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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ITAJUBÁ – FEPI

Curso de Engenharia Civil

André Carnevalli

CORRELAÇÃO DA RESISTENCIA À COMPRESSÃO DO CONCRETO


MOLDADOS EM CORPOS DE PROVA DE DIFERENTES DIMENSÕES E
FORMATOS

ITAJUBÁ
2021
André Carnevalli

CORRELAÇÃO DA RESISTENCIA À COMPRESSÃO DO CONCRETO


MOLDADOS EM CORPOS DE PROVA DE DIFERENTES DIMENSÕES E
FORMATOS

Trabalho de conclusão de curso apresentado ao


Curso de Engenharia Civil do Centro
Universitário de Itajubá – FEPI como requisito
parcial para obtenção do título de Bacharel em
Engenharia Civil.
Orientador: Prof. Esp. Luciano Floriano Barbosa

ITAJUBÁ
2021
CARNEVALLI, André

Correlação da Resistencia à Compressão do concreto moldados em corpos de prova de diferentes


dimensões e formatos. André Carnevalli. Itajubá, 2021, 61 p.

Orientador: Prof. Prof. Esp. Luciano Floriano Barbosa.

Trabalho de Conclusão de Curso. Engenharia Civil. Centro Universitário de Itajubá – FEPI.

1. Concreto. 2. Corpos de prova. 3. Resistência.


I. BARBOSA, Luciano Floriano. II. Centro Universitário de Itajubá – FEPI. Ill. Ensaio de força axial
em corpos de provas de diferentes dimensões e formatos. Trabalho de Conclusão de Curso.
Folha de Aprovação
AGRADECIMENTOS

A Deus que me direcionou até o presente momento, não me deixando


esmorecer e que continua guiando os meus passos.
Agradeço em especial a minha mãe, dona Ivone Aparecida Menezes, que
acreditou na minha capacidade, que me encorajou nos piores momentos, me corrigido
quando necessário e que sacrificou suas necessidades para atender as minhas.
Agradeço, também, meu pai, senhor Luiz Wanderley Carnevalli, que fez parte
da formação do meu caráter, assim como a minha irmã Carolina Carnevalli de
desempenhou muito bem o papel de irmã mais velha, quase uma segunda mãe, sem
ela como espelho na área acadêmica, nem início daria ao meu ensino superior. E a
minha irmã Mariana Carnevalli.
Obrigado aos meus amigos Gabriel Martins Brito e Rafael De O. Ribeiro, que
me acompanharam nesses cinco anos de estudo, luta e na troca de conhecimento.
Ao professor e orientador, Luciano Floriano Barbosa, que não mediou esforços
ao me ajudar a concluir esse TCC e sempre esteve disposto a passar a diante todo o
seu conhecimento, muito obrigado.
RESUMO

Este trabalho tem o objetivo trazer maior clareza e precisão aos ensaios de
compressão em corpos de prova com diferentes dimensões. A pesquisa consiste em
realizar os ensaios para caracterizar os agregados do concreto, enquadrando os
materiais em massa específica, granulometria e módulo de finura. Possibilitando o
desenvolvimento de um traço de concreto a partir do método ABCP/ACI.
Considerando um concreto que atenda a resistência necessária para ser considerado
um concreto estrutural. Segundo normas técnicas, para a moldagem e cura do
concreto, confeccionamos em quantidades igualitárias corpos de prova, com
diferentes dimensões e diferentes formatos. Dentre os corpos de prova, o de formato
cilíndrico com 15 cm de diâmetro e 30 de altura, será usado como o corpo de prova
referência. O estudo visa correlacionar os corpos de provas cilíndrico de 10 cm de
diâmetro e 20 cm de altura, e o cúbico com arestas de 15 x 15 x 15 cm, com o corpo
de prova cilíndrico. romper os corpos de prova de diferentes dimensões e formato em
um ensaio de esforço de compressão, e coparemos os resultados entre eles e nos
certificarmos se à realmente a necessidade de correção os valores obtidos, tendo
como referência normas europeias.

Palavras-chaves: Concreto. Corpos de Prova. Resistência.


ABSTRACT

This work aims to bring greater clarity and accuracy to compression tests on
specimens with different dimensions. The research consists in performing the tests to
characterize the aggregates of the concrete, framing the materials in specific mass,
granulometry and fineness modulus. Enabling the development of a concrete mix
based on the ABCP/ACI method. Considering a concrete that meets the necessary
strength to be considered a concrete structure, of fkc = 20 MPa or more. According to
technical standards, for the molding and curing of concrete, specimens are made in
equal quantities, with different dimensions and different formats. Among the
specimens, the cylindrical specimen with a diameter of 15 cm and a height of 30 cm
will be used as the reverence specimen. The study aims to correlate the cylindrical test
specimens of 10 cm in diameter and 20 cm in height, and the cubic specimen of 15
cm, with the cylindrical test specimen.

Keywords: Concrete. Specimens. Resistance.


LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Curva de Abrams para cimentos CP-25, CP-32 e CP-40 .......................................... 33


Figura 2 – Teste de abatimento do 1º traço: Abatimento de 9,5 cm .......................................... 41
Figura 3 – Teste de abatimento do 2º traço: Abatimento de 8 cm ............................................. 41
Figura 4 – Teste de abatimento do 3º traço: Abatimento de 8,5 cm .......................................... 42
Figura 5 – Teste de abatimento da 4º massada: Abatimento de 8,5 cm ................................... 42
Figura 6 – Teste de abatimento da 5º massada: Abatimento de 9 cm ...................................... 43
Figura 7 – Corpos de prova de concreto após a moldagem. ..................................................... 44
Figura 8 – Corpos de prova de concreto após a moldagem. ...................................................... 44
Figura 9 - Corpos de prova cúbicos. ............................................................................................... 45
Figura 10 - Corpos de prova em processo de regularização das superfícies. ......................... 46
Figura 11 - Ensaio de resistência à compressão. ......................................................................... 48
LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Granulometria da amostra m1 da areia ....................................................................... 22


Tabela 2 - Granulometria da amostra m2 da areia ....................................................................... 22
Tabela 3 - Média da granulometria da areia .................................................................................. 23
Tabela 4 - Granulometria da amostra m1 da brita ........................................................................ 27
Tabela 5 - Granulometria da amostra m2 da brita......................................................................... 28
Tabela 6 - Média da granulometria da brita ................................................................................... 28
Tabela 7 - Desvio padrão em função da condição de preparo do concreto ............................. 32
Tabela 8 - Consumo de água aproximado (l/m³) ........................................................................... 34
Tabela 9 - Volume compactado seco (Vc) de agregado por m³ de concreto ........................... 35
Tabela 10 – Quantidade de material ............................................................................................... 39
Tabela 11 – Resultados do ensaio de resistência à compressão .............................................. 50
Tabela 12– Resultados do ensaio de resistência à compressão ............................................... 52
LISTA DE GRAFICOS

Gráfico 1 – Limite de utilização do agregado miúdo ..................................................................... 23


