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Geopolítica para PRF Prof.

Danuzio Neto
Aula 02

Aula 02: Geopolítica


Geopolítica para PRF
Prof. Danuzio Neto

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SUMÁRIO
SUMÁRIO 2
A ESTRUTURA URBANA BRASILEIRA E AS GRANDES METRÓPOLES 3
METRÓPOLE X REGIÃO METROPOLITANA 4
REGIÕES DE INFLUÊNCIA DAS CIDADES - REGIC 5
O QUE É REDE URBANA SEGUNDO A PESQUISA REGIC? 6
O QUE É CIDADE NA PESQUISA REGIC? 7
O FENÔMENO DA CONURBAÇÃO 9
ARRANJOS POPULACIONAIS E MOVIMENTOS PENDULARES 9
O QUE É REGIÃO DE INFLUÊNCIA NA PESQUISA REGIC? 10
O QUE É HIERARQUIA URBANA NA PESQUISA REGIC? 11
Metrópoles 11
Capitais Regionais 12
Centros Sub-Regionais 13
Centros de Zona 13
Centros Locais 13
A ESTRUTURA URBANA BRASILEIRA ALÉM DA REGIC 17
AS REGIÕES METROPOLITANAS BRASILEIRAS 17
A Região Metropolitana na Lei 13.089/2015 (Estatuto da Metrópole) 18
REGIÕES INTEGRADAS E REGIÕES METROPOLITANAS 19
AS CIDADES GLOBAIS 21
ÊXODO RURAL E MIGRAÇÃO PENDULAR 21
GENTRIFICAÇÃO 22
AGLOMERADOS SUBNORMAIS 24
Critério de classificação dos aglomerados urbanos 24
Subdivisão de um aglomerado urbano 27
Aglomerados subnormais em cidades pequenas e capitais do Norte e Nordeste 29
SAIU NA AGÊNCIA IBGE 32
CAMPINAS, FLORIANÓPOLIS E VITÓRIA SÃO AS NOVAS METRÓPOLES BRASILEIRAS 32
REGIC 2018: CAMPINAS/SP, FLORIANÓPOLIS/SC E VITÓRIA/ES PASSAM A ESTAR ENTRE AS 15
METRÓPOLES DO PAÍS 35
QUESTÕES COMENTADAS PELO PROFESSOR 42
LISTA DE QUESTÕES 61
GABARITO 72
RESUMO DIRECIONADO 73

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A ESTRUTURA URBANA BRASILEIRA E AS GRANDES


METRÓPOLES
As cidades organizam-se segundo NÍVEIS HIERÁRQUICOS, de acordo com:
• A INFLUÊNCIA que exercem; e
• A COMPLEXIDADE de suas operações.

Estes níveis possuem assimetrias pelo território brasileiro.


Por exemplo, o Centro-Sul do país possui uma rede urbana mais estruturada com grande número de
metrópoles, com capitais regionais e centros sub-regionais bem articulados entre si.
Já na Amazônia, por exemplo, as cidades são esparsas e bem menos articuladas, o que leva centros
menores a exercerem o mesmo nível de importância na hierarquia urbana regional que outros maiores, que estão
localizados no Centro-Sul.
Para analisar os fluxos no interior de uma rede urbana, outro fator que deve ser levado em consideração é
a condição de acesso proporcionada pelos diferentes níveis de renda da sua população.

Um morador rico de uma cidade pequena, se comparado a um


As regiões de INFLUÊNCIA das
morador pobre de uma grande metrópole, por exemplo, consegue
cidades são delimitadas
estabelecer muito mais conexões econômicas e socioculturais. Assim, e de
principalmente pelo FLUXO DE
acordo com parâmetros do IBGE, as regiões de influência das cidades
CONSUMIDORES
brasileiras são delimitadas principalmente pelo fluxo de consumidores
que utilizam o comércio e os serviços, tanto públicos quanto privados, no
interior da rede urbana.
Nos últimos anos, ocorreu uma mudança substancial na dinâmica dos fluxos de pessoas, mercadorias,
serviços e informações pelo território nacional. Essa mudança se deu, principalmente, por causa de alguns fatores,
como:

• O advento das novas tecnologias de informação (telefonia, internet, sistemas de rádio);


• A modernização e a capilaridade do sistema de transportes; e
• A ocupação de novas fronteiras econômicas.

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METRÓPOLE X REGIÃO METROPOLITANA


Esta aula tem por base a pesquisa REGIÕES DE INFLUÊNCIA DAS CIDADES – REGIC, desenvolvida pelo
IBGE, que é realizada a cada 10 anos.
A pesquisa REGIC não define regiões metropolitanas. No Brasil, as regiões metropolitanas são definidas
por meio de lei complementar estadual.
A classificação da estrutura urbana que será aqui apresentada leva em conta, principalmente, as regiões
de influência econômica das cidades sem se preocupar com a classificação das regiões metropolitanas
legalmente reconhecidas.
Apesar de não ter amparo legal, esta classificação, além de ser importante para a iniciativa privada, tem
grande importância também para os governos de todas as esferas, que a utilizam para planejarem a distribuição
espacial dos serviços públicos oferecidos à população.
A REGIC identifica as Metrópoles, entendidas como o mais alto nível hierárquico da rede urbana. O
conceito de Metrópole na REGIC refere-se a Cidades:
• Com grande população;
• Que dispõem de grande variedade serviços;
• Que possuem papel de comando em relação a outras cidades - por sediarem empresas e
instituições públicas; e
• Que atraem contingente populacional de cidades subordinadas que buscam bens e serviços.

As Metrópoles na pesquisa REGIC são apresentadas com sua região de influência, as quais normalmente
são muito mais extensas do que uma região metropolitana.
Diante do exposto, portanto, não podemos confundir:
• REGIÕES METROPOLITANAS, que são definidas por meio de lei complementar estadual e
possuem caráter político; e
• METRÓPOLES, definidas pela REGIC e que possuem características econômico-geográficas.

Apesar de a REGIC ser realizada a cada 10, nesse interstício outras pesquisas temáticas da linha Redes e
Fluxos Geográficos são realizadas, possibilitando uma visão parcial das alterações na rede urbana entre a
publicação de uma pesquisa e outra. São exemplos disso os estudos Ligações Aéreas, Ligações Rodoviárias e
Hidroviárias e a pesquisa Gestão do Território.
A pesquisa atual, publicada em 2020, dá continuidade aos trabalhos anteriores publicados em 1972, 1987,
2000 e 2008.

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REGIÕES DE INFLUÊNCIA DAS CIDADES - REGIC


A pesquisa REGIÕES DE INFLUÊNCIA DAS CIDADES – REGIC, desenvolvida pelo IBGE:
• Define a HIERARQUIA dos centros urbanos brasileiros; e
• Delimita as regiões de INFLUÊNCIA a eles associados.

É nessa pesquisa que se identificam, por exemplo, as metrópoles e capitais regionais brasileiras e qual o
alcance espacial de influência delas.
A identificação da HIERARQUIA URBANA e das ÁREAS DE INFLUÊNCIA é realizada por meio da
classificação dos centros urbanos que possuem determinados EQUIPAMENTOS e SERVIÇOS que atraem
populações de outras localidades.
A oferta diferenciada de bens e serviços entre as cidades faz com que populações se desloquem a centros
urbanos bem equipados, a fim de adquirirem SERVIÇOS DE SAÚDE e EDUCAÇÃO ou buscar um AEROPORTO,
por exemplo.
Conhecer os relacionamentos entre as cidades brasileiras com base na análise dos fluxos de bens, serviços
e gestão é um IMPORTANTE INSTRUMENTO PARA SE REALIZAR ESCOLHAS LOCACIONAIS, tais como
DECIDIR A LOCALIZAÇÃO DE UMA UNIVERSIDADE, de um hospital ou decidir a localização de uma filial de
empresa.

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O QUE É REDE URBANA SEGUNDO A PESQUISA REGIC?


Segundo a REGIC, a REDE URBANA BRASILEIRA está estruturada em duas dimensões:
1. A HIERARQUIA dos centros urbanos, dividida em cinco níveis principais:
1.1. Metrópoles,
1.2. Capitais Regionais,
1.3. Centros Sub-Regionais,
1.4. Centros de Zona e
1.5. Centros Locais; e
2. As regiões de INFLUÊNCIAS, identificadas pela ligação das Cidades de menor para as de maior
hierarquia urbana.

O elo final de cada rede são as Metrópoles, para onde convergem as vinculações de todas as Cidades
presentes no Território Nacional.

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O QUE É CIDADE NA PESQUISA REGIC?


A noção de Cidade ou de centro urbano na pesquisa REGIC é baseada nas unidades territoriais definidas
no estudo Arranjos Populacionais e Concentrações Urbanas do Brasil.
Tais unidades territoriais consistem basicamente em três conjuntos:
• Os ARRANJOS POPULACIONAIS;
• As CONCENTRAÇÕES URBANAS; e
• Os demais MUNICÍPIOS (ou Municípios isolados).

Arranjos Populacionais
São unidades territoriais compostas por mais de um Município, que apresentam INTEGRAÇÃO
SIGNIFICATIVA em razão:

• Da CONTIGUIDADE DAS ÁREAS URBANIZADAS; ou


• Da presença de DESLOCAMENTOS FREQUENTES DOS HABITANTES para trabalhar ou estudar.

Os Arranjos Populacionais, na pesquisa REGIC 2007, eram chamados de Áreas de Concentração da


População – ACP. Esta nomenclatura, portanto, não é mais utilizada.

Municípios isolados
São aqueles que não participam de Arranjo Populacional.

Concentrações urbanas
São CONCENTRAÇÕES URBANAS:

• Os ARRANJOS POPULACIONAIS com mais de 100 mil habitantes; e


• Os Municípios que não compõem Arranjos e que ultrapassam esse patamar populacional.

Fique atento!
As CONCENTRAÇÕES URBANAS compostas por mais de um Município são designadas apenas
como ARRANJOS POPULACIONAIS.
Da mesma forma, os MUNICÍPIOS ISOLADOS que constituem concentrações urbanas são
designados apenas por MUNICÍPIOS.
Ou seja, a nomenclatura “concentração urbana” é apenas uma especificação de arranjos
populacionais e municípios mais populosos.

Para a REGIC, todos os Municípios que não compõem Arranjos Populacionais foram considerados
Cidades, assim como os próprios Arranjos Populacionais – cada um considerado uma unidade urbana.
Essa adequação é necessária porque a CIDADE, objeto de estudo da REGIC, PODE VIR A SER COMPOSTA
POR VÁRIOS MUNICÍPIOS QUE SÃO INDISSOCIÁVEIS COMO UNIDADE URBANA.

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Estes Municípios que são indissociáveis como unidade urbana possuem:

• CONTIGUIDADE em suas manchas urbanizadas ou


• FORTE MOVIMENTO PENDULAR para estudo e trabalho, com tamanha integração que justifica
considerá-los como um único nó da rede urbana.

A hierarquização de dois Municípios que compartilham manchas urbanas, por exemplo, tende a ser
inadequada, pois frequentemente os dois Municípios integram os mesmos processos de urbanização e de
relacionamentos externos com Cidades.
Assim, os dados obtidos na pesquisa REGIC foram coletados na escala municipal, tanto os captados pelo
questionário quanto os captados por fontes secundárias. Entretanto, esses dados foram agregados para o
recorte dos Arranjos Populacionais, onde aplicável, de modo que o resultado da rede urbana – a hierarquia e as
regiões de influência – só pode ser considerado para a unidade urbana da pesquisa: Arranjos Populacionais e
Municípios isolados tomados conjuntamente.

Para não esquecer!


CLASSIFICAÇÃO DEFINIÇÃO

São unidades territoriais compostas por mais de um Município, que


Arranjos apresentam INTEGRAÇÃO SIGNIFICATIVA em razão da CONTIGUIDADE
populacionais DAS ÁREAS URBANIZADAS ou da presença de DESLOCAMENTOS
FREQUENTES DOS HABITANTES para trabalhar ou estudar.

Municípios isolados São aqueles que não participam de Arranjo Populacional.

São os ARRANJOS POPULACIONAIS com mais de 100 mil habitantes,


Concentrações
bem como os Municípios que não compõem Arranjos e que ultrapassam
urbanas
esse patamar populacional.

Todos os Municípios que não compõem Arranjos Populacionais, assim


Cidades como os próprios Arranjos Populacionais – cada um considerado uma
unidade urbana.

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O FENÔMENO DA CONURBAÇÃO
Os arranjos populacionais estão intimamente ligados ao fenômeno da conurbação, que acontece à
medida que as cidades vão se expandindo horizontalmente.
Ou seja, o fenômeno da conurbação ocorre quando estas cidades se tornam contínuas e integradas.
Embora com administrações diferentes, os seus problemas de infraestrutura passam a ser comuns ao
grupo de municípios que formam a região conurbada.

ARRANJOS POPULACIONAIS E MOVIMENTOS PENDULARES


A fim de fornecer um modelo territorial das relações econômicas e sociais, utilizando-se critérios comuns
para todo o País, adotou-se uma abordagem que privilegiou elementos de integração, medidos pelos
movimentos pendulares para trabalho e estudo e/ou pela contiguidade da mancha urbanizada.
Segundo o IBGE, um arranjo populacional é o AGRUPAMENTO DE DOIS OU MAIS MUNICÍPIOS ONDE
HÁ UMA FORTE INTEGRAÇÃO POPULACIONAL devido aos MOVIMENTOS PENDULARES PARA TRABALHO OU
ESTUDO, ou devido à CONTIGUIDADE ENTRE AS MANCHAS URBANIZADAS PRINCIPAIS.
Ou seja, a forte integração populacional entre municípios que formam um arranjo populacional pode se
dar por três motivos:
- Movimentos pendulares para trabalho;
- Movimentos pendulares para estudo; e/ou
- Pela contiguidade da mancha urbanizada.

MOVIMENTO PENDULAR, vale dizer, é aquele realizado diariamente por trabalhadores ou estudantes
que precisam se deslocar da cidade em que vivem para a que estudam ou trabalham.
Ou seja, fica claro que há dois espaços principais bem diferenciados nos arranjos populacionais modernos,
o da moradia, em áreas periféricas, e o de trabalho, no centro dos núcleos urbanos.
Assim, podemos concluir que os arranjos populacionais, na contemporaneidade, serão influenciados
principalmente em relação à incorporação de novas áreas residenciais, pelo aumento da mobilidade e da oferta
de transporte eficiente que aglutinem as diferentes unidades espaciais.

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O QUE É REGIÃO DE INFLUÊNCIA NA PESQUISA REGIC?


Na pesquisa REGIC, a noção de região de influência é operacionalizada por meio de vínculos estabelecidos
entre centros urbanos de hierarquia menor direcionando-se àqueles com hierarquia superior. Cada Cidade da
pesquisa REGIC se vincula diretamente à região de influência de pelo menos uma outra Cidade, vínculo esse que
sintetiza a relação interurbana mais relevante da Cidade de origem.
Imaginemos que a Cidade A está diretamente vinculada a região de influência da Cidade B, por exemplo.
Essa relação mostra que a Cidade B tende a ser a principal referência para a população da Cidade A acessar bens e
serviços quando não os encontra na Cidade A. Esse vínculo pode revelar ainda que a Cidade B emite fluxos de
comando de gestão à Cidade A por meio de ligações entre sedes e filiais de empresas ou ainda por meio de
unidades descentralizadas de órgãos públicos. As Metrópoles são os elos finais da rede de Cidades, de modo
que todas as regiões de influência terminam em alguma Metrópole. Pela mesma lógica, elas não estão incluídas
na região de influência de outros centros urbanos.
Neste sentido, a renda per capita de uma região influencia decisivamente a disposição estrutural da sua
rede urbana e apresenta-se como fator relevante para a mobilidade socioespacial no interior das cidades.
A região de influência possui feição espacial reticular, ou seja, em formato de rede constituída por um
conjunto de unidades urbanas que realizam ligações entre si. Ao contrário da abordagem mais recorrente de
região, tomada como uma zona contígua, em geral sem superposições entre regiões vizinhas, a região reticular
considerada na REGIC não necessariamente é contígua, e, dependendo da escala, apresenta superposições e
duplas subordinações de Cidades.

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O QUE É HIERARQUIA URBANA NA PESQUISA REGIC?


A hierarquia urbana na pesquisa REGIC indica o nível de articulação que a Cidade tem com outros centros
urbanos realizado por meio de atividades de gestão pública e empresarial e ainda o nível de atração que a Cidade
possui para suprir bens e serviços para populações de outros centros urbanos.
São cinco níveis hierárquicos principais:

• METRÓPOLES,
• CAPITAIS REGIONAIS,
• CENTROS SUB-REGIONAIS,
• CENTROS DE ZONA e
• CENTROS LOCAIS.

Na perspectiva espacial, considerando-se a hierarquia urbana em níveis maiores ou menores e a


quantidade de bens e serviços ofertados. Ademais, toda cidade é considerada centralidade polarizadora de sua
própria dinâmica socioeconômica.

Metrópoles
As metrópoles brasileiras são arranjos populacionais acima de um milhão de habitantes que exercem
influência direta sobre os demais níveis de cidades na rede urbana.
São os principais centros urbanos, dos quais todas as Cidades existentes no País recebem influência direta
ou indireta, seja de uma ou mais Metrópoles simultaneamente.
Possuem os mais elevados níveis de gestão do território do País, possuindo os maiores números de
empresas e órgão públicos multilocalizadas e atraindo populações de muitas outras Cidades para acesso de bens
e serviços.
A região de influência dessas centralidades é ampla e cobre toda a extensão territorial do País, com áreas
de sobreposição em determinados contatos.
As Metrópoles se subdividem em três níveis:
• GRANDE METRÓPOLE NACIONAL - O Arranjo Populacional de São Paulo/SP ocupa, isoladamente,
a posição de maior hierarquia urbana do País, concentrando em seu Arranjo Populacional 21,5 milhões
de habitantes em 2018 e 17,7% do Produto Interno Bruto - PIB nacional em 2016;
• METRÓPOLE NACIONAL - Os Arranjos Populacionais de Brasília/DF e Rio de Janeiro/RJ ocupam a
segunda colocação hierárquica, também com forte presença nacional. O Arranjo Populacional de
Brasília/DF contava, em 2018, com 3,9 milhões de habitantes, enquanto o do Rio de Janeiro/RJ somava
12,7 milhões na mesma data;
• METRÓPOLE - Os Arranjos Populacionais de Belém/ PA, Belo Horizonte/MG, Campinas/SP,
Curitiba/PR, Florianópolis/SC, Fortaleza/CE, Goiânia/GO, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Salvador/BA,
Vitória/ES e o Município de Manaus (AM) são as 12 Cidades identificadas como Metrópoles. São
formadas por nove Capitais que receberam classificação 1 na centralidade de gestão do território mais
Belém (PA), Campinas (SP) e Manaus (AM) que, embora estejam na classe 2, contam com contingente
populacional relevante, superior a 2 milhões de habitantes. A média populacional das Metrópoles é
de 3 milhões de habitantes, sendo, a mais populosa, Belo Horizonte (MG) com 5,2 milhões e, as menos
populosas, Florianópolis (SC) e Vitória (ES), com respectivamente 1,0 milhão e 1,8 milhão de pessoas

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residentes em seus Arranjos Populacionais em 2018. Campinas (SP) é a única Cidade que não é Capital
Estadual a ser classificada como Metrópole.

