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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA __ VARA DO

TRABALHO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS - PR

GILMAR NASCIMENTO, brasileiro, montador, residente e


domiciliado na rua Randolfo Serzedelo, nº 486, Vila Fanny, Curitiba – PR, CEP 81030-
170, por seus procuradores que ao final subscrevem, com escritório profissional na Av.
Sete de Setembro, n.º 5.388, cj. 1703, Batel, Curitiba – PR, CEP 80240-000 (procuração,
doc. 1), onde recebe intimações e notificações, vem, respeitosamente perante Vossa
Excelência, propor a presente

RECLAMAÇÃO TRABALHISTA

contra JOHNSON CONTROLS DO BRASIL AUTOMOTIVE


LTDA., pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob n.º 00.514.820/0007-97,
com sede na Av. Leste, Km 4, Rua 1, S/Nº, CEP , São José dos Pinhais, Estado do
Paraná, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:

1 Av. Sete de Setembro,


5388
Sala 1703 – Batel
Curitiba – Paraná
CEP 80.240-000
Fone: 41 3022-0822
Fax: 41 3022-2226
A) DO CONTRATO DE TRABALHO

O reclamante foi admitido aos serviços da reclamada em data


de 03/02/2000, exercendo a função de montador de produtos, sendo desligado em data
de 24/11/2006.

Durante o período do contrato, o reclamante está em


tratamento – desde o ano de 2001 – de problemas de saúde relativos à atividade laboral.
Pelo fato, foi afastado de suas funções por duas vezes, sendo a primeira entre Julho e
Dezembro de 2004 e a segunda entre Junho e Novembro de 2005 (docs. 2 e 3).

Com efeito, laudo médico datado de 2004, pouco antes do


primeiro afastamento, relata processos inflamatórios degenerativos no ombro direito
(doc. 4). O caso médico foi objeto de tratamento cirúrgico (doc. 4A)

B) DA JORNADA DE TRABALHO, DAS HORAS EXTRAS E DO ADICIONAL NOTURNO

A jornada de trabalho do Reclamante se dava das 06h30 às


15h30 de Segunda-feira a Sábado, jornada esta que, em dois a três dias da semana,
excedia até as 17h30, ultrapassando o limite legal de 44 horas semanais, sem que
fossem quitadas para com o Obreiro todas as horas extras que lhe eram devidas.
Ocasionalmente, o trabalho aos domingos se fez necessário.

Embora a empresa realizasse o pagamente de algumas horas


extras, jamais o fez de forma integral, sendo, portanto, devidas ao reclamante as não-
pagas horas excedentes à 8ª diária e à 44º semana, nos termos do art. 7º, inciso XIII,
da Constituição da República c/c o art. 58 da CLT, acrescidas do adicional convencional e
dos reflexos sobre o 13º Salário, as férias, com o adicional constitucional, e o aviso
prévio.

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Apesar da jornada acima descrita ter sido a última a que se
submeteu o reclamante, durante outros momento no período do contrato, laborou em
outros turnos de produção, chegando a contemplar, inclusive, trabalho noturno. Neste
caso, nem sempre o Adicional Noturno (art. 4º, CLT) foi devidamente remunerado, sendo
devido seu pagamento ao autor, acrescido dos reflexos sobre o 13º Salário, as férias,
com o adicional constitucional, e o aviso prévio.

C) DA SUPRESSÃO DO INTERVALO MÍNIMO INTRA-JORNADA

Conforme a jornada acima exposta, os intervalos intra-


jornada nunca foram gozados regularmente pelo reclamante, em geral, jamais sendo
superiores a 40 (quarenta) minutos, nem tampouco lhe eram pagos como devido, ou
seja, como trabalho extraordinário, conforme preceitua o art. 71 da CLT.

Assim, é devido ao reclamante o pagamento do das horas


trabalhadas durante o intervalo para alimentação e repouso, como horas extras,
acrescidas do adicional convencional.

D) DAS HORAS “IN ITINERE”

Sendo o local de trabalho do Reclamante de difícil acesso e


não munido por transporte público regular, o Obreiro se via obrigado a estar a disposição
do Reclamado às 05hs da manhã, horário em que era conduzido até o local de trabalho,
por transporte fornecido pelo Reclamado, o mesmo ocorrendo ao final da labuta diária,
gastando para tanto cerca 01:30 horas por dia. Assim, o Reclamante faz jus ao
percebimento destas horas como horas in itinere.

