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Livro Eletrônico

Aula 00

500 Questões Comentadas de Direito Civil - Banca FCC


Professor: Aline Baptista Santiago

Aula Demonstrativa
DIREITO CIVIL – 500 QUESTÕES COMENTADAS
FCC
Aula 00 – Prof Aline Santiago / Prof. Jacson Panichi
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AULA 00
500 QUESTÕES
COMENTADAS DA FCC.

APRESENTAÇÃO E METODOLOGIA DO CURSO


Questões Comentadas de Direito Civil da FCC
Olá, Concurseiros do Estratégia! Tudo bem?

É com enorme alegria que, hoje, damos início ao nosso curso de 500
questões comentadas de Direito Civil da Fundação Carlos Chagas (FCC).
Nesse curso, veremos todo o conteúdo de Direito Civil que costuma ser
cobrado pela FCC. Serão 10 aulas de Direito Civil e 01 aula de Direito do
Consumidor, separadas por assunto, com 50 questões cada uma.
O principal objetivo do nosso curso é que você consiga obter um bom
resultado em sua prova relativa a esta matéria.
Nesta primeira aula, vamos resolver 30 questões da banca FCC referente a
diversos temas.
Procure reservar um tempinho no seu cronograma, mesmo que pequeno,
para você ☺. Lembre-se de que o descanso em alguns momentos será necessário.
Vamos, lá!?

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Apresentação Pessoal
Antes de qualquer coisa, para aqueles que ainda não nos conhecem, vamos
a uma rápida apresentação:
Meu nome é Jacson Panichi e atualmente exerço o cargo de Auditor Fiscal
do Município de São Paulo, aprovado no concurso de 2007.
Minha formação superior, assim como a de uma boa parcela, senão a
maioria, dos “concurseiros” da área fiscal, não é o Direito. Sou formado em
Odontologia, curso este que conclui em 2003, na Universidade Federal de Santa
Maria (UFSM).
Exerci a profissão de Cirurgião-Dentista até 2006 quando, então,
principalmente pela observação de boas experiências e do sucesso obtido por
alguns amigos, resolvi entrar no mundo dos concursos públicos, mais
especificamente na área fiscal.
Prestei os concursos de Analista Tributário da Receita Federal, o antigo TRFB,
em 2006 e alguns meses depois o de Analista da Controladoria Geral da União,
mas ainda com a aquela ideia equivocada dos que não conhecem
verdadeiramente o desafio que tem pela frente. A minha preparação para estes
certames foi de mais ou menos dois meses.
Passada a experiência inicial destes dois certames, comecei a minha
verdadeira preparação, com uma dedicação quase exclusiva para a prova do
ICMS-RS. Neste concurso, apesar de obter uma boa pontuação, suficiente para
me classificar entre os aprovados, não fiz o mínimo em uma disciplina, um dos
requisitos para a aprovação.
A vida é assim, feita de derrotas e vitórias. Hoje posso afirmar, sem sombra
de dúvidas, que sou muito feliz naquilo que faço e que as coisas acabaram
acontecendo no seu tempo e da maneira que tinham que acontecer. Se
você vem de experiências negativas, o conselho que posso dar é; nunca deixe
de estudar e não desanime. No mundo dos concursos, existe uma expressão
que considero verdadeira e muito oportuna, ela é a seguinte: “a fila anda”. Com
certeza, com dedicação você alcançará o seu tão sonhado objetivo.
Vamos agora à apresentação da minha querida companheira, incentivadora
e parceira nestas aulas aqui no Estratégia Concursos:
Olá a todos! Meu nome é Aline Baptista Santiago, sou formada em Direito
pela ULBRA-RS e especialista em direito Constitucional pela UNIFRA-RS.

Aline Santiago & Jacson Panichi.

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Aulas Tópicos abordados Data


Apresentação, metodologia, cronograma e algumas
Aula 00 12/12/2016
questões que serão abordadas durante o curso.

Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro -


Aula 01 22/12/2016
LINDB.

Aula 02 Pessoas Naturais e Domicílio. 01/01/2017

Aula 03 Pessoas Jurídicas e Domicílio. 11/01/2017

Aula 04 Dos bens. 21/01/2017

Aula 05 Dos fatos Jurídicos. 31/01/2017

Aula 06 Dos Direitos das Obrigações. 10/02/2017

Aula 07 Atos Ilícitos e Responsabilidade Civil. 20/02/2017

Aula 08 Dos Contratos em Geral. 02/03/2017

Aula 09 Direito das Coisas. 12/03/2017

Aula 10 Direito de Família e Sucessões. 22/03/2017

Aula 11 Direito do Consumidor. 01/04/2017

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: este curso é protegido por direitos autorais


(copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a
legislação sobre direitos autorais e dá outras providências.

Grupos de rateio e pirataria são clandestinos, violam a lei e prejudicam os professores que
elaboram os cursos. Valorize o trabalho de nossa equipe adquirindo os cursos
honestamente através do site Estratégia Concursos ;-)

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(AULA – DEMONSTRATIVA)
QUESTÕES COMENTADAS DE DIREITO CIVIL DA FCC.
30 Questões de Direito Civil Sem Comentários.
1. FCC 2016/PGE-MT/Procurador. De acordo com a Lei de Introdução às
Normas do Direito Brasileiro, a lei nova possui efeito
a) Imediato, por isto atingindo os fatos pendentes, mas devendo respeitar a
coisa julgada, o ato jurídico perfeito e o direito adquirido, incluindo o
negócio jurídico sujeito a termo ou sob condição suspensiva.
b) Retroativo, por isto atingindo os fatos pendentes, mas devendo respeitar a
coisa julgada, o ato jurídico perfeito e o direito adquirido, ao qual não se
equiparam, para fins de direito intertemporal, o negócio jurídico sujeito a
termo ou sob condição suspensiva.
c) Retroativo, por isto atingindo os fatos pendentes, mas devendo respeitar a
coisa julgada, o ato jurídico perfeito e o direito adquirido, ao qual se
equipara, para fins de direito intertemporal, o negócio jurídico sujeito a
termo, porém não o negócio jurídico sob condição suspensiva.
d) Imediato, por isto atingindo os fatos pendentes, ainda que se caracterizem
como coisa julgada, ato jurídico perfeito ou direito adquirido.
e) Imediato, por isto atingindo os fatos pendentes, mas devendo respeitar a
coisa julgada, o ato jurídico perfeito e o direito adquirido, ao qual se
equiparam as faculdades jurídicas e as expectativas de direito.

2. FCC 2016/Prefeitura de São Luiz – MA/Procurador do Município.


Considerada a eficácia espacial e temporal das leis como regulada na Lei da
Introdução às Normas do Direito Brasileiro:
a) Em decorrência do princípio da obrigatoriedade das leis, relevante
estruturante normativa, a lei se aplica a todos indistintamente, valendo a
escusa por desconhecimento legal.
b) A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando
seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que
tratava a lei anterior.
c) José, servidor, aposentou-se sob a égide de uma norma vigente na época,
tendo preenchido os requisitos para a concessão do benefício. A referida
norma passa a ter nova redação, após a concessão da aposentadoria, sendo
assim lícito ao Estado promover a revisão dos valores concedidos ao
beneficiário após nova regulamentação legal.

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d) Salvo disposição contrária, a lei vigorará em todo o país na data de sua


publicação.
e) A partir da vigência de uma lei, sua eficácia só poderá ser descontinuada
pela revogação por outra, sendo possível a repristinação tácita, em
decorrência do princípio da continuidade das leis.

3. FCC 2016/TRT - 23ª REGIÃO (MT)/Analista Judiciário - Oficial de


Justiça Avaliador Federal. Janete é filha de Gildete, que possui muitos bens.
Considerar-se-á, em caso de conflito de leis no tempo, que Janete possui, em
relação à futura herança de Gildete, que ainda está viva,
a) Direito sob condição suspensiva, que se equipara a direito adquirido.
b) Mera expectativa de direito.
c) Direito adquirido.
d) Direito sob condição suspensiva, que não se equipara a direito adquirido.
e) Direito a termo, inalterável ao arbítrio de Gildete, que se equipara a direito
adquirido.

4. FCC 2016/TRT - 23ª REGIÃO (MT)/Analista Judiciário - Área


Judiciária. Objetivando construir uma casa, Cássio adquiriu terreno no qual
existe um pequeno riacho. Depois da aquisição, entrou em vigor lei proibindo
a construção em terrenos urbanos nos quais haja qualquer tipo de curso
d'água. Referida lei possui efeito
a) Imediato, atingindo Cássio, porque a lei de ordem pública se sobrepõe ao
direito adquirido.
b) Retroativo, por tratar de meio ambiente, mas não atinge Cássio, porque a
lei de ordem pública não se sobrepõe ao direito adquirido.
c) Imediato, atingindo Cássio, porque este não possui direito adquirido.
d) Retroativo, por tratar de meio ambiente, atingindo Cássio, porque a lei de
ordem pública se sobrepõe ao direito adquirido.
e) Imediato, mas não atinge Cássio, porque a lei de ordem pública não se
sobrepõe ao direito adquirido.

5. FCC 2015/SEFAZ-PE/Julgador Administrativo Tributário do Tesouro


Estadual. A contagem do prazo de vacância para entrada em vigor das leis far-
se-á com a
a) Exclusão da data da publicação e inclusão do último dia do prazo, entrando
em vigor no dia subsequente à sua consumação integral.
b) Exclusão da data da publicação e do último dia do prazo, entrando em vigor
no dia subsequente à sua consumação integral.
c) Inclusão da data da publicação e do último dia do prazo, entrando em vigor
no dia subsequente à sua consumação integral.
d) Exclusão da data da publicação e inclusão do último dia do prazo, neste
entrando em vigor.

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e) Inclusão da data da publicação e do último dia do prazo, entrando em vigor


no dia anterior.

6. FCC 2016/Prefeitura de Campinas – SP/Procurador. Lourenço adquiriu


imóvel em localidade servida por “Associação de Moradores”, à qual Lourenço
não se associou. Passado um mês em que se instalou no local, Lourenço recebeu,
da associação, boleto de cobrança de taxa de manutenção, à qual não anuiu, bem
como comunicado dando conta de que, em Assembleia Geral realizada um ano
antes, decidiu-se que todas as pessoas que se instalassem no bairro seriam
obrigadas a pagar contribuição, independentemente de anuência prévia, tendo
em vista a necessidade de custeio de despesas, dentre as quais a contratação de
segurança privada. O estatuto da referida associação nada dispõe sobre a
transmissibilidade da qualidade de associado. De acordo com jurisprudência
dominante do Superior Tribunal de Justiça, referida deliberação
a) Atingirá Lourenço, independentemente de qualquer requisito, se
comprovado que Lourenço se beneficia dos serviços mantidos pela
Associação de Moradores.
b) Não atinge Lourenço, porque as taxas de manutenção criadas por
associações de moradores não obrigam os não associados ou que a elas
não anuíram.
c) Atinge Lourenço, porque a associação impõe, aos associados, direitos e
obrigações recíprocos.
d) Atinge Lourenço, porque, no silêncio do estatuto, presume-se que a
qualidade de associado se transmite do antigo para o novo proprietário do
imóvel.
e) Não atinge Lourenço, porque as taxas de manutenção criadas por
associações de moradores, independentemente do que dispõe o estatuto,
não possuem caráter obrigatório, ainda que os associados tenham a elas
anuído.

