estudando (V ou F), não chove Para obtermos um resultado V da 2º premissa, logo B têm
(V). // E → ~A = V. – neste caso Quando Fernando está estudando que ser F:
pode ser V ou F. (A → B) ∧ (B → F)
(A → F) ∧ (F → F)
1º- Durante a noite(V), faz frio (V). // F → D = V (F → F) ∧ (V)

Logo nada podemos afirmar sobre a afirmação: Se Maria foi Para que a primeira premissa seja verdadeira, é preciso que
ao cinema (V), então Fernando estava estudando (V ou F); o “A” seja falso:
pois temos dois valores lógicos para chegarmos à conclusão (V (A → F) ∧ (V)
ou F). (F → F) ∧ (V)

Raciocínio Lógico 8
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APOSTILAS OPÇÃO
(V) ∧ (V) 1 4 9 16 25 36 49
(V)
Sequência de Letras
Então, é possível que o conjunto de premissas seja As sequências de letras podem estar associadas a uma série
verdadeiro e a conclusão seja falsa ao mesmo tempo, o que nos de números ou não. Em geral, devemos escrever todo o alfabeto
leva a concluir que esse argumento não é válido. (observando se deve, ou não, contar com k, y e w) e circular as
letras dadas para entender a lógica proposta.
Referências
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – ACFJOU
São Paulo: Nobel – 2002.
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu Observe que foram saltadas 1, 2, 3, 4 e 5 letras e esses
- Raciocínio lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. números estão em progressão.

Sequências Lógicas envolvendo ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTU


B1 2F H4 8L N16 32R T64
Números, Letras e Figuras.
Nesse caso, associou-se letras e números (potências de 2),
alternando a ordem. As letras saltam 1, 3, 1, 3, 1, 3 e 1 posições.
Lógica Sequencial ou Sequencia Logicas ABCDEFGHIJKLMNOPQRST

O Raciocínio é uma operação lógica, discursiva e mental. Sequência de Pessoas


Neste, o intelecto humano utiliza uma ou mais proposições, para Na série a seguir, temos sempre um homem seguido de duas
concluir através de mecanismos de comparações e abstrações, mulheres, ou seja, aqueles que estão em uma posição múltipla
quais são os dados que levam às respostas verdadeiras, falsas de três (3º, 6º, 9º, 12º,...) serão mulheres e a posição dos braços
ou prováveis. Foi pelo processo do raciocínio que ocorreu o sempre alterna, ficando para cima em uma posição múltipla
desenvolvimento do método matemático, este considerado de dois (2º, 4º, 6º, 8º,...). Sendo assim, a sequência se repete a
instrumento puramente teórico e dedutivo, que prescinde de cada seis termos, tornando possível determinar quem estará em
dados empíricos. Logo, resumidamente o raciocínio pode ser qualquer posição.
considerado também um dos integrantes dos mecanismos dos
processos cognitivos superiores da formação de conceitos e da
solução de problemas, sendo parte do pensamento.

Sequências Lógicas Sequência de Figuras


As sequências podem ser formadas por números, letras, Esse tipo de sequência pode seguir o mesmo padrão visto
pessoas, figuras, etc. Existem várias formas de se estabelecer na sequência de pessoas ou simplesmente sofrer rotações, como
uma sequência, o importante é que existem pelo menos três nos exemplos a seguir.
elementos que caracterize a lógica de sua formação, entretanto
algumas séries necessitam de mais elementos para definir sua
lógica. Algumas sequências são bastante conhecidas e todo aluno
que estuda lógica deve conhecê-las, tais como as progressões
aritméticas e geométricas, a série de Fibonacci, os números
primos e os quadrados perfeitos.

Sequência de Números

Progressão Aritmética: Soma-se constantemente um Sequência de Fibonacci


mesmo número. O matemático Leonardo Pisa, conhecido como Fibonacci,
propôs no século XIII, a sequência numérica: (1, 1, 2, 3, 5, 8,
13, 21, 34, 55, 89, …). Essa sequência tem uma lei de formação
simples: cada elemento, a partir do terceiro, é obtido somando-
se os dois anteriores. Veja: 1 + 1 = 2, 2 + 1 = 3, 3 + 2 = 5 e assim
Progressão Geométrica: Multiplica-se constantemente um por diante. Desde o século XIII, muitos matemáticos, além do
mesmo número. próprio Fibonacci, dedicaram-se ao estudo da sequência que
foi proposta, e foram encontradas inúmeras aplicações para
ela no desenvolvimento de modelos explicativos de fenômenos
naturais.

Veja alguns exemplos das aplicações da sequência de


Incremento em Progressão: O valor somado é que está em Fibonacci e entenda porque ela é conhecida como uma das
progressão. maravilhas da Matemática. A partir de dois quadrados de lado
1, podemos obter um retângulo de lados 2 e 1. Se adicionarmos
a esse retângulo um quadrado de lado 2, obtemos um novo
retângulo 3 x 2. Se adicionarmos agora um quadrado de lado 3,
obtemos um retângulo 5 x 3. Observe a figura a seguir e veja que
os lados dos quadrados que adicionamos para determinar os
Série de Fibonacci: Cada termo é igual a soma dos dois retângulos formam a sequência de Fibonacci.
anteriores.
1 1 2 3 5 8 13

Números Primos: Naturais que possuem apenas dois


divisores naturais.
2 3 5 7 11 13 17

Quadrados Perfeitos: Números naturais cujas raízes são


naturais.

Raciocínio Lógico 9
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APOSTILAS OPÇÃO
Se utilizarmos um compasso e traçarmos o quarto de
circunferência inscrito em cada quadrado, encontraremos uma
espiral formada pela concordância de arcos cujos raios são os
elementos da sequência de Fibonacci.

A diferença entre os números vai aumentando 1 unidade.


13 – 10 = 3
17 – 13 = 4
22 – 17 = 5
28 – 22 = 6
O Partenon que foi construído em Atenas pelo célebre 35 – 28 = 7
arquiteto grego Fidias. A fachada principal do edifício, hoje em
ruínas, era um retângulo que continha um quadrado de lado Exemplo 3
igual à altura. Essa forma sempre foi considerada satisfatória
do ponto de vista estético por suas proporções sendo chamada
retângulo áureo ou retângulo de ouro.

Multiplicar os números sempre por 3.


1x3=3
3x3=9
Como os dois retângulos indicados na figura são semelhantes 9 x 3 = 27
temos: (1). 27 x 3 = 81
81 x 3 = 243
Como: b = y – a (2). 243 x 3 = 729
729 x 3 = 2187
Substituindo (2) em (1) temos: y2 – ay – a2 = 0.
Resolvendo a equação: Exemplo 4

Esse número é conhecido como número de ouro e pode ser


representado por:

A diferença entre os números vai aumentando 2 unidades.


Todo retângulo e que a razão entre o maior e o menor lado
24 – 22 = 2
for igual a Ɵ é chamado retângulo áureo como o caso da fachada
28 – 24 = 4
do Partenon.
34 – 28 = 6
42 – 34 = 8
As figuras a seguir possuem números que representam uma
52 – 42 = 10
sequência lógica. Veja os exemplos:
64 – 52 = 12
78 – 64 = 14
Exemplo 1
Questões

01. Observe atentamente a disposição das cartas em cada


linha do esquema seguinte:

A sequência numérica proposta envolve multiplicações por


4.
6 x 4 = 24
24 x 4 = 96
96 x 4 = 384
384 x 4 = 1536

Exemplo 2

Raciocínio Lógico 10
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APOSTILAS OPÇÃO
A carta que está oculta é: 06. Ana fez diversas planificações de um cubo e escreveu em
cada um, números de 1 a 6. Ao montar o cubo, ela deseja que a
(A) (B) (C) soma dos números marcados nas faces opostas seja 7. A única
alternativa cuja figura representa a planificação desse cubo tal
como deseja Ana é:

(D) (E)

02. Considere que a sequência de figuras foi construída


segundo um certo critério.

07. As figuras da sequência dada são formadas por partes


iguais de um círculo.

Se tal critério for mantido, para obter as figuras subsequentes,


o total de pontos da figura de número 15 deverá ser:
(A) 69 Continuando essa sequência, obtém-se exatamente 16
(B) 67 círculos completos na:
(C) 65 (A) 36ª figura
(D) 63 (B) 48ª figura
(E) 61 (C) 72ª figura
(D) 80ª figura
03. O próximo número dessa sequência lógica é: 1000, 990, (E) 96ª figura
970, 940, 900, 850, ...
(A) 800 08. Analise a sequência a seguir:
(B) 790
(C) 780
(D) 770
Admitindo-se que a regra de formação das figuras seguintes
04. Na sequência lógica de números representados nos he- permaneça a mesma, pode-se afirmar que a figura que ocuparia
xágonos, da figura abaixo, observa-se a ausência de um deles a 277ª posição dessa sequência é:
que pode ser:
(A) (B) (C)

(D) (E)

09. Observe a sequência: 2, 10, 12, 16, 17, 18, 19, ... Qual é o
próximo número?
(A) 20
(B) 21
(C) 100
(A) 76 (D) 200
(B) 10
(C) 20 10. Observe a sequência: 3,13, 30, ... Qual é o próximo nú-
(D) 78 mero?
(A) 4
05. Uma criança brincando com uma caixa de palitos de fós- (B) 20
foro constrói uma sequência de quadrados conforme indicado (C) 31
abaixo: (D) 21

11. Os dois pares de palavras abaixo foram formados


segundo determinado critério.

LACRAÇÃO → cal
Quantos palitos ele utilizou para construir a 7ª figura? AMOSTRA → soma
(A) 20 palitos LAVRAR → ?
(B) 25 palitos
(C) 28 palitos Segundo o mesmo critério, a palavra que deverá ocupar o
(D) 22 palitos lugar do ponto de interrogação é:
(A) alar

Raciocínio Lógico 11
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APOSTILAS OPÇÃO
(B) rala
(C) ralar
(D) larva
(E) arval

12. Observe que as figuras abaixo foram dispostas, linha a


linha, segundo determinado padrão.

Segundo esse mesmo padrão, a figura que deve substituir o


ponto de interrogação é:

(A) (B)

(C) (D)

Segundo o padrão estabelecido, a figura que substitui


corretamente o ponto de interrogação é:
(E)
(A) (B) (C) (D) (E)

17. Observe que, na sucessão de figuras abaixo, os números


13. Observe que na sucessão seguinte os números foram que foram colocados nos dois primeiros triângulos obedecem a
colocados obedecendo a uma lei de formação. um mesmo critério.

Para que o mesmo critério seja mantido no triângulo da


Os números X e Y, obtidos segundo essa lei, são tais que X + direita, o número que deverá substituir o ponto de interrogação
Y é igual a: é:
(A) 40 (A) 32
(B) 42 (B) 36
(C) 44 (C) 38
(D) 46 (D) 42
(E) 48 (E) 46

14. A figura abaixo representa algumas letras dispostas em 18. Considere a seguinte sequência infinita de números: 3,
forma de triângulo, segundo determinado critério. 12, 27, __, 75, 108,... O número que preenche adequadamente a
quarta posição dessa sequência é:
(A) 36,
(B) 40,
(C) 42,
(D) 44,
(E) 48
Considerando que na ordem alfabética usada são excluídas
as letra “K”, “W” e “Y”, a letra que substitui corretamente o ponto 19. Observando a sequência (1, , , , , ...) o próximo
de interrogação é: numero será:
(A) P
(A)
(B) O
(C) N
(D) M (B)
(E) L

15. Considere que a sequência seguinte é formada pela (C)


sucessão natural dos números inteiros e positivos, sem que os
algarismos sejam separados.
(D)
1234567891011121314151617181920...
20. Considere a sequência abaixo:
O algarismo que deve aparecer na 276ª posição dessa
sequência é: BBB BXB XXB
(A) 9 XBX XBX XBX
(B) 8 BBB BXB BXX
(C) 6
(D) 3 O padrão que completa a sequência é:
(E) 1
(A) (B) (C)
16. Em cada linha abaixo, as três figuras foram desenhadas XXX XXB XXX
de acordo com determinado padrão. XXX XBX XXX
XXX BXX XXB

Raciocínio Lógico 12
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APOSTILAS OPÇÃO
(D) (E) 02. Resposta: D.
XXX XXX Observe que, tomando o eixo vertical como eixo de simetria,
XBX XBX tem-se:
XXX BXX Na figura 1: 01 ponto de cada lado  02 pontos no total.
Na figura 2: 02 pontos de cada lado  04 pontos no total.
21. Na série de Fibonacci, cada termo a partir do terceiro é Na figura 3: 03 pontos de cada lado  06 pontos no total.
igual à soma de seus dois termos precedentes. Sabendo-se que Na figura 4: 04 pontos de cada lado 08 pontos no total.
os dois primeiros termos, por definição, são 0 e 1, o sexto termo Na figura n: n pontos de cada lado  2.n pontos no total.
da série é:
(A) 2 Em particular:
(B) 3 Na figura 15: 15 pontos de cada lado  30 pontos no total.
(C) 4
(D) 5 Agora, tomando o eixo horizontal como eixo de simetria,
(E) 6 tem-se:
Na figura 1: 02 pontos acima e abaixo  04 pontos no total.
22. Nosso código secreto usa o alfabeto A B C D E F G H I J L M Na figura 2: 03 pontos acima e abaixo  06 pontos no total.
N O P Q R S T U V X Z. Do seguinte modo: cada letra é substituída Na figura 3: 04 pontos acima e abaixo  08 pontos no total.
pela letra que ocupa a quarta posição depois dela. Então, o “A” Na figura 4: 05 pontos acima e abaixo  10 pontos no total.
vira “E”, o “B” vira “F”, o “C” vira “G” e assim por diante. O código Na figura n: (n+1) pontos acima e abaixo  2.(n+1) pontos
é “circular”, de modo que o “U” vira “A” e assim por diante. Recebi no total.
uma mensagem em código que dizia: BSA HI EDAP. Decifrei o
código e li: Em particular:
(A) FAZ AS DUAS; Na figura 15: 16 pontos acima e abaixo  32 pontos no total.
(B) DIA DO LOBO; Incluindo o ponto central, que ainda não foi considerado, temos
(C) RIO ME QUER; para total de pontos da figura 15: Total de pontos = 30 + 32 + 1
(D) VIM DA LOJA; = 63 pontos.
(E) VOU DE AZUL.
03. Resposta: B.
23. A sentença “Social está para laicos assim como 231678 Nessa sequência, observamos que a diferença: entre 1000 e
está para...” é melhor completada por: 990 é 10, entre 990 e 970 é 20, entre o 970 e 940 é 30, entre 940
(A) 326187; e 900 é 40, entre 900 e 850 é 50, portanto entre 850 e o próximo
(B) 876132; número é 60, dessa forma concluímos que o próximo número é
(C) 286731; 790, pois: 850 – 790 = 60.
(D) 827361;
(E) 218763. 04. Resposta: D.
Nessa sequência lógica, observamos que a diferença: entre
24. A sentença “Salta está para Atlas assim como 25435 está 24 e 22 é 2, entre 28 e 24 é 4, entre 34 e 28 é 6, entre 42 e 34 é 8,
para...” é melhor completada pelo seguinte número: entre 52 e 42 é 10, entre 64 e 52 é 12, portanto entre o próximo
(A) 53452; número e 64 é 14, dessa forma concluímos que o próximo
(B) 23455; número é 78, pois: 76 – 64 = 14.
(C) 34552;
(D) 43525; 05. Resposta: D.
(E) 53542. Observe a tabela:

25. Repare que com um número de 5 algarismos, respeitada


a ordem dada, podem-se criar 4 números de dois algarismos. Figu- 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª
Por exemplo: de 34.712, podem-se criar o 34, o 47, o 71 e o ras
12. Procura-se um número de 5 algarismos formado pelos N° de 4 7 10 13 16 19 22
algarismos 4, 5, 6, 7 e 8, sem repetição. Veja abaixo alguns Pali-
números desse tipo e, ao lado de cada um deles, a quantidade de tos
números de dois algarismos que esse número tem em comum
com o número procurado. Temos de forma direta, pela contagem, a quantidade de
Número Quantidade de números de 2 palitos das três primeiras figuras. Feito isto, basta perceber que
dado algarismos em comum cada figura a partir da segunda tem a quantidade de palitos da
figura anterior acrescida de 3 palitos. Desta forma, fica fácil
48.765 1 preencher o restante da tabela e determinar a quantidade de
86.547 0 palitos da 7ª figura.

87.465 2 06. Resposta: A.


48.675 1 Na figura apresentada na letra “B”, não é possível obter a
planificação de um lado, pois o 4 estaria do lado oposto ao 6,
somando 10 unidades. Na figura apresentada na letra “C”,
O número procurado é:
da mesma forma, o 5 estaria em face oposta ao 3, somando
(A) 87456
8, não formando um lado. Na figura da letra “D”, o 2 estaria
(B) 68745
em face oposta ao 4, não determinando um lado. Já na figura
(C) 56874
apresentada na letra “E”, o 1 não estaria em face oposta ao
(D) 58746
número 6, impossibilitando, portanto, a obtenção de um lado.
(E) 46875
Logo, podemos concluir que a planificação apresentada na letra
Respostas
“A” é a única para representar um lado.
01. Resposta: A.
07. Resposta: B.
A diferença entre os números estampados nas cartas 1 e 2,
Como na 3ª figura completou-se um círculo, para completar
em cada linha, tem como resultado o valor da 3ª carta e, além
16 círculos é suficiente multiplicar 3 por 16: 3. 16 = 48. Portanto,
disso, o naipe não se repete. Assim, a 3ª carta, dentro das opções
na 48ª figura existirão 16 círculos.
dadas só pode ser a da opção (A).

Raciocínio Lógico 13
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APOSTILAS OPÇÃO
08. Resposta: B. mas na parte de cima e na parte de baixo, internamente em
A sequência das figuras completa-se na 5ª figura. Assim, relação às figuras. Assim, na 3ª linha ocorrerá essa regra, mas
continua-se a sequência de 5 em 5 elementos. A figura de número em ordem inversa: é a 3ª figura da 3ª linha que terá 2 “orelhas”
277 ocupa, então, a mesma posição das figuras que representam internas, uma em cima e outra em baixo. Como as 2 primeiras
número 5n + 2, com n N. Ou seja, a 277ª figura corresponde à 2ª figuras da 3ª linha não possuem “orelhas” externas, a 3ª figura
figura, que é representada pela letra “B”. também não terá orelhas externas. Portanto, a figura que deve
substituir o ponto de interrogação é a 4ª.
09. Resposta: D.
A regularidade que obedece a sequência acima não se dá 17. Resposta: B.
por padrões numéricos e sim pela letra que inicia cada número. No 1º triângulo, o número que está no interior do triângulo
“Dois, Dez, Doze, Dezesseis, Dezessete, Dezoito, Dezenove, ... dividido pelo número que está abaixo é igual à diferença entre
Enfim, o próximo só pode iniciar também com “D”: Duzentos. o número que está à direita e o número que está à esquerda do
triângulo: 40 : 5 =21 - 13 = 8.
10. Resposta: C. A mesma regra acontece no 2º triângulo: 42 ÷ 7 = 23 - 17 = 6.
Esta sequência é regida pela inicial de cada número. Três, Assim, a mesma regra deve existir no 3º triângulo:
Treze, Trinta,... O próximo só pode ser o número Trinta e um, ? ÷ 3 = 19 7
pois ele inicia com a letra “T”. ? ÷ 3 = 12
? = 12 x 3 = 36.
11. Resposta: E.
Na 1ª linha, a palavra CAL foi retirada das 3 primeiras letras 18. Resposta: E.
da palavra LACRAÇÃO, mas na ordem invertida. Da mesma forma, Verifique os intervalos entre os números que foram
na 2ª linha, a palavra SOMA é retirada da palavra AMOSTRA, fornecidos. Dado os números 3, 12, 27, __, 75, 108, obteve-se os
pelas 4 primeira letras invertidas. Com isso, da palavra LAVRAR, seguintes 9, 15, __, __, 33 intervalos. Observe que 3x3, 3x5, 3x7,
ao se retirarem as 5 primeiras letras, na ordem invertida, obtém- 3x9, 3x11. Logo 3x7 = 21 e 3x 9 = 27. Então: 21 + 27 = 48.
se ARVAL.
19. Resposta: B.
12. Resposta: C. Observe que o numerador é fixo, mas o denominador é
Em cada linha apresentada, as cabeças são formadas por formado pela sequência:
quadrado, triângulo e círculo. Na 3ª linha já há cabeças com
círculo e com triângulo. Portanto, a cabeça da figura que está
faltando é um quadrado. As mãos das figuras estão levantadas, Primeiro Segundo Terceiro Quarto Quinto Sexto
em linha reta ou abaixadas. Assim, a figura que falta deve ter 1 1x2=2 2x3 3x4= 4x5= 5x6=
as mãos levantadas (é o que ocorre em todas as alternativas). =6 12 20 30
As figuras apresentam as 2 pernas ou abaixadas, ou 1 perna
levantada para a esquerda ou 1 levantada para a direita. Nesse 20. Resposta: D.
caso, a figura que está faltando na 3ª linha deve ter 1 perna O que de início devemos observar nesta questão é a
levantada para a esquerda. Logo, a figura tem a cabeça quadrada, quantidade de B e de X em cada figura. Vejamos:
as mãos levantadas e a perna erguida para a esquerda.
BBB BXB XXB
13. Resposta: A. XBX XBX XBX
Existem duas leis distintas para a formação: uma para a parte BBB BXB BXX
superior e outra para a parte inferior. Na parte superior, tem-se 7B e 2X 5B e 4X 3B e 6X
que: do 1º termo para o 2º termo, ocorreu uma multiplicação
por 2; já do 2º termo para o 3º, houve uma subtração de 3 Vê-se, que os “B” estão diminuindo de 2 em 2 e que os “X”
unidades. Com isso, X é igual a 5 multiplicado por 2, ou seja, estão aumentando de 2 em 2; notem também que os “B” estão
X = 10. Na parte inferior, tem-se: do 1º termo para o 2º termo sendo retirados um na parte de cima e um na parte de baixo e
ocorreu uma multiplicação por 3; já do 2º termo para o 3º, houve os “X” da mesma forma, só que não estão sendo retirados, estão,
uma subtração de 2 unidades. Assim, Y é igual a 10 multiplicado sim, sendo colocados. Logo a 4ª figura é:
por 3, isto é, Y = 30. Logo, X + Y = 10 + 30 = 40.
XXX
14. Resposta: A. XBX
A sequência do alfabeto inicia-se na extremidade direita XXX
do triângulo, pela letra “A”; aumenta a direita para a esquerda; 1B e 8X
continua pela 3ª e 5ª linhas; e volta para as linhas pares na
ordem inversa – pela 4ª linha até a 2ª linha. Na 2ª linha, então, 21. Resposta: D.
as letras são, da direita para a esquerda, “M”, “N”, “O”, e a letra Montando a série de Fibonacci temos: 0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13,
que substitui corretamente o ponto de interrogação é a letra “P”. 21, 34... A resposta da questão é a alternativa “D”, pois como a
questão nos diz, cada termo a partir do terceiro é igual à soma
15. Resposta: B. de seus dois termos precedentes. 2 + 3 = 5
A sequência de números apresentada representa a lista dos
números naturais. Mas essa lista contém todos os algarismos 22. Resposta: E.
dos números, sem ocorrer a separação. Por exemplo: 101112 A questão nos informa que ao se escrever alguma mensagem,
representam os números 10, 11 e 12. Com isso, do número 1 até cada letra será substituída pela letra que ocupa a quarta posição,
o número 9 existem 9 algarismos. Do número 10 até o número além disso, nos informa que o código é “circular”, de modo
99 existem: 2 x 90 = 180 algarismos. Do número 100 até o que a letra “U” vira “A”. Para decifrarmos, temos que perceber
número 124 existem: 3 x 25 = 75 algarismos. E do número 124 a posição do emissor e do receptor. O emissor ao escrever a
até o número 128 existem mais 12 algarismos. Somando todos mensagem conta quatro letras à frente para representar a letra
os valores, tem-se: 9 + 180 + 75 + 12 = 276 algarismos. Logo, que realmente deseja, enquanto que o receptor, deve fazer o
conclui-se que o algarismo que ocupa a 276ª posição é o número contrário, contar quatro letras atrás para decifrar cada letra
8, que aparece no número 128. do código. No caso, nos foi dada a frase para ser decifrada, vê-
se, pois, que, na questão, ocupamos a posição de receptores.
16. Resposta: D. Vejamos a mensagem: BSA HI EDAP. Cada letra da mensagem
Na 1ª linha, internamente, a 1ª figura possui 2 “orelhas”, a 2ª representa a quarta letra anterior de modo que:
figura possui 1 “orelha” no lado esquerdo e a 3ª figura possui 1 VxzaB: B na verdade é V;
“orelha” no lado direito. Esse fato acontece, também, na 2ª linha, OpqrS: S na verdade é O;

