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ENSAIOS MECÂNICOS

Prof. João Bosco


Quais são as características do
do século XXI ???
Buscar compreensão e o
entendimento para avaliar as
propriedades dos materiais

Analisando a estrutura-
processamento dos materiais
visando seu desempenho
ESTRUTURA

PROPRIEDADES
ESTRUTURA
As estruturas recebem diferentes nomes em
função do aumento utilizado para visualizá-la

10 -16 10-12 10 -8 10 -4 1 102

Comprimento onda Estruturas Metálicas


A ESTRUTURA PODERÁ SER:

- uma lupa (aumentos de até 100 vezes)

- um microscópio ótico (aumentos de até 1000 vezes)

- um microscópio eletrônico (aumentos de até 100.000 vezes)

- visão de raios-X.
Macroestrutura (olho nu a 10X)

Microestrutura ótica e de varredura (50 a 5000X)


UMA ESTRUTURA PODE SER

o conjunto das partes de


um todo e as suas relações
dessas partes entre si

a estrutura deve ser


entendida como a
disposição, a ordem das
partes constitutivas de um
todo
PROPRIEDADES
A estrutura interna dos materiais é função do arranjo cristalino

previsto pelas posições dos átomos das células unitárias

Mudanças no processamento dos materiais:

refusão, conformação, tratamento térmico, refinamento estrutural,

podem causar alterações nas posições de distribuição dos átomos

alterando as propriedades previstas para o material

mas como quantificar estas propriedades?


UMA PROPRIEDADE PODE SER

uma característica de um
material expressa em termos
da resposta medida para um
estímulo específico

Propriedades mecânicas são


propriedades que definem o
comportamento do material
quando sujeito à ação de
forças
Determinação das Propriedades Mecânicas
através
Ensaios Mecânicos

O princípio de realização é aplicação de esforços de diferentes


naturezas: tração, compressão, flexão, torção, cisalhamento, etc
objetivo
determinação da resistência do material a cada um desses esforços
Principais propriedades mecânicas obtidas por ensaios

- Resistência (tensão que aceita o material),

- Elasticidade (deformação possível, com aplicação de uma

determinada tensão e retorno as características originais, após a

retirada desta tensão),

- Plasticidade (capacidade de sofrer deformação permanente sem

rompimento),

- Resiliência (capacidade de absorver energia)

- Tenacidade (energia total para provocar a fratura)


Em relação integridade física, os ensaios mecânicos dos materiais,
se dividem em:

- Ensaios Destrutivos

- Ensaios Não Destrutivos

- Destrutivos são aqueles em que para testar o material é

necessário destruí-lo perdendo sua integridade física

- Não destrutivos é possível testar um dado material (peça

metálica) sem a necessidade de destruí-la , objetivando

determinar seus limites operacionais


Tipos de Ensaio

- de Tração/Compressão

- de Torção

- de Flexão

- de Fluência

- de Fadiga

- de Impacto

- de Dureza
ENSAIO DE TRAÇÃO/COMPRESSÃO

Aplicação de uma carga de tração crescente, em uma única

direção, em um dado corpo de prova, previamente

preparado e normatizado, até a ruptura do mesmo.

Neste ensaio deseja-se medir a variação no comprimento

em função da carga aplicada. Muitos dados técnicos são

obtidos com este ensaio e é um dos mais utilizados no

mundo metal-mecânico.
Principais valores medidos

- Limite de Resistência à Tração,

- Limite de Escoamento,

- Módulo de Elasticidade,

- Módulo de Resiliência,

- Módulo de Tenacidade,

- Ductilidade,

- Coeficiente de Encruamento e

- Coeficiente de Resistência.
ENSAIO DE TRAÇÃO

- Tracionar um corpo de prova até ropimento


- Registrando a força (F) e o comprimento do corpo de prova (L),
- Construir gráfico de F versus a (alongamento: a = L - Lo)

(a) corpo de prova não


deformado,
(b) deformação elástica,
(c) deformação plástica,
(d) deformação plástica após o
início da estricção.
(a) (b) (c) (d)
FORÇA (F) F

Lo
Lo
L

O
Alongamento (a)
FORÇA (F) a = L - Lo
Alongamento elástico e plástico
F B

Alongamento

Plástico Elástico
O C D
Alongamento (a)
a = L - Lo

Até o ponto A, se a força F for retirada o comprimento instantâneo


L volta ao valor inicial Lo. O alongamento (a) após descarga é
nulo. Diz-se que no trecho OA o alongamento é ELÁSTICO
Alongamento elástico e plástico

F B

Alongamento

Plástico Elástico
O C D
Alongamento (a)
a = L - Lo

Após o ponto A o comportamento do material é diferente


No ponto B, por exemplo, a força F segue a reta BC
(paralela a OA) ao ser retirada
Alongamento elástico e plástico

