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JUL 1981 NBR 6690

Laboratórios para ensaios de


instrumentos elétricos de medição
ABNT-Associação
Brasileira de
Normas Técnicas

S.A.
brás
Sede:
Rio de Janeiro
Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar

etro
CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680
Rio de Janeiro - RJ
Tel.: PABX (021) 210 -3122

ra P
Telex: (021) 34333 ABNT - BR
Endereço Telegráfico:
NORMATÉCNICA

a pa
Especificação

usiv
Origem: ABNT-Projeto EB-835/1979

excl
CB-03 - Comitê Brasileiro de Eletricidade
CE-03:013.03 - Comissão de Estudo de Laboratórios de Ensaios e Instrumentos

uso
Elétricos
Copyright © 1981, NBR 6690 - Laboratories for electrical measuring instruments - Specification

de
ABNT–Associação Brasileira Descriptors: Laboratory. Electrical instrument
de Normas Técnicas
nça
Printed in Brazil/
Impresso no Brasil Palavras-chave: Laboratório. Instrumento elétrico 7 páginas
Lice
Todos os direitos reservados

1 Objetivo 2 Definições

1.1 Esta Norma fixa as características dos equipamentos, Os termos específicos e instrumentos elétricos estão de-
instrumental e padrões elétricos e de tempo pertencentes finidos na terminologia correspondente aprovada pela CEI,
a um laboratório destinado à realização dos ensaios de até que se publique a norma brasileira.
rotina, de modelo ou de tipo e de outros ensaios prescritos
nas normas referentes a instrumentos elétricos de medi-
ção, destacando-se os serviços de calibração e aferição 3 Condições gerais
desses instrumentos.
3.1 Unidades
S.A.

1.2 Esta Norma também prescreve um encadeamento


apropriado das medidas nas etapas de disseminação das As unidades usadas nesta Norma fazem parte do sistema
brás

grandezas padronizadas, desde os padrões de referência de unidades SI ou são decorrentes dele (por exemplo,
básicos cujas exatidões retrocedem aos padrões nacio- 1 Wh = 3600 J).
etro

nais, até os padrões e instrumentos de serviço que são


essenciais às medições das grandezas elétricas dentro
ra P

do Laboratório de Ensaios, determinado ainda a periodi- 3.2 Classificação


cidade com que tais padrões e instrumentos de referên-
a pa

cia devem ser recertificados. 3.2.1 Para efeito desta Norma e de acordo com o instrumental
e método usado para o estabelecimento e manutenção de
usiv

1.3 Os ensaios para determinar a aceitação dos instru- um padrão elétrico de medida necessário à aferição e
mentos trazidos ao Laboratório de Ensaios são feitos calibração do instrumento elétrico, os Laboratórios de
excl

utilizando-se seu instrumental, cuja exatidão e precisão se Ensaios são classificados em:
conformam necessariamente às daqueles. Os instrumentos
uso

e padrões de serviço devem ser aferidos contra os padrões a) laboratório classe - A;


de referência do Laboratório, antes e após os ensaios. Tais
de

serviços devem ser conduzidos por pessoal técnico


habilitado e com treinamento adequado em medidas elétricas b) laboratório classe - B;
nça

de precisão. Os resultados finais das medidas levam em


conta, tanto os erros sistemáticos como os acidentais. c) laboratório classe - C.
Lice
2 NBR 6690/1981

3.2.2 Denomina-se Laboratório Classe - C 3.3.2 A umidade relativa do ambiente no Laboratório de


En-saios deve ser mantida abaixo de valores que afetam
3.2.2.1 Aquele que além de possuir todo o equipamento a isolação dos equipamentos. Nos laboratórios Classe
necessário à realização dos ensaios de rotina constante A, de-ve ser mantida dentro de 55% ± 8%.
das normas de instrumentos elétricos, mantiver instrumentos
de referência com classe de exatidão 0,5 ou melhor, 3.3.3 As condições ambientais devem ser mantidas em ní-
instrumentos de intercomparação com classe de exatidão veis para os quais as medições normais que se realizam
Lice