Raciocínio Lógico 14
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APOSTILAS OPÇÃO
UvxzA: A na verdade é U;
DefgH: H na verdade é D;
EfghI: I na verdade é E;
AbcdE: E na verdade é A;
ZabcD: D na verdade é Z;
UvxaA: A na verdade é U;
LmnoP: P na verdade é L;
Área é a medida da superfície de uma figura plana.
23. Resposta: B. A unidade básica de área é o m2 (metro quadrado), isto é,
A questão nos traz duas palavras que têm relação uma com uma superfície correspondente a um quadrado que tem 1 m de
a outra e, em seguida, nos traz uma sequência numérica. É lado.
perguntado qual sequência numérica tem a mesma ralação com
a sequência numérica fornecida, de maneira que, a relação entre
as palavras e a sequência numérica é a mesma. Observando as
duas palavras dadas, podemos perceber facilmente que têm
cada uma 6 letras e que as letras de uma se repete na outra em
uma ordem diferente. Tal ordem, nada mais é, do que a primeira
palavra de trás para frente, de maneira que SOCIAL vira LAICOS. Fórmulas de área das principais figuras planas:
Fazendo o mesmo com a sequência numérica fornecida, temos:
231678 viram 876132, sendo esta a resposta. 1) Retângulo
- sendo b a base e h a altura:
24. Resposta: A.
A questão nos traz duas palavras que têm relação uma com
a outra, e em seguida, nos traz uma sequência numérica. Foi
perguntado qual a sequência numérica que tem relação com a
já dada de maneira que a relação entre as palavras e a sequência
numérica é a mesma. Observando as duas palavras dadas
podemos perceber facilmente que tem cada uma 6 letras e que
as letras de uma se repete na outra em uma ordem diferente. 2. Paralelogramo
Essa ordem diferente nada mais é, do que a primeira palavra de - sendo b a base e h a altura:
trás para frente, de maneira que SALTA vira ATLAS. Fazendo o
mesmo com a sequência numérica fornecida temos: 25435 vira
53452, sendo esta a resposta.

25. Resposta: E.
Pelo número 86.547, tem-se que 86, 65, 54 e 47 não
acontecem no número procurado. Do número 48.675, as opções
48, 86 e 67 não esatão em nenhum dos números apresentados 3. Trapézio
nas alternativas. Portanto, nesse número a coincidência se dá no - sendo B a base maior, b a base menor e h a altura:
número 75. Como o único número apresentado nas alternativas
que possui a sequência 75 é 46.875, tem-se, então, o número
procurado.

Geometria básica.

4. Losango
Sistema métrico: medidas de tempo, comprimento, - sendo D a diagonal maior e d a diagonal menor:
superfície e capacidade

PERÍMETRO E ÁREA DAS FIGURAS PLANAS

Perímetro: é a soma de todos os lados de uma figura plana.


Exemplo:

5. Quadrado
- sendo l o lado:

Perímetro = 10 + 10 + 9 + 9 = 38 cm 6. Triângulo: essa figura tem 6 fórmulas de área, dependendo


Perímetros de algumas das figuras planas: dos dados do problema a ser resolvido.
I) sendo dados a base b e a altura h:

Raciocínio Lógico 15
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APOSTILAS OPÇÃO
II) sendo dados as medidas dos três lados a, b e c:

III) sendo dados as medidas de dois lados e o ângulo formado


entre eles: Sabendo-se que o perímetro do terreno original, delineado
em negrito na figura, mede x + 285, conclui-se que a área total
desse terreno é, em m2, igual a:
(A) 2 400.
(B) 2 600.
(C) 2 800.
(D) 3000.
(E) 3 200.
Respostas

IV) triângulo equilátero (tem os três lados iguais): 01.Resposta: C.


Sendo l o lado do quadrado e d a diagonal:

Utilizando o Teorema de Pitágoras:


V) circunferência inscrita:

VI) circunferência circunscrita: 02. Resposta: A.


- um quadrado terá perímetro x

o lado será e o outro quadrado terá perímetro 30 – x

o lado será , sabendo que a área de um quadra-

do é dada por S = l2, temos:


S = S 1 + S2
Questões S=l²+l1²

01. A área de um quadrado cuja diagonal mede cm é, em


cm2, igual a:
(A) 12 , como temos o mesmo denominador
(B) 13 16:
(C) 14
(D) 15 ’
(E) 16

02. (BDMG - Analista de Desenvolvimento – FUMARC)


Corta-se um arame de 30 metros em duas partes. Com cada uma
das partes constrói-se um quadrado. Se S é a soma das áreas dos , , sendo uma equação do 2º grau onde a =
dois quadrados, assim construídos, então o menor valor possível
para S é obtido quando: 2/16; b = -60/16 e c = 900/16 e o valor de x será o x do vér-
(A) o arame é cortado em duas partes iguais. tice que e dado pela fórmula: , então:
(B) uma parte é o dobro da outra.
(C) uma parte é o triplo da outra.
(D) uma parte mede 16 metros de comprimento.

03. (TJM-SP - Oficial de Justiça – VUNESP) Um grande


terreno foi dividido em 6 lotes retangulares congruentes, ,
conforme mostra a figura, cujas dimensões indicadas estão em
metros.
logo l = 15 e l1 = 30 – 15 = 15.

Raciocínio Lógico 16
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APOSTILAS OPÇÃO
03. Resposta: D.
Observando a figura temos que cada retângulo tem lados
medindo x e 0,8x:
Perímetro = x + 285
8.0,8x + 6x = x + 285
6,4x + 6x – x = 285
11,4x = 285
x = 285:11,4
x = 25

Sendo S a área do retângulo: Questões


S= b.h
S= 0,8x.x 01. (SEDUC/RJ – Professor – Matemática – CEPERJ) A fi-
S = 0,8x2 gura abaixo mostra três círculos, cada um com 10 cm de raio,
tangentes entre si.
Sendo St a área total da figura:
St = 6.0,8x2
St = 4,8.252
St = 4,8.625
St = 3000

ÁREA DO CIRCULO E SUAS PARTES Considerando e , o valor da área sombreada, em cm2, é:


(A) 320.
I- Círculo: (B) 330.
(C) 340.
Quem primeiro descreveu a área de um círculo foi o
(D) 350.
matemático grego Arquimedes (287/212 a.C.), de Siracusa, mais (E) 360.
ou menos por volta do século II antes de Cristo.
Ele concluiu que quanto mais lados tem um polígono regular 02. (Câmara Municipal de Catas Altas/MG - Técnico
mais ele se aproxima de uma circunferência e o apótema (a) em Contabilidade – FUMARC) A área de um círculo, cuja
deste polígono tende ao raio r. Assim, como a fórmula da área de circunferência tem comprimento 20 cm, é:
um polígono regular é dada por A = p.a (onde p é semiperímetro (A) 100 cm2.
e a é o apótema), temos para a área do círculo , então temos: (B) 80 cm2.
(C) 160 cm2.
(D) 400 cm2.

03. (Petrobrás - Inspetor de Segurança - CESGRANRIO)


Quatro tanques de armazenamento de óleo, cilíndricos e
iguais, estão instalados em uma área retangular de 24,8 m de
comprimento por 20,0 m de largura, como representados na
figura abaixo.
II- Coroa circular:
É uma região compreendida entre dois círculos concêntricos
(tem o mesmo centro). A área da coroa circular é igual a
diferença entre as áreas do círculo maior e do círculo menor. A =
R2 – r2, como temos o como fator comum, podemos colocá-lo em
evidência, então temos:

Se as bases dos quatro tanques ocupam da área retangular,


qual é, em metros, o diâmetro da base de cada tanque?
Dado: use =3,1
(A) 2.
III- Setor circular: (B) 4.
É uma região compreendida entre dois raios distintos de um (C) 6.
círculo. O setor circular tem como elementos principais o raio r, (D) 8.
um ângulo central e o comprimento do arco l, então temos duas (E) 16.
fórmulas: Respostas

01. Resposta: B.
Unindo os centros das três circunferências temos um triân-
gulo equilátero de lado 2r ou seja l = 2.10 = 20 cm. Então a área
a ser calculada será:

IV- Segmento circular:

É uma região compreendida entre um círculo e uma corda 02. Resposta: A.


(segmento que une dois pontos de uma circunferência) deste A fórmula do comprimento de uma circunferência é C = 2π.r,
círculo. Para calcular a área de um segmento circular temos que Então:
subtrair a área de um triângulo da área de um setor circular, C = 20π
então temos: 2π.r = 20π

Raciocínio Lógico 17
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APOSTILAS OPÇÃO
r = 10 cm  Na divisão de potências devemos conservar a base e subtrair
A = π.r2 os expoentes
A = π.102
A = 100π cm2 Exemplos:
1) 4x² 2x = 2x
03. Resposta: D. 2) (6x³ - 8x) 2x = 3x² - 4
Primeiro calculamos a área do retângulo (A = b.h) 3) (X4-5x3+9x2-7x+2) : (x2-2x+1=x2-3x+2)
Aret = 24,8.20 Resolução:
Aret = 496 m2
4.Acirc = .Aret
4.πr2 = .496
4.3,1.r2 =
12,4.r2 = 198,4
r2 = 198,4 : 12, 4
r2 = 16
r=4
d = 2r =2.4 = 8
Para iniciarmos as operações devemos saber o que são
Álgebra básica e sistemas termos semelhantes.
lineares. Dizemos que um termo é semelhante do outro quando suas
partes literais são idênticas.
Veja:
EXPRESSÕES ALGÉBRICAS 5x2 e 42x são dois termos, as suas partes literais são x2 e x,
as letras são iguais, mas o expoente não, então esses termos não
Expressões Algébricas: São aquelas que contêm números são semelhantes. 
e letras. 7ab2 e 20ab2 são dois termos, suas partes literais são ab2 e
Ex.: 2ax² + bx ab2, observamos que elas são idênticas, então podemos dizer
que são semelhantes.
Variáveis: São as letras das expressões algébricas que
representam um número real e que de princípio não possuem Adição e subtração de monômios
um valor definido. Só podemos efetuar a adição e subtração de monômios
entre termos semelhantes. E quando os termos envolvidos
Valor numérico de uma expressão algébrica é o número na operação de adição ou subtração não forem semelhantes,
que obtemos substituindo as variáveis por números e efetuamos deixamos apenas a operação indicada.
suas operações.
Veja:
Ex: Sendo x = 1 e y = 2, calcule o valor numérico (VN) da Dado os termos 5xy2, 20xy2, como os dois termos são
expressão: semelhantes eu posso efetuar a adição e a subtração deles.
x² + y  1² + 2 = 3; Portando o valor numérico da expres- 5xy2 + 20xy2 devemos somar apenas os coeficientes e
são é 3. conservar a parte literal.
     25 xy2
Monômio: Os números e letras estão ligados apenas por
produtos. 5xy2 - 20xy2 devemos subtrair apenas os coeficientes e
Ex: 4x conservar a parte literal.
   - 15 xy2
Polinômio: É a soma ou subtração de monômios.  
Ex: 4x + 2y Veja alguns exemplos:
- x2 - 2x2 + x2 como os coeficientes são frações devemos tirar
Termos semelhantes: São aqueles que possuem partes lite- o mmc de 6 e 9.
rais iguais (variáveis)
Ex: 2 x³ y² z e 3 x³ y² z  são termos semelhantes pois 3x2 - 4 x2 + 18 x2
possuem a mesma parte literal.             18
17x2
Adição e Subtração de expressões algébricas 18
Para determinarmos a soma ou subtração de expressões al-
gébricas, basta somar ou subtrair os termos semelhantes. - 4x2 + 12y3 – 7y3 – 5x2 devemos primeiro unir os termos
Assim: 2 x³ y² z + 3x³ y² z = 5x³ y² z ou semelhantes: 12y3 – 7y3 + 4x2 – 5x2 agora efetuamos a soma e
2 x³ y² z - 3x³ y² z = -x³ y² z a subtração.
5y3 – x2 como os dois termos restantes não são semelhantes,
Convém lembrar-se dos jogos de sinais. devemos deixar apenas indicado à operação dos monômios.
Na expressão (x³ + 2 y² + 1) – (y ² - 2) = x³ +2 y² + 1 – y² + Reduza os termos semelhantes na expressão 4x2 – 5x -3x +
2 = x³ + y² +3 2x2. Depois calcule o seu valor numérico da expressão. 4x2 – 5x
- 3x + 2x2 reduzindo os termos semelhantes. 4x2 + 2x2 – 5x - 3x
Multiplicação e Divisão de expressões algébricas 6x2 - 8x os termos estão reduzidos, agora vamos achar o
valor numérico dessa expressão.
Na multiplicação e divisão de expressões algébricas, deve- Para calcularmos o valor numérico de uma expressão
mos usar a propriedade distributiva. devemos ter o valor de sua incógnita, que no caso do exercício
Exemplos: é a letra x.
1) a (x + y) = ax + ay Vamos supor que x = - 2, então substituindo no lugar do x o
2) (a + b).(x + y) = ax + ay + bx + by -2 termos:
3) x (x² + y) = x³ + xy
6x2 - 8x =
 Obs.: Para multiplicarmos potências de mesma base, conser- = 6 . (-2)2 – 8 . (-2) =
vamos a base e somamos os expoentes.

Raciocínio Lógico 18
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APOSTILAS OPÇÃO
= 6 . 4 + 16 = • Sistema possível indeterminado (SPI): admite infinitas
= 24 + 16 = soluções;
= 40 • Sistema impossível (SI): não admite solução alguma.
 
Multiplicação de monômios
Para multiplicarmos monômios não é necessário que eles
sejam semelhantes, basta multiplicarmos coeficiente com
coeficiente e parte literal com parte literal. Sendo que quando
multiplicamos as partes literais devemos usar a propriedade da
potência que diz: am . an = am + n (bases iguais na multiplicação
repetimos a base e somamos os expoentes).
(3a2b).(- 5ab3) na multiplicação dos dois monômios,
devemos multiplicar os coeficientes 3 . (-5) e na parte literal Esquematicamente:
multiplicamos as que têm mesma base para que possamos usar
a propriedade am . an = am + n. Os sistemas lineares podem ser resolvidos basicamente
3 . ( - 5) . a2 . a . b . b3 = por duas formas: por escalonamento ou pela Regra de Cramer.
= - 15 a2 +1 b1 + 3 = O escalonamento consiste em levar o sistema a um formato de
= - 15 a3b4 “escada”, ou seja, de equação para equação, no sentido de cima
para baixo, há um aumento dos coeficientes nulos da esquerda
Divisão de Monômios para a direita. A Regra de Cramer é uma ferramenta versátil que
Para dividirmos os monômios não é necessário que eles fornece uma alternativa para o método do escalonamento. Sua
sejam semelhantes, basta dividirmos coeficiente com coeficiente aplicação tem início com o cálculo do determinante da matriz in-
e parte literal com parte literal. Sendo que quando dividirmos completa do sistema, que é a matriz formada pelos coeficientes
as partes literais devemos usar a propriedade da potência que do sistema. Considere, por exemplo, o sistema abaixo:
diz: am an = am - n (bases iguais na divisão repetimos a base e
diminuímos os expoentes), sendo que a ≠ 0.
(-20x2y3) (- 4xy3) na divisão dos dois monômios, devemos
dividir os coeficientes -20 e -4 e na parte literal dividirmos as
que têm mesma base para que possamos usar a propriedade am
an = a m – n.
- 20 (– 4) . x2 x . y3 y3 = O determinante da matriz incompleta do sistema seria D, tal
= 5 x 2 – 1 y3 – 3 = que:
= 5x1y0 =
= 5x

Potenciação de monômios
Na potenciação de monômios devemos novamente utilizar
uma propriedade da potenciação: Em seguida, calcularíamos os determinantes das matrizes
I - (a . b)m = am . bm obtidas pela substituição das colunas da matriz D pelos termos
II - (am)n = am . n independentes
Veja alguns exemplos:
(-5x2b6)2 aplicando a propriedade
I - (-5)2 . (x2)2 . (b6)2 aplicando a propriedade
II - 25 . x4 . b12 25x4b12

Sistemas Lineares

Um sistema linear é um conjunto de duas ou mais equações Segundo a Regra de Cramer, as soluções do sistema seriam
lineares. Designamos os sistemas lineares pelo número de equa- dadas pelos quocientes:
ções e de incógnitas que eles possuem. De forma geral, um sis-
tema linear de m equações e n incógnitas também pode ser cha-
mado de sistema linear m × n (lê-se “m por n”), e é constituído de
m equações, onde cada equação contém as mesmas n incógnitas:

Uma grande vantagem da utilização da Regra de Cramer é a


facilidade que esta ferramenta oferece para a discussão de sis-
temas lineares.

Classificação de um sistema quanto ao número de solu-


Se o termo independente de uma equação linear for igual ções
a zero (c = 0), a equação recebe um nome específico: equação Resolvendo o sistema   , encontramos uma única
linear homogênea.   Se um sistema for composto apenas por solução: o par ordenado (3,5). Assim, dizemos que o sistema é
equações lineares homogêneas, ele é chamado de sistema linear possível (tem solução) e determinado (solução única).
homogêneo.
Uma solução de um  sistema linear é um conjunto de
valores que satisfaz ao mesmo tempo todas as equações do No caso do sistema  , verificamos que os pares or-
sistema linear. Um sistema linear é classificado de acordo denados (0,8), (1,7),(2,6),(3,5),(4,4),(5,3),...são algumas de suas
com a quantidade de soluções que ele admite: infinitas soluções. Por isso, dizemos que o sistema é possível
• Sistema possível determinado (SPD): admite uma úni- (tem solução) e indeterminado (infinitas soluções).
ca solução;

Raciocínio Lógico 19
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APOSTILAS OPÇÃO
c) impossível, se D=0 e   Dxi 0, 1  i n; caso em que o
Para  , verificamos que nenhum par ordenado sa- sistema não tem solução.
tisfaz simultaneamente as equações. Portanto, o sistema é im-
possível (não tem solução). Exemplo:
Resumindo, um sistema linear pode ser:

a) possível e determinado (solução única);


b) possível e indeterminado (infinitas soluções);
c) impossível (não tem solução).
 
  Sistema normal
Um sistema  é normal quando tem o mesmo número de
equações (m) e de incógnitas (n) e o determinante da matriz
incompleta associada ao sistema é diferente de zero.
Se m=n e det A  0, então o sistema é normal.
 
 Regra de Cramer
Todo sistema normal tem uma única solução dada por:

Como D=0 e Dx 0,  o sistema é impossível e não apresenta


solução.
em que i   { 1,2,3,...,n}, D= det A é o determinante da matriz
incompleta associada ao sistema, e Dxi é o determinante  obtido
pela substituição, na matriz incompleta, da coluna i pela co-
luna formada pelos termos independentes.

