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MAR/2002 PROJETO 04:005.

10-023
Medição de vazão de fluidos em
condutos fechados - Medição
ABNT – Associação eletrônica de gás computadores de
Brasileira de
Normas Técnicas vazão
Sede:
Rio de Janeiro
Av. Treze de Maio, 13 / 28º andar ABNT/CB-04 - Comitê Brasileiro de Máquinas e Equipamentos Mecânicos
CEP 20003-900 – Caixa Postal 1680
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Tel.: PABX (21) 210-3122
Fax: (21) 220-1762/220-6436 Título do Projeto em inglês : Flow Measurement Using Electronic Metering
Endereço eletrônico:
Systems
www.abnt.org.br
Descriptors: Metering, Electronic Measurement Systems, Flow Computers,
Gas
Esta Norma foi baseada na API – Manual of Petroleum Measurement
Standards – Chapter 21 – Flow Measurement Using Electronic Metering
Copyright © 2000, Systems.
ABNT–Associação Brasileira
de Normas Técnicas
Printed in Brazil/
Impresso no Brasil Palavra(s)-chave: Computador de Vazão 44 páginas
Todos os direitos reservados

Sumário
1. 1 Introdução e Escopo 2 1.6.2.3 Registros diários de transação quantificada para
1.2 Descrição de um Sistema de Medição de Gás Eletrônica. 2 medidores do tipo linear 14
1.2.1 Elementos de um Sistema de Medição de Gás 2 1.6.2.4 Registros de quantidades transacionadas horários para
1.2.1.1 Introdução 2 medidores do tipo linear 15
1.2.1.2 Transdutores/Transmissores 2 1.6.3 Identificação do Algorítmo 15
1.2.1.3 Processamento do sinal 2 1.6.4 Registro de Configuração 15
1..2.1.4 Exatidão do sistema 2 1.6.5 Registro de Eventos 16
1.2.1.5 Processamento de dados 3 1.6.6 Registro da quantidade transacionada convertido 16
1.2.2 Definições 3 1.6.7 Registro de Teste 16
1.2.2.1 Introdução 3 1.6.8 Retenção de Dados 16
1.2.2.2 Palavras e termos 3 1.7 Instalação de Equipamnetos 17
1.2.3 Símbolos 4 1.7.1 Transdutores/transmissores 17
1.4.2.1 Amostragem das Variáveis de Vazão – Medição através 1.7.2 Linhas de tomadas/Indicação de pressão 17
de Pressão Diferencial 7 1.7.3 Dispositivos de Medição Eletrônica de Gás e
1.4.2.2 Cálculo do valor Integral 7 Equipamentos de Comunicação Associados 17
1.4.3 Medição com medidor linear 9 1.7.4 Periféricos 17
1.4.3.1 Amostragem das variáveis de vazão – medições com 1.7.5 Cabeamento 17
medidor linear 9 1.7.6 Comissionamento 17
1.4.3.2 Cálculo de quantidade volumétrica nas condições de 1.8 Equipamento de calibração e ajuste 18
medição 10 1.8.1 Escopo 18
1.4.3.3 Detecção de vazão nula 10 1.8.2 Mecanismos requerendo calibrações/ajuste 18
1.4.3.4 Cálculo do valor multiplicador de base 10 1.8.3 Procedimentos de calibração e ajuste 18
1.4.3.5 Cálculo das quantidades – Medição com medidor 1.8.3.1 Calibração/ajuste de dispositivos para medição de
linear 10 Pressão e Temperatura 18
1.4.3.6 Exemplo: Aplicação da equação da vazão – 1.8.3.2 Calibração de contadores de pulso 19
Medição com medidor linear 10 1.8.3.3 Calibração/ajuste de Analisadores 19
1.4.4 Técnicas para determinação de es médios 11 1.8.3.4 Calibração/ajuste de transmissor de densidade (
1.4.5 Cálculo das quantidades horárias e diárias 11 Densitômetros e Gravitômetros ) 19
1.4.6 Compressibilidade, densidade e poder calorífico 11 1.8.4 Frequência da calibração 19
1.5 Disponibilidade de dados 12 1.8.5 Efeitos da temperatura ambiente e pressão da linha 19
1.5.1 Instalações com medidor diferencial 12 1.8.5.1 Efeito da Temperatura Ambiente 19
1.5.1.1 Cálculos executados no local de medição 12 1.8.5.2 Efeito da Pressão da linha 19
1.5.1.2 Cálculos executados remotamente 12 1.8.6 Equipamento de calibração e ajuste 20
1.5.2 Instalações com medidor linear 13 1.9 Proteção 20
1.5.2.1 Cálculos executados no local de medição 13 1.9.1 Acesso 20
1.5.2.2 Cálculos executados remotamente 13 1.9.2 Restrição de acesso 20
1.6 Requisitos de Auditoria e Expressão dos Resultados 14 1.9.3 Integridade de dados registrados 20
1.6.1 Introdução 14 1.9.4 Proteção do algorítimo 20
1.6.2 Registro da quantidade transacionada 14 1.9.5 Dados originais 20
1.6.2.1 Registros diários quantidades transacionadas para 1.9.6 Proteção de memória 21
medidores do tipo diferencial 14 1.9.7 Verificação de erros 21
1.6.2.2 Registros de quantidades transacionadas horários APÊNDICE A – METODOLOGIA DE RANS PARA
para medidores do tipo diferencial 14 ALGORITMOS DE MEDIÇÃO DE SISTEMAS DE VAZÃO 22
APÊNDICE B – TÉCNICAS DE ESTABELECIMENTO DAS APÊNDICE C – EQUIPAMENTO DE CALIBRAÇÃO E
MÉDIAS 38 VERIFICAÇÃO 41

Prefácio

A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo
conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ONS),
são elaboradas por Comissões de Estudo (ABNT/CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo
parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ONS circulam para Consulta Pública entre os
associados da ABNT e demais interessados.

Esta Norma contém os anexos A a C de caráter informativo.

1. 1 Introdução e Escopo

Os procedimentos e técnicas demonstrados neste documento são recomendados para uso em novas aplicações de
medição. Medições de Gás que utilizem equipamentos e técnicas já existentes, e que não estejam em conformidade com
esta norma, talvez apresentem incertezas superiores às preconizadas neste documento.

Esta norma estabelece requisitos mínimos para sistemas de medição eletrônica de gás utilizados para medição e registro
de parâmetros relacionados à vazão da fase gasosa de hidrocarbonetos e outros fluidos correlatos para transferência de
custódia, inerente à transmissão e produção com a utilização de elementos primários reconhecidos. Para os propósitos
desta norma, conversores do tipo utilizado em medidores lineares não foram considerados como constituindo um sistema
de medição eletrônico de gás.

1.2 Descrição de um Sistema de Medição de Gás Eletrônica.

1.2.1 Elementos de um Sistema de Medição de Gás

1.2.1.1 Introdução

Para efeitos desta norma, um sistema de medição consiste de elemento primário, secundário e terciário. O elemento
primário compreende o tipo básico do medidor usado para a medição de gás, podendo ser , mas não obrigatoriamente,
medidores do tipo orifício, turbina, rotativo ou diafragma.

O elemento secundário fornece grandezas tais como pressão estática, temperatura, pressão diferencial, densidade
relativa, e outras variáveis que são destinadas a entradas no elemento terciário abordado nesta norma.

Cada elemento primário requer uma configuração específica ou apropriada do elemento terciário adequado ao tipo de
medidor utilizado. O elemento terciário é um computador eletrônico, programado para calcular corretamente a vazão dentro
de limites especificados, e que recebe informações dos elementos primário e secundário. Os elementos terciário e
secundário assim como o elemento primário podem estar contidos em um ou mais invólucros ou acondicionados
separadamente.

1.2.1.2 Transdutores/Transmissores

Em sistemas de medição eletrônica, o elemento secundário é um transdutor eletromecânico que responde a entradas de
pressão, temperatura, pressão diferencial, freqüência, densidade relativa, ou outras variáveis. Estes transdutores
basicamente respondem às variações dos parâmetros medidos com as correspondentes alterações nos valores elétricos.
Estes dispositivos são denominados transmissores quando forem dimensionados especificamente para propiciar a
transmissão das informações de um local para outro com a utilização de um circuito eletrônico que converte o sinal de
saída do transdutor para um sinal padrão. O sinal pode ser, mas não obrigatoriamente, analógico, digital ou em forma de
freqüência.

1.2.1.3 Processamento do sinal

O sinal eletrônico do elemento secundário transmite a informação para o elemento terciário (computador de vazão). O
elemento terciário recebe a informação, insere-o em instruções programadas, e calcula a quantidade de gás que flui pelo
elemento primário.

1..2.1.4 Exatidão do sistema

Considerando-se que o uso de tecnologias digitais propicia a obtenção de uma boa exatidão, é fundamental a
conscientização de que cada elemento primário, secundário ou terciário possuem suas incertezas inerentes. O
computador de vazão eletrônico não atua na exatidão dos elementos primários ou secundários a não ser quando forem
executados procedimentos de linearização. Portanto cada incerteza deve ser considerada separadamente quando nos
referimos à incerteza global do sistema.
1.2.1.5 Processamento de dados

Os dados que o sistema de medição de gás processam devem estar em acordo com as seções pertinentes desta norma.

1.2.2 Definições

1.2.2.1 Introdução

O propósito destas definições é o de esclarecer a terminologia usada nesta norma. As definições não pretendem se
constituir em um dicionário completo dos termos usados na área de medição e também não tem a pretensão de ser um
glossário de termos inconclusivos, assim como conflitar com outras normas existentes.

1.2.2.2 Palavras e termos

Período de aquisição é um grupo de dias contratado, por exemplo, semana, mês e assim por diante.

Conversor analógico/ digital ( A/D ) é um processador de sinal que converte um sinal analógico para uma grandeza digital
correspondente.

Exatidão uma grandeza que mensura o quanto o resultado de um cálculo ou de uma leitura de um instrumento se
aproxima de seu valor real.

Auditagem seqüencial é o registro de um sistema de medição eletrônica de gás contendo verificação ou resultados de
calibração de todos elementos secundários e terciário, especificações atualizadas para o elemento primário, dados
constantes , datas e horários de qualquer alteração que venha a afetar os volumes contabilizados, todos os registros
necessários para auditoria e geração de relatórios, podendo incluir as identificações daqueles que realizaram estas
mudanças.

Pressão Média de Fluxo é o valor médio da pressão estática do gás medida em um determinado período calculado por
uma das técnicas de cálculo de média dadas no apendix B.

Temperatura Média de Fluxo é o valor médio da intensidade de calor medido do gás durante um certo período de
escoamento.

Calibração de “span” é a diferença entre os limites máximo e mínimo calibrados da escala.

Termômetro certificado é um instrumento que mede temperatura cuja performance é rastreada a um padrão primário
mantido por laboratórios afiliados a RBC ou reconhecidos internacionalmente.

Registro de configuração é um registro que contém e identifica todos os parâmetros selecionados para a geração de um
registro de uma quantidade transacionada.

Parâmetro Constante é qualquer valor que afeta as quantidades calculadas, porém não associado a propriedades ou ao
estado do gás, e que não varia com freqüência. Diâmetros de placas de orifício , diâmetros internos de tubulações,
relações pulsos x volume de medidores lineares, pressão base, são exemplos de parâmetros constantes.

Dia Contratado é um período de tempo de 24 horas consecutivas que se inicia no horário especificado no contrato.

Conversor digital/analógico (D/A) é um processador de sinais que converte uma grandeza digital em um sinal elétrico
analógico proporcional.

Período de Registro corresponde ao ano, mês ou dia referente a um registro de uma quantidade transacionada.

Pressão Diferencial é a diferença entre as pressões a montante e a jusante de um elemento primário.

Transmissor de Pressão Diferencial é o elemento sensor de pressão diferencial que converte a pressão diferencial oriunda
de um ou mais elementos primários, em um sinal.

Medição Eletrônica de Gás (MGE) é o processo no qual as vazões de gás são calculadas através de um computador
eletrônico. O seu processamento pode ser executado diretamente no campo nas adjacências do elemento primário, ou
após transferência de dados para outro computador em qualquer outro local. Esta transferência pode ocorrer de forma
manual, com a utilização de um dispositivo de armazenamento de dados, ou de forma automática , com a utilização de
sistemas de comunicações.

Registro de Eventos é um registro de todas as anormalidades e alterações nos parâmetros de registro de configuração
que ocorrem e podem influenciar os registros das quantidades transacionadas.

Computador de Vazão é um processador associado a uma unidade de memória que recebe sinais elétricos convertidos
que representam variáveis do sistema de medição de gás e que executa cálculos objetivando disponibilizar vazões e
totalizações. Opcionalmente, este dispositivo pode fornecer a determinação de energia.
Média de Tempo de Escoamento é o valor médio ponderado no tempo sobre o qual é medida ou calculada uma variável
usando apenas amostras obtidas durante o escoamento do gás.

Linha de Medição é a tubulação que interliga a tomada de um medidor com um elemento sensor ou analisador.

Variável de Entrada significa para o propósito de um Instrumento eletrônico de medição de gás, o valor associado ao
escoamento ou ao estado do gás, que entra no computador com o propósito de fazer parte do cálculo. Esta entrada pode
ser uma variável medida por um transdutor/transmissor ou valores fixos inseridos manualmente. Pressão, temperatura e
Densidade Relativa são exemplos de variáveis de entrada.

Medidor Linear é o medidor de vazão linear que gera um sinal, tipicamente um trem de pulsos, que representa volumes
não convertidos. Medidores lineares abrangem medidores tipo turbina, medidores tipo deslocamento positivo, medidores
tipo vortex, medidores tipo rotativo, etc.

Vazão Mínima de Corte (cut-off) é a vazão abaixo da qual o volume de gás não mais é calculado.

“Off site” é o que não está nas proximidades do elemento primário.

“On site” é o que está nas proximidades do elemento primário

Incerteza de Desempenho é a habilidade de um instrumento ou sistema repetir parâmetros definidos de testes dentro de
uma faixa de condições de operação.

Quantidade é o volume, massa ou energia acumulada durante o período de registro.