0,3 ou melhor, necessários à aferição dos instrumentos de no Laboratório de Ensaios não tenham seus resultados
trabalho ou daqueles que são aferidos diretamente pelos afetados; entre elas, a contaminação atmosférica,
nça

primeiros. vibrações e choques mecânicos, interferências de origem


magnética, ruídos de natureza eletrostática ou
3.2.2.2 Os instrumentos de intercomparação devem ser
de

eletromagnética.
aferidos e certificados periodicamente pelo Laboratório
uso

Nacional ou por Laboratórios Credenciados por este. 4 Condições específicas


Recomenda-se que tal período seja de 2 anos.
excl

4.1 Exatidão
3.2.3 Denomina-se Laboratório Classe - B
usiv

4.1.1 Os instrumentos de referência, pertencentes ou não


Aquele que, além de possuir equipamento descrito em 3.2.2, a Conjuntos de Aferição, devem manter os limites de erro
a pa

mantiver o padrão de referência de grandeza aferida através admissíveis para a sua classe de exatidão, em todos os
de três padrões individuais mantidos em temperatura campos de medição utilizados.
ra P

estabilizada dentro de ± 1ºC podendo, também, manter um


ou mais padrões de intercomparação de mesma classe de 4.1.2 A classe de exatidão dos padrões de instrumentos
etro

exatidão dos anteriores. de referência deve ser, pelo menos, três vezes melhor
que a dos instrumentos aferidos.
brás

3.2.3.1 Os instrumentos de intercomparação devem ser afe-


ridos e certificados bienalmente pelo Laboratório Nacional 4.1.3 A média aritmética dos erros individuais associada
ou por Laboratórios Credenciados por este.
S.A.

ao desvio padrão, caracterizam a qualidade de uma


aferição.
3.2.4 Denomina-se Laboratório Classe - A

4.1.4 A exatidão dos conjuntos de aferição pode ser


Aquele que, além do equipamento descrito em 3.2.2:
determinada por partes, ou de forma global.
a) mantiver padrões de referência de resistência e de
4.1.5 As condições de referência consideradas na deter-
f.e.m. com exatidões de 10 ppm, ou melhor,
certificados oficialmente pelo Laboratório Nacional; minação desses erros, constam da Tabela 1.
tais padrões devem ser intercomparados bienalmente
com os do Laboratório Nacional ou os de um 4.2 Requisitos elétricos
Laboratório Credenciado, cujos padrões tenham sido
4.2.1 Circuitos de tensão
aferidos há menos de um ano;

b) mantiver um padrão de referência básico de intervalo 4.2.1.1 As cargas máximas permissíveis dos circuitos de
de tempo por meio de pêndula compensada, com tensão devem ser especificadas, em VA, para cada fase
Lice

estabilidade igual ou melhor que 1 ppm por 24 h, ou e para cada campo de medida de tensão.
outro padrão de melhor exatidão, que seja verificado
nça

a qualquer momento, ou mesmo continuadamente 4.2.1.2 Todos os componentes dos circuitos de tensão
supervisionado pelos sinais de rádios transmitidos (transformadores, reguladores, chaves, etc.,) devem ser
de

por Estações Oficiais do Serviço da Hora; projetados de tal modo que, mesmo em caso de operação
contínua com as cargas máximas permitidas, todas as
uso

c) disseminar valores padronizados dessas grandezas especificações desta Norma permaneçam obedecidas.
para os diversos padrões secundários de referência
excl

e de serviço usados no laboratório de Ensaios, 4.2.1.3 Os reguladores de tensão devem possibilitar os


através de instrumental de alta precisão certificada, ajustes das tensões nominais de operação dentro de uma
usiv

necessários para se estabelecer as cadeias de faixa de ± 20%, para qualquer carga utilizada. Estes ajus-
medições que disseminam tais valores a partir dos tes devem ser feitos com tolerância inferior a ± 0,1%. A
a pa

padrões de referência básicos do Laboratório; regulação da tensão ajustada não deve exceder de 1%.
ra P

d) possuir instrumentos padrão de intercomparação, 4.2.2 Circuitos de correntes


com classes de exatidão iguais às dos instrumentos
etro

padrão de referência, que devem ser enviados ao 4.2.2.1 As cargas máximas permissíveis dos circuitos de
Laboratório Nacional em períodos não superiores a corrente devem ser especificadas, em VA, para cada fase
brás

3 (três) anos, para certificação. e para cada campo de medição da corrente.


S.A.

