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Cultura e Historia Carvalho Sousa | Cultura e Historia de Portugal No cenario das sociedades globais, os fundamentos da comunicacdo intercultural constityem parte integrante das abordagens didaticas oo ensino e aprendizagem de uma Lingua Nao Matera. O ensino da Cultura, indisso- ciavel do ensino da Lingua, é hoje trabalhado numa base metodologico que, mais do que compartimentar, visa integrar os duas componentes. E deste principio que nasce 0 projeto Cultura e Hist6ria de Portugal, orientado para clunos de Portugués no estrangeiro e passivel de ser adaptade a diferentes faixas etarias e utilizado em contextos educativos diferenciados. Cultura e Histéria de Portugal € composto por do's volumes © norteia-se pelos principios enunciados no Quadro Europe Comum de Referéncia para 6s Linguas (GECRI, no Quadro de Referéncia pore 0 Ensino Portugués 0 Estrangeiro (QuOREPE] e nos Programas para o Ensino Portugués no Estran- geito, privilegiando a abordagem interdisciplinar. No enquadramento das orientacdes do QuaREPE, o volume | destina-se 2 alunos com um nivel de proficiencia inguistica inicial/intermedio {a2/B1); 0 volume 2, para alunos com tum nivel de proficiéncia avancado/independente (82/C1). Ambos os volumes testruturam-se em quinze unidades tematics com uma estrutura homogé- nea: textos para exploracao, ilustrados Por imagens reais, complementados por varias rubricas: « Curiosidades - apontamentos de informacao * Saber mais - desenvolvimento de um dos temas textuais * Recorda — sistematizagao dos topicos mais relevantes de cada unidade : propostas de athidades -atvidades 4 CO projeto inclui ainda 0 Livro do Professor, que reune sugestoes metodold- bordados nos manuais & atividades de avaliagao gicas dos conteddos Tanto as sugestoes metodologicas, como as atividades de avaliagdo se arti- culam com outras: areas disciplinares. promovendo ‘cocruzamento de saberes e competéncias. Considerando © enquadramento do ‘QuaREPE no ambito da comunicagao intercultural, remetem também, frequentemente, para as expe- junos, com Oo objetivo de criar uma reflexdo sobre 0 fe exploracdo centradas no aluno rincias culturais dos al didlogo entre culturas. E, pois, com conviccao que apresentamos Cultura e Historia de Portugal ‘como um recurso didatico a ser explorado nos mais diversos contextos do Ensino Portugués NO Estrangeiro. Indice Da monarquia & democracie ‘ito s&culos de politica nacional 6 1. Migragdes em Portugal: partidas, chegadas eregressos 2. Uberdade religiosa e didlogos entre crengas..... 8 3. Sociedade portuguesa aval: pluralismo, tnovagbo, igualdade 9 Recordo 0 omg Ded Lusofonia A lingua portuguesa no mundo: legad intercultural, 0 1. Brosile Angola: eb attantico 2 2. Mocambique e Guiné-Bissau: dois oceanos, uma lingua. venvesan B 3. Sdo Tomé e Principe, Cabo Verde e Timor-Leste: iihas encantadas. 4 Recorda Ss — Oe) Mosica Misica portuguesa: da tradicao popular 4 fusdo do modemidode 6 1. Fado, cancdo da saudade e da alma portuguesa zi Vv 2. Amisica erudita portuguesa 8 3. Amisica popular: da cancdo de intervencao- {0 tempo presente ” Recordo, 20 — TO [ores] ‘Dango tradicional e danca como expresso social 21 1. Addanca portuguesa: um projeto adiodo....... 22 2. Ballet Gulbenkian e Companhia Nacional Boilado: « Nova Danca Portuguesa, 23 '3. Adanga portuguesa hoje: caminhos de excegdo. 24 Recorda 25 ney Ey pd SSegredos para o bem-estar do individuo: desporto esadde 26 1. Paixdo lusitona: tradigdo futebolisica em Portugal. 7 2. Modalidades ofmpicas e paralimpicas medalhados portugueses. 28 3. Desportes radicais: adrenalina e espirto aventureiro 29 Recorda 30 ame Ty fer Primeiros passes do cinema nacional: pioneios © sonhadores. a 11. Ocinema sob a ditadura: propaganda e alienacdo do piblico. 32 2. De Cinema Novo oo cinema em lberdade: 0 fim da ditadura. 33 3.0 cinema portugues na atualidade 3 Recorda 35 =, ed Be) Teatro em Portugal: religido e critica social. 3% 1. Depois de Gil Vicente: 0 teatro do Renascimento a0 Romantismo 7 2. Garret eo Teatro Nacional: ensoio pora a modemidade..... 38 3. Teatro contempordneo em Portugal 38 Recorda . 40 eee haeniasichs Uteratura Cultura em cantigas e versos: origens da literatura portuguesa 4 1, Aidade da razdio chegou em palavras: de Camées a Antonio Vieira 42 2, Arcadismo, Romantismo e Realismo na literatura portuguesa 43 8. Escrever 0 contemporaneo: do século XX @ atualidade 44 Recorda 45, Arte portuguesa: influéncias e primeiros representantes 46 1. Edetismo na evolugdo da arte nacional 47 2. Vanguarda arfstica e consciéncia social na arte do século Xx ome 48 3. Da Revolugdo 0 presente: arte nacional, arte plural se AY Recorda 50 —y Tradigdo e modemidade: ensaios do design em Portugal. ~ 5 1. Da ditadura & democracia: percurso do design PORUGUES nnn 52 2. Design portugués contempordneo: identidade e internacionalizacao 53 3.0 design de moda em Portugal. 53 cin tnmn peas: | ws Ur Petco Inflvéncias da arquitetura portuguesa 56 1. Evolugdo da arquitetura portuguesa... 57 2. Entre a monarquia e a ditadura: arquitetura nacional NO SECUIO XK....rsnsennsennnsnnnne $8 3. Por uma arquitetura mais humana: da Revolucdo @ atvalidade...... 59 Recorda. _ 60 — TM | Patrimonio natural: proteger o que é de todos nés.... 61 1. Tesouros aquaticos de Portugal: mar, rios, lagoas e estuarios 62 2. Maravilhas rochosas: grutas,fol6siase serras.... 63, 3. O verde da paisagem portuguesa: florestas €e malas nacionais 64 Recorda 65 ae A aK) aS) Aarte de bem receber e partilhar: turismo. em Portugal 66 1. Praia, natureza e aventura: paisagens © experiéncias. or 2. Turismo nas cidades: cultura e entretenimento 68 3. Revisitar 0 passado: raters histéricos & religiosos. 69 Recorda, i 70 uy Unidade 14 EL} ‘Artesanato portugues: das regides aos centros urbanos. n 1, Artesanato regional: objetos com memoria... 72 2, Artes oficos: cestara, tecelagem e olaria.... 73 3, Delicadeza e sofisticacao: rendas, bordados e joalharia, 4 Recorda 75 cy a) PS) Cultura & mesa: gastronomia na vida portuguesa... 76 1. Sabores e afetos: culinaria e raizes regionals... 77 2. Do Minho a0 Algarve: pratos tipicos e produtos locais i 78 3. Dogaria, queiios e vinhos na culinaria portuguesa. 