Com a REGIC 2018, Campinas/SP, Florianópolis/SC e Vitória/ES passaram a figurar entre as atuais 15
Metrópoles. Com a ascensão de Campinas/SP, única cidade com esse status que não é uma capital estadual, São
Paulo se torna a primeira unidade da federação com duas Metrópoles.
Como há apenas quinze metrópoles em nosso país, considera-se que, em relação à extensão territorial do Brasil,
há um número limitado de cidades com características de metrópole articulando a rede urbana. Isso ocorreu por causa
do tardio processo de urbanização vivido pelo país, que teve como uma das suas consequências a nossa recente
industrialização. Estes dois processos (urbanização e industrialização) ocorreram de forma tardia e desorganizada.
Rio de Janeiro e São Paulo passaram boa parte do século XX exercendo uma influência gigantesca em relação
às demais cidades do país. Esse poder relativo foi diminuído ao longo da década de 1990 e do século XXI. Ainda hoje,
porém, verifica-se a polarização exercida pelas metrópoles Rio de Janeiro e São Paulo, por meio da concentração de
indústrias e de serviços.

Capitais Regionais
São centros urbanos com alta concentração de atividades de gestão, mas com nível inferior às
Metrópoles e tendência de alcance menor em termos de região de influência e atratividade para comércio de bens
e serviços em comparação com as Metrópoles.
Tratam-se de Cidades que geralmente são muito conhecidas nos Estados e regionalmente.
São mais numerosas que as Metrópoles, mas ainda são muito poucas proporcionalmente ao número de
Cidades do País.
Ao todo, 97 Cidades foram classificadas como Capitais Regionais em todo o País. Subdividem-se em:
• Capital Regional A: composta por nove Cidades, em geral Capitais Estaduais das Regiões Nordeste e
Centro-Oeste com exceção do Arranjo Populacional de Ribeirão Preto/SP. Apresentam contingente
populacional próximo entre si, variando de 800 mil a 1,4 milhão de habitantes em 2018. Todas se
relacionam diretamente a Metrópoles;
• Capital Regional B: reúne 24 Cidades, geralmente, centralidades de referência no interior dos
Estados, exceto pelas Capitais Estaduais Palmas/TO e Porto Velho (RO). Caracterizam-se por
possuírem, em média, 530 mil habitantes, apenas com o Arranjo Populacional de São José dos
Campos/SP em um patamar populacional superior (1,6 milhão de habitantes em 2018). São
numerosas na Região Sul, onde se localizam 10 das 24 Capitais Regionais dessa categoria;
• Capital Regional C: possui 64 Cidades, dentre elas três Capitais Estaduais: os Municípios de Boa Vista
(RR), Rio Branco (AC) e o Arranjo Populacional de Macapá/AP, todas pertencentes à Região Norte. As
demais Cidades localizam-se, principalmente, na Região Sudeste, onde 30 das 64 Capitais Regionais
C se encontram. A média nacional de população das Cidades dessa categoria é de 300 mil habitantes
em 2018, sendo maior na Região Sudeste (360 mil) e menor na Região Sul (200 mil).

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Centros Sub-Regionais
Neste terceiro nível hierárquico, as atividades de gestão do território são inferiores às Capitais Regionais,
mas ainda são muito relevantes, com regiões de influência e atratividade para busca de bens e serviços
frequentemente de menor extensão que as das Capitais Regionais.
Ao todo, 352 Cidades foram classificadas como Centros Sub-Regionais em todo o País. Este nível
subdivide-se em dois grupos:

• Centros Sub-Regionais A: composto por 96 Cidades presentes em maior número nas Regiões
Sudeste, Sul e Nordeste, e média populacional de 120 mil habitantes; e
• Centros Sub-Regionais B: formado por 256 Cidades com grande participação das Regiões Sudeste e
Nordeste, apresenta média nacional de 70 mil habitantes, maiores no Sudeste (85 mil) e menores no
Sul (55 mil).

Centros de Zona
As Cidades classificadas no quarto nível da hierarquia urbana caracterizam-se por menores níveis de
atividades de gestão do território do que os Centros Sub-Regionais, mas são suficientemente equipadas a ponto
de polarizarem Cidades próximas em virtude da atração da população do entorno para a busca de bens e serviços
baseada nas relações de proximidade.
São 398 Cidades com média populacional de 30 mil habitantes, subdivididas em dois conjuntos:
• Centros de Zona A: formado por 147 Cidades com cerca de 40 mil pessoas, mais populosas na Região
Norte (média de 60 mil habitantes) e menos populosas nas Regiões Sul e Centro-Oeste (ambas com
média de pouco mais de 30 mil pessoas). Em termos de gestão do território, foram classificadas, em
sua maioria, nos níveis 3 e 4; e
• Centros de Zona B: este subnível soma 251 Cidades, todas classificadas nos níveis 4 e 5 de gestão
territorial. São de menor porte populacional que os Centros de Zona A (média inferior a 25 mil
habitantes), igualmente mais populosas na Região Norte (35 mil, em média) e menos populosas na
Região Sul (onde perfazem 15 mil habitantes). Os Centros de Zona B são mais numerosos na Região
Nordeste, onde localizam-se 100 das 251 Cidades nesta classificação.

Centros Locais
O último nível hierárquico define-se pelas Cidades que exercem influência restrita aos seus próprios
limites territoriais, podendo atrair alguma população moradora de outras Cidades para acesso de bens e
serviços pontuais, mas não sendo destino principal de nenhuma outra Cidade.
Simultaneamente, os Centros Locais apresentam fraca centralidade em suas atividades empresariais e de
gestão pública, geralmente tendo outros centros urbanos de maior hierarquia como referência para atividades
cotidianas de compras e serviços de sua população, bem como acesso a atividades do poder público e dinâmica
empresarial.
Constituem a grande maioria das Cidades do País, totalizando 4 037 centros urbanos – o equivalente a
82,4% das unidades urbanas analisadas na presente pesquisa.
A média populacional dos Centros Locais é de apenas 12,5 mil habitantes, com maiores médias na Região
Norte (quase 20 mil habitantes) e menores na Região Sul (7,5 mil pessoas em 2018). Essa diferença regional das
médias demográficas repete o padrão apresentado pelos Centros de Zona, inclusive tendo também a Região
Nordeste com o maior número Cidades neste nível hierárquico.

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Distribuição regional dos cinco níveis de hierarquia urbana, segundo as Grandes Regiões - 2018

REDE URBANA – BRASIL – 2018

Fonte: IBGE, Diretoria de Geociências, Coordenação de Geografia, Regiões de Influência das Cidades 2018

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CLASSIFICAÇÃO CARACTERÍSTICAS

São os principais centros urbanos, dos quais todas as Cidades


existentes no País recebem influência direta ou indireta, seja de uma ou mais
Metrópoles simultaneamente.
Possuem os mais elevados níveis de gestão do território do País,
possuindo os maiores números de empresas e órgão públicos
METRÓPOLES
multilocalizadas e atraindo populações de muitas outras Cidades para acesso
de bens e serviços.
A região de influência dessas centralidades é ampla e cobre toda a
extensão territorial do País, com áreas de sobreposição em determinados
contatos.

São centros urbanos com alta concentração de atividades de


gestão, mas com nível inferior às Metrópoles e tendência de alcance menor
em termos de região de influência e atratividade para comércio de bens e
CAPITAIS REGIONAIS serviços em comparação com as Metrópoles.
Tratam-se de Cidades que geralmente são muito conhecidas nos
Estados e regionalmente.
São mais numerosas que as Metrópoles, mas ainda são muito
poucas proporcionalmente ao número de Cidades do País.

As atividades de gestão do território são inferiores às Capitais


CENTROS SUB-
Regionais, mas ainda são muito relevantes, com regiões de influência e
REGIONAIS
atratividade para busca de bens e serviços frequentemente de menor
extensão que as das Capitais Regionais.

Possuem menores níveis de atividades de gestão do território do que


os Centros Sub-Regionais, mas são suficientemente equipadas a ponto de
CENTROS DE ZONA
polarizarem Cidades próximas em virtude da atração da população do
entorno para a busca de bens e serviços baseada nas relações de
proximidade.

Cidades que exercem influência restrita aos seus próprios limites


territoriais, podendo atrair alguma população moradora de outras
Cidades para acesso de bens e serviços pontuais, mas não sendo destino
principal de nenhuma outra Cidade.
Apresentam fraca centralidade em suas atividades empresariais e de
gestão pública, geralmente tendo outros centros urbanos de maior
CENTROS LOCAIS
hierarquia como referência para atividades cotidianas de compras e
serviços de sua população, bem como acesso a atividades do poder público
e dinâmica empresarial.
Constituem a grande maioria das Cidades do País, totalizando
4.037 centros urbanos – o equivalente a 82,4% das unidades urbanas.

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CLASSIFICAÇÃO NÍVEIS

• GRANDE METRÓPOLE NACIONAL - O Arranjo Populacional de São


Paulo/SP ocupa, isoladamente, a posição de maior hierarquia urbana
do País;
• METRÓPOLE NACIONAL - Os Arranjos Populacionais de Brasília/DF e
Rio de Janeiro/RJ ocupam a segunda colocação hierárquica, também
METRÓPOLES com forte presença nacional;
• METRÓPOLE - Os Arranjos Populacionais de Belém/ PA, Belo
Horizonte/MG, Campinas/SP, Curitiba/PR, Florianópolis/SC,
Fortaleza/CE, Goiânia/GO, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Salvador/BA,
Vitória/ES e o Município de Manaus (AM) são as 12 Cidades
identificadas como Metrópoles.

• Capital Regional A: composta por nove Cidades, em geral Capitais


Estaduais das Regiões Nordeste e Centro-Oeste com exceção do
Arranjo Populacional de Ribeirão Preto/SP;
• Capital Regional B: reúne 24 Cidades, geralmente, centralidades de
referência no interior dos Estados, exceto pelas Capitais Estaduais
CAPITAIS REGIONAIS Palmas/TO e Porto Velho (RO). São numerosas na Região Sul, onde se
localizam 10 das 24 Capitais Regionais dessa categoria;
• Capital Regional C: possui 64 Cidades, dentre elas três Capitais
Estaduais: os Municípios de Boa Vista (RR), Rio Branco (AC) e o Arranjo
Populacional de Macapá/AP, todas pertencentes à Região Norte. As
demais Cidades localizam-se, principalmente, na Região Sudeste, onde
30 das 64 Capitais Regionais C se encontram.

• Centros Sub-Regionais A: composto por 96 Cidades presentes em


maior número nas Regiões Sudeste, Sul e Nordeste; e
CENTROS SUB- • Centros Sub-Regionais B: formado por 256 Cidades com grande
REGIONAIS participação das Regiões Sudeste e Nordeste, apresenta média nacional
de 70 mil habitantes, maiores no Sudeste (85 mil) e menores no Sul (55
mil).

• Centros de Zona A: formado por 147 Cidades com cerca de 40 mil


pessoas, mais populosas na Região Norte (média de 60 mil habitantes)
e menos populosas nas Regiões Sul e Centro-Oeste (ambas com média
CENTROS DE ZONA de pouco mais de 30 mil pessoas); e
• Centros de Zona B: este subnível soma 251 Cidades. Os Centros de Zona
B são mais numerosos na Região Nordeste, onde localizam-se 100 das
251 Cidades nesta classificação.

CENTROS LOCAIS Os centros locais não são divididos em níveis.

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A ESTRUTURA URBANA BRASILEIRA ALÉM DA


REGIC
AS REGIÕES METROPOLITANAS BRASILEIRAS
A Lei Complementar 14/1973, que inicialmente criou as REGIÕES METROPOLITANAS no Brasil, definiu-
as como um conjunto de municípios contíguos que estão integrados socioeconomicamente, com serviços
públicos e infraestrutura comuns. Ressalte-se, no entanto, que a Região Metropolitana é formada SEMPRE por
municípios de um mesmo estado.
Atualmente, há 74 regiões metropolitanas oficialmente instituídas e três Regiões Integradas de
Desenvolvimento (Ride). Apesar de inicialmente instituídas pela Lei Complementar Federal, a Constituição de
1988 permitiu que os estados criassem novas regiões metropolitanas, conforme artigo 35, parágrafo 3°:

“Os Estados poderão, mediante lei complementar, instituir regiões metropolitanas,


aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes,
para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse
comum”.

As Regiões Integradas de Desenvolvimento, diferentemente das Regiões Metropolitanas, abarcam


municípios de mais de um estado, motivo pelo qual são criadas por Lei Complementar Federal. A primeira delas,
por exemplo, engloba o Distrito Federal, alguns municípios goianos do seu entorno e quatro municípios mineiros.
Apenas como curiosidade, é interessante notar que as primeiras regiões metropolitanas brasileiras foram
criadas na década de 1970 pelo Governo Federal (São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador,
Recife, Fortaleza, Belém e Rio de Janeiro).
Assim, tenha em mente que foi apenas com o advento da Constituição de 1988 que passou a ser
competência dos estados a criação das futuras regiões metropolitanas.

REGIÃO INTEGRADA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO


- Abrange municípios de mais de uma Unidade Federada.
- Criação por meio de Lei Complementar FEDERAL.

REGIÃO METROPOLITANA
- Abrange municípios de uma única Unidade Federada.
- É criada por Lei Complementar ESTADUAL.

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A Região Metropolitana na Lei 13.089/2015 (Estatuto da Metrópole)


A Lei 13.089/2015, conhecida como Estatuto da Metrópole, até deixa a previsão legal para que exista região
metropolitana com municípios de mais de uma unidade federativa, como podemos observar a seguir:

Art. 4º A instituição de região metropolitana ou de aglomeração urbana que envolva


Municípios pertencentes a mais de um Estado será formalizada mediante a aprovação de leis
complementares pelas assembleias legislativas de cada um dos Estados envolvidos.
Parágrafo único. Até a aprovação das leis complementares previstas no caput deste artigo por
todos os Estados envolvidos, a região metropolitana ou a aglomeração urbana terá validade
apenas para os Municípios dos Estados que já houverem aprovado a respectiva lei.

Ocorre, porém, que mesmo com a previsão legal, o certo é que NÃO HÁ, em nosso país, nenhuma região
metropolitana com municípios de mais de uma unidade federativa.
Então no plano fático, ou seja, daquele que a gente observa na realidade, uma das diferenças entre regiões
metropolitanas e regiões integradas de desenvolvimento é que apenas esta é composta por municípios de mais de
uma unidade federativa.

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REGIÕES INTEGRADAS E REGIÕES METROPOLITANAS


Figura muito parecida com as regiões metropolitanas, a REGIÃO INTEGRADA DE DESENVOLVIMENTO
ECONÔMICO distingue-se desta por causa de dispositivos constitucionais e legais, o que não dá margem para
invencionices por parte do avaliador.
Atualmente, são três as Regiões Integradas do nosso país:
• A Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno, formada pelo Distrito
Federal, 29 municípios goianos e 4 municípios mineiros.
• A Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento do Polo de Petrolina e Juazeiro (com
municípios dos estados de Pernambuco e da Bahia), criada pela LC 113/2001; e
• A Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina (com municípios dos estados do
Maranhão e do Piauí), criada pela LC 112/2001.

Como fica fácil perceber, um dos traços característicos da Ride é que esta Região de desenvolvimento
abrange municípios de mais de um estado. O segundo ponto, é que é a sua CRIAÇÃO se dá por meio de LEI
COMPLEMENTAR FEDERAL.

E a Região Metropolitana, professor?


A Região Metropolitana abrange municípios de um único estado e, por ser de interesse da própria Unidade
Federativa, é criada por LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL.

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Veja o que diz o §3º do Artigo 25 da nossa Constituição Federal, que trata especificamente sobre os
Estados:

“Os Estados poderão, mediante lei complementar, instituir regiões metropolitanas,


aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes,
para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse
comum”.

Ou seja, como há normativos legais e constitucionais sobre o tema, não cabe ao avaliador da banca usar
indistintamente uma ou outra expressão.
Apenas como curiosidade, é interessante notar que as primeiras regiões metropolitanas brasileiras foram
criadas na década de 1970 pelo Governo Federal (São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador,
Recife, Fortaleza, Belém e Rio de Janeiro).
Foi apenas com o advento da Constituição de 1988 que passou a ser competência dos estados a criação
das futuras regiões metropolitanas.
Segundo o IBGE, há atualmente 74 Regiões Metropolitanas no Brasil, sendo a mais importante a de São
Paulo, com cerca de 22 milhões de habitantes.

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AS CIDADES GLOBAIS
Das metrópoles nacionais, São Paulo e Rio de Janeiro são ambas consideradas cidades globais, por
estarem mais fortemente integradas aos fluxos mundiais de comércio, informação e transportes, dentre outros
segmentos. É nessas cidades, principalmente em São Paulo, que estão as sedes dos grandes bancos e das
indústrias do país, os centros de pesquisa mais avançados, as melhores universidades, os grandes grupos de
comunicação e os melhores hospitais, por exemplo.
A definição de uma cidade como global não está na REGIC. Ou seja, não é uma definição oficial do IBGE,
mas uma classificação acadêmica.

ÊXODO RURAL E MIGRAÇÃO PENDULAR


Em 1920, apenas 10% da população brasileira vivia em cidades. Cinquenta anos depois, em 1970, esse
percentual já era de 56%. De acordo com a PNAD 2008, 84% da população brasileira é urbana. Estima-se que,
entre 1950 e 2000, 50 milhões de pessoas migraram do campo para as cidades, fenômeno conhecido como
ÊXODO RURAL.
É importante lembrar que na maioria dos casos esses migrantes se deslocaram para a cidade em estado
de fragilidade social, consequência de uma política agrária que modernizou o trabalho do campo e concentrou a
posse da terra, relegando esses trabalhadores à pobreza. Esse processo ocorreu associado a uma
industrialização que permanecia concentrada nas principais regiões metropolitanas, que, por isso, tornavam-
se áreas muito atrativas. No entanto, como as cidades que recebiam esse enorme contingente populacional não
tinham recebido investimentos públicos suficientes em obras de infraestrutura urbana e saneamento básico,
passaram a crescer de maneira caótica e com a construção acelerada de submoradias. Nesse cenário, explodiu o
número de loteamentos (em grande parte clandestinos) que surgiam em suas periferias. Esse processo, porém,
reduziu os vazios demográficos que existiam entre uma cidade e outra e, somado a outros fatores, colaborou
para a formação de regiões metropolitanas.
Entre as cidades que compõem cada região metropolitana ocorre um deslocamento diário da população,
movimento conhecido como MIGRAÇÃO PENDULAR.