Gráfico 2 - Limite de utilização do agregado miúdo ...................................................................... 24
Gráfico 3 – Zona granulométrica do agregado graúdo. ............................................................... 29
Gráfico 4– Zona granulométrica do agregado graúdo.................................................................. 30
Gráfico 5– Zona granulométrica do agregado graúdo.................................................................. 30
Gráfico 6 – Resultados da resistência à compressão aos 14 dias ............................................. 51
Gráfico 7– Resultados da resistência à compressão aos 28 dias .............................................. 53
Gráfico 8 – Média relativa dos ensaios de resistência à compressão com 14 e 28 dias. ...... 54
Gráfico 9 – Correlação entre os corpos de prova de referência e os corpos de prova de
cilíndricos de (10x20) na idade de 14 dias. .................................................................................... 55
Gráfico 10 – Correlação entre os corpos prova de referência e os corpos de prova de
cilíndricos de (10x20) na idade de 28 dias. .................................................................................... 56
Gráfico 11 - Correlação entre os corpos de prova de referência com o cúbico ....................... 57
Gráfico 12 - Correlação entre os corpos de prova de referência com o cúbico ....................... 58
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 13
1.1 OBJETIVOS ............................................................................................................................. 14
1.1.1 OBJETIVO GERAL ........................................................................................................... 14
1.1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ................................................................................................ 14
1.2 JUSTIFICATIVA ....................................................................................................................... 15
2 REFERENCIAL TEÓRICO .................................................................................................................. 16
2.1 Breve História. ....................................................................................................................... 16
2.2 Concreto e suas características. ............................................................................................ 16
2.3 Ensaio de compressão ........................................................................................................... 17
3 MATERIAL E MÉTODOS (METODOLOGIA) ..................................................................................... 18
3.1 Caracterização dos materiais utilizados para gerar um traço de concreto........................... 18
3.2 Caracterização: ...................................................................................................................... 18
3.2.1 Massa específica do cimento ........................................................................................ 18
3.2.2 Massa específica do agregado miúdo. .......................................................................... 20
3.2.3 Composição granulométrica do agregado miúdo ......................................................... 21
3.2.4 Massa específica do agregado graúdo .......................................................................... 24
3.2.5 Massa unitária compactada do agregado graúdo......................................................... 25
3.2.6 Determinação da granulometria do agregado graúdo: ................................................ 26
3.3 Cálculo do traço de concreto ................................................................................................ 31
3.3.1 Cálculo da dosagem em referência a resistência .......................................................... 31
3.3.2 Ralação água/cimento ................................................................................................... 33
3.3.3 Determinação do consumo de água ............................................................................. 34
3.3.4 Determinação do consumo de agregado graúdo .......................................................... 35
3.3.5 Consumo de agregado miúdo ....................................................................................... 36
3.3.6 Apresentação do traço do concreto .............................................................................. 37
3.4 Determinação do consumo de material para a massa de concreto ..................................... 38
3.4.1 Dimensões utilizadas nos corpos de prova. .................................................................. 38
3.4.2 Cálculos do consumo ..................................................................................................... 38
3.5 Mistura e preparo do concreto ............................................................................................. 39
3.5.1 Traço executados para a composição dos corpos de prova ......................................... 39
3.5.2 Teste de abatimento do concreto. ................................................................................ 40
3.5.3 Moldagem e cura dos corpos de prova ......................................................................... 43
3.6 Determinação da resistência à compressão axial ................................................................. 46
4 Resultados e análise ...................................................................................................................... 49
4.1 Ensaio de resistência à compressão aos 14 dias ................................................................... 49
4.2 Ensaio de resistência à compressão aos 28 dias ................................................................... 51
4.3 Análise de correlação entre os corpos de prova tendo com referência o corpo de prova
cilíndrico de (15x30) cm. ................................................................................................................... 55
5 conclusão....................................................................................................................................... 59
6 REFERÊNCIAS ................................................................................................................................. 60
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1 INTRODUÇÃO

O que é o concreto? O concreto e uma massa composta por agregados e um


material aglutinante dentre os aglutinantes o cimento Portland e o mais utilizado.
O concreto deve apresentar certas características: no estado plástico, ou seja,
o concreto fresco, deve apresentar coesão, consistência e homogeneidade. Já após
o seu processo de cura, já enrijecido, as características desejadas são as
propriedades mecânicas. Resistência a compressão, resistência a tração e o modulo
de elasticidade.
O concreto por ser um material de fácil modelagem e alta resistência, é visto
no nosso meio em diversos formatos e em diversa aplicações, desde bloqueie para
pavimentação a vigas e pilares ou na composição de um elemento estrutural.
No meio da construção civil, um concreto de qualidade e comumente
relacionado a um concreto estrutural. Sendo ele capaz de apresentar uma alta
resistência a compressão. Tendo como uma especificação mínima esperada para
esse concreto de um Fck de 20 MPa (200 kgf/cm²).
Partindo do pressuposto que concreto pode ser elaborado com um número
diverso de traço ou seja quantidade variada de cimento brita e areia. Bem como pode
ter a adição proporção, água/cimento em dosagens inadequadas para a resistência o
qual ele se destina. E de extrema importância que o concreto passe por um teste de
qualidades.
O ensaio à compressão, (ensaio de força axial), por meio desse ensaio
qualificamos o concreto, e conseguimos determinar o quanto o material testado
suportará, a uma carga especifica sem que haja danos ao elemento de mesmas
características ao qual foi testado. No teste de força axial é aplicado por meio de uma
prensa hidráulica, uma carga variada sendo ela crescente e com velocidade uniforme
sobre um corpo de prova como o material desejado, o concreto.
14

1.1 OBJETIVOS
1.1.1 OBJETIVO GERAL

Analisar o comportamento dos corpos de prova com formas e dimensões


diferentes ao ensaio de força axial e gerar uma correlação ao corpo de prova de
dimensões padronizadas em normativas sendo ele um formato cilíndrico com 15 cm
de diâmetro e 30 cm de altura.

1.1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Realizar os ensaios de granulometria nos agregados.


Produzir o ensaio de massa específica no aglomerante de cimento e nos
agregados.
Estipular um traço de concreto que apresente uma qualidade estrutura com um
fck igual ou maior a 25 MPa
Submeter uma mesma massa de concreto a moldagem de corpos de provas
de formatos diferentes e após o processo de cura de 14 e28 dias realizar os ensaios
de força axial (Teste de resistência à compressão).
15

1.2 JUSTIFICATIVA
Em algumas situações de ensaios dos corpos de provas de concreto, onde os
resultados apresentados se mostram insatisfatórios nos deparamos com algumas
dificuldades. Principalmente na obtenção do mesmo material para realizarmos a
contraprova. Tomando como um exemplo, uma laje já solidificada em que já foram
realizados os ensaios e o teste de compressão, com o corpo de prova moldado em
loco. Quando esses ensaios apresentam uma baixa resistência, ou seja,
apresentaram um valor insatisfatório de fck, o qual reprovaria o concreto utilizado e
colocaria em dúvida a estrutura a integridade estrutural da edificação. Nesse caso
devemos sacar um testemunho na laje para obtenção do mesmo material de
concretado. Devido à dificuldade de tal procedimento temos algumas variações nas
dimensões dos corpos de provas. Muitas das vezes as dimensões de uma laje, não
atende as dimensões de um corpo de prova padronizada pela norma NBR 5738, sem
opções, e na iminência de atestar a segurança da estrutura, sacar um testemunho
com dimensões menor ou de formato diferente a padronizada, acaba sendo o único
recurso.
Então, com um mesmo traço de concreto, contendo os mesmos materiais, e
em condições de ensaios idênticas, realizamos os estudos do comportamento corpos
de prova diferente dos padrões a um ensaio à compressão que possibilitara gerar uma
curva de carga por deslocamento e, a partir dessa curva, correlacionar com um os
resultados de um corpo de prova padrão, estabelecendo uma maior confiabilidade ao
ensaio com resultados precisos.
Esse procedimento evitaria discrepâncias e falsos laudos por obter falsos
dados ou dados errôneos a respeito do corpo de prova ensaiado.
Já em outro aspecto, podemos também citar que o uso de corpo de prova com
menor dimensão torna-se mais viável, por trazer economias tanto no espaço de
armazenamento, o qual o corpo de prova deve ficar no período de 28 dias, para
realizar o processo de cura do concreto, bem com reduzir o tempo de moldagem,
economia de material ao adensar esse corpo de prova e a facilidade de manuseio dos
corpos de provas com menor dimensão.
16

2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 Breve História.


O uso do material cimentício é antiga. Os Egípcios já utilizavam do gesso
impuro. Gregos e Romanos utilizavam calcário calcinado, e em um processo evolutivo
adicionaram areia e pedra fragmentada ou fragmentos de tijolos e telhas ao calcário
e à água. Sendo então o primeiro concreto conhecido da história. (NEVILLE, A.M.,
2016, p. 1).

2.2 Concreto e suas características.


Sendo considerado uma rocha artificial, o concreto tem como característica ser
um material frágil, e apresentar rupturas bruscas. Composto basicamente por
agregados, miúdos, graúdos e o (cimento), que entra como aglutinante. O concreto
em após o processo de cura apresenta como principal característica, uma boa
resistência a compressão. Entre as propriedades físicas, a influência direta com a
resistência do concreto, vem da relação água/cimento: quanto maior for a adição de
água no cimento, menor será a resistência do concreto. No estado fresco a
trabalhabilidade do concreto tem influência nos custos de mão-de-obra, o concreto
mais plastificado, com maior fluidez, preenche melhor os vazios, economizando no
adensamento. (VENTURI, et. 2021, p. 14).

O concreto é o material mais utilizado na construção civil devido a sua


excelência de resistência à água, praticidade no manuseio e fácil obtenção
no mercado da construção civil. Ultimamente tem-se buscando a qualidade
na construção civil por meio de processos mais racionais, aumentando assim
a utilização de concreto dosado em central, devido ao maior controle dos
materiais constituintes do concreto, além do controle de sua trabalhabilidade
e resistência à compressão. Em concreto você fará sua dosagem
dimensionando-o a partir da sua resistência (kgf/cm2). Então, em todos os
projetos você precisará especificar a resistência de cálculo (fck). (LISBOA,
Ederval.de. S.; ALVES, Edir.dos. S.; MELO, Gustavo.Henrique.Alves.Gomes.
D. Materiais de Construção: Concreto e Argamassa, 2017, p. 155).
17

2.3 Ensaio de compressão

O ensaio mais realizado no concreto, por apresentar uma facilidade em sua


execução e por caracterizar a qualidade mais desejada do concreto, a resistência à
compressão. O rompimento de corpos de prova de concreto em laboratório em
prensas hidráulicas, se faz mais relevante para assegurar a confiabilidade de projeto
estrutural. Os ensaios seguem um procedimento normalizado, onde a forma de
preparo dos moldes de corpos de prova, adensamento, tempo e umidade de cura, até
o rompimento dos corpos de prova são discretizados, evitando eventuais
discrepâncias entre os resultados obtidos em laboratório e os reais, os já utilizados
em estruturas. (NEVILLE, A.M., 2016, p. 1).