9 Recorda 80 — ‘20 vonias 0s historias relaciona dos com 0 perseguiio politica fevata « cabo pla PIOK que a0 fongo de dbcadas fez centonas 6 press polticos, Ayaro Cunhol {or proxagonista de urna das mas eopatorshones fuga da prisbo fen 900, 0 destocado Wider do PP eradu-s0, Com mos com> panhwnos, do Forte de Peniche, uma das prises com motor nivel 16 seguranga ern Portugal Implantogio:iivosu4hn, estabele cen ‘erarqula: organizaxto de uma wxtedite segundo visios grous do poder © dasses socials ‘Utinatio: condicfes ndo negocio oie que urn Estado opresenia a ‘auto para 0 forgar a tornar urna dada posto ou decio politica ‘sanwamento, reparaqio, organiza (ho, vomnecionpo etl ennishn on doporiocio do pes de orion, abondono da pAaiia ‘phuricudnaa:coniorto er que om ‘isern 6 ve aniculorn culuras dio Da monarquia 4 democracia: oito séculos de politica nacional longo regime politico em Portugal foi a monarquia, que dur 910, data da Implantaca desde 1143, ano do reconhecimento do pais, até da Repiblica, Nao obstante os feitos dos reis portugueses, muitas vez: homens de grande visio, estes foram oito séculos de hierarquia rigida sem participacdo do povo na governagdo. No século XIX, 0 Ulimato Britanico, as invasées napoleénicas e as luto liberais impulsionaram 0 movirnento republicano, que viria a por fim a rmonarquia, a 5 de outubro de 1910. Assim se forrnou a 1° Repoblica, que fo! lum projeto falhado de sucessivos governos face ao trauma da 1° Grande Guerra Mundial e da vida miseravel do povo J-5e urn golpe de Estado que instaurou a Ditadura Militar, e, Fm 1926 dois anos depois, Antonio de Oliveira Salazar foi nomeado como Miinistro das Finangas, iniciando um saneamento das contas piblicas e ganhando a ‘admirago do pais, que assim viu nascer a sombra do Estado Novo. Este regime {ol instituido por Salazar quando ascendeu a Presidente do Conse tho em 1933, A censura e a policia politica (PIDE ~ Policia internacional e de Defesa do Estado) foram os mecanismnos da ditadura para exercer controlo tolal sobre a populacdo, Tortura, prisdo ou exilio. eam os destinos para quer ousasse desafiar o regime m 1974, caiu a ditadura e Cor 0 golpe militar dos Capitées de Abril ferminou 0 medo ea Guerra Colonial, que Portugal travava em Africa desde 1961, Assim chegou a liberdade aos portugueses e a independéncia « povos colonizados. Muitos lideres politicos estiveram associad tra a ditadura, entre os quais Alvaro Cunhal e Mario Soares, que se des car na meméria democratica dos porlugueses, Na Giltima década, trés politicos portugueses foram nomneado: destaque internacional: Ourdo Barroso, Presidente da Con gos d Europeia, Jorge Sampaio, Alto Comissdrio das Nagdes Unidas p logo das Civlizagées, e Antonio Guterres, Alto Comissério das t das para os Refugiados, A aprendiza: gern da democracia néo foi facil, nas Portugal & hoje uma naga inclusiva, folerante e ‘pluricuttural, capaz de enfrentar 0s desatios globais do shculo XX 1. Migracdes em Portugal: partidas, chegadas e regressos Os portugueses tém bem presente a ideia da viagem e da distancia nas uma vez que sempre tiveram contacto com outras culturas, dentro e fora do pais. Primeiro, foram as presencas romana, arabe e de Povos vindos de outras partes da Europa que marcaram a evolugdo da cul tura portuguesa. Mais tarde, com os Descobrimentos, os portugueses sai ram em busca de novos horizontes, estabelecendo-se um pouco por todo 0 mundo suas vidas, 0 seculo XX e a ditadura moldaram novas migracées. Por um lado, a obsessdo de Salazar com a ocupagao efetiva das colénias levou a um @xod0 de cidadaos que viam em Africa a possibilidade de uma vida melhor ede fuga mao de ferro do regime. Por outro lado, para os que nao conse- guiam a famosa «carta de chamada» que autorizava a ida para as colé nigs, restava a emigracdo ilegal, sobretudo para Franca Apés 0 25 de Abril, a descolonizacao forcou o regresso dos colonos por: tugueses em Africa, aos quais se juntaram imigrantes das antigas colonias, gue na sua maioria fugiam dos contextos de guerra civil em Angola Mogambique e na Guiné-Bissau. 500 anos depois do contacto inicial com 9 povos do Império, Portugal aprendeu também a ser um lar para os imi grantes. Nas Ultimas décadas, instalaram-se no pais comunidades de pai ses do Leste da Europa, da China, do Paquistao, da india e de diversos paises africanos. O proceso de integracao fo, e ainda é, dificil. No entanto, na sociedade Portuguesa destacam-se a pluralidade cultural e a promocdo do didlogo entre as varias vozes, linguas, religides e culturas que sao 0 espelho demo. iético do Portugal contempordneo e do futuro, senga da comunidade indiana em Usboo. Unda de Suza @ uma das figuras ‘mais conhecidas da emigracdo portuguesa para Franca que ocorreu nas décadas de 60 e 70 do século XX. Oriunda de uma familia pobre, entrou clandest: namente no pois para trabalhar como empregada de limpezo, mas acabou por se tomar numa das cantoras mais conhecidas & ‘omadas na época em Franca, {quer por portugueses, quer por fronceses [81 Unda de su {xodo: soida de um grande rnomero de pessoas de um pais ov regio 1 Seagoge Kadoore - Melo Ho » 2. Liberdade religiosa e didlogos entre crenca No Historia de Portugal, em linha com o que sucedeu na Europa, t Periodos de intolerdncia e perseguicdo religiosa, fruto de ruitas fr provocadas pela imposicdo ou proibicao de uma f6. A Inquisicao, ex do dos judeus ou a conversdo dos povos indigenas nas colénia: exemplos de momentos em que a influéncia da religido teve efeitos nex vos draméticos. As instituigées, no entanto, acompanharam a evolu social, adaptando-se a novas mentalidades. Foi assim, também, com \greja Catdlica em Portugal, q e hoje tem urna fungdo inclusiva e tolera A Constituigdo Portuguesa, reforcada pela Lei da Liberdade Religios gorante que todos os residentes em Portugal sejam livres de exprimir e pr fessar a sua fé sem qualquer distingdo relativamente 4 maioria catdlicc que inclui cerca de 61% dos crentes Hoje em dia, a questao religiosa debate-se em Portugal em termos do dilogo inter-religides, que pretende aproximar povos e culturas. Para além do catolicismo, tém representacdo em Portugal muitas outras religiées, incluindo 0 judaismo, a evangélica, 0 islamismo, o hinduismo, 0 ristianismo ortodoxo, o budismno, o bahaismo e as testernunhas de Jeové, A tolerancia religiosa & um dos crtérios pelos quais se pode avaliar o estado avancado e progressive da demnocracia portuguesa. Sistema educativo portugués O sistema educativo portugués é uma mais-valia do pais e dos seus cidaddos e rege-se pela Lei de Bases do Sistema Edu cativo, que define a estrutura da educacdo escolar em Portugal em tr€s etapas: o ensino basico e o ensino secundario, que sdo obrigatorios e gratuitos e perlazem um total de doze anos de escolaridade, e 0 ensino superior, que é opcional ensino superior portugués inclui o ensino universitario € 0 ensino politécnico, que sdo oferecidos em instituicoes de ensino superior pOblicas e privadas reconhecidas pelo Ministerio da Educagao e da Ciéncia Em 2005, iniciou-se a reforma do sistema de ensino superior, de modo a introduzir 0 Processo de Bolonha, um projeto que tem o objetivo de uniformizar o ensino superior € dar equivaléncias aos estudantes de todos os paises membros da Unido Europeia. Numa noticia de maio de 2013, o jornal Pablico anun- lou que «0 sistema de ensino superior nacional foi o 22.