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2076 Diário da República, 1.ª série — N.

º 69 — 7 de Abril de 2011

4 — Sistema de avaliação e aproveitamento: 4 — Sistema de avaliação e aproveitamento:


4.1 — Cada participante está sujeito a avaliação, tradu- 4.1 — Cada participante está sujeito a avaliação, tradu-
zida numa classificação na escala de 0 a 20 valores. zida numa classificação na escala de 0 a 20 valores.
4.2 — A avaliação reveste a forma de um teste escrito 4.2 — A avaliação reveste a forma de um teste escrito
e ou de trabalhos individuais ou de grupo. e ou de trabalhos individuais ou de grupo.
4.3 — Aos participantes com classificação não inferior 4.3 — Aos participantes com classificação não inferior
a 10 e taxa de assiduidade não inferior a 80 % é emitido a 10 e taxa de assiduidade não inferior a 80 % é emitido
um certificado com a menção de «aproveitamento» e res- um certificado com a menção de «aproveitamento» e res-
pectiva classificação. pectiva classificação.

ANEXO V

REGULAMENTO DA FORMAÇÃO DE ACTUALIZAÇÃO


MINISTÉRIO DA AGRICULTURA,
DOS DIRIGENTES DO DESENVOLVIMENTO RURAL E DAS PESCAS
DE NÍVEL INTERMÉDIO E EQUIPARADOS
1 — Destinatários — titulares de cargos de direcção Portaria n.º 147/2011
intermédia da administração pública central. de 7 de Abril
2 — Conteúdos temáticos — as acções de formação
válidas para os efeitos do presente regulamento centrar-se- O n.º 2 do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 202/2004, de
-ão num ou mais dos seguintes conteúdos temáticos: 18 de Agosto, alterado pelo Decreto-Lei n.º 201/2005,
Avaliação Prospectiva, Planeamento e Gestão Estra- de 24 de Novembro, pelo Decreto-Lei n.º 159/2008, de
tégica; 8 de Agosto, pelo Decreto-Lei n.º 214/2008, de 10 de
Modelos de Organização e Desempenho na Adminis- Novembro, pelo Decreto-Lei n.º 9/2009, de 9 de Janeiro,
tração Pública; e pelo Decreto-Lei n.º 2/2011, de 6 de Janeiro, estabelece
Gestão por Objectivos e Avaliação do Desempenho; que em cada época venatória só é permitido o exercício
Regimes Jurídicos de Emprego Público e Legislação da caça às espécies cinegéticas identificadas em portaria
Laboral; do Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural
Gestão de Recursos Humanos; e das Pescas.
Contratação Colectiva; O artigo 91.º do mesmo decreto-lei estabelece ainda que
Gestão de Recursos Financeiros; nessa mesma portaria são fixados os períodos, os processos
Análise Económica e Financeira na Óptica da Contabi- e outros condicionamentos venatórios para cada época ve-
lidade, Auditoria e Finanças Públicas, natória, bem como os limites diários de abate autorizados
Contratação Pública; para cada espécie cinegética.