Os corpos de provas normatizados, estabelecem dois formatos: cilíndricos e


cúbicos. Sendo os cubos o padrão mais comum em países europeus, ao passo que
na França, Canadá, Australia e nas amaricas, são empregados corpos de provas
cilíndricos. Em alguns pais, a norma europeia BS EM 206:1996 admite o uso de
ambos. A norma europeia cita também que a resistência obtida por um corpo de prova
cúbico é 80% da resistência de obtida em corpos de prova cilíndricos. Na pratica uma
resistência de 40 MPa em um cubo é o mesmo que 32 MPa no cilindro. (NEVILLE,
A.M., 2016, p. 1).

Segundo Petrucci, (1987, p.97), “A relação entre as resistências à compressão


obtidas em cubos e as de cilindros é variável, dependendo de muitos fatores.
Podemos, porém admitir que, no cilindro, obtemos uma resistência da ordem de 80%
da que se obtém em cubos”.
18

3 MATERIAL E MÉTODOS (METODOLOGIA)

3.1 Caracterização dos materiais utilizados para gerar um


traço de concreto.
Para realização do nosso estudo, será empregado areia média, sendo ele o
agregado miúdo e brita 1 como agregado graúdo. Utilizaremos como um aglutinante
o cimento Portland do tipo CP-II-E32, produzido pela indústria Itaú do grupo
Votorantim.
Todos os itens citados foram adquiridos no comercio local de Itajubá, e serão
classificados e caracterizados conforme o necessário para obtermos uma
determinação de traço de concreto conforme o método ABCP/ACI.
Métodos adotado por apresentar maiores condições de ser realizados no
laboratório de materiais de construção civil, disponibilizado gentilmente pela
Fundação de Ensino e Pesquisa de Itajubá, FEPI.

3.2 Caracterização:
• Massa específica do cimento Portland;
• Massa específica do agregado miúdo;
• Granulometria do agregado miúdo;
• Massa específica do agregado graúdo;
• Massa compactada do agregado graúdo;
• Granulometria do agregado graúdo;

3.2.1 Massa específica do cimento

Os ensaios para a determinação de massa específica do cimento Portland foi


seguindo os procedimentos especificados na NBR NM 23 (2000) da Asociación
Mercosur de Normalización.
Onde o cimento Portland produzido pela indústria Itaú, contendo em sua
embalagem 50 kg, deverão ser armazenados no laboratório o qual será realizado os
ensaios, para facilitar o acesso ao material e para que haja uma estabilização da sua
temperatura.
19

Para realização do ensaio utilizamos um frasco volumétrico de Le Chatelier,


onde foi feita a adição do xilol até a marcação impressa no frasco, entre 0 a 1 cm³,
tendo o cuidado de secar a passagem de entrada do líquido no frasco para que ao
adicionar o cimento não venha a grudar, atrapalhando o processo de ensaio. O frasco
foi colocado em um recipiente contendo água e deixado de forma que o frasco
contendo o xilol esteja submerso e em repouso, e deixado por um período de 30
minutos, equalizando as temperaturas dos líquidos do frasco e do banho. Na
sequência, realizaremos a leitura do nível de xilol no frasco.
Foi feito a adição de uma massa de aproximadamente 60,01 g no primeiro
ensaio e 60,02 no segundo ensaio, sendo feita a introdução do material de forma lenta
e controlada para que não haja perca de material no processo. Tapamos o frasco, e
com pequenos golpes, girando o frasco com uma leve inclinação, retiramos possíveis
bolhas ao material adicionado. Após o tempo de espera de ambos, realizamos a leitura
final
Onde: O primeiro ensaio apresentou um valor de 20,4 cm³ e o segundo de
20,3 cm³.
Para o cálculo da massa especifica seguiremos a fórmula:
𝜌 = 𝑚/𝑣

p: é a massa específica do material ensaiado, em (g/cm³);


m: é a massa do material ensaiado, em (g)
v: é o volume deslocado pela massa do material ensaiado (V2’ - V1’), em (cm³);

Submetendo os valores encontrados nos ensaios a equação, encontramos os


seguintes valores:
Primeiro ensaio:
60,01
𝜌= = 2,956 𝑔/𝑐𝑚³
0,1 − 20,4
Segundo ensaio:
60,02
𝜌= = 2,971 𝑔/𝑐𝑚³
0,1 − 20,3

E a média entre os dois é de 2,9635 g/cm³.


20

3.2.2 Massa específica do agregado miúdo.

Determinação será realizada seguindo as conformidades e métodos abordados


na NM 52 (2002) da Asociación Mercosur de Normalización.

Duas amostras de areia com um total de 1 kg foram separadas através de


quarteamento e deixadas em repouso submerso em água por 24 horas. Após esse
prazo, as amostras foram retiradas da água e colocadas em uma superfície plana e
constantemente misturada para uma secagem uniforme.
As amostras passaram por um processo de compactação, com 25 golpes
distribuídos e na sequência a forma do processo de compactação será retirada. Sendo
esperado que a areia desmorone, indicando assim uma condição de saturação
superficial seca.
Após a amostra do agregado miúdo apresentar as condições desejada,
dividimos as amostras em duas partes onde m1 = 500 g e m2 = 500 g. E uma de cada
vez será colocada no fraco de erlenmyer e pesados mais uma vez, essa nova
pesagem é feita para que possa ser anotado o peso do conjunto, areia e frasco.
Obtemos para m1 = 775,85 g e m2 = 775,52 g.
Agora com o fraco já contendo a amostra de areia e devidamente pesado,
completamos com água, e através de movimentos circulares com o frasco inclinado a
remoção do possíveis bolhas de ar. Na sequência o frasco é submerso em um banho
com água a temperatura ambiente e mantido em repouso no prazo de 1 hora. Ao
término desse período completamos o nível de água até a marca impressa do frasco
de 500 ml, e ao realizar uma nova pesagem do conjunto para a determinação das
massas, m1 = 1072,55 g e m2 = 1075,22 g
As amostras retiradas dos frascos com água e levado a estufa por 24 horas a
uma temperatura de 105ºC. Ao término da secagem das amostras aguardado o
resfriamento e logo em seguida a pesagem da areia totalmente seca, onde as
amostras apresentaram o valor de m1 = 495,07g e m2 = 490,78 g.
21

Cálculos de massa específica a ser utilizada:

𝑚
𝑑= 𝑚𝑠 − 𝑚
(𝑉 − 𝑉𝑎) −
𝑝𝑎

Onde:
d: massa específico do agregado, em (g/cm³);
m: massa da amostra seca em estufa, em (g);
V: Volume do frasco, em (cm³);
Va: volume de água adicionado ao frasco, em (cm³);
ms: massa da amostra na condição saturada superficialmente seca, em (g);
pa: massa específica da água, em (g/cm³).

𝑚2 − 𝑚1
𝑉𝑎 =
𝑝𝑎
Onde:
Va: volume de água adicionado ao frasco, em (cm³);
m1: massa do conjunto (frasco + agregado), em (g);
m2: massa do conjunto (frasco + agregado + água), em (g)

com os dados das amostras em mãos, foram realizados os cálculos onde os


valores encontrados foram os seguintes: m1 = 2,496 g/cm³ e m2 = 2,568 g/cm³ tendo
como media o valor de 2,532 g/cm³.

3.2.3 Composição granulométrica do agregado miúdo

Foram coletadas duas amostras de massa da areia, sendo m1 350,01 g e m2


350,01 g, que foram colocadas na peneira inicial e agitadas pelo agitador mecânico
por 5 minutos. As peneiras foram encaixadas formando um único conjunto de
peneiras, com suas aberturas de malhas colocadas em ordem decrescente.
22

Após a agitação mecânica, foi realizada uma agitação manual com ciclos de
duração de 1 minuto em todas as peneiras do conjunto, até que sua massa passante
fosse inferior a 1% da massa do material retido.
Após a realização desse procedimento, foi feita a verificação do somatório de
todas as massas encontradas nas peneiras, esse somatório não poderia diferir de
0,3% das massas m1 e m2.
As tabelas a seguir, mostram as peneiras utilizadas, a massa retida, a
porcentagem retida e a porcentagem retida acumulada em cada peneira, para as
amostras de m1 e m2 e a média entre elas.