Discussão de sistemas lineares


Discutir um sistema é dizer para quais valores de um parâ-
metro o sistema é SPD, SPI ou SI. Com o cálculo da matriz in-
completa do sistema e das matrizes das incógnitas, utilizada na
Regra de Cramer, é possível tirar diversas conclusões sobre o
sistema linear em estudo:
Se um sistema linear tem  n  equações e  n incógnitas, ele
pode ser:
 a) possível e determinado, se D=det A 0; caso em que a Exemplos
solução é única.
Exemplo: 01. Discutir, em função de a, o sistema:

Resolução

D =   = a – 6
m=n=3
D = 0   a – 6 = 0   a = 6
Assim, para a   6, o sistema é possível e determinado.
Para a = 6, temos:

Então, o sistema é possível e determinado, tendo solução


única.
  que é um sistema impossível.
 b) possível e indeterminado, se D= Dx1  = Dx2 = Dx3 = ... = Assim, temos:
Dxn= 0, para n=2. Se n 3, essa condição só será válida se não a   6   SPD (Sistema possível e determinado)
houver equações com coeficientes das incógnitas respectiva- a = 6   SI (Sistema impossível)
mente proporcionais e termos independentes não-proporcio-  
nais. 02.(PUC-RJ) Ache os valores de a e b para que o sistema
Um sistema possível e indeterminado apresenta infinitas so-
luções.
Exemplo:

tenha mais de uma solução.


Solução: Ter mais de uma solução é o sistema indetermina-
do, então basta fazermos:
D=0, Dx =0, Dy=0 e Dz=0

Assim, o sistema é possível e indeterminado, tendo infinitas


soluções.

Raciocínio Lógico 20
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APOSTILAS OPÇÃO
03.Sistemas 3 x 3 ou superiores          288y = 72
Sistema Escalonado  y = 1/4
É o sistema que satisfaz as duas condições abaixo: 
agora só trocar o valor na equação
1º) Em cada equação, há pelo menos um coeficiente não- 5x + 4y = 21 
-nulo;  5x + 4(1/4) = 21 
2º) O número de coeficientes iniciais nulos aumenta de uma 5x + 1 = 21
equação para outra. 5x = 20
  x=4
Procedimentos para escalonar (resolver) o sistema  S={(4, ¼)}

1º) Coloca-se como 1ª equação do sistema uma equação em 02 Resposta:D


que o coeficiente da 1ª incógnita seja um; Fazendo pela Regra de Cramer
2º) A partir da 2ª equação, elimina-se a 1ª incógnita de todas X   Y  Z
as equações operando entre as linhas;  | 1 2  1 |    |X|     |10|
3º) A partir da 2ª equação repetem-se os “passos” para as | 1 0 -1 | = |Y| = |5 |                X, Y ou Z = Dx,y,z /D
equações restantes, até a última linha do sistema. | 0 1 -2 |    |Z|    |13|
  para achar Dx,y,z, é só trocar a coluna com X,Y e Z respectivo
Exemplo: Resolva o sistema:  com a coluna de 10,5,13.
  D:  0+0+1 - (-4+0-1) = 6
Solução: Aplicamos -2L1 + L2 e -3L1 + L3 para eliminar x Dx: -26+0+5 - (=2-+0-10) = 9
da segunda e terceira equações, e -4L2 + 3L3 para eliminar y da Dy: 0-10+13 - (-20+0-13) = 36
terceira equação. Dz: 0+0+10 - (26+0+5) = -21
Dx/D = 9/6 = 3/2
O resultado final é o sistema escalonado    Dy/D = 36/6 = 6
Dz/D = -21/6 = -7/2
que admite como solução única S = {(2, -1, 3)}. S={(3/2 ,6, -7/2)}  

Questões 03 Resposta:C
Primeira equação:
01 (BRDE-ASSISTENTE ADMINISTRATIVO-FUNDA- x-y+z=1
TEC-2015) x=1+y-z
A solução do sistema linear  Parte superior Terceira equação:3x - y + z = 1
do formulário z = 1 + y -3x
Substituindo z resultante da terceira equação logo acima, na
(A)(A)S={(4, ¼)} equação de x resultante da primeira equação temos (primeira
(B)S={(3, 3/2 )} acima):
(C)S={(3/2 ,3 )} x = 1 + y - (1 + y - 3x)
(D)S={(3,− 3/2 )} x = 1 + y - 1 - y + 3x
(E)S={(1,3/2 )} x - 3x = 1 + y - 1 - y
- 2x = 0 => x = 0
02(BRDE-  ANALISTA DE SISTEMAS-SUPORT- FUNDA- Com x = 0, atualizando a primeira equação temos:
TEC-2015) 0-y+z=1
A solução do seguinte sistema  linear     é: -y=1-z
y = -1 + z
(A)S={(0,2,-5)} y=z-1
(B)S={(1,4,1)}
(C)S={(4,0,6)} Novamente com x = 0 (sempre, já foi encontrado que x = 0),
(D)S={(3/2 ,6, -7/2)}  atualizando a segunda equação temos:
(E) Sistema sem solução 0 + y + 2z = 0
Atualizando o valor de y encontrado logo acima (y = z - 1),
03(CRM-MS- ASSESSOR - TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO- temos:
-MSCONCURSOS-2014) 0 + (z - 1) + 2z = 0
Observe o sistema linear a seguir:  z - 1 + 2z = 0
3z = 1
z = 1/3
Atualizando z na equação de y (y = z - 1), temos:
y = 1/3 - 1
y = -2/3

Ao escalonarmos esse sistema, podemos concluir que: Logo temos:


(A)Parte superior do formulário x=0
Trata-se de um sistema incompatível. y = -2/3
(B)Esse sistema é compatível e indeterminado. z = 1/3
(C)Este sistema é compatível e determinado e seu vetor so-
lução é 
(D)Este sistema é compatível e determinado e admite como Calendários.
solução a tripla ordenada (1, 2, 3).

Respostas CALENDÁRIOS
01 Resposta:A
5x + 4y = 21 (x2) Calendário é um sistema para contagem e agrupamento
-2x + 56y = 6 (x5) de dias que visa atender, principalmente, às necessidades
10x + 8y = 42 civis e religiosas de uma cultura. As unidades principais de
-10x + 280y = 30 agrupamento são o mês e o ano.

Raciocínio Lógico 21
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APOSTILAS OPÇÃO
“a partir da fundação da cidade de Roma”. Neste sistema, o
dia 11 de janeiro de 2000 marcou o ano novo do 2753 a.u.c. A
maneira de introduzir o 13o mês se tornou muito irregular, de
forma que no ano 46 a.C. Júlio César, orientado pelo astrônomo
alexandrino Sosígenes (90-? a.C.), reformou o calendário,
introduzindo o Calendário Juliano, de doze meses, no qual a cada
três anos de 365 dias seguia outro de 366 dias (ano bissexto).
Assim, o ano juliano tem em média 365,25 dias. Para acertar o
calendário com a primavera, foram adicionados 67 dias àquele
ano e o primeiro dia do mês de março de 45 a.C., no calendário
romano, foi chamado de 1 de janeiro no calendário Juliano. Este
ano é chamado de Ano da Confusão. O ano juliano vigorou por
1600 anos.
A unidade básica para a contagem do tempo é o dia, que
Concluindo:
corresponde ao período de tempo entre dois eventos equiva-
- 1 ano tem 365 a 366(bissexto) dias;
lentes sucessivos: por exemplo, o intervalo de tempo entre duas
- 1 ano está dividido em 12 meses;
ocorrências do nascer do Sol, que corresponde, em média (dia
- 1 mês tem de 30 a 31 dias;
solar médio), a 24 horas.
- 1 dia tem 24 horas
O ano solar é o período de tempo decorrido para completar
um ciclo de estações (primavera,  verão,  outono  e  inverno). O Questões
ano solar médio tem a duração de aproximadamente 365 dias,
5 horas, 48 minutos e 47 segundos (365,2422 dias). Também é 01 . (IBGE - CESGRANRIO) Depois de amanhã é segunda-
conhecido como ano trópico. A cada quatro anos, as horas ex- feira, então, ontem foi
tra acumuladas são reunidas no dia 29 de Fevereiro, formando (A) terça-feira.
o ano bissexto, ou seja, o ano com 366 dias. (B) quarta-feira.
Os calendários antigos baseavam-se em meses lunares (ca- (C) quinta-feira.
lendários lunares) ou no ano solar (calendário solar) para con- (D) sexta-feira.
tagem do tempo. (E) sábado
Calendários podem definir outras unidades de tempo, como
a semana, para o propósito de planejar atividades regulares que 02. (TRT 18 – Técnico Judiciário – Área Administrativa
não se encaixam facilmente com meses ou anos. Calendários - FCC/2013) A audiência do Sr. José estava marcada para uma
podem ser completos ou incompletos. Calendários completos segunda-feira. Como ele deixou de apresentar ao tribunal uma
oferecem um modo de nomear cada dia consecutivo, enquanto série de documentos, o juiz determinou que ela fosse remarcada
calendários incompletos não. para exatos 100 dias após a data original. A nova data da
audiência do Sr. José cairá em uma
Tipos de Calendário (A) quinta-feira.
(B) terça-feira.
(C) sexta-feira.
(D) quarta-feira.
(E) segunda-feira.

03. (IF/RO – Administrador – Makiyama) A Terra leva,


aproximadamente, 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos
para dar uma volta completa em torno do Sol. Por isso, nosso
calendário, o gregoriano, tem 365 dias divididos em 12 meses.
Assim, a cada 4 anos, um dia é acrescentado ao mês de fevereiro
para compensar as horas que “sobram” e, então, tem-se um
- Lunar: é aquele em que os dias são numerados dentro de ano bissexto. Em um ano não bissexto, três meses consecutivos
cada ciclo das fases da lua. Como o comprimento do mês lunar possuem exatamente 4 domingos cada um. Logo, podemos
não é nem mesmo uma fração do comprimento do ano trópico, afirmar que:
um calendário puramente lunar rapidamente desalinha-se (A) Um desses meses é fevereiro.
das estações do ano, que não variam muito perto da linha do (B) Dois desses devem ter 30 dias.
Equador. (C) Um desses meses deve ser julho ou agosto.
- Fiscal: Um calendário fiscal (como um calendário 4-4- (D) Um desses meses deve ser novembro ou dezembro.
5) fixa para cada mês um determinado número de semanas, (E) Dois desses meses devem ter 31 dias.
para facilitar as comparações de mês para mês e de ano para
ano. Janeiro sempre tem exatamente 4 semanas (de domingo 04. (TRT/2ª Região – Técnico Judiciário – Área
a sábado), fevereiro tem quatro semanas, março tem cinco Administrativa - FCC) Um jogo eletrônico fornece, uma vez por
semanas etc. Calendários fiscais também são usados pelas dia, uma arma secreta que pode ser usada pelo jogador para
empresas. Neste caso o ano fiscal é apenas um conjunto aumentar suas chances de vitória. A arma é recebida mesmo nos
qualquer de 12 meses. Este conjunto de 12 meses pode começar dias em que o jogo não é acionado, podendo ficar acumulada. A
e terminar em qualquer ponto do calendário gregoriano. É o uso tabela mostra a arma que é fornecida em cada dia da semana.
mais comum dos calendários fiscais.
- Lunissolar: Baseados no movimento da Lua e do Sol. Dia da semana Arma secreta fornecida pelo
Neste tipo de calendário, procura-se harmonizar a duração do jogo
ano solar com os ciclos mensais da lua através de ajustamentos
periódicos. Assim os doze meses têm ao todo 354 dias e os dias 2ªs, 4ªs e 6ªs feiras Bomba colorida
que faltam para corresponder ao ciclo solar obtêm-se através da 3ªs feiras Doce listrado
introdução periódica de um mês extra, o chamado 13o mês lunar.
Nosso calendário atual está baseado no antigo calendário 5ª feiras
s
Bala de goma
romano, que era lunar. Como o período sinódico da Lua é de 29,5 Domingos Rosquinha gigante
dias, um mês tinha 29 dias e o outro 30 dias, o que totalizava
354 dias. Então a cada três anos era introduzido um mês a mais Considerando que o dia 1º de janeiro de 2014 foi uma 4ª
para completar os 365,25 dias por ano em média. Os anos no feira e que tanto 2014 quanto 2015 são anos de 365 dias, o total
calendário romano eram chamados de a.u.c. (ab urbe condita), de bombas coloridas que um jogador terá recebido no biênio

Raciocínio Lógico 22
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APOSTILAS OPÇÃO
formado pelos anos de 2014 e 2015 é igual a Z+ = {0,1,2,3,4,5,6, ...}
(A) 312.
(B) 313. - Inteiros não positivos
(C) 156. São todos os números inteiros que não são positivos. É re-
(D) 157. presentado por Z-:
(E) 43. Z- = {..., -5, -4, -3, -2, -1, 0}
Respostas
01. Resposta: D. - Inteiros não negativos e não-nulos
Vamos enumerar os dias para que possamos ter a verdadeira É o conjunto Z+ excluindo o zero. Representa-se esse
noção do dia que estamos e do dia que queremos. Temos a subconjunto por Z*+:
informação que Depois de amanhã é segunda e que precisamos Z*+ = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ...}
saber o dia de ontem, no esquema abaixo temos uma maneira de Z*+ = N*
visualizar melhor o que queremos:
- Inteiros não positivos e não nulos
São todos os números do conjunto Z- excluindo o zero.
Ontem Hoje Amanhã Depois de Representa-se por Z*-.
Amanhã Z*- = {... -4, -3, -2, -1}
Segunda Relação de ordem nos números inteiros
Seguindo a sequência dos dias da semana, temos que Quando estabelecemos uma relação de ordem entre dois nú-
enumera-los agora para trás: meros, estamos identificando se eles são iguais, ou qual deles é
o maior. Observe a reta numérica.
Ontem Hoje Amanhã Depois de
Amanhã
Sexta Sábado Domingo Segunda

Dados dois números inteiros, o maior é o que estiver à di-


reita.
Com isso concluímos que ontem é sexta-feira.
Ex: -1 é maior que -3, 4 é maior que zero
02. Resposta: D.
Módulo ou valor absoluto
Vamos dividir os 100 dias pela quantidade de dias da
É o número sem considerar o seu sinal. Para indicar
semana(7) 100 dias /7 = 14 semanas + 2 dias. Obtemos 14
módulo escrevemos o número entre barras.
semanas e 2 dias (resto da divisão). Como após uma semana
é segunda de novo, então após 14 semanas cairá em uma
Ex: − 3 = 3 +5 =5
segunda, só que como tenho +2 dias, logo:
Segunda-feira + 2 dias = quarta-feira.
Números opostos ou simétricos
São números com o mesmo valor absoluto e sinais contrá-
03. Resposta: A.
rios.
Se nos basearmos no calendário fiscal(4-4-5) chegamos
Ex: +4 e -4 são números opostos ou simétricos.
à conclusão que a única alternativa certa é a que contém

Fevereiro. Pois os meses de Janeiro e Fevereiro tem sempre
Adição e subtração de números inteiros
4 domingos os demais nada podemos dizer pois variam de
Para juntar números com sinais iguais, adicionamos os valo-
acordo com o ano.
res absolutos e conservamos o sinal
Quando os números têm sinais diferentes, subtraímos os va-
04. Resposta: B.
lores absolutos e conservamos o sinal do maior.
Sabe-se que a cada ano todos os dias da semana apresentam
Ex:
52 dias iguais. O dia da semana em que o ano se inicia aparece
+5+7 = +12
por 53 vezes. Logo, se 2014 iniciou numa quarta-feira em 2014
-5 -7 = -12
teremos 53 quartas feiras, 52 segundas feiras e 52 sextas feiras.
+5 –7 = -2
O ano de 2015 se iniciará numa quinta-feira. Logo, teremos
-5 +7 = +2
52 quartas feiras, 52 segundas feiras e 52 sextas feiras.
Resumindo, teremos: 53 + (5x52) = 53 + 260 = 313.
Multiplicação e divisão de números inteiros
Para multiplicar ou dividir números inteiros efetuamos a
Numeração. operação indicada e usamos a regra de sinais abaixo:

+ + = + Sinais iguais, resultado positivo
- - = +
Números Inteiros
+ - = - Sinais diferentes, resultado negativo
- + = -
Os números inteiros são constituídos dos números naturais
{0, 1, 2, ...} e dos seus simétricos {0, -1, -2, ...}. Dois números são
Ex:
opostos se, e somente se, sua soma é zero.
(+4) . (+5) = +20 (+30) : (+6 ) = +5
(-3) . (-6 ) = +18 (- 20) : (-5 ) = +4
Conjunto dos Números Inteiros
(+8) . (-3 ) = -24 (+18) : (-3 ) = -6
São todos os números que pertencem ao conjunto dos
(-6 ) . (+5 ) = -30 ( - 15) : (+5) = -3
Naturais mais os seus respectivos opostos (negativos).
São representados pela letra Z:
Potenciação e radiciação de números inteiros
Z = {... -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4, ...}
O conjunto dos inteiros possui alguns subconjuntos, eles são:
Potenciação
3 é uma multiplicação de fatores iguais.
- Inteiros não negativos
Ex: 2 = 2.2.2=8
2 é a base, 3 é o expoente e 8 é a potência
São todos os números inteiros que não são negativos. Logo
Estamos trabalhando com números inteiros, portanto pode
percebemos que este conjunto é igual ao conjunto dos números
aparecer base negativa e positiva.
naturais. É representado por Z+:
Ex:

Raciocínio Lógico 23
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APOSTILAS OPÇÃO
2
(+3) 3 = (+3) . (+3) = +9 mente e o dígito verificador é gerado da seguinte maneira: 
(+2 )2 = (+2) . (+2) . (+2) = +8 - multiplica-se o número “A” por 1, “B” por 2, “C” por 3 e “D”
(-2 ) 3 = (-2 ) . (-2 ) = +4 por 4. 
(-2 ) = (-2 ) . (-2 ) . (-2) = -8 - soma-se esses produtos e divide por 11.
Se a base é positiva o resultado é sempre positivo. - toma-se o resto dessa divisão como dígito verificador. 
Se a base é negativa e o expoente é par o resultado é positivo. O funcionário João da Silva possui matrícula “3742-E”. Assim, é
Se a base é negativa e o expoente é ímpar o resultado é ne- correto afirmar que o dígito verificador representado por “E” na
gativo matrícula do funcionário João da Silva é igual a:  
(A)1.
Importante: Todo número elevado à zero é sempre igual a 1 (B)2.
Raiz quadrada de um número quadrado perfeito é um núme- (C)3.
ro positivo cujo quadrado é igual ao número dado. (D)4.
2
Ex 25 =5, pois 5 =25
02(PREFEITURA DE RECIFE - PEPROVA: AGENTE DE SE-
OBS: GURANÇA MUNICIPAL - GUARDA MUNICIPAL-IPAD) Conside-
1. Para multiplicar 3 ou mais números inteiros, multiplica- re os seguintes conjuntos numéricos:
mos os valores absolutos de todos os números e contamos os A = {22,26,28,30}; 
sinais negativos. Se os números de negativos for ímpar o re- B = {26,28,32,34}; 
sultado terá sinal negativo, se for par o resultado será positivo. C = {28,32,38,39}; 
Ex: D = {28,38,48,58}
(-3). (-5).(+2).(-1) = -30 → 3 negativos(impar), resultado
negativo. Então; o conjunto E, tal que E=(A ∪ C)∩(B ∪ D), e:
(-2). (-3).(+6).(-1).( -2) = +72 → 4 negativos(par), resul- (A){26,28,32,38}.
tado positivo. (B){28}.
2. Para eliminar parênteses usamos a mesma regra de sinais (C){28,38}
da multiplicação e da divisão. (D){26,28}.
Ex: (E){22,26,28}.
-(+4) = -4
-(-5) = +5 03(PREFEITURA DE TAUBATÉ – SP-OFICIAL DE ADMINIS-
TRAÇÃO- PUBLICONSULT-2015)
Expressões Numéricas em Z A média aritmética simples de 5 números inteiros positivos
e consecutivos é 6. O quociente obtido pelo produto destes nú-
Para resolver uma expressão numérica devemos obedecer a meros dividido pela soma dos mesmos será: 
seguinte ordem: (A) 1          
1º) Resolver as potenciações e radiciações na ordem em que (B)2,72
aparecem (C) 11      
2º) Resolver as multiplicações e divisões na ordem em que (D)224
elas aparecem
3º) Resolver as adições e subtrações na ordem em elas apa- Respostas
recem 01. Resposta: D.
Há expressões em que aparecem os sinais de associação que Pelo enunciado temos que:
ABCD-E   =     3742-E
devem ser eliminados na seguinte ordem: (3 x 1) + (7 x 2) + (4 x 3) + (2 x4 )  / 11
1º) ( ) parênteses 3 + 14 + 12 + 8  / 11
2º) [ ] colchetes 37 /11 
3º) { } chaves 33 inteiros e 4 de resto

Calcular o valor das expressões : 02Resposta: A.


