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Wundt e a Consciência

Wundt e a Consciência – (1832- 1920) – Nasceu na Alemanha

Fundou em Leipzig (1879) o 1º laboratório de Psicologia Experimental, procurando


seguir o modelo de laboratórios de outras ciências, designadamente as técnicas
utilizadas pelos Fisiologistas. Treinam-se novas técnicas de exploração da consciência
e das funções mentais. Neste laboratório reúnem-se investigadores vindos dos EUA,
do Japão, Itália, Rússia, e.t.c.

objecto de estudo de Wundt - A «consciência» (processos mentais)

Constituída pelas sensações e sentimentos. Os elementos da consciência não são


estáticos, a consciência tem um papel ativo na organização do seu próprio conteúdo.
Existiria como que uma força de vontade em organizar os conteúdos da consciência
em processos mentais superiores.

Professora, Helena Conceiçã o Pá gina 1


Wundt e a Consciência

Deste modo, parte do reconhecimento dos elementos simples (sensações) para


poder conhecer os processos psicológicos complexos.

SENSAÇÕES – Ocorrem sempre que um órgão dos sentidos é estimulado.

SENTIMENTOS – Componente subjectiva da sensação. Por exemplo, uma sensação


pode ser acompanhada de um sentimento de alegria ou tristeza. A emoção, era
constituída, segundo Wundt, por um conjunto complexo de sentimentos.

Mas, se o estudo dos processos mentais deveria seguir o percurso do mais simples ao
mais complexo, o mesmo não se passava com a forma como conhecemos o real.
Quando percepcionamos uma casa percebemo-la como uma unidade, um todo e,
não como uma soma de elementos que podem ser estudados em laboratório.

Para explicar esta experiência consciente unificada Wundt recorre ao conceito de


Aperceção: processo de organização dos processos mentais que formam uma
unidade, isto é, uma «síntese criativa». Esta unidade não é a soma dos seus
elementos constitutivos, mas uma combinação que gera novas propriedades e
características.

METODOLOGIA E INVESTIGAÇÃO “Introspecção controlada”

Só o sujeito que vive a experiência pode descrevê-la introspeccionando-se, ou seja,


fazendo auto-análise dos seus estados psicológicos em condições experimentais.
Como vemos o objecto da introspecção é o próprio sujeito, não a realidade exterior.

Os sujeitos perante observadores treinados descreviam os seus estados subjectivos


provocados por estímulos que poderiam ser visuais, auditivos ou táteis. As reacções
dos participantes na experiencia eram anotadas minuciosamente, incluindo o ritmo
cardíaco e respiratório.

Professora, Helena Conceiçã o Pá gina 2


Wundt e a Consciência

ATIVIDADE - Observa as seguintes imagens e escreve num papel as


impressões/Interpretações que cada uma te provoca.

1e2

Professora, Helena Conceiçã o Pá gina 3


Wundt e a Consciência

Professora, Helena Conceiçã o Pá gina 4


Wundt e a Consciência

LIMITAÇÕES DO MÉTODO INTROSPETIVO


1. É difícil para o observador
observar-se a si mesmo.
2. O sujeito recorre à memória o
que pode provocar distorções.
3. A tomada de consciência de um
fenómeno altera esse fenómeno.
FALTA DE RIGOR
4. A auto-observação não pode ser
controlada por outros
observadores, dado que é
impossível observar a consciência
de outrem.
5. Os sujeitos podem não dispor de
linguagem apropriada para
transmitir o que se passa no seu
interior.
LIMITES DE APLICAÇÃO 1. Não de pode aplicar a
crianças, animais e doentes
mentais.
2. Não permite a observação de
fenómenos inconscientes.

Professora, Helena Conceiçã o Pá gina 5

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