Tabela 1 - Granulometria da amostra m1 da areia


Peneira (mm) Massa Retida (g) Porcentagem Retida Porcentagem
Retida Acumulada
4,76 4,42 1,264% 1,264%
2,38 18,09 5,175% 6,439%
1,19 46,77 13,379% 19,819%
0,59 108,86 31,141% 50,960%
0,297 97,74 27,960% 78,920%
0,149 54,39 15,559% 94,479%
FUNDO 19,3 5,521% 100%
TOTAL 349,57 100 %
Fonte: Dados da pesquisa (2021).

Tabela 2 - Granulometria da amostra m2 da areia


Peneira (mm) Massa Retida (g) Porcentagem Retida Porcentagem
Retida Acumulada
4,76 3,66 1,048% 1,048%
2,38 22,22 6,361% 7,408%
1,19 49,77 14,247% 21,656%
0,59 108,47 31,051% 52,707%
0,297 96,2 27,538% 80,245%
0,149 51,77 14,820% 95,065%
FUNDO 17,24 4,935% 100,000%
TOTAL 349,33 100%
Fonte: Dados da pesquisa (2021).
23

Tabela 3 - Média da granulometria da areia


Peneira (mm) Massa Retida (g) Porcentagem Retida Porcentagem
Retida Acumulada
4,76 4,04 1,156% 1,156%
2,38 20,155 5,768% 6,924%
1,19 48,27 13,813% 20,737%
0,59 108,665 31,096% 51,833%
0,297 96,97 27,749% 79,582%
0,149 53,08 15,189% 94,772%
FUNDO 18,27 5,228% 100,000%
TOTAL 349,45 100%
Fonte: Dados da pesquisa (2021).

O módulo de finura, somatório das porcentagens retidas acumuladas


nas peneiras da série normal dividida por 100, da amostra m1 foi de 2,519 e da
amostra m2 = 2,581, sendo o módulo de finura da média entre esses valores de 2,550
e diâmetro máximo de 4,76 mm.

Nos gráficos 1 e 2 apresentados abaixo, demostra onde se enquadra o


agregado miúdo após os ensaios. Ficando entre os limites da zona utilizável.
Gráfico 1 – Limite de utilização do agregado miúdo

ZONA UTILIZÁVEL
120%

100%
PORCENTAGEM

80%

60%

40%

20%

0%
4,75 2,36 1,18 0,6 0,3 0,15
ABERTURA DE PENEIRA

INFERIOR SUPERIOR AMOSTRA

Fonte: Dados da pesquisa (2021).


24

Gráfico 2 - Limite de utilização do agregado miúdo

ZONA ÓTIMA
100%

80%
PORCENTAGEM

60%

40%

20%

0%
4,75 2,36 1,18 0,6 0,3 0,15
ABERTURA DE PENEIRA

INFERIOR SUPERIOR AMOSTRA

Fonte: Dados da pesquisa (2021).

3.2.4 Massa específica do agregado graúdo

Através da normativa NM 53 (2009) da Asociación Mercosur de Normalización


respeitando os procedimentos será realizada determinação de massa específica do
agregado graúdo.
Como duas amostras da brita 1 como massas de 3 kg para m1 e m2, foram
selecionadas por quarteamento e lavadas para a retirada do pó e demais materiais
superficiais. As amostras foram armazenadas, em recipientes resistentes a altas
temperaturas e em seguida levadas para a estufa a 105ºC, onde ficaram por 24 horas
para a secagem. Após a retirada das amostras da estufa haverá um período de espera
para que o agregado resfrie e possa ser manuseado com segurança. Levadas a
aferição na balança as amostras apresentaram os valores de m1 2,985 kg e m2 2,990
kg.
Feita a imersão na água das amostras por 24 horas, ao retirá-las da imersão
as amostras foram escorridas e depois envolvidas em um pano para a eliminação da
água superficial visível. Com as amostras ainda na condição de saturação e secas
superficialmente, foram pesadas, e registradas as massas de 3 kg para m1 e 3 kg para
m2.
25

Seguindo o procedimento, as amostras passaram para um recipiente o qual


permita que sejam submersas na água e pesados e os valores das massas foram de
m1 1,955 kg e m2 1,950 kg.
Na continuidade as amostras foram realocadas em um novo recipiente com
resistência a altas temperaturas e levadas a estufa com uma temperatura de 105ºC
por mais 24 horas e após o período de resfriamento pesadas, onde m 1 2,985 kg e m2
2,990 kg.
Cálculo usado para determinar a massa específica do agregado graúdo:

𝑚
𝑑=
𝑚 − 𝑚𝑎

Onde as nomenclaturas da equação correspondem por:

d: massa específica do agregado seco, em (g/cm³);


m: massa ao ar da amostra seca, em (g)
ma: massa em água da amostra, em (g)

Realizando a equação com os dados coletados tivemos m1 2,888 g/cm³ e


m2 2,884 g/cm³ com a média de 2,886 g/cm³.

3.2.5 Massa unitária compactada do agregado graúdo.

A determinação da massa unitária compactada do agregado graúdo será


realizada conforme procedimentos especificados por normativas e descrito na norma
NBR NM 45 (2006).
O recipiente a ser utilizado terá um volume de 0,010 m³. E a amostra de brita
será 150% o volume necessário para o preenchimento o recipiente, e
antecipadamente ao ensaio vai ser seca em uma estufa com uma temperatura de
105ºC por um prazo de 24 horas.
Após a espera de 24 horas e do período de resfriamento da amostra, será
adensada sendo esse adensamento realizado em 3 camadas, cada cambada
recebera 25 golpes de forma uniforme a superfície de contado da amostra com uma
26

haste. Finalizando o preenchimento do meu recipiente cilíndrico com as 3 camadas


da minha amostra de forma compactada realizamos o nivelamento manual da
superfície. Em seguida ambos foram pesados e esse procedimento foi realizado por
3 vezes. As massas encontradas foram de 22,45 kg, 22,65 kg e 22,60 kg e a massa
do cilindro de 6,45 kg.

Cálculo utilizado para dimensionar a massa unitária compactada do agregado


graúdo:

𝑚𝑎𝑟 − 𝑚𝑟
𝑝=
𝑣
Onde:
p: massa unitária do agregado, em (Kg/m³);
mar: massa do recipiente mais agregado, em (Kg);
mr: massa do recipiente vazio, em (Kg):
v: volume do recipiente, em (m³):

Realizando a substituição de valores na equação, obtivemos os valores de


1600 kg/m³, 1620 kg/m³ e 1615 kg/m³ tendo como media 1612 kg/m³.

3.2.6 Determinação da granulometria do agregado graúdo:

Para a realização dos ensaios de granulometria do agregado graúdo será


utilizado os procedimentos descritos na norma NBR ABNT NBR 248 (2003).
As amostras de britas foram levadas inicialmente a um conjunto de peneiras
com numeração de abertura diferentes entre si, sendo uma numeração passante
decrescente de cima para baixo, onde passaram por um processo mecânico de
peneiramento em um período aproximado de 5 minutos.
Ao término da agitação mecânica, foi realizado uma agitação manual em cada
peneira, com duração de 1 minuto cada, até que sua massa passante seja menor ou
inferior a massa retida na peneira.
27

Sendo realizando todos esses processos e anotando cada peso e medidas,


deverá ser verificada o somatório de todas as massas encontradas nas peneiras,
sendo o resultado esperado com uma porcentagem de variação menor ou igual a 0,3%
da massa da amostra inicial.
A massa de brita utilizada na primeira amostra foi de m 1 5 kg e na segunda m2
5,5 kg.
Nas tabelas a segui, demostra a numeração de abertura das peneiras
utilizadas, a massa retida, a porcentagem retida e a porcentagem retida acumulada
em cada peneira, sendo a primeira amostra m1 e a segunda m2.
Tabela 4 - Granulometria da amostra m1 da brita

Peneira (mm) Massa Retida (g) Porcentagem Retida Porcentagem Retida


Acumulada
31,5 0 0,00% 0,00%
25 0 0,00% 0,00%
19,1 0 0,00% 0,0%
12,5 1010 20,20% 80,20%
9,5 3000 60,00% 97,25%
6,3 852,52 17,05% 97,80%
4,8 27,55 0,55% 98,00%
2,4 9,77 0,20% 98,13%
1,2 6,85 0,14% 98,46%
0,6 16,35 0,33% 98,85%
0,3 19,34 0,39% 99,43%
0,15 29,36 0,59% 100,00%
FUNDO 28,26 0,57%
∑ 5000
Fonte: Dados da pesquisa (2021).
28

Tabela 5 - Granulometria da amostra m2 da brita

Peneira (mm) Massa Retida (g) Porcentagem Retida Porcentagem Retida


Acumulada
31,5 0 0,00% 0,00%
25 0 0,00% 0,00%
19,1 0 0,00% 0,00%
12,5 1035 18,85% 80,48%
9,5 3385 61,64% 98,49%
6,3 989,31 18,01% 99,14%
4,8 35,36 0,64% 99,27%
2,4 7,05 0,13% 99,28%
1,2 0,75 0,01% 99,31%
0,6 1,62 0,03% 99,35%
0,3 2,08 0,04% 99,44%
0,15 5,05 0,09% 100,00%
FUNDO 30,77 0,56%
∑ 5491,99
Fonte: Dados da pesquisa (2021).

