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FACULDADE PITÁGORAS

ARQUITETURA E URBANISMO

DENISE FONSÊCA PINHEIRO

PROPOSTA DE ARQUITETURA BIOCLIMÁTICA PARA


UMA CASA DE ACOLHIMENTO EM SÃO LUÍS-MA

São Luís
2018
DENISE FONSÊCA PINHEIRO

PROPOSTA DE ARQUITETURA BIOCLIMÁTICA PARA


UMA CASA DE ACOLHIMENTO EM SÃO LUÍS-MA

Projeto de pesquisa apresentada


ao curso de Arquitetura e
Urbanismo da Faculdade Pitágoras
– Turú para aprovação na
disciplina Introdução ao Trabalho
final de graduação.

Orientador: PATRÍCIA TRINTA


Co-orientador: Paula Mendonça

São Luís
2018
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ............................................................................ 04
2 JUSTIFICATIVA .......................................................................... 05
3 OBJETIVOS ............................................................................... 07
3.1 Geral ................................................................................ 07
3.2 Específico ............................................................................ 07
4 REFERENCIA TEÓRICO ................................................................. 08
5 METODOLOGIA .......................................................................... 10
6 CRONOGRAMA ........................................................................... 11
REFERÊNCIAS ............................................................................ 12
APENDICES ............................................................................... 13
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1 INTRODUÇÃO

Neste trabalho abordaremos o tema sobre a proposta de uma Casa de


Acolhimento para a cidade de São Luís, MA. Em meados de 1990, as instituições que
assumiam a responsabilidade sobre crianças e adolescentes (que estava
impossibilitada por algum motivo de conviver com suas famílias), eram chamadas de:
educandários, internatos, orfanatos e reformatórios. Neste mesmo ano foi
promulgada o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), criando um olha diferenciado
à estas crianças e adolescentes em circunstância vulnerável, pautada em cuidados.
Entende-se também que esses precisam se desenvolver de forma adequada e tendo
seus direitos assegurados.

Na cidade de São Luís, existem poucas instituições de acolhimento, diante


da demanda existente, dessa maneira tem-se como objetivo de elaborar projeto
arquitetônico de casa acolhimento que atenderá mais crianças e adolescentes que
necessitam de cuidados. Dessa forma, esses cidadãos terão seus direitos assegurados
e cuidados dignos. Muitas dessas crianças por vez, não residem mais em casas de
familiares e acabam por viverem nas ruas, às vezes, chegam a entrar no mundo do
crime e assim aniquilando o direito de segurança da sociedade ao qual faz parte.

O trabalho a seguir está dividido em: justificativa pelo interesse ao tema,


objetivos gerais e específicos, referencial teóricos e pesquisas que explanam a
realidade das instituições existentes, entrevista e cronograma. Após todo o processo
de pesquisa, análise e desenvolvimento de estratégias viáveis para a proposta, será
dado iniciar ao projeto arquitetônico, respeitando as normas, leis vigentes, estudo
do terreno e os recursos disponíveis.
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2 JUSTIFICATIVA

A casa de acolhimento receberá menores em situação de rompimento dos


vínculos familiares, seja por abandono ou maus-tratos, esses serão acolhidos e
receberão cuidados pessoais, médicos e educacionais. Esses poderão contar com o
auxílio profissionalizante. Almejando disponibilizar uma vida saudável (física e
mental), todo o desenvolver do projeto será elaborado com recursos naturais e
renováveis, criando assim cidadãos que venham a se importar com o meio ambiente.

As casas de acolhimento existentes deixam escassa o acolhimento de todos


os que precisam. Segundo dados do Cadastro Nacional de Crianças Acolhidas (CNCA),
o Brasil possui quase 4 mil entidades acolhedoras, para atenderem mais de 46 mil
crianças e adolescentes, dessa forma, se torna inviável a quantidade de instituições,
para a demanda existente.

De acordo com a psicóloga, nenhuma criança na Casa Família está em


processo de adoção. “O que faz uma criança não ser adotada não é o tempo que ela
fica no abrigo, mas a idade cronológica. Como temos muitas crianças com idade
tardia para o processo de adoção, elas ficam conosco por muitos anos”, explicou
Célia Queiroz. Além da idade, segundo a psicóloga, outras três características
identificam o perfil de uma criança “inadotável”: ter alguma deficiência física, ter
irmãos e ser negra.

Assim que alcançam os 18 anos, o jovem é considerado pelo Estado a está


apto a viver por conta própria, no entanto, muitas vezes este jovem não possui
capacitação profissional para adentrar no mercado de trabalho. No entanto, em São
Luís não existe um programa de acolhimento direcionado exclusivamente a esse
público.

