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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E


TECNOLOGIA DO PIAUÍ  IFPI
PRÓ-REITORIA DE ENSINO - PROEN
COORDENAÇÃO GERAL DA REDE E-TEC BRASIL/NOVOS
CAMINHOS/IFPI
CURSO TÉCNICO EM AGENTE DE ASSISTÊNCIA
TÉCNICA E EXTENSÃO RURAL

Apostila de Matemática aplicada a


Agropecuária

Profa Me. Ariane Melo

2020
Apresentação da disciplina

A Matemática está presente faz parte das mais diversas áreas do conhe-
cimento, inclusive no eixo de Recursos Naturais. Seu desenvolvimento nos
mostra uma gama de conhecimento e aplicabilidades práticas que podem es-
tar inseridas tanto no cotidiano como no meio cientíco.

Ao entender matemática o indivíduo aprende a fazer uma leitura mate-


mática do mundo e de si. Como diz FAZENDA (2003, p.62) É uma forma
de ampliar a possibilidade de comunicação e expressão, contribuindo para a
interação social, se pensada interdisciplinarmente .

Portanto, por meio do ensino-aprendizagem de Matemática geram-se li-


gações lógicas entre diálogo e contextos através de aplicações, instituindo
assim um encadeamento de signicados e interpretações para denições vis-
tas como abstratas e sem nalidade.

O objetivo desta disciplina é revisar os conceitos fundamentais da mate-


mática a m de aplicá-los durante o curso. Assim como conhecer as aplicações
da matemática básica nas ciências e na tecnologia servindo de apoio para as
demais disciplinas que necessitem de habilidades matemáticas.

Nesta disciplina, iremos iniciar com o estudo do sistema de medidas deci-


mais, em que será abordado as medidas de comprimento, superfície, volume,
capacidade, massa e medidas agrárias. Dando prosseguimento, veremos como
realizar cálculo de área e volume em diferentes guras geométricas  tema
de grande relevância, sendo fundamental para reconhecer formas planas e
espaciais dando ferramentas que ajudem a determinar valores importantes
que as envolvam.

Em seguida, partiemos para cálculos aritméticos que envolvem a regra


de Três simples e composta e porcentagem importante na resolução e ela-
boração de problemas que envolvam relações de proporcionalidade direta e
inversa; Noções de matemática nanceira - são utilizadas em inúmeras áreas e
presentes diariamente em atividade pessoais e prossionais. Posteriormente,
será abordado sobre noções de funções, ndando com a apresentação de al-
guns cálculos matemáticos em planilhas eletrônicas (Excel).

Então, bons estudos.

2
Conteúdo
1 Sistema Métrico Decimal 5
1.1 Medidas de comprimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
1.2 Medidas de superfície . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
1.3 Medidas agrárias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
1.4 Medidas de volume . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
1.5 Medidas de capacidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
1.6 Medidas de massa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12

2 Cálculo de área em diferentes guras geométricas 14


2.1 Retângulo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
2.2 Quadrado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
2.3 Triângulo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
2.4 Losângo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
2.5 Trapézio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
2.6 Círculo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17

3 Cálculo de volume em diferentes guras geométricas 17


3.1 Paralelepípedo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
3.2 Cubo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
3.3 Prisma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
3.4 Pirâmide . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
3.5 Cilindro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
3.6 Cone . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
3.7 Esfera . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25

4 Regra de três 26
4.1 Regra de Três simples direta e inversa . . . . . . . . . . . . . . 26
4.2 Regra de três composta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30

5 Porcentagem 34
5.1 Razão centesimal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
5.2 Taxa porcentual . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
5.3 Porcentagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34

6 Noções de matemática nanceira 36


6.1 Lucro e prejuízo em operações com mercadorias . . . . . . . . 37
6.1.1 Lucro sobre o preço de custo . . . . . . . . . . . . . . . 37
6.1.2 Lucro sobre o preço de venda . . . . . . . . . . . . . . 38
6.1.3 Prejuízo sobre o preço de custo . . . . . . . . . . . . . 39
6.1.4 Prejuízo sobre o preço de venda . . . . . . . . . . . . . 39

3
6.2 Descontos e acréscimos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
6.2.1 Descontos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
6.2.2 Descontos sucessivos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
6.2.3 Acréscimos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
6.2.4 Acréscimos sucessivos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42

7 Noções de função 43
8 Referências 50

4
1 Sistema Métrico Decimal
1.1 Medidas de comprimento

A unidade de medida mais comum para mensuarar comprimentos é o metro,


representada pela letra m.

Dependendo do comprimento do que se deseja medir, pode-se usar outras


unidades derivadas do metro. São múltiplos do metro:

• Quilômetro (km)

• Hectomentro (hm)

• Decâmetro (dam)

• Decímetro (dm)

• Centímetro (cm)

• Milímetro (mm)

Para fazer transformações entre as unidades de medida de comprimento,


deve-se usar o seguinte artifício:

Figura 1: Distribuição das unidades de medida de comprimento em ordem


crescente

Fonte: CursoEnemgratuito

Da esquerda para a direita multiplica por 10 a cada unidade de medida


e da direita para a esquerda divide por 10, como mostra a Figura 1. O
km é a maior unidade de medida e o mm a menor unidade de medida para
comprimentos.

5
Exemplo 1: O perímetro de plantação da fazenda Seu Jorge mede 265 hm.
Quanto mede esse perímetro em metros (m)?

Resposta:

De hm para m são duas casas para a direita, ou seja, multiplica por x10
duas vezes,

265 (hm) x 10 x 10 = 26500 metros.

Exemplo 2: Lembrando que o perímetro de um polígolo é dado pela soma


de seus lados, ou seja, por toda a extensão de seu comprimento, determine o
perímetro do polígono ABCDE, em centímetros (cm)?

Resposta:

As medidas foram dadas em diferentes unidades de comprimento. Nesse caso,


primeiramente é preciso transformar todas para centímetro e em seguida so-
mar todas as medidas encontradas para obter o perímetro.

transformando em centímetros:

AB = 7 dm = 7 x 10 = 70 cm
BC = 20 hm = 20 x 10000 = 200000 cm
CD = 23, 5 dam = 23,5 x 1000 = 23500 cm
DE = 2 km = 2 x 100000 = 200000 cm

6
EA = 15 m = 15 x 100 = 1500 cm

perímetro do polígono ABCDE = 425.070 cm.

1.2 Medidas de superfície

As unidades de medidas de superfícies são usadas para mensurar áreas. Den-


tre esseas a mais usada é o metro quadrado, representado por m2 .

Assim como o m, o m2 tem múltiplos que também são usados para medir
superfícies dependendo da extensão. São eles:

• Quilômetro quadrado (km2 )

• Hectomentro quadrado (hm2 )

• Decâmetro quadrado (dam2 )

• Decímetro quadrado (dm2 )

• Centímetro quadrado (cm2 )

• Milímetro quadrado (mm2 )

Para fazer transformações entre as unidades de medida de superfície,


deve-se usar o seguinte artifício:

Figura 2: Distribuição das unidades de medida de superfície em ordem cres-


cente

Fonte: CursoEnemgratuito

Da esquerda para a direita multiplica por 100 a cada unidade de medida


e da direita para a esquerda divide por 100, como mostra a Figura 2. O
km2 é a maior unidade de medida e o mm2 a menor unidade de medida para

7
superfícies.

Exemplo: Expresse nas unidades indicadas:

100 m2 em mm2 :

Resposta:

De m2 para mm2 são três casas da esquerda para a direita, ou seja, multiplica
por 100 x 100 x 100
100 m2 = 100 x 1000000 = 100.000.000mm2 .

2768, 4 dm2 em hm2 :

Resposta:

De dm2 para hm2 são três casas da direita para a esquerda, ou seja, divide
por 100 ÷ 100 ÷ 100
2768, 4 dm2 = 2768, 4 ÷ 1000000 = 0, 0027684 hm2 .

1.3 Medidas agrárias

As medidas agrárias são especícas para medidas de superfícies de planta-


ções, pastos, fazendas, campos dentre outros. A unidade mais comum é o
hectare (ha). O hectare (ha) é um multiplo do are (a), e o centiare (ca) é
um submultiplo do are (a).

Para fazer transformações entre essas unidades agrárias, deve-se usar o


seguinte artifício:

Figura 3: Distribuição das unidades de medida agrárias

8
Da esquerda para a direita divide por 100 a cada unidade de medida e da
direita para a esquerda multiplica por 100, como mostra a Figura 3.

Exemplo: Expresse nas unidades indicadas:

 5, 2 a em ha:

Resposta:

De a para ha multiplica por 100,

5, 2 a = 5,2 x 100 = 520 ha.

 635 ha em ca:

Resposta:

De ha para ca2 são duas casas da esquerda para a direita, ou seja, divide por
100 ÷ 100,

635 ha = 635 ÷ 10000 = 0, 0635 ca.

Lembrete!!!

• 1 ha = 1 hm2

• 1 a = 1 dam2

• 1 ca = 1 m2

Uma outra medida agrária pouco vista em concursos mas muito utilizada
por prossionais da área é o alqueire. A medida de 1 alqueire varia de com
a região brasileira. Portanto, ao fazer equivalências de alqueire para m2 ou
ha, deve-se primeiro identicar em qual região do Brasil está localizada a
área rural a ser mensurada. Os alqueires mais utilizados segundo as regiões
são:
1 alqueire do N orte −→ 27225 m2 −→ 2, 72 ha
1 alqueire M ineiro −→ 48400 m2 −→ 4, 84 ha
1 alqueire paulista −→ 24200 m2 −→ 2, 42 ha
1 alqueire baiano −→ 96800 m2 −→ 9, 68 ha

9
1.4 Medidas de volume

A unidade de medida essecial para medir o volume é o metro cúbico, repre-


sentado por m3 .

O m3 tem os seguintes múltiplos:

• Quilômetro cúbico (km3 )

• Hectomentro cúbico (hm3 )

• Decâmetro cúbico (dam3 )

• Decímetro cúbico (dm3 )

• Centímetro cúbico (cm3 )

• Milímetro cúbico (mm3 )

Para fazer transformações entre as unidades de medida de volume, pode-


se usar o seguinte artifício:

Figura 4: Distribuição das unidades de medida de volume em ordem crescente

Fonte: CursoEnemgratuito

Da esquerda para a direita multiplica por 1000 a cada unidade de medida


e da direita para a esquerda divide por 1000, como mostra a Figura 4. O
km3 é a maior unidade de medida e o mm3 a menor unidade de medida para
volumes.

Exemplo: Uma caixa d'agua com capacidade de 2500 m3 de água está cheia
2
até de sua capacidade total. Determine a quantidade de água existente
5
nessa caixa d'agua em dm3 .

10
Resposta:
2
Primeiro calculemosde 2500 m3 :
5
2 5000
2500 x = = 1000 m3 .
5 5
Agora, transformemos 1000 m3 em dm3 :

De m3 para dm3 é uma casa da esquerda para a direita, ou seja, multiplica


por 1000,

1000 m3 x 1000 = 1.000.000 dm3 .

1.5 Medidas de capacidade

Quando se trata de medir a capacidade volumétrica de determinados recipien-


tes contendo, geralmente, líquido e gases, a unidade de medida mais utilizada
é o litro (l). assim como as unidade de medidas vistas anteriormente, o litro
também possue multiplos e submultiplos. São eles:

• Quilolitro (kl)

• Hectolitro (hl)

• Decalitro (dal)

• Decilitro (dl)

• Centilitro (cl)

• Mililitro (ml)

Da esquerda para a direita multiplica por 10 a cada unidade de medida e


da direita para a esquerda divide por 10, como mostra a Figura 5. O kl é
a maior unidade de medida e o ml a menor unidade de medida para capaci-
dade. Para fazer transformações entre as unidades de medida de capacidade,
pode-se usar o seguinte artifício:

11
Figura 5: Distribuição das unidades de medidas de capacidade

Fonte: ischoolmaputo4

Lembrete!!!

1l = 1 dm3

Exemplo: Expresse em litros o valor de : 3,5 kl + 26503 ml + 0,12 dl - 27,56 hl

Resposta:

Como não é possível fazer somas entre unidades de capacidade diferentes,


primeiramente iremos fazer as devidas transformações:

3, 5 kl = 3, 5 x 1000 = 3500 l
26503 ml = 26503 ÷ 1000 = 26, 503 l
0, 12 dl = 0, 12 ÷ 10 = 0, 012 l
27, 56 hl = 27, 56 x 100 = 2756 l

Assim temos,

3500 l + 26, 503 l + 0, 012 l − 2756 l = 717, 509 l

1.6 Medidas de massa

A unidade de medida usada para mensurar a massa corporal dos seres vivos
é o quilograma (Kg). Comumente a unidade de massa usada para ensacar,
principalmente produtos de supermercado é o grama (g). O grama tem como
multiplos o quilograma (Kg), decagrama (dag) e hectograma (hg), e submul-
tiplos o decigrama (dg), centigrama (cg) e miligrama (mg).

Para fazer transformações entre as unidades de medida de massa, pode-se


usar a seguinte escala:

12
Figura 6: Distribuição das unidades de medidas de massa

Fonte: educamaisbrasil

Da esquerda para a direita multiplica por 10 a cada unidade de medida e


da direita para a esquerda divide por 10, como mostra a Figura 6. O kl é a
maior unidade de medida e o ml a menor unidade de medida para capacidade.

Lembrete!!!

1 tonelada(t) = 1.000 Kg
1 quilate = 0, 2 g
1 cm3 = 1 ml = 1g

Exemplo: Expresse em gramas o valor de : 2,9 kg - 0,26 dag + 1127 mg -


45,8 hg.

Resposta:

Como não é possível fazer somas/subtrações entre unidades de massa dife-


rentes, primeiramente iremos fazer as devidas transformações para grama:

2, 9 kg = 2, 9 x 1000 = 2900 g
0, 26 dag = 0, 26 x 10 = 2, 6 g
1127 mg = 1127 ÷ 1000 = 1, 127 g
45, 8 hg = 45, 8 x 100 = 458 g

Assim temos,

2900 g − 2, 6 g + 1, 127 g − 458 g = 2.440, 527 g.

13
2 Cálculo de área em diferentes guras geomé-
tricas
Conforme Dolce e Pompeu (1995, p.312), a área de uma superfície plana tem
a seguinte denição:

Área de uma superfície limitada é um número real positivo associado à


superfície de forma tal que:

• Às superfícies equivalentes estão associadas áreas iguais (números iguais)


e reciprocamente.
A ≈ B ⇔ (Área de A = Área de B)

• A uma soma de superfícies está associada uma área (número) que é a


soma das áreas das superfícies parcelas.
(C = A + B)⇒(Área de C = Área de A + Área de B)

• Se uma superfície está contida em outra, então sua área é menor ou


igual que a área da outra.
B ⊂ A ⇒ Área de B ≤ Área de A.