° melhor do mundo em 2012», mais uma confirrnagao do prestigio e qualidade das universidades portuguesas. Sociedade 3. Sociedade portuguesa atual pluralismo, inova¢ao, igualdade Apprimeira década do século XX! lestemunhou situagdes na politica eco: nomica mundial que resultaram numa crise 4 escala global. Apesar da fra gliidade deste contexto, Portugal apresenta indicadores muito positivos de desenvolvimento humano e social, reflexo da evolucdo do pais em demo. racia e enquanto membro da Unido Europeia desde 1986. Em diversas dimensdes da vida social, Portugal tem sido um exemplo de sucesso de projetos comuns. £ o caso da igualdade entre géneros, da liber dade religioso, da integracdo das comunidades minoritarias e da toleran- io inteteulturall. A legislacdo portuguesa esta entre as mais progressivas, Por exemplo, no que diz respeito 4 imigracdo e @ orientagao sexual, sendo legal o casamento entre pessoas do mesmo sexo Na educacdo, Portugal tem uma taxa de literacia superior a 95% e um Modelo educativo que promove a mobilidade social, assegurando que os cidaddos tenham acesso gratuito 4 escolaridade minima obrigatoria, 0 12. ‘ano do ensino secundario. O ensino superior em Portugal é hoje frequen- tado por estudantes dos mais diferentes contextos socials. As universidades Portuguesas sdo centros académicos bem posicionados e prestigiados no contexto internacional De acordo com o indice de Desempenho Ambiental, no qual ocupa a posicGo 47 entre 132 paises, Portugal tem indicadores acima da média em qualidade ambiental, poluigdo do ar, agua, recursos naturais e alteracoes climaticas Portugal é um pais que respeita os valores e compromissos de uma sociedade democratica e inclusiva, empenhada em construir um projeto nacional de qualidade para os cidadaos e para as geragdes futuras. intercuttrak: didlogo e relagdes entre culturas distintas Ls * Em mais de oito séculos ortug diferentes regimes politicos: a monara do Estado Novo e, a partir de 1974, a democ deu origem a um sisten livres ‘* A maioria dos portugueses, cerca de 81%, professa a {€ cotdlica. No entanto, a separacéo de poderes @ lgreja e 0 Estado € absoluta e a Lei da Religiosa protege os direitos iguais das outras em Portugal ‘* Apesar do dificil percurso do sociedad cenério positivo de justica e inclusdo social * Portugal ocupa boas posicées nos rankings rnundiais de desenvolvimento humano, sustentabiidade ambiental educagao e tecnologia. * Atualmente, vive-se no pais um clima de tolerancia respeito pela diferenca, que se traduz em fortes medi das contra as varias formas de discriminacéo nultipaniidério de eleicbes berdad portug desde abril de 1974, 0 pais goza atualmente hist6rio, Portugal afravessou ides =e 1._As migracées so movimentos importantes de saida e ‘entrada num pais. Recorda as principais tendéncias da ‘emilgrago e imigragéo em Portugal e relaciona-as com 5 contextos politicos e econémicos do pais. 2. Propomos-te a organizacGo de um dossié tematico sobre as religides no teu pais ¢ a sua origem historica 3. Refiele sobre 0 que leste acerca do portuguesa atval ¢ tenta estabelecer pontas com a tua socledade. Usa 05 topicos de como 6reas de referéncio, A lingua portuguesa no mundo: legado intercultural Os Descobrimentos contribuiram para o progresso da cultura ocidental ‘para a visto do mundo como espaco global. impulsionada pela acao do Infante D. Henrique, o expansdo maritima concretizou-se nos fellos de grandes navegadores como Vasco da Gama, Pedro Alvares Cabral, Ferndo de Magalhdes e Bartolomeu Dias. © Império Utiramarino Portugués acu mulou possessdes em AVrica, na América e na Asia, Com o tempo, defini: -se como Império Colonial, uma orientagdo politica de expansionismo e dominacdo que, no caso portugués, durou até 1974, quando o fim do Estado Novo restitiv cos paises colonizados a sua Independencia Quinhentos anos de interedambios entre os varios pontos do império mo! daram espacos culturais de grande diversidade. A fSd0 de elementos da cultura portuguesa com as culturas nativas gerou manifestacdes Unicas nas artes, na arquitetura e na literatura. O mais importante legado port: QuBs nesses paises foi, sem divida, a lingua portuguesa. Lingua oficial de ilo paises, com mais de 240 milhdes de falantes, a lingua portuguesa é a ‘quarta mais folada no mundo (dados estatisticos do Observatorio da Lingua Portuguesal e é lingua de trabalho em indmeras organizacées mundiais. Esta unidade sera uma viagem pela pluralidade cultural da lusofonia, que Je ird revelar a importincia do portugués no didlogo e na aproximagdo entre cuturas diversas, constitvindo por certo o patriménio portugués mais valioso. Origem e propagacao da lingua portuguesa © portugues @ uma lingua romanica, ou seja, nascida do Jatim, que era a lingua falada no Império Romano. Além da base latino, 0 portugués recebeu influéncias celtas, gregas, germanicas e Grabes. A evolugdo historica da lingua portu- ‘guesa a0 longo dos séculos deu origem ao portugues atval, que se divide em duas variantes essenciais: 0 portugues euro- peu e 0 portugués do Brasil ‘Aexpansao da lingua portuguesa no mundo, fator de diver- sidade linguistica e cultural, aconteceu a partir dos Descobri- mentos. Ainda no século XVI, j4 era o idioma utilizado na comu- nicacdo e relacdes comerciais com povos da Asia e de Arica, (Os espacos abrangides pela lingua portuguesa constituem ‘alusofonia, um espaco linguistico comum que atravessa varias reas geograficas e culturais, desenhando um mapa de didlo- gos entre culturas diferentes. {A tngua portuguesa debxou tra ‘08 também em paises onde esta ‘do 6 0 lingua oficial, como por ‘exomplo em Goo. Aqui, 0 nome de um dos pratos nacionals mais conhecidos, 0 vindaloo, tem or gem numa palava portuguesa que 6 vinha dalhos, A CA, Comunidade dos Poises de Lingua Portuguesa, fol criada fem 1996 com o objeto de ser ‘Uma platatorma de ditlogo e coo: [peragdo entre os paises membros © afirmar a pluraldade dos espo: {08 de expresso portuguesa. Uttramarine: olémm-mar ‘expansionismo: poliica de alorgo mento das fronteias ou teritério de um pais Iintorcdimbios: rolacdes de Wrocas ‘entre paises ov instiuigdes, que podem ser cuturas, sociais ou comercials fusdo; mistura, combinagdo de duas coisas que formam um pro duto novo ad ‘cosmopoiitsmo: qualidade do que 6 proprio das cidades e centros vrbonos redutos: sitio seguro de prolegao refogio, forificagdo de detesa © Brasil € 0 maior pais de expressdo portuguesa, com mais milhdes de habitantes. A incrivel diversidade da fauna e da flora brasic ‘Floresta Amaz6nica, o Pantanal, as magnificas praias e paisagens, 0 c mMopolitismo e a vibrante cultura urbana de cidades como Rio de Jar 5. Paulo ou Recife fazer do Brasil um dos grandes redutos naturais d neta e um dos destinos turisticos mais procurados. As varias etnias