Tabela 6 - Média da granulometria da brita

Peneira (mm) Massa Retida (g) Porcentagem Retida Porcentagem Retida


Acumulada
31,5 0 0,00% 0,00%
25 0 0,00% 0,00%
19,1 0 0,00% 0,00%
12,5 1022,5 19,49% 19,49%
9,5 3192,5 60,85% 80,35%
6,3 920,915 17,55% 97,90%
4,8 31,455 0,60% 98,50%
2,4 8,41 0,16% 98,66%
1,2 3,8 0,07% 98,73%
0,6 8,985 0,17% 98,90%
0,3 10,755 0,21% 99,11%
0,15 17,205 0,33% 99,44%
FUNDO 29,565 0,56% 100,00%
∑ 5246,09
Fonte: Dados da pesquisa (2021).
29

Tendo como característica a dimensão máxima, (Dmáx) na abertura de peneira


a qual a porcentagem do agregado apresenta uma porcentagem retida acumulada
igual ou imediatamente inferior a 5% da massa, da amostra. Da primeira amostra a
m1 foi a de numeração 19,1 mm, coincidindo também com a segunda amostra m 2 onde
o Dmáx foi de 19,1mm.
Na norma NBR 7211 (2009), a brita se enquadra, melhor, na zona
granulométrica 9,5/25, sendo que na peneira 12,5 mm a porcentagem ficou abaixo do
mínimo.
As amostras do agregado graúdo não se engradar corretamente nas peneiras
como vemos nos gráficos 3 à 5, é por decorrência da falta de manutenção no
maquinário das mineradoras.

Gráfico 3 – Zona granulométrica do agregado graúdo.

Curva granulométrica 19/31,5


120%

100%
PORCENTAGEM

80%

60%

40%

20%

0%
31,5 25 19,1 12,5 9,5
ABERTURA DE PENEIRA

INFERIOR SUPERIOR AMOSTRA

Fonte: Dados da pesquisa (2021).


30

Gráfico 4– Zona granulométrica do agregado graúdo.

Curva granulométrica 9,5/25


120%

100%
PORCENTAGEM

80%

60%

40%

20%

0%
25 19,1 12,5 9,5 6,3 4,8
ABERTURA DE PENEIRA

INFERIOR SUPERIOR AMOSTRA

Fonte: Dados da pesquisa (2021).

Gráfico 5– Zona granulométrica do agregado graúdo.

Curva granulométrica 4,75/12,5


120%

100%
PORCENTAGEM

80%

60%

40%

20%

0%
12,5 9,5 6,3 4,8 2,4
ABERTURA DE PENEIRA

INFERIOR SUPERIOR AMOSTRA

Fonte: Dados da pesquisa (2021).


31

3.3 Cálculo do traço de concreto


Após execução das etapas de caracterização dos materiais, ao qual se faz
necessárias para o desenvolvimento do cálculo, damos início aos cálculos pelo
método ABCP-ACI.
O método utilizado, ABCP-ACI é uma fórmula de dosagem experimental
baseada no método de American Concrete Institute e adaptado pela Associação
Brasileira de Cimento Portland as condições de uso no Brasil.

3.3.1 Cálculo da dosagem em referência a resistência

Segundo a NBR 12655 (2015), a dosagem tendo como referência a resistência


do concreto, deve-se atender condições de trabalho, ou seja, variáveis que
prevalecem na execução da construção. A variabilidade é medida pelo desvio padrão
e representada na equação como Sd, levando em conta a resistência de dosagem, na
equação.

𝑓𝑐𝑗 = 𝑓𝑐𝑘 + 1,65 ∗ 𝑠𝑑

Onde as nomenclaturas da equação correspondem por:

fcj: resistência média do concreto à compressão, prevista para a idade de j dias,


expressa em (MPa);

fck: resistência característica do concreto à compressão, aos j dias, expressa


em (MPa);

sd: desvio padrão da dosagem, expresso em (MPa).

As condições de preparo do concreto são segundo a descrita na NBR 12655


(2015).
Discretizarão de preparo:
Condição A: o cimento e agregados são medidos em massa, a água de
amassamento pode ser medida em massa ou volume com mecanismo de dosagem e
corrigida em função da umidade dos agregados;
32

Condição B: o cimento é medido em massa, os agregados medidos em massa


juntamente com volume, e a água de amassamento e medida em volume como
dispositivo dosador;
Condição c: o cimento é medido em massa, a água de amassamento em
volume e a quantidade é corrigida em fusão da umidade dos agregados levando em
conta a consistência do concreto e os agregados são medidos em volume;

Na tabela 7 temos o demonstrativo dos valores que deveram ser adotados


quando o desvio padrão é desconhecido, levando em consideração a forma de
preparo. Tabela em conformidade com a NBR 12655 (2015).

Tabela 7 - Desvio padrão em função da condição de preparo do concreto

Fonte: NBR 12655 (2015).

No ensaio em laboratório temos um ambiente controlado e em condições de


atender a todas as condições. Foi considerado a condição A, com o valor de fck de 25
MPa para o cálculo da resistência média do concreto. Com essas condições e através
dos cálculos obtemos um valor de 31,6 MPa para resistência média do concreto ao
ensaio de força axial aos 28 dias.
33

3.3.2 Ralação água/cimento

Utilizando a curva de Abrams mostrada na Figura 1, adotamos a relação


água/cimento em função da resistência mecânica do concreto.

Figura 1 - Curva de Abrams para cimentos CP-25, CP-32 e CP-40

Fonte: Lima (2010).

O cimento utilizado nessa pesquisa, foi da fabricante Itaú com a especificação


CP-II-F-32. De acordo com o cimento, considera-se o valor de 32 MPa para
calcular a resistência média do concreto ao ensaio de força axial aos 28 dias, fcj,
adota-se a reta do cimento CP-32, onde encontrasse o valor para a relação
água/cimento de 0,50.
34

3.3.3 Determinação do consumo de água

A Tabela 8, estabelece um ponto de partida para o consumo de água em


concreto com agregado (granito) e graúdo britado e agregado miúdo (areia de rio).

Tabela 8 - Consumo de água aproximado (l/m³)

Fonte: Mehta e Monteiro (2008).

Por meio da caracterização de granulométrica onde foi encontrado 19,0 mm de


diâmetro máximo, Dmáx, do agregado graúdo. Adotando-se uma alta trabalhabilidade
para o concreto, com um abatimento esperado entre 80 a 100 mm, o consumo de
água adotado o Ca, e de 205 l/m³ de concreto.

Consumo de cimento

Cálculos com base no consumo de água e na relação água/cimento.

Equação:

𝐶𝑎
𝐶=
𝑎/𝑐

Onde as nomenclaturas da equação correspondem por:

C: consumo de cimento, em (Kg/m³) de concreto;


Ca: consumo de água, em (Kg/m³) de concreto;
a/c: relação água/cimento, grandeza adimensional.

Aplicando-se na equação os dados de consumo de água, Ca, de 205 l/m³ e o


valor de 0,50 para a relação água/cimento, encontrou-se o valor de 410 kg/m³ de
concreto para o consumo de cimento.
35

3.3.4 Determinação do consumo de agregado graúdo

O consumo de agregado graúdo é feito determinando-se o teor ótimo de


agregado graúdo na mistura, em função da sua dimensão máxima característica e do
módulo de finura da areia.
A Tabela 9 fornece os volumes compactados a seco por metro cúbico de
concreto, em função da sua dimensão máxima característica e do módulo de finura
da areia.

Tabela 9 - Volume compactado seco (Vc) de agregado por m³ de concreto

Fonte: Mehta e Monteiro (2008).

Para o cálculo do consumo de brita será utilizada a equação:


𝐶𝑏 = 𝑉𝑐 ∗ 𝑀𝑐
Onde as nomenclaturas da equação correspondem por:

Cb: consumo de agregado graúdo, em (Kg/m³) de concreto;


Vc: volume compactado seco de agregado graúdo por (m³) de concreto;
Mc: massa unitária compactada do agregado graúdo, em (Kg/m³).

Sabendo-se que o módulo de finura da areia após a realização do ensaio de


composição granulométrica da areia de 2,55 e o diâmetro máximo característico,
36

Dmáx, da brita de 19,0 mm, encontrou-se por meio da tabela o valor de 0,690 m³ de
agregado graúdo por m³ de concreto.
Aplicando-se o valor encontrado e o da massa unitária compactada do
agregado graúdo de 1612 kg/m³ na equação, encontrou-se 1113,89 kg/m³ de concreto
como consumo de agregado graúdo.
3.3.5 Consumo de agregado miúdo

O cálculo de consumo do agregado miúdo, se leva em consideração o concreto


é constituído pela soma dos volumes de cimento, água e agregados miúdos e
graúdos.