Registro de Quantidade Transacionada é o conjunto de valores históricos, valores calculados e outras informações,
fornecidos em uma formatação pré-determinada, que subsidiam o cálculo de uma quantidade em um determinado período
de aquisição.

Metodologia de Rans é um método de avaliação estatística desenvolvido pelo Sr Rick Rans, com o objetivo de estimar a
incerteza da medição existente em qualquer vazão através de uma placa de orifício ou de um medidor linear para uma
determinada frequência de amostragem dos parâmetros de escoamento .

Freqüência de Amostragem é o número de vezes por unidade de tempo em que uma variável de entrada (por exemplo 12
vezes por minuto) é extraída para monitoração, acumulação ou processamento.

Período de Amostragem é o tempo em segundos entre extrações dos parâmetros de escoamento para propósitos de
acumulação e processamento.

Pressão Estática é a força por unidade de área exercida pelo gás em um determinado ponto selecionado no sistema. A
pressão estática nas instalações de um medidor de orifício é medida em um das tomadas de pressão diferencial. A
pressão estática em medidores volumétricos é medida na carcaça do medidor. A pressão manométrica é a pressão
estática medida que não incorpora a pressão atmosférica . Pressão absoluta é a pressão estática medida diretamente ou
calculada que incorpora a pressão atmosférica. A pressão atmosférica pode ser assumida como sendo constante em um
lugar específico, determinada em função da sua altitude para efeitos de cálculos de vazão e de consumo de energia.

Transmissor de Pressão Estática é o elemento sensor de pressão estática que converte a pressão exercida no interior do
medidor em um sinal. Esta pressão pode ser absoluta ou manométrica. O sinal produzido deve ser compatível com os
requisitos da entrada do Computador de Vazão.

Transmissor de temperatura é o elemento sensor de temperatura que converte a temperatura do gás que escoa em um
sinal. O sinal produzido deve ser compatível com os requisitos da entrada do Computador de Vazão.

Transdutor de Medição é o elemento que gera um sinal elétrico, analógico ou digital o qual é proporcional ao parâmetro
das variáveis em questão tais como pressão estática, pressão diferencial, e temperatura, cujos sinais são transmitidos ao
Computador de Vazão. O termo é tipicamente utilizado como sinônimo de transmissor.

Transmissor é o elemento que a partir de um sinal elétrico, analógico ou digital oriundo do transdutor converte-o ou
amplifica-o em um sinal apropriado compatível com a entrada do Computador de Vazão.

incerteza de medição é o parâmetro associado ao resultado de uma medição, que caracteriza a dispersão dos valores que
podem ser fundamentalmente atribuídos a um mensurando.

quantidade não convertida é a quantidade acumulada em período correspondente ás vazões não corrigidas para as
condições padrão.

1.2.3 Símbolos

Os seguintes símbolos relacionados a medição eletrônica de gás são utilizados:


SÍMBOLO QUANTIDADE REPRESENTADA
AVQ Quantidade volumétrica nas condições de medição
AVQ BMP Quantidade volumétrica nas condições de medição por unidade de tempo
bmp Unidade de tempo definida pelo fator de multiplicação de base.
BMV Valor multiplicador integral
BMVBMP Fator de multiplicação de base para unidade de tempo
Cd(FT) Coeficiente de Descarga da placa de orifício
Counts Contagem de pulsos acumulada pelo dispositivo de medição de vazão para um intervalo de
tempo n
D Diâmetro da placa de orifício calculado na temperatura de medição
dt intervalo de tempo entre a integração de amostras
dr Diâmetro da placa de orifício
Dr Diâmetro interno de referência do medidor
Ev Velocidade do fator de aproximação
Fpb Fator de pressão de base
Fpm Fator de pressão
Ftb Fator base de temperatura
Ftm Fator da temperatura do escoamento
Gr Densidade relativa na condição de medição
hw Pressão diferencial no orifício em polegadas de água a 600 F
Imp Base de tempo definida pelo período do multiplicador integral
IMV Valor Multiplicar Integral
IMVimp Valor multiplicador integral para o período do multiplicador integral
iv valor integral da equação de fluxo
IV Valor Integral acumulado entre t0 a t
IVimp Valor integral acumulado entre t0 e timp
K Constante do medidor linear em contagem de pulsos por unidade de volume.
N Número de amostras coletadas durante um período de amostragem
P Pressão diferencial no orifício
Pb Pressão base
Pf Pressão na condição de medição (pressão estática absoluta)
Pft Pressão na tomada de pressão (a montante)
qm Vazão mássica por segundo
qt Equação da vazão para quantidades em função dos volumes
Qb Vazão volumétrica de base (pés cúbicos nas condições de base)
Qbmp Quantidade para um período multiplicador de base
Qday Quantidade acumulada em um dia
Qf Vazão instantânea nas condições de medição
Qhour Quantidade acumulada em uma hora;
Qimp Quantidade acumulada no período do multiplicador integral
Qn Quantidade correspondente ao intervalo dt
Qperiod Quantidade por período;
Qt Quantidade unitária acumulada entre o tempo t0 e o tempo t
Qv Vazão volumétrica na condição base
s Relação de compressibilidade(Zb/Zf).
t Tempo t ao final da operação
to tempo 0 correspondente ao início da totalização
Tb Temperatura na condição base
Y1 Fator de expansão (na tomada a montante)
Tf Temperatura na condição de medição em graus Rankine
Yt Fator de Expansão (a montante)
Zb .Fator de compressibilidade nas condições de base ;
Zf Fator de compressibilidade nas condições de medição ;
Zft Compressibilidade a montante na condição de medição , Pft, Tf
Zs Compressibilidade na condição base , Ps, Ts
∑ Operação de soma para n intervalos de tempo
ρb Densidade do fluído na condição base

1.3 Normas referenciadas:

As seguintes normas são mencionadas neste texto:


AGA
Report No 5 : Fuel Gas Energy Metering
Report No.7: Measurement of gas by turbine meters
Report No.8: Compressibility factors of natural gas and other hidrocarbon gases
Classification of Gas Utility Areas for Electrical Installations

API

Manual of Petroleum Measurement Standards


Chapter 1, "Vocabulary', " Chapter 14, "Natural Gas Fluids Measurement," Section 1, "Collecting and Handling of Natural
Gas Samples for Custody Transfer":
Section 3, 'Concentric , Square-Edged Orifice Metens1' (ANSI2/API 2530, A.G.A. Report No. 3, GPA3 8185)

GPA
Sid 2261 Analysis for Natural Gas and Similar Gaseous Mixtures by Gas Chromatography
Sid 2286 Tentative Method i of Extended Analysis for Natural Gas and Similar Gaseous Mixtures by Temperature
Programmed Gas Chromatography

NFPA4
NFPA 70 National Electric Code (NEC)

NOTAS EXPLICATIVAS:
1
American Gas Association, 1515 Wilson Blvd., Arlington. Virginia 22209
2
American National Standards Institute, 11 West 42nd Street, New York, New York, 10036
3
Gas Processors Association, 6526 East 60th Street, Tulsa, Oklahoma, 74145.
4
National Fire Protection Association, 1 Batterymarch Park, Quincy , Massachusetts 02269-0101

1.4 Algoritmos para medição eletrônica de vazão

Esta seção estabelece os elementos necessários e a formulação dos algoritmos tanto para o cálculo da medição através
de diferencial de pressão, como também para medidores lineares. A composição dos algoritmos estabelecem
sistemáticas de amostragem , metodologias de cálculo e técnicas de estabelecimento de valores médios representativos.
Cada elemento constituinte do algoritmo é aplicável a determinada equação de vazão, no entanto, a formulação global
do algoritmo é estabelecida de maneira a assegurar confiabilidade a um sistema de medição de gás
Ao aplicar estes métodos à medição através de placa de orifício . as equações de vazão apropriadas são encontradas na
última revisão da API NPMS, capítulo 14.3 , parte 1 a parte 4. Todas as equações mencionadas , tais como a equação de
estado para compressibilidade utilizando o A.G.A. report No 8 ,devem ser aplicadas tomando como base as últimas
revisões das normas.
As equações de vazão apropriadas para aplicação destes métodos para medição linear são encontradas na última revisão
da AGA report No 7 . Todas as equações mencionadas , tais como a equação de estado para compressibilidade deve ser
aplicada tomando como base a última revisão desta norma.

1.4.1 Considerações Gerais

Para a elaboração desta norma, o efeito da amostragem e das freqüências de calculo durante as flutuações das vazões e
as aplicações dos vários algoritmos foram simuladas através de modelagens computacionais. Um modelo estatístico
conhecido como “Metodologia Aleatória” adotado parcialmente, serviu como base apara a amostragem e a freqüência de
cálculos de maneira a assegurar limites para a incerteza estatística. Esta metodologia está descrita no anexo A.

Devido ao fato de que uma determinada quantidade tanto poder ser expressa em unidades de massa, energia ou volume,
e considerando que as equações requeridas para o cálculo de cada uma destas grandezas são diferentes, a intenção
desta norma não a de definir todas as variáveis das equações das vazões, mas sim, estabelecer diretrizes específicas
através de composições de algoritmos aplicáveis a todos sistemas de medição de gás eletrônica .

1.4.2 Medição através de diferencial de pressão

Nas aplicações que envolvem medição de pressão diferencial, a quantidade total é determinada pela integração da
equação da vazão em um intervalo de tempo definido. Matematicamente este cálculo é expresso da seguinte maneira:

t
Qt = ∫ qt dt
t0
onde:

∫ = integral de t0 a t
Qt = quantidade unitária acumulada entre o tempo t0 e o tempo t
qt = equação da vazão para quantidades em função dos volumes
dt = intervalo de tempo entre a integração de duas amostras.

Nota: as unidades de tempo para qt e dt devem ser consistentes


As variáveis utilizadas no cálculo da vazão são tipicamente não estáticas , no entanto uma quantidade verdadeira é
obtida através da integração da vazão em um intervalo de tempo no qual as condições de processo variam continuamente.

Seis algoritmos críticos são requeridos para integrar a vazão obtida pela pressão diferencial conforme definido em 1.4.1.1,
a 1.4.2.5, 1.4.4 e 1.4.5. Estas operações facultam que o cálculo da vazão seja expresso pelo produto do Valor
Multiplicador Integral (IMV) e Valor Integral (IV) . Cada um destes fatores , conforme definição , podem ser calculados
utilizando intervalos de tempo variáveis e independentes . Uma base de tempo comum precisa ser definida para o cálculo
da quantidade conforme exposto abaixo:

Qimp = VMIimp IVimp

Onde:
imp = base de tempo definida pelo período do multiplicador integral
Qimp = Quantidade acumulada no período do multiplicador integral (imp)
IMVimp = valor do multiplicador integral para o período do multiplicador integral
IVimp = valor integral acumulado entre t0 e timp, calculada como:

timp
IVimp = ∫ iv dt
t0

onde:

iv = valor integral da equação de fluxo


dt = intervalo de tempo entre a integração de amostras
t0 = tempo de início da integração do multiplicador integral
timp = tempo de fim da integração do multiplicador integral

1.4.2.1 Amostragem das Variáveis de Vazão – Medição através de Pressão Diferencial

A freqüência mínima de amostragem para qualquer variável dinâmica é de uma vez a cada segundo. As amostras obtidas
em intervalos de tempo inferiores a um segundo devem ter as suas médias calculadas pelas técnicas definidas no item
1.4.4
Uma freqüência de amostragem menor pode ser utilizada desde que seja demonstrado pela metodologia de Rans que a
diferença entre a incerteza associada com esta freqüência e a incerteza associada com a freqüência de amostragem de
um segundo, não supere 0,05% para determinada aplicação, e que a metodologia seja acordada entre as partes
envolvidas

1.4.2.2 Cálculo do valor Integral

Valor Integral (IV) é o valor resultante da integração do fator da equação do cálculo da vazão que melhor representa as
condições de variações contínua na vazão em determinado período de tempo. Matematicamente:

t
IV = ∫ iv dt
t0

onde:
IV = Valor Integral acumulado entre t0 a t
iv = equação para o cálculo do valor integral
dt = intervalo de tempo entre a integração de amostras

Quando se utilizar placas de orifício para cálculos volumétricos, o mínimo recomendado para o fator da equação de cálculo
da vazão deve ser a raiz quadrada do produto da pressão diferencial pela pressão estática absoluta. Matematicamente:

t
IV = ∫ √∆P Pf dt
t0

onde:
Pf = pressão de fluxo (pressão estática absoluta)
IV = Valor Integral
∆P = pressão diferencial na placa de orifício
dt = intervalo de tempo entre a integração de amostras
As variáveis utilizadas para executar cada integração são determinadas pelas metodologias dadas no item 1.4.2.1 . O valor
Integral (IV) deve ser processado e calculado no mínimo a cada segundo. É recomendado que as freqüências de
amostragem e integração sejam as mesmas .
Uma freqüência de integração menor pode ser utilizada desde que seja demonstrado pela metodologia de Rans que a
diferença entre a incerteza associada com esta freqüência e a incerteza associada com a freqüência de amostragem de
um segundo, não supere 0,05% para determinada aplicação, e que a metodologia seja acordada entre as partes
envolvidas.

1.4.2.3 Detecção de Vazão Nula

Uma vazão mínima de corte para medição pela pressão diferencial deve ser estabelecida contratualmente entre as partes
envolvidas tomando como base a realidade das condições operacionais

1.4.2.4 Cálculo do valor multiplicador integral (VMI)

Um valor multiplicador integral (IMV) é o valor resultante do cálculo de todos os outros fatores da equação da vazão, não
incluídos no valor integral (IV).
Ao final de cada período multiplicador integral (imp), um valor multiplicador integral (VMI ) é calculado a partir das variáveis
de entrada de vazão, determinadas usando-se as técnicas apresentadas em 1.4.2.1. O período multiplicador integral (imp)
não deve exceder uma hora. Um período multiplicador integral (imp) de menos de uma hora deve ser escolhido de tal
forma que um número integral (inteiro) de períodos multiplicadores ocorra durante uma hora.