7. FCC 2016/Prefeitura de São Luiz – MA/Procurador. Tércio, síndico do


Condomínio São Luís, promoveu ação contra Cipriano por falta de pagamento de
despesas condominiais. A ação foi promovida, não em nome de Tércio, mas em
nome do Condomínio. O polo ativo da relação jurídica processual foi assim
estabelecido porque o condomínio edilício constitui exemplo de
a) Ente despersonalizado.
b) Sociedade em conta de participação.
c) Pessoa física.
d) Sociedade em comum.
e) Associação.

8. FCC 2016/TRT 14º Região (RO E AC)/AJAJ. Para se alterar o estatuto de


uma fundação, é mister que a reforma não contrarie ou desvirtue o fim desta e
seja deliberada

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a) Pela maioria simples dos competentes para gerir e representar a fundação,


devendo, ainda, ser aprovada pelo órgão do Ministério Público, e, caso este
a denegue, poderá o juiz supri-la, a requerimento do interessado.
b) Pela unanimidade dos competentes para gerir e representar a fundação,
devendo, ainda, ser aprovada pelo órgão do Ministério Público, e, caso este
a denegue, poderá o juiz supri-la, a requerimento do interessado.
c) Por dois terços dos competentes para gerir e representar a fundação,
devendo, ainda, ser aprovada pelo órgão do Ministério Público, e, caso este
a denegue, poderá o juiz supri-la, a requerimento do interessado.
d) Por dois terços dos competentes para gerir e representar a fundação,
devendo, ainda, ser aprovada pelo órgão do Ministério Público, sem
possibilidade de suprimento judicial a requerimento do interessado no caso
de denegação.
e) Pela unanimidade dos competentes para gerir e representar a fundação,
devendo, ainda, ser aprovada pelo órgão do Ministério Público, sem
possibilidade de suprimento judicial a requerimento do interessado no caso
de denegação.

9. FCC 2016/DPE-BA/Defensor Público. Segundo o Código Civil de 2002, os


bens públicos são
I. inalienáveis, os dominicais.
II. alienáveis, desde que haja prévia justificativa e autorização do Poder
Legislativo.
III. inalienáveis, os bens de uso comum, enquanto conservar a sua qualificação;
e inalienáveis os bens dominicais, observadas as determinações legais.
IV. alienáveis, os bens dominicais, observadas as determinações legais.
V. inalienáveis, os bens públicos de uso comum do povo na forma que a lei
determinar.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I, II e V.
b) I, II e III.
c) I, III e IV.
d) II e IV.
e) IV e V.

10. FCC 2016/TRT 1ª Região (RJ)/Juiz do trabalho substituto. Sobre os


bens reciprocamente considerados, e de acordo com o que estabelece o Código
Civil, considere:
I. São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se destinam,
de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro.
II. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal abrangem as
pertenças de acordo com as circunstâncias do caso.

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III. As benfeitorias úteis são aquelas que não aumentam o uso habitual do bem,
ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado valor.
IV. Não se consideram benfeitorias os melhoramentos ou acréscimos sobrevindos
ao bem sem a intervenção do proprietário, possuidor ou detentor.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) II, III e IV.
b) I e II.
c) I e IV.
d) I, II e III.
e) I, II e IV.

11. FCC 2016/TRT-23ª Região (MT)/Analista Judiciário-área judiciária.


Marcos, pai de Fernando, foi condenado, por decisão transitada em julgado, a
pagar alimentos ao filho. Quando da condenação, Fernando tinha 2 anos de idade.
Passados 3 anos do trânsito em julgado, Fernando, representado por sua mãe,
requereu o cumprimento da sentença. Marcos alegou prescrição. A pretensão
para cumprimento da sentença
a) Prescreveu em parte, porque a prescrição atinge apenas os alimentos
vencidos antes de 2 anos do pedido de cumprimento.
b) Não prescreveu, porque a prescrição não atinge direito da personalidade.
c) Não prescreveu, porque não corre a prescrição contra os absolutamente
incapazes.
d) Prescreveu, porque a pretensão para haver prestações alimentares se
extingue depois de 2 anos.
e) Não prescreveu, porque não corre a prescrição contra os relativamente
incapazes.

12. FCC 2016/TRT-23ª Região (MT)/Analista Judiciário-área judiciária.


Carlos abalroou veículo em ambulância que conduzia Paulo, pessoa relativamente
incapaz, causando-lhe lesões corporais. Passados 4 anos, Paulo ajuizou ação de
indenização contra Carlos. A pretensão
a) Prescreveu depois de 3 anos, pois corre a prescrição contra o relativamente
incapaz, o qual tem ação contra o assistente, se este houver dado causa à
prescrição.
b) Não prescreveu, pois prescreve em 5 anos a pretensão à reparação civil.
c) Prescreveu depois de 3 anos, pois corre a prescrição contra o relativamente
incapaz, o qual não tem ação contra o assistente, ainda que este tenha
dado causa à prescrição.
d) Não prescreveu, pois prescreve em 10 anos a pretensão à reparação civil.
e) Não prescreveu, pois não corre a prescrição contra o relativamente incapaz.

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13. FCC 2016/PGE (MT)/Procurador do Estado. Endividado, Ademir contraiu


empréstimo de R$ 100.00,00 (cem mil reais) com o Banco Riqueza, oferecendo,
como garantia, a hipoteca de um de seus imóveis. Paga parcialmente a dívida,
Ademir alienou referido imóvel a Josué. A hipoteca
a) É extinta tanto pelo pagamento parcial da dívida como pela alienação da
coisa.
b) É extinta pelo pagamento parcial da dívida.
c) Não é extinta pelo pagamento parcial da dívida, mas impede a alienação da
coisa.
d) Não é extinta pelo pagamento parcial da dívida, nem impede a alienação da
coisa, mas o credor hipotecário não poderá fazer valer o direito real de
garantia contra o adquirente do bem.
e) Não é extinta pelo pagamento parcial da dívida nem impede a alienação da
coisa, mas o credor hipotecário poderá fazer valer o direito real de garantia
contra o adquirente do bem.

14. FCC 2016/ELETROBRAS-ELETROSUL/Direito. A empresa Eletrosul


ajuizou ação de indenização contra a empresa “X”, contratada para execução de
uma obra de grande complexidade no Estado de Santa Catarina, obra esta que
não foi executada dentro do prazo estabelecido em contrato. Ao final da demanda
a ação é julgada procedente e a empresa demandada condenada ao pagamento
da indenização, bem como das custas e despesas processuais, além de
honorários advocatícios. Pretendendo cobrar da empresa “X” os valores que
despendeu um juízo no curso do processo, a Eletrosul deverá exercer esta
pretensão a partir da data do trânsito em julgado, e deverá observar o prazo
prescricional de
a) 5 anos.
b) 4 anos.
c) 3 anos.
d) 10 anos.
e) 1 ano.

15. FCC 2016/ELETROBRAS-ELETROSUL/Direito. José é casado com Maria


com quem tem dois filhos. José e Maria não são proprietários de qualquer imóvel
urbano e rural, mas são possuidores de um imóvel urbano com 300 m2 de área
total na periferia de uma determinada cidade e nele estabelecem a moradia
habitual de sua família, construindo uma casa e diversas benfeitorias. Neste caso,
à luz do Código Civil considerando que a posse se deu sem qualquer interrupção
e nem oposição, José e Maria poderão adquirir a propriedade imóvel pela
usucapião após o decurso do prazo mínimo ininterrupto de
a) 20 anos.
b) 15 anos.
c) 5 anos.

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d) 10 anos.
e) 3 anos.

16. FCC 2016/ELETROBRAS-ELETROSUL/Direito. Carlos alugou, tendo como


fiador Paulo, imóvel residencial pertencente a Fábio, deixando de honrar o
pagamento dos aluguéis. Em razão do inadimplemento, Fábio ajuizou ação contra
ambos, Carlos e Paulo, a qual foi julgada procedente. Na fase de cumprimento
de sentença, Fábio requereu a penhora do único imóvel residencial de Paulo, no
qual reside com sua família. Requereu também a penhora do único imóvel
residencial de Carlos, o qual este alugou a terceiros para obtenção de renda
necessária à moradia e subsistência de sua família. De acordo com jurisprudência
dominante do Superior Tribunal de Justiça, é
a) Inválida a penhora de ambos os imóveis, devendo recair sobre a renda do
bem de Carlos, em sua totalidade.
b) Inválida a penhora do bem de Paulo e válida a do bem de Carlos.
c) Válida a penhora de ambos os imóveis.
d) Inválida a penhora de ambos os imóveis, não podendo recair nem sequer
sobre a renda do bem de Carlos.
e) Válida a penhora do bem de Paulo e inválida a do bem de Carlos.

17. FCC 2016/ELETROBRAS-ELETROSUL/Direito. A respeito da mora,


considere:
I. Nas obrigações provenientes de ato ilícito, considera-se o devedor em mora
desde que o praticou.
II. Nos contratos bancários, não descaracteriza a mora o ajuizamento isolado de
ação revisional, nem mesmo quando o reconhecimento de abusividade incidir
sobre os encargos inerentes ao período de inadimplência contratual.
III. Se a prestação, devido à mora, se tornar inútil ao credor, este poderá enjeitá-
la, e exigir a satisfação das perdas e danos.
IV. É necessária, em regra, interpelação judicial ou extrajudicial para constituir
em mora o devedor que não honra obrigação positiva e líquida no seu termo.
De acordo com o Código Civil e com jurisprudência consolidada do Superior
Tribunal de Justiça, está correto o que se afirma em
a) I, II, III e IV.
b) II e III, apenas.
c) I, II e IV, apenas.
d) III e IV, apenas.
e) I, II e III, apenas.

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18. FCC 2016/ELETROBRAS-ELETROSUL/Direito. Marcel abalroou o veículo


de Henrique, que sofreu danos materiais. Visando à reparação do dano, Henrique
acionou direta e exclusivamente a seguradora de Marcel. De acordo com o Código
Civil e com jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça,
a) Não pode Henrique acionar direta e exclusivamente a seguradora.
b) O Juiz deverá, de ofício, incluir no polo passivo da ação a pessoa de Marcel,
o qual responderá, solidariamente com a seguradora, pelos danos que
houver causado culposamente a Henrique.
c) A obrigação da seguradora é aferida independentemente da
responsabilidade civil do segurado.
d) A seguradora responderá de maneira objetiva, no âmbito de referida ação,
se ficar comprovado que Marcel agiu com culpa.
e) A seguradora responderá de maneira objetiva, no âmbito de referida ação,
independentemente de prova de que Marcel agiu com culpa.

19. FCC 2016/ELETROBRAS-ELETROSUL/Direito. Mário firmou com João


negócio jurídico pelo qual se obrigou a, no prazo de 4 anos, contados da
celebração do negócio, entregar obra de arte de sua confecção, que viria a ser
apresentada em prestigiada exposição. Na data avençada, porém, Mário não
entregou a obra, causando danos materiais a João, que, dentro de dois anos,
ajuizou ação de indenização. Em contestação, Mário alegou prescrição, que, no
caso,
a) Não ocorreu, porque a prescrição só passa a fluir após vencido o prazo
previsto para cumprimento da obrigação.
b) Não ocorreu, porque não corre a prescrição enquanto pendente condição
resolutiva.
c) Ocorreu, porque, da celebração do negócio, passaram-se mais de 3 anos.
d) Ocorreu, porque, da celebração do negócio, passaram-se mais de 5 anos.
e) Não ocorreu, porque não corre a prescrição enquanto pendente condição
suspensiva.