Logística; O calendário venatório, publicado anualmente, obteve
Utilização de Serviços Partilhados — (GeRFIP, melhoramentos significativos nos últimos anos por força
GeRHuP, GeADAP); do incremento do conhecimento científico, dando-lhe qua-
Concepção, Gestão e Avaliação de Projectos; lidade, segurança e estabilidade que não podiam ter sido
Gestão de Competências e Desenvolvimento Pessoal; atingidas até esta data.
Liderança, Comunicação, Negociação e Gestão de Con- Com esta publicação opta-se por fixar o calendário
flitos; venatório para as próximas três épocas, dando assim ao
Gestão da Informação e do Conhecimento; sector mais tempo e certeza na concretização dos seus
Qualidade, Inovação, Modernização e Administração planos de gestão.
Electrónica; Considerando o n.º 2 do artigo 31.º da Lei n.º 173/99, de
Simplificação de Processos e Simplificação da Lingua- 21 de Setembro, alterada pelo Decreto-Lei n.º 159/2008,
gem Administrativa; de 21 de Setembro, e pelo Decreto-Lei n.º 2/2011,
Estratégias de Comunicação Interna e Mudança Orga- de 6 de Janeiro, e o disposto no artigo 120.º do Decreto-
nizacional; -Lei n.º 202/2004, de 18 de Agosto, no que concerne aos
Marketing Público;
terrenos inseridos em áreas classificadas;
Direito Administrativo;
Considerando as regras definidas pela Directiva Aves,
Ética, Cidadania e Políticas de Inclusão;
Políticas de Igualdade de Género; e todo o conhecimento científico disponível à Autoridade
Políticas Ambientais; Florestal Nacional;
Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho; Considerando que face ao panorama europeu actual e
Internacionalização e Assuntos Comunitários; à grande incidência de saturnismo no nosso país se impõe
Modelos e Técnicas para Tomada de Decisão; que se continue a supressão progressiva da utilização do
chumbo na caça;
3 — Regime de acesso: Considerando ainda os limites impostos pelos arti-
3.1 — A abertura de inscrições para participação nos gos 91.º a 106.º do Decreto-Lei n.º 202/2004, de 18 de
cursos de formação contínua é divulgada, com antecedên- Agosto:
cia suficiente, nos organismos e serviços da Administração Impõe-se agora a definição das espécies cinegéticas às
Pública, por intermédio das secretarias-gerais ou departa- quais é permitido o exercício da caça nas épocas venató-
mentos equiparados dos ministérios. rias 2011-2012, 2012-2013 e 2013-2014 e ainda fixar os
3.2 — Os participantes são seleccionados por ordem de períodos, os processos e outros condicionamentos para
entrada dos respectivos boletins de inscrição. essas mesmas épocas.
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Assim: referidas no artigo anterior são os permitidos nos arti-