F B

Alongamento

Plástico Elástico
O C D
Alongamento (a)
a = L - Lo
Após a descarga, o comprimento do corpo de prova é
permanentemente maior que o comprimento inicial
O alongamento permanente é dado por OC
(alongamento PLÁSTICO)
Pontos notáveis do ensaio de tração

F B

C
A

O
Alongamento (a)
a = L - Lo

(A) transição do alongamento elástico para o plástico


(B) carga máxima no ensaio de tração
(C) fratura do corpo de prova
Tensão do corpo de prova

FORÇA (F) FORÇA (F')


Ao aumentar a área da
Ao A'o
seção transversal do
corpo de prova de Ao
para A'o, a força cresce
de F para F'.
Lo Lo
Evitar-se esse problema
substituindo a força pela
TENSÃO (s), definida
como a força por
FORÇA (F) FORÇA (F')
unidade de área:

F
s
(kg/mm2, Pa = N/mm2, MPa = 106 Pa, psi) Ao
Tensões notáveis do ensaio de tração

F
B
Fmáx

A
FA

O
Alongamento (a)

FA
LIMITE DE ESCOAMENTO (se): se 
Ao
Fmáx
LIMITE DE RESISTÊNCIA (st ): st 
Ao
Limite de escoamento a 0,2%
s
F se0,2%
B
Fmáx

A
FA

O

O 0,2 %
Alongamento (a)

Transição do alongamento elástico para plástico pode ser :


- marcado por um patamar (chamado patamar escoamento) ou
- pode ser gradual (suave)
Limite de escoamento a 0,2%
s
F se0,2%
B
Fmáx

A
FA

O

O 0,2 %
Alongamento (a)

Como é difícil determinar a força FA na transição, usa-se então o


LIMITE DE ESCOAMENTO A 0,2 %, (se0,2%) definido como a tensão
que provoca um alongamento PLÁSTICO 0,2 % no corpo de prova
Cálculo do limite de escoamento a 0,2%

F
F
0,2%
O alongamento (a0,2%)
correspondente à
A deformação  = 0,2 %, é
dado por:
a 0,2% = ( 0,2. Lo ) / 100

a0,2% = (0,2 . Lo) / 100

O
a
Cálculo do limite de escoamento a 0,2%

F
F
0,2% No gráfico F versus a,
marcar o valor calculado de
a0,2% e traça-se uma
A paralela à reta OA, que
corresponde alongamentos
a 0,2% = ( 0,2. Lo ) / 100
elásticos. Encontrar F0,2%, e
calcular se0,2% através da
expressão
O
a F0,2%
s e0,2% 
Ao
Estricção e fratura no ensaio de tração
D
C
F E
B
F
A

Lo
Lf

Estricção
Fratura
O
Alongamento (a)

Do ponto A até D o corpo de prova:


- alonga-se uniformemente e diminui seu diâmetro
- no ponto de carga máxima (ponto D), aparece uma deformação
localizada no corpo de prova ("ESTRICÇÃO“)
Estricção e fratura no ensaio de tração
D
C
F E
B
F
A

Lo
Lf

Estricção
Fratura
O
Alongamento (a)

Do ponto D até F o corpo de prova:


- o alongamento cessa nas outras regiões do corpo de prova e se
concentra na estricção
- em F ocorre a fratura final do corpo de prova
FORÇA (F) FORÇA (F')

Ao A'o

Dutilidade Lo
Lo

FORÇA (F) FORÇA (F')

AL% = lf - lo x 100 RA% = Ao - Af x 100


lo Ao
Alongamento percentual

A norma ABNT NBR 7480 define-se ALONGAMENTO PERCENTUAL


ATÉ A FRATURA (Ap) no ensaio de tração como (Lo = 10 Do):

L f  Lo
Ap  100 (%)
Lo
Estricção

Define-se ESTRICÇÃO (Z) no ensaio de tração como:

Do
Do2  D2f
Z  100 (%)
Do2
Lo

Df L
f
Rigidez

- força de ligação entre as partículas e do empacotamento


atômico
- a rigidez de uma material é avaliada pelo seu módulo de
elasticidade ou de Young
- quanto maior o módulo de elasticidade, mais rígido é o
material, ou seja, menor será a deformação elástica que
resultará da aplicação de uma dada tensão.

s=E  lei de Hooke


Tenacidade

A tenacidade é a capacidade que um material possui de


absorver energia em uma solicitação até a sua ruptura:
produto da força necessária para o rompimento de um
material pelo deslocamento (alongamento) do material
durante a solicitação.
Material frágil A1 < A2

Tensão(S)
A1 Material dúctil tenacidade pode
ser avaliada pela
A2
área sob a curva
tensão-
deformação
nominal
Deformação(e)

Material A2 é mais tenaz que A1 = comparativo


se

A2 = A1

materiais de alta resistência/baixa dutilidade e


Materiais de baixa resistência/alta dutilidade
com a mesma tenacidade
Tipo de Fratura
FILME DE ANIMAÇÃO