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Geopolítica para PRF Prof.

Danuzio Neto
Aula 09

Aula 09: Geopolítica


Geopolítica para PRF
Prof. Danuzio Neto

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SUMÁRIO
SUMÁRIO 2
A DIVISÃO INTER-REGIONAL DO TRABALHO E DA PRODUÇÃO NO BRASIL 4
FRONTEIRA AGRÍCOLA 6
NORDESTE 9
Diversificação econômica da região 9
Contratempos na economia 9
Pontos fortes da economia da região 11
Bahia, o estado mais rico do Nordeste 11
Polo industrial de Camaçari 11
O porto digital e a refinaria de Recife 13
Polo têxtil, calçadista e automobilístico do Ceará 13
Produção do petróleo e sal 13
As quatro sub-regiões nordestinas 14
Vale do São Francisco 16
SUDESTE 17
Atividade agrícola na região, a cultura cafeicultora 17
A criação de gado 19
O desequilíbrio na evolução da agricultura de São Paulo 19
Principais regiões econômicas do Sudeste 19
SUL 22
Extrativismos vegetal e mineral 23
Norte do Paraná 24
Planalto paranaense 24
Encosta catarinense 24
Planalto Catarinense 24
Planalto Norte-Rio-Grandense 25
Depressão central 25
Extremo Sul 25
CENTRO-OESTE 27
Tecnologia e a agricultura 27
O dinamismo econômico de Goiás 28
A industrialização de Goiás e o agronegócio 28
Centro-Oeste, oportunidades 28
Industrialização do Mato Grosso 29
Área pastoril do Pantanal 29
O avanço nas selvas do Mato Grosso 29
Etanol ameaça o cerrado 30
NORTE 33
Agricultura de subsistência 33
A agricultura comercial cresce 33
A pecuária 33
A mineração moderna 34
Os grandes projetos da Amazônia 35
Projeto Jari 35
Projeto Carajás 35

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Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) 36


Zona Franca de Manaus 36
QUESTÕES COMENTADAS PELO PROFESSOR 38
LISTA DE QUESTÕES 59
GABARITO 69
RESUMO DIRECIONADO 70

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A DIVISÃO INTER-REGIONAL DO TRABALHO E DA


PRODUÇÃO NO BRASIL
Os fluxos migratórios que partiram, entre 1950 e 1970, do Nordeste para o Sudeste foram um dos
indicadores do êxodo rural e da industrialização do Sudeste.
Durante este período, acompanhando uma longa tradição rural um tanto precária em termos tecnológicos,
ainda havia uma longa distância entre a realidade do campo e dos centros urbanos. Nos dias de hoje, essa
distância tem diminuído, principalmente por causa da ocorrência dos seguintes fatores:
• A complementaridade do agronegócio com a indústria, que vivem um momento de
interdependência;
• A melhoria da infraestrutura do país; e
• A modernização do campo.

Em última instância, no mundo globalizado, a competitividade fez com que o nível de exigência técnica
esperada dos trabalhadores tanto do campo quanto da cidade se tornasse cada vez maior.
A dinâmica do trabalho no país relaciona-se com a dinâmica vivida dentro dos próprios centros urbanos,
como os movimentos pendulares das pessoas que vivem em regiões periféricas, mais baratas, e trabalham em
áreas centrais, com melhores oportunidades de trabalho.
Outros fatores que explicam a divisão inter-regional do trabalho em nosso país são os processos de
desindustrialização e desconcentração industrial pelo qual passamos.
A desconcentração industrial, em especial, demonstra como importante segmento da mão-de-obra tem
se deslocado das grandes cidades para as pequenas e médias, já que este fenômeno é influenciado, dentre
outros fatores, pela busca de qualidade de vida e o menor custo destas cidades. Essas migrações, em especial,
ajudam a diminuir a distância de qualificação entre trabalhadores dos grandes centros urbanos e as cidades
menores.
No Brasil, a geração de emprego altamente especializado intensifica a divisão social do trabalho no campo
e a concentração de empregos nos complexos agroindustriais especializados localizados em cidades médias,
acima de 100 mil habitantes, bem como o trabalho sazonal, causando um processo migratório recente: a migração
descendente (de metrópoles para cidades médias do interior) de profissionais especializados no agronegócio que
migram em razão do período de safra e entressafra.

MIGRAÇÃO ASCENDENTE: Refere-se àquela partindo de localidades menores para as


cidades maiores, ou seja, as chamadas cidades grandes.
MIGRAÇÃO DESCENDENTE: Ocorre quando um indivíduo, com um nível tecnológico
maior, migra em direção a uma localidade com uma base tecnológica menor

No Brasil, as desigualdades na divisão espacial do trabalho são fruto de desdobramentos políticos e


econômico-sociais, como a decisão do setor público ou privado de fazer investimentos na região x ou y.
Não há um determinismo regional que sela a “sorte” de uma localidade. Em nosso país, por exemplo, o
Nordeste já foi por séculos o centro político e econômico mais importante que tivemos – posição atualmente
ocupada pelo Sudeste. Ou seja, se houvesse um determinismo, o Nordeste jamais teria sido a região mais rica e
populosa, como já foi.

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A dimensão continental do Brasil; a unidade territorial construída na sua formação econômica e


política sobre uma grande diversidade social; a grande heterogeneidade de sua economia; o tempo
histórico diferenciado da formação, consolidação e declínio ou transformação dessas economias
regionais, com a constituição do “arquipélago regional” que foi posteriormente articulado e
integrado, propiciam o surgimento de agudas “questões regionais”, que requerem estudos que
busquem compreender a lógica do desenvolvimento e das relações entre essas várias economias
espaciais que constituem uma só economia nacional.
L. G. Neto e C. A. A. Brandão. Formação econômica do Brasil e a questão regional.
Internet:<www.ufpa.br> (com adaptações).

A atual organização da produção brasileira é fortemente influenciada pelos seguintes fatores:


- Crescente concorrência internacional;
- Dispersão espacial da produção agropecuária e industrial;
- Expansão da fronteira agrícola e da reestruturação de antigas regiões produtivas agrícolas;
- Desconcentração da indústria paulista.

Ademais, porções do Centro-Oeste e do Nordeste brasileiros passaram por grandes transformações


tecnológicas que permitiram que áreas antes impróprias para a agropecuária, por exemplo, passassem a
apresentar alta produtividade neste setor da economia.

Se houve alguma transformação na economia política do capitalismo do final do século XX, cabe-
nos estabelecer quão profunda e fundamental pode ter sido a mudança. São abundantes os sinais
e as marcas de modificações radicais em processos de trabalho, hábitos de consumo, configurações
geográficas e geopolíticas, poderes e práticas do Estado etc. No Ocidente, a produção em função
de lucros permanece como o princípio organizador básico da vida econômica.
David Harvey. Condição pós-moderna. 2012, p. 117 (com adaptações)

Como esta aula trata sobre a divisão inter-regional do trabalho e da produção, nesta aula adotaremos a
regionalização oficial do Brasil, aquela formulada pelo IBGE, que divide o país em cinco regiões: Norte, Nordeste,
Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

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FRONTEIRA AGRÍCOLA
No Brasil, a fronteira agrícola se encontra atualmente na região Norte, tomando espaço de vastas
porções da Floresta Amazônica, e também na área que ficou conhecida como Matopiba, e que é formada pelos
estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
Em relação aos estados, podemos ainda citar como regiões da fronteira agrícola os seguintes: Pará e Mato
Grosso. Por conta deste avanço, são ainda registrados vários conflitos na área da Floresta Amazônica
decorrentes de questões ambientais ou de “mera” luta por posse de terra. Dentre estes conflitos, ganhou
destaque o caso de Dorothy Stang, que era uma ativista norte-americana, mas naturalizada brasileira, que foi
assassinada por fazendeiros na cidade de Anapu (PA), em 2005. Com o desmatamento da Floresta Amazônica,
muitas comunidades indígenas perderam as suas terras ou tiveram os seus espaços reduzidos.
Assim, temos que a expansão da fronteira agrícola, especialmente na Amazônia Legal, é marcada por
conflitos entre assentados e grandes projetos agropecuários e de mineração e por intensa devastação e
desperdício dos recursos naturais e da biodiversidade, o que compromete o futuro da região.
Ou seja, a expansão da fronteira econômica no complexo regional da Amazônia é responsável por
desestruturar as formas de subsistência e a cultura das comunidades que historicamente ocupavam a região.
Além da expansão da fronteira agrícola, a floresta amazônica, o maior bioma brasileiro, também é
degradada por causa dos seguintes fatores:
• Extração de madeira;
• Mineração;
• Construção de hidrelétricas; e
• Abertura de estradas na selva.

Principais problemas da Fronteira agrícola


Por conta da grilagem e do desmatamento, alguns problemas saltam aos olhos nos locais onde se desbrava
uma fronteira agrícola, sendo, o primeiro deles, os conflitos no campo, já que de um lado estarão grileiros e, do
outro, posseiros (que podem estar representados por meio de movimentos sociais do campo, como o MST –
Movimento dos Trabalhadores Sem Terra). Em oposição ao grupo de grileiros, também podemos observar grupos
indígenas. Com o avanço do agronegócio, as pequenas propriedades são pressionadas para avançar ainda mais a
fronteira agrícola ou para praticarem o êxodo rural, o que resulta na migração de um grande contingente de
trabalhadores rurais, sem as qualificações adequadas, para as cidades.
Das disputas territoriais, que também podem envolver comunidades indígenas, são recorrentes os
assassinatos na luta pela terra. No meio de tudo isso, ainda ocorre a remoção e a comercialização ilegal de madeira
nativa da floresta. Diante dessas informações, podemos apontar como três os principais problemas observados
como decorrentes das fronteiras agrícolas:
Devastação da vegetação – Este é o problema de mais fácil observação, já que a fronteira agrícola, para
existir como tal, precisa avançar sobre a vegetação nativa de determinada região.
Concentração de terras – Este problema se refere ao surgimento de latifúndios, já que o tamanho médio
de uma propriedade na fronteira agrícola é maior que o de terrenos rurais no resto do país.
Questão de produção de alimentos – Este problema aparece como decorrência do segundo, já que os
grandes latifundiários, geralmente, produzem com os olhos voltados para o mercado exterior.

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A fronteira agrícola muda de lugar?


A fronteira agrícola não é um local imutável no cenário de determinada região. Não é como um acidente
geográfico, que permanece no mesmo lugar pelos séculos. No Brasil, assim como em qualquer outro país com
grandes áreas cultiváveis, a localização da fronteira agrícola se modificou ao longo da história.
Durante boa parte do período colonial, por exemplo, a zona litorânea, composta predominantemente pela
Mata Atlântica, foi cenário da primeira fronteira agrícola do Brasil. Ao longo do século XX, as práticas agrícolas
ganharam novos terrenos, avançando para o interior do país. Nesse meio tempo, o Centro-Oeste passou a ser a
nova fronteira agrícola, tocada por produtores oriundos do Sul e do Sudeste brasileiro. Como resultado, houve
intensa transformação da paisagem de estados como Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o que fez com
que a região Centro-Oeste ficasse conhecida como o celeiro do Brasil.
Assim, podemos perceber que o Centro-Oeste, atualmente o coração do agronegócio brasileiro, nem
sempre teve suas porteiras abertas para o setor. Antes da década de 1970, por uma questão tecnológica, a região
ainda era considerada um obstáculo para a expansão agrícola, já que a maioria dos solos não era considerada
agricultável por conta de seus elevados índices de acidez. Com a REVOLUÇÃO VERDE, no entanto, houve a
correção dos solos (principalmente por meio da técnica de calagem). Para fortalecer ainda mais a interiorização
da fronteira agrícola, houve a difusão da rede de infraestrutura, logística e serviços, o que facilitou sobremaneira
a ocupação agrícola do Cerrado.

O que é o MATOPIBA?
Região considerada a grande fronteira agrícola nacional da atualidade, o Matopiba compreende o bioma
Cerrado dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e responde por grande parte da produção brasileira
de grãos e fibras.
A área, até pouco tempo considerada sem tradição forte em agricultura, tem chamado atenção pela
produtividade cada vez crescente. Nos últimos quatro anos, somente o Estado do Tocantins expandiu sua área
plantada ao ritmo de 25% ao ano, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A topografia plana, os solos profundos e o clima favorável ao cultivo das principais culturas de grãos e fibras
possibilitaram o crescimento vertiginoso da região, que até o final da década de 1980 se baseava fortemente
na pecuária extensiva.
Porém a área também é considerada complexa o que torna ainda mais audacioso o desafio de garantir uma
agricultura moderna e sustentável. A área reúne 337 municípios e representa um total de cerca de 73 milhões de
hectares. Existem na área cerca 324 mil estabelecimentos agrícolas, 46 unidades de conservação, 35 terras
indígenas e 781 assentamentos de reforma agrária, segundo levantamento feito pelo Grupo de Inteligência
Estratégica (GITE) da Embrapa.
Tamanha prosperidade levou à oficialização da delimitação do território por meio da assinatura de decreto
pela presidenta Dilma Rousseff e ao lançamento da Agência de Desenvolvimento Regional do Matopiba pelo
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento nos quatro estados que fazem parte da região.
Produção de grãos
A cultura principal nas principais regiões produtoras do Matopiba concentra-se atualmente na soja. Mas
outras culturas como arroz e algodão também tem papel importante. Segundo a pesquisa, grande parte deste
impulso na produtividade de grãos se deve ao acesso às tecnologias hoje empregadas, como o uso de híbridos
e cultivares adaptados às condições edafoclimáticas, além de boas práticas para o uso eficiente de fertilizantes,
corretivos e defensivos e sistemas conservacionistas de manejo como o plantio direto e a integração lavoura-
pecuária-floresta.

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De acordo com pesquisadores da Embrapa que atuam na região, mesmo com este grande salto na
produtividade das culturas da soja e do milho, a região ainda enfrenta grandes desafios no manejo e
conservação do solo e na implantação de sistemas integrados de produção. Embora bastante difundidos em
outros Estados do Bioma Cerrado, sistemas de intensificação ecológica ainda apresentam grandes dificuldades
na implantação e na condução ao longo dos anos.
Fonte: https://www.embrapa.br/tema-matopiba/sobre-o-tema

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NORDESTE
A região Nordeste, ainda no período colonial, foi a primeira a ser valorizada no uso de seus recursos
naturais. Ainda como resquício do tempo colonial, a região possui grande produção de cana-de-açúcar. Como a
maior parte deste uso se deu de maneira predatória, a região se viu com o passar dos séculos empobrecida e com
profundos desequilíbrios ambientais, sociais e econômicos.
Assim, pode-se dizer que a região Nordeste apresentou ocupação econômica pontual baseada na
agricultura e em fazendas de gado.
Por quase três séculos, o Nordeste foi a região mais importante e populosa do país. No primeiro censo
oficial, realizado em 1872, a sua população, percentualmente, representava 46,7% do total brasileiro – quase a
metade do país. No censo de 2010, esta participação já tinha caído para 28%, o que a coloca como segunda região
mais populosa, atrás apenas do Sudeste.
O Nordeste, por causa do seu histórico colonial com capitanias hereditárias e sesmarias, é a região que
apresenta os maiores índices de concentração fundiária.

Diversificação econômica da região


Nas últimas décadas, a região Nordeste vem se modernizando e apresentando um maior dinamismo
econômico. No período de 2002 a 2017, o PIB do Nordeste registrou crescimento real de 2,69% a.a., média superior
ao acréscimo verificado no Brasil (2,39% a.a.). Assim, nesse intervalo, a economia do Nordeste apresentou a
terceira maior expansão entre as Regiões do País – atrás do Norte e do Centro-Oeste.
Em 2018 e 2019, porém, a situação econômica da região teve uma piora e o recorte da análise do PIB do
Nordeste, ainda que mostre que a região vem retomando uma trajetória de crescimento após a recessão,
demonstra que essa recuperação é bem mais lenta do que a média nacional.
Esse avanço lento aparece em vários indicadores. No Índice de Atividade Econômica do Banco Central, em
2019, o Nordeste aparece com crescimento modesto de 0,7%, enquanto o Norte avança 4,7%; o Centro-Oeste
2,5%; o Sul 2,1% e o Sudeste 2%.
Na série de 16 anos das contas regionais do IBGE, que vai de 2003 a 2019, o PIB do Nordeste cresceu acima
da média durante 11 anos e ficou abaixo apenas em 5 anos. Mas o problema é que desses cinco anos abaixo da
média nacional, dois são em 2018 e 2019, quando o Brasil começava a dar sinais de sair da crise.

Contratempos na economia
Mais dependente de transferências governamentais, a região foi abalada pela queda, em termos reais, de
recursos do Bolsa Família a partir de 2014. Além disso, por conta da crise político/financeira, houve o cancelamento
de vários investimentos na região, como os seguintes:
• Das refinarias Premium, no Ceará e no Maranhão;
• Da segunda fase da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco;
• De encomendas feitas pela Petrobras ao Estaleiro Atlântico Sul, também de Pernambuco.

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LOCALIZAÇÃO DAS REFINARIAS PREMIUM E ABREU E LIMA.

Fonte: https://diariodopresal.wordpress.com/2011/04/01/nordeste-concentrara-78-da-capacidade-das-novas-refinarias-do-pais/

Na Bahia, a JAC Motors, em função da retração do mercado, optou por deixar de construir uma fábrica
que foi anunciada para ser instalada em Camaçari sob um orçamento de R$ 1 bilhão.
A construção da ferrovia transnordestina, símbolo de uma prometida dinamização e integração da
economia da região, ficaram paralisadas durante três anos, até setembro de 2019, mas foram desaceleradas logo
em seguida, em julho de 2020. Iniciada em 2006, a Ferrovia Transnordestina já absorveu R$ 7 bilhões, dois terços
dos quais oriundos de fundos públicos, como o Finor, o FNE e o FDNE. Ainda assim, a obra continua sem prazo
para conclusão. A previsão inicial do governo Lula, que iniciou o projeto, é que a obra estivesse finalizada em 2010.
A ferrovia deve interligar o sertão do Piauí (Eliseu Martins) e os portos de Suape (PE) e do Pecém (CE).

Fonte da imagem: https://www.camara.leg.br/noticias/547130-CONCESSIONARIA-ESPERA-RETOMAR-EM-2019-OBRAS-DA-


TRANSNORDESTINA

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Pontos fortes da economia da região


Três fatores são apontados como principais responsáveis pelo dinamismo da economia nordestina:
• Os cultivos irrigados de frutas e flores no sertão;
• O turismo, beneficiado pelas cidades litorâneas do Nordeste Oriental, apresenta parques aquáticos e
expansão do ecoturismo e do turismo histórico e cultural; e
• O crescimento industrial, principalmente por conta da guerra fiscal que levou uma série de indústrias
a se instalarem nos Estados da região: Jeep em Goiana (PE), setor têxtil no Ceará e em Pernambuco e
o setor de informática na Paraíba e em Pernambuco, por exemplo.

Além dessas atividades, o crescimento econômico do Nordeste nas últimas décadas está sendo
impulsionado também pelo setor de tecnologia. Sergipe, por exemplo, fez parcerias com a IBM, a Amazon e a
Microsoft para disponibilizar serviços em nuvem a pequenas e médias empresas.
Já no Ceará, em 2018, o governo injetou quase R$ 2 bilhões na área de tecnologia da informação (TI) para
projetos ao longo de 10 anos. Desse setor, merecem ainda destaque os parques tecnológicos, como o PORTO
DIGITAL, em Pernambuco, e o SergipeTec, em Sergipe.
Importante ainda comentarmos a agricultura nordestina. De acordo com o Diário Econômico ETENE
(DEE), publicado pelo Banco do Nordeste, a região tem 8,1% de participação na produção de grãos no Brasil –
sendo a Bahia responsável por 42,4% desta porcentagem.
No Nordeste, são também relevantes as seguintes culturas: feijão, milho, algodão e mandioca.
Em relação às indústrias, destacam-se:
• Tecnologia de informação (Campina Grande, PB);
• Alpargatas (Campina Grande, PB e Santa Rita, PB);
• Vulcabras Azaleia (CE, BA e SE) e M. Dias Branco (CE).

Quanto à localização, podemos afirmar que as regiões metropolitanas de Salvador, Recife e Fortaleza são
polos de industrialização de destaque na região.