O Lar Dom Calábria, localizado no bairro da Cidade Operária, 100% das


crianças estão na etapa de “adoção tardia”, essa instituição é mantida pela
Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (SEMCAS).

Esta proposta também é importante para destacar o crescimento de


menores na criminalidade, uma vez que estes foram abandonados ou viviam em
situações de risco em seus lares, estando sujeitos a condições improprias, seja por
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agressões, miséria e/ou maus-tratos, mesmo com os programas existente ainda não
é o suficiente para a proteção total contra essas situações conflituosas e
inadequadas.

Em busca da redução de menores desabrigados e moradores de rua, o que


também contribui para a diminuição da criminalidade e usuários de drogas,
almejando assim, melhorar os índices de políticas públicas que atendem os direitos
de moradia e a segurança pública.
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3 OBJETIVOS

3.1 GERAL

Elaborar projeto de arquitetura de uma casa de acolhimento, para


crianças e adolescentes desabrigados da cidade de São Luís – MA.

3.2 ESPECÍFICO

• Buscar dados quantitativo e qualitativo sobre instituições existentes;


• Pesquisar literatura referente ao tema;
• Reunir leis relevantes à proposta;
• Explorar a bioclimática do local escolhido;
• Reunir projetos de referências nacional e internacional;
• Apurar os cursos profissionalizantes essenciais para ingressar ao mercado de
trabalho;
• Desenvolver programa de necessidades;
• Desenvolver o projeto arquitetônico.
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4 REFERENCIAL TEÓRICO

A princípio, a sua funcionalidade é uma moradia de passageira, até que os


familiares tenham condições para dar-lhes os devidos cuidados, no entanto, muitas
crianças acabam por permanecer na instituição até os 18 anos (que é a idade máxima
permitida), esse é um dos obstáculos enfrentados pelos jovens que residem nesses
abrigos.

Assistência integral à criança e/ou ao adolescente é posta ao dispor,


quando se entende que o cidadão está em situações de violência, maus-tratos, abuso
psicológico, sexual e físico. Dessa maneira, o Conselho Tutelar age disponibilizando
estadia em uma instituição de acolhimento, do qual pode ser passageira ou
permanente (até aos 18 anos), isso dependerá das condições e realidade da criança
ou adolescente. Logo, essa intermediação do Conselho Tutelar é realizada quando os
direitos dos jovens não estão assegurados. (BRITO, 2010)

Acredita-se que os direitos do indivíduo é algo que recorre do justo e


correto diante à sociedade, logo uma vez que um jovem tem parte de seus direitos
violados já cria um sentido de desconforto, injuria, podendo afetar da criação da sua
personalidade e caráter, e futuramente podemos afetar no seu comportamento para
com a sociedade.

Dessa maneira, é válido crer que há parâmetros que podem mudar a


realidade de uma criança ou adolescente, seja um acompanhamento ao psicólogo,
moradia em uma casa de acolhimento ou a ressocialização com crianças e jovens,
que já tenham passado por algo semelhante, mas que permaneceu perseverante e
conseguiu mudar a realidade que vivia.

Não obstante, separar as crianças das famílias denuncia uma ruptura brusca
de vínculos afetivos determinada pelo viés do mundo adulto, sendo que uma
vez rompidos os laços afetivos familiares e comunitários, a trajetória de vida
da criança tende a passar por maiores transtornos. BENTO (2010)

Em vista disto, discute-se sobre a importância do acolhimento


institucional se constituir em uma fonte de apoio social mais próxima e
organizada para os acolhidos, desempenhando um papel fundamental para
o desenvolvimento psicossocial destes, uma vez que a rede social de apoio
exerce uma profunda influência na saúde e no bem-estar do indivíduo. A
relação estabelecida com as pessoas que trabalham na instituição
desempenha papel central na vida das crianças e dos adolescentes
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abrigados, na medida em que esses adultos assumem o papel de orientá-los


e protegê-los, constituindo-se nos seus modelos de identificação (SIQUEIRA,
2006).

A singularidade, é um fato muito relevante para os jovens que residem em


uma casa de acolhimento, pois estão sendo afastados de seus familiares, pessoas do
qual há um laço afetivo, mesmo com toda problematização envolvida neste convívio.
Isso torna a ressocialização mais difícil, tendo uma referência à vida que tinha antes,
que modificaram seus comportamentos, tornando-se agressivos ou mais reservados e
tristes.

