Você está na página 1de 4

PUBLICAÇÕES DO CEPAM

SOLUÇÕES PARA OS MUNICÍPIOS NO SÉCULO XXI

Cooperação Intermunicipal e Desenvolvimento: Soluções Regionais para o


Desenvolvimento Municipal - Celso Monteiro Lamparelli

O autor indica que novas formas de cooperação vêm sendo institucionalizadas


entre municípios e que diferentes entidades têm sido criadas para atender às
exigências locais e às necessidades regionais ou para ganhar economias de
escala, eficiência e qualidade.

Essas novas formas de cooperação são representadas, por exemplo, pelos


Consórcios Intermunicipais, que podem ser um simples pacto entre prefeitos,
ou uma sociedade civil com personalidade jurídica de direito privado. Outras
formas surgem da regionalização dos aparelhos estaduais, como os conselhos
regionais, os comitês de bacias e, em alguns casos, como iniciativas de
empresas públicas. Há parcerias entre diferentes esferas de governo, como
convênios setoriais ou planos de compatibilização de interesses gerais e
peculiares municipais, ou, ainda, de colaboração, para o caso das competências
concorrentes.

Aponta os vários campos de atividade em que se têm organizado consórcios


intermunicipais: obras e conservação; abastecimento e nutrição; cultura;
saúde; preservação do meio ambiente; tratamento de resíduos sólidos;
desenvolvimento.

Lembra, ainda, que outros tipos de entidades regionais, vindos de esferas


superiores de governo, como os conselhos regionais em diferentes setores,
comitês e subcomitês de bacias hidrográficas, estão sendo implantados para
subdividir os territórios estaduais e integrar os territórios municipais. Fruto de
acordos entre as municipalidades, surgem os consórcios e/ou empresas
intermunicipais, todos, ainda, em número reduzido, tendo em vista a extensão
territorial do País e os quase cinco mil municípios existentes.

Conclui que as experiências têm se consolidado e mostrado a importância das


microrregiões como a circunscrição territorial mais apropriada para o encontro
entre autoridades estaduais, municipais e representantes da sociedade civil,
para desfazer os conflitos e entabular negociacões e acordos em torno das
necessidades comuns e interesses concorrentes.

Dilemas do Plano Diretor - Flávio Villaça

Apresenta uma definição de plano diretor que considera consensual por trazer um
conjunto de propostas para o futuro desenvolvimento socioeconômico e futuro
organização espacial dos usos do solo urbano, das redes de infra-estrutura e de
elementos fundamentais da estrutura urbana para a cidade e para o município,
propostas estas aprovadas por lei municipal. Outra versão reduziria o plano diretor
aos aspectos físico-territoriais do município.
Trata, também, de uma corrente segundo a qual as propostas do plano diretor
devem se limitar a políticas, objetivas e diretrizes gerais; ou seja, não deve ter
dispositivos auto-aplicáveis. Lembra que na Administração municipal brasileira
zoneamento e plano diretor desenvolvem-se de forma paralela e independente,
apesar de os planos diretores incluírem o zoneamento, modalidade de planejamento
mais antiga e difundida no Brasil, principalmente na organização territorial dos
bairros de classe média para cima.

Afirma, por fim, que o destino do planejamento no Brasil atual, o perfil, a


credibilidade e o conteúdo dos planos diretores estão ligados à consciência de classe,
da organização do poder político das classes populares.

Conteúdo e Tipologia de Planos Diretores - Antônio Cláudio Moreira Lima


Moreira

Orienta que o plano diretor municipal deve conter as exigências fundamentais de


ordenação da cidade a que se refere o artigo 182 da Constituição Federal, as quais
expressam políticas públicas que privilegiam atividades humanas no município, em
competição com atividades humanas de outras localidades e também regulam os
conflitos entre interesses particulares da localidade e desses com os interesses
públicos.

O conteúdo dos planos diretores municipais deve variar em função da especialização


funcional das cidades. Nas cidades pequenas, o plano diretor procura desenvolver
atividades cuja vantagem competitiva é a proximidade do seu usuário ou
consumidor. Nas cidades médias, o plano diretor procura desenvolver atividades que
disputam com atividades similares de outras cidades as fontes produtoras, os
mercados e a mão-de-obra qualificada. Nas cidades especializadas, procura
desenvolver as vantagens competitivas das atividades humanas instaladas que
servem aos usuários da especialização. Nas cidades grandes, procura preservar o
mercado consumidor para as atividades nelas instaladas, protegendo-se da
concorrência de atividades similares em outras cidades.