O cálculo do volume de agregado miúdo, tem-se a equação:

𝐶 𝐶𝑏 𝐶𝑎
𝑉𝑚 = 1 − ( + + )
𝑝𝑐 𝑝𝑏 𝑝𝑎

Onde:

Vm: volume de agregado miúdo por (m³) de concreto;


C: consumo de cimento, em (Kg/m³) de concreto;
Cb: consumo de agregado graúdo, em (Kg/m³) de concreto;
Ca: consumo de água, em (Kg/m³) de concreto;
pc: massa específica do cimento, em (Kg/m³);
pb: massa específica do agregado graúdo, em (Kg/m³);
pa: massa específica da água, em (Kg/m³).

410 1113,89 205


𝑉𝑚 = 1 − ( + + )
2964 2886 1000

Aplicando-se os dados à equação, encontrou-se o valor de 0,271 m³ de


agregado miúdo por m³ de concreto.
Para o cálculo do consumo de agregado miúdo, tem-se a equação:
𝐶𝑚 = 𝑝𝑚 ∗ 𝑉𝑚
37

Onde as nomenclaturas da equação correspondem por:

Cm: consumo de agregado miúdo, em (Kg/m³) de concreto;

pm: massa específica do agregado miúdo, em (Kg/m³);

Vm: volume de agregado miúdo por (m³) de concreto.

Sendo 0,271 m³ de agregado miúdo por m³ de concreto e 2532 kg/m³ a massa


específica do agregado miúdo, o consumo de agregado miúdo encontrado foi de
686,17 kg/m³ de concreto.

3.3.6 Apresentação do traço do concreto

O traço indica a quantidade, em massa ou volume, que cada componente do


concreto possui em relação à unidade de medida do cimento. Relacionando-se com
a massa de cimento o traço seria:
𝐶𝑚 𝐶𝑏 𝐶𝑎
1∶ : :
𝐶 𝐶 𝐶

Onde as nomenclaturas da equação correspondem por:

Cm: consumo de agregado miúdo, em (Kg/m³) de concreto;

Cb: consumo de agregado graúdo, em (Kg/m³) de concreto;

Ca: consumo de água, em (Kg/m³) de concreto.

C: consumo de cimento, em (Kg/m³) de concreto.

Sendo assim, o traço do concreto calculado foi:

686 1113,89 205


1∶ : :
410 410 410

1 ∶ 1,67 ∶ 2,72 ∶ 0,50


38

3.4 Determinação do consumo de material para a massa


de concreto

3.4.1 Dimensões utilizadas nos corpos de prova.

Serão utilizadas três diferentes dimensões para os corpos de prova, sendo dois
cilíndricos, um o qual servira como corpo de prova de referência terá a dimensão de
15 cm de diâmetro por 30 de altura, o segundo terá 10 cm de diâmetro por 20 cm de
altura, e um corpo de prova com um formato cúbico de dimensões 15 x 15 x 15 cm,
assim como os utilizados na Alemanha e em outros países da europeus.
3.4.2 Cálculos do consumo

Para o corpo de prova cilíndrico de 15 cm de diâmetro por 30 cm de altura,


temos:
𝜋 ∗ 0,152
𝑉𝑐𝑝 = 0,3 ∗ ( ) = 0,0053 𝑚³
4

Levando-se em consideração 24 unidades de corpos de prova, sendo 12 para


a idade de 14 dia e mais 12 para a idade de 28 dias.
O volume total de preenchimento com concreto dos cilindros será de 0,1272
m³, considerando as percas em 10%, a quantidade é de 0,1285 m³.
Já nos corpos de prova cilíndrico de 10 cm de diâmetro por 20 cm de altura,
temos:
𝜋 ∗ 0,102
𝑉𝑐𝑝 = 0,2 ∗ ( ) = 0,0016 𝑚³
4

Sendo 24 unidades de corpos de prova, composto por 12 para a idade de 14


dia e mais 12 para a idade de 28 dias.
O volume total de preenchimento com concreto dos cilindros será de 0,0377m³,
considerando as percas em 10%, a quantidade é de 0,0381 m³.

E no corpo de prova de formato cúbico, o volume de concreto a ser considerado


e de:
𝑉𝑐𝑝3 = 0,15 ∗ 0,15 ∗ 0,15 = 0,0034 𝑚³
39

Sendo as adotado as um total de 24 corpos de prova, sendo 12 para 14 dias e


12 para 28 dias. O volume total é de 0,0816 m3, mais 10% de possíveis perdas, o
volume passa para 0,0832 m³.

Somando os o consumo de concreto por corpo de prova dos três corpos de


prova apresentado, obtivemos um valor de 0,2484 m³.

Na tabela 10 temos o levantamento dos materiais utilizados e os seus quantitativos.


Tabela 10 – Quantidade de material

Material Consumo por 72 corpos de prova


m³ (kg)

Cimento 410 101,84


Areia 686 170,40
Brita 1113,89 276,68
Água 205 50,92
Fonte: Próprio autor (2021).

3.5 Mistura e preparo do concreto

3.5.1 Traço executados para a composição dos corpos de prova

Sabendo-se que o laboratório de construção civil do Centro Universitário de


Itajubá - FEPI, contava com uma betoneira com capacidade de mistura de 90 litros,
através de cálculos, obtivemos um quantitativo dos agregados, cimento e água em
que a betoneira executasse o trabalho com uma margem de folga.
Inicialmente seriam executados 3 massadas de concreto, mas com algumas
dificuldades de rodarmos a primeira massada, esse número foi fracionado, sendo ao
todo 5 massadas de concreto.
O procedimento de amassamento do concreto foi feito em etapas, 1º pesamos
os materiais, brita, cimento, água e areia. Na sequência iniciamos o processo de
mistura, umedecendo a parte interna da betoneira, adicionamos a brita, o cimento,
uma parte da água de amassamento, o agregado miúdo e por fim adicionamos o
restante da água, tendo o cuidado de ir adicionado em partes e parando a adição caso
40

a massa apresente características visuais desejadas para o meu concreto fresco, a


adição de uma parte da água de amassamento e não a adição do total dessa água,
ocorre devido a umidade na encontrada nos agregados, que varia em cada betonada.
Sendo assim é realizamos o teste de abatimento do concreto, (Slump Test).

3.5.2 Teste de abatimento do concreto.

O teste é realizado para definirmos a característica de consistência do concreto


fresco.
Esse ensaio é realizado utilizando uma chapa metálica, um tronco de cone com
medidas especificadas na NBR NM 67:1998, uma haste de aço e uma colher de
pedreiro.
Os materiais de ensaio são previamente limpos e umedecidos com água, a
chapa serve como base e é posicionado em uma superfície plana. O Tronco de cone
é apoiado na chapa metálica coo base e preenchido com três camadas de concreto,
em cada camada é realizado 25 golpes com a haste para um adensamento do
concreto, o material excedente é arrasado e em um processo lento que leva em média
10 segundos o tronco de cone é retirado. Por fim aferimos o abatimento do concreto,
usando o tronco de cone como apoio para haste.
O abatimento para esse traço de concreto está entre 80 a 100 mm, de acordo
com a tabela 8, consumo aproximado de água (l/m³).

Nas Figuras de 2 à 6 mostra os resultados dos testes te abatimento do concreto,


que foram realizados no andamento da pesquisa.
41

Figura 2 – Teste de abatimento do 1º traço: Abatimento de 9,5 cm

Fonte: Próprio autor (2021).

Figura 3 – Teste de abatimento do 2º traço: Abatimento de 8 cm

Fonte: Próprio autor (2021).


42

Figura 4 – Teste de abatimento do 3º traço: Abatimento de 8,5 cm

Fonte: Próprio autor (2021).

Figura 5 – Teste de abatimento da 4º massada: Abatimento de 8,5 cm

Fonte: Próprio autor (2021).


43

Figura 6 – Teste de abatimento da 5º massada: Abatimento de 9 cm

Fonte: Próprio autor (2021).

3.5.3 Moldagem e cura dos corpos de prova

O processo de moldagem e cura dos corpos de prova seguiram de acordo com


que estabelece a norma NBR 5738 (2015).
A moldagem segui o mesmo processo em todos os corpos de prova, os moldes
foram previamente limpos e untados com uma camada fina de óleo mineral, após a
mistura homogenia da massa de concreto, os moldes foram preenchidos com três
camadas, cada camada recebeu 25 golpes para melhor adensamento, ao termino da
terceira camada de concreto, nivelamos o topo do cilindro com o auxílio de um colher
de pedreiro, os corpos de prova foram armazenados em um superfície nivelada e
coberto individualmente com plástico, evitando a perda da água de amassamento.