E) DO FGTS E DA MULTA DE 40%

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Ante a natureza salarial das parcelas anteriormente
mencionadas e postuladas, deverá a reclamada pagar ao reclamante o FGTS acrescido da
multa de 40% sobre a totalidade das verbas pleiteadas que possuem condão salarial.

F) DO DANO PELA DOENÇA LABORAL

As atividades do reclamante eram desempenhadas


submetendo-o à série de riscos ocupacionais indicados, pela empresa Integral Saúde
Ocupacional, em seus atestados de saúde (em anexo, doc. 5): a) inadequado espaço
físico; b) má postura – determinada pelo fator anterior; c) repetitividade do trabalho.

Por conta disto, o Reclamante apresentou muitas dores e


problemas nos ombros, como bursite, tendinite e peritendinite (docs. 2, guia de
internação, e 6, exames médicos), sendo afastado de suas funções, pela primeira vez,
em 14/07/2004. Retornou ao trabalho em 14/12/2004.

Embora o INSS tivesse considerado que sua incapacidade


laborativa havia cessado, em data de 01/06/2005, o reclamante foi novamente, pelo
mesmo fato, afastado até 20/11/2005. Exatamente 1 (um) ano após o segundo retorno
ao trabalho, em 24/11/2006, o autor foi demitido sem justa causa (doc. 7, termo de
rescisão).

Sem embargo, diante dos problemas sofridos pelo


Reclamante o mesmo foi submetido a cirurgias nos ombros, fato este que acarretou
limitação (de, pelo menos, 20%) na capacidade de movimentos do ombro em seus
movimentos, do que certamente se constata que o Reclamante jamais voltará a exercer
a atividade de outrora.

Desde então, o Reclamante vem sofrendo com as


conseqüências do acidente, sendo elas, de cunho emocional representada pela frustração
de, ainda jovem, ter sua capacidade de trabalho diminuída, e de cunho físico,

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representada pelas dores constantes, por fazer uso habitual de medicamentos e por ter
perdido 20% de seus movimentos.

O Reclamante vem trilhando verdadeira via crucis em busca


do alívio das seqüelas que lhe foram causadas, necessitando da ajuda de parentes e
amigos. Ainda, está impedido de praticar atividades que antes sempre foram rotineiras,
como, por exemplo, a prática de esportes.

É certo que o Reclamado agiu com culpa, posto que


imprudentemente, incumbiu à vítima de prestar serviços repetitivos e de maneira
inadequada, resultando daí o evento já descrito acima, deixando-o impossibilitado de
trabalhar.

Todos estes infortúnios sofridos pelo reclamante acabaram


por lhe causar danos morais. Como brilhantemente explica Antônio Jeová Santos, em sua
obra Dano Moral Indenizável, 3ª ed.:

“Existem danos à pessoa que, muito embora não


retirem a vida, o sopro vital, produzem prejuízos
menores mas que, de alguma forma, importam na
diminuição de potencialidades do homem. Seja uma
simples lesão que, por ter sido praticada de forma
injusta, deve ser passível de indenização por dano
moral, já que qualquer dando à pessoa humilha e
envergonha, até a lesão física de magnitude como
aquela que produz tetraplegia, por exemplo, devem
ser objeto da mais ampla indenização. Qualquer
minoração que impeça o ser de continuar efetuando
atividades que lhe eram comuns antes de padecer a
lesão, como o exercício de atividade cultural,
artística, desportiva, etc., é coberta pelo direito
ensejador do dano moral, além do patrimonial.”

Por fim, é notório que o simples fato de alguém ter causado


lesão à integridade corporal de outrem, é suficiente para engendrar o dano moral, uma
vez que a incolumidade física e pessoal é uma projeção do direito à vida, torna o
reclamado passível de indenizar o reclamante.

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Assim, pelo acima exposto, deve ser o reclamado condenado
a pagar os danos morais ao Reclamante em valor a ser arbitrado por V. Exa., levando-se
em conta o caráter punitivo da aplicabilidade do dano moral e as condições financeiras da
empresa, de forma que o valor seja suficiente para suprir o fim a que se destina, qual
seja a punição do reclamado pelo ato danoso e uma compensação ao reclamante pelos
sofrimentos e transtornos aos quais está sujeito desde a ocorrência dos eventos
supracitados. Destarte, há que ser reconhecido ao reclamante o direito ao pagamento de
indenização, a título de danos morais, pelo fato do doença laboral, no valor de, no
mínimo, 40 vezes a média salarial efetivamente por ele recebida.