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GENTRIFICAÇÃO
Chama-se de gentrificação o processo de revitalização dos espaços urbanos, que deixam de ser populares
para darem espaço para o surgimento de áreas nobres. Por ser um tema de discussão recorrente nos últimos anos,
apresento a seguir apresentação feita pelo Instituto de Urbanismo Colaborativo, que trata do assunto de maneira
de didática – e também por abordar, ainda que de maneira superficial, outros temas estudados nesta aula.

Para saber mais!


O QUE É GENTRIFICAÇÃO E POR QUE VOCÊ DEVERIA SE PREOCUPAR COM ISSO
Para entender gentrificação imagine um bairro histórico em decadência, ou que apesar de estar bem
localizado, é reduto de populações de baixa renda, portanto, desvalorizado. Lugares que não oferecem nada
muito atrativo para fazer… Enfim, lugares que você não recomendaria o passeio a um amigo.
Imagine, porém, que de um tempo para cá, a estrutura deste bairro melhorou muito: aumentou a
segurança pública e agora há parques, iluminação, ciclovias, novas linhas de transporte, ruas reformadas,
variedade de comércio, restaurantes, bares, feiras de rua… Uma verdadeira revolução que traria muitos
benefícios para os moradores da região, exceto que eles não podem mais morar ali.
É que, depois de todos esses melhoramentos, o valor do aluguel dobrou, a conta de luz triplicou e as idas
semanais ao mercadinho da esquina ficaram cada vez mais caras, ou seja, junto com toda a melhora, o custo de
vida subiu tanto que não cabe mais no orçamento dos atuais moradores. E o mais cruel de tudo é perceber que,
enquanto o antigo morador procura um novo bairro, pessoas de maior poder aquisitivo estão indo morar no seu
lugar.
Talvez você já tenha passado por essa situação. Mas, se não passou, deve imaginar que é a história de
muita gente. E o nome dessa história é gentrificação.

GENTRI O QUÊ?
Gen-tri-fi-ca-ção. Vem de gentry, uma expressão inglesa que designa pessoas ricas, ligadas à nobreza. O
termo surgiu nos anos 60, em Londres, quando vários gentriers migraram para um bairro que, até então,
abrigava a classe trabalhadora. Este movimento disparou o preço imobiliário do lugar, acabando por “expulsar”
os antigos moradores para acomodar confortavelmente os novos donos do pedaço. O evento foi chamado de
gentrification, que numa tradução literal, poderia ser entendida como o processo de enobrecimento,
aburguesamento ou elitização de uma área… Mas nós preferimos ficar com o aportuguesamento do termo
original.

COMO FUNCIONA?
Um processo de gentrificação possui bastante semelhança com um projeto de revitalização urbana, com
a diferença que a revitalização pode ocorrer em qualquer lugar da cidade e normalmente está ligada a uma
demanda social bastante específica, como reformar uma pracinha de bairro abandonada, promovendo nova
iluminação, jardinagem, bancos… E quem se beneficia da obra são os moradores do entorno e, por tabela, a
cidade toda.
A gentrificação, por sua vez, se apoia nesse mesmo discurso de “obras que beneficiam a todos”, mas não
motivada pelo interesse público, e sim pelo interesse privado, relacionado com especulação imobiliária. Logo,
tende a ocorrer em bairros centrais, históricos, ou com potencial turístico.
O processo é bastante simples: suponha, que o preço de venda de um imóvel num bairro degradado seja
80 mil. Porém, se este bairro estivesse completamente revitalizado, o mesmo imóvel poderia valer até 200 mil.
Há, portanto, uma diferença de 150% entre o valor real e o valor potencial do mesmo imóvel, certo? Agora
imagine qual seria o valor potencial de um bairro inteiro?

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É exatamente nesta diferença entre o potencial e o real, que os investidores imobiliários enxergam a
grande oportunidade para lucrar muito investindo pouco. Mas para que tudo isso se concretize, é necessário
que haja um outro projeto, o de revitalização urbana, e este, sim, é bancado com dinheiro público, ou através
de concessões públicas. Os governantes também costumam enxergar no processo de gentrificação uma grande
oportunidade: de justificar uma obra, se apoiar no interesse privado da especulação imobiliária para promover
propaganda política de boa gestão.
Fonte: http://www.courb.org/pt/o-que-e-gentrificacao-e-por-que-voce-deveria-se-preocupar-com-isso/

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AGLOMERADOS SUBNORMAIS
AGLOMERADO SUBNORMAL é uma forma de ocupação irregular de terrenos de propriedade alheia –
públicos ou privados – para fins de habitação em áreas urbanas e, em geral, caracterizados por:
• Um padrão urbanístico irregular;
• Carência de serviços públicos essenciais (abastecimento de água, coleta de esgoto, coleta de lixo e
fornecimento de energia elétrica, por exemplo); e
• Localização em áreas com restrição à ocupação.

O conceito de aglomerado subnormal, utilizado pela primeira vez no Censo Demográfico de 1991, possui
certo grau de generalização, de forma a abarcar a diversidade de assentamentos irregulares existentes no país e
que são popularmente conhecidos por vários nomes, como:
• Favelas,
• Invasões,
• Grotas,
• Baixadas,
• Comunidades,
• Vilas,
• Ressacas,
• Mocambos,
• Palafitas.

Assentamentos irregulares recebem vários nomes (grotão, invasão, alagado, vila, bairro), a depender da
região onde estão localizados. Na mídia, o nome mais comum é favela. No Rio de Janeiro, por exemplo, a palavra
comunidade tem sido usada para falar desses espaços de forma a incluir seu aspecto de convívio e ressignificar
a associação imediata entre favela e violência.
Mas isso não é consenso: há quem defenda o termo favela como espaço de afirmação de uma identidade
própria, de resistência e denúncia de suas condições, e que acredita que falar de comunidades representa
apagamento e silenciamento dessas questões.
Durante a pandemia de covid-19, o governo demonstrou especial preocupação com essas regiões, já que
nessas áreas residem, em geral, populações com condições socioeconômicas, de saneamento e de moradia mais
precárias. Como agravante, muitos aglomerados subnormais possuem uma densidade de edificações
extremamente elevada, o que facilitava a disseminação da covid-19, doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-
2.

Critério de classificação dos aglomerados urbanos


O critério de classificação dos aglomerados urbanos considera a ausência do título de propriedade das
moradias e ao menos uma das seguintes características:
a) Inadequação de um ou mais serviços, a saber: abastecimento de água, fornecimento de energia,
coleta de lixo, destino de esgoto e/ou
b) Padrão urbanístico irregular e/ou
c) Restrição de ocupação do solo.

Assim, a identificação de Aglomerados Subnormais deve ser feita com base nos seguintes critérios:

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1) Caso haja OCUPAÇÃO IRREGULAR DA TERRA, ou seja, quando os domicílios estão em terrenos de
propriedade alheia (pública ou particular), agora ou em período recente (obtenção do título de
propriedade do terreno há dez anos ou menos) e
2) Quando se soma à ocupação irregular da terra uma ou mais das características a seguir:
a) Precariedade de serviços públicos essenciais, como iluminação elétrica domiciliar,
abastecimento de água, esgoto sanitário e coleta de lixo regular e/ou
b) Urbanização fora dos padrões vigentes, refletida pela presença de vias de circulação estreitas
e de alinhamento irregular, lotes de tamanhos e formas desiguais, ausência de calçadas ou de
largura irregular e construções não regularizadas por órgãos públicos e/ou
c) Restrição de ocupação, quando os domicílios se encontram em área ocupada em desacordo
com legislação que visa à proteção ou restrição à ocupação com fins de moradia como, por
exemplo, faixas de domínio de rodovias, ferrovias, áreas ambientais protegidas e áreas
contaminadas.

As características que subsidiam a classificação da categoria geográfica dos Aglomerados Subnormais


apontam para áreas de precariedade no acesso a serviços básicos e na infraestrutura social. Tal precariedade está
diretamente relacionada à demanda por políticas públicas ligadas, também, à saúde, já que a população residente
em Aglomerados Subnormais é, em sua maioria, dependente do Sistema Único de Saúde – SUS.
Outro elemento a ser considerado é a natureza densa e/ou desordenada de boa parte dessas ocupações, o
que limita a efetividade da recomendação de isolamento social como o que aconteceu durante as ações para
enfretamento à pandemia de covid-19.
Essas ações de saúde pública precisaram considerar as características socioeconômicas e geográficas
dessas áreas, como a falta ou o acesso limitado ao saneamento e à coleta de lixo, o custo dos produtos de higiene
pessoal, o tipo de emprego (trabalho informal, subempregos, empregos com impossibilidade de se trabalhar de
casa e vínculos empregatícios mais frágeis etc.) entre outras vulnerabilidades.
O padrão urbanístico também foi um limitador para as situações de necessidade de acesso de ambulâncias
para casos de maior gravidade.
Os dados estimados de domicílios revelam que, apesar do fenômeno da proliferação de precarização
habitacional ser comumente associada aos Aglomerados Subnormais presentes nas grandes cidades como Rio de
Janeiro (19,27%) e São Paulo (12,91%), o fenômeno ocorre em grande proporção em cidades pequenas como
Vitória do Jari – AP (74%) e em outras capitais da Região Norte como Belém (55,5%) e Manaus (53,37%) e Nordeste,
como Salvador (41,83%).
Ainda no Sudeste, o Estado do Espírito Santo, além da sua capital, Vitória (33,15%), possui o segundo maior
percentual de estimativa de domicílios em Aglomerados Subnormais na escala estadual (26,1%), atrás somente
do Amazonas, na Região Norte, com 34,59%.
Três estados da Região Norte – Amazonas (34,59%), Amapá (21,58%) e Pará (19,68%) – estão entre os
cinco estados com maiores valores relativos de domicílios em Aglomerados Subnormais. Espírito Santo e Rio de
Janeiro, na Região Sudeste, completam este grupo com respectivamente 26,1% e 12,63% de domicílios nessa
classificação, como podemos observar na tabela a seguir. O estado com a menor proporção é o Mato Grosso do
Sul (0,74%).

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Estimativa de Domicílios Ocupados em Aglomerados Subnormais, segundo Estados e Distrito Federal

Fonte: Fonte: Estimativa de domicílios ocupados realizada para a operação do Censo Demográfico 2020 conforme descrito em
nota metodológica da Malha Territorial 2019 para enfrentamento da pandemia por COVID.

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Subdivisão de um aglomerado urbano


A denominação e a eventual subdivisão de uma área em aglomerados subnormais diferentes é uma
construção social e política. As comparações entre aglomerados devem levar em conta o fato de que eles podem
ser únicos (áreas isoladas) ou interligados a outros (áreas contíguas). No Rio de Janeiro, por exemplo, a Rocinha
constituía um aglomerado subnormal único em 2010. Já o Morro do Alemão formava uma área interligada com
outros nove aglomerados (Itararé, Joaquim de Queiroz, Morro da Baiana, Morro das Palmeiras, Mourão Filho,
Nova Brasília, Parque Alvorada, Relicário e Vila Matinha):

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O cadastro do IBGE contém informações para cada aglomerado em separado e os totais por município e
unidade da federação.
Também há de se ressaltar que os aglomerados subnormais podem ter nomes iguais aos de bairros
(divisões legais do município), sem que as áreas necessariamente coincidam. A área formada pelo Morro do
Alemão e aglomerados interligados, por exemplo, não coincide com a do bairro Complexo do Alemão,
representado abaixo:

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Aglomerados subnormais em cidades pequenas e capitais do Norte e Nordeste


Embora a proliferação de aglomerados subnormais seja associada, geralmente, a cidades maiores, como
Rio de Janeiro e São Paulo, essas comunidades estão localizadas em grande proporção em cidades pequenas e
capitais do Norte e Nordeste do país.
O município de Vitória do Jari, no Amapá, tem 74% dos seus domicílios localizados em aglomerados
subnormais. Na cidade vivem 15,9 mil pessoas.
Belém (PA) e Manaus (AM) têm mais da metade dos domicílios ocupados em aglomerados subnormais,
55,5% e 53,3%, respectivamente. Logo em seguida vem Salvador, na Bahia, com 41,8% das habitações em
comunidades carentes.
Em São Paulo e no Rio de Janeiro, as capitais mais populosas do país, a proporção de domicílios em
aglomerados subnormais não passa de 20%, mas a quantidade de imóveis nessas comunidades é a maior
entre todas as demais capitais: no Rio são 453.571 domicílios em aglomerados subnormais, e em São Paulo,
529.921. A capital paulista tem quase o dobro da população da capital fluminense.
A Rocinha, no Rio, é o maior aglomerado subnormal do país, com 25.742 domicílios. Completam o grupo
a comunidade do Sol Nascente, no Distrito Federal, com 25.441 casas; Rio das Pedras, também no Rio, com 22.509;
e Paraisópolis, em São Paulo, com 19.262 domicílios em aglomerados subnormais.
Levantamento do IBGE mostra também que existem municípios brasileiros com mais de 750 mil habitantes
que ultrapassam as próprias capitais na proporção de domicílios em aglomerados subnormais. É o caso de São
Bernardo do Campo (18,1%) e Guarulhos (14,2%), em São Paulo. Na capital paulista, a proporção é menor (12,9%).

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Entre cidades com 350 mil e 750 mil habitantes, destaque para Cariacica, no Espírito Santo, com 61% dos
domicílios localizados em aglomerados subnormais. Ananindeua, no Pará, vem logo em seguida com 53,5%.
Jaboatão dos Guararapes (PE) tem 36,6% das habitações nessas comunidades.
Marituba, no Pará, lidera (61,2%) entre os municípios com 100 mil e 350 mil habitantes. Observa-se
também grande proporção em Cabo de Santo Agostinho (PE), com 46,2%; Angra dos Reis (RJ), com 39,8%;
Paranaguá (PR), com 39,5%; Guarujá (SP), 34,7%; e Ilhéus (BA), com 34,5% das casas em aglomerados subnormais.

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Já no grupo das cidades com 50 mil e 100 mil habitantes, Viana, no Espírito Santo, tem mais de dois terços
dos domicílios nessas localidades (68,9%).
O gerente geral de Geografia do IBGE, Cayo Franco, observa que esse levantamento não apresenta toda a
dimensão da vulnerabilidade no país, mas boa parte dela. “Há bairros pobres que não foram classificados como
aglomerados subnormais, seja porque os moradores possuem a posse da terra ou alguns serviços de saúde e
saneamento. O que apresentamos aqui é uma dimensão da vulnerabilidade, no caso, os mais vulneráveis dos
vulneráveis”.

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SAIU NA AGÊNCIA IBGE


CAMPINAS, FLORIANÓPOLIS E VITÓRIA SÃO AS NOVAS METRÓPOLES
BRASILEIRAS
25/06/2020

Entre 2008 e 2018, o Brasil formou três novas metrópoles e 32 cidades foram elevadas a capitais regionais
em 12 estados. Apesar disso, é baixa a mobilidade na rede urbana brasileira, pois, nesse período de dez anos, 86%
das cidades não sofreram alteração. É o que revela a pesquisa Regiões de Influência das Cidades - Regic, divulgada
hoje (25) pelo IBGE. A pesquisa é realizada a cada dez anos e visa a identificar e analisar a rede urbana brasileira,
estabelecendo a hierarquia dos centros urbanos e as regiões de influência das cidades.
Campinas, Florianópolis e Vitória subiram de nível e passaram a integrar o grupo de 15 metrópoles, que
tem São Paulo no topo da hierarquia como grande metrópole nacional e Rio de Janeiro e Brasília como metrópoles
nacionais. As outras metrópoles são Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife,
Salvador e Manaus.
“O conceito de metrópole do estudo é diferente do de regiões metropolitanas, que são recortes legais
definidos pelos estados para fins de planejamento. A pesquisa delimita as regiões de influência associadas aos
centros urbanos e os vínculos estabelecidos entre as cidades na busca de bens e serviços. O elo final de cada rede
são as metrópoles, para onde convergem as vinculações de todas as cidades presentes no território nacional”,
esclarece Bruno Hidalgo, gerente de Redes e Fluxos Geográficos do IBGE.

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Devido ao grande dinamismo empresarial, Campinas vira única metrópole que não é capital
Campinas é a única metrópole que não é capital estadual, e isso ocorre devido ao alto dinamismo
empresarial existente tanto no núcleo quanto na área de influência, bem como ao porte demográfico, cuja rede
ultrapassa os 4 milhões de habitantes. Tem a menor extensão territorial dentre as metrópoles (14 mil km²), menor
número de cidades na sua rede (34) e a segunda mais alta densidade demográfica, comparável à do Rio de Janeiro,
com 312 hab./km.
Florianópolis se insere em um contexto estadual específico com capitais regionais com grande dinamismo
econômico, como por exemplo Chapecó, Criciúma, Joinville, Itajaí e Balneário Camboriú. Isso faz com que a
participação da renda produzida por Florianópolis represente apenas 14,1% do PIB produzido por toda sua região
de influência, revelando uma melhor distribuição territorial da geração de riqueza. É a quarta menor metrópole
com menos de 100 mil km² e tem 265 cidades na sua rede.
A rede de Vitória tem a segunda menor área entre as metrópoles, superior apenas à de Campinas, com
população equivalente à dessa metrópole e a de Manaus. Soma 85 cidades, com destaque para a capital regional
Cachoeiro de Itapemirim (ES), centros sub-regionais de Colatina (ES) e Teixeira de Freitas (BA), a partir do qual
estende sua influência para a Bahia. Metade do PIB produzido pela região de influência de Vitória ocorre na capital.
São Paulo está no topo da hierarquia urbana, seguido por Brasília e Rio de janeiro que dividem a segunda
posição

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As metrópoles se subdividem em três níveis. São Paulo é a grande metrópole nacional ocupando,
isoladamente, a posição de maior hierarquia urbana do país com uma rede de influência que concentra 49 milhões
de habitantes em 2018 e mais de R$ 2 trilhões anuais de PIB, o que corresponde a 23,6% da população e 33,3% da
renda total do país.
O alcance da influência direta de São Paulo ultrapassa o próprio estado, atingindo Mato Grosso do Sul,
algumas cidades do norte paranaense, parte do sul de Minas Gerais e Triângulo Mineiro, onde divide influência
com Belo Horizonte. Mesmo com extensão de 690 mil km2, a densidade demográfica da região de influência de
São Paulo é a quarta maior, com 72 hab./km².
A segunda posição hierárquica é de metrópole nacional, ocupada apenas por Brasília e Rio de Janeiro. A
rede de Brasília chama a atenção por sua extensão, que corresponde a mais de 20% do território nacional. Abrange
1,8 milhão km², sendo a maior do país em área, com 277 Cidades pertencentes a 10 Estados. Por conta da grande
extensão, a densidade demográfica é baixa, com menos de 7 hab./km². O PIB per capita é o terceiro maior do país,
somando quase R$ 458 bilhões ou R$ 40 mil anuais por habitante.
A rede da metrópole do Rio de Janeiro se destaca pela elevada densidade demográfica (354,5 hab./ km²),
devido ao fato de ser a segunda maior cidade do país em termos de volume populacional, porém ocupando uma
área territorial pouco significativa. Tem a segunda menor área (49 mil km²), com alcance mais restrito ao próprio
Estado, adentrando em parte da Zona da Mata Mineira.
Possui o segundo menor número de cidades em sua rede no Brasil (63 centros urbanos) e o segundo maior
PIB do país em termos absolutos, correspondendo a mais de R$ 640 bilhões anuais. Com o porte urbano que tem,
aparentemente, incompatível com o tamanho de sua rede urbana, faz com que haja uma significativa
concentração de riquezas na capital.