Bahia, o estado mais rico do Nordeste


Enquanto a Zona da Mata nordestina é conhecida historicamente por suas monoculturas, como a do cacau
e da cana, o sul da Bahia já se viu, no passado, também dependente de um único produto principal, o cacau.
Atualmente, a região vive um ciclo de expansão com o cultivo de eucalipto para produção de papel e
celulose, da Suzano, instalada em Mucuri, e da Veracel, entre Eunápolis e Belmonte. O Oeste baiano, por seu lado,
destaca-se pelas suas extensas plantações de soja.
A produtividade e o desenvolvimento tecnológico fazem do Nordeste uma região produtora de alguns
gêneros agrícolas de zonas temperadas, como a uva e o trigo, cultivados no estado da Bahia.

Polo industrial de Camaçari


Localizado em Camaçari, a 50 quilômetros de Salvador, na Bahia, o Polo Industrial de Camaçari iniciou
suas operações em 29 de junho de 1978, sendo o primeiro complexo petroquímico planejado do país.
Maior complexo industrial integrado do Hemisfério Sul, o Polo tem aproximadamente 100 empresas
químicas, petroquímicas e de outros ramos de atividade como indústria automotiva, de pneus, celulose solúvel,
metalurgia do cobre, têxtil, fertilizantes, energia eólica, fármacos, bebidas e serviços.

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São fatores que contribuíram para que Camaçari fosse atratativa para a instalação de grandes empresas:
• Incentivos fiscais do governo estadual;
• Boa localização (entre os mercados consumidores do Norte e do Sul-Sudeste);
• Disponibilidade de mão de obra;
• Fácil acesso à matéria-prima; e
• Presença do maior polo petroquímico do hemisfério Sul.

Como pode ser observado no mapa a seguir, Camaçari fica próxima de Salvador e do Recôncavo Baiano,
onde há grande produção de petróleo – uma das mais importantes do país.
BAHIA - MAPA 1

Fonte: http://www.viagemdeferias.com/salvador/bahia/mapa.php

BAHIA - MAPA 2

Fonte: http://www.ufrb.edu.br/portal/component/content/article?id=994

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O porto digital e a refinaria de Recife


Criado em 2000, o Porto Digital foi resultado da interação do governo de Pernambuco com a Universidade
Federal de Pernambuco e empresas privadas.
O Porto surgiu graças ao Cesar (Centro de Estudos Avançados do Recife), que é uma organização sem fins
lucrativos, criada em 1996.
Abrigando aproximadamente 300 empresas e instituições dos setores de Tecnologia da Informação e
Comunicação (TIC), Economia Criativa (EC) e Tecnologias Para Cidades, o parque conta com incubadoras de
empresas, aceleradoras de negócios, institutos de pesquisa e organizações de serviços associados, além de
diversas representações governamentais.
O Porto Digital assegurou para Recife um lugar no mapa dos investimentos em tecnologia no Brasil e se
tornou um dos principais parques tecnológicos e ambientes de inovação do país. Ao lado de companhias
brasileiras, as gigantes mundiais do setor (Microsoft, Samsung, HP, Motorola) estão instaladas na cidade.
Além do Porto Digital, a refinaria da Petrobras Abreu e Lima, instalada nos arredores do Porto de Suape,
também ajudou a dinamizar a economia local (é importante frisar que a Refinaria Abreu e Lima está operando
apenas de forma parcial, já que a sua segunda e última etapa ainda não foi concluída).
O agreste pernambucano abriga ainda o segundo maior polo têxtil do país, perdendo apenas para o de
São Paulo.

Polo têxtil, calçadista e automobilístico do Ceará


O Ceará, bem como outros Estados nordestinos, presenciou um enorme crescimento do setor têxtil em
seu território, após haver a transferência dos maquinários dos grandes grupos industriais do Sul/Sudeste do país.
Este fenômeno foi estimulado pelos incentivos fiscais oferecidos às empresas e pelo baixo custo da mão
de obra.
Na região, destacam-se marcas como Vicunha e Santista (distrito industrial de Maracanaú na região
metropolitana de Fortaleza). Calçados e automóveis (Jeep) são outros setores de destaque no Ceará. Na área de
calçados temos a Grendene (Crato e Sobral) e de automóveis a Troller Veículos Especiais, localizada no município
de Horizonte, na área da Grande Fortaleza.

Produção do petróleo e sal


No Nordeste Oriental estão os principais campos petrolíferos da região, sendo o Recôncavo Baiano uma
das mais tracionais áreas produtoras de petróleo do país – e foi por muito tempo a principal produtora do Brasil.
Além do Recôncavo, que atraiu, devido à produção petrolífera, o polo petroquímico de Camaçari
(fundamental para implantação do distrito industrial de Aratu, na Grande Salvador), há também outras bacias
petrolíferas no Nordeste. É o caso de Tucano, também na Bahia, Carmópolis, em Sergipe, e os campos da
plataforma continental do Rio Grande do Norte, do Ceará e de Alagoas.
No litoral do Rio Grande do Norte e do Ceará, o destaque fica por conta da produção de sal, que se
beneficia do clima quente e dos ventos fortes e constantes que contribuíram para tornar o litoral potiguar a
principal área salineira do Brasil (Mossoró, Macau e Areia Branca).

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As quatro sub-regiões nordestinas


O território da região Nordeste apresenta uma grande diferenciação de características físicas, o que acaba
por refletir diretamente nas atividades econômicas e sociais da população. Desta forma, a região é dividida em
quatro sub-regiões:
• MEIO-NORTE (Nordeste Ocidental);
• ZONA DA MATA (Litoral Oriental);
• AGRESTE; e
• SERTÃO (Litoral Setentrional).

Fonte: http://brasilregionalisado.blogspot.com/2014/09/sub-regioes-do-nordeste.html

MEIO-NORTE

Abrangência: Maranhão e oeste do Piauí.


Faixa de transição entre o sertão semiárido do Nordeste e a região Amazônica.
Vegetação: mata de cocais, principalmente carnaúbas e babaçus.
Maiores índices pluviométricos a oeste.
Atividades econômicas principais:
• O extrativismo vegetal, praticado na mata de cocais remanescente;
• A pecuária extensiva; e
• O cultivo do arroz e do algodão.

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SERTÃO
Abrangência: presente em quase todos os estados da região, é uma extensa área de clima semiárido, que
compreende o centro da região Nordeste. Ocupada em sua maior parte pelo Polígono das Secas.
Vegetação: caatinga.
Apresenta chuvas escassas e mal distribuídas.
A bacia do rio São Francisco, a maior da região, é a única fonte de água perene para as populações que
habitam suas margens. Suas águas são utilizadas para irrigação e também é fonte de energia através de
hidrelétricas como a de Sobradinho (BA).
As maiores concentrações humanas estão presentes nos vales dos rios Cariri e São Francisco.
Atividades econômicas principais:
• Pecuária; e
• Cultivo irrigado de frutas e flores.

AGRESTE
Área de transição entre a zona da mata, úmida, e o sertão semiárido, corresponde ao topo do planalto da
Borborema.
As áreas mais úmidas são conhecidas como “brejos”, onde se pratica uma policultura para abastecer as
capitais litorâneas.
Atividades econômicas principais:
• Pecuária extensiva, nos trechos mais secos; e
• Agricultura de subsistência e a pecuária leiteira, nos trechos mais úmidos.

ZONA DA MATA
Abrangência: faixa litorânea de até 200 quilômetros de largura que se estende do Rio Grande do Norte ao
sul da Bahia. No período colonial, por causa da área de cultivo da cana-de-açúcar, parte desta região era conhecida
como Zona da Mata Açucareira.
É a sub-região mais urbanizada e populosa.
O clima é tropical úmido e o solo é fértil em razão da regularidade de chuvas.
Vegetação: Mata Atlântica, praticamente extinta e substituída por cana-de-açúcar.
Atividades econômicas principais:
• Cana-de-açúcar;
• Cacau;
• Fumo;
• Lavoura de subsistência; e
• Produção de sal marinho, principalmente no Rio Grande do Norte.

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Vale do São Francisco


O Vale do São Francisco é a região drenada pela bacia do rio São Francisco e seus afluentes, localizando-
se, principalmente, nos estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.
No Vale há um polo de desenvolvimento tecnológico da fruticultura irrigada, implantado pela Companhia
de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e a iniciativa privada, com apoio da
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Por ser uma área fértil, tem recebido diversos investimentos em irrigação federal e governamental,
tornando-se um importante produtor de frutas e hortaliças.
A região é também um importante polo vitivinicultor, com produção anual de 7 milhões de litros de vinho
- 15% da produção nacional, sendo 30% de vinhos finos, premiados nacional e internacionalmente, produzidos nas
vinícolas instaladas nos municípios pernambucanos de Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista e em Casa Nova,
na Bahia.
O Vale tem ainda uma relevante produção de arroz com a irrigação em Curaçá, na Bahia.

NORDESTE
- Foi a primeira a ter seus recursos naturais explorados, ainda no Período Colonial.
- Pobre e com profundos desequilíbrios ambientais, sociais e econômicos.
- Por quase três séculos, foi a região mais importante e populosa do país.
- Dependente de transferências governamentais.
- Sofreu cancelamento de vários investimentos governamentais por causa da crise político/financeira recente
do Brasil.
- Sofreu também cancelamento de investimento privado, como o da JAC Motors, na Bahia, que optou por
deixar de construir uma fábrica que foi anunciada para ser instalada em Camaçari, sob um orçamento de R$
1 bilhão.
- A construção da ferrovia transnordestina, símbolo de uma prometida dinamização e integração da
economia da região, segue em ritmo lento.
- Cultivos irrigados de frutas e flores no sertão.
- O desenvolvimento do turismo, que se beneficia das cidades litorâneas.
- Expansão do ecoturismo e do turismo histórico e cultural.
- Crescimento industrial, principalmente por conta da guerra fiscal que levou uma série de indústrias a se
instalarem na região.

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SUDESTE
A região Sudeste, a mais rica do Brasil, tem duas fortes características no campo econômico:
• GRANDE DESENVOLVIMENTO; e
• CRESCENTE DINAMISMO.

A região começou a se projetar nacionalmente com o advento do ciclo do ouro, quando passou a se tornar
o novo centro econômico, político e social do país. Logo após o ciclo do ouro, surgiu a cultura do café, que
inauguraria uma nova fase econômica brasileira, oportunidade em que o papel econômico do Sudeste ganhou
ainda mais relevância.
Quando a desejada industrialização do Brasil começou, foi também no Sudeste que se concentraram,
por muitos anos, as atividades fabris. Mesmo com o passar das décadas e com a desconcentração industrial, o
dinamismo do Sudeste ainda exerce uma enorme influência sobre todo o território nacional.
A vida urbana na parte mais desenvolvida do Sudeste reflete uma economia que se caracteriza pelo seu
grande dinamismo. Muito além do comércio regional, o Sudeste tornou-se importante para todo o Brasil,
exercendo uma influência comercial nacional. A influência é mais intensa (e se manifesta pelos aspectos mais
variados) a partir do núcleo da região, da sua parte mais desenvolvida, onde se situam as duas metrópoles globais
do país: SÃO PAULO e RIO DE JANEIRO. São elas os dois maiores centros industriais e comerciais e,
principalmente, os centros das finanças do país. Além disso, constituem os focos culturais e políticos mais
influentes.
Pelo seu maior desenvolvimento agrícola, industrial e comercial, é no Sudeste que se origina a maior
riqueza do país. Parte dessa riqueza se distribui às outras regiões, por meio do comércio e da aplicação de
impostos que são redistribuídos nacionalmente. Assim, o Sudeste é a região que mais se beneficia dos crescentes
desníveis socioeconômicos inter-regionais, atraindo para si mão de obra barata e matérias-primas, por exemplo.
A região ainda possui importantes polos automobilísticos, como o do ABC (SP), o da região de Campinas,
Sumaré, Sorocaba e São Carlos (SP), o do Rio de Janeiro e o de Minas Gerais.

Atividade agrícola na região, a cultura cafeicultora


Mesmo que a era dos grandes cafeicultores paulistas esteja no passado, o café permanece como um
importante produto da nossa cesta de exportação – e o Sudeste mantém-se como o maior produtor desse
produto.

Atenção!
É em Minas Gerais, e não em São Paulo, que está a maior
produção de café do país na atualidade.

Fator determinante para o desenvolvimento e organização do Sudeste nos últimos 150 anos, a cultura de
café se expandiu e contribuiu para:
• A atração de habitantes; e
• A substituição da mata virgem da região.

Foi a partir da cafeicultura que se originou o nascimento de novas cidades, o desenvolvimento de outras
e se desenvolveu a construção de ferrovias e de estradas fundamentais para o escoamento do produto.

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Inicialmente cultivado no Vale do Paraíba, em alguns lugares ao norte do Rio de Janeiro, as plantações de
café se multiplicaram e logo progrediram para o Norte (Zona da Mata, em Minas Gerais) e para o oeste. Depois se
estenderam até as proximidades do rio Paraná. A penetração do café nas terras tropicais do norte do Paraná
contribuiu para ligar o Sul ao Sudeste.

MAPA QUE MOSTRA A ZONA DA MAPA, AO SUL DE MINAS, ONDE SE


DESENVOLVEU A CULTURA DO CAFÉ

Por muito tempo, a cafeicultura se desenvolveu por meio de grandes propriedades que se dedicavam à
monocultura comercial. Seus trabalhadores eram conhecidos como colonos, em São Paulo, e meeiros, em
Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Nas últimas décadas, a grande propriedade (fazenda de café) deixou
de praticar a monocultura, que passou a ser mais praticada em pequenas propriedades, como sítios.

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A atividade cafeeira, motor propulsor do início da industrialização brasileira, viu as suas técnicas de
trabalho se modernizaram com o tempo, o que muito contribuiu para a diversificação da produção agrícola. O
Sudeste apresenta, atualmente, uma grande variedade de produtos agrícolas comerciais, tomando para si,
inclusive, a supremacia em algumas produções, como a cana-de-açúcar, que agora tem a sua maior colheita no
Estado de São Paulo (responsável por aproximadamente 60% da produção de toda a cana e etanol do país).
Contribuem fortemente para a maior diversificação da produção: horticultura, avicultura e a fruticultura
(especialmente de laranja, já que São Paulo é o maior produtor desta cultura no Brasil). Além disso, observa-se nos
últimos anos o crescimento da pecuária no Estado. Das culturas com maior importância na região, destacam-se a
de soja e a de trigo, cultivadas no oeste-sudoeste paulista.

A criação de gado
O rápido crescimento das cidades contribuiu para que a criação de gado bovino, dentre as atividades
agrárias, tivesse o maior aumento no Sudeste (as populações, obviamente, precisam se alimentar). Com o
aumento da abertura de áreas, renovação ou formação de pastagens, verificou-se o aumento da produção de
algodão, do amendoim, do arroz e do milho.
As terras esgotadas pela cultura cafeeira passaram a ser utilizadas para a criação do gado leiteiro. Em
torno do Rio de Janeiro, de São Paulo e do sul de Minas surgiram áreas de produção especializada, conhecidas
como bacias leiteiras.
Nas áreas mais novas (oeste de São Paulo e baixo rio Doce), a floresta foi substituída por extensas
pastagens chamadas invernadas.

O desequilíbrio na evolução da agricultura de São Paulo


É no OESTE PAULISTA, área mais nova de São Paulo, onde se registram os maiores índices de:
• Mecanização da agricultura;
• Consumo de adubos; e
• Adoção de recursos modernos para defesa contra pragas e para a seleção de mudas e sementes.

A parte LESTE (Sudeste Velho) caracteriza-se por fatores que restringem o desenvolvimento agrícola:
• Terras mais cansadas; e
• Topografia acentuada.

Na parte NORTE da região, a criação extensiva é a atividade mais comum e é onde se encontram as
grandes fazendas de gado, típicas do interior do país.

Principais regiões econômicas do Sudeste


Sudeste metropolitano
Principal centro econômico do país, está geograficamente localizado na área que vai desde a Grande
São Paulo até a Grande Rio de Janeiro, passando pelo Vale do Paraíba.
Com apenas 0,5% do território nacional, abriga aproximadamente 23% da população brasileira.
Nesta, que é a maior região urbano-industrial do país, destacam-se:
• O ABCD paulista (indústria automobilística e metalúrgica);
• Volta Redonda (siderurgia – CSN);
• Vale do Paraíba (informática, eletrônica, farmacêutica, aeronáutica);

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• Baixada Santista (petroquímica e siderurgia); e


• Região de Campinas (material ferroviário, informática e petroquímica).

Em termos agropecuários, destacam-se a presença do gado leiteiro e dos cultivos da banana e do arroz no
Vale do Paraíba e “cinturões verdes” (hortifrutigranjeiros) ao redor de Grande São Paulo.

Região central de Minas Gerais


Engloba a Grande Belo Horizonte e região vizinha.
Caracteriza-se principalmente por:
• Siderúrgicas (Usiminas, Belgo-mineira, Vallourec Soluções Tubulares do Brasil, Acesita);
• Recursos minerais (ferro, manganês);
• Indústrias automobilísticas; e
• Refinaria Gabriel Passos.

Oeste Paulista
Formado pelas regiões de Ribeirão Preto, Araraquara, Piracicaba, São José do Rio Preto, Presidente
Prudente e Araçatuba, no interior do Estado de São Paulo.
Possui agroindústria diversificada e forte pecuária extensiva.
Destacam-se os cultivos de laranja, cana-de-açúcar (álcool), algodão, café, soja, milho além da pecuária
de corte.

Sudeste Oriental
Formado pela Zona da Mata mineira, norte do Rio de Janeiro e pelo Estado do Espírito Santo.
Tem como principais atividades econômicas:
• A pecuária leiteira e o cultivo de café e cana (Zona da Mata mineira);
• Cana-de-açúcar (norte do Rio de Janeiro, na bacia de Santos e no litoral de São Paulo – não são as
plantações mais expressivas do país); e
• A siderurgia na região de vitória, no Espírito Santo.

Sul de Minas Gerais


Forte na a pecuária leiteira e no cultivo de café. Possui também o setor turístico desenvolvido (estâncias
hidrominerais): Caxambu, São Lourenço, Poços de Caldas (que é também importante produtora de bauxita e
urânio).

Norte de Minas Gerais


Área de atuação da Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste). Região marcada pela
semiaridez, com destaque para criação extensiva de gado e para cultivo de algodão.

Triângulo mineiro
Importante região do Estado de Minas Gerais, onde se destaca a pecuária extensiva e cultivo do arroz,
milho, algodão, soja e café.

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Vale do Iguape
Área do sul do Estado de São Paulo, onde se cultivam chá e banana.

Fonte: https://slideplayer.com.br/slide/7479982/

SUDESTE
- É a mais rica do Brasil.
- Começou a se projetar nacionalmente com o advento do ciclo do ouro, quando passou a se tornar um “centro
de gravidade” econômico, político e social.
- Logo após o ciclo do ouro, surgiu a cultura do café, que inauguraria uma nova fase econômica brasileira,
oportunidade em que o papel econômico do Sudeste ganhou ainda mais relevância nacional.
- Foi no Sudeste que se concentraram, por muitos anos, as atividades fabris.
- Atualmente, o dinamismo do Sudeste ainda exerce uma enorme influência sobre todo o território nacional.
- Tem os dois maiores centros industriais, comerciais e financeiros do país: São Paulo e Rio de Janeiro.
- Continua sendo a região produtora de
- Por muito tempo, a cafeicultura se desenvolveu por meio de grandes propriedades que se dedicavam à
monocultura comercial.
- Nas últimas décadas, a grande propriedade (fazenda de café) deixou de praticar a monocultura e pequenas
propriedades, como sítios, tornaram-se mais frequentes.
- Maior produtor de cana-de-açúcar (o estado de São Paulo é responsável por mais da metade da produção
de toda a cana e etanol do país).
- As terras esgotadas pela cultura cafeeira em áreas ocupadas há mais anos passaram a ser utilizadas para a
criação do gado leiteiro.
- Em torno do Rio de Janeiro, de São Paulo e do sul de Minas surgiram áreas de produção especializada,
conhecidas como bacias leiteiras.
- Nas áreas mais novas (oeste de São Paulo e baixo rio Doce), a floresta foi substituída por extensas pastagens
chamadas invernadas.