20. FCC 2016/ELETROBRAS-ELETROSUL/Direito. Antevendo que se


divorciaria de Márcia, Marcos transferiu parte de seu patrimônio a Cíntia, de
maneira graciosa, declarando, no entanto, ter realizado uma compra e venda. Tal
ato é
a) Nulo, em razão de simulação, sujeitando-se a prazo decadencial de 4 anos.
b) Nulo, em razão de simulação, não convalescendo com o decurso do tempo.
c) Anulável, em razão de fraude contra credores, sujeitando-se a prazo
decadencial de 4 anos.
d) Anulável, em razão de simulação, sujeitando-se a prazo prescricional de 4
anos.

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e) Nulo, em razão de fraude contra credores, não convalescendo com o


decurso do tempo.

21. FCC 2016/ELETROBRAS-ELETROSUL/Direito. Caio estabeleceu-se, com


animus domini, em praça pública abandonada pelo Município. Decorridos mais de
20 anos, sem oposição das pessoas que frequentavam o local, requereu fosse
declarada usucapida a área. Tal praça constitui bem
a) De uso comum do povo, suscetível de usucapião, em caso de abandono
pelo poder público.
b) De uso especial, insuscetível de usucapião, assim como os de uso comum
do povo e os dominicais.
c) Dominical, suscetível de usucapião, ainda que conserve tal qualificação.
d) De uso comum do povo, insuscetível de usucapião, diferentemente dos
bens de uso especial e dos dominicais.
e) De uso comum do povo, insuscetível de usucapião, assim como os de uso
especial e os dominicais.

22. FCC 2016/TRT 1ª Região (RJ)/Juiz Substituto. A respeito do contrato


de compra e venda, é correto afirmar:
a) Até o momento da tradição, os riscos do preço correm por conta do
comprador.
b) Não é lícita a compra e venda entre cônjuges com relação a bens excluídos
da comunhão.
c) Será anulável a venda de ascendente a descendente quando houver
expresso consentimento pelos outros descendentes, mas não pelo cônjuge
do alienante, independentemente do regime de bens.
d) Não obstante o prazo ajustado para o pagamento, se antes da tradição o
vendedor cair em insolvência, poderá o comprador sobrestar o pagamento
da coisa, até que o vendedor garanta a entrega do bem.
e) A fixação do preço não pode ser deixada ao arbítrio de terceiro.

23. FCC 2015/TRE-SE/Analista Judiciário. No tocante aos direitos da


personalidade, considere:
I. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são
intransmissíveis e irrenunciáveis.
II. Em regra, o exercício dos direitos da personalidade pode sofrer limitação
voluntária.
III. Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a
tratamento médico ou a intervenção cirúrgica.

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IV. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou
representações que a exponham ao desprezo público, exceto quando não haja
intenção difamatória.
De acordo com o Código Civil brasileiro, está correto o que se afirma APENAS em
a) II e IV.
b) I, II e III.
c) III e IV.
d) I e IV.
e) I e III.

24. FCC 2015/TJ-PE/Juiz Substituto. Segundo a legislação civil vigente,


a) A proteção dos direitos da personalidade é de aplicação irrestrita para as
pessoas jurídicas.
b) Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da
personalidade.
c) Apenas quanto à utilização do nome é que se aplica às pessoas jurídicas a
proteção dos direitos da personalidade.
d) Para caracterização de dano moral à pessoa jurídica é imprescindível que
também ocorra dano patrimonial.
e) Às pessoas jurídicas não se concede indenização por dano moral.

25. FCC 2015/TRE-RR/Analista Judiciário. No tocante as pessoas jurídicas,


considere:
I. As organizações religiosas e os partidos políticos são pessoas jurídicas de
direito privado.
II. O prazo decadencial para anular a constituição das pessoas jurídicas de direito
privado, por defeito do ato respectivo, é de dois anos a contar da publicação de
sua inscrição no registro.
III. Em regra, se a pessoa jurídica tiver administração coletiva, as decisões se
tomarão pela maioria de votos dos presentes. Neste caso, o prazo decadencial
para anular as referidas decisões que violarem a lei ou estatuto é de dois anos.
IV. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da
personalidade.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) II e III
b) I e II e IV.
c) III e IV.
d) I, II e III.
e) I e IV.

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26. FCC 2015/TCM-GO/Procurador do Ministério Público de Contas. No


tocante às fundações, considere:
I. Constituem elas um acervo de bens, que recebe personalidade jurídica para a
realização de fins determinados, de interesse público, de modo permanente e
estável.
II. Podem ser constituídas para fins científicos, educacionais ou de promoção do
meio ambiente, mesmo que com fins lucrativos.
III. Quando insuficientes para constitui-las, os bens a ela destinados serão, se de
outro modo não dispuser o instituidor, incorporados em outra fundação que se
proponha a fim igual ou semelhante.
IV. Os fins ou objetivos da fundação não podem em princípio ser modificados, a
não ser pela vontade unânime de seus dirigentes.
Está correto o que se afirma em
a) III e IV, apenas
b) I, II, III e IV
c) I, II e IV, apenas.
d) I, III e IV, apenas.
e) I e III, apenas.

27. FCC 2015/TCM-GO/Procurador do Ministério Público de Contas.


Morrinhos Futebol Clube é uma associação esportiva sem fins lucrativos, que
decide, para aumentar seus ganhos, montar um restaurante em sua sede, aberto
aos associados e familiares, bem como uma loja para vender camisas dos
uniformes de seus jogadores, bolas e réplicas dos troféus conquistados. Essa
conduta
a) Não é possível, pois associações não podem ter fins econômicos, o que se
caracterizaria em ambas as situações, só podendo a imagem da associação
ser cedida onerosamente a terceiros.
b) É possível, mesmo com ganhos pessoais aos associados, pois associações
podem ter os mesmos fins econômicos que uma sociedade por quotas de
responsabilidade limitada.
c) É possível, desde que não haja ganhos pessoais aos associados, pois a
realização eventual de negócios para manter ou aumentar o patrimônio da
associação não a desnatura
d) É possível somente em relação à venda de uniformes, bolas e troféus, pois
a abertura de um restaurante, mesmo que sem ganhos pessoais aos
associados, desnatura sua condição de associação, por não ter nexo com
suas atividades esportivas.
e) É possível somente em relação à abertura do restaurante, desde que
somente para os associados e familiares, pois a venda de uniformes, bolas
e troféus, por ser livre à população em geral, tem fins lucrativos que a
desnaturam enquanto associação.

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28. FCC 2015/SEFAZ-PE/Julgador Administrativo Tributário do Tesouro


Estadual. O titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os
limites impostos pelo seu fim econômico ou social
a) Comete ato ilícito, consubstanciado em abuso do direito, sujeitando-se à
responsabilidade civil.
b) Não comete ato ilícito, mas, apenas, viola regra moral, sem consequências
jurídicas.
c) Não comete ato ilícito, mas se sujeita à responsabilidade civil de natureza
objetiva.
d) Comete ato ilícito, sujeitando-se a sanções administrativas, mas não à
responsabilidade civil.
e) Comete abuso do direito, que a lei não reputa ato ilícito para fins
indenizatórios.

29. FCC 2015/MANAUSPREV/Procurador Autárquico. Analise as


proposições abaixo, a respeito da responsabilidade civil:
I. O médico, em regra, responde civilmente somente se o autor da ação fizer
prova de dolo ou culpa.
II. O pai é objetivamente responsável pelos danos decorrentes de culpa do filho
menor que estiver sob sua autoridade e companhia.
III. Não se responsabiliza o incapaz se os seus responsáveis tiverem obrigação
de fazê-lo e dispuserem de meios suficientes para tanto.
Está correto o que se afirma em
a) I e III, somente.
b) III, somente.
c) I, II e III.
d) I e II, somente.
e) II e III, somente.

30. FCC 2015/TJ-PE/Juiz Substituto. Haverá obrigação de reparar o dano,


independentemente de culpa,
a) Sempre que o juiz, verificando a hipossuficiência da vítima, inverter o ônus
da prova.
b) Apenas quando o dano for ocasionado por agente público ou preposto de
empresa concessionária de serviço público, no exercício de seu trabalho.
c) Quando a lei não estabelecer que a hipótese se regula pela responsabilidade
civil subjetiva.
d) Quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar,
por sua natureza, risco para os direitos de outrem.
e) Somente nos casos especificados em lei.

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AULA 00
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QUESTÕES COMENTADAS DE DIREITO CIVIL DA FCC.
30 Questões de Direito Civil Comentadas.
1. FCC 2016/PGE-MT/Procurador. De acordo com a Lei de Introdução às
Normas do Direito Brasileiro, a lei nova possui efeito
==0==

a) Imediato, por isto atingindo os fatos pendentes, mas devendo respeitar a


coisa julgada, o ato jurídico perfeito e o direito adquirido, incluindo o
negócio jurídico sujeito a termo ou sob condição suspensiva.
b) Retroativo, por isto atingindo os fatos pendentes, mas devendo respeitar a
coisa julgada, o ato jurídico perfeito e o direito adquirido, ao qual não se
equiparam, para fins de direito intertemporal, o negócio jurídico sujeito a
termo ou sob condição suspensiva.
c) Retroativo, por isto atingindo os fatos pendentes, mas devendo respeitar a
coisa julgada, o ato jurídico perfeito e o direito adquirido, ao qual se
equipara, para fins de direito intertemporal, o negócio jurídico sujeito a
termo, porém não o negócio jurídico sob condição suspensiva.
d) Imediato, por isto atingindo os fatos pendentes, ainda que se caracterizem
como coisa julgada, ato jurídico perfeito ou direito adquirido.
e) Imediato, por isto atingindo os fatos pendentes, mas devendo respeitar a
coisa julgada, o ato jurídico perfeito e o direito adquirido, ao qual se
equiparam as faculdades jurídicas e as expectativas de direito.

Comentário:
A alternativa “a” está correta.
De acordo com o art. 6°, §2° da LINDB:
Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico
perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.
§ 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele,
possa exercer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou
condição pré-estabelecida inalterável, a arbítrio de outrem.
As alternativas “b” e “c” estão erradas.
O art. 6° da LINDB, seguindo o art. 5°, XXXVI da CF/88, adota o princípio da
irretroatividade normativa, indicando que a lei nova produz efeitos
imediatos e gerais. Com base nesse ideal, pode-se concluir que:
Lei nova não se aplica aos fatos pretéritos;

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Lei nova se aplica aos fatos pendentes, especificamente nas partes


posteriores;
Lei nova se aplica aos fatos futuros.
Contudo, a própria LINDB traz exceção à irretroatividade, admitindo-se efeitos
desde que, cumulativamente:
Exista expressa disposição normativa nesse sentido;
Tais efeitos retroativos não atinjam o ato jurídico perfeito, a coisa
julgada e o direito adquirido.
Art. 6°. A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico
perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.
Art. 5°, XXXVI. A lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e
a coisa julgada.
A alternativa “d” está errada.
Art. 6°. A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico
perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.
A alternativa “e” está errada.
Art. 6°. A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico
perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.