e r multiculturais traduzem-se numa cultura mundiaimente famosa: Pek Ronaldo no futebol, o Carnaval do Rio, 0 folclore da Bahia e, claro, 0 Sa @ Bossa Nova, linguagens musicais de cantores e compositores cor Caetano Veloso, Chico Buarque, Tom Jobim, Elis Regina e Martinho da Vil A literatura brasileira inclui os notaveis Jorge Amado, Machado de Assi Carlos Drummond de Andrade, Clarice lispector e Jodo Ubaldo Ribeiro, vozes que celebram aquele que é 0 pais de todas as racas. Angola tem sovanas, floresta tropical e praias que acolhem uma impressionante vida selvagem. Pais rico em petréleo, ouro e diamantes, é hoje uma economia em crescimento. Existem em Angola varias linguas acionais, como 0 umbundu, o kimbundu eo kikongo. Os ritmos do sernba, kuduro, kizomba e merengue dominam os bairros de Luanda, Lobito Benguela e Huambo, as principais cidades. A gastronomia e o artesanato acresentam sabor e colorido & cultura popular angolana. Luandino Vieira Pepetela, Ondjaki, Alda lara e José Eduardo Agualusa séo nome ‘expressivos da violidade da literatura de Angola. Nas artes plasticas, o: ‘obras de Lundangj, Alvaro Macieira ou Viteix atestam a consolidagao « panorama arfistico. 267 Gamiboa e Mawete Paciéncia sao cineastas cor um contributo importante para o cinema angolano, da tha de Luanda, Angola. Lusofonia 2. Mocambique e Guiné-Bissau: dois oceanos, uma lingua Cerca de 23 milhdes de habitantes compoem a mutiplicidade étnica e linguistica de Mocambique. Cinsenga, xichangana, gitonga e maconde sao aigumas dos linguas nacionais. As principais cidades séo Maputo, a capital, Beira, Nampula, Tete e Inhambane. 0 litoral, que oferece sitios excelentes para a pratica de merguiho, ou os parques de vida selvagem, so airibulos que provam o potencial turistico de Mocambique. Destacam-se, na pintura e escultura, Malangatana, Bertina Lopes, Shikhani ‘ou Maimuna Adam, que reinventam simbolos da cultura popular como a capulana e a escultura. Craveirinha, Paulina Chiziane e Mia Couto sao autores com uma contribuigao importantissima na promocdo da cultura mogambicana. Licinio Azevedo, Isabel Noronha e Camilo de Sousa sao releréncias do desenvolvimento da cinematografia nacional ‘A Guiné-Bissau possui, além do territério continental, 0 Arquipélago dos Bijagés. Bissau, a capital, e cidades como Bafaté e Gabd sdo lar de cerca de um milhGo e meio de guineenses que ainda hoje vivern uma dura realidade social e politica marcada pela instabilidade. Nesta sociedade multiéinica, 0 fula, 0 mandinga e 0 crioulo guineense sao, além do Portugués, que € a lingua oficial, importantes veiculos de comunicacao entre diferentes comunidades. A danca e a mOsica sdo as expressdes culturais mais presentes e 0 gumbé é o estilo predominante. Nené Tuty € José Carlos Schwarz so misicos famosos na cultura guineense. BB esisose 2 cau 61999, admnsrado por Pog. cut macoerse fde elementos oes pt Iugueses na ruler, p0- nia na ene 3.0 po tr poreona © me ors prods ‘ohare uma copela, Macau. insularidade: fendmenos geograt- os e culturais proprios dos has diéspora: um povo que esta espa- thado pelo mundo ou uma comuni: dade fixada em lugares diferentes “4 3. SGo Tomé e Principe, Cabo Verde e Timor-Leste: ilhas encantadas Sd Tomé e Principe é um arquipélago situado no Golfo da Guiné. Proxim da linha do Equador, o cima quente e himido propicia as culturas de caca café, as quais, com a pesca e o turismo em expansdo, constituem a base eco ‘némica do pais. Diferentes grupos étnicos falam, além do portugues, 0 forro ‘ou sdo-tomense. A cultura performativa sdo-tomense é famosa pelo tchicholi, uma sintese de teatro, misica e danga, ber como par forrnas musicais como ‘Gssua ou socopé. Na literatura, Alda do Espirito Santo e Francisco José Tenreiro 0 escritores sao-tornenses de relevo Cabo Verde 6 um arquipélago wulcdnico que tem a cidade da Praia como capital, A insularidade que carateriza o viver caboverdiano e a diGspora espe {hada pelo mundo emprestam & cultura de Cabo Verde uma nostalgia que se manifesta na masica, com 0 crioulo caboverdiano e a «sodader a temper mornas, funanés e coladeiras nas vozes de Cesaria Evora, Bana, Tito Par Lura, Tcheka e Mayra Andrade, Também na literatura se revela a identidad da cutura cabo-verdiana: Baltazar Lopes, Sérgio Frusoni, Germano Almeiéa COrlanda Amarls sao autores de referéncia. Timor-Leste, ilha do Sudeste Asiatico, softeu cinco séculos de colonials portugues e vinte e quatro anos de ocypacao indonésia, raumas da memcr nacional. Xanana Gusmdo, politico, poeta e lider da resistencia timorense considerado um exemplo de coragem. Além do tétum e do portugues, ing ficicis, folam-se 0 fataluco, o mambae ou 0 macassai, entre outros Ii nacionais. 0 turismo é uma forte aposta no futuro de um pais com inhas, praias de uma beleza intocada e variedade de fauna e flora, ao: se juntam a cultura musical, a danca e 0 artesanato, ee Recorda +A lingua portuguesa é lingua oficial de oito paises e importante referéncia em Goo, Macau e varias comu: nidades espalhadas pelo mundo. Constitui a mais importante heranca da presenca portuguesa e é hoje Partilhada num espirito de cooperacao e intercultural: dade. * Cinco séculos de intercmbios e assimilacdes culturais marcaram as culturos plurais dos espacos luséfonos, que incorporam elementos das culturas nativas tradi- ionais e elementos da cultura portuguesa, originando contextos Unicos. Lusofonia Bostica do Bom Jesus, Velho Goo ey ) roposios diana mn de atividades 2. Faz uma selecdo de misicas e videos de dangas dos paises de lingua portuguesa e diverte-te a tentar 1. 0 documentario Lingua, Vidas em Portugués, de Vitor Lopes, conto com intervengées de José Saramago, Mia Couto, Jodo Uboldo Ribeiro e Martinho da Siva, Trata-se de um fime documental que pretende mostrar a diversidade cultural dos espacos de lingua portuguesa, numa reflexdo sobre a vida das pessoas comuns e da lingua que partlham. Vé o documento, disponivel na Internet, e regista os diferencas e variacdes de contexto ‘ede lingua que achares mais pertinentes. ‘aprender cada estilo que encontrares. 