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Professora Taís Cecília dos Santos Lima de Clares

taiscecilia@terra.com.br
APOSTILA 5

RAMOS DO DIREITO

O direito é uno, indivisível e indecomponível. Deve ser definido e estudado


como um grande sistema.
A divisão em ramos do direito é meramente didática, a fim de facilitar o
entendimento da matéria.

Divisão clássica
Direito Público: constitucional, administrativo, urbanístico, processual, penal,
ambiental, tributário, econômico e financeiro, internacional, trabalhista etc.
Direito Privado: civil e comercial (direitos essencialmente patrimoniais)

É com base nesta divisão que a disciplina ganhou o nome: Introdução ao Direito
Público e Privado.
Ocorre que esta dicotomia está superada: os ramos se interpenetram (por
exemplo: há conteúdo público no direito civil e conteúdo privado no direito
constitucional); vem ocorrendo uma crescente constitucionalização do direito privado; o
próprio dir. civil vem sendo descodificado, com a criação de microssistemas (locação,
consumidor, autoral, alimentos, estatuto das famílias); despatrimonialização do direito
civil

Evolução histórica
Primeira geração de direitos: Liberalismo clássico – não intervenção do Estado –
leis civis X leis públicas (a dicotomia começou aí – Cód. de Napoleão 1804) – Valor:
Liberdade
Segunda geração de direitos: Estado social de direito – o Estado intervém e
presta a Justiça distributiva – ao lado das leis civis e das leis públicas surgem os direitos
sociais (trabalhista, previdenciário) – Revolução Industrial séc. XIX e guerras mundiais
– Const. Brasileira de 1934) – Valor: Igualdade
Terceira geração de direitos: Sociedade de massa, crescente desenvolvimento
tecnológico e científico, mudanças na comunidade internacional - necessidadede
preservação ambiental e proteção aos consumidores; o ser humano é inserido em uma
coletividade e passar a ter direitos de solidariedade – direitos transindividuais:
ambiental, consumidor, proteção aos menores, idosos e portadores de deficiência – pós-
guerra, fortalecimento da ONU. Valor: fraternidade ou solidariedade
Quarta geração de direitos: avanços no campo da engenharia genética que
colocam em risco a própria existência humana tendo em vista a manipulação do
patrimônio genético humano – novas exigências de direitos em face dos efeitos das
pesquisas biológicas.

Atualmente
Não há mais ramos do direito, mas sim um escalonamento verticalizado e
hierárquico de normas, sendo a CF a norma de validade de todo o sistema. Esta situação
decorre do princípio da unidade do ordenamento e da supremacia da Constituição
Federal.
Dentro da Constituição Federal, a idéia mais importante, que constitui o
princípio-matriz de nosso sistema jurídico é a dignidade da pessoa humana.

Fonte: LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. 13ª ed. rev. atual. e amp.; São Paulo:
Saraiva, 2009