G) DO DANO PELO ASSÉDIO MORAL

Salienta-se, desde logo, que durante todo o período o


reclamante excedeu suas funções, auxiliando a empresa em diversas áreas do setor de
montagem, sem qualquer falta que o desabonasse.

A despeito disto, foi advertido, logo após o término do


primeiro afastamento, pelo não alcanço das metas da empresa. Antes do fato, inclusive,
o reclamante recebeu exortações verbais no sentido de que seria advertido por escrito
caso não atingisse as metas. Certa vez, uma funcionária do RH da empresa, de nome
Andréia, sugeriu que o reclamante “pedisse as contas”. Como se recusou a assinar a
ultrajante carta de advertência, dela não lhe foi cedida cópia.

Sabe-se, todavia, que tal fundamento é inidôneo para a


aplicação da sanção, eis que a atitude é atípica. Afinal, inexistem infrações laborais, além
daquelas expressamente positivadas na lei, como cita Maurício Godinho Delgado (Curso
de Direito do Trabalho, 2ª ed., p. 658 e 659):

“O Direito do Trabalho incorporaria o princípio


penal clássico de que não há infração sem previsão
legal anterior expressa. (...) A Consolidação das
Leis do Trabalho prevê, de modo expresso, as
figuras de infrações trabalhistas. Realiza previsão
exaustiva, fiel ao princípio de que inexistiriam
infrações além daquelas formalmente fixadas em
lei.”

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Neste ponto, percebe-se quão cruel foi o tratamento
dispensado ao autor, consubstanciado no constrangimento de ser advertido por estar
debilitado em decorrência das próprias condições de trabalho oferecidas pela empresa.

Em verdade, aparentemente a empresa pretendia livrar-se


do empregado que se tornou um peso (doente e insuficientemente produtivo). Por isso,
lançou mão de formas tão agudas de constrangimento. É digno de registro, neste
sentido, que o Reclamante não tinha permissão de ir ao banheiro durante o expediente.

Ainda, considerando que foi o autor dispensado exatamente


um ano após o segundo retorno ao trabalho, ou seja, quando terminou a estabilidade
provisória, fica evidente a motivação para tais atitudes patronais.

A violência moral no trabalho não é fenômeno novo e pode-


se dizer que ela é tão antiga quanto o próprio trabalho. A globalização e a conseqüente
flexibilização das relações trabalhistas trouxeram gravidade, generalização, intensificação
e a banalização do problema.

No mundo hodierno, surgiu a nova tônica nas relações de


trabalho, o individualismo exigindo do trabalhador um novo perfil: autônomo, flexível,
competitivo, criativo e qualificado.

As pressões por produtividade e o distanciamento entre os


órgãos dirigentes e os trabalhadores de linha de produção resultam a impossibilidade de
uma comunicação direta, desumanizando o ambiente de trabalho, acirrando a
competitividade e dificultando a germinação do espírito de cooperação e solidariedade
entre os próprios trabalhadores.

O assédio moral no trabalho é caracterizado pela exposição


dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras,
repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções,
sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que

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predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um
ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da
vítima com o ambiente de trabalho e a organização.

Existem várias definições que variam segundo o enfoque


desejado, tais como o enfoque médico, o psicológico ou o jurídico. Juridicamente, o
assédio moral pode ser considerado como um abuso emocional no local de trabalho, de
forma maliciosa, sem conotação sexual ou racial, com o fim de afastar o empregado das
relações profissionais, por meio de boatos, intimidações, humilhações, descrédito e
isolamento.

As estatísticas nacionais e mundiais revelam a necessidade


de se preservar a saúde mental dos trabalhadores, um dos valores inerentes à própria
dignidade da pessoa humana, princípio sobre o qual se fundamentam os ordenamentos
democráticos modernos. Destarte, é forçoso concluir que o assédio moral está
perfeitamente configurado, devendo a reclamada indenizar o dano moral daí decorrente.