Gabarito letra A

2. FCC 2016/Prefeitura de São Luiz – MA/Procurador do Município.


Considerada a eficácia espacial e temporal das leis como regulada na Lei da
Introdução às Normas do Direito Brasileiro:
a) Em decorrência do princípio da obrigatoriedade das leis, relevante
estruturante normativa, a lei se aplica a todos indistintamente, valendo a
escusa por desconhecimento legal.
b) A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando
seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que
tratava a lei anterior.
c) José, servidor, aposentou-se sob a égide de uma norma vigente na época,
tendo preenchido os requisitos para a concessão do benefício. A referida
norma passa a ter nova redação, após a concessão da aposentadoria, sendo
assim lícito ao Estado promover a revisão dos valores concedidos ao
beneficiário após nova regulamentação legal.
d) Salvo disposição contrária, a lei vigorará em todo o país na data de sua
publicação.
e) A partir da vigência de uma lei, sua eficácia só poderá ser descontinuada
pela revogação por outra, sendo possível a repristinação tácita, em
decorrência do princípio da continuidade das leis.

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Comentário:
A alternativa “a” está errada.
De acordo com o art. 3° da LINDB:
Art. 3°. Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece.
Vale ressaltar que não se trata de uma presunção absoluta e sim relativa,
já que nem todos conhecem as leis em sua integralidade. Fato que justifica a
existência da vacatio legis para divulgação do texto normativo.
Na verdade, o artigo pretende vedar a possibilidade de escusa da norma por
alegação do seu desconhecimento, o que poderia gerar uma completa ineficácia
da ordem jurídica.
A alternativa “b” está correta.
A banca cobrou a literalidade do §1º do art. 2° da LINDB:
§1°A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja
com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei
anterior.
A alternativa “c” está errada.
O Estado não poderá promover a revisão dos valores concedidos ao José, com
fundamento no direito adquirido previsto no o art. 6º, § 2º da LINDB:
Art. 6°. A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito,
o direito adquirido e a coisa julgada.
§ 2º. Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por
ele, possa exercer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou
condição pré-estabelecida inalterável, a arbítrio de outrem.
A alternativa “d” está errada.
Conforme o art. 1° da LINDB:
Art. 1º. Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país
quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada.
A alternativa “e” está errada.
A Repristinação tácita é a volta de vigência de lei revogada, por ter a lei
revogadora temporária perdido a sua vigência.
E o princípio da continuidade das leis é quando uma lei pode ter vigência
para o futuro sem prazo determinado, durando até que seja modificada ou
revogada por outra. Assim, pelo princípio da continuidade (art.2°) uma lei
prolonga seus efeitos pelo tempo, a não ser que seja modificada ou revogada
por outra.
Art. 2°. Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a
modifique ou revogue.

Gabarito letra B

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3. FCC 2016/TRT - 23ª REGIÃO (MT)/Analista Judiciário - Oficial de


Justiça Avaliador Federal. Janete é filha de Gildete, que possui muitos bens.
Considerar-se-á, em caso de conflito de leis no tempo, que Janete possui, em
relação à futura herança de Gildete, que ainda está viva,
a) Direito sob condição suspensiva, que se equipara a direito adquirido.
b) Mera expectativa de direito.
c) Direito adquirido.
d) Direito sob condição suspensiva, que não se equipara a direito adquirido.
e) Direito a termo, inalterável ao arbítrio de Gildete, que se equipara a direito
adquirido.

Comentário:
A alternativa “a” está errada. 0
Direito adquirido é o que já se incorporou definitivamente ao patrimônio e à
personalidade de seu titular, seja por se ter realizado o termo estabelecido,
seja por se ter implementado a condição necessária.
A condição suspensiva impede a aquisição e o exercício do direito,
enquanto o termo inicial impede apenas o seu exercício, já gerada a
aquisição ao direito.
Art. 125. Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva,
enquanto esta se não verificar, não se terá adquirido o direito, a que ele visa.
Art. 131. O termo inicial suspende o exercício, mas não a aquisição do direito.
A alternativa “b” está correta.
De acordo com o art. 6º. § 2º da LINDB:
§ 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele,
possa exercer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou
condição pré-estabelecida inalterável, a arbítrio de outrem.
A expectativa de direito consiste em um direito que se encontra na iminência
de ocorrer, mas que não produz os efeitos do direito adquirido, pois não foram
cumpridos todos os requisitos exigidos em lei.
Como a herança só se transmite com a morte, há mera expectativa de direito
da Janete em receber a herança da sua mãe Gildete que ainda está viva.
A alternativa “c” está errada.
Direito adquirido é o que já se incorporou definitivamente ao patrimônio e à
personalidade de seu titular, seja por se ter realizado o termo estabelecido,
seja por se ter implementado a condição necessária.
Como o direito a herança ocorre a partir da morte do de cujus, não há que se
falar, neste caso, em direito adquirido.
A alternativa “d” está errada.

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Condição suspensiva é quando as partes protelam a eficácia do negócio


jurídico. Este só terá sua eficácia após o implemento de uma condição, um
acontecimento futuro e incerto.
No caso em tela, quando Gildete morrer, sua filha Janete receberá sua herança.
Note que há mera expectativa de direito da Janete com relação à herança. Ou
seja, o direito sob condição suspensiva é aquele que ainda não foi adquirido.
Art. 125. Subordinando-se a eficácia do negócio jurídico à condição suspensiva,
enquanto esta se não verificar, não se terá adquirido o direito, a que ele visa.
Art. 126. Se alguém dispuser de uma coisa sob condição suspensiva, e, pendente esta,
fizer quanto àquela novas disposições, estas não terão valor, realizada a condição, se
com ela forem incompatíveis.
A alternativa “e” está errada.
Como visto na alternativa anterior, Janete possui expectativa de direito que
está sujeito a termo, não se equiparando ao direito adquirido.

Gabarito letra B

4. FCC 2016/TRT - 23ª REGIÃO (MT)/Analista Judiciário - Área


Judiciária. Objetivando construir uma casa, Cássio adquiriu terreno no qual
existe um pequeno riacho. Depois da aquisição, entrou em vigor lei proibindo
a construção em terrenos urbanos nos quais haja qualquer tipo de curso
d'água. Referida lei possui efeito
a) Imediato, atingindo Cássio, porque a lei de ordem pública se sobrepõe ao
direito adquirido.
b) Retroativo, por tratar de meio ambiente, mas não atinge Cássio, porque a
lei de ordem pública não se sobrepõe ao direito adquirido.
c) Imediato, atingindo Cássio, porque este não possui direito adquirido.
d) Retroativo, por tratar de meio ambiente, atingindo Cássio, porque a lei de
ordem pública se sobrepõe ao direito adquirido.
e) Imediato, mas não atinge Cássio, porque a lei de ordem pública não se
sobrepõe ao direito adquirido.

Comentário:
A alternativa “a” está errada.
Como Cássio ainda não havia construído uma casa no terreno, não há que
se falar em direito adquirido. Tendo a lei efeito imediato.
Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito,
o direito adquirido e a coisa julgada.
§ 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele,
possa exercer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou
condição pré-estabelecida inalterável, a arbítrio de outrem.
A alternativa “b” está errada.

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A lei tem efeito imediato e atingirá Cássio que ainda não construiu uma casa
no terreno, logo, não há que se falar em direito adquirido.
Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito,
o direito adquirido e a coisa julgada.
§ 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele,
possa exercer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou
condição pré-estabelecida inalterável, a arbítrio de outrem.
A alternativa “c” está correta.
A lei tem efeito imediato, atingindo Cássio, porque este não possui direito
adquirido, pois a casa ainda não havia sido construída.
Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito,
o direito adquirido e a coisa julgada.
§ 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele,
possa exercer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou
condição pré-estabelecida inalterável, a arbítrio de outrem.
A alternativa “d” está errada.
A lei tem efeito imediato, atingindo Cássio. A lei não se sobrepõe ao direito
adquirido.
Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito,
o direito adquirido e a coisa julgada.
§ 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele,
possa exercer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou
condição pré-estabelecida inalterável, a arbítrio de outrem.
A alternativa “e” está errada.
A lei tem efeito imediato e atinge Cássio. A lei não se sobrepõe ao direito
adquirido.
Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito,
o direito adquirido e a coisa julgada.
§ 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele,
possa exercer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou
condição pré-estabelecida inalterável, a arbítrio de outrem.

Gabarito letra C

5. FCC 2015/SEFAZ-PE/Julgador Administrativo Tributário do Tesouro


Estadual. A contagem do prazo de vacância para entrada em vigor das leis far-
se-á com a
a) Exclusão da data da publicação e inclusão do último dia do prazo, entrando
em vigor no dia subsequente à sua consumação integral.
b) Exclusão da data da publicação e do último dia do prazo, entrando em vigor
no dia subsequente à sua consumação integral.

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c) Inclusão da data da publicação e do último dia do prazo, entrando em vigor


no dia subsequente à sua consumação integral.
d) Exclusão da data da publicação e inclusão do último dia do prazo, neste
entrando em vigor.
e) Inclusão da data da publicação e do último dia do prazo, entrando em vigor
no dia anterior.

Comentário:
A alternativa “c”está correta
De acordo com o art. 8º, § 1º da Lei Complementar nº 95\1998, com redação
da Lei Complementar nº 107 de 2001 e Decreto n. 4176 de 2002, art.20,
temos:
Lei complementar 95\1998 Art. 8o § 1º “A contagem do prazo para entrada
em vigor das leis que estabeleçam período de vacância far-se-á com a inclusão
da data da publicação e do último dia do prazo, ENTRANDO EM VIGOR
NO DIA SUBSEQUENTE A SUA CONSUMAÇÃO INTEGRAL”.

Gabarito letra C.

6. FCC 2016/Prefeitura de Campinas – SP/Procurador. Lourenço adquiriu


imóvel em localidade servida por “Associação de Moradores”, à qual Lourenço
não se associou. Passado um mês em que se instalou no local, Lourenço recebeu,
da associação, boleto de cobrança de taxa de manutenção, à qual não anuiu, bem
como comunicado dando conta de que, em Assembleia Geral realizada um ano
antes, decidiu-se que todas as pessoas que se instalassem no bairro seriam
obrigadas a pagar contribuição, independentemente de anuência prévia, tendo
em vista a necessidade de custeio de despesas, dentre as quais a contratação de
segurança privada. O estatuto da referida associação nada dispõe sobre a
transmissibilidade da qualidade de associado. De acordo com jurisprudência
dominante do Superior Tribunal de Justiça, referida deliberação
a) Atingirá Lourenço, independentemente de qualquer requisito, se
comprovado que Lourenço se beneficia dos serviços mantidos pela
Associação de Moradores.
b) Não atinge Lourenço, porque as taxas de manutenção criadas por
associações de moradores não obrigam os não associados ou que a elas
não anuíram.
c) Atinge Lourenço, porque a associação impõe, aos associados, direitos e
obrigações recíprocos.
d) Atinge Lourenço, porque, no silêncio do estatuto, presume-se que a
qualidade de associado se transmite do antigo para o novo proprietário do
imóvel.
e) Não atinge Lourenço, porque as taxas de manutenção criadas por
associações de moradores, independentemente do que dispõe o estatuto,
não possuem caráter obrigatório, ainda que os associados tenham a elas
anuído.

