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REpARAçãO pASSO A pASSO

Diagnósticos e reparos CapÍtulo 1:


fundamentos da função

no cabeçote dos do CaBeçote e Cuidados


Características dos cabeçotes

motores EA 111
dos motores EA 111 de 8 e
16 válvulas, cuidados nas
desmontagens e montagens e
análises dimensionais
A família de motores EA 111 usada atualmente pela
Volkswagen tem como principal objetivo associar elevados
torque e a potência com reduzido consumo e emissões. CapÍtulo 2:
Para isso tem sido implementadas ações de melhoria das O SINCRONISMO DO MOTOR
eficiências volumétrica, térmica e mecânica. A eficiência Dicas sobre o sincronismo
volumétrica foi garantida pela qualidade do fluxo
nos dutos de cabeçote que resultam em um excelente mecânico dos motores de 8 e 16
coeficiente de fluxo. A este efeito somou-se um perfil de válvulas
levante de válvulas de admissão favorecido pelo sistema
rSH (balancins roletados). Para auxiliar os profissionais da
reparação automotiva a analisar e executar diagnósticos e CapÍtulo 3:
reparos precisos nos cabeçotes dos motores da família EA A COMpRESSãO NOS MOTORES
111, desenvolvemos o Passo a Passo desta edição EA 111
Apresenta os valores de
compressão desta geração de
motores, dicas para medição e
análise dos valores encontrados

CapÍtulo 4: Componentes
DO CABEçOTE, REMOçãO
instalação, desmontaGem
e montaGem
orientações sobre os
procedimentos corretos de
remoção, instalação e reparos no
Lançado inicialmente no Golf 1.6 l esta
cabeçote
geração de motores se caracterizou por
apresentar a novíssima tecnologia de
balancins roletados conhecida como
rSH (do alemão rollenschelepphebel),
novos cabeçotes com desenhos ainda
CapÍtulo 5:
mais otimizados nos dutos de admissão MECANISMO COMANDO
e escape, câmaras de combustão
com desenho que proporcionam das VálVulas
mínimas perdas e reduzida formação
de depósitos e o sistema E-GAS de
Dicas de diagnósticos, reparos,
gerenciamento eletrônico. medições e análises nos sistemas
de válvulas
NOVEMBRO
MAIO 2013 | NOTÍCIAS DA OFICINA | 9
REpARAçãO pASSO A pASSO

CapÍtulo 1: fundamentos
da função do CaBeçote e Cuidados

o motor de combustão interna é uma máquina termodinâmica composta por um conjunto de peças
fixas e móveis que transformam a energia química do combustível em energia de calor que por sua vez
é transformada em energia mecânica. É possível afirmar que o princípio de funcionamento físico de um
motor a combustão interna depende diretamente de um aumento súbito de pressão no interior dos cilindros
gerado pela combustão dos gases ali presentes

o diagrama das aciona por meio de uma correia dentada, tor- Funcionamento do sistema hidráulico de
válvulas é resultado nando-se possível através de cames, balancins apoio
do sincronismo e tuchos o acionamento no momento exato das Substituindo o tucho hidráulico este com-
mecânico entre
o deslocamento válvulas de admissão e escape. ponente serve de apoio para o balancim e com-
linear do Êmbolo no Nos motores EA 111 RSH o acionamento das pensa a folga da válvula pelo êmbolo. Para isto
interior do cilindro válvulas é feito por balancins que possuem ro- este componente recebe a pressão hidráulica do
e a abertura e lamentos que minimizam as perdas por atrito sistema de lubrificação e possui um êmbolo, um
fechamento das mecânico. Isto significa que, diferentemente do cilindro e a mola do êmbolo. Uma pequena es-
válvulas realizado
pelos cames da sistema convencional em que ocorre atrito de fera em conjunto a mola forma uma válvula de
árvore comando deslizamento nos tuchos para o acionamento única via na câmara de óleo inferior.
das válvulas das válvulas, o sistema RSH com atrito de rola- êmbolo
mento também permite mais possibilidades ge-
ométricas, que resultaram numa melhor curva