5 Misica portuguesa: da tradi¢Go popular G fusdo da modernidade A musica portuguesa desenvolveu-se com a sociedc distintos: 0 k » na sua relagdo com a vida urbana, a cangdo de interver com a oposigdo 4 ditadura e a masica tradicional no contexto do meio r ndsica tradicional porluguesa, por exemplo, tem raizes remotas ¢ atividades sociais como as colheitas, as vindimas, as romarias e as procissb« Cada regidio usa instrumentos diferentes: no Minho, instrumentos de corda: como 0 cavaquinho sto proeminentes, Nas Beiras, no Alentejo e em Ta ‘Montes destacam-se 0 adufe, o bombo ea caixa. A gaita de foles 6 usada em TrGs-0s-Montes, no Minho, na Estremadura e nas Be ‘A tradigdo de canto inclui as desgarradas ov 0s cantares regionais alentejanos e minhotos. Fausto, Né Ladeiras e Rdo Kyao sdo masicos portugueses que buscam inspiragdo na masica tradicional para as suas composicd¢ Em 1985, nasceram os Madredeus, um dos mais internacionais projeto: musicais portugueses. A formacdo, composta por Pedro Ayre José Peixoto, nas guilarras, Rodrigo Ledo, nos teclados, Francisco Ribeir \galhdes ¢ violoncelo, Gabriel Gomes no acordedo e Teresa Salgueiro na voz, arrebat Portugal e o mundo. A particularidade dos Madredeus esté tambér mistura de insirumentos e sons da miisica classica, popular ¢ tradicional origina uma misica de difcil definicdo, mas de imensa beleza e originalid Mésica tradicional ‘As expressbes da rdsica tradicional rfletem os costumes e tradi ‘Goes de um povo ou comunidade e a vivéncia dos meios rurais. Tem uma origem muito antiga e sobrevivern ao fer»po pela transmissao oral, assinalando variadas atividades sociais, como as colheitas, as vin dimas, 0 trabalho ritmado do campo, as festas e romarias, as procis: shes € 05 casamentos. Em Portugal, 0 legado da mésica tradicional 6 vasto e muito rico em influéncias e manifestagdes. Michel Giacomett, einomusic6logo origind- rio da Cérsega, fez 0 levantamento sisterndtico(recolha e gravagao fonogratical das expressbes rei dda mOsica tradicional portuguesa. Do seu trabalho extraordindrio resuilov, por exemplo, a Antologia ‘Midsica Regional Portuguesa, compilada em colaboragdo com 0 compositor e musicélogo Fernand Lopes-Graga Uma das maiores figuras da masica erudita portuguesa, Lopes-Graca fol uma referencia no didlos enire 0 universo da msi tradicional e a linguagem da msica erudita, trabalhando sobre as bases ci melodias e rtmos do folclore portugues. [2 Mca Giocom 6 O fado tera surgidk sec XIX boa e depressa conquistou 0 coragao d BBIICAS € nos temas de teal. Na transicGo para o hid da cidade. Em Coi est ainda hoje muito das simbolos mais distintivos da identidade cultural portuguesa e, em 201 foi elevado a Patrimonio material da Humanidade pela UNESCO. melodias melan: vO, que Via N um retrato dos dramas da vida (fo dominante no ambiente Boe: renatas, a tradigao do fado fente na vida Universitaria. O fado tornou-se um Silva, Carlos do Carmo e Amalia Rodrigues ais adorados. A beleza do fado deve-se tar bém 00 trabalho de compositores como Alain Oulman, Carlos Goncalves e Frederico de Freitas, e de mestres da guitarra portuguesa, como Armand nho, Nobre Costa, Caldeira Cabral, Jaime Santos eo genial Carlos Paredes. A partir dos anos 80 do século XX, uma nova geracao de fadistas, como Paulo Braganca e Misia, inovou a linguagem do fado. Até d atvalidade, este {lego criativo tem-se revelado nas vozes de Camané, Antonio Zambuio, Giistina Branco, Mafalda Amauth, Ana Moura, Katia Guerreiro, Pedro Mout rnho e Mariza, sendo esta ditima a intérprete com mais projecdo no circuito internacional A Noifa é um exemplo interessante de misica de fusdo influéncias do fado com misica eletrnica. Um projeto de Luis Varatojo, Jodo Aguardela, Vasco Vaz e Mité Mendes, A Naifa conta com letras e poemas de José Luis Peixo opes, entre outros. que combina ‘melancélicas:tstes bboémio: que gosta da vida des preocupada e da diversdo noturna ferry Guibermina Sugg (1895 -1950, natural do Porto, foi uma volonce- lista portuguesa de renome mun- al, que tacou nas mais prestige dos orquestras. Numa atura em {que as mulheres no fasiom da masica profssdo, Suggia tomou- se Wolncaista professional e cestudou ne Alemania e em ton- res, sendo 0 seu talento ado- mage € reconhecds globomente ‘apogeu: ponto alto, auge, pico maximo ‘erudita: de contexto académico € ‘oposto @ popular ‘etmomusicologia: estudo do misica como cultura, estudo musi- al etnogratico ‘vanguardistas: 6 frente do seu tempo, modernas e progressivas 2. A musica erudita portuguesa 01 No APOgEH do Estado Novo, entre 1940 e 1960, que duas geracé compositores marcaram a evolugdo da misica erudita portuguesa Luis de Freitas Branco, Vianna da Mota e Francisco Lacerda seguir ma tendéncia neoclassica, assente na propor¢ao, na ordem ena harmo’ da composic ando Lof aca e Joly Braga Santos enveredar va mais livre e com influéncias da etnomusicologia Lopes-Graca explorou aspetos da mosica ‘adicional em articulagdo co nguagem da misica erudita década de 60 do século XX trouxe influéncia das vanguardas mus cais misica erudita portuguesa, muito devido 4 formacdo no estrang} de alguns compositores da nova geracdo, da qual Jorge Peixinho e Emma nuel Nunes foram representantes maiores. Jorge Peixinho foi um compost que explorou diversas inovagdes vanguardistas, enquanto o trabalho Emmanvel Nunes evoluiu no sentido de uma linguagem musical attarr -omplexa, explorando a misica eletronica e sons gerados por computad A obra destes dois criadores abriv novas possibilidades estéticas ds g Ges futuras Outras contribuigdes notaveis neste género musical foram as de Carrapatoso, Anténio Vitorino d’Aimeida e Antonio Pinho Vargas. Na c dade, o trabalho de Sérgio Azevedo, Isabel Soveral, Luis Tinoco e A Chagas Rosa demonstram o dinamismo da missica erudita contempo em Portugal Realizam-se em Portugal importantes eventos musicais, como o F de Misica da Povoa de Varzim e o Festival de Misica da Casa de Mo Pacey re VARZIM do Festval de Misi 3.Amt Ica popular: da cancao de intervencao ao tempo presente Em 1974, a liberdade chegou nos acordes e nas palavras de duas cangdes imilicas presentes na meméria coletiva dos portugueses: £ Depois do Adeus, de Paulo de Carvalho, e Grandola, Vila Morena, de Zeca Afonso. A.cangdo de intervencGo univ a misica e a poesia na luta contra a ditadura. Zeca Afonso @ Adriano Correia de Oliveira foram os impulsionadores iniciais do canto de intervencdo. Apesar da censura, os cantores e poetas da resistencia deram voz 4 vontade de liberdade do povo. Manvel Freire, José M@rio Branco, Fausto Bordalo Dias e Sérgio Godinho, Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira, para além do respeito dos portugueses pelo seu papel Aa opasicdo ao regime, assinalaram um periodo criativo de grande dinamismo na misica popular nacional. Do rock a0 pop, passando pelo hip hop e pela eletrnica, o cendrio atual do musical popular portuguesa € muito diversificado, contando com a coexisténcia e cruzamento d varios géneros musicais, (Os anos 80 do século XX foram os anos do rock nacional: dos Her6is do Mar e dos Téxi até ao sucesso de Rui Veloso e Anténio Variacées, Xutos & Pontapés, GNR, UHF ou Radio Macau, 0 género afirmou-se e ganhou ‘adepos junto da juventude. Comecaram a surgir bandas de rockalternativo, como 05 Mido Morta, os Pop Dell’Arte, os Censurados e os Sitiados. Desde a década de 90 do século XX até hoje, nasceram projetos muito interessantes, dos quais Belle Chase Hotel, Ornatos Violeta, Cla e The Gif sao apenas alguns exemplos. Dead Combo é um projeto atual que faz a fusdo de sonoridades de rock, eletrOnica, ritmos africanos e brasileiros e blues. 