Regic mostra a concentração da rede urbana no Sudeste


A pesquisa atual dá continuidade aos trabalhos anteriores publicados em 1972, 1987, 2000 e 2008. As
cidades brasileiras foram classificadas, hierarquicamente, observando-se dez critérios: Gestão do território,
Comércio e serviços, Instituições financeiras, Ensino superior, Saúde, Informação, Cultura e esporte, Transporte,
Atividades agropecuárias; e Ligações internacionais.
A Regic 2018 mostra que cada metrópole tem sua região de influência que, em conjunto, cobre todo o país.
A hierarquia dos centros urbanos foi dividida em cinco níveis. Para as 15 metrópoles convergem 97 capitais
regionais, 352 centros sub-regionais, 398 centros de zona e 4.037 centros locais.
A maior parte das metrópoles encontra-se na região Sudeste, bem como os dois níveis seguintes (capitais
regionais e centros sub-regionais). Já os centros de zona e centros locais são mais numerosos na região Nordeste.
As capitais regionais são centros urbanos com alta concentração de atividades de gestão, mas com alcance menor
em termos de região de influência em comparação com as metrópoles.
Fonte: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/28043-campinas-
florianopolis-e-vitoria-sao-as-novas-metropoles-brasileiras

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REGIC 2018: CAMPINAS/SP, FLORIANÓPOLIS/SC E VITÓRIA/ES PASSAM


A ESTAR ENTRE AS 15 METRÓPOLES DO PAÍS
25/06/2020

Campinas/SP, Florianópolis/SC e Vitória/ES passam a figurar entre as atuais 15 Metrópoles. Com a


ascensão de Campinas/SP, única cidade com esse status que não é uma capital estadual, São Paulo se torna a
primeira unidade da federação com duas Metrópoles.
São Paulo (Grande Metrópole Nacional), Brasília (Metrópole Nacional) e Rio de Janeiro (Metrópole
Nacional) possuem a hierarquia mais elevada entre as cidades. Belém/PA, Belo Horizonte/MG, Curitiba/PR,
Fortaleza/CE, Goiânia/GO, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Salvador/BA e Manaus (AM) completam o grupo das
Metrópoles.
Entre as Capitais Regionais nos Estados, são 32 novas cidades nessa categoria, totalizando 97. O Estado
de São Paulo apresentou o maior número absoluto, passando de 12 para 20 Capitais Regionais. Esse número é
ainda maior quando se considera as Capitais Regionais sob influência da Metrópole de São Paulo/SP, que espraia
sua rede para outros Estados, chegando a 26 Capitais Regionais em sua área.
Mato Grosso e Rondônia, que tinham apenas Cuiabá (MT) e Porto Velho (RO) como Capitais Regionais,
agora possuem mais duas cidades nesse nível, respectivamente, Sinop (MT) e Rondonópolis (MT); e Cacoal (RO) e
Ji-Paraná (RO). Goiás, que não possuía nenhuma, agora tem Anápolis (GO) como Capital Regional.
A pesquisa apresenta também um panorama da atratividade das cidades brasileiras que recebem pessoas
residentes nos países vizinhos para acessar bens e serviços. Os temas que mais suscitaram relacionamentos entre
cidades através das fronteiras são os deslocamentos para compras de calçados e vestuários, ligando 65 localidades
estrangeiras ao Brasil. Outro fator de atração são as atividades culturais, que produziram padrões complexos de
relacionamentos, com uma disseminação de ligações ao longo da fronteira brasileira desde o sul do Mato Grosso
até o Rio Grande do Sul.
A pesquisa mostra também a distância a ser percorrida pela população de um determinado local para
adquirir produtos e serviços em outras cidades. A ida a aeroportos proporciona a maior distância média de
deslocamento, com 174 km. O estado que registrou o maior deslocamento médio foi Mato Grosso, com 284 km,
seguido pelo Amazonas, com 273 km.
Para cursar ensino superior, a média de deslocamento foi de 92 km, enquanto para atividades culturais, a
pesquisa mostra que a média foi de 66 km, a menor dentre todas as temáticas. São Paulo/SP é a cidade com maior
centralidade para atividades culturais e esportivas, mas Parintins (AM) e os Arranjos Populacionais de Cabo Frio/RJ
e Ribeirão Preto/SP chamam a atenção por possuírem a atração para cultura muito maior do que atração geral que
exercem.
Já para serviços de saúde de alta complexidade, o deslocamento da população entre Cidades foi de 155
km, enquanto para serviços de saúde de média e baixa complexidade foi de 72 km.
O deslocamento médio da população para adquirir eletroeletrônicos e móveis foi de 73 km, número que se
repete para a busca de atividades esportivas. O deslocamento médio para a aquisição de vestuário e calçados foi
de 78 km. Os dados relativos aos serviços de saúde e de compras de vestuário e eletroeletrônicos foram
antecipados em abril e maio, respectivamente, para auxiliar no combate à pandemia de Covid-19.
O estudo sobre as Regiões de Influência das Cidades (REGIC) 2018 identifica e analisa a rede urbana
brasileira, estabelecendo a hierarquia dos centros urbanos e as regiões de influência das cidades. O resultado
mostra a forma pela qual as cidades se relacionam entre si, através do deslocamento de pessoas em busca de bens
e serviços, bem como pelas ligações entre sedes e filiais de empresas e instituições públicas multilocalizadas. A
publicação completa e as tabelas de apoio estão disponíveis à direita desta página.

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Dimensão das redes de primeiro nível (metrópoles)

PIB
Densidade
Redes de primeiro População PIB per PIB total Metrópole/
Área (km2) demográfica
nível (metrópoles) 2018 capita (R$1 000) região de
(hab/km²)
influência

AP São Paulo/SP 49 295 747 688 624,11 71,59 42 373,50 2.088.833.313 52,95

AP Brasília/DF 11 649 359 1 753 408,92 6,64 39 251,94 457 259 929 53,89

AP Rio de
17 296 239 48 796,38 354,46 37 156,08 642 660 440 75,7
Janeiro/RJ

AP Belém/PA 9 335 660 1.374.601,90 6,79 16 270,49 151 895 774 25,78

AP Belo
21 069 799 571 747,74 36,85 25 954,38 546 853 629 31,57
Horizonte/MG

AP Campinas/SP 4 396 180 14 072,95 312,39 48 902,34 214 983 509 60,52

AP Curitiba/PR 11 654 092 210 851,46 55,27 35 143,78 409 568 832 35,49

AP
7 138 738 96 954,37 73,63 36 348,80 259 484 525 14,05
Florianópolis/SC

AP Fortaleza/CE 20 109 664 764 171,93 26,32 13 561,33 272 713 836 29,93

AP Goiânia/GO 8 269 552 964 430,48 8,57 26 706,14 220 847 808 30,39

Manaus 4 490 260 1 624 605,16 2,76 21 985,26 98 719 516 71,21

AP Porto Alegre/RS 11 293 956 266 877,95 42,32 36 069,72 407 369 834 38,97

AP Recife/PE 23 601 254 345 048,83 68,4 16 304,43 384 805 000 26,21

AP Salvador/BA 14 471 227 479 065,04 30,21 17 538,67 253 806 046 45,22

AP Vitória/ES 4 468 927 67 117,81 66,58 26 307,95 117 568 317 51,83

AP = Arranjo Populacional

A REGIC 2018 apresenta os Arranjos Populacionais de Vitória/ES, Florianópolis/SC e Campinas/SP, a


única não capital estadual, como novas Metrópoles do país. O Arranjo Populacional de São Paulo/SP segue
sendo a Grande Metrópole Nacional, maior nível de hierarquia urbana. No segundo nível de Metrópoles estão os
Arranjos Populacionais de Rio de Janeiro/RJ e Brasília/DF, como Metrópoles Nacionais. Já os Arranjos
Populacionais de Belém/PA, Belo Horizonte/MG, Curitiba/PR, Fortaleza/CE, Goiânia/GO, Porto Alegre/RS,
Recife/PE, Salvador/BA e o município de Manaus (AM) completam a lista de Metrópoles.
O segundo nível são as Capitais Regionais, centros urbanos com alta concentração de atividades de
gestão, mas com alcance menor em termos de região de influência em comparação com as metrópoles. O número
de cidades nesta lista subiu de 70 para 97. São três subdivisões: Capital Regional A, Capital Regional B e Capital
Regional C.

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Goiás, embora já contasse com a capital estadual como Metrópole em 2007, não possuía nenhuma Capital
Regional à época, e agora tem Anápolis (GO), na categoria Capital Regional C. Tanto Mato Grosso como Rondônia
possuíam apenas uma Capital Regional em 2007, Cuiabá (MT) e Porto Velho (RO), e agora, possuem além da
capital estadual outras duas cidades nesta hierarquia: Sinop (MT) e Rondonópolis (MT); Cacoal (RO) e Ji Paraná
(RO), todas elas no nível hierárquico Capital Regional C.
As cidades consideradas na pesquisa podem ser tanto municípios isolados quanto conjuntos de municípios
muito integrados, os Arranjos Populacionais (AP) - estes consistem em municípios com manchas urbanas
contíguas ou que possuem forte movimento pendular para estudo e trabalho, com tamanha integração que
justifica considerar como um só.
A pesquisa também mostra que cada centro urbano está contido na região de influência de uma outra
Cidade, geralmente aquela mais acessada para se buscar bens e serviços. Todas as Cidades inseridas estão na
região de influência de pelo menos uma das 15 Metrópoles. As Metrópoles de Recife/PE, Belo Horizonte/MG e São
Paulo/SP são as que possuem maior número de Cidades incluídas em sua região de influência. As que abrangem
maior área são as redes das Metrópoles Brasília/DF, Belém/PA e Manaus (AM).

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Deslocamento internacional é a novidade da pesquisa


A REGIC 2018 apresenta também um panorama da atratividade das cidades brasileiras que recebem
pessoas residentes nos países vizinhos para acessar bens e serviços. Os resultados apresentam a articulação
internacional, em especial, dos 102 municípios que estão na faixa de fronteira.
Os resultados fornecem um panorama de como as cidades brasileiras se articulam internacionalmente nas
relações de proximidade, mostrando que, em geral, sua influência ao fornecer bens e serviços é proporcional à
distância a partir das fronteiras: conforme se adentra nos países vizinhos, o número de localidades relacionadas às
cidades brasileiras decai. A quantidade de relacionamentos também é proporcional à densidade de ocupação,
possuindo padrões mais complexos no Sul do país do que nas fronteiras do Centro-Oeste e do Norte.
Os temas que mais suscitaram relacionamentos entre cidades através das fronteiras são os deslocamentos
para compras de calçados e vestuários, ligando 65 localidades estrangeiras ao Brasil, e as atividades culturais, que
produziram padrões complexos de relacionamentos, com uma disseminação de ligações ao longo da fronteira
brasileira desde o sul do Mato Grosso até o Rio Grande do Sul. Este fato é indicativo que a realização de festivais e
eventos é um fator de atração de população, contribuindo para elevar a centralidade das cidades brasileiras que
os realizam.

Aeroportos exigem o maior deslocamento médio da população


A pesquisa também aponta as distâncias médias dos deslocamentos quando a população precisa sair de
sua cidade para buscar comércio ou serviços. Também mostra quais cidades têm centralidade definida por
receberem mais deslocamentos para buscar cada tipo de bem ou serviço. São distâncias médias lineares, que não
levam em conta as estradas, mas que servem para comparação entre as cidades.
O deslocamento para aeroportos suscitou a maior média: 174km. O estado que registrou o maior
deslocamento médio foi Mato Grosso, com 284 km, seguido pelo Amazonas, com 273 km. Com menores
deslocamentos estão justamente as unidades da federação de pequena área territorial, como Sergipe (74 km) e
Alagoas (114 km). Há ainda um grupo de estados com médias relativamente baixas, entre 125 km e 146 km,
correspondendo àqueles que possuem aeroportos mais bem-distribuídos em seu território, entre a capital e polos
no interior. São eles: Santa Catarina, São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro.
Já as ligações rodoviárias e hidroviárias, sendo uma das maneiras de efetivação da rede urbana por
realizar o transporte físico de pessoas, apresenta elevada capilaridade. Por esse motivo, gera as menores médias
de deslocamento, sendo a média nacional de 75 km.
A pesquisa também aponta a grande difusão da procura por cursos de nível superior pelo Brasil, com
diversas centralidades ocupando as primeiras classes com atração equivalente. O deslocamento médio foi de 92
km. Os Arranjos Populacionais de Belém/PA, Salvador/BA e Teresina/PI são as cidades com maior centralidade
para ensino superior, enquanto os de Sobral/CE, Viçosa/MG e Santa Maria/RS destacam-se por possuírem atração
para ensino superior muito maior do que atração que exercem para os demais temas.
Na busca para atividades culturais, que incluem shows, festas, festivais, cinemas, teatros e museus, a
distância média nacional de deslocamentos foi a menor dentre todas as temáticas da REGIC 2018, sendo apenas
de 67 km, o que mostra que essas atividades são encontradas tanto nas grandes cidades quanto nas que possuem
centralidade de menor porte.

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Já para atividades esportivas, as distâncias médias percorridas são um pouco mais longas: 73 km, sendo
maiores nas Regiões Norte e Centro-Oeste (123 km e 103 km, respectivamente) e menores nas Regiões Sudeste e
Nordeste (67 km e 61 km). São Paulo/SP é a cidade com maior centralidade para atividades culturais e esportivas,
mas Parintins (AM) e os Arranjos Populacionais de Cabo Frio/RJ e Ribeirão Preto/SP chamam a atenção por
possuírem a atração para cultura muito maior do que atração geral que exercem. Já para atividades esportivas,
Porto Alegre/RS, Rio de Janeiro/RJ e Recife/PE tem atração para esportes muito superior à atração geral que
exercem nos outros temas.

Distâncias médias dos deslocamentos entre cidades de origem e destino


Distâncias médias (km) em linha reta
Grandes
Regiões e Saúde
Saúde Ligações
Unidades Vestuário Móveis e de
de alta Ensino Aero- rodoviárias
da Total e eletroele- baixa Cultura Esporte Jornais
comple- Superior portos e
Federação calçados trônicos comple-
xidade hidroviárias
xidade

Brasil 107 78 73 72 155 92 66 73 174 127 75

Norte 185 181 168 136 276 184 132 123 197 163 126

Rondônia 205 209 114 110 285 100 86 100 225 221 129

Acre 253 170 155 159 176 185 172 270 176 55 168

Amazonas 272 342 388 283 462 409 248 183 273 261 221

Roraima 274 198 161 147 471 181 181 79 240 133 130

Pará 203 181 173 120 271 184 132 136 166 154 112

Amapá 128 165 165 165 165 165 165 119 165 300 134

Tocantins 129 98 93 94 202 108 82 79 183 126 103

Nordeste 103 71 67 70 179 105 60 61 179 154 71

Maranhão 139 87 92 84 200 160 78 75 186 165 98

Piauí 112 87 87 90 236 127 61 53 237 182 87

Ceará 82 74 70 64 126 81 67 74 163 171 60

Rio Grande
80 49 49 57 150 69 45 47 175 78 70
do Norte

Paraíba 82 49 38 50 158 60 41 32 158 96 40

Pernambuco 91 61 61 55 183 77 56 77 161 210 40

Alagoas 62 40 41 43 94 51 47 56 114 96 36

Sergipe 41 40 42 48 71 50 41 38 74 82 38

Bahia 124 89 75 84 213 135 69 71 200 151 84

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Sudeste 90 58 55 55 107 63 54 67 157 123 58

Minas
94 65 61 61 123 72 53 70 175 119 65
Gerais

Espírito
67 49 53 51 93 50 55 52 125 117 43
Santo

Rio de
70 56 53 45 67 52 54 75 146 92 44
Janeiro

São Paulo 87 48 46 47 86 51 55 62 134 132 49

Sul 87 47 46 49 101 57 52 70 159 111 58

Paraná 85 49 48 54 114 56 60 68 136 67 57

Santa
83 36 33 38 87 46 41 67 125 90 56
Catarina

Rio Grande
92 52 52 52 98 64 52 74 197 155 61
do Sul

Centro-
156 140 128 123 256 130 108 103 222 131 122
Oeste

Mato Grosso
160 122 123 123 219 136 117 113 216 118 120
do Sul

Mato Grosso 216 198 181 151 370 182 141 118 284 152 152

Goiás 113 108 92 108 189 95 85 90 184 130 102

Fonte: IBGE, Diretoria de Geociências, Coordenação de Geografia, Regiões de Influência das Cidades, 2018.
Notas:
1 - A questão 10 é uma adaptação da pesquisa Ligações Rodoviárias e Hidroviárias (LIGAÇÕES..., 2017) ao formato das nove
questões do Módulo Principal, conforme descrito no capítulo Metodologia.
2 - A média nacional é calculada a partir de todas as ligações de primeira, segunda e terceira ordens existentes. Como o número
de ligações varia por cidades, estados e grandes regiões, esta média não pode ser calculada a partir das médias de outros
recortes. O mesmo vale para a média por Grande Região e para as médias estaduais.

Deslocamento para comércio e serviços de saúde


No que diz respeito ao deslocamento da população em busca de serviços de saúde, os dados foram
antecipados no dia 07 de abril de 2020, para possibilitar que os órgãos competentes pudessem elaborar políticas
públicas, planos e logística para enfrentar a pandemia da Covid-19.
Em média, a população percorre 72 km para atendimento de baixa e média complexidade, como
consultas médicas e odontológicas, exames clínicos, serviços ortopédicos e radiológicos, fisioterapia e pequenas
cirurgias, dentre outros atendimentos que não impliquem internação.
Manaus (AM) é a cidade que recebe pacientes que tiveram que percorrer as maiores distâncias, em média,
418 km para esse tipo de atendimento. Já Goiânia/GO atende pacientes do maior número de cidades, 115 no total.
Santa Catarina (SC) é o único estado onde ocorrem deslocamentos médios inferiores a 40 km, os menores do país.
Já no que diz respeito à busca por tratamentos de alta complexidade, a população percorre, em média,
155 km. Esses tratamentos especializados são de alto custo e envolvem internação, cirurgias, exames (como
ressonância magnética e tomografia) e tratamentos de câncer.