A tualmente o cabeçote tem a função de alo-


jar a árvore de comando das válvulas, as
válvulas da admissão e do escape. Este con-
de levante das válvulas com cames de pequenas
dimensões e sem dispositivo de variação.
É importante destacar que este conceito
cilindro

junto é chamado de mecanismo comando das proporciona o uso de alojamentos menores


válvulas e tem o objetivo de permitir o acon- para os tuchos, o que resulta na adoção de câmara
de óleo
tecimento da dinâmica gasosa nos ciclos de câmaras de circulação do líquido de arrefeci- superior
admissão e escape do motor. A árvore de co- mento maiores proporcionando o uso de taxas
mando de válvulas deve estar mecanicamente de compressão maiores e melhor arrefecimen-
sincronizado com a árvore de manivelas que o to na parte superior do motor. câmara
de óleo
interior
came
presilha
rolete

balancim
canal de válvula mola do
pressão de óleo de uma via êmbolo
elemento válvula
hidráulico
de apoio Para eliminar a folga entre a válvula e o role-
te, enquanto a válvula não está sendo acionada,
rolamento o balancim roletado é composto de uma peça de a mola pressiona o êmbolo para cima até que o
de esfera balancim se apoie no came. Isso faz com que a
do rolete chapa estampada e de um rolamento de contato
com o came, de um elemento de apoio hidráulico pressão na câmara inferior diminua. Assim, a
(tucho) e na outra extremidade o contato entre a válvula de única via se abre para permitir que
haste da válvula e o balancim. entre óleo na camara inferior. A válvula se fecha
quando a pressão de óleo da câmara inferior se

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igualar com a pressão da câmara superior, que é A lubrificação entre o came e o rolete é fei- Nos motores EA 111 de 16 válvulas os coman-
a mesma do circuito de lubrificação. ta entre o elemento hidráulico de apoio e o ba- dos das válvulas ficam incorporados á tampa,
lancim roletado, assim como entre o came e o portanto, ao remover a tampa de válvulas re-
rolete do balancim, através de um duto de óleo move-se também os comandos formando um
folga de válvula no elemento hidráulico de apoio. Assim, o óleo subconjunto do cabeçote já com os retentores,
é projetado para o rolete do balancim através de polias, bobina e sensor de fase. Isto faz com que
um orifício localizado na parte superior do ele- na montagem também seja evitado o aperto das
mento hidráulico de apoio. 10 capas de mancais posterior.

came

jato de óleo rolete

Quando o came pressiona o rolete ocorre a


elevação da pressão na câmara inferior. Como o
óleo não é compressível, o calço hidráulico for-
mado não permite que o êmbolo ceda suportan-
do a pressão. Desta forma o elemento hidráulico
de apoio atua como componente rígido sobre o
qual se apoia o balancim. Devido a usinagem dos mancais de fixação e
centralização da árvore de comando das válvulas estarem
na própria tampa, não é possível usinagens devido a
empenamentos na tampa e tão pouco a substituição da
tampa independente do cabeçote
canal de pressão de óleo
Atenção: ao remover e instalar o subconjunto
A árvore comando das válvulas está monta- dos motores EA 111 de 16 válvulas deve-se utili-
da no cabeçote e é fi xada pela própria tampa das zar, para vedar as superfícies, a junta líquida ori-
válvulas que tem a função de mancal superior. ginal AMV D 1888003.A1. Atente para que a junta
Na parte traseira do comando de válvulas exis- líquida fique somente na superfície de vedação
tem quatro dentes que geram o pulso do sensor evitando que invada os orifícios de lubrificação
de fase do sistema de gerenciamento do motor. das árvores de comando das válvulas.