3.3 Condições Ambientais 4.2.2.2 Todos os componentes dos circuitos de corrente


(transformadores, reguladores, chaves, etc.,) devem ser
3.3.1 A temperatura ambiente no Laboratório de Ensaios projetados de tal modo que, mesmo em operação contínua
deve ser estabilizada a 25ºC, com tolerâncias de ± 2ºC nos com as cargas máximas permitidas, todas as especificações
Laboratórios Classes B e C, e de ± 1ºC nos de Classe A. desta Norma permaneçam obedecidas.
NBR 6690/1981 3

Tabela 1 - Condições de referência

Grandeza de influência Valor de referência Tolerância admissível

Temperatura ambiente Temperatura especificada, ou ± 2ºC

S.A.
na ausência desta, 25ºC(A)

Tensão de alimentação Tensão nominal ± 1%

brás
Frequência Frequência nominal ± 0,3%

etro
Forma de onda Senoidal Fator de distorção inferior a 2%

ra P
a pa
(A)
Se o ensaio for feito em outra temperatura, que não a especificada, o resultado deve ser corrigido, através da aplicação de coeficientes de
temperatura específicos de cada instrumento.

usiv
4.2.2.3 Os reguladores de corrente devem possibilitar os 4.2.5.5 Para se manter a classe de exatidão de um conjunto

excl
ajustes das correntes de ensaio para a inteira faixa de de aferição, dispositivos de compensação dos erros de
medição onde se procedem os ensaios. Estes ajustes transformadores, reguladores, etc., podem ser adotados.

uso
devem ser possíveis a menos de 0,1% de cada valor da
corrente fixada. 4.2.6 Voltímetros, amperímetros e wattímetros de referência

de
4.2.3 Defasadores Os voltímetros, amperímetros e wattímetros de referência

nça
devem tornar possíveis as medições de todos os valores
4.2.3.1 Os defasadores devem possibilitar ajustes de ângu-
de tensão, corrente e potência dos instrumentos a serem
lo de fase em todas as faixas de trabalho, de pelo menos
± 90º elétricos.
Lice
aferidos, com a necessária exatidão, ou seja, terem pelo
menos 1/3 da exatidão dos valores indicados por estes
instrumentos (em aferição). Além disso, os instrumentos
4.2.3.2 Os defasadores não devem causar, nas suas faixas
de referência devem tornar possível o ajuste desses
de ajuste, erros de ângulo de fase superiores a 1º elétrico.
valores dentro das variações toleradas para os mesmos.
4.2.4 Equipamentos de equilíbrio das tensões (correntes)
Nota: A exatidão alcançada inclui o erro da indicação do
4.2.4.1 Os equipamentos para o fornecimento de tensões instrumento de referência dos seus acessórios e
transformadores para instrumentos (TI’s) a ele associados.
(correntes) equilibradas devem preencher os requisitos
contidos em 4.2.1 e 4.2.2.
4.2.7 Medidores de energia ativa da referência
4.2.5 Transformadores para instrumentos
Os medidores de energia ativa de referência devem
4.2.5.1 Os TP’s (transformadores de potencial) associados possibilitar a medida da energia, dentro de uma faixa de
a instrumentos padrão e indicadores de simetria de tensão, trabalho de 20 a 100% da carga nominal, com uma exatidão
S.A.

não devem ter erro de relação superior a ± 0,1% e ângulo de ± 0,2% ou melhor.
de fase superior a ± 3’ (que normalmente pode ser medido
brás

com incerteza de ± 0,3’) na carga nominal com fator de 4.2.8 Dispositivos de medida de tempo
potência 0,8 indutivo e capacitivo, bem como nas tensões
etro

compreendidas entre 0,8 a 1,2 da tensão nominal. 4.2.8.1 Os cronômetros manuais devem ter uma incerteza
de 100 ppm ou melhor.
ra P

4.2.5.2 Os TP’s associados a wattímetros não devem ter


erro de relação superior a ± 0,2% e um ângulo de fase 4.2.8.2 A incerteza dos oscilados de quartzo deve ser de
a pa

superior a ± 10’, na carga de serviço e em 25% a 100% da 1 ppm ou melhor no momento da aferição.
carga normalizada com fator de potência 0,8 indutivo e
usiv

capacitivo, bem como as tensões de 0,8 a 1,2 da tensão


4.2.8.3 O dispositivo utilizado para a avaliação das rotações
nominal.
excl

do disco de um medidor não deve introduzir um erro maior


4.2.5.3 Os transformadores de corrente (TC’s) associados
do que 300 ppm.
uso

a wattímetros ou medidores de energia ativa padrão não


devem ter um erro de relação superior a ± 0,1% e um ângulo 4.2.8.4 O tempo necessário à medição, a medida de tempo,
de fase superior a ± 3’ na carga de serviço e em 25% a as incertezas na avaliação da rotação do disco e/ou pelas
de

100% da carga normalizada com fator de potência 0,8 chaves eletromecânicas, bem como pelo número de
nça

indutivo e capacitivo, bem como com corrente de 0,8 a 1,2 rotações do disco, precisam ser levados em consideração,
da corrente nominal. quando da determinação da exatidão necessária da medição
Lice

do tempo, para uma determinada classe do medidor.


