Você está na página 1de 3

Kelvy Figueiredo de Almeida

B471751

Bases Procedimentais da Administração Pública - Estado Governo e Administração


Pública
Estado é o sujeito de direito, que tem como elementos o povo o território e a soberania.
Enquanto o Estado é nação politicamente organizada, o Governo traça as metas e as diretrizes do
Estado por meio dos seus agentes políticos, Presidentes, Governadores, Senadores e assim por
diante. Administração pública se trata da área do direito que descreve o conjunto de agentes,
serviços e órgãos instituídos pelo estado com o objetivo de fazer a gestão de certas áreas de uma
sociedade.

A administração pública direita, existe em todos os níveis das esferas do governo, federal,
estadual, distrital e municipal, e em seus poderes, executivo, legislativo e judiciário. Na administração
pública direta, a atividade administrativa é exercida pelo próprio governo que atua diretamente por
meio dos seus órgãos, ou seja das unidades que são simples repartições interiores de sua pessoa e
que por isto dele não se diferenciam. Estes órgãos não possuem personalidade jurídica própria,
portanto, não são capazes de contrair direitos e obrigações por si próprios. Os órgãos não passam de
simples repartições internas de retribuições, e necessitam de um agente público para constituir a
vontade de cada um deles. Trata-se da desconcentração do poder na Administração Pública.

A administração pública indireta é o estado atuando de forma indireta na prestação dos


serviços públicos que se dá por meio de outras pessoas jurídicas, distintas da própria entidade
política. Estas estruturas recebem poderes de gerir áreas da administração pública por meio de
outorga. Essa outorga ocorre quando o estado cria uma entidade e a ela transfere, por lei,
determinado serviço público ou de utilidade pública. Nesta descentralização de poderes não há
vinculo hierárquico entre a administração central e as entidades que recebem a titularidade e a
execução destes poderes, portanto, as entidades não são subordinadas ao Estado. O que existe na
relação entre ambas é um poder chamado de Controle com atribuições de fiscalização. O Controle é o
poder que a Administração Central tem de influenciar sobre a pessoa descentralizada. Enquanto os
poderes do hierarca são presumidos, os do controlador só existem quando previstos em lei e se
manifestam apenas em relação aos atos nela indicados. Estas Entidades são personalizadas, portanto,
possuem vontade e capacidade de exercer direitos e contrair obrigações por si próprios. Quais sejam
Autarquias, Empresas Públicas, Sociedades de Economia Mista e Fundações Públicas.

Os poderes da Administração são instrumentais, são instrumentos conferidos à administração


e empregados apenas para o atendimento do interesse público. O poder administrativo é conferido à
autoridade para remover interesses particulares que se opõem ao interesse público. Excesso de
poder; ocorre quando o agente extrapola os limites de sua competência, pratica o ato mesmo não
tendo competência para isso. Desvio de finalidade; ocorre quando o administrador abandona a
finalidade indicada na lei e busca atender outra diversa da estatuída na norma que autoriza a sua
atuação, chamado de princípio da indisponibilidade do interesse público. A administração pública não
pode renunciar os poderes conferidos à ela. Há um dever de agir, o exercício é obrigatório e
indeclinável. Espécies de poder vinculado; É aquele conferido pela lei à administração para a prática
de ato de sua competência, ficando determinados os elementos e os requisitos necessários a sua
formalização. Poder discricionário; a administração tem liberdade de escolha da conveniência,
oportunidade e conteúdo do ato. Poder normativo; é o poder conferido aos chefes do executivo para
editar decretos e regulamentos com a finalidade de oferecer fiel execução à lei. Compete
privativamente ao Presidente da República; sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como
expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução; Poder disciplinar; é o exercido pela
administração para apurar as infrações dos servidores e das demais pessoas que ficarem sujeitas à
disciplina administrativa. O poder disciplinar não pode ser confundido com o poder punitivo do
Estado, que é exercido pela Justiça Penal. Uma mesma infração pode dar caminho a uma punição
administrativa e a criminal. O poder disciplinar da administração não está sujeito a prévia definição
sobre a infração funcional e a respectiva sanção. O administrador age segundo sua
discricionariedade, ou seja, aplicará a sanção que achar cabível, oportuna e conveniente, dentre as
que estiverem enumeradas em lei ou regulamento para as infrações administrativas. As penas
disciplinares no nosso Direito Administrativo são: advertência, suspensão, demissão, cassação de
aposentadoria ou disponibilidade, destituição de cargo em comissão e destituição de função
comissionada. Poder hierárquico; juntamente com o poder disciplinar, o poder hierárquico sustentam
a ordem administrativa. É através do poder hierárquico que a administração escalona a função de
seus órgãos, revê a atuação de seus agentes e estabelece a relação de subordinação entre seus
servidores. A hierarquia existe no poder executivo. O poder hierárquico tem por objetivo ordenar,
coordenar, controlar e corrigir as atividades administrativas, no âmbito interno da administração.
Poder de polícia; é a atividade do estado que limita os direitos individuais em benefício do interesse
público, ou seja, é o mecanismo de frenagem de que dispõe a administração pública para conter os
abusos do direito individual. O interesse público está relacionado com a segurança, moral, saúde,
meio ambiente, consumidor, propriedade, patrimônio cultural.

São princípios da Administração pública; Legalidade; onde o agente público só pode fazer ou
deixar de fazer o que está expressamente na lei. Impessoalidade; o servidor não pode praticar um
ato para favorecer ou prejudicar alguém. Moralidade; o agente público tem de seguir suas condutas
por padrões éticos que têm por fim último alcançar a consecução do bem comum,
independentemente da esfera de poder ou do nível político-administrativo da Federação em que atue;
Publicidade; propicia a transparência, de modo que a todos é assegurado o direito à obtenção de
informações e certidões. Eficiência; tem de ser dirigida à consecução do máximo de proveito, com o
mínimo de recursos humanos, materiais e financeiros com destinação pública, a partir da constatação
de que a eficiência pode ser obtida pelo contrato de gestão, e de acordos administrativos referentes à
atividades tipicamente estatais.

Você também pode gostar