Os dutos de admissão e escape apresentam


reduzida restrição, portanto, proporcionam alto
coeficiente de fluxo proporcionando elevado
O elemento hidráulico de apoio faz o pon- movimento interno da carga de mistura dentro
to de giro para o movimento do balancim. O do cilindro. Este efeito é chamado de “tumble”
came atua sobre o rolete e comprime o balancim que consiste num movimento ordenado em tor-
para baixo. O outro extremo da válvula aciona no do eixo perpendicular ao do cilindro durante
a válvula. Devido a alavanca entre o rolete e o o tempo de admissão e compressão. Este efeito
elemento hidráulico de apoio, se consegue um aumenta a velocidade da combustão e diminui
grande deslocamento da válvula com uma força a tendência à detonação. A consequência é o au-
relativamente pequena. mento da eficiência térmica que auxilia a perfor-
mance e o consumo.
Devido a usinagem dos mancais de fixação e
centralização da árvore de comando das válvulas estarem
na própria tampa, não é possível usinagens devido a
empenamentos na tampa e tão pouco a substituição da
tampa independente do cabeçote

Atenção: ao remover e instalar a tampa de


válvulas dos motores EA 111 de 8 válvulas deve-
se utilizar, para vedar as superfícies, a junta lí-
quida original AMV 1888001.02. Atente para que
a junta líquida fique somente na superfície de
vedação.

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reparação passo a passo
Análises dimensionais no cabeçote, árvo- rar a planicidade da face do cabeçote, atente
re comando das válvulas e sedes para a garantia da medida mínima da altura
Existem duas medidas fundamentais para do cabeçote.
o cabeçote: a altura mínima e a aproximação
da árvore comando das válvulas das hastes
das válvulas. A altura do cabeçote tem influ-
ência em duas características fundamentais
do motor: a taxa de compressão e o sincro-
nismo mecânico. A aproximação da árvore de
comando da válvula determina o levante das
válvulas em relação ao movimento linear do
êmbolo.
Medidas básicas das válvulas. Verifique na página 19

A folga axial do comando de válvulas nos


motores de 8 válvulas deve ser verificada no
cabeçote desde que os balancins estejam re-
Empenamento máximo admissível é de 0,05mm movidos. A folga axial máxima do comando
de válvulas deve ser de 0,15mm. Observe:
Aproximação da árvore, comando das has-
tes das válvulas
Para efetuarmos o cálculo da especificação
de repasse máxima admissível, deve-se instalar a
válvula e pressionar firmemente contra a sede da
válvula. Caso se substitua a válvula durante os
Cabeçote 8 válvulas reparos, utilizar a válvula nova para a medição.

suporte do relógio
comparador

Nos motores de 16 válvulas a verificação


deve ser feita na própria tampa de válvulas
com os retentores das árvores dos comandos
removidos. Neste caso a folga axial máxima
deve ser de 0,40mm.
Cabeçote 16 válvulas

Ao usinar a face do cabeçote, atente para que a medida Suporte do relógio


Agora, meça a distância –a– entre a extremi- comparador
mínima “a”:
• Motores de 8 válvulas seja de 135,6 mm. dade da válvula e o canto superior do cabeçote
• Motores de 16 válvulas seja de 108,25 mm do motor. Assim, calcule a medida da retífica
Estando abaixo destas medidas o cabeçote não poder ser máxima da distância medida e a medida míni-
mais usinado devendo, portanto, ser substituído ma, sendo esta de 32,1mm para as válvulas de
admissão e escape.
Atenção: o que for rebaixado no cabeçote Basicamente, o cálculo é: distância medida
deve ser também retirado na sede da válvu- menos a distância mínima = medida máxima
la durante a operação de assentamento das admissível para retificar. Por exemplo:
válvulas. Este cuidado evitará que ocorra o
choque das válvulas com os pistões devido a Distância medida mm 32,5
maior proximidade. - Especificação mínima: mm 32,1
Esta verificação é importante devido ao Especificação máx. admissível
desvio máximo de paralelismo do cabeço- = 0,4
de retífica - rodapé mm
te, também conhecido como empenamento.
A medida máx. admissível de retífica é apresentada
Neste caso atente para a medida máxima de nas ilustrações para retificar as sedes das válvulas
empenamento e, caso seja necessário recupe- como medida “b”. Veja as especificações na página 19.