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SUL
A Região Sul, em termos populacionais, é caracterizada pela presença de imigrantes europeus “recentes”
que contribuíram para o desenvolvimento da economia local, baseada na pequena e média propriedade rural de
policultura (cultivo de vários produtos agrícolas). O Rio Grande do Sul recebeu principalmente imigrantes italianos,
eslavos e alemães. Em Santa Catarina, açorianos colonizaram o litoral; alemães, a região norte; e italianos, o
planalto e a porção oeste. No Paraná, chegaram italianos, alemães e japoneses; mais recentemente, chegaram
também paraguaios na fronteira oeste. Por causa desse histórico, de colonos cultivando pequenas porções de
terras, e não grandes latifúndios como no Nordeste, o Sul é a região que apresenta a menor concentração fundiária
do país.
A região Sul tem uma agricultura diversificada e é considerada uma das mais importantes áreas de criação
de gado do país. Dentro da região, duas áreas têm especial destaque:
• O NORTE DO PARANÁ, uma das mais importantes áreas agrícolas do país (onde se produz, dentre
outros, café, cana, milho, algodão, soja e trigo – cultivados principalmente em terra roxa); e
• O SUL E O SUDESTE DO RIO GRANDE DO SUL (domínio dos pampas), uma das áreas mais
tradicionais de pecuária extensiva do país (criação de bovinos - com muitas raças europeias – e de
ovinos – maior rebanho do Brasil).

Ainda na região dos pampas (porção meridional do Rio Grande do Sul), surge uma das principais áreas
produtoras de cereais do Brasil, que se beneficia das condições dos solos mais férteis e de uma topografia pouco
acidentada. A região dos pampas é a maior produtora de arroz e de centeio do Brasil.
A seguir, apresento a extensão do bioma Pampa, no Rio Grande do Sul, a fim de facilitar a nossa
compreensão.

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Na área do planalto (que se estende do norte do Rio Grande do Sul ao Paraná), nas áreas de encostas e nos
vales aparecem os cultivos ligados à colonização estrangeira (Alemães e italianos, principalmente), mas também
de soja. O Paraná, inclusive, é o estado com a maior produtividade no cultivo deste produto e é o maior produtor
de cevada, trigo e aveia. Traços marcantes nessa área são as pequenas propriedades, a policultura e a rotação
de terra e de cultivos.
Dentre os produtos cultivados, destacam-se os cereais, uva (ficam no Sul as principais áreas vinicultoras
do país), trigo, batata, fumo. No Paraná há também expressiva produção de cana-de-açúcar.

DIVISÃO ESPACIAL DAS COLÔNIAS DE MIGRANTES EUROPEUS NO SUL

Fonte: https://pt.slideshare.net/Suki_24h/regio-sul-7-ano

Importante ainda notar que, por conta da agropecuária forte nos três estados da região, há grandes
frigoríficos no Sul do país.
Assim como o Sudeste, o Sul é caracterizado pela presença mais consolidada do conhecimento científico,
da técnica e da informação.

Extrativismos vegetal e mineral


A região Sul é uma importante produtora de carvão, cobre e xisto betuminoso. No Sudeste de Santa
Catarina está a principal produção carbonífera do Brasil. O Rio Grande do Sul é o segundo produtor de carvão
da região, que é extraído de reservas localizadas nos municípios de São Jerônimo e Butiá. No mesmo Estado,
aparecem também reservas de tungstênio.
No Paraná, no município de São Mateus, está a primeira usina de extração de xisto betuminoso no
Brasil, a usina de Irati.

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Norte do Paraná
Região economicamente mais dinâmica do Paraná, sua economia é considerada um prolongamento da
produção do Oeste Paulista, desde a expansão do café.
O norte do Paraná é dividido em três regiões:
• O NORTE VELHO, região de Jacarezinho, onde a ocupação do café começou (hoje, com os solos
esgotados, desenvolvem-se pastagens destinadas à criação extensiva);
• O NORTE NOVO, região de Londrina e Maringá, os dois maiores centros econômicos do norte do
Paraná, onde se produz café nos solos de terra roxa; e
• O NOVÍSSIMO NORTE, região de Paranavaí para o oeste, de mais recente ocupação, ligada à
policultura comercial (soja, milho, algodão, cana e trigo).

Planalto paranaense
Destaca-se pela agropecuária e pela presença da metrópole regional e capital do Estado, Curitiba.
A industrialização do Estado concentra-se ao redor de Curitiba (papel, celulose, petroquímica, têxtil,
alimentícia, automobilística – Volvo, Audi, Renault) e se aproveita de alguns fatores:
• A proximidade geográfica com o Estado de São Paulo;
• O porto de Paranaguá; e
• A energia hidroelétrica vinda de Itaipu.

A agropecuária também é considerada o forte da região, onde se encontra o cultivo de soja, milho, trigo,
algodão e feijão; na pecuária, destaca-se a criação suína e leiteira na região de Castro. A madeira e o xisto
betuminoso (São Mateus do Sul) são os dois recursos naturais que mais se destacam na região.

Encosta catarinense
Divide-se em três regiões: o Vale do Itajaí, zona central e zona carbonífera.
O Vale do Itajaí, de colonização alemã, é a principal área econômica de Santa Catarina. Nela se destacam
importantes centros industriais como Blumenau, Brusque e Joinville – e onde também se desenvolvem os setores
têxtil, metalúrgico, mecânico e de utensílios domésticos do Estado. Quanto à agropecuária, destacam-se a
policultura em pequenas e médias propriedades (fumo, legumes, batata, arroz, milho) e a pecuária leiteira e de
criação de suínos.
Na Zona Central, onde está Florianópolis, cuja importância está em ser o centro político-administrativo
do Estado e ser também um importante centro turístico.
A Região Carbonífera, de colonização italiana, tem na produção do carvão a sua principal atividade
econômica.

Planalto Catarinense
Localizado no centro-oeste de Santa Catarina, sua base econômica é a policultura cultivada em pequenas
e médias propriedades: soja, milho, trigo; na pecuária, destacam-se a produção de suínos e frangos. Outros
destaques são a fruticultura, a produção de erva-mate e a extração de madeira.

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Planalto Norte-Rio-Grandense
Estende-se da região serrana gaúcha até a bacia do Alto Uruguai. Sua base econômica é a agropecuária, o
cultivo do fumo, da soja, do trigo, da uva e pela pecuária de suínos.

Depressão central
Principal região econômica do Estado do Rio Grande do Sul, devido à concentração urbano-industrial na
Grande Porto Alegre, possui importantes centros industriais, como Canoas e Novo Hamburgo. Destacam-se a
rizicultura no Vale do Jacuí e a produção de carvão.

Extremo Sul
Abrange a chamada Campanha Gaúcha e região lagunar (sul, sudeste e sudoeste do Rio Grande do Sul). A
economia baseia-se na tradicional pecuária extensiva (ovino e bovino) com elevada qualidade dos rebanhos e na
agricultura comercial de arroz, soja e trigo.
Há ainda, na região de Pelotas, importante atividade industrial.

Fonte: http://geofundamental.blogspot.com/2015/11/regiao-sul-atividade-7-ano.html

SUL
- Duas áreas têm especial destaque: o norte do Paraná, uma das mais importantes áreas agrícolas do país
(onde se produz, dentre outros, café, cana, milho, algodão, soja e trigo – cultivados principalmente em
terra roxa); e o sul e o sudeste do Rio Grande do Sul (domínio dos pampas), uma das áreas mais
tradicionais de pecuária extensiva do país (criação de bovinos - com muitas raças europeias – e de ovinos –
maior rebanho do Brasil).
- A região dos pampas é a maior produtora de arroz e de centeio do Brasil.

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- Na área do planalto (que se estende do norte do Rio Grande do Sul ao Paraná), nas áreas de encostas e nos
vales aparecem os cultivos ligados à colonização estrangeira (Alemães e italianos, principalmente), mas
também de soja.
- Traços marcantes nessa área são as pequenas propriedades, a policultura e a rotação de terra e de cultivos.
- Dentre os produtos cultivados, destacam-se os cereais, uva (ficam no Sul as principais áreas vinicultoras do
país), trigo, batata, fumo, dentre outros.
- No Paraná há também expressiva produção de cana-de-açúcar.
- Por conta da agropecuária forte, há grandes frigoríficos no Sul do país.
- No Sudeste de Santa Catarina está a principal produção carbonífera do Brasil.
- O Rio Grande do Sul é o segundo produtor de carvão da região, que é extraído de reservas localizadas nos
municípios de São Jerônimo e Butiá.
- O Norte do Paraná, região economicamente mais dinâmica do estado, tem uma economia que é
considerada prolongamento da produção do Oeste Paulista, desde a expansão do café.
- O norte do Paraná é dividido em três regiões: o norte velho, região de Jacarezinho, onde a ocupação do café
começou (hoje, com os solos esgotados, desenvolvem-se pastagens destinadas à criação extensiva); o norte
novo, região de Londrina e Maringá, os dois maiores centros econômicos do norte do Paraná, onde se
produz café nos solos de terra roxa; novíssimo norte, região de Paranavaí para o oeste, de mais recente
ocupação, ligada à policultura comercial (soja, milho, algodão, cana e trigo).

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CENTRO-OESTE
Região menos povoada do Brasil, o Centro-Oeste se tornou um dos mais importantes produtores
agrícolas do país, destacando-se, dentre as suas atividades, a produção de:
• ALGODÃO (a maior do país);
• SOJA (a maior do país);
• MILHO (a maior do país); e
• Arroz.

O Centro-Oeste tornou-se também o principal criador de gado bovino.


A expansão da pecuária foi facilitada pela existência dos cerrados, já que a vegetação rasteira e aberta
favorece a circulação dos animais e serve como pasto nativo. O sistema de criação é, de modo geral, extensivo.

Atenção!
O Centro-Oeste é onde estão os maiores rebanhos bovinos do país, porém é nas
regiões Sudeste e Sul que são empregadas as técnicas mais avançadas na criação de
gado e, por isso, obtêm a mais alta produtividade.

Além dessas atividades, a região apresenta importante industrialização, com fábricas da J&F, a
Panpharma, a Bunge, ADM e Cargill, bem como a indústria automobilística (Mitsubishi e Hyundai).
A região ainda tem importante atividade nos setores tecnológicos (Brasília tem forte produção de
softwares) e de serviços (também com destaque para Brasília, que possui forte turismo de negócios e do mercado
de luxo).
A região Centro-Oeste é uma área em que se expande o cultivo pela produção mecanizada em direção à
Amazônia e, por isso, vem pressionando a expansão da fronteira agrícola para o norte do país.
Na região Centro-Oeste predominam as grandes propriedades de PECUÁRIA EXTENSIVA, de SOJA e de
ALGODÃO.
O Centro-Oeste através da exploração do seu cerrado aparece como uma das regiões mais produtivas
do Brasil.

Tecnologia e a agricultura
É impossível pensar na transformação do Centro-Oeste como “celeiro agrícola” e principal região “criadora
de gado bovino” sem fazer uma correlação com as pesquisas de correção do solo, que permitiram o avanço da
fronteira agrícola sobre o cerrado.
Neste contexto, é importante anotar que a Embrapa foi a principal responsável pela adaptação da soja
(e também do milho, arroz, trigo e algodão) ao clima quente da região. Assim como na lavoura, a Embrapa
também contribuiu para implantação da pecuária de corte mais moderna e mais produtiva. No início, a Embrapa
tinha uma meta principal: expansão da fronteira agrícola. Agora, a meta é aumentar a produção sem que isso
signifique um aumento da área plantada.
O desenvolvimento de tecnologia apropriada à exploração do cerrado no centro-sul do Brasil possibilitou
a migração de capitais para o interior.

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O dinamismo econômico de Goiás


A região sul de Goiás é a mais desenvolvida do Centro-Oeste. Lá, há uma população mais densa, maior
atividade agrícola e maior número dos aglomerados urbanos, sendo que muitas de suas povoações são antigas e
viviam relativamente isoladas até meados do século XX.
No centro do Estado, há uma grande área florestal, chamada de Mato Grosso de Goiás, que contribuiu
para a ocupação agrícola e a colonização por pequenos proprietários. Os solos, atualmente em esgotamento,
estão sendo usados como pastos. Entretanto, em outros espaços, uma frente muito ativa deu vida a cidades como
Anápolis.
Como Goiânia foi uma cidade planejada especificamente para ser a capital do Estado, há vias que foram
desenhadas desde os primeiros anos da cidade para ligá-la a São Paulo e Minas Gerais.
Além destes fatores, a mudança da capital federal e a construção da Estrada Belém-Brasília, ambos na
década de 1960, deram grande impulso para tornar Goiânia uma cidade dinâmica economicamente.
O avanço do povoamento para o norte, ao longo da Belém-Brasília, em direção ao Araguaia, favoreceu o
progresso da região “Goiânia-Anápolis”. Por outro lado, o sul também evoluiu com a contribuição de manchas de
terra roxa que favoreceram a agricultura e a estrada para o Mato Grosso (Brasília-Acre).
No estado há ainda fortíssima atividade agrícola, considerada a mais efervescente do país.

A industrialização de Goiás e o agronegócio


Economicamente, Brasília é vista hoje como importante polo de produção de software e como
destaque no setor de turismo de negócios.
Os municípios de Rio Quente e Caldas Novas são famosas ESTÂNCIAS HÍDRICAS e a Chapada dos
Veadeiros atrai os místicos e ecoturistas.
Em setores mais complexos e com maior volume financeiro, aponta-se o município de Rio Verde, situado
no sudoeste de Goiás, como um bom exemplo do tipo de polo produtivo encontrado na região. Nele, há um cluster
(concentração de empresas interconectadas que cooperam entre si) liderado pela Perdigão, que reúne centenas
de empresas que são responsáveis pelo desenvolvimento da avicultura e suinocultura e pelo posterior
processamento em alimentos industrializados.
Outro importante polo industrial goiano é o de Catalão, localizado no sudeste do estado, onde há
produção de automóveis (Mitsubishi) e roupas (Unicon – União das Indústrias de confecção de Catalão e do sudeste
goiano), bem como a exploração mineral de nióbio, fosfato e produção de fertilizantes.
Importante polo farmacêutico e produtor automobilístico (Hyundai), há também o distrito agroindustrial
de Anápolis, que conta com a presença da maior empresa de carnes do mundo, a JBS. Os irmãos Joesley e Wesley
Batista criaram a JBS no município de Anápolis. A J&F, holding do grupo e que é dona, dentre outras marcas, da
Swift, Seara e Banco Original, já foi considerada o maior grupo privado do país. A partir de julho de 2017, a J&F
fechou a venda da Alpargatas, fabricante das sandálias Havaianas, da Mizuno e da Topper, após o escândalo de
corrupção envolvendo os irmãos Batista. Também foi vendida a empresa Vigor, que pertencia ao grupo.

Centro-Oeste, oportunidades
O Mato Grosso do Sul apresenta grandes extensões de solos arenosos, muito pobres, onde a ocupação
humana é bastante escassa – nesta região há, ainda assim, criação extensiva de gado. Há melhores áreas de solo,
principalmente de manchas de terra roxa, em torno do rio Dourados, onde pequenos proprietários exercem
importante atividade agrícola (arroz, milho, café, amendoim, soja e trigo).

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Ponta Porã é a principal área de produção de erva mate.


Campo Grande é a capital econômica de todo o Mato Grosso do Sul. Nela, há um importante
entroncamento de comunicações ferroviárias e rodoviárias (as principais estradas que nela se cruzam vão para
Cuiabá, Corumbá e Ponta Porã), destacando-se a rodovia-tronco asfaltada que a liga diretamente com São Paulo.
Na região de Corumbá, no estado do Mato Grosso do Sul, existem imensas reservas de minérios de ferro e
manganês. O desenvolvimento do Estado do Mato Grosso do Sul vem se intensificando, tanto por fazer parte da
região mais dinâmica do país, o “Centro-Sul”, quanto pela proximidade com os países do Mercosul e pela presença
da hidrovia Paraguai-Paraná.

Industrialização do Mato Grosso


No Mato Grosso do Sul, a produção agropecuária e o extrativismo vêm atraindo o setor industrial. Nesse
processo, destaca-se o município de Três Lagoas, maior polo produtivo do Estado, situado na divisa com o
noroeste de São Paulo. O distrito industrial abriga a Mabel (biscoitos), a Gurgel (automóveis), a International Paper
(papel e celulose), a Cervejaria Schincariol e a Metalfrio (refrigeradores).
Em Campo Grande está o polo metal e mecânico que se desenvolveu com a Kepler Weber, empresa gaúcha
que é a maior fabricante do mundo de sistemas de armazenamento de grãos. Em Corumbá, aproveitando-se das
jazidas minerais de manganês e ferro do maciço de Urucum e do gás boliviano, foram construídos um polo Gás-
Químico e um polo Siderúrgico.
No Mato Grosso do Sul também se sobressai o turismo, principalmente com as cidades de Corumbá
(capital do Pantanal) e Bonito.

Área pastoril do Pantanal


A regularidade do regime anual das águas, com alternância entre os períodos chuvosos e de estiagem,
favorece as pastagens que alimentam grandes rebanhos bovinos na planície do Pantanal-Mato-Grossense. O
Pantanal é, deste modo, a principal área de criação do Centro-Oeste (sendo que a região Centro-Oeste é onde
está o maior rebanho de gado do país).
No Pantanal Mato-grossense, na maioria das propriedades, o gado é criado solto no pasto, no sistema de
pecuária extensiva. Estas manadas são exportadas para São Paulo ou, em parte, abatidas para o preparo do
charque (algumas áreas, ainda, são para a subsistência local).
Apesar da riqueza representada pelos rebanhos, há poucos centros urbanos na região.

O avanço nas selvas do Mato Grosso


Cuiabá é o velho centro de uma antiga área de mineração (primeiro de ouro e atualmente de diamante)
que sofreu com um longo período de estagnação econômica. Graças à circulação rodoviária que atingiu a região,
proveniente do leste (Goiás, Brasília e São Paulo) e do sul (São Paulo, via Campo Grande), houve uma revitalização.
Além disso, a cidade serve de centro de apoio ao desbravamento que se processa em largas áreas nas
florestas, ao norte, e de base de penetração para Rondônia-Acre, as chamadas novas fronteiras agrícolas do país.
Como o norte mato-grossense faz parte do domínio amazônico, a área foi ocupada, nas últimas
décadas, a partir do processo de expansão para a Amazônia. Extensas áreas de florestas foram devastadas,
sobretudo com as queimadas, transformando-se em áreas de pecuária extensiva e em áreas de produção agrícola.
Os cultivos mais importantes são os da soja e o algodão; há também intensa exploração da madeira.
Para ficar mais clara a relação do Mato Grosso com a Floresta Amazônica, observe no mapa a seguir como
o território do Mato Grosso faz parte Amazônia Legal:

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MAPA DA AMAZÔNIA LEGAL

Fonte: https://imazon.org.br/mapas/amazonia-legal/

MAPA DA REGIÃO CENTRO-OESTE

Etanol ameaça o cerrado


Um relatório divulgado em 2007, pelo Programa de Meio Ambiente da ONU, afirma que o cultivo de
lavouras para a produção de etanol representa uma ameaça à biodiversidade do cerrado brasileiro.
Segundo o relatório Panorama do Meio Ambiente Global:

"O Brasil espera dobrar a produção de etanol, um biocombustível 'moderno', nas próximas duas
décadas. (...) Para produzir matéria-prima vegetal suficiente para alcançar esses objetivos, a área
cultivada está crescendo rapidamente (...). O crescimento das fazendas coloca em risco regiões
ecológicas inteiras, como o cerrado."

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A ONU ainda afirma que:

"Com o possível aumento da exportação de etanol de países como o Brasil para a Europa, os
Estados Unidos e o Japão, está aumentando a preocupação quanto à sustentabilidade de uma
produção de biomassa em larga escala. (...) Esse temor se deve principalmente ao fato de a terra
disponível, além das reservas de biodiversidade, ter que ser dividida para diversos usos, como a
produção de alimentos e de vegetais para a produção de energia".