2.1 Retângulo

Dado um retângulo ABCD de base (b) e altura (h), e área representada por
AR , temos que:

Figura 7: Ilustração da área de um retângulo

2.2 Quadrado

Dado um quadrado ABCD de lado l. Sabendo que um quadrado é um retân-


gulo com quatro lados iguais podemos denir sua área a partir da área do

14
retângulo:

AR = b × h, como no quadrado b = l e h = l, temos que:


AQ = l × l = l2 , como mostra a gura abaixo.

Figura 8: Ilustração da área de um quadrado

2.3 Triângulo

Dado um triângulo ABC de base (b) e altura (h) sua área, representada por
AT , é dada por:

Figura 9: Ilustração da área de um triângulo

15
2.4 Losângo

Dado um losando ABCD com diagonal maior (D) e diagonal menor (d), tem
área (AT ) denida por:

Figura 10: Ilustração da área de um losango

2.5 Trapézio

Dado um trapézio ABCD com base maior (B) e base menor (b), tem área
(AT z ) denida por:

Figura 11: Ilustração da área de um trapézio

16
2.6 Círculo

Dado um círculo de centro O e raio r, sua área (AC ) é denida por:

Figura 12: Ilustração da área de um círculo

Lembrete!!!

Osdemiaspolgonosregularesexistentespodemtersuareadef inidacombasenareadasf igurasgeo


Como exemplo, podemos citar:

Figura 13: Ilustração outra guras geométricas planas

Areadeumhexgonoregularseisvezesareadotringuloequiltero.Areadosemicrculoametadedarea

3 Cálculo de volume em diferentes guras geo-


métricas
Segundo Freitas (2016, Matemática A06, p.4) medir o volume de um sólido
é descobrir a medida do espaço ocupado por esse sólido, ou seja, comparamos
o espaço ocupado por esse sólido com o espaço ocupado por uma medida de
volume tomada como padrão.

17
Os sólidos geométricos mais comuns são classicados em dois tipos: poli-
edros e não poliedros. Os poliedros são os sólidos formados apenas por faces
planas e os não poliedros são compostos por faces planas e curvas. Vejamos
alguns exemplos:

Figura 14: Ilustração de poliedros

Fonte: Freitas, 2016.

Figura 15: Ilustração de não - poliedros

Fonte: Freitas, 2016.

18
3.1 Paralelepípedo

Seja um paralelepípedo de dimensões a, b e c.

O volume do paralelepípedo pode ser dado por:

V = a × b × c.

Tomando B como a área de um retângulo: B = a × b; e c como a altura (h),


temos que:

V = B × h.

Exemplo: Um paralelepípedo retângulo tem altura igual a 5 cm, largura me-


dindo 3 cm e profundidade de 2 cm. Calcule o volume desse paralelepípedo
retângulo.

Resposta:

Sabendo que V = a · b · c. Assim, temos V = 3cm · 5cm · 2cm = 30cm3

3.2 Cubo

O cubo é uma especicidade do paralelogramo em que a = a, b = a e c = a,


ou seja, em um cubo todas as arestas são iguais. Dessa forma, o volume do
cubo é dado por:

19

Exemplo: Determine o volume de uma caixa cúbica de aresta 3 5m.

Resposta:

Sabendo que V = a3 . Temos,



V = (3 √ 5m)3√= √ √
3 · 3 · 3 · 5 · 5 · 5m3 = 27 125m3
√ √ √
Decompondo 125 = 5 · 25 = 5 5
√ √
= 27 · 5 · 5m3 = 135 5m3

3.3 Prisma

Segundo Freitas (2016, ) Um prisma é todo poliedro formado por uma face
superior e uma face inferior paralelas, ambas com mesma forma e área. Essas
faces são chamadas de bases".
Um prisma pode variar de acorco com o formato de sua base. Vejamos
alguns exemplos:

20
Portanto, o volume do prisma depende da área da base, sendo calculado
como mostra a gura abaixo:

Vejamos o seguinte exemplo retirado do caderno temático de Freitas


(2016, Matemática A06, p.12): Calcule o volume de um prisma triangu-
lar com as seguintes características: altura de 10 cm e bases formadas por
triângulos equiláteros com arestas de 2 cm.

Nesse exemplo, a primeira parte do cálculo consiste em determinar a área


das bases do prisma, que são triângulos equiláteros.

Em um triângulo equilátero, a área é representada pela seguinte expres-


são:

21
3.4 Pirâmide

Conforme Freitas (2016, Matemática A06, p.14) uma pirâmide é todo poli-
edro formado por uma face inferior e por faces laterais que se unem em um
ponto comum chamado de vértice da pirâmide.
Assim como os prismas, as pirâmides se classicam de conforme a forma
de sua base. Vejamos alguns exemplos:

Portanto, o volume de uma pirâmide depende da área da base, é calculada


pela expressão:

Vejamos o seguinte exemplo retirado do caderno temático de Freitas


(2016, Matemática A06, p.15):

22
3.5 Cilindro

Para Freitas (2016, Matemática A06, p. 17) "um cilindro é um sólido geomé-
trico não poliedro que apresenta duas bases paralelas circulares congruentes
e uma face lateral que liga as duas bases.
O cilindro pode ser reto ou oblíquo, com área da base igual a área do
círculo, isto é, Ab = π · r2 . Portanto, o volume do cilindro pode ser dado
como abaixo:

Exemplo retirado do caderno temático de Freitas (2016, Matemática A06,


p.18): Determine o volume de um cilindro cuja medida do diâmetro da base
e da altura do sólido sejam iguais a 10 cm.

Para calcular o volume do cilindro você deve substituir os valores conhe-


cidos na expressão V = π · r2 · h. Antes, porém, lembre-se de que a medida
do diâmetro D é igual ao dobro da medida do raio, ou seja,

3.6 Cone

De acordo com Freitas (2016, Matemática A06, p.19) um cone é um sólido


geométrico classi cado como não poliedro que apresenta uma única base
circular e uma face lateral.

O cone possui alguns elementos especícos a ele:

23
O volume do cone é dado por:

Exemplo retirado do caderno temático de Freitas (2016, Matemática A06,


p.21): Determine o volume de um cone cuja altura mede 10 cm e cuja base
tem raio medindo 5 cm.

Substituindo os valores conhecidos na expressão, temos:

24
3.7 Esfera

Freitas (2016, Matemática A06, p.22)dene esfera como:

• um sólido geométrico formado por uma superfície curva contínua cu-


jos pontos estão eqüidistantes de outro ponto xo e interior, chamado
centro;

• uma superfície fechada de tal forma que todos os pontos dela estão à
mesma distância de seu centro, ou ainda, de qualquer ponto de vista
de sua superfície, a distância em relação ao centro é a mesma;

• sólido obtido pela rotação de um círculo por qualquer reta que passa
por seu diâmetro.

Exemplo retirado do caderno temático de Freitas (2016, Matemática A06,


p.23):

25
4 Regra de três
Uma regra de três simples pode ser classicada em direta ou inversa, de
acordo com a relação de proporcionalidade existente entre as grandezas en-
volvidas.

4.1 Regra de Três simples direta e inversa

Regra de três direta

Em uma regra de três direta, as grandezas são diretamente proporcionais


entre si. Lembre-se de que podemos classicar duas grandezas em direta-
mente proporcionais se as duas variam no mesmo sentido, ou seja, quando
uma aumenta, a outra também aumenta ou quando uma diminui, a outra
também diminui. Por exemplo, distância percorrida e tempo são grandezas
diretamente proporcionais, pois quanto maior uma distância, maior o tempo
gasto ao percorrê-la.

Vejamos alguns exemplos:

Exemplo 1: Se 30 metros de tecido custam R$318, 00, quanto custará uma


peça com 5 metros desse mesmo tecido?

Vamos adotar alguns passos para a resolução:

26
Estamos usando setas indicativas para observar a variação de uma grandeza
em relação à outra. As setas podem partir do menor para o maior valor
ou, ao contrário, do maior valor para o menor. Não há obrigatoriedade para
essa indicação, porém você deve estabelecer um padrão para todos os pares
de grandezas. Em nossas aulas, vamos utilizar a direção do menor para o
maior.

27
Regra de três simples inversa

Em uma regra de três simples inversa, uma das grandezas é inversamente


proporcional à outra.

Exemplo 1: Se 3 operários fazem uma obra em 20 dias, em quantos dias 12


operários fariam a mesma obra?

1o . passo: Organizar os dados em um quadro de comparação das grandezas.


2o . passo: Analisar a variação das grandezas, indicando o sentido dessa va-



riação.

Se o número de operários aumenta, o número de dias para realizar o mesmo


trabalho diminui. Logo, as grandezas são inversamente proporcionais.

3o . passo: Escrever e resolver uma proporção com os dados.



Nesse caso, com duas grandezas inversamente proporcionais, precisamos es-
crever as razões de forma que as setas indicativas estejam apontando no
mesmo sentido. Podemos inverter a primeira ou a segunda razão. Aqui,
vamos inverter a segunda razão. Assim, a proporção formada será
3 x
=
12 20
Aplicando a propriedade fundamental das proporções, temos:

28
12 · x = 3 · 20 −→ 12x = 60 −→ x = 60 ÷ 12 −→ x = 5

4o . passo: Elabore uma resposta, de acordo com o que se pede no problema.



Resposta: Doze operários fariam a mesma obra em 5 dias.

Exemplo 2: No refeitório de uma empresa, foi previsto um estoque de ali-


mentos para durar 30 dias para as refeições de seus 40 funcionários. Após
quantos dias terão que fazer reposição de estoque se, em um determinado
mês, foram contratados mais 8 novos funcionários?

Solução:

Veja que a quantidade de funcionários passa de 40 para 48.

1o . passo: Organizar em um quadro de comparação das grandezas.


2o . passo: Analisar a variação das grandezas, indicando o sentido dessa va-



riação.

Se o número de operários aumenta, o número de dias de duração do estoque


diminui. Logo as grandezas são inversamente proporcionais.

3o . passo: Escrever e resolver uma proporção com os dados.



30 48
Invertendo a segunda razão, a proporção formada será =
x 40

29
Aplicando a propriedade fundamental das proporções, temos:

48 · x = 30 · 40 −→ 48x = 1200 −→ x = 1200 ÷ 48 −→ x = 25

4o . passo: Elaborar uma resposta para o que se pede no problema.



Resposta: Com a contratação de 8 novos operários, o estoque de alimentos
do refeitório só durará 25 dias.

4.2 Regra de três composta

Na regra de três composta ocorrem três ou mais grandezas relacionadas entre


si.

Nesse caso, em apenas uma grandeza é dado um valor conhecido e para as


demais grandezas são dados dois valores. Na resolução desse tipo de situação-
problema, vamos utilizar um método semelhante ao utilizado na resolução
de regras de três simples.

Exemplo 1: Trabalhando 8 horas por dia, durante 12 dias, 30 operários pro-


duzem 1 000 unidades de determinado eletrodoméstico. Quantos dias serão
necessários para que 48 operários, trabalhando 6 horas por dia, produzam 1
200 unidades desse mesmo produto?

Solução:

1o . passo: Organizar os pares de valores de cada grandeza

2o . passo: Identicar as grandezas em inversamente ou diretamente propor-


cionais.

A indicação das setas será feita comparando-se cada uma das grandezas
com a que apresenta o termo desconhecido. Observamos a variação de cada

30
par de grandezas, considerando que as demais grandezas permanecem inal-
teradas.

a) Comparando horas por dia e dias:

Se o número de horas por dia de trabalho diminui, devemos trabalhar um


número maior de dias para realizar o mesmo trabalho. Ou seja, essas grande-
zas são inversamente proporcionais. Assim, as setas apontam para direções
opostas.

b) Comparando operários e dias:

Se o número de operários aumenta, podemos diminuir o número de dias


para realizar um trabalho. Ou seja, essas duas grandezas são inversamente
proporcionais. Assim, as setas apontam em direções opostas.

c) Comparando produção e dias:

Quando o número de unidades a serem produzidas aumenta, precisamos de


mais dias para essa produção. Por isso, as grandezas produção e dias são
diretamente proporcionais. Assim, as setas apontam para a mesma direção.

3o . passo: Construir a esquematização geral dos dados e realizar a inversão


dos pares identicados como inversamente proporcionais.

31
A partir da seta da grandeza que tem o valor desconhecido (neste caso, dias),
colocaremos as setas das demais grandezas. Quando as grandezas compara-
das são diretamente proporcionais, as setas indicam a mesma direção ou, caso
as grandezas envolvidas sejam inversamente proporcionais, as setas apresen-
tadas indicam direções opostas. Lembre-se de que, nesse exemplo, somente
as grandezas `operários' e `produção' são grandezas diretamente proporcio-
nais.

Invertendo as razões das grandezas inversamente proporcionais à grandeza


`dias', que são as grandezas `horas/dia' e `operários', obtemos:

4o . passo: Montar a proporção e calcular o valor desconhecido

A solução por esse processo é a proporção obtida da igualdade entre a ra-


zão que apresenta o valor desconhecido e o produto das demais razões (após
a inversão das que apresentam grandezas inversamente proporcionais a que
apresenta o x). Observe:
12 6 48 1000
= · ·
x 8 30 1200
ou
12 6 · 48 · 1000
=
x 8 · 30 · 1200
Invertendo as razões, temos:

32
12 · 8 · 30 · 1200
x=
6 · 48 · 1000
Isolando o valor de x, temos:
3456000 3456
x= =⇒ x = =⇒ x = 12
288000 288
Resposta: Seriam necessários 12 dias, nessas condições, para realizar o mesmo
trabalho.

Exemplo 2: Se 20 homens, trabalhando durante 15 dias, constroem 500m de


uma estrada, quantos homens seriam necessários para construir 900 metros
dessa estrada em 30 dias?

Solução:

4o . passo:
20 30 500
= ·
x 15 900
20 30 500 20 15000
= · =⇒ =
x 15 900 x 13500
20 13500
= =⇒ x · 15000 = 20 · 13500
x 15000
270000
15000x = 270000 =⇒ x = =⇒ x = 18
15000
Resposta: São necessários 18 homens para fazer esse trabalho.

33
5 Porcentagem
5.1 Razão centesimal

Dene-se razão centesimal a toda razão cujo conseqüente (denominador) seja


igual a 100.
2 12, 8 129
Exemplo: ; ; .
100 100 100
A razão centesimal também pode ser chamada de razão porcentual ou per-
centil.