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Os estados de Roraima e Amazonas apresentaram as maiores médias de deslocamento, 471 e 462 km,
respectivamente, seguidas pelo Mato Grosso, com 370 km.
A menor média de deslocamento ocorreu no estado do Rio de Janeiro, com 67 km, onde Metrópole carioca
divide a atratividade de pacientes com os Arranjos Populacionais de Campos de Goytacazes/RJ, Volta Redonda –
Barra Mansa/RJ e o município de Itaperuna (RJ), além de cidades mineiras próximas do estado, como Muriaé (MG).
No comércio, os dados também foram antecipados no dia 07 de abril de 2020. O deslocamento médio para
compra de vestuários e calçados foi de 78 km, mas mostrou padrões muito diferentes regionalmente. Enquanto
na Região Norte, polarizada por Manaus (AM) e Belém/PA, as distâncias a serem percorridas para aquisição de
vestuário e calçados, em média, superam os 160 km (com exceção de Tocantins, que segue a média de 85 km a 95
km dos estados vizinhos Maranhão, Piauí e Bahia); os deslocamentos nos estados da Região Sudeste e a maioria
das unidades da federação das Regiões Sul e Nordeste ficam em torno de 50 km a 75 km. A maior média de
deslocamentos ocorre no Amazonas, com 342 km, quase exclusivamente em direção à capital estadual. Já a menor
é em Santa Catarina, onde a profusão de centralidades intermediárias existentes (Capitais Regionais, Centros Sub-
Regionais e Centros de Zona) gerou um deslocamento linear médio de apenas 36 km. São Paulo/SP é a maior
centralidade, mas Goiânia/GO, Caruaru (PE) e Feira de Santana (BA) destacam-se por possuírem atração para
comércio de vestuário e calçados muito superior à atração geral que exercem.
Já no que diz respeito a compras de móveis e eletroeletrônicos, o deslocamento médio para outros
centros urbanos foi menor que o para aquisição de vestuário e calçado: 73 km. O resultado é reflexo do comércio
desses itens pela Internet. Como a pesquisa identifica os deslocamentos realizados fisicamente, houve predomínio
das cidades de maior porte mais próximas do município de origem. No ranking, São Paulo (SP), possui a maior
centralidade, mas Feira de Santana (BA) e Manaus (AM) também se destacam pois possuem atração para compra
de móveis e eletroeletrônicos muito superior à atração geral que exercem. A REGIC 2018 também pesquisou a
origem dos jornais impressos que circulavam nos municípios. Em 41% das cidades, a ausência de circulação de
jornais impressos oriundos de outras cidades esteve entre as principais respostas. São Paulo/SP ocupou
isoladamente a maior centralidade nesta temática, indicando que seus jornais são os mais difundidos pelo
território.

Pesquisa também mostra deslocamento e atração das cidades na atividade agropecuária


A pesquisa também mostra o deslocamento e atração das cidades nas atividades de agropecuária. No
resultado, destaca-se o protagonismo das cidades da Região Centro-Oeste e o papel da Metrópoles e Capitais
Regionais na articulação do destino da produção agropecuária, através de centrais de abastecimento e outras
formas de distribuição.
Para aquisição de insumos para produção, quem lidera o ranking de maior atratividade é São Paulo/SP,
seguido por Rondonópolis (MT) e Sorriso (MT). E para aquisição de maquinários e implementos para produção
agropecuária, quem aparece no topo é Goiânia/GO. São Paulo/SP e Rio Verde (GO) completam os três primeiros
lugares.
A pesquisa também mostra as principais centralidades para assistência técnica para produção
agropecuária. As capitais do Centro-Oeste se destacam: Sorriso (MT), Campo Grande (MS) e Goiânia/GO lideram.
Já no quesito destino da produção agropecuária, os Arranjos Populacionais de São Paulo/SP, Porto Velho/RO e o
município de Campo Grande (MS) são as três primeiras.
Fonte: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/28042-regic-2018-
campinas-sp-florianopolis-sc-e-vitoria-es-passam-a-estar-entre-as-15-metropoles-do-pais

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QUESTÕES COMENTADAS PELO PROFESSOR


1. (CESGRANRIO - IBGE - 2016)

Disponível em: <http://i216.photobucket.com/albums/cc225/faelsim/RMNordeste.jpg>. Acesso em: 30 maio 2016.


Na Figura, as áreas urbanas destacadas nos estados do Nordeste correspondem, exclusivamente a:
a) regiões administrativas
b) centros regionais
c) regiões metropolitanas
d) capitais estaduais
e) regiões de integração
RESOLUÇÃO:
a) As áreas marcadas não podem ser regiões administrativas, que é a nomenclatura utilizada para designar a
divisão geográfica do Distrito Federal. ITEM INCORRETO.
b) Centros regionais são as cidades médias que possuem influência social, política e econômica, apenas
regional, como o próprio nome informa. ITEM INCORRETO.
c) ITEM CORRETO. As áreas marcadas são metrópoles, que são assim chamados os conjuntos de
municípios contíguos que estão integrados socioeconomicamente, com serviços públicos e
infraestrutura comuns.
d) Há apenas uma capital por estado. No mapa indicado, o Maranhão, por exemplo, tem duas áreas marcadas,
o que invalida esta opção. ITEM INCORRETO.
e) Por fim, não são regiões de integração, pois há apenas três regiões de integração em todo o Brasil – e no
mapa há mais de três áreas em destaque. ITEM INCORRETO.
Resposta: C

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2. (CS-UFG - Prefeitura de Goiânia/GO - 2016)


Leia o texto a seguir.
São áreas onde diversas cidades interagem com grande frequência e intensidade, a partir de uma
interdependência funcional baseada na unidade das infraestruturas urbanas e nas possibilidades que esse fato
acarreta para uma divisão do trabalho interna bem mais acentuada que em outras áreas.
SANTOS, Milton. A urbanização Brasileira. 5 ed. São Paulo: Edusp, 2001.
O conceito abordado no texto é de
a) metrópole nacional.
b) cidade global.
c) megacidade.
d) região metropolitana.
RESOLUÇÃO:
Já conhecemos a definição legal de uma região metropolitana, que é o conjunto de municípios contíguos que
estão integrados socioeconomicamente, com serviços públicos e infraestrutura comuns.
Na questão, há uma definição geográfica, mas que se aproxima bastante da legal, pois fala de áreas onde diversas
cidades interagem com grande frequência e intensidade, a partir de uma interdependência funcional baseada na
unidade das infraestruturas urbanas e nas possibilidades que esse fato acarreta para uma divisão do trabalho
interna bem mais acentuada que em outras áreas.
Ou seja, são conceitos que se aproximam bastante, demonstrando que se trata da definição de região
metropolitana.
Resposta: D

3. (Prefeitura do Rio de Janeiro/RJ - Prefeitura de Rio de Janeiro/RJ - 2016)


“São Paulo atrai gente”
São Paulo vai receber nas próximas semanas os Rolling Stones e a edição de 2016 do Lollapalooza, e na agenda há
mais datas reservadas neste ano para shows internacionais, eventos que geram receitas para a cidade. (...) São Paulo
é também atrativa para o chamado turismo de negócios. Dos cerca de 15 milhões de visitantes que vieram à cidade em
2014, ano do último levantamento feito pela SPTuris, cerca de metade viajou à capital paulista para tratar de questões
relacionadas a trabalho, mesmo que em ano de Copa do Mundo. “Não sem razão, empresas escolhem São Paulo para
abrigar feiras que servem de vitrine para novos negócios.”
Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,sao-paulo-atrai-gente,10000017408 (acesso em 19/03/2016)
São Paulo, no contexto dos estudos sobre hierarquia urbana e a partir do artigo citado acima, é uma cidade que
pode ser classificada como:
a) um centro internacional
b) uma metrópole nacional
c) uma metrópole global
d) um centro nacional
RESOLUÇÃO:
Segundo a classificação das cidades conforme o seu raio de influência, São Paulo, por estar integrada aos meios
globais de produção, é considerada uma metrópole global.
Resposta: C

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4. (FGV - IBGE - 2016)


Na organização do espaço urbano brasileiro na contemporaneidade, observa-se uma expansão impulsionada por
duas lógicas, a da localização dos empregos nos núcleos das aglomerações e a da localização das moradias nas
áreas periféricas. A incorporação de novas áreas residenciais, o aumento da mobilidade e a oferta de transporte
eficiente favorecem a formação de arranjos populacionais de diferentes magnitudes que aglutinam diferentes
unidades espaciais. Adaptado de: IBGE. Arranjos populacionais e concentrações urbanas no Brasil. Rio de Janeiro:
IBGE, 2015. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identificou 294 arranjos populacionais no País,
formados por 938 municípios e que representam 55,9% da população residente no Brasil em 2010.
Os critérios utilizados na identificação dos arranjos populacionais empregam a noção de integração, medida:
a) pelos movimentos pendulares para trabalho e estudo e/ou pela contiguidade urbana;
b) pelas funções urbanas e/ou pelo rendimento dos responsáveis por domicílio;
c) pelos fluxos telefônicos e/ou pelas unidades locais das empresas de serviços à produção;
d) pela densidade demográfica e/ou pela estrutura da População Economicamente Ativa;
e) pelo tamanho populacional e/ou pelo fluxo de bens, mercadorias, informações e capitais.
RESOLUÇÃO:
São três os critérios utilizados pelo IBGE para a identificação dos arranjos populacionais e o grau de integração
destes:
- Movimentos pendulares para trabalho;
- Movimentos pendulares para estudo; e/ou
- Contiguidade da mancha urbanizada.
Resposta: A

5. (FCC - SEDU/ES - 2016)


Ao longo do século XX, a urbanização mundial alcançou grande complexidade. Neste início de século XXI, a
integração econômica e cultural, a velocidade das telecomunicações e a enorme importância da informação
tornaram as grandes cidades em centros multifuncionais. A cidade de São Paulo, por exemplo, pode ser
classificada como:
a) centro industrial, comercial e agropecuária.
b) cidade-global, megacidade e metrópole nacional.
c) cidade tradicional, moderna e semi-periférica.
d) centro operário, centro de poder e capital nacional.
e) cidade média, capital regional e metrópole nacional.
RESOLUÇÃO:
Diante da complexidade e grande influência da capital paulista, dentre as classificações possíveis e válidas para a
cidade de São Paulo estão:
- Cidade-global;
- Megacidade; e
- Metrópole nacional.
Resposta: B

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6. (FCC - SEDU/ES - 2016)


Considere as afirmações sobre o atual momento do processo de urbanização no Brasil.
I. Exemplo de gentrificação ocorreu no Pelourinho, em Salvador, cujas áreas residenciais foram transformadas
em áreas comerciais e de lazer voltadas para o turismo.
II. Recentemente, o fenômeno de formação de conurbações tornou-se pouco observado porque foi substituído
pela “dispersão urbana”, encontrado em metrópoles do Sudeste.
III. Os loteamentos murados e os condomínios fechados representam uma nova forma de segregação
socioespacial que tem na propriedade da terra uma de suas bases fundamentais.
Está correto o que se afirma APENAS em :
a) II e III.
b) I.
c) I e II.
d) I e III.
e) III.
RESOLUÇÃO:
I. Exemplo de gentrificação ocorreu no Pelourinho, em Salvador, cujas áreas residenciais foram transformadas em
áreas comerciais e de lazer voltadas para o turismo.
O exemplo citado encaixa-se perfeitamente na noção de gentrificação, que trata sobre a “expulsão” de uma
comunidade local por conta do reaproveitamento do espaço para outras atividades, como as comerciais ou áreas
residenciais mais caras. ITEM CORRETO.
II. Recentemente, o fenômeno de formação de conurbações tornou-se pouco observado porque foi substituído pela
“dispersão urbana”, encontrado em metrópoles do Sudeste.
A dispersão urbana não desfez as conurbações já existentes. Pelo contrário, ao fortalecer cidades menores, deu
envergadura para que estas crescessem e começassem a se conurbar entre si e com os grandes centros urbanos.
ITEM INCORRETO.
III. Os loteamentos murados e os condomínios fechados representam uma nova forma de segregação socioespacial
que tem na propriedade da terra uma de suas bases fundamentais.
Os loteamentos murados e os condomínios fechados são uma das formas mais claras de segregação socioespacial.
ITEM CORRETO.
Resposta: D

7. (Exército - Essa - 2015)


Processo de integração física das manchas urbanas de duas ou mais cidades que cresceram horizontalmente até
os seus limites municipais, podendo ser também uma integração funcional com intensos fluxos pendulares diários
de trabalhadores. Este processo é denominado:
a) segregação sócio-espacial.
b) hierarquia urbana.
c) gentrificação.
d) conurbação.
e) aglomerado subnormal.

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RESOLUÇÃO:
Questãozinha básica só para fixarmos o conceito de conurbação: Processo de integração física das manchas urbanas
de duas ou mais cidades que cresceram horizontalmente até os seus limites municipais, podendo ser também uma
integração funcional com intensos fluxos pendulares diários de trabalhadores.
Resposta: D

8. (FUNDATEC - Prefeitura de Quaraí/RS - 2019)


Forma de organização das cidades, ou seja, é a escala de subordinação entre as cidades. A grande cidade exerce
uma alta influência econômica sobre as médias e pequenas cidades. Determina a estrutura econômica, o que cria
uma rede de ligações e influências entre os centros urbanos do mundo (pequenas, médias e grandes cidades). O
conceito em questão é:
a) Situação urbana.
b) Hierarquia urbana.
c) Sítio urbano.
d) Rede urbana.
e) Função urbana.
RESOLUÇÃO:
Quando a questão fala de SUBORDINAÇÃO, ela está tratando sobre hierarquia.
No caso em análise, por tratar de cidades, estamos falando de uma hierarquia urbana.
Resposta: B

9. (FCC - SEC/BA - 2018)


As cidades contemporâneas, há pelos menos duas décadas, se encontram em processo de reestruturação e
transformação que, em diferentes ritmos e intensidades, vêm mudando seu significado. Um desses processos é a
gentrificação que
a) estabelece novas áreas de implantação industrial nos pontos de entroncamentos rodoferroviários de modo a
reorientar os fluxos de transporte de mercadorias e de trabalhadores.
b) configura a implantação de políticas urbanas nas periferias com o objetivo de reduzir as deficiências na
infraestrutura oferecida às classes mais pobres.
c) promove a descentralização das atividades econômicas, sobretudo aquelas ligadas ao setor de comércio e
serviços, para melhorar as condições de mobilidade urbana.
d) representa uma mudança social urbana, no sentido de que determinadas áreas da cidade são transformadas
com a retirada da população pobre que é substituída por classes médias.
e) significa a ocupação de espaços centrais degradados por movimentos sociais que congregam trabalhadores de
baixa renda e subempregados que buscam a moradia.
RESOLUÇÃO:
O termo gentrificação surgiu na década de 1960, em Londres, quando vários gentriers (pessoas ricas) migraram
para um bairro que, até então, abrigava a classe trabalhadora.
Este movimento disparou o preço imobiliário do lugar, acabando por “expulsar” os antigos moradores para
acomodar os novos moradores.
O evento foi chamado de gentrification, que numa tradução literal, poderia ser entendida como o processo de
aburguesamento ou enobrecimento de uma região.
Resposta: D

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10. (IF/TO -IF/TO - 2019)


Periferia é Periferia
Racionais MC's
[...]Periferia é periferia.
Periferia é periferia. (que horas são? Não precisa responder...)
“Milhares de casas amontoadas"
Periferia é periferia.
"Vacilou, ficou pequeno. Pode acreditar"
Periferia é periferia.
"Em qualquer lugar. Gente pobre"
Periferia é periferia.
"Vários botecos abertos. Várias escolas vazias."
Periferia é periferia.
"E a maioria por aqui se parece comigo"
Periferia é periferia.
Disponível em: https://www.vagalume.com.br. Acesso em: 22 abr. 2019.
O trecho da música destaca algumas das características das periferias. Sobre as áreas periféricas é incorreto
afirmar que:
a) São áreas de alto controle social, amplo acesso a serviços públicos e boa infraestrutura.
b) A especulação imobiliária proporciona a ocupação de áreas cada vez mais distantes das regiões centrais.
c) O êxodo rural está relacionado com o surgimento e incremento das periferias.
d) São consequências do rápido processo de urbanização.
e) Podem ser caracterizadas pela exclusão socioespacial.
RESOLUÇÃO:
Apenas a alternativa A apresenta características que não representam as áreas periféricas.
Ao contrário do que afirma o item, as áreas periféricas são socialmente carentes e não possuem infraestrutura nem
serviços públicos adequados para a população local.
Os demais itens estão de acordo com o que é observado nessas áreas.
Resposta: A

11. (IF/TO - IF/TO - 2019)


Limite entre cidades é alvo de disputa no interior de SP
Moradores de São Roque e Mairinque dizem já não saber onde moram. Falta de uma definição causa confusão no
dia a dia dos habitantes.
[...] A placa que indica o limite entre os municípios foi mudada de local, mas isso não resolveu o problema. As duas
prefeituras continuam brigando pela área. O prefeito de Mairinque já emitiu carnê de IPTU porque afirma que os
serviços continuam sendo prestados pelo município. Já a Prefeitura de São Roque diz que está cadastrando os
novos moradores e que como Mairinque já emitiu boletos para 2011 deve começar a emiti-los apenas em 2012.
Disponível em: http://g1.globo.com. Acesso em: 19 abr. 2019.

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O texto pode ser exemplo para explicar o processo de:


a) Conurbação.
b) Cidades globais.
c) Megacidades.
d) Desconcentração urbana.
e) Segregação socioespacial.
RESOLUÇÃO:
A questão está falando sobre de cidades que se expandiram horizontalmente até chegar num ponto em que seus
territórios começaram a se confundir. Ou seja, de uma área conurbada.
O fenômeno da conurbação ocorre quando cidades estas se tornam contínuas e integradas, conforme vimos nesta
questão.
Embora com administrações diferentes, os seus problemas de infraestrutura passam a ser comuns ao grupo de
municípios que formam a região conurbada.
Resposta: A

12. (IF/TO - IF/TO - 2019)


O que é um aglomerado subnormal?
É o conjunto constituído por 51 ou mais unidades habitacionais caracterizadas por ausência de título de
propriedade e pelo menos uma das características abaixo:
– irregularidade das vias de circulação e do tamanho e forma dos lotes e/ou
– carência de serviços públicos essenciais (como coleta de lixo, rede de esgoto, rede de água, energia elétrica e
iluminação pública).
Disponível em: https://www.ibge.gov.br. Acesso em: 17 abr. 2019.
Pode-se afirmar corretamente que aglomerado subnormal é uma:
a) área de reforma agrária.
b) favela.
c) pequena cidade.
d) fase do crescimento vertical urbano.
e) região metropolitana.
RESOLUÇÃO:
AGLOMERADO SUBNORMAL é uma forma de ocupação irregular de terrenos de propriedade alheia – públicos
ou privados – para fins de habitação em áreas urbanas e, em geral, caracterizados por:
• Um padrão urbanístico irregular;
• Carência de serviços públicos essenciais (abastecimento de água, coleta de esgoto, coleta de lixo e
fornecimento de energia elétrica, por exemplo); e
• Localização em áreas com restrição à ocupação.