CENTRO-OESTE
- Um dos mais importantes produtores agrícolas do país.
- Possui importante industrialização.
- É onde estão os maiores rebanhos bovinos do país.
- A expansão da pecuária foi facilitada pela existência dos cerrados, já que a vegetação rasteira e aberta
favorece a circulação dos animais e serve como pasto nativo. O sistema de criação é, de modo geral,
extensivo.
- As pesquisas de correção do solo permitiram o avanço da fronteira agrícola sobre o cerrado.
- A Embrapa foi a principal responsável pela adaptação da soja (e também do milho, arroz, trigo e algodão)
ao clima quente da região.
- A Embrapa também contribuiu para implantação da pecuária de corte mais moderna e mais produtiva na
região.
- A região sul de Goiás é a mais desenvolvida do Centro-Oeste: população mais densa, maior atividade
agrícola e maior número dos aglomerados urbanos, sendo que muitas de suas povoações são antigas e
viviam relativamente isoladas há até pouco tempo.
- No centro de Goiás, há uma grande área florestal, chamada de Mato Grosso de Goiás.
- Como Goiânia foi uma cidade planejada especificamente para ser a capital do Estado, há vias que foram
desenhadas desde os primeiros anos da cidade para ligá-la a São Paulo e Minas Gerais.
- A mudança da capital federal e a construção da Estrada Belém-Brasília deram grande impulso para tornar
Goiânia uma cidade dinâmica economicamente.
- O avanço do povoamento para o norte, ao longo da Belém-Brasília, em direção ao Araguaia, favoreceu o
progresso da região “Goiânia-Anápolis”.
- O sul de Goiás evoluiu com a contribuição de manchas de terra roxa que favoreceram a agricultura e a
estrada para o Mato Grosso (Brasília-Acre).
- Brasília é importante polo de produção de software e como destaque no setor de turismo de negócios.
- Os municípios de Rio Quente e Caldas Novas são famosas estâncias hídricas e a Chapada dos Veadeiros atrai
os místicos e ecoturistas.
- O Mato Grosso do Sul apresenta grandes extensões de solos arenosos, muito pobres, onde a ocupação
humana é bastante escassa – nesta região há, ainda assim, criação extensiva de gado.
- Ponta Porã é a principal área de produção de erva mate.

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- Campo Grande é a capital econômica de todo o Mato Grosso do Sul. Nela, há um importante entroncamento
de comunicações ferroviárias e rodoviárias (as principais estradas que nela se cruzam vão para Cuiabá,
Corumbá e Ponta Porã), destacando-se a rodovia-tronco asfaltada que a liga diretamente com São Paulo.
- Na região de Corumbá, no estado do Mato Grosso do Sul, existem imensas reservas de minérios de ferro e
manganês. O desenvolvimento do Estado do Mato Grosso do Sul vem se intensificando, tanto por fazer
parte da região mais dinâmica do país, o “Centro-Sul”, quanto pela proximidade com os países do Mercosul
e pela presença da hidrovia Paraguai-Paraná.
- No Mato Grosso do Sul também se sobressai o turismo, principalmente com as cidades de Corumbá (capital
do Pantanal) e Bonito.
- O Pantanal é a principal área de criação do Centro-Oeste (sendo que a região Centro-Oeste é onde está o
maior rebanho de gado do país).
- Como o norte mato-grossense faz parte do domínio amazônico, a área foi ocupada, nas últimas décadas, a
partir do processo de expansão para a Amazônia. Extensas áreas de florestas foram devastadas, sobretudo
com as queimadas, transformando-se em áreas de pecuária extensiva e em áreas de produção agrícola. Os
cultivos mais importantes são os da soja e o algodão; há também intensa exploração da madeira.

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NORTE
Com a maior área territorial dentre todas as regiões, esta é a região brasileira onde ocorre o extrativismo
vegetal com maior intensidade.
A extração vegetal no Norte é favorecida pela abundância e variedade dos produtos encontrados em
toda a floresta Amazônica. A maior parte da produção e do comércio de exportação desses produtos é
tradicionalmente organizada por empresas que controlam uma determinada área, geralmente a bacia de um
pequeno rio, uma vez que os rios são, muitas vezes, as únicas vias de escoamento disponíveis.
Em lugar favorecido, geralmente se instala o barracão que armazena os produtos: látex em tambores,
bolas de borracha balata, castanhas e outras sementes, ou ainda torras de madeira. Esses estabelecimentos têm
a função de abastecer, com alimentos e outros artigos, os trabalhadores que vivem dispersos pela floresta
circundante (seringueiros, balateiros, castanheiros).
Outros produtos extrativos são os de origem animal, fazendo a região ser famosa pela grande quantidade
e diversidade de peles que comercializa. Essas atividades estão levando, pelo seu caráter predatório, ao extermínio
de animais amazônicos.
Ademais, é na região amazônica que está avançando atualmente a fronteira agrícola do Brasil. Assim,
pequenas propriedades de ribeirinhos e posseiros disputam espaço com as grandes propriedades que têm se
instalado na nova fronteira agrícola.
Em sua maior parte, o PIB da região Norte advém da exportação de matéria-prima, especialmente
minérios.

Agricultura de subsistência
A população que vive do extrativismo vegetal, nas propriedades da empresa ou fora delas, faz da
agricultura a sua atividade complementar, a fim de garantir o sustento de sua família. Assim, plantam-se
milho, feijão, arroz, abóbora e, sobretudo, a mandioca, já que a farinha d’água é o produto alimentar básico da
Amazônia.
O sistema de cultivo pouco difere daquele empregado pelos índios. As grandes árvores da floresta são
abatidas e se forma uma clareira, queimando-se a vegetação. A seguir, semeia-se entre a terra coberta de cinza e
entulhada de tocos de troncos queimados. Depois de dois ou três anos, a terra cansa e uma nova roça é aberta em
outro lugar. Por esse motivo, esse processo é chamado de sistema de cultivo itinerante.

A agricultura comercial cresce


As culturas especializadas, de valor comercial, caracterizam a economia amazônica depois que o
extrativismo vegetal entrou em decadência. A juta, que necessita de muita água para o preparo da fibra, é
cultivada nas várzeas do baixo e médio Amazonas. A malva, que também fornece fibra, é planta de terra firme
sendo comumente encontrada na região. Algumas outras culturas (como o cacau do baixo Amazonas) já tiveram
sua importância. De modo geral, pode-se dizer que essas e outras plantas tropicais fornecedoras de matérias-
primas industriais estão destinadas a ser o suporte agrícola do desenvolvimento da Amazônia.

A pecuária
As áreas de cerrado e dos campos limpos inundáveis das várzeas são aproveitadas para a criação extensiva.
Os campos inundáveis de Marajó (onde também são criados búfalos) são regiões famosas pelos seus rebanhos.
O Pará possui o maior rebanho de búfalos do país, que estão localizados principalmente na Ilha do Marajó.

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MAPA COM DESTAQUE PARA A ILHA DO MARAJÓ

Fonte: https://www.amarante-vinhos.com.br/queijo%20-%20outra%20paixão/queijo-bufala-brasil/para/

A mineração moderna
Os recursos minerais são uma grande riqueza amazônica – dificultada, porém, pela espessa cobertura
florestal.
O manganês e o ouro (serra dos Carajás) são apenas dois exemplos das possibilidades da região nesse
setor. A região é também a maior produtora de minério de estanho do país. A cassiterita e o nióbio são obtidos
pelo processo de garimpagem em Rondônia. O diamante é garimpado no Amapá e, sobretudo, em Roraima. O
ouro aparece nessas regiões e, principalmente, no Pará (Serra Pelada) e no Amapá (serra do Navio). Há, ainda,
reservas de ferro (serra dos Carajás) e de bauxita (região de Oriximiná) no Pará. As reservas da serra dos Carajás
também ainda possuem grande importância.

Fonte: http://geoconceicao.blogspot.com/2010/05/recursos-minerais.html

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Os grandes projetos da Amazônia


A partir de 1960, intensificou-se a integração da Amazônia ao resto do país por meio:
• Da abertura de estradas;
• Programas de incentivos fiscais; e
• Projetos agropecuários e mineradores subsidiados pelo Estado e com participação do grande capital
privado – tanto nacional quanto internacional.

Registre-se ainda que, em 1967, o governo Castelo Branco criou a Sudam (Superintendência de
Desenvolvimento da Amazônia) e a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).
A fim de integrar a região Norte com o resto do país também foram criadas:
• A Zona Franca de Manaus;
• O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária); e
• O Basa (Banco Nacional S.A.).

Esses órgãos passaram a orientar e controlar programas oficias de distribuição de terras, assentamento de
colonos, instalação de projetos de extração madeireira garimpos, dentre outros.
Nos anos 1970, desenvolveu-se grande projetos de reconhecimento (Radam – Radar da Amazônia),
ampliação de infraestrutura e exploração econômica (PIN – Plano de Integração Nacional – e Polamazônia –
Programa de Desenvolvimento e Ocupação da Amazônia).
Assim, grandes estradas foram abertas (Transamazônica, Cuiabá-Santarém, Perimetral Norte, Porto
Velho-Manaus) e instalaram-se grandes empreendimentos agropecuários e de mineração, sendo os principais os
projetos Jari, Carajás, Trombetas e Calha Norte.
A ocupação também se caracterizou pela construção de grandes hidrelétricas (Tucuruí e Balbina) e pelo
estímulo à migração intensiva para as áreas do Mato Grosso, Rondônia e Acre. A ocupação da Amazônia passou a
ser encarada como uma questão de segurança nacional.
Os mais importantes desses projetos para o desenvolvimento e a integração da região amazônica são:

Projeto Jari
Localizado às margens do Rio Jari, para produção de celulose e outros produtos, o projeto foi inicialmente
idealizado e de propriedade do milionário norte-americano Daniel Keith Ludwig. Foi adquirido por grupos
empresariais brasileiros, em 1981.
O Projeto Jari foi concebido como um projeto florestal para a produção de arroz, cana e criação de gado
(bovino e bufalino), e de exploração mineral para extração de caulim e bauxita, além de um projeto para a
instalação de uma hidroelétrica no rio Jari. Como suporte para estas atividades, o projeto conta com uma ferrovia,
mineroduto, rodovias e o porto de Munguba, localizado no Pará.

Projeto Carajás
A região de Carajás está localizada a sudeste do Pará, a aproximadamente 150 km de Marabá.
Em Carajás, existem depósitos, dentre outros, de ferro, manganês, bauxita, níquel, cobre, ouro. A
infraestrutura desse projeto compõe-se da ferrovia Carajás-Itaqui, que liga a região mineradora ao porto de Itaqui,
em São Luís/MA, além da usina de Tucuruí.

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Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA)


O CBA foi criado em Manaus para pesquisar o ecossistema e desenvolver, a partir das plantas locais,
cosméticos e medicamentos com viabilidade comercial.

Zona Franca de Manaus


Juscelino Kubistchek, com a Lei nº 3.173/1957, criou a Zona Franca na cidade de Manaus, que apenas seria
efetivada com o Decreto-Lei 288/1967, 10 anos depois.
A Zona Franca de Manaus (ZFM) é uma zona industrial, com área de 10 mil quilômetros quadrados, que
abrange a cidade de Manaus, mas também porções dos territórios dos estados do Acre, Rondônia, Roraima e
Amapá.
O principal objetivo da Zona Franca é fomentar o desenvolvimento econômico da região e integrar a região
Norte às cadeias produtivas nacionais e internacionais. Para alcançar estes objetivos, o governo ofereceu grandes
incentivos fiscais para atrair grandes indústrias para a região. Esta lógica ilustra o processo de privatização do
território por meio do uso privado de recursos públicos.
Apesar de distar dos grandes centros urbanos e consumidores do centro-sul do país, a Zona Franca de
Manaus alcançou o objetivo para o qual foi criada e hoje é uma concentração industrial que se articula a
praticamente todo o território nacional.
No Brasil, essas políticas regionais de desenvolvimento pautadas em renúncias e isenções fiscais,
instrumentos privilegiados que estimulam a atividade produtiva particular em determinadas regiões, não são
acompanhadas por mecanismos capazes de medir, com exatidão, quanto deixou de ser arrecadado em impostos
pela aplicação dessas políticas.
No momento da concessão dos benefícios fiscais o governo até estipula quanto deixa de ser arrecado ao
longo de determinado período, mas não há um acompanhamento efetivo para saber, com exatidão, quanto deixou
de ser arrecadado.

NORTE
- A extração vegetal é favorecida pela abundância e variedade dos produtos encontrados.
- A região é famosa pela grande quantidade e diversidade de peles que comercializa. Essas atividades estão
levando, pelo seu caráter predatório, ao extermínio de animais amazônicos.
- É na região amazônica que está avançando atualmente a fronteira agrícola do Brasil.
- A população que vive do extrativismo vegetal, nas propriedades da empresa ou fora delas, faz da agricultura
a sua atividade complementar, a fim de garantir o sustento de sua família.
- Sistema de cultivo itinerante.
- As culturas especializadas, de valor comercial, caracterizam a economia amazônica depois que o
extrativismo vegetal entrou em decadência.
- A juta, que necessita de muita água para o preparo da fibra, é cultivada nas várzeas do baixo e médio
Amazonas.
- As áreas de cerrado e dos campos limpos inundáveis das várzeas são aproveitadas para a criação extensiva.
- O Pará possui o maior rebanho de búfalos do país, que estão localizados principalmente nos campos
inundáveis da Ilha do Marajó.

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- Os recursos minerais são uma grande riqueza amazônica – com extração dificultada, porém, pela espessa
cobertura florestal.
- A região é também a maior produtora de minério de estanho do país.
- A cassiterita e o nióbio são obtidos pelo processo de garimpagem em Rondônia.
- O diamante é garimpado no Amapá e, sobretudo, em Roraima.
- As reservas da serra dos Carajás ainda possuem grande importância.

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QUESTÕES COMENTADAS PELO PROFESSOR


1. (CESPE - Prefeitura de São Luís/MA - 2017)
A respeito da divisão inter-regional do trabalho no Brasil, assinale a opção correta.
a) A região Sul, apesar de eminentemente industrial, impulsiona a economia nacional por meio de seu setor
terciário.
b) A região Sudeste coordena o mercado nacional e exporta, unicamente, produtos do setor primário.
c) A região Centro-Oeste está voltada para a exportação de produtos agrícolas, principalmente o cacau e o fumo.
d) A produção de alimentos do Nordeste, apesar da semiaridez da região, é suficiente para abastecer as demais
regiões brasileiras.
e) Em sua maior parte, o PIB da região Norte advém da exportação de matéria-prima, especialmente minérios.
RESOLUÇÃO:
a) O Sul, que de fato possui um setor terciário importante, não é eminentemente industrial. Ademais, esta
região não é a responsável por impulsionar a economia do Brasil inteiro. A região mais relevante neste
aspecto é o Sudeste. ITEM INCORRETO.
b) O Sudeste é a região economicamente mais dinâmica do país, então o termo UNICAMENTE acaba por
restringir de maneira imprópria uma produção tão diversa. ITEM INCORRETO.
c) A questão estava indo bem, mas acabou falando bobagem. O Centro-Oeste realmente é um grande
exportador de produtos agrícolas, mas sua produção está principalmente voltada para a exportação de
grãos, como a soja. A região também exporta muita carne bovina, já que a JBS é desta região. ITEM
INCORRETO.
d) A produção do Nordeste não é suficiente para abastecer o país inteiro. ITEM INCORRETO.
e) Dentre os produtos exportados, destacam-se o ferro e o aço. Não podemos esquecer que a famosa região
do Carajás está no Norte do Brasil. ITEM CORRETO.
Resposta: E

2. (CESPE - ABIN - 2018)


Com referência à divisão inter-regional do trabalho e da produção no Brasil, julgue o item a seguir.
A Zona Franca de Manaus é uma concentração industrial que, apesar de distar dos grandes centros urbanos e
consumidores do centro-sul do país, se articula a praticamente todo o território nacional, ilustrando o processo de
privatização do território por meio do uso privado de recursos públicos.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
Prezado aluno, observe que o avaliador tomou o cuidado de usar a palavra “praticamente”, a fim de evitar
generalizações que poderiam tornar o item incorreto.
Quando da sua criação, um dos objetivos da Zona Franca de Manaus era justamente a integração do Norte com o
resto do país, o que de fato aconteceu, em grande medida.
A parte final do enunciado fala que o desenvolvimento dessa Zona, ao se valer de benefícios fiscais, utilizou
recursos públicos para privatização do território. Essa conclusão é até lógica, tendo em vista os mecanismos de
criação e articulação deste espaço, que abrem mão de recursos públicos (tributos que sustentam o erário) para
beneficiar empresas privadas.
Resposta: Certo

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3. (CESPE - SEDF - 2017)


Com relação aos processos de regionalização no Brasil e no mundo, julgue o item subsequente.
Décadas depois da implementação do primeiro órgão responsável pelos estudos de planejamento macrorregional
no Brasil, a SUDENE, os principais problemas e disparidades regionais do país persistem.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
Mesmo após a criação de órgãos como a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), ainda
observamos que o grau de desenvolvimento humano e econômico do Nordeste é bem menor, por exemplo, que o
observado no Sudeste.
Resposta: Certo

4. (FGV - IBGE - 2016)


Na década de 1990, a abertura da economia brasileira à concorrência internacional e as estratégias de atração de
investimentos voltados para a competição globalizada impuseram a adoção de novas formas de intervenção na
região Nordeste. Entre as novas formas de intervenção na região, destaca-se:
a) o estímulo à expansão do cultivo de grãos no Agreste;
b) a instalação do polo petroquímico de Camaçari, na Bahia;
c) o apoio ao desenvolvimento de polos de fruticultura irrigada;
d) o estabelecimento de cotas de produção de açúcar para os estados;
e) a criação da região de planejamento do Vale do São Francisco.
RESOLUÇÃO:
a) O Agreste, nos trechos mais úmidos, apresenta agricultura de subsistência e pecuária leiteira. ITEM
INCORRETO.
b) O Polo Industrial de Camaçari iniciou suas operações em 29 de junho de 1978. É o primeiro complexo
petroquímico planejado do País e está localizado no município de Camaçari, a 50 quilômetros de Salvador,
no Estado da Bahia. ITEM INCORRETO.
c) Apesar de o Nordeste ser uma região fortemente identificada com a seca, já que a maior parte do semiárido
está em seu território, esta região tem desenvolvido novas técnicas de produção agropecuária,
especialmente a partir do desenvolvimento de novas tecnologias. Um dos traços mais marcantes dessa nova
face da agropecuária na região é o desenvolvimento de polos de fruticultura irrigada, principalmente no
Ceará, Sergipe e Pernambuco, que cultivam, dentre outros produtos, uva e manga. A Embrapa, Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária, tem contribuído de maneira decisiva para o sucesso desse método na
região Nordeste. ITEM CORRETO.
d) Não há previsão de cotas de produção de açúcar para os estados do Nordeste. ITEM INCORRETO.
e) Não consta como uma das formas de intervenção na economia nordestina a criação da região de
planejamento do Vale do São Francisco. ITEM INCORRETO.
Resposta: C

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5. (FGV - SEDUC/AM - 2014)


O modelo de desenvolvimento econômico brasileiro, a partir dos anos 1950, levou a significativas transformações
na forma de ocupação do território e na distribuição espacial da produção e da população.
A partir do fragmento acima, assinale a opção que apresenta corretamente transformações ocorridas até a década
de 1980.
a) O país passa a dispor de um parque industrial integrado setorialmente, capaz de ser posto a serviço de
diferentes estratégias de crescimento.
b) As atividades informais sofrem redução e ocorre decréscimo nos serviços e equipamentos de uso coletivo.
c) A concentração espacial da atividade industrial se acentua e diminui a integração produtiva das diversas regiões
brasileiras.
d) A mudança espacial da produção agropecuária se deu, principalmente, pelo avanço da produção nas áreas de
mata atlântica.
e) Os pontos mais distantes do território nacional estão interligados por complexas redes ferroviárias e de
telecomunicação.
RESOLUÇÃO:
a) ITEM CORRETO.
b) Até os dias atuais, as atividades informais não apenas aumentaram como ainda fazem parte de uma
realidade que parece que não desaparecerá tão cedo. Basta observar o centro de qualquer capital brasileira
para ver o número de trabalhadores informais que ali exercem as suas atividades. ITEM INCORRETO.
c) A partir da década de 1980 aumentou a desconcentração industrial e aumentou a integração produtiva.
ITEM INCORRETO.
d) A atividade agropecuária avançou principalmente no interior do país, como o Pantanal, a Amazônia e o
Cerrado. ITEM INCORRETO.
e) Essas grandes distâncias são interligadas em nosso país, principalmente, por rodovias. A região Norte, por
outro lado, tem áreas que são acessíveis apenas por vias fluviais ou áereas. ITEM INCORRETO
Resposta: A

