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EXMO. SR. DR.

JUIZ DE DIREITO DA 1ª VARA CÍVEL DA COMARCA


DE RIO DO SUL

Espaço mínimo de 10cm (+ ou - 5 dedos)


Processo nº 054.00005-03
Requerente: TEÓFILO BALEIA
Requerido: JOSÉ TUBARÃO
Contestação.

JOSÉ TUBARÃO, já devidamente qualificado nos autos da


Ação de Investigação de Paternidade cumulada cm Pedido de
Alimentos, nº 054.00005-03, que lhe move AUTOR, em tramite
neste reto e nobre juízo e cartório, por seu procurador e advogado,
adiante assinado, com escritório profissional no endereço abaixo
gravado, onde recebe as intimações e notificações, vem
respeitosamente à presença de V.Exa., apresentar a
CONTESTAÇÃO, pelos motivos fáticos e de direito que passa expor
e requerer:

PRELIMINARES e ou DEFESA PROCESSUAL (art. 301 do


CPC).

DEFESA DE MÉRITO (Art. 300, 302 e 303 do CPC)

I – Quanto a investigação de Paternidade


O contestante não nega ter mantido relação sexual com a
mãe do menor, porém, tais relações não foram corriqueiras entre o
período de outubro de 2007 a abri de 2008, pecando gravemente a
inicial, pois deixa a entender que conviveram amorosamente
durante todo o período de seis (06) meses, mas sim, ocorreram
encontros durante tal período, de forma a deixar claro que não
ocorreu de forma alguma qualquer dependência.
, bem como, não houve por parte do contestante qualquer
promessa de casamento, principalmente em virtude do mesmo já
ser casado à época dos fatos, o que era de conhecimento da
contestada.
Em hipótese alguma o contestante fez juras de casamento,
nem solicitou que a contestada providenciasse preparativos para o
mesmo, até porque, não era de seu interesse contrair novo
casamento, visto que, em nossa atual legislação, não existe a
possibilidade de manter dois (02) casamentos, visto que, o
contestante já era casado à época dos fatos com a Senhora Maria
dos Prazeres, conforme certidão de casamento em anexo, fato este
de conhecimento da contestada, não passando de pura figuração
para intentar ganho e que o contestante assumisse tal criança como
seu filho biológico.
Cabe esclarecer, que o contestante é natural de Lontras/SC,
onde possuía residência fixa na data dos fatos, juntamente com sua
esposa e filho Joao das Couves, que detinha 03 anos de idade. O
contestante estava morando em Rio do Sul em virtude de emprego
na empresa XXXXXX, por força de contrato por tempo determinado,
que encerrou no dia 09/04/2008, conforme cópia em anexo,
coincidindo com a data em que o mesmo deixou a cidade de Rio do
Sul. Cabe ressaltar, que todos estes fatos eram de conhecimento da
contestada, a qual não contestou de forma alguma, até porque,
nem ela mesma detinha certeza de quem realmente era o pai da
criança que esperava.
Não pode-se deixar de ser analisada é o fato referente a
contestada manter outros relacionamento íntimos, tornado a
paternidade por parte do contestante apenas como possível,
mediante tal incerteza........
Como não havia prova de que o filho que a contestada
esperava era do contestante, o mesmo não assumiu, visto que, não
houve uma relação “séria” entre os mesmos, mas sim, um pequeno
namoro, bem como, era notório de que a contestada mantinha
relações com outros homens.......

REQUERIMENTO – Ex. Diante do exposto requer-se a


V.Exa., o recebimento da presente contestação com os documentos
que acompanham, julgando totalmente improcedente a ação, em
razão das preliminares arguidas, ou em razão das alegações de
mérito, condenando ao final o requerente no pagamento das custas
processuais e honorários advocatícios de sucumbência.
PROVAS – ( Ex. Pretende provar o alegado por todos os
meios de provas em direito admitidas,
especialmente ..........................)

Nestes termos, pede deferimento.


Rio do Sul,........

Advogado
OAB/SC nº.......

Ver quanto aos valores....citação na inicial do MP (Aplica-se necessariamente o


artigo 84 do C.P.C. que manda as partes promover a intimação do Promotor de Justiça da Comarca
para acompanhar a causa, sob pena de nulidade ab initio de todo o processado, providência essa que
não pode ter sido olvidada na inicial.)

III - Dos Alimentos


Fica desde logo contestado o pedido de alimentos.
A inicial pede que seja fixado alimentos provisórios em 03 (três) salários mínimos dos
vencimentos do contestante. Ora, é manso e pacífico o entendimento de nos Pretórios e da
melhor doutrina, no sentido de que, em sede de ação de investigação de paternidade,
combinada com alimentos, estes, de forma provisória, só poderão ser decretados na sentença,
e em definitivo. Este entendimento firma-se no fato de que, caso a paternidade não seja
reconhecida, a parte passiva terá uma perda irreparável, em razão do princípio da
irrepetibilidade, enquanto a ativa terá um enriquecimento ilícito. A esse respeito, preleciona
Paulo Lúcio Nogueira, In Lei de alimentos comentada: doutrina e jurisprudência , verbis:

“Não se admite a fixação de alimentos provisórios em ação de investigação de paternidade em


que o filho natural ainda depende da prova de reconhecimento da paternidade para fins
alimentícios.” (op. cit., p. 9-10)

Ad argumentandum , se forem devidos alimentos á Investigante, esses somente o poderão ser


deferidos por sentença e devidos a partir de então. Jamais como que a Contestada (alimentos
provisórios). YUSSEF SAID CHALI, In Dos alimentos , RT, p. 437, afirma que são devidos os
alimentos a partir da sentença, no ordenamento do artigo 5º da Lei nº 883/49, mas a
obrigação de prestar alimentos só se torna definitiva após o trânsito em julgado (RT 520/137).
Na edição de 1994, atualizada com a Lei nº 8.560/92, o renomado doutrinador, afirma à p.
492, que:

“A vigência da obrigação alimentar desde a citação está restrita aos casos que a lei enumera
taxativamente, isto é, onde exista relação conjugal ou de parentesco comprovada desde logo
(Lei 5.478/68, art. 4º e art. 13, § 2º), o que inocorre na hipótese do art. 5º da Lei 883/49 ou
do art. 7º da Lei 8.560/92, onde o direito de alimentos só nasce no momento em que a
paternidade é reconhecida por sentença.”

Assim, frisa-se que alimentos provisórios em ação de investigação de paternidade só são


permitidos caso haja confissão da paternidade, o que não se trata do caso sub judice.