Nas Fig. 7 e 8, os corpos de prova já moldados e em processo de pega do


concreto. Após a moldagem aguardamos um período mínimo de 24 horas para
desformar os corpos de prova de concreto.
44

Figura 7 – Corpos de prova de concreto após a moldagem.

Fonte: Próprio autor (2021).

Figura 8 – Corpos de prova de concreto após a moldagem.

Fonte: Próprio autor (2021).


45

Após o período de 24 horas, os corpos de prova foram desformados em


colocados em um tanque com água e saturado de hidróxido de cálcio a uma
temperatura de 20ºc a 25º, onde permaneceram até o momento do ensaio.

Os corpos de prova de formato cúbico, foram moldados em blocos


retangulares, de 15 cm de altura, 15 cm de largura e 75 cm de comprimento. Após a
desmoldagem, os blocos de concretos foram levados a BMW marmorearia, onde
passaram por um processo de corte, para se enquadrar as dimensões desejadas de
15 cm.

Na Figura 9 temos os corpos de prova cúbicos de 15 cm já cortados, e dentro


dos padrões desejados para a realização dos ensaios.
Figura 9 - Corpos de prova cúbicos.

Fonte: Próprio autor (2021).


46

3.6 Determinação da resistência à compressão axial

De acordo com os procedimentos e métodos descritos na norma NBR 5739


(2018), determinamos a resistência à compressão axial cos concretos nas idades de
14 e 28 dias.
Previamente preparamos os corpos de prova, realizando a regularização das
faces com a utilização de argamassa, o procedimento ocorre da seguinte forma: Uma
camada de no máximo 3 mm e aplicada em uma das faces, depois levados a uma
bancada já untada com óleo mineral, nessa bancada os corpos de provas são
apoiados em uma superfície plana e depois são nivelados através das laterais do
corpo de prova. Após a primeira face já seca, realizamos o mesmo processo na outra
face com a diferença que o nivelamento será feito na face oposta a apoiada na
bancada.

Na Figura 10 temos um demonstrativo do processo de regularização das faces


dos corpos de prova.

Figura 10 - Corpos de prova em processo de regularização das superfícies.

Fonte: Próprio autor (2021).


47

Após a aplicação da argamassa para a regularização das superfícies dos


corpos de prova, aguardamos um período de 24 horas e ao término desse período os
corpos de prova são levados novamente para um taque onde permanecerão
submersos até o dia do ensaio.

Dando sequência ao ensaio, os corpos de prova são retirados do tanque onde


permaneceram submersos por 14 ou 28 dias, secados e levados a prensa hidráulica.
Na prensa posicionamos os corpos de prova de forma que fiquem centralizados em
relação aos pratos da máquina, para que então seja aplicada a corga nos corpos de
prova até sua ruptura.

Cálculos de resistência a compressão em MPa:

𝐹
𝑓𝑐 = ( ) /10
𝜋 ∗ 𝐷2
4
Onde:

fc: resistência à compressão, em (MPa);

F: força máxima alcançada, em (Kgf);

D: diâmetro do corpo de prova, em (cm).

A Figura 11 demostra um dos ensaios de resistências realizados, para a


composição dos dados dessa pesquisa.
48

Figura 11 - Ensaio de resistência à compressão.

Fonte: Próprio autor (2021).


49

4 RESULTADOS E ANÁLISE

Este capítulo demostra, através da utilização de gráficos e tabelas, os


resultados obtidos após a realização do ensaio de resistência à compressão nos
corpos de prova de concreto, nas idades de 14 e 28 dias.

4.1 Ensaio de resistência à compressão aos 14 dias

A Tabela 11 demostra os resultados obtidos no ensaio à compressão após o


período de cura do concreto de 14 dias. Os resultados encontrados após a realização
dos cálculos de tensão (σ) e descrito na unidade de medida em MPa.
Já o cálculo para média da resistência à compressão utilizado foi utilizado a
seguinte equação:

𝑚 − 𝑑𝑖𝑠𝑝
𝐷𝑟 = ∗ 100 ≤ 6%
𝑚

Onde as nomenclaturas da equação correspondem por:

m: média das amostras.

d: disparidade da amostra.

Dr: desvio relativo.

No cálculo de média relativa procedemos da seguinte forma: calculamos a


média das amostras, coletamos os dados da amostra com valor mais distante ao da
média e realizamos os cálculos na equação. Caso o valor encontrado seja menor ou
igual a 6, a média está correta, caso contrário descartamos a amostra de maior
disparidade e efetuamos um novo cálculo.
50

Tabela 11 – Resultados do ensaio de resistência à compressão

Média relativa
Nº do corpo de Resistência à da Resistência
Moldagem prova Compressão à Compressão
(MPa) (MPa)
R1 24,58
R2 24,02
R3 23,45
R4 23,45
R5 23,30
R6 23,16
Cilíndrico 23,00
R7 23,16
(15 x 30)
R8 23,10
R9 23,01
R10 22,72
R11 21,98
R12 21,68
B1 24,81
B2 24,26
B3 23,85
B4 23,31
B5 22,90
B6 22,63
Cilíndrico B7 22,22 22,05
(10 X 20) B8 21,81
B9 21,54
B10 21,54
B11 21,41
B12 21,14
C1 24,89
C2 24,58
C3 23,78
C4 23,31
C5 23,62
C6 22,69
Cúbico de C7 23,09 23,02
15 cm C8 21,31
C9 22,82
C10 21,95
C11 20,98
C12 19,61
Fonte: Dados da pesquisa (2021).
51

Com os valores de resistência à compressão obtidos na idade de 14 dias, foi


gerado um gráfico de colunas o qual demostra melhor as correlações entre os corpos
de prova de diferentes dimensões e formatos, demostrado no Gráfico 6.

Gráfico 6 – Resultados da resistência à compressão aos 14 dias

Ensaio à Compressão 14 dias


25,50

23,50

21,50
MPa

19,50

17,50

15,50
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Nº DO CORPO DE PROVA

CIL. 15 X 30 CIL. 10 X 20 CUBO DE 15

Fonte: Dados da pesquisa (2021).

4.2 Ensaio de resistência à compressão aos 28 dias

A Tabela 12 demostra os resultados obtidos no ensaio à compressão após o


período de cura do concreto de 28 dias. Os resultados encontrados após a realização
dos cálculos de tensão (σ) e descrito na unidade de medida em MPa.
52

Tabela 12– Resultados do ensaio de resistência à compressão

Média da
Nº do corpo de Resistência à Resistência à
Moldagem prova Compressão Compressão
(MPa) (MPa)
R10 28,40
R11 28,13
R12 28,13
R13 27,86
R14 27,86
R15 27,86
Cilíndrico 27,58
R16 27,59
15 x 30
R17 27,32
R18 27,19
R19 27,05
R20 26,78
R21 26,78
B10 30,11
B11 30,43
B12 29,53
B13 28,36
B14 28,88
B15 28,95
Cilíndrico 28,74
B16 28,77
10 X 20
B17 27,87
B18 27,42
B19 27,13
B20 25,72
B21 25,52
C10 27,53
C11 27,42
C12 27,22
C13 27,17
C14 26,90
C15 26,67
Cúbico 15
C16 26,28
26,39
C17 26,06
C18 25,60
C19 25,42
C20 25,04
C21 25,37
Fonte: Dados da pesquisa (2021).
53

Com os valores de resistência à compressão obtidos na idade de 28 dias, foi


gerado um gráfico de colunas, o qual demostra melhor as correlações entre os corpos
de prova de diferentes dimensões e formatos, demostrado no Gráfico 7.

Gráfico 7– Resultados da resistência à compressão aos 28 dias

Ensaio à Compressão 28 dias


31,00
30,00
29,00
28,00
27,00
MPa

26,00
25,00
24,00
23,00
22,00
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Nº DO CORPO DE PROVA

CILINDRO 15 X 30 CILINDRO 10 X 20 CUBO DE 15

Fonte: Dados da pesquisa (2021).


54

Tendo realizados todos os ensaios e testes de resistência à compressão, foi


elaborado um gráfico com as médias relativas para maior entendimento e uma melhor
visão dos resultados. Demonstrado no Gráfico 8.

Gráfico 8 – Média relativa dos ensaios de resistência à compressão com 14 e 28


dias.

Média Relativa
30,00 28,74
27,58
26,39

25,00 23,00 23,02


22,05

20,00
MPa

15,00

10,00

5,00

0,00
15 X 30 10 X 20 15 X 15

14 Dias 28 Dias

Fonte: Dados da pesquisa (2021).


55

4.3 Análise de correlação entre os corpos de prova tendo


com referência o corpo de prova cilíndrico de (15x30)
cm.
Este tópico aborda uma análise estatística dos dados coletados nos ensaios de
resistência à compressão. A análise conta com gráficos, linha de tendencia linear e
equação de reta há ser utilizadas como um fator de correção.