0s Buroka Som Sisterna misturam os ritmos do kuduro, estilo musical ‘angolano, com a missica de danca eletr6nica. O hip hop, no contexto urbano da arle de rua e da vivéncia das comunidades de origem africana em Portugal, popularizou masicos como Valete, Boss AC, Dealema e Sam the Kid Musica ior de Mouros fi val de verdo a ser realizado em Portugal, na pequena homénima situada em Caminha. £Em1971,e depois de uma primein experiéncia em 1965, © aquele que foi o primeio festival pop/rock portugués, reunindo um Conjunto de misicos e bandas eclético: fllon John e Manfred ‘Mann, mas também es portugue ses Jorge Palma, Quarteto ‘Améla Rodrigues Constanga Capdevile foi a Unica compositora que se destacou indo durante o Estado Novo, Oe x0U uma obra inevadora, ainda ‘mais admiravel num contexto em ue a desgualdade entre géneros 10 um grave problema social ities: ligadas aos mitos, de ri zes fantasticas, de grande fama sonoridades: qualidades dos sons, tipos de melodias, sons e itmos diferentes A misica tradicional portuguesa ¢ um regional de instruments e tradigdes vocais. Te 1nos rituais e habitos das comunidades rurais 0 fado nasceu na lisboa do século XIX cor cangao marginal e rapidamente se elevou ao estatuto de cangdo nacional, ideia reforcada pela propaganda cultural do Estado Novo. A partir dos anos 80 do século XX, tem-se vindo a assistir revitalizacao do fado, que & hoje Patriménio Imaterial da Huma nidade # Amésica de intervendo marcou a luta pela liberdade e pelo fim da ditadura. mo uma agiio de |. Beene 00 Fado na Moura, isboo rr cre Ce eed 1 20 Em 1994, 0 cineasta Wim Wenders realizu Lisbon Story, ‘com participacéo dos Madredeus. Sugerimos que vejas este filme como um roteiro musical do amor de Lisboa pelo fado e pela guitarra portuguesa. 2. O projeto de Rodrigo Ledo, Os Poetas - Eire N Palavras, que musicou poemas de Mario dé Herberto Helder, Luiza Nelo Jorge © Al Ber! disponivel na internet. Seleciona dois poeme declamacdo musicada, Ié os textos original pratica a tua propria interpretacdo do poe” leitura expressiva = Danca tradicional e danca como expressdo social A danca é uma forma de ex desde as sociedades primit x10: €erimonial Como produto « de um povo, o que € esp ' bem chamad crencas e cost objeto de estudo etnogratia e a socio! ionais representam nas como a antropologia cultural, a Em Portugal, as comunitarios e turistcos, sendo dos portugueses fora da vide urbana, as danca: da que tinhar icloricas sdo hoje praticadas em eventos ‘0 a Sua expressividade na vida social Meios rurais. Com o crescimento das cidades e iradicionais foram perdendo muita da importan na sociedade As diferentes dancas tradicionais portuguesas tém origem nas diversas tegides do pais e espelham os hdbitos proprios de cada comunidade. O corridinho do Algarve, o bailinho da Madeira, o vira eo malhdo do Minho, __o&rmoniak relotno o ceriménia 0 fandango do Ribatejo, os pauiiteiros de Miranda de Trés-os-Montes, a chula ae s repertirio: onjunto ou colegio de € as rusgas do repert6rio folcl6ri Jouro Litoral ou a farrapeira das Beiras sdo exemplos do nacional. composicdes, pecas e obras 2 la Unidade 4 Dancas folcléricas: memoria viva da cultura portuguesa White rocco, dong ecien, Existem muitas relacdes complexas entre a danca e o contexto em que esta se manifesta, Diferentes culturas desenvolvem diferentes tipos de danca, de acordo com as idetas de cada sociedade acerca do corpo, da vida, da religido e das tradicdes. Nesta perspetiva, as dangas tradicionais sao mais do que for- ‘mas de entretenimento, jd que acompanham momentos importantes da vida das comunidades e tem uma relagGo intima com 0 imaginario popular. As dangas folcléricas persisten na memoria coletiva como simbolo do pais tradicional e da sim- plicidade do povo portugués, uma imagem que foi cultivada pela ditadura do Estado Novo. Muito longe do pais real, que softia 0s atrasos provocados pela ditadura, os registos de dancas tradicio ais nos filmes de propaganda mostravam jovens sorridentes vestidos com trajes regionais, um retrato fabricado pelo modelo social do Estado Novo. ‘Apds a Revolugao de 1974, a danca emancipou-se dos formatos que Ihe haviom sido impostos pelo ideologia do Estado Novo. A par da diversificagdo da danca aristica e de palco, as dancas tra- dicionais foram perdendo 0 seu atrativo. O pais rural deu lugar ao pais urbano, pelo que as dancas folcloricas esto atualmente associadas a praticas pouco relevantes na vida real das pessoas, estando geralmente reservadas a eventos turisticos ou populares. A. primeira pega opresentada pelo grupo Verde Golo intitlava- se 0 Muro do Derree efo\ apre- sentada em 1940. 0 grupo foi iodo na sequénca da odmira- «60 de Anténio Ferto pelos Ballets Russes, uma das companhios de ddanca mais influentes de todo 0 século XX, orientada por Sergio Diaghilev entre 1909 € 1929, Cm tharmoniosos: melodiosos, propor. ionais e ogradaves caristocracia: classe da nobreza, fidalgos e nobres da monarquio Conservatério: estabelecimento pblico de ensino de belas-ortes, rmOsica e arte dromatica 22 1. A danga portuguesa: um projeto adiado {A danga evoluiv, « partir do século XV, associada ao ballet, um ¢ ‘marcado pela técnica rigorosa e pelos movimentos harmoniosos. Em Po gal, a danca entrou na época moderna associada 4 corte e a vida de or focracia. A partir do século XVile até finais do século XIX, dominou 0 m italiano de danca teatral. £m 1836 a Rainha D. Maria Ii criou o Conservato Geral de Arle Dramatica, que mais tarde passou a ser designado ¢ vat6rio Nacional de lisboa. Nas palavras de José Sasportes, «o século XX esperava por duas ‘ocinema e a danca». Em 1912 e 1913, respetivamente, Ruy Coelho e An Negreiros apresentaram criagdes que faziam crer na mudanga de do portuguesa. No entanto, 0 fracasso da 1.