5.2 Taxa porcentual

Quando substituímos o conseqüente 100 pelo símbolo % (lê-se "por cento")


temos uma taxa porcentual ou taxa centesimal.
2 12, 8 129
Exemplos: = 2%; = 12, 8%; = 129%.
100 100 100

5.3 Porcentagem
a
Dada uma razão qualquer , chamamos de porcentagem do valor b a todo
b
valor de a que estabeleça uma proporção com alguma razão centesimal.

a x
= = x%
b 100
Exemplo 1: Carlos vendeu 30% de seus 270 jogos de tabuleiro. Quantos jogos
de tabuleiro ele vendeu?

Resposta:

Forma 1:
30
Sabemos que 30% = , assim
100
a x valor absoluto da parte valor percentual da parte
= =⇒ =
b 100 valor absoluto do todo 100

34
x 30
=
270 100

Aplicando a propriedade fundamental das proporções, temos que:

100 · x = 270 · 30 =⇒ 100 · x = 8100 =⇒ x = 8100 ÷ 100 =⇒ x = 81.

carlos vendeu 81 jogos de tabuleiro.

Forma 2:
30
· 270 =⇒ 0, 3 · 270 = 81.
100
Exemplo 2: Considerando os valores do Gráco abaixo, responda ao que se
pede a seguir. Calcule, em relação ao total de funcionários, as taxas de por-
centagens:

a) de funcionários do sexo feminino que apenas concluíram o ensino funda-


mental.

Uma outra forma de resolver:

42 −→ 100

20 −→ x

35
42 · x = 20 · 100 =⇒ 42 · x = 2000
2000
x= =⇒ x ∼
= 47, 62%.
42
b) de funcionários do sexo masculino que apenas concluíram o ensino médio.

54 −→ 100

16 −→ x

54 · x = 16 · 100 =⇒ 54 · x = 1600
1600
x= =⇒ x ∼
= 29, 63%.
54
c) de funcionários do sexo feminino que concluíram o ensino superior.

Uma outra forma de resolver:


14
x=
24
x = 0, 583

Para encontrar a taxa percentual, basta multiplicar por 100,

x = 0, 583 · 100 =⇒ x = 58, 3%.

6 Noções de matemática nanceira


A idéia de porcentagem está muito presente em alguns tópicos de Matemá-
tica Financeira, como lucro e prejuízo em operações com mercadorias e em
descontos e acréscimos. Quando você compra uma mercadoria, paga por ela
um determinado preço que é chamado de preço de custo, e quando vende
uma mercadoria, estabelece para esse produto um valor correspondente ao
produto, que é chamado de preço de venda.

36
6.1 Lucro e prejuízo em operações com mercadorias

O preço de custo de uma mercadoria é formado por todas as despesas que


são geradas pela aquisição de matéria prima, pela fabricação (inclusive com
custos das instalações), pela estocagem, pelo transporte e pela manutenção
desse produto

O preço de venda é o valor cobrado ao consumidor e que deve cobrir


o custo direto da mercadoria/produto/serviço, as despesas variáveis, como
impostos, comissões, etc., as despesas xas proporcionais, ou seja, aluguel,
água, luz, telefone, salários e outros custos. Esse preço de custo deve ainda
prever algum lucro.

Quando o preço de venda é maior que o preço de custo (C), dizemos que
a venda foi efetuada com lucro (L).

preço de custo < preço de venda =⇒ V - C = L.

Quando o preço de venda (V) é menor que o preço de custo, dizemos que
houve prejuízo (P) na operação de venda.

preço de custo > preço de venda =⇒ C - V = P.

6.1.1 Lucro sobre o preço de custo


Quando um comerciante efetua uma venda com lucro sobre o preço de custo,
signi caque o preço de venda é superior ao preço de custo e que esse lucro
foi comparado com o preço de custo da mercadoria.

Exemplo 1: O preço de custo de uma mercadoria é de R$ 10,00. Para ser


vendida com um lucro de 25% sobre o preço de custo, qual será seu preço de

37
venda?

Utilizando as informações que a questão nos apresenta, temos:

C = 10, 00 e L = 25% de C =⇒ L = 0, 25 · C =⇒ L = 0, 25 · R$10, 00

L = R$2, 50

V = C + L =⇒ V = 10, 00 + 2, 50 =⇒ V = R$12, 50

Ou, resolvendo de uma segunda maneira, podemos escrever (eq.1):

V = C + L =⇒ V = C + 0, 25 · C −→ V = (1 + 0, 25) · C =⇒ V = 1, 25 · C

Para calcular o valor de V, podemos substituir o valor de C na eq.1 e obtemos:

V = 1, 25 · 10, 00 =⇒ V = R$12, 50

Por qualquer uma forma de resolução, o resultado encontrado para o valor


de venda da mercadoria é de R$ 12,50.

Exemplo 2: Cada unidade de um determinado produto custou R$ 30,00.


Querendo obter um lucro de 20% sobre esse preço de custo, qual deverá ser
o preço de venda por unidade?

C = R$30, 00 e L = 20% de C =⇒ L = 0, 20 · (R$30, 00) =⇒ L = R$6, 00

Lembrando, também, que: V  C = L.

Assim: V − 30 = 6 =⇒ V = 6 + 30 = 36.

O preço de venda, por unidade, desse produto é de R$ 36,00.

6.1.2 Lucro sobre o preço de venda


Quando armamos que um objeto foi vendido com lucro sobre o preço de
venda signica dizer que o percentual de lucro foi calculado tomando-se como
referência o preço de venda, ou seja, tomando o preço de venda como 100%.

38
Exemplo: Ruth comprou uma blusa por R$ 40,00 e resolveu vendê-la com um
lucro de 20% sobre o preço de venda. Qual deve ser o preço dessa mercadoria?

Sabemos que: V = 40 + L(eq.4) e L = 20% de V =⇒ L = 0, 20V (eq.5)

Substituindo a eq.5 na eq.4, temos: V − 0, 20V = 40 =⇒ (1 − 0, 20) · V =


40 =⇒ 0, 80 · V = 40 =⇒ V = 40 ÷ 0, 80 =⇒ V = 50.

O preço de venda dessa mercadoria deve ser igual a R$ 50,00.

6.1.3 Prejuízo sobre o preço de custo


Quando dizemos que uma mercadoria foi vendida com prejuízo sobre o preço
de custo, signi ca que o preço de venda dessa mercadoria foi menor que o
preço de custo, e esse prejuízo foi comparado ao preço de custo dessa merca-
doria.

Exemplo: Um celular foi vendido com um prejuízo de 30% sobre o preço de


custo. Se esse produto foi adquirido pelo preço de R$ 300,00, por qual preço
foi vendido?

Temos que:

V = C  P (eq.10) e P = 30% de C =⇒ P = 0,3 (eq.11)

Substituindo o valor de P da eq.11 na eq.10, temos:

V = C − 0, 3 · C =⇒ V = (1 − 0, 3) · C =⇒ V = 0, 7 · C

Substituindo C por R$ 300,00, temos:

V = 0, 7 · 300 =⇒ V = 210

O celular foi vendido por R$ 210,00.

6.1.4 Prejuízo sobre o preço de venda


Quando se diz que uma venda foi realizada com prejuízo sobre o preço de
venda signica dizer que estamos comparando o prejuízo com o preço de

39
venda da mercadoria, em uma venda que foi realizada por um preço não
satisfatório para o vendedor. Vejamos o exemplo a seguir:

Exemplo: Se certo objeto for vendido por R$ 30,00, haverá um prejuízo de


15% sobre o preço de venda. Quanto custou esse objeto?

Temos que: V = C - P (eq.12) e P = 0, 15 · V . (eq.13).

Assim, quando substituímos a eq.13 na eq.12, temos:

C = V + P =⇒ C = V + 0, 15 · V =⇒ C = (1 + 0, 15) · V =⇒ C = 1, 15 · V

Substituindo V por R$ 30,00, temos: C = 1, 15 · 30 =⇒ C = 34, 50

O preço de custo do objeto foi de R$ 34,50.

6.2 Descontos e acréscimos

6.2.1 Descontos
Quando o preço de um produto sofre um desconto, podemos escrever seu
novo preço da seguinte forma: B = A − i · A =⇒ B = A · (1 − i).

B = A · (1 − i) é a expressão que representa o novo preço do produto,


sendo A o preço inicial; B, o preço após desconto e i, a taxa unitária de
desconto.

6.2.2 Descontos sucessivos


Quando um produto sofre um desconto após o outro, temos uma operação
comercial com descontos sucessivos (ou abatimentos sucessivos). O valor 
nal desse produto será obtido pelo produto de seu valor inicial pelos fatores
de desconto.

De uma forma geral, o cálculo do preço B após o desconto sobre o preço


A pode ser feito da seguinte forma: B = A−iA ·A =⇒ B = A·(1−iA ) (eq.15)

O cálculo do preço C, após o segundo desconto incidir sobre o preço B, será

40
C = B − iB · B =⇒ C = B · (1 − iB ) (eq.16)

Substituindo o valor de B, da eq.15 na eq.16, temos:

C = A · (1 − iA ) · (1 − iB ), que é o preço do produto após dois descontos


consecutivos.

Exemplo 1: Um produto recebeu um desconto de 10% e logo em seguida um


desconto de 5%. De quanto foi o desconto total sobre o produto?

Já vimos que o preço de um produto após dois descontos sucessivos pode ser
representado pela expressão: C = A · (1 − iA ) · (1 − iB ), ondeiA eiB são as
taxas correspondentes aos referidos descontos.

Substituindo iA = 10% = 0, 10 e iB = 5% = 0, 05 na expressão do valor de


C, temos:

C = A·(1−0, 10)·(1−0, 05) =⇒ C = A·(0, 90)·(0, 95) =⇒ C = A·0, 855.

Como 0,855 = 1 - 0,145, temos C = A (1 - 0,145) =⇒ iC = 0, 145 ou


iC = 14, 5%.

O desconto real após os dois descontos sucessivos foi de 14,5%.

Exemplo 2: Uma mercadoria teve descontos sucessivos de 3%, 2% e 8%. Sa-


bendose que seu preço inicial era de R$ 42,00, qual o preço  nal após os três
descontos?

Utilizando um raciocínio semelhante ao do exemplo anterior, podemos repre-


sentar o preço  nal da mercadoria pela expressão a seguir:

D = A · (1 − iA ) · (1 − iB ) · (1 − iC )

D = 42 · (1 − 0, 03) · (1 − 0, 02) · (1 − 0, 08)

D = 42 · (0, 97) · (0, 98) · (0, 92)

D = 42 · 0, 874552

D = 36, 731184 =⇒ D ∼
= 36, 73

41
O preço  nal foi de, aproximadamente, R$ 36,73.

6.2.3 Acréscimos
Quando um produto sofre um acréscimo, temos uma operação comercial, em
que o valor  nal desse produto pode ser obtido pela seguinte expressão:
B = A + i · A =⇒ B = A · (1 + i), sendo A o preço inicial do produto; B, o
preço depois do acréscimo e i, a taxa unitária do acréscimo.

6.2.4 Acréscimos sucessivos


Quando um produto sofre um acréscimo após o outro, temos uma operação
comercial com acréscimos sucessivos. O valor  nal desse produto será obtido
pelo produto de seu valor inicial pelos fatores de acréscimo.

O cálculo do preço B após o acréscimo sobre o preço A pode ser feito da


seguinte forma: B = A + iA · A =⇒ B = A · (1 + iA ) (eq.16)

O cálculo do preço C, após o segundo acréscimo incidir sobre o preço B,


será C = B + iB · B =⇒ C = B · (1 + iB ) (eq.17)

Substituindo o valor de B, da eq.16 na eq.17, temos:

C = A · (1 + iA ) · (1 + iA ), que é o preço do produto após dois acréscimos


consecutivos.

Exemplo 1:Uma duplicata no valor de R$ 5.000,00 foi paga após o vencimento


e, por isso, sobre seu valor inicial, incidiram acréscimos sucessivos de 2% e
3%. Quanto foi pago pela duplicata no ato de sua liquidação?

Como os acréscimos foram sucessivos, para o cálculo do valor nal utiliza-


remos a expressão C = A·(1+iA )·(1+iB ), substituindo os valores conhecidos.

C = 5000 · (1 + 0, 02) · (1 + 0, 03) =⇒ C = 5000 · (1, 02) · (1, 03) =⇒ C =


5000 · (1, 0506) =⇒ C = 5253, 00

O valor pago pela duplicata foi de R$ 5.253,00

42
Exemplo 2: Um produto que custava R$ 4,00 sofreu acréscimos sucessivos de
1%, 2% e 1,5%. Qual é o valor nal desse produto?

Utilizando a expressão D = A · (1 + iA ) · (1 + iB ) · (1 + iC ) para o cálculo do


preço nal do produto e, substituindo os valores conhecidos, temos:

D = 4 · (1 + 0, 01) · (1 + 0, 02) · (1 + 0, 015) =⇒ D = 4 · (1, 045653) =⇒



D = 4, 18

O preço nal do produto é, aproximadamente, de R$ 4,18.

7 Noções de função
Plano cartesiano
O plano cartesiano é a unição de duas retas perpendiculares entre si. A
reta horizontal recebe o nome de eixo das abscissas ou eixo x e a reta vertical
recebe o nome de eixo das ordenadas ou eixo y. O ponto de encontro dessas
duas retas é chamado de origem e geralmente representado pela letro O.
O plano cartesiano divide um plano em quatro quadrantes, como mostra a
gura abaixo:

Em relação aos quadrantes temos:

43
• QI(+, +) = (x ≥ 0, y ≥ 0);

• QII(−, +) = (x ≤ 0, y ≥ 0);

• QIII(−, −) = (x ≤ 0, y ≤ 0);

• QIII(+, −) = (x ≥ 0, y ≤ 0).

Vejamos um exemplo, retirado do caderno temático de Freitas (2016,


Matemática A11, p.4), que mostra o sinal de cada ponto no plano cartesiano:

Produto cartesiano

Dados dois conjuntos não vazios, A e B. O produto cartesiano A × B é


dados por todos os pares ordenados formados pela distributivs entre os con-
juntos dados, tal que x ∈ A e y ∈ B .