4.2.5.4 Na utilização simultânea de TP’s e TC’s associados
a wattímetros e medidores de energia ativa padrão, é 4.2.9 Comparadores e conjuntos de aferição automáticos
recomendada que se faça compensações nos trans-
formadores para instrumentos de tal modo que seus erros Para tais instrumentos e conjuntos de aferição, devem ser
globais sejam minimizados. feitos arranjos especiais adequados.
4 NBR 6690/1981

4.2.10 Acessórios mente, poderia ficar sujeito a falhas acidentais. Também,


os padrões de referência nunca devem sair do Laboratório
4.2.10.1 Dispositivos de ajuste da simetria das tensões e para não se sujeitarem aos efeitos prejudiciais do trans-
das correntes, associados aos indicadores de simetria das porte (para tal se empregam os padrões de intercompa-
tensões de classe 0,2 ou melhor, devem ser usados com ração).
os conjuntos de aferição.
Nota: A estabilidade dos padrões de referência pode ser com-
Lice

provada por comparação dos valores individuais entre si e


4.2.10.2 Para ensaio de medidores de energia reativa, tais
por comparação com os padrões de outros Laboratórios,
indicadores ou voltímetros de classe 0,2 ou melhor, são através de um intercâmbio de padrões.
nça

absolutamente necessários.
4.4.3 Padrões de referência básicos dentro do laboratório de
de

4.2.11 Especificações gerais ensaios


uso

4.2.11.1 A gama de degeneração do fator de distorção entre 4.4.3.1 São aqueles padrões que mantém os valores das
excl

a tensão de alimentação e a tensão na entrada do ins- unidades que servem de ponto de partida das linhas de
trumento a ser ensaiado não deve exceder a 1%. padronização conduzidas no Laboratório. Nos Laboratórios
usiv

classe A, que realizam integralmente a linha de padroni-


4.2.11.2 Nos casos de aferição de grande número de instru- zação do watt-hora (energia elétrica), os padrões de refe-
a pa

mentos contra um padrão, pode-se usar ao invés do fator rência básico são as pilhas-padrão (de preferência do tipo
de correção para este padrão, dispositivos ou TI’s de mo- “saturada”); os resistores padrão (de preferência do tipo
ra P

do a corrigí-lo. Por outro lado, na aferição de medidores Thomas, ou equivalente, de 1 ohm); e a pêndula compensada
de energia ativa pelo método potência-tempo, a corre- ou o oscilador padrão.
etro

ção do erro do wattímetro pode ser feita, ou no tempo, ou


no número de pulsos correspondentes à energia tota- 4.4.3.2 Presume-se que unidades fisicamente iguais e con-
brás

lizada, de modo a se obter o valor correto da mesma. servadas em condições idênticas, mantenham o seu valor
médio mais estável que qualquer dos elementos individuais.
Sendo assim, o padrão de referência básico de um la-
S.A.

4.3 Fontes de alimentação


boratório deve ser mantido por um grupo de pelo menos
três unidades, que podem ser intercomparadas prontamente
4.3.1 Tanto as fontes AC como as DC usadas no (três é o menor número de unidades em que, ocorrendo um
Laboratório de Ensaios para o serviço de calibração e desvio grosseiro numa delas, ela pode ser localizada por
aferição dos ins-trumentos elétricos devem ser reguladas medidas comparativas entre as mesmas).
com ajuste fino e com estabilização adequada. As
flutuações ocorridas devem ser anotadas, já que influem 4.4.3 Padrões de intercomparação
na precisão da medida.
São os padrões do mesmo valor nominal que os padrões
4.3.2 As fontes DC com retificador devem ser praticamente de referência básicos de um laboratório, preferivelmente da
isentas de ondulações, já que diferentes formas de onda mesma qualidade, e que são periodicamente intercompa-
produzem efeitos diferentes sobre os instrumentos que rados com o grupo básico.
respondem, a valores de pico, a valores médios e a valores
eficazes. Nota: Além dessas características, apresentam a de serem re-
Lice