O conceito de aglomerado subnormal, utilizado pela primeira vez no Censo Demográfico de 1991, possui certo
grau de generalização, de forma a abarcar a diversidade de assentamentos irregulares existentes no país e que são
popularmente conhecidos por vários nomes, tais como:
• Favelas,
• Invasões,

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• Grotas,
• Baixadas,
• Comunidades,
• Vilas,
• Ressacas,
• Mocambos,
• Palafitas.
Resposta: B

13. (CESPE/CEBRASPE - SEE/AL - 2013)


A diferenciação socioespacial é marca das cidades, desde os primórdios da urbanização. Não há cidades sem
divisão social do trabalho, o que pressupõe sempre uma divisão territorial do trabalho. O estabelecimento dessa
divisão ocorre de maneiras diversas no decorrer do longo processo de urbanização.
Maria Encarnação Beltrão Sposito. “A produção do espaço urbano: escalas, diferenças e desigualdades socioespaciais”.
In: Ana Fani A. Carlos et al. A produção do espaço urbano: agentes, processos, escalas e desafios. São Paulo: Contexto,
2011, p. 124. (com adaptações).
Considerando o texto acima e os múltiplos aspectos por ele suscitados, julgue o item que se segue.
No Brasil, a renda define a posição hierárquica que a cidade ocupa perante a rede urbana, mas não determina a
mobilidade espacial da sua população.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
A renda define e determina a mobilidade espacial das pessoas, já que ela dá acesso a bicicletas, motos, carros,
aviões, dentre outros meios de transporte.
Resposta: Errado

14. (CESPE/CEBRASPE - Instituto Rio Branco - 2015)


A segregação residencial é um dos mais expressivos processos espaciais que geram a fragmentação do espaço urbano.
As áreas sociais são a sua manifestação espacial, a forma resultante do processo. Forma e processo levam a ver a
cidade como um “mosaico social”. A partir da segregação das áreas sociais, originam-se inúmeras atividades
econômicas espacialmente diferenciadas, como centros comerciais e áreas industriais. O inverso também é verdadeiro:
a partir da concentração de indústrias na cidade, podem se formar bairros operários. A segregação residencial e as
áreas sociais, por outro lado, estão na base de muitos movimentos sociais com foco no espaço.
R. L. Corrêa. Segregação residencial: classes sociais e espaço urbano. In: A cidade contemporânea. São Paulo: Contexto,
2013, p. 40-60 (com adaptações).
Com relação ao tema tratado no fragmento de texto acima, julgue (C ou E) o item que se segue.
A segregação residencial resulta na minimização dos movimentos sociais, por afastar a população pobre das áreas
centrais urbanas, e na maximização das representações das diferentes áreas sociais.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
A segregação residencial potencializa o surgimento dos movimentos sociais, já que estes se apresentam como
uma resposta para os moradores de regiões mais carentes que procuram moradias mais dignas.
Resposta: Errado

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15. (CESPE/CEBRASPE - IPEA - 2008)

Com base nas figuras de 1 a 5 acima, que representam a cidade de São Paulo respectivamente em 1850, 1900,
1925, 1950 e 1975, e considerando que, entre 1900 e 1925 (figuras 2 e 3), a cidade de São Paulo já possuía áreas
funcionais mais ou menos definidas: zona comercial, zona industrial, e zona residencial com bairros relativamente
definidos para as classes média, operária e alta, julgue o item .
A evolução da área urbana sobre os limites dos municípios de São Paulo e Guarulhos nega a existência de um
processo de conurbação.
( ) Certo ( ) Errado

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RESOLUÇÃO:
A evolução da área urbana sobre os limites dos municípios de São Paulo e Guarulhos confirma a existência de um
processo de conurbação, que ocorre justamente quando as áreas urbanas das cidades se tornam contínuas e
integradas.
Resposta: Errado

16. (CESPE/CEBRASPE -SEDUC/AL - 2018)


À Geografia está posto o desafio de pensar a cidade em sua perspectiva espacial, isto é, a necessidade da produção de
um conhecimento que dê conta da construção de uma teoria da prática sócio-espacial urbana para desvendar a
realidade urbana em sua totalidade e as possibilidades que se desenham no horizonte e para a vida cotidiana na
cidade. Significa pensar o processo de reprodução do espaço urbano em suas várias dimensões.
Ana Fani. A produção do espaço urbano, São Paulo, 2011, p. 67
Considerando que o texto precedente tem caráter unicamente motivador, julgue o item a seguir a respeito dos
processos de urbanização e metropolização.
Uma das dimensões do processo de reprodução do espaço urbano resulta na formação de grandes manchas
urbanas que atravessam fronteiras municipais, fenômeno denominado conurbação.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
O fenômeno da conurbação ocorre quando cidades se expandem horizontalmente até chegar num ponto em que
seus territórios começaram a se confundir.
Embora com administrações diferentes, os seus problemas de infraestrutura passam a ser comuns ao grupo de
municípios que formam a região conurbada.
Resposta: Certo

17. (CESPE/CEBRASPE - MPU - 2013)


Tendo por base as funções urbanas, as áreas metropolitanas e os serviços urbanos, julgue o item que se segue.
Caracteriza-se por metrópole a cidade cujo crescimento urbano é acentuado, o que conduz à absorção de
aglomerados rurais e de outras cidades vizinhas e forma área de conurbação.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
A metrópole é a principal forma de arranjos populacionais. Ou seja, a forma mais de conurbação mais integrada
que pode ser observado.
O fenômeno da conurbação ocorre quando cidades se tornam contínuas e integradas.
Embora com administrações diferentes, os seus problemas de infraestrutura passam a ser comuns ao grupo de
municípios que formam a região conurbada.
Resposta: Certo

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18. (INSTITUTO AOCP - Prefeitura de Betim/MG - 2020)


A urbanização é reconhecida como um fenômeno transformador e um dos principais vetores de transformação do
Século XX. Milton Santos ressalta que “a urbanização é simultaneamente um resultado e uma condição do
processo de difusão do capital”. Nesse sentido, um fenômeno que contribui para a formação das regiões
metropolitanas é a conurbação, que pode ser definida como
a) unificação de tecidos urbanos de duas ou mais cidades.
b) processo de expansão urbana para além dos subúrbios de uma cidade, caracterizando-se pelo desenvolvimento
de atividades e estruturas urbanas misturadas com atividades rurais.
c) assentamentos irregulares, que contam com, no mínimo, 51 habitações, ocupando ou tendo ocupado terreno
de propriedade alheia (pública ou particular).
d) um processo de transformação de centros urbanos através da mudança dos grupos sociais ali existentes, onde
sai a comunidade de baixa renda e entram moradores das camadas mais ricas.
e) processo urbanístico que consiste na construção de grandes e inúmeros edifícios e costuma resultar na
concentração populacional.
RESOLUÇÃO:
O fenômeno da conurbação ocorre quando cidades se tornam contínuas e integradas. Ou seja, quando há
unificação de tecidos urbanos de duas ou mais cidades.
Resposta: A

19. (CESPE/CEBRASPE - MPU - 2013)


O termo urbanização refere-se tanto à constituição de formas espaciais específicas das sociedades humanas,
caracterizadas pela concentração significativa das atividades e das populações em um espaço restrito, quanto à
existência e à difusão de um sistema cultural específico, a cultura urbana.
Manuel Castells. A questão urbana. Rio de Janeiro Paz e Terra, 1983, 506, p. 24 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência, julgue o item a seguir, em relação à urbanização, à metropolização e aos
problemas ambientais urbanos no Brasil.
O crescimento demográfico das grandes cidades, dos núcleos urbanos e seus arredores gerou processos de
conurbação, uma integração física das manchas urbanas que não se conectam por fluxos oscilantes diários de
trabalhadores.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
O fenômeno da conurbação ocorre quando cidades se tornam contínuas e integradas, quando há unificação de
tecidos urbanos de duas ou mais cidades.
Ou seja, existe conurbação quando há uma integração física das manchas urbanas que se conectam, por exemplo,
por fluxos oscilantes diários de trabalhadores.
Resposta: Errado

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20. (VUNESP - Prefeitura de Campinas/SP - 2019)


São constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes e são instituídas por lei complementar estadual, de acordo
com a determinação do artigo 25, parágrafo 3º da Constituição Federal de 1988, visando integrar a organização, o
planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum. Na listagem disponibilizada pelo IBGE, constam
também categorias associadas a esses recortes: colares metropolitanos, arcos metropolitanos, áreas de expansão
metropolitana, subdivisões metropolitanas, dentre outras.
(IBGE, 2019)
O texto refere-se às
a) Aglomerações Urbanas e Área de Atração Urbana.
b) Regiões Integradas de Desenvolvimento e Conurbação Metropolitana.
c) Regiões Metropolitanas e Aglomerações Urbanas.
d) Regiões Integradas de Desenvolvimento e Aglomerações Urbanas.
e) Conurbação Metropolitana e Aglomerações Urbanas.
RESOLUÇÃO:
As regiões metropolitanas são constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes e são instituídas por lei
complementar estadual, de acordo com a determinação do artigo 25, parágrafo 3º da Constituição Federal de
1988, visando integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum.
Já as aglomerações urbanas são como genericamente são chamados os encontros de áreas urbanas contíguas.
Resposta: C

21. (FUNDATEC - Prefeitura de Salto do Jacuí/RS - 2019)


Muitos autores interpretam o conceito de _______________ como atrelado à junção de cidades em expansão, ou
seja, a articulação se dá a partir da expansão de cidades por meio de suas forças internas.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
a) região metropolitana
b) cidade global
c) cidade satélite
d) conurbação
e) metrópole
RESOLUÇÃO:
O fenômeno da conurbação ocorre quando cidades se tornam contínuas e integradas, quando há unificação de
tecidos urbanos de duas ou mais cidades.
Ou seja, existe conurbação quando há uma integração física das manchas urbanas que se conectam, por exemplo,
por fluxos oscilantes diários de trabalhadores.
Resposta: D

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22. (UFMT - IF/MT - 2015)


O fenômeno de unificação física e ou funcional entre duas ou mais cidades contíguas ocorre devido ao grande
crescimento demográfico.
Essa definição está relacionada
a) a commoditie.
b) a aglomerados.
c) ao crescimento urbano.
d) à conurbação.
RESOLUÇÃO:
O fenômeno da conurbação ocorre quando cidades se tornam contínuas e integradas, quando há unificação de
tecidos urbanos de duas ou mais cidades.
Ou seja, existe conurbação quando há uma integração física das manchas urbanas que se conectam, por exemplo,
por fluxos oscilantes diários de trabalhadores
Resposta: D

23. (AOCP - Prefeitura de Feira de Santana/BA - 2018)


“Imagine um bairro histórico em decadência, ou que, apesar de estar bem localizado, é reduto de populações de
baixa renda, portanto, desvalorizado. Lugares que não oferecem nada muito atrativo para fazer… Enfim, lugares
que você não recomendaria o passeio a um amigo. Imagine, porém, que, de um tempo para cá, a estrutura desse
bairro melhorou muito: aumentou a segurança pública e agora há parques, iluminação, ciclovias, novas linhas de
transporte, ruas reformadas, variedade de comércio, restaurantes, bares, feiras de rua… Uma verdadeira
revolução que traria muitos benefícios para os moradores da região, exceto pelo fato de que eles não podem mais
morar ali. É que, depois de todas essas melhorias, o valor do aluguel dobrou, a conta de luz triplicou e as idas
semanais ao mercadinho da esquina ficaram cada vez mais caras, ou seja, junto com toda a melhora, o custo de
vida subiu tanto que não cabe mais no orçamento desses moradores. E o mais cruel de tudo é perceber que,
enquanto o antigo morador procura um novo bairro, pessoas de maior poder aquisitivo estão indo morar no seu
lugar”. O processo de transformação urbana evidenciado no enunciado é
a) a gentrificação.
b) a conurbação.
c) a conturbação urbana.
d) a diagênese urbana.
e) a lessivagem.
RESOLUÇÃO:
O termo gentrificação surgiu na década de 1960, em Londres, quando vários gentriers (pessoas ricas) migraram
para um bairro que, até então, abrigava a classe trabalhadora.
Este movimento disparou o preço imobiliário do lugar, acabando por “expulsar” os antigos moradores para
acomodar os novos moradores.
O evento foi chamado de gentrification, que numa tradução literal, poderia ser entendida como o processo de
aburguesamento ou enobrecimento de uma região.
Resposta: A

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24. (INSTITUTO AOCP - Prefeitura de Betim/MG - 2020)


A pesquisa Regiões de Influência das Cidades – REGIC – define a hierarquia dos centros urbanos brasileiros e
delimita as regiões de influência a eles associados. Nela se identificam, por exemplo, as metrópoles e qual é o
alcance espacial da influência delas. Nessa pesquisa, as cidades foram classificadas em cinco grandes níveis. São
exemplos desses níveis, EXCETO
a) capital regional.
b) megalópole.
c) centro sub-regional.
d) centro de zona.
e) centro local.
RESOLUÇÃO:
A hierarquia urbana na pesquisa REGIC indica o nível de articulação que a Cidade tem com outros centros urbanos
realizado por meio de atividades de gestão pública e empresarial e ainda o nível de atração que a Cidade possui
para suprir bens e serviços para populações de outros centros urbanos.
São cinco níveis hierárquicos principais:
• METRÓPOLES,
• CAPITAIS REGIONAIS,
• CENTROS SUB-REGIONAIS,
• CENTROS DE ZONA e
• CENTROS LOCAIS.
Resposta: B

25. (CESPE/CEBRASPE - TCE/AC - 2009)


As relações que as cidades estabelecem entre si geram uma divisão territorial de funções articuladas que constitui
uma rede urbana. A localização e a especialização funcional estabelecem uma hierarquia entre cidades grandes,
médias e pequenas. No Brasil, em 2008, o IBGE definiu uma hierarquia urbana segundo a qual as capitais regionais
são
a) centros urbanos do País, com grande porte, fortes relacionamentos entre si e, em geral, extensa área de
influência direta.
b) centros com atividades de gestão menos complexas, com área de atuação reduzida, cujos relacionamentos
com centros externos à sua própria rede se resumem, em geral, àqueles com as três metrópoles nacionais.
c) cidades de menor porte, com atuação restrita à sua área imediata, que exercem funções de gestão
elementares.
d) cidades com capacidade de gestão no nível imediatamente inferior ao das metrópoles que têm área de
influência de âmbito regional.
e) cidades que são polarizadas por outros centros e polarizam as vilas e áreas rurais vizinhas.
RESOLUÇÃO:
São centros urbanos com alta concentração de atividades de gestão, mas com nível inferior às Metrópoles e
tendência de alcance menor em termos de região de influência e atratividade para comércio de bens e serviços em
comparação com as Metrópoles.
Tratam-se de Cidades que geralmente são muito conhecidas nos Estados e regionalmente.
São mais numerosas que as Metrópoles, mas ainda são muito poucas proporcionalmente ao número de Cidades
do País.
Resposta: D

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26. (CESPE/CEBRASPE - Instituto Rio Branco - 2009)


Rede urbana pode ser definida como um conjunto funcionalmente articulado que reflete e reforça as
características sociais e econômicas de um território. Em cada região do mundo, a configuração da rede urbana
apresenta especificidades.
Com relação às redes urbanas no Brasil, julgue (C ou E) o item subsequente.
Ainda hoje, verifica-se a polarização exercida pelas metrópoles Rio de Janeiro e São Paulo, por meio da
concentração de indústrias e de serviços.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
Apesar de haver uma desconcentração industrial do Sudeste nos últimos anos, ainda verificamos a polarização
exercida pelas metrópoles Rio de Janeiro e São Paulo, por meio da concentração de indústrias e de serviços.
Segundo a classificação do IBGE, São Paulo é a Grande Metrópole Nacional, enquanto o Rio de Janeiro é uma
Metrópole Nacional.
Resposta: Certo

27. (CESPE/CEBRASPE - Instituto Rio Branco - 2003)

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O mapa acima permite inferências acerca de vários aspectos da dinâmica social, econômica e espacial do Brasil.
Nesse sentido, julgue os itens subsequentes.
Em relação à extensão territorial do Brasil, há um número limitado de cidades com características de metrópole
articulando a rede urbana, devido ao lento e gradual processo de urbanização vivido pelo país, como consequência
de sua recente industrialização.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
Como há apenas quinze metrópoles em nosso país, considera-se que, em relação à extensão territorial do Brasil,
há um número limitado de cidades com características de metrópole articulando a rede urbana. Isso ocorreu por
causa do tardio processo de urbanização vivido pelo país, que teve como uma das suas consequências a nossa
recente industrialização. Estes dois processos (urbanização e industrialização) ocorreram de forma tardia e
desorganizada.
Resposta: Errado

28. (CESPE/CEBRASPE - SLU-DF - 2019)


Acerca dos espaços urbanos e da dinâmica urbana no Brasil e no mundo, julgue o item subsequente.
A renda per capita de uma região influencia decisivamente a disposição estrutural da sua rede urbana, contudo é
fator irrelevante para a mobilidade socioespacial no interior das cidades.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
A noção de região de influência é operacionalizada por meio de vínculos estabelecidos entre centros urbanos de
hierarquia menor direcionando-se àqueles com hierarquia superior. Cada Cidade se vincula diretamente à
região de influência de pelo menos uma outra Cidade, vínculo esse que sintetiza a relação interurbana mais
relevante da Cidade de origem.
Imaginemos que a Cidade A está diretamente vinculada a região de influência da Cidade B, por exemplo. Essa
relação mostra que a Cidade B tende a ser a principal referência para a população da Cidade A acessar bens e
serviços quando não os encontra na Cidade A. Esse vínculo pode revelar ainda que a Cidade B emite fluxos de
comando de gestão à Cidade A por meio de ligações entre sedes e filiais de empresas ou ainda por meio de
unidades descentralizadas de órgãos públicos. As Metrópoles são os elos finais da rede de Cidades, de modo
que todas as regiões de influência terminam em alguma Metrópole. Pela mesma lógica, elas não estão incluídas
na região de influência de outros centros urbanos.
Neste sentido, a renda per capita de uma região influencia decisivamente a disposição estrutural da sua rede
urbana e apresenta-se como fator relevante para a mobilidade socioespacial no interior das cidades.
Resposta: Errado