O produto cartesiano pode ser expresso por:

A × B = (x; y)|x ∈ A e y ∈ B
Vejamos um exemplo, retirado do caderno temático de Freitas (2016,
Matemática A11, p.5), que mostra o produto cartesiano entre A e B e os
respectivos pontos no plano cartesiano:

Relação entre conjuntos

44
A relação entre dois conjuntos A e B deriva de qualquer subconjunto do
produto cartesiano A × B , em que todo par ordenado tem a forma (a; b), tal
que a ∈ A e b ∈ B , também chamada de relação binária.
Tomemos os seguinte exemplo: dados os conjuntos A = 1, 3, 6 e B = 2,
7, 9. O conjunto (1, 9),(3, 9),(6, 9) é uma relação, pois é um subconjunto do
produto cartesiano A × B . Sendo que 1 ∈ A, 3 ∈ A, 6 ∈ A e 9 ∈ B . Nessa
relação o conjunto A é chamado de conjunto de domínio da relação, e o
conjunto B de imagem. Ou seja, o domínio D(R) = 1, 3, 6 = A, e a imagem
Im (R)= 9.

Função

Dados os conjuntos A = 1, 2, 3 e B = 2, 3, 4, 5. A relação A × B = (1,


2), (2, 3), (3, 4) pode ser expressa por meio de diagramas, como mostra a
ilustração abaixo:

Note que todos elementos do conjunto A estão relacionados a um único

45
elemento do conjunto B. Essa disposição dos elementos caracteriza a relação
A × B = (1, 2), (2, 3), (3, 4) como uma função.

Uma função possui três conjuntos especiais associados (FREITAS, 2016):

• O domínio é o conjunto que contém todos os elementos x para os quais


a função deve ser de nida.

• O contradomínio é o conjunto que contém os elementos que podem ser


relacionados a elementos do domínio.

• O conjunto-imagem é o conjunto de valores que efetivamente se corres-


ponde com o domínio da função. O conjunto-imagem é um subconjunto
do contradomínio

Uma forma de indicar que f é uma função de A em B é,

f : A −→ B (lê-se f de A em B).

É possível identicar se a relação entre dois conjuntos é uma função ou


não. Observe os diagramas abaixo:

A relação apresentada na letra a) não representa uma função, pois o ele-


mento 1 ∈ A, não está associado a nenhum elemento em B.

A relação apresentada na letra b) é uma função, pois todos os elementos


de A tem um único elemento correspondente em B.

46
A relação apresentada na letra c) não representa uma função, pois o ele-
mento 6 ∈ A, está associado a mais de elemento em B.

Exemplo 1: Dada a f : < −→ <, denida pela lei de formação f(x) = 2x - 3.


Determine o conjunto domínio, contra domínio e imagem.

Resposta:

O domínio são todos os elementos que x pode assumir. Nesse caso, como a
função está no conjunto dos reais, temos que D(f ) = <.

O conjunto do contradomínio são todos os reais, CD(f ) = <.

O conjunto do imagem são todos os valores entrontrados ao atribuir x em f(x).


Como pode ser atribuído qualquer valor dentro dos reais, então Im(f ) = <.

Exemplo 2 (2016, Matemática A11, p.19):

47
Exemplo 3 (2016, Matemática A11, p.19):

Exemplo 4 (2016, Matemática A11, p.20):

Lei de formação de uma função

A associação entre elementos x ∈ A e y ∈ B pode ser estabelecida por


meio de uma sentença matemática chama de lei de formação ou fórmula
matemática da funçao.

Exemplo 1: Um taxista cobra por uma corrida uma taxa xa de R$5,00
mais R$ 2,00 por km rodado. Determine a lei de formação dessa função.
Resposta:
Temos duas variáveis em questão. A variável independente (x), cujo valor
não depende de nenhum outro, é apenas atribuído; e a variável dependente
(y), cujo valor depende do valor atribuído em x. Nesse caso, x representa o
número de km rodados e y o valor a ser para por x. Assim, podemos escrever
a seguinte sentença:

f (x) = 2, 00 · x + 5, 00.

Exemplo 2 (adaptada de Lopes, 2015, p.174): Um sítio retângular de área


z e perímetro P foi dividido em dois lotes também retângulares de lados x e
y, tendo cada um área A. Escreva a lei de formação que expresse:

a) a área de cada lote.

48
Resposta: Vejamos um esboço desse sítio na imagem abaixo:
A área de uma retângulo é A = b · h. Sendo b = x e h = y, temos que a
área de cada lote é expressa por:

Alote = x · y .

b) a área total do sítio.

Atotal = 2x · y .

Valor numérico de uma função

O valor numérico de uma função é encontrado ao atribuirmos valores a


variável independente x, ou seja, elementos do domínio.

Exemplo 1: Vejamos quanto uma pessoa pagaria se zesse uma viagem de


12 km, tomando a lei de formação do exemplo 1 do tópico lei de formação
de uma função.

Resposta: A lei de formação é dada por f (x) = 2, 00 · x + 5, 00, atribuindo x


= 12, temos:

f (12) = 2, 00 · 12 + 5, 00
f (12) = 24, 00 + 5, 00
f (12) = 29, 00

Exemplo 2 de Freitas (2016, Matemática A11, p.15): O aluguel de imóveis


teve reajuste anual de 12%. Qual é a lei de formação da função que calcula
o novo valor após o reajuste do aluguel de imóveis? Quanto se pagará men-
salmente pelo aluguel de um apartamento cujo contrato previa o pagamento
mensal de R$ 300,00, no contrato anterior?

Resposta:

49
Podemos calcular o valor após o reajuste multiplicando a taxa de reajuste
(12% = 0, 12) pelo valor x do aluguel e somando esse produto ao valor
original x. Assim, a lei de formação da função do reajuste do aluguel é
f (x) = 0, 12x + x → f (x) = 1, 12x.

Calcular o novo valor do aluguel é o mesmo que calcular o valor de f (300),


ou seja, é a imagem de 300. Assim: f (300) = 1, 12 × 300 = 336.

O valor a ser pago no novo contrato é R$336, 00.

8 Referências
FREITAS, E. A. de. Curso Técnico em Segurança do Trabalho: MATEMÁ-
TICA. 2016. Disponível em: <http://proedu.ifce.edu.br/handle/123456789/593>

MIRANDA, L. F. F.; MATTAR, M. M. Técnico em Informática: Informática


Básica. 2018.Disponível em: <http://proedu.rnp.br/handle/123456789/1528>

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Aula 7 – Planilhas de cálculo – 1ª parte

Objetivos

Conhecer os elementos de uma planilha eletrônica e entender o


seu funcionamento.

Aprender a utilizar as ferramentas de edição e formatação das pla-


nilhas eletrônicas.

Identificar as ferramentas de impressão disponíveis numa planilha.

Trabalhar com informações utilizando várias planilhas.

7.1 Aspectos gerais


Planilhas eletrônicas são programas projetados para a elaboração de tabelas.
Os recursos e ferramentas fornecidos pelas planilhas eletrônicas possibilitam
efetuar de maneira rápida, produtiva e eficiente, uma ótima organização e
análise detalhada dos dados, envolvendo cálculos diversos e gráficos. Todo
conjunto de informações que pode ser organizado na forma de uma matriz
de colunas e linhas (tabelas), pode ser feito numa planilha eletrônica.

Entre as diversas plataformas e fornecedores de planilhas eletrônicas, optamos


por trabalhar com o Excel (do pacote Office, da Microsoft) versão 2010, por
ser bastante conhecido, e o Calc (pacote LibreOffice) versão 3.6, por ser um
software livre.

7.2 Acessando uma planilha eletrônica


Para acessar o Excel, clique no botão Iniciar, Programas, Microsoft Office,
Microsoft Excel. Ou clique no atalho para o Excel, na área de trabalho, se
este existir. Faça de forma similar para o Calc.

Aula 7 - Planilhas de cálculo – 1ª parte 133 e-Tec Brasil


Figura 7.1: Atalho para o EXCEL e atalho para o CALC, respectivamente
Fonte: Autores

7.2.1 Tela inicial de uma planilha eletrônica


A tela inicial do Excel está exemplificada na Figura 7.2. Até a versão 2003
o Excel possuía muita semelhança com a tela inicial do Calc (Figura 7.3), no
entanto, as novas versões vieram com muitas mudanças em sua apresentação.

Figura 7.2: Tela principal do Excel – Microsoft Office 2010


Fonte: Microsoft Office 2010

Figura 7.3: Tela principal do Calc – LibreOffice 3.6


Fonte: LibreOffice 3.6

7.2.2 Elementos da tela inicial de uma planilha


Barra de ferramentas de acesso rápido – encontra-se na barra de títulos
e contém os ícones mais usados pelo usuário.

e-Tec Brasil 134 Informática Básica


Você pode personalizar sua Barra de acesso rápido: clique na seta que se
encontra na própria barra e escolha as opções mais importantes.

Barra de títulos – contém o nome do arquivo e o nome do aplicativo. A


extensão padrão para as planilhas do Excel é XLS e do Calc, ODS.

Barra de fórmulas – mostra o endereço da célula ativa.


Utilize as teclas CRTL + seta
Título (ou cabeçalho) da linha – as linhas são representadas por números para baixo para visualizar o
limite de linhas da sua planilha
dispostos no lado esquerdo da tela principal da planilha. Tanto no Excel 2010 (ou do Calc). Utilize as teclas
como no Calc 3.6, as linhas estendem-se até o número 1.048.576. CRTL + seta para a direita para
visualizar o limite de colunas da
sua planilha
Título (ou cabeçalho) da coluna – as colunas são representadas por letras
dispostas na barra superior da área de trabalho daplanilha. No Excel 2010, as
colunas estendem-se até as letras XFD, e no Calc 3.6, até AMJ.

Célula – trata-se da unidade de armazenamento da informação. Corresponde


à interseção de uma linha com uma coluna e são representadas pela letra da
coluna, seguido pelo número da linha. Exemplos: A1, M23, AZZ1543.

Célula ativa – é a célula que está sendo selecionada.

Barra de menus – contém menus de acordo com as tarefas relacionadas. Para


acessarmos o menu de atalho, não disponível visualmente na tela, clicamos
com o botão direito do mouse na célula selecionada.

Barras de ferramentas – contém todos os ícones para realização das tarefas


da planilha. Embora as mesmas tarefas estejam disponíveis nos menus, torna-se
mais fácil acessar os ícones.

Faixa de opções – contém grupos de tarefas relacionadas, facilitando a


encontrar, com mais eficiência, os comandos desejados.

Guias (ou abas) – nomeiam as faixas de opções. Algumas guias encontram-se


ocultas e, quando necessário, aparecem para complementar o trabalho pretendido.

Guias de planilha e barras de rolagem – na tela do Excel, podemos ainda


observar as guias de planilha e as barras de rolagem entre planilhas. Num
mesmo arquivo, podemos utilizar as guias Plan1, Plan2, etc. para digitar
diferentes planilhas.

Aula 7 - Planilhas de cálculo – 1ª parte 135 e-Tec Brasil


Barras de status – mostra vários cálculos da planilha automaticamente.
Localiza-se no rodapé da tela.

7.3 Trabalhando com planilhas


Ao usarmos uma planilha eletrônica, percebemos que o cursor, dependendo
do local onde se encontra, apresenta-se de várias formas. Eis algumas delas:

Quadro 7.1: Formas do cursor


No Excel No Calc Movimentação do ponteiro

No título da linha, para selecionar a linha.

No título da coluna, para selecionar a coluna.

Nas bordas da célula, para movimentar o seu conteúdo para


outra célula.
Para selecionar linhas, colunas
ou células não-adjacentes, No canto direito inferior da célula, para acionar a alça de
substitua a tecla SHIFT pela preenchimento.
tecla CTRL e proceda de forma
similar à explanação ao lado. Entre as linhas, para alterar a altura da linha.

Entre as colunas, para alterar a largura da coluna.

Na célula ativa, para digitação do conteúdo.

Fonte: Autores

7.3.1 Seleção de células


Selecionamos célula(s) quando queremos formatá-la(s), criar um gráfico ou
executar qualquer operação na qual seja necessário referenciá-la(s). Para isso,
basta clicar sobre a primeira célula do intervalo (o ponteiro do mouse terá o
formato de uma cruz branca) e arrastar o mouse até a última célula desejada.

Figura 7.4: Seleção de células


Fonte: Microsoft Office 2010

Usando o teclado, podemos clicar na primeira célula, depois acionar a tecla


SHIFT e, mantendo-a acionada, clicar na última célula. O efeito será o mesmo.
Se desejar selecionar linhas ou colunas inteiras, clique no número da linha ou
letra da coluna. Para selecionar várias linhas ou colunas, utilize o arrasto do
mouse ou a tecla SHIFT, de forma similar à explanação anterior.

e-Tec Brasil 136 Informática Básica


7.3.2 Teclas de atalho
Teclas de atalho são ferramentas que facilitam bastante a digitação de uma
planilha. Comumente às teclas utilizadas no Excel, elas também funcionam
no Calc, com as mesmas finalidades. Assim podemos citar:

Quadro 7.2: Teclas de atalho mais utilizadas


Teclas Funções

Ativa e desativa, no Excel 2010, acesso às teclas de atalho.

Ativa e desativa letras maiúsculas.

Acessa a segunda opção da tecla.

Acessa a terceira opção da tecla.

Desloca o cursor para a direita, apagando os caracteres.

Desloca o cursor para a esquerda, apagando os caracteres.

Insere caracteres no texto, deslocando os outros caracteres para a direita.

Desloca o cursor para a próxima célula à esquerda.

Desloca o cursor para a próxima célula abaixo.

Desloca para a próxima célula na direção da seta.

Desloca o cursor para o início da linha.

Desloca o cursor para o final da linha.

Junto com outras teclas é usada para acionar funções.

Desloca o cursor para o início da planilha (célula A1).

Desloca o cursor para o final da planilha.

Move o cursor uma tela abaixo da planilha.

Move o cursor uma tela acima na planilha.

Fonte: Autores

Pressionando a tecla ALT, no Excel 2010 aparecerão a sua disposição as teclas


de acesso às faixas de opções. Por exemplo, clique em P para visualizar a guia

Aula 7 - Planilhas de cálculo – 1ª parte 137 e-Tec Brasil


Layout da página. As teclas de atalho das ferramentas disponíveis nesta
guia também serão apresentadas.

Figura 7.5: Teclas de atalho para as faixas de opções


Fonte: Microsoft Office 2010

Figura 7.6: Teclas de atalho da guia Página inicial


Fonte: Microsoft Office 2010

7.4 Manuseando uma planilha


7.4.1 Criar uma pasta de trabalho
Quando acionamos o Excel ou Calc, um novo arquivo (planilha vazia) já é
apresentado. Durante uma sessão, podemos criar outros arquivos. Para isso,
clique na guia Arquivo, na opção Novo e em Modelos disponíveis, escolha
entre Pasta de trabalho em branco ou um modelo já existente.

Para criar uma pasta com o Calc, clique no menu Arquivo, na opção Novo
e, em seguida, Planilha.