1°) exemplo Unindo os conjuntos  A e C temos: 22,26,28,30,32,38,39
(-3)² - 4 - (-1) + 5² Unindo os conjuntos B e D temos: 26,28,32,34,38,48,58
9 – 4 + 1 + 25 Agora  a interseção(significa que devem iguais os números
do conjunto), sendo assim, temos: 26,28,32,38
5 + 1 + 25
6 + 25 03Resposta: D.
31 Para obter a média , temos a fórmula simples:
m = (soma dos números)
2°) exemplo        ________________                          
15 + (-4) . (+3) -10              quantidade
15 – 12 – 10 6 = x + (x+1) + (x+2) + (x+3) + (x+4)/5 ( como são números
3 – 10 consecutivos    X + X+1....)
-7 6 = x + x+1 + x+2 + x+3 + x+4 /5

                     MULTIPICANDO EM CRUZ (5 X 6 = 30)


3°) exemplo 30 = 5x + 10
5² + √9 – [(+20) : (-4) + 3] 5x = 30 - 10
25 + 3 – [ (-5) +3 ] 5x = 20
25 + 3 - [ -2] x = 20/5
25 +3 +2 x=4
28 + 2 os números são: 4, 5 , 6, 7 e 8. O quociente obtido pelo pro-
30 duto destes números dividido pela soma dos mesmos
Questões produto= 4 x 5 x 6 x 7 x 8 = 6720   soma 4 + 5 + 6 + 7 + 8 = 30
produto dividido pela soma = 6720:30 = 224
01. (PREFEITURA DE NOVA FRIBURGO – RJ-ENGENHEIRO
NÚMEROS RACIONAIS
DE SEGURANÇA DO TRABALHO-EXATUS-2015) m
A matrícula dos funcionários de uma empresa é formada
Um número racional é o que pode ser escrito na forma n ,
por cinco dígitos numéricos, sendo o último, denominado dígito
onde m e n são números inteiros, sendo que n deve ser diferente
verificador, ou seja, a matrícula é um código do tipo “ABCD-E”.
de zero. Frequentemente usamos m/n para significar a divisão
Sabe-se que os quatro primeiros dígitos são gerados aleatoria-

Raciocínio Lógico 24
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APOSTILAS OPÇÃO
de m por n. é o número decimal sem a vírgula e o denominador é composto
Como podemos observar, números racionais podem ser pelo numeral 1, seguido de tantos zeros quantas forem as casas
obtidos através da razão entre dois números inteiros, razão pela decimais do número decimal dado:
qual, o conjunto de todos os números racionais é denotado por
9
Q. Assim, é comum encontrarmos na literatura a notação: 0,9 =
Q = { m : m e n em Z, n diferente de zero} 10
n 57
5,7 = 10

76
0,76 =
100

3,48 =
348
100
5 1
0,005 = =
1000 200
No conjunto Q destacamos os seguintes subconjuntos: 2º) Devemos achar a fração geratriz da dízima dada; para
- Q* = conjunto dos racionais não nulos; tanto, vamos apresentar o procedimento através de alguns
- Q+ = conjunto dos racionais não negativos; exemplos:
- Q*+ = conjunto dos racionais positivos;
- Q _ = conjunto dos racionais não positivos; Exemplos:
- Q*_ = conjunto dos racionais negativos. 1) Seja a dízima 0, 333....
Veja que o período que se repete é apenas 1(formado pelo
Representação Decimal das Frações 3)  então vamos colocar um 9 no denominador e repetir no
p numerador o período.
Tomemos um número racional q , tal que p não seja múltiplo
de q. Para escrevê-lo na forma decimal, basta efetuar a divisão
do numerador pelo denominador.
Nessa divisão podem ocorrer dois casos:
1º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, um
número finito de algarismos. Decimais Exatos:
3
Assim, a geratriz de 0,333... é a fração .
2 = 0,4 2) Seja a dízima 5, 1717.... 9
5 O período que se repete é o 17, logo dois noves no
denominador (99). Observe também que o 5 é a parte inteira,
1 = 0,25 logo ele vem na frente:
4
35
4 = 8,75 512
Assim, a geratriz de 5,1717... é a fração
99
153
50
= 3,06
Neste caso para transformarmos uma dízima periódica sim-
2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, infinitos ples em fração basta utilizarmos o dígito 9 no denominador
algarismos (nem todos nulos), repetindo-se periodicamente para cada quantos dígitos tiver o período da dízima.
Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas:
3) Seja a dízima 1, 23434...
1
3
= 0,333...
O número 234 é a junção do ante período com o período.
Neste caso temos um dízima periódica é composta, pois existe
1 uma parte que não se repete e outra que se repete. Neste caso
= 0,04545...
2 temos um ante período (2) e o período (34). Ao subtrairmos
deste número o ante período(234-2), obtemos 232, o
167 numerador. O denominador é formado por tantos dígitos 9 – que
= 2,53030...
6 correspondem ao período, neste caso 99(dois noves) – e pelo
Existem frações muito simples que são representadas por dígito 0 – que correspondem a tantos dígitos tiverem o ante
formas decimais infinitas, com uma característica especial: período, neste caso 0(um zero).
existe um período.

Aproveitando o exemplo acima temos 0,333... = 3. 1/101 + 3


. 1/102 + 3 . 1/103 + 3 . 1/104 ...
Representação Fracionária dos Números Decimais
Simplificando por 2, obtemos x = 611 , a fração geratriz da
Trata-se do problema inverso: estando o número racional dízima 1, 23434... 495
escrito na forma decimal, procuremos escrevê-lo na forma de
fração. Temos dois casos: Módulo ou valor absoluto: É a distância do ponto que
1º) Transformamos o número em uma fração cujo numerador representa esse número ao ponto de abscissa zero.

Raciocínio Lógico 25
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APOSTILAS OPÇÃO
 Propriedades da Adição e Multiplicação de Números
Racionais
1) Fechamento: O conjunto Q é fechado para a operação de
adição e multiplicação, isto é, a soma e a multiplicação de dois
números racionais ainda é um número racional.
2) Associativa da adição: Para todos a, b, c em Q: a + ( b + c )
=(a+b)+c
3) Comutativa da adição: Para todos a, b em Q: a + b = b + a
Exemplos: 3 3 3 4) Elemento neutro da adição: Existe 0 em Q, que adicionado
3
1) Módulo de – é . Indica-se − 2 = a todo q em Q, proporciona o próprio q, isto é: q + 0 = q
2 2 2
5) Elemento oposto: Para todo q em Q, existe -q em Q, tal que
q + (–q) = 0
3 3 3 3
2) Módulo de + é . Indica-se + = 6) Associativa da multiplicação: Para todos a, b, c em Q: a × (
2 2 2 2 b×c)=(a×b)×c
3 3 7) Comutativa da multiplicação: Para todos a, b em Q: a × b
Números Opostos: Dizemos que – 2 e 2 são números =b×a
racionais opostos ou simétricos e cada um deles é o oposto do 8) Elemento neutro da multiplicação: Existe 1 em Q, que
outro. As distâncias dos pontos – 3 e 3 ao ponto zero da reta multiplicado por todo q em Q, proporciona o próprio q, isto é:
são iguais. 2 2 q×1=q
9) Elemento inverso da multiplicação: Para todo q = a em
Inverso de um Número Racional Q, q diferente de zero, existe : b

q-1 = b em Q: q × q-1 = 1 a x b =1
a b a
Representação geométrica dos Números Racionais
10) Distributiva da multiplicação: Para todos a, b, c em Q: a ×
(b+c)=(a×b)+(a×c)
 Divisão(Quociente) de Números Racionais
A divisão de dois números racionais p e q é a própria
operação de multiplicação do número p pelo inverso de q, isto
Observa-se que entre dois inteiros consecutivos existem é: p ÷ q = p × q-1
infinitos números racionais.

Soma (Adição) de Números Racionais


Como todo número racional é uma fração ou pode ser escrito
na forma de uma fração, definimos a adição entre os números Potenciação de Números Racionais
racionais a e c , da mesma forma que a soma de frações, A potência qn do número racional q é um produto de n
através de:b d fatores iguais. O número q é denominado a base e o número n
é o expoente.
a + c = ad + bc qn = q × q × q × q × ... × q,    (q aparece n vezes)
b d bd
Exemplos:
Subtração de Números Racionais 3
2 2 2
a)  2  =   .   .   =
8
A subtração de dois números racionais p e q é a própria
operação de adição do número p com o oposto de q, isto é: p – q  5 5 5 5 125
= p + (–q)
1  1  1= 1
3
b)  − 1  =  −  .  −  . −  −
a - c = ad − bc
 2  2  2  2 8
b d bd
- Propriedades da Potenciação:
Multiplicação (Produto) de Números Racionais 1) Toda potência com expoente 0 é igual a 1.
Como todo número racional é uma fração ou pode ser escrito 0
na forma de uma fração, definimos o produto de dois números  2 =1
+ 
racionais a e c , da mesma forma que o produto de frações,  5
através de:b d
2) Toda potência com expoente 1 é igual à própria base.
a x c = ac 1
b d bd  9 = 9
−  −
O produto dos números racionais a/b e c/d também pode ser  4 4
indicado por a/b × c/d, a/b.c/d . Para realizar a multiplicação de
números racionais, devemos obedecer à mesma regra de sinais 3) Toda potência com expoente negativo de um número
que vale em toda a Matemática: racional diferente de zero é igual a outra potência que tem a base
Podemos assim concluir que o produto de dois números igual ao inverso da base anterior e o expoente igual ao oposto do
com o mesmo sinal é positivo, mas o produto de dois números expoente anterior.
com sinais diferentes é negativo. −2
2
 3  =  5  = 25
−  − 
 5  3 9
(+1) x (+1) = (+1)
(+1) x (-1) = (-1) 4) Toda potência com expoente ímpar tem o mesmo sinal
(-1) x (+1) = (-1) da base.
(-1) x (-1) = (+1)
 2  =  2  .  2  .  2  =
3 8
 
 3 3 3 3 27

Raciocínio Lógico 26
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APOSTILAS OPÇÃO
5) Toda potência com expoente par é um número positivo. 02. (UEM/PR – AUXILIAR OPERACIONAL – UEM) Dirce
2 comprou 7 lapiseiras e pagou R$ 8,30, em cada uma delas. Pagou
 1 =  1 .  1 = 1
−  −  −  com uma nota de 100 reais e obteve um desconto de 10 centavos.
 5   5   5  25 Quantos reais ela recebeu de troco?
(A) R$ 40,00
6) Produto de potências de mesma base. Para reduzir (B) R$ 42,00
um produto de potências de mesma base a uma só potência, (C) R$ 44,00
conservamos a base e somamos os expoentes. (D) R$ 46,00
2+3 5 (E) R$ 48,00
 2  .  2  =  2 . 2 . 2 . 2 . 2  =  2  2
2 3

    = 
5 5 5 55 5 5 5 5 03. (FUNDAÇÃO CASA – AGENTE DE APOIO OPERACIONAL
– VUNESP/2013) De um total de 180 candidatos, 2/5 estudam
7) Quociente de potências de mesma base. Para reduzir inglês, 2/9 estudam francês, 1/3estuda espanhol e o restante
um quociente de potências de mesma base a uma só potência, estuda alemão. O número de candidatos que estuda alemão é:
conservamos a base e subtraímos os expoentes. (A) 6.
3 3 3 3 3 (B) 7.
5 2 . . . . 5− 2 3
3 3 3 3 (C) 8.
  :  = 2 2 2 2 2 =   =  
2 2 3 3 2 2 (D) 9.
. (E) 10.
2 2
Respostas
8) Potência de Potência. Para reduzir uma potência de 01. Resposta: B.
potência a uma potência de um só expoente, conservamos a base Somando português e matemática:
e multiplicamos os expoentes.

3
 1  2  2 2
1 1 1
2
1
2+ 2+ 2
1
3+ 2
1
6
O que resta gosta de ciências:
   =   .  .  =   =  = 
 2   2 2 2 2 2 2
ou
3
 1  2  3.2 6 02. Resposta: B.
1 1
   =   =  
 2   2 2 Como recebeu um desconto de 10 centavos, Dirce pagou 58
reais
Troco:100 – 58 = 42 reais
Radiciação de Números Racionais
Se um número representa um produto de dois ou mais 03. Resposta: C.
fatores iguais, então cada fator é chamado raiz do número.

Exemplos:
1 2
Mmc(3,5,9)=45
1) 9 Representa o produto 1 . 1 ou  1  .Logo, 1 é a raiz
quadrada de 1 . 3 3 3 3
9
1= 1 O restante estuda alemão: 2/45
Indica-se
9 3
2) 0,216 Representa o produto 0,6 . 0,6 . 0,6 ou (0,6)3. Logo,
0,6 é a raiz cúbica de 0,216. Indica-se 3 0,216 = 0,6. Números Reais
Um número racional, quando elevado ao quadrado, dá o O conjunto dos números reais é a união do conjunto dos
número zero ou um número racional positivo. Logo, os números números racionais e o conjunto dos números irracionais. É
racionais negativos não têm raiz quadrada em Q. importante lembrar que o conjunto dos números racionais
10
O número − 1009 não tem raiz quadrada em Q, pois tanto − é formado pelos seguintes conjuntos: Números Naturais e
10
como + , quando elevados ao quadrado, dão 100 . 3
Números Inteiros. Vamos exemplificar os conjuntos que unidos
3 9
formam os números reais. Veja:
Um número racional positivo só tem raiz quadrada no Números Naturais (N): {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11,
conjunto dos números racionais se ele for um quadrado perfeito. 12, 13, 14, 15, , ....}
2 Números Inteiros (Z): {..., –8, –7, –6, –5, –4, –3, – 2, –1, 0, 1,
O número 3 não tem raiz quadrada em Q, pois não existe 2, 3, 4, 5, .....}
número racional que elevado ao quadrado dê 2 . Números Racionais (Q): {...1/2, 3/4, 0,25, –5/4,...}
3
Números Irracionais (I): {...√2, √3, –√5,
Questões 1,32365498....,3,141592...}. 
Podemos concluir que o conjunto dos números reais é a
01. (PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS união dos seguintes conjuntos:
OPERACIONAIS – MAKIYAMA) Na escola onde estudo, ¼ dos
alunos tem a língua portuguesa como disciplina favorita, 9/20 N U Z U Q U I = R ou Q U I = R
têm a matemática como favorita e os demais têm ciências como
favorita. Sendo assim, qual fração representa os alunos que têm O conjunto dos números reais contém os números racionais
ciências como disciplina favorita? (naturais, inteiros e fracionários) e os números irracionais e é
(A) 1/4 representado pela letra R.
(B) 3/10 OBS: Quando relacionamos elementos e conjuntos usamos
(C) 2/9 os símbolos ∈
(D) 4/5
(E) 3/2

Raciocínio Lógico 27
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APOSTILAS OPÇÃO
( pertence) ou ∉ ( não pertence) e quando relacionamos
conjunto com conjunto usamos os símbolos ⊂ (está contido) ou
⊄ (não está contido).
Ex: 2 ∈ Z
-2 ∉ N
N ⊂ Z Em termos gerais temos:
I ⊄ Q - A bolinha aberta = a intervalo aberto (estamos excluindo
Aplicam-se ao conjunto dos n° Reais as mesma operações de aquele número), utilizamos os símbolos:
propriedades dos demais conjuntos citados ( N, Z, Q, I ) Inter- > ;< ; ] ; [
valos reais - A bolinha fechada = a intervalo fechado (estamos incluindo
O conjunto dos números reais possui também subconjuntos, aquele número), utilizamos os símbolos:
denominados intervalos, que são determinados por meio de de- ≥;≤;[;]
siguladades. Sejam os números a e b , com a < b. Podemos utilizar ( ) no lugar dos [ ] , para indicar as extremi-
1º - Intervalo aberto de extremos a e b é conjunto ]a,b[ = { x dades abertas dos intervalos.
ϵ R| a < x < b} [a,b[ = [a,b) ; ]a,b] = (a,b] ; e ]a,b[ = (a,b)
Exemplo: ]3,5[ = { x ϵ R| 3 < x < 5}

2º - Intervalo fechado de extremos a e b é o conjunto [a,b] =


{ x ϵ R| a ≤ x ≤ b}
Exemplo: [3,5] = {x ϵ R| 3 ≤ x ≤ 5}

Questões
3º - Intervalo aberto à direita ( ou fechado à esquerda) de 01 (SABESP – APRENDIZ – FCC) Em um jogo matemático,
extremos a e b é o conjunto [a,b[ = { x ϵ R| a ≤ x < b} cada jogador tem direito a 5 cartões marcados com um núme-
Exemplo: [3,5[ = { x ϵ R| 3 ≤ x < 5} ro, sendo que todos os jogadores recebem os mesmos números.
Após todos os jogadores receberem seus cartões, aleatoriamen-
te, realizam uma determinada tarefa que também é sorteada.
Vence o jogo quem cumprir a tarefa corretamente. Em uma
rodada em que a tarefa era colocar os números marcados nos
cartões em ordem crescente, venceu o jogador que apresentou
a sequência:
4º - Intervalo aberto à esquerda( ou fechado à direita) de (A)
extremos a e b é o conjunto ]a,b] = { x ϵ R| a <x ≤ b}
Exemplo: ]3,5] = { x ϵ R| 3 <x ≤ 5} (B)

(C)

(D)
5º - ] -∞, a] = { x ϵ R| x ≤ a} (E)
Exemplo: ] -∞, 3] = { x ϵ R| x ≤ 3}
02. (Pref. Guarujá/SP – SEDUC – Professor de Matemáti-
ca – CAIPIMES) Considere m um número real menor que 20 e
avalie as afirmações I, II e III:
I- (20 – m) é um número menor que 20.
II- (20 m) é um número maior que 20.
III- (20 m) é um número menor que 20.
6º - ] -∞, a[ = { x ϵ R| x < a}
Exemplo: ] -∞, 3[ = { x ϵ R| x < 3} É correto afirmar que:
A) I, II e III são verdadeiras.
B) apenas I e II são verdadeiras.
C) I, II e III são falsas.
D) apenas II e III são falsas.

03. (Pref. Guarujá/SP – SEDUC – Professor de Matemáti-


7º - [a,+ ∞ [ = { x ϵ R| x ≥ a} ca – CAIPIMES) Na figura abaixo, o ponto que melhor represen-
Exemplo: [3,+ ∞ [ = { x ϵ R| x ≥ 3} ta a diferença na reta dos números reais é:

8º - ]a,+ ∞ [ = { x ϵ R| x > a}
Exemplo: ]3,+ ∞ [ = { x ϵ R| x > 3}

Raciocínio Lógico 28
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APOSTILAS OPÇÃO
(A) P. Área da sala: 18 m2 = 1 800 dm2
(B) Q. Área do tapete: 384 dm2
(C) R. Estando as duas áreas na mesma unidade, podemos escrever
(D) S. a razão: 2
Respostas 384dm 384 16
= =
01. Resposta: D. 1800dm 2
1800 75
Razão entre grandezas de espécies diferentes

Exemplo 1
Considere um carro que às 9 horas passa pelo quilômetro 30
A ordem crescente é : de uma estrada e, às 11 horas, pelo quilômetro 170.
Distância percorrida: 170 km – 30 km = 140 km
02. Resposta: C. Tempo gasto: 11h – 9h = 2h
I. Falso, pois m é Real e pode ser negativo. Calculamos a razão entre a distância percorrida e o tempo
II. Falso, pois m é Real e pode ser negativo. gasto para isso:
III. Falso, pois m é Real e pode ser positivo. 140km
= 70km / h
2h
03. Resposta: A.
A esse tipo de razão dá-se o nome de velocidade média.
Observe que:
- as grandezas “quilômetro e hora” são de naturezas
diferentes;
Razões Especiais. - a notação km/h (lê-se: “quilômetros por hora”) deve
acompanhar a razão.

Exemplo 2
Razão e Proporção A Região Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de
Razão Janeiro e São Paulo) tem uma área aproximada de 927 286 km2
e uma população de 66 288 000 habitantes, aproximadamente,
Sejam dois números reais a e b, com b ≠ 0. Chama-se razão segundo estimativas projetadas pelo Instituto Brasileiro de
entre a e b (nessa ordem) o quociente a b, ou . Geografia e Estatística (IBGE) para o ano de 1995.
A razão é representada por um número racional, mas é lida Dividindo-se o número de habitantes pela área, obteremos o
de modo diferente. número de habitantes por km2 (hab./km2):

Exemplos 66288000
≅ 71,5hab. / km 2
3 927286
a) A fração 5 lê-se: “três quintos”.
A esse tipo de razão dá-se o nome de densidade
3
b) A razão lê-se: “3 para 5”. demográfica.
5 A notação hab./km2 (lê-se: ”habitantes por quilômetro
Os termos da razão recebem nomes especiais. quadrado”) deve acompanhar a razão.