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CapÍtulo 2:
O SINCRONISMO DO MOTOR

P ara realizarmos este procedimento nos


motores 8 e 16V da Volkswagen, é impor-
tante lembrar que estes deverão estar com
Se for mantida a mesma correia dentada
(peça não substituída), instale-a mantendo
o mesmo sentido de giro anterior. Para isso
temperatura ambiente, no máximo morno. marque o sentido de giro com uma seta an-
Outra importante condição é certificar-se tes da desmontagem.
de que os pistões não se encontrem em PMS. Agora, aperte o parafuso de fi xação da polia
tensora da correia com a mão. Então, o entalhe
Atenção: Girando a árvore de comando da placa da base (1) deverá alcançar acima do
das válvulas, as válvulas podem bater nos parafuso de fi xação (2), conforme figura.
pistões que se encontrarem no PMS. Agora, estique a correia dentada girando a
polia tensora da correia na direção da seta à
Motor de 8 válvulas esquerda da figura abaixo, até que o ponteiro
Para efetuarmos o processo de sincronis- (3) esteja sobre a marca na placa de base, con-
mo, devemos inicialmente colocar a engre- forme seta à direita da mesma figura.
nagem da árvore de comando das válvulas Em seguida, aperte o parafuso de fixa-
conforme marca A da imagem abaixo. Em ção da polia tensora da correia com torque
seguida, posicione a árvore de manivelas no de aperto de 20Nm. Após o aperto, gire a ár-
PMS do cilindro 1. vore de manivelas duas vezes no sentido de
Nesta etapa, o dente chanfrado na en- giro normal do motor, até que a mesma es-
grenagem da árvore de manivelas deverá teja novamente no PMS do cilindro 1.
coincidir com a marcação “2V” no flange/ Não esqueça de conferir novamente o
bomba de óleo conforme marca B da ima- ajuste da correia dentada e a posição da po-
gem. lia tensora da correia.

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REpARAçãO pASSO A pASSO
Motor de 16 válvulas - verificação do sincronismo Para a verificação exata desta posição de sincronismo, confeccione
Para verificação do sincronismo nos motores de 16 Válvulas duas ferramentas em L cujo diâmetro não exceda 7,9 mm.
recomendamos que, primeiro a árvore de manivelas seja colocada
na posição de PMS do primeiro cilindro fazendo com que a marca
da polia coincida com a marca 0 da carcaça plástica da correia.

Nesta condição, os furos de referência das polias das árvores


de comando das válvulas, deverão coincidir com os furos de en-
caixe existentes na tampa do cabeçote. Observe:

Quando esta posição de sincronismo mecânico for atingida, deve ser


possível instalar os 2 pinos de conferência sem nenhuma dificuldade.
Nesta condição, a posição de sincronismo deve coincidir com os fu-
ros de referência entre as polias dos comandos e a tampa das válvulas e
a marca da polia da árvore de manivelas apontando para a posição 0 da
carcaça plástica de proteção da correia dentada.

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Capítulo 3:
A compressão nos motores EA 111