Problemas e Desafios do Controle do Uso do Solo - Domingos Theodoro de


Azevedo Netto

Após uma análise dos pressupostos da legislação urbanística em vigor, considerada,


de modo geral, rígida e estática, aponta os elevados padrões técnicos impostos pelas
leis usuais como uma das causas dos assentamentos urbanos informais, marginais
ou irregulares.

Para o autor, o controle do uso e ocupação do solo deveria restringir-se aos


elementos de interface entre a propriedade privada e a cidade, notadamente a sua
vizinhança próxima, e a via pública que lhe dá acesso.

Apresenta uma proposta inovadora para o controle de usos, formulada a partir de


uma revisão crítica das leis vigentes, que, em síntese, busca planejar para a cidade
real, que se transforma, e não para uma cidade modelar, a ser construída no futuro.
Define duas grandes categorias de usos: residencial e não-residencial. Nota que essa
subdivisão é importante para que se compreenda a proposta, uma vez que a
instalação dos usos está condicionada à natureza de cada atividade e à intensidade
com que a atividade utiliza o sistema viário.

Expõe outros princípios básicos dessa proposta, como a simplicidade das regras,
flexibilização compatível com a dinâmica de transformação das cidades, preservação
de padrões urbanísticos próprios etc.

Recuperação da Valorização Imobiliária Decorrente da Urbanização -


Clementina De Ambrosis

Considera justa e cabível uma legislação que garanta a recuperação, pelo Poder
Público, da valorização provocada pela construção de obras, tais como vias,
estações, equipamentos sociais etc., que acabam valorizando os terrenos que as
circundam, chamando a atenção para o fato de que novas áreas construídas também
demandam novos equipamentos públicos.

Faz uma exposição sobre a legislação referente ao controle do uso do solo e os


conceitos que implicaram novas limitações ao uso da propriedade, ressaltando que
investimentos de interesse da municipalidade podem ser distribuídos de forma mais
eqüitativa entre os setores privado e público.

Apresenta dois instrumentos que vêm sendo utilizados pela Prefeitura de São Paulo e
que permitem a recuperação da valorização dos terrenos provocada pelo Poder
Público: as Operações Interligadas e as Operações Urbanas, focalizando as quatro
Operações Urbanas aprovadas por lei específicas na cidade de São Paulo:
Anhangabaú, Faria Lima, Água Branca e Centro.

Indica a contribuição de melhoria como o instrumento adequado para a cobrança da


valorização imobiliária decorrente de obra pública e comenta a experiência da
Colômbia, onde esse tributo vem sendo cobrado com sucesso, há décadas.

Expõe outros princípios básicos dessa proposta, como a simplicidade das regras,
flexibilização compatível com a dinâmica de transformação das cidades, preservação
de padrões urbanísticos próprios etc.

Aborda, ainda, outras questões relativas a controle do uso do solo na zona rural,
aspectos da questão ambiental e importância da participação popular no
planejamento municipal.

Legislação Urbanística, Programas de Habitação de Interesse Social e Política


de Habitação de Interesse Social e Política Ambiental: a Hora da Articulação -
Bonna de Villa

O objetivo da autora é provocar a reflexão sobre os problemas de desenvolvimento


urbano que não podem ser resolvidos com programas setoriais, sob responsabilidade
de apenas uma secretaria ou departamento da prefeitura. O assunto enfocado é o
conflito entre o interesse em desenvolver atividades urbanas e a necessidade de
prevenir ou controlas com rigor sua expansão em áreas de risco e de interesse
ambiental.

Expõe alguns caminhos e instrumentos para viabilizar as políticas públicas de alcance


local com ênfase em dois aspectos: a necessidade de articular as normas legais que
interferem no uso do solo entre si e os programas de serviços e obras, através da
colaboração de diferentes centros de decisão; a importância de envolver entidades
não-governamentais na análise dos problemas e nas decisões sobre estratégias de
intervenção.

cepam.info@cepam.sp.gov.br

Prezada Senhora
O referido livro poderá ser adquirido na nossa livraria ou em livrariasespecializadas, por R$20,00.
Atenciosamente.
Silvia R.C. Salgado
Coordenadora Unidade de Produção de Documentação e Informação---

-- Original Message -----


From: Irlene Rodrigues <irlenemr@hotmail.com>To: <cepam.info@cepam.sp.gov.br>Sent: Tuesday, April 18,
2000 1:45 PMSubject: Publicação CEPAM

Prezados senhores,
Gostaria de obter informação sobre como adquirir uma publicação daFundação> CEPAM denominada,
aproximadamente: O MUNICÍPIO - PERGUNTAS E RESPOSTAS, de> 1996.> Como adquirir e preço da
publicação.> Não conseguí localizar a referida publicação através do site de vocês.> Muito obrigada.> Arq. Irlene
M. Rodrigues