° Repiblica e 0 inicio da dios do Estado Novo condicionaram a evolugdo da danga portugues: assim continuava a ser um projeto adiado. Em 1940, Antonio Ferro, reso savel pelo Secretariado de Propaganda Nacional, convidou Francis Gr para conceber 0 Verde Gaio, um grupo de danga com raizes no fo nacional. Esse ensaio de uma companhia de danga oficial do regime durou muito tempo, tendo falhado assim a tentativa de Antonio Fert usar a danca como meio de propaganda pottica no Conse da Ditadurc de Ballad as R 8 4 ando da instituicdx 00s problemas existent ‘ © coresgratos profi sionais er danga nacional 2. Ballet Gulbenkian e Companhia Nacional Bailado: a Nova Danca Portuguesa Gulbenkian de Ballado, que comecou a fos portugueses, como Agueda Sena, Francis \cheiras. Depois da Revolucdo de Abril, a companhia chamar-se Ballet Gulbenkian. Em 1977, Jorge Salavisa tornou-se ciou um periodo de modernizagao da companhia que fos mais marcantes dos anos seguintes, Vasco jo trabalho definiy novos rumos na dancd ;afos tem uma longa lista de colaboracdes com obriv os. Wellenkamp nacional compan sentou obras de Alé 4 sua extingdo, em 2005, o Ballet Gulbenkian apre Paulo Ribeiro, Vera Mantero, Clara Andermatt e Rui Horta, entre outros A Companhia Nacional de Bailado, criada em 1977, também ajudou a cfirmar a danca em Portugal, em especial com Jorge Salavisa como diretor, enire 1997 € 1999, periodo em que a Companhia Nacional de Bailado iniciou um projeto criativo completo que incluia um repertorio, um corpo de baile coreografias originais. Vasco Wellenkamp dirigiv esta companhia entre 2007 e 2010. Ballet Gulbenkian e a Companhia Nacional de Bailado tiveram um papel crucial no desenvolvimento da Nova Danga Portuguesa: esta foi a expresséo ulilizada pelo critico Antonio Pinto Ribeiro para se referir 4 geracao de bailarinos e coredgrafos que se destacaram nos Ultimos vinte anos do século XX: Paulo Ribeiro, Rui Nunes, Vera Mantero, Clara Andermatt, Paula Massano, Francisco Camacho, Jodo Fiadeiro, entre outros. trabalho conjunto entre a bai escullor Rui Chates. Criadé representar Portugal na 26 Paulo, no Brasil (2004), 0 ada por Mantero, que se fava. sus escultura de ferro da hates BALLET GULBENKIAN coredgrafos: profssionais que compdem ballads ou pegas de ddanga, quem cria coreagrafias 23 3. A danca portuguesa hoje: caminhos de Biister hoje em Portugal vérios excecao eventos de danca, como o Andon 95, 0 Akantara,« Quinzena de Em 1984, Madalena Perdigdo criou 0 ACARTE (Servico de Animacdo, Danga de Almada, © OC Fest Criacdo Arfstica e Educacao pela Arte}, que, com uma programacae inova Intemacional de Danca Conte dora, ajudou a aproximar a Nova Danca Portuguesa ao panorama interna Poréneal, em Evora, @ 0 FDANC ional. Enire outras iniciativas, os Encontros ACARTE ajudaram a educar ¢ ested egocon sDa poblico nas novas esléticas da danca contemporanea, bem como a div Grterpotnes Siem gar o trabalho dos novos criadores nacionais. Guimardes, ha ainda 0 Guidance em visivel na diversidade ‘Aheranga da Nova Danco Portuguesa é b femc da danca em Portugal, que privilegia a criacdo individual. Assim, pod identificar alguns criadores e a natureza distinta das suas obras ulturas Clara Andermatt explora a danga como expressdo de varias c IS Si didlogo, 0 que explica a presenca da influéncia cabo-verdiana © obras. Vera Mantero trabalha sobre os limites da propria danga e explo influéncia das regras sociais na expressdo dos individuos. Paulo Ribeiro aborda as consequéncias da heranca repressiva do dura na mentolidade portuguesa face 4 tentativa de libertagao individ Rui Horta explora a tematica do movimento do corpo no espa! tempo Francisco Camacho interroga o cardter simbdlico do que é ser porty Né Barros, Daniel Cardoso, Miguel Pereira, Tiago Guedes e Sivia & 's0 outros coredgratos e bailarinos que hoje continuam a desenvolver enriquecer a danga portuguesa, numa prova de qualidade e divers ‘no panorama nacional. ‘Muitos profissionais criaram as ‘suas proprias companhias, por exem- plo, a Companhia de Danca Olga Roriz, a Companhia Paulo Ribeiro, a ‘Companhia Clara Andermatt, 0 Quo- rum Ballet, de Daniel Cardoso, O Espaco do Tempo, de Rui Horta, a Eira, CORI F075¢0 Comacho @ Motercis ere Diversos, de Tiago Guedes. bbeleza, formas de representar 0 ue se julga belo simbélico: que representa uma dela abstrata, que se identifica ‘com uma qualidade ou caracteris tica de um simbolo Vera Montero 24 Danga 0 Recorda * Adana pode ter variadas funcées: social, espirtual ou arfistica. Existem modelos diferentes de danga de acordo com as culturas onde estas tém origem, Assim: A tradido ocidental da danca privilegiou o ballet como exemplo de rigor técnico e graciosidade. As dangas tradicionais nao pertencem & mesma categoria que as dancas de palco, como o ballet. As dangas tradicionais 04 folcléricas sd0 manifestagdes populares de costu mes sociais ancestrais. * A danca moderna e a danca contempordnea consti tuem os momentos de mudanca nos padrées do ballet dlassico e de abertura da danca a novas linguagens arfisticas. * ANova Danga Portuguesa foi um movimento que abriu ‘a.danca nacional a pluralidade que hoje se verifica em Portugal iT speticuo de bot ey Ene ropostas de atividades 1. So muitas as coreogratias baseadas na literatura em 3. Escolhe uma das dangas do folclore portugués, pesquisa epis6dios da historia de Portugal, como Pedroe Inés. de as suas origens e tenta executd-la com alguns dos teus Olga Roriz, e O Rei no Exllo, de Francisco Camacho. ‘amigos. Propomas-te uma pesquisa sobre essas obras eo ‘elabora¢ao de um portefélio sobre os seus criadores. 1. Na internet esta disponivel o documentério Let's Talk about it Now, da autoria de Margarida Ferreira de Almeida, sobre Vera Mantero e a sua obra, V8 o filme para perceberes melhor o trabalho desta coredgrafa e bailarina s6o: saudavel, com save adeptes: opoiantes de um clube desportivo ou de um atleta, adr radores A expressao «mente sd em corpo $80 resume o ideal de equi ‘© bem-estar mental e a boa forma fisica, Para além dos beneficic nossa sade, o desporto tem uma dimensdo social importante. 0, 1a pratica de desportos organizados ou em atividades desportiv amigos, 0 desporto aproxima as pessoas e ajuda a criar lage nheirismo e espitito de equipa. Os Jogos Olimpicos so 0 exer significativo da ideia de cooperagao e paz entre as nacées, « p’ © espirito desportivo é uma linguagem universal muito positiva Como qualquer outro pais, Portugal tem os seus desportos favor que movimentam mais adeptos e alimentam os principais circuitos tivos. Ha uma paixao generalizada pelo futebol, o lider indiscutive ‘os desportos para a maioria dos portugueses. No entanto, outros sd também muito populares, como o basquetebol, o andebol, o héquei em patins ou 0 ciclismo. Nas modalidades individuais, so varios os atletas que se destac Panorama internacional, e no apenas no atletismo, que em Port uma longa tradi¢do. 0 judo, a vela, a canoagem ou a esgrima inc Na lista de modalidades que trouxeram medalhas olimpicas a histo: desporto nacional. 1. Paixdo lusitana Portugal O fulebol € a grande paixdo desportiva dos portugueses, que sequem alentamente as competicdes e vibram com as jprOezas e vitérias dos seus lubes do coracdo. 