Você está na página 1de 7

QUANDO USAR A VÍRGULA

1. Para separar elementos

A vírgula serve para separar, dentro da mesma oração, elementos que têm a mesma função
sintática e que, regra geral, não sejam ligados pelas conjunções e, nem, ou.

Exemplo:

Objetivos, conteúdo, método e recursos didáticos compõem um plano.

Truque: Se você estiver listando várias coisas, vai precisar usar vírgula!

2. Depois do vocativo

A vírgula é usada para separar a invocação de alguém.

Exemplo:

Ana, atenda a campainha!

Truque: Está chamando alguém? Use vírgula depois!

3. Entre o aposto

Frequentemente o aposto aparece entre vírgulas.

Exemplo:

João, professor do Ensino Médio, está de licença.

Truque: Introduziu uma explicação ou clarificação no meio da oração? Use vírgula.

4. Depois dos advérbios “sim” e “não”

A vírgula é usada após esses advérbios quando eles iniciam uma oração que atue como resposta.

Exemplo:

Sim, estamos satisfeitos com os resultados.

Truque: Depois de sim ou não iniciais em respostas, coloque sempre vírgula.

5. Na intercalação de texto

A vírgula é utilizada para inserir expressões intercaladas dentro de uma oração, bem como
orações intercaladas dentro de outras orações.

Exemplos:

Vi, porém, as opções que eu tinha.


Ele não vai, de forma alguma, obedecer.
A atriz, disse o público, atuou com brilhantismo.

Truque: Coloque entre vírgulas aquilo que estiver "quebrando" uma frase que por si só já tem
sentido.

1
6. Nas orações subordinadas adverbiais

A vírgula deve estar presente na separação de orações subordinadas adverbiais, especialmente


quando elas iniciam a oração.

Exemplo:

Embora estivesse mau tempo, foram à praia.

Truque: Quando uma oração com função de advérbio estiver antes da oração principal, use
vírgula. Se aparecer depois, a vírgula é dispensada.

7. Nas orações subordinadas adjetivas explicativas

A vírgula deve ser utilizada em informações acessórias, que ampliam ou esclarecem uma
informação, mas que podem ser retiradas da frase.

Exemplo:

Gregório de Matos, que é a principal expressão do barroco no Brasil, era conhecido como “boca
de inferno”.

Truque: Nem sempre que usamos "que", significa que usamos vírgula, mas quando a informação
introduzida é acessória, coloque vírgula.

Existem casos em que a informação depois do "que" é essencial para entendermos a mensagem.
Veja mais abaixo quando não usar a vírgula nesses casos.

8. Na omissão de verbos

A vírgula é usada para assinalar a omissão de palavras, sendo maioritariamente utilizada na


omissão do verbo.

Exemplo:

Vamos de carro; eles, de ônibus.

Truque: A vírgula é usada em alguns casos para substituir uma palavra que já tenha sido usada
na frase. Mas atenção, é uma forma pouco usual de escrever e pode levar ao erro. O melhor
truque é não tentar escrever dessa forma.

9. Acompanhando local e data

Emprega-se a vírgula para separar o topônimo da data.

Exemplo:

Brasil, 24 de julho de 2015.

Truque: Fácil: Local, Data. Sempre.

QUANDO NÃO USAR A VÍRGULA

A vírgula não pode ser usada nas seguintes situações:

1) Para separar o sujeito do predicado

2
2) Para separar o verbo do complemento

Exemplos:

O professor, finalizará o plano de aula durante esta semana. (errado)

O professor finalizará o plano de aula durante esta semana. (certo)

Professores, pais e alunos se reuniram, no auditório da escola. (errado)

Professores, pais e alunos se reuniram no auditório da escola. (certo)

Também não é usada na seguinte situação:

3) Oração Subordinada Adjetiva Restritiva

Exemplo:

Os relatórios que ele preparou estão sob a mesa.

Truque: "Que ele preparou": Esta informação é essencial para sabermos que relatórios são! Não
coloque vírgula.

DÚVIDAS FREQUENTES DO USO DA VÍRGULA

Quando o assunto é vírgula, as dúvidas mais frequentes quanto ao seu uso são:

1. Antes do “e”

Geralmente a vírgula não é empregada antes da conjunção e, bem como das


conjunções nem e ou, exceto nas seguintes situações: quando há repetição da conjunção com
objetivo enfático, quando os sujeitos das orações são diferentes e quando a conjunção e
transmite um valor de diferença e não de adição.

Exemplos:

Fiz, e fiz, e mais fiz por todos eles.

Mariana cursou medicina, e Marília jornalismo.

Correu o mais que pode, e ainda assim não pegou o ônibus.

CONTEÚDO EXTRA NO FINAL DA AULA SOBRE VÍRGULA (Página 5).

2. Antes do “que”

No caso de se tratar de uma Oração Subordinada Adjetiva Explicativa, a vírgula deve ser
utilizada, tal como vimos no exemplo que foi dado acima:

Exemplo:
Gregório de Matos, que é a principal expressão do barroco no Brasil, era conhecido como “boca
de inferno”.

Porém, no que respeita à Oração Subordinada Adjetiva Restritiva, a vírgula não é utilizada, tal
como também vimos em outro exemplo dado acima:

Exemplo:
Os relatórios que ele preparou estão na mesa.

3
QUANDO USAR PONTO E VÍRGULA ( ; )

O ponto e vírgula é utilizado nas seguintes situações:

1. Nas orações coordenadas ou subordinadas

Quando essas orações são extensas ou já têm vírgulas.