1.4.2.5 Cálculo da quantidade – Medição com medidor de pressão diferencial

Uma vez computado o valor multiplicador integral (IMV), ele é multiplicado pelo valor integral (IV) de modo a computar a
quantidade para o período multiplicador integral (imp). Na forma de equação, o cálculo da quantidade para o período
multiplicador integral (imp) é expressa como :

Qimp = VMIimp VIimp

Onde:
imp = uma unidade de tempo definida para o período multiplicador integral
Qimp = quantidade acumulada para o período multiplicador integral (imp)
VMIimp = valor multiplicador integral para o período multiplicador integral (imp)
VIimp = valor integral acumulado entre os tempos t0 e timp

1.4.2.6 Exemplo: Aplicação da equação da vazão – Medição com medidor de pressão diferencial

Uma aplicação prática dos métodos anteriormente citados para quantidades volumétricas de gás natural nas condições
base é apresentada neste item. De acordo com o MPMS da API, capítulo14.3 – parte 3, a relação volumétrica de gás nas
condições base (Equação 3-6B) é dado por :

Pf1 Zs hw
Qv = 7709,61 Cd (FT) Ev Y1 d2
Gr Zf1 Tf

Retendo a expressão para valor mínimo integral, a equação prática para a vazão volumétrica pode ser expressa como :

Qv = BMV Pf hw

Onde:

BMV representa o valor multiplicador integral e tem o seguinte valor :

Zs
BMV = 7709,61 Cd (FT) Ev Y1 d2
Gr Zf1 Tf

Assumindo que o período multiplicador integral é de uma hora e que os períodos de amostragem e de valor integral são de
um segundo, o valor integral seria dado por :

3600
Σ
VI = Pf hw
I=1
E a quantidade total de gás para o período multiplicador integral seria calculado pela seguinte equação :

IV
Qf = VMI x
3600

Onde :

O fator de 3600 converte o valor integral de segundos para horas;


O valor multiplicador integral seria calculado usando médias apropriadas de Tf , Pf1 , Gr , hw e o valor integral.
Neste exemplo, hw = ∆ P.

1.4.3 Medição com medidor linear

Em aplicações de medição linear, a quantidade total é determinada pela somatória da vazão sobre seu intervalo de tempo
definido. Na forma de equação, o cálculo da quantidade total é expressa como :

n = (t-t0)/dt
Σ
Qt =Σ
Qn
n = t0

Onde:
Σ = Operação de soma para n intervalos de tempo
Qt = Quantidade unitária acumulada entre o tempo t0 e o tempo t
Qn = Quantidade correspondente ao intervalo dt
dt = diferença uniforme de tempo entre intervalos de vazão
t0 = tempo 0 correspondente ao início das operações

Nota: qt = vazão = Qt/t = equação para a determinação da vazão, considerando a quantidade por unidade de tempo.
As variáveis de processo que definem a quantidade de fluxo são tipicamente não estáticas; consequentemente, a
quantidade total verdadeira é a totalização do fluxo para um determinado intervalo, levando em consideração a contínua
variação das condições operacionais.
Em aplicações relativas à medição linear, o elemento primário expressa a medição em unidades volumétricas nas reais
condições de medição . O volume para um determinado intervalo de tempo é apurado através da contagem de pulsos os
quais são linearmente proporcionais à uma unidade de volume:
Qn = pulsos/k

Onde:
Qn = quantidade correspondente ao intervalo de tempo n
pulsos = contagem de pulsos acumulada pelo dispositivo primário, para um intervalo de tempo n ;
k = constante do medidor linear em contagem de pulsos por unidade de volume.

Nota: Muitos medidores lineares são projetados com k unitário ou múltiplo de 10.

Para calcular a quantidade de energia ou massa em base volumétrica equivalente, seis algoritmos são necessários e
encontram-se definidos nos itens 1.4.3.1 ao 1.4.3.5, 1.4.4 e 1.4.5.
Essas operações permitem que o cálculo das quantidades sejam executadas através do produto da quantidade
volumétrica nas condições de medição (AVQ) e fator de multiplicação de base (BMV). Cada um desses fatores acima
definidos podem ser calculados usando intervalos de tempo independentes. Para o cálculo da quantidade total deve ser
definida uma unidade de tempo comum:

Q bmp = AVQ bmp x BMV bmp

Onde:
bmp = unidade de tempo definida pelo fator de multiplicação de base.
Q bmp = quantidade totalizada nas condições /base (rever item 1.4.2.6.) na mesma unidade de tempo (bmp).
AVQ bmp = quantidade volumétrica nas condições de medição por unidade de tempo(bmp)
BMV bmp = fator de multiplicação de base para unidade de tempo (bmp).

1.4.3.1 Amostragem das variáveis de vazão – medições com medidor linear

A freqüência mínima de amostragem para uma variável de entrada dinâmica deve ser de uma vez a cada 5 segundos.
Amostragens múltiplas obtidas dentro do intervalo de tempo de 5 segundos podem ser combinadas como uma média,
calculada usando qualquer uma das técnicas apresentadas em 1.4.4. Quando a saída do sensor primário for menor que
0,2 hertz (Hz), as variáveis de entrada podem ser amostradas uma vez por ciclo.
Uma freqüência de amostragem menor pode ser utilizada desde que seja demonstrado pela metodologia de Rans que a
diferença entre a incerteza associada com esta freqüência e a incerteza associada com a freqüência de amostragem de
cinco segundo, não supere 0,05% para determinada aplicação, e que a metodologia seja acordada entre as partes
envolvidas.

1.4.3.2 Cálculo de quantidade volumétrica nas condições de medição

Quantidade volumétrica nas condições de medição (AVQ) é o valor resultante do cálculo de contagens acumuladas de
pulsos de um dispositivo de medição de vazão dividido pela constante do medidor (k), representando um período de
tempo específico. Na forma de equação, cálculo do valor integral é expresso por:

Onde:
Qn = quantidade correspondente ao intervalo de tempo n;
Qn = pulsos / k

pulsos = contagem de pulsos acumulada pelo dispositivo de medição de vazão ( 1) para um intervalo de tempo n ;
K = constante do medidor linear em contagem de pulsos por unidade de volume.

Todas as contagens de pulsos de um dispositivo de medição de vazão de um medidor linear devem ser totalizadas. A
quantidade volumétrica nas condições de medição (AVQ) deve ser calculada e a somatória executada, no mínimo em um
intervalo equivalente à unidade de tempo (bmp).

1.4.3.3 Detecção de vazão nula

Vazão nula deve ser definida como a ausência de contagem de pulsos durante qualquer unidade de tempo (bmp). Durante
o período sob condição de vazão nula, as variáveis de entrada amostradas devem ser descartadas do cálculo das médias.

1.4.3.4 Cálculo do valor multiplicador de base

O fator multiplicador de base (BMV) é o valor resultante do cálculo de todos os outros fatores da equação das quantidades
de base não incluídas no fator multiplicador da quantidade volumétrica nas condições de medição (AVQ).

No final de cada período multiplicador de base (unidade de tempo - bmp), um valor multiplicador de base (BMV) é
calculado a partir das variáveis de vazão de entrada conforme determinado pelas técnicas apresentadas em 1.4.3.1. O
período de tempo base (bmp) não deve exceder uma hora.

1.4.3.5 Cálculo das quantidades – Medição com medidor linear

Uma vez determinado o fator multiplicador de base (BMV), ele é multiplicado pela quantidade volumétrica nas condições
de medição (AVQ) de modo a se determinar a quantidade para uma unidade de tempo (bmp). Na forma de equação, o
cálculo da quantidade para o período multiplicador de base (unidade de tempo - bmp) é expressa do seguinte modo:

Qbmp = AVQbmp X BMVbmp

Onde :
bmp = unidade de tempo definida pelo fator de multiplicação de base.
Q bmp = = Quantidade para um período multiplicador de base
AVQ bmp = quantidade volumétrica nas condições de medição por unidade de tempo(bmp)

BMV b m p = fator de multiplicação de base para unidade de tempo (bmp).

1.4.3.6 Exemplo: Aplicação da equação da vazão – Medição com medidor linear

Para medidores do tipo turbina, uma aplicação prática para o cálculo da vazão volumétrica nas condições de base,
pode ser expressa na forma da seguinte equação:

Qb = Qf x Fpin x Fpb x Ftb x s ou Qb = AVQ x BMV


Onde :

Qb = Vazão volumétrica de base – pés cúbicos nas condições de base


AVQ = Qf = quantidade volumétrica nas condições de medição
BMV = Fpin x Fpb x Ftb x s

No Relatório A.G.A. no. 7 , os fatores são definidos do seguinte modo :

Fpin = fator de pressão = Pf /14,73 psi


Fpb = fator de pressão de base = 14,73 psi / Pb (2);
Ftm = fator da temperatura do escoamento = 519,67o F /Tf ;
Ftb = fator base de temperatura = Tb / 519,67o F ; (2)
s = Zb/Zf = relação de compressibilidade ;
Zb = fator de compressibilidade nas condições de base ;
Zf = fator de compressibilidade nas condições de medição ;

NOTA EXPLICATIVAS:
(1)Dispositivo de medição de vazão; De acordo com definição do INMETRO, corresponde ao componente de um medidor
que converte a vazão do volume ou a massa do gás a ser mensurando em sinais, que são transmitidos para o dispositivo
calculador. Esta transmissão pode ser feita por meio próprio ou pelo uso de uma fonte de alimentação externa.
(2) Não aplicável ao Brasil

1.4.4 Técnicas para determinação de valores médios

Podem ser aplicadas quatro técnicas diferentes para determinação de valores médios, nas variáveis de vazão amostradas
ou variáveis de entrada usadas para calcular as quantidades escoadas ou para fornecer valores conforme detalhado em
1.6, requisitos de auditoria e relatórios. Essas técnicas são as seguintes:

a. Determinação linear da média ponderada no tempo, dependente do escoamento;


b. Determinação por fórmula da média ponderada no tempo, dependente do escoamento;
c. Determinação linear da média ponderada na vazão;
d. Determinação por fórmula da média ponderada na vazão;

Uma explicação detalhada sobre cada técnica de determinação de valores médios está apresentada no anexo B. A
metodologia de Rans pode ser usada para verificar o desempenho do método utilizado e demonstrar que a diferença entre
os métodos é tipicamente desprezível.

1.4.5 Cálculo das quantidades horárias e diárias

Para totalizar as quantidades de acordo com 1.6.2.1 e 1.6.2.3, requisitos de auditoria e relatórios, a seguinte equação se
aplica:

Q period = ∑t =to Qimp Q period = ∑ t = to Qbmp


t t
ou

onde:

∑ = Somatória do tempo to a t;
t = to
Qimp = Quantidade para um período multiplicador integral;
Qbmp = Quantidade para um período multiplicador de base;
Qperiod = Quantidade por período;
to = Tempo 0, no início da operação (Qperíod);
t = Tempo t ao final da operação (Qperíod).

Podem ser incluídos os seguintes períodos padrão de apresentação do volume totalizado :

Qhour = Quantidade acumulada em uma hora;

onde:
to = tempo 0 correspondente ao início da totalização;
t = 3600 segundos, t = 60 minutos ou t = 1 hora.

Qday = Quantidade acumulada em um dia


onde:
to = tempo 0 correspondente ao início da totalização
t = 86400 segundos, t = 1440 minutos ou t = 24 horas.

1.4.6 Compressibilidade, densidade e poder calorífico

A compressibilidade, densidade e o poder calorífico devem ser solicitadas como variáveis nos cálculos das
quantidades expressas em várias unidades de massa, energia e volume. Quando requerido, a compressibilidade, a
densidade e o poder calorífico podem ser determinados utilizando normas reconhecidas referidas nas equações de vazão
adequadas à aplicação, ou outras normas reconhecidas por consenso.
A compressibilidade, densidade e o poder calorífico podem ser introduzidos no cálculo como uma constante,
escolhida entre os dados de entrada, ou um valor calculado utilizando uma combinação de um valor constante e valores
amostrados de entrada selecionados. A maximização da freqüência de atualização das variáveis minimizará a incerteza
associada ao uso de valores constantes e valores amostrados de entrada. Todos os valores selecionados devem ser
determinados usando técnicas apresentadas em 1.4.2.1 e 1.4.3.1 e serem consistentes com o intervalo de tempo da
aplicação.
1.5 Disponibilidade de dados

Os requisitos para esta seção têm intenção de assegurar que o mínimo de dados necessário é coletado e registrado, com
o objetivo de permitir a determinação adequada das quantidades medidas pelo elemento primário e permitir a execução de
uma auditoria da operação do sistema e da determinação das quantidades.

1.5.1 Instalações com medidor diferencial

1.5.1.1 Cálculos executados no local de medição

Para sistemas de medição por pressão diferencial, onde os cálculos de transferência de custódia são executados no local
de medição, as informações requeridas de 1.5.1.1.1 a 1.5.1.1.7 devem estar disponíveis no local, ou deve ser possível
coletá-las no local com um dispositivo portátil de coleta de dados.

1.5.1.1.1 Os dados coletados ou utilizados desde o último período completo de coleta de dados incluem, mas não se
limitam, aos seguintes valores:

a. Valores médios, registrados pelo menos uma vez por hora, de temperatura, pressão e pressão diferencial. Caso forem
entradas livres, também os valores de densidade relativa, poder calorífico, composição e densidade;

b. Totalizações, no mínimo horárias;


c. Datas e horários do registro de todas as médias e totalizações;
d. Quantidade total acumulada, durante cada período de medição especificado contratualmente.

1.5.1.1.2 Variáveis de entrada que afetam a medição incluem, mas não se limitam, aos seguintes valores:

a. Diâmetro de referência do medidor (Dr), diâmetro de referência do orifício interno(dr), e a faixa de medição calibrada
para pressão, pressão diferencial e temperatura;
b. Valores de entrada de densidade relativa, poder calorífico, composição, densidade, ou quaisquer outros termos
necessários ao cálculo, se houverem outros que não as entradas livres.

