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FONTES DE ALIMENTAÇÃO

Introdução

Todas as impressoras necessitam de uma fonte de alimentação. Isto porque a energia da rede
elétrica, para poder ser aproveitada, precisa primeiro ser transformada em tensão contínua
para depois vir a alimentar e abastecer os circuitos do aparelho. A fonte de alimentação, como
o nome diz, vem possibilitar o fornecimento da energia necessária para o aparelho.

Uma impressora normalmente precisa de mais de um nível de tensão para alimentar os seus
circuitos, normalmente é necessário 5 volts para alimentar o circuito lógico da impressora e
tensões maiores (geralmente entre 20 a 30 volts) para alimentar os motores e cabeça de
impressão.

Na figura ao lado temos a fonte de alimentação de uma impressora EPSON LX 300.

Para a manutenção de fontes de alimentação é necessário um bom conhecimento em


eletrônica porém tentaremos explicar alguma noções básicas para que possamos efetuar
testes e comprovar o seu bom funcionamento.

Tipos de fontes:

Fontes Lineares

A fonte de alimentação linear surgiu primeiro na eletrônica, é a mais simples porém não é muito
utilizada em impressoras. Veja na abaixo um esquema simplificado desta fonte.
A fonte linear é constituída por quatro partes básicas, a saber:

- O transformador — que "baixa" a tensão alternada da rede ao nível correto de tensão


alternada que se deseja;

- A retificação — constituída por 4 diodos retificadores (Ou uma ponte retificadora, que nada
mais é que os 4 diodos encapsulados no mesmo componente) — transforma a tensão
alternada do secundário do transformador em uma tensão contínua ondulada (com ripple);

- O filtro — é constituído via de regra, por capacitores e indutores — retira as últimas


ondulações (ripple) que ainda possam existir sobre a tensão contínua, tornando-a mais pura.

- O circuito de controle — que mantém a tensão de saída constante e estabilizada, mesmo


quando há variações na tensão alternada da entrada ou da rede.

Fontes Chaveadas

Uma fonte chaveada (em inglês switched-mode power supply (SMPS)), é um tipo de de fonte
de alimentação que utiliza para "baixar" a tensão transístores ou CI,s (Semicondutores de
Chaveamento) que são controlados por um circuito oscilador que faz o chaveamento (CI de
chaveamento).
Fontes nas impressoras matriciais.

Normalmente as impressoras matriciais utilizam fontes de alimentação do tipo chaveada, o seu


mal funcionamento pode causar diversos problemas no funcionamento geral da impressora
como: não ligar, causar um funcionamento irregular, entre outros.

É muito importante tomar o máximo de cuidado durante o manuseio da fonte de


alimentação,pois a mesma apresenta tensões relativamente altas que podem chegar a 160
volts nos capacitores de filtro na entrada da fonte.

Nota: Mesmo com a fonte desligada pode haver energia armazenada nos capacitores de
filtro, então.... tome cuidado!

Testes iniciais

Antes de mais nada é importante dizer que as fontes chaveadas possuem proteção contra
curtos circuitos, dizemos curto circuito quando a tensão da fonte é direcionada diretamente
para o terra (0 volts) isto quer dizer que se algum componente no circuito alimentado pela fonte
entrar em curto normalmente a fonte "desarma" ou seja pára de funcionar.

Um exemplo típico deste defeito pode ser ilustrado por um transístor de controle da cabeça de
impressão em curto. Os 30 volts da fonte de alimentação é jogado diretamente para o terra
fazendo com que a fonte pare de funcionar.
Porém, neste caso a fonte continua boa, uma vez eliminado o curto do transístor a fonte volta
a funcionar.

O ponto que queremos chegar é que uma fonte pode muitas vezes não funcionar devido à um
problema no circuito que ela alimenta. Por este motivo é sempre interessante testar a fonte
desconectada da placa lógica da impressora.

Pontos de teste na saída da fonte.


; Observando a figura ao lado vemos os pontos de saída da fonte de alimentação da
impressoras LX300, neste conector temos as tensões já reguladas prontas para entrar na placa
lógica da impressora.

Os pontos de saída de uma fonte podem variar de modelo para modelo porém a informação
das tensões presentes no cabo podem facilmente ser encontradas no manual de serviço da
impressora.

Nos pontos 1 e 2 temos os 35 volts responsáveis por alimentar os motores e cabeça de


impressão

Nos pontos 3 e 4 temos o 0 volts ou o terra da fonte e no ponto 5 temos os 9 volts responsável
por alimentar o circuito da impressora (estes 9 volts serão regulados para 5 volts ao entrar na
placa lógica)

Para testar a tensão nestes pontos coloque o multímetro na escala de DCV (tensão contínua) e
selecione a escala necessária à tensão que você pretende medir (em nosso caso 200 volts),
encoste a ponta de prova preta nos pontos 3 ou 4 e a vermelha primeiramente no ponto 1 ou 2
(35 volts) e depois no alterne a ponta de prova vermelha no ponto 5 (9 volts).

O multímetro deverá apresentar os valores condizentes com os pinos testados.

Uma observação importante: Existem fontes que só apresentam o valor de saída corretamente
se estiverem alimentando um circuito. Ou seja muitas vezes temos que fazer o teste com a
fonte de alimentação conectada no circuito.