O número 3 é numerador Exemplo 3


3
Um carro percorreu, na cidade, 83,76 km com 8 L de gasolina.
a) Na fração Dividindo-se o número de quilômetros percorridos pelo número
5
O número 5 é denominador de litros de combustível consumidos, teremos o número de
O número 3 é antecedente quilômetros que esse carro percorre com um litro de gasolina:
3 83,76km
a) Na razão ≅ 10,47 km / l
5 O número 5 é consequente 8l
A esse tipo de razão dá-se o nome de consumo médio.
Exemplo 1 20 2 50 5
A razão entre 20 e 50 é = ; já a razão entre 50 e 20 é =
50 5 20 2 . A notação km/l (lê-se: “quilômetro por litro”) deve
acompanhar a razão.
Exemplo 2
Numa classe de 42 alunos há 18 rapazes e 24 moças. A razão Exemplo 4
entre o número de rapazes e o número de moças é 18 3
= , o que
24 4
significa que para “cada 3 rapazes há 4 moças”. Por outro lado, a Uma sala tem 8 m de comprimento. Esse comprimento
razão entre o número de rapazes e o total de alunos é dada por é representado num desenho por 20 cm. Qual é a escala do
18 3
=
42 7
, o que equivale a dizer que “de cada 7 alunos na classe, 3 desenho?
são rapazes”. comprimentonodesenho 20cm 20cm 1
= = = ou1 : 40
Escala = comprimentoreal 8m 800cm 40
Razão entre grandezas de mesma espécie
A razão entre duas grandezas de mesma espécie é o quociente A razão entre um comprimento no desenho e o
dos números que expressam as medidas dessas grandezas numa correspondente comprimento real, chama-se Escala.
mesma unidade.
Proporção
Exemplo
Uma sala tem 18 m2. Um tapete que ocupar o centro dessa A igualdade entre duas razões recebe o nome de proporção.
sala mede 384 dm2. Vamos calcular a razão entre a área do 3 6
tapete e a área da sala. Na proporção 5 = 10 (lê-se: “3 está para 5 assim como 6 está
para 10”), os números 3 e 10 são chamados extremos, e os
Primeiro, devemos transformar as duas grandezas em uma números 5 e 6 são chamados meios.
mesma unidade:

Raciocínio Lógico 29
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APOSTILAS OPÇÃO
Observemos que o produto 3 x 10 = 30 é igual ao produto 3 1  3 −1 1 2 1
5 x 6 = 30, o que caracteriza a propriedade fundamental das = ⇒ = ⇒ =
proporções: 15 5 15 − 5 5 10 5
Questões
“Em toda proporção, o produto dos meios é igual ao
produto dos extremos”. 01. (SEPLAN/GO – Perito Criminal – FUNIVERSA/2015)
Em uma ação policial, foram apreendidos 1 traficante e 150 kg
Exemplo 1 2 6 de um produto parecido com maconha. Na análise laboratorial,
=
Na proporção 3 9 , temos 2 x 9 = 3 x 6 = 18; o perito constatou que o produto apreendido não era maconha
1 4
e em = , temos 4 x 4 = 1 x 16 = 16. pura, isto é, era uma mistura da Cannabis sativa com outras
4 16
ervas. Interrogado, o traficante revelou que, na produção de 5
Exemplo 2 kg desse produto, ele usava apenas 2 kg da Cannabis sativa; o
Na bula de um remédio pediátrico recomenda-se a seguinte restante era composto por várias “outras ervas”. Nesse caso, é
dosagem: 5 gotas para cada 2 kg do “peso” da criança. correto afirmar que, para fabricar todo o produto apreendido, o
Se uma criança tem 12 kg, a dosagem correta x é dada por: traficante usou
5 gotas x (A) 50 kg de Cannabis sativa e 100 kg de outras ervas.
= → x = 30 gotas (B) 55 kg de Cannabis sativa e 95 kg de outras ervas.
2kg 12kg
(C) 60 kg de Cannabis sativa e 90 kg de outras ervas.
Por outro lado, se soubermos que foram corretamente (D) 65 kg de Cannabis sativa e 85 kg de outras ervas.
ministradas 20 gotas a uma criança, podemos concluir que seu (E) 70 kg de Cannabis sativa e 80 kg de outras ervas.
“peso” é 8 kg, pois:
5 gotas 02. (PREF. IMARUÍ – AGENTE EDUCADOR – PREF.
= 20 gotas / p → p = 8kg IMARUÍ) De cada dez alunos de uma sala de aula, seis são do
2kg
sexo feminino. Sabendo que nesta sala de aula há dezoito alunos
(nota: o procedimento utilizado nesse exemplo é comumente do sexo feminino, quantos são do sexo masculino?
chamado de regra de três simples.) (A) Doze alunos.
Propriedades da Proporção (B) Quatorze alunos.
O produto dos extremos é igual ao produto dos meios: essa (C) Dezesseis alunos.
propriedade possibilita reconhecer quando duas razões formam (D) Vinte alunos.
ou não uma proporção.
4 12 03. (PC/SP – OFICIAL ADMINISTRATIVO – VUNESP)
e formam uma proporção, pois Foram construídos dois reservatórios de água. A razão entre
3 9
4
.9 = 3
.12 os volumes internos do primeiro e do segundo é de 2 para 5,
Produto dos extremos 36 36 Produto dos meios e a soma desses volumes é 14m³. Assim, o valor absoluto da
diferença entre as capacidades desses dois reservatórios, em
A soma dos dois primeiros termos está para o primeiro (ou litros, é igual a
para o segundo termo) assim como a soma dos dois últimos está (A) 8000.
para o terceiro (ou para o quarto termo). (B) 6000.
5 10  5 + 2 10 + 4 7 14 (C) 4000.
= ⇒ = ⇒ = (D) 6500.
2 4  5 10 5 10 (E) 9000.
ou Respostas

5 10  5 + 2 10 + 4 7 14 01. Resposta: C.
= ⇒ = ⇒ = O enunciado fornece que a cada 5kg do produto temos
2 4  5 10 5 10 que 2kg da Cannabis sativa e os demais outras ervas. Podemos
escrever em forma de razão , logo :
A diferença entre os dois primeiros termos está para o
primeiro (ou para o segundo termo) assim como a diferença
entre os dois últimos está para o terceiro (ou para o quarto
02. Resposta: A.
termo).
Como 6 são do sexo feminino, 4 são do sexo masculino (10-
4 8 4 − 3 8 − 6 1 2
= ⇒ = ⇒ =
3 6  4 8 4 8
6 = 4) .Então temos a seguinte razão:
ou
4 8 4 − 3 8 − 6 1 2
= ⇒ = ⇒ = ⇒ 6x = 72 ⇒ x = 12
3 6  3 6 3 6
A soma dos antecedentes está para a soma dos consequentes 03. Resposta: B.
assim como cada antecedente está para o seu consequente. Primeiro:2k
12 3 12 + 3 12 15 12
= ⇒ = ⇒ = Segundo:5k
8 2 8+2 8 10 8
2k + 5k = 14
ou 7k = 14
12 3 12 + 3 12 15 12 k=2
= ⇒ = ⇒ =
8 2 8+2 8 10 8
Primeiro: 2.2 = 4
A diferença dos antecedentes está para a diferença dos
consequentes assim como cada antecedente está para o seu Segundo5.2=10
consequente. Diferença: 10 – 4 = 6 m³
3 1  3 −1 3 2 3 1m³------1000L
= ⇒ = ⇒ = 6--------x
15 5 15 − 5 15 10 15 x = 6000 l
ou

Raciocínio Lógico 30
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APOSTILAS OPÇÃO
Indicamos o número de Permutações simples de n elementos
Análise Combinatória e distintos por:
Pn = n! 
Probabilidade. Ex: Quantos anagramas podemos formar a partir da palavra
ORDEM?
Análise Combinatória Um anagrama é uma palavra ou frase formada com todas as
letras de uma outra palavra ou frase. Normalmente as palavras
A  análise combinatória  são cálculos que permitem a ou frases resultantes são sem significado, como já era de se
formação de grupos relacionados à contagem, de forma que faz esperar.
análise das possibilidades e das combinações possíveis entre um Como a palavra  ORDEM  possui  5  letras distintas, devemos
conjunto de elementos. calcular o número de permutações calculando P5. Temos então:
Diagrama de árvore P5 = 5! = 5 . 4 . 3 . 2 . 1 = 120
 É um diagrama que mostra todos os possíveis resultados de Portanto:
um acontecimento, utilizado quando número de possibilidades O número de anagramas que podemos formar a partir da
é pequeno. palavra ORDEM é igual 120.
Exemplo : Lançam-se 3 moedas ao ar (ou lança-se uma moeda Alguns anagramas: MEDRO, ROMED, EDROM, DEMOR...
3 vezes ao ar), qual a probabilidade de saírem  exatamente 2
vezes o mesmo lado (seja Cara ou Coroa)? Arranjos
Os agrupamentos dos elementos dependem da ordem e
da natureza dos mesmos. Assim, para obter o arranjo simples
de n elementos tomados p a p (p ≤ n), ou seja, para calcular os
diferentes arranjos ordenados de tais elementos, utiliza-se a
seguinte expressão:

Ex: Uma família é composta por seis pessoas (pai, mãe e


quatro filhos) que nasceram em meses diferentes do ano. Calcule
as sequências dos possíveis meses de nascimento dos membros
Resposta: A probabilidade é igual a 6 em 8 (6/8 = 3/4)  dessa família.
Nota-se que, para o exemplo acima, cada lançamento não
influencia o outro. Resolução:
Este tipo de árvore serve para acontecimentos em que há
reposição das condições iniciais, ou seja, em cada experiência Sabemos que 1 ano é composto de 12 meses, então devemos
aleatória. determinar o número de sequência através do arranjo de 12,
Sendo assim, podemos observar que se um acontecimento tomados 6 a 6.
A pode ocorrer de n modos diferentes e se para cada um dos
n modos de A, um segundo acontecimento B pode ocorrer de
m modos diferentes, então o número de modos de ocorrer o
acontecimento A seguido do acontecimento B é n.m.
Se um acontecimento pode ocorrer de n modos diferentes,
um segundo de m modos diferentes, um terceiro de x modos
diferentes e assim por diante, então o número de modos que
esse acontecimento pode ocorrer é dado pelo produto: n.m.x....

Problemas
1. Quantos números de 2 algarismos podem ser formados
usando apenas os algarismos 3, 4, 5, 6 e 7

2. De quantas maneiras diferentes uma pessoa pode se vestir


sabendo que ela possui 2 saias, 3 blusas e 3 sapatos?
Como outro exemplo de arranjo, podemos pensar nas
Respostas eleições, de modo que 20 deputados concorrem a 2 vagas no
1. Como dispomos de 5 algarismos, são 5 possibilidades estado de São Paulo. Dessa forma, de quantas maneiras distintas
de escolha para a primeira casa, depois dessa escolha temos a escolha poderá ser feita? Observe que nesse caso, a ordem é
novamente 5 possibilidades para a segunda casa, uma vez que importante, visto que altera o resultado final.
podemos repetir algarismos.
5 . 5 = 25
São 25 números

2. Sabendo que são 2 saias, 3 blusas e 3 sapatos vamos


multiplicar 2 . 3. 3 = 18, logo são 18 maneiras diferentes de se
vestir.
Para efetuar os cálculos em alguns problemas, devemos
estudar algumas propriedades da análise combinatória:

Permutação Logo, o arranjo pode ser feito de 380 maneiras diferentes.


A cada um dos agrupamentos que podemos formar com
certo número de elementos distintos, tal que a diferença entre Combinação Denominamos combinações simples de n
um agrupamento e outro se dê apenas pela mudança de posição elementos distintos tomados p a p aossubconjuntos formados
entre seus elementos, damos o nome de permutação simples. por p elementos distintos escolhidos entre os n elementos dados.
Por exemplo, se C = (2, 3, 4), as permutações simples de seus É importante observar que duas combinações são diferentes
elementos são: 234, 243, 324, 342, 423 e 432.  quando possuem elementos distintos, não importando a ordem

Raciocínio Lógico 31
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APOSTILAS OPÇÃO
em que os elementos são colocados. agora é só fazer as permutações possíveis no esquema acima
Representando por Cn,p o número total de combinações de n CALCULO:
elementos tomados p a p , temos a seguinte fórmula: TOTAL DE 5 LETRAS: A A A B B permutadas entre si e o
  desconto das repetições.
LOGO:   5! / 3! x 2!
5! ( das 5 letras)
3! ( das 3 letras ‘’A’’ que repetem)
2! ( das 2 letras ‘’B’’ que repetem)
Ex: Uma prova consta de 6 questões, das quais o aluno deve fazendo os cálculos temos:
resolver 3. De quantas formas ele poderá escolher as 3 questões? 5x4x3x2x1 / 3x2x2x1  = 10
Quer-se agrupar 3 elementos, dentre os 6 existentes.
Perceba que  a ordem em que os elementos aparecerão 02 Resposta: D.
não será importante, uma vez que, ao resolver a  1ª , a 2ª e a Como temos dois grupos de alunos nomeados por especiais
3ª questão é o mesmo que resolver a 2ª , a 3º e a 1ª, portanto é e não especiais vamos utilizar letras para distingui-los e tentar
um problema de combinação. resolver o problema sem uso de fórmulas:
Logo, um aluno pode escolher suas 3 questões de 20 Sendo:
maneiras diferentes. Alunos especiais A e B
Alunos não especiais: C D E
Primeira situação:
Aluno especias A mais um formando grupos de dois (note que
ao formar um grupo o outro será composto obrigatoriamente
pelos alunos restantes)
AC
Questões AD
AE
01 (TJ-RO –TECNICO JUDICIÁRIO – FGV -2015) Segunda situação:
João tem 5 processos que devem ser analisados e Arnaldo Aluno especial A com mais dois alunos formando
e Bruno estão disponíveis para esse trabalho. Como Arnaldo é grupos de três (o outro grupo, como na situação anterior, é
mais experiente, João decidiu dar 3 processos para Arnaldo e 2 automaticamente formado)
para Bruno. ACD
O número de maneiras diferentes pelas quais João pode ACE
distribuir esses 5 processos entre Arnaldo e Bruno é: ADE
(A) 6.
(B) 8. 03 Resposta: E.
(C) 10. De acordo com o texto, observa-se que como João não quer
(D) 12. que o grupo seja exclusivamente masculino, ele pode ter duas
(E) 15. opções:
- grupos com 1 homem e 1 mulher:   neste caso temos 4 x
02 ( SEDUC-PE- AGENTE DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO 3 = 12 possibilidades (basta escolher 1 dos 3 primos e 1 das 4
ESCOLAR ESPECIAL- FGV -2015) primas).
Um professor deseja dividir um grupo de cinco alunos em - grupos com 2 mulheres: neste caso basta combinar as 4
dois grupos: um com dois alunos e o outro com três alunos. Dos primas em grupos de 2, ou seja, C(4,2) = 4×3 / 2! = 12 / 2 = 6
cinco alunos, dois deles são especiais. possibilidades.
De quantas maneiras diferentes o professor pode fazer Ao todo temos 12 + 6 = 18 somadas as possibilidades
a divisão  dos cinco alunos em dois grupos, de modo que cada encontradas nos grupos 1 e 2.
grupo tenha um aluno especial?
(A) 3. Probabilidade
(B) 4.
(C) 5. O estudo da probabilidade vem da necessidade de em certas
(D) 6. situações, prevermos a possibilidade de ocorrência de determi-
(E) 10. nados fatos.
A história da teoria das probabilidades, teve início com os
03 (TSE –CE   ANALISTA DE TECNOLOGIA DA jogos de cartas, dados e de roleta. Esse é o motivo da grande
INFORMAÇÃO-SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO – FGV -2015) existência de exemplos de jogos de azar no estudo da probabili-
João tem 4 primas e 3 primos, deseja convidar duas dessas dade. A teoria da probabilidade permite que se calcule a chance
pessoas para ir ao cinema, mas não quer que o grupo seja de ocorrência de um número em um experimento aleatório.
exclusivamente masculino.
O número de maneiras diferentes pelas quais João pode Experimento Aleatório
escolher seus dois convidados é:
(A) 9.   É aquele experimento que quando repetido em iguais
(B) 12. condições, podem fornecer resultados diferentes, ou seja,
(C) 15. são resultados explicados ao acaso. Quando se fala de
(D) 16. tempo e possibilidades de ganho na loteria, a abordagem
(E) 18. envolve cálculo de experimento aleatório.
Respostas  Se lançarmos uma moeda ao chão para observarmos a
face que ficou para cima, o resultado é imprevisível, pois
01 Resposta: C. tanto pode dar cara, quanto pode dar coroa.
Para uma melhor compreensão vamos fazer da seguinte Se ao invés de uma moeda, o objeto a ser lançado for um
maneira: dado, o resultado será mais imprevisível ainda, pois aumenta-
  as linhas representam os processos ( que são 5) :   ______  mos o número de possibilidades de resultado.
______   ______   ______   ______   A experimentos como estes, ocorrendo nas mesmas condi-
as letras são as iniciais que                       A             A            A  ções ou em condições semelhantes, que podem apresentar re-
B       B sultados diferentes a cada ocorrência, damos o nome de experi-
deverão ser permutadas entre si: mentos aleatórios.
Arnaldo: AAA( 3 processos) e Bruno BB( 2 processos) 

Raciocínio Lógico 32
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APOSTILAS OPÇÃO
Espaço Amostral
Verificação:
Ao lançarmos uma moeda não sabemos qual será a face que
ficará para cima, no entanto podemos afirmar com toda certeza
que ou será cara, ou será coroa, pois uma moeda só possui estas
duas faces. Neste exemplo, ao conjunto 
{ cara, coroa }  damos o nome de  espaço amostral, pois ele
é o conjunto de todos os resultados possíveis de ocorrer neste
experimento.
Representamos um  espaço amostral, ou  espaço amostral O Número de elementos de A U B é igual à soma do número
universal  como também é chamado, pela letra  S. No caso da de elementos de A com o número de elementos de B, menos uma
moeda representamos o seu espaço amostral por: vez o número de elementos de A ∩ B que foi contado duas vezes
S = { cara, coroa } (uma em A e outra em B). Assim temos: 
Se novamente ao invés de uma moeda, o objeto a ser lançado
for um dado, o espaço amostral será: n(AUB) = n(A) + n(B) – n(A∩B) 
S = { 1, 2, 3, 4, 5, 6 } Dividindo por n(S) [S ≠  ] resulta 

Evento

Quando lançamos um dado ou uma moeda, chamamos a


ocorrência deste fato de  evento. Qualquer subconjunto de um
espaço amostral é um evento.
P(AUB) = P(A) + P(B) – P(A∩B) 
Em relação ao espaço amostral do lançamento de um dado,
veja o conjunto a seguir:
Ex: Numa urna existem 10 bolas numeradas de 1 a 10. Reti-
A = { 2, 3, 5 }
rando uma bola ao acaso, qual a probabilidade de ocorrer múlti-
Note que    ( A está contido em S, A é um
plos de 2 ou múltiplos de 3? 
subconjunto de S ). O conjunto A é a representação do
evento do lançamento de um dado, quando temos a face
para cima igual a um número primo.

Classificação de Eventos

Podemos classificar os eventos por vários tipos. Vejamos al-


guns deles:
Evento Simples
Classificamos assim os eventos que são formados por um
A é o evento “múltiplo de 2”. 
único elemento do espaço amostral.
B é o evento “múltiplo de 3”. 
A = { 5 } é a representação de um evento simples do lança-
P(AUB) = P(A) + P(B) – P(A∩B) =   + - = = 70%
mento de um dado cuja face para cima é divisível por5. Nenhuma
das outras possibilidades são divisíveis por 5.
Probabilidade da intersecção de dois eventos
Evento Certo
Ao lançarmos um dado é certo que a face que ficará para
A probabilidade da intersecção de dois eventos ou probabi-
cima, terá um  número divisor  de  720. Este é um  evento certo,
lidade de eventos sucessivos determina a chance, a possibilida-
pois 720 = 6! = 6 . 5 . 4 . 3 . 2 . 1, obviamente qualquer um dos
de, de dois eventos ocorrerem simultânea ou sucessivamente.
números da face de um dado é um divisor de 720, pois 720 é o
Para o cálculo desse tipo de probabilidade devemos interpretar
produto de todos eles.
muito bem os problemas, lendo com atenção e fazendo o uso da
O conjunto A = { 2, 3, 5, 6, 4, 1 } representa um evento certo
seguinte fórmula:
pois ele possui todos os elementos do espaço amostral S = { 1,
Sejam A e B dois eventos de um espaço amostral S. A proba-
2, 3, 4, 5, 6 }.
bilidade de
Evento Impossível
A ∩ B é dada por:
No lançamento conjunto de dois dados qual é a possibilidade
de a soma dos números contidos nas duas faces para cima, ser
igual a 15?
Este é um evento impossível, pois o valor máximo que pode-
mos obter é igual a doze. Podemos representá-lo por  Onde
, ou ainda por A = {}. p(A∩B)   → é a probabilidade da ocorrência simultânea de
AeB
Conceito de probabilidade p(A) → é a probabilidade de ocorrer o evento A
p(B│A)  → é a probabilidade de ocorrer o evento B sabendo
Se em um fenômeno aleatório as possibilidades são igual- da ocorrência de A (probabilidade condicional)
mente prováveis, então a probabilidade de ocorrer um evento Se os eventos A e B forem independentes (ou seja, se a ocor-
A é: rência de um não interferir na probabilidade de ocorrer outro),
a fórmula para o cálculo da probabilidade da intersecção será
dada por:

Por, exemplo, no lançamento de um dado, um número par


pode ocorrer de 3 maneiras diferentes dentre 6 igualmente pro- Vejamos alguns exemplos de aplicação.
váveis, portanto, P = 3/6= 1/2 = 50%
Ex. 1. Em dois lançamentos sucessivos de um mesmo dado,
Probabilidade da União de dois Eventos qual a probabilidade de sair um número ímpar e o número 4?