1.5.1.1.3 Leituras instantâneas ou mostradas para os valores de pressão, pressão diferencial, temperatura, vazão,
quantidades acumuladas, e qualquer alarme ou condição de erro cuja ocorrência possa ser verificada no local de medição.
Densidade relativa, poder calorífico, composição e densidade, devem também estar disponíveis, se forem entradas ativas.

1.5.1.1.4 Uma cópia gravada, por meio eletrônico ou não, das leituras, inclui, mas não se limita a:

a. Valores de calibração do equipamento pré existentes para a pressão, pressão diferencial e temperatura. Caso forem
entradas livres, também os valores de densidade relativa, poder calorífico, composição e densidade;
b. Os valores antigos e novos de quaisquer variáveis de entrada alterados e que afetem as quantidades calculadas;
c. Um resumo completo de todos os alarmes e condições de erro que afetem as medições , incluindo uma descrição de
cada condição de alarme;
d. Um resumo diário indicando os momentos de vazão e com vazão nula;
e. A data e horário de todos os eventos registrados devem ser identificados cronologicamente.

1.5.1.1.5 O relatório de quantidades inclui, mas não se limita às totalizações de quantidades totais diárias de transferência
de custódia e valores médios de pressão, pressão diferencial e temperatura. Os valores da densidade relativa, poder
calorífico, composição e densidade, devem também estar inclusas, se forem entradas ativas. Esse relatório deve ser
gravado na sua totalidade na memória da unidade, ou então, estar disponível no local de medição, segmentado para cada
intervalo estabelecido.

1.5.1.1.6 Um número de identificação único para o sistema de medição deve estar disponível no local de medição.

1.5.1.1.7 Todos os dados originais, bem como aqueles adicionados em intervenções posteriores, deverão estar
disponíveis para o período atual de coleta de dados. Dados para períodos mais longos podem estar também disponíveis,
no local de medição ou remotamente, e devem estar consistentes com os requisitos da auditoria.

1.5.1.2 Cálculos executados remotamente

Para sistemas onde os cálculos de transferência de custódia são feitos remotamente, as informações solicitadas de
1.5.1.2.1 a 1.5.1.2.4, devem estar disponíveis.

1.5.1.2.1 Indicações instantâneas, tomadas no local de medição para os valores de pressão, pressão diferencial, e
temperatura devem estar disponíveis. Caso forem entradas ativas, também devem estar disponíveis os valores de
densidade relativa, poder calorífico, composição e densidade.

1.5.1.2.2 Um número único de identificação, para todo o sistema de medição, deve estar disponível, tanto localmente
quanto remotamente.
1.5.1.2.3 Para sistemas onde os cálculos de transferência de custódia são realizados remotamente, os mesmos dados
devem estar disponíveis no local da leitura remota, como solicitado em 1.5.1.1 para cálculos executados no local de
medição, ressalvadas as exceções apresentadas em 1.5.1.1.3.

1.5.1.2.4 Indicações de alarme ou condições de erro devem estar disponíveis remotamente.

1.5.2 Instalações com medidor linear

1.5.2.1 Cálculos executados no local de medição

Para sistemas lineares de medição, onde os cálculos de transferência de custódia são executados no local de medição, a
informação requerida de 1.5.2.1.1 a 1.5.2.1.7 deve estar disponível no local, ou deve ser possível coletá-la no local com um
dispositivo portátil de coleta de dados.

1.5.2.1.1 Os dados registrados ou utilizados desde o último período completo de coleta de dados incluem, mas não se
limitam, aos seguintes valores:

a. Valores médios, coletados pelo menos uma vez por hora, de temperatura e pressão. Caso forem entradas ativas,
também os valores de densidade relativa, poder calorífico, composição e densidade;
b. Totalizações, não convertidas e convertidas pelo menos uma vez por hora;
c. Datas e horários do registro de todas as médias e totalizações;
d. Quantidade total acumulada, durante cada período de medição especificado contratualmente.

1.5.2.1.2 Variáveis de entrada que afetam a medição incluem, mas não se limitam, aos seguintes valores:

a. Fator k ou do medidor e a faixa de medição calibrada para todas as faixas ajustáveis de pressão e temperatura;
b. Valores de entrada de densidade relativa, poder calorífico, composição, densidade, ou quaisquer outros termos
necessários ao cálculo, se houverem outros que não as entradas ativas.

Leituras instantâneas ou indicação para os valores de pressão, temperatura, vazão, quantidades acumuladas, e qualquer
alarme ou condição de erro, deve estar disponíveis no local de medição. O valor de densidade relativa, poder calorífico,
composição e densidade, devem também estar disponíveis, se forem entradas ativas.
1.5.2.1.4 Uma cópia gravada, por meio eletrônico ou não, das leituras, inclui, mas não se limita a:

a. Valores de calibração do equipamento pré existentes para a pressão, fator k do medidor e temperatura. Caso forem
entradas ativas, também os valores de densidade relativa, poder calorífico, composição e densidade;
b. Os valores antigos e novos de quaisquer variáveis de entrada alterados e que afetem as quantidades calculadas;
c. Um resumo completo de todos os alarmes e condições de erro que afetem as medições , incluindo uma descrição de
cada condição de alarme;
d. Um resumo diário indicando os momentos de vazão e com vazão nula;
e. A data e horário de todos os eventos registrados devem ser identificados cronologicamente.

1.5.2.1.5 O relatório de quantidades inclui, mas não se limita às totalizações de quantidades totais diárias de transferência
de custódia e valores médios de pressão, vazão e temperatura. E também, valores médios da densidade relativa, poder
calorífico, composição e densidade, devem também estar inclusas, se forem entradas ativas. Esse relatório deve ser
gravado na sua totalidade na memória da unidade, ou então, estar disponível no local de medição, segmentado para cada
intervalo estabelecido.

1.5.2.1.6 Um número de identificação único para o sistema de medição deve estar disponível no local de medição.

1.5.2.1.7 Todos os dados originais, adicionados de todas as subseqüentes edições desses dados executadas localmente,
devem estar disponíveis para o ciclo corrente de coleta de dados. Dados para períodos mais longos podem estar também
disponíveis, no local de medição ou remotamente, e devem estar consistentes com os requisitos para cada corrida de
auditoria.

1.5.2.2 Cálculos executados remotamente

Para sistemas onde os cálculos de transferência de custódia são feitos remotamente, as informações solicitadas de
1.5.2.2.1 a 1.5.2.2.4, devem estar disponíveis.

1.5.2.2.1 Indicações instantâneas, tomadas no local de medição para os valores de pressão, fator k ou do medidor, e
temperatura devem estar disponíveis. Caso forem entradas livres, também devem estar disponíveis os valores de
densidade relativa, poder calorífico, composição e densidade.

1.5.2.2.2 Um número único de identificação, para todo o sistema de medição, deve estar disponível, tanto localmente
quanto remotamente.

1.5.2.2.3 Para sistemas onde os cálculos de transferência de custódia são realizados remotamente, os mesmos dados
devem estar disponíveis no local da leitura remota, como solicitado em 1.5.1.1 para cálculos executados no local de
medição, ressalvadas as exceções apresentadas em 1.5.1.1.3.
Indicações de alarme ou condições de erro devem estar disponíveis remotamente.
(Idem aos itens 1.5.2.1.7 – 1.5.2.2.4)

1.6 Requisitos de Auditoria e Expressão dos Resultados

1.6.1 Introdução

Um sistema de medição eletrônico de gás deve ser capaz de estabelecer uma auditoria para compilação e retenção
suficiente de dados e informações com o propósito de se verificar as quantidades horárias e diárias. A auditoria deve
incluir, mas não se limitar às quantidades transacionadas, registros de configuração, registro de eventos, registro de
transações convertidas, e relatório de teste de campo. Os registros e relatórios desta seção devem ser criados no local ou
fora, ou mesmo a combinação de ambos.
A seção de auditoria e Expressão dos Resultados para o dispositivo de medição eletrônica de gás define os requisitos
mínimos de registros de quantidades transacionadas e registros de quantidades transacionadas convertidas;
documentação associada à operação do dispositivo de medição eletrônica de gás; e períodos mínimos de retenção de
dados para certificar e verificar a integridade dos registros de auditoria.
A principal razão para retenção de dados históricos é embasar as quantidades atuais e anteriores relatadas nos registros
de medição e quantidades em um dado período de aquisição . Estes dados proverão informações para a aplicação de
correções quando um equipamento de medição eletrônica de gás parar de funcionar, estar fora das especificações de
exatidão; ou os parâmetros de medição estiverem incorretamente registrados.

1.6.2 Registro da quantidade transacionada

O registro da quantidade transacionada é o conjunto de dados históricos e informações que embasam as quantidades de
volume, massa ou energia apurados. O registro de quantidade transacionada será identificado por um único identificador
alfanumérico relacionado a um dispositivo de medição eletrônica e ao elemento primário.

1.6.2.1 Registros diários quantidades transacionadas para medidores do tipo diferencial

O registro diário da quantidade transacionada é a média ou somatória dos dados coletados e calculados durante o dia
contratado. O registro diário de quantidade transacionada se encerrará e um novo registro diário se iniciará ao final de
cada dia contratado ou quando um parâmetro constante de vazão for alterado.
Parâmetros constantes de vazão incluem apenas as medidas ou parâmetros conhecidos que não dependam de nenhuma
média de parâmetro registrado.
Haverá um registro diário da quantidade transacionada para cada dia contratado além do registro diário adicional de
quantidade transacionada para cada vez que um ou mais parâmetros de vazão forem alterados.
Os seguintes dados devem ser coletados no registro de quantidades transacionadas: data, hora, quantidades, tempo de
escoamento, pressão diferencial, temperatura , pressão estática e densidade relativa. Ver o item 1.2.2.2 e a norma API
MPMS capítulo 1 para definição destes termos.

1.6.2.2 Registros de quantidades transacionadas horários para medidores do tipo diferencial

O registro de quantidades transacionadas horário é a média ou somatória de dados coletados e calculados durante no
máximo 60 minutos consecutivos. Um registro de quantidade transacionada horário se encerrará e um novo registro se
iniciará ao final de cada hora ou quando um ou mais parâmetros constantes de vazão foram alterados.
Parâmetros constantes de vazão incluem apenas as medidas ou parâmetros conhecidos que não dependam de nenhuma
média de parâmetro registrado
Haverá um registro de quantidade transacionada em 24 horas para cada dia contratado além de um registro adicional de
quantidade transacionada diária para cada vez que um ou mais parâmetros forem alterados.
Os seguintes dados devem ser coletados no registros de quantidade transacionada: data, hora, quantidades, tempo de
escoamento, pressão diferencial, temperatura , pressão estática e densidade relativa se monitorada continuamente. Ver
item 1.2.2.2 e norma API MPMS capítulo 1 para definição destes termos.

1.6.2.3 Registros diários de transação quantificada para medidores do tipo linear

O registro de quantidades transacionadas diário é a média ou somatória de dados coletados e calculados durante o dia
contratado. Um registro de quantidade transacionada diário se encerrará e um novo registro se iniciará ao final de cada dia
ou quando um ou mais parâmetros constantes de vazão foram alterados.
Parâmetros constantes de vazão incluem apenas as medidas ou parâmetros conhecidos que não dependam de nenhuma
média de parâmetro registrado
Haverá um registro diário da quantidade transacionada para cada dia contratado além do registro diário adicional de
quantidade transacionada para cada vez que um ou mais parâmetros de vazão forem alterados.
Os seguintes dados devem ser coletados no registros de quantidade transacionada: data, hora, quantidades, tempo de
escoamento, quantidade não convertida, temperatura , pressão estática e densidade relativa. Ver item 1.2.2.2 e norma API
MPMS capítulo 1 para definição destes termos
1.6.2.4 Registros de quantidades transacionadas horários para medidores do tipo linear

O registro de quantidades transacionadas horário é a média ou somatória de dados coletados e calculados durante no
máximo 60 minutos consecutivos. Um registro de quantidade transacionada horário se encerrará e um novo registro se
iniciará ao final de cada hora ou quando um ou mais parâmetros constantes de vazão foram alterados.
Parâmetros constantes de vazão incluem apenas as medidas ou parâmetros conhecidos que não dependam de nenhuma
média de parâmetro registrado
Haverá um registro de quantidade transacionada em 24 horas para cada dia contratado além de um registro adicional de
quantidade transacionada diária para cada vez que um ou mais parâmetros forem alterados.
Os seguintes dados devem ser coletados no registros de quantidade transacionada: data, hora, quantidades, tempo de
escoamento, quantidade não convertida, temperatura , pressão estática e densidade relativa se monitorada
continuamente. Ver item 1.2.2.2 e norma API MPMS capítulo 1 para definição destes termos.

1.6.3 Identificação do Algorítmo

Um algoritmo de identificação deve se fornecido para identificar a realização de cálculos em sistemas eletrônicos de
medição de gás, tal como software ou versão do fabricante.

1.6.4 Registro de Configuração

O registro de configuração deve ser parte do pacote de auditoria para o período apurado. O registro deve conter e
identificar todos parâmetros constantes de vazão usados na geração do registro de quantidade transacionada. O registro
de configuração é obtido a partir de informações e dados listados em 1.4 e 1.5. A tabela 1 mostra as informações que o
registro de configuração deve conter.
Tabela 1 – Registro de Configuração
Medidor diferencial Medidor Linear
Identificação do Medidor Identificação do Medidor
Data e Hora Data e Hora
Hora Contratada Hora Contratada
Pressão atmosférica (se necessário) Pressão atmosférica (se necessário)
Pressão de base (Pb) Pressão de base (Pb)
Temperatura de base (Tb ) Temperatura de base (Tb )
Referência interna do tubo do medidor Fator do medidor
Diâmetro (Dr)
Referência do tamanho do furo do orifício da placa Fator K
(dr)
Localização da tomada de pressão estática Densidade relativa (se não monitorada continuamente)
Configuração da tomada do orifício Compressibilidade (se não monitorada continuamente)
Material da placa do orifício Componentes do gás (se não ativo)
Material do tubo do medidor Range calibrado de pressão estática
Faixa de pressão estática calibrada Range calibrado de temperatura
Faixa de pressão diferencial calibrada
Faixa de temperatura calibrada
Vazão de Corte
Densidade relativa (se não ativa)
Compressibilidade (se não ativa)
Componentes do gás (se não ativo)

1.6.5 Registro de Eventos

O registro de eventos deve ser parte do pacote de auditoria para o período apurado. O registro de eventos é usado para
notificar e registrar ocorrências e alterações nos parâmetros de vazão, contidos no registro de configuração, que ocorre e
afetam o registro das quantidades transacionadas. Os eventos incluem mas não se limitam a alterações ou modificações
dos registros listados no item 1.6.4.
Cada vez que um parâmetro constante que pode afetar o registro da quantidade transacionada é alterado, o antigo e o
atual valor, assim como as datas e horas das mudanças, devem ser registrados.
A data e a hora de todos os eventos no registro devem ser identificadas cronologicamente.