A taxa de compressão é uma das caracterís-


ticas mais importantes para o perfeito fun-
cionamento dos motores à combustão interna.
(motor CPBA).
Vá até o a caixa de fusíveis do veículo e re-
mova o fusível 33.
Podemos afirmar que esta tem papel fundamen-
tal no seu rendimento. No geral, quanto maior a
taxa de compressão, maior o rendimento termo-
mecânico do motor, porém, esta taxa tem limita-
ções geradas pelo tipo de material de construção
do bloco (ferro, alumíno, etc.), pelo limite à de-
tonação/pré-ignição do combustível, pelo limite
de temperatura/pressão suportado ou pela du-
rabilidade do motor.
Pensando nisso, vejamos quais são os valores
de compressão desta geração de motores e quais
são as principais dicas para medição e análise
dos valores encontrados. Continuando o processo, verifique a com-
pressão com o medidor de compressão dos ci-
Verificação lindros dos motores gasolina/álcool.
Devemos iniciar o processo de conferência Agora, peça a ajuda de outro reparador para
removendo o filtro de ar do motor. Em seguida, que ele pise no pedal do acelerador, de forma que
deve-se desconectar os conectores e remover as a válvula borboleta de aceleração seja completa-
bobinas de ignição do motor (motor CPBA). Ago- mente aberta quando o motor de partida for acio-
ra, desconecte o conector de 3 pólos do sensor nado. Acione-o até que não se verifique mais ne-
Hall – G40 – conforme seta da imagem abaixo. nhum aumento de pressão no aparelho de teste.
(Ver tabela Valores de Compressão).
Após conferência dos valores, instale as velas
de ignição e as aperte com 30Nm de torque. Fi-
Atenção: Lembre-se que ao remover este fu- nalizando o processo, consulte a memória de fa-
sível, a alimentação elétrica dos injetores é inter- lhas e elimine quaisquer que estiverem presen-
rompida. tes e, em seguida, apague a memória das falhas.

valores de compressão
Prefixo do motor BJE e AQZ BNX e CCNA CPBA
Compressão dos cilindros bar 13,8 a 15,9 19,0 a 24,0 16,7 a 20,6
Limite de desgaste bar 10,0 13,3 11,7
Diferença máxima de compressão
bar 3,00 3,00 3,00
Na sequência do processo, desconecte o co- entre os cilindros
nector de 4 pólos do transformador de ignição –
N152 – seta- e, após isto feito, desconecte também
o conector de 6 pólos do mesmo transformador.
Remova também os conectores das bobi-
nas de ignição com estágio final de potência

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reparação passo a passo

Capítulo 4:
COMPONENTES Do cabeçote,
remoção instalação,
DESMONTAGEM E MONTAGEM
O cabeçote deste motor é derivado do motor
EA111 1.6l do Golf, como já dissemos ante-
riormente.
Nesta evolução, a eficiência térmica foi am-
pliada através da taxa de compressão, possível
devido ao desenho da câmara de combustão, ao
adequado valor de “TUMBLE”, que nada mais é
do que o movimento da mistura dentro do cilin-
dro em torno de seu eixo, e também ao sistema
de arrefecimento dos pistões por jato de óleo.
Todas estas melhorias permitiram que o de-
sempenho em plena carga fosse melhorado, e
também que este motor ofereça redução do con-
sumo de combustível em cargas parciais.
Os dutos de escape do cabeçote, diferente-
mente do que ocorrem com os de admissão, for-
mam canais convergentes e, sua característica
mais importante é a baixa restrição à passagem
do gás proveniente da queima.
Fundida em alumínio, a tampa do cabeçote
incorpora as capas dos mancais da árvore de
comando de válvulas. Dessa forma, o sistema
permite que em uma só operação, ocorra a mon-
tagem dos mancais e da própria tampa, sendo a
usinagem dos mancais realizada com a tampa
montada no cabeçote.

Atenção!
• Deve-se sempre substituir as porcas auto-
travantes e parafusos submetidos a torque an-
gular.
• Ao se montar um cabeçote, lubrifique todas
as superfícies de contato entre os elementos de
apoio, e as sedes de válvula, antes da instalação
do cabeçote.
• Os calços plásticos fornecidos para prote-
ção das válvulas nas peças originais, só devem
ser removidos imediatamente antes da instala-
ção no cabeçote.
• Todas as vezes que for substituído o cabeço-
te, deve-se obrigatoriamente trocar todo o líqui-
do de arrefecimento.
• Sempre que o cabeçote for removido, utilize
a placa de suporte para cabeçotes para mantê-lo
livre de acidentes e impactos.