Ao abrigo do disposto nos artigos 3.º e 91.º a 106.º gos 92.º a 106.º do Decreto-Lei n.º 202/2004, de 18 de
do Decreto-Lei n.º 202/2004, de 18 de Agosto, alterado Agosto.
pelo Decreto-Lei n.º 201/2005, de 24 de Novembro, pelo 2 — Nas épocas venatórias 2011-2012, 2012-2013
Decreto-Lei n.º 159/2008, de 8 de Agosto, pelo Decreto- e 2013-2014 não é permitida a utilização de cartuchos
-Lei n.º 214/2008, de 10 de Novembro, pelo Decreto-Lei carregados com granalha de chumbo na caça às aves
n.º 9/2009, de 9 de Janeiro, e pelo Decreto-Lei n.º 2/2011, aquáticas, quando em zonas húmidas incluídas em áreas
de 6 de Janeiro, e no uso das competências delegadas classificadas.
pelo Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural 3 — As zonas húmidas incluídas em áreas classificadas
e das Pescas pelo despacho n.º 78/2010, de 5 de Janeiro, a que se refere o número anterior são, nomeadamente:
manda o Governo, pelo Secretário de Estado das Florestas
a) Açude da Murta;
e Desenvolvimento Rural, o seguinte:
b) Açude do Monte da Barca;
Artigo 1.º c) Barrinha de Esmoriz;
d) Dunas de Mira, Gândara e Gafanhas;
Espécies cinegéticas e) Estuário do Mondego;
Nas épocas venatórias 2011-2012, 2012-2013 e f) Estuário do Sado;
2013-2014 é permitido o exercício da caça às seguintes g) Estuário do Tejo;
espécies cinegéticas: h) Fernão Ferro/Lagoa de Albufeira;
i) Lagoa Pequena;
a) Coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus); j) Lagoas de Bertiandos e de São Pedro dos Arcos;
b) Lebre (Lepus granatensis); k) Lagoas de Santo André e Sancha;
c) Raposa (Vulpes vulpes); l) Leixão da Gaivota;
d) Saca-rabos (Herpestes ichneumon); m) Paul da Madriz;
e) Perdiz-vermelha (Alectoris rufa); n) Paul da Tornada;
f) Faisão (Phasianus colchicus); o) Paul de Arzila;
g) Pombo-da-rocha (Columba livia); p) Paul do Boquilobo;
h) Pega-rabuda (Pica pica); q) Paul do Taipal;
i) Gralha-preta (Corvus corone); r) Planalto superior da serra da Estrela e troço superior
j) Melro (Turdus merula); do Zêzere;
k) Pato-real (Anas platyrhynchos); s) Polje de Mira-Minde e nascentes associadas;
l) Frisada (Anas strepera); t) Ria de Alvor;
m) Marrequinha (Anas crecca); u) Ria de Aveiro;
n) Pato-trombeteiro (Anas clypeata); v) Ria Formosa;
o) Arrabio (Anas acuta); w) Rio Vouga;
p) Piadeira (Anas penelope); x) Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo
q) Zarro-comum (Aythya ferina); António.
r) Negrinha (Aythyafuligula);
s) Galinha-d’água (Gallinula chloropus); Artigo 3.º
t) Galeirão (Fulica atra);
u) Tarambola-dourada (Pluvialis aplicaria); Períodos e limites diários
v) Galinhola (Scolopax rusticola); 1 — Os períodos e os limites de abate para as espé-
w) Rola-comum (Streptopelia turtur); cies cinegéticas referidas no artigo 1.º desta portaria,
x) Codorniz (Coturnix coturnix); bem como outros condicionalismos venatórios, são os
y) Pombo-bravo (Columba oenas); constantes do anexo a esta portaria, e que dela faz parte
z) Pombo-torcaz (Columba palumbus); integrante.
aa) Tordo-zornal (Turdus pilaris); 2 — Exceptuam-se do disposto no número anterior, em
bb) Tordo-comum (Turdus philomelos); terrenos cinegéticos ordenados, os limites de abate fixados
cc) Tordo-ruivo (Turdus iliacus); para as espécies cinegéticas sedentárias que obedecem
dd) Tordeia (Turdus viscivorus); ao previsto nos planos anuais de exploração, no caso de
ee) Estorninho-malhado (Sturnus vulgaris); zonas de caça municipais, ou nos planos de ordenamento
ff) Narceja-comum (Gallinago gallinago);
e exploração cinegética, no caso das zonas de caça asso-
gg) Narceja-galega (Lymnocryptes minimus);
ciativas e turísticas, como dispõe o n.º 4 do artigo 91.º do
hh) Javali (Sus scrofa);
Decreto-Lei n.º 202/2004, de 18 de Agosto.
ii) Gamo (Dama dama);
jj) Veado (Cervus elaphus);
Artigo 4.º
kk) Corço (Capreolus capreolus);
ll) Muflão (Ovis ammon). Produção de efeitos
Esta portaria produz efeitos a partir do dia 1 de Junho
Artigo 2.º de 2011.
Processos
O Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento
1 — Nas épocas venatórias 2011-2012, 2012-2013 e Rural, Rui Pedro de Sousa Barreiro, em 16 de Março
2013-2014 os processos de caça às espécies cinegéticas de 2011.
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ANEXO