servados às comparações periódicas entre laboratórios, para


4.3.3 As fontes AC devem ser de onda senoidal praticamente a verificação da estabilidade do grupo de referência básico.
nça

isentas de distorção e o defasamento entre as ondas de


tensão e de corrente de alimentação independentes deve 4.4.4 Pilhas padrão
de

ser de possível ajuste fino. Para a aferição de medidores de


energia ativa padrão, o 3º harmônico não deve exceder a 4.4.4.1 A melhor maneira de se manter o padrão de f.e.m. de
uso

0,5% do componente fundamental, e os outros harmônicos um laboratório é por meio de um grupo de três ou mais
nas ondas de tensão e de corrente, não devem exceder de pilhas padrão saturadas (pilhas Normais Weston),
excl

1%. conservadas à temperatura constante a menos de 0,01ºC,


dentro de uma cuba de óleo ou de uma caixa isotérmica.
usiv

4.4 Padrões de referência


4.4.4.2 As pilhas que compõem o grupo de referência, com
a pa

as quais a unidade de f.e.m. é mantida no Laboratório de


4.4.1 Padrões de referência do laboratório de ensaios
Ensaios, devem ser comparadas entre si a curtos períodos
ra P

(mensalmente) e comparadas com grupos de referência de


São aqueles padrões usados para verificar e aferir os valores outros laboratórios de escalão igual ou superior a períodos
etro

dos padrões de serviço, como ponto de partida da cadeia mais espaçados (anualmente). Este último intervalo de
de disseminação dos valores das grandezas elétricas. periodicidade de intercomparação pode ser aumentado
brás

quando se comprova a estabilidade das pilhas padrão de


4.4.2 Estabilidade referência, por desvio inferior a 5 ppm por ano.
S.A.

Uma das principais características de um padrão de 4.4.5 Resistores padrão


referência é sua estabilidade, isto é, a constância do seu
valor no decorrer do tempo. Por isso ele não deve ser usado 4.4.5.1 Como requisito mínimo para manutenção do padrão
nos serviços rotineiros do Laboratório, quando ocasional- de resistência, deve-se ter um conjunto de dois ou três
NBR 6690/1981 5

padrões de referência básicos de 1 ohm e duas séries de 4.4.6.6 Comparadores de concreto, DC


resistores múltiplos decimais de ohm, abrangendo a gama
de valores requerida nas medidas de resistência e de São instrumentos baseados na igualdade dos ampéres-
corrente no Laboratório de Ensaios. espiras de dois ou mais enrolamentos sobre o mesmo núcleo
magnético. Com eles se medem relações de correntes, de
Nota: Geralmente a série de resistores vai de 10-3 a 104 ohm, a tensões, ou de resistências, com uma exatidão melhor que

S.A.
menos que sejam efetuadas medidas no Laboratório, que as obtidas com instrumentos de mesma finalidade.
exijam valores além daquela gama.

brás
4.4.6.7 Resistores de transferência de valores
4.4.5.2 Os resistores padrão de referência com os quais a
unidade de resistência é mantida no Laboratório de En-

etro
São constituídos, geralmente de dez resistores padrão de
saios, devem ser comparados entre si semestralmente e mesmo valor, que podem ser ligados em série (produzindo
verificadas contra os padrões de outro laboratório de es-

ra P
um valor de dez vezes maior), em paralelo (produzindo um
calão igual ou superior a períodos não superiores a dois valor de dez vezes menor) ou, utilizando nove resistores
anos.

a pa
com ligação série-paralelo, dar o valor dos próprios resis-
tores. Torna-se assim possível obter relações de 1/100,
4.4.6 Dispositivos de relação, DC

usiv
com uma exatidão de ± 0,1 ppm o melhor; e 1/10, com
São arranjos de resistores, geralmente colocados em caixas exatidão de ± 1 ppm ou melhor. Dois conjuntos desses

excl
com terminais de ligação externos, que estabelecem uma resistores, tendo um deles 10 resistores de 10 ohm cada e
ou mais relações com elevada exatidão declarada, alta outro 10 resistores de 1000 ohm cada, tornam possível a
obtenção de valores de 1 - 10 - 100 - 1000 e 10000 ohm.

uso
estabilidade no tempo e variações mínimas por efeito de
corrente ou da temperatura ambiente, dentro das tolerâncias
4.4.7 Dispositivo de relação, AC

de
admissíveis. Esses dispositivos são normalmente empre-
gados na medida de relações de tensões, de correntes e de

nça
As relações entre tensões, ou entre correntes, em AC, são
resistências, em DC, sendo que os mais representativos
normalmente estabelecidas por transformadores para ins-
estão descritos em 4.4.6.1 a 4.4.6.7.

