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Mestrado em Serviço Social e Política Social

Disciplina de Estado e Política Social I


Professor: Daniel Luciano Muondo
Texto-base:
 IMBAMBA, José Manuel (2003). UMA NOVA
CULTURA PARA MULHERES E HOMENS
NOVOS: Um Projecto Filosófico para Angola do 3.º
Milénio à Luz da Filosofia de Battista Mondin.
Bibliografia Complementar
 KUNZIKA, Emanuel (2015). A FORMAÇÃO DA
NAÇÃO ANGOLANA ATRAVÉS DA LUTA DE
LIBERTAÇÃO.
FORMAÇÃO DO ESTADO ANGOLANO
 A luta de libertação (início da luta armada)
 Os movimentos nacionalistas angolanos (partidos
políticos)
 O 25 de Abril de 1974 e o triunfo da Revolução
Angolana
 Os Acordos de Paz e a Actualidade Governativa
 FORMAÇÃO DO ESTADO ANGOLANO
 Alguns Marcos Históricos:
“A história é o homem em busca da sua máxima realização;
é o homem em peregrinação contínua, em que tudo
acontece: avanços, recuos, estagnações, impulsos, crises,
desilusões, esperanças… Mas, e graças aos seus admiráveis
esforços, vai sempre caminhando, dando sentido e razão de
ser a essa história de que é protagonista. Todavia, para poder
prosseguir na caminhada, para poder continuar a alimentar a
esperança que o impulsiona, é necessário que o próprio
homem não perca de mira a sua origem, o seu
passado”.(IMBAMBA, 2003, p. 59)
 1482 – Início da ocupação colonial portuguesa e processo
de colonização (500) anos

“O fatal e histórico encontro dos habitantes do Reino do


Kongo com os Portugueses ocorreu em 1482, com a
descoberta do estuário do Congo pelo capitão português
Diogo Cão, tendo na altura o explorador português
estabelecido os primeiros contactos com o reino negro. No
seu regresso, em 1485, encontrou o rei Nzinga Nkuwu, o
quinto grande rei da dinastia. Pouco depois, um grupo de
missionários chegou ao país. Em consequência destes
encontros, o rei foi baptizado, em 1491, com o nome de
João I.” (KUNZIKA, 2015, p. 20)
 Formação dos movimentos de libertação (Coligações
partidárias)

Foi, sobretudo, nos meiados da década de 50 que as


organizações anti-colonialistas mais revolucionárias foram
concebidas e dadas à luz:
 1956 – UPNA/ UPA – União dos Povos do Norte de
Angola/ União dos Povos de Angola
 1956 – MPLA – Movimento Popular para a Libertação de
Angola
 1961 – Início da luta armada (UPA/MPLA)
 1962 – FNLA – Frente Nacional de Libertação de Angola
 1961 – 1974 (Guerra em Angola)
 1962 – CRIAÇÃO DO GRAE – Governo Revolucionáro
de Angola no Exílio
 1966 – UNITA- União Nacional para a Independência
Total de Angola
 25 de Abril de 1974 – Revolução Angolana

“Os nacionalistas angolanos munidos de todos os trunfos


nacionais e internacionais, estavam, mais do que nunca,
determinados a levar a cabo a luta contra o mito
integracionista que o regime salazarista, teimosamente
aprogoava e defencia com todos os meios possíveis. Então,
os movimentos de libertação optam por acrescentar à pressão
política a componente militar. A viragem dá-se no ano de
1961, no decurso do qual «a nação portuguesa foi abalada
por dois acontecimentos de gravidade excepcional: em
Fevereiro e Março ocorreram os primeiros actos de violência
armada em Angola e, no final do ano, a União Indiana
apossou-se também, pela força das armas, dos territórios de
Goa, Damão e Dio»” (IMBAMBA, 2003, p. 81-82)
 15/01/1975 – Acordos de Alvor (MPLA/FNLA/UNITA)

 1975 – Independência de Angola (MPLA, UNITA, FNLA)

“A independência de Angola, tal como foi conquistada,


não podia ser aquele ponto de viragem substancial para
a liberdade e desenvolvimento socio-político-económico
e cultural que todos os angolanos sonhavam. O país
estava praticamente condenado a precipitar-se, perigosa
e vertigionasamente, para os abismos da ruina total e
isto, por duas razões principais: a política marxista-
leninista assumida e encarnada pelo MPLA e a guerra
de guerrilha levada a cabo pela UNITA, incentivada e
nutrida pelos Estados Unidos da América e pela África
do Sul, contra tal política [p.92]”
 27/05/1977 – Situação interna do MPLA?
 1979 – Morte de Agostinho Neto e subida de JES