Período venatório Limites diários de abate por caçador

Terreno não ordenado


Espécie
Terreno Terreno
Terreno ordenado
ordenado não ordenado
Geral Edital

Coelho-bravo (Oryctolagus cuni- De 1 de Setembro a 31 de De 1 de Outubro a 30 de — (2) 5


culus). Dezembro (1). Novembro.
Lebre (Lepus granatensis) . . . . . . 1
2 3
Raposa (Vulpes vulpes) . . . . . . . . De 1 de Outubro a 28 de De 1 de Outubro a 31 de De 1 de Janeiro a 28 de () ()3
Fevereiro. Dezembro. Fevereiro.
Saca-rabos (Herpestes ichneu- (3) 3
mon).
Perdiz-vermelha (Alectoris rufa) De 1 de Outubro a 31 de De 1 de Outubro a 31 de — (2) 3
Janeiro. Dezembro.
Faisão (Phasianus colchicus). . . . — — (2) -
Pombo-da-rocha (Columba livia) De 15 de Agosto a 31 de De 1 de Outubro a 31 de De 15 de Agosto a 30 de 10 10
Dezembro. Dezembro. Setembro.
Pega-rabuda (Pica pica). . . . . . . . De 15 de Agosto a 28 de De 1 de Outubro a 31 de De 1 a 30 de Setembro e (2) 5
Fevereiro. Dezembro. de 1 de Janeiro a 28 de
Fevereiro.
Gralha-preta (Corvus corone) . . . (2) 5
Pato-real (Anas platyrhynchos). . . De 15 de Agosto a 31 de De 1 de Outubro a 31 de De 15 de Agosto a 30 de 10 10
Frisada (Anas strepera) . . . . . . . . Janeiro. Dezembro. Setembro e de 1 a 31
Marrequinha (Anas crecca) . . . . . de Janeiro.
Pato-trombeteiro (Anas clypeata)
Arrabio (Anas acuta) . . . . . . . . . .
Piadeira (Anas penelope) . . . . . . .
Zarro-comum (Aythya ferina) . . .
Negrinha (Aythya fuligula). . . . . .
Galeirão (Fulica atra) . . . . . . . . .
Galinha-d’água (Gallinula chlo- 5 5
ropus).
Tarambola-dourada (Pluvialis apri- De 1 de Novembro a 31 De 1 de Novembro a 31 De 1 a 31 de Janeiro . . . . 5 5
caria). de Janeiro. de Dezembro.
Galinhola (Scolopax rusticola). . . De 1 de Novembro ao De 1 de Novembro a 31 De 1 de Janeiro ao final 3 3
final da 2.ª década de de Dezembro. da 2.ª década de Feve-
Fevereiro. reiro.
Rola-comum (Streptopelia turtur) De 15 de Agosto a 30 de — De 15 de Agosto a 30 de 8 8
Setembro. Setembro.
Codorniz (Coturnix coturnix) . . . De 1 de Setembro a 30 de De 1 de Outubro a 30 de De 1 a 30 de Setembro 10 10
Novembro. Novembro.
Pombo-bravo (Columba oenas) De 15 de Agosto ao final De 1 de Novembro a 31 De 1 de Janeiro ao final 50 50
da 1.ª década de Feve- de Dezembro. da 1.ª década de Feve-
reiro. reiro.
Pombo-torcaz (Columba palum- De 15 de Agosto ao final De 1 de Novembro a 31 De 15 de Agosto ao final
bus). da 2.ª década de Feve- de Dezembro. da 2.ª década de Feve-
reiro. reiro.
Tordo-zornal (Turdus pilaris). . . . De 1 de Novembro ao De 1 de Novembro a 31 De 1 de Janeiro ao final 40 40
Tordo-comum (Turdus philome- final da 2.ª década de de Dezembro. da 2.ª década de Feve-
los). Fevereiro. reiro.
Tordo-ruivo (Turdus iliacus) . . . .
Tordeia (Turdus viscivorus) . . . . .
Estorninho-malhado (Sturnus vul-
garis).
Melro (Turdus merula). . . . . . . . .
Narceja-comum (Gallinago galli- 8 8
nago).
Narceja-galega (Lymnocryptes mi-
nimus).
Diário da República, 1.ª série — N.º 69 — 7 de Abril de 2011 2079

Período venatório Limites diários de abate por caçador

Terreno não ordenado


Espécie
Terreno Terreno
Terreno ordenado
ordenado não ordenado
Geral Edital

Javali (Sus scrofa) . . . . . . . . . . . . De 1 de Junho a 31 de — De 1 de Junho a 31 de (2) (4)


Maio. Maio.
Gamo (Dama dama) . . . . . . . . . . (2) (4)
Veado (Cervus elaphus) . . . . . . . . (2) (4)
Corço (Capreolus capreolus) . . . . (2) (4)
Muflão (Ovis ammon) . . . . . . . . . (2) (4)
(1) A caça ao coelho-bravo e à lebre, a corricão e por cetraria, tem início a 1 de Outubro e termina a 28 de Fevereiro.
(2) Os limites são os do plano anual de exploração ou de ordenamento e exploração cinegético.
(3) Limite diário por espécie não aplicável quando o processo seja de batida ou a corricão.
(4) Os limites são os constantes em edital da Autoridade Florestal Nacional.