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Comentário:
A alternativa “b”está correta
Não atinge Lourenço, porque as taxas de manutenção criadas por associações
de moradores não obrigam os não associados ou que a elas não anuíram.
Vejamos o entendimento do STJ com relação à cobrança de taxa de
manutenção em condomínio:
DIREITO CIVIL. COBRANÇA DE TAXA DE MANUTENÇÃO EM CONDOMÍNIO DE FATO.
RECURSO REPETITIVO (ART. 543-C DO CPC E RES. 8/2008-STJ). TEMA 882.
As taxas de manutenção criadas por associações de moradores não obrigam
os não associados ou os que a elas não anuíram. As obrigações de ordem civil,
sejam de natureza real sejam de natureza contratual, pressupõem, como fato gerador
ou pressuposto, a existência de uma lei que as exija ou de um acordo firmado com a
manifestação expressa de vontade das partes pactuantes, pois, em nosso
ordenamento jurídico positivado, há somente duas fontes de obrigações: a lei ou
o contrato. Nesse contexto, não há espaço para entender que o morador, ao
gozar dos serviços organizados em condomínio de fato por associação de
moradores, aceitou tacitamente participar de sua estrutura orgânica. Com
efeito, na ausência de uma legislação que regule especificamente a matéria em
análise, deve preponderar o exercício da autonomia da vontade - a ser manifestado
pelo proprietário ou, inclusive, pelo comprador de boa-fé -, emanada da própria
garantia constitucional da liberdade de associação e da legalidade, uma vez que
ninguém pode ser compelido a fazer algo senão em virtude de lei. De igual modo,
incabível o entendimento de que a vedação ao enriquecimento ilícito
autorizaria a cobrança pelos serviços usufruídos ou postos à disposição do
dono do imóvel inserto em loteamento, independentemente de ser ou não
associado. Isso porque adotar esse posicionamento significaria esvaziar o
sentido e a finalidade da garantia fundamental e constitucional da liberdade
de associação, como bem delimitou o STF no julgamento do RE 432.106-RJ (DJe
4/11/2011), encontrando a matéria, inclusive, afetada ao rito da repercussão geral
(RG no AI 745.831-SP, DJe 29/11/2011). De fato, a jurisprudência não pode esvaziar
o comando normativo de um preceito fundamental e constitucional em detrimento de
um corolário de ordem hierárquica inferior, pois, ainda que se aceite a ideia de colisão
ou choque de princípios - liberdade associativa (art. 5º, XX, da CF) versus vedação
ao enriquecimento sem causa (art. 884 do CC) -, o relacionamento vertical entre
as normas - normas constitucionais e normas infraconstitucionais, por exemplo - deve
ser apresentado, conforme a doutrina, de tal forma que o conteúdo de sentido da
norma inferior deve ser aquele que mais intensamente corresponder ao conteúdo de
sentido da norma superior. Ademais, cabe ressaltar que a associação de
moradores é mera associação civil e, consequentemente, deve respeitar os
direitos e garantias individuais, aplicando-se, na espécie, a teoria da eficácia
horizontal dos direitos fundamentais. Concluindo, a aquisição de imóvel
situado em loteamento fechado em data anterior à constituição da associação
não pode impor a cobrança de encargos ao adquirente que não se associou
nem a ela aderiu. Igualmente, se a compra se opera em data posterior à constituição
da associação, na ausência de fonte criadora da obrigação - lei ou contrato -, é defeso
ao poder jurisdicional, apenas calcado no princípio do enriquecimento sem causa, em
detrimento dos princípios constitucionais da legalidade e da liberdade associativa,
instituir um dever tácito a terceiros, pois, ainda que se admita a colisão de princípios

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norteadores, prevalece, dentre eles, dada a verticalidade de preponderância, os


preceitos constitucionais, cabendo tão-somente ao STF, no âmbito da repercussão
geral, afastá-los se assim o desejar ou entender. Precedentes citados: EREsp 444.931-
SP, Segunda Seção, DJ 1º/2/2006; AgRg nos EDcl no Ag 715.800-RJ, Terceira Turma,
DJe 12/12/2014; e EDcl no REsp 1.322.723-SP, Quarta Turma, DJe 29/8/2013. REsp
1.280.871-SP e REsp 1.439.163-SP, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, Rel. para
acórdão Min. Marco Buzzi, Segunda Seção, julgados em 11/3/2015, DJe 22/5/2015.
De acordo com o CC:
Art. 56. A qualidade de associado é intransmissível, se o estatuto não dispuser o
contrário.
Parágrafo único. Se o associado for titular de quota ou fração ideal do patrimônio da
associação, a transferência daquela não importará, de per si, na atribuição da
qualidade de associado ao adquirente ou ao herdeiro, salvo disposição diversa do
estatuto.

Gabarito letra B

7. FCC 2016/Prefeitura de São Luiz – MA/Procurador. Tércio, síndico do


Condomínio São Luís, promoveu ação contra Cipriano por falta de pagamento de
despesas condominiais. A ação foi promovida, não em nome de Tércio, mas em
nome do Condomínio. O polo ativo da relação jurídica processual foi assim
estabelecido porque o condomínio edilício constitui exemplo de
a) Ente despersonalizado.
b) Sociedade em conta de participação.
c) Pessoa física.
d) Sociedade em comum.
e) Associação.

Comentário:
A alternativa “a” está correta
O condomínio edilício constitui exemplo de ente despersonalizado.
Sendo, portanto, o polo ativo da relação jurídica processual.
Os grupos despersonalizados que mais aparecem em questões de concurso
são:
A massa falida
A herança jacente ou vacante
O espólio
O condomínio
Também se destaca a família como uma entidade não personificada, pois,
apesar de seus laços de sangue, cada membro preserva sua individualidade e
é responsável por suas obrigações.
Ainda, de acordo com o CPC:
Art. 75. Serão representados em juízo, ativa e passivamente:

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(...)
V - a massa falida, pelo administrador judicial;
VI - a herança jacente ou vacante, por seu curador;
VII - o espólio, pelo inventariante;
(...)
XI - o condomínio, pelo administrador ou síndico.
(...)

Gabarito letra A

8. FCC 2016/TRT 14º Região (RO E AC)/AJAJ. Para se alterar o estatuto de


uma fundação, é mister que a reforma não contrarie ou desvirtue o fim desta e
seja deliberada
a) Pela maioria simples dos competentes para gerir e representar a fundação,
devendo, ainda, ser aprovada pelo órgão do Ministério Público, e, caso este
a denegue, poderá o juiz supri-la, a requerimento do interessado.
b) Pela unanimidade dos competentes para gerir e representar a fundação,
devendo, ainda, ser aprovada pelo órgão do Ministério Público, e, caso este
a denegue, poderá o juiz supri-la, a requerimento do interessado.
c) Por dois terços dos competentes para gerir e representar a fundação,
devendo, ainda, ser aprovada pelo órgão do Ministério Público, e, caso este
a denegue, poderá o juiz supri-la, a requerimento do interessado.
d) Por dois terços dos competentes para gerir e representar a fundação,
devendo, ainda, ser aprovada pelo órgão do Ministério Público, sem
possibilidade de suprimento judicial a requerimento do interessado no caso
de denegação.
e) Pela unanimidade dos competentes para gerir e representar a fundação,
devendo, ainda, ser aprovada pelo órgão do Ministério Público, sem
possibilidade de suprimento judicial a requerimento do interessado no caso
de denegação.

Comentário:
A alternativa “c” está correta
De acordo com o Código Civil
Art. 67. Para que se possa alterar o estatuto da fundação é mister que a reforma:
I - seja deliberada por dois terços dos competentes para gerir e representar a
fundação;
II - não contrarie ou desvirtue o fim desta;
III – seja aprovada pelo órgão do Ministério Público no prazo máximo de 45 (quarenta
e cinco) dias, findo o qual ou no caso de o Ministério Público a denegar, poderá o juiz
supri-la, a requerimento do interessado.

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Gabarito letra C.

9. FCC 2016/DPE-BA/Defensor Público. Segundo o Código Civil de 2002, os


bens públicos são
I. inalienáveis, os dominicais.
II. alienáveis, desde que haja prévia justificativa e autorização do Poder
Legislativo.
III. inalienáveis, os bens de uso comum, enquanto conservar a sua qualificação;
e inalienáveis os bens dominicais, observadas as determinações legais.
IV. alienáveis, os bens dominicais, observadas as determinações legais.
V. inalienáveis, os bens públicos de uso comum do povo na forma que a lei
determinar.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I, II e V.
b) I, II e III.
c) I, III e IV.
d) II e IV.
e) IV e V.

Comentário:
As Alternativas “IV” e “V” estão corretas
Conforme o disposto nos arts. 100 e 101 do CC:
Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são
inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei
determinar.
Art. 101. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as
exigências da lei.

Gabarito letra E

10. FCC 2016/TRT 1ª Região (RJ)/Juiz do trabalho substituto. Sobre os


bens reciprocamente considerados, e de acordo com o que estabelece o Código
Civil, considere:
I. São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se destinam,
de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro.
II. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal abrangem as
pertenças de acordo com as circunstâncias do caso.
III. As benfeitorias úteis são aquelas que não aumentam o uso habitual do bem,
ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado valor.

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IV. Não se consideram benfeitorias os melhoramentos ou acréscimos sobrevindos


ao bem sem a intervenção do proprietário, possuidor ou detentor.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) II, III e IV.
b) I e II.
c) I e IV.
d) I, II e III.
e) I, II e IV.

Comentário:
Afirmativa I – correta.
Art. 93. São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se destinam,
de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro.
Afirmativa II – errada.
Art. 94. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal não abrangem as
pertenças, salvo se o contrário resultar da lei, da manifestação de vontade, ou das
circunstâncias do caso.
Afirmativa III – errada.
Art. 96. As benfeitorias podem ser voluptuárias, úteis ou necessárias.
§ 1º. São voluptuárias as de mero deleite ou recreio, que não aumentam o uso habitual
do bem, ainda que o tornem mais agradável ou sejam de elevado valor.
§ 2º. São úteis as que aumentam ou facilitam o uso do bem.
Afirmativa IV – correta.
Art. 97. Não se consideram benfeitorias os melhoramentos ou acréscimos sobrevindos
ao bem sem a intervenção do proprietário, possuidor ou detentor.

Gabarito letra C.

11. FCC 2016/TRT-23ª Região (MT)/Analista Judiciário-área judiciária.


Marcos, pai de Fernando, foi condenado, por decisão transitada em julgado, a
pagar alimentos ao filho. Quando da condenação, Fernando tinha 2 anos de idade.
Passados 3 anos do trânsito em julgado, Fernando, representado por sua mãe,
requereu o cumprimento da sentença. Marcos alegou prescrição. A pretensão
para cumprimento da sentença
a) Prescreveu em parte, porque a prescrição atinge apenas os alimentos
vencidos antes de 2 anos do pedido de cumprimento.
b) Não prescreveu, porque a prescrição não atinge direito da personalidade.
c) Não prescreveu, porque não corre a prescrição contra os absolutamente
incapazes.
d) Prescreveu, porque a pretensão para haver prestações alimentares se
extingue depois de 2 anos.