16 | NOTÍCIAS DA OFICINA | NOVEMBRO 2013


1. Parafuso da polia da árvore de comando fique a superfície do rolamento com óleo Vedador sem mola
das válvulas. Sempre substituído após cada re- • Para instalação, coloque a presilha de re- • Não é necessário lubrificar o lábio do anel
moção. tenção no elemento de apoio de vedação
Torque: 20Nm mais 90°. • Identificação dos fornecedores: • Motores de prefixo CPBA só devem receber
Trave sempre a polia para soltá-lo. - INA: gravação 030 na lateral próximo a re- o vedador sem mola
gião esférica
2. Polia da árvore de comando de válvulas. - GTT: gravação S3011 na parte superior pró- Montagem do Cabeçote
Requer atenção na fixação durante a montagem, xima a região esférica Para este trabalho atente que as peças este-
pois deve-se atentar para a posição de sincronis- Nunca misture as peças dos diferentes forne- jam limpas e isentas de impurezas e resíduos de
mo da correia dentada. cedores. massa vedante para motores no cabeçote.
3. Parafusos de fixação da cobertura poste- 15. Elemento de apoio Não deixe de conferir se as superfícies de ve-
rior da distribuição mecânica. dação do cabeçote e bloco estão limpas e isentas
Sempre que removido e instalado deve apli- Atenção: de óleo ou graxa.
car trava química original D 000 600 A2 • Nunca mude sua posição de trabalho. Instale o cabeçote sempre com a árvore de
4. Cobertura posterior da correia dentada. • Sempre que for novamente instalado, lubri- comando das válvulas com os cames do cilindro
5. Tampa do cabeçote. Atente para que não fique a superfície do rolamento com óleo 1 voltados para cima
sejam retificadas as superfícies de vedação. • Identificação dos fornecedores: Na instalação do cabeçote, nunca mantenha
- INA: gravação “I” na parte inferior do ele- os pistões em PMS.
Atenção: mento de apoio
• A tampa e o cabeçote formam um par. A - GTT: gravação “GT” na parte inferior do Procedimento
gravação deste par está no lado do coletor de es- elemento de apoio Atenção: Para os balancins e elementos de
capamento próximo ao Sensor Hall. Nunca misture as peças dos diferentes forne- apoio existem dois fornecedores “INA” e “GTT”
• Sempre remova todos os restos da juntra lí- cedores. e, como já dissemos anteriormente, não podem
quida para motores. No momento da montagem, ser instalados em um mesmo cabeçote.
aplique o vedador líquido original AMV 188 001 16. Junta de vedação do cabeçote Coloque os elementos de apoio no cabeçote
02 ou D 154 103 A1. do motor e os respectivos balancins.
• No momento da montagem do cabeçote, é Atenção: Atente para que os balancins estejam posi-
importante colocá-lo na vertical, por cima com • A junta original é confeccionada em metal. cionados corretamente nas extremidades das
pinos nos furos do cabeçote. • Sempre que removida deve ser substituída. válvulas -1- e que os respectivos elementos de
• Sempre que o cabeçote for removido, deve- apoio -2- estejam corretamente engatados.
6. Parafusos do cabeçote do motor. Devem se substituir o líquido de arrefecimento
ser substituídos a cada remoção do cabeçote.
17. Cabeçote
Atenção:
Nunca reaproveite estes parafusos. Devido Atenção:
a deformação plástica destes parafusos após o • Não existe tolerância para retíficas na su-
primeiro uso, o torque aplicado não garantirá a perfície de vedação entre o lado comando de
retenção do cabeçote. válvulas e o cabeçote.
• Cabeçote e tampa formam um par: a grava-
7. Defletor de óleo. Atente para a posição de ção de identificação do par está no lado do cole-
montagem tor de escape próximo ao sensor Hall.
8. Tampa de abastecimento de óleo. • Os parafusos de fixação devem ser substitu-
9. Guarnição da tampa de abastecimento de ídos por peças originais
óleo
10. Parafusos de fixação da tampa das válvu- 18. Tubulação
las. Substituir sempre que removido. 19. Parafuso do tubo
Torque: 6 Nm + 90° Torque: 25 Nm
11. Parafuso do suporte auxiliar dos cabos de 20. Árvore de comando das válvulas
ignição Verifique detalhes e tolerâncias nos respec-
Torque: 10 Nm tivos capítulos
12. Suporte dos cabos de ignição 21. Vedador da árvore comando das válvulas
13. Pino guia
14. Balancins com roletes (RSH) Atenção: Instale a árvore de comando das válvulas cui-
• Sempre que removido deve ser substituído dadosamente nos mancais do cabeçote do motor e
Atenção: por uma peça original. aplique uma película fina e uniforme de massa ve-
• Examine o mancal de rolamentos quanto a Vedador com mola dante para motores na superfície de vedação limpa
folgas e danificações • Na instalação da peça nova lubrifique mo- da tampa do cabeçote.
• Sempre que for novamente instalado, lubri- deradamente o lábio do anel de vedação