O Gráfico 9 demostra a correlação entre os corpos de prova cilíndricos de 15


cm de diâmetro e 30 cm de altura e os corpos de prova cilíndricos de 10 cm de
diâmetro por 20 cm de altura, na idade de 14 dias. Esta correlação é demonstrada por
uma linha de tendencia linear e equação.

Gráfico 9 – Correlação entre os corpos de prova de referência e os corpos de prova


de cilíndricos de (10x20) na idade de 14 dias.

30,00
y = 1,4001x - 9,7727
R² = 0,8052
25,00
CIL 14 dias.(10X20) cm

20,00

15,00

10,00

5,00

0,00
21,50 22,00 22,50 23,00 23,50 24,00 24,50 25,00
Cil. 14 dias (15x30) cm

Fonte: Dados da pesquisa (2021).

Existe correlação significativa entre cilindro 15x30 e cilindro 10x20 em relação


a 14 dias, e segundo o valor r = 0,897 mostra ser uma correlação forte entre os dados.
Segundo o teste de regressão verifica-se que para cada aumento de 1 MPA no
15x30, têm-se um aumento de 1,4 MPA no 10x20. Onde a variação de MPA do 15x30
acompanha 80,5% a variação do 10x20.
56

O Gráfico 9 demostra a correlação entre os corpos de prova cilíndricos de 15


cm de diâmetro e 30 cm de altura e os corpos de prova cilíndricos de 10 cm de
diâmetro por 20 cm de altura, na idade de 28 dias. Esta correlação é demonstrada por
uma linha de tendencia linear e equação.

Gráfico 10 – Correlação entre os corpos prova de referência e os corpos de prova de


cilíndricos de (10x20) na idade de 28 dias.

31,00
y = 2,7587x - 47,858
R² = 0,9248
30,00
CIL 28 dias.(10X20) cm

29,00

28,00

27,00

26,00

25,00
26,60 26,80 27,00 27,20 27,40 27,60 27,80 28,00 28,20 28,40 28,60
CIL 28 dias.(15X30) cm

Fonte: Dados da pesquisa (2021).

Existe correlação significativa entre cilindro 15x30 e cilindro 10x20 em relação


a 28 dias, e segundo o valor r = 0,962 mostra ser uma correlação muito forte entre os
dados.
Segundo o teste de regressão verifica-se que para cada aumento de 1 MPA no
15x30, têm-se um aumento de 2,76 MPA no 10x20. Onde a variação de MPA do 15x30
acompanha 92,5% a variação do 10x20.
57

O Gráfico 11 demostra a correlação entre os corpos de prova cilíndricos de 15


cm de diâmetro e 30 cm de altura e os corpos de provas cúbicos de 15 x 15 x 15 cm
na idade de 14 dias. Esta correlação é demonstrada por uma linha de tendencia linear
e equação.

Gráfico 11 - Correlação entre os corpos de prova de referência com o cúbico

30,00
y = 1,836x - 19,756
R² = 0,8743
25,00
CUBO 14 dias DE 15 x 15

20,00

15,00

10,00

5,00

0,00
21,50 22,00 22,50 23,00 23,50 24,00 24,50 25,00
CIL 14 dias.(15X30)

Fonte: Dados da pesquisa (2021).

Existe correlação significativa entre cilindro 15x30 e cubo 15x15 em relação a


14 dias, e segundo o valor r = 0,935 mostra ser uma correlação muito forte entre os
dados.
Segundo o teste de regressão verifica-se que para cada aumento de 1 MPA no
cilindro 15x30, têm-se um aumento de 1,84 MPA no cubo 15x15. Onde a variação de
MPA do 15x30 acompanha 87,4% a variação do 15x15.
58

O Gráfico 12 demostra a correlação entre os corpos de prova cilíndricos de 15


cm de diâmetro e 30 cm de altura e os corpos de provas cúbicos de 15 x 15 x 15 cm
na idade de 14 dias. Esta correlação é demonstrada por uma linha de tendencia linear
e equação.

Gráfico 12 - Correlação entre os corpos de prova de referência com o cúbico

28,00
y = 1,5843x - 17,304
R² = 0,9611
27,50
CUBO 28 dias DE 15 x 15

27,00

26,50

26,00

25,50

25,00

24,50
26,60 26,80 27,00 27,20 27,40 27,60 27,80 28,00 28,20 28,40 28,60
CIL 28 dias.(15X30

Fonte: Dados da pesquisa (2021).

Existe correlação significativa entre cilindro 15x30 e cubo 15x15 em relação a


28 dias, e segundo o valor r = 0,980 mostra ser uma correlação muito forte entre os
dados.
Segundo o teste de regressão verifica-se que para cada aumento de 1 MPA no
cilindro 15x30, têm-se um aumento de 1,58 MPA no cubo 15x15. Onde a variação de
MPA do 15x30 acompanha 96,1% a variação do 15x15.
59

5 CONCLUSÃO

De acordo com os testes e ensaios realizados em laboratório no decorrer da


pesquisa, as normas europeias apresenta coerência em suas correções de valores o
qual são encontrados nos ensaios de resistência à compressão.
Em literaturas pesquisadas para o desenvolvimento do problema abordado, há
citação que ao realizar um ensaio de resistência a compressão em um cubo de 15 x
15 x 15 cm, ele apresentará resultados na ordem de 125 % aos resultados obtidos em
mesmo ensaio com corpos de provas cilíndricos de 15 cm de diâmetro por 30 cm de
altura, havendo a necessidade de minorar os resultados de um corpo de prova cúbico.
O mesmo se aplica a corpos de provas cilíndricos de 10 cm de diâmetro por 20 de
altura, onde os resultados obtidos em um teste à compressão devem ser multiplicados
por 0,97, para entrar em acordo com um corpo de prova cilíndrico de 15 cm de
diâmetro por 30 cm de altura.
De acordo com os resultados coletados e após uma análise estatística, que
correlaciona os corpos de prova com dimensões fora do padrão de 15 cm de diâmetro
e 30 de altura, os dados citados na norma se aproxima com os encontrados em testes
realizados no decorrer da pesquisa, com variações já esperadas por se tratar de um
número de amostra relativamente pequeno.
60

6 REFERÊNCIAS

ASOCIACIÓN MERCOSUR DE NORMALIZACIÓN - AMN. NM 23: Cimento Portland


e Outros Materiais em Pó - Determinação da Massa Específica. Rio de Janeiro.
2000.

ASOCIACIÓN MERCOSUR DE NORMALIZACIÓN - AMN. NM 53: Agregado Graúdo


- Determinação de Massa Específica, Massa Específica Aparente e Absorção de
Água. Rio de Janeiro. 2009.

ASOCIACIÓN MERCOSUR NORMALIZACIÓN - AMN. NM 52: Agregado Miúdo-


Determinação de Massa Específica e Massa Específica Aparente. Rio de Janeiro.
2002.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. NBR NM 67:


Concreto - Determinação da Consistência Pelo Abatimento do Tronco de Cone.
Rio de Janeiro. 1998.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. NBR NM 248:


Agregados - Determinação da Composição Granulométrica. Rio de Janeiro, p. 6.
2003.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. NBR NM 45:


Agregados - Determinação da Massa Unitária e do Volume de Vazios. Rio de
Janeiro, p. 8. 2006.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. NBR 5739: Concreto


- Ensaio de compressão de corpos de prova cilíndricos. Rio de Janeiro, p. 9. 2007.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. NBR 7211:


Agregados para concreto - Especificação. Rio de Janeiro, p. 12. 2009.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. NBR 6118: Projeto


de estruturas de concreto - Procedimento. Rio de Janeiro. 2014.
61

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. NBR 12655:


Concreto de Cimento Portland - Preparo, Controle, Recebimento e Aceitação -
Procedimento. Rio de Janeiro. 2015.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. NBR 5738: Concreto


- Procedimento Para Moldagem e Cura de Corpos de Prova. Rio de Janeiro, p. 9.
2015.

BOTELHO, Manoel.Henrique. C.; FERRAZ, Nelson. N. Concreto armado - eu te amo


- vai para a obra. São Paulo: Editora Blucher, 2016

NEVILLE, A. M. Tecnologia do Concreto (2nd edição). Porto Alegre. 2013.

NEVILLE,A.M. Propriedades do Concreto (5nd edição). Porto Alegre. 2016.

MENDES, Cláudia. L.; SILVEIRA, Aline.Morais. D. Ensaios mecânicos. Ledur


Serviços Editoriais Ltda, Porto Alegre 2018.

VENTURI, Denise.I.S. G.; LAZZARI, Bruna. M.; BOTELHO, Larissa. C. G.;AL., et.
Concreto Armado Aplicado em Vigas, Lajes e Escadas. Porto Alegre, p. 14. 2021.

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