Por isso, há que ser reconhecido ao reclamante o direito ao


pagamento de indenização, a título de danos morais, pelo fato do assédio moral, no valor
de, no mínimo, 40 vezes a média salarial efetivamente por ele recebida.

H) DOS LUCROS CESSANTES E OUTROS DANOS MATERIAIS

O reclamante encontra-se hoje em situação de desemprego.


Suas condições de saúde, sem sombra de dúvidas, são a causa determinante. Além das
dores, a perda da capacidade nos membros superiores acarretou prejuízo a seu
desempenho profissional. Como mencionado alhures, a capacidade de seu ombro está
reduzida em, no mínimo, 20%.

Tendo em vista que o atual quadro de saúde do reclamante


decorre da relação de emprego, aperfeiçoado está o nexo de causa entre o fato ilícito e o
dano, que, além de moral, como se viu, também se traduz materialmente, diante da

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impossibilidade de exercer atividade assemelhada (que constitui, hoje, sua experiência
de trabalho) em outra empresa.

Além disso, o reclamante suportou, e ainda está suportando,


inúmeras despesas médicas, farmacêuticas e com tratamento fisioterápico (doc. 8).
Especificamente, em Agosto de 2004, por ocasião do primeiro afastamento e tratamento
cirúrgico, o reclamante foi obrigado a desembolsar R$ 120,00 (cento e vinte Reais) com
despesas de instrumentação cirúrgica (doc. 9)

Considerando a culpa da empresa, ela própria deveria ter


arcado com tais custos. Ainda, note-se que, mesmo depois de sua demissão, o autor
ainda precisa de tratamento (doc. 3, exames, e doc. 10, declaração), e vários outros
dispêndios se farão necessários. Como agravante, a situação de desemprego lhe impingiu
a interrupção do tratamento, o que poderá determinar a piora de seu quadro médico.

Nos termos no art. 950 do Código Civil, a empresa,


causadora do dano, deve arcar com as custas de tratamento e os lucros cessantes até o
fim da convalescença:

Art. 950. Se da ofensa resultar defeito pelo qual o


ofendido não possa exercer o seu ofício ou
profissão, ou se lhe diminua a capacidade de
trabalho, a indenização, além das despesas do
tratamento e lucros cessantes até ao fim da
convalescença, incluirá pensão correspondente à
importância do trabalho para que se inabilitou, ou
da depreciação que ele sofreu.”

Por tudo, faz jus o reclamante ao custeio de todo o seu


tratamento, a restituição dos valores já despendidos, além de indenização dos lucros
cessantes mensais, no valor atualizado de sua última remuneração, desde a data da
demissão até estar plenamente apto ao trabalho e totalmente recuperado.

I) DA NECESSIDADE DE ANTECIPAÇÃO LIMINAR DOS EFEITOS DA TUTELA

Não é possível esperar o deslinde da ação para que o


reclamante possa realizar o tratamento corretivo no ombro.
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Além disso, há na peça elementos probatórios suficientes que
apontam a existência da doença ligada ao trabalho e a necessidade de tratamento
(doc. ...), o que representa prova inequívoca da verossimilhança da alegação.

Destarte, resta demonstrado um dos requisitos do art. 461,


§3º, do CPC. MARINONI e ARENHART apontam a existência de laudos como provas
suficientes, em cognição sumária, anterior à prova pericial, aos requisitos do artigo
supra:

“O interessado, ao requerer a tutela antecipatória, pode


valer-se de prova documental, de prova testemunhal ou
pericial antecipadamente realizadas e de laudos ou pareceres
de especialistas, que poderão substituir, em vista da situação
de urgência, a prova pericial” (Marinoni, Luiz Guilherme.
Arenhart, Sérgio Cruz. Manual do Processo de Conhecimento.
4ª Ed. São Paulo: RT, 2004. p . 209).(grifos nossos).

E na seqüência, arrematam:

“(...) nesta situação importa a probabilidade de o réu ser o


responsável pelo dano e o fundado receio de que, se o
ressarcimento não ocorrer de forma antecipada, dano diverso
possa ser ocasionado (por exemplo: não possa o autor
realizar operação cirúrgica, absolutamente necessária
em vista do ilícito praticado). (Marinoni, Luiz Guilherme.
Arenhart, Sérgio Cruz. Manual do Processo de Conhecimento.
4ª Ed. São Paulo: RT, 2004. p . 210).(grifos nossos).