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reparação passo a passo

Capítulo 5:
Atenção: A massa vedante para motores aplica- junta do cabeçote original somente deve ser re-
da não deverá ser muito espessa, pois caso contrá- movida da embalagem antes da instalação. Atente
rio, o excesso poderá entrar nos canais de lubrifica- para não danificá-la, pois danos podem causar va-
ção ou mancais da árvore de comando das válvulas,
causando assim danos ao motor.
Coloque cuidadosamente a tampa do cabeço-
zamentos.
Limpe cuidadosamente as superfícies de veda-
ção do cabeçote do motor e bloco do motor. Obser-
Mecanismo c
te na vertical, por cima dos pinos-guia nos furos ve atentamente para que esta operação não produ-
do cabeçote do motor, conforme setas da imagem za riscos ou estrias longitudinais profundas.
abaixo. Atente para que os resíduos da limpeza não
caiam para dentro das galerias do sistema de lubri-
ficação e arrefecimento ou até mesmo para dentro
dos cilindros. Portanto, proteja essas regiões com
um pano limpo durante o processo.
Coloque o pistão do cilindro 1 no PMS e gire a Verificação das guias das válvulas
árvore de manivelas um pouco no sentido anti- Como já sabemos, o cabeçote é constituído
horário. Para centrar o cabeçote no bloco do motor, de diversos elementos, dentre eles os dutos, a
utilize guias feitas dos próprios parafusos do cabe- câmara de combustão, sedes de válvulas, dentre
çote posicionados nos furos traseiros externos dos outros que possuem funções importantes para
parafusos do cabeçote do motor conforme setas. o perfeito funcionamento das válvulas do cabe-
Coloque a nova junta de vedação do cabeçote çote.
nos pinos de centragem –A–. A inscrição (número Muitas vezes negligenciado, o guia de válvu-
da peça sobressalente) deverá estar voltada para las possui função extremamente importante, a
cima. de guiar a válvula em seu curso de sobe e desce
Verifique que, tanto a colocação quanto a fixa- no cabeçote do motor.
GUIAS
ção da tampa do cabeçote sejam realizadas sem Prensado no cabeçote, seu diâmetro interno
interrupções. As superfícies de vedação começam a é pouco maior que o externo da válvula, permi-
curar assim que entram em contato entre si. Outro tindo curso da válvula.
ponto a ser lembrado é que os parafusos do cabeço- Dessa forma, para realizar verificações des-
te devem ser substituídos. sas nos motores EA111, devemos utilizar ferra-
Aperte os parafusos identificados como 1 e 2 da mentas especiais, aparelhos de teste e de medi-
imagem primeiramente, alternadamente com 6Nm ção e meios auxiliares de medição, dentre eles
de torque. Em seguida, aperte os outros parafusos um suporte e um relógio comparador, basica-
alternadamente em cruz, com 6Nm de torque. Após mente.
todos apertados, finalizar com mais 90° de aperto
cada um deles.