7.4.2 Como inserir linhas (ou colunas) na planilha


Para inserir linha(s) ou coluna(s) utilizando o Excel selecione a(s) linha(s) ou
coluna(s) desejada(s) e,na guia Página inicial, no grupo Células, clique em
As colunas são inseridas à
Inserir linhas na planilha ou Inserir colunas na planilha.
esquerda da coluna selecionada
e as linhas são inseridas
acima da linha selecionada.
Se você selecionar duas
colunas (ou linhas) adjacentes,
a opção Inserir criará duas
novas colunas (ou linhas).
No Excel, selecionando duas
ou mais colunas (ou linhas) Figura 7.7: Grupo Células
não-adjacentes, serão criadas Fonte: Microsoft Office 2010
duas ou mais colunas (ou linhas)
antes das selecionadas. Utilizando uma planilha do Calc, selecione o local desejado e, no menu Inserir,
clique em Linhas (ou Colunas).

e-Tec Brasil 138 Informática Básica


7.4.3 Como excluir linhas (ou colunas) da planilha
Usando o Excel, clique no(s) cabeçalho(s) da(s) linha(s) ou da(s) coluna(s) e,na
guia Página inicial, no grupo Células, clique em Excluir linhas da planilha
ou Excluir colunas da planilha.

Para excluir utilizando o Calc, clique no(s) cabeçalho(s) da(s) linha(s) ou da(s)
coluna(s) que deseja excluir, selecione o menu Editar e a opção Excluir
células, ou então, com o botão direito do mouse, a opção Excluir colunas.

Figura 7.8: Opção Excluir colunas, no Calc


Fonte: LibreOffice 3.6

7.4.4 Como salvar a planilha digitada


Clique na ferramenta Salvar, na Barra de ferramentas de acesso rápido,
ou na guia Arquivo, na opção Salvar. De modo semelhante se faz no Calc.
Utilizando o teclado, pressione simultaneamente as teclas CTRL + B (Excel)
Se você estiver salvando a
e CTRL + S (Calc). planilha pela primeira vez , use
as opções Salvar ou Salvar
como do botão Office. Se
quiser alterar o nome do arquivo,
7.5 Selecionando dados em uma planilha ou o local a ser salva então a
opção será Salvar como.

Quadro 7.3: Seleção numa planilha do Excel ou do Calc


Seleção Procedimento
De uma célula Clicar na própria célula.
Selecionar a primeira célula e, com a tecla SHIFT pressionada,
De um intervalo de células adjacentes
selecionar a última célula.
Selecionar a primeira célula e, com a tecla CTRL pressionada,
De um intervalo de células não adjacentes
selecionar as demais células.
De todas as células de uma planilha Clicar acima do cabeçalho da linha 1 e à esquerda da coluna A.
De uma coluna inteira Clicar no título coluna.
De uma linha inteira Clicar no título linha.
De todas as células pertencentes à sua Clicar na primeira célula e pressionar as teclas CTRL + SHIFT + END
planilha de trabalho para obter a seleção de células até o final da planilha.
Fonte: Autores

7.6 Digitando e editando uma planilha


A digitação e a edição dos dados são os primeiros passos que você deve
fazer para produzir uma planilha. Existem várias formas de se realizar cada
procedimento, no entanto, serão citadas apenas as mais usuais.

Aula 7 - Planilhas de cálculo – 1ª parte 139 e-Tec Brasil


7.6.1 Inserir os dados numa planilha
Selecione uma célula e digite os dados, tecle ENTER, se quiser continuar na
mesma coluna, ou TAB, se quiser continuar na mesma linha.

7.6.2 Inserir uma sequência de dados numa planilha


Ao ser selecionada uma célula, no canto inferior direito aparece um quadrado
preto chamado de Alça de preenchimento. Posicione o cursor no quadrado
e o mesmo se transforma em uma cruz preta. Através desta alça podemos
copiar o conteúdo das células ou criar sequências bastando, para isso, clicar
no quadrado preto e arrastar o mouse no sentido desejado.

Figura 7.9: Criação de sequências usando a alça de preenchimento


Fonte: Microsoft Office 2010

Se você quiser sua sequência em ordem crescente, arraste o mouse para baixo
ou à direita. Se quiser sua sequência em ordem decrescente, arraste o mouse
para cima ou à esquerda.

7.6.3 Como copiar células no Excel

Figura 7.10: Grupo Área de transferência


Fonte: Microsoft Office 2010

Selecione a(s) célula(s) com o conteúdo desejado e, na guia Página inicial, no


grupo Área de transferência, clique na opção Copiar, em seguida, selecione
a nova célula e na guia Página inicial, no grupo Área de transferência,
clique na opção Colar.

e-Tec Brasil 140 Informática Básica


Quadro 7.4: Opções de colagem
Ação Ícone Funções

Colar A colagem será feita com a formatação da célula original.

A colagem será feita apenas do valor, mantendo a formatação


Fórmulas
da nova célula.
A colagem será feita do valor e da formatação do número
Fórmulas e formatação de número original, mantendo o restante da formatação da nova célula.
Aparece só quando há fórmulas.

Manter formatação original A colagem será feita com toda a formatação original.

Sem bordas A colagem será feita com a formatação original sem as bordas.

A colagem será feita com a formatação original, mantendo a


Manter a largura da coluna
largura da coluna original.
A colagem será feita com toda a formatação original, fazendo a
Transpor
transposição da coluna pela linha.

Valores A colagem será feita apenas dos valores.

A colagem será feita apenas dos valoresnuméricos, com a


Valores e formatação de número
formatação original removida.
A colagem será feita,com a formatação original , apenas dos
Valores e formatação original
valores, removendo todas as fórmulas.

Formatação Somente a formatação será colada (O conteúdo não).

Na colagem será feita apenas o vínculo com a célula original.


Colar vínculo
Toda a formatação e fórmulas serão removidas.

Colar como imagem Colar as colunas como figura.

Colar vínculo da Imagem Colar as colunas como figura com vínculo.

Fonte: Autores

Também podemos usar as teclas de atalho: após a seleção da célula, clique


em CTRL + C, e ao escolher uma nova célula, clique em CTRL + V.

Com o Calc, as opções Copiar e Colar estão no menu Editar. As teclas de


atalho dessas ações são as mesmas.

7.6.4 Como mover uma célula numa planilha


Utilizando o Excel, selecione a(s) célula(s) que deseja mover, na guia Página
inicial, no grupo Área de transferência, clique na opção Recortar. Em
seguida, selecione a nova célula e clique na opção Colar. Irão aparecer as Uma terceira alternativa para
mesmas opções citadas no quadro anterior. mover conteúdos de uma célula
para outra é posicionar o cursor
numa das bordas da célula
Também podemos usar as teclas de atalho: após a seleção da célula, clique selecionada. O ponteiro do
mouse terá o formato de uma
em CTRL + X, e ao escolher uma nova célula, clique em CTRL + V. cruz com setas apontando para
os 4 lados. Em seguida, arraste o
mouse para a célula de destino.
Usando o Calc, selecione a(s) célula(s) e, no menu Editar, clique na opção Cortar,
em seguida, selecione a nova célula e no menu Editar, clique na opção Colar.

Aula 7 - Planilhas de cálculo – 1ª parte 141 e-Tec Brasil


7.6.5 Como apagar o conteúdo de uma célula
No Excel, selecione a célula que deseja apagar e,na guia Página inicial, no
grupo Edição, clique em Limpar e escolha a opção Limpar conteúdo. Outra
alternativa (mais rápida) é acionar a tecla DELETE.

Utilizando o Calc, selecione a célula que deseja apagar o conteúdo ou realizar


a formatação e, no menu Editar, clique em Excluir conteúdo e faça a seleção
do item.

Figura 7.11: Excluir conteúdo ou formatação (Calc)


Fonte: LibreOffice 3.6

7.7 Formatando dados de uma planilha


Após a digitação e a edição dos dados, formatar a planilha é o passo seguinte.
Fazer uma formatação é tornar a planilha visualmente mais organizada e
com mais efeito. Nessa etapa você deve definir a fonte, o alinhamento, a
direção, entre outros. Os procedimentos explicitados a seguir lhe ajudarão
no desenvolvimento dessa tarefa.

7.7.1 Formatar o texto de uma célula


Com o Excel, selecione as células que contém os dados e, na guia Página
inicial, no grupo Fonte, selecione o formato. Você poderá alterar o tipo, o
tamanho e a cor da letra, como também, colocar negrito, itálico ou sublinhado.

e-Tec Brasil 142 Informática Básica


Quadro 7.5: Guia Página inicial – grupo Fonte
Ìcone Procedimento Exemplo

Para alterar o tipo de fonte Arial

Para alterar o tamanho da fonte 10

Para aumentar a fonte automaticamente Aumentar


Para diminuir a fonte automaticamente Diminuir

Para colocar o texto em negrito Negrito

Para colocar o texto em itálico Itálico

Para colocar sublinhado no texto Sublinhado

Para alterar a cor da fonte cor

Fonte: Autores

Utilizando o Calc, selecione a célula que deseja formatar, clique no menu


Formatar, e em Células. Na caixa de diálogo, abra a aba Fonte e escolha
as opções: tipo de fonte, estilo, tamanho e idioma. Na aba Efeitos de fonte
podem ser selecionadas outras opções. A barra de ferramentas Formatação
também possui botões para essas formatações.

7.7.2 Formatar os números de uma célula


Para formatar células com números no Excel, selecione-as e, na guia Página
inicial, no grupo Número, opção Geral, selecione o formato desejado. Você
poderá colocar no formato: numérico, moeda, porcentagem, data, hora,
texto, etc.

A formatação de células também


pode ser feita usando o botão
direito do mouse no intervalo de
Figura 7.12: Grupo Número, no Excel células selecionado, usando a
Fonte: Microsoft Office 2010 opção Formatar células.

No Calc, clique em Formatar e em Células. Na aba Números selecione a


categoria e o formato.

Aula 7 - Planilhas de cálculo – 1ª parte 143 e-Tec Brasil


Figura 7.13: Formatar células, no Excel
Fonte: Microsoft Office 2010

7.7.3 Aumentar ou diminuir a precisão dos números


Selecione as células e, na guia Página inicial, no grupo Número, clique na
ferramenta Aumentar casas decimais ou Diminuir casas decimais.

7.7.4 Copiar a formatação de uma célula


Para copiar a formatação com o Excel, selecione a célula com a formatação
desejada e, na guia Página inicial, no grupo Área de transferência, clique
na ferramenta Pincel de formatação, em seguida, selecione a nova célula
Se surgirem na célula uma série
e aplique a formatação.
de caracteres “#” (o popular
“jogo da velha” ou “hashtag”):
significa que a largura da célula Para copiar a formatação com o Calc, após a seleção, clique na Barra de
não é suficiente para exibir ferramentas padrão, na ferramenta Pincel de estilo, selecione a nova célula
dados numéricos. Para aumentar,
arraste o limite entre as colunas e aplique a nova formatação.
para a direita.

7.7.5 Retirar a formatação de uma célula


Para retirar a formatação utilizando o Excel, selecione a célula que deseja
retirar a formatação e,na guia Página inicial, no grupo Edição, clique em
Limpar e escolha a opção Limpar formatos.

Para retirar a formatação utilizando o Calc, selecione a célula que deseja


apagar a formatação e, no menu Editar, clique em Excluir conteúdo e faça
a seleção do item Formatação.

7.7.6 Como utilizar quebra automática de texto


Para “quebrar” um texto automaticamente no Excel, isto é, colocar palavras
uma abaixo da outra na mesma célula, como mostrado na Figura 7.14, sele-
cione as células e, na guia Página inicial, no grupo Alinhamento, clicar em
Quebrar texto automaticamente.

e-Tec Brasil 144 Informática Básica


Para estabelecer quebras
automáticas de texto no
conteúdo das células, você
também pode usar as teclas:
ALT + ENTER.

Figura 7.14: Exemplo de quebra de texto


Fonte: Autores, adaptado de Microsoft Office 2010

Utilizando o Calc, clique em Formatar e em Células. Na aba Alinhamento


selecione a opção Propriedades e Quebra automática de texto.

7.7.7 Mesclar células


Para mesclar um texto, isto é, colocar duas ou mais células contínuas numa
única célula numa planilha do Excel, selecione as células e, na guia Página
inicial, no grupo Alinhamento, clicar em Mesclar e centralizar.

Figura 7.15: Exemplo de planilha com as células A1, B1 e C1 mescladas


Fonte: Autores, adaptado de Microsoft Office 2010

Com o Calc, clique em Formatar e em Mesclar células. Selecione entre


Mesclar e centralizar células ou simplesmente Mesclar células.

7.7.8 Alinhamento do texto


Com o Excel, selecione as células e, na guia Página inicial, no grupo Ali-
nhamento, escolha o alinhamento horizontal desejado: Alinhamento à
esquerda, Alinhamento centralizado ou Alinhamento à direita.

Por padrão do Excel, quando um valor numérico é digitado, ele fica auto-
maticamente alinhado à direita da célula e quando um texto alfanumérico é
digitado, o alinhamento é à esquerda.

Também podemos alterar o alinhamento vertical, conforme a Figura 7.16.

Aula 7 - Planilhas de cálculo – 1ª parte 145 e-Tec Brasil


Figura 7.16: Guia Página inicial – grupo Alinhamento
Fonte: Microsoft Office 2010

Usando o Calc, clique em Formatar e em Células. Na aba Alinhamento,


em Alinhamento do texto, escolha o alinhamento horizontal e o vertical.

É possível também configurar a orientação do texto, isto é, podemos deter-


minar a inclinação do texto dentro das células. No Calc, selecione e clique em
Formatar e em Células. Na aba Alinhamento, em Orientação do texto,
selecione os graus.

7.7.9 Bordas e sombreamento


Estes recursos permitem que as células sejam realçadas, tanto no seu gradea-
mento (bordas), quanto no seu plano de fundo (sombreamento).

No Excel, selecione as células, clique na guia Página inicial, no grupo Fonte,


Para retirar uma borda, basta
acione a seta ao lado de Bordas e escolha o estilo de bordas pretendido.
selecionar as células e, acionando Para usar o recurso Sombreamento, clique na seta ao lado do botão Cor
a seta do botão Bordas, escolher
a opção Sem borda. de preenchimento e escolha a cor desejada.

Utilizando o Calc, clique em Formatar e em Células. Na aba Bordas selecione


o estilo, a cor, a largura, etc. Para sombreamento, utilize a aba Plano de
fundo selecione a cor.