6. (CESPE - MPOG - 2015)


A respeito dos efeitos da reestruturação produtiva no território brasileiro, que ocorreu como consequência da
revolução tecnocientífica informacional, a partir da segunda metade do século XX, julgue o próximo item.
A nova organização espacial da produção brasileira surgiu a partir da crise econômica dos anos 80 do século
passado e da crescente concorrência internacional, as quais resultam em uma dispersão espacial da produção
agropecuária e industrial, a partir da expansão da fronteira agrícola, da reestruturação de antigas regiões
produtivas agrícolas e pela desconcentração da indústria paulista.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
A atual organização da produção brasileira é fortemente influenciada pelos seguintes fatores:
- Crescente concorrência internacional;
- Dispersão espacial da produção agropecuária e industrial;
- Expansão da fronteira agrícola e da reestruturação de antigas regiões produtivas agrícolas;
- Desconcentração da indústria paulista.
Resposta: Certo

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7. (ACAFE - PC/SC - 2008)


Correlacione as características regionais com a região correspondente.
( 1 ) Região Norte
( 2 ) Região Nordeste
( 3 ) Região Sul
( 4 ) Região Sudeste
( 5 ) Região Centro-Oeste
( ) Ocupação recente, com forte expansão da soja nas últimas décadas.
( ) Centro dinâmico da economia brasileira, megalópole em formação.
( ) Baixa densidade demográfica no interior, principais cidades no litoral.
( ) Elevada biodiversidade, baixa densidade demográfica, extrativismo.
( ) Ocupação recente proveniente da Europa.
A seqüência correta, de cima para baixo, é:
a) 5-4-2-1-3
b) 4-2-5-3-1
c) 3-5-1-4-2
d) 2-1-4-5-3
RESOLUÇÃO:
Região Centro-Oeste: Ocupação recente, com forte expansão da soja nas últimas décadas.
Região Sudeste: Centro dinâmico da economia brasileira, megalópole em formação.
Região Nordeste: Baixa densidade demográfica no interior, principais cidades no litoral.
Região Norte: Elevada biodiversidade, baixa densidade demográfica, extrativismo.
Região Sul: Ocupação recente proveniente da Europa.
Resposta: A

8. (FEPESE - Prefeitura de Rio das Antas/SC - 2018)


Analise as afirmativas abaixo acerca das sub-regiões do Nordeste brasileiro:
1. A Região Nordeste pode ser dividida em três sub-regiões, a saber: a Zona da Mata, o Agreste e o Sertão.
2. A sub-região da Zona da Mata originalmente era recoberta pela Mata Atlântica.
3. A sub-região do Agreste é a mais industrializada e desenvolvida economicamente.
4. A denominação Zona da Mata Açucareira teve origem no período colonial e correspondia à área de cultivo
da cana-de-açúcar, que abrangia desde o Rio Grande do Norte até o norte da Bahia.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
a) São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.
b) São corretas apenas as afirmativas 3 e 4.
c) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
d) São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
e) São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.

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RESOLUÇÃO:
1. A Região Nordeste pode ser dividida em quatro sub-regiões: a Zona da Mata, o Agreste, o Sertão e o Meio-
Norte. ITEM INCORRETO.
2. ITEM CORRETO.
3. A sub-região da Zona da Mata é a mais industrializada e desenvolvida economicamente. ITEM INCORRETO.
4. ITEM CORRETO.
Resposta: A

9. (FUNDATEC - Prefeitura de Santa Rosa/RS - 2018)


A região Nordeste do Brasil pode ser dividida em sub-regiões, dentre elas, a “Meio-norte”, que possui como
características:
I. Configura-se como uma zona de transição entre o Sertão e a Amazônia.
II. O agroextrativismo é presente na região com a exploração das palmeiras de babaçu e carnaúba.
III. Predomínio do cultivo de cana-de-açúcar, em especial nos estados de Pernambuco e Alagoas.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas I e II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.
RESOLUÇÃO:
I. ITEM CORRETO.
II. ITEM CORRETO.
III. É na Zona da Mata, e não no Meio-Norte, que há predomínio do cultivo de cana-de-açúcar. ITEM
INCORRETO.
Resposta: B

10. (FUNDATEC - Prefeitura de Vacaria/RS - 2015)


Sobre a concentração de terras no Brasil, Almeida (2013) faz as seguintes considerações:
I. A maior concentração de terras está na região Nordeste. Além da herança colonial, a região passou por um
processo de modernização agrícola que introduziu a empresa rural de grandes propriedades.
II. A menor concentração de terras está na região Sul e está relacionada à colonização europeia que reproduziu
o modelo de pequenas propriedades de agricultura familiar, principalmente na Serra gaúcha e no Oeste
catarinense.
III. Na região Centro-Oeste predominam as grandes propriedades de pecuária extensiva, de soja e de algodão.
IV. Na região Norte, pequenas propriedades de ribeirinhos e posseiros disputam espaço com as grandes
propriedades que têm se instalado na nova fronteira agrícola.
Quais estão corretas?
a) Apenas I e III.
b) Apenas II e IV.
c) Apenas I, II e III.
d) Apenas II, III e IV.
e) I, II, III e IV.

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RESOLUÇÃO:
I. A maior concentração de terras está na região Nordeste. Além da herança colonial, que criou estruturas
concentradoras de terra, como as capitanias hereditárias e as sesmarias. ITEM CORRETO.
II. A menor concentração de terras está na região Sul e está relacionada à colonização europeia (italianos e
alemães, por exemplo) que reproduziu o modelo de pequenas propriedades de agricultura familiar,
principalmente na Serra gaúcha e no Oeste catarinense. ITEM CORRETO.
III. A região Centro-Oeste, forte no agronegócio, abriga grandes propriedades de pecuária extensiva, de soja e
de algodão. ITEM CORRETO.
IV. Na região Norte, pequenas propriedades de ribeirinhos e posseiros disputam espaço com as grandes
propriedades que têm se instalado na nova fronteira agrícola, avançando sobre território até então da
floresta. ITEM CORRETO.
Resposta: E

11. (TJ/SC - TJ/SC - 2011)


A regionalização do espaço brasileiro, oficializado pelo IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divide
o país em cinco macrorregiões geoeconômicas: Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Na região Nordeste
os espaços geográficos são muito diversificados. A natureza e a história dividiram o Nordeste em sub-regiões,
áreas menores que possuem uma série de características comuns que diferem uma das outras.
De acordo com o mapa, todas as sub-regiões estão identificadas e caracterizadas corretamente, EXCETO:

a) A letra “C” é a maior das sub-regiões do Nordeste, ocupada em sua maior parte pelo Polígono das Secas.
Cortada pelo rio São Francisco onde se destacam dois projetos de desenvolvimento para a região. Um,
polêmico, o de transposição das águas do São Francisco; outro, de sucesso, a fruticultura irrigada envolvendo
os municípios de juazeiro, na Bahia e Petrolina, em Pernambuco.
b) A letra “D” é o Agreste, região de transição entre a Zona da Mata úmida e o Sertão semiárido. Corresponde ao
topo do planalto da Borborema. As áreas mais úmidas são conhecidas como “brejos”, onde se pratica uma
policultura para abastecer as capitais litorâneas.
c) No Agreste da Paraíba se destaca a cidade de Campina Grande que por receber a instalação de diversas
empresas do setor, se destaca como polo tecnológico da região.

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d) A letra “B” corresponde à Zona da Mata, primeira região brasileira a ser ocupada e povoada. Recebe esta
denominação devido à ocorrência da Floresta Tropical Úmida ou Mata Atlântica que ainda recobre a maior
parte da região.
e) A letra “A” corresponde ao Meio Norte, compreendendo os Estados de Maranhão e Piauí. É uma faixa de
transição entre a Amazônia e o Sertão. Das palmeiras que predominam nesta sub-região podem ser extraídas
substâncias importantes para a economia da região.
RESOLUÇÃO:
a) ITEM CORRETO. Não é o gabarito.
b) ITEM CORRETO. Não é o gabarito.
c) ITEM CORRETO. Não é o gabarito.
d) A letra “B” corresponde à Zona da Mata, primeira região brasileira a ser ocupada e povoada. Recebe esta
denominação devido à ocorrência da Mata Atlântica, praticamente extinta e substituída por cana de açúcar.
Item incorreto. Gabarito da questão. ITEM INCORRETO
e) ITEM CORRETO. Não é o gabarito.
Resposta: D

12. (MetroCapital Soluções - Prefeitura de Conchas/SP - 2019)


Das regiões abaixo, assinale aquela que mais recebeu imigrantes europeus, principalmente alemães, italianos e
poloneses:
a) Região Centro-Oeste.
b) Região Nordeste.
c) Região Norte.
d) Região Sudeste.
e) Região Sul.
RESOLUÇÃO:
A Região Sul, em termos populacionais, é caracterizada pela presença de imigrantes europeus “recentes” que
contribuíram para o desenvolvimento da economia local, baseada na pequena e média propriedade rural de
policultura (cultivo de vários produtos agrícolas). O Rio Grande do Sul recebeu principalmente imigrantes italianos,
eslavos e alemães. Em Santa Catarina, açorianos colonizaram o litoral; alemães, a região norte; e italianos, o
planalto e a porção oeste. No Paraná, chegaram italianos, alemães e japoneses; mais recentemente, chegaram
também paraguaios na fronteira oeste.
Resposta: E

13. (RBO - Prefeitura de Porto Ferreira/SP - 2012)


Qual região do território brasileiro atualmente tem como principal atividade econômica a criação de gado?
a) Região Sul.
b) Região Centro-oeste.
c) Região Sudeste.
d) Região Norte.

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RESOLUÇÃO:
O Centro-Oeste é onde estão os maiores rebanhos bovinos do país.
A expansão da pecuária foi facilitada pela existência dos cerrados, já que a vegetação rasteira e aberta favorece a
circulação dos animais e serve como pasto nativo. O sistema de criação é, de modo geral, extensivo.
Resposta: B

14. (RBO - Prefeitura de Porto Ferreira/SP - 2012)


Qual a região brasileira onde ocorre o extrativismo vegetal com maior intensidade?
a) Região Sudeste, com extração de madeira da mata atlântica.
b) Região Norte, com a extração de borracha, castanhas e madeira.
c) Região Sul, com extração de araucária.
d) Região Centro-oeste com extração de borracha, babaçu e erva-mate.
RESOLUÇÃO:
Região brasileira onde ocorre o extrativismo vegetal com maior intensidade. A extração vegetal na região Norte
é favorecida pela abundância e variedade dos produtos encontrados em toda a floresta Amazônica. A maior
parte da produção e do comércio de exportação desses produtos é tradicionalmente organizada por empresas que
controlam uma determinada área, geralmente a bacia de um pequeno rio, uma vez que os rios são, muitas vezes,
as únicas vias de escoamento disponíveis.
Resposta: B

15. (SC TREINAMENTOS - Prefeitura de Porto Belo/SC - 2017)


Assinale a alternativa INCORRETA sobre a agricultura brasileira:
a) Na região Sul do país, a produção agrícola, entre outras coisas, é caracterizada pela ocupação histórica de
grupos imigrantes europeus;
b) Uma das principais características da agricultura brasileira é o fato de a propriedade da terra ser muito bem
distribuída;
c) A região Centro-Oeste é uma área em que se expande o cultivo pela produção mecanizada em direção à
Amazônia e, por isso, vem pressionando a expansão da fronteira agrícola para o norte do país;
d) O Brasil se destaca no mercado mundial como exportador de alguns produtos agrícolas: café, açúcar, soja, suco
de laranja. Entretanto, para abastecer o mercado interno de consumo, há a necessidade de importação de
alguns produtos, com destaque para o trigo.
RESOLUÇÃO:
O único item incorreto é a alternativa B.
Ora, é de conhecimento público e notório que o Brasil é caracterizado por uma estrutura fundiária altamente
desigual e injusta, em que poucos possuem muitas terras e a grande maioria da população possui pouca ou
nenhuma.
Resposta: B

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16. (ACEP - BNB - 2010)


Leia atentamente o texto a seguir.
“A primeira área do Brasil ocupada pelo colonizador europeu sempre foi, e continua sendo, a mais importante
subregião do espaço geoeconômico nordestino. Reúne os principais centros urbanos e industriais e as duas mais
importantes monoculturas latifundiárias de exportação do Nordeste. Reúne também grande parte dos problemas que
afetam o Nordeste: pobreza, desemprego, subemprego, favelas, elevadas taxas de mortalidade infantil, forte
concentração da renda e das terras”
A Região Nordeste do Brasil é dividida em quatro subregiões. Assinale a alternativa que apresenta a subregião
citada no texto com suas respectivas características.
a) Meio Norte - com destaque para a cidade de São Luís, fundada pelos franceses, e as culturas de exportação em
grandes propriedades: a cana-de-açúcar e o arroz.
b) Sertão - com destaque para a Região Metropolitana de Fortaleza, uma das maiores concentrações industriais
do Nordeste. O binômio: gado-algodão nas grandes fazendas, além de caracterizar esta subregião, é o forte da
sua exportação
c) Agreste - destacam-se as cidades: Campina Grande e Caruaru, com a maior bacia leiteira regional. O artesanato
de barro do Mestre Vitalino e o babaçu da Mata dos Cocais são os produtos de exportação.
d) Zona da Mata - as cidades do Recife e Salvador destacam-se como centros industriais e concentrações
populacionais. As culturas da cana-de-açúcar e do cacau, em grandes propriedades, são os produtos de
exportação.
e) Recôncavo Baiano - com destaque para a cidade de Salvador, que já foi capital do Brasil. As culturas da mamona
e do babaçu, em grandes propriedades, têm elevada importância na exportação
RESOLUÇÃO:
a) Meio Norte - com destaque para a cidade de São Luís, fundada pelos franceses, e o extrativismo vegetal, a
pecuária extensiva e o cultivo do arroz e do algodão. ITEM INCORRETO.
b) Sertão - com destaque para a Região Metropolitana de Fortaleza, uma das maiores concentrações
industriais do Nordeste. A pecuária e o cultivo irrigado de frutas e flores é destaque nesta subregião. ITEM
INCORRETO.
c) Agreste – Pecuária extensiva, nos trechos mais secos; e agricultura de subsistência e a pecuária leiteira,
nos trechos mais úmidos. ITEM INCORRETO.
d) ITEM CORRETO.
e) O Recôncavo Baiano não é uma sub-região do Nordeste. ITEM INCORRETO.
Resposta: D

17. (CONPASS - Prefeitura de Betânia/PE - 2013)


A produção agrícola no Brasil se apresenta de diferentes formas pelo espaço geográfico brasileiro, havendo
regiões com maior avanço, em contrapartida outras regiões com grande atraso de mecanização no campo. Na
região Sudeste e Sul:
a) Destaca-se a produção de cana-de-açúcar, além do cultivo de laranja, café, fumo, soja, milho e uva, são essas
regiões que apresentam maior mecanização agrícola.
b) Tem na produção de soja e na pecuária de corte sua grande força, possui maiores rebanhos do país com
importantes frigoríficos.
c) Apresenta graves problemas no campo resultante da mecanização e do clima semiárido, dificultando a
produção de muitos cultivos, além da criação de gado.

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d) Há o desenvolvimento de frutas tropicais por meio da agricultura irrigada nas áreas mais secas e do cultivo da
cana-de-açúcar nas áreas litorâneas.
e) A pobreza de nutrientes no solo limita uma maior produção agrícola, mesmo assim se desenvolve a pecuária
leiteira que é cada vez maior nessas regiões.
RESOLUÇÃO:
a) ITEM CORRETO.
b) É o Centro-Oeste que tem na produção de soja e na pecuária de corte sua grande força, possui maiores
rebanhos do país com importantes frigoríficos. ITEM INCORRETO.
c) É o Nordeste que apresenta graves problemas no campo resultante do clima semiárido, dificultando a
produção de muitos cultivos. ITEM INCORRETO.
d) É o Nordeste que desenvolvimento de frutas tropicais por meio da agricultura irrigada nas áreas mais secas
e do cultivo da cana-de-açúcar nas áreas litorâneas. ITEM INCORRETO.
e) O Sul e o Sudeste não são caracterizados por solos pobres. ITEM INCORRETO.
Resposta: A

18. (CESPE/CEBRASPE - SLU/DF - 2019)


Inovações técnicas e organizacionais na agricultura concorrem para criar um novo uso do tempo e um novo uso da
terra. O aproveitamento de momentos vagos no calendário agrícola ou o encurtamento dos ciclos vegetais, a
velocidade da circulação de produtos e de informações, a disponibilidade de crédito e a preeminência dada à
exportação constituem, certamente, dados que vão permitir reinventar a natureza, modificando-se solos, criando-se
sementes e, até mesmo, buscando-se, ainda que pontualmente, impor leis ao clima. Eis o novo uso agrícola do território
no período técnico-científico-informacional.
Milton Santos e María Silveira. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. 2005, p. 118 (com adaptações).
Julgue o item seguinte, relativo ao assunto abordado no fragmento de texto anterior e à dinâmica socioeconômica
do território brasileiro.
A produção de café no Brasil partiu historicamente do Sudeste, mas o agronegócio cafeicultor tem feito a
produção contemporânea desse insumo migrar com intensidade para a região Centro-Oeste, seguindo a direção
dos estados situados a noroeste do país.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
A produção do café permanece basicamente no Sudeste brasileiro.
A cultura que tem feito a produção contemporânea migrar com intensidade para a região Centro-Oeste, seguindo
a direção dos estados situados a noroeste do país, é a da soja, por meio da expansão da fronteira agrícola nos
estados do Maranhão, Bahia, Piauí e Tocantins.
Resposta: Errado

19. (MPE/GO - MPE/GO - 2018)


O Estatuto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estabeleceu uma divisão territorial que divide o Brasil em
cinco regiões: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste.
“Possui a segunda maior extensão territorial somando 1.606.371,505 km². De acordo com dados divulgados no ano de
2013 pelo IBGE, possui uma população de aproximadamente 14,95 milhões de habitantes, sendo que a densidade
demográfica é de aproximadamente 9,4 habitantes para cada km². A economia da região está baseada de uma forma

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geral na agricultura e na pecuária de bovinos, equinos e bufalinos. Apresenta um clima tropical semiúmido e duas
estações bem definidas. O inverno é ameno e seco e o verão é quente, úmido e chuvoso. Muito marcada pelos processos
erosivos do tempo geológico, a região possui muitos planaltos e planícies, sem grandes áreas de depressão. Os
principais rios da região são o rio Xingu, rio Juruena, rio Teles Pires, rio Paraguai, rio Araguaia, rio Paraná e rio
Tocantins. Além disso, a região abriga três usinas hidrelétricas e tem como predominância a produção de alguns
principais produtos agrícolas, como o milho, soja, mandioca, arroz, feijão, café, abóbora, trigo e amendoim.”
O texto acima se refere à seguinte região do Brasil:
a) Norte.
b) Sul.
c) Sudeste.
d) Centro-Oeste.
e) Nordeste.
RESOLUÇÃO:
É o Centro-Oeste que tem sua economia baseada de uma forma geral na agricultura e na pecuária de bovinos,
equinos e bufalinos.
Por causa dos rios citados, o candidato, eventualmente, pode ficar em dúvida entre as regiões Norte e Centro-
Oeste. A questão fala, porém, que esta região apresenta a SEGUNDA maior área territorial. Ora, como o Norte é
a região com a MAIOR área, este não pode ser o nosso gabarito.
Resposta: D

20. (FUNDATEC - Prefeitura de Tapejara/RS - 2015)