1.6.6 Registro da quantidade transacionada convertido

O registro da quantidade transacionada convertido identifica alterações no registro da quantidade original transacionada.
O registro da quantidade transacionada convertido é exigido para sinalizar alterações nos parâmetros dinâmicos de vazão
usados no cálculo de registro da quantidade transacionada. A correção da medição eletrônica do gás resulta do seguinte:

a. Parâmetros constantes de vazão não disponíveis na hora do cálculo, que foram inseridos incorretamente, ou quando
for encontrado erro anteriormente.
b. Parâmetros dinâmicos de vazão corrigidos como um resultado de calibração, falha, ou condições operacionais adversa
do equipamento de medição.

As situações anteriores resultam na necessidade de correção dos parâmetros originais e registros de cálculos revisados da
quantidade transacionada. O propósito do registro é o de identificar razões para todas as correções, fornecer os
parâmetros constantes e variáveis, originais e corrigidos usados no registro da quantidade corrigida, e esclarecer as
quantidades ajustadas a serem aplicadas ao medidor e as quantidades acumuladas.
O registro original de quantidade transacionada permanecerá intacto como um registro permanente. A combinação do
registro de transação original e o registro de transação de quantificação final corrigido propiciará o rastreamento das
quantidades envolvidas na transferência de custódia.

1.6.7 Registro de Teste

Um teste deve fazer parte do processo de auditoria e consiste de qualquer documentação ou registro (eletrônico ou em
papel) produzidos em um teste ou operação do equipamento de medição que afetam os cálculos das quantidades
medidas. A documentação deve incluir, mas não limitando-se a, relatórios de calibração/verificação como definido no item
1.8; mudança de placa de orifício e identificação dos equipamentos; e registro de avaliação do equipamento periférico.

1.6.8 Retenção de Dados

A menos que especificado por dispositivo legal e contratual, o período mínimo de retenção para auditoria de dados na
medição eletrônica de vazão devem ser de dois anos.
1.7 Instalação de Equipamnetos

1.7.1 Transdutores/transmissores

A faixa de medição, limites operacionais e limites ambientais para todos os transdutores/transmissores aplicados à
medição eletrônica de gases devem ser claramente declaradas e fornecidas com o equipamento. O fabricante deve
declarar o efeito combinado da exatidão com linearidade, histerese e repetitividade. O efeito da temperatura sobre o zero
e a amplitude de faixa também devem ser fornecidos. Devem ser declarados outros fatores que possam vir afetar a
exatidão, tais como pressão estática, vibração, oscilações na alimentação de energia e sensibilidade da posição de
montagem.
Todos os transdutores/transmissores devem ser instalados e mantidos de acordo com as instruções do fabricante e a
revisão mais recente do National Electrical Code (NEC). Todos transdutores/transmissores usados na medição eletrônica
de gás para transferência de custódia devem ser protegidos a exposição de quaisquer elementos que possam afetar a
operação. Invólucros com temperatura controlada podem ser utilizados para limitar a faixa de temperatura ambiente de
operação. Como alternativas, podem ser feitas verificações mais freqüentes ou se usar transdutores/transmissores que
eletronicamente corrijam mudanças de temperatura ambiente para levar em conta as variações de temperatura sazonais,
que podem também reduzir a faixa da temperatura ambiente esperada entre verificações.
Para sistemas de medição baseados na geração de pressão diferencial, o transmissor de pressão estática deve ser
conectado a tomada de pressão diferencial localizada a montante ou jusante, de acordo com o dispositivo de medição
eletrônica de gás. Não são aceitas tomadas de pressão estática separadas.

1.7.2 Linhas de tomadas/Indicação de pressão

Sempre que possível, a pulsação deve ser eliminada na origem. Na presença de pulsação, levar em conta a norma API
MPMS Chapter 14.3, Part 2 (A.G.A Report No 3) e o uso de válvulas manifold de abertura plena com diâmetro interno
compatível com o diâmetro interno das linhas de indicação de pressão. Pesquisas demonstram que as linhas de tomadas
de pressão mais extensas são mais suscetíveis a erros induzidos por pulsação; portanto o comprimento de tais linhas deve
ser minimizado. As linhas de tomadas de pressão devem também possuir um diâmetro interno uniforme e serem
construídas com materiais compatíveis com o fluido medido. As instalações para tomadas de pressão devem manter uma
inclinação descendente no sentido do elemento primário em uma taxa mínima de 1:12. Tomadas de pressão devem ser
fixadas de maneira a evitar vibrações e deslocamentos observáveis.

1.7.3 Dispositivos de Medição Eletrônica de Gás e Equipamentos de Comunicação Associados

O Dispositivo de Medição Eletrônica de Gás e o equipamento de comunicação associado devem ser instalados e mantidos
de acordo com instruções do fabricante e NEC. Todos os materiais da instalação devem ser compatíveis com o serviço
e/ou condições ambiente, incluindo variações da temperatura ambiente, presença de materiais corrosivos ou tóxicos e a
classificação de área de risco. O dispositivo de medição eletrônica de gás deve ter proteção contra interferência de radio
freqüência e eletromagnética de forma a atender as condições ambientais de operação.
O dispositivo de medição eletrônica de gás ou a instalação deve incluir supressão de transientes elétricos em todos
componentes elétricos, eletrônicos e portas de entrada e saída de comunicação do dispositivo, quando apropriado.
Se o dispositivo de medição eletrônica de gás não estiver aprovado para instalação em uma área de risco e o fluido de
medição definir parte do local de medição como área classificada pelo NEC, a instrução recomendada para projeto de uma
instalação com estes requisitos será o documento AGA, Classification of Gas Utility Areas for Electrical Installations.

1.7.4 Periféricos

Equipamentos periféricos, tais como analisadores, amostradores e válvulas de controle, devem ser instalados e mantidos
de acordo com as especificações dos fabricantes. Quaisquer conexões com o elemento primário de medição devem ser
instaladas de acordo com a última revisão das normas de medição em uso (API MPMS Chapter 14.3, ANSI/API 2530, AGA
Report No. 3, AGA Report No. 7, AGA Report No. 9). Materiais de instalação devem ser compatíveis com o serviço e/ou
ambiente de operação, incluindo classificação(cões) de área de risco.

1.7.5 Cabeamento

Todo cabeamento deve ser aprovado para a classe de serviço e instalado de acordo com os requisitos do NEC. Todo
cabeamento deve ser protegido das intempéries e das interferências elétricas externas. Não devem estar lançados no
mesmo conduite os cabos de alimentação para corrente alternada (AC) e cabos para transmissão de sinal. Os cabos de
alimentação de corrente alternada e os cabos para transmissão de sinal não devem estar mais próximos que o necessário
em bandejas abertas entre os terminais do conduite e o dispositivo de medição eletrônica de gás .

1.7.6 Comissionamento

O elemento terciário (não inclui-se aqui o transdutor) deve ter um erro máximo de ± 0,1% do fundo de escala sobre a faixa
total de tensão de entrada nas condições base. O conversor analógico/digital (A/D) pode ser testado com equipamento
automático de teste ou com gerador de sinal ajustável que cubra a faixa de operação do dispositivo de medição eletrônica
de gás para entrada de corrente, tensão ou freqüência e compare ou coloque em gráfico os resultados de saída contra os
de entrada.
Os cálculos internos de volume do dispositivo de medição eletrônica de gás devem ser verificados e documentados. O
teste deve ser executado estabelecendo-se entradas estáveis conhecidas e fixas, comparando-se os resultados de cálculo
com resultados padronizados ou mutuamente aceitos.
Tais resultados complementam as calibrações normais do dispositivo de medição eletrônica de gás. É recomendado que
pontos de verificação de calibração adicionais sejam gerados e registrados no início de operação de cada dispositivo de
medição eletrônica de gás para auxiliar na verificação de sua correta operação.

1.8 Equipamento de calibração e ajuste

1.8.1 Escopo

Este item descreve os requisitos mínimos para calibração e ajuste dos dispositivos de medição eletrônica de gás usado
para transferência de custódia.
O sistema de medição eletrônica de gás (computador de vazão e transdutores) deve ter uma incerteza de desempenho,
baseada em resultados de testes de desempenho reais para sistemas idênticos, de no máximo ± 1% da vazão medida
sobre a faixa esperada de temperaturas e pressões de operação da instalação. Este critério não inclui a incerteza dos
coeficientes de vazão básicos ou do elemento primário. A ocorrência de condições de operações severas, tais como
escoamento pulsante, escoamento multifásico, ou presença de pressões diferenciais muito baixas, resulta em incertezas
maiores.
Calibração é o conjunto de operações que estabelece, sob condições especificadas, a relação entre os valores indicados
por um instrumento ou sistema de medição e os valores correspondentes fornecidos por padrões.
Ajuste é a operação destinada a fazer que um instrumento ou sistema de medição tenha desempenho compatível com seu
uso.

1.8.2 Mecanismos requerendo calibrações/ajuste

Os seguintes dispositivos integrantes do sistema de medição eletrônica de gás requerem calibração/ajuste:

a. Transmissores de pressão estática;


b. Transmissores de pressão diferencial;
c. Transmissores e sensores de temperatura;
d. Geradores de sinal e contadores de pulso;
e. Analisadores em linha, quando aplicável;
f. Transmissores de densidade (densitômetros/gravitômetros).

1.8.3 Procedimentos de calibração e ajuste

Dispositivos de medição eletrônica de gás e seus transdutores, transmissores e analisadores individuais são
substancialmente diferentes em seus métodos de calibração. Alguns têm ajustes de zero, amplitude de faixa e linearidade
e alguns somente de zero e amplitude de faixa. Outros são calibrados eletronicamente (instrumento inteligente) e não
requerem ajustes mecânicos. Seu sinal de saída pode ser uma tensão, corrente, freqüência de pulsos ou outras formas de
sinal de dados. Por esta razão, o usuário deve referir-se ao manual de operação do fabricante para procedimentos de
calibração passo-a-passo.
As calibrações devem ser executadas pela comparação do valor medido de dispositivo de medição eletrônica de gás (valor
digital fornecido pelo computador de vazão) de cada variável de entrada para o correto valor determinado por um padrão
de referência certificado. Por utilizar o valor mostrado, a exatidão dos sinais elétricos entre os transdutores e o computador
de vazão também será verificada.
Um ajuste somente será necessário durante a instalação inicial da unidade, depois da reposição de um transmissor ou de
outro componente crítico, ou sempre que a calibração determinar uma diferença inaceitável entre o valor medido ou
produzido pelo padrão de referência certificado e para com o valor medido e utilizado pelo dispositivo de medição
eletrônica de gás.

1.8.3.1 Calibração/ajuste de dispositivos para medição de Pressão e Temperatura

As diretrizes relacionadas nos itens compreendidos entre 1.8.3.1.1 a 1.8.3.1.5 são recomendadas para calibração/ajuste de
dispositivos de medição de pressão e temperatura.

1.8.3.1.1 Verificar linhas dos sensores e válvulas ligando os equipamentos de calibração/ajuste ao dispositivo de medição
eletrônica de gás para assegurar que não haja vazamento. Verificar vazamento da válvula de interligação (equalizador)
entre as tomadas de pressão de alta e baixa. Para mais informações, veja API MPMS Capítulo 14.3, Parte 2.

1.8.3.1.2 Quando uma calibração é realizada num dispositivo de medição de pressão diferencial, leituras de “as found”
devem ser registradas em aproximadamente 0, 50, e 100% no sentido ascendente e 80, 20, e 0%, no sentido
descendente. Quando os resultados encontrados para o “as found” não atenderem os requisitos de calibração, um ajuste
deve ser executado de acordo com os procedimentos fornecidos pelo fabricante para a eliminação dos erros. Calibração
em pontos adicionais é aceitável.

1.8.3.1.3 Quando uma calibração é realizada num dispositivo de medição de pressão estática, leituras de “as found” devem
ser registradas em aproximadamente 0, 50, e 100% no sentido ascendente e 80, 20, e 0%, no sentido descendente.
Quando os resultados encontrados para o “as found” não atenderem os requisitos de calibração, um ajuste deve ser
executado de acordo com os procedimentos fornecidos pelo fabricante para a eliminação dos erros. Calibração em pontos
adicionais é aceitável.

1.8.3.1.4 Quando uma calibração é realizada num dispositivo de medição de temperatura, leituras de “as found” devem ser
calibradas contra um termômetro certificado com resolução de 0,25 °C. Quando os resultados encontrados para o “as
found” não atenderem os requisitos de calibração, um ajuste deve ser executado de acordo com os procedimentos
fornecidos pelo fabricante para a eliminação dos erros. Calibração em pontos adicionais é aceitável.
Ajuste do elemento de temperatura real não é possível pelo usuário, mas calibração da operação é necessária. Para
detectores de temperatura a resistência (RTD), a resistência de referência ou ponto de gelo deve ser calibrado em um
banho de gelo propriamente preparado ou num substituto do banho de gelo. Se possível, tanto o elemento quanto o
transmissor devem ser calibrados juntos.
A calibração do transmissor é realizada por simulação da entrada do sensor de temperatura para uma dada temperatura
ou pela calibração do sensor e transmissor juntos com o sensor colocado em um meio de temperatura controlada. Os
requisitos recomendados para a entrada simulada de um transmissor são cobertas no Apêndice C.