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e) Não prescreveu, porque não corre a prescrição contra os relativamente


incapazes.

Comentário:
A alternativa “c” está correta
Art. 198. Também não corre a prescrição:
I - contra os incapazes de que trata o art. 3º; (absolutamente incapazes)
II - contra os ausentes do País em serviço público da União, dos Estados ou dos
Municípios;
III - contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de
guerra.
Desta forma, até Fernando completar 16 anos não correrá a prescrição.

Gabarito letra C.

12. FCC 2016/TRT-23ª Região (MT)/Analista Judiciário-área judiciária.


Carlos abalroou veículo em ambulância que conduzia Paulo, pessoa relativamente
incapaz, causando-lhe lesões corporais. Passados 4 anos, Paulo ajuizou ação de
indenização contra Carlos. A pretensão
a) Prescreveu depois de 3 anos, pois corre a prescrição contra o relativamente
incapaz, o qual tem ação contra o assistente, se este houver dado causa à
prescrição.
b) Não prescreveu, pois prescreve em 5 anos a pretensão à reparação civil.
c) Prescreveu depois de 3 anos, pois corre a prescrição contra o relativamente
incapaz, o qual não tem ação contra o assistente, ainda que este tenha
dado causa à prescrição.
d) Não prescreveu, pois prescreve em 10 anos a pretensão à reparação civil.
e) Não prescreveu, pois não corre a prescrição contra o relativamente incapaz.

Comentário:
A alternativa “a” está correta
Art. 198. Também não corre a prescrição:
I - contra os incapazes de que trata o art. 3º; (absolutamente incapazes)
II - contra os ausentes do País em serviço público da União, dos Estados ou dos
Municípios;
III - contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de
guerra.
Se afirmássemos que não corre a prescrição contra os menores. Isto estaria
correto?
Não. Isto estaria errado, porque o inciso I faz referência somente aqueles que
forem absolutamente incapazes (lembre-se deles).

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Art. 195. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus
assistentes ou representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a
alegarem oportunamente.
...
Art. 206. Prescreve:
§ 3º. Em três anos:
V - a pretensão de reparação civil;

Gabarito letra A.

13. FCC 2016/PGE (MT)/Procurador do Estado. Endividado, Ademir contraiu


empréstimo de R$ 100.00,00 (cem mil reais) com o Banco Riqueza, oferecendo,
como garantia, a hipoteca de um de seus imóveis. Paga parcialmente a dívida,
Ademir alienou referido imóvel a Josué. A hipoteca
a) É extinta tanto pelo pagamento parcial da dívida como pela alienação da
coisa.
b) É extinta pelo pagamento parcial da dívida.
c) Não é extinta pelo pagamento parcial da dívida, mas impede a alienação da
coisa.
d) Não é extinta pelo pagamento parcial da dívida, nem impede a alienação da
coisa, mas o credor hipotecário não poderá fazer valer o direito real de
garantia contra o adquirente do bem.
e) Não é extinta pelo pagamento parcial da dívida nem impede a alienação da
coisa, mas o credor hipotecário poderá fazer valer o direito real de garantia
contra o adquirente do bem.

Comentário:
A alternativa “e” está correta
A propriedade possui determinados atributos, o uso, o gozo e a fruição. Estes
atributos são inerentes à própria propriedade. Assim, quando alguém é
proprietário de algo, possui o direito de usar, gozar e usufruir deste algo,
porque estes atributos são intrínsecos a sua propriedade. A propriedade é um
direito real (art. 1.225 do CC/2002), e, os direitos reais podem ser divididos
em: direitos reais sobre coisas próprias e direitos reais sobre coisas alheias.
Os direitos reais sobre coisas alheias abrangem basicamente duas categorias:
de gozo (ou de fruição) e de garantia.
Mesmo uma pessoa sendo proprietária de algo, o atributo do gozo (ou da
fruição) é delegado à terceira pessoa para que ela os exerça – são os chamados
direitos reais sobre coisas alheias, direitos de gozo ou de fruição.
Já os direitos de garantia vinculam uma coisa a uma obrigação. Veja então que
estamos falando que não há vinculação exclusiva entre pessoas, pois há a

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figura de um bem, que estará tão vinculado quanto o devedor na obrigação.


São direitos de garantia o penhor a hipoteca e a anticrese.
A questão trata da hipoteca, que não é extinta pelo pagamento parcial da
dívida, vide art. 1.499 do CC/2002, nem impede que o devedor hipotecário
venda o bem (art. 1.475 do CC/2002), mas o credor hipotecário poderá fazer
valer seu direito frente ao novo dono do bem.

Gabarito letra E.

14. FCC 2016/ELETROBRAS-ELETROSUL/Direito. A empresa Eletrosul


ajuizou ação de indenização contra a empresa “X”, contratada para execução de
uma obra de grande complexidade no Estado de Santa Catarina, obra esta que
não foi executada dentro do prazo estabelecido em contrato. Ao final da demanda
a ação é julgada procedente e a empresa demandada condenada ao pagamento
da indenização, bem como das custas e despesas processuais, além de
honorários advocatícios. Pretendendo cobrar da empresa “X” os valores que
despendeu um juízo no curso do processo, a Eletrosul deverá exercer esta
pretensão a partir da data do trânsito em julgado, e deverá observar o prazo
prescricional de
a) 5 anos.
b) 4 anos.
c) 3 anos.
d) 10 anos.
e) 1 ano.

Comentário:
A alternativa “a” está correta
De acordo com o art. 206 do CC/2002, o prazo prescricional para a pretensão
do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo, é de 5 anos.
Art. 206. Prescreve:
§ 5º. Em cinco anos:
I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou
particular;
II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores
e professores pelos seus honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da
cessação dos respectivos contratos ou mandato;
III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo.

Gabarito letra A.

15. FCC 2016/ELETROBRAS-ELETROSUL/Direito. José é casado com Maria


com quem tem dois filhos. José e Maria não são proprietários de qualquer imóvel

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urbano e rural, mas são possuidores de um imóvel urbano com 300 m2 de área
total na periferia de uma determinada cidade e nele estabelecem a moradia
habitual de sua família, construindo uma casa e diversas benfeitorias. Neste caso,
à luz do Código Civil considerando que a posse se deu sem qualquer interrupção
e nem oposição, José e Maria poderão adquirir a propriedade imóvel pela
usucapião após o decurso do prazo mínimo ininterrupto de
a) 20 anos.
b) 15 anos.
c) 5 anos.
d) 10 anos.
e) 3 anos.

Comentário:
A alternativa “d” está correta
O caso descrito na questão é de usucapião extraordinário, previsto no parágrafo
único do art. 1.238 do CC:
Art. 1.238. Aquele que, por quinze anos, sem interrupção, nem oposição, possuir
como seu um imóvel, adquire-lhe a propriedade, independentemente de título e
boa-fé; podendo requerer ao juiz que assim o declare por sentença, a qual servirá de
título para o registro no Cartório de Registro de Imóveis.
Parágrafo único. O prazo estabelecido neste artigo reduzir-se-á a dez anos se o
possuidor houver estabelecido no imóvel a sua moradia habitual, ou nele realizado
obras ou serviços de caráter produtivo.

Gabarito letra D.

16. FCC 2016/ELETROBRAS-ELETROSUL/Direito. Carlos alugou, tendo como


fiador Paulo, imóvel residencial pertencente a Fábio, deixando de honrar o
pagamento dos aluguéis. Em razão do inadimplemento, Fábio ajuizou ação contra
ambos, Carlos e Paulo, a qual foi julgada procedente. Na fase de cumprimento
de sentença, Fábio requereu a penhora do único imóvel residencial de Paulo, no
qual reside com sua família. Requereu também a penhora do único imóvel
residencial de Carlos, o qual este alugou a terceiros para obtenção de renda
necessária à moradia e subsistência de sua família. De acordo com jurisprudência
dominante do Superior Tribunal de Justiça, é
a) Inválida a penhora de ambos os imóveis, devendo recair sobre a renda do
bem de Carlos, em sua totalidade.
b) Inválida a penhora do bem de Paulo e válida a do bem de Carlos.
c) Válida a penhora de ambos os imóveis.
d) Inválida a penhora de ambos os imóveis, não podendo recair nem sequer
sobre a renda do bem de Carlos.
e) Válida a penhora do bem de Paulo e inválida a do bem de Carlos.

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Comentário:
A alternativa “e” está correta
O bem de família legal foi instituído em nosso ordenamento pela Lei nº
8.009/90 e tem por objeto o imóvel, rural ou urbano, que constitui a morada
da família, incluindo-se todos os móveis e pertences que o guarnecem.
Portanto, “o imóvel é apenas o que pode ser habitado, pressupondo construção
com finalidade residencial (casa ou apartamento), o que afasta a terra nua ou
o terreno não edificado”1.
Esses bens são, por imposição legal, impenhoráveis, independentemente
de ato de vontade dos integrantes da família.
Quanto aos bens e dívidas excluídos do bem de família legal temos o disposto
no art. 3º da Lei n. 8.009/90:
Art. 3º. A impenhorabilidade é oponível em qualquer processo de execução civil, fiscal,
previdenciária, trabalhista ou de outra natureza, salvo se movido:
I - (Revogado pela Lei Complementar nº 150, de 2015)
II - pelo titular do crédito decorrente do financiamento destinado à construção ou à
aquisição do imóvel, no limite dos créditos e acréscimos constituídos em função do
respectivo contrato;
III – pelo credor da pensão alimentícia, resguardados os direitos, sobre o bem, do seu
coproprietário que, com o devedor, integre união estável ou conjugal, observadas as
hipóteses em que ambos responderão pela dívida; (Redação dada pela Lei nº
13.144 de 2015)2
IV - para cobrança de impostos, predial ou territorial, taxas e contribuições devidas
em função do imóvel familiar;
V - para execução de hipoteca sobre o imóvel oferecido como garantia real pelo casal
ou pela entidade familiar;
VI - por ter sido adquirido com produto de crime ou para execução de sentença penal
condenatória a ressarcimento, indenização ou perdimento de bens.
VII - por obrigação decorrente de fiança concedida em contrato de locação.

Desta forma, será válida a penhora do bem de Paulo, pois ele é o fiador citado
no inciso VII do art. 3º da Lei nº. 8.009/90, e inválida a penhora do bem de
Carlos.
Observe as seguintes súmulas:

1
Paulo Lôbo, Direito Civil, Famílias, Ed. Saraiva, 4ª ed., pág. 399
2
O Inciso III do art. 3º da Lei nº 8.009/90 foi alterado pela Lei nº 13.144/15, que visa assegurar
proteção ao patrimônio do novo cônjuge ou companheiro do devedor de pensão alimentícia. Se
estiver com tempo de uma olhadinha aqui:
http://www.ibdfam.org.br/noticias/5679/Altera%C3%A7%C3%A3o+na+lei+da+impenhorabilid
ade+do+bem+de+fam%C3%ADlia+n%C3%A3o+acrescenta+nada,+diz+especialista
;)

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Súmula 486 do STJ: “É impenhorável o único imóvel residencial do devedor


que esteja locado a terceiros, desde que a renda obtida com a locação seja
revertida para a subsistência ou a moradia da sua família”.
Súmula 549 do STJ: “É válida a penhora de bem de família pertencente a
fiador de contrato de locação”.