“Coexistem no Brasil a pecuária que utiliza modernas técnicas de criação, como a zootecnia, com alta produtividade,
e a pecuária que apresenta baixa rentabilidade, baixa qualidade de grande parte de seus rebanhos e baixa fertilidade
por causa da desnutrição e da alta incidência de moléstias.” (ALMEIDA, 2013).
Sobre a pecuária brasileira, Almeida faz as seguintes afirmações:
I. O rebanho bovino é o maior do país e está concentrado na região Nordeste.
II. No Pantanal Mato-grossense, na maioria das propriedades, o gado é criado solto no pasto, no sistema de
pecuária extensiva.
III. As regiões Sudeste e Sul empregam as técnicas mais avançadas na criação de gado e, por isso, obtêm a mais
alta produtividade.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas I e II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.
RESOLUÇÃO:
I. O rebanho bovino é o maior do país e está concentrado na região Centro-Oeste. ITEM INCORRETO.
II. ITEM CORRETO.
III. ITEM CORRETO.
Resposta: D

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21. (NUCEPE - SEDUC/PI - 2015)


A extensão territorial brasileira é uma das características mais expressivas do país, sendo seu território
diversificado, tanto no sentido fisiográfico como nos aspectos socioeconômicos e culturais.
Assinale a alternativa INCORRETA no que se refere às regiões brasileiras.
a) A região Nordeste apresentou ocupação econômica pontual baseada na agricultura e em fazendas de gado.
b) As regiões Sul e Sudeste são caracterizadas pela presença mais consolidada do conhecimento científico, da
técnica e da informação.
c) A produção industrial brasileira se concentrava na região Sudeste na década de 1970 do século passado.
d) O Centro-Oeste através da exploração do seu cerrado aparece como uma das regiões mais produtivas do Brasil.
e) O Norte ganha destaque no rearranjo industrial nacional a partir do aumento de estabelecimentos industriais
nos últimos cinco anos.
RESOLUÇÃO:
O único item errado é a alternativa E, já que o destaque industrial do Norte vem desde a instalação da Zona Franca
de Manaus, na década de 1960.
Resposta: E

22. (CONSESP - Prefeitura de Ribeirão Bonito/SP - 2017)


"As regiões são o suporte e a condição de relações globais que de outra forma não se realizariam." (Milton Santos).
Sabe-se também que, para regionalizar, há a necessidade de critérios de acordo com objetivos e/ou interesses,
como vegetação, ordem física, população etc. Dessa forma, assinale, nas alternativas abaixo, aquela que relaciona
corretamente o produto produzido e a região em que ele ocorre.
a) O Parque Nacional do Jalapão é uma região em que intercala áreas arenosas com campos de araucárias.
b) A maior produção de arroz para consumo no país ocorre nas várzeas alagadas dos rios do Rio Grande do Sul.
c) O norte do Paraná é a principal área produtora de laranja, cuja produção é industrializada e exportada para os
EUA.
d) O estado de São Paulo, desde os tempos do Império, é o maior produtor de café, produto que foi o responsável
pela ocupação, expansão ferroviária e industrialização do Sudeste.
RESOLUÇÃO:
a) O Parque Nacional do Jalapão está localizado no estado do Tocantins, na região Norte. Já as araucárias estão
presentes no Sul do país. ITEM INCORRETO.
b) ITEM CORRETO.
c) São Paulo é o maior estado produtor de laranjas do Brasil. ITEM INCORRETO.
d) Atualmente, Minas Gerais é o maior produtor de café do Brasil. ITEM INCORRETO.
Resposta: B

23. (FGV - IBGE - 2016)


“(...) De outro lado, o número de gaúchos que, a partir de 1940, passaram a habitar outras unidades da Federação,
também cresceu. A emigração no Estado aumentou significativamente até os anos 70, tendo como destinos
preferenciais Santa Catarina e Paraná. Nas décadas seguintes o fluxo de gaúchos teve como destino predominante a
região Centro-Oeste. Em 2010 o Censo identificou 1.066.500 gaúchos residindo em outros estados brasileiros.”
Fonte: Atlas Socioeconômico do Estado do Rio Grande do Sul. Disponível em: http://www.atlassocioeconomico.rs.gov.br

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O Centro-Oeste recebeu um contingente significativo de migrantes do Rio Grande do Sul, sobretudo a partir da
década de 1980, em função:
a) do extrativismo da erva-mate;
b) da proliferação dos tecnopolos;
c) da expansão da fronteira agrícola;
d) da polarização das metrópoles;
e) do crescimento da silvicultura.
RESOLUÇÃO:
a) O extrativismo da erva-mate ocorre na região Sul. ITEM INCORRETO.
b) Os principais tecnolopolos do Brasil estão na região Sudeste. ITEM INCORRETO.
c) ITEM CORRETO.
d) As principais metrópoles estão no Sudeste. ITEM INCORRETO.
e) A produção do Centro-Oeste não é caracterizada por um aumento da silvicultura na região. ITEM
INCORRETO.
Resposta: C

24. (CESGRANRIO - IBGE - 2013)


No Centro-Oeste, na BR-163, uma das principais fronteiras consolidadas da agricultura moderna no estado de Mato
Grosso, particularmente na área por nós denominada de área concentrada da soja, representada por Lucas do Rio
Verde, Nova Mutum, Sorriso, Tapurah, Nova Ubiratã e Diamantino, vem-se instalando recentemente uma nova cadeia
produtiva, a de carnes. A base do novo front é constituída por cadeias identificadas com produtos agrícolas específicos,
como a soja e o milho.
BERNARDES, J. O novo tempo do capital no cerrado: a criação de novos territórios produtivos. In: Bernardes, J. e Aracri, L.
(Org.). Espaço e circuitos produtivos. Rio de Janeiro: Arquimedes, 2010, p.16. Adaptado.
Na base desse novo front, a cadeia produtiva mencionada é identificada também pelo cultivo agrícola de
a) açaí
b) café
c) dendê
d) algodão
e) erva-mate
RESOLUÇÃO:
Conhecido como o celeiro do Brasil, o Centro-Oeste se tornou um dos mais importantes produtores agrícolas
do país, destacando-se, dentre as suas atividades, a produção de:
• ALGODÃO (a maior do país);
• SOJA (a maior do país);
• MILHO (a maior do país); e
• Arroz.
O Centro-Oeste tornou-se também o principal criador de gado bovino.
Resposta: D

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25. (FCC - SABESP - 2019)


Do babaçu, nada se perde. Da palha, cestos. Das folhas, o teto das casas. Da casca, carvão. Do caule, adubo. Das
amêndoas, óleo, sabão e leite de coco. Do mesocarpo, uma farinha altamente nutritiva. O tempo que o cacho com os
cocos leva para cair é de exatos 9 meses. E é quando caem que entram em ação as quebradeiras de coco babaçu, grupo
de cerca de 300 mil mulheres espalhadas em comunidades camponesas de vários estados brasileiros.
(Disponível em: https://reporterbrasil.org.br. Acesso em 23.mar.2019)
A tradicional atividade das quebradeiras de coco ocorre nas regiões
a) Centro-Oeste e Sul.
b) Nordeste e Sul.
c) Sudeste e Sul.
d) Nordeste e Norte.
e) Norte e Centro-Oeste.
RESOLUÇÃO:
A tradicional atividade das quebradeiras de coco ocorre nas regiões Norte e Nordeste.
No Nordeste, especificamente, esta atividade ocorre na sub-região do Meio-Norte.
Resposta: D

26. (CESGRANRIO - IBGE - 2013)


A economia brasileira cresceu com força no segundo trimestre. Com a ajuda da safra recorde, a agropecuária foi um
dos principais destaques do PIB, com a soja à frente desse desempenho. A previsão do IBGE é de aumento de 23,7%
na quantidade produzida em 2013, para um crescimento de 10,8% da área plantada. Somente de soja, foram
exportadas 17,5 bilhões de toneladas no início do ano. A soja, sozinha, respondeu por 12,6% das exportações totais.
ALMEIDA, C., CARNEIRO, L. e VIEIRA, S. PIB surpreende e cresce 1,5% O Globo, 31 ago. 2013. p. 29. Adaptado.
Na fronteira agrícola brasileira, o desempenho dessa produção para a exportação está mais consolidado na
agricultura modernizada da região
a) Sul
b) Norte
c) Sudeste
d) Nordeste
e) Centro-Oeste
RESOLUÇÃO:
Na fronteira agrícola brasileira, o desempenho dessa produção para a exportação está mais consolidado na
agricultura modernizada da região Centro-Oeste.
Atualmente, esta fronteira agrícola está se expandindo para porções do Norte e do Nordeste.
Resposta: E

27. (GANZAROLI - Prefeitura de Itapaci/GO - 2019)


"A soja ocupou os espaços remanescentes da economia e do território regional e avançou sobre áreas de pecuária
extensiva com base no arrendamento de terras e sobre a agricultura colonial, deslocando produtos destinados ao
autoabastecimento regional e pressionando a saída de trabalhadores, de produtores sem terra e de pequenos
proprietários. A ocupação de áreas que haviam ficado à margem do complexo agroindustrial da soja permitiu reter, na
região, a pequena produção desarticulada com a expansão de cultivos modernos ou desalojada com a construção de

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barragens para a produção de energia hidrelétrica. Por outro lado, a expansão do sistema de integração de pequenos
produtores à indústria viabilizou, através do desenvolvimento de atividades compatíveis com reduzidas extensões de
terra - avicultura e suinocultura confinadas e cultivo do tabaco para a produção de fumo -, a permanência de pequenos
produtores cujos estabelecimentos não apresentavam escala adequada à implantação da lavoura mecanizada de
grãos".
Este texto refere-se à agricultura da:
a) Região Sul
b) Região Centro-Oeste
c) Estado de São Paulo
d) Região Nordeste
RESOLUÇÃO:
Esta questão exige bastante interpretação textual.
Observe que o candidato mais afoito, que lê apenas as expressões “fronteiras agrícolas” e “soja”, marca logo a
alternativa B – “Centro-Oeste”.
Porém o texto continua e fala também de “pequenos produtores” e “desenvolvimento de atividades compatíveis
com reduzidas extensões de terra”, características dos produtores do Sul brasileiro, que desenvolviam “áreas de
pecuária extensiva com base no arrendamento de terras e sobre a agricultura colonial”.
Resposta: A

28. (FUNDATEC - Prefeitura de Corumbá/MS - 2018)


Segundo Almeida (2013), uma das principais características da estrutura fundiária brasileira é a concentração de
terras. A região que apresenta os maiores índices dessa concentração é o _______, enquanto a menor
concentração está na região _______.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
a) Norte – Sudeste
b) Nordeste – Sul
c) Centro-oeste – Norte
d) Sudeste – Nordeste
e) Sul – Norte
RESOLUÇÃO:
A região que apresenta os maiores índices de concentração fundiária, por causa do seu histórico colonial com
capitanias hereditárias e sesmarias, é o Nordeste.
Por conta da presença de colonos europeus cultivando pequenas porções de terras, e não grandes latifúndios como
no Nordeste, o Sul é a região que apresenta a menor concentração fundiária do país.
Resposta: B

29. (CESPE/CEBRASPE - Prefeitura de São Luís/MA - 2017)


Com cerca de 2 milhões de km², o cerrado abrange áreas de doze estados brasileiros: Pará, Maranhão, Piauí, Bahia,
Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Mato Grosso, Goiás e Tocantins. Imagens de satélite
mostram que 57% da área original do cerrado já estão desmatadas. Se a devastação continuar nesse ritmo, até 2030
o bioma pode desaparecer. A biodiversidade do cerrado também está ameaçada.
Lygia Terra et al. Conexões: estudos de geografia geral e do Brasil. 2.ª ed. São Paulo: Moderna, 2010, p. 333 (com adaptações).

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O desmatamento mencionado no texto decorre principalmente da


a) agricultura, do reflorestamento e da policultura.
b) pecuária, da policultura e da silvicultura.
c) mineração, da agricultura e da pecuária intensiva.
d) pecuária extensiva, da agricultura e das queimadas.
e) urbanização, do processo industrial e da silvicultura.
RESOLUÇÃO:
Sofre com a atividade garimpeira intensa, que contaminou os rios de mercúrio e contribuiu para seu assoreamento.
Nas últimas décadas, a pecuária extensiva, as monoculturas e a abertura de estradas também destruíram partes
significativas do cerrado, que tem menos de 2% de sua área original protegida em parques ou reservas.
Resposta: D

30. (CESPE/CEBRASPE - BNB - 2018)


Considerando as diversas temáticas que envolvem a região Nordeste do Brasil, julgue o item que se segue.
As regiões metropolitanas de Salvador, Recife e Fortaleza são polos de industrialização de destaque no Nordeste
brasileiro
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
No Nordeste, destacam-se as seguintes indústrias:
• Tecnologia de informação (Campina Grande, PB);
• Alpargatas (Campina Grande, PB e Santa Rita, PB);
• Vulcabras Azaleia (CE, BA e SE) e M. Dias Branco (CE).
Quanto à localização, podemos afirmar que as regiões metropolitanas de Salvador, Recife e Fortaleza são polos
de industrialização de destaque na região.
Resposta: Certo

31. (CESPE/CEBRASPE - BNB - 2018)


Considerando as diversas temáticas que envolvem a região Nordeste do Brasil, julgue o item que se segue.
A produtividade e o desenvolvimento tecnológico fazem do Nordeste uma região produtora de alguns gêneros
agrícolas de zonas temperadas, como a uva e o trigo, cultivados no estado da Bahia.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
Enquanto a Zona da Mata nordestina é conhecida historicamente por suas monoculturas, como a do cacau e da
cana, o sul da Bahia já se viu, no passado, também dependente de um único produto principal, o cacau.
Atualmente, a região vive um ciclo de expansão com o cultivo de eucalipto para produção de papel e celulose, da
Suzano, instalada em Mucuri, e da Veracel, entre Eunápolis e Belmonte. O Oeste baiano, por seu lado, destaca-se
pelas suas extensas plantações de soja.
A produtividade e o desenvolvimento tecnológico fazem do Nordeste uma região produtora de alguns gêneros
agrícolas de zonas temperadas, como a uva e o trigo, cultivados no estado da Bahia.
Resposta: Certo

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32. (CESPE/CEBRASPE - BNB - 2018)


Considerando as diversas temáticas que envolvem a região Nordeste do Brasil, julgue o item que se segue.
Matopiba, uma região de cerrado que abrange três estados nordestinos, é considerada uma fronteira agrícola no
Brasil, sendo responsável, em grande parte, pela produção brasileira de grãos.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
Essa questão possui uma pegadinha. Note que o item não fala que a Matopiba é formada exclusivamente por três
estados nordestinos, mas que ela é: “uma região de cerrado que abrange três estados nordestinos”. Ora, se a
Matopiba é formada por 1 estado do Norte e três do Nordeste, é lógico que o item está correto neste ponto.
O item também está perfeito ao dizer que a Matopiba é uma região de cerrado considerada uma fronteira agrícola
no Brasil, sendo responsável, em grande parte, pela produção brasileira de grãos.
Resposta certo
Resposta: Certo

33. (CESPE/CEBRASPE - IPHAN - 2018)


A dimensão continental do Brasil; a unidade territorial construída na sua formação econômica e política sobre uma
grande diversidade social; a grande heterogeneidade de sua economia; o tempo histórico diferenciado da formação,
consolidação e declínio ou transformação dessas economias regionais, com a constituição do “arquipélago regional”
que foi posteriormente articulado e integrado, propiciam o surgimento de agudas “questões regionais”, que requerem
estudos que busquem compreender a lógica do desenvolvimento e das relações entre essas várias economias espaciais
que constituem uma só economia nacional.
L. G. Neto e C. A. A. Brandão. Formação econômica do Brasil e a questão regional. Internet:<www.ufpa.br> (com
adaptações).
Tendo como referência o texto precedente, julgue o item seguinte, a respeito de questões regionais e dos
contrastes delas derivados.
O vale do São Francisco se destaca por seu potencial econômico, sendo reconhecido como um grande produtor
de frutas do país.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
O Vale do São Francisco é a região drenada pela bacia do rio São Francisco e seus afluentes, localizando-se,
principalmente, nos estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.
No Vale há um polo de desenvolvimento tecnológico da fruticultura irrigada, implantado pela Companhia de
Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e a iniciativa privada, com apoio da
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Resposta: Certo

34. (CESPE/CEBRASPE - IPHAN - 2018)


A dimensão continental do Brasil; a unidade territorial construída na sua formação econômica e política sobre uma
grande diversidade social; a grande heterogeneidade de sua economia; o tempo histórico diferenciado da formação,
consolidação e declínio ou transformação dessas economias regionais, com a constituição do “arquipélago regional”

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que foi posteriormente articulado e integrado, propiciam o surgimento de agudas “questões regionais”, que requerem
estudos que busquem compreender a lógica do desenvolvimento e das relações entre essas várias economias espaciais
que constituem uma só economia nacional.
L. G. Neto e C. A. A. Brandão. Formação econômica do Brasil e a questão regional. Internet:<www.ufpa.br> (com
adaptações).
Tendo como referência o texto precedente, julgue o item seguinte, a respeito de questões regionais e dos
contrastes delas derivados.
O desenvolvimento de tecnologia apropriada à exploração do cerrado no centro-sul do Brasil possibilitou a
migração de capitais para o interior.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
É impossível pensar na transformação do Centro-Oeste como “celeiro agrícola” e principal região “criadora de
gado bovino” sem fazer uma correlação com as pesquisas de correção do solo, que permitiram o avanço da
fronteira agrícola sobre o cerrado.
Neste contexto, é importante anotar que a Embrapa foi a principal responsável pela adaptação da soja (e
também do milho, arroz, trigo e algodão) ao clima quente da região. Assim como na lavoura, a Embrapa também
contribuiu para implantação da pecuária de corte mais moderna e mais produtiva. No início, a Embrapa tinha uma
meta principal: expansão da fronteira agrícola. Agora, a meta é aumentar a produção sem que isso signifique
um aumento da área plantada.
Resposta: Certo

35. (CESPE/CEBRASPE - IPHAN - 2018)


A dimensão continental do Brasil; a unidade territorial construída na sua formação econômica e política sobre uma
grande diversidade social; a grande heterogeneidade de sua economia; o tempo histórico diferenciado da formação,
consolidação e declínio ou transformação dessas economias regionais, com a constituição do “arquipélago regional”
que foi posteriormente articulado e integrado, propiciam o surgimento de agudas “questões regionais”, que requerem
estudos que busquem compreender a lógica do desenvolvimento e das relações entre essas várias economias espaciais
que constituem uma só economia nacional.
L. G. Neto e C. A. A. Brandão. Formação econômica do Brasil e a questão regional. Internet:<www.ufpa.br> (com
adaptações).
Tendo como referência o texto precedente, julgue o item seguinte, a respeito de questões regionais e dos
contrastes delas derivados.
A produção e o escoamento de culturas altamente tecnificadas no meio norte do país tornou-se viável em função
da chegada da ferrovia Norte-Sul.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
A região Norte não é integrada com o resto do país por meio de ferrovias.
A chegada da BR Belém-Brasília foi importante para a região, que é basicamente integrada ainda por um sistema
hidroviário e aéreo.
Resposta: Errado

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36. (CESPE/CEBRASPE - IPHAN - 2018)


A dimensão continental do Brasil; a unidade territorial construída na sua formação econômica e política sobre uma
grande diversidade social; a grande heterogeneidade de sua economia; o tempo histórico diferenciado da formação,
consolidação e declínio ou transformação dessas economias regionais, com a constituição do “arquipélago regional”
que foi posteriormente articulado e integrado, propiciam o surgimento de agudas “questões regionais”, que requerem
estudos que busquem compreender a lógica do desenvolvimento e das relações entre essas várias economias espaciais
que constituem uma só economia nacional.
L. G. Neto e C. A. A. Brandão. Formação econômica do Brasil e a questão regional. Internet:<www.ufpa.br> (com
adaptações).
Tendo como referência o texto precedente, julgue o item seguinte, a respeito de questões regionais e dos
contrastes delas derivados.
A expansão da fronteira econômica no complexo regional da Amazônia desestrutura as formas de subsistência e
a cultura das comunidades da região.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
No Brasil, a fronteira agrícola se encontra atualmente na região Norte, tomando espaço de vastas porções da
Floresta Amazônica, e também na área que ficou conhecida como Matopiba, e que é formada pelos estados do
Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
Em relação aos estados, podemos ainda citar como regiões da fronteira agrícola os seguintes: Pará e Mato Grosso.
Por conta deste avanço, são ainda registrados vários conflitos na área da Floresta Amazônica decorrentes de
questões ambientais ou de “mera” luta por posse de terra. Dentre estes conflitos, ganhou destaque o caso de
Dorothy Stang, que era uma ativista norte-americana, mas naturalizada brasileira, que foi assassinada por
fazendeiros na cidade de Anapu (PA), em 2005. Com o desmatamento da Floresta Amazônica, muitas
comunidades indígenas perderam as suas terras ou tiveram os seus espaços reduzidos.
Assim, temos que a expansão da fronteira agrícola, especialmente na Amazônia Legal, é marcada por conflitos
entre assentados e grandes projetos agropecuários e de mineração e por intensa devastação e desperdício dos
recursos naturais e da biodiversidade, o que compromete o futuro da região.
Ou seja, a expansão da fronteira econômica no complexo regional da Amazônia é responsável por desestruturar
as formas de subsistência e a cultura das comunidades que historicamente ocupavam a região.
Resposta: Certo