1.8.3.1.5 Após ajustar um dispositivo, uma calibração “as left” deverá ser feita. Procedimentos para calibrações “as left” são
similares àqueles utilizados para “as found” descritos em 1.8.3.1.2, 1.8.3.1.3, e 1.8.3.1.4.

1.8.3.2 Calibração de contadores de pulso

A exatidão de um dispositivo de medição eletrônica de gás para interpretar e processar sinais de pulso deve ser calibrada
usando geradores de pulso (corrente ou tensão) correspondendo a saída do dispositivo de entrada real. O sinal simulado
deve ser registrado junto com o valor real determinado pelo dispositivo de medição eletrônica de gás.

1.8.3.3 Calibração/ajuste de Analisadores

A exatidão de um analisador deve ser calibrada usando-se um gás padrão de referência certificado. A saída do analisador
deverá ser verificada através do mecanismo dispositivo de medição eletrônica de gás. Padrões devem ser mantidos em
uma faixa de temperatura especificada. O padrão deve ser periodicamente verificado para garantir que a composição não
tenha sido alterada, e não pode ser usado após a data de validade do fabricante. Quando os resultados encontrados para
o “as found” não atenderem os requisitos de calibração, um ajuste deve ser executado de acordo com os procedimentos
fornecidos pelo fabricante para a eliminação dos erros. Calibração em pontos adicionais é aceitável. Uma calibração “as
left” deve ser conduzida após um ajuste.
Para realizar uma calibração exata, o gás natural padrão deve ser aquecido de acordo com as normas industriais
apropriadas, como API MPMS Capítulo 14.1 ou Associação de Processadores de Gás (Gas Processors Association - GPA)
Norma 2261 ou Norma 2286, se a temperatura durante o transporte ou armazenamento aproximar-se do dew point. Isto irá
evitar condensação ou estratificação.

1.8.3.4 Calibração/ajuste de transmissor de densidade ( Densitômetros e Gravitômetros )

A calibração/ajuste de transmissores de densidade deve ser realizada de acordo com as recomendações do fabricante e
os padrões da indústria.

1.8.4 Frequência da calibração

A exatidão de todos os dispositivos de medição eletrônica de gás deve ser calibrada trimestralmente. Esta freqüência é um
mínimo recomendado e não exclui calibração e inspeção mais freqüente quando exigido pelas condições operacionais ou
acordos contratuais. A freqüência mínima de calibração pode ser estendida por um acordo mútuo ou quando garantido
pelo dado de medição do suporte.

1.8.5 Efeitos da temperatura ambiente e pressão da linha

1.8.5.1 Efeito da Temperatura Ambiente

Dispositivos de medição eletrônica de gás são tipicamente instalados em ambientes não controlados. As respostas destes
dispositivos sob uma variedade de condições no verão e no inverno podem afetar o desempenho e a exatidão da medição
de vazão. Variações ou limites extremos de temperatura ambiente podem causar um desvio sistemático muito grande na
exatidão da medição. A faixa de temperatura de operação e seu efeito sobre a incerteza de medição (isto é, percentual do
fundo de escala/variação de temperatura de referência em graus) deve ser listado nas especificações de desempenho
fornecidas pelo fabricante e deve ser considerado na seleção e instalação do dispositivo de medição eletrônica de gás.
Durante a calibração/ajuste, a temperatura ambiente deve ser registrada.

1.8.5.2 Efeito da Pressão da linha

Na prática de campo, transdutores/transmissores de pressão diferencial são calibrados à pressão atmosférica. Quando um
dispositivo de pressão diferencial é colocado em serviço em condições de pressão mais alta, a pressão da linha pode
causar um desvio de calibração. Especificações sob os efeitos da pressão da linha e técnicas de compensação devem ser
fornecidos pelo fabricante e considerados na determinação da incerteza de medição do sistema.
1.8.6 Equipamento de calibração e ajuste

A incerteza mínima requerida para o equipamento de calibração/ajuste deve ter um fator de duas vezes melhor que a
incerteza especificada do transmissor, transdutor ou outro dispositivo associado a ser calibrado. Entretanto, na prática,
incertezas do sistema de calibração menores que ± 0,05% não são normalmente necessárias. Por exemplo, um
transmissor com uma exatidão especificada de 0,2% necessitaria de um equipamento de calibração com uma exatidão de
0,1% ou melhor para a pressão medida. Para a maioria dos transmissores de pressão eletrônicos, a exatidão requerida
determina o uso ou de uma balança de peso morto (dead weight) ou de um indicador digital eletrônico de faixa apropriada.

A incerteza para equipamentos de medição ou leitura está usualmente relacionada a uma percentagem do fundo de
escala. A incerteza para a leitura desejada deve ser calculada para cada ponto. Por exemplo, um dispositivo com uma
exatidão especificada de 0,05% do fundo de escala de 100 libras por polegada quadrada (psi) corresponderia a uma
exatidão de somente 0,5% em 10 psi (0,05% de 100 = 0,05 = 0,5% de 10). Também, dígitos significativos suficientes
devem estar presentes no indicador digital para garantir uma medição convenientemente exata quando a incerteza do
último dígito for considerada.

Todos os instrumentos de referência e/ou padrões usados para calibração/ajuste devem ser certificados para 15,6°C
(60°F) (1)e rastreados ao INMETRO ou por organização reconhecida por esta entidade. Instrumentos de referência usados
em calibração/ajuste de dispositivos de medição eletrônica de gás devem ser calibrados uma vez a cada dois anos ou
como recomendado pelo fabricante do instrumento, considerando aqui o menor período. Para mais informações, ver
Apêndice C.

1.9 Proteção

1.9.1 Acesso

1.9.1.1 Para sistemas de medição não contidos dentro de invólucros trancados ou perímetros cercados, o acesso visual
sem restrição ao sistema de medição é aceitável desde que programado dentro do horário de expediente.

1.9.1.2 Somente o proprietário do medidor ou seu representante designado contratualmente pode calibrar ou alterar a
função do sistema de medição de algum modo. Adicionalmente, o proprietário ou seu representante designado
contratualmente está limitado a atividades contratualmente reconhecidas como necessárias e apropriadas, considerando
práticas industriais e obrigações contratuais.

1.9.2 Restrição de acesso

1.9.2.1 Os sistemas de medição devem ser projetados de modo que seja negado o acesso não autorizado à unidade com
objetivo de alterar qualquer variável de entrada que possa afetar a medição. Um código de segurança único de pelo menos
quatro caracteres deve fornecer esta proteção. Proprietários devem considerar códigos únicos de acesso ou medidas de
segurança para indivíduos, de modo a assegurar que todas as pessoas que tenham acessado o sistema sejam
identificadas e contabilizadas.

1.9.2.2 Outras medidas de proteção adicionais, além das eletrônicas descritas em 1.9.2.1, podem ser utilizada para negar
acesso ao sistema. Estas medidas podem incluir dispositivos mecânicos e/ou níveis adicionais de proteção eletrônica.

1.9.2.3 Um código de proteção pode ser utilizado a qualquer momento que um dado seja coletado do sistema. Um código
de proteção deve ser utilizado toda vez que sejam feitas mudanças ou edições que alterem quantidades sendo medidas.

1.9.3 Integridade de dados registrados

1.9.3.1 Sempre que qualquer parâmetro constante do escoamento é alterado no sistema, os valores antigo e novo, mais a
data e a hora da alteração, devem ser registrados (disco rígido ou eletronicamente). Esta necessidade inclui relatórios de
calibração que devem ser completados e incluídos em um processo de fiscalização ou em um relatório de calibração em
separado.

NOTA EXPLICATIVA ( 1) ; Não aplicável ao Brasil


1.9.3.2 Quaisquer ajustes ou correções dos dados originais ou valores calculados devem ser armazenados separadamente
e não devem alterar o dado original. Tanto dado original como o final ajustado devem ser retidos. Tais ajustes ou correções
devem ser mostrados em um processo de fiscalização e devem indicar claramente os valores antigo e atual e as datas e
horas do período ou períodos afetados pela mudança. Deve ser fornecido algum meio de efetivamente determinar a data e
hora das alterações.

1.9.4 Proteção do algorítimo

O algoritmo usado para calcular quantidades deverá ser protegido contra alterações tanto feitas no campo como no
escritório mesmo feita por pessoas com o código de segurança necessário para realizar todas as outras funções de rotina.

1.9.5 Dados originais

Não deverá haver mudança nos dados originais.


1.9.6 Proteção de memória

1.9.6.1 Para fornecer máxima proteção e integridade para os dados, o dispositivo de medição eletrônica de gás deve
prover uma fonte de alimentação reserva ou uma memória não volátil, capaz de reter todos os dados na memória da
unidade para um período não menor que o intervalo normal da coleta de dados para a unidade.

1.9.6.2 Quando a alimentação principal for perdida, o tempo e data da falha e o tempo e data do retorno para o status
normal deverá ser registrado (logged) no registro de auditoiria (audit trial).

1.9.7 Verificação de erros

Um sistema eficaz de verificação de erros deverá ser utilizado em cada vez que dados forem transferidos a partir de um
sistema capaz de armazenar dados para qualquer outro sistema capaz de armazenar dados. Se forem detectados erros na
transmissão , o sistema deverá prevenir o uso de dados incorretos.
APÊNDICE A – METODOLOGIA DE RANS PARA ALGORITMOS DE MEDIÇÃO DE SISTEMAS DE VAZÃO

A .1 Medição por medidores diferencial

A .1.1 EQUAÇÃO DA VAZÃO

As equações e constantes desta seção aplicam-se genericamente a todos os medidores tipo dipromogênios . A
formulação básica da equação de vazão usada nesta norma é a seguinte:

A vazão volumétrica nas condições báse pode ser calculada usando-se a equação mostrada abaixo:

Se a densidade relativa real é conhecida, a densidade do gás em qualquer pressão e temperatura pode ser calculada
usando-se a equação

e a densidade do gás nas condições de base é dada pela seguinte equação:

Supondo-se que Zb(ar) é constante, as equações A-3 e A-4 podem ser simplificadas conforme abaixo::

Substituindo-se a equação A-5 na equação A-1, temos a equação abaixo:

Usando as equações A-2, A-6 e A-7 para resolver o sistema, com relação a Qv, resulta:
1 O uso do símbolo ”oc” (proporcional a) serve para substituir o “= K *” (igual à Constante vezes) na equação, para
simplificação. Isto elimina a exigência de se manter definições de todas as constantes à medida que as equações são
desenvolvidas. Tenciona-se que essas equações forneçam um exemplo para a aplicação das equações da vazão para os
dispositivos de medição eletrônica de gás. Consulte as normas apropriados para as constantes e outras equações
aplicáveis.

Portanto a equação fica reduzida a ::

(A-9)

A .1.2 INTEGRAÇÃO DA TAXA DE VAZÃO

A massa ou volume acumulados são calculados pela integração da taxa de vazão em função do tempo, como,
mostrado abaixo:

O uso de técnicas de integração numérica onde:

t0 = momento do início da integração


t1 = momento do término da integração
n = número de cálculos
i = o n-ésimo cálculo
l = to + i(lt – t0) ln

resulta em:

Valores aproximados de integração numérica podem ser calculados para n < ∞ desdeque n seja grande em relação às
variações de qm ou qv dentro do intervalo de integração. Uma estimativa conservadora de n pode ser calculada
baseando-se nas seguintes suposições:

O intervalo de amostragem/cálculo é estatisticamente independente da vazào


A maior variação na vazão durante qualquer intervalo de amostragem/cálculo pode ser estimada
A exatidão da integração desejada é conhecida.

O maior erro de cálculo possível, para um único intervalo de amostragem/cálculo, pode ser estimado se a maior variação
na vazão puder ser determinada. O perfil de vazões que ocasiona erros máximos é aquele correspondente ao gráfico
ilustrado na figura A-1 O erro máximo ocorre quando a vazão foramostrada imediatamente antes de uma mudança de
perfil. Para o intervalo de integração em questão será igual à variação do perfil na vazão (ver Figura A-1).
Para outras amostragens da vazão com perfis similares ao gráfico ilutsrado na figura A-1 ou outros perfis o erro será
menor do que esse máximo (ver Figuras A-2 até A-4).
% da Capacidade do Medidor
Flow Rate = Taxa de Fluxo
avg = Média
Fluxo dispositivo de medição eletrônica de gás
Cálculo/Intervalo da Amostra
FIGURAS A-1, A-2, A-3 E A-4
Usando o caso que corresponde ao pior erro, o erro máximo é calculado pela seguinte equação:

Devido ao fato do intervalo de cálculo/amostragem ser independente da vazão, o erro de integração pode ser
estimado aplicando-se princípios estatísticos relacionados ao desvio padrão. (Estatisticamente, presume-se que n é
grande).

Se for possível assumir que a distribuição dos erros de intervalo de cálculo/amostragem é uma distribuição normal,
então o erro calculado a partir da Equação A-14 poderá ser usado como uma estimativa do desvio padrão. Como a
estimativa do erro, a partir da equação A-14, é conservadora, o seu valor será o máximo possível. Será suposto que o
erro seja equivalente a 3σ (nível de confiança de 99 porcento) de sua distribuição normal. A partir desse valor, o valor
do erro da média desses erros pode ser calculado usando-se:

Resolvendo para n:

Para um n finito, onde n é grande em relação às variações em qm ou qv, as equações A-12 e A-13 tornam-se:
Substituindo as equações A-1 e A-2 em A-19 e A-20, resulta que:

Substituindo as equações A-7 e A-9 em A-19 e A-20, resulta que:

A.1.3 SIMPLIFICAÇÃO DA INTEGRAÇÃO DA VAZÃO

A .1.3.1 A equação da vazãoé uma função de Cmedidor,Y,Pf,Tf,Zf,Zb, P. As duas premissas seguintes podem ser usadas
para simplificar o processo de cálculo:

Um ou mais parâmetros são constantes em todo o intervalo de integração.


Um ou mais parâmetros são lineares em todo o intervalo de integração.