Exemplo:

É difícil chegar a um consenso quando ele, que passa a vida a ver televisão, adora cinema; ela,
que passa a vida a ler, é apaixonada por teatro.

2. Nas listas

Para separar uma relação de elementos.

Exemplo:

• Ponto;
• Ponto de interrogação;
• Ponto de exclamação;
• Vírgula.

4
VÍRGULA ANTES DO “E”

1. Quando o sujeito da oração é diferente daquele dito anteriormente

Nesse caso, usamos a vírgula para conectar duas orações coordenadas com sujeitos diferentes.

Exemplo:

Rosana não gostava de sol, e sua irmã não gostava de chuva.

Aqui, temos duas orações que se conectam pelo “e”:

1ª oração: Rosana gostava de sol


Sujeito: Rosana

2ª oração: Sua irmã gostava de chuva


Sujeito: sua irmã

Observação: do contrário, não devemos usar a vírgula, ou seja, quando temos o mesmo sujeito
nas duas orações: Rosana gostava de sol e de chuva (aqui só temos um sujeito da ação: Rosana)

2. Quando o “e” indica oposição e contraste

Quando o “e” é utilizado com o sentido de oposição, expresso por uma conjunção adversativa
(mas, porém, contudo, entretanto, todavia, etc.), utilizamos a vírgula.

Exemplo:

Flávia estava muito cansada, e continuou trabalhando.

Note que na frase acima, o “e” tem sentido adversativo, ou seja, ele pode ser substituído por
uma dessas conjunções, sem perder o sentido da oração:

Flávia estava muito cansada, mas continuou trabalhando.

3. Quando o “e” sofre repetição no início de cada oração

Nesse caso, o “e” é repetido como um recurso estilístico, chamado de polissíndeto.

Exemplo:

Naquela tarde, Mariana cantava, e dançava, e sorria.

Observação: no caso de enumeração de elementos na oração, não utilizamos a vírgula antes do


“e”, por exemplo:

Mariana fazia muitas coisas: cantava, dançava e sorria.

4. Quando temos uma informação intercalada na frase

Aqui, utilizamos a vírgula depois do “e” quando ele é precedido de uma intercalação.

Exemplo:

O trem das onze”, de Adoniran Barbosa, e “As rosas não falam”, de Cartola, representam dois
grandes sambas brasileiros.

5
VÍRGULA ANTE DO “MAS”

O posicionamento da vírgula em relação ao vocábulo “mas” está diretamente relacionado com


a função que ele exerce na frase.

A vírgula precede o "mas" quando ele indica oposição de ideias ou adição. No entanto, ela é
utilizada depois do "mas" quando ele introduz orações intercaladas.

Exemplos:

• Queria telefonar para o meu namorado, mas já está tarde.


• Ele não viajou, mas também não ficou em casa.
• Mas, de acordo com Marina, o porteiro tentou pedir ajuda.

Confira as explicações abaixo e saiba quando o uso da vírgula antes do “mas” é obrigatório,
quando ele é facultativo e quando o "mas" não pode ser precedido de vírgula.

Oposição de ideias: uso obrigatório da vírgula antes do "mas"

Sempre que o “mas” é utilizado como indicativo de oposição de ideias, ele deve ser precedido
de vírgula.

Exemplos:

• Adoraria viajar para o exterior, mas não tenho dinheiro para isso.
• O sonho de Paula é ser aeromoça, mas ela não fala outros idiomas.
• Havia poucos alunos na sala, mas todos estavam extremamente atentos.
• Eles estudam na melhor escola da região, mas não são alunos dedicados.
• Gostaria de praticar nado sincronizado, mas não sei nadar.

Quando utilizado para indicar oposição, o "mas" é classificado como conjunção adversativa.

As conjunções adversativas são responsáveis por estabelecer uma ideia de oposição, contraste,
ressalva ou compensação entre dois termos de uma mesma oração ou entre orações.

Outros exemplos de conjunções adversativas: contudo, entretanto, no entanto, porém, todavia,


etc.

Ideia de adição: uso facultativo da vírgula antes do “mas”

Quando o “mas“ indica ideia de adição, o uso da vírgula é opcional.

Isso ocorre sempre que ele é usado em estruturas que tenham uma conotação de acréscimo, de
adição, de valor aditivo, como é o caso de “mas também”.

Exemplos:

• Ele não só lavou a louça, mas também estendeu a roupa no varal. ou Ele não só lavou a
louça mas também estendeu a roupa no varal
• A maioria prefere o verão, mas também há quem goste do inverno. ou A maioria prefere
o verão mas também há quem goste do inverno.
• Eles são parecidíssimos com o pai, mas também herdaram muitas características da
mãe. ou Eles são parecidíssimos com o pai mas também herdaram muitas
características da mãe.

6
• Ela é inteligente, mas também um pouco preguiçosa. ou Ela é inteligente mas também
um pouco preguiçosa.
• A explicação foi não só clara, mas também completa. ou A explicação foi não só clara
mas também completa.

Orações intercaladas: uso da vírgula depois do “mas”

Quando o "mas" é utilizado em início de frase para intercalar e ligar diferentes orações, a oração
que vem depois dele deve ser delimitada por vírgulas.

Exemplos:

• Mas, como eu já tinha dito, isso já era de se esperar.


• Mas, segundo ele, o diretor já estava ciente do caso.
• Mas, respondeu a professora, ele sempre foi um ótimo aluno.
• Mas, apesar de tudo o que ela fez, ele não guarda ressentimentos daquela época.
• Mas, disse ela, não foi possível esperar por eles.

Você também pode gostar