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Acadêmicos: Jéssica Paula Hartmann e Fabiano Luís Behn da Silva

Professor: Rodrigo Brito Fellin


Disciplina: Estágio Específico na Ênfase I (B) e II (B)

Resenha do artigo “O NOVO CORONAVÍRUS E OS IMPACTOS PSICOLÓGICOS DA


QUARENTENA” de Cristina Silvana da Silva VASCONCELOS, Izabella de Oliveira
FEITOSA, Plácido Lucio Rodrigues MEDRADO, Ana Paula Barbosa de BRITO.

Neste artigo os autores trazem a notícia do surgimento do novo coronavírus causador da


Covid-19, doença altamente transmissível e que em alguns casos pode levar a óbito. Iniciada
numa cidade chinesa (Wuhan), foi se disseminando pelo mundo todo, tornando-se uma
emergência de saúde pública e interesse internacional pela OMS. Sendo necessário tomar uma
série de medidas como forma de conter o avanço desse vírus, dentre elas a quarentena, também
chamada de isolamento social, ou seja, um período de restrição de circulação de indivíduos
potencialmente expostos a um determinado agente infeccioso. Mesmo sendo usado os dois
termos como sinônimos, difere-se o primeiro como indivíduos saudáveis ou assintomáticos
isolados no período de incubação do vírus, enquanto o isolamento social trata-se de indivíduos
infectados isolados de pessoas saudáveis para evitar a transmissão.
Surgindo no Brasil o primeiro caso da doença em fevereiro de 2020, foi decretado estado
de quarentena através da lei 13.979/2020, fazendo assim com que estados e municípios
brasileiros decretassem emergência de saúde pública, determinando o fechamento de escolas,
igrejas e outros lugares com aglomerações. Orientando a população a permanecerem em suas
casas, isoladas, sem contatos com pessoas externas do seu convívio, evitando-as de serem
vetores de pessoas que fazem parte de grupos de riscos.
Os autores relatam que a rápida progressão da epidemia, juntamente com informações
contraditórias, pode provocar mudanças de comportamentos, impulsionando o adoecimento
psicológico. Surgindo também um estado de pânico social global e sensação de angústia,
insegurança e medo, devido ao isolamento. Podendo se prolongar mesmo após o controle do
vírus. Mesmo que seja uma medida muito utilizada em saúde pública para preservação da saúde
física, se faz necessário pensar também na saúde mental e no bem-estar das pessoas que se
encontram submetidas ao isolamento. Objetivando o presente estudo a fazer uma análise sobre os
efeitos psicológicos da quarentena, indicando estratégias de enfrentamento, com o intuito de
minimizar os possíveis danos.
De acordo com o artigo, há um consenso na literatura que diante de uma emergência
pública provocada pela quarentena ou isolamento social, podem ocorrer diferentes sintomas
psicológicos. Os mais comuns, segundo estudos, foram ansiedade, medo, raiva e estresse. Em
relação ainda aos estudos, o nível de estresse diário e sintomas de estresse pós-traumático podem
causadores de risco para depressão em pessoas de quarentena. Medidas de restrições impostas
como forma de contenção da infecção, poderão ter efeitos psicológicos pontuais e a longo prazo.
A sensação de “encarceramento” pela quarentena tende a maximizar tais efeitos.
Conforme os autores, foram realizados estudos durante o surto inicial do Covid-19 na
China com mais de 1210 entrevistados, de 194 cidades. Neste estudo, comprovou-se que 53,8%
avaliaram o impacto psicológico do surto como moderado ou grave; 16,5% relataram sintomas
depressivos moderados a graves; 28,8% relataram moderados a graves sintomas de ansiedade e
8,1% relataram níveis de estresse moderado a grave. Concluíram então que pode haver um maior
impacto psicológico nas mulheres e em grupos de estudantes, em que os níveis de estresse,
ansiedade e depressão manifestaram-se de forma aumentada. Também verificaram que pessoas
que passaram a adotar práticas de prevenção e buscaram informações em meios oficiais, tiveram
menor impacto psicológico. Quanto aos impactos, as epidemias podem levar ao surgimento de
sintomas psicológicos em pessoas que antes não os tinham. Agravar sintomas em pessoas com
caráter pré-existentes, causar sofrimentos aos cuidadores de pessoas doentes e podem motivar as
pessoas a tomarem medidas ou remédio não comprovados, prejudicando a sua saúde.
Os autores trazem como estratégias de enfrentamento e intervenções em crises
psicológicas o atendimento online. Sendo uma das alternativas a Terapia Cognitiva
Comportamental, pois através da psicoeducação, ensina o paciente a lidar com a doença,
possuindo também técnicas de relaxamento. Sugerem ainda que informações verdadeiras devem
ser transmitidas por veículos oficiais, diminuindo desta forma o impacto emocional negativo.
Manter a transparência quanto a fluxos nos serviços de saúde, vacinação, número de pessoas
infectadas e recuperadas. Elaboração e divulgação de vídeos informativos sobre gerenciamento
do estresse e técnicas de relaxamento. Buscar poucas informações diárias, com fontes fidedignas,
evitando as fake News. Fomentar o apoio social, seja através de ligações telefônicas ou chamadas
de vídeos, pois ajuda as pessoas a lidarem com situações estressantes de forma mais eficaz.
Manter rotinas e tarefas regulares em ambientes diferentes da residência e a realização de
atividades físicas, evitar o uso de álcool e tabaco ou outras drogas, pois a longo prazo elas
pioram o bem-estar físico e mental. Podendo dessa forma atuar como atitudes protetivas e
minimizar os impactos e efeitos psicológicos do isolamento, tornando esse momento menos
causador de sofrimento psíquico.

Referência Bibliográfica
Silvana da Silva Vasconcelos, C., de Oliveira Feitosa, I., Lucio Rodrigues Medrado, P., &
Barbosa de Brito, A. P. (2020). O NOVO CORONAVÍRUS E OS IMPACTOS
PSICOLÓGICOS DA QUARENTENA. DESAFIOS - Revista Interdisciplinar Da Universidade
Federal Do Tocantins, 7(Especial-3), 75-80. https://doi.org/10.20873/uftsuple2020-8816

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