Não só resta claramente demonstrada a prova inequívoca,


como está presente o fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação, que é a
possibilidade da ocorrência de dano de maior gravidade pelo não tratamento da doença.

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Além do mais, o autor não tem condições financeiras de arcar com tratamentos em
clínicas particulares.

Assim, carece o autor de concessão de medida liminar,


antecipando os efeitos da tutela para determinar à ré que suporte todas as despesas
para correção do ato lesivo, ou seja, novas avaliações, tratamentos clínicos e
fisioterápicos, remédios, despesas com internações, procedimento cirúrgico e pós-
operatório, sob pena de multa diária de R$ 1.000,00 (mil reais), com base no art. 461,
§4º, do CPC.

J) DOS REQUERIMENTOS

Conforme o exposto, requer:

1) a antecipação liminar dos efeitos da tutela, com base no art. 461, §3º e §4º,
do CPC, determinando-se à reclamada que suporte todas as despesas para
correção do ato lesivo, ou seja, novas avaliações, tratamentos clínicos e
fisioterápicos, remédios, despesas com internações, procedimento cirúrgico e pós-
operatório, sob pena de multa diária de R$ 1.000,00 (mil reais);
2) o pagamento de horas extras excedentes à 8ª diária e 44ª semanal,
acrescidas do adicional convencional e dos reflexos sobre o 13º Salário, as férias,
com o adicional constitucional, e o aviso prévio, além das horas, e reflexos,
decorrentes de supressão do intervalo intrajornada;
3) a multa do art. 477, da CLT, se aplicável;
4) o pagamento das horas “in itinere”, nos termos do item “C”;
5) o pagamento de F.G.T.S., acrescido da respectiva multa de 40%, sobre todas
as parcelas salariais deferidas na presente demanda;
6) a condenação da reclamada ao pagamento de indenização pelos danos morais
decorrentes de doença laboral, conforme descrito no item “F”, no valor de, no
mínimo, 40 vezes a média salarial recebida pelo reclamante.

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7) a condenação da reclamada ao pagamento de indenização pelos danos morais
decorrentes do assédio moral, descrito no item “G”, no valor de, no mínimo,
40 vezes a média salarial recebida pelo reclamante.
8) a condenação da reclamada à restituição de todas as despesas com o
tratamento do reclamante, relativos à doença laboral, durante e após o período
contratual;
9) a condenação da reclamada ao pagamento das despesas futuras com o
tratamento do reclamante;
10) a condenação da reclamada ao pagamento de lucros cessantes, desde o
desligamento até a completa recuperação do reclamante, em valor equivalente à
sua última remuneração (item “H”);
11) aplicação do art. 467 da CLT nas verbas incontroversas;
12) juros moratórios, no importe de 1% ao mês, capitalizados, sobre o valor total
da condenação.
13) os benefícios da Justiça Gratuita, nos termos do art. 4° da Lei 1060/50, por não
ter o reclamante condições de pagar as custas judiciais sem prejuízo próprio e de
sua família;

E assim, ante ao exposto, em conformidade com o art. 837 e


demais aplicáveis ao caso da CLT, o Reclamante requer à Vossa Excelência, se digne
determinar a Notificação do Reclamado, na pessoa de seu representante legal, para que,
no dia e hora designados por esse r. Juízo, compareça à audiência de Conciliação e
Julgamento e, conteste, querendo, a presente reclamatória, sob pena de revelia.

Requer, ainda, a condenação do Reclamado em todas as


verbas antes reclamadas, mais correção monetária, juros de mora, incidindo estes sobre
o capital corrigido, custas e despesas processuais, honorários advocatícios e demais
cominações de direito.

Desde logo, requer o depoimento pessoal do representante


legal do Reclamado, sob pena de confesso, oitiva de testemunhas, juntada de outros
documentos e outros meios de prova, se necessários.

12 Av. Sete de Setembro,


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Dá-se à causa o valor de R$

Termos em que,
Pede deferimento,

Curitiba, 01 de Março de 2007.

Marco Aurélio Nunes da Silveira Anderson Daniel Moser


OAB/PR 39.392 OAB/PR 38.505

Lívia Alves Ferreira


Estagiária de Direito
PEDIR PARA GILMAR:

Data da advertência
Instrumentação
Tutela antecipada

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