7.7.10 Inserindo cabeçalho ou rodapé na planilha


Da mesma forma que no Word ou Writer, é possível definir elementos para
Cabeçalho e Rodapé numa planilha, caso seja necessário imprimi-la. Para isso,
no Excel, selecione na guia Inserir e no grupo Texto a opção Cabeçalho e
A guia Ferramentas de
rodapé. Estabeleça qual o local onde colocar o texto: na seção da esquerda,
cabeçalho e rodapé do seção central ou seção da direita do cabeçalho ou do rodapé e, em Ferramentas
Excel possui opção para
definir cabeçalhos e rodapés de cabeçalho e rodapé (guia Design) escolha as ferramentas disponíveis:
Diferentes em páginas pares número da página, quantidade de páginas, data, hora, etc.
e ímpares, bem como, para
Primeira página diferente.
No Calc, use o menu Formatar,
e na opção Página. Na janela
Estilo de página: Padrão
selecione a aba Cabeçalho
e desabilite a opção Mesmo
conteúdo esquerda/direita. Figura 7.17: Elementos de cabeçalho e rodapé no Excel
Fonte: Microsoft Office 2010

e-Tec Brasil 146 Informática Básica


Com o Calc, clique no menu Editar, opção Cabeçalhos e rodapés. Na nova
janela, escolha os locais e os itens a serem colocados.

Figura 7.18: Inserindo cabeçalho e rodapé com o Calc


Fonte: LibreOffice 3.6

7.8 Classificando dados de uma planilha


Uma situação muito comum de acontecer é a necessidade de ordenar uma
planilha de acordo com textos ou números. Por exemplo, uma planilha con-
tém nomes dos estudantes de uma turma e suas respectivas notas e médias.
Deseja-se que a planilha seja apresentada por ordem alfabética ou em ordem
decrescente do valor das médias.

Figura 7.19: Exemplo do uso da opção Classificar, no Excel


Fonte: Microsoft Office 2010

Para usar este recurso no Excel, selecione os dados a serem classificados, clique
na guia Página inicial, no grupo Edição, em Classificar e filtrar e escolha
a forma de ordenação: crescente, decrescente ou personalizado.
No Excel versão 2007, as
No Calc, selecione as células, clique no menu Dados, opção Classificar, opções de classificação e filtros
encontram-se na guia Dados.
escolha as colunas e as ordens de classificação.

Aula 7 - Planilhas de cálculo – 1ª parte 147 e-Tec Brasil


Figura 7.20: Guia Página inicial – grupo Edição
Fonte: Microsoft Office 2010

7.9 Configurando uma planilha para impressão


Após sua planilha ser formatada, você pode imprimi-la. É importante, antes da
impressão, visualizar a saída e reajustar as configurações para que se obtenha
o resultado esperado. Os passos seguintes lhe orientarão o que fazer antes e
durante o processo de impressão.

7.9.1 Como visualizar a impressão de uma planilha


Inicialmente devemos tornar o ícone disponível. Clique na seta da Barra de
ferramentas de acesso rápido e selecione o item Visualização de impressão
e imprimir. Após a ativação, clique sobre o ícone. Se quiser observar mais de
uma página, clique no zoom para diminuir o tamanho das páginas.

Figura 7.21: Visualização de impressão e imprimir


Fonte: Microsoft Office 2010

Com o Calc, clique no menu Arquivo, opção Visualizar página. Na nova


janela, analise as páginas da planilha, usando os botões de navegação e, se
necessário, faça uma reconfiguração da planilha em Formatar página.

7.9.2 Quebras de página


As quebras de página são efetuadas automaticamente pelo Excel, baseadas
no tamanho do papel e nas definições de margens. Se for necessária inserir
uma quebra de página em local diferente, poderá inseri-la de forma manual.
Com uma nova quebra de página você poderá definir configurações especiais
para a página a ser impressa.

e-Tec Brasil 148 Informática Básica


Para inserir uma quebra de página com o Excel, clique na guia Layout de
página, no grupo Configurar páginas, na opção Quebras, selecione em
Inserir quebra de página. Para exclui-las, selecione uma célula abaixo da linha
pontilhada da quebra de página e selecione Remover quebra de página.

Figura 7.22: Guia Layout de página – grupo Configurar páginas


Fonte: Microsoft Office 2010

Com o Calc, clique no menu Inserir e escolha entre colocar Quebra de linha
ou Quebra de coluna. Para excluí-la, selecione uma célula abaixo da linha
pontilhada da quebra de página, clique no menu Editar, na opção Excluir
quebra de página e escolha entre Quebra de linha ou Quebra de coluna.

Figura 7.23: Inserir quebra de página, no Calc


Fonte: LibreOffice 3.6

7.9.3 Margens de uma página e orientação de uma folha


Para alterar as margens de uma página usando o Excel, na guia Layout de
página, no grupo Configurar páginas, em Margens e escolha as margens
desejadas. Utilizando o Calc, selecione no menu Formatar, a opção Página,
clique na aba Página, na opção Margens, defina à esquerda, à direita,
superior e inferior.

Para alterar a orientação de uma folha usando o Excel, na guia Layout de página,
no grupo Configurar páginas, na opção Orientação e escolha Retrato ou
paisagem. Utilizando o Calc, selecione no menu Formatar, a opção Página,
clique na aba Página, e em Orientação escolha Retrato ou Paisagem.

7.9.4 Repetir o título em cada página de impressão


Se a sua planilha estiver muito grande, atingindo várias páginas é interessante
que, na impressão, o título seja colocado em cada uma delas. Assim, utilizando
o Excel, clique na guia Layout de página, no grupo Configurar páginas
e, em Imprimir títulos. Na aba Planilha, em Imprimir títulos, selecione as
linhas ou as colunas que serão repetidas.

Aula 7 - Planilhas de cálculo – 1ª parte 149 e-Tec Brasil


Utilizando o Calc, selecione a linha(s) ou coluna(s) a ser(em) repetida(s), clique
menu Inserir, na opção Nomes, e em Definir. Na caixa de diálogo, faça a
seleção, clique em Mais, marque a opção Linha a repetir; clique em Adicionar
e OK. Selecione no menu Formatar, na opção Intervalo de impressão,
em Editar e na lista Repetir linhas no topo, selecione no cabeçalho criado
e em OK.

Figura 7.24: Grupo Configurar páginas – aba Planilha, no Excel


Fonte: Microsoft Office 2010

7.9.5 Como imprimir uma planilha


Para imprimir uma planilha no Excel ou no Calc, clique na guia Arquivo,
selecione a opção Imprimir. Escolhas as configurações definindo as páginas
a serem impressas, a quantidade de cópias, etc.

7.10 Congelando partes de uma planilha


É possível fixar linhas e
Fixar linhas ou colunas em uma planilha é muito útil quando se tem uma
colunas numa só ação na planilha extremamente grande, no qual não se consegue visualizar seus tópicos
opção Congelar: selecione
apenas uma célula (exemplo: principais. Assim, na guia Exibição, grupo Janela, opção Congelar painéis
C3). Ao ligar a opção podemos fixar as linhas ou as colunas selecionadas. No Calc, utilize o menu
Congelar painéis, as
colunas A e B e as linhas 1 e 2 Janela, opção Congelar.
serão exibidas de forma fixa.

e-Tec Brasil 150 Informática Básica


Figura 7.25: Guia Exibição, grupo Janela, Congelar painéis
Fonte: Microsoft Office 2010

Figura 7.26: Planilha Excel com as colunas A e B congeladas


Fonte: Autores, adaptado de Microsoft Office 2010

7.11 Trabalhando com várias planilhas


Os arquivos de planilhas eletrônicas são denominados de pastas de trabalho,
pois dentro de cada arquivo há um conjunto de planilhas disponíveis. As
planilhas são identificadas em abas localizadas no canto inferior esquerdo.

Se uma fórmula fizer referências


Figura 7.27: Pasta de planilhas do Excel a células de outras planilhas, e o
Fonte: Microsoft Office 2010 nome da outra planilha contiver
caracteres não alfabéticos, esta
Vamos conhecer as operações com planilhas mais utilizadas: deverá ser referenciada com o
seu nome entre aspas simples.
Exemplo: =’Orça-2013’!G8
Criar novas planilhas – clique na guia Página inicial, grupo Células, escolha
a opção Inserir e, em seguida, Inserir planilha. Também podemos adicionar
novas planilhas usando o botão Inserir planilha, no lado direito da guia de
planilhas. Tanto o Excel, quanto o Calc possuem esse botão.

Copiar ou mover planilhas – clique na guia Página inicial, grupo Células,


escolha a opção Mover ou copiar. Se desejar copiar uma planilha, marque a Também podemos copiar
opção Criar uma cópia, caso contrário, deixe esta opção desmarcada. planilhas mantendo o botão
CTRL pressionado e, clicando no
nome da planilha, movimentá-la
lateralmente. Ao final desta ação,
uma nova planilha (clonada da
original) será criada.

Aula 7 - Planilhas de cálculo – 1ª parte 151 e-Tec Brasil


Alterar o nome de uma planilha – no Excel e no Calc os procedimentos
são os mesmos: Selecione a planilha, clique com o botão direito do mouse
para acessar o menu de atalho e escolha a opção Renomear. Também
podemos alterar o nome dando um clique duplo, na guia de planilhas, sobre
o nome da própria planilha.

Excluir planilhas – no Excel, selecione as planilhas que deseja excluir, clique


na guia Página inicial, grupo Células, escolha a opção Excluir e Excluir
planilha. Outra alternativa é clicar com o botão direito do mouse sobre as
planilhas, na guia de planilhas, e escolher a opção Excluir. No Calc, selecione
a planilha que deseja excluir, clique em Editar, na opção Planilha e em
Excluir. Confirme a exclusão.

Resumo
As planilhas eletrônicas são softwares que ajudam muito os usuários a orga-
nizarem suas informações na forma de tabela. Nessa aula, você aprendeu a
entender o que são planilhas eletrônicas, seus elementos principais e recursos
básicos de edição, formatação e impressão:

Conceito de linha, coluna e célula, como criar um arquivo de planilha ele-


trônica, inserir dados e salvá-los, como também selecionar células, linhas e
colunas inteiras.

Aprender a utilizar os recursos de formatação dos dados, das bordas e som-


breamento das células, alinhamentos, formatações específicas para números
e orientação de texto.

Como formatar as planilhas para impressão: visualização prévia, configuração


de páginas, cabeçalhos e rodapés e impressão propriamente dita.

Atividades de aprendizagem
1. Crie uma lista com os números ímpares. Digite na célula C5 o número 1
e na célula C6 o número 3. A seguir, selecione as duas células, posicione
o mouse na alça de preenchimento (aparecerá apenas na célula C6) e ar-
raste para baixo até a célula A20. Selecione novamente C5 e C6 e faça o
mesmo arrastando para cima até a célula A1. Veja que a sequência con-
tinua, apresentando números negativos. Repita este exercício, digitando
a palavra JAN na célula D5 e FEV na célula D6. Perceba que a sequência
automática preencherá os meses do ano.

e-Tec Brasil 152 Informática Básica


2. Construa o seu orçamento doméstico usando várias planilhas em um
mesmo arquivo, usando o Excel ou o Calc. Na 1ª planilha (Plan1), cons-
trua o orçamento do mês de janeiro. Coloque um título, mesclando as
células de A1 até E1. Insira subtítulos de A2 até E2 (sugestão: Data, Des-
crição, Receita, Despesa e Valor). Insira aleatoriamente dados na planilha
a partir da linha 3. Faça a formatação dos valores numéricos com duas
casas decimais. Coloque alinhamento centralizado na coluna A (datas).
Insira bordas e sombreamento no título e subtítulos. Depois de inserir
os dados, classifique-os por ordem de data. Altere o nome da planilha
“Plan1” para “Janeiro”. Repita o procedimento, construindo outra plani-
lha para o mês de Fevereiro (não se preocupe com os cálculos, pois eles
serão explicados na próxima aula). Imprima pelo menos uma das plani-
lhas. Salve o arquivo com o nome de Orçamento.

Aula 7 - Planilhas de cálculo – 1ª parte 153 e-Tec Brasil


Aula 8 – Planilhas de cálculo – 2ª parte

Objetivos

Tornar-se apto a utilizar as ferramentas de cálculo das planilhas


eletrônicas.

Tornar-se capacitado em efetuar cálculos matemáticos com o uso de


operadores, fórmulas e funções disponíveis numa planilha eletrônica.

Aprender a usar as referências de células e intervalo de células.

Desenvolver habilidade na construção de gráficos em planilhas ele-


trônicas.

8.1 Aspectos gerais


Nesta aula continuaremos o estudo de planilhas eletrônicas, abordando o uso
de fórmulas, funções e gráficos. Fórmulas e funções são “os corações” das
planilhas eletrônicas. Esses recursos permitem que utilizemos nas planilhas desde
os cálculos mais simples até os mais complexos. E não são somente cálculos
envolvendo números, muitas funções são destinadas a realizar operações com
textos. Já os gráficos são recursos extremamente importantes nos trabalhos
científicos e comerciais, para apresentar dados em outro formato.

Convidamos você, estudante, a explorar esses recursos. São muito úteis e, uma vez
sabendo usá-los, você não vai mais querer deixar de usar uma planilha eletrônica!

8.2 Fórmulas matemáticas


Nas planilhas eletrônicas, todas as fórmulas e funções devem ser precedidas
com o sinal de igualdade (=). Ele indica que a informação a seguir deve ser
interpretada como tal, e não como um texto comum. Num exemplo inicial,
bem simples, suponha que na célula C4 se deseja obter a soma do conteúdo
das células C2 e C3. Deve-se então inserir, na célula C4, o seguinte conteúdo:
=C2+C3 e, em seguida, teclar ENTER ou TAB (ou clicar em outra célula).

Aula 8 - Planilhas de cálculo – 2ª parte 155 e-Tec Brasil


Figura 8.1: Inserindo uma fórmula simples, no Excel
Fonte: Autores, adaptado de Microsoft Office 2010

Perceba que o resultado da fórmula matemática já aparece na célula, após


a efetivação da fórmula; porém o conteúdo da mesma permanece = C2 + C3
(veja na barra de fórmulas).

Fórmulas e funções são apresentadas na Barra de Fórmulas, localizada logo


acima do cabeçalho das colunas. Para isso, basta clicar na célula em questão.
Na planilha aparece o resultado da fórmula ou função; já na Barra de Fórmulas,
aparece a expressão tal como foi digitada. Para que a fórmula ou função apareça
dentro de uma célula depois de digitada, dê um clique duplo dentro dela.