Dados dois eventos A e B de um espaço amostral S a probabi- Resolução: O que determina a utilização da fórmula da inter-
lidade de ocorrer A ou B é dada por:  secção para resolução desse problema é a palavra “e” na frase
P(A U B) = P(A) + P(B) – P(A ∩ B) “a probabilidade de sair um número ímpar e o número 4”. Lem-

Raciocínio Lógico 33
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APOSTILAS OPÇÃO
bre-se que na matemática “e” representa intersecção, enquanto (A) 90%
“ou” representa união. (B) 81%
Note que a ocorrência de um dos eventos não interfere na (C) 54%
ocorrência do outro. Temos, então, dois eventos independentes. (D) 11%
Vamos identificar cada um dos eventos. (E) 89%
Evento A: sair um número ímpar = {1, 3, 5}
Evento B: sair o número 4 = {4} 02 (Corpo de Bombeiros Militar/MT – Oficial Bombeiro
Espaço Amostral: S = {1, 2, 3, 4, 5, 6} Militar – COVEST – UNEMAT) Em uma caixa estão acondicio-
Temos que: nados uma dúzia e meia de ovos. Sabe-se, porém, que três deles
estão impróprios para o consumo.
Se forem escolhidos dois ovos ao acaso, qual a probabilidade
de ambos estarem estragados?
(A) 2/153
(B) 1/9
(C) 1/51
(D) 1/3
(E) 4/3
Assim, teremos:
03 (Polícia Militar/SP – Aluno – Oficial – VUNESP) O po-
liciamento de um grande evento musical deteve 100 pessoas.
Sabe-se que 50 pessoas foram detidas por furto de celulares,
que 25 pessoas detidas são mulheres, e que 20 mulheres foram
Ex. 2. Numa urna há 20 bolinhas numeradas de 1 a 20. Reti- detidas por furto de celulares. Para a elaboração do relatório,
ram-se duas bolinhas dessa urna, uma após a outra, sem repo- o PM Jurandir montou uma tabela e inseriu esses dados, para
sição. Qual a probabilidade de ter saído um número par e um depois completá-la.
múltiplo de 5? Furto de Outros Total
Solução: Primeiro passo é identificar os eventos e o espaço
amostral. Celulares Motivos
Evento A: sair um número par = {2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18,
20} Sexo Femini- 20 25
Evento B: sair um múltiplo de 5 = {5, 10, 15, 20} no
Espaço amostral: S = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, Sexo Mascu-
15, 16, 17, 18, 19, 20}
lino
Como as duas bolinhas foram retiradas uma após a outra
e não houve reposição, ou seja, não foram devolvidas à urna, a Total 50 100
ocorrência do evento A interfere na ocorrência do B, pois haverá
na urna somente 19 bolinhas após a retirada da primeira. Tomando-se ao acaso uma das pessoas detidas por outros
Assim, temos que: motivos, a probabilidade de que ela seja do sexo masculino é de
(A) 90%.
(B) 75%.
(C) 50%.
(D) 45%.
(E) 30%.

04 (Polícia Civil/SP – Desenhista Técnico-Pericial – VU-


NESP) A tabela a seguir apresenta dados dos ingressantes em
uma universidade, com informações sobre área de estudo e clas-
se socioeconômica.

Após a retirada da primeira bola, ficamos com 19 bolinhas


na urna. Logo, teremos:

Se um aluno ingressante é aleatoriamente escolhido, é ver-


dade que a probabilidade de ele
(A) pertencer à classe B é de 40%.
(B) estudar na área de Biológicas é de 40%.
(C) pertencer à classe B e estudar na área de Biológicas é de
25%.
(D) pertencer à classe B é de 20%.
Questões (E) estudar na área de Biológicas é de 22,5%.

01 (Corpo de Bombeiros Militar/MT – Oficial Bombeiro Respostas


Militar – COVEST – UNEMAT) Uma loja de eletrodoméstico tem
uma venda mensal de sessenta ventiladores. Sabe-se que, des- 01. Resposta: B.
se total, seis apresentam algum tipo de problema nos primeiros 6 / 60 = 0,1 = 10% de ter problema
seis meses e precisam ser levados para o conserto em um servi- Assim, se 10% tem problemas, então 90% não apresentam
ço autorizado. problemas.
Um cliente comprou dois ventiladores. A probabilidade de
que ambos não apresentem problemas nos seis primeiros meses
é de aproximadamente:

Raciocínio Lógico 34
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APOSTILAS OPÇÃO
02 Resposta: C. Resp: 145, 159, 173, 187, 201

(: 6 / 6) 3. Numa PA de 8 termos, o 3º termo é 26 e a razão é -3. Es-


creva todos os termos dessa PA.
Resp: 32, 29, 26, 23, 20, 17, 14, 11
03. Resposta: A.  
Vamos completar a tabela: 4. Determinar o 21º termo da PA (9, 13, 17, 21,...)
Furto de Outros Total Resp: r = 4      a1 = 9       n = 21       a61 = ?
a61 = 9 + (21 – 1).4
Celulares Motivos a61 = 9 + 20.4 = 9 + 80 = 89 
Sexo Femini- 20 5 25
no 5. Determinar o número de termos da PA  (4,7,10,...,136)
Resp: a1 = 4     an = 136               r = 7 – 4 = 3
Sexo Mascu- 30 45 75 an = a1 + (n – 1).r
lino 136 = 4 + (n – 1).3
Total 50 50 100 136 = 4 + 3n – 3
3n = 136 – 4 + 3
Assim, a probabilidade é de: 45 / 50 = 0,9 = 90 / 100 = 90% 3n = 135
n = 135/3 = 45 termos 
04. Resposta: B. Soma dos termos de uma PA
O Total de alunos é: Para somar os n primeiros termos, pode-se utilizar a se-
* Exatas: 300 + 200 + 150 = 650 alunos guinte fórmula:
* Humanas: 250 + 150 + 150 = 550 alunos
* Biológicas: 450 + 250 + 100 = 800 alunos

* TOTAL: 650 + 550 + 800 = 2000 alunos S n é a soma dos termos


Agora, vamos analisar cada alternativa: n é o número de termos
a 1 é o primeiro termo
(A) Classe B: 200 + 150 + 250 = 600 alunos a n é o último termo
Ex:
1. Calcular a soma dos trinta primeiros termos da PA (4, 9,
14, 19,...).
(B) Área de Biológicas: 800 alunos a30 = a1 + (30 – 1).r
a30 = a1 + 29.r
a30 = 4 + 29.5 = 149

Progressões Aritmética e
Geométrica.

Progressões Aritméticas e Geométricas.


Progressão aritmética Progressão geométrica

Uma progressão aritmética ( P. A.) é uma sequência numé- Denominamos de progressão geométrica, ou simplesmente


rica em que cada termo, a partir do segundo, é igual à soma do PG, a toda sequência de números não nulos em que cada um de-
termo anterior com uma constante   O número   é chamado les, multiplicado por um número fixo, resulta no próximo núme-
de razão  da PA. ro da sequência. Esse número fixo é chamado de razão da pro-
Alguns exemplos de progressões aritméticas: gressão e os números da sequência recebem o nome de termos
1, 4, 7, 10, 13, ..., é uma PA em que a razão (a diferença entre da progressão.
os números consecutivos) é igual a 3. É uma PA crescente.
-2, -4, -6, -8, -10, ..., é uma P.A. em que  É uma PA Observe estes exemplos:
decrescente. 8, 16, 32, 64, 128, 256, 512, 1024 é uma PG de 8 termos, com
6, 6, 6, 6, 6, ..., é uma P.A. com  É uma PA constante razão 2.
Numa progressão aritmética, a partir do segundo termo, o 5, 15, 45,135 é uma PG de 4 termos, com razão 3
termo central é a média aritmética do termo antecessor e do su- Fórmula do termo geral de uma progressão geométrica.
cessor, isto é, a n = a n −1 + a n +1
2
Fórmula do termo geral de uma PA
O enésimo termo de uma PA, representado por   pode Ex:
ser obtido por meio da formula: 1. Determinar a razão da PG tal que:

a 1 é o primeiro termo
a n é o último termo
n é o número de termos
r é a razão
Ex: 1. Numa PA de 7 termos, o primeiro deles é 6, o segundo
é 10. Escreva todos os termos dessa PA.

Resp: 6, 10, 14, 18, 22, 26, 30


2. Numa PA de 5 termos, o último deles é 201 e o penúltimo
é 187. Escreva todos os termos dessa PA.

Raciocínio Lógico 35
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APOSTILAS OPÇÃO
Formula da soma dos n primeiros termos de uma PG: 03 Resposta: E.
De acordo com mo eninciado em que a razão é negativa,
Sendo Sn a soma dos n primeiros termos da PG (a1,a2, a3,... pode ser: -1, -2, -3, -4... ; sendo a soma dos três primeiros ter-
an,...) de razão q, temos: mos igual a 7, vemos que a razão negativa não será um número
grande.
Se q = 1, então Sn = n.a1 Dessa maneira, testando -1, -2, -3 como a razão na fórmula
do termo geral da progressão geométrica,
Se q ≠ 1 , então S n =
a1 (q n − 1) an = a1 * q(n-1)
q −1 chegamos a -3 como a razão, já que:
a2 = 1 * -3(2-1) = -3
≠ n a n .q − a1 a3 = 1 * -3(3-1) = 9
Ou , se q 1 então S =
q −1 portanto, 1+(-3)+9 = 7.
Achando a razão, fazemos a fórmula com o quinto termo de-
Ex: 1. Calcular a soma dos dez primeiros termos da PG (3, sejado (a5):
6, 12,....). a5 = 1 * -3(5-1) = 81

Conjuntos; as relações de
pertinência, inclusão e
igualdade; operações entre
conjuntos, união, interseção e
diferença. Comparações.

Questões
Conjuntos Primitivos
01 ( UFES-TECNICO EM CONTABILIDADE-UFES-2015)O
primeiro, segundo e terceiro termos de uma progressão aritmé-
Os conceitos de conjunto, elemento e pertinência são primi-
tica são - x2 - 6 , x e 9, respectivamente, sendo x um número
negativo. O quinto termo da progressão aritmética é igual a tivos, ou seja, não são definidos.
(A) 20 Um cacho de bananas, um cardume de peixes ou uma porção
(B) 27 de livros são todos exemplos de conjuntos.
(C) 33 Conjuntos, como usualmente são concebidos, têm elemen-
(D) 41 tos. Um elemento de um conjunto pode ser uma banana, um pei-
(E) 42 xe ou um livro. Convém frisar que um conjunto pode ele mesmo
ser elemento de algum outro conjunto.
02 ( MGS- NIVEL MÉDIO-IBFC-2015)As razões entre a pro- Por exemplo, uma reta é um conjunto de pontos; um feixe de
gressão aritmética 3,7,... e a progressão geométrica cujo primei- retas é um conjunto onde cada elemento (reta) é também con-
ro termo é 5 são iguais. Desse modo, o quinto termo da progres- junto (de pontos).
são geométrica é igual a: Em geral indicaremos os conjuntos pelas letras maiúsculas
(A) 320 A, B, C, ..., X, e os elementos pelas letras minúsculas a, b, c, ..., x, y,
(B) 80 ..., embora não exista essa obrigatoriedade.
(C) 1280 Em Geometria, por exemplo, os pontos são indicados por
(D) 2560 letras maiúsculas e as retas (que são conjuntos de pontos) por
letras minúsculas.
03( UFES-ENEGENHEIRO CIVIL-UFES-2015)Uma progres- Outro conceito fundamental é o de relação de pertinência
são geométrica tem primeiro termo igual a 1 e razão negativa. A que nos dá um relacionamento entre um elemento e um con-
soma dos três primeiros termos da progressão
junto.
(A) 93
(B) –21 Se x é um elemento de um conjunto A, escreveremos x ∈ A
(C) –42 Lê-se: x é elemento de A ou x pertence a A.
(D) –12 Se x não é um elemento de um conjunto A, escreveremos x
(E) 81
∉A
Lê-se x não é elemento de A ou x não pertence a A.
Respostas
01 Resposta: C. Como representar um conjunto
Para calcular a PA: Pela designação de seus elementos: Escrevemos os elemen-
a1 = - x² - 6; tos entre chaves, separando os por vírgula.
a2 = a1 + c = x => - x² - 6 + c = x => c = x² + x + 6; (o “c” repre-
senta a razao da PA) Exemplos
a3 = a2 + c = 9 => x + c = 9 => c = 9 - x; - {3, 6, 7, 8} indica o conjunto formado pelos elementos 3,
x² + x + 6 = 9 - x => x² + 2x - 3 = 0 => x1 = 1; e x2 = - 3. 6, 7 e 8.
como x é negativo: x = -3 {a; b; m} indica o conjunto constituído pelos elementos a, b
substituindo x = - 3 nos temos a1, a2 e a3 temos: e m.
a1 = - 15 {1; {2; 3}; {3}} indica o conjunto cujos elementos são 1, {2;
a2 = - 3 3} e {3}.
a3 = 9
continuando a sequencia temos: Pela propriedade de seus elementos: Conhecida uma pro-
a4 = 21
priedade P que caracteriza os elementos de um conjunto A, este
a5 = 33.
fica bem determinado.
02 Resposta: C. P termo “propriedade P que caracteriza os elementos de um
De acordo com o enunciado verifique que a razão da PA conjunto A” significa que, dado um elemento x qualquer temos:
(3,7,...) é 4, pois 7 - 3 = 4. [ A razão de uma PA é uma soma] Assim sendo, o conjunto dos elementos x que possuem a
Como a questão disse que a PA e a PG possuem razões iguais. propriedade P é indicado por:
Sabendo que a razão de uma PG é um produto, temos: {x, tal que x tem a propriedade P}
4, 20, 80, 320, 1280, Uma vez que “tal que” pode ser denotado por t.q. ou | ou ain-
da :, podemos indicar o mesmo conjunto por:

Raciocínio Lógico 36
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APOSTILAS OPÇÃO
{x, t . q . x tem a propriedade P} ou, ainda, x∈ A ⇔ {x} ⊂ A
{x : x tem a propriedade P} x∉ A ⇔ {x} ⊄ A
Exemplos Igualdade
- { x, t.q. x é vogal } é o mesmo que {a, e, i, o, u} Sejam A e B dois conjuntos. Dizemos que A é igual a B e in-
- {x | x é um número natural menor que 4 } é o mesmo que dicamos por A = B se, e somente se, A é subconjunto de B e B é
{0, 1, 2, 3} também subconjunto de A.
- {x : x em um número inteiro e x2 = x } é o mesmo que {0, 1} Simbolicamente: A = B ⇔ A ⊂ B e B ⊂ A
Demonstrar que dois conjuntos A e B são iguais equivale, se-
Pelo diagrama de Venn-Euler: O diagrama de Venn-Euler gundo a definição, a demonstrar que A ⊂ B e B ⊂ A.
consiste em representar o conjunto através de um “círculo” de Segue da definição que dois conjuntos são iguais se, e so-
tal forma que seus elementos e somente eles estejam no “cír- mente se, possuem os mesmos elementos.
culo”. Portanto A ≠ B significa que A é diferente de B. Portanto A ≠
B se, e somente se, A não é subconjunto de B ou B não é subcon-
Exemplos junto de A. Simbolicamente: A ≠ B ⇔ A ⊄ B ou B ⊄ A
- Se A = {a, e, i, o, u} então Exemplos
- {2,4} = {4,2}, pois {2,4} ⊂ {4,2} e {4,2} ⊂ {2,4}. Isto nos
mostra que a ordem dos elementos de um conjunto não deve ser
levada em consideração. Em outras palavras, um conjunto fica
determinado pelos elementos que o mesmo possui e não pela
ordem em que esses elementos são descritos.
- {2,2,2,4} = {2,4}, pois {2,2,2,4} ⊂ {2,4} e {2,4} ⊂ {2,2,2,4}.
Isto nos mostra que a repetição de elementos é desnecessária.
- {a,a} = {a}
- {a,b = {a} ⇔ a= b
- Se B = {0, 1, 2, 3 }, então - {1,2} = {x,y} ⇔ (x = 1 e y = 2) ou (x = 2 e y = 1)

Número de Elementos da União e da Intersecção de Con-


juntos
Dados dois conjuntos A e B, como vemos na figura abaixo,
podemos estabelecer uma relação entre os respectivos números
de elementos.

Conjunto Vazio
Conjunto vazio é aquele que não possui elementos. Repre-
senta-se pela letra do alfabeto norueguês 0/ ou, simplesmente
{ }.
Simbolicamente: ∀ x, x ∉ 0/
Note que ao subtrairmos os elementos comuns evitamos
Exemplos que eles sejam contados duas vezes.
- 0/ = {x : x é um número inteiro e 3x = 1}
Observações:
- 0/ = {x | x é um número natural e 3 – x = 4}
a) Se os conjuntos A e B forem disjuntos ou se mesmo um
deles estiver contido no outro, ainda assim a relação dada será
- 0/ = {x | x ≠ x} verdadeira.
b) Podemos ampliar a relação do número de elementos para
três ou mais conjuntos com a mesma eficiência.
Subconjunto Observe o diagrama e comprove.
Sejam A e B dois conjuntos. Se todo elemento de A é também
elemento de B, dizemos que A é um subconjunto de B ou A é a
parte de B ou, ainda, A está contido em B e indicamos por A ⊂ B.
Simbolicamente: A ⊂ B ⇔ ( ∀ x)(x ∈ ∀ ⇒ x ∈ B)

Portanto, A ⊄ B significa que A não é um subconjunto de B


ou A não é parte de B ou, ainda, A não está contido em B.
Por outro lado, A ⊄ B se, e somente se, existe, pelo menos,
um elemento de A que não é elemento de B.
Simbolicamente: A ⊄ B ⇔ ( ∃ x)(x ∈ A e x ∉ B)

Exemplos
- {2 . 4} ⊂ {2, 3, 4}, pois 2 ∈ {2, 3, 4} e 4 ∈ {2, 3, 4}
- {2, 3, 4} ⊄ {2, 4}, pois 3 ∉ {2, 4}
- {5, 6} ⊂ {5, 6}, pois 5 ∈ {5, 6} e 6 ∈ {5, 6}

Inclusão e pertinência
A definição de subconjunto estabelece um relacionamento Conjunto das partes
entre dois conjuntos e recebe o nome de relação de inclusão ( Dado um conjunto A podemos construir um novo conjunto
⊂ ). formado por todos os subconjuntos (partes) de A. Esse novo
A relação de pertinência ( ∈ ) estabelece um relacionamento conjunto chama-se conjunto dos subconjuntos (ou das partes)
entre um elemento e um conjunto e, portanto, é diferente da re- de A e é indicado por P(A).
lação de inclusão. Simbolicamente: P(A)={X | X ⊂ A} ou X ⊂ P(A) ⇔ X ⊂ A
Simbolicamente Exemplos

Raciocínio Lógico 37
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APOSTILAS OPÇÃO
a) = {2, 4, 6}
P(A) = { 0/ , {2}, {4}, {6}, {2,4}, {2,6}, {4,6}, A}

b) = {3,5}
P(B) = { 0/ , {3}, {5}, B}

c) = {8}
P(C) = { 0/ , C} Subtração
A diferença entre os conjuntos A e B é o conjunto formado
d) = 0/ por todos os elementos que pertencem a A e não pertencem a
P(D) = { 0/ } B. Representa-se por A – B. Simbolicamente: A – B = {X | X ∈ A
e X ∉ B}
Propriedades
Seja A um conjunto qualquer e 0/ o conjunto vazio. Valem as
seguintes propriedades

0/ ≠( 0/ ) 0/ ∉ 0/ 0/ ⊂ 0/ 0/ ∈ { 0/ }
0/ ⊂ A ⇔ 0/ A⊂ A⇔
∈ P(A) A ∈ P(A)
O conjunto A – B é também chamado de conjunto comple-
mentar de B em relação a A, representado por CAB.
Se A tem n elementos então A possui 2 subconjuntos e, por-
n
Simbolicamente: CAB = A - B{X | X ∈ A e X ∉ B}
tanto, P(A) possui 2n elementos.
Exemplos
União de conjuntos - A = {0, 1, 2, 3} e B = {0, 2}
A união (ou reunião) dos conjuntos A e B é o conjunto for- CAB = A – B = {1,3} e CBA = B – A = φ
mado por todos os elementos que pertencem a A ou a B. Repre- - A = {1, 2, 3} e B = {2, 3, 4}
senta-se por A ∪ B. CAB = A – B = {1} e CBA = B – A = {14}
Simbolicamente: A ∪ B = {X | X ∈ A ou X ∈ B}
- A = {0, 2, 4} e B = {1 ,3 ,5}
CAB = A – B = {0,2,4} e CBA = B – A = {1,3,5}
Observações: Alguns autores preferem utilizar o conceito de
completar de B em relação a A somente nos casos em que B ⊂ A.
- Se B ⊂ A representa-se por B o conjunto complementar
de B em relação a A. Simbolicamente: B ⊂ A ⇔ B = A – B = CAB`
Exemplos
Seja S = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6}. Então:
Exemplos a) A = {2, 3, 4} ⇒ A = {0, 1, 5, 6}
b) B = {3, 4, 5, 6 } ⇒ B = {0, 1, 2}
- {2,3} ∪ {4,5,6}={2,3,4,5,6} c) C = φ ⇒ C = S
- {2,3,4} ∪ {3,4,5}={2,3,4,5}
- {2,3} ∪ {1,2,3,4}={1,2,3,4} Número de elementos de um conjunto
φ
- {a,b} ∪ {a,b} Sendo X um conjunto com um número finito de elementos,
representa-se por n(X) o número de elementos de X. Sendo, ain-
Intersecção de conjuntos da, A e B dois conjuntos quaisquer, com número finito de ele-
A intersecção dos conjuntos A e B é o conjunto formado por mentos temos:
todos os elementos que pertencem, simultaneamente, a A e a B. n(A ∪ B)=n(A)+n(B)-n(A ∩ B)
Representa-se por A ∩ B. Simbolicamente: A ∩ B = {X | X ∈ A ou A ∩ B= φ ⇒ n(A ∪ B)=n(A)+n(B)
X ∈ B} n(A -B)=n(A)-n(A ∩ B)
B ⊂ A ⇒ n(A-B)=n(A)-n(B)

Questões

01. (MGS- NÍVEL FUNDAMENTAL INCOMPLETO-


-IBFC-2015). A união entre os conjuntos A ={ 0,1,2,3,4,5} e B =
{1,2,3,5,6,7,8} é: 
(A){0,1,2,3,5,6,7,8} 
(B){0,1,2,3,4,5,6,7,8} 
(C) {1,2,3,4,5,6,7,8} 
Exemplos (D){0,1,2,3,4,5,6,8} 

- {2,3,4} ∩ {3,5}={3} 02(PREFEITURA DE MARIA HELENA – PR- PROFESSOR -


- {1,2,3} ∩ {2,3,4}={2,3} ENSINO FUNDAMENTA-FAFIPA-2014)
- {2,3} ∩ {1,2,3,5}={2,3} Considere os conjuntos A= {3,6,11,13,21} e B=
- {2,4} ∩ {3,5,7}= φ {2,3,4,6,9,11,13,19,21,23,26}. Sobre os conjuntos A e B podemos
Observação: Se A ∩ B= φ , dizemos que A e B são conjuntos afirmar que:
disjuntos. (A)A ⊂  B
(B)9  B
(C)17 ∈ A
(D)A ⊃ B

03 (METRÔ/SP – OFICIAL LOGÍSTICA –ALMOXARIFADO


I – FCC/2014). O diagrama indica a distribuição de atletas da

Raciocínio Lógico 38
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APOSTILAS OPÇÃO
delegação de um país nos jogos universitários por medalha con-
quistada. Sabe-se que esse país conquistou medalhas apenas em
modalidades individuais. Sabe-se ainda que cada atleta da dele-
gação desse país que ganhou uma ou mais medalhas não ganhou
mais de uma medalha do mesmo tipo (ouro, prata, bronze). De
acordo com o diagrama, por exemplo, 2 atletas da delegação des-
se país ganharam, cada um, apenas uma medalha de ouro.