Atenção: Sempre substitua as porcas auto tra-


vantes e parafusos submetidos e torque angular
Coloque o cabeçote do motor e os 8 novos pa-
rafusos restantes e aperte-os, primeiramente, com
as mãos. Em seguida, realize o aperto de todos os
parafusos do cabeçote na sequência de aperto indi-
cada com torque de 30Nm e, ao finalizar todos, re-
torne com aperto de mais 180° na mesma sequência
de aperto com uma chave rígida.

Sequência de teste
Coloque uma válvula
Atenção: Depois da instalação da tampa do ca- nova na guia com a extre-
beçote, a massa vedante para motores deverá secar midade da válvula deverá
por aproximadamente 30 minutos. coincidindo com a guia. Em
Na sequencia, instale o novo vedador da árvore razão dos diversos diâme-
de comando das válvulas e finalize a instalação na tros das guias das válvulas,
sequência inversa ao que foi feito na desmontagem. Atenção: Não é necessário realizar reaperto dos é indicado utilizar apenas
parafusos do cabeçote do motor após reparos.A se- uma válvula de admissão
Montagem do cabeçote no motor quência de montagem é exatamente à inversa à da na guia de admissão e uma
Para a montagem do cabeçote no motor, a nova remoção antes realizada. de escapamento na guia de

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comando das válvulas

escapamento. seta da imagem, e verifique a folga axial movi- Retífica da sede de válvula
Determine então a folga basculante, onde se mentando a árvore de comando de válvulas. Ob- Abaixo, podemos conferir a imagem e a tabe-
o desgaste ultrapassar 0,8mm, é recomendada a serve o valor medido pelo relógio comparador e, la referente a todas as medidas a serem conferi-
substituição do cabeçote do motor. se o desgaste for superior a 0,15mm. das antes de qualquer retífica.

SUPORTE

Código da árvore de comando das válvulas


Código entre os cames de admissão e escapa-
mento do cilindro 4 – Motores BJE e AQZ
Cilindro 4 – seta - 030 CE
Código entre os cames de admissão e escapa-
mento do cilindro 4 – Motor BNX
a = Ø 29,4 mm
Cilindro 4 – seta - 030 CH b = especificação de repasse máx. admissível
Código entre os cames de admissão e escapa- c = máx. 1.8... 2,0 mm
mento do cilindro 1 – Motor CCNA Z = Borda inferior do cabeçote
a = 450 Ângulo de assento da válvula
Cilindro 1 – seta 030 CJ e 032 AJ
Verificação de folga axial b = 300 Ângulo de correção superior
Código entre os cames de admissão e escapa- g = 600 Ângulo de correção inferior
Dando continuidade às verificações nos
mento do cilindro 1 – Motor CPBA
componentes do cabeçote do motor EA111, vere-
Cilindro 1 – seta 032 AH
mos como efetuar a conferência da folga axial da Atenção: Caso os anéis da sede de válvulas
árvore de comando das válvulas. Dimensões da válvula com estreitamento, só é permitido retificar de
Assim como no processo anterior utilizare- É importante sabermos que as válvulas não maneira que este estreitamento não seja com-
mos o suporte e o relógio comparador. podem ser retificadas, sendo apenas o assenta- prometido.
Devemos fazer essa medição com os elemen- mento desta autorizado.
tos de apoio e tampa da árvore de comando das
válvulas removidas. Agora, faça pressão na árvo-
re de comando de válvulas no mancal, conforme

Para se certificar das dimensões corretas de


cada uma, confira a tabela abaixo:
a = Ø 24,6 mm
Válvula de Válvula de
Dimensões b = especificação de repasse máx. admissível
admissão escapamento c = máx. 1.8... 2,0 mm
Øa mm 31,0 26,0 Z = Borda inferior do cabeçote
Øb mm 5,98 5,96 a = 450 Ângulo de assento da válvula
SUPORTE c mm 99,05 99,05 b = 300 Ângulo de correção superior
a Gráus 45 45 g = 600 Ângulo de correção inferior

NOVEMBRO 2013 | NOTÍCIAS DA OFICINA | 19

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