4.4.6.1 Caixa de divisores de tensão de referência


Lice
trumentos padrão cujos erros de relação e ângulo de fase
devem ser, respectivamente, de ± 0,1% e ± 10 min, os me-
lhores. Os TI’s de serviço, são por sua vez, aferidos por
São arranjos de resistores em relação aos quais outras comparação com TI’s padrões de referência, que venham
caixas de divisores de tensão podem ser aferidas com a certificados da fábrica, ou são enviados para certificações
exatidão requerida. Estas caixas devem ser subdivididas, dos seus erros (relação e ângulo de fase) num Laboratório
a fim de facilitar sua auto-aferição; seus componentes devem Nacional, ou em outro laboratório credenciado.
ter guardas a fim de eliminar erros provenientes das
correntes de fuga pelas partes isolantes; e devem ser Nota: Na realidade, os TI’s (TC’s ou TP’s) não necessitam de afe-
rição periódica, visto que suas relações e ângulos de fase,
projetadas para minimizar os erros de relação resultantes
dependentes que são das condições físicas do núcleo e da
do aquecimento próprio ou por mudanças de temperatura
geometria dos enrolamentos, se mantém praticamente inal-
ambiente. teráveis com o tempo, para valores específicos das gran-
dezas no primário e da carga aplicada ao secundário.
4.4.6.2 Divisor de leitura direta
4.4.7.1 Conjunto para ensaio de transformadores para
S.A.

Instrumento de alta qualidade que compara, os valores de


instrumentos
duas resistências padrão, normalmente iguais, dentro do
campo de medição de 1,005 a 0,995 e com erros da ordem
brás

Constituem-se de um conjunto de instrumentos indicadores


de 1 ppm. e de circuitos em ponte com detetor de nulo, para deter-
etro

minar os erros ou correções de um TI em termos de um TI


4.4.6.3 Divisor universal e divisor Kelvin-Varley
padrão de referência (ou de um comparador de correntes
ra P

São instrumentos de alta qualidade, que se aplicam na AC, tendo geralmente a mesma relação de transformação).
aferição de potenciômetros DC e outros divisores de tensão
a pa

4.4.8 Dispositivos de transferência padrão DC - AC


do tipo de resistência ajustável, com erros inferiores a
1 ppm.
usiv

4.4.8.1 São dispositivos que vão de um simples par-


4.4.6.4 Comparadores de pilhas e potenciômetros de micro- termelétrico compensado e aferido até instrumentos com
excl

volt elaborado circuito eletrônico, necessários para verificar a


quase igualdade de uma corrente ou tensão alternada, ou o
uso

São instrumentos de alta qualidade, que medem por diferença valor médio de uma potência alternada, com os valores
duas f.e.m.’s ligadas em oposição, com uma resolução de correspondentes DC, para que estes últimos possam ser
referidos aos valores básicos em DC. Essa “transferência”
de

fração de micro-volt.
se procede através de princípios operacionais eletrostáticos,
nça

4.4.6.5 Pontes de resistência eletrotérmicos, eletrodinâmicos ou eletrônicos, sendo os


últimos, os mais difundidos pelos laboratórios de padro-
Lice

A ponte de Wheaststone e a ponte de Kelvin são nização elétrica.


instrumentos indispensáveis para a medida de resistência
a dois e a quatro terminais. Aplicando-se o método de subs- 4.4.8.1.1 A estabilidade de um padrão de transferência ele-
tituição podem ser empregadas na intercomparação de trodinâmico devido à dependência de suas características
resistores padrão ou na aferição de outros resistores de na sua geometria e o valor dos seus parâmetros elétricos,
precisão. se mantém praticamente inalterada. Portanto, tais caracte-
6 NBR 6690/1981

rísticas de transferência necessitam ser determinadas e derivadores de corrente, com faixas de tensão e de corrente
certificadas apenas uma vez. No entanto, a aferição em DC variadas, são necessários para a aferição de amperímetros,
desses dispositivos de transferência deve ser feita pe- voltímetros e wattímetros indicadores de precisão (classe
riodicamente. 0,1). Uma pilha padrão não saturada, ou uma referência
Zener, aferida pelo padrão de referência de f.e.m. do
4.4.9 Padrão de referência da energia elétrica ativa Laboratório, é essencial para a padronização do poten-
ciômetro, a cada medida realizada.
Lice