29. (CESPE/CEBRASPE - SLU/DF - 2019)


Acerca dos espaços urbanos e da dinâmica urbana no Brasil e no mundo, julgue o item subsequente.
Na perspectiva espacial, considerando-se a hierarquia urbana em níveis maiores ou menores e a quantidade de
bens e serviços ofertados, toda cidade é considerada centralidade polarizadora de sua dinâmica socioeconômica.
( ) Certo ( ) Errado

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RESOLUÇÃO:
A hierarquia urbana na pesquisa REGIC indica o nível de articulação que a Cidade tem com outros centros urbanos
realizado por meio de atividades de gestão pública e empresarial e ainda o nível de atração que a Cidade possui
para suprir bens e serviços para populações de outros centros urbanos.
São cinco níveis hierárquicos principais:
• METRÓPOLES,
• CAPITAIS REGIONAIS,
• CENTROS SUB-REGIONAIS,
• CENTROS DE ZONA e
• CENTROS LOCAIS.
Na perspectiva espacial, considerando-se a hierarquia urbana em níveis maiores ou menores e a quantidade de
bens e serviços ofertados. Ademais, toda cidade é considerada centralidade polarizadora de sua própria dinâmica
socioeconômica.
Resposta: Certo

30. (CESPE/CEBRASPE - SLU/DF - 2019)


Acerca dos espaços urbanos e da dinâmica urbana no Brasil e no mundo, julgue o item subsequente.
A expressão da segregação socioeconômica está diretamente ligada ao valor de troca da terra urbana, por meio
da especulação imobiliária e da gentrificação.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
O processo de gentrificação se apoia no discurso de “obras que beneficiam a todos”, mas não é motivada pelo
interesse público, e sim pelo interesse privado, relacionado com especulação imobiliária. Logo, tende a ocorrer
em bairros centrais, históricos, ou com potencial turístico.
Este processo causa segregação socioeconômica, tendo em vista que tende a expulsar a população que
tradicionalmente ocupava a área que passa por processo de valorização.
Resposta: Certo

31. (CESPE/CEBRASPE - MPOG - 2015)


Com relação à complexidade da rede urbana brasileira e sua hierarquização intra e interurbana, julgue o item
seguinte.
A complexidade da rede urbana brasileira é demonstrada pela diversidade de municípios com diferentes
tamanhos, funções e extensões territoriais; já que há desde municípios com menos de mil habitantes até aqueles
com mais de dez milhões de pessoas.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
Há apenas um município no Brasil com mais de dez milhões de habitantes, São Paulo. Ainda assim, o item foi
considerado correto pela banca.
De resto, não há nada de polêmico na questão, tendo em vista que, de fato, A complexidade da rede urbana
brasileira é demonstrada pela diversidade de municípios com diferentes tamanhos, funções e extensões
territoriais.
Resposta: Certo

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32. (CESPE / CEBRASPE - PRF – 2021)


Com relação à estrutura urbana brasileira e às grandes metrópoles, julgue o item subsecutivo.

As metrópoles brasileiras são arranjos populacionais acima de um milhão de habitantes que exercem influência
direta sobre os demais níveis de cidades na rede urbana.

( ) Certo ( ) Errado

RESOLUÇÃO:
Pra responder esta questão primeiro precisamos lembrar o que é um arranjo populacional.
Arranjos populacionais são unidades territoriais compostas por mais de um Município, que apresentam
INTEGRAÇÃO SIGNIFICATIVA em razão:

• Da CONTIGUIDADE DAS ÁREAS URBANIZADAS; ou


• Da presença de DESLOCAMENTOS FREQUENTES DOS HABITANTES para trabalhar ou estudar.

Quando analisamos as metrópoles brasileiras, percebemos que todas elas possuem população acima de 1
milhão de habitantes.
Quando falamos do nível mais simples de metrópoles, temos que os Arranjos Populacionais de Belém/ PA,
Belo Horizonte/MG, Campinas/SP, Curitiba/PR, Florianópolis/SC, Fortaleza/CE, Goiânia/GO, Porto Alegre/RS,
Recife/PE, Salvador/BA, Vitória/ES e o Município de Manaus (AM) são as 12 Cidades identificadas como
Metrópoles. São formadas por nove Capitais que receberam classificação 1 na centralidade de gestão do território
mais Belém (PA), Campinas (SP) e Manaus (AM) que, embora estejam na classe 2, contam com contingente
populacional relevante, superior a 2 milhões de habitantes. A média populacional das Metrópoles é de 3 milhões
de habitantes, sendo, a mais populosa, Belo Horizonte (MG) com 5,2 milhões e, as menos populosas, Florianópolis
(SC) e Vitória (ES), com respectivamente 1,0 milhão e 1,8 milhão de pessoas residentes em seus Arranjos
Populacionais em 2018. Campinas (SP) é a única Cidade que não é Capital Estadual a ser classificada como
Metrópole.
Resposta: Certo

33. (CESPE / CEBRASPE - PRF – 2021)


Com relação à estrutura urbana brasileira e às grandes metrópoles, julgue o item subsecutivo.

Os arranjos populacionais de Campinas e Ribeirão Preto, no estado de São Paulo, e de Uberlândia, em Minas
Gerais, configuram-se como metrópoles em ascensão na rede urbana brasileira e encontram-se no primeiro nível
da hierarquia urbana.

( ) Certo ( ) Errado

RESOLUÇÃO:
As Metrópoles se subdividem em três níveis:

• GRANDE METRÓPOLE NACIONAL - O Arranjo Populacional de São Paulo/SP ocupa, isoladamente,


a posição de maior hierarquia urbana do País, concentrando em seu Arranjo Populacional 21,5 milhões
de habitantes em 2018 e 17,7% do Produto Interno Bruto - PIB nacional em 2016;
• METRÓPOLE NACIONAL - Os Arranjos Populacionais de Brasília/DF e Rio de Janeiro/RJ ocupam a
segunda colocação hierárquica, também com forte presença nacional. O Arranjo Populacional de
Brasília/DF contava, em 2018, com 3,9 milhões de habitantes, enquanto o do Rio de Janeiro/RJ somava
12,7 milhões na mesma data;

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• METRÓPOLE - Os Arranjos Populacionais de Belém/ PA, Belo Horizonte/MG, Campinas/SP,


Curitiba/PR, Florianópolis/SC, Fortaleza/CE, Goiânia/GO, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Salvador/BA,
Vitória/ES e o Município de Manaus (AM) são as 12 Cidades identificadas como Metrópoles. São
formadas por nove Capitais que receberam classificação 1 na centralidade de gestão do território mais
Belém (PA), Campinas (SP) e Manaus (AM) que, embora estejam na classe 2, contam com contingente
populacional relevante, superior a 2 milhões de habitantes. A média populacional das Metrópoles é
de 3 milhões de habitantes, sendo, a mais populosa, Belo Horizonte (MG) com 5,2 milhões e, as menos
populosas, Florianópolis (SC) e Vitória (ES), com respectivamente 1,0 milhão e 1,8 milhão de pessoas
residentes em seus Arranjos Populacionais em 2018. Campinas (SP) é a única Cidade que não é Capital
Estadual a ser classificada como Metrópole.
Campinas de fato é uma metrópole, enquanto Ribeirão Preto e Uberlândia não são.
Resposta: Errado

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LISTA DE QUESTÕES
1. (CESGRANRIO - IBGE - 2016)

Disponível em: <http://i216.photobucket.com/albums/cc225/faelsim/RMNordeste.jpg>. Acesso em: 30 maio 2016.


Na Figura, as áreas urbanas destacadas nos estados do Nordeste correspondem, exclusivamente a:
a) regiões administrativas
b) centros regionais
c) regiões metropolitanas
d) capitais estaduais
e) regiões de integração

2. (CS-UFG - Prefeitura de Goiânia/GO - 2016)


Leia o texto a seguir.
São áreas onde diversas cidades interagem com grande frequência e intensidade, a partir de uma
interdependência funcional baseada na unidade das infraestruturas urbanas e nas possibilidades que esse fato
acarreta para uma divisão do trabalho interna bem mais acentuada que em outras áreas.
SANTOS, Milton. A urbanização Brasileira. 5 ed. São Paulo: Edusp, 2001.
O conceito abordado no texto é de
a) metrópole nacional.
b) cidade global.
c) megacidade.
d) região metropolitana.

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3. (Prefeitura do Rio de Janeiro/RJ - Prefeitura de Rio de Janeiro/RJ - 2016)


“São Paulo atrai gente”
São Paulo vai receber nas próximas semanas os Rolling Stones e a edição de 2016 do Lollapalooza, e na agenda há
mais datas reservadas neste ano para shows internacionais, eventos que geram receitas para a cidade. (...) São Paulo
é também atrativa para o chamado turismo de negócios. Dos cerca de 15 milhões de visitantes que vieram à cidade em
2014, ano do último levantamento feito pela SPTuris, cerca de metade viajou à capital paulista para tratar de questões
relacionadas a trabalho, mesmo que em ano de Copa do Mundo. “Não sem razão, empresas escolhem São Paulo para
abrigar feiras que servem de vitrine para novos negócios.”
Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,sao-paulo-atrai-gente,10000017408 (acesso em 19/03/2016)
São Paulo, no contexto dos estudos sobre hierarquia urbana e a partir do artigo citado acima, é uma cidade que
pode ser classificada como:
a) um centro internacional
b) uma metrópole nacional
c) uma metrópole global
d) um centro nacional

4. (FGV - IBGE - 2016)


Na organização do espaço urbano brasileiro na contemporaneidade, observa-se uma expansão impulsionada por
duas lógicas, a da localização dos empregos nos núcleos das aglomerações e a da localização das moradias nas
áreas periféricas. A incorporação de novas áreas residenciais, o aumento da mobilidade e a oferta de transporte
eficiente favorecem a formação de arranjos populacionais de diferentes magnitudes que aglutinam diferentes
unidades espaciais. Adaptado de: IBGE. Arranjos populacionais e concentrações urbanas no Brasil. Rio de Janeiro:
IBGE, 2015. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identificou 294 arranjos populacionais no País,
formados por 938 municípios e que representam 55,9% da população residente no Brasil em 2010.
Os critérios utilizados na identificação dos arranjos populacionais empregam a noção de integração, medida:
a) pelos movimentos pendulares para trabalho e estudo e/ou pela contiguidade urbana;
b) pelas funções urbanas e/ou pelo rendimento dos responsáveis por domicílio;
c) pelos fluxos telefônicos e/ou pelas unidades locais das empresas de serviços à produção;
d) pela densidade demográfica e/ou pela estrutura da População Economicamente Ativa;
e) pelo tamanho populacional e/ou pelo fluxo de bens, mercadorias, informações e capitais.

5. (FCC - SEDU/ES - 2016)


Ao longo do século XX, a urbanização mundial alcançou grande complexidade. Neste início de século XXI, a
integração econômica e cultural, a velocidade das telecomunicações e a enorme importância da informação
tornaram as grandes cidades em centros multifuncionais. A cidade de São Paulo, por exemplo, pode ser
classificada como:
a) centro industrial, comercial e agropecuária.
b) cidade-global, megacidade e metrópole nacional.
c) cidade tradicional, moderna e semi-periférica.
d) centro operário, centro de poder e capital nacional.
e) cidade média, capital regional e metrópole nacional.

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6. (FCC - SEDU/ES - 2016)


Considere as afirmações sobre o atual momento do processo de urbanização no Brasil.
I. Exemplo de gentrificação ocorreu no Pelourinho, em Salvador, cujas áreas residenciais foram transformadas
em áreas comerciais e de lazer voltadas para o turismo.
II. Recentemente, o fenômeno de formação de conurbações tornou-se pouco observado porque foi substituído
pela “dispersão urbana”, encontrado em metrópoles do Sudeste.
III. Os loteamentos murados e os condomínios fechados representam uma nova forma de segregação
socioespacial que tem na propriedade da terra uma de suas bases fundamentais.
Está correto o que se afirma APENAS em :
a) II e III.
b) I.
c) I e II.
d) I e III.
e) III.

7. (Exército - Essa - 2015)


Processo de integração física das manchas urbanas de duas ou mais cidades que cresceram horizontalmente até
os seus limites municipais, podendo ser também uma integração funcional com intensos fluxos pendulares diários
de trabalhadores. Este processo é denominado:
a) segregação sócio-espacial.
b) hierarquia urbana.
c) gentrificação.
d) conurbação.
e) aglomerado subnormal.

8. (FUNDATEC - Prefeitura de Quaraí/RS - 2019)


Forma de organização das cidades, ou seja, é a escala de subordinação entre as cidades. A grande cidade exerce
uma alta influência econômica sobre as médias e pequenas cidades. Determina a estrutura econômica, o que cria
uma rede de ligações e influências entre os centros urbanos do mundo (pequenas, médias e grandes cidades). O
conceito em questão é:
a) Situação urbana.
b) Hierarquia urbana.
c) Sítio urbano.
d) Rede urbana.
e) Função urbana.

9. (FCC - SEC/BA - 2018)


As cidades contemporâneas, há pelos menos duas décadas, se encontram em processo de reestruturação e
transformação que, em diferentes ritmos e intensidades, vêm mudando seu significado. Um desses processos é a
gentrificação que
a) estabelece novas áreas de implantação industrial nos pontos de entroncamentos rodoferroviários de modo
a reorientar os fluxos de transporte de mercadorias e de trabalhadores.
b) configura a implantação de políticas urbanas nas periferias com o objetivo de reduzir as deficiências na
infraestrutura oferecida às classes mais pobres.

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c) promove a descentralização das atividades econômicas, sobretudo aquelas ligadas ao setor de comércio e
serviços, para melhorar as condições de mobilidade urbana.
d) representa uma mudança social urbana, no sentido de que determinadas áreas da cidade são transformadas
com a retirada da população pobre que é substituída por classes médias.
e) significa a ocupação de espaços centrais degradados por movimentos sociais que congregam trabalhadores
de baixa renda e subempregados que buscam a moradia.

10. (IF/TO -IF/TO - 2019)


Periferia é Periferia
Racionais MC's
[...]Periferia é periferia.
Periferia é periferia. (que horas são? Não precisa responder...)
“Milhares de casas amontoadas"
Periferia é periferia.
"Vacilou, ficou pequeno. Pode acreditar"
Periferia é periferia.
"Em qualquer lugar. Gente pobre"
Periferia é periferia.
"Vários botecos abertos. Várias escolas vazias."
Periferia é periferia.
"E a maioria por aqui se parece comigo"
Periferia é periferia.
Disponível em: https://www.vagalume.com.br. Acesso em: 22 abr. 2019.
O trecho da música destaca algumas das características das periferias. Sobre as áreas periféricas é incorreto
afirmar que:
a) São áreas de alto controle social, amplo acesso a serviços públicos e boa infraestrutura.
b) A especulação imobiliária proporciona a ocupação de áreas cada vez mais distantes das regiões centrais.
c) O êxodo rural está relacionado com o surgimento e incremento das periferias.
d) São consequências do rápido processo de urbanização.
e) Podem ser caracterizadas pela exclusão socioespacial.

11. (IF/TO - IF/TO - 2019)


Limite entre cidades é alvo de disputa no interior de SP
Moradores de São Roque e Mairinque dizem já não saber onde moram. Falta de uma definição causa confusão no
dia a dia dos habitantes.
[...] A placa que indica o limite entre os municípios foi mudada de local, mas isso não resolveu o problema. As duas
prefeituras continuam brigando pela área. O prefeito de Mairinque já emitiu carnê de IPTU porque afirma que os
serviços continuam sendo prestados pelo município. Já a Prefeitura de São Roque diz que está cadastrando os
novos moradores e que como Mairinque já emitiu boletos para 2011 deve começar a emiti-los apenas em 2012.
Disponível em: http://g1.globo.com. Acesso em: 19 abr. 2019.

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O texto pode ser exemplo para explicar o processo de:


a) Conurbação.
b) Cidades globais.
c) Megacidades.
d) Desconcentração urbana.
e) Segregação socioespacial.

12. (IF/TO - IF/TO - 2019)


O que é um aglomerado subnormal?
É o conjunto constituído por 51 ou mais unidades habitacionais caracterizadas por ausência de título de
propriedade e pelo menos uma das características abaixo:
– irregularidade das vias de circulação e do tamanho e forma dos lotes e/ou
– carência de serviços públicos essenciais (como coleta de lixo, rede de esgoto, rede de água, energia elétrica e
iluminação pública).
Disponível em: https://www.ibge.gov.br. Acesso em: 17 abr. 2019.
Pode-se afirmar corretamente que aglomerado subnormal é uma:
a) área de reforma agrária.
b) favela.
c) pequena cidade.
d) fase do crescimento vertical urbano.
e) região metropolitana.

13. (CESPE/CEBRASPE - SEE/AL - 2013)


A diferenciação socioespacial é marca das cidades, desde os primórdios da urbanização. Não há cidades sem
divisão social do trabalho, o que pressupõe sempre uma divisão territorial do trabalho. O estabelecimento dessa
divisão ocorre de maneiras diversas no decorrer do longo processo de urbanização.
Maria Encarnação Beltrão Sposito. “A produção do espaço urbano: escalas, diferenças e desigualdades socioespaciais”.
In: Ana Fani A. Carlos et al. A produção do espaço urbano: agentes, processos, escalas e desafios. São Paulo: Contexto,
2011, p. 124. (com adaptações).
Considerando o texto acima e os múltiplos aspectos por ele suscitados, julgue o item que se segue.
No Brasil, a renda define a posição hierárquica que a cidade ocupa perante a rede urbana, mas não determina a
mobilidade espacial da sua população.
( ) Certo ( ) Errado

14. (CESPE/CEBRASPE - Instituto Rio Branco - 2015)


A segregação residencial é um dos mais expressivos processos espaciais que geram a fragmentação do espaço urbano.
As áreas sociais são a sua manifestação espacial, a forma resultante do processo. Forma e processo levam a ver a
cidade como um “mosaico social”. A partir da segregação das áreas sociais, originam-se inúmeras atividades
econômicas espacialmente diferenciadas, como centros comerciais e áreas industriais. O inverso também é verdadeiro:
a partir da concentração de indústrias na cidade, podem se formar bairros operários. A segregação residencial e as
áreas sociais, por outro lado, estão na base de muitos movimentos sociais com foco no espaço.
R. L. Corrêa. Segregação residencial: classes sociais e espaço urbano. In: A cidade contemporânea. São Paulo: Contexto,
2013, p. 40-60 (com adaptações).