37. (CESPE/CEBRASPE - Câmara dos Deputados - 2014)


No que se refere ao tema do desenvolvimento regional brasileiro, julgue o item que se segue.
Ocorrem, no Brasil, políticas regionais de desenvolvimento pautadas em renúncias e isenções fiscais, instrumentos
privilegiados que estimulam a atividade produtiva particular em determinadas regiões; entretanto não existem
mecanismos capazes de medir, com exatidão, quanto deixou de ser arrecadado em impostos pela aplicação dessas
políticas.
( ) Certo ( ) Errado

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RESOLUÇÃO:
No Brasil, essas políticas regionais de desenvolvimento pautadas em renúncias e isenções fiscais, instrumentos
privilegiados que estimulam a atividade produtiva particular em determinadas regiões, não são acompanhadas
por mecanismos capazes de medir, com exatidão, quanto deixou de ser arrecadado em impostos pela aplicação
dessas políticas.
No momento da concessão dos benefícios fiscais o governo até estipula quanto deixa de ser arrecado ao longo de
determinado período, mas não há um acompanhamento efetivo para saber, com exatidão, quanto deixou de ser
arrecadado.
Resposta: Certo

38. (CESPE/CEBRASPE - Prefeitura de São Cristóvão/SE - 2019)


No que se refere à história ambiental do desmatamento e da transformação de vegetação nativa do cerrado, julgue
o item a seguir.
A partir de 2005, o cultivo de cana-de-açúcar para a produção de biocombustíveis tornou-se um novo fator de
transformação da paisagem do cerrado.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
Um relatório divulgado em 2007, pelo Programa de Meio Ambiente da ONU, afirma que o cultivo de lavouras para
a produção de etanol representa uma ameaça à biodiversidade do cerrado brasileiro.
Segundo o relatório Panorama do Meio Ambiente Global:

"O Brasil espera dobrar a produção de etanol, um biocombustível 'moderno', nas próximas duas
décadas. (...) Para produzir matéria-prima vegetal suficiente para alcançar esses objetivos, a área
cultivada está crescendo rapidamente (...). O crescimento das fazendas coloca em risco regiões
ecológicas inteiras, como o cerrado."
Resposta: Certo

39. (CESPE/CEBRASPE - SLU/DF - 2019)


Se houve alguma transformação na economia política do capitalismo do final do século XX, cabe-nos estabelecer quão
profunda e fundamental pode ter sido a mudança. São abundantes os sinais e as marcas de modificações radicais em
processos de trabalho, hábitos de consumo, configurações geográficas e geopolíticas, poderes e práticas do Estado etc.
No Ocidente, a produção em função de lucros permanece como o princípio organizador básico da vida econômica.
David Harvey. Condição pós-moderna. 2012, p. 117 (com adaptações)
Tendo esse fragmento de texto como referência inicial, julgue o item que se segue, acerca do processo de
produção capitalista a partir da segunda metade do século XX e seus desdobramentos no espaço geográfico.
No Brasil, as desigualdades na divisão espacial do trabalho estão atreladas ao determinismo regional e sua
dialética é fruto da linearidade histórica.
( ) Certo ( ) Errado

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RESOLUÇÃO:
No Brasil, as desigualdades na divisão espacial do trabalho são fruto de desdobramentos políticos e econômico-
sociais, como a decisão do setor público ou privado de fazer investimentos na região x ou y.
Não há um determinismo regional que sela a “sorte” de uma localidade. Em nosso país, por exemplo, o Nordeste
já foi por séculos o centro político e econômico mais importante que tivemos – posição atualmente ocupada pelo
Sudeste. Ou seja, se houvesse um determinismo, o Nordeste jamais teria sido a região mais rica e populosa, como
já foi.
Ademais, porções do Centro-Oeste e do Nordeste brasileiros passaram por grandes transformações tecnológicas
que permitiram que áreas antes impróprias para a agropecuária, por exemplo, passassem a apresentar alta
produtividade neste setor da economia.
Resposta: Errado

40. (CESPE/CEBRASPE - ABIN - 2018)


Julgue o item subsequente, a respeito da evolução da estrutura fundiária rural e dos movimentos demográficos no
território brasileiro.
A geração de emprego altamente especializado intensifica a divisão social do trabalho no campo e a concentração
de empregos nos complexos agroindustriais especializados localizados em cidades médias, acima de 100 mil
habitantes, bem como o trabalho sazonal, causando um processo migratório recente no Brasil: a migração
descendente (de cidades pequenas para cidades médias) de profissionais especializados no agronegócio que
migram em razão do período de safra e entressafra.
( ) Certo ( ) Errado
RESOLUÇÃO:
A desconcentração industrial, em especial, demonstra como importante segmento da mão-de-obra tem se
deslocado das grandes cidades para as pequenas e médias, já que este fenômeno é influenciado, dentre outros
fatores, pela busca de qualidade de vida e o menor custo destas cidades. Essas migrações, em especial, ajudam a
diminuir a distância de qualificação entre trabalhadores dos grandes centros urbanos e as cidades menores.
No Brasil, a geração de emprego altamente especializado intensifica a divisão social do trabalho no campo e a
concentração de empregos nos complexos agroindustriais especializados localizados em cidades médias, acima
de 100 mil habitantes, bem como o trabalho sazonal, causando um processo migratório recente: a migração
descendente (de metrópoles para cidades médias do interior) de profissionais especializados no agronegócio que
migram em razão do período de safra e entressafra.

MIGRAÇÃO ASCENDENTE: Refere-se àquela partindo de localidades menores para as


cidades maiores, ou seja, as chamadas cidades grandes.
MIGRAÇÃO DESCENDENTE: Ocorre quando um indivíduo, com um nível tecnológico
maior, migra em direção a uma localidade com uma base tecnológica menor

Resposta: Errado

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LISTA DE QUESTÕES
1. (CESPE - Prefeitura de São Luís/MA - 2017)
A respeito da divisão inter-regional do trabalho no Brasil, assinale a opção correta.
a) A região Sul, apesar de eminentemente industrial, impulsiona a economia nacional por meio de seu setor
terciário.
b) A região Sudeste coordena o mercado nacional e exporta, unicamente, produtos do setor primário.
c) A região Centro-Oeste está voltada para a exportação de produtos agrícolas, principalmente o cacau e o
fumo.
d) A produção de alimentos do Nordeste, apesar da semiaridez da região, é suficiente para abastecer as demais
regiões brasileiras.
e) Em sua maior parte, o PIB da região Norte advém da exportação de matéria-prima, especialmente minérios.

2. (CESPE - ABIN - 2018)


Com referência à divisão inter-regional do trabalho e da produção no Brasil, julgue o item a seguir.
A Zona Franca de Manaus é uma concentração industrial que, apesar de distar dos grandes centros urbanos e
consumidores do centro-sul do país, se articula a praticamente todo o território nacional, ilustrando o processo de
privatização do território por meio do uso privado de recursos públicos.
( ) Certo ( ) Errado

3. (CESPE - SEDF - 2017)


Com relação aos processos de regionalização no Brasil e no mundo, julgue o item subsequente.
Décadas depois da implementação do primeiro órgão responsável pelos estudos de planejamento macrorregional
no Brasil, a SUDENE, os principais problemas e disparidades regionais do país persistem.
( ) Certo ( ) Errado

4. (FGV - IBGE - 2016)


Na década de 1990, a abertura da economia brasileira à concorrência internacional e as estratégias de atração de
investimentos voltados para a competição globalizada impuseram a adoção de novas formas de intervenção na
região Nordeste. Entre as novas formas de intervenção na região, destaca-se:
a) o estímulo à expansão do cultivo de grãos no Agreste;
b) a instalação do polo petroquímico de Camaçari, na Bahia;
c) o apoio ao desenvolvimento de polos de fruticultura irrigada;
d) o estabelecimento de cotas de produção de açúcar para os estados;
e) a criação da região de planejamento do Vale do São Francisco.

5. (FGV - SEDUC/AM - 2014)


O modelo de desenvolvimento econômico brasileiro, a partir dos anos 1950, levou a significativas transformações
na forma de ocupação do território e na distribuição espacial da produção e da população.
A partir do fragmento acima, assinale a opção que apresenta corretamente transformações ocorridas até a década
de 1980.

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a) O país passa a dispor de um parque industrial integrado setorialmente, capaz de ser posto a serviço de
diferentes estratégias de crescimento.
b) As atividades informais sofrem redução e ocorre decréscimo nos serviços e equipamentos de uso coletivo.
c) A concentração espacial da atividade industrial se acentua e diminui a integração produtiva das diversas
regiões brasileiras.
d) A mudança espacial da produção agropecuária se deu, principalmente, pelo avanço da produção nas áreas
de mata atlântica.
e) Os pontos mais distantes do território nacional estão interligados por complexas redes ferroviárias e de
telecomunicação.

6. (CESPE - MPOG - 2015)


A respeito dos efeitos da reestruturação produtiva no território brasileiro, que ocorreu como consequência da
revolução tecnocientífica informacional, a partir da segunda metade do século XX, julgue o próximo item.
A nova organização espacial da produção brasileira surgiu a partir da crise econômica dos anos 80 do século
passado e da crescente concorrência internacional, as quais resultam em uma dispersão espacial da produção
agropecuária e industrial, a partir da expansão da fronteira agrícola, da reestruturação de antigas regiões
produtivas agrícolas e pela desconcentração da indústria paulista.
( ) Certo ( ) Errado

7. (ACAFE - PC/SC - 2008)


Correlacione as características regionais com a região correspondente.
( 1 ) Região Norte
( 2 ) Região Nordeste
( 3 ) Região Sul
( 4 ) Região Sudeste
( 5 ) Região Centro-Oeste
( ) Ocupação recente, com forte expansão da soja nas últimas décadas.
( ) Centro dinâmico da economia brasileira, megalópole em formação.
( ) Baixa densidade demográfica no interior, principais cidades no litoral.
( ) Elevada biodiversidade, baixa densidade demográfica, extrativismo.
( ) Ocupação recente proveniente da Europa.
A seqüência correta, de cima para baixo, é:
a) 5-4-2-1-3
b) 4-2-5-3-1
c) 3-5-1-4-2
d) 2-1-4-5-3

8. (FEPESE - Prefeitura de Rio das Antas/SC - 2018)


Analise as afirmativas abaixo acerca das sub-regiões do Nordeste brasileiro:
1. A Região Nordeste pode ser dividida em três sub-regiões, a saber: a Zona da Mata, o Agreste e o Sertão.
2. A sub-região da Zona da Mata originalmente era recoberta pela Mata Atlântica.
3. A sub-região do Agreste é a mais industrializada e desenvolvida economicamente.
4. A denominação Zona da Mata Açucareira teve origem no período colonial e correspondia à área de cultivo
da cana-de-açúcar, que abrangia desde o Rio Grande do Norte até o norte da Bahia.

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Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.


a) São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.
b) São corretas apenas as afirmativas 3 e 4.
c) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
d) São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
e) São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.

9. (FUNDATEC - Prefeitura de Santa Rosa/RS - 2018)


A região Nordeste do Brasil pode ser dividida em sub-regiões, dentre elas, a “Meio-norte”, que possui como
características:
I. Configura-se como uma zona de transição entre o Sertão e a Amazônia.
II. O agroextrativismo é presente na região com a exploração das palmeiras de babaçu e carnaúba.
III. Predomínio do cultivo de cana-de-açúcar, em especial nos estados de Pernambuco e Alagoas.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas I e II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

10. (FUNDATEC - Prefeitura de Vacaria/RS - 2015)


Sobre a concentração de terras no Brasil, Almeida (2013) faz as seguintes considerações:
I. A maior concentração de terras está na região Nordeste. Além da herança colonial, a região passou por um
processo de modernização agrícola que introduziu a empresa rural de grandes propriedades.
II. A menor concentração de terras está na região Sul e está relacionada à colonização europeia que reproduziu
o modelo de pequenas propriedades de agricultura familiar, principalmente na Serra gaúcha e no Oeste
catarinense.
III. Na região Centro-Oeste predominam as grandes propriedades de pecuária extensiva, de soja e de algodão.
IV. Na região Norte, pequenas propriedades de ribeirinhos e posseiros disputam espaço com as grandes
propriedades que têm se instalado na nova fronteira agrícola.
Quais estão corretas?
a) Apenas I e III.
b) Apenas II e IV.
c) Apenas I, II e III.
d) Apenas II, III e IV.
e) I, II, III e IV.

11. (TJ/SC - TJ/SC - 2011)


A regionalização do espaço brasileiro, oficializado pelo IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divide
o país em cinco macrorregiões geoeconômicas: Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Na região Nordeste
os espaços geográficos são muito diversificados. A natureza e a história dividiram o Nordeste em sub-regiões,
áreas menores que possuem uma série de características comuns que diferem uma das outras.

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De acordo com o mapa, todas as sub-regiões estão identificadas e caracterizadas corretamente, EXCETO:

a) A letra “C” é a maior das sub-regiões do Nordeste, ocupada em sua maior parte pelo Polígono das Secas.
Cortada pelo rio São Francisco onde se destacam dois projetos de desenvolvimento para a região. Um,
polêmico, o de transposição das águas do São Francisco; outro, de sucesso, a fruticultura irrigada
envolvendo os municípios de juazeiro, na Bahia e Petrolina, em Pernambuco.
b) A letra “D” é o Agreste, região de transição entre a Zona da Mata úmida e o Sertão semi-árido. Corresponde
ao topo do planalto da Borborema. As áreas mais úmidas são conhecidas como “brejos”, onde se pratica
uma policultura para abastecer as capitais litorâneas.
c) No Agreste da Paraíba se destaca a cidade de Campina Grande que por receber a instalação de diversas
empresas do setor, se destaca como pólo tecnológico da região.
d) A letra “B” corresponde à Zona da Mata, primeira região brasileira a ser ocupada e povoada. Recebe esta
denominação devido à ocorrência da Floresta Tropical Úmida ou Mata Atlântica que ainda recobre a maior
parte da região.
e) A letra “A” corresponde ao Meio Norte, compreendendo os Estados de Maranhão e Piauí. É uma faixa de
transição entre a Amazônia e o Sertão. Das palmeiras que predominam nesta sub-região podem ser
extraídas substâncias importantes para a economia da região.

12. (MetroCapital Soluções - Prefeitura de Conchas/SP - 2019)


Das regiões abaixo, assinale aquela que mais recebeu imigrantes europeus, principalmente alemães, italianos e
poloneses:
a) Região Centro-Oeste.
b) Região Nordeste.
c) Região Norte.
d) Região Sudeste.
e) Região Sul.

13. (RBO - Prefeitura de Porto Ferreira/SP - 2012)


Qual região do território brasileiro atualmente tem como principal atividade econômica a criação de gado?
a) Região Sul.
b) Região Centro-oeste.
c) Região Sudeste.
d) Região Norte.

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14. (RBO - Prefeitura de Porto Ferreira/SP - 2012)


Qual a região brasileira onde ocorre o extrativismo vegetal com maior intensidade?
a) Região Sudeste, com extração de madeira da mata atlântica.
b) Região Norte, com a extração de borracha, castanhas e madeira.
c) Região Sul, com extração de araucária.
d) Região Centro-oeste com extração de borracha, babaçu e erva-mate.

15. (SC TREINAMENTOS - Prefeitura de Porto Belo/SC - 2017)


Assinale a alternativa INCORRETA sobre a agricultura brasileira:
a) Na região Sul do país, a produção agrícola, entre outras coisas, é caracterizada pela ocupação histórica de
grupos imigrantes europeus;
b) Uma das principais características da agricultura brasileira é o fato de a propriedade da terra ser muito bem
distribuída;
c) A região Centro-Oeste é uma área em que se expande o cultivo pela produção mecanizada em direção à
Amazônia e, por isso, vem pressionando a expansão da fronteira agrícola para o norte do país;
d) O Brasil se destaca no mercado mundial como exportador de alguns produtos agrícolas: café, açúcar, soja,
suco de laranja. Entretanto, para abastecer o mercado interno de consumo, há a necessidade de importação
de alguns produtos, com destaque para o trigo.

16. (ACEP - BNB - 2010)


Leia atentamente o texto a seguir.
“A primeira área do Brasil ocupada pelo colonizador europeu sempre foi, e continua sendo, a mais importante
subregião do espaço geoeconômico nordestino. Reúne os principais centros urbanos e industriais e as duas mais
importantes monoculturas latifundiárias de exportação do Nordeste. Reúne também grande parte dos problemas que
afetam o Nordeste: pobreza, desemprego, subemprego, favelas, elevadas taxas de mortalidade infantil, forte
concentração da renda e das terras”
A Região Nordeste do Brasil é dividida em quatro subregiões. Assinale a alternativa que apresenta a subregião
citada no texto com suas respectivas características.
a) Meio Norte - com destaque para a cidade de São Luís, fundada pelos franceses, e as culturas de exportação
em grandes propriedades: a cana-de-açúcar e o arroz.
b) Sertão - com destaque para a Região Metropolitana de Fortaleza, uma das maiores concentrações
industriais do Nordeste. O binômio: gado-algodão nas grandes fazendas, além de caracterizar esta
subregião, é o forte da sua exportação
c) Agreste - destacam-se as cidades: Campina Grande e Caruaru, com a maior bacia leiteira regional. O
artesanato de barro do Mestre Vitalino e o babaçu da Mata dos Cocais são os produtos de exportação.
d) Zona da Mata - as cidades do Recife e Salvador destacam-se como centros industriais e concentrações
populacionais. As culturas da cana-de-açúcar e do cacau, em grandes propriedades, são os produtos de
exportação.
e) Recôncavo Baiano - com destaque para a cidade de Salvador, que já foi capital do Brasil. As culturas da
mamona e do babaçu, em grandes propriedades, têm elevada importância na exportação

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17. (CONPASS - Prefeitura de Betânia/PE - 2013)


A produção agrícola no Brasil se apresenta de diferentes formas pelo espaço geográfico brasileiro, havendo
regiões com maior avanço, em contrapartida outras regiões com grande atraso de mecanização no campo. Na
região Sudeste e Sul:
a) Destaca-se a produção de cana-de-açúcar, além do cultivo de laranja, café, fumo, soja, milho e uva, são essas
regiões que apresentam maior mecanização agrícola.
b) Tem na produção de soja e na pecuária de corte sua grande força, possui maiores rebanhos do país com
importantes frigoríficos.
c) Apresenta graves problemas no campo resultante da mecanização e do clima semiárido, dificultando a
produção de muitos cultivos, além da criação de gado.
d) Há o desenvolvimento de frutas tropicais por meio da agricultura irrigada nas áreas mais secas e do cultivo
da cana-de-açúcar nas áreas litorâneas.
e) A pobreza de nutrientes no solo limita uma maior produção agrícola, mesmo assim se desenvolve a pecuária
leiteira que é cada vez maior nessas regiões.