4.4.9.1 É constituído por um ou mais (preferivelmente três)


medidores de energia ativa padrão de alta estabilidade, 4.5.1.1.1 Os potenciômetros devem ser verificados
nça

operando sob condições de referência controladas, cujo anualmente, seja por meio de auto-aferição, seja contra um
registro médio se presume manter a unidade de energia (ou divisor universal ou instrumento de precisão equivalente. É
de

um certo múltiplo dela) no Laboratório de Ensaios servindo recomendável, além disso, que os potenciômetros da linha
para aferir os demais medidores de energia ativa padrão. principal de padronização sejam verificados em outros
uso

Laboratórios de padronização a cada três anos.


4.4.9.2 Tal padrão de referência de energia, em muitos la-
excl

boratórios, constitui um dos componentes essenciais de 4.5.2 Instrumentos indicadores


um Conjunto de Aferição de medidores de energia ativa,
usiv

onde se associam a ele os transformadores para ins- 4.5.2.1 Sejam do tipo analógico, sejam do tipo digital, uma
trumentos, divisores de tensão, cargas, etc., com valores certa quantidade de voltímetros, amperímetros, wattímetros,
a pa

prefixados, de modo que o medidor de energia ativa padrão frequencímetros e fasímetros, de classe de exatidão
opere sempre à mesma tensão e à mesma corrente, elevada (0,1 ou 0,2) e campos de medição variados, servem
ra P

enquanto que o medidor de energia ativa em aferição esteja como padrões de serviço no Laboratório de Ensaios, para
em condições diversas de tensão e corrente. aferição por comparação, de outros instrumentos elétricos
etro

que chegam para calibração e aferição.


4.4.9.3 Usualmente o grupo de medidores de energia ativa
brás

padrão de referência está instalado numa caixa isotérmica 4.5.2.2 Para maior exatidão nas medições, as condições
e energizado permanentemente na condição nominal de com que as aferições se realizam devem se aproximar das
S.A.

tensão e com 10% da corrente nominal, com fator de condições de serviço do instrumento; sendo anotadas as
potência unitário. condições de referência em que as aferições se realizam.

Nota: Caso sejam empregados padrões estáticos, os dispositivos


4.5.2.3 Os instrumentos padrão, com mancal do tipo pivô e
geradores de pulso devem ser previamente energizados até
sua estabilização térmica.
mancal em material semiprecioso, devem ter posição fixa e
permanente no Laboratório de Ensaios. Seus deslocamentos
4.4.9.4 Os medidores de energia ativa usados como padrão
para fora do Laboratório podem provocar danos nos
de referência e que mantém a unidade de energia, devem mancais, como consequente aumento do atrito no seu
ser intercomparados periodicamente. Recomenda-se que movimento e introdução de erros indevidos.
tal intercomparação seja feita mensalmente.
4.5.2.4 Os instrumentos padrão com suspensão de tirante
4.4.10 Padrão de intervalo de tempo (esticada) não estão afetados a erros por atrito e podem ser
transportados com menor risco de danos, porém sempre
4.4.10.1 No Laboratório de Ensaios, esse padrão pode ser com os devidos cuidados.
Lice

uma pêndula compensada ou um dispositivo contador


controlado por um oscilador a diapasão ou a cristal, em 4.5.2.5 Os campos de medição dos instrumentos padrão
AC podem ser estendidos pelo emprego de transformadores
nça

condições ambientais apropriadas. A operação desse


dispositivo de temporização deve ser realizada de modo para instrumentos cujos fatores de correção sejam conhe-
cidos com exatidão, com a carga introduzida pelos ins-
de

que os sinais de intervalo de tempo medido ou aplicado,


sejam produzidos sem afetar a medida realizada. trumentos a eles ligados.
uso

4.4.10.2 Tais padrões podem ser verificados a qualquer 4.5.2.6 As aferições em DC dos instrumentos indicadores,
excl

momento ou são supervisionados permanentemente por usados como padrões de serviço, devem ser feitas a pe-
sinais de tempo ou de freqüência, transmitidos pelo rádio da ríodos que podem ir de duas semanas a seis meses, pelo
usiv