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Com relação ao tema tratado no fragmento de texto acima, julgue (C ou E) o item que se segue.
A segregação residencial resulta na minimização dos movimentos sociais, por afastar a população pobre das áreas
centrais urbanas, e na maximização das representações das diferentes áreas sociais.
( ) Certo ( ) Errado

15. (CESPE/CEBRASPE - IPEA - 2008)

Com base nas figuras de 1 a 5 acima, que representam a cidade de São Paulo respectivamente em 1850, 1900,
1925, 1950 e 1975, e considerando que, entre 1900 e 1925 (figuras 2 e 3), a cidade de São Paulo já possuía áreas
funcionais mais ou menos definidas: zona comercial, zona industrial, e zona residencial com bairros relativamente
definidos para as classes média, operária e alta, julgue o item .
A evolução da área urbana sobre os limites dos municípios de São Paulo e Guarulhos nega a existência de um
processo de conurbação.
( ) Certo ( ) Errado

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16. (CESPE/CEBRASPE -SEDUC/AL - 2018)


À Geografia está posto o desafio de pensar a cidade em sua perspectiva espacial, isto é, a necessidade da produção de
um conhecimento que dê conta da construção de uma teoria da prática sócio-espacial urbana para desvendar a
realidade urbana em sua totalidade e as possibilidades que se desenham no horizonte e para a vida cotidiana na
cidade. Significa pensar o processo de reprodução do espaço urbano em suas várias dimensões.
Ana Fani. A produção do espaço urbano, São Paulo, 2011, p. 67
Considerando que o texto precedente tem caráter unicamente motivador, julgue o item a seguir a respeito dos
processos de urbanização e metropolização.
Uma das dimensões do processo de reprodução do espaço urbano resulta na formação de grandes manchas
urbanas que atravessam fronteiras municipais, fenômeno denominado conurbação.
( ) Certo ( ) Errado

17. (CESPE/CEBRASPE - MPU - 2013)


Tendo por base as funções urbanas, as áreas metropolitanas e os serviços urbanos, julgue o item que se segue.
Caracteriza-se por metrópole a cidade cujo crescimento urbano é acentuado, o que conduz à absorção de
aglomerados rurais e de outras cidades vizinhas e forma área de conurbação.
( ) Certo ( ) Errado

18. (INSTITUTO AOCP - Prefeitura de Betim/MG - 2020)


A urbanização é reconhecida como um fenômeno transformador e um dos principais vetores de transformação do
Século XX. Milton Santos ressalta que “a urbanização é simultaneamente um resultado e uma condição do
processo de difusão do capital”. Nesse sentido, um fenômeno que contribui para a formação das regiões
metropolitanas é a conurbação, que pode ser definida como
a) unificação de tecidos urbanos de duas ou mais cidades.
b) processo de expansão urbana para além dos subúrbios de uma cidade, caracterizando-se pelo
desenvolvimento de atividades e estruturas urbanas misturadas com atividades rurais.
c) assentamentos irregulares, que contam com, no mínimo, 51 habitações, ocupando ou tendo ocupado
terreno de propriedade alheia (pública ou particular).
d) um processo de transformação de centros urbanos através da mudança dos grupos sociais ali existentes,
onde sai a comunidade de baixa renda e entram moradores das camadas mais ricas.
e) processo urbanístico que consiste na construção de grandes e inúmeros edifícios e costuma resultar na
concentração populacional.

19. (CESPE/CEBRASPE - MPU - 2013)


O termo urbanização refere-se tanto à constituição de formas espaciais específicas das sociedades humanas,
caracterizadas pela concentração significativa das atividades e das populações em um espaço restrito, quanto à
existência e à difusão de um sistema cultural específico, a cultura urbana.
Manuel Castells. A questão urbana. Rio de Janeiro Paz e Terra, 1983, 506, p. 24 (com adaptações).

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Tendo o texto acima como referência, julgue o item a seguir, em relação à urbanização, à metropolização e aos
problemas ambientais urbanos no Brasil.
O crescimento demográfico das grandes cidades, dos núcleos urbanos e seus arredores gerou processos de
conurbação, uma integração física das manchas urbanas que não se conectam por fluxos oscilantes diários de
trabalhadores.
( ) Certo ( ) Errado

20. (VUNESP - Prefeitura de Campinas/SP - 2019)


São constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes e são instituídas por lei complementar estadual, de acordo
com a determinação do artigo 25, parágrafo 3º da Constituição Federal de 1988, visando integrar a organização, o
planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum. Na listagem disponibilizada pelo IBGE, constam
também categorias associadas a esses recortes: colares metropolitanos, arcos metropolitanos, áreas de expansão
metropolitana, subdivisões metropolitanas, dentre outras.
(IBGE, 2019)
O texto refere-se às
a) Aglomerações Urbanas e Área de Atração Urbana.
b) Regiões Integradas de Desenvolvimento e Conurbação Metropolitana.
c) Regiões Metropolitanas e Aglomerações Urbanas.
d) Regiões Integradas de Desenvolvimento e Aglomerações Urbanas.
e) Conurbação Metropolitana e Aglomerações Urbanas.

21. (FUNDATEC - Prefeitura de Salto do Jacuí/RS - 2019)


Muitos autores interpretam o conceito de _______________ como atrelado à junção de cidades em expansão, ou
seja, a articulação se dá a partir da expansão de cidades por meio de suas forças internas.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
a) região metropolitana
b) cidade global
c) cidade satélite
d) conurbação
e) metrópole

22. (UFMT - IF/MT - 2015)


O fenômeno de unificação física e ou funcional entre duas ou mais cidades contíguas ocorre devido ao grande
crescimento demográfico.
Essa definição está relacionada
a) a commoditie.
b) a aglomerados.
c) ao crescimento urbano.
d) à conurbação.

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23. (AOCP - Prefeitura de Feira de Santana/BA - 2018)


“Imagine um bairro histórico em decadência, ou que, apesar de estar bem localizado, é reduto de populações de
baixa renda, portanto, desvalorizado. Lugares que não oferecem nada muito atrativo para fazer… Enfim, lugares
que você não recomendaria o passeio a um amigo. Imagine, porém, que, de um tempo para cá, a estrutura desse
bairro melhorou muito: aumentou a segurança pública e agora há parques, iluminação, ciclovias, novas linhas de
transporte, ruas reformadas, variedade de comércio, restaurantes, bares, feiras de rua… Uma verdadeira
revolução que traria muitos benefícios para os moradores da região, exceto pelo fato de que eles não podem mais
morar ali. É que, depois de todas essas melhorias, o valor do aluguel dobrou, a conta de luz triplicou e as idas
semanais ao mercadinho da esquina ficaram cada vez mais caras, ou seja, junto com toda a melhora, o custo de
vida subiu tanto que não cabe mais no orçamento desses moradores. E o mais cruel de tudo é perceber que,
enquanto o antigo morador procura um novo bairro, pessoas de maior poder aquisitivo estão indo morar no seu
lugar”. O processo de transformação urbana evidenciado no enunciado é
a) a gentrificação.
b) a conurbação.
c) a conturbação urbana.
d) a diagênese urbana.
e) a lessivagem.

24. (INSTITUTO AOCP - Prefeitura de Betim/MG - 2020)


A pesquisa Regiões de Influência das Cidades – REGIC – define a hierarquia dos centros urbanos brasileiros e
delimita as regiões de influência a eles associados. Nela se identificam, por exemplo, as metrópoles e qual é o
alcance espacial da influência delas. Nessa pesquisa, as cidades foram classificadas em cinco grandes níveis. São
exemplos desses níveis, EXCETO
a) capital regional.
b) megalópole.
c) centro sub-regional.
d) centro de zona.
e) centro local.

25. (CESPE/CEBRASPE - TCE/AC - 2009)


As relações que as cidades estabelecem entre si geram uma divisão territorial de funções articuladas que constitui
uma rede urbana. A localização e a especialização funcional estabelecem uma hierarquia entre cidades grandes,
médias e pequenas. No Brasil, em 2008, o IBGE definiu uma hierarquia urbana segundo a qual as capitais regionais
são
a) centros urbanos do País, com grande porte, fortes relacionamentos entre si e, em geral, extensa área de
influência direta.
b) centros com atividades de gestão menos complexas, com área de atuação reduzida, cujos relacionamentos
com centros externos à sua própria rede se resumem, em geral, àqueles com as três metrópoles nacionais.
c) cidades de menor porte, com atuação restrita à sua área imediata, que exercem funções de gestão
elementares.
d) cidades com capacidade de gestão no nível imediatamente inferior ao das metrópoles que têm área de
influência de âmbito regional.
e) cidades que são polarizadas por outros centros e polarizam as vilas e áreas rurais vizinhas.

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26. (CESPE/CEBRASPE - Instituto Rio Branco - 2009)


Rede urbana pode ser definida como um conjunto funcionalmente articulado que reflete e reforça as
características sociais e econômicas de um território. Em cada região do mundo, a configuração da rede urbana
apresenta especificidades.
Com relação às redes urbanas no Brasil, julgue (C ou E) o item subsequente.
Ainda hoje, verifica-se a polarização exercida pelas metrópoles Rio de Janeiro e São Paulo, por meio da
concentração de indústrias e de serviços.
( ) Certo ( ) Errado

27. (CESPE/CEBRASPE - Instituto Rio Branco - 2003)

O mapa acima permite inferências acerca de vários aspectos da dinâmica social, econômica e espacial do Brasil.
Nesse sentido, julgue os itens subsequentes.
Em relação à extensão territorial do Brasil, há um número limitado de cidades com características de metrópole
articulando a rede urbana, devido ao lento e gradual processo de urbanização vivido pelo país, como consequência
de sua recente industrialização.
( ) Certo ( ) Errado

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28. (CESPE/CEBRASPE - SLU-DF - 2019)


Acerca dos espaços urbanos e da dinâmica urbana no Brasil e no mundo, julgue o item subsequente.
A renda per capita de uma região influencia decisivamente a disposição estrutural da sua rede urbana, contudo é
fator irrelevante para a mobilidade socioespacial no interior das cidades.
( ) Certo ( ) Errado

29. (CESPE/CEBRASPE - SLU/DF - 2019)


Acerca dos espaços urbanos e da dinâmica urbana no Brasil e no mundo, julgue o item subsequente.
Na perspectiva espacial, considerando-se a hierarquia urbana em níveis maiores ou menores e a quantidade de
bens e serviços ofertados, toda cidade é considerada centralidade polarizadora de sua dinâmica socioeconômica.
( ) Certo ( ) Errado

30. (CESPE/CEBRASPE - SLU/DF - 2019)


Acerca dos espaços urbanos e da dinâmica urbana no Brasil e no mundo, julgue o item subsequente.
A expressão da segregação socioeconômica está diretamente ligada ao valor de troca da terra urbana, por meio
da especulação imobiliária e da gentrificação.
( ) Certo ( ) Errado

31. (CESPE/CEBRASPE - MPOG - 2015)


Com relação à complexidade da rede urbana brasileira e sua hierarquização intra e interurbana, julgue o item
seguinte.
A complexidade da rede urbana brasileira é demonstrada pela diversidade de municípios com diferentes
tamanhos, funções e extensões territoriais; já que há desde municípios com menos de mil habitantes até aqueles
com mais de dez milhões de pessoas.
( ) Certo ( ) Errado
32. (CESPE/CEBRASPE - MPOG - 2015)
Com relação à complexidade da rede urbana brasileira e sua hierarquização intra e interurbana, julgue o item
seguinte.
A complexidade da rede urbana brasileira é demonstrada pela diversidade de municípios com diferentes
tamanhos, funções e extensões territoriais; já que há desde municípios com menos de mil habitantes até aqueles
com mais de dez milhões de pessoas.
( ) Certo ( ) Errado

33. (CESPE / CEBRASPE - PRF – 2021)


Com relação à estrutura urbana brasileira e às grandes metrópoles, julgue o item subsecutivo.

Os arranjos populacionais de Campinas e Ribeirão Preto, no estado de São Paulo, e de Uberlândia, em Minas
Gerais, configuram-se como metrópoles em ascensão na rede urbana brasileira e encontram-se no primeiro nível
da hierarquia urbana.

( ) Certo ( ) Errado

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GABARITO

1. C 12. B 23. A

2. D 13. E 24. B

3. C 14. E 25. D

4. A 15. E 26. C

5. B 16. C 27. E

6. D 17. C 28. E

7. D 18. A 29. C

8. B 19. E 30. C

9. D 20. C 31. C

10. A 21. D 32. C

11. A 22. D 33. E

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RESUMO DIRECIONADO

As CONCENTRAÇÕES URBANAS compostas por mais de um Município são designadas apenas


como ARRANJOS POPULACIONAIS.
Da mesma forma, os MUNICÍPIOS ISOLADOS que constituem concentrações urbanas são
designados apenas por MUNICÍPIOS.
Ou seja, a nomenclatura “concentração urbana” é apenas uma especificação de concentrações
urbanas e municípios mais populosos.

CLASSIFICAÇÃO DEFINIÇÃO

São unidades territoriais compostas por mais de um Município, que


apresentam INTEGRAÇÃO SIGNIFICATIVA em razão da CONTIGUIDADE
Arranjos populacionais
DAS ÁREAS URBANIZADAS ou da presença de DESLOCAMENTOS
FREQUENTES DOS HABITANTES para trabalhar ou estudar.

Municípios isolados São aqueles que não participam de Arranjo Populacional.

São os ARRANJOS POPULACIONAIS com mais de 100 mil habitantes,


Concentrações urbanas bem como os Municípios que não compõem Arranjos e que ultrapassam
esse patamar populacional.

Todos os Municípios que não compõem Arranjos Populacionais, assim


Cidades como os próprios Arranjos Populacionais – cada um considerado uma
unidade urbana.

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Distribuição regional dos cinco níveis de hierarquia urbana, segundo as Grandes Regiões - 2018

REDE URBANA – BRASIL – 2018

Fonte: IBGE, Diretoria de Geociências, Coordenação de Geografia, Regiões de Influência das Cidades 2018

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CLASSIFICAÇÃO CARACTERÍSTICAS

São os principais centros urbanos, dos quais todas as Cidades


existentes no País recebem influência direta ou indireta, seja de uma ou mais
Metrópoles simultaneamente.
Possuem os mais elevados níveis de gestão do território do País,
possuindo os maiores números de empresas e órgão públicos
METRÓPOLES
multilocalizadas e atraindo populações de muitas outras Cidades para acesso
de bens e serviços.
A região de influência dessas centralidades é ampla e cobre toda a
extensão territorial do País, com áreas de sobreposição em determinados
contatos.

São centros urbanos com alta concentração de atividades de


gestão, mas com nível inferior às Metrópoles e tendência de alcance menor
em termos de região de influência e atratividade para comércio de bens e
serviços em comparação com as Metrópoles.
CAPITAIS REGIONAIS
Tratam-se de Cidades que geralmente são muito conhecidas nos
Estados e regionalmente.
São mais numerosas que as Metrópoles, mas ainda são muito
poucas proporcionalmente ao número de Cidades do País.

As atividades de gestão do território são inferiores às Capitais


CENTROS SUB- Regionais, mas ainda são muito relevantes, com regiões de influência e
REGIONAIS atratividade para busca de bens e serviços frequentemente de menor
extensão que as das Capitais Regionais.

Possuem menores níveis de atividades de gestão do território do que


os Centros Sub-Regionais, mas são suficientemente equipadas a ponto de
CENTROS DE ZONA polarizarem Cidades próximas em virtude da atração da população do
entorno para a busca de bens e serviços baseada nas relações de
proximidade.

Cidades que exercem influência restrita aos seus próprios limites


territoriais, podendo atrair alguma população moradora de outras
Cidades para acesso de bens e serviços pontuais, mas não sendo destino
principal de nenhuma outra Cidade.
Apresentam fraca centralidade em suas atividades empresariais e de
CENTROS LOCAIS gestão pública, geralmente tendo outros centros urbanos de maior
hierarquia como referência para atividades cotidianas de compras e
serviços de sua população, bem como acesso a atividades do poder público
e dinâmica empresarial.
Constituem a grande maioria das Cidades do País, totalizando
4.037 centros urbanos – o equivalente a 82,4% das unidades urbanas.

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CLASSIFICAÇÃO NÍVEIS

• GRANDE METRÓPOLE NACIONAL - O Arranjo Populacional de São


Paulo/SP ocupa, isoladamente, a posição de maior hierarquia urbana
do País;
• METRÓPOLE NACIONAL - Os Arranjos Populacionais de Brasília/DF e
Rio de Janeiro/RJ ocupam a segunda colocação hierárquica, também
METRÓPOLES com forte presença nacional;
• METRÓPOLE - Os Arranjos Populacionais de Belém/ PA, Belo
Horizonte/MG, Campinas/SP, Curitiba/PR, Florianópolis/SC,
Fortaleza/CE, Goiânia/GO, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Salvador/BA,
Vitória/ES e o Município de Manaus (AM) são as 12 Cidades
identificadas como Metrópoles.

• Capital Regional A: composta por nove Cidades, em geral Capitais


Estaduais das Regiões Nordeste e Centro-Oeste com exceção do
Arranjo Populacional de Ribeirão Preto/SP;
• Capital Regional B: reúne 24 Cidades, geralmente, centralidades de
referência no interior dos Estados, exceto pelas Capitais Estaduais
CAPITAIS REGIONAIS Palmas/TO e Porto Velho (RO). São numerosas na Região Sul, onde se
localizam 10 das 24 Capitais Regionais dessa categoria;
• Capital Regional C: possui 64 Cidades, dentre elas três Capitais
Estaduais: os Municípios de Boa Vista (RR), Rio Branco (AC) e o Arranjo
Populacional de Macapá/AP, todas pertencentes à Região Norte. As
demais Cidades localizam-se, principalmente, na Região Sudeste, onde
30 das 64 Capitais Regionais C se encontram.

• Centros Sub-Regionais A: composto por 96 Cidades presentes em


CENTROS SUB- maior número nas Regiões Sudeste, Sul e Nordeste; e
REGIONAIS • Centros Sub-Regionais B: formado por 256 Cidades com grande
participação das Regiões Sudeste e Nordeste, apresenta média nacional
de 70 mil habitantes, maiores no Sudeste (85 mil) e menores no Sul (55
mil).

• Centros de Zona A: formado por 147 Cidades com cerca de 40 mil


pessoas, mais populosas na Região Norte (média de 60 mil habitantes)
CENTROS DE ZONA e menos populosas nas Regiões Sul e Centro-Oeste (ambas com média
de pouco mais de 30 mil pessoas); e
• Centros de Zona B: este subnível soma 251 Cidades. Os Centros de Zona
B são mais numerosos na Região Nordeste, onde localizam-se 100 das
251 Cidades nesta classificação.

Os centros locais não são divididos em níveis.


CENTROS LOCAIS

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REGIÃO INTEGRADA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO


- Abrange municípios de mais de uma Unidade Federada.
- Criação por meio de LEI COMPLEMENTAR FEDERAL.

REGIÃO METROPOLITANA
- Abrange municípios de uma única Unidade Federada.
- É criada por LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL.

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