A .1.3.2 Baseado na premissa de que um parâmetro é “constante” em todo o intervalo de integração, a equação da vazão
pode ser matematicamente simplificada movendo-se o parâmetro do lado das variáveis para o lado das constantes, na
equação. Por exemplo, se Cmedidor é constante no intervalo de integração, então Cmedidor pode ser movido para o lado
esquerdo de nas equações A-19 a A-22. A validade dessa premissa é reduzida à medida em que o intervalo de
integração aumenta. Isso implica em que, a medida em que o intervalo de integração é reduzido, mais variáveis
dependentes do tempo podem ser consideradas “constantes”, permitindo dessa formaque tais “constantes” sejam
calculadas para todo um intervalo de integração, e não calculadas para cada intervalo de cálculo/amostragem. Alguns
exemplos de aplicação dessa simplificação na equação de vazão estão listados abaixo:

Supondo-se que todas as variáveis do processo, com exceção da pressão diferencial, são constantes para o intervalo de
tempo de um segundo, a equação de vazão para este intervalo de tempo pode ser simplificada para:

onde a pressão diferencial é amostrada n vezes por segundo.

a) Supondo-se que todas as variáveis do processo, com exceção da pressão diferencial e pressão estática, são
constantes para o intervalo de tempo de um minuto, a equação de vazão para esse intervalo de tempo pode ser
simplificada para:
onde a pressão diferencial e a pressão estática são amostradas n vezes por minuto.

Nota: Zf é uma função da pressão, mas foi assumida como constante. Dependendo da variação desse parâmetro ao longo
do intervalo de integração, um erro de cálculo será introduzido.

b) Supondo-se que todas as variáveis do processo são constantes, exceto a pressão diferencial, pressão estática,
temperatura e gravidade específica, para um intervalo de cinco minutos, a equação de vazão para esse intervalo
de tempo pode ser simplificada para:

onde a pressão diferencial e a pressão estática são amostradas n vezes para cada 5 minutos.

A .1.3.3 O erro de cálculo introduzido, ao supor-se que um parâmetro variável seja constante, pode ser reduzido se o
parâmetro for linear ao longo do intervalo de integração. O parâmetro pode ser calculado como uma constante, uma vez a
cada integração, baseado na “média” do parâmetro de entrada. Por exemplo, Cmedidor é dependente da temperatura do
fluxo, porque a dimensão do medidor se expande com a temperatura. A temperatura “média” poderia ser usada para se
calcular Cmedidor uma vez a cada intervalo de integração.

a primeira limitação que deve ser considerada, quando da utilização de médias, é que a “média” do parâmetro de entrada
deve ser uma média ponderada da vazão. Isto requer que um valor hipotético para o parâmetro seja utilizado para
ponderar as variáveis de processo e algum erro de cálculo será introduzido. Se a “média” da variável de processo não for
uma média ponderada da vazão, (isto é, uma média ponderada pelo tempo), então essa hipótese também introduzirá um
erro de cálculo adicional.

Nota: Para propósitos de Auditoria, médias ponderadas pelo tempo devem ser calculadas e reportadas para todos os
parâmetros de entrada.

Um segundo erro introduzido pelas médias ocorre se o parâmetro for não-linear. A diferença entre a integração de um valor
não-linear e o valor linear suposto deve ser adicionada ao erro introduzido pela técnica de médias.

Uma estimativa conservadora do erro, a partir de cada parâmetro, é ilustrada abaixo:


Estimar o máximo e o mínimo dovalor do parâmetro calculado, baseado numa estimativa do valor máximo e mínimo de
uma variável do processo.
Repetir essa estimativa para cada variável de processo remanescente.
Assumir o erro de cálculo para cada variável de processo como sendo:

1. Assumir que o erro de cálculo para cada variável de processo seja sistemático e somar os erros para
calcular o erro total do parâmetro.
2. Ponderar, pela vazão, o erro do parâmetro, multiplicando o erro calculado pelo fator de ponderação da
figura A-5.

Nota: a figura A-5 foi desenvolvida empiricamente, supondo-se uma correlação direta entre o parâmetro que está sendo
calculado e a variação da vazão. A máxima diferença entre o volume calculado usando-se médias ponderadas da vazãoe
as médias ponderadas por tempo foi determinado para a variação do perfil da vazão. Dependendo da magnitude da
variação da vazão, , o erro máximo irá ocorrerentre o início da variação da vazãoe o ponto no qual o intervalo detempo
antes da variação se iguala ao intervalo de tempo após a variação
6.Se ocorrerem períodos de ausência de vazão , o fator de ponderação da vazão deverá ser 100 porcento.

Nota: Se as médias de tempo da vazão forem utiloizadas para o cálculo, então esse fator deverá ser determinado através
das variações da vazão, excluindo-se os períodos de ausência de vazão.

Para calcular o erro total , assumir que o erro de cálculo para cada parâmetro é sistemático e somar os erros de parâmetro
individuais como segue:

A .1.4 METODOLOGIA DE CÁLCULO

A metodologia de cálculo implementada em dispositivos dispositivo de medição eletrônica de gás individuais utilizará a
forma básica da equação de vazão (A-19 a A-24). Essas equações podem ser simplificadas, como descrito em A .1.3.
Quando as condições de operação requerem amostragens e cálculos mais ou menos freqüentes, o critério de projeto
deve atender a uma incerteza diária não maior do que 0.5 porcento. O erro associado à metodologia de cálculo
implementada deve ser calculada somando-se o erro de intervalo de amostragem/cálculo (Equação A-17) e o erro de
intervalo de integração (Equação A-28)

A.1.5 Equação de Energia

A energia acumulada é calculada pela integração da vazão e energia, como segue:

A .2 Medidas com Medidores Lineares

A .2.1 EQUAÇÃO DA VAZÃO

As equações e constantes nesta seção aplicam-se genericamente a todos os medidores de tipo linear. A forma
fundamental da equação de fluxo volumétrica usada nesse padrão é:

A vazão nas condições de base, pode ser calculada usando-se a seguinte equação:

Como R é uma constante do gás, independente da pressão e da temperatura, e para o mesmo número N de moles de
gás, as duas equações podem ser combinadas para formar:

A .2.2 INTEGRAÇÃO DA VAZÃO

O volume acumulado pode ser calculado através da integração da vazão como uma função do tempo, da maneira
mostrada na equação abaixo:
Onde:

t0 = momento inicial da integração


t1 = momento final da integração
n = número de cálculos
i = o n-ésimo cálculo
t = to + i ( t1 – t0 )/ n

resulta em:

Valores aproximados de integração numérica podem ser calculados para n < ∞ desdeque n seja grande em relação às
variações de Qf dentro do intervalo de integração. Uma estimativa conservadora de n pode ser calculada baseando-se
nas seguintes suposições:

O intervalo de amostragem/cálculo é estatisticamente independente da vazào


A maior variação na vazão durante qualquer intervalo de amostragem/cálculo pode ser estimada
A exatidão da integração desejada é conhecida.

O maior erro de cálculo possível, para um único intervalo de amostragem/cálculo, pode ser estimado se a maior variação
na vazão puder ser determinada. O perfil de vazões que ocasiona erros máximos é aquele correspondente ao gráfico
ilustrado na figura A-6 O erro máximo ocorre quando a vazão foramostrada imediatamente antes de uma mudança de
perfil. Para o intervalo de integração em questão será igual à variação do perfil na vazão (ver Figura A-6).

Para outras amostragens da vazão com perfis similares ao gráfico ilutsrado na figura A-6 ou outros perfis o erro será
menor do que esse máximo (ver Figuras A-7 até A-9).
Usando o caso que corresponde ao pior erro, o erro máximo é calculado pela seguinte equação:

Devido ao fato do intervalo de cálculo/amostragem ser independente da vazão, o erro de integração pode ser
estimado aplicando-se princípios estatísticos relacionados ao desvio padrão. (Estatisticamente, presume-se que n é
grande).

Se for possível assumir que a distribuição dos erros de intervalo de cálculo/amostragem é uma distribuição normal,
então o erro calculado a partir da Equação A-36 poderá ser usado como uma estimativa do desvio padrão. Como a
estimativa do erro, a partir da equação A-36, é conservadora, o seu valor será o máximo possível. Será suposto que o
erro seja equivalente a 3σ (nível de confiança de 99 porcento) de sua distribuição normal. A partir desse valor, o valor
do erro da média desses erros pode ser calculado usando-se:

Resolução para n
Para um n finito, onde n é grande em relação às variações em Qf , a equação A-34 torna-se:
:

A.2.3 SIMPLIFICAÇÃO DA INTEGRAÇÃO DA VAZÃO


A .2.3.1 A equação da vazãoé uma função de Qf, Tf, Zf, Zb, Pf. As duas premissas seguintes podem ser usadas para
simplificar o processo de cálculo:

Um ou mais parâmetros são constantes em todo o intervalo de integração.


Um ou mais parâmetros são lineares em todo o intervalo de integração.

A .2.3.2 Baseado na premissa de que um parâmetro é “constante” em todo o intervalo de integração, a equação da vazão
pode ser matematicamente simplificada movendo-se o parâmetro do lado das variáveis para o lado das constantes, na
equação. A validade dessa premissa é reduzida à medida em que o intervalo de integração aumenta. Isso implica em que,
a medida em que o intervalo de integração é reduzido, mais variáveis dependentes do tempo podem ser consideradas
“constantes”, permitindo dessa formaque tais “constantes” sejam calculadas para todo um intervalo de integração, e não
calculadas para cada intervalo de cálculo/amostragem. Um exemplo de aplicação dessa simplificação na equação de
vazão esta listado abaixo:

Supondo-se que todas variáveis do processo exceto para pressão estática são constantes para um intervalo de um minuto.
A equação da vazão para este intervalo de tempo simplifica- se para o seguinte:

onde a pressão estática é amostrada n vezes por minuto.

A.2.3.3 O erro de cálculo introduzido, ao supor-se que um parâmetro variável seja constante, pode ser reduzido se o
parâmetro for linear ao longo do intervalo de integração. O parâmetro pode ser calculado como uma constante, uma vez a
cada integração, baseado na “média” do parâmetro de entrada. Por exemplo, o fator K da turbina é dependente da vazão
devido as características físicas do medidor. Na prática uma frequencia média é usada para determinar o k e um valor
independente da amostragem básica

a primeira limitação que deve ser considerada, quando da utilização de médias, é que a “média” do parâmetro de entrada
deve ser uma média ponderada da vazão. Isto requer que um valor hipotético para o parâmetro seja utilizado para
ponderar as variáveis de processo e algum erro de cálculo será introduzido. Se a “média” da variável de processo não for
uma média ponderada da vazão, (isto é, uma média ponderada pelo tempo), então essa hipótese também introduzirá um
erro de cálculo adicional.

Nota: Para propósitos de Auditoria, médias ponderadas pelo tempo devem ser calculadas e reportadas para todos os
parâmetros de entrada.

Um segundo erro introduzido pelas médias ocorre se o parâmetro for não-linear. A diferença entre a integração de um valor
não-linear e o valor linear suposto deve ser adicionada ao erro introduzido pela técnica de médias.

Uma estimativa conservadora do erro, a partir de cada parâmetro, é ilustrada abaixo:


Estimar o máximo e o mínimo dovalor do parâmetro calculado, baseado numa estimativa do valor máximo e mínimo de
uma variável do processo.
Repetir essa estimativa para cada variável de processo remanescente.
Assumir o erro de cálculo para cada variável de processo como sendo:

Assumir que o erro de cálculo para cada variável de processo seja sistemático e somar os erros para calcular o erro total
do parâmetro.
Ponderar, pela vazão, o erro do parâmetro, multiplicando o erro calculado pelo fator de ponderação da figura A-10.
Em períodos de não detecção de vazão, o fator ponderado da vazão seria 100%

Nota: a figura A-5 foi desenvolvida empiricamente, supondo-se uma correlação direta entre o parâmetro que está sendo
calculado e a variação da vazão. A máxima diferença entre o volume calculado usando-se médias ponderadas da vazãoe
as médias ponderadas por tempo foi determinado para a variação do perfil da vazão. Dependendo da magnitude da
variação da vazão, , o erro máximo irá ocorrerentre o início da variação da vazãoe o ponto no qual o intervalo detempo
antes da variação se iguala ao intervalo de tempo após a variação

Nota : Se médias de vazão em relação ao tempo forem utilizadas nos cálculos, este fator deverá ser determinado através
das variações de vazão, excluindo os períodos de não detecção de vazão

c. Para calcular o erro de cálculo total, suponha que o erro de cálculo para cada parâmetro seja sistemático, e some os
erros de parâmetros individuais.

METODOLOGIA DE CÁLCULO
A metodologia de cálculo implementada em dispositivos dispositivo de medição eletrônica de gás individuais utilizará a
forma básica da equação de vazão. Essas equações podem ser simplificadas, como descrito em A .2.3.
Quando as condições de operação requerem amostragens e cálculos mais ou menos freqüentes, o critério de projeto deve
atender a uma incerteza diária não maior do que 0.5 porcento. O erro associado à metodologia de cálculo implementada
deve ser calculada somando-se o erro de intervalo de amostragem/cálculo e o erro de intervalo de integração .