Estação da Hora de um Observatório Astronômico. método potenciométrico, nos seus pontos cardinais. As
aferições tanto em DC como em AC, são convenientemente
a pa

4.5 Padrões de serviço realizadas em Consoles de Aferição. Tais consoles devem


ser aferidos periodicamente (por exemplo, a cada seis
ra P

São os utilizados nos serviços rotineiros de aferição de um meses) contra padrões DC, sendo necessária a calibração
Laboratório de Ensaios. Por sua vez, são aferidos contra e a aferição da transferência DC - AC, toda vez que ocorrer
etro

os padrões de referência do laboratório, em períodos que manutenção, por defeito do console.


dependem da sua utilização. Podem também ser usados
brás

nas medições que requeiram grau de exatidão mais elevado 4.5.3 Medidores de energia ativa
que as medições normais.
S.A.

4.5.3.1 Medidores de energia padrão, com faixas de tensão


4.5.1 Potenciômetros e de corrente apropriadas, compensados para várias
grandezas de influência variando dentro de tolerâncias muito
4.5.1.1 Um ou mais potenciômetros de classe 0,01 ou melhor, amplas. Tais padrões são usados na aferição de medi-
incluindo coleções de caixas de divisores de tensão e de dores de energia ativa padrão de serviço, de medidores de
NBR 6690/1981 7

energia ativa de referência e de medidores de energia ativa d) assiste nas decisões de se manter, remover ou
de exatidão elevada (classe 1 ou melhor). apenas degradar de classe de exatidão um padrão
ou instrumento padrão.
4.5.3.2 Os medidores de energia ativa padrão de serviço
devem ser aferidos com maior frequência que os demais 4.7 Condições anormais
padrões de serviço (por exemplo, mensalmente) e seus

S.A.
erros determinados pelo método da potência-tempo ou por Quando um padrão for suspeito de ter sido submetido às
compensação com o registro de padrão de watt-hora de condições anormais de uso ou tratamento, deve ser

brás
referência do Laboratório de Ensaios. imediatamente verificado e reaferido. Padrões e instrumentos
do tipo resistivo, quando sofrem alterações abruptas no

etro
4.6 Resultados de ensaios seu valor devido a tratamento inadequado levam, às vezes,
algumas semanas para se estabilizarem e assim mesmo

ra P
4.6.1 Os resultados de ensaios sobre o desempenho de em valor diferente.
padrões e instrumentos pertencentes ao Laboratório devem

a pa
ser transcritos em folhas adequadas e devidamente
4.8 Periodicidade de aferição dos padrões e
guardadas para fins de comparação com resultados an-
instrumentos

usiv
teriormente obtidos e para levantamentos estatísticos.
Quando, por esse registro, se verifica que um padrão ou

excl
instrumento se desviou muito no decorrer de suas A periodicidade de aferição dos padrões e demais instru-
aferições, ele deve ser submetido a uma investigação mentos de laboratório, depende de fatores a eles referentes,
tais como:

uso
especial, a fim de se determinar a causa do desvio; não
se podendo detectar essa causa, para se efetuar as
devidas correções, o padrão ou instrumento nessas a) do tipo de padrão;

de
condições não deve ser mais utilizado.

nça
b) da classe de exatidão;
4.6.2 A importância do registro permanente dos resultados
de ensaios se avalia pelas seguintes razões: Lice
c) de histórico e tipo de utilização;

a) são muito informativos quanto à qualidade do ins- d) das características do pessoal que o usa;
trumental do Laboratório e competência de seu
pessoal;
e) das características da manutenção empregada;
b) o valor de um padrão aumenta, à medida que se
comprova a sua estabilidade; f) da estabilidade;

c) assiste nas decisões com respeito aos períodos de g) da exatidão dos instrumentos aferidos pelo padrão,
aferição dos padrões e instrumentos; segundo a Tabela 2.

Tabela 2 - Periodicidade de aferição


S.A.

Classe do instrumento aferido Período de aferição do padrão


brás

3 cada 2 anos
etro

2 cada 2 anos
ra P

1 anualmente
a pa

0,5 semestralmente
usiv
excl
de uso
nça
Lice

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