0 futebol portugués & regulamentado pela Federacao Portuguesa de Futebol, que organiza diversos niveis de compelicao, entre fulebol profissional e amador, entre categorias de equipas e também entre geragdes. No setor profissional, funcionam em Portugal a Primeira Liga, que se refere 00 principal campeonato entre clues, seguido da Segunda Liga, reservad aos clubes que se seguem na hierarquia. A Taga de Portugal 6 uma das competi¢des mais iconicas do futebol nacional, sendo uma com- Pelicdo disputada por eliminatérias cuja final se realiza anualmente no Estédio do Jamor, em clima de verdadeira festa. A selecdo portuguesa Tepresenta o pais nas competicées intermacionais, como o Europeu de Fute- bol ou © Campeonato do Mundo, e consta da lista de selecdes de topo da FFA organismo que rege o futebol internacional e que atribui os maiores prémios futebolisticos. Quando a selecdo nacional joga, 0 pais apoia incon- dicionalmente e em massa a equipa, criando fendmenos incriveis de mobi- izagdo desportiva Gbes classicos do futebol em Portugal sdo 0 Sport Lisboa e Benfica, 0 clube com mais adeptos, Sporting Clube de Portugal e Futebol Clube do Porto, o mais antigo do pais. Outros clubes importantes sao 0 Boovista, 0 Sporting Clube de Braga, 0 Belenenses, 0 Vitoria de Guimardes, o Estrela da Amadora, o Académica de Coimbra e o Nacional da Madeira. € tradicdo os lubes terem os suas préprias escolas, onde muitos jogadores comecam a ua formacdo desde muito jovens. A fama futebolstica de Portugal comprova-se pelo percurso intemacio- ‘al brihhante de muitos jogadores, alguns dos quais se tomnaram verdadei- ras lendas do futebol mundial. Eusébio, Luis Figo e Cristiano Ronaldo sdo egadores que figuram na galeria dos génios mundiais do futebol. Dos trei- nadores porlugueses, José Mourinho destaca-se pela estratégia e pela copacidade de liderar equipas em vitorias sucessivas, como fez no FCP, no Chelsea e no Real Madrid Cstano Ronaldo inidade 5 oe € possivel um atleta naturaizar ‘se portugues e assim partcipar fem eventos desportivos pelos selegdes nacionais. Foi essa a escolha de Deco, conhecido ‘como “o magico", um dos mais famosos jogadores de futebol dos itimos anos. Fez épocas ‘magnifcas com 0 Futebol Clube do Porto, incuindo a vitéria na liga dos Compedes e na Toca UEFA. Estadio do Dragéo, Futebol Cube do Porto, roezas: a;es ou atos de grande valor e qualidade ‘mobilizagae: a¢30 de motivar e lenwolver pessoas para uma causa estratégia: técnica ou método estudado para atingir um objetivo —- tugueso partipou na V Okmpioda, COlimpicos, o maior evento de: Sudcia, erm 1912. Ankinio Stomp, portivo m \isa promover a sauckavel competicao desportva come | que porcipou nas provas dos {ator de entendimento entre as nacdes. Atéd data, diversos atletas de diferer 00 e dos 200 m, fol © primero modotidades arrecodaram vit redalhas olimpicas para o pais ortuguils © partcipar nos Jogos Olerpicos. Nesta ego. parti (0s atletas portugueses que ganharam medalhas de ouro foram as len los Lopes e Rosa Mota, na Maratona, Fernanda Ribeir param ainde Armando Cortesdo das do atl mil metros, e Nelson Evora, no triplo salto. Femando Correa, na esgrima, © No historia recente de outras modalidades, destacam-se Nuno Delgad: medaiha de bronze no judo, Rui Silva, medatha de bronze nos 1500 metr de atletismo, Vanessa Femandes, medalha de prata no triatlo, Sérgio Pa nho, medalha de prata no ciclismo, Vitor Rocha e Nuno Barreto, medalha d bronze na vela, e Fernando Pimentel e Emanuel Silva, medalha de prata r joagem, na categoria de K2 tonic Perea e Joaquim Vil Eventos desportivos destinados a atletas portadores de deficiéncia, os Jogos Paralimpicos sao um simbolo do desporto como _impulsionador de inclusdo e igualdade social. Desde a primeira participagdo portuguesa, er 972, os atletas paralimpicos tém sido o orgulho do pais, Em onze modalida des, mais de duzentos e cinquenta atletas contribuitam, ao longo dos anos, para o impressionante total de oitenta e oito medalhas paralimpicas: vinte cinco de ouro, trinta de prata e trinta e trés de bronze, atletismo attetismo @ uma modaiidade desporiva constivida por diversas especiaiidades, agrupadas em corridas, langamentos e sallos. As pro- vas reaiizam-se em estidios com pistas de atletismo, com excecdo da maratona, e das provas dos 20 km e 50 km de marcha, que so dispu- todas em estrada atletismo € um desporto muito popular em Portugal e conta com excelentes resultados dos atletas portugueses, representados historica- mente pelos nomes mais queridos pelos portugueses, Carlos Lopes e Rosa Mota. Carlos Lopes 6 a maior lenda do atletismo em Portugal. Foi campedo recordista da maratona nos Jogos Olimpicos de Los Angeles, em 1984, 1rs vezes campedo mundial e duas vice-campedo, recordista Europeu dos 10 000 metros e recordista mundial da maratona em Roterdao. Rosa Mota venceu, em 1987, 0 campeonato mundial da maratona e, em 1988, ganhou « medalha de ouro nos Jogos Olimpicos de Seul 3. Desportos radicais: a alina ¢ iit aventureiro Nem s6 de modalidades olimpicas se faz o desporto portugues, Nos it ‘mos anos, o fendmeno dos desportos radicais tem crescido quer em termos de praticantes, quer em termos de popularidade. Por definigdo, desportos radicais sdo atividades desportivas para os apaixonados pela adrenaling & pelo risco. Privlegiam a criatividade e a ipericia dos executantes, normal mente em contato com a natureza ov em contexto urbano. Sdo exemplo de desportes radicais 0 surf e 0 bodyboard, 0 skate, o parkour, a escalada, 0 rafing. 0 rappele 0 BTT(bicicleta todo terreno), entre muitos outros CO surfe.o bodyboard sao dos desportos radicais mais populares em Por tugal, 0 que se justifica pela tradicdo de desportos nauticos do pais e pela excelente Offa costeira otlantica, cujas caracteristicas sao ideais para a pra- fica destes desportos. A Ericeira, pequena localidade perto de Matra, & 0 {ico local na Europa eleito Reserva Mundial de Surf. Com condicées ideais para a formacdo de ondas de qualidade, a Ericeira acolhe o Campeonato ‘Mundial de Surfe muitas provas nacionais de destaque. A selegao nacional de surfja foi quatro vezes camped europeia, o que demonstra a importancia do surf em Portugal. Os nomes maiores do surf e do bodyboard nacionais 60, entre outros, Tiago Pires, Vasco Ribeiro, Paulo Rodrigues, Catarina Sousa, Manvel Centeno, Hugo Pinheiro, Jodo Guedes e Lu's Pere'ra. Nos cidades, a paisagem ganha movimento com o skate, sendo comum encontrar grupos de jovens a praticd-lo nos espacos pablicos. No resto do ‘pais, os rios e as serras proporcionam cenarios perfeitos para a pratica de desportos como o rafting, 0 rappel e a escalada, j j ‘Ske one pon da Casa da Misica, Port. Unidade 5 na A selecgdo portuguesa de rguebi 6 conhecida como “Os Lobos" e tem vindo a destacar-se no panorama desportiv port quis. Em 2007, “Os Lobos" fize rom historia a0 fornarem-se no primeira selecto completamente ‘amadora a conseguir chegar fase final do campeonato mun: dial da modalidade, no torneio ue se realzou em Franca. ord lobong Campeonato Munda de Sut Erie ‘edrenatina:hormona que aumenta ‘© batimento cardiaco, associoda & ‘exctagdo, sco perigo pericia: habiidade ¢ experiéncio ‘numa arte, ofcio ou ago ‘rl: margem, beira de mar

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