;
As escalas no multímetro mostradas na figura acima servem para adequar o multímetro ao
valor de tensão que pretendemos medir, ou seja, para medir tensões até 20 volts colocamos na
escala 20, se por exemplo fossemos medir 21 volts teríamos que colocar em uma escala maior,
no caso a de 200.

Fontes de Alimentação

Conhecendo os componentes da fonte de alimentação

A energia elétrica chega da rede elétrica através do cabo de força e entra na placa da fonte
pela ENTRADA AC, passa pelo fusível de proteção e em seguida pelas bobinas e capacitores
de filtragem para eliminar ruídos da rede elétrica. Em seguida é transformada em corrente
contínua pela PONTE RETIFICADORA de diodos e é filtrada pelo CAPACITOR FILTRO e
entra no TRANSÍSTOR CHAVEADOR.

O circuito OSCILADOR gera um pulso que faz o transístor chaveador entrar em situação de
saturação e corte fazendo a tensão passar pelo TRANSFORMADOR CHOPPER que por
indução transfere a tensão para o seu secundário que então irá ser regulada pelo
REGULADOR DE SAÍDA entregando à placa lógica os 35 e 9 volts responsáveis pelo
funcionamento da impressora.

Defeitos nas fontes de alimentação

Vários defeitos podem acontecer nos diversos componentes da fonte de alimentação fazendo-a
parar de funcionar, como já dissemos, para efetuar reparos nestes componentes é necessário
um bom conhecimento conhecimento em eletrônica, e um curso de eletrônica básica ajuda
muito no entendimento, porém tentaremos esclarecer o teste em alguns pontos básicos do
circuito que muitas vezes podem ser os responsáveis pelo defeito.

Podemos dividir a fonte de alimentação em duas partes: Primário e Secundário, unindo as duas
partes temos o transformador CHOPPER que através de indução transfere a tensão para o
secundário da fonte onde será filtrada e regulada.

Nos pontos 5 e 6 temos o capacitor filtro da entrada da fonte de alimentação se tudo estiver ok
na parte de filtragem e retificação da fonte de alimentação encontraremos nestes pontos por
volta de 160 volts DC, este teste é efetuado com a fonte ligada e com o multímetro na escala
de DCV 200, ponta preta no ponto 6 e vermelha no ponto 5. Não esqueça de ligar a fonte de
alimentação no botão liga desliga.
Muitas vezes encontramos este capacitor com a parte de cima "estufada", isso faz com que a
fonte de alimentação não trabalhe corretamente, se encontrar um capacitor nestas condições
faça a sua substituição.

Nota: Ao testar a fonte de alimentação ligada à rede elétrica tome cuidado para não
encostar as pontas de prova em outros pontos do circuito. Mantenha a bancada limpa e
tenha certeza que nenhum material condutor está entrando em contato com a fonte de
alimentação.
Caso não encontre esta tensão no capacitor filtro então provavelmente você tem algum
problema no fusível de proteção, filtragem ou na ponte retificadora. Tente testar os seguintes
componentes:

Fusível de Proteção. (Testar com a fonte desligada da rede elétrica)


Com a fonte de alimentação desconectada da rede posicione o multímetro na escala de
resistência 200OHMs e coloque as pontas de prova nos pontos 3 e 4, caso o fusível esteja bom
aparecerá no display uma resistência muito baixa (próximo de 0), caso apareça resistência
Infinita o fusível está aberto.

Porém não se anime muito ainda pois o fusível é uma proteção que geralmente queima quando
algum outro está em curto (normalmente a ponte retificadora ou o transístor chaveador) teste
estes componentes e substitua caso estejam danificados.

Botão liga/desliga. (Testar com a fonte desligada da rede elétrica)


Coloque o multímetro na escala de resistência 200 Ohms, a ponta de prova vermelha no ponto
1 e a preta no ponto 2, com o botão desligado a resistência será infinita, com o botão ligado
apresentará uma resistência muito baixa, próximo de 0

Ponte retificadora. (Testar com a fonte desligada da rede elétrica)


Coloque o multímetro na escala de Diodos, ponta de prova vermelha no pino 11 e preta no 12
deverá apresentar uma medição de diodo diretamente polarizado, em seguida inverta as
pontas de prova, vermelha no 12 e preta no 11 (não deverá conduzir) . Repita o teste nos
pinos 13 e 14 de um lado conduz e do outro não.

Resistor de proteção. (Testar com a fonte desligada da rede elétrica)


Coloque o multímetro na escala de 200 ohms, a ponta preta no ponto 7 e a vermelha no ponto
8, o componente irá apresentar uma medição próxima de 3 ohms, caso esteja aberto faça a
sua substituição.

Capacitor de filtro dos 35 volts. (Testar com a fonte ligada na rede elétrica)
Você encontrará nos pinos 9 e 10 com o multímetro na escala de DVC, 35 volts na saída da
fonte.

Acoplador Optico, oferece um retorno da tensão apresentada na saída da fonte oferecendo


assim uma referência para o circuito oscilador, caso haja alterações na tensão da fonte no
secundário o oscilador corrige o chaveamento do transistor afim de que a tensão se mantenha
estável.

Os pontos abordados nesta explicação nos dão uma base do princípio de funcionamento de
fontes chaveadas, o assunto é muito amplo e dá margem a um curso específico, porém, na
prática, é importante sabermos identificar se a fonte está danificada e caso afirmativo consertá-
la ou substituí-la.