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5-A parede da célula Gram-negativa é constituída por estruturas de múltiplas camadas

bastante complexas, que não retêm o corante quando submetidas a solventes nos quais o
corante é solúvel, sendo descoloradas e, quando acrescentados outros corantes, adquirem a
nova coloração. Já a parede da célula Gram-positiva consiste de única camada que retém o
corante aplicado, não adquirindo a coloração do segundo corante.

8-As rickettsias são bactérias muito pequenas que mal podem ser vistas com um
microscópio comum (microscópio óptico). Estes organismos são procariotos (também não
possuem núcleo e são unicelulares) como as outras bactérias e arqueobactérias, mas
possuem uma diferença: vivem, quase sempre, dentro de outras células; são parasitas
portanto. Elas causam doenças em seres humanos como o tifo (transmitida por piolhos!) e a
febre maculosa (transmitida por carrapatos).
Seu tamanho e o fato delas só poderem viver e se reproduzir dentro de outras células,
levantaram a suspeita delas serem as descendentes das primeiras bactérias que foram
englobadas por uma célula eucariota, gerando as mitocôndrias! Esta teoria ganhou um outro
argumento a favor: o genoma de Rickettsia prowaseckii, causadora do tifo endêmico, que foi
recentemente seqüenciado, revelando seu parentesco com nossas mitocôndrias! Os vírus
não têm estrutura celular e só se reproduzem no interior de células. Clamídias e
ricketsias são células incompletas e, também, parasitas intracelulares obrigatórios.
Diferem dos vírus por 3 motivos:

1) possuem DNA e RNA, enquanto os vírus têm DNA ou RNA;

2) possuem uma membrana envoltória com alguma capacidade de regular as trocas entre
o meio interno e o externo;

3) possuem algumas organelas necessárias aos processos de síntese e de reprodução.

9-As bactérias do gênero Rhizobium têm importante função no ciclo do


nitrogênio. A função delas é converter o nitrogênio presente na atmosfera
em amônia (o processo é denominado redução do nitrogênio e é
anaeróbico), essas bactérias só podem realizá-lo em simbiose com
leguminosas (Soja, feijão, ervilha, alfafa, entre outras). Denomina-se essa
associação entre raízes de leguminosas e bactérias do gênero Rhizobium,
que forma os nódulos radiculares, mutualismo. As bactérias do gênero
Rhizobium que vivem no solo, especificamente
alcançam o sistema radicular das leguminosas jovens, tecido corticais das raízes,
onde se desenvolvem, fixando N2 atmosférico, transformando em sais de
nitrogênio que são utilizados pelas plantas (NH4
+, NO2, NO3); atuando como
adubo, chamado também de inoculante agrícola.
Cabe ressaltar que o nitrogênio também se faz importante, pois participa da
constituição do ácido nucléico, das proteínas, clorofila, conforme descrito no
próximo capitulo deste trabalho.
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