Gabarito letra E.

17. FCC 2016/ELETROBRAS-ELETROSUL/Direito. A respeito da mora,


considere:
I. Nas obrigações provenientes de ato ilícito, considera-se o devedor em mora
desde que o praticou.
II. Nos contratos bancários, não descaracteriza a mora o ajuizamento isolado de
ação revisional, nem mesmo quando o reconhecimento de abusividade incidir
sobre os encargos inerentes ao período de inadimplência contratual.
III. Se a prestação, devido à mora, se tornar inútil ao credor, este poderá enjeitá-
la, e exigir a satisfação das perdas e danos.
IV. É necessária, em regra, interpelação judicial ou extrajudicial para constituir
em mora o devedor que não honra obrigação positiva e líquida no seu termo.
De acordo com o Código Civil e com jurisprudência consolidada do Superior
Tribunal de Justiça, está correto o que se afirma em
a) I, II, III e IV.
b) II e III, apenas.
c) I, II e IV, apenas.
d) III e IV, apenas.
e) I, II e III, apenas.

Comentário:
Afirmativa I – correta.
Afirmativa literal do CC/2002.
Art. 398. Nas obrigações provenientes de ato ilícito, considera-se o devedor em mora,
desde que o praticou.
Afirmativa II – correta.
Informativo 373. RECURSO REPETITIVO. CONTRATO BANCÁRIO. AÇÃO
REVISIONAL. Quanto à configuração da mora: 1) afasta a caracterização da
mora a constatação de que foram exigidos encargos abusivos no contrato,
durante o período da normalidade contratual; 2) não afasta a caracterização da
mora quando verificada a simples propositura de ação revisional, nem mesmo
quando o reconhecimento de abusividade incidir sobre os encargos inerentes

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ao período de inadimplência contratual. (REsp 1.061.530-RS, Rel. Min. Nancy


Andrighi, julgado em 22/10/2008).
Afirmativa III – correta.
Art. 395. Responde o devedor pelos prejuízos a que sua mora der causa, mais juros,
atualização dos valores monetários segundo índices oficiais regularmente
estabelecidos, e honorários de advogado.
Parágrafo único. Se a prestação, devido à mora, se tornar inútil ao credor, este poderá
enjeitá-la, e exigir a satisfação das perdas e danos.
Afirmativa IV – errada.
Art. 397. O inadimplemento da obrigação, positiva e líquida, no seu termo, constitui
de pleno direito em mora o devedor.
Parágrafo único. Não havendo termo, a mora se constitui mediante interpelação
judicial ou extrajudicial.

Gabarito letra E.

18. FCC 2016/ELETROBRAS-ELETROSUL/Direito. Marcel abalroou o veículo


de Henrique, que sofreu danos materiais. Visando à reparação do dano, Henrique
acionou direta e exclusivamente a seguradora de Marcel. De acordo com o Código
Civil e com jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça,
a) Não pode Henrique acionar direta e exclusivamente a seguradora.
b) O Juiz deverá, de ofício, incluir no polo passivo da ação a pessoa de Marcel,
o qual responderá, solidariamente com a seguradora, pelos danos que
houver causado culposamente a Henrique.
c) A obrigação da seguradora é aferida independentemente da
responsabilidade civil do segurado.
d) A seguradora responderá de maneira objetiva, no âmbito de referida ação,
se ficar comprovado que Marcel agiu com culpa.
e) A seguradora responderá de maneira objetiva, no âmbito de referida ação,
independentemente de prova de que Marcel agiu com culpa.

Comentário:
A alternativa “a” está correta
Questão que exigia o conhecimento de súmula do STJ, mais especificamente
da súmula nº 529: “No seguro de responsabilidade civil facultativo, não cabe o
ajuizamento de ação pelo terceiro prejudicado direta e exclusivamente em face
da seguradora do apontado causador do dano”.

Gabarito letra A.

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19. FCC 2016/ELETROBRAS-ELETROSUL/Direito. Mário firmou com João


negócio jurídico pelo qual se obrigou a, no prazo de 4 anos, contados da
celebração do negócio, entregar obra de arte de sua confecção, que viria a ser
apresentada em prestigiada exposição. Na data avençada, porém, Mário não
entregou a obra, causando danos materiais a João, que, dentro de dois anos,
ajuizou ação de indenização. Em contestação, Mário alegou prescrição, que, no
caso,
a) Não ocorreu, porque a prescrição só passa a fluir após vencido o prazo
previsto para cumprimento da obrigação.
b) Não ocorreu, porque não corre a prescrição enquanto pendente condição
resolutiva.
c) Ocorreu, porque, da celebração do negócio, passaram-se mais de 3 anos.
d) Ocorreu, porque, da celebração do negócio, passaram-se mais de 5 anos.
e) Não ocorreu, porque não corre a prescrição enquanto pendente condição
suspensiva.

Comentário:
A alternativa “a” está correta
No caso apresentado na questão a prescrição ainda não correu, pois, o prazo
só passará a fluir a partir do vencimento do prazo, ou seja, a partir da data
marcada para a entrega da obra.
Art. 199. Não corre igualmente a prescrição:
II - não estando vencido o prazo;

Gabarito letra A.

20. FCC 2016/ELETROBRAS-ELETROSUL/Direito. Antevendo que se


divorciaria de Márcia, Marcos transferiu parte de seu patrimônio a Cíntia, de
maneira graciosa, declarando, no entanto, ter realizado uma compra e venda. Tal
ato é
a) Nulo, em razão de simulação, sujeitando-se a prazo decadencial de 4 anos.
b) Nulo, em razão de simulação, não convalescendo com o decurso do tempo.
c) Anulável, em razão de fraude contra credores, sujeitando-se a prazo
decadencial de 4 anos.
d) Anulável, em razão de simulação, sujeitando-se a prazo prescricional de 4
anos.
e) Nulo, em razão de fraude contra credores, não convalescendo com o
decurso do tempo.

Comentário:
A alternativa “b” está correta

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O caso apresentado na questão é de simulação.


A simulação é vício social. Assim chamada porque tutela a confiança nas
declarações de vontade, tutela interesses sociais, inclusive públicos. É vicio
mais grave que os defeitos que serão vistos mais a seguir, por isso mesmo a
simulação provoca a nulidade (absoluta) do ato.
Simular é fingir, mascarar, esconder a realidade. Juridicamente, é a prática de
ato ou negócio que esconde a real intenção. Segundo Barros Monteiro3: “É o
intencional desacordo entre a vontade interna e a declarada no sentido de criar
aparentemente um negócio jurídico que, de fato, não existe, ou então
oculta, sob determinada aparência, o negócio realmente querido”.
Seus requisitos são: em regra, falsa declaração bilateral de vontade, há o
conluio entre os contratantes (poderá excepcionalmente ser unilateral);
vontade exteriorizada diverge da interna; ilude terceiros.
Art. 167. É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou,
se válido for na substância e na forma.
§ 1º. Haverá simulação nos negócios jurídicos quando:
I - aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas daquelas às quais
realmente se conferem, ou transmitem;
II - contiverem declaração, confissão, condição ou cláusula não verdadeira;
III - os instrumentos particulares forem antedatados, ou pós-datados.
Art. 169. O negócio jurídico nulo não é suscetível de confirmação, nem
convalesce pelo decurso do tempo.

Gabarito letra B.

21. FCC 2016/ELETROBRAS-ELETROSUL/Direito. Caio estabeleceu-se, com


animus domini, em praça pública abandonada pelo Município. Decorridos mais de
20 anos, sem oposição das pessoas que frequentavam o local, requereu fosse
declarada usucapida a área. Tal praça constitui bem
a) De uso comum do povo, suscetível de usucapião, em caso de abandono
pelo poder público.
b) De uso especial, insuscetível de usucapião, assim como os de uso comum
do povo e os dominicais.
c) Dominical, suscetível de usucapião, ainda que conserve tal qualificação.
d) De uso comum do povo, insuscetível de usucapião, diferentemente dos
bens de uso especial e dos dominicais.
e) De uso comum do povo, insuscetível de usucapião, assim como os de uso
especial e os dominicais.

3
Washington de Barros Monteiro, Direito Civil 1, Parte geral, 43 ed., pág. 272.

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Comentário:
A alternativa “e” está correta
O art. 99 traz a classificação dos bens públicos, ela se baseia no modo
como esses bens são utilizados:
Art. 99. São bens públicos:
I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças;
II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou
estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive
os de suas autarquias;
III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito
público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades.

Portanto, os bens públicos de acordo com sua destinação foram


classificados em três categorias: ¹bens de uso comum do povo, ²bens de uso
especial, ³bens dominicais.
Uma das características dos bens públicos é a imprescritibilidade das
pretensões a eles relativas. Deste modo os bens públicos não podem ser
adquiridos por usucapião, de acordo com o art. 102:
Art. 102. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião.

STF 340: “Desde a vigência do CC (1916) os bens dominiais, bem como os


demais bens públicos não estão sujeitos a usucapião”. Ou seja, TODOS os bens
públicos não estão sujeitos a chamada prescrição aquisitiva.

Gabarito letra E.

22. FCC 2016/TRT 1ª Região (RJ)/Juiz Substituto. A respeito do contrato


de compra e venda, é correto afirmar:
a) Até o momento da tradição, os riscos do preço correm por conta do
comprador.
b) Não é lícita a compra e venda entre cônjuges com relação a bens excluídos
da comunhão.
c) Será anulável a venda de ascendente a descendente quando houver
expresso consentimento pelos outros descendentes, mas não pelo cônjuge
do alienante, independentemente do regime de bens.
d) Não obstante o prazo ajustado para o pagamento, se antes da tradição o
vendedor cair em insolvência, poderá o comprador sobrestar o pagamento
da coisa, até que o vendedor garanta a entrega do bem.
e) A fixação do preço não pode ser deixada ao arbítrio de terceiro.

Comentário:
Esta questão é literal do CC/2002.

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Alternativa “a” – correta.


Art. 492. Até o momento da tradição, os riscos da coisa correm por conta do
VENDEDOR, e os do preço por conta do COMPRADOR.
Alternativa “b” – errada.
Art. 499. É lícita a compra e venda entre cônjuges, em relação aos bens excluídos da
comunhão.
Alternativa “c” – errada.
Art. 496. É anulável a venda de ascendente a descendente, salvo se os outros
descendentes e o cônjuge do alienante expressamente houverem consentido.
Alternativa “d” – errada.
Art. 495. Não obstante o prazo ajustado para o pagamento, se antes da tradição o
COMPRADOR cair em insolvência, poderá o VENDEDOR sobrestar na entrega da coisa,
até que o lhe dê caução de pagar no tempo ajustado.
Alternativa “e” – errada.
Art. 485. A fixação do preço pode ser deixada ao arbítrio de terceiro, que os
contratantes logo designarem ou prometerem designar.

Gabarito letra A.