A análise adequada do diagrama permite concluir correta-


mente que o número de medalhas conquistadas por esse país
nessa edição dos jogos universitários foi de
(A) 15.
(B) 29.
(C) 52.
(D) 46.
(E) 40.
Respostas

01. Resposta: B.
A ={0,1,2,3,4,5} e B = {1,2,3,5,6,7,8
A união entre conjunto é juntar A e B:
{0,1,2,3,4,5,6,7,8} 

02. Resposta: A.
A “contém” B ou seja todos os números do conjunto A estão
no conjunto B.
⊂ = Contém 
∉ = não pertence
∈ = Pertence

03. Resposta: D.
Pelo diagrama verifica-se o número de atletas que ganha-
ram medalhas.
No caso das intersecções, devemos multiplicar por 2 (por ser
2 medalhas )e na intersecção das três medalhas (multiplica-se
por 3).
Intersecções:

Somando as outras:
2+5+8+12+2+8+9=46

Anotações

Raciocínio Lógico 39
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APOSTILAS OPÇÃO

Raciocínio Lógico 40
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CONHECIMENTOS GERAIS

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APOSTILAS OPÇÃO

federal, além de punição para infrações penais comuns. Para


ser submetido a julgamento o presidente precisa ter acusação
admitida por pelo menos dois terços da Câmara dos
Deputados. Nos casos de infrações penais ele é julgado pelo
Supremo Tribunal Federal e em caso de crimes de
responsabilidade é julgado pelo Senado Federal.
Entre as principais funções do presidente da república
estão a execução de leis e expedição de decretos e
regulamentos; prover cargos e funções públicas; promover a
administração e a segurança públicas; emitir moeda; elaborar
Domínio de tópicos relevantes de o orçamento e os planos de desenvolvimento econômico e
diversas áreas, tais como: política, social nos níveis nacional, regional e setoriais; exercer o
economia, sociedade, educação, comando supremo das forças armadas; e manter relações com
tecnologia, energia, relações estados estrangeiros.
internacionais, desenvolvimento Além das funções executivas, o presidente conta ainda, em
alguns casos, com poder legislativo. O poder pode ser aplicado
sustentável, segurança, artes e
em veto a leis aprovadas pelo Congresso Nacional e a edição
literatura e suas vinculações de medidas provisórias com força de lei de aplicação e
históricas, a nível regional, nacional e execução imediatas.
internacional. Os ministros de estado e auxiliares diretos do presidente
podem ser nomeados ou demitidos livremente por ele. Para
assumir alguma das funções a pessoa deve ter no mínimo 21
anos de idade, brasileiros natos, e estar no exercício dos
POLÍTICA direitos políticos. Os ministros nomeados pelo presidente são
responsáveis por diversas políticas de governo, em diversos
Sistema Político Brasileiro campos de atuação, como educação, economia, cultura,
O sistema político brasileiro tem base nas ideias finanças e justiça, entre diversos outros. Os ministros podem
iluministas do pensador francês Montesquieu. O pensador ser convocados para justificar seus atos perante a Câmara dos
defendeu a divisão do poder político em Legislativo, Executivo Deputados, o Senado ou qualquer uma de suas comissões para
e Judiciário em sua obra “O Espírito das Leis”. Para ele o poder explicar atos ou programas.
concentrado na mão do rei leva à tirania, então o Estado
deveria dividi-lo em poder executivo (executa as leis, o Poder Legislativo
governo), legislativo (cria as leis, o congresso) e judiciário (que O Poder Legislativo é representado por pessoas que devem
julga e fiscaliza os poderes). elaborar as leis que regulamentam o Estado, conhecidos por
No Brasil o voto é universal, ou seja, todo cidadão com a legisladores. Na maioria das repúblicas e monarquias o poder
idade mínima de 16 anos pode participar do processo político legislativo é formado por um congresso, parlamento,
e eleger seus representantes. O país é uma república federativa assembleia ou câmara.
presidencialista, onde o Chefe de Estado, no caso o presidente, Seu objetivo é elaborar normas de abrangência geral ou em
é eleito através do voto direto da população e os estados raros casos individual, que são estabelecidas aos cidadãos ou
possuem autonomia política, com a possibilidade de criar leis às instituições públicas nas suas relações recíprocas.
específicas. Entre as principais funções do poder legislativo estão a de
Assim como na obra de Montesquieu o país possui a fiscalizar o Poder Executivo, votar leis orçamentárias e, em
divisão do poder entre Executivo, representado pelo situações específicas, julgar determinadas pessoas, como
presidente da república, Legislativo, que é representado pelo o Presidente da república ou os próprios membros do
congresso nacional e Judiciário que é representado pelo legislativo.
Supremo Tribunal Federal. No Brasil, o Poder legislativo é exercido em âmbito federal,
estadual e municipal. O Congresso Nacional é formados pela
Poder Executivo Câmara dos Deputados e o Senado Federal e é responsável
O poder executivo é compreendido pelo presidente da pelo Poder Legislativo federal. Possui a função de elaborar e
república e seus ministros de Estado no sistema federativo aprovar as leis do país, e também controlar os atos do
brasileiro, com atribuições e responsabilidades definidos pela executivo e impedir abusos pela fiscalização permanente. Nos
constituição federal. Nos estados da federação e no distrito estados é exercido pelas assembleias legislativas e nos
federal, o poder executivo é exercido pelos governadores e municípios pelas câmaras municipais, ou de vereadores
seus secretários, com atribuições e responsabilidades
controlados pela constituição estadual. Nos municípios, os Poder Judiciário
representantes do poder executivo são os prefeitos e seus O Poder Judiciário é exercido pelos juízes e possui a
secretários, que também possuem atribuições e capacidade e a prerrogativa de julgar, de acordo com as regras
responsabilidades, definidas na lei orgânica de cada constitucionais e leis criadas pelo poder legislativo em
município. determinado país.
O presidente, governadores e prefeitos são eleitos através No Brasil, o judiciário não depende dos demais poderes
de sufrágio (voto) universal. O eleitor tem o direito de escolher nem possui controles externos de fiscalização. Sua função é a
aquele que melhor se encaixa em sua visão política. Todos os de aplicar a lei a fatos particulares e, por atribuição e
candidatos devem ser filiados a um partido político e, quando competência, declarar o direito e administrar justiça. Além
eleitos, possuem mandato com tempo determinado. No Brasil disso, pode resolver os conflitos que podem surgir na
as funções de presidente, governador e prefeito possuem sociedade e tomar decisões com base na constituição, nas leis,
duração de 4 anos cada, com a possibilidade de reeleição. nas normas e nos costumes, que adapta a situações específicas.
Durante suas campanhas os candidatos discutem seus O poder judiciário possui a divisão entre a União(Federal)
programas de governo e os rumos que pretendem dar ao país. e os estados, com a denominação de justiça federal e justiça
Existem punições ao presidente da república em caso de estadual, respectivamente.
crime de responsabilidade, como previsto na constituição

Conhecimentos Gerais 1
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APOSTILAS OPÇÃO

Entre os órgãos que formam o poder Judiciário estão o injustificadas, celebravam-se aditivos desnecessários e com
Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça preços excessivos, aceleravam-se contratações com supressão
(STJ), além dos Tribunais Regionais Federais (TRF), Tribunais de etapas relevantes e vazavam informações sigilosas, dentre
e Juízes do Trabalho, Tribunais e Juízes Eleitorais, Tribunais e outras irregularidades.
Juízes Militares e os Tribunais e Juízes dos estados e do Distrito
Federal e Territórios. Operadores financeiros - Os operadores financeiros ou
O STF é o órgão máximo do Judiciário brasileiro. Sua intermediários eram responsáveis não só por intermediar o
principal função é zelar pelo cumprimento da Constituição e pagamento da propina, mas especialmente por entregar a
dar a palavra final nas questões que envolvam normas propina disfarçada de dinheiro limpo aos beneficiários. Em um
constitucionais. É composto por 11 ministros indicados pelo primeiro momento, o dinheiro ia das empreiteiras até o
Presidente da República e nomeados por ele após aprovação operador financeiro. Isso acontecia em espécie, por
pelo Senado Federal. movimentação no exterior e por meio de contratos simulados
Os juízes que atuam em tribunais superiores são com empresas de fachada. Num segundo momento, o dinheiro
nomeados pelo presidente da república, porem precisam de ia do operador financeiro até o beneficiário em espécie, por
aprovação do Senado. Outros cargos são preenchidos através transferência no exterior ou mediante pagamento de bens.
de concurso público. Os juízes têm cargo vitalício, não podem
ser removidos e seus vencimentos não podem ser reduzidos. Agentes políticos - Outra linha da investigação –
correspondente à sua verticalização – começou em março de
Operação Lava Jato1 2015, quando o Procurador-Geral da República apresentou ao
O nome do caso, “Lava Jato”, decorre do uso de uma rede Supremo Tribunal Federal 28 petições para a abertura de
de postos de combustíveis e lava a jato de automóveis para inquéritos criminais destinados a apurar fatos atribuídos a 55
movimentar recursos ilícitos pertencentes a uma das pessoas, das quais 49 são titulares de foro por prerrogativa de
organizações criminosas inicialmente investigadas. Embora a função (“foro privilegiado”). São pessoas que integram ou
investigação tenha avançado para outras organizações estão relacionadas a partidos políticos responsáveis por
criminosas, o nome inicial se consagrou. indicar e manter os diretores da Petrobras. Elas foram citadas
A operação Lava Jato é a maior investigação de corrupção em colaborações premiadas feitas na 1ª instância mediante
e lavagem de dinheiro que o Brasil já teve. Estima-se que o delegação do Procurador-Geral. A primeira instância
volume de recursos desviados dos cofres da Petrobras, maior investigará os agentes políticos por improbidade, na área cível,
estatal do país, esteja na casa de bilhões de reais. Soma-se a e na área criminal aqueles sem prerrogativa de foro.
isso a expressão econômica e política dos suspeitos de
participar do esquema de corrupção que envolve a companhia. Colaboração Premiada
No primeiro momento da investigação, desenvolvido a
partir de março de 2014, perante a Justiça Federal em Curitiba, Acordos de colaboração com investigados e réus
foram investigadas e processadas quatro organizações Para incentivar os criminosos a colaborar com a Justiça,
criminosas lideradas por doleiros, que são operadores do várias leis trouxeram a possibilidade de se conceder benefícios
mercado paralelo de câmbio. Depois, o Ministério Público àqueles acusados que cooperam com a investigação. Esses
Federal recolheu provas de um imenso esquema criminoso de benefícios podem ser a diminuição da pena, a alteração do
corrupção envolvendo a Petrobras. regime de seu cumprimento ou mesmo, em casos excepcionais,
Nesse esquema, que dura pelo menos dez anos, grandes isenção penal. Essa colaboração é extremamente relevante na
empreiteiras organizadas em cartel pagavam propina para investigação de alguns tipos de crime, como por exemplo: no
altos executivos da estatal e outros agentes públicos. O valor de organização criminosa, em que é comum a destruição de
da propina variava de 1% a 5% do montante total de contratos provas e ameaças a testemunhas; no de lavagem de dinheiro,
bilionários superfaturados. Esse suborno era distribuído por o qual objetiva justamente ocultar crimes; e no de corrupção,
meio de operadores financeiros do esquema, incluindo feito às escuras e com pacto de silêncio.
doleiros investigados na primeira etapa. Há duas formas de colaboração premiada. Na primeira, o
As empreiteiras - Em um cenário normal, empreiteiras criminoso revela informações na expectativa de, no futuro, tal
concorreriam entre si, em licitações, para conseguir os cooperação ser tomada em consideração pelo juiz quando da
contratos da Petrobras, e a estatal contrataria a empresa que aplicação da pena. Na segunda, o criminoso entra em acordo
aceitasse fazer a obra pelo menor preço. Neste caso, as com o Ministério Público, celebrando, após negociação, um
empreiteiras se cartelizaram em um “clube” para substituir contrato escrito. No contrato são estipulados os benefícios que
uma concorrência real por uma concorrência aparente. Os serão concedidos e as condições para que a cooperação seja
preços oferecidos à Petrobras eram calculados e ajustados em premiada.
reuniões secretas nas quais se definia quem ganharia o A lei brasileira que detalhou como funciona a colaboração
contrato e qual seria o preço, inflado em benefício privado e premiada é chamada Lei de Combate às Organizações
em prejuízo dos cofres da estatal. O cartel tinha até um Criminosas (Lei 12.850/2013). Embora não houvesse previsão
regulamento, que simulava regras de um campeonato de expressa de acordos de colaboração entre o criminoso e o
futebol, para definir como as obras seriam distribuídas. Para Ministério Público antes da lei, eles já vinham sendo feitos
disfarçar o crime, o registro escrito da distribuição de obras desde a força-tarefa do caso Banestado (entre 2003 e 2007).
era feito, por vezes, como se fosse a distribuição de prêmios de Em cada acordo, muitas variáveis são consideradas, tais
um bingo. como informações novas sobre crimes e quem são os seus
Funcionários da Petrobras - As empresas precisavam autores, provas que serão disponibilizadas, importância dos
garantir que apenas aquelas do cartel fossem convidadas para fatos e das provas prometidas no contexto da investigação,
as licitações. Por isso, era conveniente cooptar agentes recuperação do proveito econômico auferido com os crimes,
públicos. Os funcionários não só se omitiam em relação ao perspectiva de resultado positivo dos processos e das
cartel, do qual tinham conhecimento, mas o favoreciam, punições sem a colaboração, entre outras. Há uma criteriosa
restringindo convidados e incluindo a ganhadora dentre as análise de custos e benefícios sociais que decorrerão do acordo
participantes, em um jogo de cartas marcadas. Segundo de colaboração sempre por um conjunto de procuradores da
levantamentos da Petrobras, eram feitas negociações diretas República, ponderando-se diferentes pontos de vista. O acordo

1 http://lavajato.mpf.mp.br/entenda-o-caso

Conhecimentos Gerais 2
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APOSTILAS OPÇÃO

é feito apenas quando há concordância de que os benefícios a atenção para a resistência da ex-presidente, que decidiu
superarão significativamente os custos para a sociedade. enfrentar o processo até o final, apesar das previsões de que
seu afastamento seria concretizado.
PROCESSO DE IMPEACHMENT DE DILMA2
Às 13h34 desta quarta-feira (31/08/16), Dilma Rousseff Lava Jato: Queiroz Galvão pagou R$ 10 milhões a alto
(PT) sofreu impeachment e encerrou seu mandato frente à escalão da Petrobras3
Presidência da República. Em discurso após a votação no A força-tarefa da Operação Lava Jato informou hoje
Senado, Dilma disse que sofreu um segundo golpe e prometeu (2/8/2016) que colheu provas documentais de que a
uma oposição “firme e incansável”. Às 16h49, Michel Temer construtora Queiroz Galvão destinou ao menos R$ 10 milhões
(PMDB) deixou a vice-presidência oficialmente e foi em pagamentos ilegais para funcionários de alto escalão das
empossado presidente. Mais tarde, na primeira reunião diretorias de Serviços e Abastecimento da Petrobras entre
ministerial, respondeu aos opositores, prometendo não levar 2010 e 2013, com o objetivo de firmar contratos e obter
“desaforo para casa”: “golpista é você”. vantagens indevidas junto à petroleira estatal.
Após 73 horas, o julgamento do impeachment no Senado A cifra total de repasses ilegais a funcionários da estatal e
terminou com o veredicto de condenação de Dilma por crime a partidos políticos, contudo, pode ser muito maior, de acordo
de responsabilidade, pelas "pedaladas fiscais" no Plano Safra e com a Polícia Federal. O doleiro Alberto Yousseff revelou aos
por ter editado decretos de crédito suplementar sem investigadores ter tido acesso a um balanço do ex-diretor de
autorização do Congresso Nacional. Foram 61 a favor e 20 Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa em que
contrários ao impeachment, sem abstenções. Saiba como constava uma dívida de R$ 37 milhões ligada à construtora
votou cada senador. Em uma segunda votação, os senadores Queiroz Galvão. Os integrantes da força-tarefa afirmaram que
decidiram manter a possibilidade de Dilma disputar novas a atuação ilegal da Queiroz Galvão envolveu todas as
eleições e assumir cargos na administração pública. modalidades de contravenções investigadas no âmbito da Lava
Jato. “A Queiroz tem uma peculiaridade, ela representa todos
DISCURSO DE DILMA os pecados, todas as espécies de crimes que nós verificamos na
Em seu primeiro pronunciamento, a agora ex-presidente Operação Lava Jato”, disse o procurador da República Carlos
Dilma Rousseff afirmou que a decisão é o segundo golpe de Fernando dos Santos Lima, em Curitiba, em entrevista sobre a
estado que enfrenta na vida e que os senadores que votaram 33ª Operação da Lava Jato, deflagrada nesta terça-
pelo seu afastamento definitivo rasgaram a Constituição. Ao feira(2/8/2016). Além do repasse direto de propina a
lado de aliados, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, funcionários da estatal, a empreiteira repassou dinheiro a
foi enfática: "Ouçam bem: eles pensam que nos venceram, mas políticos e partidos por meio de caixa 2 de campanha e utilizou
estão enganados. Sei que todos vamos lutar. Haverá contra eles ainda doações legais de campanha como meio de pagamento
a mais firme, incansável e enérgica oposição que um governo de vantagens indevidas a partidos, informou a força-tarefa.
golpista pode sofrer.
Rodrigo Maia: conheça o perfil do novo presidente da
POSSE DE TEMER Câmara4
Três horas após o afastamento de Dilma Rousseff, Michel O deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), 46 anos, foi
Temer foi empossado o novo presidente da República. A eleito na madrugada de quinta-feira (14/07/2016), com 285
cerimônia durou apenas 11 minutos. Ao apertar a mão de votos, presidente da Câmara dos Deputados. Maia venceu em
Temer, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), segundo turno o deputado Rogério Rosso (PSD-DF), que até
disse a ele: "Estamos juntos". então era apontado como candidato favorito do Palácio do
Na primeira reunião ministerial do governo, Temer Planalto para o cargo. Rosso somou 170 votos. Outros cinco
afirmou que agora a cobrança sobre o governo será "muito parlamentares votaram em branco.
maior" e rejeitou a acusação de que o impeachment foi um
golpe. "Golpista é você, que está contra a Constituição", Mandato tampão
afirmou dirigindo-se a Dilma. Rodrigo Maia ficará à frente da Câmara até fevereiro de
O novo presidente embarca para a China, onde participa, 2017. Citando a crise econômica que atinge o país e o
nos dias 4 e 5, em Hangzhou, da Cúpula de Líderes do G20, conturbado momento político pelo qual passa o Congresso, o
grupo das 20 principais economias do mundo. Temer afirmou deputado afirmou que as repúblicas "nunca se consolidam sem
que vai "revelar aos olhos do mundo que temos estabilidade a força dos parlamentos
política e segurança jurídica." Durante a ausência, assume
provisoriamente a Presidência o deputado Rodrigo Maia Trajetória política
(DEM-RJ), atual presidente da Câmara. Formado em economia, Rodrigo Maia é deputado federal
pelo Rio de Janeiro há cinco legislaturas. Foi eleito para o
REPERCUSSÃO E MANIFESTAÇÕES primeiro mandato em 1998. Tentou se eleger prefeito do Rio
Após a votação final do impeachment, houve protestos a em 2012, tendo Clarissa Garotinho (PR-RJ) como vice.
favor e contra Temer pelo país. Na Avenida Paulista, um grupo Maia também ocupou o cargo de secretário de Governo do
protestava contra o impeachment, enquanto outro Rio de Janeiro (1997-1998) e de secretário de Governo do
comemorava com bolo e champagne. Município do Rio de Janeiro (1996). Antes de chegar ao
Democratas (DEM), o parlamentar foi filiado ao PFL e ao PTB.
REPERCUSSÃO INTERNACIONAL Maia assumiu a presidência nacional do DEM, partido que
A rede norte-americana CNN deu grande destaque à ajudou a criar, em 2007.
notícia em seu site e afirmou que a decisão é “um grande revés” Filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia (DEM),
para Dilma, mas "pode não ser o fim de sua carreira política". Rodrigo Maia integra um bloco informal dos chamados
O argentino “Clarín” afirma que o afastamento de Dilma marca governistas independentes. Além do DEM, compõem o grupo o
“o fim de uma era no Brasil”. O “El País”, da Espanha, chamou PSDB, o PSB e o PPS.

