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Fiscalidade

Aula 4
Garan%as Gerais dos Contribuintes

• Não pagar impostos que não tenham sido estabelecidos de acordo


com a Cons6tuição;
• Pagamento a prestações, legalmente autorizado;
• Não ser a mesma matéria colectável tributada mais de uma vez, em
relação ao mesmo imposto;
• Reclamar administra6vamente, nos termos da lei, da fixação da
matéria colectável e da liquidação;
• Recorrer hierarquicamente, nos termos da lei, dos demais actos
lesivos de direitos e interesses legalmente protegidos;
• Impugnar judicialmente a liquidação, com fundamento em qualquer
ilegalidade, incluindo o erro na quan6ficação da matéria colectável ou
no cálculo do imposto;
• Impugnar judicialmente todos os restantes actos da Administração
Tributária lesivos de direitos ou interesses legalmente protegidos;
• Opor-se e reclamar em processo de execução fiscal;
• O direito à fundamentação e no6ficação da liquidação e demais
• actos que alterem a posição jurídica do contribuinte;
• O direito à informação;
• O direito à audição prévia;
• Outras constantes de diplomas específicos ou da Cons6tuição.
Fases ou Momentos na Vida do Imposto

•Incidência
•Lançamento
• Liquidação;
•Cobrança.
Incidência
• Definição geral e abstracta, feita pela Lei, dos actos ou situações
sujeitos a imposto e as pessoas ou en:dades, sobre as quais recai o
dever de o prestar. É a caracterização em abstracto dos elementos
constru:vos da obrigação do imposto.
• A incidência pode ser:
• Real ou Objec+va : definição dos bens ou elementos do património
que servem de base a determinação do imposto a pagar, ou seja, tem
o pressuposto (propósito) de definir porque é devido o imposto.
• Pessoal ou Subjec,va: determinação das categorias de sujeitos a
imposto com diferentes tratamentos fiscais (Pessoa Singular ou
Colec9va), ou seja, tem o pressuposto de determinar quem deve e a
quem é devido o imposto.
• Quem está sujeito a imposto?
• A incidência pessoal ou subjec9va pode ser Legal ou Económica:
• Incidência Legal: quando se refere ao contribuinte de direito, isto é,
aquele que é definido por Lei, como sendo o sujeito passivo da
obrigação tributária.
• Incidência Económica: quando se refere ao contribuinte de facto, isto
é, aquele que paga o imposto, transferindo parte do seu rendimento
a favor do Estado.
Lançamento
• Corresponde a série de operações administra0vas conducentes a
iden0ficação do sujeito passivo do imposto e a determinação da
matéria colectável. Operação que permite iden0ficar o contribuinte e
determinar a matéria colectável.
• Determinação da matéria colectável – é avaliada ou calculada
directamente segundo os critérios próprios de cada tributo, pode ser
avaliação directa ou indirecta.
• Avaliação directa, implica a determinação do valor real dos
rendimentos ou bens afectos a tributação, com base em declaração
do contribuinte.
Forma de Liquidação
Auto-liquidação – é ao contribuinte (Sujeito Passivo) que compete a
determinação da matéria colectável.
• Avaliação indirecta, visa a determinação dos valores dos rendimentos
ou bens tributáveis a par<r de indícios, presunção ou outras
informações ou elementos de que a administração tributária dispõe.
Forma de Liquidação
Oficiosa – compete a administração tributária (Sujeito Ac6vo) para a
avaliação indirecta.
Liquidação
• Aplicação da taxa à Matéria Colectável, para a determinação da
colecta. A determinação do montante do imposto a pagar, designado
por colecta pode ser feita pela administração fiscal, pelo contribuinte
ou por terceiros (Subs:tuto Fiscal).
• Sempre que a en:dade competente tome conhecimento de factos
tributários não declarados pelo sujeito passivo, necessário para o
procedimento de liquidação, os competentes serviços podem fazê-lo
oficiosamente, mas sempre com observância do prazo de caducidade.
• Durante o acto de preenchimento do D.L.I. (Documento de Liquidação
do Imposto), define-se o (po de imposto, (po de liquidação, período
e data a que o imposto respeita.
Cobrança

• Corresponde a operação administra/va que visa a entrada do


imposto nos cofres do Estado.
• É o momento final do imposto, em que as cobranças das
dívidas tributárias podem ocorrer sobre as seguintes
modalidades:
• Cobrança Voluntária: é o sistema de auto-liquidação feita
dentro dos prazos estabelecidos pelas leis tributárias.
Nota:Os impostos correntes são pagos dentro dos prazos
legais. Como é o caso do imposto de selo, IRT, IPU, etc.
• Cobrança Coerciva: efectuado após o término da
cobrança voluntária.
• São os impostos cobrados por uma infracção, fora dos
prazos legais, Como é o caso de Processos de
Execuções Fiscais.
• Na cobrança coerciva, começam-se a vencer multas,
juros compensatórios e juros de mora.
• As multas são regulamentadas nos próprios códigos
de cada imposto, no caso de não prever, recorre-se ao
Código Geral Tributário (Diploma Transversal).

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