Dessa forma, torna-se importante o convívio com as pessoas que


trabalham na instituição, sendo este a referência de orientação e proteção, que
essas crianças e jovens precisam. Assim, na criação dessa relação pode-se
amadurecer a ideia de conforto e segurança, que é necessário para a ressocialização.

Visa também estabelecer uma relação de segurança, conforto e confiança


com os jovens que nela habitam, de forma a oferecer cuidados pessoais, médicos e
educacionais, no entanto, esta proposta irá um pouco além, ela visa oferecer cursos
profissionalizantes, para que dessa forma os jovens, quando completarem a idade de
18 anos e ter que deixar a instituição, consiga seguir em frente, estudando e
caminhando para o estabelecer melhorias de vida.

Quando não são adotados muitos concluem seus 18 anos e saem da


instituição, no entanto, pode-se afirmar que muito dos jovens que saem das casas de
acolhimento, acabam entrando na vida do crime, por não conseguirem se manter, e
assim, apostando na facilidade da criminalidade para sobreviver. Esse ainda é um
problema, que visa-se solucionar com a criação do auxílio profissionalizante, já
apresentando ao jovem a realidade por trás dos muros da instituição, e como o
mesmo pode se desenvolver no mercado de trabalho.
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5 METODOLOGIA

O método abordado desenvolverá a proposta de arquitetura bioclimática


para uma casa de acolhimento na cidade de São Luís – MA. Toda a elaboração do
projeto seguirá as estratégias sustentáveis, utilizar recursos naturais e renováveis,
de maneira que atenda todas as necessidades dos residentes da instituição.

A etapa inicial para o desenvolver da proposta da instituição será recolher


dados quantitativo e qualitativo das instituições já existentes, buscando assim tais
referências devem ser relevantes e quais devem ser irrelevantes na criação desta
proposta.

Esta proposta estará de acordo com as normas e legislação atual vigente,


tendo em vista, o padrão de regras e recomendações posta. Almejando o conforto
térmico e uso de recursos naturais, será realizado estudos que visam valorizar os
recursos disponíveis para reduzir o consumo energético.

Com o auxílio de normas e regulamentos, será criado o programa de


necessidades para a proposta da casa de acolhimento. Levando em consideração
espaços para realização de atividades, dormitórios, recreação, estudos, todos esses
ambientes respeitando a ergonomia e bem estar dos residentes.

Após todo o processo de pesquisa, análise e desenvolvimento de


estratégias viáveis para a proposta, será dado iniciar ao projeto arquitetônico,
respeitando as normas, leis vigentes, estudo do terreno e os recursos disponíveis.
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6 CRONOGRAMA

MESES
AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO
ATIVIDADE
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA X
APROFUNDAMENTO
X
TEÓRICO
DISCUSSÃO TEÓRICA EM
FUNÇÃO DA
X
DETERMINAÇÃO DOS
OBJETIVOS
APLICAR ENTREVISTAS X
ELABORAÇÃO DE
X
PROJETO
QUALIFICAÇÃO X
REVISÃO DO TEXTO E
X
DO PROJETO
DESENVOLVIMENTO DO
X X
TEXTO FINAL
DESENVOLVIMENTO DO
PROJETO FINAL DE X X
ARQUITETURA
DEPÓSITO E DEFESA DA
X
MONOGRAFIA
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REFERÊNCIAS

FAVARETTO, Telma. A mulher e o abandono de recém-nascido: uma análise


transdisciplinar. In: CASTRO, A. et al. Pessoa, gênero e família: uma visão integrada
do direito. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2002. 139- 141 p.

PEREIRA Fernanda. Por que tantos adolescentes estão se envolvendo na


criminalidade? – 2001 – Disponível em:
http://www.cruzeirodovale.com.br/geral/por-que-tantos-adolescentes-estao-se-
envolvendo-na-criminalidade-/. Acesso em: 10 mai. 2018

PERUZZOLO, Dani. O desafio da educação para o desligamento de adolescentes


institucionalizados em abrigos de proteção especial. In: AZAMBUJA, Maria R. F.;
SILVEIRA, M.

VIEIRA Luciene. Crianças rejeitadas para adoção são maioria em abrigos de São Luís
– 2015 – Disponível em:
https://edicao.jornalpequeno.com.br/impresso/2015/06/14/criancas-rejeitadas-
para adocao-sao-maioria-em-abrigos-de-sao-luis/. Acesso em: 12 mai. 2018

SILVA, C. D. L.; et all. apud BRITO 2010.

SILVA, C. D. L.; et all. apud SIQUEIRA 2010.

SILVA, C. D. L.; et all. apud BENTO 2006.

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