2 31/08/2016 – Fonte: http://especiais.g1.globo.com/politica/processo- 4 14/07/2016 - Fonte:


de-impeachment-de-dilma/2016/impeachment-de-dilma/ http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2016-07/rodrigo-maia-
3 02/08/2016 – Fonte: conheca-o-perfil-do-novo-presidente-da-camara
http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2016-08/lava-jato-queiroz-
galvao-pagou-10-milhoes-para-diretores-da-petrobras

Conhecimentos Gerais 3
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APOSTILAS OPÇÃO

Eduardo Cunha é preso em Brasília por decisão de o lobista Julio Camargo, ao delatar Eduardo Cunha (refere-se
Sérgio Moro5 ao projeto de lei de autoria do deputado Heráclito Fortes (PSB-
O ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo PI), um dos membros da tropa de choque que o ex-deputado
Cunha (PMDB-RJ) foi preso nesta quarta-feira (19/10/2016), federal Eduardo Cunha liderava);
em Brasília. A prisão dele é preventiva, ou seja, por tempo – Demissão do servidor de informática da Câmara que
indeterminado. A decisão foi do juiz Sérgio Moro no processo forneceu provas que evidenciaram que os requerimentos para
em que Cunha é acusado de receber propina de contrato de pressionar a empresa Mitsui foram elaborados por Cunha, e
exploração de Petróleo no Benin, na África, e de usar contas na não pela então deputada “laranja” Solange Almeida;
Suíça para lavar o dinheiro. – Suspeita do recebimento de vantagem indevida por
A Polícia Federal (PF) informou que o ex-presidente da emendas para bancos e empreiteiras;
Câmara foi preso na garagem de um edifício. Já o advogado – Manobras junto a aliados no Conselho de Ética para
dele disse que a prisão aconteceu no apartamento funcional de enterrar o processo que pede a cassação do deputado;
Cunha. – Ameaças relatadas pelo ex-relator do Conselho de Ética,
O deputado cassado embarcou às 15h em um avião da Fausto Pinato (PRB-SP);
Polícia Federal (PF) no aeroporto de Brasília com destino a – Relato de oferta de propina a Pinatto, ex-relator do
Curitiba, onde ficará preso. O avião chegou ao aeroporto, na processo de Cunha no Conselho de Ética.
Região Metropolitana de Curitiba, às 16h45. De lá, Cunha
seguiu para a superintendência da PF. Aprovada na Câmara, PEC 241 passa a tramitar no
No despacho que determinou a prisão, Moro diz que o Senado como PEC 556
poder de Cunha para obstruir a Lava Jato "não se esvaziou". O Aprovada pela Câmara dos Deputados na madrugada desta
juiz havia autorizado a PF a entrar na casa de Cunha no Rio de quarta-feira (26/10/2016), a Proposta de Emenda à
Janeiro para prendê-lo. Constituição (PEC) 241, que estabelece um limite para os
Moro é responsável pelas ações da operação Lava Jato na gastos públicos pelos próximos 20 anos, recebeu nova
1ª instância. Após Cunha perder o foro privilegiado com a numeração ao passar a tramitar no Senado, sob a numeração
cassação do mandato, ocorrida em setembro, o juiz retomou de PEC 55.
na quinta-feira (13/10/2016) o processo que corria no A mudança na numeração da PEC não implica
Supremo Tribunal Federal (STF). necessariamente em uma mudança no conteúdo da proposta
Nesta segunda (17/10/2016), Moro havia intimado Cunha (os senadores ainda analisarão o texto e poderão propor
e dado 10 dias para que os advogados protocolassem defesa alterações). De acordo com a Secretaria-Geral da Mesa, a
prévia. modificação ocorre para organizar o sistema do Senado.
Em nota divulgada por seus advogados, Cunha afirmou que Tida como prioridade pelo governo do presidente Michel
a decisão de Moro que resultou na prisão é "absurda" e "sem Temer para reequilibrar as contas públicas, a PEC foi aprovada
nenhuma motivação". pela Câmara em segundo turno, por 359 votos a 116 (e 2
De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), em abstenções) e, agora, passará a ser analisada pelo Senado.
liberdade, Cunha representa risco à instrução do processo e à Mais cedo, nesta quarta, o presidente da Câmara, Rodrigo
ordem pública. Além disso, os procuradores argumentaram Maia (DEM-RJ), entregou o texto da PEC ao presidente do
que "há possibilidade concreta de fuga em virtude da Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
disponibilidade de recursos ocultos no exterior" e da dupla A proposta já foi remetida à Comissão de Constituição e
cidadania. Cunha tem passaporte italiano e teria, segundo o Justiça do Senado e, posteriormente (veja o calendário
MPF, patrimônio oculto de cerca de US$ 13 milhões que podem completo ao final desta reportagem), será analisada, em dois
estar em contas no exterior. turnos, pelo plenário.
Para embasar o pedido de prisão do ex-presidente da
Câmarax, a força-tarefa da Operação Lava Jato listou atitudes, Relatoria
que conforme os procuradores, foram adotadas por Cunha Ao fazer a leitura da PEC em plenário, nesta quarta, Renan
para atrapalhar as investigações. Calheiros sugeriu o nome de Eunício Oliveira (CE), líder do
Entre elas, a convocação pela CPI da Petrobras da PMDB no Senado, para relatar da proposta. Cabe ao presidente
advogada Beatriz Catta Preta, que atuou como defensora do da CCJ, José Maranhão (PMDB-PB), porém, indicar o relator.
lobista e colaborador da Lava Jato Julio Camargo, responsável Segundo Renan Calheiros, Maranhão "demonstrou
pelo depoimento que acusou Cunha de ter recebido propina da disposição" em escolher o líder do PMDB para relatar o texto.
Petrobras. O nome de Eunício, mesmo sem um anúncio oficial pelo
Atitudes de Cunha para atrapalhar a Lava Jato, segundo o Senado, já aparece como relator da matéria, no sistema
MPF: eletrônico.
– Requerimentos no TCU e à Câmara sobre a empresa Em plenário, Renan afirmou que a proposta seguirá o
Mitsui para forçar o lobista Julio Camargo a pagar propina; calendário "natural" e que foi acordado entre líderes
– Requerimentos contra o grupo Schahin, cujos acionistas partidários.
se tratavam de inimigos pessoais do ex-deputado e do seu Pelo cronograma acertado entre Renan Calheiros e os
operador, Lucio Bolonha Funaro; líderes partidários, a votação da PEC em primeiro turno está
– Convocação pela CPI da Petrobras da advogada Beatriz prevista para 29 de novembro e, em segundo turno, para 13 de
Catta Preta, que atuou como defensora do lobista Julio dezembro.
Camargo, responsável pelo depoimento que acusou Cunha de Por se tratar de uma emenda à Constituição, para entrar
ter recebido propina da Petrobras; em vigor, o texto precisa do apoio de, pelo menos, três quintos
– Contratação da KROLL pela CPI da Petrobras para tentar dos senadores (49 dos 81). Se os parlamentares aprovarem
tirar a credibilidade de colaboradores da Operação Lava Jato; algum tipo de mudança no texto original, a PEC retornará à
– Pedido de quebra de sigilo de parentes de Alberto Câmara.
Youssef, o primeiro colaborador a delatar Eduardo Cunha;
– Apresentação de projeto de lei que prevê que
colaboradores não podem corrigir seus depoimentos, como fez

5 19/10/2016 Fonte: 6 http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/10/aprovada-na-camara-


http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2016/10/juiz-federal-sergio-moro- pec-241-vira-pec-55-no-senado.html
determina-prisao-de-eduardo-cunha.html

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ECONOMIA Dívida pública sobe 2,77% em junho, para R$ 2,95


trilhões10
Inflação7 A dívida pública federal brasileira, que inclui os
O IBGE divulga hoje(09/09/16) o IPCA de agosto, a endividamentos interno e externo do governo, subiu 2,77%
inflação oficial do país, que em julho atingiu 0,52%, levando o em junho, para R$ 2,95 trilhões, informou o Tesouro Nacional
acumulado no ano para 4,96%, menor que os 6,83% nesta segunda-feira (25/07/2016). Em maio, o endividamento
registrados em igual período do ano anterior. público havia somado R$ 2,87 trilhões.
O aumento da dívida pública em junho está relacionado
Inflação do aluguel8 com a emissão líquida de títulos públicos, ou seja, acima do
A FGV divulga o IGP-M, conhecido como "inflação do volume dos resgates (papéis que venceram no mês passado)
aluguel" por ser usado para reajustado a maioria dos contratos em R$ 61,1 bilhões.
imobiliários, de agosto. Em julho, o índice desacelerou para Em junho (2016), foram resgatados R$ 1,31 bilhão em
0,32%, mas ainda acumula alta de 11,79% nos últimos 12 papéis, enquanto que as emissões de títulos da dívida
meses. somaram R$ 62,42 bilhões. A alta da dívida também está
relacionada com as despesas com juros, que totalizaram R$
Desemprego sobe para 11,3% no 2º trimestre, aponta 18,67 bilhões no mês passado.
Pnad, do IBGE9
O desemprego subiu para 11,3% no trimestre encerrado Senado aprova indicação de Ilan Goldfajn para Banco
em junho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira Central11
(29/08/16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística O Senado aprovou nesta terça-feira (07/06/2016), por 56
(IBGE). A taxa é a maior já registrada pela série histórica da votos favoráveis, 13 contrários e uma abstenção, a indicação
Pnad Contínua, que teve início em janeiro de 2012. de Ilan Goldfajn para a presidência do Banco Central. A
No trimestre encerrado em março, o índice de desemprego aprovação ocorreu horas após Goldfajn ser sabatinado pela
foi de 10,9% e no período de abril a junho de 2015, de 8,3%. Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, na
No trimestre de março a maio, a taxa bateu 11,2%. manhã desta terça, e ter o nome aprovado pelo colegiado.
A população desocupada cresceu 4,5% em relação ao A votação se deu no dia em que o Comitê de Política
primeiro trimestre e chegou a 11,6 milhões de pessoas. Já na Monetária (Copom), do BC, se reúne para discutir se a taxa
comparação com o 2º trimestre de 2015, o aumento foi de básica de juros permanece em 14,25% ano ou será alterada. A
38,7%. reunião começou nesta terça, mas a decisão só será anunciada
Por outro lado, a população ocupada somou 90,8 milhões após novo encontro na quarta-feira.
de pessoas e mostrou estabilidade em relação ao 1º trimestre
e queda de 1,5% sobre o período de abril a junho de 2015. Recessão e contas públicas
Segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Segundo Ilan Goldfajn, a situação econômica do país exige
Rendimento do IBGE, a ocupação se manteve estável em “grande atenção” pois o país atravessa “a pior recessão da
relação ao trimestre anterior, no entanto, foi menor do que em história brasileira, com desemprego em alta e relevante
2015. "Com o crescimento da população em idade para desafio fiscal.”
trabalhar (1,3%) e a redução da população ocupada, o nível da As contas públicas passam por forte deterioração e, para
ocupação no ano caiu de 56,2% para 54,6%." A Pnad entrevista este ano, o governo estima um rombo de até R$ 170,5
211 mil domicílios em 3.464 municípios e 15.756 setores do bilhões – o maior da história, se confirmado.
país.
Também não houve alteração em relação à quantidade de Petrobras conclui compra de ativos na Argentina e
trabalhadores com carteira assinada, que ficou em 34,4 Bolívia12
milhões. Já na comparação com o mesmo trimestre do ano A Petrobras concluiu todas as etapas da aquisição de
anterior, esse número caiu 4,1%. De acordo com Azeredo, essa 33,6% da concessão de Rio Neuquen, na Argentina, e de 100%
retração gera "um movimento de pressão" ao mercado de do ativo de Colpa Caranda, na Bolívia, por um valor de US$ 56
trabalho. milhões, após ajustes, segundo comunicado ao mercado nesta
sexta-feira (28).
Atividade extrativas puxam queda O negócio está relacionado à venda, pela Petrobras, da
Entre as atividades que registraram queda na produção no totalidade de sua participação de 67,19% na Petrobras
primeiro semestre do ano, estão as indústrias extrativas (- Argentina (PESA) para a Pampa Energía, em transação
14,0%) e a de veículos automotores, reboques e carrocerias (- concluída em julho com o pagamento de US$ 897 milhões.
21,2%), que exerceram as principais pressões negativas. "Os ativos de Rio Neuquen e Colpa Caranda têm valor
Outras contribuições negativas partiram de máquinas e estratégico para a Petrobras", disse a estatal brasileira no
equipamentos (-16%), coque, produtos derivados do petróleo comunicado.
e biocombustíveis (-5,9%), metalurgia (-11,9%) e
equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos Nº de novas empresas cresce no ano e cai no trimestre,
(-27%), entre outros. diz Boa Vista13
O número de novas empresas cresceu 1% no acumulado
do ano (de janeiro e setembro) em relação ao mesmo período
do ano anterior, segundo levantamento da Boa Vista SCPC
(Serviço Central de Proteção ao Crédito), com abrangência

7 09/09/2016 – Fonte: http://g1.globo.com/agenda-do- 11 07/06/2016 - Fonte:


dia/edicoes/2016/09/09.html http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/06/senado-aprova-indicacao-
8 30/08/2016 – Fonte: http://g1.globo.com/agenda-do- de-ilan-goldfajn-para-banco-central.html
dia/edicoes/2016/08/30.html 12 28/10/2016 Fonte:
9 29/08/2016 – Fonte: http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2016/10/petrobras-conclui-
http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/07/desemprego-fica-em-113- compra-de-ativos-na-argentina-e-bolivia.html
no-2-trimestre-diz-ibge.html 13 28/10/2016 Fonte:
10 25/07/2016 – Fonte: http://g1.globo.com/economia/pme/noticia/2016/10/n-de-novas-empresas-
http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/07/divida-publica-sobe-277- cresce-no-ano-e-cai-no-trimestre-diz-boa-vista.html
em-junho-para-r-295-trilhoes.html

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nacional. Em relação ao 2º trimestre de 2016, houve queda de passa a ser cobrado dos consumidores R$ 1,50 para cada 100
2% no terceiro trimestre (de julho a setembro). kWh consumidos.
Na análise por classificação de forma jurídica, as MEIs Quando o custo com o uso dessas usinas sobe muito, a
(microempreendedor individual) continuam com papel de bandeira fica na cor vermelha, que tem dois patamares, e há
destaque. No acumulado do ano (janeiro a setembro de 2016), uma cobrança extra nas contas de luz de R$ 3 ou R$ 4,50 para
as MEIs aumentaram 6% em relação ao mesmo período do ano cada 100 kWh usados.
passado. Na mesma base de comparação, as MEs Desde abril, quando o governo decidiu retirar a cobrança
(microempresas) e as demais formas jurídicas recuaram 9,4% da bandeira tarifária, o nível de armazenamento dos
e 14,3%, respectivamente. reservatórios de hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste,
De acordo com a Boa Vista, esse resultado refletiu responsáveis por cerca de 70% da capacidade de geração do
diretamente na composição da abertura de empresas. As MEIs país, caiu de 57,5% para 35,05%. No Nordeste, segunda maior
aumentaram 3,5 pontos percentuais de sua participação, região produtora, a passou de 33,12% para 11,39%.
totalizando 74,2% das novas empresas, enquanto as demais A queda de armazenamento no Sudeste e Centro-Oeste é
categorias perderam representatividade. normal neste período, mais seco. Entretanto, essas
hidrelétricas já vinham sofrendo com a falta de chuvas desde
Setores 2012 e que chegou a gerar preocupações quanto a um possível
Por setores, o levantamento da Boa Vista SCPC mostra que novo racionamento. O Nordeste também enfrenta uma das
o de serviços registrou ganho de representatividade. No piores secas das últimas décadas.
acumulado de 2016, este setor atingiu 55,9% das novas Como o armazenamento de água está abaixo do normal, o
empresas, ante 54,4% no mesmo período do ano passado. acionamento das térmicas serve também para poupar água
Indústria e rural permaneceram estáveis, e o comércio das hidrelétricas até que chuvas mais intensas no Sudeste e
perdeu espaço, ao passar de 35% para 33,4% do total. Centro-Oeste, que normalmente ocorrem a partir de
novembro, voltem a encher os reservatórios.
Regiões Portanto, se houver melhora na situação dessas represas
O Sudeste e o Sul foram as regiões responsáveis pelo nas próximas semanas, reduz-se a necessidade do uso das
crescimento das empresas. No acumulado do ano em térmicas e a bandeira pode, em breve, voltar à cor verde.
comparação com o mesmo período do ano anterior, Nesta sexta, o Operador Nacional do Sistema Elétrico
registraram alta de 2,8%. As demais regiões apresentaram (ONS) informou previsão de que as chuvas nas regiões Sudeste
queda no período: Nordeste (2,5%), Norte (3,1%) e Centro- e Centro-Oeste, no mês de novembro, devem ficar entre 60% e
Oeste (3,4%). 103% da média histórica. E que os reservatórios das
Com isso, Sudeste e Sul apresentaram ganho de hidrelétricas das duas regiões podem chegar ao fim do mês
representatividade, como apresentado no gráfico 5. Sul passou com armazenamento médio entre 30,2% e 33,4%.
de 16,6% para 16,7% e o Sudeste aumentou de 50,7% para
51,8%. Lucro da Eletrobras cai para R$ 875 milhões no 3º
trimestre15
Bandeira fica amarela, e contas de luz terão cobrança A estatal Eletrobras apresentou lucro de R$ 875 milhões
extra em novembro14 no terceiro trimestre, revertendo prejuízo no mesmo período
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou do ano passado, após contabilizar novas receitas relacionadas
nesta sexta-feira (28/10/2016) que os consumidores a indenizações devidas pela União à companhia desde a
brasileiros vão voltar a pagar a taxa extra das bandeiras renovação antecipada de seus contratos de concessão,
tarifárias a partir de novembro. No mês que vem, passa a segundo dados divulgados nesta quinta-feira.
vigorar a bandeira de cor amarela, o que implica na cobrança As indenizações decorrem de um pacote de medidas do
de R$ 1,50 para cada 100 kWh de energia consumidos. governo para redução das tarifas de energia, no final de 2012.
A cobrança da taxa havia sido suspensa em abril deste ano, A companhia registrou um saldo contábil de R$ 1,499
quando passou para a cor verde pela primeira vez desde que o bilhão ao incluir uma atualização monetária referente a essas
sistema entrou vem vigor, em janeiro de 2015. A bandeira indenizações, cujo recebimento foi reconhecido em seu
permaneceu verde até outubro, ou seja, por 7 meses. balanço do segundo trimestre.
Em nota, a Aneel justificou a mudança alegando que "a No terceiro trimestre de 2015, o prejuízo da elétrica havia
condição hidrológica está menos favorável" no país. Isso sido de R$ 4,225 bilhões.
significa que a falta de chuvas levou à redução no As indenizações renderam também mais R$ 1,931 bilhão à
armazenamento de água nos reservatórios das hidrelétricas e, Eletrobras devido à participação detida pela estatal na
como consequência, foi necessário acionar um número maior transmissora de energia Cteep, que reconheceu o direito a
de térmicas (usinas que produzem eletricidade por meio da compensações bilionárias em seu balanço do terceiro
queima de combustíveis) para atender à demanda por energia trimestre.
no país. Com o resultado, a Eletrobras registra o segundo trimestre
O sistema das bandeiras tarifárias foi criado justamente consecutivo de lucros, após acumular mais de R$ 30 bilhões
para arrecadar recursos que vão cobrir o custo extra com o uso em perdas desde 2012
de termelétricas. Isso é necessário porque elas geram energia O lucro antes de juros, impostos, depreciação e
mais cara que as hidrelétricas. As primeiras a ser acionadas amortização (Ebitda) do trimestre subiu para R$ 3,237
são as termelétricas com custo de produção mais baixo. bilhões, ante R$ 3,149 bilhões negativos no mesmo período de
Conforme aumenta a necessidade, o governo determina o 2015.
funcionamento das mais caras.
As bandeiras acompanham essa evolução. Quando há
pouca ou nenhuma necessidade de geração por termelétricas,
a bandeira fica verde e não há cobrança extra. Se essa
necessidade aumenta um pouco, a bandeira fica amarela e

14 28/10/2016 Fonte: http://g1.globo.com/economia/seu- 15 10/11/2016 Fonte:


dinheiro/noticia/2016/10/bandeira-fica-amarela-e-contas-de-luz-terao- http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2016/11/lucro-da-
cobranca-extra-em-novembro.html eletrobras-cai-para-r-875-milhoes-no-3-trimestre.html

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Comissão aprova relatório e PEC do teto de gastos pontos, retirar os investimentos na área de saúde, educação e
avança no Senado16 ciência e tecnologia do teto de gastos.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Mas o relator Eunício Oliveira se posicionou
aprovou nesta quarta-feira (9) o relatório do senador Eunício contrariamente às possíveis modificações, alegando que tais
Oliveira (PMDB-CE) favorável à Proposta de Emenda à alterações iam de encontro aos objetivos da proposta.
Constituição que estabelece um teto para os gastos públicos. O “Saúde e educação são áreas essenciais para o
placar da aprovação foi de 19 votos favoráveis e sete desenvolvimento do país e bem-estar da população. A PEC
contrários – o presidente do colegiado, José Maranhão (PMDB- mantém a atual regra para o piso da Educação até 2017 e a
PB), não vota. partir daí estabelece um crescimento pela inflação. Ao
Após aprovarem o texto-base, os senadores da comissão contrário de interpretações equivocadas que alardeiam que
rejeitaram um destaque ao texto e preservaram o conteúdo da vamos tirar recursos da educação e da saúde, isso não é
proposta aprovada pela Câmara. O destaque queria verdade, não vamos tirar um centavo da saúde e da educação”,
estabelecer um referendo popular para determinar se a afirmou Eunício.
proposta entraria ou não em vigor. Senadores governistas são contrários a alterações do texto
Depois de passar pela CCJ, a proposta seguirá para o porque mudanças no teor da PEC obrigariam que a medida
plenário principal do Senado, onde passará por dois turnos de voltasse para a Câmara. O Palácio do Planalto quer aprovar o
votação. Para a medida, que já foi aprovada pela Câmara dos texto ainda neste ano para que as regras já comecem a valer
Deputados, entrar em vigor, se