23. FCC 2015/TRE-SE/Analista Judiciário. No tocante aos direitos da


personalidade, considere:
I. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são
intransmissíveis e irrenunciáveis.
II. Em regra, o exercício dos direitos da personalidade pode sofrer limitação
voluntária.
III. Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a
tratamento médico ou a intervenção cirúrgica.
IV. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou
representações que a exponham ao desprezo público, exceto quando não haja
intenção difamatória.
De acordo com o Código Civil brasileiro, está correto o que se afirma APENAS em
a) II e IV.
b) I, II e III.
c) III e IV.
d) I e IV.
e) I e III.

Comentário:
A alternativa “I” está correta

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De acordo com o art. 11 do CC:


Art. 11. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são
intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação
voluntária.
Os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis.
A alternativa “II” está errada
De acordo com o art. 11 do CC:
Art. 11. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são
intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação
voluntária.
O exercício dos direitos da personalidade NÃO pode sofrer limitação voluntária.
A alternativa “III” está correta
De acordo com o art. 15 do CC:
Art. 15. Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a
tratamento médico ou a intervenção cirúrgica.
A alternativa “IV” está errada
De acordo com o art. 17 do CC:
Art. 17. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou
representações que a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja intenção
difamatória.
AINDA quando não haja intenção difamatória.

Gabarito letra E

24. FCC 2015/TJ-PE/Juiz Substituto. Segundo a legislação civil vigente,


a) A proteção dos direitos da personalidade é de aplicação irrestrita para as
pessoas jurídicas.
b) Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da
personalidade.
c) Apenas quanto à utilização do nome é que se aplica às pessoas jurídicas a
proteção dos direitos da personalidade.
d) Para caracterização de dano moral à pessoa jurídica é imprescindível que
também ocorra dano patrimonial.
e) Às pessoas jurídicas não se concede indenização por dano moral.

Comentário:
A alternativa “b” está correta
Art. 52. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da
personalidade.

Gabarito letra B.

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25. FCC 2015/TRE-RR/Analista Judiciário. No tocante as pessoas jurídicas,


considere:
I. As organizações religiosas e os partidos políticos são pessoas jurídicas de
direito privado.
II. O prazo decadencial para anular a constituição das pessoas jurídicas de direito
privado, por defeito do ato respectivo, é de dois anos a contar da publicação de
sua inscrição no registro.
III. Em regra, se a pessoa jurídica tiver administração coletiva, as decisões se
tomarão pela maioria de votos dos presentes. Neste caso, o prazo decadencial
para anular as referidas decisões que violarem a lei ou estatuto é de dois anos.
IV. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da
personalidade.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) II e III
b) I e II e IV.
c) III e IV.
d) I, II e III.
e) I e IV.

Comentário:
Afirmativa I – correta.
Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:
IV - as organizações religiosas;
V - os partidos políticos.
Afirmativa II – errada.
Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a
inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida, quando necessário, de
autorização ou aprovação do Poder Executivo, averbando-se no registro todas as
alterações por que passar o ato constitutivo.
Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a constituição das pessoas
jurídicas de direito privado, por defeito do ato respectivo, contado o prazo da
publicação de sua inscrição no registro.
Afirmativa III – errada.
Art. 48. Se a pessoa jurídica tiver administração coletiva, as decisões se tomarão pela
maioria de votos dos presentes, salvo se o ato constitutivo dispuser de modo diverso.
Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular as decisões a que se refere
este artigo, quando violarem a lei ou estatuto, ou forem eivadas de erro, dolo,
simulação ou fraude.
Afirmativa IV – correta.

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Art. 52. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da
personalidade.

Gabarito letra E.

26. FCC 2015/TCM-GO/Procurador do Ministério Público de Contas. No


tocante às fundações, considere:
I. Constituem elas um acervo de bens, que recebe personalidade jurídica para a
realização de fins determinados, de interesse público, de modo permanente e
estável.
II. Podem ser constituídas para fins científicos, educacionais ou de promoção do
meio ambiente, mesmo que com fins lucrativos.
III. Quando insuficientes para constitui-las, os bens a ela destinados serão, se de
outro modo não dispuser o instituidor, incorporados em outra fundação que se
proponha a fim igual ou semelhante.
IV. Os fins ou objetivos da fundação não podem em princípio ser modificados, a
não ser pela vontade unânime de seus dirigentes.
Está correto o que se afirma em
a) III e IV, apenas
b) I, II, III e IV
c) I, II e IV, apenas.
d) I, III e IV, apenas.
e) I e III, apenas.

Comentário:
Afirmativa I – correta.
Fundação é o patrimônio personalizado destinado a um fim que lhe dá
unidade. São as fundações (públicas e privadas).
Afirmativa II – errada.
Art. 62. Para criar uma fundação, o seu instituidor fará, por escritura pública ou
testamento, dotação especial de bens livres, especificando o fim a que se destina, e
declarando, se quiser, a maneira de administrá-la.
Parágrafo único. A fundação somente poderá constituir-se para fins de:
I – assistência social;
II – cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico;
III – educação;
IV – saúde;
V – segurança alimentar e nutricional;
VI – defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do
desenvolvimento sustentável;

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VII – pesquisa científica, desenvolvimento de tecnologias alternativas, modernização


de sistemas de gestão, produção e divulgação de informações e conhecimentos
técnicos e científicos;
VIII – promoção da ética, da cidadania, da democracia e dos direitos humanos;
IX – atividades religiosas; e
X – (VETADO).
Afirmativa III – correta.
Art. 63. Quando insuficientes para constituir a fundação, os bens a ela destinados
serão, se de outro modo não dispuser o instituidor, incorporados em outra fundação
que se proponha a fim igual ou semelhante.
Afirmativa IV – errada.
Art. 67. Para que se possa alterar o estatuto da fundação é mister que a reforma:
I - seja deliberada por dois terços dos competentes para gerir e representar a
fundação;
II - não contrarie ou desvirtue o fim desta;
III – seja aprovada pelo órgão do Ministério Público no prazo máximo de 45 (quarenta
e cinco) dias, findo o qual ou no caso de o Ministério Público a denegar, poderá o juiz
supri-la, a requerimento do interessado.

Gabarito letra E.

27. FCC 2015/TCM-GO/Procurador do Ministério Público de Contas.


Morrinhos Futebol Clube é uma associação esportiva sem fins lucrativos, que
decide, para aumentar seus ganhos, montar um restaurante em sua sede, aberto
aos associados e familiares, bem como uma loja para vender camisas dos
uniformes de seus jogadores, bolas e réplicas dos troféus conquistados. Essa
conduta
a) Não é possível, pois associações não podem ter fins econômicos, o que se
caracterizaria em ambas as situações, só podendo a imagem da associação
ser cedida onerosamente a terceiros.
b) É possível, mesmo com ganhos pessoais aos associados, pois associações
podem ter os mesmos fins econômicos que uma sociedade por quotas de
responsabilidade limitada.
c) É possível, desde que não haja ganhos pessoais aos associados, pois a
realização eventual de negócios para manter ou aumentar o patrimônio da
associação não a desnatura
d) É possível somente em relação à venda de uniformes, bolas e troféus, pois
a abertura de um restaurante, mesmo que sem ganhos pessoais aos
associados, desnatura sua condição de associação, por não ter nexo com
suas atividades esportivas.
e) É possível somente em relação à abertura do restaurante, desde que
somente para os associados e familiares, pois a venda de uniformes, bolas

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e troféus, por ser livre à população em geral, tem fins lucrativos que a
desnaturam enquanto associação.

Comentário:
A alternativa “c” está correta
As associações não estão de gerar renda para manter sua existência ou
aumentar suas atividades. O que não pode acontecer é esta renda ser
distribuída entre os associados.
Desta forma, uma associação pode possuir determinado patrimônio e realizar
negócios para aumentar esse patrimônio. Isso não irá descaracteriza-la, uma
vez que não irá proporcionar ganhos pessoais aos associados.

Gabarito letra C.

28. FCC 2015/SEFAZ-PE/Julgador Administrativo Tributário do Tesouro


Estadual. O titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os
limites impostos pelo seu fim econômico ou social
a) Comete ato ilícito, consubstanciado em abuso do direito, sujeitando-se à
responsabilidade civil.
b) Não comete ato ilícito, mas, apenas, viola regra moral, sem consequências
jurídicas.
c) Não comete ato ilícito, mas se sujeita à responsabilidade civil de natureza
objetiva.
d) Comete ato ilícito, sujeitando-se a sanções administrativas, mas não à
responsabilidade civil.
e) Comete abuso do direito, que a lei não reputa ato ilícito para fins
indenizatórios.

Comentário:
A alternativa “a” está correta
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede
manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou
pelos bons costumes.
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica
obrigado a repará-lo.
Neste sentido, temos o enunciado 37 da I Jornada de Direito Civil do
Conselho Nacional de Justiça:
“Art. 187. A responsabilidade civil decorrente do abuso de direito independe de
culpa, e fundamenta-se somente no critério objetivo-finalístico”.

Gabarito letra A.

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29. FCC 2015/MANAUSPREV/Procurador Autárquico. Analise as


proposições abaixo, a respeito da responsabilidade civil:
I. O médico, em regra, responde civilmente somente se o autor da ação fizer
prova de dolo ou culpa.
II. O pai é objetivamente responsável pelos danos decorrentes de culpa do filho
menor que estiver sob sua autoridade e companhia.
III. Não se responsabiliza o incapaz se os seus responsáveis tiverem obrigação
de fazê-lo e dispuserem de meios suficientes para tanto.
Está correto o que se afirma em
a) I e III, somente.
b) III, somente.
c) I, II e III.
d) I e II, somente.
e) II e III, somente.

Comentário:
Afirmativa I – correta.
Art. 951. O disposto nos arts. 948, 949 e 950 aplica-se ainda no caso de indenização
devida por aquele que, no exercício de atividade profissional, por negligência,
imprudência ou imperícia, causar a morte do paciente, agravar-lhe o mal, causar-lhe
lesão, ou inabilitá-lo para o trabalho.
Afirmativa II – correta.
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:
I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua
companhia;
Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não
haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos.
Afirmativa III – correta.
Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele
responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios
suficientes.

Gabarito letra C.

30. FCC 2015/TJ-PE/Juiz Substituto. Haverá obrigação de reparar o dano,


independentemente de culpa,
a) Sempre que o juiz, verificando a hipossuficiência da vítima, inverter o ônus
da prova.
b) Apenas quando o dano for ocasionado por agente público ou preposto de
empresa concessionária de serviço público, no exercício de seu trabalho.
c) Quando a lei não estabelecer que a hipótese se regula pela responsabilidade
civil subjetiva.

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a

d) Quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar,


por sua natureza, risco para os direitos de outrem.
e) Somente nos casos especificados em lei.

Comentário:
A alternativa “d” está correta
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica
obrigado a repará-lo.
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa,
nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo
autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

Gabarito letra D.

1.C 2.E 3.E 4.E 5.C 6.C 7.E 8.E 9.C 10.E

11.C 12.E 13.E 14.E 15.C 16.C 17.E 18.E 19.C 20.E

21.E 22.E 23.C 24.E 25.E 26.E 27.C 28.E 29.C 30.E

Bons estudos!

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