 31/05/1991 – Acordos de Bicesse


“Os acordos de paz de Bicesse injectram em Angola ventos
inovadores de tolerância e de certo alívio. O povo dançou de
contente e acreditou na paz e na reconciliação: era, de facto, o
advento do renascimento de Angola. Os ventos de mudança que
sacudiram o mundo europeu e não só, finalmente, chegaram à
África Austral, especialmente, à Angola, onde o Governo para
adaptar-se à nova era, teve que renunciar aos seus precedentes e
anacrónicos princípios ideológicos, operando princípios
constitucionais que abriram as portas ao multipartidarismo”. [p.
98]
 1991 – Lei Constitucional
 1992 – 1ªs Eleições em Angola (Legislativas e
Presidenciais) e guerra fria
“Os dias esperados e pelos quais a UNITA, em nome do povo
angolano se batera longamente, finalmente chegaram. O povo, pela
primeira vez na sua trágica história, foi chamado a escolherr
livremente o Presidente da Repúblia e os deputados à Assembleia
Nacional. A afluência às urnas naqueles dois dias memoráveis
(29/30 de Setembro de 1992) foi espectacular e surpreendente
(92%), o grau de civismo manifesto pelos eleitores embassou todo o
mundo, enfim «todos os observadores e a comunicação social de
todo o mundo, presentes em Angola no período eleitoral destacaram
a correcção com que decorreu o acto eleitoral e as operações
preparatórias, sob a responsabilidade de uma Comissão Nacional
Eleitoral com a representação de todos os partidos e sob a
fiscalização das Nações Unidas»” [p. 98]”
“O veredicto final, tornado público a 17 de Outubro, e que
custou caro aos angolanos, dava aos partidos e candidatos
mais votados os seguintes resultados: vitória do MPLA com
53,74% dos votos nas eleições legislativas , o que dava 129
dos 223 assentos do parlamento, ficando a UNITA como
segundo partido mais votado com 34,10%, equivalentes a 70
lugares; o presidente Eduardo dos Santos com 49,57% dos
votos levou vantagem sobre Savimbi que contava com
40.07% e como nenhum dos dois conseguira a maioria
absoluta, tudo ficou remandado para uma segunda volta,
nunca mais realizada, porque a UNITA, perante este quadro,
talvés inesperado, decididu boicotar as eleições como tendo
sido maciça e sistematicamente fraudulentas, apesar de terem
sido consideradas pela representate especial do Secretário-
Geral da ONU como tendo sido «na sua globalidade livres e
justas» [p.98-99]”
“Como consequência, a “política dos músculos” voltou a
tomar conta da situação e Angola, mais uma vez, nadava
num imenso mar de sangue: o povo era mais traído e
massacrado pela simples razão de ter expressado a sua
vontade! Tal como a independência, também a
democracia passou a ser vista como um grande pesadelo,
um mal procurado… Era o colapso dramático do sonho
construído em Bicesse e o grito desesperado dos Bispos
“Salavai-nos porque Perecemos”, ecoou forte,
espelhando os horrores duma guerra já sem razão nem
adjectivos que pudessem qualificar” [p.98]
“[..] a experiência mostra que o povo angolano, na sua
simplicidade, não faz das diferenças éticas um
obstáculo para a convivência fraterna e pacífica. Os
responsáveis destas situações hediondas são os
próprios políticos, os intelectuais que, sem escrúpulos
incitam e alimentam no povo tais sentimentos para
alcançar dividendos políticos. Esta é, a nosso ver, a
triste realidade do nosso País”. [p.98]
 1994 – Acordos de Lusaka
 1997 - Criação do GURN – Governo de Unidade e
Reconciliação Nacional
 2002 – Morte de Jonas Savimbi
 2008 – 2ªs eleições (Gerais)
 2010 – Constituição da República de Angola
 2012 – 3ªs eleições (Gerais)
 2017 – 4ªs eleições (Gerais)
CONCLUSÃO

Democracia – é um facto e um processo contínuo


Reforma do Estado – processo de formação
permanente
Participaçao dos Cidadãos – consolidar os
mecanismos existentes e privilegiar outros
Políticas Públicas – que sejam exequíveis e concretas
Avanço e Consolidaçao da Democracia (Interna) e
Nacional

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