8.2.1 Operadores
Os operadores são determinantes para cada tipo de cálculo a ser efetivado em
uma expressão matemática. O Excel e o Calc possuem vários tipos de operadores:
Fórmulas e funções podem
os matemáticos, os relacionais, os de lógica, os de texto e os de referência.
conter algarismos em seu
conteúdo. Por exemplo: a Quadro 8.1: Operadores matemáticos (Considere as seguintes células e
fórmula =F5+F6 ao lado seus conteúdos: F5=8 e F6=2)
poderia ser escrita também
como =8+2; porém Sinal Denominação Exemplo Resultado
nesta situação isso não + Soma =F5+F6 Retorna o valor 10
é recomendável, pois na
primeira forma é garantido Subtração =F5–F6 Retorna o valor 6

que, se o conteúdo de uma Negação =-F5 Retorna o valor -8
das células for alterado, o * Multiplicação =F5*F6 Retorna o valor 16
resultado será recalculado
automaticamente. Já na / Divisão =F5/F6 Retorna o valor 4
segunda forma isto não ^ Exponenciação =F5^F6 Retorna o valor 64
acontecerá, pois nela seu
% Porcentagem =F5*10% Retorna o valor 0,8
conteúdo é de constantes
numéricas. Fonte: Autores

Quadro 8.2: Operadores relacionais


Sinal Denominação Exemplo
> Maior A1>B1
< Menor C1<D4
Quando se utiliza um >= Maior ou igual D3>=A4
operador relacional, o
resultado será um valor <= Menor ou igual A4<=B2
lógico (VERDADEIRO = Igual C3=F3
ou FALSO). Em algumas
funções o VERDADEIRO <> Diferente B2<>F2
pode ser referenciado com Fonte: Autores
o valor numérico =1 e o
FALSO com valor = 0.

e-Tec Brasil 156 Informática Básica


Quadro 8.3: Operadores lógicos
E
OU
NÃO
VERDADEIRO
FALSO
Fonte: Autores

Quadro 8.4: Operador de texto e operadores de referência


Sinal Denominação Exemplo
Se C1=XYZ e C2=123, =C1&C3
& Concatenar (juntar) textos
Retorna XYZ123
C1:C4
: (dois pontos) Operador de intervalo Retorna uma referência a todas as células do
intervalo, ou seja, inclusive C1, C2, C3 e C4
C1;C4
; (ponto e vírgula) Operador de união Retorna uma referência apenas às células especi-
ficadas: C1 e C4
Fonte: Autores

8.2.2 Prioridade das operações


Se você for utilizar vários operadores numa mesma expressão matemática, as
operações serão executadas numa ordem pré-estabelecida, de acordo com o
grau de prioridade (tal como nas regras matemáticas). Em geral, as planilhas
eletrônicas padrão utilizam os mesmos critérios, como mostrado abaixo:

Quadro 8.5: Prioridade das operações


Prioridade Operadores
1ª Operadores de referências
2ª Negação
3ª Operadores matemáticos: porcentagem
4ª Operadores matemáticos: exponenciação
5ª Operadores matemáticos: multiplicação ou divisão
6ª Operadores matemáticos: soma ou subtração
7ª Operadores de texto: concatenar
8ª Operadores relacionais
Fonte: Autores

Entre os operadores de mesma prioridade serão realizados primeiro os que


estiverem mais à esquerda. Para priorizar alguma operação
utilize os parênteses. Lembre-se
de que a quantidade de “abre
Exemplos de expressões parênteses” deverá ser igual ao
de “fecha parênteses”.

=(3^4+(5*3)/2)^(1/3) – calculando a raiz cúbica de (3^4+(5*3)/2).

Aula 8 - Planilhas de cálculo – 2ª parte 157 e-Tec Brasil


=A5*10% – calculando 10% do valor contido na célula A5.

=((-B1)+(B1^2-4*A1*C1)^(1/2))/(2*A1) – obtendo uma das raízes da equação


do 2º grau.

=VERDADEIRO+1 – resulta em 2 (1+1).

8.2.3 Inserindo fórmulas


Uma prática comum no uso de planilhas eletrônicas é inserir expressões
(fórmulas, funções e referências) numa célula e copiar seu conteúdo nas
demais células abaixo ou ao lado dela, preenchendo-as e, ao mesmo tempo,
alterando as referências na mesma proporção. Veja o exemplo a seguir:

Suponha uma planilha com dados sobre uma folha de pagamento, onde na
célula E3 se deseja calcular o salário líquido de um funcionário. Nela foi digitada
a fórmula =B3-C3+D3 e se deseja calcular os salários líquidos dos demais
funcionários. Para isso, clique na célula E3 e posicione o ponteiro do mouse
As ações Copiar e Colar em
sobre o canto inferior direito desta célula, onde há um quadrado preto (a Alça
células com fórmulas ou funções de Preenchimento). O ponteiro passa a ter o formato de uma cruz preta (vide
produzem o mesmo efeito do
uso da alça de preenchimento. Figura 8.2). Arraste o mouse até a célula E8 (última linha de dados). A coluna
será preenchida com as fórmulas tendo as referências alteradas, pois na célula
E4 a fórmula deve ser =B4-C4+D4. Na E5, =B5-C5+D5 e assim por diante.

Figura 8.2: Preenchendo fórmulas usando a alça de preenchimento


Fonte: Autores, adaptado de Microsoft Office 2010

Figura 8.3: Resultado após o arrasto do mouse até a célula E11


Fonte: Autores, adaptado de Microsoft Office 2010

e-Tec Brasil 158 Informática Básica


8.3 Referência absoluta e referência relativa
Uma referência de célula ou de um conjunto de células permite que o Excel
estabeleça um vínculo com os conteúdos das células referenciadas. As referências
podem ser a uma célula ou conjunto de células dentro da mesma planilha,
entre planilhas diferentes de uma mesma pasta (arquivo) ou entre planilhas Para que fórmulas e funções
de diferentes pastas (arquivos). fiquem visiveis , como no
exemplo da planilha, selecione
a guia Fórmulas, grupo
Ao copiar fórmulas e funções, o Excel utiliza o conceito de referência absoluta Auditoria de fórmulas, na
opção Mostrar fórmulas.
e referência relativa no preenchimento do conteúdo das células que recebe-
rão as cópias.

Referência absoluta (ou estática) é o endereço fixo de uma célula, inde-


pendentemente da posição da célula que contém a fórmula. Numa referência
absoluta, tanto as posições da linha como as da coluna ficam “congeladas”.
Para isto acontecer, utiliza-se o símbolo $ nas duas posições. Exemplo: =$A$1
(ao se copiar a célula com esta referência para outras células, nem a linha,
nem a coluna são alteradas).

Referência relativa (ou dinâmica) é o endereço relativo a uma célula. Numa


referência relativa, tanto as posições da linha como as da coluna não ficam
“congeladas”. Se a referência relativa for copiada para outras células, as
referências aos endereços nas células que receberão as cópias serão alteradas
na mesma proporção. Exemplo: =A1 (ao se copiar a célula com esta referência
para outras células, tanto a linha como a coluna são alteradas).

Figura 8.4: Exemplo de planilha com referências absolutas e relativas


Fonte: Autores, adaptado de Microsoft Office 2010

No exemplo da Figura 8.4, perceba na célula G2 a fórmula =F2/$F$6. Ao se


fazer sequência (copiar a fórmula para G3 e G4), o numerador varia de acordo
com a posição da linha; no entanto, o denominador permanece inalterado.
Portanto, o numerador está usando uma referência relativa e o denominador,
uma Referência absoluta.

• Referência mista é o endereço híbrido dos casos anteriores. A linha terá


uma referência absoluta e a coluna uma referência relativa ou vice-versa.

Aula 8 - Planilhas de cálculo – 2ª parte 159 e-Tec Brasil


Exemplos
=A$1 (ao se copiar a célula com esta referência para outras células, a
coluna é alterada, mas a linha permanece a mesma).
=$A1 (ao se copiar a célula com esta referência para outras células, a
coluna permanece a mesma, mas a linha é alterada).

• Referência à outra planilha é o endereço referenciado à outra planilha


da mesma pasta de trabalho.

Exemplo
=Plan3!A1 (o Excel irá buscar o valor na célula A1 da planilha Plan3, na
mesma pasta de trabalho).

• A referência à outra planilha de outra pasta de trabalho é chamada de vínculo.

Exemplo
=[Orçamento]Plan1!A1 (o Excel irá buscar o valor na célula A1, da planilha
Plan1, em outra pasta de trabalho – arquivo – chamado Orçamento).

• Referência 3D é a referência a um endereço de várias planilhas dentro


da mesma pasta de trabalho.

Exemplos
=SOMA(Planilha3:Planilha4!A2) (calcula a soma de todos os valores da
célula A2 em todas as planilhas do intervalo).
=SOMA(Planilha3:Planilha4!A2) é igual a =Planilha3!A2+Planilha4!A2

8.4 Funções
Funções são fórmulas pré-definidas que efetuam operações usando os argu-
mentos especificados, sempre em uma determinada ordem ou estrutura.
Uma função só será executada se a mesma estiver dentro dos parâmetros
pré-estabelecidos, ou seja, de acordo com sua sintaxe. São agrupadas em
categorias para facilitar o acesso às mesmas.

Para acessar as funções do Excel, clique na ferramenta Inserir função


localizada na barra de fórmulas. No quadro apresentado, escolha a categoria
da função, e selecione a função desejada.

Também você pode utilizar a guia Fórmulas, o grupo Biblioteca de funções,


selecionar a categoria da função e a função pretendida.

e-Tec Brasil 160 Informática Básica


Figura 8.5: Guia Fórmulas
Fonte: Microsoft Office 2010

As funções mais utilizadas podem ser buscadas no botão Soma. Clicando na


seta localizada ao lado deste botão, são apresentadas essas funções, além Muitos cálculos podem ser
de uma opção chamada Mais funções. Para apresentar todas as outras escritos através de fórmulas ou
de funções, dando o mesmo
constantes da biblioteca de funções do Excel. Clicando sobre a imagem do resultado. Exemplo: A soma dos
botão (símbolo de somatório), é acionada a função soma. conteúdos das células A1, A2 e
A3 pode ser obtida pela fórmula
=A1+A2+A3 ou usando função
Soma, através da expressão
=SOMA(A1:A3).

Figura 8.6: Botão Soma, no Excel


Fonte: Microsoft Office 2010

No Calc, o procedimento é similar. Os botões Soma e Assistente de funções


cumprem os mesmos papéis. As funções também são acionadas através do
menu Inserir, opção Função.

Quadro 8.6: Funções matemáticas principais


Função (argumento) Utilização Exemplo
=SOMA(B6:B8;B15)
=SOMA(n1:n2; ...) Calcular a soma dos números. Retorna a soma dos valores de B6 até B8 e do
valor de B15.
Obter o valor máximo de um =MÁXIMO(D1:D6)
=MÁXIMO(n1:n2;...)
conjunto de números. Retorna o maior valor do intervalo D1 até D6.
Obter o valor mínimo de um =MÍNIMO(A1:A5)
=MÍNIMO(n1:n2;...)
conjunto de números. Retorna o menor valor do intervalo A1 até A5.
=MÉDIA(B7:B9)
Calcular a média aritmética dos
=MÉDIA(n1:n2;...) Retorna a média aritmética dos valores do
números.
intervalo de B7 até B9.
Arredondar o número para o inteiro =INT(5,9)
=INT(num)
menor mais próximo. Retorna o valor 5.
Calcular o logaritmo de um número =LOG(8,2)
=LOG(num;base)
em uma base especificada. Retorna o valor 3, logaritmo de 8 na base 2.
Obter o restoda divisão de dois =MOD(7;5)
=MOD(num,den)
números inteiros Retorna o valor 2.
=MULT(B5:B9;4)
=MULT(n1:n2;...) Calcular o produto dos números. Retorna o produto dos valores entre B5 e B9 e
do valor 4.
Retornar o valor de pi com precisão =PI()
=PI()
de até 15 dígitos. Retorna o valor de pi (3,14159265358979).
Calcular a raiz quadrada de um =RAIZ(81)
=RAIZ(num)
número. Retorna o valor 9.
Fonte: Autores

Aula 8 - Planilhas de cálculo – 2ª parte 161 e-Tec Brasil


Quadro 8.7: Funções trigonométricas (algumas)
Função (argumento) Utilização Exemplo
Converter um valor de ângulo em =RADIANOS(270)
=RADIANOS(ângulo)
graus para radianos. Retorna o valor em radianos: 4,712389.
Converter um valor de ângulo em =GRAUS(3,141592654)
=GRAUS(num)
radianos para graus. Retorna o valor 180.
Calcular o seno de um ângulo =SEM (30*PI()/180)
=SEN(num)
dado (em radianos). Retorna o valor 0,5.
Calcular o cosseno do ângulo dado =COS (60*PI()/180)
=COS(num)
(em radianos). Retorna o valor 0,5.
Calcular a tangente de um =TAN(45*PI()/180)
=TAN(num)
determinado ângulo (em radianos). Retorna o valor 1.
Calcular a tangente hiperbólica de =TANH(270*PI()/180)
=TANH(num)
um número. Retorna o valor 1.
Fonte: Autores

8.4.1 Função SE
A função SE é utilizada para controlarmos testes condicionais sobre valores e
fórmulas, no intuito de obter resultados diferentes com base em uma condição.
Esta condição (teste lógico) será examinada pelo Excel, que avaliará como
VERDADEIRA ou FALSA. Veja a construção sintática da função SE:

Sintaxe
=SE(teste_lógico;valor_se_verdadeiro;valor_se_falso)

teste-lógico – condição que possa ter como resultado o valor VERDADEIRO


ou FALSO.
valor_se_verdadeiro – valor ou expressão a ser executada caso o teste_
lógico seja VERDADEIRO.
valor_se_falso – valor ou expressão a ser executada caso o teste_lógico
seja FALSO.

Exemplo
=SE(D5>=6;”APROVADO”;”REPROVADO”)

Se o conteúdo da célula D5 for maior ou igual a 6 (teste lógico igual a VER-


DADEIRO) será exibida a palavra “APROVADO”; caso contrário (teste lógico
igual a FALSO), será exibida a palavra “REPROVADO”.

e-Tec Brasil 162 Informática Básica


A função SE é muito utilizada!
Exemplos: a) Cálculo de
impostos, onde o percentual do
valor do imposto varia de acordo
com o valor-base; b) Cálculo
de valores de horas-extras, cujo
Figura 8.7: Função SE percentual depende do dia da
Fonte: Microsoft Office 2010 semana e horário trabalhado.

8.4.1.1 Função SE aninhada


É possível aninhar até 64 funções SE como argumentos para construir testes
mais elaborados.