Nota: a figura A-10 foi desenvolvida empiricamente, supondo-se uma correlação direta entre o parâmetro que está sendo
calculado e a variação da vazão. A máxima diferença entre o volume calculado usando-se médias ponderadas da vazãoe
as médias ponderadas por tempo foi determinado para a variação do perfil da vazão. Dependendo da magnitude da
variação da vazão, , o erro máximo irá ocorrer entre o início da variação da vazão e o ponto no qual o intervalo de tempo
antes da variação se iguala ao intervalo de tempo após a variação

A.2.5. equação de energia

A energia acumulada é calculada pela integração da vazão e energia, como segue:


APÊNDICE B – TÉCNICAS DE ESTABELECIMENTO DAS MÉDIAS

Para as médias ponderadas ao fator tempo a terminologia “ dependente da vazão” refere-se ao requisito , o destes
valores somente serem calculados durante períodos d existência real de vazão. Os métodos para a realização destes
cálculos encontram-se descritos nas equações abaixo Também poderá ser utilizado qualquer outro algoritmo que
produzao mesmo resultado

B.1 PERÍODOS DE CÁLCULO


B.1.1 ONDE EXISTIR VAZÃO

Para períodos de cálculo onde existir vazão aplicam-se as fórmulas abaixo:

Média linear dependente da vazão ponderada em relação ao tempo

k
1
pf =
tf
∑pt F
i=1
i i i

a. Média “formulaic” dependente da vazão ponderada em relação ao tempo

1 k
1
p f = p yf y onde p fy =
tf
∑p t F
i=1
y
i i i

b. Média linear ponderada em relação a vazão

1 k
pf = ∑ pi tiWi
t z i=1
c. Média “formulaic” ponderada em relação a vazão

1
1 k y
pf = p yy
f onde p = ∑ pi tiWi
y
f
t z i =1

B.1.2 ONDE NÃO EXISTIR VAZÃO

Para períodos de cálculos onde não existir vazão aplicam-se as fórmulas abaixo:

a. Médias lineares (tempo ou ponderada na vazão)

1 k
pn = ∑ pi ti
tk i=1
b. Médias formulaic (tempo ou ponderadas na vazão )

1
1 k y
pn = pny y onde pny = ∑ pi ti
tk i =1

B.2 PERÍODOS DE AMOSTRAGEM


B.2.1 ONDE EXISTIR VAZÃO

Onde o período de amostragem forconstante (isto é, ti = constante), as fórmulas para o cálculo dos períodos em que
existe vazão sãos:

a. Média linear dependente da vazão ponderada em relação ao to

1 k
pf = ∑ pi Fi
t x i =1
b. Média formulaic dependente da vazão ponderada em relação ao tempo

1
1 k y
pf = p yy
f onde p = ∑ pi Fi y
f
t x i=1
c. Média linear ponderada em relação a vazão

1 k
pf = ∑ piWi
tw i=1
d. Média formulaic ponderada em relação a vazão

1
1 k y
p f = p yf y onde p yf = ∑ pi Wi
t w i=1

B.2.2 ONDE NÃO EXISTIR VAZÃO

Onde o período de amostragem for constante (isto é, ti = constante), as fórmulas para cálculos de períodos onde não
existe vazão sãos:

a. Médias lineares (tempo ou ponderada na vazão )

k
1
pn =
K
∑p
i=1
i

b. Médias formulaic (tempo ou ponderada na vazão )

1 k
1
pn = pny y onde pny =
K
∑p
i=1
i
y

Onde:
O tempo de vazão durante o cálculo é
k
t f = ∑ti Fi
i =1

O somatório dos fatores ponderados na vazão durante o período de cálculo é


k
t z = ∑tiWi
i =1

O tempo total para período de cálculo é

k
tk = ∑ ti
i=1

O número de amostras quando existir vazão durante o período de cálculo é

k
t x = ∑ Fi
i=1

Somatório dos fatores ponderados na vazão durante o período de cálculo é


k
tw = ∑Wi
i=1

pf = Média da variável de entrada durante períodos de cálculo com vazão.

pn = Média da variável de entrada durante períodos de cálculos sem vazão.

i = Índice especificando o período da amostra.


k = Total de amostras no período do cálculo.

pi = Valor da variável de entrada no período da amostragem i.


y = Menor (order Power) em que cada variável de entrada aparece na equação de medição da
vazão ou do volume.
ti = Intervalo de tempo para período de amostragem i.

Fi = Fator da Vazão dependente O seu valor é Zero se não houver vazão no período de
amostragem i, e um se houver vazão no referido período. .
Wi = Fator de ponderação da vazão (flow weighting factor). Este será tipicamente expresso por
(hw)0,5 para o caso de medidores tipo placa de orifício.
APÊNDICE C – EQUIPAMENTO DE CALIBRAÇÃO E VERIFICAÇÃO

C.1 Pressão Estática

O equipamento de calibração/verificação estático é utilizado para determinar ou produzir com exatidão um sinal de
pressão no elemento sensor de pressão do transmissor de pressão estática. A pressão utilizada para calibração do
transmissor de pressão estática pode ser fornecida por várias fontes . Desta forma, a saída eletrônica do transmissor de
pressão é ajustada ou calibrada para corresponder ao sinal de pressão.
Os equipamentos de calibração/verificação de pressão estática dividem-se em três tipos principais, a seguir:

C.1.1 HIDRÁULICA/PNEUMÁTICA

Um equipamento gerador de sinal hidráulico ou pneumático pela colocação de pesos conhecidos sobre um pistão de
tamanho conhecido é geralmente denominado “Balança de peso morto”. Estes dispositivos formam um padrão secundário
para medidas de pressão através do uso de pesos e um pistão com área ambos conhecidos.
Devido a sensibilidade do equipamento de calibração/verificação, considerações devem ser levadas em consideração
as constantes gravitacionais e outras influências ambientais. Para latitudes menores do que 40 graus, ou maiores do que
50 graus, ou ainda, para altitudes superiores a 5000 pés, as “balançsa de peso morto” deveram possuir pesos ajustados à
gravidade local, ou deverão ser aplicados fatores de correção apropriados para proceder ajustes dos efeitos da gravidade
local. Deverão ser levadas em consideração as especificações do fabricante do equipamento antes de sua utilização
C.1.2 AJUSTAGEM

Os dispositivos de pressão estática ajustáveis geram sinais de pressão estática e medem o sinal gerado. O sinal é
ajustado para a pressão desejada conforme indicado pelo instrumento de medição. O gerador de sinais pode ser
combinado com o instrumento de medição sendo que neste caso , este calibrador; ou gerador de sinais de pressão e o
instrumento de medição constituem-se em uma ou mais unidades separadas.

C.1.3 LEITUR

Dispositivos de leituramedem somente o sinal de pressão aplicado sobre o transmissor de pressão estática oriundo de
uma fonte externa. Exemplos: são Manômetros de Teste de peso morto e os instrumentos digitais de pressão.

C.2 Pressão Diferencial

Os equipamentos de calibração/verificação de pressão diferencial são utilizados para gerar com exatidão sinais
conhecidos de pressão diferencial no elemento(s) sensor de pressão do transmissor de pressão diferencial. A saída
eletrônica do transmissor de pressão é ajustada ou calibrada para corresponder ao sinal de pressão. Na prática, somente
um sinal de pressão é gerado e referenciado à pressão atmosférica, criando assim, uma pressão diferencial entre o sinal
gerado e a pressão atmosférica.
O equipamento disponível para calibração/verificação dos transmissores de pressão diferencial é similar aos usados
para transmissores de pressão estática como descritos na seção anterior. Uma exceção são os manômetros preenchidos
com fluido. Entretanto, estes manômetros não são adequados para verificação/calibração de dispositivos eletrônicos,
porque estes não possuem resolução adequada.

C.3 Temperatura de Escoamento

O equipamento de calibração/verificação de temperatura de escoamento é utilizado nos instrumentos que medem a


temperatura do fluido.. A medição feita pelo elemento sensor pode tanto ser utilizada pela medição de gás eletrônica ou
covertido em sinais eletro-eletrônicos tais como, sinais de 4 a 20 mA por um transmissor para entrada na medição de gás
eletrônica.Durante a calibração e verificação, o sensor é colocado em um ambiente de temperatura controlada (banho
termostático). Os erros máximos admissíveis do dispositivo de temperatura controlada devem ser de ± 0,2ºF. Este
requesito relacionado à exatidão deve levar em conta a não uniformidade do bloco termostático e a exatidão do padrão de
temperatura. Deverão ser tomados cuidados por ocasião do posicionamento do sensor, no sentido de minimizar os efeitos
d condutividade térmica do sensor pra a atmosfera, transmissão de calor não uniforme e outros fatores.

C.4 Geradores Eletrônicos de Sinais

C.4.1 ANALÓGICO

Geradores de sinais analógicos são usados para calibração/verificação do equipamento de medição de gás eletrônica
que recebe um sinal analógico Os sinais analógicos padrão incluem volts (v) e ampères (a). As aplicações típicas de gás
eletrônica que requerem sinais analógicos de entradas para calibração/verificação, incluem computadores de vazão que
recebem sinais analógicos de transmissores de pressão diferencial, pressão, vazão e temperatura.
Um gerador de sinais analógicos pode consistir de um dispositivo composto de uma fonte de sinais e um dispositivo de
leitura (calibrador) incorporados ou dispositivos separados conectados para fornecer uma fonte de sinais e um leitor ou
indicador em separado. Cada integrante de um dispositivo composto ou sistema agrupado que é usado para
calibração/verificação de dispositivo de medição de gás eletrônica deve atender às condições estabelecidas nesta norma
aplicáveis ao disposotivo ou sistema utilizado.
Dispositivos que geram sinais analógicos (tensão, corrente ou freqüência) devem atender aos seguintes requisitos ao
que tange a estabilidade e composição do sinal:
Estabilidade: significa que as fontes de tensão ou corrente não flutuaram mais do que ±0,1% durante um período
correspondente a de 150% do período do tempo no qual a medida é requerida para ser feita.
A composição de um sinal requer um ripple (ondulação) máximo permissível de 0,1%.
Os dispositivos de medição digitais ou através sinais de pulso, ou dispositivos de leitura em sistemas compostos ou ainda
calibradores deverão atender aos requisitos para “multímetros digitais” conforme item C.4.6,deste apêndice.

C.4.2 SINAL DE PULSO

Os geradores de sinais de pulso são usados para calibração/verificação do equipamento de medição eletrônica de gás
que recebe um de sinal de pulso de entrada. Estes sinais são tipicamente gerados por medidore tipo turbina, diafragmas
rotativos, Coriollis ou Vortex.
Os geradores de pulso deverão gerar um nível de pulso (corrente ou tensão) correspondente à ± 5%saída do
instruemnto simulado. A tolerância do pulso para um dado intervalo deverá ser pelo menos duas vezes melhor que a
incerteza do simulador.

C.4.3 FREQUÊNCIA

Os padrões de freqüência deverão gerar uma forma de onda senoidal, com uma distorção harmônica máxima de 1%. A
exatidão da estabilidade de freqüência deverão ser pelo menos duas vezes melhor que o dispositivo que está sendo
testado para 150% da duração do teste.

C.4.4 DIGITAL

Os geradores de sinais digitais são usados para calibração/verificação do equipamento de medição de gás eletrônica
que recebe um sinal eletrônico digital. Saídas digitais dos transmissores de vazão ou computadores existem quando cada
transmissão digital é usada para enviar dados de volume ou massa.
Estes padrões não abrangem os requisitos para os protocolos de comunicação digital ou seus respectivos meios, tais
como: RS-232, IEEE-488 e outros. Os requisitos para uso e calibração/verificação desses meios de comunicação digital,
são estipulados por grupos e organizações, tais como: Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) e Electronics
Industries Association (EIA).
Um gerador de sinais digitais pode consistir de um dispositivo composto de uma fonte de sinais e um dispositivo de
leitura (calibrador) incorporados por dispositivos separados conectados para fornecer uma fonte de sinais e leitura e
indicação em separado. Cada parte do dispositivo composto ou sistema agrupado que é usado para calibração/verificação
de dispositivo de medição de gás eletrônica deve atender as condições estabelecidas nesta norma aplicáveis ao
dispositivo ou sistema em questão.

C.4.5 RESITÊNCIA

Os dispositivos de sinais de resistência são usados para simular os sinais dos sensores de temperatura (RTD) por
ocasião da calibração/verificação da medição de gás eletrônica.
O dispositivo de resistência deve possuir uma década de resistência ou elemento de resistências individuais que
tenham sido preparadas para uso como uma resistência padrão. As décadas de resistência deverão possuir uma resolução
mínima de 0,1ohm. Resistores individuais precisão estar dentro de uma proteção e providos de terminais adequados.
A exatidão dos dispositivos supracitados deverão ser pelo menos duas vezes melhor que a exatidão da RTD testada
acima da faixa de variação de temperatura ambiente no local de calibração/verificação.

C.4.6 MULTÍMETROS ELETRÔNICOS DIGITAIS

Os multímetros eletrônicos digitais (DMM) são dispositivos de leitura usados para medir vários parâmetros eletrônicos
associados com a calibração/verificação dos instrumentos dispositivo de medição de gás. eletrônica Incluem-senestes
parâmetros a tensão, a corrente, a freqüência e a resistência. As especificações e requisitos para os multímetros listados
nesta seção devem também ser aplicados para dispositivos que medem uma ou mais parâmetros, dispositivos de leitura
constituídos de fontes integradas à medição ou calibradores.
Todos os DMM deverão ter, como mínimo, quatro dígitos significativos visualizados para todas as medidas usadas na
calibração/verificação dos dispositivos de medição de gás eletrônica. Os requisitos mínimos relacionados às exatidões e
faixas usualmente aplicáveis a dispositivos de de medição de gás eletrônica são dadas abaixo:

Tensão (V ou mV): 0,05% da leitura


Corrente (mA): 0,075% da leitura
Freqüência (Hz): 0.0005% da leitura

Observe que os requisitos exatidão acima requerida iincorporam o efeito da incerteza do último dígito
Para qualquer outra medida eletrônica executada, os requisitos mínimos relacionados à exatidão dos dispositivos de
calibração e medição deverá ser duas vezes maior que a exatidão do dispositivo que está sendo calibrado.

C.5 Freqüência de Calibração

Todos os instrumentos eletrônicos utilizados na calibração/verificação do dispositivo de medição de gás eletrônica


devem ser inspecionados e calibrados uma vez a cada dois anos ou como recomendado pelo fabricante, prevalecendo o
menor dos dois períodos. Os padrões usados para calibração/verificação devem ser rastreados aos padrões primários e
mantidos por padrões reconhecidos internacionalmente como o National Institute of Standards and Technology (NIST).
Uma identificação de calibração deve ser colocada no equipamento constando data de calibração, pessoa que efetuou
a inspeção e a data da próxima certificação.
Instrumentos instalados em ambientes agressivos requerem calibração/verificação em períodos mais freqüentes do que
o previsto, os quais são determinados experimentalmente. Os Iinstrumentos danificados ou que tenham sofrido queda não
deverão ser utilizados até que sejam inspecionados e recalibrados.

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