18. (CESPE/CEBRASPE - SLU/DF - 2019)


Inovações técnicas e organizacionais na agricultura concorrem para criar um novo uso do tempo e um novo uso da
terra. O aproveitamento de momentos vagos no calendário agrícola ou o encurtamento dos ciclos vegetais, a
velocidade da circulação de produtos e de informações, a disponibilidade de crédito e a preeminência dada à
exportação constituem, certamente, dados que vão permitir reinventar a natureza, modificando-se solos, criando-se
sementes e, até mesmo, buscando-se, ainda que pontualmente, impor leis ao clima. Eis o novo uso agrícola do território
no período técnico-científico-informacional.
Milton Santos e María Silveira. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. 2005, p. 118 (com adaptações).
Julgue o item seguinte, relativo ao assunto abordado no fragmento de texto anterior e à dinâmica socioeconômica
do território brasileiro.
A produção de café no Brasil partiu historicamente do Sudeste, mas o agronegócio cafeicultor tem feito a
produção contemporânea desse insumo migrar com intensidade para a região Centro-Oeste, seguindo a direção
dos estados situados a noroeste do país.
( ) Certo ( ) Errado

19. (MPE/GO - MPE/GO - 2018)


O Estatuto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estabeleceu uma divisão territorial que divide o Brasil em
cinco regiões: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste.
“Possui a segunda maior extensão territorial somando 1.606.371,505 km². De acordo com dados divulgados no ano de
2013 pelo IBGE, possui uma população de aproximadamente 14,95 milhões de habitantes, sendo que a densidade
demográfica é de aproximadamente 9,4 habitantes para cada km². A economia da região está baseada de uma forma
geral na agricultura e na pecuária de bovinos, equinos e bufalinos. Apresenta um clima tropical semiúmido e duas
estações bem definidas. O inverno é ameno e seco e o verão é quente, úmido e chuvoso. Muito marcada pelos processos
erosivos do tempo geológico, a região possui muitos planaltos e planícies, sem grandes áreas de depressão. Os
principais rios da região são o rio Xingu, rio Juruena, rio Teles Pires, rio Paraguai, rio Araguaia, rio Paraná e rio
Tocantins. Além disso, a região abriga três usinas hidrelétricas e tem como predominância a produção de alguns
principais produtos agrícolas, como o milho, soja, mandioca, arroz, feijão, café, abóbora, trigo e amendoim.”

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O texto acima se refere à seguinte região do Brasil:


a) Norte.
b) Sul.
c) Sudeste.
d) Centro-Oeste.
e) Nordeste.

20. (FUNDATEC - Prefeitura de Tapejara/RS - 2015)


“Coexistem no Brasil a pecuária que utiliza modernas técnicas de criação, como a zootecnia, com alta produtividade,
e a pecuária que apresenta baixa rentabilidade, baixa qualidade de grande parte de seus rebanhos e baixa fertilidade
por causa da desnutrição e da alta incidência de moléstias.”
(ALMEIDA, 2013).
Sobre a pecuária brasileira, Almeida faz as seguintes afirmações:
I. O rebanho bovino é o maior do país e está concentrado na região Nordeste.
II. No Pantanal Mato-grossense, na maioria das propriedades, o gado é criado solto no pasto, no sistema de
pecuária extensiva.
III. As regiões Sudeste e Sul empregam as técnicas mais avançadas na criação de gado e, por isso, obtêm a mais
alta produtividade.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas I e II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.

21. (NUCEPE - SEDUC/PI - 2015)


A extensão territorial brasileira é uma das características mais expressivas do país, sendo seu território
diversificado, tanto no sentido fisiográfico como nos aspectos socioeconômicos e culturais.
Assinale a alternativa INCORRETA no que se refere às regiões brasileiras.
a) A região Nordeste apresentou ocupação econômica pontual baseada na agricultura e em fazendas de gado.
b) As regiões Sul e Sudeste são caracterizadas pela presença mais consolidada do conhecimento científico, da
técnica e da informação.
c) A produção industrial brasileira se concentrava na região Sudeste na década de 1970 do século passado.
d) O Centro-Oeste através da exploração do seu cerrado aparece como uma das regiões mais produtivas do
Brasil.
e) O Norte ganha destaque no rearranjo industrial nacional a partir do aumento de estabelecimentos
industriais nos últimos cinco anos.

22. (CONSESP - Prefeitura de Ribeirão Bonito/SP - 2017)


"As regiões são o suporte e a condição de relações globais que de outra forma não se realizariam." (Milton Santos).
Sabe-se também que, para regionalizar, há a necessidade de critérios de acordo com objetivos e/ou interesses,
como vegetação, ordem física, população etc. Dessa forma, assinale, nas alternativas abaixo, aquela que relaciona
corretamente o produto produzido e a região em que ele ocorre.

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a) O Parque Nacional do Jalapão é uma região em que intercala áreas arenosas com campos de araucárias.
b) A maior produção de arroz para consumo no país ocorre nas várzeas alagadas dos rios do Rio Grande do Sul.
c) O norte do Paraná é a principal área produtora de laranja, cuja produção é industrializada e exportada para
os EUA.
d) O estado de São Paulo, desde os tempos do Império, é o maior produtor de café, produto que foi o
responsável pela ocupação, expansão ferroviária e industrialização do Sudeste.

23. (FGV - IBGE - 2016)


“(...) De outro lado, o número de gaúchos que, a partir de 1940, passaram a habitar outras unidades da Federação,
também cresceu. A emigração no Estado aumentou significativamente até os anos 70, tendo como destinos
preferenciais Santa Catarina e Paraná. Nas décadas seguintes o fluxo de gaúchos teve como destino predominante a
região Centro-Oeste. Em 2010 o Censo identificou 1.066.500 gaúchos residindo em outros estados brasileiros.”
Fonte: Atlas Socioeconômico do Estado do Rio Grande do Sul. Disponível em: http://www.atlassocioeconomico.rs.gov.br
O Centro-Oeste recebeu um contingente significativo de migrantes do Rio Grande do Sul, sobretudo a partir da
década de 1980, em função:
a) do extrativismo da erva-mate;
b) da proliferação dos tecnopolos;
c) da expansão da fronteira agrícola;
d) da polarização das metrópoles;
e) do crescimento da silvicultura.

24. (CESGRANRIO - IBGE - 2013)


No Centro-Oeste, na BR-163, uma das principais fronteiras consolidadas da agricultura moderna no estado de Mato
Grosso, particularmente na área por nós denominada de área concentrada da soja, representada por Lucas do Rio
Verde, Nova Mutum, Sorriso, Tapurah, Nova Ubiratã e Diamantino, vem-se instalando recentemente uma nova cadeia
produtiva, a de carnes. A base do novo front é constituída por cadeias identificadas com produtos agrícolas específicos,
como a soja e o milho.
BERNARDES, J. O novo tempo do capital no cerrado: a criação de novos territórios produtivos. In: Bernardes, J. e Aracri, L.
(Org.). Espaço e circuitos produtivos. Rio de Janeiro: Arquimedes, 2010, p.16. Adaptado.
Na base desse novo front, a cadeia produtiva mencionada é identificada também pelo cultivo agrícola de
a) açaí
b) café
c) dendê
d) algodão
e) erva-mate

25. (FCC - SABESP - 2019)


Do babaçu, nada se perde. Da palha, cestos. Das folhas, o teto das casas. Da casca, carvão. Do caule, adubo. Das
amêndoas, óleo, sabão e leite de coco. Do mesocarpo, uma farinha altamente nutritiva. O tempo que o cacho com os
cocos leva para cair é de exatos 9 meses. E é quando caem que entram em ação as quebradeiras de coco babaçu, grupo
de cerca de 300 mil mulheres espalhadas em comunidades camponesas de vários estados brasileiros.
(Disponível em: https://reporterbrasil.org.br. Acesso em 23.mar.2019)

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A tradicional atividade das quebradeiras de coco ocorre nas regiões


a) Centro-Oeste e Sul.
b) Nordeste e Sul.
c) Sudeste e Sul.
d) Nordeste e Norte.
e) Norte e Centro-Oeste.

26. (CESGRANRIO - IBGE - 2013)


A economia brasileira cresceu com força no segundo trimestre. Com a ajuda da safra recorde, a agropecuária foi um
dos principais destaques do PIB, com a soja à frente desse desempenho. A previsão do IBGE é de aumento de 23,7%
na quantidade produzida em 2013, para um crescimento de 10,8% da área plantada. Somente de soja, foram
exportadas 17,5 bilhões de toneladas no início do ano. A soja, sozinha, respondeu por 12,6% das exportações totais.
ALMEIDA, C., CARNEIRO, L. e VIEIRA, S. PIB surpreende e cresce 1,5% O Globo, 31 ago. 2013. p. 29. Adaptado.
Na fronteira agrícola brasileira, o desempenho dessa produção para a exportação está mais consolidado na
agricultura modernizada da região
a) Sul
b) Norte
c) Sudeste
d) Nordeste
e) Centro-Oeste

27. (GANZAROLI - Prefeitura de Itapaci/GO - 2019)


"A soja ocupou os espaços remanescentes da economia e do território regional e avançou sobre áreas de pecuária
extensiva com base no arrendamento de terras e sobre a agricultura colonial, deslocando produtos destinados ao
autoabastecimento regional e pressionando a saída de trabalhadores, de produtores sem terra e de pequenos
proprietários. A ocupação de áreas que haviam ficado à margem do complexo agroindustrial da soja permitiu reter,
na região, a pequena produção desarticulada com a expansão de cultivos modernos ou desalojada com a
construção de barragens para a produção de energia hidrelétrica. Por outro lado, a expansão do sistema de
integração de pequenos produtores à indústria viabilizou, através do desenvolvimento de atividades compatíveis
com reduzidas extensões de terra - avicultura e suinocultura confinadas e cultivo do tabaco para a produção de
fumo -, a permanência de pequenos produtores cujos estabelecimentos não apresentavam escala adequada à
implantação da lavoura mecanizada de grãos".
Este texto refere-se à agricultura da:
a) Região Sul
b) Região Centro-Oeste
c) Estado de São Paulo
d) Região Nordeste

28. (FUNDATEC - Prefeitura de Corumbá/MS - 2018)


Segundo Almeida (2013), uma das principais características da estrutura fundiária brasileira é a concentração de
terras. A região que apresenta os maiores índices dessa concentração é o _______, enquanto a menor
concentração está na região _______.

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Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.


a) Norte – Sudeste
b) Nordeste – Sul
c) Centro-oeste – Norte
d) Sudeste – Nordeste
e) Sul – Norte

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GABARITO

1. E 15. B 29. D

2. C 16. D 30. C

3. C 17. A 31. C

4. C 18. E 32. C

5. A 19. D 33. C

6. C 20. D 34. C

7. A 21. E 35. E

8. A 22. B 36. C

9. B 23. C 37. C

10. E 24. D 38. C

11. D 25. D 39. E

12. E 26. E 40. E

13. B 27. A

14. B 28. B

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RESUMO DIRECIONADO

NORDESTE
- Foi a primeira a ter seus recursos naturais explorados, ainda no Período Colonial.
- Pobre e com profundos desequilíbrios ambientais, sociais e econômicos.
- Por quase três séculos, foi a região mais importante e populosa do país.
- Dependente de transferências governamentais.
- Sofreu cancelamento de vários investimentos governamentais por conta da crise político/financeira recente
do Brasil: como as refinarias Premium, no Ceará e no Maranhão; e a segunda fase da Refinaria Abreu e Lima,
em Pernambuco.
- Sofreu também cancelamento de investimento privado, como o da JAC Motors, na Bahia, que optou por
deixar de construir uma fábrica que foi anunciada para ser instalada em Camaçari, sob um orçamento de R$
1 bilhão.
- A construção da ferrovia transnordestina, símbolo de uma prometida dinamização e integração da
economia da região, segue em ritmo lento.
- Cultivos irrigados de frutas e flores no sertão.
- O desenvolvimento do turismo, que se beneficia das cidades litorâneas.
- Expansão do ecoturismo e do turismo histórico e cultural.
- Crescimento industrial, principalmente por conta da guerra fiscal que levou uma série de indústrias a se
instalarem nos Estados da região.

SUDESTE
- É a mais rica do Brasil.
- Começou a se projetar nacionalmente com o advento do ciclo do ouro, quando passou a se tornar um “centro
de gravidade” econômico, político e social.
- Logo após o ciclo do ouro, surgiu a cultura do café, que inauguraria uma nova fase econômica brasileira,
oportunidade em que o papel econômico do Sudeste ganhou ainda mais relevância nacional.
- Foi no Sudeste que se concentraram, por muitos anos, as atividades fabris.
- Atualmente, o dinamismo do Sudeste ainda exerce uma enorme influência sobre todo o território nacional.
- Tem os dois maiores centros industriais, comerciais e financeiros do país: São Paulo e Rio de Janeiro.
- Continua sendo a região produtora de
- Por muito tempo, a cafeicultura se desenvolveu por meio de grandes propriedades que se dedicavam à
monocultura comercial.
- Nas últimas décadas, a grande propriedade (fazenda de café) deixou de praticar a monocultura e pequenas
propriedades, como sítios, tornaram-se mais frequentes.
- Maior produtor de cana-de-açúcar (o estado de São Paulo é responsável por mais da metade da produção
de toda a cana e etanol do país).

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- As terras esgotadas pela cultura cafeeira em áreas ocupadas há mais anos passaram a ser utilizadas para a
criação do gado leiteiro.
- Em torno do Rio de Janeiro, de São Paulo e do sul de Minas surgiram áreas de produção especializada,
conhecidas como bacias leiteiras.
- Nas áreas mais novas (oeste de São Paulo e baixo rio Doce), a floresta foi substituída por extensas pastagens
chamadas invernadas.

SUL
- Duas áreas têm especial destaque: o norte do Paraná, uma das mais importantes áreas agrícolas do país
(onde se produz, dentre outros, café, cana, milho, algodão, soja e trigo – cultivados principalmente em
terra roxa); e o sul e o sudeste do Rio Grande do Sul (domínio dos pampas), uma das áreas mais
tradicionais de pecuária extensiva do país (criação de bovinos - com muitas raças europeias – e de ovinos –
maior rebanho do Brasil).
- A região dos pampas é a maior produtora de arroz e de centeio do Brasil.
- Na área do planalto (que se estende do norte do Rio Grande do Sul ao Paraná), nas áreas de encostas e nos
vales aparecem os cultivos ligados à colonização estrangeira (Alemães e italianos, principalmente), mas
também de soja.
- Traços marcantes nessa área são as pequenas propriedades, a policultura e a rotação de terra e de cultivos.
- Dentre os produtos cultivados, destacam-se os cereais, uva (ficam no Sul as principais áreas vinicultoras do
país), trigo, batata, fumo, dentre outros.
- No Paraná há também expressiva produção de cana-de-açúcar.
- Por conta da agropecuária forte, há grandes frigoríficos no Sul do país.
- No Sudeste de Santa Catarina está a principal produção carbonífera do Brasil.
- O Rio Grande do Sul é o segundo produtor de carvão da região, que é extraído de reservas localizadas nos
municípios de São Jerônimo e Butiá.
- O Norte do Paraná, região economicamente mais dinâmica do estado, tem uma economia que é
considerada prolongamento da produção do Oeste Paulista, desde a expansão do café.
- O norte do Paraná é dividido em três regiões: o norte velho, região de Jacarezinho, onde a ocupação do café
começou (hoje, com os solos esgotados, desenvolvem-se pastagens destinadas à criação extensiva); o norte
novo, região de Londrina e Maringá, os dois maiores centros econômicos do norte do Paraná, onde se
produz café nos solos de terra roxa; novíssimo norte, região de Paranavaí para o oeste, de mais recente
ocupação, ligada à policultura comercial (soja, milho, algodão, cana e trigo).

CENTRO-OESTE
- Um dos mais importantes produtores agrícolas do país.
- Possui importante industrialização.
- É onde estão os maiores rebanhos bovinos do país.

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- A expansão da pecuária foi facilitada pela existência dos cerrados, já que a vegetação rasteira e aberta
favorece a circulação dos animais e serve como pasto nativo. O sistema de criação é, de modo geral,
extensivo.
- As pesquisas de correção do solo permitiram o avanço da fronteira agrícola sobre o cerrado.
- A Embrapa foi a principal responsável pela adaptação da soja (e também do milho, arroz, trigo e algodão)
ao clima quente da região.
- A Embrapa também contribuiu para implantação da pecuária de corte mais moderna e mais produtiva na
região.
- A região sul de Goiás é a mais desenvolvida do Centro-Oeste: população mais densa, maior atividade
agrícola e maior número dos aglomerados urbanos, sendo que muitas de suas povoações são antigas e
viviam relativamente isoladas há até pouco tempo.
- No centro de Goiás, há uma grande área florestal, chamada de Mato Grosso de Goiás.
- Como Goiânia foi uma cidade planejada especificamente para ser a capital do Estado, há vias que foram
desenhadas desde os primeiros anos da cidade para ligá-la a São Paulo e Minas Gerais.
- A mudança da capital federal e a construção da Estrada Belém-Brasília deram grande impulso para tornar
Goiânia uma cidade dinâmica economicamente.
- O avanço do povoamento para o norte, ao longo da Belém-Brasília, em direção ao Araguaia, favoreceu o
progresso da região “Goiânia-Anápolis”.
- O sul de Goiás evoluiu com a contribuição de manchas de terra roxa que favoreceram a agricultura e a
estrada para o Mato Grosso (Brasília-Acre).
- Brasília é importante polo de produção de software e como destaque no setor de turismo de negócios.
- Os municípios de Rio Quente e Caldas Novas são famosas estâncias hídricas e a Chapada dos Veadeiros atrai
os místicos e ecoturistas.
- O Mato Grosso do Sul apresenta grandes extensões de solos arenosos, muito pobres, onde a ocupação
humana é bastante escassa – nesta região há, ainda assim, criação extensiva de gado.
- Ponta Porã é a principal área de produção de erva mate.
- Campo Grande é a capital econômica de todo o Mato Grosso do Sul. Nela, há um importante entroncamento
de comunicações ferroviárias e rodoviárias (as principais estradas que nela se cruzam vão para Cuiabá,
Corumbá e Ponta Porã), destacando-se a rodovia-tronco asfaltada que a liga diretamente com São Paulo.
- Na região de Corumbá, no estado do Mato Grosso do Sul, existem imensas reservas de minérios de ferro e
manganês. O desenvolvimento do Estado do Mato Grosso do Sul vem se intensificando, tanto por fazer
parte da região mais dinâmica do país, o “Centro-Sul”, quanto pela proximidade com os países do Mercosul
e pela presença da hidrovia Paraguai-Paraná.
- No Mato Grosso do Sul também se sobressai o turismo, principalmente com as cidades de Corumbá (capital
do Pantanal) e Bonito.
- O Pantanal é a principal área de criação do Centro-Oeste (sendo que a região Centro-Oeste é onde está o
maior rebanho de gado do país).
- Como o norte mato-grossense faz parte do domínio amazônico, a área foi ocupada, nas últimas décadas, a
partir do processo de expansão para a Amazônia. Extensas áreas de florestas foram devastadas, sobretudo
com as queimadas, transformando-se em áreas de pecuária extensiva e em áreas de produção agrícola. Os
cultivos mais importantes são os da soja e o algodão; há também intensa exploração da madeira.

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NORTE
- A extração vegetal é favorecida pela abundância e variedade dos produtos encontrados.
- A região é famosa pela grande quantidade e diversidade de peles que comercializa. Essas atividades estão
levando, pelo seu caráter predatório, ao extermínio de animais amazônicos.
- É na região amazônica que está avançando atualmente a fronteira agrícola do Brasil.
- A população que vive do extrativismo vegetal, nas propriedades da empresa ou fora delas, faz da agricultura
a sua atividade complementar, a fim de garantir o sustento de sua família.
- Sistema de cultivo itinerante.
- As culturas especializadas, de valor comercial, caracterizam a economia amazônica depois que o
extrativismo vegetal entrou em decadência.
- A juta, que necessita de muita água para o preparo da fibra, é cultivada nas várzeas do baixo e médio
Amazonas.
- As áreas de cerrado e dos campos limpos inundáveis das várzeas são aproveitadas para a criação extensiva.
- O Pará possui o maior rebanho de búfalos do país, que estão localizados principalmente nos campos
inundáveis da Ilha do Marajó.
- Os recursos minerais são uma grande riqueza amazônica – com extração dificultada, porém, pela espessa
cobertura florestal.
- A região é também a maior produtora de minério de estanho do país.
- A cassiterita e o nióbio são obtidos pelo processo de garimpagem em Rondônia.
- O diamante é garimpado no Amapá e, sobretudo, em Roraima.
- As reservas da serra dos Carajás ainda possuem grande importância.

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