Figura 8.8: Função SE aninhada


Fonte: Microsoft Office 2010

Exemplo
=SE(D5>=9;”A”;SE(D5>=8;”B”;SE(D5>=7;”C”;”D”)))

Dependendo do valor da média em D5 teremos as possibilidades de resultados:

Se D5>= 9, o resultado será a letra “A”. Se D5>=8 e D5<9, o resultado será


a letra “B”. Se D5>=7 e D5<8, o resultado será a letra “C” e finalmente, se
D5<7, o resultado será a letra “D”.

8.4.1.2 Funções SE e E
Com as funções SE e E, como argumento do teste_lógico da função SE, é
possível testar várias condições ao mesmo tempo, retornando VERDADEIRO
se todos os argumentos forem VERDADEIROS e retornando FALSO se pelo
menos um dos argumentos for FALSO.

Sintaxe
=SE(E(teste_lógico1; teste_lógico2);se_verdadeiro; se_falso)

Aula 8 - Planilhas de cálculo – 2ª parte 163 e-Tec Brasil


Exemplo
= SE(E(A2>25;B2=“CASADO”);C2*110%;“OK”)

Se as duas condições forem VERDADEIRAS (A2>25 e B2=”CASADO”), então o


resultado será a multiplicação de C2 por 110%. Se qualquer uma das duas con-
dições forem FALSAS (basta apenas uma delas) o resultado será a palavra “OK”.

Figura 8.9: Função SE e E


Fonte: Microsoft Office 2010

8.4.1.3 Funções SE e OU
Da mesma forma é possível testar várias condições ao mesmo tempo com as
funções SE e OU, retornando FALSO se todos os argumentos forem FALSOS e
retornará VERDADEIRO se pelo menos um dos argumentos for VERDADEIRO.

Sintaxe
=SE(OU(teste_lógico1; teste_lógico2); se_verd; se_falso)

Exemplo
=SE(OU(D5>=30;F5=”F”);”OK”;”NÃO”)

Se apenas uma das condições for VERDADEIRA (D5>=30 ou F5=”F”), então


o resultado será a palavra “OK”. Se ambas as condições forem FALSAS, o
resultado será a palavra “NÃO”.

e-Tec Brasil 164 Informática Básica


8.4.2 Outras funções
Quadro 8.8: Funções
Utilização Exemplo
=CONT.SE(intervalo; critérios)
Determina a quantidade de células não vazias, =CONT.SE(D2:D9;”>=6”)
no intervalo estabelecido, que atendem a uma Retorna a quantidade de células com valores maiores que 6,
determinada condição. no intervalo de D2 a D9.
=SOMASE (intervalo; condição; intervalo_soma)
=SOMASE(D2:D9;”>7”)
Calcula a soma das células do intervalo mediante
Soma as células de D2 a D9, cujos valores sejam maiores
uma condição pré-estabelecida.
que 7.
=CONT.SES(intervalo1;critérios1;intervalo2;critérios2;...)
Conta o número de células que possuam as =CONT.SES(A2:A7,”<6”,A2:A7,”>1” )
condições especificadas pelos critérios, nos intervalos Conta quantos números entre 1 e 6 (sem incluir 1 e 6) estão
dados. contidos nas células entre A2 e A7.
=CONTAR.VAZIO(intervalo)
=CONTAR.VAZIO(D2:D9)
Determina a quantidade de células, no intervalo
Obtém a quantidade de células vazias no intervalo das células
estabelecido, que estão vazias ou sem resultado.
D2 a D9.
=PROCH(valor_procurado;matriz_tabela;núm_linha;[proc_intervalo])
Pesquisa um determinado valor na 1ª linha da Tabela
=PROCC(B10;$A$3:$B$5;2)
Matriz e retorna o valor, na mesma coluna, da linha
Obtém um valor da tabela matriz(*).
referenciada.
=PROCV(valor_procurado;matriz_tabela;núm_coluna;[proc_interv])
Procura um determinado valor na 1ª coluna à
=PROCV(B10;$A$3:$B$5;2)
esquerda da Tabela Matriz e retorna o valor, na
Obtém um valor da tabela matriz(*).
mesma linha, da coluna indicada.
(*) Veja exemplo a seguir.
Fonte: Autores

Exemplo das funções PROCV e PROCH

Figura 8.10: Exemplo de planilha usando PROCV


Fonte: Autores, adaptado de Microsoft Office 2010

Faça passo a passo, usando o exemplo acima:


a) Construa a Tabela Matriz.
b) Coloque os dados em ordem crescente (coluna de pesquisa).
c) Construa a segunda tabela com as informações.
d) Na coluna C digite a função PROCV para obter o valor da tarifa.
e) Altere os valores da Tabela Matriz e veja as alterações na outra tabela.
f) Altere as classes da segunda tabela e observe as mudanças.

Aula 8 - Planilhas de cálculo – 2ª parte 165 e-Tec Brasil


Na função PROCV, se núm_
coluna for menor que 1, retornará
o valor de erro #VALOR! e se
for maior do que o número
de colunas da Tabela Matriz, Figura 8.11: Resultados após alterações
retornará o valor de erro #REF!. Fonte: Autores, adaptado de Microsoft Office 2010

Na fórmula digitada em C10: =PROCV(B10;$A$3:$B$5;2), B10 é a célula


que indica qual classe a pessoa se encontra, $A$3:$B$5 é a tabela matriz
e o número 2 representa a 2ª coluna da tabela matriz onde o conteúdo
correspondente da célula B10 será encontrado.

Figura 8.12: Exemplo usando a função PROCH


Fonte: Autores, adaptado de Microsoft Office 2010

Na fórmula digitada em C5: =PROCH(B5;$B$1:$D$2;2), B5 é a célula que indica


qual classe a pessoa se encontra, $B$1:$D$2 é a tabela matriz e o número
2 representa a 2ª linha da tabela matriz onde o conteúdo correspondente à
célula B5 será encontrado.

8.5 Gráficos
Os gráficos são elementos importantes em qualquer estudo matemático. Eles
dão suporte e tornam o resultado mais fácil de ser compreendido. Determi-
nados grupos de informações numéricas, de acordo com a sua natureza e
referência, são mais fáceis de serem interpretados e analisados através de
uma representação gráfica. Tanto o Excel quanto o Calc possuem recursos
para construção de gráficos.

8.5.1 Como construir um gráfico


No Excel, selecione o intervalo de células que serão representados graficamente.
Clique na guia Inserir, no grupo Gráficos e escolha o tipo de gráfico.

Figura 8.13: Guia Inserir – grupo Gráfico


Fonte: Microsoft Office 2010

e-Tec Brasil 166 Informática Básica


Na construção do gráfico surgirão três novas guias: Design, Layout e Formatar.

Na guia Design você pode alterar o tipo do gráfico, a fonte de dados, o


layout do gráfico, o estilo do gráfico, o local, alternar linha por coluna, etc.

Figura 8.14: Guia Design – grupo Gráfico


Fonte: Microsoft Office 2010

Na guia Layout você pode inserir o rótulo das legendas, o título do gráfico,
inserir imagens, caixa de texto, linhas de grade, entre outros.

Figura 8.15: Guia Layout – grupo Gráfico


Fonte: Microsoft Office 2010

Na guia Formatar você pode alterar cor, formato, estilo de forma, entre outros.

Figura 8.16: Guia Formatar – guia Gráfico


Fonte: Microsoft Office 2010

Os elementos de um gráfico podem ser alterados depois de pronto. Para


alterá-los, clique com o botão direito sobre o elemento e, no menu que é
apresentado, escolha o atributo que deseja alterar.

Figura 8.17: Selecionar a fonte de dados


Fonte: Microsoft Office 2010

Aula 8 - Planilhas de cálculo – 2ª parte 167 e-Tec Brasil


Exemplo
Construção de um gráfico baseado nos dados da planilha da Figura 8.18.

Figura 8.18: Exemplo de planilha para construção de gráficos


Fonte: Autores, adaptado de Microsoft Office 2010

Na guia Inserir, no grupo Gráficos, escolha o gráfico tipo “coluna” e, para


o subtipo de gráfico, selecione “colunas 3-D”.

Clique na guia Design e escolha o layout do gráfico e o estilo.

Clique na guia Layout e coloque o título do gráfico, o rótulo dos eixos, a


legenda e linhas de grade.

Clique na guia Formatar e escolha estilo de forma e tamanho.

Figura 8.19: Exemplo de gráfico construído


Fonte: Autores, adaptado de Microsoft Office 2010

Para inserir gráficos de planilhas do Calc, clique no menu Inserir e em Gráfico.


No Assistente de gráficos escolha a categoria e a função.

Figura 8.20: Planilha e gráfico construídos no Calc


Fonte: Autores, adaptado de LibreOffice 3.6

e-Tec Brasil 168 Informática Básica


8.6 Usando formulário na planilha
Muitas vezes você precisa digitar uma planilha bastante extensa e encontra
dificuldade no seu preenchimento. Portanto, para facilitar o trabalho, vamos
usar o recurso Formulários.

Para inserir a ferramenta Formulários na Barra de acesso rápido, clique no


menu Arquivo, em Opções e em Personalizar faixa de opções. Na caixa de
texto Escolher comandos em selecione Comandos fora da faixa de opções
e procure a ferramenta Formulário. Clique em Adicionar e, depois, OK.

Figura 8.21: Opções do Excel


Fonte: Microsoft Office 2010

Na Barra de acesso rápido aparecerá a ferramenta Formulário:

Figura 8.22: Barra de acesso rápido – ferramenta Formulário


Fonte: Microsoft Office 2010

Para utilizar um formulário, digite o cabeçalho de sua planilha, selecione a linha


e clique na Barra de acesso rápido, em Formulário.Confirme que a primeira
linha da seleção será usada como rótulo. Isso definirá os nomes dos campos.

Figura 8.23: Exemplo de preenchimento de tabela com formulário


Fonte: Autores, adaptado de Microsoft Office 2010

Aula 8 - Planilhas de cálculo – 2ª parte 169 e-Tec Brasil


Figura 8.24: Preenchimento do formulário
Fonte: Microsoft Office 2010

Insira cada linha de dados, acionando o botão Novo. Você também poderá
inserir, excluir, alterar e navegar entre os dados.

8.7 Validando dados numa planilha


Com este recurso podemos evitar a digitação de valores inválidos, definindo
o tipo dos dados e quais valores devem ser aceitos.

Para validar os dados selecione um intervalo de células. Clique na guia Dados


e, no grupo Ferramenta de dados, acione Validação de dados. Escolha os
critérios para validação que incidirão no intervalo selecionado.

Figura 8.25: Guia Dados, no Excel


Fonte: Microsoft Office 2010

As opções para validação


de dados são inúmeras. Por
exemplo, a opção Lista permite
que seja criada uma lista de
valores na própria planilha,
para obrigarmos que, numa
determinada célula ou grupo
de células, sejam preenchidas
apenas com os valores
constantes desta lista. Figura 8.26: Validação dos dados para o conteúdo de uma célula
Fonte: Autores, adaptado de Microsoft Office 2010

e-Tec Brasil 170 Informática Básica


Se um determinado dado for digitado de forma diferente dos parâmetros
pré-estabelecidos, será mostrado na tela um aviso de erro. O aviso pode ser
criado pelo usuário. Para isso, na janela Validação de dados, acione a guia
Alerta de erro e escreva a frase de alerta desejada.

O conteúdo deste material didático não explorou a totalidade dos recursos dos
programas Excel e Calc, e sim as mais utilizadas, dando um enfoque básico
ao aprendizado. Se você deseja explorar algum outro ponto que não foi visto
aqui, tente usar o recurso no próprio programa. Eles são muito intuitivos hoje
em dia, tornando muito fácil o auto-aprendizado. Se as dúvidas persistirem,
faça contato com seu professor.

Resumo
Nessa aula, vimos que a essência das planilhas eletrônicas é a utilização de
expressões, fórmulas e funções, executando cálculos matemáticos e diversas
outras operações envolvendo os dados das planilhas.

Aprendeu-se a utilizar os diversos operadores (relacionais, lógicos, matemáticos,


etc.) e a estabelecer prioridade dentre os operadores matemáticos.

Estudou-se sobre como construir fórmulas matemáticas, funções e expressões


envolvendo dados de uma planilha, bem como copiá-las para outras células,
alterando as referências originais de acordo com a situação proposta.

Aprendeu-se a construir referências absolutas (estáticas) e relativas (dinâmicas).


A construir gráficos, com base nos dados de uma planilha e também, a usar
recursos para preenchimento de planilhas via formulários e a validar dados
digitados em uma planilha.

Atividades de aprendizagem
1. Acesse a internet e procure, no youtube (www.youtube.com), videoaulas
sobre planilhas eletrônicas (digite “Excel” ou “LibreofficeCalc” como argu-
mento de pesquisa). Você encontrará vídeo-aulas sobre esses programas,
com a vantagem de você visualizar as imagens do programa em funcio-
namento, ao mesmo tempo em que o apresentador explana os recursos.

Aula 8 - Planilhas de cálculo – 2ª parte 171 e-Tec Brasil


2. Construa uma planilha semelhante a das Figuras 8.2 e 8.3. Construa o
cálculo para o primeiro valor do INSS (Célula C2) sabendo que o valor
corresponde a 8,5% do salário (Célula A2). Use a alça de preenchimento
para obter os demais valores de INSS. Faça o mesmo agora para o salário
líquido, tal como está descrito nas Figuras 8.2 e 8.3.

3. Construir uma tabela mostrando a função y=sen(x), para 0 < x <= 360º,
com variação de 10 em 10 graus. Para isso, use uma coluna para inserir
os dados de x (10 em 10 até 360), e outra coluna para inserir a função
seno de cada um dos valores de x. Construir também um gráfico de linha
para os dados das duas colunas.

4. Complemente o seu orçamento doméstico construído na aula anterior,


usando as duas planilhas do arquivo Orçamento que você construiu no
Excel ou o Calc. Na 1ª planilha, após a última linha construída da coluna
Receitas, calcule a soma dos valores das receitas. Faça o mesmo para a
coluna Despesas, desta vez usando a alça de preenchimento da célula
onde está a soma das receitas (arraste horizontalmente uma célula à
direita). Escolha uma outra célula vazia para inserir dentro dela o saldo
final (Total das Receitas – Total das Despesas). Utilize a função MEDIA
para calcular, em outra célula, a média diária das despesas. Reserve uma
outra célula para inserir a palavra POSITIVO ou NEGATIVO, dependendo
do valor do saldo final (use a função SE). Na planilha de Fevereiro, reserve
uma célula para inserir o Saldo Acumulado – soma do saldo da planilha
de Janeiro com o saldo de Fevereiro (use o conceito de referências entre
planilhas). Por fim, construa um gráfico de colunas, envolvendo apenas
as descrições, as Receitas e Despesas.

e-Tec Brasil 172 Informática Básica

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